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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

PREFEITURA DE GASPAR CORRE CONTRA O TEMPO, INEPTIDÃO E SEU PLANO PARA NÃO FECHAR A CASA LAR COMO ANUNCIOU EM NOTA OFICIAL NA SEXTA-FEIRA - Por Herculano Domício

18/07/2018

Estranho. A “nota oficial” de sexta-feira e já plenamente esclarecida na coluna de segunda-feira, dizia que a prefeitura de Gaspar estava em entendimentos para a transição da Casa Lar Sementes do Amanhã. Mais: e que até tinha criado uma equipe de para tal.

Até ontem, todavia, ratificando todas as informações dadas pelo Cruzeiro do Vale e contrariando a própria nota, ninguém da prefeitura e da secretaria da Assistência Social, tocada pelo presidente do PSC e ex-assessor parlamentar do ex-vereador Kleber Edson Wan Dall, Ernesto Hostin, manteve contato direto com a gestora da Casa, a ONG Grupo de Apoio a Infância e Adolescência Abrigada – GAIAA - para tal finalidade.

Esta intermediação está sendo feita com a participação do Ministério Público que cuida desse assunto na Comarca. Esta é a oportunidade de menor risco para a prefeitura delicado no assunto que ela criou e que obrigatoriamente precisaria seguir um ritual legislativo e prazos. Com a benção do Ministério Público, as soluções atípicas poderão ser aceitas neste caso emergencial.

Por outro lado, na pauta da sessão de ontem à noite da Câmara de Gaspar, estava o requerimento o presidente da Câmara, Silvio Clefffi, PSC, pedindo explicações sobre quem vai suceder o GAIAA na gestão da Casa Lar Semente do Amanhã. Ele já tinha levantado o assunto na semana passada, quando o líder do governo, Francisco Hostins Júnior, MDB, confirmou o problema para todos na tribuna do Legislativo.

Até agora, apesar do longo prazo que teve para colocar às claras todas as dúvidas com nomes, números, ações e razões dos procedimentos tomados até agora, nem a prefeitura, nem a secretaria de Assistência Social esclareceram as dúvidas. Limitaram-se a negar o fechamento sem indicar como isso se dará. O que prova, que não possuiam soluções e que somente agora está sendo construída com o MP. E todos na prefeitura, estão correndo para remendar àquilo que queriam fazer e tiveram que recuar na sexta-feira passada

O requerimento 116/2018 de Silvio quer saber: 1.Na data do dia 25/07/2018 quem irá assumir o Grupo de Apoio a Infância e Adolescência Abrigada - GAIAA? 2.Qual a infraestrutura de Recursos Humanos será disponibilizada? 3.O município de Gaspar irá assumir a gerência da Casa? 4.Como ficarão as questões administrativas? 5.Como ficarão as responsabilidades fiscais?

A prefeitura, tem 45 dias para responder o requerimento. E será fácil, pois muito antes desse prazo, na semana que vem, dia 25, tudo deverá estar rodando no novo esquema, quando o GAIAA estará fora da gestão por decisão dela e depois de ser enrolada por um ano e meio no Paço.

Aliás, tudo o que Silvio questiona, já deveria ter sido respondido na nota oficial de sexta-feira da prefeitura, se a prefeitura realmente tivesse um plano real de substituição do GAIAA como anunciou marotamente naquela nota para fazer manchete na imprensa que não pergunta e como demonstrei amplamente no texto da coluna de segunda-feira. Uma desmoralização sem tamanho. Acorda, Gaspar!

QUANTOS BRASILEIROS ESTÃO DESEMPREGADOS? MAIS DE 13 MILHÕES SEGUNDO O IBGE. NENHUM DELES É FUNCIONÁRIO PÚBLICO. OS SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS QUE ESTÃO PEDINDO O SEU VOTO PARA SE REELEGEREM COM DINHEIRO PÚBLICO E QUE ESTÁ FALTANDO À SAÚDE, À SEGURANÇA, À EDUCAÇÃO E OBRAS NÃO SÓ GARANTIRAM O EMPREGUISMO DELES, A CONTINUIDADE DOS PRIVILÉGIOS E ATÉ EMPREGO DE PARENTES DELES NAS ESTATAIS, TUDO COM O DINHEIRO DO SEU PESADO IMPOSTO

Um funcionário público precisa de proteção para não ser perseguido politicamente ou pelo patrão político de plantão. Ponto final.

Dito isso, não é possível que os políticos em nosso nome, criem e protejam uma casta enquanto a maioria de seus eleitores – calcula-se 95% - não são funcionários públicos, mas obrigatoriamente pagam a infindável conta desse mundo de privilégios, o qual ignora crises, novas realidades, tecnologias, inovação e exigências.

Chegará o tempo quando não haverá mais espaço nem para contratar, nem para repor, nem sequer para pagar à aposentadoria dessa gente, que se aposenta cedo, com salários integrais, ao contrário dos trabalhadores normais e que sustentam tudo isso, mesmo desempregados.

Um dos muitos exemplos desta distorção.

Uma costureira no Brás, em São Paulo, recebe R$ 0.16 por camiseta produzida. Em uma camiseta de R$30,00 cerca de 35% são impostos. Destes, outros 35% vão só para cobrir os gastos com funcionalismo.  Resumindo: cada camiseta tem R$3.50 em salários de funcionários públicos que não fazem camisas. Isto é 20 vezes mais o que a costureira recebe para fazê-la. Ou seja, há deliberada exploração do trabalho pelo estado para atender gula do estado, tudo avalizado pelos políticos que criaram esses privilégios e em nosso nome, porque fomos nós que os elegemos.

Resumindo, os trabalhadores explorados são os que estão elegendo os políticos que se dedicam a tirar dinheiro dos trabalhadores para transferir à classe política e uma casta organizada de servidores, imunes a qualquer crise, que se houver, a solução será sempre simples: a de aumentar impostos, contra os trabalhadores e referendada pelos políticos, eleitos por esses mesmos trabalhadores.

É essa gente que está pedindo os votos dos trabalhadores para se reeleger no dia sete de outubro.

Foi essa gente que criminosamente na semana passada mandou a conta do roubo de energia em distribuidoras do norte do país, para os gasparenses e ilhotenses pagarem. Foi essa gente que impede a privatização de empresas que estão em ruínas e ocupadas por cabos eleitorais de políticos, nadando em negociatas, diárias e altos vencimentos. Foi essa gente que votou para perpetuar os subsídios aos refrigerantes e que fazem mal à saúde. Ou seja, quem não toma refrigerante no Brasil, paga a conta dos que tomam. E assim vai.

Agora, os políticos em marcha para a reeleição com R$1,7 bilhão que tiraram da Saúde, Educação, Obras e Segurança, querem aumentar os salários deles próprios enquanto há mais de 13 milhões de desempregados, gente empregada que não pode pagar plano de saúde. O teto fictício é R$32 mil; acham que deve ir R$38 mil. É justo com os brasileiros? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Mais uma prova de que a administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, não possui coordenação e discernimento, nem na área da Cultura. O cancelamento de última hora da apresentação da peça “Sebastian” marcada para hoje à noite, cujo conteúdo mostra a vida de uma transexual, não caiu do céu.

É impossível que a área de cultura do município de Gaspar não tenha tido o cuidado para saber, ou “avaliar” antecipadamente, o conteúdo da peça e então fazer os seus julgamentos e censuras particulares em "nome da cidade", anulando à diversidade que há bem exposta por aqui. Vergonhoso.

Evitava-se com esse procedimento mínimo de “cuidados” à exposição da cidade, da prefeitura e do gestor do município. É o que dá indicar gente sem noção de responsabilidade para os cargos comissionados só para atender os vieses partidários e o do empreguismo dos seus, sem avaliar a competência.

Sabe-se que a administração de Kleber é feita de conteúdos religiosos e à retirada da peça na última hora, teve esse viés e pressão. Tanto que a justificativa oficial, e não inventada pela coluna como costuma acusar Kleber e os seus, é de que o “tema da peça teatral não se encaixa no contexto da cidade e sua exibição pode causar polêmicas”, ou seja, censura prévia.

Em Blumenau onde a peça já foi apresentada duas vezes, uma delas como parte do Festival de Teatro Universitário, o prefeito é Mário Hildelbrand, PSB, também conservador e evangélico (MEUC - Missão Evangélica União Cristã). Mas, essa discussão se a peça “se encaixa ou não no contexto da cidade”, não apareceu em momento algum e o conteúdo dela passou despercebida.

Gaspar e principalmente a atual gestão, arrumam problemas ou os ampliam onde eles não existem ou são menores. É uma atrás da outra. Um desastre. Esta exposição poderia ter sido ser evitada há muito tempo. Meu Deus! Espera-se que a prefeitura não emita mais  uma "nota oficial" fake para fazer manchete da imprensa obediente e que não faz perguntas óbvias. Acorda, Gaspar!

O vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, que já foi petista, é o único governista que bate de frente com a majoritária bancada oposicionista (PT, PDT e PSD). E por isso, ele está pagando um preço por isso. É sempre assim. A líder do PT, Mariluci Deschmps Rosa resolveu marcar sob pressão.

Na penúltima sessão, da primeira secretaria, Mariluci interrompeu à sua leitura de atos, para pedir ao presidente Silvio Cleffi, PSC, que impedisse à inscrição da fala de Anhaia e que estava sendo registrada no livro pela sua assessora, a advogada Ana Caroline Deschamps.

Segundo Mariluci, o registro, pelo Regimento Interno, só é possível ao próprio vereador. A contragosto, Anhaia, fez a sua própria inscrição sem antes apontar que no próprio bloco oposicionista e integrante da Mesa Diretora, isso seria uma prática. Agora, talvez, não será!

Em Gaspar, o PT possui a solução para o esgoto a céu aberto: enterrá-lo por tubulações, como se isso deixasse as pessoas menos doentes ou expostas, o mau cheiro desaparecesse e o Rio Itajaí não recebesse à poluição.

A vida como ela é. O vereador Evandro Carlos Andrietti, MDB, esses dias passou por um piripague e usou a tribuna da Câmara para relatar o particular. Foi atendido no Hospital de Gaspar por especialistas, porque segundo ele mesmo, o caso era brabo. Mas, ao final concluiu que o que salvou mesmo, foram as orações de três pessoas. Medicina, prevenção, mudanças de hábitos? Zero! Então, só milagres e muitas orações?

Constrangedor é ver o vereador o combativo vereador Cicero Giovani Amaro, no papel de líder do PSD, defender o governo de Raimundo Colombo, candidato à alguma coisa em outubro. Cicero precisa até ler, para não se perder na falta de argumento aos supostos elogios. Não há uma marca do ex-governador para Gaspar. E olha que foram sete anos de governo de Colombo.

Para o líder do governo, normalmente comedido demais, Francisco Hostins Júnior, MDB, que já foi do governo petista, o suplente de vereador Antônio Carlos Dalsochio, PT, só fala baboseiras na tribuna da Câmara.

Hostins se referia, à afirmação de Dalsochio de que a prefeitura de Gaspar teria privatizado a merenda escolar no município, numa clara confusão com a terceirização do serviço e do fornecimento de refeições para os CDIs e escolas municipais. “Não tínhamos empresa municipal que fazia refeições, então não houve privatização nenhuma”, rebateu Hostins.

Esse caso da terceirização da merenda é outro calo, frequentemente cutucado pela oposição, que incomoda à administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB. Agora, estão inventando moda com suposto direito de ir e vir, além de constrangimento às crianças nos controles das refeições servidas Coisa de doido. Voltarei ao tema.

 

Edição 1860

Comentários

Herculano
18/07/2018 19:04
AGÊNCIAS DESREGULADORAS: RAPOSAS NO GALINHEIRO, por Helena Chagas, de Os Divergentes

Ao suspender a regra que autorizava as operadoras de planos de saúde a cobrarem de clientes até 40% do valor de procedimentos e exames, a presidente do STF, Cármen Lúcia, deu um belo puxão de orelhas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), coincidentemente a poucas horas de assumir, ela mesma, a presidência da República. "Saúde não é mercadoria. Vida não é negócio. Dignidade não é lucro", escreveu ela no despacho em que tornou sem vivalidades resolução da ANS.



É uma pena que, no pouco tempo que passou no Planalto, Cármen Lúcia não tenha tido a chance de mexer nos maus hábitos que tomaram conta da operação das agências reguladoras. Vamos torcer - e votar, que é o que está ao nosso alcance - para que o sujeito que subir a rampa no dia 1 de janeiro tenha o bom senso de tomar essa providência.

Porque esse sujeito vai ter muito o que fazer. Só para ficar na história recentíssima, vai ter que dar satisfações a milhões de passageiros engambelados pela conversa da ANAC de que as passagens aéreas ficariam mais baratas depois que as bagagens passassem, por resolução da agência, a serem cobradas. Uma balela.

Da mesma forma, a confusão criada pelas transportadoras de carga do país, com o apoio da ANTT, em torno do tabelamento do preço dos fretes vai sobrar para ser resolvida pelo próximo presidente da República.

E vamos parar por aí porque cada cidadão brasileiro terá seu exemplo a apontar. Qual é o problema das agências? Nos últimos tempos, parecem estar sempre do lado errado.

Diferentemente do que disse, em entrevista ao Globo, o diretor da ANS, Rodrigo Aguiar ?" "não somos um órgão de defesa do consumidor" ?" reafirmando teimosamente que vai manter a regra dos 40%, as agências são órgãos governamentais. Como tal, e como todos os outros sustentados com recursos públicos, têm a obrigação precípua de trabalhar pelo bem geral. Em outras palavras, para o cidadão, seja ele chamado consumidor, contribuinte ou qualquer outra coisa.

Criadas a partir da desestatização nos governos de Fernando Henrique Cardoso, as agências são, em tese, órgãos destinados a equilibrar o mercado. Passaram a existir para atuar nos setores em que a iniciativa privada passou a ter maior espaço de atuação, como por exemplo o de óleo e gás, depois do fim do monopólio da Petrobras. São autarquias que tem os nomes de seus diretores aprovados pelo Senado.

Não é preciso ser gênio para saber que o elo mais vulnerável da corrente é o consumidor, o usuário dos serviços, que estão sempre levando a pior.

Isso porque, como toda a boa ideia que pode dar errado, as agências foram se distanciando do propósito inicial e acabaram "capturadas" ?" palavra curiosa, mas bem adequada - por setores que deveriam fiscalizar. Tornaram-se objeto de barganhas políticas escancaradas. O rigor inicial em suas nomeações foi se afrouxando na parceria entre Executivo e Legislativo. Hoje, com raras exceções, são cabides de indicações.

No governo Temer, então, tornaram-se galinheiros guardados por raposas, seguindo a moda dos órgãos públicos chefiados por interessados no assunto. O Ministério da Saúde, por exemplo, há dois anos é feudo do PP. Seu atual ocupante, Gilberto Occhi, não é médico e saiu da Caixa Econômica Federal sob acusações.

Lamentavelmente, não chega a ser surpresa que a ANS venha baixando resoluções favoráveis às operadoras de planos de saúde e contrárias ao interesse de quem precisa de assistência. Pensando bem, não espanta nem que o sarampo tenha voltado e a mortalidade infantil aumentado. Triste demais.
Herculano
18/07/2018 18:51
PT COMPARA LULA A MANDELA E INSISTE: "VAI VOLTAR", por Josias de Souza

Em vídeo veiculado nesta quarta-feira, o Partido dos Trabalhadores aproveitou uma efeméride celebrada mundialmente - os 100 anos de Nelson Mandela - para lamentar uma tragédia partidária - os 100 dias de prisão de Lula. Confundindo crença com credulidade, o petismo comparou o encarceramento de Lula - por corrupção e lavagem de dinheiro - à prisão política de Mandela, motivada por sua luta contra o regime de segregação racial que conspurcava a África do Sul.

O novo vídeo do PT tem motivações político-religiosas. Em privado, os petistas admitem que a foto de Lula não deve constar das urnas de 2018, pois a condenação em segunda instância a 12 anos e 1 mês de cadeia no caso do tríplex fez dele um ficha-suja inelegível. Em público, porém, os companheiros se comportam como se a dúvida não fizesse parte do credo do PT.

Alimentado-se da certeza de que seu único líder é uma potência moral que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade, o PT sustenta na peça publicitária que, assim como Mandela, Lula foi "perseguido", "condenado" e "preso" sem ter cometido "nenhum crime". E reitera a previsão dogmática segundo a qual o presidiário "vai voltar para ser presidente."

Há muitas diferenças entre Lula e Mandela. A principal é que a biografia do líder sul-africano não inclui a corrupção. Nela, não há vestígio de máculas como o mensalão e o petrolão, os dois escândalos que tisnaram as presidências de Lula. Mandela tampouco foi contemplado com mimos semelhantes aos que foram providos por logomarcas como a Odebrecht.

Mandela foi à Presidência por motivações altruístas. Lula gostaria de voltar por razões menos nobres. A explicação está no parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição Federal. Anota o seguinte: "O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções."

Traduzindo para o português do asfalto: eleito, Lula não poderia responder por crimes praticados antes do início do mandato. Iriam para o freezer outras condenações que estão por vir. Entre elas a sentença que nascerá do processo em que Lula é acusado de receber de presente da Odebrecht o apartamento contíguo ao seu, em São Bernardo.

Nessa ação criminal, a defesa de Lula sustenta que o proprietário do imóvel é Glaucos da Costamarques, um parente do seu amigão José Carlos Bumlai. Apontado pelos procuradores da Lava Jato como "laranja", Glaucos declarou em depoimento a Sergio Moro que Lula ocupava o imóvel desde 2011 sem pagar um níquel. Só começou a desembolsar o aluguel no final de 2015, depois que Bumlai foi em cana.

A analogia esboçada no vídeo ofende a memória do morto e a inteligência dos vivos. O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Mandela se revirando no túmulo.
Herculano
18/07/2018 18:47
A COMUNICAÇÃO QUE TARDA, FALHA

A prefeitura de Gaspar depois da pífia "nota oficial" que fez no final da sexta-feira passada para outros fazerem a manchete que ela própria pautou para se safar do erro que se meteu, "nota" desmoralizada na coluna de segunda-feira passada, só amanhã é que decidiu falar sobre a situação da Casa Lar Sementes do Amanhã.

Sai tarde da toca.

Falará, certamente, aquilo que todos já sabem: enrolaram a ONG GAIAA por um ano e meio, "cozinhando" quem não queria na gestão da Casa, "economizando", mas desprotegendo crianças vulneráveis. Vergonha! Acorda, Gaspar!
Herculano
18/07/2018 12:02
GENERAL AUGUSTO HELENO AFIRMA QUE NÃO SERÁ VICE DE BOLSONARO

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Talita Fernandes, da sucursal de Brasília.O general reformado Augusto Heleno afirmou que não será vice de Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à Presidência da República.

À Folha, o general disse ter conversado com dirigentes de seu partido, o PRP, e ouviu que não é de interesse da sigla ocupar a vice do PSL.

O nome de Heleno foi mencionado na véspera por Bolsonaro, que disse que a tendência é que poderia anunciar nesta quarta (18) o seu vice.

"Entendi o argumento (do partido) porque depende de deputados federais. O vice não acrescenta tempo de TV. Essa candidatura não é atraente para os diretórios estaduais do partido", explicou.

O general disse que seu apoio à candidatura de Bolsonaro continuará. "Não me afetou em nada. Continuo trabalhando", afirmou, explicando que contribuirá com programa de governo.

Diante da negativa do PRP, o deputado terá de buscar novo nome para sua vice. Ele está a menos de uma semana da convenção que o formalizará candidato ao Palácio do Planalto pelo PSL, marcada para domingo (22), no Rio de Janeiro.

Na noite de terça (17), o presidente do partido, Gustavo Bebbiano, disse que além de Heleno, são cotados para vice o presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar, e a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Bivar disse à Folha que as conversas continuam e que a indicação do vice é uma escolha pessoal de Bolsonaro. Procurada, Janaina não respondeu aos contatos da reportagem.
Herculano
18/07/2018 11:58
da série: o jornalismo estatal é de impressionar qualquer malandro ladrão do dinheiro do contribuinte

EBC REGISTRA FARRA DE ATESTADOS MÉDICOS DE FUNCIONÁRIOS

Conteúdo da Coluna Estadão (Andreza Matais), no jornal O Estado de S. Paulo. Nos últimos seis meses, os funcionários da EBC apresentaram 2.845 atestados médicos e pedidos de afastamento, o que dá quase 16 por dia. O número é maior do que o quadro da empresa, que tem 2.307 empregados que trabalham na TV, rádio e agência online de notícias oficiais do governo federal. Um acordo coletivo permite aos funcionários até mesmo faltarem cinco vezes ao trabalho para acompanhar parentes em consultas ao médico ou ao dentista. Outra vantagem: empregado só perde o salário integral após 4 meses de afastamento.

Grande família.
O acordo coletivo dos funcionários da EBC garante que eles apresentem atestado para acompanhar consultas médicas do cônjuge, companheiro, pai, mãe, filho, enteado, irmão ou dependente legal.

Com a palavra.
A EBC informa que, "em virtude do alto número de afastamentos, está contratando empresa especializada em perícia e homologação de atestados médicos". E diz que, em agosto de 2017, foi adotado o ponto eletrônico.

Herança.
Os empregados da EBC são concursados, mas contratados pelo regime de CLT. O orçamento neste ano é de R$ 726 milhões. A empresa foi criada em 2008 por Lula.

Fiel.
O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, telefonou para a presidente do PCdoB, Luciana Santos, logo após o encontro que teve com o Centrão, no sábado. Queria saber sua opinião sobre até que ponto deveria ceder em nome de uma aliança com o grupo.

Disfarce.
A deferência tem uma explicação. Ciro quer o apoio do PCdoB para garantir um verniz de esquerda à sua candidatura, caso abrace o Centrão.

Prato feito.
No jantar reservado com o governador de São Paulo, Márcio França, domingo, o presidenciável tucano Geraldo Alckmin pediu que o PSB fique neutro. A sigla se divide entre apoiar Ciro e Lula.

Podes crer.
O ex-marqueteiro do PT João Santana deixou o cabelo crescer e voltou a compor. Antes de ajudar a eleger Lula e Dilma, ele já tocou no grupo Bendegó, que chegou a acompanhar Caetano Veloso. Santana foi preso pela Lava Jato e hoje está em prisão domiciliar.

Tudo, menos isso.
Aliados de Henrique Meirelles têm alertado que, se ele não for escolhido o candidato do MDB ao Planalto, na convenção marcada para 2 de agosto, estará aberto o caminho para que o partido apoie Geraldo Alckmin. O discurso tem revertido votos a favor de Meirelles.

Virando...
Nem só de segurança pública é feita a plataforma de Jair Bolsonaro. Ontem, o deputado participou de reunião com bananicultores no interior de São Paulo.

...o disco.
Ele é defensor fervoroso do fim de um acordo assinado em 2014, no qual o Brasil se compromete a importar bananas do Equador para a Ceagesp, em troca da exportação de sapatos.

Caixa cheio... O primeiro e talvez mais importante efeito prático da troca do comando do MDB mineiro por aliados do governador Fernando Pimentel (PT) deve ser a aprovação de medidas econômicas cuja tramitação estava interrompida.

...Ainda que tardio. As mais importantes são a venda de 30% da Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) e a securitização da dívida do Estado. Juntas, essas medidas reforçam o caixa estadual em pelo menos R$ 3 bilhões até o fim deste ano.

Presidente do PDT, Carlos Lupi

"Depois de 'O Direito de Nascer', a mais longa novela brasileira, vem aí a mais longa da política: O Direito de Coligar", DO PRESIDENTE DO PDT, CARLOS LUPI, sobre a indefinição de alianças no Centrão.
Herculano
18/07/2018 11:00
BOMBA FISCAL: SILÊNCIO DE CANDIDATOS É INSANIDADE, por Josias de Souza

O Congresso deveria entrar em recesso nesta semana. Mas as férias, como de hábito, foram antecipadas. Antes de entregar o Legislativo às moscas, na semana passada, os congressistas enfiaram uma bomba-relógio dentro do Orçamento da União para o ano fiscal de 2019. Eles criaram despesas sem cobertura e anularam fontes de receita. Agiram assim políticos da oposição e também do governo. Ainda não se sabe quem será o próximo presidente da República. Mas uma coisa já está clara: seja quem for, sua prioridade será desarmar a bomba fiscal.

Curiosamente, os principais à poltrona de presidente da República candidatos ao Planalto reagiram à maluquice dos congressistas com um silêncio insano. Agiram assim porque estão metidos em articulações políticas para atrair aliados. E não querem comprar briga com partidos que podem lhes ceder alguns segundos adicionais no rádio e na TV. Os donos desses segundos são os mesmos partidos que aprovaram a bomba fiscal.

Os presidenciáveis fazem silêncio diante a perspectiva de uma explosão fiscal com potencial para mandar o futuro governo para os ares. E isso é perturbador. Revela que, quando a política atinge a fronteira do bom senso, o país entra no estágio da loucura, como ocorre agora no Brasil. Ironicamente, os candidatos se fingem de malucos justamente para não prejudicar a costura de alianças que aumentarão o tempo da propaganda eleitoral em que cada um exibirá suas credenciais para dirigir o hospício. A loucura, como se vê, tem razões que a sensatez desconhece.
Herculano
18/07/2018 10:55
É IMPROVÁVEL QUE O ELEITORADO DECIDA UNGIR QUEM PROMETA SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS, por Alexandre Schwartsman, economista e ex-diretor do Banco Central, para o jornal Folha de S. Paulo

A essência da tragédia é que há um caminho virtuoso a seguir, mas não conseguimos fazê-lo

Samuel Pessôa, para variar, publicou, no domingo (15), mais uma excelente coluna (sempre começo a leitura dominical da Folha por suas colunas e as de Marcos Lisboa), sobre a necessidade do ajuste fiscal, concluindo que, independentemente de quem seja eleito neste ano, ele virá.

Seu argumento é simples e direto. Caso a próxima administração não ponha as contas públicas em ordem, enfrentará sérias dificuldades na economia: a dívida pública continuará crescendo mais rápido que o PIB, levando a uma situação em que o Banco Central não mais será capaz de manter a inflação controlada.

Nesse cenário, não só a inflação acelerará mas também o desemprego permanecerá elevado, combinação que eliminará quaisquer chances de reeleição em 2022.

Assim, conclui, "os incentivos da política conspiram para que o próximo (ou a próxima) presidente empregue todos os instrumentos ao seu alcance para ajustar a política fiscal".

Não tenho nenhum reparo a fazer ao raciocínio econômico do Samuel: se não arrumarmos a casa, teremos um sério desarranjo ainda no mandato do eleito em 2018. Por outro lado, não tenho tanta certeza quanto à alta probabilidade (ia escrever "inevitabilidade", mas não foi isso que ele afirmou) de que algum ajuste, mesmo de baixa qualidade, nos espera.

Da forma como vejo o problema, não se trata apenas do incentivo ao ajuste, mesmo dando de barato que o ocupante da cadeira a partir de janeiro do ano que vem compartilhe da mesma visão que eu e o Samuel temos sobre a dimensão fiscal (é sempre bom lembrar que não falta quem se oponha ao óbvio); o ponto central da história, no meu entendimento, está intimamente ligado ao mandato que emergirá das urnas em outubro.

É essencial, ainda mais em cenário de um Congresso ainda fragmentado e muito semelhante ao atual (que acabou de aprovar um conjunto de medidas econômicas sem nenhum sentido), que a (o) presidente obtenha da população um claro mandato popular a favor de reformas no campo fiscal, envolvendo, entre outras coisas, mudanças profundas nas regras de aposentadorias, bem como redução substancial das vinculações orçamentárias. Sem isso, a margem de manobra do governo federal seguirá limitada a menos de 10% de seus gastos, insuficiente para recolocar a dívida numa trajetória sustentável.

Todavia, para obter o mandato reformista, esses temas não poderão ser omitidos da campanha, como fez Dilma Rousseff em 2014, sob pena de reprodução da instabilidade política que marcou seu segundo mandato. Será difícil, se não impossível, explicar à população mais um estelionato eleitoral sem perda substancial de seu apoio.

O governo Dilma era aprovado por mais de metade da população em dezembro de 2014; em março, 78% dos entrevistados pelo Ibope o desaprovavam (pautas-bomba, como a que acabamos de testemunhar, não se criam no vácuo, mas resultam da impopularidade da liderança do Executivo).

Se estiver correto, será então necessário que o eleitorado decida ungir alguém que prometa sangue, suor e lágrimas, e não aqueles que prometem o paraíso terrestre sem nenhum esforço. Pode me chamar de pessimista; algo, contudo, me diz que se trata de um cenário muito pouco provável.


É a essência da tragédia: há um caminho virtuoso a seguir, mas, de alguma forma, não conseguimos fazê-lo.

Torço muito (mesmo!) para o Samuel estar certo; não creio, porém, que seja o caso desta vez.
Herculano
18/07/2018 10:51
AUGUSTO HELENO COMO VICE DE BOLSONARO? QUE COISA! NA MISTURA DE FARDA, PIJAMA E POLÍTICA, É UM GENERAL QUE BATE CONTINÊNCIA A UM CAPITÃO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

O general Augusto Heleno (PRP), da reserva, deve ser anunciado, nesta quarta, como o candidato a vice do capitão, também da reserva, Jair Messias Bolsonaro (PSL). Se a ninguém deveria surpreender o fato de Bolsonaro formar uma chapa puro-sangue - isto é, composta por dois militares -, não deixa de ser surpreendente e exótico que, na mistura de farda, pijama e política, um quatro-estrelas bata continência para um capitão que tem na carreira uma punição por indisciplina.

A escolha expõe o isolamento da candidatura de Bolsonaro, que, não obstante, tem demonstrado uma resiliência para muitos inesperada. É expressão, sem dúvida, da obra levada a efeito por mestres da política como Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol. O permanente incitamento do ódio à política, sob o pretexto de combater a corrupção, leva à emergência de nomes que encarnam, para efeitos publicitários ao menos, a antipolítica. Alimenta-se a ilusão de que é possível governar o país com o auxílio de ETs. E, que se note, nesse imaginário doidivanas, nem sempre os seres de outras galáxias vestem farda.

Eles podem vir embalados pela clorofila de Marina Silva (Rede), outro nome que aparece bem nessa fase das pesquisas, mas que também não consegue arrebanhar aliados. Justiça se faça: ainda é mais fácil saber o que pensa Bolsonaro, por mais que seja um tanto assustador, do que arrancar uma opinião objetiva da líder da Rede. Os eleitores convictos das duas candidaturas estão convencidos da inutilidade dos instrumentos políticos de gestão do Estado e entendem que a mediação serve apenas à procrastinação e ao adiamento de soluções.

Esses eleitores acreditam é na intervenção do líder. Os bolsonaristas apostam na força do punho do chefe; os marinistas, nas virtudes mediúnicas da líder. Não por acaso, Bolsonaro e Marina são os dois nomes da disputa mais reverentes ao lado perverso da Lava Jato. Ao saltar do território do necessário combate à corrupção para o da política, a força-tarefa mal disfarça seu ranço autoritário e encontra a sua devida expressão ou na direita fascistoide ou no messianismo ongueiro.

Responda, leitor, de bate-pronto: quem seria obrigado a promover um verdadeiro loteamento do governo? Aquele que chegasse ao poder liderando uma coligação de partidos ou o cavaleiro solitário que teria de começar a formar do zero uma maioria congressual? A resposta parece evidente.

Augusto Heleno liderou as forças da ONU no Haiti e foi comandante militar na Amazônia. É um homem respeitado por militares da ativa e da reserva, mas já demonstrou não ter preparo para a vida pública. Faz sentido. Sua atuação é orientada pelo senso da hierarquia e pela obediência devida. A política, em certa medida, é o oposto disso porque território por excelência da negociação. Nessa área, o oliva não se impõe entre os 50 tons de verde.

A escolha do general da reserva para vice evidencia que Bolsonaro foi malsucedido no esforço de atrair o PR - sonhava ter o senador Magno Malta (ES) no posto - e lhe fecha as portas para qualquer entendimento com outras legendas de porte médio. A chapa ganha densidade apenas entre os já convertidos. E vai esfriar o ânimo de setores da elite econômica que vinham dando piscadelas para Bolsonaro, a exemplo do que se viu em recente evento na Confederação Nacional da Indústria. A menos que exista algum empresário que imagine que, com general da reserva como vice, o capitão de pijama poderia mandar cercar o Congresso com tanques, passando a sua pauta na marra.

Não aconteceria. Não vai acontecer
Herculano
18/07/2018 10:39
AS TUNGAS DOS SINDICALISMOS, por Elio Gaspari para os jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Com a bolsa da Viúva, 'representantes' de patrões e empregados fazem a festa

Quem leu a reportagem de Phelipe Guedes constrangeu-se. O Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança e ao Adolescente cobrava uma "taxa negocial" aos seus 40 mil filiados, e quem não quisesse pagá-la deveria ir à sua sede para carimbar um documento. As vítimas tiveram três dias para cumprir a exigência, e o resultado foi a formação de uma fila de quase um quilômetro nas ruas vizinhas à sede do Sitraemfa.

Esse truque está sendo usado por inúmeros sindicatos desde que a reforma trabalhista desmamou-os, tirando-lhes o dinheiro do imposto sindical. (Um dia de suor de cada empregado formal, gerando um caixa de R$ 3 bilhões em 2017.) Os sindicatos poderiam receber os documentos pela internet, mas criam uma burocracia intimidatória que supera, de muito, o tempo que um trabalhador perde para tirar uma carteira de identidade no Poupatempo de São Paulo.

É razoável que um sindicato cobre taxas por ter negociado o dissídio de uma categoria, desde que o tenha negociado. Milhares de sindicatos nada mais fazem do que cuidar da vida de seus dirigentes. Os mandarins dizem que as taxas foram aprovadas em assembleias dos associados, mas ganha uma visita ao sítio de Atibaia frequentado por Lula quem já foi a uma assembleia de sindicato. ("Nosso guia" entrou na política combatendo o imposto sindical.)

A questão acabaria se fosse aberto o cadeado que blinda o peleguismo sindical de empregados e patrões. Bastaria abolir o dispositivo que obriga todos os trabalhadores e empresários de uma categoria a serem filiados a um só sindicato. Uma profissão ou atividade poderia ter inúmeros sindicatos, e o trabalhador escolheria o que lhe presta melhores serviços. Poderia até não se filiar a nenhum.

O sujeito que leu a reportagem de Guedes pode ter pensado que a praga é coisa do andar de baixo. Engano, a repórter Raquel Landim mostrou que no andar de cima a coisa é pior. Enquanto os trabalhadores eram tungados em um dia de salário, as empresas são mordidas num percentual de suas folhas de pagamento. O chamado Sistema S arrecadou R$ 16,4 bilhões em 2017. Uma parte desse dinheiro vai para atividades meritórias, outra, financia a máquina sindical dos patrões.

Uma beleza de máquina. Os presidentes de 42 federações patronais estão no cargo há mais de nove anos, cinco, há mais de 40, Fábio Meirelles, presidente da Federação da Agricultura de São Paulo, há 43.

Em tese, essa liderança corporativa seria representativa da elite empresarial. Não é. O atual presidente da Federação da Agricultura do Acre já foi condenado a seis anos de reclusão por participar de uma rede de exploração de menores. Clésio Andrade, que está há 25 anos à frente da Confederação Nacional do Transporte, teve uma condenação a cinco anos. No Rio, pegaram na rede das roubalheiras de Sérgio Cabral o presidente da Fecomércio e seu colega da Fetranspor, doutor Lelis Teixeira. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi acusado de operar um caixa dois em suas campanhas políticas.

A trama das "taxas negociais" e o coronelato patronal nada têm a ver com classes sociais, o que aproxima e encanta sindicalistas do andar de cima e do andar de baixo é o acesso à bolsa da Viúva.
Herculano
18/07/2018 10:35
CIRO CHAMA DE "FILHO DA PUTA" PROMOTOR QUE INVESTIGA POR INJÚRIA RACIAL

Conteúdo de O Antagonista. Não contente com chamar Fernando Holiday de "capitãozinho do mato", ofensa racista, Ciro Gomes chamou de "filho da puta" o promotor que pediu inquérito policial no caso.

"Um promotor aqui de São Paulo resolve me processar por injúria racial. E pronto, um filho da puta desses faz isso. Ele que cuide de gastar o restinho das atribuições dele, porque se eu for presidente essa mamata vai acabar", disse o pedetista no evento da Abimaq, ontem à noite.

Nesta segunda (16), o MP-SP solicitou à Polícia Civil que abrisse inquérito sobre as ofensas de Ciro ao vereador paulistano.
Herculano
18/07/2018 10:32
"BOLSONARO VEM PERDENDO 20% DOS ELEITORES A CADA MÊS"


Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro já está perdendo votos, segundo o marqueteiro contratado pelo DEM para realizar uma pesquisa eleitoral.

Ele disse para o Valor:

"O Bolsonaro vem perdendo 20% dos eleitores a cada mês. Se tem 100 eleitores, perde 20 a cada mês. Mas não tem aparecido nas pesquisas quantitativas porque ele ganha outros 20%. É um movimento que ocorre com todos os candidatos, mas com mais intensidade com quem está na frente. Primeiro vem a onda de votar em alguém, vou votar no Bolsonaro, depois começo a prestar atenção no que ele fala. E aquilo pode não me atrair, desisto e não volto mais a pensar em votar naquele candidato (...).

O problema de quem está na frente é que o eleitorado que pode se interessar acaba primeiro para ele. Ele perde e ganha, perde e ganha, perde e ganha, aí acaba o eleitorado, não tem mais ninguém para entrar, e ele perde, perde, perde."
Herculano
18/07/2018 10:29
FUTURO PRESIDENTE SERÁ UM POLÍTICO DAS ANTIGAS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

As pesquisas indicam que quase todos os eleitores querem renovação, mas ao serem perguntados sobre intenção de votos, escolhem políticos das antigas. Gente que é ou já ocupou cargo político, como os que se lançaram ao Planalto, à exceção do inviável João Amoêdo (Novo). O líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, é deputado federal desde 1990, passou por 9 partidos e tem três filhos políticos.

VELHOS CONHECIDOS
Os que estão à frente nas pesquisas são velhos conhecidos, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB)

NEM EXCEÇÃO ESCAPA
O empresário Flávio Rocha (PRB), que já desistiu, apareceu como fato novo na campanha, mas nos anos 1990 foi deputado federal potiguar.

'NOVOS' E VETERANOS
Álvaro Dias é político há 50 anos. Rodrigo Maia (DEM), Fernando Collor (PTC) e Manuela D'Ávila (PCdoB) também são "tradicionais".

EXCEÇÃO ÚNICA E IRREAL
Só João Amoedo (Novo) pode dizer que é novidade, seu partido não aceita filiação de veteranos no ramo. Mas quase não tem tempo de TV

ABSOLVIDO, DELCÍDIO QUER DE VOLTA SEU MANDATO
Absolvido no caso em que ficou preso 87 dias por "tentativa de atrapalhar as investigações" da Lava Jato, e depois cassado, Delcídio Amaral (ex-PT) está assanhado para disputar vaga no Senado pelo Mato Grosso do Sul. Ele tem discutido em Brasília aspectos legais, mas diz a amigos que, absolvido, não espera dificuldades na obtenção de liminar que garanta a candidatura. Vai embolar a disputa contra nomes como o ex-aliado Zeca do PT e seu ex-suplente Pedro Chaves (PRB).

DISPUTA ACIRRADA
Também disputam as duas vagas de Mato Grosso do Sul o atual senador Waldemir Moka (MDB) e o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB).

EX-PT, AGORA PTC
Ex-líder do governo Dilma, Delcídio abandonou a condição de petista mais detestado pelos petistas para se filiar ao PTC, seu atual partido.

ELE TEM NOVA TURMA
Delcídio agora é aliado do ex-governador André Puccinelli (MDB), que também esteve preso acusado de sete crimes ligados a corrupção.

PAÍS RICO É OUTRA COISA
O Conselho Nacional do Ministério Público fará um censo racial. Quer saber quantos são negros no MP. Não precisava: levantamento desta coluna, em maio, sem custos para o contribuinte, mostrou que são seis mulheres e três homens procuradores negros. E 71,26% são brancos.

VICE EM ABERTO
O PSL fará sua convenção no próximo domingo, no Rio, para referendar a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. Mas deixará o posto de vice em aberto, para futuros entendimentos e alianças.

VAI E VOLTA
A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, revogou a própria liminar para autorizar um contrato absurdo da estatal Telebrás com a americana Viasat para explorar por uma mixaria o satélite estratégico de comunicação, inclusive militar, que custou R$ 2,8 bilhões ao Brasil.

FICA TEMER
Cada viagem internacional de Michel Temer equivale a três, já que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Olveira (Senado) também saem do País para não assumir e ficar inelegíveis.

A SORTE DE ROLLEMBERG
Em Brasília, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que sempre foi considerado um político de sorte, ri à toa com a crise no grupo que até já dividia cargos de secretariado do futuro governo. Ele é o maior beneficiado pela desistência de Jofran Frejat (PR), líder nas pesquisas.

CLÁSSICO 171
Quando telemarketing se confunde com vigarice: para "provar" que a cliente solicitou o plano o mais caro, a TV por assinatura SKY enviou-lhe gravação em que o solicitante é seu "irmão" (ela não tem irmão), numa ligação em que a operadora é quem informa o CPF da vítima.

O PóLO BOMBA
Números da Suframa revelam que o Pólo de Manaus faturou R$30 bilhões no primeiro quadrimestre do ano. Crescimento significativo, em tempos de crise, de 21,55% em relação ao mesmo período de 2017.

COMEÇO DA CAMPANHA
A campanha política de 2018 começa 11 dias após a data limite para a realização das convenções partidárias que vão escolher os candidatos em 5 de agosto. Oficialmente tudo começa para valer em 16 de agosto.

PENSANDO BEM...
...a indefinição dos partidos sobre seus próprios candidatos mostra que nem os políticos sabem em quem vão votar.
Herculano
18/07/2018 10:21
COM ALIANÇA EM RISCO, BOLSONARO ENCOLHE E FALHA NO TESTE POLÍTICO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Candidato desiste de conversas com PR, mas terá que explicar flerte com Valdemar

A negociação frustrada de Jair Bolsonaro (PSL) com o PR de Valdemar Costa Neto encolhe a campanha do capitão reformado. O presidenciável dava como certa a formalização da aliança, que emprestaria uma máquina partidária de peso a sua candidatura. As dificuldades de articulação, porém, devem obrigá-lo a se recolher às próprias fileiras.

Além de perder os 45 segundos que o PR agregaria aos 8 do seu diminuto PSL, Bolsonaro precisará explicar a contradição de ter cortejado Valdemar até os acréscimos do segundo tempo. Como vai sustentar seu discurso raivoso contra a velha política se esteve prestes a abraçar um condenado por corrupção?

O revés ainda força o candidato a abandonar um vice dos sonhos, o senador e cantor evangélico Magno Malta (PR-ES). O capitão reformado recuou à caserna para buscar um novo parceiro, o general da reserva Augusto Heleno Pereira (PRP).

A sigla do novo vice acrescenta apenas quatro segundos a cada programa do deputado na TV e tem poucas candidaturas a governador e deputado, que costumam impulsionar as campanhas presidenciais.

Heleno é respeitado nas Forças Armadas, tanto nos quadros da reserva quanto da ativa. Trata-se, no entanto, de um jogo de soma zero: Bolsonaro reforça sua trincheira militar, mas acentua a imagem de uma candidatura de nicho único. Uma dupla fardada no poder não foi regra nem na ditadura. Três dos cinco presidentes militares tinham vices civis.

Além disso, Heleno é considerado uma caixa de ressonância de Bolsonaro. Ambos são considerados excessivamente francos. Na ativa, o general se insurgiu contra superiores: criticou a política indigenista de Lula e reclamou publicamente do emprego de tropas do Exército para patrulhar as ruas do Rio.

Depois do flerte malsucedido, Bolsonaro ataca a política que o traiu. O candidato sustenta que, se eleito, governará sem barganhas com o Congresso. Precisa ter em mente que estará sujeito aos mesmos personagens que o iludiram desta vez.

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