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A cidadania e a reinvenção do homem - Jornal Cruzeiro do Vale

A cidadania e a reinvenção do homem

14/05/2013 03:30

Thiago Burckhart | Estudante de Direito

 

Diante da característica rotina da vida corrida presente em nossa sociedade atual, são poucos os momentos que as pessoas se entregam a pensar criticamente sobre a vida e os fatos, os acontecimentos de seu dia-a-dia, que lhe rodeiam e lhe influenciam, mas que não são objetos de reflexão. Diante disso, o homem passa a se preocupar única e somente com os aspectos que lhe influenciam diretamente, como assuntos familiares e de trabalho.

 

Nesse sentido, a cidadania aqui entendida como a capacidade que o homem tem de agir e pensar coletivamente em prol de uma causa em comum, fica cada vez mais distante do homem e de sua vida. Os atos do homem de hoje visam a perpetuação de uma ordem individualista que é exigida e concebida como a única forma de se bem-viver, ou seja, uma imposição social.

Deste modo, poucos são os que se engajam em movimentos sociais reivindicatórios, que visam à conquista ou a garantia de determinados direitos. Poucos são aqueles que acreditam nas utopias e na ideia de que a utopia de hoje pode ser a realidade de amanhã. Poucos são aqueles que compreendem as relações de poder dentro da sociedade e seu espaço perante ela. O pragmatismo nos consome a cada dia, seja no tempo ou no espaço. O homem vê-se cada vez mais infeliz com sua situação, mas pouco contribui nesta mudança.

 

Fredrich Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, propõe a superação do homem como uma forma de se libertar diante dos males. Mas, o que seria esta superação? Nietzsche propõe que o homem busque o verdadeiro conhecimento, aquilo que contribua para a construção da virtude humana e para sua libertação. Nietzsche dizia que o homem deve se superar e passar, atravessar a linha que o separa do primitivo ao superhomem, aquele que atinge a plenitude de ser humano. 

 

Portanto, não há de se hesitar em refletir sobre sua condição, sobre seus pensamentos mais utópicos. O pensamento crítico deve fazer parte de nosso dia, como se toma o café da manhã, como se almoça e se janta, o conhecimento crítico e a cidadania devem estar presentes entre os valores mais belos do ser humano. Não hesite em pensar!

 

 

Edição 1488

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