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A volta dos que não foram: os politicamente corretos - Jornal Cruzeiro do Vale

A volta dos que não foram: os politicamente corretos

16/02/2018

O feriado de carnaval foi o palco perfeito para estrelar o auge dos politicamente corretos. Primeiramente, precisamos esclarecer a origem do carnaval no Brasil. O início foi no período colonial (1500-1822), sendo que as primeiras manifestações eram praticadas pelos escravos. Com a “evolução” da festa, tornou-se um evento mundialmente conhecido, que atrai milhares de turistas para o nosso país, principalmente pelo “investimento” do Poder Público para a realização dos eventos.

 O que deveria ser um momento de lazer e descontração se transformou em um cenário para oportunistas e pseudointelectuais borrifarem críticas a tudo e todos.

Na segunda-feira, dia 12, a agremiação carioca Acadêmicos do Salgueiro desfilou na Sapucaí com o enredo "Senhoras do Ventre do Mundo" para celebrar a história da mulher negra. Para tanto, pintaram o rosto de todos os integrantes da bateria de preto, o que causou uma revolução nas redes sociais, atacando sem dó e piedade a escola de samba, acusando-a de combater o racismo com mais racismo.  Engraçado, que nenhuma dessas pessoas criticou o fato de que cada escola de samba recebeu até 2 milhões da prefeitura do Rio para desfilar, enquanto servidores públicos, negros ou não, estão com o salário atrasado.

De outro lado, uma atriz global se fantasiou de índia, implodindo, novamente, as redes sociais. A artista indígena Katú Mirim deu início à campanha #ÍndioNãoéÉFantasia, com mais de 2 milhões de visualizações em seu vídeo. Inclusive, pessoas que se declaram indígenas postaram em suas páginas na internet a campanha com a hastag acima (Sim, índio também possui acesso à web). Outra balela, hoje em dia o próprio índio se fantasia para reivindicar terras ou caminhonetes de última geração. Indígena raiz não sabe nem ler e escrever português, muito menos o significado de “hastag”.

No ritmo do politicamente correto, o Navegay (na cidade de Navegantes) acabará, fantasia de enfermeira será uma afronta ao pessoal da saúde, se vestir de presidiário ofenderá os direitos humanos de quem realmente está encarcerado, até mesmo a alegoria do chaves estará com os dias contados, já que nada mais é que uma provocação aos sem-teto.

Há um certo exagero, carnaval é sinônimo de festa, alegria, brincadeiras, devendo, em tese, saber distinguir de um ato de racismo ou preconceito. Acredito, que a fantasia ideal para os críticos de plantão é a de todos vestidos de branco, claro, se não ofender a pomba da paz, as noivas traídas ou quem não passou bem o reveillon.

Os Unidos do Politicamente Correto voltaram com tudo!

E você, o que pensa sobre isso?

 

Edição 1838

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