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E você? - Jornal Cruzeiro do Vale

??? Sorria que eu estou te filmando... ???

17/11/2017

Nas últimas semanas, duas decisões judiciais tem causando espanto na internet quando o assunto é publicação de vídeos em redes sociais, flagrando alguém cometendo um crime ou em uma situação desonrosa.

Na primeira sentença (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), uma mulher foi condenada a indenizar em R$ 5.000,00, a título de danos morais, o dono de um cão que, em tese, estaria agredindo o animal. A mulher filmou toda a ação e publicou o vídeo em seu Facebook.

O ofendido alegou que recebeu diversas ameaças de morte, inclusive, com dificuldades de sair na rua com medo de ser espancado. Por fim, afirmou que não autorizou a mulher a publicar sua imagem.

No outro caso (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), uma mulher que foi traída publicou imagens e vídeos do adultério de seu marido com a amante. Com a honra ofendida, a companheira casual ingressou com uma ação de indenização por danos morais, sob o fundamento de que foi difamada e vinha recebendo ameaças de mães de família. Alegando violação ao direito de privacidade, o Magistrado condenou a autora das publicações ao pagamento de R$ 8.000,00, com objetivo de reparar o dano sofrido pela amante.

Para uma parte dos internautas as decisões inverteram os valores morais, privilegiando o lado errado. Acreditam, inclusive, que em ambos os casos quem sofreu o dano moral foi quem publicou os vídeos, que as propagações das imagens, até certo ponto, servem para a mulher traída ou a que presenciou cenas de maus-tratos ao cão extravasar a sua raiva e angústia.

De outro lado, para os adeptos das decisões, alegam que não há mais privacidade em casa ou nas ruas. Qualquer pessoa hoje em dia possui um celular com uma câmera filmadora no bolso da calça, aguardando um momento para se tornar um repórter ou para prejudicar alguém. Citam como exemplo o de fotografar vítimas mortais em acidentes de trânsito, muda-se o fato, porém, a teoria é a mesma. Não são contra a filmagem flagrando um eventual crime, contudo, que seja encaminhado às autoridades policiais, com o devido procedimento legal.

E você, acredita que as decisões judiciais foram coerentes e acertadas ou considera que estão equivocadas?

Resultado da enquete:

Na última coluna, falei sobre a carona oferecida em redes sociais pela jovem Kelly, que acabou assassinada pelo passageiro. Perguntei aos internautas se Kelly foi ingênua ou vítima:

Veja o resultado:
73% Vítima
27% Ingênua

 

Edição 1827
 

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