Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Partidos e poder são feitos de donos. Ideias apenas embalam discursos e sonhos dos eleitores seduzidos por gente dissimulada e oportunista

22/08/2019

Partidos, donos, poder e ideias I

Quem acompanha a coluna no portal do Cruzeiro do Vale sabe que eu não escondi a crise do PSL de Gaspar. Não será a última. O PSL garante que tudo está resolvido. Foram dois artigos de ampla repercussão. O pessoal do PSL é feito de redes sociais. Então a lavação da roupa foi pública. As entranhas estão expostas. Antes cedo do que tarde demais. Eu pessoalmente, penso, expus nos artigos e ao próprio presidente da Comissão Provisória, Marciano da Silva, que o partido aqui é vítima das circunstâncias no papel em que ele está metido no cenário político local, estadual e até nacional, bem como na sua ingenuidade de quem era nanico e nem existia até outro dia aqui, mas principalmente, das armadilhas lançadas pelos donos do poder em Gaspar, os quais se alternam no poder há muitas décadas. Conhecem bem o terreno e o riscado. De um lado está o velho ranço do MDB, PP e PSD. E de outro, o PT, que já foi a tal “renovação” da política local.

Partidos, donos, poder e ideias II

O PSL como partido é fruto de um sonho, de uma virada, de um ideal: supostamente o de romper às velhas práticas políticas (Centrão, PSDB...), tirar os socialistas do poder (PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL, Rede...) que chama errada e propositadamente de comunistas, e combater sistematicamente à corrupção desenfreada que tomou conta de todos os cantos da sociedade por novo modelo de administração pública. Nenhum sonho é eterno. Sabe-se, agora, por exemplo, que o PSL nacional não é uma ideia, mas um aglomerado de espertos que se aproveitaram da oportunidade – veja o caso de Alexandre Frota; que o presidente Jair Messias Bolsonaro não é a bússola do candidato Bolsonaro, até a corrupção deixou de ser prioridade dele, ao ponto de enfraquecer um símbolo de combate à esta praga dos nossos pesados impostos, o ministro Sérgio Moro. E para piorar, no próprio quintal, o governador Carlos Moisés da Silva se tornou um ente isolado: só pensa em aumentar impostos contra os catarinenses e pasmem, à geração de riquezas e empregos.

Partidos, donos, poder e ideias III

Volto a Gaspar. Aqui os partidos possuem donos e não ideias. As ideias como sonhos só aparecem nas eleições nas peças e discursos oportunistas dos marqueteiros. O poder não possui um líder, mas um dono. O governante visível é manobrado nos bastidores. O atual prefeito não anda bem nas pesquisas do próprio partido e por erros táticos. Preferiu curiosos, cabos eleitorais e amigos a técnicos. Mas, convenhamos, o MDB e seus aliados, são uma velha máquina de se reinventar. Podem estar mal, mas não abatidos. E hoje eu não apostaria nenhuma ficha nesse abate. E o PT? Também como o PSL não existia. Foi a conspiração da sociedade contra tudo o que estava armado há muito tempo e nada mudava desde a verdadeira mudança feita por técnicos que suportaram os dois primeiros anos de Francisco Hostins, pelo então desconhecido PDC. O PT – manchado como partido - possui nomes além de Pedro Celso Zuchi e Lula Livre. Zuchi, entretanto, pode a qualquer momento – devido ao passado de três mandatos - se tornar inelegível.

Partidos, donos, poder e ideias IV

Então sobrou a terceira via para enfrentar o MDB e o PT? E ela poderia estar muito bem com o PSL. Bolsonaro não colabora. Moisés conspira. E o PSL de Gaspar não se deu conta que MDB com os seus sócios no poder e o PT são os “infiltrados” que estão ampliando os problemas internos do PSL. São eles que não se interessam com um concorrente limpo, forte, renovado ou capaz de vender um sonho novo. O MDB e PT também não querem o PSD, o PP, o PDT, o DEM, o PSDB, o PSC, o PTB, o Cidadania, o Podemos autônomos, despontando com novas lideranças. Os leitores e leitoras já perceberam, que mesmo não sendo possível à coligação na disputa de vereadores, como todos se aglomeram em torno do MDB? Não porque eles querem. É que eles precisam das boquinhas pagas com o dinheiro dos pesados impostos de todos enquanto os serviços públicos essenciais falham por gestão capaz, gente capacitada e falta de dinheiro. Então, apesar de não estar bem na foto, nos bastidores o MDB de Gaspar vai fazendo o serviço, comendo todos pelas bordas ou enfiando seus cavalos de troia nos sonhos dos outros partidos. O MDB, o PP, o PSD e o PT possuem nomes capazes para serem candidatos a prefeito, compor a vice e puxar votos para vereadores. O PSL, por enquanto, não! O MDB ao anular os outros partidos diz que quer oposição séria na Câmara, ao mesmo tempo que tentará fazer barba, cabelo e bigode para os próximos quatro anos a partir de 2021. Há brigas públicas no MDB? Quem não percebeu isso? Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

Não adianta. Sempre alguém empurrando os gestores políticos e que se dizem eficientes. O edital para escolher um novo permissionário do transporte coletivo urbano de Gaspar saiu por pressão do Tribunal de Contas. E agora, descobriram quem ganhar a concorrência, terá que cobrar 40 centavos a menos da tarifa atual e que é a mais alta do estado: R$4,80. Em Blumenau, por exemplo é R$4,20.

Trabalhador e pobre sofrem na mão de político. Além de um serviço cheio de reclamações, ele é o mais caro e improvisado. Só falta a atual empresa ganhar e dizer que pode fazer mais barato. E a Caturani está habilitada à concorrência. Fez prova da capacidade executiva exatamente com o longo período no “serviço emergencial”. Agora, ela pode provar que entende do negócio como quer o edital.

Foi o mesmo que aconteceu com Say Muller. Ela nunca tinha recolhido lixo na vida dela até o PT de Pedro Celso Zuchi contratá-la emergencialmente com caminhões alugados em Curitiba e sem local de transbordo por aqui. Depois de anos praticando, a Say Muller estava habilitada ao edital para a recolha do lixo em Gaspar. Ganhou. O final da história aqui e os problemas que fedem em outros municípios, todos sabem. Acorda, Gaspar!

O preenchimento da barranca da Rua Nereu Ramos que foi solapada para o Rio Itajaí Açú, já apresenta fissuras. Entendidos da prefeitura apostam que é uma simples acomodação. Geólogos consultados pela coluna dizem que é muito cedo para qualquer conclusão, mas é um sinal forte para monitoramento para algo não muito bom.

E escrevendo em barranca solapada, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi esta semana falar com os moradores das ruas Paulo Bailer e José Casas. Elas serviram para desviar provisória e emergencialmente o trânsito da Nereu Ramos interditada, depois que a picada das Águas Negras se mostrou um desastre.

Kleber prometeu, como compensação, colocar restos de asfalto arrancados de outras vias e um material anti-pó, ao invés do asfalto – ou lajota, ou até paralelepípedos também sobrando de outras ruas - como queriam os moradores de lá. O prefeito, alegou mais uma vez, o surrado e falso discurso, de que os vereadores o denunciaram no Tribunal de Contas e o deixaram sem dinheiro para as obras. Já escrevi sobre isso várias vezes.

A promessa de pavimentação da José Casas não é de hoje. E por causa dela, uma construtora ergueu casas geminadas. Seus compradores estão processando-a ou desistindo das casas, porque a Caixa – a financiadora da obra - não dá a documentação para o “habite-se”, exatamente por falta de rua pavimentada.

Samae inundado I. Todas as mudanças e aferições de cavaletes são cobradas pela autarquia. Todas não! Só dos comuns e dos pobres. Se você tiver padrinho ou for do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, está isento e com aval do próprio presidente, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP.

Samae inundado II. Um mesmo consumidor em abril em 2018, março de 2019 e julho de 2019 teve conserto de cavalete e troca de registro. Quanto ele deveria pagar? Apenas R$66,64 como qualquer outro consumidor. Armou o barraco e nada pagou.

Registro. Hoje o gasparense e delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Norberto Koerich, recebe no 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis, o “Diploma de Colaborador Emérito do Exército”.

Até aqui, a principal obra do Anel de Contorno Viário de Gaspar não é pública. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, chamou à imprensa para mostrar como particulares são mais ágeis e capazes do que as suas secretarias na execução das ideias e discursos políticos eleitorais.

 

Edição 1915

Comentários

Herculano
25/08/2019 10:28
ESTÁ QUEM MANDA!, por José Sarney, ex-presidente da República, ex-governador, jornalista, ex-senador, escritor, integrante da Academia Brasileira de Letras, em Os Divergentes

Nos meus primeiros meses como Presidente da República, tive que aprender a rotina das solenidades militares, sempre muito bem organizadas, com fórmulas estabelecidas há décadas e impecável respeito a horário e cerimonial. Justamente neste aprendizado, cometi uma das maiores gafes ao ser recebido no Corpo de Fuzileiros Navais de Brasília, no Dia da Marinha.

Diante da tropa formada estava o Ministro da Marinha, Almirante Henrique Saboia, um dos melhores homens públicos que conheci, grande profissional, mas sobretudo personalidade de honradez, cultura e sensatez. Devo-lhe grande ajuda de conselhos, recomendações e solidariedade.

Quando cheguei, ele, com grande garbo, deu a ordem a sua tropa, conforme os costumes navais, seguida pelo toque dos apitos dos marinheiros, e abriu a solenidade, anunciando: - Está quem Manda!

Eu, novato em ser o Comandante em Chefe das Forças Armadas, entendi a saudação do Almirante Saboia como "Está queimando." Abandonei a postura solene de Comandante para me voltar, à procura de onde vinha o fogo. Fui socorrido por meu ajudante de ordens, Major Heitor, a explicar-me que não havia fogo e sim a saudação naval. Até hoje conto com vergonha minha gafe aos almirantes amigos.

Essa foi a exclamação que me veio à cabeça quando recebi a trágica notícia do que acontece na Amazônia, lembrando-me daquele tempo. Desta vez está queimando mesmo, e muito, e escandalosa e catastroficamente fora de controle a nossa Amazônia.

Quando caiu o muro de Berlim, com o fim da utopia socialista, nasceu a ideologia do Meio Ambiente. O Brasil foi colocado no banco dos réus sob a alegação de que destruía a Amazônia, pulmão do mundo - por produzir uma sobra de oxigênio, o que não é verdadeiro, o papel pertence às algas marinhas. A Amazônia é fundamental para a humanidade porque é a maior floresta úmida, tem a maior diversidade e faz, aí sim, a regulação do clima mundial.

Minha reação, eu que sou ambientalista, amante da Natureza, humanista, foi contestar o que não era verdadeiro como teoria, reconhecer que desde a Colônia o Brasil tinha descuidado de enfrentar o problema do Meio Ambiente e trabalhar. Criei o "Programa Nossa Natureza" - com a ajuda dos ministros Bayma Denis e João Alves -, o Ibama e toda uma estrutura nacional de órgãos e institutos de natureza científica e tecnológica, a começar pelo monitoramento das queimadas. Fomos o primeiro país no mundo a dedicar ao Meio Ambiente um capítulo da Constituição, trabalho dos deputados Feldman e Sarney Filho.

Respondi à comunidade internacional reivindicando para o Brasil a Conferência Mundial do Meio Ambiente, com os embaixadores Paulo Tarso, Ricúpero e Seixas Corrêa pedindo apoio para a candidatura do Rio de Janeiro. A Conferência Rio-92 foi um sucesso e cumpriu sua finalidade. Assim saímos do banco dos réus.

Agora, devemos fazer uma mobilização nacional contra o fogo. Começar pelos municípios, com brigadas de voluntários, chamar os Estados à colação e fazer um grande mutirão nacional.

Vamos dar uma resposta correta. Nada de retórica, tudo de trabalho.

Como eu entendi o que disse o Ministro Saboia:

- Está queimando!
Herculano
25/08/2019 10:22
MAIS DO QUE O FOGO, BURRICE AMAZôNICA DO GOVERNO BOLSONARO AMEAÇA O BRASIL, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Em rede nacional, Bolsonaro elogia política ambiental do país, que tenta destruir

Houve panelaços contra Jair Bolsonaro em bairros de rico de São Paulo. São lugares onde o presidente ganhou de lavada e Fernando Haddad (PT) perdeu de João Amoedo (Novo) na eleição de 2018.

As panelas cantavam enquanto Bolsonaro aparecia em rede nacional, na sexta-feira (23). Com a catadura feroz de costume, falava como quem dá ordens a um pelotão de fuzilamento, um de seus padrões de eloquência.

No entanto, elogiava as leis ambientais brasileiras e o sucesso relativo do país no Acordo de Paris. Afirmava que o Brasil é um "exemplo de sustentabilidade" e que é preciso ter "serenidade" (!) no debate.

Parecia um discurso que fez em Davos, para inglês ver.

Não sabia do que estava falando, como de hábito. Bolsonaro elogiava décadas de políticas e acordos ambientais, os quais ameaça de morte, criados sob tantos governos, todos "de esquerda".

O progresso começa com uma lei de 1981, no governo do general João Figueiredo, que criou a Política Nacional do Meio Ambiente e o Conselho Nacional do Meio Ambiente. Passou a ter efeito prático com o Ibama, responsável pela implementação da política do meio ambiente, criado em 1989, sob José Sarney. A lei de crimes ambientais é de 1998, anos FHC. A medição e o controle sistemáticos do desmatamento começaram nos anos Lula.

A citação dos presidentes é ironia. A aprovação e a aplicação das leis ambientais é uma resultante da ação de militantes, de partidos políticos, de funcionários de Estado, de "estudiosos e especialistas" (que Bolsonaro odeia), da diplomacia e, em anos recentes, de parte importante do empresariado rural.

Trata-se de um progresso da sociedade brasileira, por vezes parido à força ou em combates furiosos, até hoje frequentemente assassinos. A gente esquece, mas o país trabalhou muito para tirar sua imagem e suas práticas ambientais da lama tóxica. Um esforço de 30 anos que Bolsonaro queima em meses.

Quem passar um pente estatístico na série de números de queimadas terá grande dificuldade de afirmar que existe uma tendência de alta. Não é o caso do desmatamento. Seja como for, o problema maior até aqui é Bolsonaro, que ataca as instituições de progresso e controle ambiental.

Instituições não são máquinas de aplicação de políticas e leis. Para funcionar, dependem de apoios e incentivos materiais, morais e políticos, além da circulação livre de informação correta. O presidente toca fogo em tudo isso. Assim também ameaça a Polícia Federal, a Receita e a Procuradoria da República.

Jacta-se do poder da sua canetinha, associando o exercício da Presidência ao mandonismo, de modo jeca e ignaro, para piorar. Tivemos ditadores mais espertos.

De resto, cadê as políticas ambientais liberais de seu autoproclamado governo liberal? Há quem não goste, mas são alternativas no universo da razão.

Pode haver mercados de permissões para poluir, de cotas de exploração de recursos naturais ou de áreas de reserva ambiental, que dependem de controle e cadastro, como o rural, adiado sine die. Até o ano passado, o governo estudava a criação de um sistema de preços para emissões de poluentes. Cadê apoio técnico e incentivos de mercado para recuperar pastos e terras exauridos? Para o pequeno produtor? Para "start-ups" rurais, as agritechs?

Há apenas "desejo de matar", "prendo e arrebento", temperados por burrice e ignorância administrativa, política e diplomática.
Herculano
25/08/2019 10:15
da série: um presidente fora de controle e vai perdendo a credibilidade mínima para levar a sério. No caso das queimadas provocadas por desmatamento, teve que botar a cola no meio das pernas e tomar providências mínimas para não queimar o país e principalmente os brasileiros que dependem do comércio mundial.

Você pensa que isso é algo que só passa pela cabeça e a prática do presidente já reconhecido como amalucado e que não mede as consequências para o país? Não! Isso já aconteceu e acontece bem aos nossos olhos.

A FAKE NEWS DE BOLSONARO, por Merval Pereira, no jornal O Globo

O presidente Jair Bolsonaro insiste na fake news de que eu teria recebido R$ 375 mil por uma única palestra paga pelo Senac. Colocou ontem no seu twitter a falsa informação e, numa entrevista coletiva, desafiou os jornalistas a publicarem sua "denúncia".

No dia 5 de Janeiro, seu filho 02, o vereador Carlos Bolsonaro, havia publicado a mesma mentira em seu twitter. Como o governo mal começara, e se tratava do filho do presidente, resolvi responder apenas no twitter, esclarecendo o que realmente se passou. O 02 parecia ter se convencido da falsidade da informação que divulgara, e apagou-a.

Ontem, seu pai voltou ao mesmo assunto, numa demonstração de má-fé. Deixou claro, naquele seu linguajar característico, que se tratava de uma desforra por causa das minhas críticas ao seu governo:

"Acabei de postar aí uma matéria sobre o Merval Pereira. Palestra por 375 mil reais, tá legal? Tá ok? 375 pau uma palestra no Senac, tá ok? Façam matéria agora. Se vocês não fizerem nenhuma matéria sobre isso amanhã no jornal eu não dou mais entrevista pra vocês, tá legal? Tá combinado? Toda a imprensa. Tá combinado? E tem mais nome também, eu só botei um nomezinho hoje. Não estou perseguindo ninguém. Agora, gastar dinheiro público pra palestras, aí é brincadeira. Fica escrevendo o tempo todo lá críticas, criticar mas mostrar que é uma pessoa isenta, né? Imprensa isenta. Se não fizerem matéria escrita amanhã nos jornais, não tem mais entrevista pra vocês aqui, tá legal?"

Deixar de dar entrevistas se jornalistas não fizerem o que ele deseja? Essa "ameaça" seria apenas risível, não dissesse ela muito de uma personalidade que a cada dia se mostra mais autoritária. E desgostosa de poder muito, mas não poder tudo.

Não é o desejo do presidente que satisfaço agora. É por respeito aos meus leitores que esclareço novamente o episódio, usando desta vez a coluna.

Em março de 2016, eu e diversos outros jornalistas e economistas fomos contratados para participar do Mapa Estratégico do Comércio, da Fecomércio do Rio.
O projeto previa 15 palestras em diversas cidades do Estado do Rio, analisando as perspectivas políticas e econômicas naquele ano de eleições municipais. Os R$ 375 mil de que fala o presidente, portanto, não se referem a uma palestra, mas às 15 previstas para os anos de 2016 e 2017.

Na verdade, não recebi esse total, pois o programa foi interrompido, e acabei dando 13 palestras, que foram noticiadas nos jornais locais, em informes publicitários da Fecomércio do Rio, em sites, e filmadas. As palestras eram abertas a representantes do comércio, da indústria, da educação, políticos locais, estudantes.

Foram as seguintes as cidades das palestras: Angra dos Reis (30/3/2016); Miguel Pereira (14/4); Três Rios (28/4);Volta Redonda (5/5/); Barra do Pirai (19/5); Teresópolis (16/6); Valença (9/6); Barra Mansa (14/7); Rio das Ostras (28/7) Petrópolis (11/8); Rio de Janeiro (7/12/); Cabo Frio (16/3/2017); Niterói (25/5/2017).

Cada palestra teve a respectiva nota fiscal, incluindo os impostos devidos, e foi declarada no meu Imposto de Renda. Taokei?

Apagando incêndio

Depois de um primeiro momento mais emocional, a realidade fez com que o governo brasileiro colocasse o pé no chão e tratasse o caso das queimadas na Amazônia como deveria ter feito desde o início, com moderação e propostas concretas.

O presidente Bolsonaro fez um pronunciamento sóbrio na televisão, seu temperamento irascível domado pelo teleprompter. O Comandante do Exército, general Edson Pujol, também colocou panos quentes, ressaltando que não há motivos para nos sentirmos ameaçados, pois a França é um país de tradição democrática e de liberdade.

Também na Europa a proposta do presidente francês Emmanuel Macron de boicotar o acordo da União Europeia com o Mercosul não encontrou respaldo. Angela Merkel, da Alemanha, Boris Johnson, da Inglaterra, entre vários líderes europeus, não apoiam a proposta. Em vez disso, há um consenso de unir esforços para ajudar os países amazônicos a superar essa situação.
Herculano
25/08/2019 08:56
SOMBRAS SOBRE O BRASIL, por Armínio Fraga, economista e ex-presidente do Banco do Brasil, no jornal Folha de S. Paulo

Com tanta incerteza, não surpreende que economia global exiba sinais de cansaço

Trinta anos atrás o Muro de Berlim foi derrubado. O Ocidente havia ganho a Guerra Fria, e a partir daquele ponto a democracia liberal seguiria sua marcha triunfal em direção a um mundo pacífico, próspero e integrado.

Em 1994 o Nafta entrou em vigor. Em 1999 o euro entrou em circulação. Houve avanços na Ásia também.

Em 2001 a China entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio), marco da guinada em direção ao mercado iniciada por Deng Xiaoping em 1978. Faltava a democracia, mas seria apenas uma questão de tempo para que alguma abertura política ocorresse, bem ao estilo chinês, gradual em tudo, menos no crescimento.

Mas o inevitável não aconteceu, muito pelo contrário. Mundo afora nacionalismo, autoritarismo e populismo só fizeram crescer desde então, em várias combinações, com clara perda de qualidade democrática.

A Rússia, perdedora da Guerra Fria, segue autoritária e se reinventou como potência energética e guerrilheira nas redes. A Turquia, por um tempo esperança de um islã secular e democrático, vem se tornando menos secular e mais autoritária. O Leste Europeu virou palco de regimes de extrema direita, roedores de suas democracias. O Reino Unido votou pela saída da União Europeia.

A China, a partir da recondução de Xi Jinping, reforçou limites à liberdade pessoal e na internet, aumentou a presença do partido na governança das principais empresas privadas do país, introduziu controles de câmbio e endureceu com os inimigos do sistema.

Por fim, Trump vem pautando sua atuação por posições preconceituosas e obscurantistas, e declarou guerra econômica à China. Pausa aqui: as duas maiores nações do planeta não estão se entendendo. Um perigo.

Com tanta incerteza e após longa fase de crescimento, não surpreende que a economia global exiba claros sinais de cansaço. Esse quadro externo é particularmente preocupante para o Brasil.

De um lado, a crise global da democracia liberal estimula aventuras perigosas. De outro, a desaceleração da economia global pega o Brasil fragilizado, ainda perto do fundo do poço, com sérios problemas fiscais, imensas desigualdades e falta de oportunidades.

A essa altura, as atenções começam a se voltar para as eleições de 2020 nos Estados Unidos. No campo democrata, mais de 20 candidatos estão participando das primárias. Falta ao partido coesão e uma estratégia. Observadores da cena americana, como David Brooks do New York Times, temem que o resultado venha a ser a reeleição.

Brooks recomenda como resposta a esse desafio que os democratas tratem de reconstruir a infraestrutura moral do país.

Para tanto, seria necessário dar destaque a alguns valores básicos ainda compartilhados pela maioria, que traduzo e resumo assim: unidade (o líder deve governar para todos), honestidade (não há democracia sem respeito pela verdade), pluralismo (a diversidade enriquece a vida), solidariedade (bondade e compaixão) e oportunidades (para todos).

Enquanto isso, vê-se por aqui mandonismo, personalismo, nepotismo, truculência, obscurantismo e desrespeito a instituições. Exemplos recentes incluem questionamentos de dados do IBGE e do Inpe, ameaças à autonomia da Receita Federal e da Polícia Federal, brigas com os apoiadores do Fundo Amazônia, desautorizações de subordinados e a indicação para a embaixada em Washington.

Esse clima é grave. Não se pode menosprezar, para a economia, a importância do bom funcionamento das instituições e da política. Com tanto ruído, uma constante desde o início do governo, não surpreende que o investimento siga em baixa histórica e o crescimento, anêmico.

Que defesas temos para aguentar as ameaças à nossa jovem democracia? Que valores podem iluminar o caminho rumo a um crescimento sustentável e inclusivo?

Nos protege sobretudo um debate público aberto e livre. O Legislativo vem cumprindo com sua missão, a despeito dos sinais ambíguos que emanam do Executivo. A sociedade civil vem se posicionando também, ainda que pressionada. Não é pouco, mas não tem sido suficiente.

Quanto a valores, os universais listados por Brooks nos cairiam feito uma luva.
Herculano
25/08/2019 08:52
da série: quem mesmo orienta o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, que age como comandante sempre querendo a obediência dos catarinenses contra o futuro e o desenvolvimento do estado?

FóRUM DE TURISMO TAMBÉM REPUDIA SECRETÁRIO DA FAZENDA DE SANTA CATARINA, por Moacir Pereira, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

O Fórum de Turismo da Grande Florianópolis divulgou nota oficial de repúdio contra o secretário da Fazenda do governo de Santa Catarina, Paulo Eli, por declarações que considerou desrespeitosas e levianas.
A exemplo da CDL de Florianópolis, que também emitiu nota de repúdio contra o secretário, o Fórum enfatiza que o setor não é integrado por sonegadores como generalizou o secretario.

Confira a nota na íntegra:

"Nota oficial
O Fórum do Turismo da Grande Florianópolis - Fortur, órgão que reúne e representa duas dezenas de entidades ligadas aos segmentos de turismo e serviços de Florianópolis, vem a público repudiar a postura e as palavras desrespeitosas do secretário estadual da Fazenda, Paulo Eli, em entrevista concedida ao jornalista Renato Igor.

No microfone da rádio CBN, o secretário, funcionário público, não se limitou a desrespeitar milhares de empresários, vários deles de micro e pequeno porte, que passam horas na cozinha ou no balcão para sustentar a família e gerar empregos. De forma leviana, o representante do Governo do Estado tratou esses mesmos milhares de cidadãos como criminosos. As generalizações costumam ser inadequadas e equivocadas - e devem ser evitadas sob risco de soarem irresponsáveis.

Além disso, de seus representantes o cidadão espera serenidade e bom senso - nunca bravatas. O setor produtivo não é formado por irresponsáveis que envenenam aqueles que os cercam nem por sonegadores contumazes. A realidade, como deveria saber o secretário Paulo Eli, é diferente.

Esmagados por uma carga tributária que representa um terço do PIB - e que só faz crescer para manter em funcionamento a gigantesca máquina pública -, milhares de empreendedores trabalham dia e noite e chegam ao fim do mês com ganhos inexpressivos, na maior parte das vezes suficientes apenas para pagar um modesto salário para eles próprios. Esses cidadãos merecem respeito - e não é admissível que tenham de carregar sobre os ombros a pesada e vergonhosa pecha de sonegadores sobre eles despejada por um servidor público."
Herculano
25/08/2019 08:35
A FOGUEIRA DAS VAIDADES, por Carlos Brickmann

O que até agora era bravata, "não é insulto, é o jeito dele", "ele não é diplomata mesmo", está a ponto de virar problema sério: a pedido da França, o G7, grupo dos países mais ricos do mundo, está reunido para ver o que faz com "a crise na Amazônia" - sem que ninguém se desse ao trabalho de avisar o país em que a queimada acontece, o Brasil. Tudo bem, os Estados Unidos (que tiveram gigantescos incêndios na Califórnia, com dezenas de mortos, sem que nenhum país europeu discutisse "o que fazer com a crise") devem matar a bobagem, como maior economia do G7. Mas países europeus, cuja opinião pública está pronta para revidar as ofensas que Bolsonaro já lhes dirigiu, podem dificultar as importações do Brasil (e prejudicar o andamento do acordo União Europeia - Mercosul). Os agricultores franceses e alemães, que sobrevivem com altos subsídios, ficariam felizes. E é politicamente correto atingir um presidente cujas declarações públicas são tão inadequadas.

A última agressão, aliás, não é de Bolsonaro, mas de Eduardo, diplomata da família. Compartilhou no Twitter a mensagem "França em crise: Macron é um idiota". A França é parceira do Brasil na construção de submarinos e de um reator nuclear destinado a produzir isótopos para remédios.

Pode ser que o G7 decida oferecer ao Brasil ajuda para combater o fogo. Mas depois que o presidente disse que não precisamos de doações europeias?

O FOGO E O FATO

Há queimadas e queimadas. Há as queimadas legais, em áreas agrícolas consolidadas, e queimadas ilegais, em áreas de preservação invadidas para formar fazendas, abrir caminho para garimpos, ou facilitar o transporte das árvores de boa madeira clandestinamente abatidas. Tereza Cristina, ministra da Agricultura, ligadíssima ao agronegócio, pediu a prisão dos incendiários. Mas, com as notícias que circulam na Europa, não será difícil colocar a culpa no agronegócio, que está fora disso, e afastar a competição brasileira.

O FOGO DE SEMPRE

Já as queimadas legais - para tirar o mato que atrapalha o plantio - essas sempre ocorreram. Como ocorrem em canaviais não mecanizados, em que se bota fogo na plantação para permitir a colheita. Quem mora perto de canaviais sabe o que é a queimada. Suja tudo. É ruim, mas ainda essencial.

EM TEMPO

A situação não é tão péssima quanto se imagina, mas já é suficientemente ruim para nos preocuparmos. É tão ruim que até Bolsonaro já se mobiliza para enfrentá-la. Em vez de acusar as ONGs e os governadores adversários de tocar fogo na floresta, estuda medidas de emergência para circunscrever o incêndio e evitar que se propague ainda mais até que as chuvas o apaguem. A mobilização envolve Forças Armadas, Força Nacional e até colaboração com os governadores da região, por mais adversários que sejam. O incêndio não é o fim do mundo, mas é preocupante. Exige um esforço concentrado, com menos discursos, menos explicações e mais estudo, com ação imediata.

MORO, QUEM?

Desta vez Bolsonaro não se limitou a passar por cima de Sergio Moro, como em outras ocasiões, como quando jogou para o futuro o projeto anticrime que é a paixão do ministro da Justiça. Disse que não quer no cargo o diretor-geral da Polícia Federal e, se ele não pedir demissão nem for demitido por Moro, o ministro da área, ele mesmo o trocará. "Por lei, o diretor-geral é indicado por mim, não por Sérgio Moro". Moro nada disse, como nada disse quando foi desautorizado outras vezes. O que se comenta é que ele ficará no Governo apesar de tudo, esperando que Bolsonaro assuma o ônus de demiti-lo - a ele, seu ministro mais popular.

O fato é que Bolsonaro prometeu a Moro, ao convidá-lo, total liberdade de ação, E ele acreditou.

FOI SE TER SIDO

Talvez Bolsonaro não se dê ao trabalho de demitir Sergio Moro, que tem popularidade e não cria problemas públicos, aceitando ser desautorizado sem romper o obsequioso silêncio a que se submete. E para que afastar do Governo um ministro que nunca chegou a fazer parte do Governo?

O NOME DO JOGO

Bolsonaro só corre um risco: o de Sergio Moro se manter popular, mesmo depois de tudo o que vem passando. Pois aí vai virar candidato à Presidência.

O ADVERSÁRIO

Quem se movimenta muito para ser candidato em 2022 é o governador de São Paulo, João Doria, PSDB. Vem fazendo críticas duras a Bolsonaro (a quem apoiou discretamente no primeiro turno e abertamente no segundo), mas mantendo certa elegância. O que se diz é que Doria aguarda a eleição do ano que vem, em que o apoio ou a omissão de Bolsonaro terão grande importância - em São Paulo, por exemplo, ambos podem apoiar a mesma candidata, Joice Hasselmann. Mas, passada a eleição municipal, João Doria abriria a mala de ferramentas e passaria a bater com mais dureza que o PT.
Herculano
25/08/2019 08:23
PENSANDO BEM...

Pela omissão, pelo estímulo que deu com isso aos criminosos grileiros, madeireiros e mineradores clandestinos para derrubarem a mata colocarem fogo nela, colocando em risco a economia do país, o presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, deveria sofrer um processo de impeachment. Cuidou mal dos interesses do país e da população
Herculano
25/08/2019 08:18
APRENDEU MATEMÁTICA? DANE-SE, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

O CNPq tungou as bolsas de quem ganhou medalhas nas Olimpíadas de Matemática

O Bolsonarismo deve ter encontrado sinais de marxismo gramsciano e ideologia de gênero nas quatro operações da matemática.

Só isso explicaria a decisão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de não renovar o contrato do Programa de Iniciação Científica e Mestrado dos jovens que ganharam medalhas nas Olimpíadas de Matemática e chegaram às universidades. São 650 alunos e cada um deles recebe R$ 400 por mês. Coisa de R$ 3,1 milhões por ano. (Nos seus primeiros meses, o governo gastou R$ 1,6 milhão com medalhas para seus agraciados.)

As Olimpíadas de Matemática são a mais bem sucedida experiência pedagógica já criada para o andar de baixo de Pindorama. A garotada das escolas públicas faz a prova e a cada ano são distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze. Além do prêmio, os medalhistas entram num Programa de Iniciação Científica que lhes dá acesso a dois dias por mês de aulas em universidades próximas. Originalmente, a Viúva cobria os custos do transporte e as refeições. A máquina de moer carne dos educatecas limou essa ajuda e hoje ela está em R$ 100 mensais. Se o garoto mora longe, tem acesso às aulas pela internet.

Em 2015 as trigêmeas medalhistas Fábia, Fabiele e Fabíola Loterio comoveram o país com sua história. Elas tinham 15 anos e viviam na roça no distrito de Rio do Norte, no Espírito Santo. Não tinham internet em casa e a escola ficava a 21 quilômetros da propriedade onde seus pais plantavam verduras.

Hoje as trigêmeas estão na Universidade Federal do Espírito Santo. Com os recursos da família dificilmente poderiam viver com os R$ 400 da Bolsa do CNPq. Graças a uma iniciativa da TIM, elas continuarão na universidade, pois recebem R$ 1.200 cada uma. (A TIM ajuda 200 jovens num programa que lhe custa R$ 2,9 milhões anuais.) Quem depende só do CNPq, irá às favas.

Se ninguém gritar, em setembro o CNPq poderá cortar também o Programa de Iniciação Científica, que dá bolsas de R$ 100 mensais a 6.000 medalhistas. Foi esse o programa que permitiu às trigêmeas o acesso às suas primeiras aulas com professores da Federal do Espírito Santo.

É difícil entender por que os educatecas de Bolsonaro metem a faca em programas que custam pouco e estimulam jovens que demonstraram suas capacidades. De certa maneira, só tungam a garotada do andar de baixo, aquela que precisa de R$ 100 ou R$ 400 mensais. Isso, no meio do ano letivo.

Quebrando-se a cabeça, pode-se suspeitar que o governo tenha percebido o ativismo maligno das quatro operações da matemática. Aprendendo a somar, os jovens podem juntar ambientalistas, quilombolas, LGBTs e petistas. Os mais espertos poderão aprender a multiplicá-los, subtraindo antiglobalistas e milicianos. Para os profetas desse novo tempo isso poderia levar a uma divisão.

GUEDES VENDE O SONHO DA PRIVATIZAÇÃO

Como o doutor prometeu também zerar o déficit primário em um ano, ninguém lhe pode cercear o direito ao delírio

O ministro Paulo Guedes anunciou o desejo do governo de privatizar 17 empresas públicas até o fim deste ano. Faz tempo que lhe ensinaram que essas coisas não podem ser feitas às pressas. Como o doutor prometeu também zerar o déficit primário em um ano, ninguém lhe pode cercear o direito ao delírio.

Numa trapaça da história, Guedes fala em privatizações na hora em que chega ao Planalto a desesperadora situação da Oi. Pelas suas contas, a operadora de telefonia só tem caixa até fevereiro. Por uma porta, vende-se o sonho privatista, por outra, lida-se com a ruína da privataria.

A Oi, ex-Telemar, é um símbolo da ruína de um negócio associado aos instintos marqueteiros e à fome de caixa do governo.

No grande leilão de 1998 a Telemar ficou com a rede de telefonia do Rio de Janeiro para cima. Foi arrematada por um consórcio de estranhos interesses e o presidente de BNDES chamou-a de "telegangue". Já o presidente Fernando Henrique Cardoso foi mais educado: "empresa um tanto artificial".

No mandarinato petista fabricou-se um novo artificialismo. Associada a um grupo português, ela viria a ser a "SuperTele". Muita gente denunciava a manobra, até porque o filho de Lula era parceiro estratégico de uma das empresas interessadas. Ao lado da JBS e das empresas de Eike Batista, a Supertele da Oi foi uma "campeã nacional".

Tanto no surgimento da Telemar como na criação da SuperTele o governo fez o que lhe convinha, desprezando a essência do negócio. A partir de 2014 o governo fez gambiarras para manter a Oi viva com a ajuda de aparelhos, até que em 2016 ela entrou em recuperação judicial.

Desde 1998 a ladainha é uma só. O governo não pode entrar com a mão pesada num negócio artificial que vai dar errado, mas deve entrar com a mão que afaga, para impedir que a empresa quebre.?

MANTENHA DISTÂNCIA

Em Brasília há dois tipos de superburocratas. Um, mata a mãe para ir à reunião com o presidente. Outro, nascido no governo do general Figueiredo e ressurgido com Dilma Rousseff, ameaça cortar os pulsos para não entrar naquela sala.

Talvez Jair Bolsonaro não saiba, mas já há superburocratas que preferem não passar na porta do palácio.

MOTOSSERRA E ALGEMAS
O Capitão Motosserra e os agrotrogloditas conseguiram colocar o Brasil no epicentro de uma inédita polêmica internacional. Avisos não faltaram e o último veio de ninguém menos que o bilionário da soja Blairo Maggi, ex-senador, ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura. Isso aconteceu porque os áulicos do Palácio do Planalto acreditam que ali está o centro do universo.

Feito o estrago, a mesma turma recorre aos truques de sempre: criaram um gabinete de crise e querem chamar o Exército. Se medidas desse tipo funcionassem, o Brasil já teria resolvido boa parte de seus problemas e o Rio seria uma Estocolmo.

A resposta às queimadas é mais simples. Basta botar na cadeia meia dúzia de agrotrogloditas que se aproveitaram da mudança de governo para tocar fogo na mata. Quem conhece a Amazônia sabe que de nada adianta prender peões. Os agrotrogloditas estão em belas moradias nas grandes cidades e passam feriadões em Miami.

40 ANOS DA ANISTIA
Na próxima quarta-feira (28) comemoram-se 40 anos do dia em que a mão esquerda do general João Figueiredo assinou a maior anistia da história do Brasil.

No espaço de uma geração, Figueiredo e sua contribuição para o fim da ditadura foram esquecidos. Para isso contribuiu sua personalidade errática e o gesto pueril de se recusar a passar a faixa a José Sarney, deixando o palácio por uma porta lateral.

A própria anistia, habilmente negociada, ficou embaralhada. O projeto sancionado por Figueiredo não se estendia a presos que se envolveram em crimes de sangue, mas os tribunais militares aos poucos foram soltando todos.

Em outubro de 1980, passados 14 meses do início da vigência da lei, não havia mais preso político no Brasil.
Miguel José Teixeira
24/08/2019 19:09
Senhores,

O primeiro panelaço nunca se esquece!

Quinze anos na caserna, vinte e sete anos na Câmara dos Deputados, sete meses e vinte e três dias na Presidência da República redundaram no primeiro panelaço.

Ou o Senhor Presidente se acorda ou já, já ouviremos
"não me deixem só"!!!

E o autor da frase foi defenestrado. . .não é collor!
Herculano
24/08/2019 17:08
BOLSONARO DIZ QUE A MATA AMAZôNICA NÃO ESTÁ PEGANDO FOGO. E ELE ESTÁ CERTO.

BOLSONARO DIZ QUE Só AS PARTES DESMATADAS DA AMAZôNIA ESTÁ EM CHAMAS. E ELE ESTÁ CERTO

MAS QUEM PERMITIU O DESMATAMENTO CRIMINOSO E ILEGAL DA AMAZôNIA E DEU CHANCES PARA OS OPORTUNISTAS DE PLANTÃO MALHAREM O BRASIL E TENTAR IMPEDIR O COMÉRCIO COM O BRASIL? A RESPOSTA ESTÁ NESTE ARTIGO

CRIMES AMBIENTAIS. IBAMA APLICOU UM TERÇO A MENOS DE MULTAS SOB BOLSONARO

Reportagem da BBC Brasil mostra que o Ibama aplicou um terço a menos de multas a infratores ambientais em 2019 do que no mesmo período do ano passado. Até essa sexta-feira (23) as autuações foram 29,4% a menos. Os dados são do próprio órgão. Ao mesmo tempo que as multam despencam, os registros de desmatamento e de incêndios florestais aumentaram em 2019.

A reportagem ouviu servidores, ex-servidores, autoridades e ambientalistas, que afirmam que a queda no número de multas está ligada a sinais emitidos pelo governo federal desde o começo do ano contra supostos excessos na fiscalização e a trocas de profissionais em postos-chave do Ibama. A queda no número de multas ocorreu nos nove estados brasileiros que integram a Amazônia Legal (AC, AP, AM, MT, PA, RO, RR, TO e MA)."
Herculano
24/08/2019 17:01
A IMPRENSA TEM CULPA. NINGUÉM AGUENTA MAIS PAGAR TANTO IMPOSTO PARA COBRIR TANTOS PRIVILÉGIOS, ERROS E INEFICIÊNCIA DA GESTÃO PÚBLICA. A DERRAMA ESTÁ DEMAIS

Sempre escrevi que a ex-RBS de Santa Catarina é culpada de muitas atrocidades cometidas pelos políticos daqui. Ela fez do jornalismo um balcão de negócios, principal e dependente do poder público, a tal ponto do seu principal executivo se tornar também o principal homem de comunicação e negócios dos governos de Luiz Henrique da Silveira, Leonel Arcanjo Pavan, PSDB e Raimundo Colombo, PSD. Sintomático. Nem precisaria ir mais adiante.

A gaúcha RBS SC retirou a concorrência do jornalismo catarinense, retirou das páginas dos jornais, videos e rádios os jornalistas investigativo e o de opinião. Pior, tentou até uniformizar a diversidade cultural, o melhor traço dos catarinenses e passou a vender o estado como se ele se resumisse a Ilha da Fantasia.

Não vou reeditar o que já escrevi sobre isso. As operações da Polícia Federal estão falando e falarão por si mesmas sobre como os agentes políticos catarinenses agiram contra o estado e a favor de si próprios e seus grupos de interesses.

A RBS, que não nenhuma amadora, depois de chupar o doce da cana barriga-verde foi embora, e deixou o sabugo. Só agora, com a volta da concorrência no jornalismo, por uma questão única de sobrevivência e diante de uma nova concorrência que a tecnologia impôs a todos nós, como as redes sociais e os aplicativos de mensagens, é que as notícias e principalmente comentários, começam expor a podridão ou a incompetência dos gestores públicos e políticos que se escondiam atrás dos balcões da RBS.

O colunista Moacir Pereira, colunista do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis, escreve e replica um protesto do CDL de Florianópolis. Se fosse no tempo da RBS, talvez este assunto nem seria produzido pela CDL, pois faltariam canais de comunicação para levá-lo ao distinto público.

Os tempos mudaram.Ainda bem. Essa gente que se revolta com o aumento absurdo de impostos e à falta de criatividade, ficou quieta quando o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, sinalizou que seria assim. Basta ver quem ele trouxe para traçar as diretrizes inovadoras do seu governo, além dos militares: o acadêmico da Universidade Federal, sem experiência alguma ou inovador, Luiz Felipe Ferreira, e o barnabé sem capacidade inovativa além de arrecadar impostos para cobrir privilégios, erros, ineficiências das estatais, Paulo Eli. O resultado está ai. E o governador está preso ao próprio nó que atou no âmbito administrativo e político.

CDL LANÇA NOTA DE REPÚDIO CONTRA SECRETÁRIO PAULO ELI, por Moacir Pereira, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

Uma contundente "Nota de Repúdio" contra o secretário da Fazenda, Paulo Eli, foi lançada neste sábado pela Diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis, por suas declarações acusando os donos de bares e restaurantes de sonegadores.

Os lojistas acusam o secretário de desconhecimento da realidade comercial e econômica do Estado, denotando "escandalosa imprecisão de dados".

Em outro trecho a nota diz que "Santa Catarina é um dos estados mais defasados na adoção de tecnologias de emissão de documentos".

Confira a íntegra da manifestação:

"Contumaz no reprovável artifício de generalizar as coisas, a tudo nivelando por baixo, o Secretário de Estado da Fazenda incorre em mais um comentário desrespeitoso com um importante segmento empresarial catarinense, gerador de empregos e, sobretudo, de divisas a abastecer os combalidos cofres estaduais. Dessa vez, o alvo de sua descompostura verbal são os bares e restaurantes instalados no Estado.

É, para além de tudo isso, uma afirmação que denota escandalosa imprecisão com dados que, para quem ocupa tão relevante cargo, deveria ser de profundo conhecimento. É amplamente sabido que os tributos incidentes no setor de bares e restaurantes são, em larga maioria, arrecadados em regime de substituição tributária (ST) - instrumento queridíssimo do sr. Paulo Eli, que não mede esforços em ampliar sua utilização para vários outros setores para os quais a ST é não só incongruente, mas uma verdadeira armadilha que estrangula a produção e os investimentos. Isso sem falar nas recentes tentativas de aumento de carga tributária ?" algo simplesmente inaceitável por si.

Como se não bastasse, Santa Catarina é um dos estados mais defasados na adoção de tecnologias de emissão de documentos fiscais - um paradoxo difícil de ser explicado, ainda mais se considerarmos que é o estado que mais estimula a inovação e a tecnologia em um mercado cada vez mais conectado.

Portanto, bem faria ao sr. Paulo Eli que parasse de enxergar o empresário catarinense como um inimigo do Estado e sim como um peça chave do desenvolvimento regional. A CDL de Florianópolis repudia suas afirmações e espera, no mínimo, uma retratação pública por quem deveria zelar pela correta e justa aplicação da política tributária estadual ao invés de buscar o holofote com comentários infelizes.

Diretoria CDL de Florianópolis."
Herculano
24/08/2019 10:43
da série: correndo para limpar à própria cagada. E precisava disso. O que o lambuza não é a merda em si, mas a retórica de que no poder pode tudo, inclusive a de mentir e contrariar fatos e provas de satélites, como se todos fossem submissos, analfabetos,ignorantes e desinformados num mundo globalizado, tecnológico, mediático individual e plugado nas redes sociais. Os políticos brasileiros do século 21, vivem nos seus métodos do século 19

BOLSONARO VAI SE REUNIR COM GOVERNADORES DA REGIÃO AMAZôNICA


Conteúdo de O Antagonista.Jair Bolsonaro vai se reunir com governadores de estados localizados na região da Amazônia Legal na próxima terça-feira, em Brasília.

Os representantes vão tratar de medidas para controlar as queimadas na floresta amazônica.

VOLTO.
Controla as queimadas é uma coisa. Controlar o desmatamento ilegal de fazendeiros que se dizem bolsonaristas e principalmente de bandidos grileiros que invadem terras públicas para torná-las um negócio lucrativo com a derrubada da madeira, tomar posse e repassá-las a terceiros por dinheiro grosso e regularizá-las, é outra bem diferente,
Herculano
24/08/2019 10:35
DESINFORMAÇÃO ALIMENTA O INCÊNDIO QUE BOLSONARO INICIOU

Bolsonaro repete atitude reacionária de José Sarney (MDB) quando da proliferação de queimadas na Amazônia em 1988, antes da morte de Chico Mendes.

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Marcelo Leite, em Berlim, Alemanha.Um dos obstáculos a impedir uma discussão racional sobre o aumento de queimadas e desmatamento no Brasil está na baixa qualidade da informação ?"de todos os lados.

A Amazônia não é o "pulmão verde" do mundo, por exemplo. Emmanuel Macron, António Guterres, Leonardo DiCaprio e até Cristiano Ronaldo tuitaram esses dias, provavelmente um reproduzindo o outro, ou terceiros, que a floresta amazônica produz 20% do oxigênio do mundo. É uma asneira de proporções bolsonarianas.

Sim, a fotossíntese produz oxigênio, mas a respiração das plantas, de noite, consome oxigênio e devolve gás carbônico (CO2) ao ar. Só há absorção líquida de carbono se a floresta estiver em crescimento. A Amazônia está absorvendo carbono? Aparentemente sim, mas só faz diferença para o balanço de carbono na atmosfera, e portanto para arrefecer o aquecimento global, por dois motivos:

1º. É uma área enorme, cerca de 4 milhões de km² só no Brasil, com muita biomassa para virar fumaça (carbono)

2º. A concentração de CO2 na atmosfera é muito baixa, mede-se em partes por milhão (ppm), repetindo, partes POR MILHÃO (no presente, 415 ppm, quase 50% acima do que havia antes da Revolução Industrial (280 ppm).

O pecadilho científico-metafórico de Macron e cia. ao pressionarem o governo de Jair Bolsonaro não quer dizer, porém, que estejam errados. Derrubar e queimar floresta sem necessidade beira a estupidez, e aí está o que criticam. Propagar informações equivocadas ou fotos antigas só deita matéria seca na fogueira do presidente.

Também em nada ajudam palpites como o artigo de Stephen Walt, professor de Harvard, que falava em invasão da Amazônia para proteger a floresta. Nem especulações europeias sobre sanções econômicas e comerciais ao Brasil por causa do desmatamento.

Essa retórica leviana, boa para tuítes, dá argumentos para Bolsonaro e sua corporação militar. Eles nunca abandonaram a doutrina ultrapassada de afronta à soberania nacional em qualquer injunção de outros países no que toca à Amazônia.

Devastar floresta, poluir o ar e agravar a mudança climática faria parte do direito ao desenvolvimento, defendia o governo brasileiro na década de 1970. A sandice foi agora reeditada, mas em grau mais grave.

Bolsonaro repete atitude reacionária de José Sarney (MDB) quando da proliferação de queimadas na Amazônia em 1988, antes da morte de Chico Mendes. Velha política. Há tanto método nessa loucura que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (do Novo, não se perca pelo nome), se dispõe a rasgar dinheiro.

Melou o bilionário acordo do Fundo Amazônia com a Noruega e a Alemanha, que está indo para o buraco (junto com o acordo EU-Mercosul). Faça-se justiça, entretanto: ninguém produz mais falsidades e confusão do que o presidente Bolsonaro.

Na campanha eleitoral, não se cansou de sinalizar a ruralistas que o Ibama seria manietado. Encheu sua administração de raposas para cuidar do galinheiro ambiental. Atacou a imagem do Brasil perante jornalistas estrangeiros ao chamar de mentirosos dados científicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um órgão federal.

Ato contínuo, acusou seu diretor de estar a serviço de ONGs. Chamado para o debate público, encolheu-se. Será interessante ver como o governo federal reagirá à publicação do dado anual de desmatamento na Amazônia, em novembro. Tudo indica que a estatística do Inpe indicará salto superior a 50%.

Bolsonaro poderá tentar duas táticas, contrainformação mentirosa ou censura pura e dura. Em qualquer dos casos, dará com seus burros no fogo.
Herculano
24/08/2019 10:02
da série: mais uma vez, quem não teme não esconde, ou então não se vinga. Mata a cobra e mostra o pau. A transparência é o melhor anti-séptico contra a inverdade. Os políticos são incapazes disso...

PSL VETA PARLAMENTO EUROPEU NA REUNIÃO DO BRICS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Em protesto contra o presidente da França, que lidera ataques ao Brasil, o deputado Luciano Bivar, presidente do PSL, não convidará integrantes do Parlamento Europeu, de forte influência francesa, para participar como observadores do encontro, em Brasília, dos partidos políticos do Brics, grupo integrado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na condição de "anfitrião", o PSL organizará o próximo encontro de parlamentares e partidos do Brics, no fim de outubro.

E O OUTRO LADO?

Bivar ficou indignado com a atitude de Emmanuel Macron de discutir "queimadas" na Amazônia, no G7, sem ao menos ouvir o Brasil.

OBSERVADORES

Além dos partidos de países do Brics, participam representantes de partidos cujos países que integram outros blocos econômicos.

REUNIÃO PREPARATóRIA

A reunião dos políticos do Brics em outubro, incluindo observadores, é preparatória do encontro dos governantes, em novembro.

RESPEITO É BOM

Todos os países devem respeitar a soberania dos outros, diz Luciano Bivar, sem basear acusações em fatos e fotos falsas sobre o Brasil.

FINLÂNDIA PREGA BOICOTE PARA VENDER MAIS CARNE

O governo da Finlândia propôs nesta sexta-feira (23) o banimento da carne brasileira da Europa. O motivo é tão simples quanto sujo: tenta aumentar as vendas de seus próprios produtos no mercado europeu. A pecuária representa atualmente quase US$ 700 milhões das exportações da Finlândia, que se une a outros produtores agropecuários de má qualidade, como Irlanda e França, em uma nova tentativa de barrar a hegemonia brasileira nesse setor da economia.

COMPARAÇÃO

Em 2018, as exportações da Finlândia somaram US$70 bilhões, enquanto as exportações brasileiras ultrapassaram os US$181 bilhões.

FINLÂNDIA? NEM AÍ

A Finlândia não tem grande apreço pelo Brasil, mas adora o mercado brasileiro, fazendo-nos comprar até suas quinquilharias eletrônicas.

DILMA NO CORAÇÃO

Saudosista, a Câmara de Comércio Brasil-Finlândia ainda se refere ao presidente do Brasil, no seu site desatualizado, como "Dilma Rousseff".

ENGANADORES

As ONGs e seus aliados na mídia brasileira nada divulgam sobre queimadas ou "devastação" da Amazônia na Venezuela e na Bolívia. Devem achar que os ditadores de ambos os países regam as árvores.

CORTES SEM PROTESTOS

O governo socialista de Portugal anunciou cortes em Educação e na Cultura, mesmo com a economia bombando. A dúvida é se os petistas que vivem em Portugal vão protestar nas ruas, como no Brasil.

IDEIA PARA MACRON

Se o francês Macron quer mesmo ajudar a Amazônia, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) sugere que ele mande "coletes amarelos" para se juntar à brigada de combate às queimadas. Ele se livraria do problema do qual tenta desviar a atenção usando a Amazônia.

NOTICIÁRIO FAKE

A revista National Geographic Brasil divulgou que a Amazônia está "pegando fogo", em razão do "desmatamento", e ilustrou a fantasia com a foto de uma plantação próxima ao Parque do Iguaçu, no Paraná.

MACRON MENTE

A hashtag #MacronLies (Macron mente) virou o segundo assunto mais comentado do Twitter na noite de sexta-feira, após o presidente francês publicar foto de "incêndios na Amazônia" que na verdade era de 1989.

AH, A CONCORRÊNCIA

Bastou a Azul conseguir entrar no restrito mercado de slots de voos na ponte aérea RJ-SP, que a Latam se mexeu e anunciou que vai parar de cobrar por snacks e bebidas, além de água, a partir deste sábado.

DIRETO NO PORTO

Apesar dos ataques, o Brasil continua ajudando a Europa no combate às drogas. Apenas nesta semana foram apreendidos 700kg de cocaína que iam para a Holanda e 560kg a caminho da Bélgica.

LADEIRA ACIMA

O aumento da previsão de crescimento do PIB de 0,81% para 0,83%, na pesquisa de mercado do Banco Central, confirmou o fim da trajetória de queda e, para a equipe econômica, é hora de "olhar para cima".

PENSANDO BEM...

...a manifestação na Av. Paulista na sexta-feira à noite parecia balada patrocinada por marca de cerveja e partido político.
Herculano
24/08/2019 09:54
PRESIDENTE DO CONSELHO EUROPEU QUESTIONA ACORDO COM O MERCOSUL

Fonte: twitterDonald Tusk, que participa da cúpula do G7 em Biarritz, na França, afirmou que a União Europeia é favorável ao acordo, mas que 'é difícil imaginar uma ratificação harmoniosa' enquanto o governo brasileiro 'permite a destruição do pulmão verde do Planeta Terra', em referência às queimadas na Amazônia. O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que vai se opor ao acordo entre os blocos econômicos.
Herculano
24/08/2019 09:52
PARA GOVERNADORES, BOLSONARO SUBESTIMOU CRISE E AMPLIOU DESGASTE DO BRASIL COM RETóRICA VOLTADA ÀS REDES, por Daniela Lima, na Coluna Painel, no jornal Folha de S. Paulo

Língua, o chicote da alma Governadores diretamente envolvidos na gestão da crise deflagrada pelos incêndios na Amazônia avaliam que Jair Bolsonaro subestimou o problema e ampliou o desgaste do Brasil com sua retórica. Para eles, o presidente tratou uma questão de dimensão global da mesma forma que opera polêmicas miúdas, "falando com a bolha, apostando no acirramento".

Tiro no pé
Os que buscam ajuda de entidades internacionais relatam desconfiança geral de "complacência institucional" com o desmate.

Tu o dizes
Para políticos de estados que estão no centro da tribulação, o encadeamento das ações do governo acabou dando corpo à narrativa de que ele estimula uma política antiambientalista. Primeiro o desprezo a números de institutos oficiais, depois o ataques às ONGs e, por último, a tese do complô externo contra o agronegócio nacional.

Maquiavel
Para um governador do Norte, a imagem da atividade rural do país no exterior já foi fortemente abalada - e será duro reverter esse fenômeno.

Antes tarde...
Representantes do Ministério da Defesa se reuniram na manhã desta sexta (23) para avaliar ações diante da crise com as queimadas. Antes mesmo de o presidente decretar a Garantia da Lei e da Ordem, helicópteros e aeronaves das Forças já tinham sido deslocados para os locais.

Menos
Integrantes da Defesa também corroboram a avaliação de que a retórica do presidente contribuiu para ampliar a crise internacional.

Muito menos
Militares aconselharam o Planalto a baixar o tom daqui para frente para evitar retaliações. Este grupo diz que é alto o risco de sanções a produtos agrícolas e de congelamento do acordo Mercosul-União Europeia.

Até tu, Brutus?
A menção feita por Bolsonaro a "produtor rural tacando fogo" na Amazônia, durante a live desta quinta (22), irritou agricultores do Norte e do Centro-Oeste. Federações ligadas à Confederação Nacional da Agropecuária (CNA) chegaram a sugerir uma carta pública para rebater o presidente.

Água na fervura
O setor produtivo divulga que quem desmata ilegalmente deve ser chamado de bandido, e não de produtor rural. Coube à ministra Tereza Cristina (Agricultura) apagar o incêndio no setor apelando por um voto de confiança no governo. A carta foi suspensa.
Herculano
24/08/2019 09:46
A IMPRENSA É UMA MERDA

O presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, que foi um inexpressivo deputado Federal por 28 anos e em vários partidos - por não ter fidelidade aos princípios deles -, fez parte da sua campanha para presidente da República, demonizando a imprensa tradicional - principalmente a Rede Globo - e surfando na então quase desconhecida no seu potencial de influenciar das redes sociais e dos anônimos e incontroláveis aplicativos de mensagens. Se deu bem. Muito bem. Um case de sucesso.

Mas, são as mesmas redes sociais e aplicativos de mensagens inundados de fake news e ódio - as mesmas formas e mensagens que o ajudaram - que estão sabotando o seu governo, seja pelos próprios aliados descontentes, mas principalmente pela oposição que entrou nesse jogo vantajoso que os bolsonaristas criaram durante a campanha vencedora.

O que faz o presidente Bolsonaro, na sua loucura de afrontar a todos e a toda hora enxergar fantasmas ao invés de se vestir de estadista num país quebrado pelo PT, seus sócios do Centrão e a esquerda do atraso?

Todos os dias de manhã, ao sair do Alvorada, pára saí do carro oficial e faz um briefing com os jornalistas de plantão e cria pautas na cerca do portão de saída do Palácio Alvorada - onde reside. Mas, jornalistas não são uma classe a ser perseguida, desacreditada e eliminada?

Ora, se a imprensa (e os jornalistas) é uma merda, mente, é decadente e deveria ser "eliminada", como vive sugerindo, qual a razão dele parar todos os dias, nos últimos dias para esse gesto para criar fatos que ao longo do dia, em muitos casos, acabam não acontecendo, se modificando ou até sendo desmentido pela realidade, mostrando que ele, presidente, não tem noção e controle do que faz?

Primeiro: as suas lives nas redes sociais não têm tido audiência e se possuem, não estão repercutindo, pois é monossilábico, confuso, histérico...Valia aquele improviso na campanha eleitoral. São coisas bem diferentes: campanha e poder de fato. Um vale tudo o outro é cerimonial e possui valor, crédito (ao menos deveria).

Segundo: essas lives, monossilábicas, acompanhada de gente que é obrigada a ficar quieta e enfeitar o cenário, não provocam discussão, não criam contraponto, não geram credibilidade. Ao contrário: provocam espanto e desconfianças.

Terceiro: a própria rede social onde Bolsonaro, bolsonaristas e seus seguidores se apoiaram, está contaminada e aos poucos os sites com checagem de fatos e dos principais órgãos de comunicação são os mais procurados para a confirmação dos fatos. E a confirmação mostram quem e como se mente. É mais fácil hoje em dia saber quem está mentindo, criando e distorcendo notícias a favor ou contra o governo, o Brasil, os políticos, as instituições.

Quarto: com o advento da rede social e dos aplicativos de mensagens, a notícia virou commodity, então os analistas, conhecidos, viraram referência. E eles explicam às entranhas das notícias e dos movimentos dos políticos sejam eles na oposição ou no poder de plantão. Esses analistas, viraram um terror de gente que cria, difunde ou manipula os fatos.

Quinto: se os veículos de comunicações tradicionais - entre eles os jornais e revistas impressos que vivem um pesadelo devido à rápida troca de tecnologia - são dispensáveis, quais as razões do presidente Bolsonaro dar cafés coletivos da manhã para a imprensa toda a semana? Não deveria dispensar essa prática antiga e com gente que não possui mais influência alguma como ele próprio sempre repete?

Este é o maior atestado de que a imprensa formal - portais, rádios, televisões e jornais - é a que influencia fato a população de um modo geral. Então é preciso se aproximar dos "inimigos", tê-los sob os olhos e ouvi-los naquilo que têm como verdade para então combater mais eficazmente.

Devemos nos preocupar com os lobos e não com as ovelhas. Elas são mansas e facilmente guiadas. Já os lobos...

Sexto: E para completar. Ontem, sexta-feira, quando o presidente Bolsonaro, com a cola no meio das pernas, precisou falar ao mundo, fingindo que falava com os brasileiros sobre as providências que tomava contra as queimadas - e não os desmatamentos, o verdadeiro problema e crime - que horário ele escolheu na televisão brasileira? O do Jornal Nacional, da Globo, o de maior audiência.

Há melhor atestado da importância da imprensa, da Globo e do Jornal Nacional, reconhecido por quem diz e propagada que a imprensa, a Globo - líder porque se reinventa - e o Jornal Nacional são merdas, mentirosos e não devem ser vistos pelos brasileiros? Gente maluca. Diz uma coisa e faz outra. E por que? Porque em ambos os casos sabem o que está fazendo: manipulando-nos aos seus interesses.

Então, a imprensa tradicional está morta? Conta outra mentira para os analfabetos, ignorantes e desinformados. Gente doida, esperta demais, ao ponto que a própria esperteza está comendo o dono, como lembrava o político mineiro Tancredo Neves.

Sétimo: e o que acontece em Gaspar? A mesma coisa.

O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, orientado pelo prefeito de fato, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, presidente do MDB, Carlos Roberto Pereira e outros curiosos que se aboletaram do poder, com as verbas publicitárias dos pesados impostos dos gasparenses, estão apostando em que não possui audiência ou credibilidade. A escolha não é ingênua, é apenas para a vingança ou favorecer supostos novos amigos

Resultados. Estão perdendo a "guerra" para uma andorinha que está fazendo verão. Está explicando por não estar a soldo, como e porque essa gente age, mente e se vinga. A comunicação que não é da prefeitura, mas da reeleição do prefeito Kleber, vai perder a corrida por não ter aprendido lição elementar e se estabelecer apenas na vingança de querer todos submissos aos planos de poder que nem é do prefeito, mas de um grupo que se esconde atrás dele. Olhem as pesquisas. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/08/2019 08:57
LEITURA, FANÁTICA. ENQUANTO ISSO, VAMOS FICANDO ISOLADOS POR FALTA DE UM PRESIDENTE ESTADISTA QUE DIZ QUEM MANDA É ELE

Está estava no twtitter:

- Bolsonaro tá fritando Moro
- Deltan tem que ser preso
- Bolsonaro mandou não fazer cocô
- Sequestrador era bonzinho
- A Amazônia toda tá pegando fogo

Toda semana a esquerda espalha uma mentira pra ver se cola.

Toda semana os mesmos idiotas caem e compartilham.
Herculano
24/08/2019 08:53
da série: essa campanha contra do Brasil realmente contra o Brasil e é alimentada pelo próprio Bolsonaro, sua família e gente oportunista sem noção que o cerca, por vários motivos que vai desde o desdém do governo sobre o assunto,passam por afrontar à ciência e à tecnologia que apontavam desmatamentos acima da média e que hoje eles são origem dos incêndios e terras nuas para agropecuaristas e grileiros em terras públicas ganharem dinheiro ilegal, inventivos propositais aos criminosos das matas e que são supostamente eleitores de Bolsonaro, bem como se portar como um imperador arrogante em um assunto que não era apenas doméstico, local em que o presidente consegue surfar com suas bravatas, apoiado por uma massa respeitável de fanáticos que vivem a endossar as suas loucuras contra o futuro do país e dos brasileiros. Colabora também a oposição que desmatou e queimou mais, mas teve habilidade para dar desculpas e que agora se coloca como salvadora da Amazônia e a incendeia melhor na comunicação.

RICARDO SALLES FALA EM "CAMPANHA" CONTRA O GOVERNO BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Em entrevista ao Estadão, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comentou a repercussão internacional sobre o desmatamento na Amazônia.

"Há incompreensão de uma parcela do público e sem dúvida alguma parte da repercussão internacional se deve à desinformação. Até porque não bloqueamos nenhuma política pública ou interrompemos nada do que vinha sendo feito até agora para justificar essa mobilização. Mas é preciso levar em conta também que outra parte dessa campanha contra o Brasil vem de entidades ambientalistas, de ONGs que estão descontentes com o fim dos recursos fartos que elas recebiam, porque nós estamos fechando a torneira. Elas vão fomentando essa campanha internacional que não é nada boa para o Brasil. A gente sabe disso. Mas nem tudo que sai lá fora tem respaldo na realidade aqui dentro. Há uma grande diferença entre os fatos e as versões."
Herculano
24/08/2019 08:41
da série: o presidente achou que sua verborragia inconsequente que faz contra adversários reais e inimigos imaginários internos, daria para fazer o mesmo e assustar o pessoal que manda no mundo. Levou uma invertida, colocou a cola no meu das pernas e tenta remendar os estragos contra o Brasil e os brasileiros em crise econômica há anos. Mas, terá que fazer o que promete, de verdade, senão...

ABAIXAR O FOGO , editorial do jornal Folha de S. Paulo

Bravatas de Bolsonaro só agravam a crise gerada pela elevação do desmatamento

Com a crise do desmatamento na Amazônia a ultrapassar as fronteiras do país, a política externa do governo Jair Bolsonaro (PSL) passará por seu primeiro grande teste. Até aqui, o presidente apenas acrescentou dificuldades desnecessárias a um problema real.

A sucessão de atos e declarações irresponsáveis do mandatário proporcionou material farto para que o Brasil seja mais uma vez exposto como vilão do ambiente ?"antes mesmo de haver dados e diagnósticos mais precisos a respeito da ampliação de queimadas e outras modalidades de devastação.

Bolsonaro demitiu o diretor do órgão que apontou números desfavoráveis; sem nenhuma base, apontou ONGs como suspeitas de piromania florestal; por fim, distribuiu críticas a países europeus que cortaram verbas para o país e questionaram sua política ambiental.

Esta, de fato, dá motivos palpáveis para o alarme. O governo esvazia órgãos de controle e impreca contra práticas que reduziram o rombo amazônico de 25 mil km² desmatados em 2004 para 7,9 mil km² no ano passado.

O presidente vem de um meio, o militar, que preconiza a ocupação econômica da Amazônia como uma forma de evitar a ingerência estrangeira. Se pontualmente pode haver preocupações legítimas, o tom geral da teoria é paranoico.

Em tal cenário, o país se torna alvo não apenas de críticas bem fundamentadas ?"e elas são muitas?" mas também de manobras oportunistas que se valem de um tanto de histeria e desinformação.

O presidente francês, Emmanuel Macron, por exemplo, não desperdiçou a chance de usar as queimadas amazônicas na tentativa de ocupar o vácuo de lideranças na Europa -com direito a seu quinhão de tolices, como chamar a floresta de pulmão do mundo.

O fez trazendo a discussão para o fórum do G7, que reúne neste sábado (24) os líderes das maiores economias globais. É incerto, porém, se sua intenção terá guarida dos EUA de Donald Trump, dadas as afinidades entre o republicano e o presidente brasileiro.

O estrago de imagem está feito, de todo modo, e pode ter repercussões comerciais importantes. Franceses e irlandeses já ameaçam o acordo Mercosul-União Europeia, que precisa ser aprovado por todos os países envolvidos.

Há um extenso rol de providências a serem tomadas para estancar a crise, e o ajuste de tom de Bolsonaro deveria ser a mais imediata delas. Ele adotou maior sobriedade, felizmente, em seu pronunciamento em cadeia de rádio e TV nesta sexta-feira (23), trocando o confronto pela defesa da preservação.

Restará, claro, adotar as medidas necessárias para ao menos indicar a intenção de reverter os números negativos. Bravatas nacionalistas não ganharão o jogo desta vez.
Miguel José Teixeira
23/08/2019 16:22
Senhores,

Amazônia ajuda a regular clima global, mas não é o pulmão do mundo

Confira o que é verdade e o que é mito sobre a floresta

Por: Ana Carolina Amaral
Hoje no EndEl:

https://diariodopoder.com.br/amazonia-ajuda-a-regular-clima-global-mas-nao-e-o-pulmao-do-mundo/

Com a crise das queimadas na Amazônia, o mundo voltou as atenções para o Brasil. Chefes de Estado, celebridades e cidadãos de diversas partes do planeta demonstraram na última semana preocupação com o destino da maior floresta tropical do mundo.

Com o alvoroço, mitos foram disseminados como verdades e fotos antigas foram veiculadas como novas. Confira o que é verdade e o que é mito entre as afirmações populares sobre a Amazônia.

A Amazônia é o pulmão do mundo?

Mito.
O erro, comumente repetido nas últimas décadas, partiu de um cálculo sobre a alta produção de oxigênio no processo de fotossíntese das grandes árvores da Amazônia. No entanto, árvores adultas consomem, na sua respiração, praticamente a mesma quantidade de oxigênio produzida na fotossíntese. Por isso, o saldo de produção de oxigênio gerado pela floresta é pequeno.
Pouco mais da metade do oxigênio produzido no planeta é gerado por algas marinhas (55%). O pulmão do mundo, portanto, está nos oceanos.
Países tentam tornar a Amazônia um território internacional?
Não.
O boato corre há décadas e começou com uma foto falsa de um mapa que mostrava a Amazônia como um território internacional, separado do Brasil. O boato contava que o mapa estaria em livros pedagógicos que orientavam o ensino nas escolas dos Estados Unidos, criando o receio de que os americanos tentariam tirar a Amazônia do domínio brasileiro.
A destruição da Amazônia afeta o resto do mundo?
Verdade.
Embora não seja o pulmão do mundo, a Amazônia tem um papel fundamental na regulação do clima global, junto a outras grandes florestas tropicais.
Com árvores de folhas perenes, as florestas tropicais funcionam como estoques de carbono (que compõe caules, folhas e raízes das árvores). As queimadas lançam o carbono na atmosfera, ampliando o efeito-estufa, que causa o fenômeno do aquecimento global.
Outro processo que acontece massivamente na Amazônia é a evapotranspiração, feita pelas folhas das árvores para liberar o excesso de água captado pelas raízes. De microgotículas em microgotículas, cada uma das árvores da Amazônia lança na atmosfera de trezentos a mil litros de água por dia.
O resultado é a geração de chuvas para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul brasileiros, em um fenômeno que ficou conhecido como "rios voadores", que influencia também as correntes dos oceanos.
A Amazônia é a maior floresta do mundo?
Mentira.
A maior floresta do mundo fica na Rússia. É a floresta boreal, também chamada de Taiga, e tem extensão de 12 milhões de km².
A Panamazônia, que compreende o território brasileiro e de mais oito países na região, tem 8,47 milhões de km2. O território amazônico no Brasil é de 5,5 milhões de km². Entre as florestas dos trópicos, a Amazônica vence em território. Portanto, é reconhecida como a maior floresta tropical do mundo.
A Amazônia é tomada por reservas indígenas?
Mito.
Na Amazônia Legal (que abrange os nove estados da região Norte e mais o Maranhão) as terras indígenas homologadas pelo Estado brasileiro ocupam 1,1 milhão de km². Isso representa 22% da região amazônica.
Roraima é o estado amazônico com maior concentração de terras indígenas, que ocupam 46,2% do estado. Já os estados do Amapá, Tocantins e Maranhão têm menos de 10% das suas áreas reservadas para terras indígenas.
A Amazônia é a maior reserva de biodiversidade do planeta?
Verdade.
A Amazônia é o ecossistema com maior diversidade de espécies em um mesmo território. Segundo dados da Conservação Internacional, o bioma abriga 10% de todas as espécies conhecidas no mundo. Entre as espécies de fauna, 20% estão na Amazônia, segundo estudo da WWF. A região também é rica em espécies endêmicas (únicas da região), como o boto-cor-de-rosa.
Os brasileiros têm impacto sobre a Amazônia?
Sim.
As principais pressões de desmatamento na Amazônia brasileira acontecem por atividades de grilagem de terras, que são desmatadas para a extração de madeira e ocupadas com pastagens de gado. Portanto, o consumo de produtos madeireiros e também o consumo de carne podem ter relação direta com o desmatamento.
Nos últimos anos, diversas iniciativas do setor privado, incluindo hamburguerias e supermercados, passaram a rastrear e comunicar a origem dos produtos, mas as cadeias produtivas da Amazônia ainda enfrentam dificuldades para garantir a certificação de origem, pouco acessível ao consumidor final.
O Brasil é o país com mais áreas protegidas?
Mito.
Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa a posição 52 no ranking de países com mais áreas protegidas, com cerca de 30% do território.
Vizinhos amazônicos como Peru, Equador, Colômbia e Bolívia têm mais de 40% de seus territórios protegidos, enquanto países desenvolvidos como Reino Unido e Japão têm 29% .
Segundo levantamento do Observatório do Clima, "a Rússia, apesar de ter formalmente menos áreas de conservação que o Brasil, possui 48% do seu território coberto por florestas -uma área verde quase do tamanho do Brasil. Quando somadas as áreas de estepes (campos naturais) e alagados, a cobertura nativa chega a 70% do país".


Herculano
23/08/2019 11:45
da série: num mundo global, nanicos quem papéis menores e ficam menores ainda quando desafiam o poder do mundo. Transporte isso para a realidade local: o poder de plantão diz, faz e se vinga contra a oposição e os mais fracos, mesmo sem razão. É o jogo jogado na defesa de interesses, sejam eles legítimos ou espúrios. Então... O governo Bolsonoro não se deu conta que do papel de presidente que lhe cabe na história das mudanças que as urnas pediram. Ele precisa ter inimigos e guerras permanentes. Vamos pagar caro por isso.

FRANÇA E IRLANDA AMEAÇAM ACORDO UE-MERCOSUL SE BRASIL NÃO PROTEGER A AMAZôNIA

Europeus disseram que podem votar contra se o país não respeitar compromissos ambientais

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo com as agências Reuters e Efe. Texto de Lucas Neves, de Paris, França. ????O governo francês disse nesta sexta-feira (23) que o presidente Jair Bolsonaro mentiu ao assumir compromissos em defesa do ambiente na cúpula do G20, em junho, e que isso inviabiliza a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, concluído no mesmo mês.

A Irlanda também afirmou que vai bloquear a implantação do pacto caso o governo brasileiro não atue para combater os incêndios em curso na Amazônia.

"Não há nenhuma chance de votarmos a favor se o Brasil não honrar seus compromissos ambientais", escreveu o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, em comunicado divulgado no fim da noite de quinta (22).

A França foi mais incisiva a respeito do presidente brasileiro: "Dada a atitude do Brasil nas últimas semanas, o presidente da República [ Emmanuel Macron] só pode constatar que o presidente Bolsonaro mentiu para ele na cúpula [do G20] de Osaka", declarou o palácio do Eliseu.

A França disse ainda que Bolsonaro decidiu não respeitar seus compromissos climáticos nem se comprometer com a biodiversidade.

"Nestas circunstâncias, a França se opõe ao acordo do Mercosul", acrescentou a presidência francesa.

Na Finlândia, o ministro da Economia, Mika Lintila, sugeriu que a União Europeia considerasse urgentemente a possibilidade de banir importações de carne bovina do Brasil.

A primeira-ministra do país, Antti Rinne, foi mais evasiva: "Temos de descobrir se os europeus têm algo a oferecer ao Brasil para ajudar a prevenir outros incêndios assim."

O governo do Reino Unido declarou-se na sexta "profundamente preocupado" com o aumento das queimadas e com o "impacto da perda trágica destes habitats preciosos", nas palavras de uma porta-voz.

Fumaça decorrente de incêndios na Amazônia clareia céu na região de Humaitá, no Amazonas - Reuters
Firmado no fim de junho após 20 anos de negociações, o termo de cooperação comercial entre a União Europeia e o Mercosul prevê eliminar, em um horizonte de 15 anos, mais de 90% das tarifas praticadas hoje nas transações de mercadorias entre os dois blocos.

Além da resistência de produtores agrícolas (sobretudo na França e na Irlanda), a parceria foi alvo de críticas de ambientalistas, que ressaltavam a fragilização dos organismos de monitoramento e combate ao desmatamento sob o governo Jair Bolsonaro.

Horas após a assinatura do pacto, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que obtivera do Brasil a garantia de que o país não deixaria o Acordo de Paris sobre a mudança climática (2015), que fixa metas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

No comunicado de quinta-feira, Varadkar declarou-se "muito preocupado" com a disparada das notificações de queimada na Amazônia (84% a mais de janeiro a 21 de agosto do que no mesmo período de 2018).

"Os esforços do presidente para culpar ONGs de defesa do ambiente pelo fogo são orwellianos", afirmou o primeiro-ministro, aludindo ao escritor inglês George Orwell (1903-50) e à sua denúncia insistente de totalitarismos.

"A declaração dele [Bolsonaro] de que o Brasil permanecerá no acordo do clima 'por enquanto' deixa a Europa de antena ligada."

O pacto Mercosul-UE ainda precisa passar pelo crivo dos chefes de Estado e governo europeus, antes de ser submetido ao Legislativo de cada integrante do bloco e ao Parlamento Europeu. O processo deve levar ao menos mais dois anos.

"Ao longo desse período, vamos monitorar de perto as ações ambientais do Brasil", sinalizou Varadkar.

"Não se pode pedir a fazendeiros irlandeses e europeus para usar menos pesticidas e fertilizantes [...] se não fecharmos acordos comerciais sujeitos a parâmetros decentes nos quesitos ambiental, trabalhista e de normas de produção."

Também na noite de quinta, em uma publicação na internet, Emmanuel Macron classificou como "crise internacional" a situação amazônica e instou os líderes do G7 a discutir "essa emergência" na cúpula a ser realizada de sábado (24) a segunda (26), em Biarritz (sul da França).

"Nossa casa arde. Literalmente. A Amazônia, pulmão do nosso planeta que produz 20% de nosso oxigênio, está em chamas", escreveu ele.

Na sexta, o governo alemão fez coro. Um porta-voz da chanceler Angela Merkel disse que os incêndios na floresta representam uma "situação urgente" que deve ser debatida no encontro deste fim de semana.

"A magnitude das queimadas é preocupante e ameaçadora, não só para o Brasil e outros países afetados, mas para todo o mundo", completou ele.
Herculano
23/08/2019 11:32
IGUATEMI, A RAINHA DOS PROJETOS

O colunista Pancho, do Jornal de Santa Catarina, da NSC de Blumenau, informa: "Investigação e erro de projeto adiam ainda mais o reinício do prolongamento da Via Expressa"

Quem fez o projeto e cobrou R$1,6 milhões sem os aditivos?

A Iguatemi Engenharia. A mesma que fez o projeto do Anel de Contorno de Gaspar para o governo de Raimundo Colombo, PSD, tornou-o inviável financeiramente na sua execução e nem está totalmente pronto até agora; a mesma que fez à revisão do Plano Diretor de Gaspar para o governo petista de Pedro Celso Zuchi, mas que está sendo aprovado de forma fatiada, diferente do que foi apresentado e parcialmente aos interesses do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB (na terça-feira, teve mais um PLC em pauta referente a isso); a mesma Iguatemi que aproveitando os dados que levantou em campo para o governo do estado e para a revisão do Plano Diretor está fazendo o projeto do Contorno Viário Urbano de Kleber, e que pediu para adiar a entrega para outubro.

Em Blumenau o Ministério Público colocou o olho no projeto e erros de lá pagos com os pesados impostos do povo. Já aqui... Acorda, Gaspar!
Herculano
23/08/2019 11:21
da série: um bom retrato antes desta semana

VITRINE DO BOLSONARISMO, SANTA CATARINA ADOTA PSL "LIGHT" E ABRAÇA REFORMAS, por Camila Abrão, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Eleito na onda da mudança de 2018, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, tem buscado uma gestão técnica e distante dos embates políticos do seu partido, o PSL, em Brasília. Em junho, conseguiu aprovar uma reforma administrativa, apesar da pequena base de apoio dentro da Assembleia Legislativa catarinense (Alesc): de 40 deputados da Casa, somente seis são do PSL.

A reforma modificou a estrutura organizacional do governo. Acabou com as secretarias de Turismo, Cultura e Esporte, que já eram geridas por entidades de administração indireta. Além das duas secretarias de estado, foram fechadas seis secretarias executivas, duas autarquias, uma sociedade de economia mista e cinco conselhos.

Também extinguiu 20 Agências de Desenvolvimento Regional. De acordo com o governo, a previsão de economia com a reforma é de R$ 500 milhões ao longo dos quatro anos de gestão e, dos 6.305 cargos de comissão e funções de confiança, 2.054 foram diminuídos.

Outro programa do governo, o "Detran Digital", possibilita a requisição de CNH definitiva, segunda via ou Permissão Internacional para Dirigir (PID) sem precisar sair de casa.

Iniciativas dos primeiros meses
Foi determinado que licitações sejam feitas por pregão eletrônico e foram instituídos programas como o "Minha Nova Escola", que prevê o investimento de R$ 1,2 bilhão na rede estadual de ensino. Além disso, 911 professores, que participaram do concurso de 2017, foram efetivados neste ano.

Dois aviões do governo do estado devem ser vendidos e o helicóptero, de uso exclusivo do governador, agora fica à disposição para o transporte de órgãos. As medidas de austeridade atingiram até o cafezinho das repartições públicas, que foi cortado e deve gerar uma economia de R$ 1,7 milhão por ano, segundo o governo.

Sem secretário de segurança
A figura do secretário de Estado de Segurança foi substituída por um Colegiado Superior formado pelos chefes das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias. Eles são os responsáveis por tomar decisões em conjunto com uma diretoria-geral, cuja presidência é rotativa ?" neste ano o responsável é o comandante-geral da PM.

De acordo com o governo houve redução de 23,4% nos homicídios e queda de 38,4% nos latrocínios, roubos seguidos de morte.


Vitória com 71% dos votos
Moisés se filiou ao partido do presidente da República somente em março de 2018, onde atuou como tesoureiro. Sem nunca ter concorrido a um cargo eletivo, arriscou alto ao se candidatar a governador em uma chapa pura com Daniela Reinehr, como vice. A primeira pesquisa Ibope mostrava Moisés com 1% de intenção de votos.

"Comandante Moisés", como era conhecido pelos 30 anos de carreira como bombeiro Militar, reverteu a situação e surpreendeu ao chegar no segundo turno contra Gelson Merísio (PSD). Acabou eleito com 71,09% dos votos. O plano de governo apresentado por ele tinha apenas cinco páginas. Com propostas como o desenvolvimento de dispositivos anticorrupção nas estruturas do governo e a reestruturação do sistema prisional, visando a reinserção social dos presos. Moisés é advogado e foi professor de Direito Administrativo e Constitucional.

Além dele, o PSL conseguiu emplacar outros dois governadores em 2018: o Coronel Marcos Rocha, em Rondônia, e Antonio Denarium, em Roraima. Denarium era o único dos três considerado favorito desde o primeiro turno.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Moisés disse considerar "sandice" o extremismo da militância tanto da direita, quanto da esquerda nas redes sociais. Afirmou apoiar a agricultura familiar, ele acabou com o incentivo fiscal de agrotóxicos. Mas também diz não considerar o presidente um extremista, Moisés acredita que ele é mal compreendido na forma como se comunica. Nas redes sociais, Moisés se mantém discreto, na contramão da cartilha bolsonarista".
Herculano
23/08/2019 11:03
IDIOTIA

De Rodrigo Constantino no twitter:

Senador que votar "sim" na sabatina de Eduardo Bolsonaro para faze-lo embaixador dos EUA estará não só fazendo vista grossa para favoritismo familiar, mas também endossando uma "diplomacia" que chama presidente de país importante de "idiota". Espero que tenham juízo.
Miguel José Teixeira
23/08/2019 10:35
Senhores,

Pela movimentação da fumaça, já, já alguma "otoridade ligada ao meio-ambiente" poderá vociferar:

"se a Amazônia já tivesse sido toda desmatada, não haveria risco de incêndios!"

Aí, Ricardão!
Herculano
23/08/2019 08:16
DORIA ADOTA ESTRATÉGIA DE VIRAR O ANTI-BOLSONARO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Candidato a presidente em 2022, o tucano João Doria estabeleceu a estratégia de se distanciar de Jair Bolsonaro a cada dia. Criador do movimento "Bolsodoria" em 2018, ele voltou a repetir o mantra de que nunca teve "alinhamento político" ao governo Bolsonaro, e sempre que pode bate duro em temas pessoalmente caros ao presidente, como na polêmica em que preferiu se solidarizar ao presidente nacional da OAB.

CRÍTICA A INDICAÇÃO

O governador também se juntou aos críticos da indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. "Eu jamais faria isso", disse.

ABAIXO DA CINTURA

Em público, Doria evita pegar pesado, mas, em particular, ele bate de maneira tão contundente quanto qualquer anti-bolsonarista ferrenho.

MUDANÇA DE TOM

A estratégia de Doria, confirmada por aliados, é radicalizar após as eleições de 2020. Até lá, críticas serão "firmes, porém em tom elevado".

BANDEIRA NA MÃO

A ideia dos que ajudam na estratégia é que Doria chegue a 2022 com discurso anti-Bolsonaro mais radical que qualquer líder de esquerda.

PROBLEMA DO CINEMA NÃO É CENSURA, É RUINDADE

O cinema brasileiro não tem problemas de censura, como agora pretendem seus defensores, e sim de qualidade. E certamente por isso o ministro Osmar terra (Cidadania) recomendou que diretores e produtores façam coisa que preste. Não dá para continuar como está: somente em 2018, o Fundo do Audiovisual gastou R$680 milhões, retirados dos cofres públicos, para bancar integralmente 151 filmes brasileiros que foram vistos em média por menos de mil espectadores.

SALAS VAZIAS

O ministro da Cidadania lembrou que cada uma das 151 produções recebeu cerca de R$4,5 milhões "para filmes que ninguém vai ver".

SESSõES PRIVADAS

Foram R$680 milhões, que fazem falta em outros setores, apenas em exibições particulares "para amigos que gostam muito do cineasta".

DEVOLUÇÃO

Uma mudança em pauta, segundo o ministro, é exigir a devolução de parte do dinheiro, tornando a busca por público uma parte importante.

MENTIRA REVELADA

A Nasa calou ONGs picaretas que fazem parecer que a Amazônia está em chamas. Mostrou fotos de satélite, explicou que queimadas são comuns nesta época e estão menores que a média dos últimos 15 anos

MENTIR EM FRANCÊS É MENTIR

Bolsonaro é criticado na imprensa por "falar sem pensar" ou "falar sem provas". Já o francês Emmanuel Macron, além de repetir a velha lorota de que a Amazônia "é o pulmão do mundo", disse que a floresta "arde", mentira desmentida pela Nasa. Mas no Brasil acharam o máximo.

APENAS SANGUESSUGAS

Resolução da Agência Nacional do Petróleo deu às distribuidoras, que são atravessadoras, exclusividade na venda de combustível ao posto, sem agregar qualquer valor. Agregam apenas custos ao consumidor.

TÁ FEIA A COISA

O deputado distrital João Cardoso (Avante) passou mal, ontem, e foi internado às pressas. Cinco dias antes, outro deputado, Chico Vigilante (PT), também passou mal na Câmara do DF e baixou no hospital.

VERGONHA, SENHORES

Chega a ser constrangedora a posição dos governadores do Nordeste contra privatizar estatais. Não surpreende, mas não deixa de ser um triste sinal de compromisso com o atraso. Deveriam se envergonhar.

TRAGÉDIA PARLAMENTAR

Nas redes sociais, a postagem com mais comentários, esta semana, foi da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP). No Twitter, ela chamou o governador Wilson Witzel de "sociopata". A grande maioria dos 31,5 mil comentários foram contra ela, que lamentou a morte do sequestrador.

VOLUME DE POSTAGENS

O PSL dominou as redes esta semana. Desde terça (20), os deputados Carla Zambelli (SP) e Daniel Silveira (RJ) foram os que mais postaram mensagens. E há cinco do PT no top 10, diz o Congresso Data Room.

AVALIAÇÃO NA BAHIA

Bolsonaro tem avaliação positiva de apenas 24,1% dos eleitores na Bahia, diz o Paraná Pesquisa. E o governador Rui Costa (PT) é bem avaliado por 49,6% de 1.544 eleitores ouvidos entre os dias 17 a 21.

PENSANDO BEM...

...em grande parte da imprensa, o fogo na Amazônia parece ter se apagado em outubro de 2002 e recomeçado em maio de 2016.
Herculano
23/08/2019 08:10
ANTES DE QUEIMA A FLORESTA, BOLSONARO JÁ QUEIMOU O FILME DO BRASIL, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Fatos já não importam no debate da Amazônia; Brasil se torna um pária mundial

Fatos já não adiantam mais. Quer-se ouvir a voz de Jair Bolsonaro, os que odeiam e os que amam. Já pouco importa saber as causas e os motivos dos incêndios e dos desmatamentos horrendos de meados deste ano na Amazônia. Antes mesmo de incendiar a floresta, o presidente já queimou o filme do Brasil, dado o comportamento demente de seu governo de extrema-direita. Ao longo desta semana, Bolsonaro se tornou um sucesso mundial de falta de estima, de desprezo ou de raiva.

Em poucos meses, em especial nas últimas semanas derrubou duas décadas de melhorias na imagem internacional do Brasil no que diz respeito ao ambiente.

Era um progresso baseado em fatos como diminuição do ritmo de desmatamento, leis de proteção, adesão de parte das empresas rurais às razões ambientais, políticas socioeconômicas e diplomacia inteligente. Há decerto promessa de devastação de todos esses avanços. O desmatamento da razão e das instituições já começava, assim como há incentivo ao espírito de destruição desde a campanha eleitoral.

Mas Bolsonaro adiantou-se à ruína que alardeia ou prega, com suas palavras de profeta do apocalipse da razão.

Líderes políticos europeus, de organizações internacionais, de ONGs com grande sucesso de público e tuítes em massa, pelo mundo inteiro espalhavam o slogan "nossa casa está queimando". Nossa casa, o planeta, a Amazônia. Desde gente e instituições sérias até pessoas ingênuas ou desinformadas que se ocupam da floresta como uma espécie de panda vegetal atacavam o autodenominado Nero das matas.

Os indícios de problemas sérios na Amazônia tornaram-se escândalo mundial porque Bolsonaro é um presidente que "prende e arrebenta" os fatos e o debate racional, porque causa ultraje, multiplica as crises.

Não se sabe por ora o tamanho da ruína político-diplomática que vai causar, na prática, mas já contribui para formar ou fortalecer coalizões que podem prejudicar os interesses brasileiros.

Protecionistas, ambientalistas, apenas gente adepta da democracia ou de relações civilizadas nas relações internacionais podem fazer uma frente comum.

A liderança centrista de Alemanha e França não vai desprezar o impacto político de Bolsonaro sobre os partidos "verdes", que crescem em seus países. A reação ao acordo de Mercosul e União Europeia ganha reforço. O peso de um país tresloucado e selvagem em fóruns internacionais tende a diminuir.

Os meios de comunicação alemães mais importantes chegam a pedir sanções contra o Brasil, que corre o risco de se tornar um pária mundial porque assim se comporta seu governo.

O presidente torna-se um pária moral e intelectual em grandes partes do mundo civilizado porque é um sucesso no que se propõe a fazer. Isto é, deprezar dados, "especialistas e estudiosos", instituições, acordos políticos e debates racionais; insultar países amigos; caluniar "isentões" e "esquerda", em suma todos aqueles que não aderem ao líder, tal como acaba de fazer com ONGs ambientais, governadores do Norte e países amigos.

A crise diplomática apenas acirra o espírito de combate e o desprezo desvairado pelo pragmatismo mínimo. Seu governo acusa de conspiração "esquerdista" a mesma União Europeia que acaba de assinar um acordo com o Mercosul. Nada faz o menor sentido.

Bolsonaro arrastou a imagem do Brasil para este seu torvelinho inflamado de desrazão odienta. Nossa casa, o país inteiro, está queimando por sua causa.
Herculano
23/08/2019 08:06
da série: o Brasil dos eleitores é bem diferente dos políticos que eles elegem para atuar em nome deles


SEM CHANCE DE CPI DA LAVA TOGA

Conteúdo de o Antagonista. Davi Alcolumbre descartou qualquer possibilidade de votar o impeachment de ministros do Supremo ou de convocar a CPI da Lava Toga.

Ele disse para a Veja, a revista do pacto toffolista:

"Fico envergonhado de estar discutindo o processo de impeachment de um ministro do Supremo ou mesmo a instalação de uma CPI enquanto os brasileiros estão pensando em empregos e comida. Não vou ser levado pelo movimento de paralisar o Brasil para agradar a alguns."
Herculano
23/08/2019 08:03
SE A MODA PEGA, VAI FALTAR CADEIA. ESSE É O MUNDO DOS POLÍTICOS E SEUS CABOS ELEITORAIS

Manchete dos jornais de hoje. Vereador César Godoy, PSB, é preso suspeito de indicar funcionários em troca de dinheiro (parte de seus salários dos indicados) em São Bento do Sul. O vice-prefeito da cidade também está preso e é investigado pelo mesmo crime.

Não é por assunto semelhante que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, PSL, move mundos e fundos, desgasta gente séria como o ministro da Justiça Sérgio Moro, para que a Polícia Federal, Coaf, e Receita Federal, apure o quanto o seu filho senador Flávio Bolsonaro, PSL, teria pego dos funcionários do gabinete quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro?
Herculano
23/08/2019 07:55
UM PAÍS MAL EDUCADO E CONSTRUÇÃO DE PONTES, por Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no jornal Folha de S. Paulo.

É fundamental abandonar trincheiras e buscar parceiros para construir políticas públicas de qualidade

Em 2018, foi publicado um excelente livro de Daniel Barros, estudioso de políticas públicas, com o título "País Mal Educado: Por Que se Aprende Tão Pouco nas Escolas Brasileiras?", abordando os desafios da educação brasileira e algumas boas práticas que vêm nos colocando no caminho correto. O tema é abordado na perspectiva do ensino formal e mostra como algumas escolhas feitas pelo Brasil no passado trouxeram dificuldades em assegurar aprendizagem de qualidade para todos no presente.

A boa educação, no entanto, associa-se também à polidez, ao saudável hábito de demonstrarmos respeito por outros seres humanos no trato cotidiano e nas conversas que temos com pessoas dentro e fora da nossa bolha.

As regras de etiqueta, longe de serem um ritual sem sentido ou ultrapassado, envolvem fórmulas simplificadas para enviar sinais a nossos interlocutores de que entendemos que compartilhamos a mesma condição humana. Trata-se de parte do ferramental que foi se desenvolvendo no nosso processo civilizatório.

Sim, há pessoas hipócritas que usam linguagem polida para desrespeitar e agredir quem é considerado, por algum critério, inferior ou quem tem visões de mundo distintas, mas isso não desqualifica o uso da boa educação.

Ela pode ser um excelente auxiliar na construção de uma comunicação não agressiva que nos possibilite criar pontes hoje tão raras, no nosso polarizado cenário político.

Afinal, não sairemos da crise civilizatória que vivemos e da armadilha paralisante de ataques mútuos, enquanto não dialogarmos para poder elaborar uma agenda mínima de políticas públicas a serem implementadas. E há quem prefira participar de polêmicas levantadas a cada tuíte oficial a discutir a difícil construção de uma sociedade mais justa, plural e desenvolvida.

E isso não ocorre apenas no Brasil. No 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, nesta semana, Lynell Hancock, da escola de jornalismo da Universidade Columbia, ao se referir ao contexto americano, disse que "certa cobertura de rumores, tuítes e funcionários públicos que podem ou não cair, tira o foco do que é mais pertinente para nossas democracias: a educação".

É fundamental, neste sentido, que abandonemos as trincheiras que parecem nos proteger da opinião de outros e nos permitem atirar de volta a cada agressão recebida, e possamos assim buscar parceiros de jornada na construção de políticas públicas de qualidade, mesmo que deles discordemos em alguns pontos. Para isso a boa educação, nos dois sentidos do termo, é um bom ponto de partida e permite que nos foquemos no que é mais importante.

Afinal, temos um país mal educado para consertar!
Herculano
23/08/2019 07:51
da série: o tenente coronel bombeiro da reserva, comandante Moisés, ainda não se deu conta que é um gestor, político e governador Carlos Moisés da Silva e dá ordens, quer obediência hierárquica e punições aos desobedientes.

DEPUTADOS JESSÉ LOPES E ANA CAMPAGNOLO EXIGEM RETRATAÇÃO DO GOVERNADOR MOISÉS, por Moacir Pereira, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Os deputados estaduais Jessé Lopes e Ana Caroline Campagnolo exigem que o governador Carlos Moisés da Silva se retrate e volta atrás de sua decisão de pedir a Executiva Nacional do PSL a expulsão dos dois parlamentares. A retratação poderia vir em forma de um pedido formal de arquivamento da representação feita à direção nacional.

Estas informações foram dadas pelo deputado Jessé Lopes, inconformado com a decisão do governador Moisés de pedir sua expulsão e da deputada Campagnolo, por eles terem apoiado os agricultores contra o aumento do ICMS em 17% sobre os defensivos agrícolas.

O parlamentar confirmou que o pedido de expulsão partiu do governador, a despeito da nota divulgada pelo presidente da Executiva Estadual, deputado Fábio Schiochet, isentando a intervenção Moisés da Silva.

- O governador tentou transferir a autoria do pedido, mas ele tem que assumir as responsabilidades. Sempre que negar eu vou desmentir- afirmou Jessé Lopes.

Os dois deputados receberam hoje solidariedade da bancada do PSL, durante reunião convocada pelo líder Ricardo Alba. Nenhum parlamentar viu qualquer infração e alegaram que se hoje são Jessé e Ana amanhã poderá ser outro da bancada por simples discordância.

O deputado federal Daniel Freitas, que defende uma solução politica, sem abertura de processo de expulsão, informou em Brasilia que estará amanhã com o governador Moisés da Silva. Buscará, também, uma solução negociada.
Herculano
23/08/2019 07:46
HUMOR VERDADE

Do meu leitor assídio de Brasília, Miguel José Teixeira, neste espaço ontem, ao ler a manchete do Jornal de Santa Catarina, da NSC Blumenau, de uma Câmaras de Vereadores mais caras de Santa Catarina

"Câmara de Vereadores de Blumenau elimina o papel das atividades legislativas"

Excelente!!! Pois o papel dos vereadores, eles já haviam eliminado há muito!
Herculano
23/08/2019 07:42
GENTE ESTRANHA. OU SÃO CEGOS OU QUEREM QUE SEJAMOS PERMANENTEMENTE CEGOS DIANTE DAS REALIDADES QUE CRIAM AOS SEUS INTERESSES

O presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, insiste que as proporções das queimadas no Brasil é coisa da imprensa brasileira e internacional, como se não houvesse ciência, equipamento e inteligência do homem no século 21 para aferir a verdade ou a mentira sobre este assunto, como se todos nós fôssemos analfabetos, ignorantes, desinformados e insensíveis.

Sobre isso, escrevi no twitter @olhandoamare:

Então a imprensa é a culpada?Ela devia esconder os fatos?Supondo q ñ exista mais imprensa como quer Bolsonaro,ele também vai culpar,calar e acabar c as redes sociais e os aplicativos d mensagens q registrarao os fatos, como as queimadas vistas pelo mundo por meio dos satélites?

VOLTO. Ai alguns bolsonaristas, só pode ser com senso de doença, replicaram a foto que publicou o presidente Francês, no post em que criticou os incêndios nas matas e pedia uma reunião emergencial do G7 para tratar do assunto.

Duas coisas. A primeira, esses bolsonaristas tentam provar que a foto tirada do alto de aviões ou drones, não é de satélite, ou seja, mais uma vez tenta desqualificar a ciência e a dimensão do problema como se o problema fosse uma mentira. Segundo, essa gente, ainda continua achando que a terra é plana.
Herculano
23/08/2019 07:19
CRISE DA AMAZôNIA VAI DEFINIR DO BRASIL NO TABULEIRO GLOBAL

Bolsonaro ganha combustível e aposta no nacionalismo para mascarar negligência

Depois de instalar uma política de negligência no meio ambiente, Jair Bolsonaro redobrou a aposta no discurso da soberania nacional. A denúncia de interesses estrangeiros sobre a Amazônia carrega uma dose de lógica, mas serve principalmente para mascarar o desmonte dos órgãos de fiscalização e uma retórica que estimula o desmatamento.

A pressão internacional sobre o Brasil se alastrou com velocidade proporcional às provocações de Bolsonaro. Quando o país perdeu os milhões do Fundo Amazônia, ele deu de ombros e mandou Angela Merkel pegar o dinheiro para reflorestar a Alemanha. "Lá está precisando muito mais do que aqui", disse.

O presidente gostou de bancar o valentão. Depois, criticou também a Noruega e reforçou suas acusações contra ONGs que atuam na região.

Disposto a explorar a ameaça estrangeira, Bolsonaro ganhou um presente nesta quinta-feira (22). O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as queimadas na Amazônia eram uma "crise internacional" e convocou uma discussão de emergência sobre o assunto no G7, grupo de países desenvolvidos.

O francês deu combustível aditivado à plataforma nacionalista de Bolsonaro. Usou um pronome possessivo em primeira pessoa ("nossa casa está queimando") e, de quebra, ainda publicou uma foto antiga, que ajudou o brasileiro a reforçar suas queixas de manipulação de informações sobre a devastação.

Bolsonaro respondeu que Macron reproduzia uma "mentalidade colonialista" ao chamar outros países para discutirem o assunto. "O governo brasileiro segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo", afirmou. Nada disso foi marca do presidente até aqui. Ele preferiu questionar estatísticas oficiais e insultou seus pares.

O Brasil percebeu que, por trás do discurso dos europeus, há ameaças de punições econômicas. A questão na Amazônia vai acelerar o reposicionamento do país no mundo. Bolsonaro, até aqui, preferiu o isolamento e o alinhamento único com os EUA.
Herculano
23/08/2019 07:16
A POLÍTICA RESOLVE IMPASSE DO AGROTóXICO, por Upiara Boschi, no jornal Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

Quando se fala em fazer política, não se trata apenas de disputar eleições, formar partidos, engendrar alianças. Na tarde de ontem, o governador Carlos Moisés e as principais lideranças do agronegócio catarinense usaram a política para o que ela tem de melhor: a resolução de impasses. Após duas horas de uma conversa que já deveria ter acontecido há muito tempo, Santa Catarina ganhou um bom acordo até então insolúvel polêmica da taxação dos agrotóxicos.

Antes convicto na necessidade de acabar desde já com a isenção total de ICMS dos defensivos agrícolas - chamando-os de venenos -, Moisés cedeu naquilo em que poderia ser derrotado. Aceitou manter a isenção de imposto até o final do ano, prazo máximo dado pelo Confaz (órgão que reúne os secretários estaduais da Fazenda para arbitrar a guerra fiscal) para que os Estados incluam em lei os benefícios dados apenas por decreto.

SANTA CATARINA

Governador explica acordo sobre alíquotas de ICMS dos agrotóxicos

Com pressão do agronegócio, estava claro que a Assembleia Legislativa acabaria fazendo valer a prorrogação dessa taxação até essa data limite. E estava claro que era uma sangria inútil, porque depois disso não haveria como fugir da necessidade de que o governo mantivesse o incentivo apresentado projeto de lei ?" o que não aconteceria.

Na outra ponta do acordo, um modelo de taxação que leve em conta o índice de periculosidade dos agrotóxicos pelos critérios da Anvisa - aqueles que o governo Jair Bolsonaro (PSL) deu uma afrouxada. De acordo com o governo, com base em estudo da Cidasc, até 70% dos defensivos usados no Estado se enquadram entre os que continuariam isentos ou pagariam apenas 4,8%.
Herculano
23/08/2019 07:14
NEGOCIAÇÃO SOBRE ICMS A DEFENSIVOS FOI DIFÍCIL, MAS SUSPENDEU O PROTESTO, por Estela Benetti, no jornal Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

?Após quase oito meses de apreensão e espera desde a divulgação de que o Estado iria adotar a Tributação Verde para o ICMS de defensivos agrícolas, lideranças do agronegócio de Santa Catarina conseguiram somente nesta quinta-feira sentar com o governador Carlos Moisés para negociar. A conversa na Casa D'Agronômica foi difícil para ambos os lados mas houve um acordo que evita um grande protesto prometido pelas entidades caso houvesse intransigência por parte do executivo. Os produtores conseguiram manter a isenção até 31 de dezembro deste ano evitando impacto imediato nos custos, e Moisés incluiu a proposta de alíquotas gradativas de acordo com a toxidade de cada produto químico a partir de 2020.

O governador quer que Santa Catarina seja o Estado protagonista na adoção da tributação verde para agroquímicos no ano que vem, levando todo o país a essa nova forma de taxação. Mas as lideranças do agronegócio seguem buscando equidade na tributação nacional para defensivos para não perder competitividade e esperam contar com apoio da Assembleia para isso.

DECIDIDO EM REUNIÃO

Governo de SC mantém alíquota zero do ICMS para agrotóxicos até o fim do ano

Logo após a reunião na Casa D'Agronômica com o governador e os secretários Paulo Eli (Fazenda), Ricardo Gouvêa (Agricultura), Ricardo Dias (Comunicação) e Douglas Borba (Casa Civil), os presidentes da Federação da Agricultura (Faesc), José Zeferino Pedrozo; Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) Cláudio Post; Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc) José Dresch e da Organização das Cooperativas (Ocesc), Luiz Suzin, seguiram para a Assembleia Legislativa. Eles foram recebidos pelo presidente da Casa, Júlio Garcia e pelo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, Marcos Vieira. Ouviram de Vieira que o legislativo está empenhado em resolver os impasses sobre incentivos desde o início do ano e que poderá vetar decisões prejudiciais à produção.

O deputado Marcos Vieira comentou a intenção do governo de editar medida provisória para implantar o que foi acertado nesta quinta.

- Quanto ao caso específico do defensivo agrícola, se o governador editar medida provisória e não tiver efeito retroativo a partir de 1º de agosto e se ele vetar o 236, nós podemos derrubar o veto ?" disse Viera.
Tanto na reunião, quanto na entrevista, Moisés deixou claro que a posição dele é difundir a tributação gradativa.

- No ano que vem esse assunto será pauta do Confaz e a gente deve levar essa nova política de tributação de agrotóxicos para todo o Brasil porque é uma posição antecipada de Santa Catarina que isso tem que ser discutido e vencido também no âmbito nacional - afirmou o governador.
Herculano
23/08/2019 07:08
OU ELE OU ELE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Em derrota de Doria, PSDB rejeita expulsão de Aécio; rumo da sigla é obscuro

Há pouco mais de um mês, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decidiu subir o tom ao comentar a resistência de representantes do PSDB mineiro à tentativa da ala paulista da sigla, liderada pelo governador João Doria e por ele próprio, de expulsar o deputado e ex-presidenciável Aécio Neves.

Numa espécie de ultimato ao diretório nacional tucano, Covas lançou o desafio: "Ou eu ou ele".

Nesta quarta (21), em Brasília, ao apreciar o pedido para levar o caso de Aécio ao Conselho de Ética, o colegiado decidiu ficar com o ex-governador de Minas Gerais. O relator, deputado Celso Sabino (PA), expôs sua visão contrária à admissibilidade da representação - e se viu acompanhado por 30 dos 35 correligionários presentes.

Impôs-se, assim, derrota fragorosa a Doria e ao alcaide paulistano, que parece ter bons motivos para se arrepender do afoito repto à cúpula partidária - um sinal, se não de amadorismo, pelo menos de imaturidade política.

Por sua vez, o governador afirmou por meio de nota que o PSDB escolheu o lado errado. "O derrotado nesse caso não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil."

Em que pesem os graves sinais de envolvimento em corrupção, o candidato tucano derrotado nas eleições presidenciais de 2014 conseguiu mais uma vez fazer valer seu longo histórico político e sua poderosa rede de relações.

Segundo argumentou sob anonimato um de seus aliados, o estrago que Aécio poderia fazer no PSDB já se materializou no pleito de 2018. Votar por sua permanência, neste momento, seria uma forma de conter o ímpeto do grupo liderado pelo governador paulista, que tenta se assenhorear da legenda.

Não se trata, que fique claro, de disputa entre alas regionais do partido, mas entre grupos - paulistas ou não, mineiros ou não - favoráveis e contrários à ascensão do novo cacique e postulante ao Palácio do Planalto em 2022.

São perfeitamente legítimas e fundadas as ambições de Doria, mas é fato que sua rápida e bem-sucedida carreira política representa uma inflexão à direita nas tradições tucanas. No exemplo mais recente, ele levou à legenda o deputado Alexandre Frota (SP), um dissidente precoce do bolsonarismo.

Na campanha eleitoral, o governador se distanciou de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, e se apresentou como uma espécie de aliado tácito de Jair Bolsonaro, posição da qual agora procura cautelosamente se afastar.

Suas pretensões presidenciais estão entre as poucas certezas políticas do país. Já os rumos do PSDB ficaram ainda mais obscuros.
Herculano
22/08/2019 18:19
A FAROFA DA SEMANA DO PSL PARA MOSTRAR QUE ESTÁ DIVIDO COM O GOVERNADOR CARLOS MOISÉS DA SILVA.

A primeira notícia foi a de que o tenente coronel bombeiro militar da reserva, Comandante Moisés, ao invés de debelar o fogo, resolveu ele próprio incendiar o cenário político do seu partido.

Devido as críticas que recebeu de seus deputados para a sua ideia fixa de aumentar impostos para cobrir os rombos e à inércia da sua equipe administrativa e econômica para encontrar saídas modernas, ele teria mandado expulsar do PSL os deputados descontentes.

Segundo. O diretório regional negou que isso tenha sido pedido pelo governador e que estivesse em curso a expulsão de Jessé Lopes (que colocou a foto do governador num canto e no chão do gabinete, como castigo) e Ana Caroline Campagnolo.

Não vou repetir tudo o que se passou no noticiário e principalmente nas redes sociais - onde esse pessoal transita bem - nesta semana. Vou repostar isso da deputada Ana desafiando o comandante. Então, não sou eu que exagero.

O sr. fez muito bem em recuar, senhor Governador.

Espero que tenha percebido que me expulsar do partido do Bolsonaro não é tarefa fácil mesmo para um Governador. É lamentável ver a sua equipe se virando nos trinta para TENTAR passar a imagem de que não foi o sr. quem pessoalmente e autoritariamente exigiu minha saída. Sabemos que foi. Sou membro da Executiva Estadual (que emitiu nota tentando negar o envolvimento do Governador) e nenhuma reunião foi realizada nos últimos sete dias. Também sou vice-presidente do PSL do município de Itajaí e vice-presidente nacional da juventude. Antes de o sr. entregar seu primeiro santinho, eu já andava pelos corredores de Brasília fazendo coro aos direitistas, recebendo e dando apoio a corajosos conservadores. O PSL não é seu, o PSL é nosso. PSL é Bolsonaro - e eu continuaria sendo Bolsonaro MESMO fora do partido!
Herculano
22/08/2019 18:07
GOVERNADOR DEPOIS DE SE ISOLAR, COMEÇA A RECUAR

Conteúdo do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.A reunião entre o governador Carlos Moisés e lideranças do agronegócio, na tarde desta quinta-feira (22), resultou em acordo que mantém alíquota zero para defensivos agrícolas até o final do ano. Depois, será adotada alíquota gradativa de acordo com a periculosidade de cada defensivo.

Participaram do encontro os presidentes da Federação da Agricultura e Pecuária, José Zeferino Pedrozo; da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Luiz V. Suzin; Federação das Cooperativas do Estado (Fecoagro) Cláudio Post; Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes), José Dresch.

Do governo, participaram os secretários da Fazenda, Paulo Eli, Agricultura, Ricardo Gouvêa, Comunicação, Ricardo Dias e o chefe da Casa Civil, Douglas Borba.
Herculano
22/08/2019 17:57
da série: PSDB se iguala ao PT e PP, mantém gente lambuzada em seus quadros e mais do que isso, comemora

DERROTA EM CASO DE AÉCIO ANIMA ADVERSÁRIOS DE DORIA, MAS SINALIZA RUPTURA NO PSDB, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Filiação de Frota deve ser nova batalha, mas governador ainda tem trunfos à mão

?A acachapante derrota de João Doria na votação da Executiva Nacional do PSDB que decidiu manter o deputado Aécio Neves (MG) no partido está sendo comemorada pelos adversários do governador paulista como um golpe que irá moderar seu apetite por poder dentro da sigla.

Um dos organizadores do movimento que salvou Aécio afirma, sob reserva, que a toxicidade do mineiro já cobrou todo o preço que poderia no péssimo desempenho nacional do PSDB em 2018. Segundo esse raciocínio, impor limites a um cada vez mais poderoso Doria seria imperativo.

Pode ser, mas o histórico da dinâmica interpessoal entre o governador e integrantes das alas mais antigas do tucanato parece implicar outra coisa: um caminho de rompimento. A pergunta que se deve fazer agora é outra: estará o PSDB disposto a isolar seu único ativo eleitoral nacional?

Presidenciável de primeira hora para 2022, Doria tem comandado o governo paulista de forma obsessiva, com anúncios diários de programas e divulgação de estatísticas favoráveis. Virou líder "de facto" da bancada de governadores do partido, integrada por Eduardo Leite (RS) e Reinaldo Azambuja (MS).

Ao mesmo tempo, o tucano se digladia com a difícil missão de dissociar-se do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Como se sabe, mirando eleitorados semelhantes, Doria amparou-se no voto "BolsoDoria" para bater Márcio França (PSB) no difícil segundo turno do ano passado. Aquela camiseta amarela não desbotará facilmente.

Assim, o governador alterna apoio a políticas que considera corretas do presidente a críticas pontuais cada vez mais duras no tom. A dicotomia está sendo explorada pelos adversários de Doria, a velha guarda paulista do partido à frente, aliada a líderes regionais e aecistas no caso específico da reunião da Executiva na quarta (21).

A disputa já havia começado na segunda (19), quando dois expoentes da velha guarda, o ex-presidente nacional José Aníbal e o ex-presidente paulista Pedro Tobias, protocolaram um pedido de impugnação da filiação do deputado Alexandre Frota - o ex-ator pornô fora expulso pelo PSL por criticar Bolsonaro e Doria rapidamente o capturou como prêmio na disputa com o Planalto.

A intenção foi glosada por Marco Vinholi, o presidente estadual do PSDB apadrinhado por Doria, que considerou o pedido inócuo politicamente, mas o arquivou argumentando que o diretório paulista não era a instância adequada.

Assim, a dupla voltou à carga e protocolou pedidos em Cotia, onde Frota tem domicílio eleitoral, e na Executiva Nacional, instância onde Doria sabe que não terá vida fácil após a derrota de quarta. A diferença aqui é que Bruno Araújo, o presidente nacional, tem se manifestado reservadamente em favor da filiação de Frota.

Seja como for, o atrito está colocado e a acomodação pós-eleição que a velha guarda havia feito com Doria, encerrada. Há alguns caminhos para o que ocorrerá a seguir.

É provável a manutenção da queda de braço, com o caso Frota renovado como próxima disputa. Pesa muito contra Doria em nível nacional o baixíssimo nível dos ataques pessoais que o deputado fizera em 2018 contra o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, conforme registrado em vídeo que a Folha revelou na sexta (16).

A interlocutores o ex-governador paulista, que está silencioso no caso, dá a entender que quer ver o ex-protegido Doria em apuros. Vingança, como diz o clichê, é um prato que se come frio.

O governador, contudo, conta com o peso de seu cargo, o maior do país após o do presidente. Há alguns pontos a considerar: mesmo a resistência na Executiva passou também pelo fato de que nem todos os simpáticos a Doria acham boa estratégia brigar com o Planalto tão cedo, dado que alianças municipais passam pelo bolsonarismo e estados temem retaliações financeiras federais.

Há espaço para manobra, portanto. A falta de opções nas hostes opositoras a Doria é um fator a seu favor, e ele conta com um trunfo que nem Alckmin, nem a velha guarda têm: saídas alternativas.

A principal é uma aliança com o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, formando um novo partido já para as eleições municipais do ano que vem. Isso implicaria um racha no PSDB hoje, e Doria levaria boa parte da sigla. Não é um plano A para o tucano: este seria a fusão integral das duas agremiações, que ficaram mais fortes, enquanto um cisma tucano invariavelmente traria traumas.

Mas aí aliados de Doria perguntam quem seria mais forte: o governador com uma sigla para chamar de sua de fato, vitaminada por penetração em locais como a populosa Bahia via a liderança de ACM Neto, ou um PSDB extirpado de puxadores de voto? Em tempo, hoje o prefeito de Salvador se diz contrário à ideia, mas muitos veem nisso só estratégia de valorização.

Neste caso, o "wild card", a surpresa imprevisível, seria a realização de um sonho de Fernando Henrique Cardoso: atrair o apresentador global Luciano Huck a filiar-se a esse PSDB remanescente. Hoje Huck tem se movimentado fortemente pelo país, dando a impressão que poderá fazer diferente de 2017 e entrar no jogo político, algo que FHC sempre estimulou.

Quem conhece o apresentador supõe que ele teria muita dificuldade de fazê-lo numa sigla desgastada como a dos tucanos, contudo, além dos fatores financeiros de sempre ?"ele e a mulher, a apresentadora Angélica, perderiam os milhões que ganham na Globo.

Seja qual for o desfecho da disputa atual, e ele passa pela organização do campo eleitoral da sucessão do prefeito Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, hoje o tucanato parece caminhar para algo pouco usual em sua história de 31 anos: terá de escolher em qual lado do muro ficará. O custo da indecisão está no horizonte de 2022.
Herculano
22/08/2019 17:44
A NOTÍCIA DE ONTEM ERA QUE PSDB, PSD E DEM ESTUDAVAM SE UNIREM NUM ÚNICO PARTIDO E JÁ PARA AS ELEIÇõES DO ANO QUE VEM

AO FINAL DO DIA, O DEM NEGOU QUE ESTEJA NESTE BARCO. MAS...

Conteúdo do Correio da Bahia. Presidente nacional do DEM, ACM Neto negou que haja a intenção de uma fusão partidária com o com o PSDB e o PSD. "A prioridade absoluta do DEM é consolidar o seu caminho de crescimento", escreveu o prefeito no seu perfil do Twitter, nesta quinta-feira (22).

Ele também criticou as especulações na política. "Lamento que existam tantas especulações infundadas, na imprensa, sobre esse tema", completou.

Não participei de nenhuma conversa sobre fusão partidária com o PSDB e o PSD. A prioridade absoluta do DEM é consolidar o seu caminho de crescimento, se mantendo como o partido que vai conduzir a agenda de construção de um novo país.
Herculano
22/08/2019 17:28
NÃO SOMOS MAIS CAPAZES DE EXERCER A LEGÍTIMA DISCORDÂNCIA. E POR FALTA DE ARGUMENTOS, PRECISAMOS ELIMINAR O NOSSO OPOSITOR PARA QUE NOSSAS IDÉIAS SEJAM ÚNICAS. TRISTES TEMPOS. POBRES HUMANOS

O presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, foi convidado para participar da Oktoberfest deste ano. Ele já esteve em Blumenau por três vezes como deputado Federal pelo Rio de Janeiro e cidadão comum.

O presidente da República aceitou o convite e disse, quando do convite feito pelo prefeito Mário Hildelbrandt, sem partido, com ajuda do deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, que viria.

Pois é. Nas redes sociais, tomadas de valentes, radicais, houve reação contrária - pequena, mas houve. E nela até com ameaças expressas de eliminação. Incrível!

O prefeito de Blumenau, não como estadista, mas como cidadão e político equilibrado, reagiu, com este post:

RESPEITO AO PRESIDENTE

Nunca votei no Lula e na Dilma e não concordava com a maioria das ações do Governo PT, mas sempre respeitei o Presidente da República, e orei por ele, independente do partido que ocupasse ou das ideias que defendesse. Inclusive acompanhei, enquanto Secretário de Assistência Social, em 2008 e em 2011 a vinda deles à Blumenau e os tratei com o respeito que mereciam. É com tristeza que vejo esse tipo de comentário nas redes sociais a respeito da possível vinda do Presidente Jair Bolsonaro para Blumenau.

Eu gosto do Presidente Bolsonaro, mas não se trata de gostar ou não. É RESPEITO! Respeito à maior autoridade política desse país no momento e também ao ser humano Jair Bolsonaro, que tem seus defeitos e suas qualidades assim como qualquer um de nós. Se o Governo vai bem, o País vai bem, nossas cidades vão bem e, conseqüentemente a vida de todos nós melhora!

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