Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Vamos falar sério? Um funcionário público que se cala diante de assédio do chefe estimula o crime de outros e protege o criminoso

18/02/2019

Quem não ouviu falar no tal teste do sofá? Isso não é lenda. É crime. Sórdido. Atenta contra a dignidade. Atinge à liberdade do outro. Subjuga-o. Tortura-o. E não é apenas de um gênero contra o outro, ainda o mais comum. É entre e contra pessoas, um em posição de vantagem e outro em suposta desvantagem. Desumano. Degradante. Simples assim! E atinge todos os setores da sociedade e nas mais imagináveis relações de poder, trabalho, favores e resultados imediatos de todos os tipos. Este mal social, de relacionamento, traços de domínio, status e prisão emocional, e cada vez mais combatido na sociedade ocidental, está nos mais diversos ambientes.

Eles vão desde a atividade religiosa – os escândalos estão aí para desmentir à hipocrisia da pureza que se disfarça no incenso da sacralidade que pervertem os de fé e crença -; a artística onde há uma liberdade presumida para tal; à prostituição que “autoriza” e subjuga perversamente uma suposta invasão íntima; todas as profissões regulares incluindo as ligadas à medicina e muito em voga hoje em dia, bem como a política e poder, para não listar um enorme rol de oportunidades e parar por aqui, onde os donos do poder se acham também os proprietários dos corpos e destinos das pessoas para seus prazeres momentâneos, perigosos jogos de passatempo, ou exibição de “troféus” de suas conquistas por meio da submissão sexual.

Vou generalizar, exatamente devido ao título e à conclusão desse artigo. Nomes? Tenho! Mas, quem deve ser autor da denúncia, asseguro não deva ser eu, mas quem a sofre, percebe e fica estigmatizada emocionalmente e perante os que a cercam, caçoam, duvida ou se apiedam, mas pouco podem fazer para reverter esse quadro de dano. Posso ser, no máximo, o porta-voz do processo instaurado e comentar sobre valores, interferências no ambiente público, bem como os danos às vidas das pessoas.

Ora, se quem sofre a humilhação, o assédio e possui a dor disso e se cala é porque fez uma escolha. Errada, no meu entender. Mas, penso, devo respeitá-la, mesmo no desacordo. E não sou eu quem vai corrigi-la, salvá-la se ele própria não se lança a essa salvação para ela e outros, principalmente. Há tantos caminhos formais, protegidos por leis rigorosas para a denúncia como o Sindicato, ONGs, a Polícia e o Ministério Público antes do caso chegar, ser registrado e debatido aqui neste espaço.

Volto. Por credibilidade, por audiência e até por vingança – o que é deplorável -, chegam-me, várias queixas, denúncias e depoimentos de gente que se diz tocada, cantada, assediada, prometida e chantageada de todas as formas por seus chefes nos ambientes públicos contra gente acuada, assustada, amedrontada e que se diz sem alternativas para reagir aos “invasores” de todos os tipos e argumentos.

O SILÊNCIO DOS INOCENTES?

Os diversos tipos de assédio possuem tipificação, sob vários artigos e leis no ambiente civil, criminal e trabalhista. Dá problema grande, dá exposição, dá cadeia ao autor ou autores como no caso da omissão consentida de seus superiores, até. Entretanto, se é apenas um murmúrio de indefesos, garanto-lhes que tudo ainda será pior. Há clara sinalização de quem deveria conter para proteger o suposto erro. Se for vingança de quem se viu traído, subtraído e contrariado nos jogos de poder, é, na verdade, também conivente, solidário e criminoso. Não há outra interpretação.

O mundo é feito dos destemidos, corajosos, transparentes, medrosos, dissimulados, covardes...

Há relatos de casos em que a negativa do assediado está rendendo demissão, ou pior, a permanente ameaça de demissão, de dilaceração da reputação pública, sob as mais variadas alegações criativas e possíveis, mesmo que o alvo tenha reconhecida capacidade técnica. O assediador, ao contrário, está sendo preservado no ambiente de poder e até, relata-se, promovido, por gente que sabe dos casos e comportamento.

Há notícias de que os assediadores já receberam o perdão adiantado por serem exatamente supostos enviados de Deus. E o assediado, um pecador, por ser apenas, um servo de Deus, uma pessoa bonita, atraente, dinâmica ou ter permitido a intromissão indevida, quando nesta visão messiânica, deveria ter se resguardado.

Como se dão esses casos? Chefes sobre subordinados, os quais foram alçados a cargos comissionados, ou de confiança, ou estão em período probatório quando concursados – ou seja, qualquer incidente é motivo para serem rejeitados e “expulsos” para não serem efetivados, ou gente de empresa terceirizada, e que oferece mão-de-obra genérica. Incrível!

Tudo começa com uma aproximação profissional necessária e termina numa chantagem obrigatória. Uma troca. Que se não atendida, acaba em prejuízo para o mais fraco nessa relação perniciosa.

E qual a alegação para esses casos não irem adiante, não virarem escândalos, não serem esclarecidos, serem provados se punir os envolvidos? Que os assediados perderão suas nomeações, status de confiança, seus empregos terceiros. Há a ameaça para ficarem expostos e marcados para sempre na sociedade, ainda preconceituosa que admite a licença para o “avanço” da abordagem indevida dos poderosos de plantão, dos políticos de todos os matizes e religiosos aos fracos, os mesmos poderosos que encenam a moralidade para os outros, mas que a desprezam para si nos seus atos contra os outros.

CONCLUSÃO

Ora, vamos falar sério? Silêncio, medo, dúvidas, inércia, trocas para se abafar tudo, esquecimento e sofrimento emocional dos supostamente abusados é tudo o que os abusadores precisam para se perpetuarem no crime. É um ciclo vicioso e pernicioso que só beneficia o delinquente, o falso profissional, o chefe infame, o que está perturbado mentalmente, pois no fundo, trata-se exatamente disso quando se lê sobre este assunto nos autos dos processos que se estabelecem na jurisdição e nos relatos psiquiátricos disponíveis no meio acadêmico.

Volto ao título para encerrar este artigo e que espero uma mudança de comportamento dos assediados, ou o definitivo silêncio de quem me procura para se queixar de si e outros por compaixão, interesses e na busca de soluções de um ambiente contaminado: vamos falar sério? Um funcionário público que se cala diante de assédio do chefe, estimula o crime de outros e protege o criminoso.

Está na hora de terminar com essa sordidez e esta estúpida tortura emocional, que trará consequências graves para a vida de muitos. Está na hora dos assediados saírem do armário! Amém, Jesus!


Um caveira pede ajuda ao tenente Douglas para perseguir um voluntário.

Só em Gaspar que a Defesa Civil se divide e involui contra a cidade e o cidadão

Na área de comentários da coluna de sexta-feira, às 7h02min, relatei algo que não pude publicar na coluna impressa, por ela já estar fechada desde quarta-feira a tarde. Assustador ouvir o que ouvi.

Circula, maciçamente por aplicativo de mensagens, em Gaspar e arredores, inclusive nos comandos dos quarteis de Florianópolis, um áudio atribuído ao superintendente da Defesa Civil de Gaspar, sub-tenente da reserva do Bombeiro Militar, Evandro de Mello do Amaral. Nele, Evandro esculacha um voluntário [que não é identificado na gravação, a não ser como garoto, moleque e outros adjetivos, mas que se trata de Allan Thiago Buzzi].

Pelo tom de Evandro na gravação, o voluntário aparenta não estar alinhado com o novo titular da Defesa Civil ou então, possui outras ideias que não são as mesmas do superintendente. E a diferença se torna mais grave quando se vê o uso indevido do ambiente Militar para constranger, humilhar e assediar o voluntário. Insatisfeito com a reprimenda fora de ordem, Evandro ainda sacou Allan do grupo de Voluntários Operacionais de Defesa Civil, sem seguir os protocolos apropriados para esta atitude, na qual possui autoridade e legitimidade para tal.

Impressionante é linguagem usada por Evandro no áudio bem como as ameaças contidas nele. “Vou falar com o Tenente Douglas a seu respeito”, diz ao final da gravação que o leitor e a leitora da coluna pode escutar na íntegra acima. Certamente, essa não é uma postura de um líder, de um egresso da corporação militar, ainda mais diante de voluntários. Deu a uma questão possivelmente disciplinar, um tom pessoal e de revanche, ou espelho de intimidação aos demais. Simples assim!

Com a palavra, o padrinho do moço, o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, secretário da Saúde, de volta à presidência do MDB gasparense, ex-soldado bombeiro militar, bem como o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e que já fez coisa semelhante, mas com, ao menos, melhor polidez, mas que quase lhe custou uma Comissão de Investigação na Câmara para apurar suposto assédio moral contra os servidores, quando Kleber os “convocou” para invadir as redes sociais e aplicativos de mensagens para defende-lo nas suas ideias e projetos e ao mesmo tempo, constranger os seus críticos.

Kleber quando viu que a coisa tomava proporções incontornáveis para o desgaste dele, teve abortar uma das suas viagens surpresas a Brasília, e ir lá na Câmara, dizer que errou, que não tinha a intenção de fazer o que fez - mas que deixou clara na gravação -, e prometer que não faria mais o que fez. Foi perdoado. Já Evandro...

Só para lembrar. Evandro está nesta área pela terceira vez em Gaspar e não mora aqui. No tempo do prefeito Adilson Luiz Schmitt, então no MDB, ele foi demitido. Na gestão de Pedro Celso Zuchi, PT, achou desvantajosa a remuneração, pediu para sair e aí foi substituído na coordenação Marinez Testoni Theiss período em que a Defesa Civil foi apenas uma boquinha partidária. Agora, na reserva do Bombeiro Militar, Evandro – que possui conhecimento técnico da área - aceitou o desafio, mas pelo jeito... Ah, antes que mais uma vez me acusem de exagerado, interesseiro ou mentiroso como desculpa para esconder fatos e mazelas, veja abaixo, o Boletim de Ocorrência do Allan. Acorda, Gaspar!

O Cruzeiro do Vale I

Mais uma vez o poder de plantão, tenta ludibriar os fatos. Rotina! Trata os gasparenses como analfabetos, ignorantes, desinformados e anima a sua tropa de puxa-sacos e dependentes.

Na coluna Olhando a Maré, feita especialmente para edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o de maior circulação e credibilidade em Gaspar e Ilhota, e que não está a serviço do poder de plantão, escrevi estas duas notas na seção Trapiche:

“O sub-tenente da reserva do Corpo de Bombeiros Evandro de Mello do Amaral, Superintendente da Defesa Civil de Gaspar, foi a Florianópolis, ‘prestigiar’ a troca de comando da instituição. Foi junto Ana Janaina Medeiros de Souza, assistente social, nomeada em 16 de outubro do ano passado, 12ª colocada no concurso, para a secretaria de Assistência Social.

Ana Janaína ainda está no período probatório e foi deslocada, sem portaria para tal, para a Defesa Civil. O documento (reprodução) que autoriza o veículo levar Evandro a Florianópolis, Ana Janaína não está listada como passageira. O evento terminou pela manhã e o retorno a Gaspar se deu às 16h”.

Uma observação necessária para compreender a cronologia da tentativa de regularizar o que estava irregular e me colocar como mentiroso: a ida de ambos a Florianópolis se deu no dia sete de fevereiro, uma quinta-feira. Guarde esta data. Lá não tinha nenhuma portaria assinada e publicada regularizando a situação da Moça na Defesa Civil.

Volto. Por problemas da minha logística e da imposição industrial do jornal, disponibilizei para edição eletrônica a referida coluna na quarta-feira, dia 13, no final da tarde. Ela circulou com as duas notas acima na madrugada sexta-feira, dia 15 e a partir das 23h do dia 14, já estava disponível no portal Cruzeiro do Vale.

Enquanto isso, correndo atrás do prejuízo, o que a prefeitura fez publicar na mesma sexta-feira, dia 15, no Diário Oficial dos Municípios, aquele que não tem hora para sair, mas se garante por escrito no próprio portal dele, que estará disponível na internet só após as 15 horas de cada dia, para assim atender as emergências diárias dos municípios? O ato que regularizou, finalmente, a disponibilização de Ana Janaina para a Defesa Civil.

O diabo mora nos detalhes. Então vamos a eles: a portaria, 5.777, é de oito de fevereiro – a ida a Florianópolis foi no dia sete. A portaria só foi publicada só no dia 15, sexta-feira e porque cobrei na coluna o mesmo dia 15, mas ela, percebam só, é retroativa ao dia 1ª de fevereiro, duas sextas-feiras antes da publicação oficial. Ai, ai, ai.

E por que essa retroatividade? Coisa de “çabios” da Procuradoria Geral do Município. Foi para dar aparência de regularidade e legitimidade à viagem a Florianópolis relatada na coluna Olhando a Maré, do jornal Cruzeiro do Vale e ao mesmo tempo me levar ao descrédito eu, a coluna e o jornal. Gente sem crédito, até nas manobras toscas que faz. Meu Deus!

Ou seja, entenderam leitores e leitoras a razão pela qual esse pessoal do poder de plantão em Gaspar está com o jornal Cruzeiro do Vale atravessado? Porque a gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB, a eficiente, a que avança, erra sempre, naquilo que é mínimo, nas coisas essenciais, e está sendo corrigida a toda hora por observações daqui. Deviam era agradecer pela assessoria assertiva de sempre e que pode até livrá-los de coisa pior.

VAMOS TER COTAS, FINALMENTE?

A portaria é também para dar regularidade à outra ação feita pelo titular da Defesa Civil, Evandro de Mello do Amaral, na terça-feira dia 12. Ele, com Ana Janaina (foto), esposa do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, ex-oposição ferrenha e agora um aliado do atual governo, foi à Furb. Lá foi atrás da contratação de serviços especializados para Gaspar e os gasparenses conhecerem, finalmente, as suas cotas de enchentes.

Excelente iniciativa. O aval foi do secretário de Planejamento Territorial, o engenheiro Alexandre Geveard, aquele que tinha dois empregos públicos não permitido pela lei, mas teve o caso grave abafado, que disse que a revisão do Plano Diretor, obrigada por lei, não se faz em Gaspar, exatamente pela falta das tais cotas.

E por que as tais cotas não foram contratadas até hoje? Simples! Para facilitar o fatiamento do Plano Diretor por Projetos de Lei Complementar na Câmara de Vereadores, com audiências marotas, burlando o procedimento que se exige no Estatuto das Cidades e assim atender interesses de políticos e particular de apoiadores partidários do atual governo.

Percebam o atraso de Gaspar? As cotas das enchentes chegarão aqui com pelo menos 20 anos de atraso, três deles, no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB.

Concluindo: um jornal atento e em defesa do dinheiro do povo, faz com que os gestores públicos corram atrás das coisas malconduzidas, mesmo que simples, para corrigi-las e colocá-las minimamente dentro do que se exige a lei. É por essa razão que o governo Kleber reclama desta coluna e do Cruzeiro do Vale. Prefere o errado, os mansos, os amigos provisórios ou de ocasião, os dependentes e os mendigos de sempre do poder. Não bastou o aviso dado nas urnas de outubro do ano passado. Gente teimosa, vai ficar sem votos em outubro do ano que vem Acorda, Gaspar!


O Cruzeiro do Vale II

Sob o título “Olhando a Maré”, estava na coluna “Chumbo”, da edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, assinada pelo seu editor e proprietário, Gilberto Schmitt, aquele que já viu – e sofreu na pele - vários prefeitos daqui, lançarem línguas de fogo contra o jornal e o portal, porque o jornalismo de ambos não se dobra às fantasias dos poderosos no poder de plantão, seus negócios e seus interesses que unem poucos e passam longe dos interesses coletivos.

“Tem gente por aí que enche a boca para falar que o Herculano Domício, autor da coluna Olhando a Maré, não tem credibilidade. Dizem que ele deveria parar de escrever para o jornal e que só fala mentira. E mais: espalham para os quatro cantos que não acessam a coluna online e que não leem a página dele no jornal. Mas, números e imagens mostram bem o contrário. Os acessos na coluna estão lá em cima. A leitura do impresso está bombando. E na hora de folga (e de trabalho também) muitos servidores da prefeitura ficam ‘olhando a maré...’. A propaganda é a alma do negócio”, conclui Gilberto.

A pequena nota valeu muito mais do que muitos dos meus textões sobre o assunto, partindo de quem partiu. No Paço, teve gente que ficou inconformada. Agradeço à confiança dos leitores e leitoras, bem como o espaço do Gilberto no Cruzeiro do Vale. O Gilberto, o jornal e o portal mudaram desde Francisco Hostins, PDC, Bernardo Leonardo Spengler, MDB, Andreone Cordeiro, PTB, e eu desde Pedro Celso Zuchi, Adilson Luiz Schmitt. Não seríamos diferentes agora. Só os políticos e os poderosos de plantão é que não perceberam que lhes faltam transparência e respeito não com o jornal, o portal, o seu editor ou esta coluna, mas com as evidências.

Hoje, as fontes são múltiplas e de todas as tendências que procuram a redação. Isso é credibilidade e que não nasceu ontem ou agora. Muito do material que recebemos neste mundo de comunicações instantâneas e facilitadas pelos aplicativos de mensagens, o transformamos em pautas ou comentários.

Outra parte substancial, não aproveitamos diante da limitação de espaços, de pessoas para transformá-las em reportagens ou investigações, pois tudo isso tem um custo e não é bancada com dinheiro público como em outros. Ou seja, o poder de plantão ainda conta com a sorte dessas nossas limitações.

Ninguém está contra o poder de plantão ou se possui partidos amigos, mas se é contra o erro, o desperdício, à dúvida, a falta de transparência e o jogo da enrolação com o dinheiro dos pesados de todos. Se a cidade e os cidadãos forem bem, o jornal e o portal também irão, ao mesmo tempo em que se terá pouca oportunidade para apontar erros, errados e se estabelecer na crítica. Acorda, Gaspar!

O prefeito Kleber vai a sua rede social e como repórter – orientado ou por iniciativa própria – mente naquilo que já provou por fotos e vídeos aos gasparenses

O tempo é o senhor da razão. O jornal Cruzeiro do Vale, a coluna e eu estamos mais uma vez de alma lavada. Esses políticos pensam que todos nós, cidadãos, eleitores deles ou não, somos analfabetos, ignorantes, desinformados e seus manipulados.

Vejam esta. Contando, poucos acreditariam que o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, se prestaria a este tipo de papel, ainda mais ele, que se apresenta sob o manto da religiosidade. Não é possível Kleber esteja sendo estimulado a dar tiros no próprio pé e não tenha percebido isso. Meus Deus!

No segundo artigo da coluna feita especialmente para o portal no dia 21 de janeiro, uma segunda-feira como hoje e há quase um mês, fiz este título: “Ministério Público do Trabalho ainda não viu os filmes e fotos do repórter Kleber mostrando as obras públicas que fazem em Gaspar?”

E na sequência, iniciei um texto, amparado por uma foto, retirado de um frame do vídeo do próprio repórter Kleber, uma opção de ilustração. Deveria ter posto o vídeo todo. “Outra foto que fala mais que meus textões contestados por gente cega à realidade e embriagada pelos interesses do novo poder de plantão.

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, virou repórter de si mesmo. Excelente, já registrei. Mas, as suas reportagens são arsenais de problemas. Elas mostram as obras sendo executadas por pessoas sem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (IPIs), incluindo em alguns casos, o próprio prefeito que invade à área de trabalho dessas obras para obter o melhor ângulo da propaganda. Elas são consideradas de risco e que por isso, exigem o uso desse tipo de equipamento...”.Vão lá e confiram.

Na coluna seguinte, a do dia 24, quarta-feira, abri com este título “Kleber diz na sua rede social que não tem dúvidas que está no caminho certo”. E na foto, onde mostro Kleber perante trabalhadores terceiros sem EPIs, em condições inseguras de trabalho, coloquei esta legenda legenda: ”O prefeito Kleber, sem Equipamento de Proteção Individual, acompanhando a obra com assessor fotógrafo, fiscalizando trabalhadores de empreiteira contratada e operando sem EPIs”.

Escrito isso, e para não virar mais um textão, o que apareceu no dia 13 de fevereiro, três semanas depois das minhas observações e que renderam um bafafá no Paço, nas empresas prestadoras de serviços e problemas no Ministério do Trabalho? Na rede social do Kleber onde ele é o repórter de si mesmo, mas feita por gente que diz entender apareceu do nada, este texto ao seu vídeo que fez para mostrar as obras emergenciais que estão sendo feitas na Rua Anfilóquiio Nunes Pires:

“No meu mandato, prevenção e segurança são prioridades. No vídeo abaixo, mostro para você como estamos executando a obra de contenção da rua Anfilóquio Nunes Pires.Durante o dia de hoje (13) estaremos reforçando a sinalização do local. A obra é custeada com recurso federal proveniente da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil”.

Kleber tomou tento, mas não completamente. Desta vez ele aparece com um capacete, ao menos. Um avanço. Parabéns. Mas, a filmagem não mostra se está com calçados apropriados para entrar naquela obra. E mesmo assim, é possível ver no vídeo, trabalhadores-operadores sem as exigidas luvas.

Ou seja, desde o início do mandato e até ao menos a segunda-feira dia 21 de janeiro deste ano, a prevenção e a segurança no trabalho, não eram as prioridades do governo, como ele próprio demonstrou nos vídeos que exibiu na sua rede social. Eu apenas reportei e observei o erro contra a integridade física dos trabalhadores terceiros contratados, do qual o prefeito é responsável e os pagadores de pesados impostos serão chamados a contribuir com as penalidades pecuniárias.

Kleber e os seus podem me desmentir, como sempre fazem, mas não podem apagar todas as imagens como querem agora, até porque elas estão espalhadas por toda Gaspar, e alhures, e muitas pessoas a testemunharam. Incrível como se deixam levar pela história do Papai Noel.

E para encerrar. O jornal Cruzeiro do Vale, a coluna e eu estamos contentes que o prefeito, a prefeitura e sua turma mudaram de comportamento em favor dos empregados de baixos salários e mais expostos a acidentes. Não precisamos de uma Brumadinho por aqui, para tomar consciência pelo certo e aquilo que pede a legislação específica.

Ah! A sinalização vertical para o desvio, mencionada pelo prefeito no seu vídeo, só foi melhorada depois das muitas reclamações feitas por muitos que se perderam e avançaram na madrugada até sobre os pastos no caminho alternativo pelo Figueira, Águas Negras e Gaspar Grande. Outro avanço.

Sobre as verbas serem custeadas pela Defesa Civil Nacional, não é totalmente verdadeira. Esta emergência – como já escrevi - não estava nos planos, porque não se fez uma análise de solo. Ela é cara e não se sabe se vai dar conta do recado, ainda mais com a chuvarada deste final de semana. E esta obra emergencial, a princípio, deverá ser bancada com os recursos do Orçamento municipal.

Ou seja, numa pequena intervenção do repórter Kleber para louvar o prefeito Kleber, como se nota, há tantas impropriedades, que custa acreditar que ele não saiba exatamente o que está fazendo, dizendo, se contradizendo e se expondo. Acorda, Gaspar!


A população pediu a pavimentação com o poste no meio da rua?

Até naquilo que avança, Gaspar e o governo de Kleber Edson Wan Dall, avança de forma errada. A tal Gecom, Gestão Compartilhada do MDB e PP, o antigo Orçamento Participativo do PT e hoje tocado pelo Roni Muller, foi ao facebook oficial da prefeitura e fez esta postagem atrasada com este texto e estas duas fotos.

O antes e depois de hoje era uma reivindicação antiga da comunidade e foi atendida ano passado pelo Programa Gestão Compartilhada a pavimentação da ruas Maria Vieira e Angelina no bairro Santa Terezinha ficou do jeito que a população pediu!”

Como assim, ficou do jeito que a população pediu? Com o poste no meio da rua calçada para alguém bater nele com o carro, estragar o poste, o carro e com sorte, não morrer? Nem o óbvio, o simples, barato, seguro, são capazes de fazerem a favor da população. Acorda, Gaspar!


Samae inundade.

A drenagem de Gaspar, feita por quem se diz especialista no assunto: em três fotos

Mais um exemplo de desperdício, e ainda tem gente que está cega ou ainda de ressaca, que nas redes sociais defende essas barbaridades. Por isso, vou renunciar os meus textões onde tento explicar tudo, para as fotos que esclarecem mais aos que possuem boa visão.

A primeira foto mostra como um canal não poderá suportar dois outros de mesmo calibre. Quem fez essa conta. Não precisava ser engenheiro. E se foi, precisa voltar para os bancos do primário para fazer conta de somar.

A segunda foto mostra como a frágil caixa de passagem se desmanchou com a água mais forte. Estava na cara. Quem vistoriou essa obra? Se foi um engenheiro é melhor ele entregar o Crea que possui para assinar as ARTs. Um mestre de obra minimamente experiente faria melhor.

A terceira foto é um exemplo de uma caixa de passagem e inspeção decente, para suportar a pressão da água e que a administração de Gaspar parece não conhecer. E tem gente na rede social, puxa-saco do poder de plantão, que paga a conta desse desatino, defendendo este tipo de dinheiro pelo ralo e constrangendo quem fiscaliza e denuncia. Coisa de bêbado ou irresponsável. Onde está o Crea nestas horas, até para conferir se o projeto que está sendo executado é o que foi aprovado para o recebimento de recursos? Acorda, Gaspar!

 

Comentários

Herculano
21/02/2019 11:53
SUCESSO À REFORMA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Proposta para a Previdência, que tende a ser abrandada, mostra cuidado com distribuição de sacrifícios

Na conjuntura brasileira, uma reforma da Previdência precisa atender a três condições fundamentais - justiça na distribuição dos sacrifícios inevitáveis, combate às aposentadorias precoces e redução de privilégios que geram gastos excessivos com os servidores públicos.

O cerne da proposta do governo Jair Bolsonaro (PSL) cumpre tais requisitos. O alcance das mudanças dependerá do empenho e da capacidade de articulação política do presidente e de sua equipe.

Conforme o cálculo oficial, o texto enviado ao Congresso nesta quarta (20) proporcionará economia de R$ 1,07 trilhão em dez anos. O montante sobe a R$ 1,16 trilhão com as alterações prometidas nas pensões militares, a serem tratadas em outro projeto ?"um compromisso que, a bem da equidade, não pode ser negligenciado.

Trata-se, na teoria, de uma reforma mais ambiciosa que a de Michel Temer (MDB), cujo potencial de poupança era estimado em R$ 800 bilhões ao longo de uma década, na sua versão inicial, e algo entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões depois de negociações na Câmara dos Deputados.

A experiência ensina que ajustes e abrandamentos da proposta tendem a ser inevitáveis durante a tramitação legislativa. O desafio do governo, a partir de hoje, será preservar os dispositivos cruciais.

A fixação de idades mínimas para as aposentadorias constitui a providência mais básica do texto. A exigência geral de 65 anos para homens e 62 para mulheres é compatível com padrões internacionais, embora o ideal fosse não haver diferenciação de gênero.

As exceções previstas, como policiais e professores, as regras de transição para quem já está no mercado de trabalho e o mecanismo de cálculo dos benefícios, porém, deverão merecer boa parte dos enfrentamentos políticos e serão decisivos para o impacto orçamentário da reforma.

Uma inovação das mais interessantes é o aumento da progressividade das contribuições previdenciárias, que variariam de 7,5% a 11,68% para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e chegariam ao teto de 22% para servidores públicos, conforme a renda do trabalhador.

Nota-se aqui a preocupação com a justiça tributária, pois o gravame cai para os mais pobres e sobe para os mais abonados. Parece provável, contudo, algum ajuste das cifras, dado que até tentativas de elevar de 11% para 14% a taxação do funcionalismo enfrentam severas resistências das corporações.

Diretrizes como essa, de todo modo, afiguram-se imprescindíveis no que será uma árdua batalha de convencimento da opinião pública, ainda hoje bombardeada por mistificação e demagogia.

Bolsonaro, cuja base de sustentação partidária suscita dúvidas, assumiu o risco de apresentar uma proposta nova, cuja tramitação começará do zero. No interesse do país, que tenha sucesso.

Sem a reforma, o déficit dos regimes previdenciários consumirá parcelas crescentes da arrecadação e levará ao estrangulamento orçamentário do governo, possivelmente já neste mandato presidencial. Com ela, ganha-se um precioso fôlego - necessário, embora não suficiente, para a retomada do crescimento da produção e da renda.
Herculano
21/02/2019 11:06
CARICATO

Acabo de ouvir discursos feitos por vereadores de Gaspar contra a Reforma Previdenciária, proposta pelo presidente Michel Temer, MDB.

A vereadora Mariluci Deschamps Rosa, PT, ex-vice prefeita de Pedro Celso Zuchi, PT, chegou até a afirmar, baseada em estudos que lhe arrumaram para o discurso, que a Previdência era lucrativa.

Triste! O PT está num outro mundo e quer que o Brasil quebre. Só pode ser.

Ontem, o deputado federal paulista Carlos Zaratini, PT, escreveu isso na sua rede social

"Bolsonaro fez 67 discursos contra a reforma da Previdência E agora quer apresentar uma proposta que impedirá o trabalhador de se aposentar. É uma desfaçatez acabar com aposentadoria dos pobres e manter os privilégios dos ricos".

É verdade que Bolsonaro sempre foi contra a Reforma e ontem ele próprio reconheceu isso e pediu desculpas. Agora, ele sabe que sem a Reforma, não haverá dinheiro para pagar os aposentados de hoje, e principalmente os de amanhã, como já acontece em vários estados e até mesmos em municípios.

Em alguns estados, nem os efetivos estão recebendo em dia.

Este pacote da previdência que o PT e a esquerda estão bombardeado sem fatos concretos,vai impedir de verdade que os políticos e servidores "pobres" que ganham entre R$6 mil a mais de R$100 mil por mês não se aposentem aos 50 anos, mas como a maioria dos brasileiros que hoje, mesmo se esse limite, só conseguem se aposentar 65 anos e ganhando no máximo de R$5,8 mil, o limite para os trabalhadores que perdem empregos e pagadores desta farra toda.

65% dos brasileiros só se aposentam em média aos 66 anos com o mínimo de R$998

O PT está sem discurso para defender os pobres. Ele está defendendo os políticos, os funcionários públicos, estáveis, e que se aposentam cedo e com salários milionários.

Os pobres não Brasil sustentam os aposentados milionários, é esta que socialistas, comunistas, os da esquerda do atraso, a CUT, Sindicatos e o PT estão defendendo. Usam os fracos para favorecer os privilegiados.
Herculano
21/02/2019 07:26
A IMPRENSA CHAPA-BRANCA, por Diogo Mainardi, no O Antagonista

"Jair Bolsonaro esperneia contra a imprensa, mas ela é chapa-branca no principal projeto do governo: a reforma previdenciária."

Eu, Diogo, escrevi isso quatro semanas atrás, em minha coluna na Crusoé.

Um parágrafo:

"O aspecto mais alucinado dos ataques dos bolsonaristas à imprensa é que todos os veículos apoiam o principal projeto do governo: a reforma previdenciária. Se ela for aprovada, o bolsonarismo vai permanecer no poder por quinze anos. As outras questões ?" como a posse de armas ou o ensino do darwinismo ?" podem até animar as caixas de comentários dos jornais, mas não contam rigorosamente nada. O que conta é a capacidade de Paulo Guedes para cobrir o rombo estatal. E, nesse ponto, a imprensa é chapa-branca."

O Antagonista também está incluído, é claro.

Sempre apoiamos - sempre - a reforma previdenciária e o pacote anticrime de Sergio Moro.
Herculano
21/02/2019 07:21
REFORMA É MAIS DURA DO QUE SE ESPERAVA; UMA DAS MUDANÇAS IMPORTANTES ESTÁ NAS ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS. O QUE QUER DIZER, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

A reforma da Previdência chega ao Congresso. É mais dura do que se esperava, o que, convenham, faz parte do jogo. Paulo Guedes, ministro da Economia, subiu a régua porque sabe que o Congresso vai baixá-la. Textos da Folha e do Globo esmiúçam com propriedade as várias faces da mudança pretendida. Procurem se informar. A proposta está no bom caminho. Ainda que eventuais arestas sejam aparadas, há de fundamental a equiparação entre os respectivos regimes de servidores e de trabalhadores da iniciativa privada, a elevação da idade mínima para a obtenção do benefício e a ampliação do tempo de contribuição para quem pretende receber vencimentos integrais. E, claro!, é preciso ficar atento às regras de transição para quem já está no sistema.

O governo pretende também, tão logo promulgada a mudança, alterar as alíquotas de contribuição, aplicando um modelo progressivo, a exemplo do que ocorre com o ImpoSto de Renda, o que me parece correto. Hoje, há três alíquotas para o segurado do INSS: 8% para quem recebe até R$ 1.751,81; 9% para quem ganha entre R$ 1.751,82 e R$ 2.919,72 e 11% para quem ganha acima desse valor, até o limite de R$ 5.839,45, que corresponde ao benefício máximo pago pelo sistema. Assim, a maior contribuição de um trabalhador da iniciativa privada é de R$ 642,83.

Tais alíquotas incidem linearmente sobre o total dos ganhos. O texto baixa a cobrança para 7,5% para quem ganha até um mínimo e introduz a progressividade. O que isso quer dizer? O salário passa a ser dividido em faixas, podendo chegar a quatro: sobre cada uma, incide uma alíquota diferente. São elas: 7,5%, 9%, 12% e 14%. O valor máximo de referência para cobrança, insista-se, é o teto pago pelo INSS: R$ 5.839,45.

A progressividade faz diferença? Tomado cada caso individualmente, parece mixaria. Quando se multiplicam os contribuintes por milhões, sim. Quem paga a alíquota máxima, pelo teto, no modelo atual, recolhe ao INSS R$ 642,83. Segundo a proposta que chega ao Congresso, esse valor saltaria para R$ 682,54. A diferença é de R$ 39,71. Corresponde a dois lanches na padoca. Mas faz uma diferença brutal para o sistema. Nesse caso, a alíquota efetiva máxima seria de 11,68%

Como não haveria transição para a progressividade, ela começaria a valer tão logo o texto fosse promulgado. Notem: a progressividade vai valer também para os servidores. Segundo as regras atuais, a contribuição do funcionalismo varia de acordo com a data de ingresso no serviço público. Quem entrou até 2013 e não aderiu ao fundo complementar (Funpresp) recolhe 11% sobre todo o vencimento. Quem aderiu ao novo fundo ou entrou depois de 2013 recolhe os mesmos 11%, só que sobre o teto do INSS (R$ 5.839.45).

No caso dos servidores que entraram até 2013 e não aderiam ao fundo, o salário pode ser dividido em até oito faixas: além das quatro alíquotas que valem para os segurados do INSS - 7,5%, 9%, 12% e 14% -, há mais quatro: 14,5%, 16,5%, 19% e 22%. A alíquota efetiva seria de, no máximo, 16,79%. A diferença, nesse caso, é considerável: sem a progressividade, um servidor que recebe R$ 30 mil recolhe ao sistema R$ 3.300 (11%). Com ela, passaria a pagar 4.835,83 (16,11%).

É preciso ver os exemplos para entender direito como funcionaria o sistema.

Reitero: a reforma aponta para um bom caminho. Além de dar uma resposta ao rombo brutal do sistema, ela é socialmente mais justa. Isso não quer dizer que vá ter uma tramitação tranquila. O texto está aí para ser negociado com o Congresso e com a sociedade. Só não pode ser desfigurado.
Herculano
21/02/2019 07:11
ENQUANTO BOLSONARO NÃO DECIDE, MOURÃO OPINA, por Cláudio Humberto, na coluna que publica nesta quinta-feira nos jornais brasileiros

O general Hamilton Mourão faz balanço positivo de sua atuação vice-presidente da República, sem se importar com as críticas a sua atitude de até fazer declarações discordantes do governo. "Enquanto não houver uma posição oficial, eu emito opinião. Mas a partir do momento em que o presidente tome decisão sobre determinado tema, a posição passará a ser minha e vou defendê-la com unhas e dentes", disse.

DIVERGÊNCIAS
O vice diverge de Bolsonaro em questões como o aborto, que, para ele, é questão de saúde pública. A visão do presidente tem viés religioso.

IMPACTO
Mourão concedeu entrevista à coluna e à Rádio Bandeirantes, nesta quarta (20), ainda sob impacto de uma derrota do governo na Câmara.

RECADO CLARO
Os deputados derrubaram o decreto de Mourão sobre a Lei de Acesso à Informação. Ele acha que foi um recado dos deputados ao governo.

DEVER DE INFORMAR
O vice-presidente também acha que dar entrevistas é dever das autoridades, até para evitar o que chama de "ilações".

'INFORMAÇÕES FALSAS' DERRUBARAM REFORMA DE TEMER
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) admitiu nesta quarta-feira (20) que a reforma da Previdência proposta por Michel Temer em 2017 fracassou, na verdade, por má-fé. Ao receber a nova proposta do presidente Jair Bolsonaro, Maia disse que viu a tentativa anterior "ser descontruída com falsas informações". Maia fez o alerta para que a reforma de Bolsonaro não tenha o mesmo destino que a de Temer.

MASSA DE MANIPULAÇÃO
Rodrigo Maia reiterou que o desafio é mostrar aos brasileiros que eles têm sido instrumento de manipulação de "poucas pessoas".

GATO ESCALDADO
Não por acaso, a apresentação da proposta de reforma da Previdência aos jornalistas, pela equipe econômica do governo, durou cinco horas.

EXEMPLO DE PORTUGAL
Nos bastidores e à imprensa, Maia fala do exemplo de Portugal, que precisou cortar 30% das aposentadorias antes de aprovar sua reforma.

INVASÃO GERA... LIMPEZA
A Embaixada do Brasil na Grécia foi invadida nesta quarta (20) por vândalos que picharam paredes e destruíram propriedade. Procurado, o Itamaraty disse apenas que "tomou as providências para a limpeza do local e recuperação dos prejuízos". Já investigar, que é bom...

QUEM CEDO MADRUGA
O general Hamilton Mourão dorme cedo, pelas 22h30 e acorda antes das galinhas, às 5h30. E sempre que pode sai cedinho para cavalgar, como está previsto para acontecer nesta quinta-feira.

FAZENDO HISTóRIA
O deputado Felipe Rigoni (PP-ES) parou o plenário da Câmara, na sessão desta quarta (20). Deficiente visual, ele fez um discurso emocionante, foi aplaudido de pé e muito cumprimentado.

COMUNICAÇÃO PELA REFORMA
Com medo de perder os benefícios, castas mais altas do funcionalismo público federal e estadual já se organizam contra a PEC da reforma da Previdência de Bolsonaro. Mas o governo tem plano ambicioso.

REFORMA FUNDAMENTAL
Levantamento do Ideia Big Data mostra que 43% dos brasileiros acham "fundamental para o Brasil" a reforma da Previdência e 81% acredita que a reforma deva acabar com privilégios de políticos e também de funcionários públicos. Foram ouvidas 1.891 pessoas em todo o País.

JUNTOS PELA PRIMEIRA VEZ
Em 2019, nem mesmo a posse do presidente Jair Bolsonaro contou com a presença dos 27 governadores. O governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou todos no 3º Fórum do Governadores do Brasil.

EVOLUÇÃO DE VERDADE
A tecnologia de transmissão de dados de celular 5G, a verdadeira evolução do 4G, já está sendo testada na China. A experiência é numa estação de metrô de Shanghai, de graça para todos os passageiros.

DESDÉM E CRUELDADE
Doente e sentindo muitas dores, servidora da Embrapa tentou por vinte anos aposentar-se por invalidez. Foi tratada com desdém, crueldade. Certo dia, ligaram oferecendo empréstimo consignado. Foi o banco que contou da sua aposentadoria havia um ano. O INSS não a informou.

PENSANDO BEM...
...tem gente no Congresso que prefere reformar presídios antes de reformar a Previdência.
Herculano
21/02/2019 06:36
SOBERBA COM WHATSAPP DEIXOU EXPOSTO O QUEIXO DE BOLSONARO, por Roberto Dias, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Erro se assemelha ao que levou Michel Temer a receber à noite visitas de Joesley Batista

Jair Bolsonaro está na situação de lutador que levou um direto no queixo logo no início do primeiro round. Um presidente da República com a palavra frontalmente confrontada, com prova gravada, num caso inequívoco, o da conversa que ele negava ter tido com o ex-ministro Gustavo Bebianno.

A discussão que Bolsonaro tentou criar sobre o significado de conversar é ela própria conversa fiada. Morre já na primeira definição do dicionário Houaiss: "trocar palavras".

Ele deixou o queixo exposto por soberba - daquele mesmo tipo que levava Michel Temer a receber à noite visitas de gente como Joesley Batista.


Bolsonaro descumpriu um protocolo básico de segurança do cargo. O WhatsApp pavimentou o caminho do candidato até o Planalto, mas não deveria ser usado pelo presidente para se comunicar com seus subordinados. Foi justamente por isso que a Abin lhe entregou um aparelho criptografado chamado TCS (terminal de comunicação segura), como mostrou reportagem da Folha publicada antes de as mensagens se tornarem conhecidas.

Naquele texto, o porta-voz Otávio Santana do Rêgo Barros explicava o uso do WhatsApp por Bolsonaro: "Ele utiliza para mensagens informais. Em relação aos assuntos que exigem reserva, ele opta pelos meios de comunicação da Presidência".

Os áudios desmentem também o porta-voz. Neles, Bolsonaro dá ordens pelo aplicativo. Não versa sobre coisas pequenas: desmarca reunião e viagem de ministros. Recorre à autoridade para deixar claro que fala oficialmente. "Como presidente da República: cancela, ponto final", diz a Bebianno. A formalidade informal é mais um sintoma de como ele não compreendeu direito o cargo.

Noutro dos rolos whatsappeiros deste governo, um assessor do ministro do Turismo pediu a uma candidata laranja que devolvesse o dinheiro do fundo partidário. Na conversa, ele argumenta: "Nosso Deus sabe de todas as coisas". Pois é, o WhatsApp também sabe.
PAULO HENRIQUE HOSTERT
21/02/2019 06:15
Lendo as notícias dos jornais locais vejo, mesmo com o inúmeras dificuldades, que Blumenau toca a diante o projeto da construção de mais uma ponte no centro da cidade, e aí me pergunto... quando será que nosso "competente" gestor Mor vai começar a pensar na ponte no Bela Vista? Só para lembrá-lo que o Bela Vista faz parte de Gaspar...
Herculano
20/02/2019 18:12
DEPUTADOS ELEITOS POR POBRES, QUE SE DIZEM SOCIALISTAS, DEFENDEM OS QUE GANHAM MUITO, APOSENTAM CEDO E COM SALÁRIOS MILIONÁRIOS

Do deputado, David Miranda, do PSOL, do Rio de Janeiro e que ficou no lugar de Jean Wyllis:

"Recepcionamos Bolsonaro na câmara vestidos de laranja e com laranjas nas mãos. O governo vive uma crise ética grave e até agora não apresentou explicações satisfatórias. É esse mesmo governo que quer retirar direitos do povo a partir da Reforma da Previdência".

Ai na rede social do deputado, alguém pontuou:

"Que 'direitos', Davi? O direito de o barnabé graúdo se aposentar com salário de 39 mil e ser descontado com a mesma alíquota que o pagador de imposto que se aposenta com teto de 5 mil?

Isso mostra a guerra de comunicação e que se iniciou. A esquerda do atraso, está sem discurso. Só a direita xucra, o governo e Jair Messias Bolsonaro, PSL, não perceberam isso. Brigam entre si e dão brechas para a fragilização das pautas para a retomada da verdadeira reforma social
Herculano
20/02/2019 18:03
DO DISCURSO AO EXEMPLO, MAS EXCEÇÃO

"Não adianta nada eu ser favorável à reforma da previdência e estar em um regime especial para os deputados. A mudança vem com o exemplo, por isso abdiquei desse privilégio e pedi que a Câmara dos Deputados me incluísse no regime comum de previdência" Kim Kataguiri, DEM, deputado Federal por São Paulo.
Herculano
20/02/2019 18:01
MARINHO: PROPOSTA É FAZER COM QUE QUEM GANHA MAIS CONTRIBUA MAIS [ isso é um perigo, essa gente é forte e influente e não gosta de dividir com os pobres os quais usam para o discurso e à esmola, como se fossem os "salvadores" da humanidade]

Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia disse que o governo está preparado para negociar

Conteúdo da Agência O Estado. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que os servidores públicos com salários mais altos têm condições privilegiadas e podem contribuir com um esforço maior na reforma da Previdência.

"Dentro da realidade, tem pedido de dar um esforço maior nesse processo de reequilíbrio maior", disse Marinho. "Conversamos com associações de servidores públicos, todos têm de contribuir". Durante a tramitação da reforma da Previdência do ex-presidente Michel Temer, os servidores públicos, principalmente, foram a maior força de oposição no Congresso.

Marinho deixou claro que o governo está preparado para negociação. "Estamos aguardando o processo de negociação", disse ele, ressaltando que o princípio da proposta é fazer com que quem ganha mais contribua com mais.
Herculano
20/02/2019 17:55
NECESSÁRIA

De João Amoêdo, do Novo, no twitter:

A Reforma apresentada é positiva e essencial para o Brasil voltar a crescer e termos um sistema previdenciário justo e sustentável

É fundamental que todos aqueles que são compromissados com um país com mais oportunidades e menos privilégios se empenhem na aprovação desta reforma
Herculano
20/02/2019 17:53
A CHIADEIRA DAS CENTRAIS SINDICAIS

Conteúdo de O Antagonista. As centrais sindicais decidiram que, na luta contra a reforma da Previdência, farão protestos nos dias 8 de março e 1º de maio, em várias cidades.

Em assembleia hoje, também ficou definida a realização de "um dia nacional de lutas e mobilizações em defesa da Previdência Social Pública e contra o fim da aposentadoria, em data a ser estabelecida".
Herculano
20/02/2019 17:49
REFORMA DURA COM OS FUNCIONÁRIOS DE ALTO SALÁRIOS

De Joel Pinheiro, no twitter

A reforma de Bolsonaro é mais dura com os funcionários públicos e mais branda com os trabalhadores pobres do que era originalmente a de Temer. Terá que rever alguns pontos, mas está no caminho correto.
Herculano
20/02/2019 17:47
A FORÇA DOS PRIVILEGIADOS QUE ESTÃO QUEBRANDO O BRASIL E OS BRASILEIROS QUE SUSTENTAM A FANTASIA NUM MUNDO IRREAL

De Leandro Ruschel, no twitter:

Da última vez que um presidente tentou aprovar reforma da previdência que mexesse com os privilégios imorais da elite do funcionalismo público, quase foi derrubado por ela.

A reforma de Bolsonaro é ainda mais dura com esse pessoal. Tentarão derrubá-lo de todas as formas.
Herculano
20/02/2019 17:42
DATA VENIA, CAIXA DOIS É CRIME RELEVANTE, por Frederico Vasconcelos, no jornal Folha de S. Paulo

Em várias ocasiões, este Blog registrou manifestações de leitores e articulistas condenando a relativização do caixa dois.

Ao justificar o fatiamento do pacote anticrime proposto pelo governo de Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta terça-feira (19) ter atendido à queixa de alguns políticos de que "o caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crime organizado e crimes violentos".

"Fomos sensíveis", afirmou o ministro, dizendo que as reclamações eram razoáveis, revela Estelita Hass Carazzai, em reportagem na Folha.

Segundo a jornalista, em seus tempos de juiz, Moro, não poupava palavras ao defender a criminalização do caixa dois. Trapaça, "especialmente reprovável" e "sem justificativa ética" foram algumas das expressões que o magistrado que conduzia a Operação Lava Jato usou para se referir ao uso de recursos não declarados em campanha.

Em 2012, no julgamento do mensalão, a defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares sustentou que "ele operou caixa dois, era ilícito, mas não corrompeu ninguém".

Na ocasião, a ministra Cármen Lúcia reagiu: "Acho estranho e muito, muito grave, que alguém diga com toda tranquilidade que 'ora, houve caixa dois'. Caixa dois é crime. Caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira".

"Dizer isso perante o Supremo Tribunal Federal me parece realmente grave porque fica parecendo que isso pode ser praticado e confessado e tudo bem", afirmou a ministra.

Em outubro de 2016, o Blog reproduziu trechos de artigo do jornalista Bernardo Mello Franco, sob o título "A anistia vem a galope", publicado na Folha. A coluna tratava da articulação na Câmara Federal para driblar o Ministério Público e aprovar uma anistia geral ao caixa dois.

"Se der certo, será um gol de placa do sistema político ameaçado pela Lava Jato", diz o colunista.

"Os parlamentares prometem aprovar a criminalização do caixa dois, uma das chamadas dez medidas contra a corrupção. Parece boa notícia, mas há um detalhe. Ao proibir o trambique no futuro, a Câmara quer perdoar quem o praticou no passado."

Segundo o jornalista, "o novo acordão para 'estancar a sangria' tem o aval do governo Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Franco citou que, em entrevista a Mario Sergio Conti, na GloboNews, Maia havia repetido uma tese dos réus do mensalão: caixa dois e corrupção seriam "coisas distintas".

No mês seguinte, o desembargador Newton Fabrício, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, alertava neste espaço para a extensão da anistia ao caixa dois.

"O Brasil não pode compactuar com esse projeto de anistia, curiosamente surgido na calada da noite, após a divulgação de que 200 políticos estariam sendo apontados na delação premiada dos executivos da Odebrecht", afirmou o magistrado gaúcho.

Em 2017, também em artigo neste Blog, o advogado e procurador regional da República aposentado Rogério Tadeu Romano comentou declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao tratar do caixa dois em defesa do PSDB e do senador Aécio Neves, suspeito de receber recursos da Odebrecht na campanha de 2014 que não foram declarados oficialmente.

Diz o artigo de Romano: "Em nota divulgada à imprensa, FHC relativizou o uso do caixa 2, dizendo que há diferença entre o dinheiro para financiar campanhas políticas e o recebido pelos partidos por fora para enriquecimento pessoal. Data venia, presidente, caixa dois é crime e não pode ser relativizado".

Finalmente, em março de 2017, este site registrou as posições divergentes dos ministros Gilmar Mendes e Cármen Lucia sobre o assunto.

"Enquanto o Legislativo trama uma anistia ao expediente ilícito, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e membro do Supremo Tribunal Federal, diz que o caixa 2 'tem que ser desmistificado'".

Na semana seguinte, a ministra Cármen Lúcia, então presidente do STF, afirmou que a anistia ao caixa 2 "não é bem-vinda".

"A apuração dos crimes está em curso, qualquer tentativa de obstaculizar medidas punitivas que são necessárias no caso de cometimento de crime não é bem-vinda evidentemente à sociedade, menos ainda à comunidade jurídica", afirmou a ministra, em entrevista à CBN
Herculano
20/02/2019 06:39
O CLÃ BOLSONARO E OS PARTIDOS, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Tratativas com a UDN agravam um quadro nefasto, o do troca-troca partidário

O terceiro filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reuniu-se na semana passada com dirigentes de uma possível nova sigla partidária, que se chamaria União Democrática Nacional, em referência à antiga UDN, informou o Estado. Em relação a esses contatos, Eduardo contaria também com o apoio do irmão Carlos, vereador na cidade do Rio de Janeiro.

Tão logo foram noticiadas as tratativas de familiares do presidente Jair Bolsonaro com dirigentes partidários, Eduardo Bolsonaro negou participação no novo partido. "Informo a todos que não estou participando na formação ou resgate de qualquer partido", disse o terceiro filho do presidente, em sua conta do Twitter. A informação obtida pelo Estado veio de três fontes ouvidas em caráter reservado.

O objetivo imediato da mudança de partido do clã seria preservar o capital político da família diante do desgaste político do PSL, atualmente sob suspeita de cometer irregularidades no uso de recursos do fundo partidário por meio de candidaturas "laranjas". Além disso, o novo partido poderia servir para reunir lideranças da direita nacional que se identificam com o liberalismo econômico e com a pauta dita nacionalista e conservadora do clã Bolsonaro.

A "nova UDN" ainda não existe formalmente como partido. Por enquanto, é apenas mais um entre os 75 partidos em fase de criação, segundo o TSE. A sigla tem CNPJ e diretórios em nove Estados. Um dos dirigentes, o capixaba Marcus Alves de Souza, afirma que os apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas. São necessárias 497 mil para a homologação da legenda perante a Justiça Eleitoral.

Seja como for, eventual mudança de partido por parte do clã Bolsonaro não seria uma novidade. Trocar de legenda é um movimento absolutamente corriqueiro na trajetória política da família. Desde sua entrada na vida política, em 1989, quando se filiou ao PDC, o presidente Jair Bolsonaro mudou de partido oito vezes. Do PDC foi em 1993 para o PP, no mesmo ano foi para o PPR, em 1995 para o PPB, em 2003 para o PTB, em 2005 para o PFL, em 2005 voltou ao PP, em 2016 foi para o PSC e no ano passado entrou no PSL.

O filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, ingressou no PP em 2003. Em 2016, fez o mesmo movimento do pai, indo para o PSC. Desde o ano passado, está no PSL. O segundo filho, Carlos Bolsonaro, está no quinto mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Atualmente filiado ao PSL, começou na política pelo PTB, foi para o PP e depois para o PSC. No caso do terceiro filho, Eduardo Bolsonaro, o PSL é o seu segundo partido. Antes, de 2014 até 2018, esteve no PSC.

Se a troca de partido não é novidade para a família Bolsonaro, eventual abandono do PSL seria a confirmação de que a prometida nova política foi tão somente um discurso eleitoreiro.

Não deixa de ser estranho que pessoas eleitas prometendo um novo comportamento político, acima das negociatas e do "toma lá dá cá" dos caciques partidários, em menos de dois meses no cargo já estejam participando de tratativas sobre possível mudança de partido. Nessa história, fica evidente que o eleitor foi, uma vez mais, ludibriado.

Confiando em Jair Bolsonaro, a população votou em peso no seu partido para as cadeiras no Congresso. Na eleição para deputado federal, o PSL foi o partido que mais recebeu votos. Por força da distribuição das cadeiras pelos Estados, a legenda do presidente Bolsonaro é a segunda bancada do Congresso. Agora, corre o risco de perder suas principais estrelas, o clã Bolsonaro.

É nefasto para a vida política tanto troca-troca partidário. Por exemplo, desde outubro do ano passado, 12 senadores trocaram de legenda, e metade o fez na véspera da posse. Com esse modo de proceder, tanto o partido como os políticos que mudaram de legenda ficam sem nenhuma densidade programática. A notícia das tratativas do clã Bolsonaro com a nova UDN confirma e agrava o quadro. O oportunismo continua plenamente vigente.
Herculano
20/02/2019 06:37
O CLÃ BOLSONARO E OS PARTIDOS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Tratativas com a UDN agravam um quadro nefasto, o do troca-troca partidário

O terceiro filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reuniu-se na semana passada com dirigentes de uma possível nova sigla partidária, que se chamaria União Democrática Nacional, em referência à antiga UDN, informou o Estado. Em relação a esses contatos, Eduardo contaria também com o apoio do irmão Carlos, vereador na cidade do Rio de Janeiro.

Tão logo foram noticiadas as tratativas de familiares do presidente Jair Bolsonaro com dirigentes partidários, Eduardo Bolsonaro negou participação no novo partido. "Informo a todos que não estou participando na formação ou resgate de qualquer partido", disse o terceiro filho do presidente, em sua conta do Twitter. A informação obtida pelo Estado veio de três fontes ouvidas em caráter reservado.

O objetivo imediato da mudança de partido do clã seria preservar o capital político da família diante do desgaste político do PSL, atualmente sob suspeita de cometer irregularidades no uso de recursos do fundo partidário por meio de candidaturas "laranjas". Além disso, o novo partido poderia servir para reunir lideranças da direita nacional que se identificam com o liberalismo econômico e com a pauta dita nacionalista e conservadora do clã Bolsonaro.

A "nova UDN" ainda não existe formalmente como partido. Por enquanto, é apenas mais um entre os 75 partidos em fase de criação, segundo o TSE. A sigla tem CNPJ e diretórios em nove Estados. Um dos dirigentes, o capixaba Marcus Alves de Souza, afirma que os apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas. São necessárias 497 mil para a homologação da legenda perante a Justiça Eleitoral.

Seja como for, eventual mudança de partido por parte do clã Bolsonaro não seria uma novidade. Trocar de legenda é um movimento absolutamente corriqueiro na trajetória política da família. Desde sua entrada na vida política, em 1989, quando se filiou ao PDC, o presidente Jair Bolsonaro mudou de partido oito vezes. Do PDC foi em 1993 para o PP, no mesmo ano foi para o PPR, em 1995 para o PPB, em 2003 para o PTB, em 2005 para o PFL, em 2005 voltou ao PP, em 2016 foi para o PSC e no ano passado entrou no PSL.

O filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, ingressou no PP em 2003. Em 2016, fez o mesmo movimento do pai, indo para o PSC. Desde o ano passado, está no PSL. O segundo filho, Carlos Bolsonaro, está no quinto mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Atualmente filiado ao PSL, começou na política pelo PTB, foi para o PP e depois para o PSC. No caso do terceiro filho, Eduardo Bolsonaro, o PSL é o seu segundo partido. Antes, de 2014 até 2018, esteve no PSC.

Se a troca de partido não é novidade para a família Bolsonaro, eventual abandono do PSL seria a confirmação de que a prometida nova política foi tão somente um discurso eleitoreiro.

Não deixa de ser estranho que pessoas eleitas prometendo um novo comportamento político, acima das negociatas e do "toma lá dá cá" dos caciques partidários, em menos de dois meses no cargo já estejam participando de tratativas sobre possível mudança de partido. Nessa história, fica evidente que o eleitor foi, uma vez mais, ludibriado.

Confiando em Jair Bolsonaro, a população votou em peso no seu partido para as cadeiras no Congresso. Na eleição para deputado federal, o PSL foi o partido que mais recebeu votos. Por força da distribuição das cadeiras pelos Estados, a legenda do presidente Bolsonaro é a segunda bancada do Congresso. Agora, corre o risco de perder suas principais estrelas, o clã Bolsonaro.

É nefasto para a vida política tanto troca-troca partidário. Por exemplo, desde outubro do ano passado, 12 senadores trocaram de legenda, e metade o fez na véspera da posse. Com esse modo de proceder, tanto o partido como os políticos que mudaram de legenda ficam sem nenhuma densidade programática. A notícia das tratativas do clã Bolsonaro com a nova UDN confirma e agrava o quadro. O oportunismo continua plenamente vigente.
Herculano
20/02/2019 06:14
MILITARES SE QUEIXAM DE FILHOS E DE DESARTICULAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO

Com crise, três ministros generais pedem freio de arrumação ao presidente

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Igor Gielow. O agravamento da crise política levou três expoentes da ala militar do governo ao encontro de Jair Bolsonaro (PSL) para expressarem a queixa do setor sobre a influência dos filhos do presidente e sobre a inoperância da articulação com o Congresso.

Segundo relatos, os generais da reserva e ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) pediram um freio de arrumação.

A Folha ouviu descrições da conversa segundo as quais o risco de perda de apoio entre a ala militar foi comentado. Outras, contudo, descartaram tom alarmista nesse sentido.

Dois itens constantes do cardápio da crise levaram à subida de tom. O primeiro foi a divulgação dos áudios trocados por Bolsonaro e o ex-ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral).

O fato de o presidente estar exposto e, pior, a possibilidade de haver gravações de fato comprometedoras, é considerado um desastre.

Como a crise começou em uma questão partidária, o laranjal do PSL, os generais atribuem ao papel de Carlos, filho do presidente que disparou o episódio que levou à demissão de Bebianno ao dizer que ele havia mentido, a chegada dela à sala de Bolsonaro.

Há aqui uma questão de ocupação de espaço. Os militares nunca aceitaram o que consideram intromissão dos filhos políticos do presidente em assuntos de Estado.

Assim, a confusão do caso Bebianno foi uma oportunidade para levar a cobrança de afastamento dos filhos de forma mais incisiva, e não indiretamente, como antes.

Com efeito, os dois mais ativos, o vereador carioca pelo PSC Carlos e o deputado federal Eduardo (PSL-SP), têm sido comedidos no tom desde a eclosão da crise.

Numa nota lateral, os militares também não gostaram de ver o papel que foi reservado a um general da ativa, Otávio do Rêgo Barros, na crise.

Porta-voz de Bolsonaro, na segunda (18) ele teve de engolir a seco e dizer que os motivos para a demissão de um ministro de Estado eram decisão de "foro íntimo do nosso presidente". Sua maior assertividade nesta terça (19) foi notada por observadores.

O outro ponto nevrálgico do dia foi a derrota fragorosa do governo na Câmara, que derrubou decreto presidencial que ampliou o número de pessoas com direito a decretar sigilo de documentos.

Aqui, a desarticulação completa de uma base governista possibilitou, na visão da ala militar, o recado do Congresso: os parlamentares querem participar das discussões que importam, a começar pela da reforma previdenciária.

A preocupação dos fardados, que não formam um bloco monolítico mas têm interesses comuns, é que a reforma degringole ao encontrar uma Câmara sem comando.

Alguns deputados governistas vinham apostando que isso seria uma vantagem, facilitando o encaminhamento da agenda de Bolsonaro, mas a derrota de mesmo o fatiamento do pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) mostraram que a realidade é diferente.

No papel, Santos Cruz deveria trabalhar nessa articulação, mas o espaço no Planalto está ocupado pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Com a queda de Bebianno e assunção de um general que era seu número dois, Floriano Peixoto, Onyx está isolado e sob pressão por resultados.

O fato de que o ministro não toca na mesma orquestra de seu correligionário Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não ajuda Onyx.

Aqui é incerto qual seria o encaminhamento do caso pelos militares, dado que eles também temem ser responsabilizados por fracassos.
Herculano
20/02/2019 06:08
ENQUANTO BRIGA, BOLSONARO ALIMENTA A OPOSIÇÃO PARA FAZER FESTA E GANHAR MÍDIA DIZENDO QUE O GOVERNO ESTÁ FRACO E PERDEU.

GOVERNO SABIA UM DIA ANTES QUE PERDERIA DE LAVADA, DESARTICULADO, E FOCADO NUMA BRIGA INTESTINAL E INFANTIL, NÃO FOI CAPAZ DE RETIRAR UM PROJETO IRRELEVANTE DA PAUTA

E AÍ, MARCELO FREIXO, DO MESMO RIO DE JANEIRO BANDIDO DOS BOLSONAROS, DO PSOL, O PARTIDO DE QUEM UM EX-FILIADO ESFAQUEOU COVARDEMENTE O EX-CANDIDATO, COMEMOROU. O GOVERNO ESTÁ DESALINHADO POLITICAMENTE NO CONGRESSO - O CHANTAGISTA E QUE USA OS NOSSOS VOTOS PARA ISSO - E PARA AS DURAS BATALHAS QUE VIRÃO

"Vitória! Derrubamos o decreto de Bolsonaro que permitia a funcionário s/ vínculos diretos c/ o Estado impor sigilo a documentos públicos. Um ataque à Lei de Acesso à Informação e democracia por um gov atolado no laranjal. Qt mais transparência e participação, menos corrupção."
Herculano
20/02/2019 06:01
ESTRATÉGIA PARA JUSTIFICAR OS FINS

De Pedro Dória, no twitter

Vamos ver se entendi. Presidentente acusa ministro de vazar p imprensa. Aí o que faz? Se porta de forma irrazoável mandando msgs de voz WhatsApp. Deixa o ministro se portar de forma razoável nas respostas. Aí o demite de forma humilhante. Msgs vazam, claro. É um estrategista
Herculano
20/02/2019 05:59
UMA HORA SERVE, NA OUTRA NÃO

O mesmo veículo de imprensa que noticia um fato que de alguma forma favorece o poder ou quem está no poder de plantão, é tratado como verdadeiro. Mas, se é alguma coisa que desagrada, é falso e o veículo um membro da oposição, canalha. História antiga e manjada.

O próprio Bebbiano confirma

Bebianno questiona tratamento dado da família Bolsonaro à Folha. Diz que quando sai algo sobre a família, e fakenews, mas quando soltaram algo sobre o 'laranjal' de Bebianno, consideraram na hora.
Herculano
20/02/2019 05:56
O USO FALSO DA CREDIBILIDADE ALHEIA

Ontem, eu recebi no whatsapp de um executivo de grande corporação, um texto falso de @alexandregarcia contra a imprensa como se fosse verdadeiro. E quando lhe informei se tratar de fake news, o cara ficou brabo e passou minutos tentando argumentar que a tese do texto era correta

Veja isto, sobre o que contestei na escrita do próprio autor na conta dele no twitter:

Alexandre Garcia
?
Conta verificada

@alexandregarcia
7 hHá 7 horas
Mais
O único que me irrita em rede social é o covarde sem-caráter que não assume o nome que seus pais lhe deram e usa meu nome para falsificar a autoria de seus textos.

336 respostas 1.173 retweets 12.304 curtiram
Responder 336 Retweetar 1,2 mil Curtir 12 mil Mensagem direta
Herculano
20/02/2019 05:43
PARA QUEM TEM A ALGUMA COISA ESCONDER, A IMPRENSA LIVRE E INDEPENDENTE É UM PROBLEMÃO
Herculano
20/02/2019 05:42
PALAVRA EM XEQUE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Áudios confrontam versão de Bolsonaro de que não falara com Bebianno

Talvez nem os mais tenazes adversários de Jair Bolsonaro pudessem imaginar que o novo governo fosse alimentar de modo tão imprevidente uma crise política com as dimensões da que se instaurou em Brasília - desde que esta Folha revelou os esquemas de candidaturas de fachada do PSL na campanha.

É verdade que o amadorismo e a falta de comedimento que caracterizam parte expressiva da equipe de primeiro escalão não inspiravam prognósticos otimistas.

Entretanto o que se viu nos últimos dias - e agora, com a divulgação de mensagens de áudio trocadas entre Bolsonaro e o ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno - chegou ao ponto de pôr em xeque a palavra do presidente.

A crônica dos acontecimentos que levaram à demissão de Bebianno já era por si constrangedora, além de perigosa naquilo que expunha de promiscuidade entre um membro da família do mandatário e os afazeres do Planalto.

Foi de fato desastrosa para a imagem do governo a maneira como Carlos Bolsonaro, vereador carioca pelo PSC e filho do presidente, apressou-se a trombetear pela internet, com o posterior endosso paterno, o que teria sido uma declaração mentirosa do ex-ministro.

Este dissera ter conversado três vezes com o chefe do Executivo, que ainda convalescia de cirurgia no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Com a divulgação dos áudios pela revista Veja, a intervenção do rebento tornou-se mais extravagante, uma vez que Bebianno e Bolsonaro realmente trocaram mensagens naquela terça-feira, dia 12.

Entre elas, uma tratava da candidata a deputada federal que, em Pernambuco, recebeu R$ 400 mil de fundos públicos, mas teve somente 274 votos. O capitão ?"como é tratado pelo ex-subordinado?" diz não querer essa "batata quente" em seu colo e que a Polícia Federal investigaria o caso.

O vazamento revela outras manifestações lamentáveis do presidente, como aquela em que reafirma sua visão precária da função da imprensa ao tratar o Grupo Globo como seu inimigo.

Enquanto a crise ganha mais combustível com o aparente ânimo revanchista de Bebianno, questões fundamentais permanecem sem resposta. É o caso da situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, beneficiário, tudo indica, do esquema de candidaturas de fachada do PSL em Minas Gerais, onde presidia a sigla.

A crer que o uso de laranjas na eleição tenha sido fator decisivo na exoneração de Bebianno, não há o que possa explicar a preservação de Álvaro Antônio no cargo.
Herculano
20/02/2019 05:37
ÁUDIOS CONFIRMAM ÚNICA CONVERSA SOBRE CASO PSL, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quarta-feira nos jornais brasileiros

Os áudios vazados nesta terça (19) confirmam o que o presidente Jair Bolsonaro e o filho Carlos afirmaram. O ex-ministro Gustavo Bebianno deu a entender que havia conversado três vezes com o presidente sobre "laranjas do PSL", mas os áudios revelam que não foi nada disso. Mostram que o presidente só tratou do caso PSL uma vez. Em todos, ele se mostra irritado com Bebianno sobre vários assuntos. Certamente por isso, Carlos, que viu tudo, chamou-o de "mentiroso".

PISADAS DE BOLA
No total, Bolsonaro enviou sete áudios, por Whatsapp, todos para reclamar de "pisadas de bola" do ex-secretário geral da Presidência.

INFIDELIDADES
Bolsonaro reclamou de vazamentos para a Folha e um blog, dos quais o ex-ministro seria fonte, e de outras iniciativas desastradas.

PULADA DE CERCA
Um dos assuntos que indignaram Bolsonaro foi a descoberta de relações entre Bebianno e um diretor da TV Globo, logo a Globo.

QUEBRA DE CONFIANÇA
Bebianno pode ter agido de boa fé, ligando-se à mídia que o governo acha hostil, mas não poderia fazê-lo sem conhecimento do presidente.

SECRETÁRIOS DE AZUL É UMA DAS MANIAS DE DORIA
As manias do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), começam a preocupar seus assessores. Eles não acham normal, por exemplo, a exigência para que todo o secretariado vista terno azul durante as reuniões das sextas-feiras, e sempre impecáveis, como uma espécie de uniforme. Sexta é dia de entrevista dos secretários. Ele costuma reclamar de auxiliares que vistam roupas amarrotadas, usadas demais.

GRAVATA COMBINANDO
Os secretários são obrigados a vestir ternos azuis e gravatas também azuis. Todas as demais cores são vetadas, principalmente a vermelha.

À IMAGEM E SEMELHANÇA
Os secretários devem chegar à reunião do governo, às sextas, sem gravata. Só devem tirá-la do bolso se o governador estiver usando.

ORGANIZAÇÃO E DISCIPLINA
Os secretários também são multados se atrasam para a reunião. Doria já disse que organização e disciplina o ajudaram muito a ser vitorioso.

CHEGOU A HORA
Levantamento do Paraná Pesquisa mostra que para 73% entre 233 deputados federais entrevistados, "é agora" o momento de reformar o sistema previdenciário brasileiro.

FIM DA MACIOTA
Para 89,1% dos deputados, servidores públicos devem se aposentar nas mesmas condições dos demais trabalhadores. O Paraná Pesquisa revela que 83,1% são a favor da inclusão dos militares na reforma.

NÃO DÁ MAIS
Ao vazar áudios trocados por whatsapp com o presidente, o ex-ministro Gustavo Bebianno queimou as caravelas que poderiam levá-lo a algum posto da diplomacia brasileira no exterior, como pretendia.

Xô, APARELHAMENTO
Por ordem do chanceler Ernesto Araújo, o Instituto Rio Branco, que forma diplomatas, ressuscitou a antiga disciplina de História das Ideias Políticas, que na era PT foi substituída por aulas de "História da América Latina", de viés esquerdista. Os diplomatas aprovaram.

PF NA PARADA
Há uma informação preciosa nas mensagens de áudio do presidente ao ex-ministro: a Polícia Federal já investiga se houve crime no caso do dinheiro enviado para a suposta "laranja do PSL".

DIA DE PEC
Deputado por 28 anos, Jair Bolsonaro sabe como os parlamentares valorizam o gesto do presidente que leva ao Congresso pessoalmente sua proposta de reforma da Previdência. Às 16h ele chega à Câmara.

Só A IDADE IMPEDE
Só a idade mínima é problema a reforma da Previdência. A opção mais aceita (65 anos para homens e 62 para mulheres 62), tem apenas 35,6% de apoio, mas a reforma precisa de 60% para ser aprovada.

PARABÉNS PRA VOCÊ
Na reunião preparatória do 3º Fórum dos Governadores em Brasília, todos celebraram o aniversário do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), com direito a bolo e doces.

PENSANDO BEM...
...o novato ex-ministro aprendeu é que, ao contrário do que ele fez parecer, o cargo pertence a quem nomeia: o presidente da República.
Herculano
20/02/2019 05:28
PRESIDENTE NÃO TEM "FORO ÍNTIMO", por Clóvis Rossi, no jornal Folha de S. Paulo

Função pública não admite esconder-se nele

Ao alegar uma questão de "foro íntimo" para demitir o ministro Gustavo Bebianno, Jair Bolsonaro dá uma demonstração definitiva de que não tem a menor qualificação para exercer função pública.

Foro íntimo não cabe no exercício de funções públicas, quaisquer que sejam e menos ainda na mais elevada, que é a Presidência da República.

Decisões nessa esfera só podem ser tomadas em função do interesse PÚBLICO, que, por definição, é oposto ao foro ÍNTIMO. Inacreditável que tenha que escrever uma coisa tão óbvia, mas no planeta dos Bolsonaros não vigora o sentido comum.

Foro íntimo o presidente poderia invocar para, por exemplo, não convidar Bebianno para almoçar no Palácio, ou por ter mau hálito ou o cabelo desalinhado ou pelo hábito de usar sapatos em vez de chinelos, o que contraria o sentido "íntimo" de elegância do presidente.

Mas, para convidar ou demitir alguém de algum ministério, o único critério que vale é o interesse público. Para demitir, é obrigatório dizer se o defenestrado é corrupto ou incompetente ou as duas coisas ao mesmo tempo e talvez acrescentar mais algum deslize.

Para piorar as coisas, se fosse possível, Bolsonaro constrangeu seu porta-voz, Otávio do Rêgo Barros, a usar em público a indecente explicação de "foro íntimo" para a saída de Bebianno. Um general deveria saber perfeitamente que interesse público prevalece, sempre, sobre qualquer questão de foro íntimo.

O general viu-se perdido, repetindo uma e outra vez a tal muleta do "foro íntimo", sem explicar as causas do afastamento, sem se referir ao imenso laranjal abrigado no PSL, o partido do presidente.

Ao esconder-se atrás do "foro íntimo", o presidente continua devendo explicações sobre as suspeitas de trambiques em que estão envolvidos seu filho Flávio, seu ministro do Turismo e seu ex-ministro Bebianno.

Falar abobrinhas em discurso gravado ou emitir tuítes é mais uma demonstração de que não tem noção do que é o exercício de uma função pública. Pode até atingir, atrás dessas barricadas, o seu público, mas convém prestar atenção ao fato de que os 57,7 milhões que votaram nele são menos do que os 89 milhões que ou votaram no adversário ou votaram em branco ou anularam o voto ou nem sequer compareceram às urnas.

O homem público deve satisfações a todos eles, que não querem saber de seu foro íntimo mas precisam saber que interesse público foi violado para Bebianno ser demitido.
Herculano
20/02/2019 05:22
BBB ?" BIG BODE BRASÍLIA, por Carlos Brickmann

O ministro Sérgio Moro entregou no Congresso os projetos de combate ao crime. O presidente Bolsonaro deve ir hoje ao Congresso com a reforma da Previdência. São dois projetos-chave, promessas de campanha; se derem certo, marcarão seu Governo. O momento é ótimo: o PT mantém a cabeça em Curitiba e a oposição pode ser convencida com baixo custo político.

Mas este é um Governo completo: se a oposição é fraca, os governantes providenciam sua própria e sanguinária oposição. Brigas feias em torno de conversas que, se houve (e houve) não fariam diferença. Bolsonaro e um filho brigaram com o chefe da campanha presidencial, Gustavo Bebianno, e o tocaram do Governo. Motivo? Uma importantíssima divergência sobre telefonemas que foram trocados, ou não foram trocados, entre o presidente e seu até então homem de confiança, Gustavo Bebianno. Os telefonemas, aliás, houve; e tanto o filho do presidente quanto o próprio acusaram quem disse que houve de mentiroso. Importância zero - mas o Governo rachou.

Bobagem? Quem chega ao poder pode ser tudo, menos bobo. Se houve ou não a conversa, isso foi pretexto. Então, por que a briga? Por causa do encontro marcado entre Bebianno e um alto funcionário da Rede Globo, no palácio? Bolsonaro não quer a Globo lá, disse no tal telefonema que disse que não houve. Mas dois de seus auxiliares mais próximos já receberam o mesmo cavalheiro, e ninguém brigou, não. Então, qual a causa da briga?

SOPA DE LETRAS

Vale a pena buscar também o motivo que leva o organizador da UDN, mais um novo partido, a dizer que a família Bolsonaro provavelmente irá para lá, abandonando o PSL. Qual o problema que o PSL causou, ou causa, ao presidente e a 01, 02 e 03, seus filhos? Que se saiba, nenhum. Qual será a divergência ideológica entre UDN e PSL? Nenhuma: as duas legendas se colocarão ideologicamente do jeito que Bolsonaro mandar. Por que sair de um partido estruturado para entrar num em estruturação? UDN será mais chique? Quantos eleitores se lembrarão de um partido extinto há 54 anos?

A GRANDE ATRAÇÃO

O repórter José Casado, de O Globo, levanta uma questão interessante: o financiamento de campanha. O PSL tinha representação minúscula e, com o impulso de Bolsonaro, formou bancada de 52 deputados. Com isso, uma legenda que recebia R$ 6 milhões anuais de Fundo Partidário passa a valer R$ 115 milhões por ano - e, se os costumes políticos no Brasil continuarem os de sempre, a bancada vai crescer e valer R$ 200 milhões de renda anual. Mas isso depende de Bolsonaro: se sai e leva seus deputados, o PSL volta à receita habitual, baixinha. O presidente do partido, Luciano Bivar, segundo Casado, administra 15% do financiamento eleitoral. Bebianno é seu vice.

A GRANDE SOLUÇÃO

O site O Antagonista, que cita a análise de José Casado, avança e aponta a solução do problema: extinguir o Fundo Partidário e o financiamento público de campanha. Este colunista não vê motivo nenhum para pagar a campanha de um candidato que, a propósito, nem sabe quem é. A questão é política, mas Paulo Guedes daria um jeito rápido nesta sangria de dinheiro.

A HORA DOS ARGUMENTOS

Se na hora de mostrar força política o Governo racha, terá problemas: há parlamentares cujo faro é especialmente aguçado para detectar o momento certo de criar obstáculos. São pessoas que só se convencem quando ouvem o tilintar de argumentos ponderáveis e em grande quantidade. Bolsonaro marcou um café da manhã no Alvorada com líderes partidários, amanhã, e tentará mostrar-lhes as vantagens da reforma da Previdência. Mas só terá êxito se o cardápio for bom. Pão com leite condensado não os convence.

CARNE FORTE

A Austrália, grande exportador de carne, enfrentou primeiro uma seca e, em seguida, chuvas devastadoras. Por causa da seca, muitas fêmeas foram abatidas; em 2018, com a abundância de carne, houve exportações de quase um milhão de toneladas, contra aproximadamente 1,4 milhão de toneladas do Brasil (mas à custa da redução do rebanho). A chuva matou 500 mil cabeças. Ou seja, as exportações futuras da Austrália serão bem menores.

No Brasil, noticiou-se a seca e a inundação, mas a consequente redução das exportações não foi citada. Há quem acredite que os frigoríficos brasileiros fingiram não dar importância à Austrália, e com isso a repercussão foi mínima, para não indicar a próxima alta de preços da carne exportável.

LUZ E LEITE

Aqui a crise é outra: os produtores de Goiás criticam a qualidade dos serviços da ENEL, que fornece eletricidade. As faltas de luz atingem com mais força os produtores de leite, deixando-os sem refrigeração.

A Assembleia goiana já criou Comissão Especial de Inquérito sobre a ENEL.
Herculano
20/02/2019 05:12
INABILIDADE DE BOLSONARO ENVENENA LUA DE MEL DO INÍCIO DO MANDATO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Largada desastrosa tem derrota no Congresso e auxiliar que contesta presidente

A caminho da lua de mel, Jair Bolsonaro pegou o desvio errado na estrada. O presidente insistiu em dirigir com os olhos vendados, enquanto as crianças berravam no banco de trás. Trocou meses de romance com aliados, eleitores e o Congresso por uma temporada no meio de uma praça de guerra.

Bolsonaro jogou fora o período em que os governantes tradicionalmente aproveitam sua popularidade para aprovar projetos importantes e contornar assuntos espinhosos. O vazamento de gravações que sugerem que o presidente falsificou uma versão sobre a queda de Gustavo Bebianno e a lavada que o governo levou na Câmara nesta terça (19) marcam uma largada desastrosa.

Já se previa certa hostilidade nas relações políticas de Bolsonaro, mas não se imaginava que os duelos surgiriam tão cedo. Em 50 dias de mandato, ele comprovou sua inabilidade para lidar com o Parlamento e gerenciar crises dentro de casa.

Chamado de mentiroso, Bebianno divulgou as conversas que precederam sua demissão. Nas gravações, o ex-ministro mostra que trocou mensagens com o presidente enquanto a crise das candidatas laranjas do PSL se desenrolava ?"o que o próprio Bolsonaro havia negado.

Não é normal que um auxiliar de revele diálogos privados para desmentir um presidente. Para piorar, Bebianno diz que o chefe foi "envenenado" pelo filho e que Carlos fez uma "macumba psicológica na cabeça do pai". A influência nociva da família sobre Bolsonaro ganha contornos de lavagem cerebral.

O governo ainda amargou derrotas humilhantes no Congresso. O Senado aprovou um convite para que Bebianno dê explicações sobre o laranjal do PSL, e a Câmara deu uma surra no presidente ao votar contra o decreto que permite expandir o sigilo de documentos públicos.

Na véspera da visita de Bolsonaro ao Congresso para apresentar a reforma da Previdência, a articulação política fracassou, e os partidos resolveram atacar. Agora, eles prometem cobrar caro por uma conciliação.
Herculano
19/02/2019 19:32
da série: ora se é suspeito, porque ficar no cargo, exposto, se desgastando. Sai e vai se defender, se tiver defesa

ALOYSIO NUNES É ALVO DA LAVA JATO

Os alvos da Lava Jato São Paulo Preto e o cacique tucano Aloysio Nunes, PSDB, ex-chanceler de Michel Temer, MDB

Ele perdeu o foro e foi parar diretamente em Curitiba. E resolveu sair do governo de João Dória, PSDB onde era o presidente da Investe SP
Herculano
19/02/2019 19:23
AVISO CLARO AOS POLÍTICOS

Do ministro da Justiça Sérgio Moro, ao entregar o pacote de projetos de lei anti-crime:

O caixa dois de campanha é uma "trapaça, um atentado à democracia" e é "pior" do que a corrupção praticada para benefício próprio.
Herculano
19/02/2019 19:20
MUNDO IDIOTA EM SÃO PAULO E POR OUTRAS PARAGENS

Do filósofo Luiz Felipe Pondé, no twitter:

Mundo ridículo : o prefeito [de São Paulo] Bruno Covas [PSDB] vai proibir canudinhos de plásticos na cidade enquanto as pontes caem. Mundo idiota esse.
Herculano
19/02/2019 19:15
BAILE NO CARLOS, O DONO DO BONDE DA COMUNICAÇÃO DOS BOLSONAROS

De Ricardo Noblat, de Veja, no Twitter:

Bebiano está derrotando Bolsonaro na batalha da comunicação.
Herculano
19/02/2019 19:13
NÃO PODE FILHO DEMITIR MINISTRO

De J.R. Guzzo, de Veja, no Twitter:

Esse Bebbiano pode ser o pior sujeito do mundo. A mídia pode estar metida em mais uma armação para sabotar o governo. Os inimigos sonham com "impeachment". Tanto faz. Um ministro de Estado não pode ser demitido pelo filho do presidente. Ponto final. Isso destrói a sua autoridade.
Herculano
19/02/2019 19:11
UMA HISTóRIA QUE SE REPETE. AQUI EM GASPAR E LÁ NO PLANALTO. O PODER VE FANTASMAS NA IMPRENSA PORQUE A QUER MANSA, MENDIGA E OFICIAL, EXATAMENTE PARA ESCONDER AS MAZELAS DO PODER

A difamação não impedirá O Antagonista de continuar a fazer o seu trabalho, estampa O Antagonista, um site eletrônico de notícias que nasceu para desmascarar o PT e a esquerda do atraso, mas que Jair Messias Bolsonaro, PSL, acaba, gratuitamente, de transformá-lo em mais vigilantes do que são, com gente egressa da boa cepa de quando a revista Veja era a referência de jornalismo investigativo no Brasil. Quem ganha? O Brasil, os brasilieiros, a transparência e até mesmo o jornalismo

O que diz o conteúdo da pequena nota de O Antagonista?Ninguém manda em O Antagonista, ao contrário do que disse Jair Bolsonaro a Gustavo Bebianno. É para manter a nossa independência que não aceitamos publicidade de qualquer governo.

Nos nossos quatro anos de existência, o site foi alvo da difamação de petistas e partidários de Michel Temer. Agora é atacado por bolsonaristas aloprados - que, aparentemente, se esqueceram de que estivemos entre os únicos a tratar Jair Bolsonaro como um candidato legítimo à Presidência da República.

A campanha difamatória não impedirá O Antagonista de continuar a fazer o seu trabalho. O compromisso deste site é apenas com os seus leitores.

VOLTO.Como se vê, o poder em Gaspar, Ilhota e Brasília parecem tão iguais, velhos e deprimentes. Acorda, Gaspar!
Herculano
19/02/2019 19:04
TODOS TIRANDO A LASQUINHA, E NÃO SÃO OS ADVERSÁRIOS DIANTE DE TAMANHA BESTEIRA RATEIRA DE BOLSONARO

De Rodrigo Constantino, no twitter:

Só para lembrar: quando Bebianno tentou inflar os ânimos na "revolução dos caminhoneiros" em nome de Bolsonaro, eu estava lá para critica-lo e apontar o absurdo, enquanto os minions defendiam o companheiro, que hoje virou "traidor". Recordar é viver...
Herculano
19/02/2019 19:00
O QUE HÁ DE PREOCUPANTE NOS ÁUDIOS: PRIMITIVISMO RANCOROSO, MESQUINHARIA, FAMILISMO E IGNORÂNCIA INSTITUCIONAL, por Reinaldo Azevedo, na rede TV

Os áudios vazados das conversas entre Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno - na verdade, mensagens de voz por intermédio do WhatsApp - têm mais importância por aquilo que anunciam de dificuldades futuras do que pelo revelam do passado. Nada há ali de bombástico ou muito grave, convenham, a não ser a evidência de que o filho do presidente e seu pai contaram o oposto do verdade ao sustentar que ministro e seu chefe não haviam conversado.

Como lembra o próprio Bebianno, diga-se, o papo ao telefone não é hoje a única forma que as pessoas têm de se comunicar à distância. Tanto é assim que Bolsonaro sobrepôs suas próprias ordem a iniciativas que haviam sido tomadas pelo então ministro.

O que há de preocupante é um presidente que se apega obsessivamente a irrelevâncias, que faz questão de manter uma relação hostil com a imprensa - no vídeo, com parte dela; de fato, com todo o jornalismo - e que vive a política como um militar autoritário - e de baixa patente - experimenta o seu poder com quem é inferior na hierarquia.

A ordem para que Bebianno abortasse conversa com o vice-presidente da Globo é canhestra. E ainda indaga: o que as outras emissoras iriam pensar? Bem, eu arriscaria a dizer: "Nada!" Desde que as conversas pudessem ser mantidas com todas elas, o que não é pecado nenhum desde que na pauta não estejam itens para uma eventual capitulação do jornalismo. Mas o presidente guarda mágoas do passado: acha que a emissora atuou contra a sua campanha; chama-a de "inimiga", mesmo tratamento que dispensa a outros veículos - a Folha em particular - porque, afinal, noticiam coisas que ele gostaria que fossem omitidas.

Parece inequívoco que houve lambança com laranjas no PSL. Também é verdade que o presidente da sigla era Bebianno. Mas convenham: ele estava cumprindo a sua missão em estabelecer conversas e pontes com as várias vozes da sociedade. Numa democracia normal, o diálogo se estenderia ao PT, à CUT (como fez Hamilton Mourão), ao MST etc. Bebianno deixa entrever esse entendimento - que, diga-se, não é o que ele expressava durante a campanha.

O caso da viagem à Amazônia é exemplar de um presidente apegado à mesquinharia, além de obcecado com a sua reputação, com o "que vão dizer"!. A viagem, diz, criará a expectativa de algum benefício para a região. Como ele não tem nada a oferecer, então não é para viajar. Se quiserem saber, a coisa nem sentido faz. O que se percebe nas mensagens é um chefe doido para se livrar de um subordinado. Se Bebianno aparecesse com um trono de ouro, Bolsonaro daria um jeito de rejeitá-lo, acusando alguma inadequação de gosto.

E há, como se nota, a questão do filho, que é quando o presidente realmente perde a paciência com o seu subordinado e deixa claro que a convivência se tornou impossível. O presidente insiste que o seu "garoto" só contou a verdade ao afirmar que os dois - ele próprio e Bebianno - não haviam conversado. Aí vira papo de maluco. A conversa, como se viu, estava em curso. Não só Bolsonaro nega a evidência como endossa, para a própria vítima, o comportamento do filho, que vazou aquele áudio em mensagem em que o então ministro era chamado de mentiroso, qualificação endossada pelo presidente quando retuíta a mensagem.

Vamos ver: esse governo poderia ser dividido em quatro áreas. Há o núcleo militar, dos generais. São nove. É pouco provável que o capitão se refira a seus superiores - tendo a caserna como referência - nesses termos. Com Paulo Guedes, que é quem segura a sua onda junto aos mercados, o tratamento também deve ser outro. Com Sérgio Moro, antevejo uma convivência respeitosa, mas nem poderia ser diferente: o ministro é um Bolsonaro com lustro. E há a turma que é "bolsonarista de raiz", como Bebianno: Aí, nós já vimos, o presidente decide ser, afinal, presidente. E não gosta de ser contrariado.

Tudo indica que Bolsonaro aderiu ao ódio que Carlos nutria por Bebianno - por razões até agora um tanto obscuras ?" porque este, a despeito das lambanças passadas praticadas no PSL - resolveu falar uma linguagem um pouco mais institucional. E, como se vê, é um código que o presidente desconhece.
Herculano
19/02/2019 18:49
Da série: Jair, o mentiroso? Hum! Começou cedo demais. Os meus comentários durante a campanha, tão combatidos, pelos bolsonaristas, parecem que estão mais atuais do que antes.Os brasileiros não merecem um segundo mandato negro de Dilma Vana Rousseff, PT. Está mais do que na hora de virar a página e aprender a lição dessa dolorosa lavação de roupa suja. Como disse a jornalista e deputada Joice Hasselmann, do próprio PSL, parece uma briga de casal, onde se chamou o condomínio para assistir. Enquanto o Congresso volta a ser o velho Congresso chantageador, mesmo "renovado". Está criando dificuldades, para medir a temperatura e obter facilidades...


ÁUDIOS CONFRONTAM VERSÃO DE BOLSONARO SOBRE CONVERSA COM BEBIANNO

Em conversas divulgadas por revista, presidente diz que querem empurrar "batata quente" sobre esquema de laranjas do PSL.

Conteúdo do jornal Folha de S.Paulo. Texto Gustavo Uribe, da sucursal de Brasília. O presidente Jair Bolsonaro conversou com o ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno pelo aplicativo de mensagens Whatsapp três vezes no dia 12 de fevereiro, um dia antes de sua alta médica no hospital Albert Einstein, na capital paulista.

Os áudios das conversas entre os dois, divulgados pela revista Veja, confrontam a versão do presidente de que ele não havia falado naquele dia com o então auxiliar. As gravações mostram ainda que ambos conversaram também sobre o esquema de candidaturas laranjas do PSL, revelado pela Folha e que levou à queda de Bebianno.

No diálogo sobre o escândalo, o presidente faz referência a denúncia de que uma candidata laranja em Pernambuco recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição do ano passado. Bolsonaro afirma que querem "empurrar essa batata quente" em seu colo.

"Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá pra candidata em Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo. Aí é desonestidade e falta de caráter. Agora, todas as notas pregadas nesse sentido foram nesse sentido exatamente, então a Polícia Federal vai entrar no circuito, já entrou no circuito, pra apurar a verdade. Tudo bem, vamos ver daí... Quem deve paga, tá certo? Eu sei que você é dessa linha minha aí. Um abraço", disse.

Em entrevista ao jornal O Globo, Bebianno disse na semana passada que havia conversado três vezes com o presidente.

No dia seguinte, no entanto, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) disse que o então ministro havia mentido, o que foi chancelado pelo presidente, em entrevista à TV Record.

Nas gravações divulgadas, que seriam das conversas daquele dia, Bolsonaro e Bebianno falaram sobre o cancelamento de viagem de uma comitiva de auxiliares à Amazônia e sobre uma audiência que o ministro teria com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo.

"Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto: eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento", disse.

No mesmo áudio, Bolsonaro chamou a Globo de "inimiga" e disse que o vice-presidente é o "maior cara que me ferrou" antes, durante e depois da campanha eleitoral. "Como presidente da República: cancela, não quero esse cara aí dentro, ponto final. Um abraço aí", acrescentou.

No caso da viagem à Amazônia, que seria feita no dia 13 de fevereiro, Bolsonaro pediu para cancelá-la e disse que, ao realizá-la, a comitiva de ministros estaria criando "a expectativa de uma obra", o que seria posteriormente cobrado do presidente.

"Daí vai ficar o povo todo me cobrando. Isso pode ser feito quando nós acharmos que vai ter recurso, o orçamento é nosso, vai ser aprovado. Então, essa viagem não se realizará", disse.

TROCA DE MENSAGENS
Em outros diálogos, também divulgados pela publicação, Bolsonaro saiu em defesa do filho e afirmou que ele não tinha a intenção de derrubar o ministro. Para ele, trocar mensagens pelo WhatsApp não significa que eles conversaram.

"O caso incitando a saída é mais uma mentira. Você conhece muito bem a imprensa, melhor do que eu. Agora: você não falou comigo nenhuma vez no dia de ontem. Ele [Carlos] esteve comigo 24 horas por dia. Então não está mentindo, nada, nem está perseguindo ninguém", disse.

Em resposta, de acordo com a Veja, Bebianno lembrou que trocou mensagens com o presidente três vezes e questionou o motivo do ataque do filho. Segundo ele, Carlos está errado e "não pode atacar um ministro dessa forma"

"Isso está errado. Por que esse ódio? Qual a relevância disso? Vir a público me chamar de mentiroso?", questionou.

Bolsonaro ainda acusou Bebianno de "mandar" no site Antagonista por ele ter divulgado informação de que o presidente não atendeu o então ministro durante a crise das candidaturas laranjas. A informação, na verdade, foi publicada originalmente pela Folha, o que foi destacado em outro áudio por Bebianno.

"Eu não plantei nada. Ela replica o que a Folha falou. Está escrito aqui: 'segundo a Folha, segundo a Folha, o ministro Gustavo Bebianno tentou ligar para Jair Bolsonaro neste domingo para explicar o caso, mas o presidente não atendeu'. Quem mencionou isso não foi o Antagonista, foi a Folha", disse Bebianno.

Ainda em relação à crise no governo, Bebianno alegou inocência e disse que, como presidente nacional do partido, ficou responsável exclusivamente pela campanha à sucessão presidencial. Bebianno presidiu o PSL de janeiro a outubro de 2018.

"A prestação de contas que me competia foi aprovada com louvor. Agora, cada estado fez a sua chapa. Em nenhum partido, capitão, a nacional é responsável pelas chapas estaduais. O senhor sabe disso melhor do que eu", disse.

Segundo o ex-ministro, se foi escolhida uma candidata laranja em Pernambuco, a responsabilidade é do atual presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. O comando formal da sigla no estado é do advogado particular e aliado de Bivar, Antonio de Rueda.

"No caso de Pernambuco, pelo Bivar, logicamente. Se o Bivar escolheu candidata laranja, é um problema dele, político. E é um problema legal dela explicar o que ela fez com o dinheiro. Da minha parte, eu só repassei o dinheiro que me foi solicitado por escrito", disse.

Bebianno disse ainda que Bolsonaro "está bem envenenado" e que a consciência dele está tranquila.

"E tomara que a polícia chegue mesmo à constatação do que foi feito, mas eu não tenho nada a ver com isso. O Luciano Bivar que é responsável lá pela chapa dele", afirmou.

Parlamentares da oposição criticaram o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o acusaram de mentir após a divulgação dos áudios.

"Ele chamou o ministro de mentiroso, mas ele que é o mentiroso", afirmou à Folha o líder do PSOL, Ivan Valente (SP).

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), afirmou que o ex-ministro mostrou para o Brasil que Bolsonaro mentiu. "Bebianno desmente Bolsonaro em áudio para todo o Brasil saber que temos um presidente mentiroso", escreveu nas redes sociais.

A QUEDA
A exoneração de Bebianno foi confirmada nesta segunda (18) pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, naquilo que Bolsonaro já havia sinalizado nos bastidores.

Bebianno caiu após uma crise instalada no Palácio do Planalto depois que a Folha revelou a existência de um esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar verba pública eleitoral. O partido foi presidido por ele durante as eleições de 2018, em campanha de Bolsonaro marcada por um discurso de ética e de combate à corrupção.

A situação se agravou com a atuação de Carlos Bolsonaro, que, além de desmentir Bebianno sobre as conversas com o presidente, divulgou um áudio no qual o pai se recusa a conversar com o ex-auxiliar.

A queda do ministro já havia sido adiantada por Bolsonaro a ele e auxiliares desde sexta (15), sendo negociados desde então detalhes da demissão.
RS preocupado com Gaspar
19/02/2019 15:42
Herculano!

Parabéns por existir. É incrível em uma cidade com poderosos de plantão arrotando aos 7 cantos de Gaspar que podem tudo. Podem controlar os corpos e mentes dos que se utilizam por momentos de prazer e diversão.

Parabéns ao cruzeiro do vale que ñ se vende e cada dia fortalece ainda mais o seu nome.

Os poderosos de plantão ainda ñ sabem que o correto dura e o errado logo acaba. Mentira tem perna curta. Já a verdade é tão poderosa. Que anda tirando o sono de alguns comissionados e secretários.

Em breve mais comentários...

Gaspar te quero limpa!

Miguel José Teixeira
19/02/2019 08:56
Senhores,

Pensando bem. . .sobre a nota Hierarquia, replicada abaixo:

". . .um general de três estrelas vai chefiar um general de quatro estrelas, Maynard Marques de Santa Rosa, atual secretário de Assuntos Estratégicos, que, assim como outros tantos generais, são chefiados por um capitão, que divide o poder executivo com 3 parlamentares.

Stanislaw Ponte Preta, revisitado!
Herculano
19/02/2019 04:37
GRAMÁTICA DO MEDO NO PRONUNCIAMENTO EM QUE BOLSONARO ANUNCIA QUE BEBIANO FOI DEMITIDO: NÚMEROS DA FALA E ABSTRAÇÃO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

O presidente Jair Bolsonaro decidiu gravar um vídeo em que, vou inventar um verbo, "desexplica" a demissão de Gustavo Bebianno, apeado da Secretaria-Geral da Presidência. Segue abaixo. Transcrevo a íntegra de sua fala, mas separada em partes, que merecem comentários específicos. Desde já a declaração integra a galeria de mimos do mais explícito surrealismo político. Vamos ver. analiso a fala do presidente por trechos:

"Comunico que, desde a semana passada, diferentes pontos de vista sobre questões relevantes trouxeram a necessidade de uma reavaliação. Avalio que pode ter havido incompreensões e questões mal-entendidas de parte a parte, não sendo adequados prejulgamentos de qualquer natureza."

Bem, meus caros, quem não soubesse do que falava o presidente ficaria sem saber. Num trololó de 141 palavras, consumiram-se 39 (27,7%) sem que se identificassem "quem, quê, quando, como, onde e por quê". Medida a conversa mole em caracteres, é ainda pior: dos 770, ignorados os espaços, 238 de ocuparam do nada: 31%. Ou por outra: o presidente gastou um terço de uma mensagem já enxuta para estocar o vento ?" ele realizou tal ambição.

Há, no trecho, oito substantivos, digamos, puros. Sete são abstratos: "pontos de vista, questões (duas vezes), necessidade, reavaliação, incompreensões, prejulgamentos". Só a palavra "semana" escapou da estratosfera. Isso empurrou para a abstração todos os adjetivos e expressões adjetivas, a saber: "diferentes, relevantes, mal-entendidas, adequados, de qualquer natureza. Só escapou um - "passada" - que qualificava o único substantivo concreto do trecho: "semana".

Isso tem nome: no que concerne ao discurso, é a gramática da enrolação. No que diz respeito à política, é a gramática do medo. Bolsonaro se obriga a dizer, mas não a falar; tem de articular frases em que as palavras ocupam função sintática, mas seu conteúdo tem de ser vazio como sua biblioteca. Numa modulação que entendo ter caráter adverbial, resolveu dividir a culpa com aquele que começaria a ser demitido no trecho seguinte. Disse que as incompreensões e questões mal-entendidas eram "de parte a parte".

O discurso do pavor teve sequência. Antes que anunciasse a demissão propriamente, Bolsonaro resolveu deixar claro que não via motivos para Gustavo Bebianno ser demitido. Disse, aos solavancos, que é o modo como ele fala e lê:

"Tenho que reconhecer a dedicação e comprometimento do sr. Gustavo Bebianno à frente da coordenação da campanha eleitoral em 2018. Seu trabalho foi importante para o nosso êxito. Agradeço ao sr. Gustavo pelo esforço e empenho quando exerceu a direção nacional do PSL, e continuo acreditando na sua seriedade e qualidade do seu trabalho. Reconheço também sua dedicação e esforço durante o período em que esteve no governo."

Bem, são atributos lembráveis à hora da nomeação, não da demissão. Como a maioria das escolhas foi anunciada pelo Twitter, ninguém mereceu do sr. presidente da República palavras tão elogiosas. O que vai dito acima explicaria, então, por que o presidente entregou a Bebianno a Secretaria-Geral da Presidência, não por que dela o apeou com os requintes da desonra. Na quarta-feira, o presidente retuitou a mensagem do filho Carlos, que chamara o agora ex-ministro de mentiroso. Um mentiroso coberto de elogios.

Sim, todos sabem: Bebianno, neste primeiro momento, cobrou do antigo chefe uma espécie de desagravo. Não se sabe o que virá depois. Busca se blindar um pouquinho da artilharia dos Irmãos Malvadinhos. Para todos os efeitos, o ex-ministro foi elogiado pelo pai de todos.

E, na sequência, vem o desfecho impossível. Porque, então, Bebianno é dono de todas aquelas excepcionais qualidades, anunciou o chefe da nação:
"Como presidente da República, informo que, na data de hoje, tomei a decisão de exonerar o sr. ministro-chefe da Secretaria-Geral. Desejo ao sr. Gustavo Bebianno meus sinceros votos de sucesso em sua nova jornada".

Teria exonerado Bebianno por sua "dedicação"? Por seu "comprometimento"? Pelo "esforço"? "Pelo empenho"? "Pela seriedade"? Ou "pela qualidade do seu trabalho"?

Segundo o porta-voz, na raiz da decisão, está o "foro íntimo".

A gramática do medo fala por si. Um ministro de Estado é enxovalhado por um dos filhos do presidente e, depois de fartamente elogiado, é demitido pelo chefe por motivos de "foro íntimo".

Mantenho a minha proposta: os que que pretendem que esse governo chegue a algum lugar deem um jeito de protegê-lo, então, de Bolsonaro. E de proteger Bolsonaro até de si mesmo.

Quanto a Bebianno, fiquem certos: ainda saberemos por que a demissão foi tão rápida, mas por que demorou tanto.
Herculano
19/02/2019 04:31
CRISE EXISTENCIAL

Os que estão manchando o governo de Gaspar lembraram que existe um tal de Maquiavel.

Primeiro eles não o leram, nunca. Eu aposto e desafio.

Segundo, se leram, não o entenderam. Eu aposto e desafio.

Terceiro, se tivessem lido, teriam se preocupado com as consequências e não com os erros.

"Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal"

Primeiro: estão reconhecendo que estão sendo odiados? É isso?

Segundo: fazer o bem, depende como e a quem. E ai pode estar o cerne do problema.Então é preciso ler mais Maquiavel, e não apenas interpretá-lo em frases escolhidas na internet, e por assessores, que também nunca leram nada sobre Maquiavel
Herculano
19/02/2019 04:25
UEBA! SUPERNANY NO PLANALTO!, por José Simão, no jornal Folha de S. Paulo

E o Bebianno? Traidor, X9 ou seduzido e jogado no lixo?

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Resolvido! Chamaram a Supernanny para cuidar dos filhotes do capitão! Coitada! Rarará! Bafafá! Zona! Roupa Suja! Pega fogo, cabaré!

Bolsonaros X Bebianno! Tô enviando a coluna sem saber se o Bebianno tomou no BEBIÂNUS! Segunda, 13h e nada. Acho que o Bozo não sabe assinar o papel de demissão! Rarará!

Bebianno é um trocadilho: "2019! Bebianno de merda". Concordo. "Bebianno Todas." "Bebianno Suco de Laranja." "Ficou Bobianno." Bebianno: traidor, X9 ou seduzido e jogado no lixo?

E no lugar dele um militar. Claro! Civil no governo Bolsonaro entra por cota! Civil é cota! General Floriano Peixoto! Floriano Peixoto é nome de estátua! E todos estiveram no Haiti! Trocaram o AI-5 pelo AITI! Rarará!

E a charge do Montanaro: um militar com um monte de medalhas, inclusive uma escrita: 'ele não!" Rarará! E atenção! Avisa pro Trump que muro só serve pra três coisas; pichar, transar e mijar! Rarará!

E se o México parar de mandar cocaína e mão de obra barata por dois meses, os americanos é que vão derrubar o muro! Rarará!

E já imaginou a zorra quando a Doidamares souber que bolinho de estudante na Bahia se chama punheta? Rarará!

E recado de voz no ching ling da Crazy Hoffmann: "Não posso atender agora, CARACAS!". Rarará!

E atenção! Mais laranja! Ainda tem as laranjas do ministro do Turismo! Marcelo Antônio! Nome perfeito pra levar bronca de mãe: "Marcelo Antônio, toma seu suco de laranja". "Marcelo Antônio, não briga com o Carluxo." Aliás, esse ministro do Turismo tá lá por turismo! O que o senhor tá fazendo no governo? Turismo! Rarará!

Agenda do Ministério do Turismo! Excursão a Laranjal Paulista e visitação ao Palácio das Laranjeiras no Rio! E chega de laranja! Prefiro framboesa! Rarará!

E o Bolsonaro tem dois gurus: Trump e Olavo de Carvalho. Um só faz merda e o outro só fala merda! E qual o regime no Brasil? Familiocracia! Filhocracia! Presidente não devia ter filhos! Lula que o diga! Rarará!

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno
Herculano
19/02/2019 04:20
INÉRCIA MANTÉM COBRANÇA POR BAGAGEM E ASSENTO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), mantém na gaveta desde dezembro de 2016 o projeto de resolução do Senado que anulou ato da Anac, a "agência reguladora" de Aviação Civil que instituiu a cobrança de malas. Para valer, a decisão precisa ser aprovada também na Câmara, mas o lobby das empresas aéreas é mais forte que a indignação dos brasileiros explorados. E a cobrança continua.

MENTIRA IMPUNE
Anac e empresas aéreas garantiram que a cobrança para transportar malas reduzia o preço da passagem. Era mentira.

OUTRO CAMINHO
Rodrigo Maia chegou a afirmar que somente votaria a questão na Câmara "após o fim do duopólio" no setor. Ele não sabe o que diz.

QUE 'DUOPóLIO'?
Como só usa jatinho da FAB há anos, Rodrigo Maia parece não saber que, além de Latam e Gol, há também as empresas Avianca e Azul.

MAIS UMA MALANDRAGEM
Noutra gaveta da Câmara dorme projeto que objetiva proibir a cobrança para marcar assento, malandragem também apoiada, claro, pela Anac.

RATINHO VIVE DILEMA DE DEMITIR SECRETÁRIO ENROLADO
Tanto quanto Bolsonaro no caso Bebianno, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, vive o dilema de demitir Guto Silva, chefe da Casa Civil, que levou para o governo a sujeira dos pés enlameados. Ele foi delatado por Nelson Leal Jr, ex-diretor DER-PR, por receber R$100 mil do desvio de recursos do pedágio para financiar campanhas eleitorais. Edson Casagrande, empresário, padrinho e financiador da campanha de Guto, já foi preso por corrupção e também aparece na delação.

CONTERRÂNEOS
O enroladíssimo Edson Casagrande, que foi secretário estadual de Assuntos Estratégicos, nasceu em Pato Branco, como Guto Silva.

BARRA PESADA
O esquema envolvendo Guto Silva levou à prisão por duas vezes o ex-governador Beto Richa, que responde a seis inquéritos de corrupção.

NÃO ESTÁ Só
Fontes próximas às investigações suspeitam que, além de Guto Silva, outros integrantes do atual governo do Paraná estejam no esquema.

BEBIANNO EM LISBOA
O Itamaraty anda apreensivo: o preço cobrado por Gustavo Bebianno para sair calminho do governo foi assumir a embaixada do Brasil em Lisboa, hoje chefiada pelo ex-chanceler petista Luiz Alberto Figueiredo.

HIERARQUIA
Agora que o general Floriano Peixoto está confirmado ministro da Secretaria Geral, cria-se uma situação curiosa: um general de três estrelas vai chefiar um general de quatro estrelas, Maynard Marques de Santa Rosa, atual secretário de Assuntos Estratégicos.

PODE ISSO, CONSTITUIÇÃO?
O ministro do STF Alexandre Moraes julgou um caso de interesse do senador Eduardo Braga (AM), de quem foi colega de ministério no governo Temer: cassou liminar de Luiz Fux em decisão que flerta com censura a denúncias de corrupção contra o líder do MDB no Senado, formalizadas pelo valente jornalista Ronaldo Tiradentes, de Manaus.

PESSIMISMO ATRAPALHA
Na estreia do jornalista Eduardo Oinegue no comando do programa das 12h na rádio BandNews, Michel Temer e FHC conversaram sobre crises. Temer minimizou o caso Bebianno e defendeu Bolsonaro.

CULTURA NA UTI
Técnico de som de Arthur Moreira Lima há mais de 30 anos, Murillo Corrêa está tão desolado quanto os fãs do pianista: iniciado em 2002, o projeto "Um piano pela estrada" está no fim por falta de patrocínio.

NOVO LÍDER DA FRENTE
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) assume nesta terça-feira (19) o comando da Frente Parlamentar da Agropecuária, considerada a maior e mais influente da Câmara, com mais de 250 deputados.

PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) vai lançar o "Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão" 2019; iniciativa para combater a violência contra profissionais de comunicação.

DITADOR SE ISOLA
Deputados do Parlamento Europeu tiveram os passaportes confiscados e foram expulsos da Venezuela pelo ditador Nicolás Maduro, após se reunirem com Juan Guaidó, reconhecido como presidente do país.

PENSANDO BEM...
...antes, crise era apagão aéreo, escândalo de corrupção e operação da PF. Agora, crise é briga de compadre.
Herculano
19/02/2019 04:15
PSL E PT, TUDO A VER, por Hélio Schartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Além do discurso, os dois partidos chegaram ao poder prometendo revolução

Bolsonaristas e petistas têm muito mais em comum do que imaginam e gostariam. Eles se valem de racionalizações idênticas para tentar afastar o que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva, que é o sofrimento mental experimentado quando identificamos uma incoerência entre as atitudes que consideramos corretas e a maldita realidade.

Nessas situações, o cérebro faz o que pode para apa ziguar a contradição. Vale fingir que não viu, torcer as definições, buscar argumentos fajutos. Mesmo que o resultado seja logicamente inconsistente, nós não desistimos de tentar, já que fazê-lo parece funcionar como uma espécie de anestesia.

Nos últimos dias, fui agraciado com um experimento natural que escancara esse mecanismo. Na sexta-feira, publiquei uma coluna em que destacava a picaretagem do PSL, o partido do presidente, que patrocinou candidaturas de fachada para pôr as mãos em verbas reservadas para a cota de mulheres. Ato contínuo, leitores me escreveram para dizer que eu estava sendo injusto ao falar só do PSL, já que outros partidos se valem do mesmo expediente.

Esses leitores talvez não se tenham dado conta, mas estão recorrendo à mesma racionalização utilizada por petistas quando viram sua sigla do coração envolvida com corrupção e passaram a bradar que os outros partidos também roubam. Pode até ser verdade, mas não acho que apontar para os outros seja uma defesa apta. E, mesmo que fosse, se esse argumento valesse agora para o PSL, teria de valer para o PT, hipótese em que bolsonaristas precisariam parar de fustigar a legenda de Lula.

Uma das principais funções dos jornais numa democracia é manter sob escrutínio permanente as ações dos que estão no poder. Os holofotes agora se voltam para o PSL, como já se voltaram para o MDB, o PT, o PSDB. Outra semelhança incômoda é que o PSL, como o PT, chegou ao topo prometendo uma revolução ética. Desconfie de revoluções.?
Pedro Salvador
18/02/2019 21:40
Estou satisfeito que mais pessoas estão se interessando pela qualidade das obras em nosso município, vejo uma esperança para em breve mostrar e trazer a tona muita coisa suja que também tem ocorrido nesse negocio (obras de drenagem), as quais ficam "escondidas" sob a terra.

Com relação ao item publicado nesta coluna, a qual se refere as caixas da rede de drenagem realmente são uma vergonha. Mas quer saber o que foi contratado pelo município? Acesse: https://static.fecam.net.br/uploads/878/arquivos/1257745_ANEXO_IIA_COMPOSICAO_PRECOS_UNITARIOS.pdf (As caixas se referem aos itens de 20 a 24).
Fonte: Portal de Licitações do Município de Gaspar (https://www.gaspar.sc.gov.br/licitacoes/index/detalhes/codMapaItem/20798/codLicitacao/123161)

Vou resumir, estamos pagando caixas com alto volume de fornecimento de aço e concreto moldada in loco por formas de madeira, ou seja uma caixa adequada para suportar realmente as pressões que a rede estará sujeita. Mas estamos recebendo "caixinhas de blocos" como as imagens demonstram, tudo avalizado pelos gestores do nosso município.

Por que nossos gestores aceitam este serviço? Reflitam, infelizmente a resposta me parece óbvia.
Bem informado
18/02/2019 20:37
Falando em denúncia de assédio, logo, logo, novidades por aí. Mas envolve um outro secretário.
Bem informado
18/02/2019 20:31
Tô tentando entender o porquê de uma assistente social nas negociações da defesa civil com a Furb pelas cotas de enchentes. Deve ser porque a amizade da assistente social com diretor do instituto é antiga. Desde o PCdoB.
Bem informado
18/02/2019 20:27
Desde quando no quadro de pessoal do município há vaga de assistente social para a defesa civil? O decreto que disponibiliza assistente social para a defesa civil é inútil se não há a vaga na diretoria.
fernando collor de mello
18/02/2019 18:49
MUNICÍPIO DE GASPAR/SC

EXTRATO DO CONTRATO Nº SAF-173/2018

Início da vigência: 23/11/2018 Vencimento: 22/11/2019. Tomada de Preços nº.: 04/2018. Objeto: contratação de projetos para implantação do anel de contorno viário de Gaspar. Contratado: IGUATEMI CONSULTORIA E SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA. (83.256.172/0001-58). Valor total: R$ 544.587,58. Gaspar/SC, 23/11/2018.

KLEBER EDSON WAN-DALL | Prefeito Municipal


Herculano
18/02/2019 17:51
HÁ ERROS TÉCNICOS GRAVES, NA DRENAGEM DA RUA FREI SOLANO, NO GASPARINHO, E QUE VÃO ALÉM DAQUELAS IMAGENS QUE PUBLIQUEI AO FINAL DA COLUNA DE HOJE, DINHEIRO DE TODOS NO RALO. É RESULTADO DE DOIS ANOS DE INÉRCIA DO GOVERNO DE KLEBER EDOS WAN DALL, MDB, PARA O PROBLEMA; DE SE FAZER TUDO EM CIMA DO LAÇO E A TOQUE DE CAIXA PARA MOSTRAR À POPULAÇÃO QUE ESTAVA FAZENDO ALGUMA COISA ÀS VÉSPERAS DAS ENXURRADAS E ASSIM DIMINUIR A CHUVA DE RECLAMAÇõES, BEM COMO PASSAR PARA O SAMAE QUE NÃO POSSUI EXPERIÊNCIA ALGUMA NESSE ASSUNTO, ESSA ATRIBUIÇÃO. ACORDA, GASPAR!
Herculano
18/02/2019 17:45
TRANSPARÊNCIA COMPROMETIDA

Já registrei que um dos primeiros press releases da assessoria de imprensa da Câmara neste 2019, foi o de exaltar o portal transparência do site do legislativo, que não é um favor nenhum, é lei, e para ele entrar no eixo, precisou, anos atrás, o Ministério Público chegar junto.

Registrei também, que o press release estava falando bobagens, porque ao mesmo tempo em que tecia loas a suposta transparência, as Resoluções da Mesa Diretoria não apareciam no site.

O pessoal da comunicação e o presidente da Casa, Ciro André Quintino, MDB, tomaram tento, mas nem tanto.

Faltam publicar as resoluções de 01 a 13, deste ano., bem como as de números 16 e 16. O que a mesa da Câmara tem a esconder dos gasparenses? E se não tem, qual a dificuldade para a transparência, pois para a propaganda dos vereadores, o pessoal da comunicação não deixou nada passar até agora.

A disposição dos documentos para o público que paga a conta da Câmara e dos vereadores é prioritária sobre a propaganda. Acorda, Gaspar!
Herculano
18/02/2019 17:36
AUSÊNCIA DE VEREADORES

Hoje é dia de sessão da Câmara de Gaspar. É a terceira deste 2019. Nas duas primeiras deste ano, quem esteve ausente, foi o ex-presidente Silvio Cleffi, PSC. Na última, o líder do MDB, Francisco Hostins Júnior.
Herculano
18/02/2019 16:57
QUANDO JAIR MESSIAS BOLSONARO, PSL, VAI ENTENDER QUE ELE É O PRESIDENTE DO BRASIL, SEDENDO POR REFORMAS, MUDANÇAS, SEGURANÇA E EMPREGOS QUE ELE PROMETEU AOS SEUS FANÁTICOS E AOS QUE VOTARAM NELE POR FALTA DE OPÇÃO NO SEGUNDO TURNO, ACREDITANDO QUE ELE SERIA CAPAZ DISSO?

CHEGA DE BRIGAS INTERNAS E INTROMISSÃO INDEVIDA DOS FILHOS, QUE NÃO SÃO PARTE DO GOVERNO E NEM O PRóPRIO BOLSONARO ESCOLHER PARA SEREM.

POR MUITO MENOS FERNANDO COLLOR DE MELLO FOI EMBORA. Wake up, Brazil!
Herculano
18/02/2019 16:52
AO QUE SE IDENTIFICOU COMO CAUÃ

Você está certo. É um exemplo. É o que deveria ser e não é em Gaspar. Gastam dinheiro, enterram as porcarias que fazem e depois culpam todos, inclusive São Pedro pelo problema. Acorda, Gaspar!
Cauã Santana
18/02/2019 13:57
Boa tarde,

Está caixa de inspeção da terceira foto, diga-se de passagem, coisa de gente séria, com certeza não o o governo Kleber, que a construiu. Estou certo Sr. Herculano? Já as outras duas das fotos acima, fica claro que foram confeccionadas no programa "avança Gaspar".
Herculano
18/02/2019 11:56
da série: ainda bem que não escolheram o Avança Brasil, para não plagiar Gaspar, pois o resultado já saberíamos. Há uma esperança.

"NOVA PREVIDÊNCIA: JUSTO PARA TODOS. MELHOR PARA O BRASIL"

Conteúdo de O Antagonista. A campanha publicitária sobre a reforma já tem um lema, segundo a Veja:

"Nova Previdência: Justo para todos. Melhor para o Brasil."
Herculano
18/02/2019 11:28
ÁUDIO BLOQUEADO

Os leitores e leitoras do paço municipal de Gaspar, reclamam, que estão com dificuldades de acessarem o áudio da coluna. Natural. Em determinados ambientes de trabalho, há esse tipo de bloqueio seletivo (para a coluna, o portal ou para determinadas áreas selecionadas da própria prefeitura) ou total, o que é mais raro, hoje em dia.
Herculano
18/02/2019 11:19
UM ESCLARECIMENTO

Da deputada paulista Carla Zambelli, PSL, no twitter:

Você vai assistir ao filme do Marighella?

Não interessa: você pagou pelo ingresso do mesmo jeito.

Em 2013, ainda no governo Dilma, o filme exaltando o assassino foi autorizado a captar R$ 10.285.835,35 de dinheiro que iria para os cofres públicos.
Herculano
18/02/2019 11:16
COMO? UMA NOVA UDN COM CLÃ BOLSONARO À FRENTE EM MEIO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA? QUE SEJA MORO A VIVANDEIRA DA FICHA Nº 1!!!, por Reinaldo Azevedo

Se vocês querem uma medida da sanidade da tropa que chegou ao poder, basta a informação de que o clã Bolsonaro, os nossos Kennedys, está empenhado na criação de um novo partido: a UDN. Aqui e ali, com a boa-vontade dos ignorantes, alguns falam em recriação da União Democrática Nacional, que não deixa de ser o retratado na miséria política e intelectual em curso: aqueles que representariam a nova política no Brasil, o neoconservadorismo, pretendem resgatar a marca da velha direita nativa, que só existiu com a configuração que tinha porque havia um Getúlio Vargas. Em seus 20 anos de história, entre 1945 e 1965, a UDN deixou, com efeito, um grande legado para o Brasil: a crise que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e, dez anos depois, no golpe militar.

Quem expressou com mais precisão a metafísica influente na UDN foi o então chefe do Estado Maior do Exército do governo João Goulart, um certo marechal Castelo Branco, primeiro presidente do golpe desfechado em 1964. Referindo-se às lideranças udenistas que iam buscar nos quarteis o que não conseguiam no voto, afirmou: "Eu os identifico a todos. São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar". Sem o rococó rocambolesco, criticava os vagabundos que iam bater às portas dos quarteis pedindo intervenção militar. Castelo e os outros cederam aos vagabundos. E o resto é história.

Os militares estão de volta à cena política, ainda que a ela tenham retornado por intermédio do voto. Quem liderou a jornada foi um capitão reformado que se tornou deputado e passou quase 30 anos na Câmara apegado a miudezas do corporativismo e a cultivar o saudosismo de uma ditadura que ele próprio não viveu senão perifericamente. Foi um mau militar. Mas se tornou o beneficiário do ódio à política a que nos conduziu a Lava Jato. E chegamos onde chegamos. O velho espírito golpista do udenismo, desta feita, passou a usar a toga de juízes e procuradores. A grande vivandeira destes dias, vamos convir, atende pelo nome de Sérgio Moro, o ministro da Justiça que propôs o AI-5 para "os pobres de tão pretos e os prestos de tão pobres": refiro-me à licença para matar que o doutor quer ver abrigada pelo Código Penal. Setores da própria imprensa antes empenhados na defesa dos direitos fundamentais e dos valores democráticos fazem um silêncio reverente diante do delírio reacionário porque, afinal, ele se fez o paladino de uma luta contra a corrupção que jogou no lixo a própria institucionalidade.

Ah, não! Os militares, se querem saber, não têm nada com o desastre político em curso. Têm-se comportando muito bem. Dada a desordem política a que fomos conduzidos e da qual Bolsonaro se fez beneficiário, devem ser vistos antes como garantia de alguma racionalidade. Se querem saber como poderíamos estar sem eles, olhem para a face civil do governo e para as figuras momescas que falam em seu nome no Congresso. Observem que escrevi um texto que já passam de três mil toques e ainda não toquei na crise que envolve Gustavo Bebianno, aquele que será posto hoje na rua com todas as desonras.

Bolsonaro não vai demiti-lo por causa dos laranjas a que o PSL recorreu na campanha eleitoral. O que move o pai do senador Flávio Bolsonaro ?" o rapaz que gosta de condecorar milicianos - e amigo de Fabrício Queiroz não é um aguçado senso de moralidade. É que um outro filho resolveu botar as garras de fora e expulsar do governo um antigo desafeto. A nação vive hoje embalada por esses altos propósitos. Como o tal PSL não tardará a ser um ajuntamento de folhas corridas sem biografia, então os Bolsonaros, com a reforma da Previdência em curso, decidem se meter na criação de um novo partido cuja maior virtude é ecoar a vocação golpista. Moro, o jurista do excesso escusável contra os pobres de tão pretos e pretos de tão pobres, deveria assinar a ficha nº 1.
Herculano
18/02/2019 10:50
O QUE REALMENTE IMPORTA

Conteúdo de O Antagonista. A Folha de S. Paulo diz que Jair Bolsonaro tenta abafar a crise provocada pela demissão de Gustavo Bebianno apresentando ao Congresso Nacional o pacote anticrime e Sergio Moro e a reforma previdenciária de Paulo Guedes.

Ainda bem.

É o que ele deveria estar fazendo desde o primeiro dia do governo, em vez de se desgastar com as disputas de seus filhos - que não têm a menor importância - por um naco de poder.
Herculano
18/02/2019 10:35
Só EM GASPAR

A advogada Ana Caroline Deschamps foi assessora parlamentar do vereador Francisco Solano Anhaia, MDB. Este final de semana os dois se bicaram. Ana postou um comentário na sua rede social mostrando o quanto o vereador estava sendo falso nas suas postagens: felicitando por algo que foi contra, e que ela testemunhou quando assessora. Anhaia, a bloqueou. Ai, ai, ai
Herculano
18/02/2019 10:18
A TENDÊNCIA AUTODESTRUTIVA DO GOVERNO

Conteúdo de O Antagonista.Fernando Gabeira disse que o governo tem de se libertar de sua tendência autodestrutiva:

"O que me parece fato neste momento é a intensidade emocional deste governo, as rivalidades, as tramas, os ciúmes. A experiência mostra que existe um antídoto para as veleidades pessoais: é a existência de um projeto comum, algo que nos transcenda.

A retirada do Brasil desta crise, as necessárias reformas, tudo isso deveria falar mais alto. Mas não fala. A própria insegurança estrutural pela ausência de uma cultura de precaução só aparece nas primeiras semanas pós-desastre.

Quando este governo se instalou, dispus-me a ficar atento e, se necessário, fazer uma crítica construtiva. Mas esse projeto se esvaziou um pouco. Daí minha apreensão. Será preciso, em primeiro lugar, libertá-lo dessa tendência autodestrutiva."
Herculano
18/02/2019 10:02
da série: um maluco com seus filhos arruaceiros

O PODER POR TRÁS DO TRONO, por Ruy Castro, escritor e biógrafo, no jornal Folha de S. Paulo

Um vereador que pensa que é Richelieu ou Bismarck

Muitos governantes têm à sua sombra um homem frio, discreto e leal que, por sua capacidade de observação e análise, os orienta sobre o que pensar, dizer ou fazer. É o poder por trás do trono. O cardeal Richelieu (1585-1642) foi esse homem para o rei Luís 13 na França do século 17. O chanceler Otto von Bismarck (1815-1898), para o imperador Guilherme 1º na Alemanha do século 19. E o folclórico Rasputin (1869-1916), para o czar Nicolau 2º na Rússia ?"nem sempre o trono se dá bem.

No Brasil, José Bonifácio (1763-1838) foi uma das forças por trás do príncipe d. Pedro no Fico e na Independência. O poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) soprou a Juscelino Kubitschek, entre outras, o "50 anos em 5". Mas ninguém bate o advogado Jorge Serpa (1923-2019): pegava o telefone e falava diretamente com JK, Jango, Tancredo, Collor, Itamar, Sarney e FHC. Era um homem de grande influência. Mas apenas dez amigos o levaram ao túmulo outro dia.

Hoje, no Brasil, temos um candidato a esse posto. É o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), atualmente em seu quinto mandato na Câmara Municipal do Rio ?"cidade que ele abandonou, e logo agora, em que ela passa por uma crise atrás da outra.

Para que serve um vereador? Para legislar, fiscalizar e morder os calcanhares do prefeito ou, ao contrário, lhe fazer festinhas. Não lhe compete tapar buracos, mas pode obrigar o alcaide a tomar providências. Suas ocupações compreendem desde o Orçamento anual até a ocupação irregular das encostas e o esgoto entupido. Sua jurisdição é municipal. Só deveria ir a Brasília a passeio, e olhe lá.

Mas Carlos Bolsonaro, filho do presidente, não sai do Planalto e não larga o pai por um instante. Tuíta desaforos, demite ministros, desmoraliza generais. Deve julgar-se um Richelieu, um Bismarck mirim. Mas, pelo ritmo da tragédia, está fazendo lembrar Brutus, que César via como um filho.
Herculano
18/02/2019 10:01
MORO É POP TAMBÉM EM SEU PRóPRIO MINISTÉRIO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O mais popular ministro do governo Bolsonaro, Sérgio Moro venceria fácil qualquer concurso de Mister Simpatia no próprio Ministério da Justiça, que chefia há menos de cinquenta dias. Habituados a ministros que mal os cumprimentava, os servidores agora têm um chefe que não se isola. Ao contrário, circula no prédio, procura visitar cada setor, apresenta-se, ouve e avisa que seu gabinete está aberto a todos.

SEM AFETAÇÃO
Moro convive bem com a popularidade entre os colegas de trabalho. Amável e paciente, sempre topa fazer selfies, dar autógrafos etc.

BANDEJÃO DA HORA
Ele poderia almoçar no gabinete, como os antecessores, mas prefere o bandejão, que assim virou o restaurante mais concorrido da Esplanada.

O SEM-JATINHO
Como só usa voo de carreira, Moro criou um problema: assessores têm larga experiência em requisitar jatinho da FAB e não passagens.

SEM PRIVILÉGIOS
A assessoria tenta uma rotina que permita a Moro embarcar antes ou depois dos demais passageiros, para não os incomodar.

PRESIDENTES EDITAM 4,2 MPS POR MÊS DESDE 2001
Desde que Medidas Provisórias (MP) foram remodeladas e passaram a ter força de lei e aplicação imediata, em 2001, os ex-presidentes Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro criaram 872 que, eram (supostamente) relevantes e urgentes o suficiente para serem justificadas. Na prática, é como se todo mês, o presidente da República criasse mais de quatro leis, que vigoram por 120 dias sem necessidade de aprovação do Congresso.

CAMPEÃO
FHC foi quem mais "legislou" a partir do Planalto: 102 MPs, média de 6,8 por mês. Em números absolutos (419 MPs) Lula é o recordista.

MENOS E MAIS
O presidente Michel Temer (MDB) criou 144 medidas provisórias em dois anos e 8 meses. Em média são 4,5 por mês; mais que Lula (4,4).

DISTANTES SEMELHANTES
Entre a posse em 2011 e o impeachment, Dilma editou 204 MPs; cerca de 3,2 por mês. No primeiro mês de governo, Bolsonaro editou três.

NOVA DINÂMICA
Na quinta-feira (14), o PT tentou salvar projeto do governo Lula, datado de 2010, de "cooperação educacional" entre o Brasil e a pequena ilha caribenha de São Cristóvão e Névis. Érika Kokay (PT-DF) fez pedido para retirar da pauta. O requerimento da petista perdeu por 5 a 268.

BOA NOTÍCIA DO MP
Em meio à apreensão após a transferência dos bandidões dos presídios para penitenciárias federais, o Ministério Público paulista tomou a decisão de criar a promotoria de Segurança Pública.

REFORMAR É PRECISO
Estudo CVA Solutions revela que 63% dos brasileiros apoiam a reforma da Previdência. A avaliação, acima dos 54% que consideram o governo bom ou ótimo, mostra que a necessidade da reforma foi compreendida.

335 VOTOS
Para ser aprovada a Proposta de Emenda à Constituição que reforma o a Previdência no Brasil, o governo Bolsonaro precisa de 308 votos dos 513 deputados na Câmara; três quintos. Já se contabiliza 335.

OLHO NELES
Com cheiro de briga por holofotes, comissão da Câmara que investiga a tragédia de Brumadinho ouve nesta terça (19) os representantes do Ministério de Minas e Energia, Tribunal de Contas da União e Ibama.

O QUE É BOM SE COPIA
O decreto de indulto assinado pelo presidente Bolsonaro, de caráter humanitário, beneficiando presos com doenças graves, é bem parecido com a proposta do Conselho Nacional Penitenciário, relatada pelo juiz Márcio Schiefler, ex-braço direito do saudoso ministro Teori Zavascki.

NÃO POUPAR É PREJUÍZO
O Previdenciômetro da Confederação Nacional da Indústria contabiliza mais de R$ 6,7 bilhões que teriam sido poupados se a reforma da previdência houvesse sido aprovada em 2017. São bilhões de prejuízo.

CPI PROVEITOSA
A CPI de Brumadinho, como todas as comissões de inquérito no Congresso, tem os mesmos poderes de investigação de autoridades judiciais. A CPI pode convocar ministros, ouvir suspeitos e testemunhas, e até quebrar o sigilo fiscal e de dados da Vale.

PENSANDO BEM...
...fevereiro já está acabando, mas o Congresso só tem a primeira semana completa de trabalho a partir de hoje.
Herculano
18/02/2019 10:00
da série: um maluco com filhos arruaceiros no governo

FILHO ALUCINADO FORTALECE GENERAIS, MORO E GUEDES, por Vinicius Mota, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro não têm nada a oferecer agora à estabilidade do governo

A democracia, descobriram os gregos há 2.500 anos, precisa enfraquecer os laços tribais e familiares para frutificar. Ainda assim, dinastias persistem na política.

O primeiro-ministro galã do Canadá, Justin Trudeau, é filho do ex-premiê Pierre. Logo ao sul, os clãs Kennedy e Bush mostram que não há monopólio partidário na coisa.

Nas nações emergentes, despontam os Nehru-Gandhi, na Índia, e os Park, na Coreia do Sul. No Brasil, o fenômeno parece mais regional, apesar de uma rede de parentescos e casamentos conectar Getúlio Vargas, João Goulart, Tancredo e Aécio Neves.

A eleição para deputado federal do jovem João Campos, em Pernambuco, renovou o impulso de uma oligarquia de 300 anos, que batiza o famoso Souza Leão, bolo típico. Há quem tenha começado mais tarde, como os Calheiros em Alagoas.

Os Bolsonaros destoam desses padrões não apenas pela origem italiana do nome. Plantavam a semente de uma dinastia regional e periférica, excêntrica mesmo no contexto do Rio, quando de repente o patriarca foi alçado ao Planalto.

Os efeitos secundários desse salto quântico, que queimou as etapas usuais do acúmulo de capital político, começam a surgir.

É natural e inevitável que os três filhos do presidente procurem influenciar a tomada de decisões palacianas. Nessa movimentação, chocam-se com outras forças e grupos igualmente bem posicionados, imbuídos do mesmo objetivo.

Mas os filhos, convertidos à paranoia de que uma trama pretoriana ameaça o cargo e a vida de Jair, não carecem apenas de expertise e sangue frio para atuar com eficiência nesse certame. Eles nada têm a oferecer agora à estabilidade da gestão.

Quanto mais os filhos intervierem, mais o governo do pai dependerá dos generais, de Sergio Moro e de Paulo Guedes, nessa ordem. Os meninos alucinados acabam por fortalecer alguns daqueles que têm por adversários.
Herculano
18/02/2019 09:59
da série: o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, aproveitando que está sem mandato e não pode ser punido por infidelidade, criou um fato político ao sair do PSDB. Essa é a primeira leitura. A segunda, está nos recados que mandou com a sua atitude ao partido incapaz de se depurar, renovar e trocar suas lideranças, que o levaram ao ostracismo na eleição de outubro do ano passado. A terceira é que ele está livre para ser protagonista, num novo ambiente político, talvez com as viúvas que criou com a sua atitude e outras desamparadas por ai. foi assim, que nasceu, por exemplo o PSDB.

CONJECTURAS SOBRE A SAÍDA DE NAPOLEÃO DO PSDB, por Alexandre Gonçalves, no Informe Blumenau

Conversei com Napoleão Bernardes nesta noite de domingo, 17, quando anunciou sua desfiliação no PSDB depois de 21 anos. Ele não falou nada além do que estava na carta que publicou para a militância e para todos.

Portanto, o que escrevo abaixo, é tudo fruto do meu acompanhamento e de conversas com três tucanos.

Entre os muitos políticos que conheci ao longo da minha carreira, Napoleão sempre esteve entre os mais idealistas e fiéis, uma fidelidade que começou quando ele tinha 16 anos e filiou-se ao PSDB por escolha própria, de quem sonhava em transformar o mundo pela política.

Depois de bater na trave duas vezes como vereador, elegeu-se em 2008 e aí começava uma trajetória de vitórias, sempre acompanhada de sonhos de voos mais altos. Virou prefeito de Blumenau e reelegeu-se com ótima votação.

Tornou-se a figura mais reluzente dos tucanos de Santa Catarina e um dos políticos mais promissores do estado.

No começo de 2018, tomou uma decisão arriscada, mas embalada pelos anseios de boa parte das lideranças de Blumenau e do PSDB. Com apenas um ano e quatro meses, deixou a Prefeitura sonhando em ser candidato ao Senado.

Lá pelas tantas, os caciques do PSDB o convenceram a embarcar na candidatura a vice-governador na chapa de Mauro Mariani (MDB), que de favorita, ficou de fora do segundo turno.

Napoleão foi o que mais perdeu entre todos os derrotados em 2018.

Sem mandato, mas ainda com um patrimônio político importante e muita vitalidade, era de esperar que seu partido o colocasse em um lugar de destaque, como a presidência estadual da sigla, cujas eleições ocorrem no começo de maio.

Talvez sonhasse com uma unanimidade interna que não veio. Mesmo com todo o respaldo de boa parte dos filiados, não recebeu o apoio de caciques importantes da sigla para comandar o partido.

O ex-prefeito de Blumenau, apesar da derrota, ainda tem um capital político grande. Ao sair do PSDB, passa a ser uma liderança cobiçada por praticamente todas outros partidos.

Napoleão diz não ter pressa e promete focar nas questões pessoais daqui para frente. Como só pode concorrer em 2022 - a não ser que queira ser candidato a vereador em 2020 -, tem tempo para decidir seu futuro partidário.

E analisar e entender o cenário surgido com a última eleição.

Nesta conjectura despretensiosa, fico pensando o que mais pesou na decisão dele de sair do PSDB.

Uma visão estratégica de futuro? Ou uma mágoa grande?

Confesso que será difícil ver Napoleão em outro partido, mas preciso ir me acostumando.
Herculano
18/02/2019 09:57
da série: um maluco com filhos arruaceiros no governo

SE BOLSONARO DESISTIR DE GUEDES, MORO E DOS GENERAIS, NÃO CHEGA AO CARNAVAL, por Celso Rocha Barros, sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Se o governo começar de fato, o que vai sobrar para eles? Nenhum olavista sabe nada de útil

A briga entre Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno foi uma disputa entre a facção do bolsonarismo que depende do clima de campanha permanente e a facção que quer começar a funcionar como um governo normal, no bom e no mau sentido.

O bolsonarismo das redes, a turma do Olavo, os filhos do Jair dependem desse clima de mobilização constante. Se o governo começar de fato, o que vai sobrar para eles? Nenhum olavista sabe nada de útil, nem do ponto de vista técnico, nem do ponto de vista político, que ajude alguém a governar.

O olavismo só engana otário, e na turma que Bolsonaro precisa convencer agora - os parlamentares, o mercado?" não tem otário.

Por outro lado, a turma que apoiou Bebianno foi a que defende uma certa institucionalização do bolsonarismo. Estão nesse grupo Rodrigo Maia, recém-eleito presidente da Câmara, o vice-presidente Hamilton Mourão, a deputada Janaina Paschoal e toda a turma que está preocupada com a aprovação da reforma da Previdência.

Os olavistas, ao que parece, venceram a briga. A previsão é que Bebianno será demitido hoje. Perderam Maia, Guedes, Paschoal e Mourão.

O problema é o seguinte: Bebianno estava articulando com o Congresso pelas reformas. O governo já havia desistido sem maiores resistências do discurso "nova política". Muita gente estava de olho na distribuição das direções do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) nos estados. O segundo escalão dos ministérios estava sendo distribuído aos aliados como sempre foi, para que os aliados fizessem o que sempre fizeram.

Se as denúncias contra Bebianno forem referentes a essas negociações, ou se os aliados acharem que toda negociação será exposta pelo Twitter, a articulação política do governo Bolsonaro morre.

É como escrevi aqui depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado: com rede social você derruba o Renan, mas não aprova reforma.

Nesse quadro, como interpretar a decisão de Bolsonaro em favor do filho?

Em primeiro lugar, é possível que Carlos tenha denúncias graves contra Bebianno, graves demais para serem abafadas por muito tempo. Nesse caso, é preciso que o presidente da República as divulgue, mesmo que isso traga mais dificuldades para seu governo.

Em segundo lugar, como notou o jornalista Alon Feuerwerker, não é fácil para um governo se desvencilhar de sua facção mais leal, a que cai se ele cair. Bolsonaro não é indispensável para Guedes, para Moro, para os generais. Mas é indispensável para os doidões do Twitter. Os olavistas teriam o mesmo espaço em qualquer outro governo? Não.

Se for esse o caso, entretanto, Bolsonaro precisa se perguntar se vale a pena estar cercado de gente leal em um governo fraco. Porque se ele desistir de Guedes, Moro e, especialmente, dos generais, não chega o Carnaval.

Restam as ameaças de Bebianno. O quase-ex-ministro vem dando todos os sinais de que cairá atirando. Se suas revelações forem referentes às finanças da chapa Bolsonaro/Mourão, pode ser instaurado um processo de cassação de chapa.

Há, enfim, um cenário de inferno para Bolsonaro em que Carlos derruba a reforma e Bebianno derruba o governo.

É difícil imaginar quatro anos de um governo como o da semana passada. Ou não será como na semana passada, ou não durará quatro anos.

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