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Todo mundo mente! - Jornal Cruzeiro do Vale

Todo mundo mente!

01/06/2018

Por diferentes motivos, de diversos modos, em situações distintas, só se tem uma certeza: todos mentem!

A criança, ao aprender a falar, já desenvolve o dom de mentir. Ao ser indagada pelos pais se quebrou, comeu ou escondeu alguma coisa, mente. Os pais questionam mesmo sabendo que a resposta será negativa/mentira.

Na adolescência, continuamos a ocultar a verdade. No colégio, quem nunca mentiu que já fez os deveres ou que não aprontou contra uma colega de classe? Ou omitiu a verdade do porquê chegou atrasado na sala de aula? Quem nunca chegou bêbado em casa e alegou para os pais que comeu alguma coisa estragada?

Porém, talvez, o auge das mentiras está na fase adulta, com tantas oportunidades para mentir: com os amigos, no trabalho ou com a família.  Se você já mentiu para seus amigos que não poderia sair por causa de um problema de saúde, sendo que na verdade estava de pijama vendo NETFLIX, você já mentiu! Se você já elogiou o chefe ou afirmou estar contente com o seu salário e carga horária, você, infelizmente, já mentiu! Se você já postou no facebook que a sua mulher ou marido são perfeitos, ou negou até a morte ter olhado para um rabo de saia na rua, você mentiu! Se sua namorada já perguntou se está gorda ou se a roupa ficou boa, e você respondeu “está linda, amor”, você possivelmente mentiu. Quem nunca mentiu para um policial, médico ou advogado?

Chegando a terceira idade, você se sentirá um expert da mentira, pois mentiu a vida toda. Seus familiares vão lhe perguntar se você sente dor, se está tudo bem, mesmo morrendo de dores e se sentindo fraca, você responderá de onde não tem forças em alto e bom som: - Estou melhor do que nunca, vou longe ainda. Embora, o motivo seja o melhor possível, para não os preocupar, você é um mentiroso!

Agora que você já lembrou de alguma mentira e que não é mais puritano, muita calma.

Existem dois níveis de mentira: a inocente e a doentia/criminosa.

A inocente se enquadra em todos os exemplos acima. Apesar de não prejudicar ninguém, não deixam de ser mentiras.

Porém, o grande problema da mentira é quando é utilizada para obter vantagens ilícitas, induzir alguém ao erro, omitir ou cometer um crime grave, ocultar bens, dentre outros.

Inclusive, mentir em excesso e diariamente é uma doença denominada de mitomania, que atinge uma considerável parte da população. A doença consiste em criar um mundo paralelo e fazer com que as pessoas acreditem no fictício, com histórias surreais, normalmente acompanhadas de alto poder financeiro, quando na verdade a conta está no vermelho.

Mentimos por medo, por vergonha, por doença, para obter vantagens, para ganhar aumento, para conquistar alguém, para não ganhar uma multa, para receber um atestado médico, não importa o motivo, mentimos.

E você, já mentiu hoje?

 

Edição 1853

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