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Intolerância política - Jornal Cruzeiro do Vale

Intolerância política

23/03/2018

A morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), alvejada por vários tiros no dia 14/03/2018, reascende um antigo tema de discussão: a intolerância política no Brasil. Esquerda ou direita, PT ou PSDB, Lula ou Bolsonaro... todos nós deveríamos lamentar o eventual assassinato de Marielle.

Marielle era conhecida por dogmas políticos radicais e opositores. Por exemplo, defendia os direitos humanos para todos, socialismo como forma de economia e era contra a intervenção dos militares na cidade do Rio de Janeiro. Apesar de a maioria dos brasileiros lamentar o óbito da vereadora, houve quem comemorasse, assim como ocorreu quando Marisa Silva, ex-mulher de Lula, faleceu vítima de um AVC, ou em tantas outra situações. Inclusive, os adeptos da política de Marielle semearam ódio recíproco ao desejar igualmente a morte de Bolsonaro.

O caso mais recente foi o do cantor Agnaldo Timóteo, que ataca a região sul do país zurrando que somos ‘miseráveis’, ‘preconceituosos’, ‘elitistas’ e ‘babacas’ por simplesmente não glorificar Lula. Mas, o que podemos extrair de todos esses fatos?

Há uma quebra da essência da democracia. Silencia-se a voz do povo representante da soberania nacional. Depois de tanta luta, mortes e prisões, o Brasil conseguiu abolir a ditadura do século XX. Ao contrário de nosso vizinhos sul-americanos, devemos resistir ainda mais para que não sejamos refém de uma só voz novamente.

A tolerância política passa por uma reconstrução na educação e formação de um individuo para que respeite a opinião de cada um. Deve-se intensificar a importância da diversidade de juízo, criando uma sociedade democrática, que incentiva o diálogo, com objetivo de evoluir a coletividade de uma forma geral, evitando cair na profecia de Renato Russo em uma de suas músicas: “Vamos festejar a inveja; A intolerância, a incompreensão; Vamos festejar a violência; E esquecer a nossa gente; Que trabalhou honestamente a vida inteira; E agora não tem mais direito a nada”

E você, o que pensa sobre isso?

CTG

Na coluna do dia 09/02/18, publicada com o título ‘Depois de 35 anos, Gaspar pode ficar sem Rodeio Crioulo’, foi mencionada, em primeira mão, a possibilidade da nossa cidade ficar sem o tradicional rodeio campeiro. A matéria foi compartilhada por mais de 200 pessoas no facebookb e o objetivo foi alcançado! Na última semana, o prefeito de Gaspar confirmou a realização do evento na Arena Multiuso de Gaspar. A decisão foi em comunhão de esforços com os proprietários do terreno e o Ministério Público.

Torcemos para que, desde já, haja um planejamento maior para a organização e realização da festa nos próximos anos. Isso para não acontecer os mesmos problemas às vésperas de laçar o boi. A comunidade agradece.

 

Edição 1843

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