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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

17/08/2017

A ESMOLA SANTIFICA O DOADOR I
Não tem jeito. O presidente da Câmara, o único reeleito lá, Ciro André Quintino, PMDB, é um bicho político à moda antiga. É o pai do jeitinho, da esmola, da ajuda, das festinhas, dos pedidos já encaminhados, do sorriso fácil, da gastança desmedida do dinheiro dos outros, dos agradecimentos e da propaganda para enganação como se tudo isso fosse dele para benemerência. Ilicitude ética. Ciro olha o resultado como transferência de votos. É o retrato acabado dos políticos da Gaspar do atraso. Apesar da aparência e gestos de bom moço, nos bastidores trama, trava e jura vingança com quem não se alinha com as suas piruetas pelo poder.

A ESMOLA SANTIFICA O DOADOR II
Qual foi a penúltima, de muitas penúltimas que ainda virão do Ciro? Ele “doou” alguns kits de roupas para o moribundo Hospital de Gaspar, o ralo de dinheiro público. Ele está sob intervenção de Kleber Edson Wan Dall, PMDB, que não consegue sair da armadilha montada pelo PT e os médicos. Ciro aproveitou para promover na imprensa e redes sociais o deputado Aldo Schneider, PMDB, o doador intermediário, de quem é seu cabo eleitoral. Não que no Hospital não precise desses kits, ao contrário; nem daqueles desfibriladores que estão estocados lá e que só beneficiaram àa empresa que os fez e vendeu ao governo do estado; nem do repasse do lucro da feijoada do 15. Mas, tudo são merrecas para quem possui uma dívida de R$15 milhões (e só aumenta) e não sabe o que fazer com ela para manter o Hospital funcionando. Os políticos como o Ciro estão brincando e zombando com coisa séria. Estão tratando todos como tolos, analfabetos, ignorantes e desinformados.

A ESMOLA SANTIFICA O DOADOR III
Enquanto o governo do estado ou a Assembleia, repassam esmolas ao Hospital às vésperas das eleições, alimentando os discursos dos seus cabos eleitorais como bons moços, Raimundo Colombo, PSD, não repassa o que é obrigado: R$ 11.000,00 por mês (R$66.000,00 até junho). É uma promessa jurada. Não repassou a pendência de R$ 46.241,06 de cirurgias eletivas de janeiro, fevereiro e março. Já as de julho a setembro, num montante aproximado de R$80 mil, não foi aprovado. Quer mais? O governo federal deixou de repassar ao Hospital desde janeiro R$61.038,25 por mês (acumulando só este ano do Índice de Gestão Hospitalar, R$427.267,75). Foi pedido ao governo federal e não foi atendido ainda, R$128.000,00 por mês. Então kits, renda filantrópica, desfibriladores, são esmolas e nada diante da monstruosa dívida e obrigações. Criam-se ilusões distinto público. Fazem sumir responsabilidades nas cartolas. Negam-se às soluções. Se vieram, ficam sem palanques. Entenderam? Esses são os nossos políticos.

A ESMOLA SANTIFICA DO DOADOR IV
Um técnico em Brasília ao ser cobrado me disse: a solução está em Gaspar. “Começa pela transparência, a profissionalização, um plano coerente e aceitável de saneamento do Hospital. R$15 milhões de dívidas não é para poucos e nada fácil, ainda mais para quem tem um déficit mensal de meio milhão de reais por mês”. Depois, por que ao invés de kits, o deputado Aldo Schneider, o deputado Jean Jackson Kuhlmann, PSD, cujo cabo eleitoral é Marcelo de Souza Brick (agora na SCPAR), e Ismael dos Santos, PSD, cabo e da igreja de Kleber, não pressionam Colombo suprir o que deve ao Hospital? Não! Preferem kits, desfibriladores, doações de festas que dão divulgação que santifica os “heróis" eternos oportunistas doadores. E por que os deputados Mauro Mariani, Rogério Peninha Mendonça, ambos do PMDB e Esperidião Amim Helou Filho, PP, para citar apenas os da coligação que governa Gaspar, não trabalham pelo Hospital no plano federal? Cadê as milionárias emendas impositivas desses parlamentares e que 50% delas, são obrigatórias na saúde pública? E olha que não falei da suposta oposição com Décio Neri e Ana Paula Lima, ambos do PT e João Paulo Kleinubing, PSD. Quanto Gaspar recebeu? Tudo errado. Demagogia, improviso, enganação, gestão e transparência temarárias Este assunto do Hospital de Gaspar conheço desse 1984. Houve soluções, mas o PT piorou tudo. PMDB, PP e PSC nadam na mesmice do atraso e apontam os mesmos culpados. Então...Acorda, Gaspar!

TRAPICHE


Ilhota em chamas I. A separação da secretaria de Agricultura e Meio Ambiente em duas, criando mais gastos e inchando a estrutura do governo de Érico Oliveira, PMDB, levou o titular da pasta, o fluminense, oriundo da tropa de ocupação do PMDB de Balneário Camboriú e ativista no PV, Robson Antônio Dias, ser nomeado para a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Ilhota em chamas II. Para o lugar de Robson na “nova” secretaria de Agricultura, foi um local, que conhece o município e os agricultores, Roberto Prebianca, PP. Ele estava na secretaria de Transportes.

Ilhota em chamas III. Robson, jornalista e graduado em direito, não tinha nenhuma intimidade com Agricultura e com Ilhota. Eu já havia comentado isso quando da sua nomeação. Observação duramente combatida. Ignorância. A mudança feita agora, só ratifica o óbvio e o que foi escrito. Nada como um dia após o outro. Mais uma vez estou de alma lavada.

Ilhota em chamas IV. Por seu ativismo, esta nova função lhe é mais familiar a Robson. Todavia, um ninho de cobras e problemas. Até porque o meio-ambiente foi totalmente negligenciada por todos os governos, inclusive o de Érico. Está pressionado pelo MP e às circunstâncias. Está exposto no caso da “indústria de loteamentos” e seus arranjos. E não é de hoje. Esta prática contraria interesses de políticos, empresários ligados não apenas do poder de plantão.

Ilhota em chamas V. O caso é tão sério que o prefeito Érico criou de uma só vez, duas secretarias, a de Planejamento Urbano (que estava entregue ao seu vice, Joel José Soares, DEM, um notório agente imobiliário no município – a raposa cuidando do galinheiro) e a do Meio Ambiente, intimamente ligadas às mesmas dúvidas. Isto sem falar, que o Meio Ambiente cuidará de outra bomba: Parque dos Baús. Érico disse que faria tudo ao seu modo. Recuou. Terá que se enquadrar à Lei.

Ilhota em chamas VI. Érico prometeu na campanha uma estrutura enxuta no seu governo. Está inchando. E com gente de fora, estranha a Ilhota, mas ligada ao PMDB que perdeu espaço em outros municípios da região. O meio ambiente vai ter dois departamentos: o de Licenciamento e o de Fiscalização. O Planejamento terá o Departamento de Análise de Projetos e Fiscalização de Obras. Mais gente, mais dinheiro, mais cargos.

Samae inundado I. Só na edição de segunda-feira do Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet e não possui hora para sair – é que o Samae de Gaspar publicou a sua lista de servidores com funções gratificadas decorrentes da Reforma Administrativa de Kleber Edson Wan Dall, PMDB.

Samae inundado II. A Reforma vai tomar quase R$600 mil por ano dos impostos dos gasparenses. E na lista do Samae está o servidor-sobrinho do presidente da autarquia, o mais longevo dos vereadores daqui, José Hilário Melato, PP. A gratificação, coincidentemente, é a mais elevada.

Samae inundado III. Confira a lista: José Érico Maier, Supervisor de ETA e ETE, nível 1; Ricardo Melato, Supervisor de Controle de Perdas e Telemetria, nível 1; Gilberto Rodrigo Goedert, Encarregado Geral de Oficinas de Veículos, Maquinários e Controle de Frotas, nível 2; Márcio Pereira, Encarregado Geral de Geofonamento, nível 2; e Luiz Carlos da Silva, Encarregado Geral de Geofonamento, nível 2; Paulo Eduardo Hostins, Encarregado Geral de Ordens de Serviço, nível 2; Plácido Murilo da Silva, Encarregado de Sistemas Administrativos, nível CC, Ref 33 (que tinha não aparecido para trabalhar). Acorda, Gaspar!

 

Edição 1814

Comentários

Herculano
20/08/2017 18:55
AMANHÃ É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA PARA OS LEITORES E LEITORAS DO PORTAL CRUZEIRO DO VALE
Herculano
20/08/2017 18:54
O QUE UNE DORIA E LULA

Conteúdo de O Antagonista. João Doria e Lula nasceram do marketing e para o marketing.

Doria faz marketing do futuro contra o passado; Lula faz marketing do passado contra o futuro.

E o Brasil vai sendo consumido no presente.

Doria terá de provar que é mais do que marketing.

OUTRA

João Doria também respondeu à Veja por que subiu o tom contra Lula.

"Em relação à sua manifesta intenção de voltar a fazer dano ao nosso país, só com veemência e contundência reproduzimos antagonismo a essa vontade. Porque o Lula é intenso. Ele não é suave. Não que eu queira ser essa pessoa, mas, se a opinião pública não tiver capacidade de responder, Lula crescerá perante o eleitorado e, tendo condições de disputar como candidato, poderá vencer."

Traduzindo: não dá para ser tucano contra Lula. Não dá para ser Picolé de Chuchu.
Herculano
20/08/2017 18:49
O GENERAL LEE NÃO É PROBLEMA, TRUMP É, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Uma estátua ruinzinha do general Robert Lee, o venerado comandante das tropas rebeldes durante a guerra da Secessão (1861-1865) parece ter posto fogo nos Estados Unidos. Não é bem assim, quem está pondo fogo nos Estados Unidos e no mundo é Donald Trump. O racismo, a Ku Klux Klan e os supremacistas estão aí há tempo. A novidade chama-se Trump.

De muitos pontos de Washington pode-se ver uma mansão branca, tipo "E o Vento Levou...", numa das colinas de Arlington. Ninguém falou dela nos últimos dias, mas ali está o "Robert Lee Memorial". Nela viviam o general e sua mulher. Quando ele foi comandar os rebeldes, a casa foi ocupada pelo Exército da União e, aos poucos, a enorme fazenda transformou-se em cemitério das tropas do norte. Vingança perfeita: minha tropa enterrada na tua casa.

Com o tempo, a violência política foi açucarada e até mesmo deturpada. Arlington tornou-se o cemitério nacional e lá estão enterrados não só soldados de todas as guerras (inclusive tropas de Lee), como também civis, entre os quais John Kennedy e sua mulher. Até hoje Arlington não lembra os soldados negros do norte, apesar de haver um monumento aos rebeldes. Só em 1948 os soldados negros foram enterrados junto aos brancos. Antes, ficavam em lotes segregados.

Para muitos americanos a Guerra Civil continua. No museu da cidadezinha onde Lee se rendeu, uma guia informava que "infelizmente" ele não conseguira atravessar uma ponte. Infelizmente? O general vitorioso, Ulysses Grant, tratou Lee com magnanimidade, alimentando sua tropa faminta e permitindo que surgisse o mito do nobre combatente. Vá lá, mas ele perdeu a maior batalha de sua carreira (Gettysburg).

As estátuas dos generais confederados e o uso da bandeira rebelde nos Estados do Sul sempre tiveram um toque racista, mas há mais de 50 anos as coisas iam bem. No antigo ninho segregacionista de Montgomery, no Alabama, há a avenida Jefferson Davis, o presidente dos Estados Confederados. Ela cruza com a avenida Rosa Parks, a costureira negra que em 1955 recusou-se a sair de um assento de ônibus destinado aos brancos e acabou presa. Começou um boicote ao sistema de transportes e, nele, surgiu o pastor Martin Luther King.

Nunca houve confusão nessas esquinas, mas ninguém contava que um dia aparecesse Donald Trump.

Os mexicanos e os russos deram suas aulas

Brigar com estátuas é uma forma de militância radical que não faz mal a ninguém, a não ser que apareça uma turma como a que foi a Charlottesville. Aqui vão alguns exemplos para mostrar que, havendo inteligência, a briga acaba. Desde que não haja um Trump no lance.

O que fazer, na Cidade do México, com a estátua equestre do imperador espanhol Carlos 4º, cujo cavalo pisoteia símbolos da cultura azteca?

Simples. Bastou por uma placa no pedestal: "O México conserva esta obra como um monumento à arte".

Em Moscou, uma cidade repleta de estátuas de líderes bolcheviques, o que fazer com Lênin, Marx e Stalin?

Foram todos para o gramado de um parque público. Uns de pé, outros deitados. Stalin, sem o nariz. (Os bolcheviques fizeram de tudo, mas não mexeram com a estátua do czar Pedro, o Grande, em São Petersburgo. Ele comandava execuções e torturas públicas.)

A brava gente brasileira não avacalha estátuas, mas faz das suas. Os cariocas que andam pela praça Tiradentes não se dão conta da violência retórica do logradouro. No meio da praça está uma linda estátua equestre de d. Pedro 1º. Sua avó, d. Maria 1ª, foi quem mandou enforcar e esquartejar o inconfidente.

Batizada no Império como praça da Constituição, teve seu nome mudado na República e hoje o neto da Louca enfeita a praça do condenado.

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota e pretende patentear suas pílulas de felicidade. Elas têm dois ingredientes: metas do Meirelles e promessas do Doria. Só fazem efeito com bebida alcoólica, muita bebida alcoólica.

MARAJÁS DE TOGA

Depois de faturar R$ 504 mil reais no seu contracheque, o juiz Mirko Giannotte da 6ª Vara da cidade de Sinop (MT), desprezou as críticas e afirmou: "Eu não estou nem aí. Estou dentro da lei."

Tudo indica que ele tem razão. Faturou o que faturou, por conta de decisões referendadas pelo Conselho Nacional de Justiça, presidido pela ministra Cármen Lúcia.

A bola está com ela, e não com Giannotte ou com os demais marajás do Judiciário.

GATO POR GATO

Quem acreditou que o prefeito Marcelo Crivella mudaria os métodos nas negociações com o aparelho da Fetranspor não comprou gato por lebre, comprou gato por gato.

Um dos conselheiros de Crivella era Rodrigo Bethlem, que havia sido o "xerife" da ordem pública de Eduardo Paes e quindim da máfia das empresas de ônibus.

Paes foi aquele prefeito que pretendeu multar os cariocas que jogassem guimbas de cigarro na rua. Hoje, ele vive em Nova York.

FERIADÃO

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro continua surpreendendo o mundo. O ano letivo de 2017 ainda não começou, mas o reitor Ruy Garcia Marques informou que será facultativo o ponto na sexta-feira, 8 de setembro.
A Uerj quer independência financeira, mas, quando se trata de não trabalhar, aprecia uma boa dependência administrativa.

MALUQUICE

Uma Câmara escandalosa conseguiu produzir mais um escândalo. Pretende votar o chamado semidistritão em apenas uma semana.

A ideia surgiu há poucos dias, nunca foi debatida, não tem similar no mundo e ninguém sabe direito como funcionaria.

O cidadão poderia votar no candidato a deputado ou na legenda do partido. Não há quem explique como seriam rateados os votos dados à legenda. Se a divisão incluir os candidatos que já teriam sido eleitos com suas votações individuais, a redundância beira a maluquice.

Esse híbrido ajuda o PT, talvez o PSDB e o PSOL. Ganha uma viagem ao Afeganistão quem conhecer alguém capaz de sair de casa para votar na legenda do PMDB, do PP, do PSD, ou mesmo do DEM.

A atual legislatura mostrou que não tem competência nem vontade para fazer uma reforma política (salvo na esperteza da tunga bilionária do fundo eleitoral).

Ficaria tudo melhor se deixassem o velho sistema proporcional em paz. Para um doente, às vezes é melhor ficar em casa do que ir para um hospital contaminado, onde trabalham médicos loucos.

PRESENTE

Donald Trump criou uma oportunidade para que se conheça melhor a sociedade americana e sua História. Pode-se ver (ou rever) a série de documentários "A Guerra Civil", do cineasta Ken Burns.

É uma obra-prima do gênero. Associa inteligência e erudição a um monumental trabalho de pesquisa.

São nove programas e cada um tem cerca de uma hora de duração. Com legendas em português, essa dádiva está no YouTube.

Está tudo lá.
Herculano
20/08/2017 18:42
GILMAR E CARMINHA NO WHATSAPP

Conteúdo de O Antagonista. Gilmar Mendes mandou a Cármen Lúcia pelo WhatsApp uma mensagem sobre o pagamento de R$ 500 mil a um juiz de Mato Grosso, no contracheque de julho.

Foi após o recebimento que a presidente do STF decidiu tomar medidas sobre as remunerações no Judiciário, segundo a Coluna do Estadão.

"Cinco dias antes, por causa da crise fiscal, os ministros do Supremo concordaram, por oito votos a três, em não conceder a si mesmos reajuste salarial em 2018. Como explicar, então, que um juiz de primeira instância recebera 15 vez mais do que eles, a maior parte em indenização?"

Carminha não consegue levar uma. No STF, Minas continua a perder para Mato Grosso?
Herculano
20/08/2017 18:39
O PACTO SOCIAL DA RUÍNA, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Ouvi uma vez de uma tia ou talvez tenha lido em um romance brasileiro esquecido a lenda quem sabe real da família que se reduziu à miséria por não chegar a um acordo sobre a divisão de uma herança. Um caso simétrico de ganância com resultado ruinoso é o velho clichê de matar a galinha dos ovos de ouro.

O gênero dessa história autodestrutiva que se passa no Brasil de agora parece uma combinação dessas perversões.

Por enquanto, a disputa e a mesquinharia a respeito de quem vai pagar a conta da crise terminal das finanças do governo vão redundando em um acordo tácito: inércia.

Não haveria cortes decisivos de despesas, não haveria impostos relevantes a mais. As contas vão se acumular. A ruína então virá, mais cedo ou mais tarde, aos poucos ou de modo explosivo, a depender das voltas da economia do mundo lá fora. Por enquanto, se empurra com a barriga, se aceita o impasse.

Ou melhor, é possível que a memória de ditaduras e inflações ressuscite ou reforce nos membros menos ignorantes da elite, conscientes da crise, o sentimento atávico de que sempre é possível esfolar o povaréu. "Menos ignorantes": sim, há gente com voz, no topo ou no comando do país, que de fato não se dá conta do tamanho inédito do problema fiscal e de suas consequências.

Os mais espertos talvez imaginem que, mesmo sem crescimento, mesmo na eventual e lenta regressão do Brasil de país médio a país pobre, será possível passar a conta adiante, extrair o bastante para sustentar um simulacro de padrão de vida de elite global enquanto o resto das gentes se dana.

Não seria novidade. Ao contrário. É o padrão comum da história brasileira. Vide o exemplo recente dos 15 anos de superinflação, de quase nenhum crescimento, de crise contínua entre o colapso econômico da ditadura e o Real.

Talvez contribua para a inércia e para ilusões a melhoria temporária que virá depois desta recuperação econômica microscópica, cíclica, cortesia também da calmaria nas finanças mundiais e da folga nas contas externas, resultado da recessão horrível que reduziu nosso consumo de modo brutal (exportamos mais que importamos porque empobrecemos).

Marolas externas, mudanças no custo mundial do dinheiro, podem, no entanto, provocar desvalorizações do real e/ou aperto financeiro, juros mais altos, perigo fatal para um governo tão endividado. A fim de escaparmos do colapso, a alternativa seria um crescimento baixo em meio a inflação alta, um dos nossos métodos habituais de passar a conta para o povaréu.

Essa crise fiscal grave e, enfim, o cúmulo dos danos desse nosso Estado disfuncional vão provocar um drama bíblico, hordas de miseráveis caindo pelas ruas, pestes? Não. O crescimento seria cronicamente lento. Na melhor das hipóteses, a pobreza ficaria estagnada. Problemas sistêmicos de Estados precários, como o predomínio crescente do crime (vide o Rio), vão se agravar aos poucos.

Pode haver choques, decerto, confrontos decisivos, uma imposição dura de perdas a um grupo social, uma revolta popular contra a pobreza persistente envenenada por um ambiente inflacionário. Os caminhos da degradação ou do conflito podem ser vários. Ainda estamos brincando de escolher o cano pelo qual vamos entrar.
Faustino da Prefeitura
20/08/2017 14:18
O cara tem que ser muito etário pra defender o jaguara do Gilmar Mendes, nem de brincadeira
Sidnei Luis Reinert
20/08/2017 09:54
O bem que Gilmar Mendes nos faz


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Sabe o que é mais preocupante em toda a seqüência de casos desmoralizantes ou polêmicos envolvendo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal e na presidência do Tribunal Superior Eleitoral? Atacado duramente nos meios jurídicos, nas redes sociais, e agora também na dita grande imprensa, o Poderoso Gilmar Mendes não parece preocupado com nada(ou, em português claro, com porra nenhuma).
Por que Gilmar não ajuda a sociedade brasileira que clama por transparência e segurança total no voto eletrônico, apoiando a implantação da conferência do voto impresso por recontagem? Para com isto... O Poderoso Gilmar Mendes tem outras prioridades. A força dele é tão grande que três professores de seu Instituto Brasiliense de Direito Público conseguiram ser indicados, recentemente, para uma vaga de ministro-substituto do TSE (que deveria ser um mero órgão administrativo, e não um organismo judicial para cuidar das eleições).
O prestígio de Gilmar Mendes apenas comprova que ele é uma das figuras que mais manda nesta velha Nova República. Ele foi indicado para o supremo cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O velho Príncipe dos Sociólogos (agora chamado por alguns inimigos de "Efegagácê") é um fenômeno da esquerda mundial e do mundinho acadêmico. Seus desafetos intrigam que ele é o único professor universitário aposentado do planeta terra que possui um apartamento avaliado em 11 milhões de Euros na Avenue Foch, em Paris. Fala sério... Só pela indicação de Gilmar para o STF, FHC merece...
Por falar em aposentadoria, e mudando rapidamente de assunto para voltar nele depois, A Veja denuncia que uma investigação acaba de confirmar que a inesquecível Dilma Rousseff furou a fila do INSS e conseguiu se aposentar de modo irregular. Um dia depois do impeachment presidencial, o ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, e uma secretária particular da Dilma, entraram pela porta dos fundos da Agência do INSS na Asa Sul. Lá conseguiram abrir e fechar, em tempo recorde, um processo para aposentar Dilma com o salário máximo de R$ 5.189 reais. Nada anormal se 400 mil brasileiros sem prestígio estivessem com processos de aposentadoria represados na burocracia previdenciária. Dilma merece...
Voltando ao Gilmar Mendes, os gaiatos no zap-zap estão viralizando uma avacalhação contra ele. No texto, que circula velozmente, algum desafeto explora a fama de Gilmar como ilustre "Godfather": Gilmar e a esposa Guiomar foram padrinhos do casamento da filha do Jacob Barata ?" o Rei dos ônibus do Rio de Janeiro, que mandou soltar recentemente. A mensagem vai lotar a caixa de mensagens dele: "O ministro Gilmar Mendes está fazendo participação em festas de aniversário, formatura e casamento, inclusive como padrinho, mesmo sem ter contato com a família. Basta enviar e-mail convidando. Ministro GILMAR MENDES. Telefone (61) 3217-4175; email: mgilmar@stf.jus.br ?" email: audienciasgilmarmendes@stf.jus.br ".
Gilmar virou piada... O site Sensacionalista já colocou o ministro na mais alta "catiguria" dos ecologistas, com a manchete: "Gilmar Mendes ganha prêmio do Ibama por soltar tucanos, ratos e até Barata". Gilmar também foi comparado ao poderoso iogurte Corpus: "Solta toda a merda presa"... Mas a sacanagem mais terrível contra Gilmar foi postada por Gustavo Victorino: "Estado Islâmico assume a autoria de Gilmar Mendes no STF". Ainda bem que a notícia é mentirosa: o autor verdadeiro é FHC... Gilmarj merece? Talvez, sim... Quem sabe, não... Poderoso virar piada é coisa normal no mundo inteiro.
O problema (ou seria solução?) é que as atitudes públicas, decisões judiciais e manifestações virulentas de Gilmar Mendes, sobretudo contra a Força Tarefa da Lava Jato, certas ou erradas, atraem os olhares do mais simplório cidadão para as mazelas do Judiciário (ou Judasciário) do Brasil. Agora que a ministra Carmem Lúcia resolveu atacar o pagamento dos "penduricalhos" nos vencimentos de magistrados e servidores dos Palácios de Justiça, devemos presenciar um choque de transparência que será muito útil no processo de mudanças que o Brasil sofrerá.
Para encerrar, uma reflexão do jornalista paranaense Paulo Eduardo Martins, Diretor de Relações Institucionais do Instituto Liberal, que deve ser levada muito a sério: Há tempos alerto sobre a bolha virtual em que a Direita vive. Enganada pelas redes sociais que só lhe mostra conteúdo de interesse comum, pensa que a esquerda está morta. O fluxo de informação e o predomínio da narrativa da esquerda no imenso mundo fora da bolha não podem ser ignorados, de forma alguma. A Direita liberal/conservadora não predomina ainda em uma única instituição de ensino, redação ou partido. Eleitoralmente, ainda não temos condições de eleger UM deputado federal por Estado. Encaremos a realidade. Fechar-se no conforto da bolha é coisa de nerd".
Ainda bem que tem gente saindo da bolha. Domingo que vem, dia 27 de agosto, é convocada uma manifestação, na Avenida Paulista, com um mote central: "Eu quero Gilmar Mendes Preso". O curioso é que a campanha é divulgada na Internet por membros do Judiciário...
Os novos atores políticos vão aumentar a pressão para que os poderes instituídos sejam passados a limpo no Brasil. A Intervenção Institucional, para nos livrar do domínio do Crime, é inevitável. Neste 20 de agosto, tem ato pelo "Voto Impresso, já" em 100% das Urnas Eletrônicas, em todo o Brasil.
Fora Gilmar, a semana promete ser animada com a esperada delação do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Antônio Palocci também já teria denunciado que os bancos BTG e Safra pagavam mesadas para Lula...
A turma próxima a Michel Temer já está tomando remédio para dor de barriga... O que a turma de Lula toma já não faz mais efeito...
Herculano
20/08/2017 09:48
A CONTABILIDADE CRUEL DAS REFORMAS

Conteúdo da revista Época. Texto de Débora Bergamasco e Patrick Camporez. O Congresso, ao se concentrar na reforma política (e em seu interesse imediato), deixa de lado a avaliação da reforma da Previdência, crucial para a economia

Livre da primeira denúncia por corrupção feita contra ele pelo Ministério Público, o presidente Michel Temer reuniu seus conselheiros no final de semana de 5 e 6 de agosto. Incluiu parlamentares e integrantes de sua equipe no Executivo. Quis saber qual era o real tamanho de sua base de apoio. Mais que isso: quis indicações do empenho com que ela abraçará mais um desgaste diante da opinião pública, ao aprovar uma medida necessária, mas impopular ?" a reforma da Previdência.

O cenário descrito é desolador. Temer não tem os 308 votos para aprovar o texto da reforma como está. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, continua a convocar os líderes dos partidos governistas na Câmara quase diariamente, a fim de atualizar a tabela de votos. Um dos líderes que colaboram com Padilha, ouvido pela reportagem, diz que as previsões parecem otimistas demais e não refletem a real dificuldade de avançar com essa apreciação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comprometeu-se com Temer a não pautar a matéria até que o governo sinta ter chances reais de vitória. O calendário dos sonhos do governo consiste em obter apoio suficiente nas próximas semanas e conseguir aprovação em setembro na Câmara e em outubro no Senado. "A atenção do governo está toda voltada à aprovação da simplificação tributária e à reforma da Previdência", diz o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, um dos principais responsáveis pela negociação do Executivo com o Congresso.

Temer já foi convencido por parlamentares a fatiar a proposta e colocar em votação apenas temas pontuais, como idade mínima e regra de transição. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente declarou que será aprovada a reforma que for "possível". A afirmação deixou a equipe econômica desconfortável, por dar a impressão de que o governo já desistiu dessa batalha. Mas, se desistiu, Temer, que conhece a cabeça de um parlamentar como ninguém, deve ter motivos para fazê-lo.

O secretário da Previdência, Marcelo Caetano, disse a ÉPOCA não ter interpretado a fala de Temer como aceitação da versão mais diluída da reforma. Ele se lembra das manifestações anteriores de ceticismo que foram superadas ?" já se questionaram a disposição do governo para enviar a reforma ao Congresso, a ambição da proposta, as chances de aprovação dela na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Cada uma dessas dúvidas foi vencida. "Veio a votação da denúncia (de corrupção contra Temer) e só retomamos agora. Mas o discurso pró-reforma, antes, era muito concentrado na equipe econômica. Hoje, isso se ampliou", afirma Caetano. "Outros ministros, o Rodrigo Maia, o Romero Jucá estão dando declarações mais veementes. Vejo uma posição de governo até mais forte do que via antes."

A proposta de reforma já perdeu bastante da força original. A partir de mudanças aceitas em abril, cálculos iniciais indicaram que cairia em um quinto a economia que ela geraria para os cofres públicos. Isso ocorreu por causa da flexibilização de cinco pontos do texto (regras de transição, aposentadoria rural, Benefício de Proteção Continuada, acúmulo de pensões e aposentadorias especiais de professores e policiais). Caetano estima que o potencial de economia já tenha caído em um quarto, em relação à proposta original. "Foram mudanças, como a das aposentadorias rurais, que beneficiaram uma camada mais pobre da sociedade, quem ganhava até um salário mínimo. Não foram servidores de alta renda os beneficiados", diz. "Foi uma redução substancial e refletiu uma posição do Legislativo. Não vejo muito espaço para ficarmos discutindo outros níveis de redução (da economia a ser gerada) lá na frente."

O governo já fez o cálculo. "Se não for aprovada pelo menos a idade mínima e o fim de parte dos privilégios a funcionários públicos, em 2022 chegaremos à situação-limite", afirma um economista respeitado que presta consultoria ao governo na área. A situação-limite exigirá uma nova rodada de mudanças no sistema previdenciário, já no próximo governo. Isso porque, para manter o rigor fiscal num cenário em que os gastos previdenciários continuem avançando demais, o governo terá de abrir mão da quase totalidade dos gastos discricionários, aqueles sobre os quais o Executivo tem controle (o que inclui investimentos).

No decorrer de 2017, o corte das despesas discricionárias tem sido executado com força total. Mas isso não basta. O Instituto Fiscal Independente do Senado revisou, na quinta-feira, dia 10, a projeção para o governo central de saldo primário (a diferença entre receitas e despesas, sem contar o pagamento de juros). O saldo negativo previsto para este ano cresceu de R$ 144 bilhões para R$ 156 bilhões. O rombo previsto para o ano que vem caiu de R$ 166 bilhões para R$ 153 bilhões. Ambos, porém, continuam acima do projetado pelo Executivo. E o diretor executivo do IFI, Felipe Salto, destaca as dificuldades para fazer essas projeções, pelo alto grau de incerteza ?" em relação a quanto o governo consegue cortar em suas despesas, ao aumento de arrecadação nos meses à frente, à incerteza das receitas extraordinárias e à recuperação claudicante da economia.

O gasto com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) já saltou de 35% do gasto federal, duas décadas atrás, para 41%, hoje. Sem uma reforma adequada, ultrapassará os 70% em 2030. A velocidade do comprometimento do orçamento com a Previdência decorre da combinação entre benefícios elevados para parte da população e envelhecimento acelerado do país. A parcela de idosos na população deve passar de 8% em 2016 para 18% em 2030 e 27% em 2060. O cenário assustador se repete nos estados. Nenhum deles consegue que as contribuições com o sistema de Previdência chegue a 20% de sua receita líquida, mas 14 gastam mais que isso com aposentados e pensionistas. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro estão no topo da lista dos que mais gastam. Passou da hora de os congressistas perceberem a urgência do problema e se empenharem em resolvê-lo.
Herculano
20/08/2017 09:40
A RESPOSTA É DORIA

Conteúdo de O Antagonista.João Doria ou Geraldo Alckmin?

O Instituto Paraná fez uma pesquisa para determinar quem é o melhor candidato em 2018.

O resultado foi divulgado por Eliane Cantanhêde:

João Doria - 40,3%

Geraldo Alckmin - 13,2%

O resto respondeu "nenhum dos dois" (sobretudo no Nordeste, curral eleitoral de Lula).
Herculano
20/08/2017 09:38
Diogo Mainard, de O Antagonista, escreve: O programa de TV do PSDB foi atacado pelo Estadão (leia abaixo).

Ao contrário do que pensa o Estadão, o que diferencia o PSDB do PT são seus eleitores, e não seus caciques.

O eleitorado de Lula defende a ORCRIM; o eleitorado que votou em Aécio Neves, em 2014, rejeita os escroques de todos os partidos.
Herculano
20/08/2017 09:35
RÉQUIEM PARA O PSDB, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Propaganda sustenta de forma vulgar a mensagem deletéria segundo a qual a política brasileira está integralmente danada

A propaganda levada ao ar em rede nacional pelo PSDB na quinta-feira passada, em que o partido diz que "errou" e que "é hora de pensar no País", soou como a cerimônia fúnebre de uma agremiação política que hoje não tem liderança, proposta ou direção reconhecíveis. Produzida e divulgada por insistência do presidente tucano interino, o senador Tasso Jereissati (CE), a peça é um desastre completo não apenas para o partido, mas para o País, pois sustenta de forma vulgar a mensagem deletéria segundo a qual a política brasileira está integralmente danada. Essa demagogia barata não combina com um partido que sempre se julgou moderno e que pretendia inspirar em seus eleitores a esperança de que a política podia ser feita sem o apelo fácil às paixões populares. Se antes o PSDB "errou", como diz, cometeu um erro muito pior agora.

Enquanto elenca as conquistas que o PSDB diz ter legado, como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, o vídeo intercala a frase, dita em tom grave, "mas o PSDB errou". Em seguida vem a explicação, na forma de uma confissão: os tucanos "cederam ao jogo da velha política" quando aceitaram "como natural o fisiologismo, que é a troca de favores individuais e vantagens pessoais em detrimento da verdadeira necessidade do cidadão brasileiro".

O programa não dá um único nome, donde se presume que, para a direção do partido, a maioria dos tucanos se envolveu no mais rasteiro toma lá dá cá. Os parlamentares do PSDB foram colocados pelo próprio partido na categoria dos políticos interesseiros ou ladravazes. Nem o mais bem pago marqueteiro petista poderia ter imaginado algo que fosse tão favorável ao partido de Lula da Silva, este sim, o mentor intelectual do desastre político, econômico e moral que atingiu o Brasil. Afinal, a se acreditar no discurso disseminado pela propaganda tucana, todos os partidos e todos os políticos são iguais ?" uma afronta ao fato inegável de que foi o PT, associado ao que há de mais atrasado no País, que inaugurou uma era de profundo desrespeito pelas instituições democráticas, resultando na quase completa desmoralização da política. E não se ouvirá nenhum líder petista ?" muito menos Lula da Silva ?" dizer que "errou".

Com sua iniciativa, a direção do PSDB parece interessada em alinhar o discurso do partido ao clamor gestado pela irresponsabilidade dos que, a pretexto de acabar com a roubalheira de dinheiro público, tentam mobilizar a opinião pública contra todos os políticos. O PSDB aceitou colocar a cabeça dos seus parlamentares na guilhotina do tribunal popular em que se converteu a chamada "luta contra a corrupção", enquanto os corruptos de fato, muitos já condenados, saem pelo País a bradar que são perseguidos políticos.

Mais do que isso: a direção do PSDB entendeu que era o caso de incluir o governo do presidente Michel Temer ?" do qual participa com quatro ministros e cujas propostas de reformas formalmente apoia ?" no rol dos desastres nacionais, dizendo que "o Brasil está parado há quase três anos por conta de uma crise política que parece não ter fim". E então a propaganda emenda com a proposta de instituir o parlamentarismo, dizendo que, nesse sistema, "um governo sem base de apoio no Congresso, sem condições de governar, é imediatamente destituído, sem processo de impeachment, sem batalhas jurídicas, sem sacrificar o povo e sem minar as energias do País". Um desavisado poderia supor que, para o PSDB, o governo Temer já deveria ter sido destituído ?" e só não o foi porque o regime atual é presidencialista e Temer se segura na base do fisiologismo e das chicanas.

Muitos tucanos de destaque manifestaram profunda contrariedade com a iniciativa da direção do PSDB. O chanceler Aloysio Nunes Ferreira lembrou não só a participação do PSDB no governo, mas também o esforço de Michel Temer para levar adiante a agenda de reformas. E disse que essa agenda avançará "se o PSDB deixar de ser um fator de crise e de desorganização da base parlamentar". Ou seja, se o PSDB voltar a pensar no País.
Herculano
20/08/2017 09:30
NOVES FORA, ZERO ZERO ZERO, por Carlos Brickmann

Lula está disposto a tudo para ser candidato - e, ao menos por algum tempo, livrar-se de Curitiba. E, para mostrar a seus adeptos que fora ele não há salvação, admitiu na Bahia a possibilidade de ser impedido de disputar a Presidência (é a primeira vez que fala em público sobre esta hipótese). Seu substituto, disse a Mário Kertesz, da Rádio Metrópole, seria escolhido entre os governadores Fernando Pimentel (Minas), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), e o ex-governador baiano Jaques Wagner. Fernando Haddad, que tenta viabilizar-se como candidato, não é citado: claro, perdeu a reeleição por ampla margem, e no primeiro turno.

Nas palavras de Lula, "o golpe (o impeachment de Dilma) não fecha" se ele não for judicialmente impedido de se candidatar. O risco é alto: Lula já foi condenado em primeira instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a nove anos e meio de prisão, e se seu recurso for recusado pelo Tribunal Regional Federal cai na Lei da Ficha Limpa. O problema é que, apesar da alta rejeição (que dificultaria sua vitória no segundo turno), ele é o primeiro colocado nas pesquisas. Os nomes que sugere como substitutos nem foram lembrados pelos pesquisadores. E, depois de Dilma e Haddad, a era dos postes, que só existiam por seu apoio, parece ter chegado ao fim.

Lula está em campanha - oficialmente, "caravana", porque campanha antecipada é ilegal - por nove Estados do Nordeste. Visita 25 cidades.

...COM QUEM ANDAS

A comitiva de Lula na campanha - quer dizer, "caravana" - inclui Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, acusada de crime eleitoral, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, acusado de improbidade administrativa, e o ex-governador baiano e ministro Jaques Wagner = contra quem o Supremo determinou a abertura de processo, acusado de participação no esquema Odebrecht.

A BAINHA DOS TUCANOS

O PT pode ter candidatos de menos, mas todos farão o que Lula mandar. Já o PSDB tem candidatos demais, três deles já derrotados pelo PT, outro derrotado dentro do partido quando quis se candidatar; e um que aparece bem, mas que por isso mesmo vem sendo sabotado pelos outros. No PSDB todos são amigos desde os bancos escolares, mas ainda acham que as costas uns dos outros são a bainha para seus punhais.

Geraldo Alckmin e Aécio Neves, ambos já derrotados por Lula, vêm conversando sobre como anular João Dória Jr., com prestígio em alta (e com o dobro das intenções de voto de Alckmin, nas pesquisas). José Serra, surrado por Lula e Dilma, quer ser lembrado como candidato e não fala mal de Dória; mas seu aliado José Aníbal fala mal por ele. Tasso Jereissati, atropelado por Serra no PSDB quando quis se candidatar, é o presidente do partido - e mandou sozinho no programa de TV, criticado pelos demais tucanos (entre outras coisas, o programa atacou o Governo, em que o PSDB tem quatro ministérios dos bons). Todos querem derrubar Tasso; aceitam até Aécio de volta.

AO MESTRE, COM CARINHO

Mas Aécio teve de se licenciar da Presidência do PSDB quando foi alvo das gravações de Joesley Batista, a quem pediu R$ 2 milhões. Joesley diz que era suborno, Aécio diz que era empréstimo. E o Supremo, a pedido do procurador Janot, analisa a possibilidade de mandar prender o senador.

Outra possibilidade é antecipar para outubro a convenção nacional, que escolherá o presidente. E, inicialmente, antecipar as convenções estaduais. No caso, o favorito para presidente é o governador goiano Marconi Perillo.

O PSDB, como sempre, decidiu não decidir. Vão consultar Fernando Henrique, que não é candidato nem quer ser, para que decida por todos.

QUEM PARTE E REPARTE...

Todos querem votar depressa a reforma política, mas só para garantir a mamata dos R$ 3,6 bilhões de financiamento público de campanha. Como fica a eleição (distrital, distrital misto, distritão, proporcional), não importa muito. Mas, sem decidir esses detalhes, como garantir já a dinheirama? Os parlamentares estudam qual o sistema que melhor lhes facilite a reeleição.

...FICA COM A MELHOR PARTE...

Na terça, promete o presidente do Senado, Eunício Oliveira, entra na pauta o pedido de urgência para extinguir o sigilo dos empréstimos do BNDES. O projeto é do senador Lasier Martins, do PSD gaúcho; e o PT é totalmente contra, com certeza por motivos técnicos e patrióticos. Lasier Martins cita casos em que o fim do sigilo permitirá que se entenda tudo: o porto de Mariel, em Cuba, empréstimo de US$ 682 milhões; o metrô do Panamá, US$ 1 bilhão. As empreiteiras são as de sempre.

... E CONHECE A ARTE

Do portal Quanto Custa o Brasil: lista de deputados federais e senadores em débito com a União (goo.gl/Xbxh5f).
Herculano
20/08/2017 09:22
GILMAR MENDES INTENSIFICA POLÍTICA DA CELA VAZIA, por Josias de Souza

Num intervalo de 72 horas, Gilmar Mendes colocou em liberdade meia dúzia de encrencados no esquema de corrupção no setor de transportes do Rio de Janeiro. Com isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal inaugurou uma nova fase da implantação da política de celas vazias da Lava Jato. É muito parecida com as fases anteriores. A diferença é que já não há a necessidade de maneirar. Aboliu-se o recato.

Convicto de sua própria invulnerabilidade, Gilmar virou em primeiro lugar a chave da cela de Jacob Barata Filho. Conforme ilustra fotos na imprensa, o ministro é padrinho de casamento de Maria Beatriz Barata, filha do investigado. Ela trocou alianças com o sobrinho da mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa Mendes. Chama-se Francisco Feitosa Filho. Seu pai, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão de Guiomar e cunhado de Gilmar, é sócio de Barata, o empresário que ganhou a liberdade.

Os procuradores da força-tarefa do Rio de Janeiro pediram que Gilmar seja impedido de atuar no processo que envolve Barata. Cabe ao chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, decidir se encaminhar ou não o requerimento ao Supremo. "Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso?", perguntou Gilmar aos repórteres na sexta-feira. "Vocês acham que isso é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder!"

O site do Supremo ensina: a suspeição de um juiz pode ser suscitada quando ele for "amigo íntimo" de uma das partes envolvidas no processo. Isso está previsto no artigo 135 do Código de Processo Civil. Gilmar alega que sua relação com os Barata não é íntima. Quanto à sociedade do irmão de sua mulher com Barata, o ministro diz não ter relação direta com os negócios do cunhado.

Neste sábado, Gilmar incluiu num despacho em que libertou mais quatro presos uma estocada nos procuradores que pedem seu afastamento do caso. "Não se pode curvar e ceder a grupos de trêfegos e barulhentos procuradores." Numa de suas acepções mais comuns, o vocábulo "trêfego" significa irrequieto, agitado.

Deve-se à agitação barulhenta da infantaria de procuradores o rompimento de uma tradição que chegou ao Brasil junto com as caravelas. Nenhuma revelação conseguia abalar o prestígio de uma eminência empresarial brasileira. Mesmo quando desmascarados e denunciados, os empresários continuavam enchendo as colunas sociais. Hoje, enchem as celas que Gilmar se apressa em esvaziar.

No início do mês, o ministro Luís Roberto Barroso, um desafeto de Gilmar no Supremo, soou premonitório ao comentar a influência dos encrencados na Lava Jato: "Essas pessoas têm aliados importantes em toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente menos imagina".

O juiz Marcelo Bretas, que cuida da Lava Jato no Rio, tentou manter atrás das grades dois dos presos que Gilmar soltou. Expediu novos mandados de prisão contra Jacob Barata, o compadre, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação dos Transportes do Rio. Gilmar mandou soltá-los pela segunda vez. Antes, fez troça do trabalho do doutor Bretas: "Isso é atípico, né? Em geral, o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo".

"A liberdade é a regra no processo penal", anotou Gilmar Mendes no mesmo despacho em que chamou os procuradores de "trêfegos". Avesso às exceções que quebram a regra não-escrita segundo a qual nenhuma falsidade justifica a incivilidade da prisão de um representante da oligarquia política e empresarial, Gilmar evocou Rui Barbosa: "O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde".

A frase citada pelo ministro consta de artigo intitulado "O justo e a justiça política". Foi escrito em 1899. Nele Rui Barbosa discorre magistralmente sobre a falta que uma toga genuína fez a Jesus Cristo: "Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados."

Quer dizer: aos olhos de Gilmar Mendes, os investigados do Rio podem ser imaculadas criaturas. Gente comparável ao filho de Deus. Os trêfegos da Procuradoria e o doutor Bretas comporiam um bando de cegos, incapazes de enxergar "a inocência divina". Nesse enredo, ministros do Supremo precisam assinar habeas corpus em série porque não podem lavar as mãos.

O barulhinho que você ouve ao fundo é o ruído de Rui Barbosa se revirando no túmulo ao perceber que o cachorro passou a abanar o rabo para pessoas que deveria morder. Até os mortos farejam o cheiro de queimado. Vem aí a revogação da decisão do Supremo que permitiu passar os corruptos na chave após a confirmação das condenações na segunda instância do Judiciário.
Herculano
20/08/2017 09:16
DF, RJ E SP TÊM DEPUTADOS ESTADUAIS MAIS CAROS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

Os deputados estaduais mais caros do Brasil estão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre salários, verba de gabinete e cota parlamentar, cada deputado do DF (distritais) custa R$3 milhões por ano ao contribuinte. Ao custo de R$2,9 milhões, os cariocas ficam logo atrás, mas em situação de empate técnico, dependendo de outros auxílios. São Paulo completa o "top3" com R$2,5 milhões por deputado.

A DIFERENÇA
O gasto maior por deputado no Distrito Federal fica por conta da verba para contratar assessores, R$184 mil contra R$171,5 mil dos cariocas.

MAIOR DO BRASIL
Com 94 deputados estaduais, maior número do País, a assembleia de São Paulo gasta R$ 242,8 milhões por ano com seus parlamentares.

CUSTO TOTAL
No Rio, com 70 deputados, são R$ 205 milhões por ano, enquanto no DF, com apenas 24 parlamentares, são R$ 73,2 milhões por ano.

MAIS QUE O CONGRESSO
O custo com cada deputado nos dois estados e no Distrito Federal é superior ao que é gasto com os deputados federais e até senadores.

NOMEADOS POR LULA E DILMA CHEFIAM STF ATÉ 2027
Os nomeados pelos ex-presidentes Lula e Dilma, do PT, vão presidir o Supremo Tribunal Federal até outubro de 2027, quando assumirá o comando o ministro Alexandre de Moraes, até agora o único indicado por Michel Temer. Apesar disso, os ministros não se comportam como "bancada do PT". Em 2018, a atual presidente do STF, Cármen Lúcia, indicada por Lula, será substituída pelo ministro Dias Toffoli no cargo.

TOFFOLI, DEPOIS FUX
A presidência do paulista Dias Toffoli será exercida até setembro de 2020, quando será a vez do carioca Luiz Fux assumir o cargo.

WEBER, DEPOIS BARROSO
A ministra Rosa Weber presidirá o STF por treze meses, até outubro de 2023, ao atingir a idade-limite. Será sucedida pelo colega Luís Barroso.

MORAES Só EM 2027
Barroso entregará a presidência do STF a Edson Fachin em outubro de 2023. O ministro Alexandre de Moraes assumirá em 2027, aos 50 anos.

DEZESSETE ANOS
Até 2027, com Alexandre de Morais, e desde quando Gilmar Mendes concluiu o mandato em 2010, serão 17 anos de presidentes do STF nomeados por Lula ou Dilma: de Cezar Peluso a Cármen Lúcia, a atual.

MARANHÃO NO AVANTE
Sem fogos e alarde, e assim como Cândido Vacarezza, ex-líder dos petistas Lula e Dilma, Waldir Maranhão (MA), ex-vice de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, filiou-se ao Avante (que era PTdoB).

RELAÇÕES BOVINAS
Vacarezza só deixou o PT há um ano, após se manifestar publicamente favorável ao impeachment de Dilma. Ele detestava a convivência com ela, quando era o líder do governo, e a odiou ao ser defenestrado.

CANDIDATO CARO
Cândido Vaccarezza (SP) foi eleito em 2010 com a campanha mais cara de toda a bancada do PT, a maior da Câmara naquele ano. Oficialmente, declarou despesas de R$ 4,7 milhões à Justiça Eleitoral.

TUNGA É CONSENSUAL
No Congresso, o "fundo eleitoral" é caso raro de matéria consensual. Todos os partidos - do PSOL ao DEM - querem tomar R$3,6 bilhões do contribuinte, equivalente 0,5% de tudo que o Brasil arrecada por ano.

INUTILIDADE
A Comissão de Segurança da Câmara não parece ter muito o que fazer: aprovou rapidamente proposta que proíbe a implantação secreta ou não-autorizada de chips em seres humanos.

VIOLÊNCIA DAS FARC
Os narcoguerrilheiros das Farc fizeram muito mal à Colômbia. Segundo o jornal português Diário de Notícias, 875 mil mulheres sofreram com violência sexual e prostituição forçada no conflito, e só de 2010 a 2015.

QUE VERGONHA
A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT e ré na Lava Jato, não se manifestou sobre a destituição do parlamento democraticamente eleito, na Venezuela. Só tem palavras de elogio à ditadura de Maduro.

PENSANDO BEM...
...não é por acaso que o PT idolatra o regime autoritário da Venezuela: lá, agora, o parlamento tem apenas um partido, o que apoia o governo.
Herculano
19/08/2017 19:21
ESTÃO PRENDENDO NOSSOS FILHOS NOS ESTADOS UNIDOS

Um número crescente de crianças e adolescentes do Brasil vem sendo barrado por autoridades da imigração. Enviados para abrigos, são impedidos de se comunicar com a família e tratados com truculência injustificável

Conteúdo da revista IstoÉ. Texto de Fabíola Perez

Imagine seu filho de 15 anos a bordo de um avião, acompanhado da avó, em uma sonhada viagem para os Estados Unidos. Ele vibra com a ideia de mergulhar em uma nova cultura e aprimorar o domínio de uma língua estrangeira em um país civilizado. Tudo parece esplêndido até o instante do desembarque. O sonho então vira pesadelo. Seu filho é preso, acusado de imigração ilegal. Não importa que ele tenha visto e nem que, mesmo acompanhado da avó, porte uma autorização dos pais para viajar ao exterior. Aos olhos da imigração americana, ele não pode ter outro destino senão uma cela. É então enviado ao abrigo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, em Chicago. Ali, a dinâmica é semelhante à de uma prisão. As roupas são substituídas por uniformes numerados. Os objetos pessoais, como livros e celulares, confiscados. O suspeito de imigração ilegal é submetido a uma série de procedimentos de higiene e obrigado a tomar vacinas. O contato com a família é restrito, limitado a dois telefonemas por semana. As autoridades diplomáticas do Brasil sequer ajudam para tornar seu calvário menos terrível. O desespero toma conta dos pais que, do Brasil, acompanham tão atônitos quanto impotentes o destino incerto do filho. Poderiam se passar semanas e até meses antes de a Justiça americana decidir libertá-lo e devolvê-lo à família.

"É tudo muito confuso e angustiante. Mesmo com o pai lá ele teve de voltar ao abrigo" Cristina Fraga, mãe de Vitor

Foi esse tratamento brutal que o estudante Vitor Fraga, 15 anos, recebeu no aeroporto de Houston, no Texas, onde faria uma conexão para São Francisco, na Califórnia. O adolescente de Niterói, Rio de Janeiro, foi levado ao abrigo na quinta-feira 10, após longas horas de espera, pânico e desinformação. Na quinta-feira 17, após um acordo de retorno voluntário ao Brasil, Vitor recebeu sua sentença: ele seria escoltado por policiais até o voo de regresso e ficaria impedido de solicitar um novo visto de entrada nos EUA pelos próximos cinco anos. Um sonho transformado não só em pesadelo, mas em um castigo cruel.

Enquanto Vitor esperava que seu destino fosse decidido por um juiz americano, no Brasil seus pais reuniam esforços para amparar o garoto. Na quarta-feira 9, o pai Renato Fraga embarcou para encontrar o filho e provar que o menino tem familiares, condições financeiras e não pretendia entrar nem viver ilegalmente nos EUA. Ele havia sido matriculado em uma escola pública pela madrinha, que vive em São Francisco. Segundo a família, aproveitaria para praticar inglês. "Era uma forma de estudar sem precisar pagar. A grande verdade é essa, mas nunca imaginamos que isso fosse acontecer", afirma o pai.

A mãe, Cristina Fraga, que é advogada, diz que o responsável legal por seu filho no abrigo agendou um encontro entre pai e filho em um escritório fora dali. Nem mesmo depois que a Justiça dos EUA decidiu que Vitor poderia voltar ao Brasil o sofrimento da família terminou. "Ele voltou ao abrigo, mesmo com o pai lá. É algo muito angustiante", diz a mãe.

Para a advogada de imigração Ingrid Baracchini, a existência de visto não garante a entrada em território americano. "Caso eles verifiquem que a criança afirma viajar por um motivo e descobrem outra finalidade, ela é levada a um abrigo sob custódia do Estado até que seja marcada uma audiência para averiguar se houve fraude migratória", afirma.

A advogada Renata Castro Alves, que trabalha na Flórida, diz que nos últimos anos houve uma explosão no número de brasileiros com planos de usar o visto de turista para ficar no país. "Hoje temos leis migratórias mais rígidas, um governo anti-imigrante e uma tecnologia mais avançada para detectar irregularidades", diz. Os casos de jovens brasileiros detidos na imigração começaram a chamar a atenção do Itamaraty no ano passado. De acordo com as estatísticas, em 2013 foram registrados apenas seis casos de menores detidos. Em 2014, 11 ocorrências. Já em 2015, foram 30 ?" e apenas no primeiro semestre do ano passado o número havia saltado para 100. "É um problema muito novo e a única explicação é a enorme quantidade de famílias imigrando", afirma Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior.

As jovens Anna Beatriz Teóphilo Dutra e Anna Stéfane Radeck, ambas de 17 anos, foram detidas pela Imigração e levadas ao abrigo de Chicago. Anna Beatriz passaria algumas semanas com uma amiga em Boston, mas teve o trajeto interrompido no aeroporto de Detroit, em Michigan. "Ela chegou a falar que aproveitaria para treinar o inglês e houve um mal entendido. A primeira interpretação deles já sentencia o adolescente", diz Leide Teophilo, mãe da garota. Depois do primeiro telefonema, ela perdeu contato com a filha. Em nenhum momento os oficiais da imigração procuraram a família. Toda a comunicação era intermediada pelo consulado brasileiro. Após 15 dias no abrigo, onde teve de se submeter ao tratamento ríspido dos agentes, sem poder usar sabonete e xampu, Anna Beatriz obteve a liberação para retornar ao Brasil. O episódio a deixou traumatizada. "Ela passou três meses dormindo na minha cama e não tinha mais vontade de voltar aos EUA."

Entrada mais difícil

Anna Stéfane sofre até hoje os efeitos psicológicos da detenção. Também barrada em Detroit, ela passou o dia de seu aniversário de 17 anos, 26 de agosto, no abrigo de Chicago. "Quando a encontramos, ela estava febril, pálida e muito assustada", afirma Liliane Carvalho, mãe da adolescente. Na audiência, a juiza chegou a se desculpar pelo impedimento. O caso também foi resolvido após um pedido de retorno voluntário. "Ela tem pesadelos até hoje e desenvolveu síndrome do pânico."

Dias depois de Anna Stéfane ter sido barrada, outra jovem brasileira foi detida e levada para o mesmo lugar. A modelo Lilliana Matte, 17 anos, estava legalmente em Miami com a mãe Anaíde Matte havia quatro meses. Ambas pretendiam viajar para as Bahamas com amigos e familiares, mas a mãe não pode acompanhá-la porque iria à Venezuela fazer uma cirurgia de olhos. Ao retornar sozinha, a jovem foi barrada no aeroporto de Miami por viajar sem a autorização do responsável. Depois de três dias no aeroporto, a garota foi levada para Chicago. "Ela não entendia a arbitrariedade da situação, chorava quase sempre", diz a mãe, lembrando que falava com Liliane apenas duas vezes por semana. "Sabemos que para qualquer criança é uma situação muito traumática", diz Luiza, a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior. Segundo ela, qualquer discrepância nas informações é motivo de investigação. Nos últimos anos, os EUA passaram a atuar contra o tráfico de crianças de forma contundente. Por isso, diante de qualquer suspeita de serem vítimas dessa prática, crianças e adolescentes são levados aos abrigos até que sejam comprovados os vínculos com os responsáveis.

Trauma e síndrome do pânico - A adolescente de São Paulo Anna Stéfane Radeck, 17 anos, passou o dia do aniversário, 26 de agosto, no abrigo para menores de Chicago, nos EUA. "Ela começou a mandar mensagens para explicar, mas logo perdemos o contato", diz Liliane Carvalho, a mãe da garota. "Ela tem pesadelos até hoje e acabou de fazer um tratamento para síndrome do pânico"

Com a posse de Donald Trump, defensor de políticas anti-imigratórias, o número de jovens brasileiros presos nos EUA tende a aumentar. As regras para a emissão e renovação do visto já estão mais rígidas, com presença física exigida durante a entrevista. "Todas as pessoas que viajam aos Estados Unidos têm a responsabilidade de certificarem que estão com o visto apropriado", afirmou a Embaixada dos EUA no Brasil em nota a ISTOÉ. "Eles estão desenvolvendo métodos mais refinados de detectar os casos em que as pessoas pretendem permanecer no país.", afirma Ingrid. "A ideia é diminuir o número de impedimentos, evitar prejuízo aos cofres públicos americanos tornando ainda mais difícil o processo de entrada no país."

"Todas as pessoas que viajam aos Estados Unidos têm a responsabilidade de certificarem que estão com o visto apropriado" Comunicado da Embaixada dos EUA no Brasil

Para Luiza, do Itamaraty, muitos brasileiros deixarão de optar pela via legal, o que deve gerar casos dramáticos como o de Rhian Carlos Viana de Paula, de 12 anos, que em setembro de 2016 ficou por quatro meses detido em Chicago. "Não tínhamos informações sobre quando ele deixaria aquele lugar. Foi um processo muito demorado e doloroso para um menino tão novo", diz Elizângela Fagundes Viana. Essas crianças terão entraves para entrar novamente nos EUA ­ - e o peso traumático das lembranças dos dias de isolamento na prisão.
Herculano
19/08/2017 19:14
A JUSTIÇA SEM CRÉDITO. OS PRETOS, PRETOS E AS PUTAS ESTÃO ESPERANDO A ISONOMIA. GILMAR PõE MAIS QUATRO DA PONTO FINAL EM LIBERDADE

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Luiz Vassallo, Rafael Moraes Moura, Fausto Macedo e Julia Affonso, da sucursal de Brasília.O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes estendeu neste sábado, 19, o habeas corpus concedido ao empresário Jacob Barata Filho, o 'rei do ônibus', a outros quatro presos na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio.

O empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira deixaram na manhã deste sábado, 19, o presídio de Benfica.

Gilmar Mendes ainda estendeu o benefício dado ao 'rei do ônibus' a Cláudio Sá Garcia de Freitas, Marcelo Praça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno e Octacílio de Almeida Monteiro,presos preventivamente.

A Ponto Final mira as relações escusas entre autoridades e o setor de transporte rodoviário. A investigação mira propina de ao menos R$ 260 milhões.

A operação foi deflagrada no dia 3 de Julho contra a cúpula do sistema de transporte do Rio, quando foram presos o presidente da Federação das Empresas de Transportes do Rio (Fetranspor), Lelis Teixeira, e o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) Rogério Onofre.

No domingo anterior, 2 de julho, já havia sido preso o empresário Jacob Barata Filho, "o rei do ônibus" no Rio, que deixou o presídio neste sábado, 19, após decisão de Gilmar.

O ministro havia concedido nesta quinta-feira, 17, habeas corpus ao empresário. Pouco depois, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra Barata. Nesta sexta-feira, 18, o ministro voltou a conceder liberdade a Barata.
Herculano
19/08/2017 18:51
CASO DO PSDB É DE AUTóPSIA, NÃO DE AUTOCRÍTICA, por Josias de Souza

O problema das autocríticas é que elas quase sempre chegam tarde. Sob a presidência interina de Tasso Jereissati, o PSDB acaba de levar ao ar, no rádio e na TV, um esboço de contrição. Coisa de dez minutos. A peça não disse dos tucanos 5% do que eles dizem de si mesmos quando atacam uns aos outros na intimidade. Ainda assim, o ninho entrou em parafuso. Cogita-se até abreviar a interinidade de Tasso. Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta. O caso do PSDB não é mais de autoanálise, mas de autópsia.

No pedaço da propaganda partidária que mais eriçou as plumas, o PSDB insinua que um dos seus erros foi o convívio com o "presidencialismo de cooptação", do tipo replicado sob Michel Temer. Didático, o programa ensinou: "Presidencialismo de cooptação é quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou com partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país. Uma hora, apoia. Outra, não. E quando apoia, cobra caro".

Tucanos que participam da equipe ministerial de Temer apressaram-se em esculachar a iniciativa de Tasso Jereissati. Coordenador político do Planalto, Antonio Imbassahy rangeu os dentes numa nota: "Em vez de fortalecer o partido e apresentar contribuições ao país, preferiu-se expor, em rede nacional, uma divisão interna". O chanceler Aloysio Nunes ralhou na internet: "Não me representa", disse. É "um tiro no pé." Foi como se os ministros rejeitassem a carapuça enfiando-a na cabeça.

Sem saber, os críticos de Tasso alvejaram o grão-mestre do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Foi ele quem sugeriu o uso expressão "presidencialismo de cooptação". Se dependesse de Tasso, iria ao ar a versão edulcorada: "presidencialismo de coalização." O mais irônico é que a opinião de FHC nem é nova. Ele discorreu sobre o fenômeno numa entrevista que concedeu ao blog em janeiro de 2014. Nessa época, era Dilma Rousseff quem cooptava. Mas FHC reconheceu que ele próprio flertou com o flagelo quando passou pelo Planalto. O PT apenas levou a prática às fronteiras do paroxismo.

O que os críticos da autocrítica não percebem é que, em política, o arrependimento pode ser a última utilidade de um crime. Depois de conviver com o que há de mais arcaico na política e de tolerar a falta de ética de filiados ilustres, o PSDB ainda poderia extrair um gesto louvável de suas próprias delinquências e, mesmo com inacreditável atraso, entregar-se ao prazer da contrição. Os mais cínicos costumam gozar duas vezes ?"com o pecado e com a expiação. Mas o PSDB é sofisticado demais para entender as coisas simples.

Dividido, o partido conseguiu transformar uma autocrítica numa espécie de tucanocídio. Quando for concluída a autópsia, encontrarão no coração do tucanato o amargor da hipocrisia de exigir a moralidade e a honestidade sem praticá-las. No estômago da legenda, acharão os restos políticos de personagens como Eduardo Azeredo e Aécio Neves, filiados cujas transgressões o PSDB engoliu sem se dar conta do mal que fariam. Nesse contexto, o acasalamento com o governo Temer é a lápide, não a causa mortis.
Herculano
19/08/2017 18:47
AS REINAÇÕES DO SENHOR MAIA E AS RAZÕES DO ROMBO FISCAL, editorial da revista IstoÉ, escrito por Carlos José Marques

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do alto de sua nova condição de candidato titular à cadeira presidencial na eventualidade de vacância, resolveu dias atrás pontificar sobre o que considera erros do Governo que ele diz apoiar: "As coisas não caminham bem? se cada vez tem um jeitinho, cada vez se aumenta a meta (fiscal), acaba se gerando um gasto desnecessário". O ilustríssimo parlamentar, por esquecimento ou descaso, deixou na ocasião de tratar sobre a sua própria contribuição, deveras pesada por sinal, para o estouro de caixa que agora se verifica nas contas públicas brasileiras, cujo rombo foi recalculado de R$ 139 bilhões neste ano para R$ 159 bilhões no mesmo período.

Há de se perguntar para o congressista se ele considera, por exemplo, voos em jatinhos oficiais gastos, digamos, vitais ao funcionamento da máquina estatal. Maia é um dos campeões em uso dessas aeronaves para deslocamentos pessoais, na maior parte das vezes tendo por destino a sua própria casa. Somente de janeiro a março último ele viajou 54 vezes em jatos da FAB, 30 das quais para o Rio de Janeiro, onde reside. O levantamento é do site Contas Abertas, que fiscaliza as despesas federais, e deixa expostas as vísceras dos inúmeros abusos praticados por aqueles que parecem legislar em causa própria e desconsiderar o esforço geral por economia. O prezado leitor teria ideia de quanto custa um avião de lá para cá levando exclusivamente esse senhor que parece não poder viajar em voo de carreira como os demais mortais?

Aos números: por ser subsidiado e tratar-se de uma aeronave da FAB, apenas os 30 deslocamentos à Cidade Maravilhosa representaram uma espetada de R$ 600 mil no tesouro da União. Só no trimestre em questão. Cada passagem em voo de carreira custaria bem menos. Na tarifa cheia, cerca de R$ 1.500, que poderiam sair do próprio bolso do parlamentar, por que não? As mesmas 30 viagens em uma empresa privada de táxi aéreo, com um modelo Legacy 600 como o da FAB, dariam R$ 2,3 milhões em despesas de transporte do zeloso guardião do controle fiscal, Rodrigo Maia. Eis o tamanho real da brincadeira! A distinção de transporte extraordinário decerto não é exclusiva. Contempla muitos dos pares do presidente da Câmara, ministros e executivos do aparato estatal. Adicione ainda à contabilidade de privilégios outras mordomias como auxílio moradia, auxílio combustível, carro particular, bolsa de estudo para filhos, aposentadorias especiais e outros penduricalhos disponíveis à elite de Estado dessa nossa republiqueta das bananas - algo jamais visto nos ditos países desenvolvidos - e será assim possível identificar aos poucos de onde sai parte absurda do chamado déficit público. Um outro levantamento do mesmo site Contas Abertas demonstra que o Congresso Nacional custa, por dia, a bagatela de R$ 23 milhões ao País, ou R$ 8,4 bilhões ao ano.

No valor estão incluídos quase 22 mil servidores efetivos e comissionados. No âmbito da esfera federal, o governo decidiu extinguir 60 mil cargos de funcionários públicos, dentre os quais (acredite!) datilógrafos, radiotelegrafistas, operadores de mimeógrafo, perfuradores digitais e por aí vai. Funções ultrapassadas, que há muito tempo perderam sua razão de ser, embora continuassem subexistindo no aparato estatal. E os devaneios não param por aí. É possível por acaso aceitar que o governador Luiz Pezão, do Rio de Janeiro, estado em vias de falência, abra uma licitação para contratar um jatinho executivo, ao valor de R$ 2,5 milhões ao ano, para conduzi-lo em seus compromissos? Você, caro leitor, quer pagar por isso?

Políticos como Maia, Pezão e quetais seguem fazendo diabruras enquanto posam de paladinos da disciplina fiscal e apelam por ajudas sistemáticas do erário para pagar suas contas. Políticos comandados por Maia pedem agora um fundo extra de R$ 3,6 bilhões para pagar despesas eleitorais em 2018. Uma bofetada no contribuinte. Cerca de dois mil prefeitos de cidades brasileiras ?" atente para o número! - não cumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ou seja: gastam mais do que arrecadam. Quer entender quem gerou o tal rombo monstro que paralisa a Nação? Comece por aí. Todos precisam discutir e opinar sobre as contas públicas. Afinal, como o próprio nome diz, elas são de cada um de nós brasileiros e seu peso recai sobre nossas costas. Os senhores da lorota, que saem fazendo proselitismo em declarações públicas, ficam a impingir unicamente sobre o Executivo a culpa por todos os males enquanto deixam, matreiramente, de reconhecer sua responsabilidade no buraco. Realmente tem algo de muito errado nos tetos fiscais quando os remendos aqui e acolá não param de aparecer. O problema é identificar quem está disposto a admitir e a abolir os próprios privilégios. Maia inclusive.
Sidnei Luis Reinert
19/08/2017 18:46
Lava Jato, Lava Voto e Lava Toga


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O Estado-Ladrão do Brasil, se ainda não faliu, já se desmoralizou e precisa sofrer uma mudança estrutural. A maior dificuldade para a transformação é a falta de caráter da maioria de um povo histórica e culturalmente moldado para ser escravizado por uma zelite canalha e corrupta. O andar de cima não tem visão patriótica. Sua mentalidade é rentista, escravagista e improdutiva. Acostumou-se a enriquecer, mamando nas tetas estatais, enquanto suga o que pode da "sociedade". O curioso é que exploradores e explorados são, ao mesmo tempo, sugados e beneficiados pela máquina estatal.
Eis o triste resumo do Capimunismo selvagem brasileiro que molda o regime do Crime Institucionalizado, sob domínio do autoritário cinismo sistêmico. A bandidagem organizada dita as regras de uma guerra de todos contra todos os poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar). O crime como princípio, meio e fim exerce hegemonia sobre uma sociedade sem caráter. Assim, todos sobrevivemos em simbiose com o ente fictício chamado Estado. Novamente, a contradição entre exploradores e explorados serve de enredo para o conflito institucional que tende a uma ruptura (ou que, segundo alguns analistas, já se rompeu, se corrompeu e se desmoralizou).
Atingimos, no momento, um ponto de alta tesão na guerra de todos contra todos. O fenômeno é visível. O Efeito Mensalão evoluiu para o Efeito Lava Jato e agora tende a chegar ao Efeito Lava Voto (termo empregado pelo partido Rede), com grande chance de agravar o Efeito Lava Toga. Executivo e Legislativo ?" há muito desmoralizados ?" agora se defrontam com um Judiciário (ou Judasciário) em perigoso processo de desmoralização e em batalha aberta com o Ministério Público (o quarto ou quinto poder republicano).
Essa guerra particular entre magistrados e "promotores de Justiça" é o resultado previsível de um Estado-Ladrão com defeitos e vícios danosos: regramento excessivo, rigor seletivo (para punir ou perdoar quem convém aos "poderosos de plantão") e conseqüente sensação social de impunidade e injustiça. A tragédia se agrava porque a ladroagem estatal é a causadora de várias crises (sobretudo políticas e econômicas). O mais sensível e devastador efeito da roubalheira sistêmica é a explosão de violência e consequente insegurança.

A guerra de todos contra todos não tem moderador. Os militares não querem exercer tal papel. Pelo menos, abertamente, evitam falar do assunto. O Judiciário, que poderia cumprir tal missão moderadora, se divide em três grupos: os que desejam "fazer justiça" de modo implacável, os que foram abduzidos pelo esquema do Crime Institucionalizado e aqueles que só pensam nos polpudos contracheques (agora questionados publicamente, inclusive por parte da cúpula judiciária ?" no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça).

O bicho vai pegar porque os jogos são brutos. Carmem Lúcia x Salários Altos dos Magistrados. Gilmar Mendes x Ministério Público. Executivo x Legislativo. Legislativo x Judiciário. Lava Jato x políticos ladrões (e seus sócios ou vítimas empresariais). Eleitorado x Políticos. Equipe Econômica x Cidadão-contribuinte e empresas). Assistimos a embates que empatam em goleadas de covardia, pancadaria e jagunçagem. Por enquanto, apenas os Militares assistem à guerra na beira do campo destruído de várzea. O risco é perderem o campeonato por WO... Na arquibancada, o povo idiotizado e a militância radicalóide, extremista, não importa por qual ideologia torça.

No momento, o mais eletrizante é acompanhar os conflitos nos quais o Judiciário se meteu. Até porque, como bem lembra o sociólogo e advogado Sérgio Alves de Oliveira, o Judiciário brasileiro não tem independência, equilíbrio e harmonia em relação aos outros poderes (principalmente o Executivo e o Legislativo) que têm capacidade de indicar quem pode subir da primeira instância judicial para os cobiçados tribunais superiores. Os beneficiados por políticos e governantes enfrentam o dilema de julgar seus "padrinhos". Quando perdoam, são acusados de conivência. Quando condenam, são tachados de traidores por quem lhes promoveu aos olimpos dos Palácios de Justiça.

Bacana é ver um País sendo passado a limpo, mesmo contra a vontade da grande canalhada de corruptos ou covardes. Lava Jato, Lava Voto e Lava Toga são fenômenos irreversíveis. A guerra de todos contra todos vai gerar e consolidar as pré-condições para a inevitável Intervenção Institucional ?" que não vai acontecer via "golpe militar", mas sim por imposição direta de um povo que não aguantará mais ser explorado ou vitimado pela máquina estatal que tritura gente e dinheiro público.

Quem não terminar impedido, pode acabar detido... E haja Dart Vader para mandar soltar... Haja Dodge Dart para pedir para arquivar... E haja Moro ou Bretão para mandar bandido para a prisão... Mas se a Carmem cortar o salário da toga, os deuses vão se rebelar no inferno... A Maju já éstá pronta para anunciar o furacão e o tsunami no Jornal Nacional da Rede Globo...
Herculano
19/08/2017 10:16
OPORTUNISTA, PAULINHO DA FORÇA VOLTOU PARA ONDE NUNCA DEVERIA TER SAÍDA PORQUE FAZ PARTE DO MESMO ATRASO E LAMA: VAI APOIAR LULA PARA PRESIDENTE

Embora tenha apoiado o impeachment contra a presidente Dilma Vana Rousseff, PT, em 2016, o deputado Federal e líder sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do Solidariedade de São Paulo, enrolado na Justiça, decidiu que irá apoiar a candidatura presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo que Michel Temer assumiu, Paulinho colocou a pesada conta por esse apoio e não obteve resposta. Além disso foi duramente contra a reforma trabalhista, era contra o corte do Imnpsoto Sindical que tira um dia de trabalho dos trabalhadores por ano na marra para a farra dos sindicatos e sindicalistas, é contra a Reforma da Previdência onde defende os altos salários dos servidores públicos privilegiados, bem como a aposentadoria precoce deles ao redor dos 50 anos, enquanto 63% dos que sustentam esta fantasia, só conseguem se aposentar aos 66 anos de idade e com apenas um salário mínimo.

É a primeira vez que ele declara apoio a Lula numa disputa presidencial.
Herculano
19/08/2017 10:08
SUPREMO VIROU SUCURSAL DA CASA DA MÃE JOANA, por Josias de Souza

Certas decisões dão ao Supremo Tribunal Federal a aparência de sucursal da Casa da Mãe Joana. A OAB requereu ao Supremo que obrigue o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a analisar um pedido de impeachment feito pela entidade contra Michel Temer. O caso caiu sobre a mesa de Alexandre de Moraes. Ex-ministro da Justiça de Temer, o magistrado deveria se declarar impedido de julgar a matéria. Mas Alexandre de Moraes não se deu por achado.

Num país lógico, a própria OAB deveria arguir a suspeição do ministro. Independentemente do veredicto de Alexandre de Moraes, está em jogo a credibilidade da Justiça. Mal comparando, numa ação sobre a guarda de filhos, por exemplo, um advogado da mãe jamais deixaria de questionar a atuação de um juiz que fosse amigo do pai. E um pedido de impeachment não é menos importante do que uma ação da Vara de Família.

Alexandre de Moraes era subordinado de Temer até outro dia. Foi indicado por ele para o Supremo. E a lei prevê que um juiz deve se declarar impedido de atuar em determinado processo sempre que há razões capazes de comprometer a imparcialidade do julgamento. Essa regra tem sido negligenciada. Que o diga outro ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Expansiva, Mãe Joana já não se contenta em dar expediente apenas no Congresso e no Planalto. Ela agora veste toga.
Mariazinha Beata
19/08/2017 09:29
Seu Herculano;

Manchete do jornal O Estado de São Paulo:

"PM DISPARA TRÊS TIROS EM CONFUSÃO DURANTE VISITA DE LULA A SALVARO".

Com o preço da munição tão cara, o policial atira pra cima.
Bye, bye!
Anônimo disse:
19/08/2017 09:23
Herculano,

DEDO NA HIPOCRISIA
Bomba na rede o desabafo do senador Magno Malta (PR-ES). Ele notou que deputadas e senadoras do PT, que fizeram nova manifestação contra Jair Bolsonaro, não abriram a boca para protestar contra a prisão domiciliar do ex-médico estuprador Roger Abdelmassih. Às 08:47hs

É que petistas adoram estuprador, viado, putas, ladrão, drogados, sapatão ... tudo o que é contra DEUS.
vlad
19/08/2017 09:04
É simples. Nós queremos, em primeiro lugar, o Lula na cadeia, seguido por todos os outros larápios. Queremos novos políticos, pessoas de melhor qualidade, queremos cláusula de barreira e o fim das coligações, queremos voto também impresso, queremos "recall", queremos ministros do supremo que defendam o Brasil, a constituição e a sociedade, e que não sejam amigos de bandidos. Não ao distritão e ao parlamentarismo. Chega dessa turma toda
Herculano
19/08/2017 08:55
CORTINA DE FUMAÇA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Já passou da hora de uma reforma que leve ao saneamento do incompreensível mosaico partidário brasileiro

É consensual a premência da reforma do sistema político-eleitoral, entre outras reformas, como a da Previdência. Os cidadãos verdadeiramente interessados na reconstrução nacional consideram essa uma questão essencial para o resgate do País do atraso político, econômico e institucional em que se encontra e projetá-lo para o futuro.

Já passou da hora de uma reforma que leve ao saneamento do incompreensível mosaico partidário brasileiro, incluindo a adoção da chamada cláusula de desempenho, medida que fortalecerá as legendas que realmente têm estofo programático e representação social, requisitos fundamentais para conferir, mais do que racionalidade, legitimidade à democracia representativa consagrada pela Constituição.

Uma reforma política também deve reduzir drasticamente o bilionário custo das campanhas eleitorais, de modo a democratizar as candidaturas e aproximar os candidatos dos eleitores. Sob essas condições de transparência e confiança ?" tão caras à própria natureza da atividade política ?" vicejará a ideia do financiamento eleitoral privado por meio das doações de pessoas físicas, eliminando-se, assim, "soluções" absurdas como o tal Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FDD), que nada tem de democrático ao impor a todos os contribuintes o ônus de custear o funcionamento de partidos que não os representam.

Por fim, mas não menos importante, impõe-se ainda uma reforma eleitoral que acabe com mecanismos esdrúxulos como as coligações partidárias em eleições proporcionais, que servem tão somente para ampliar a distância entre eleitos e eleitores ao distorcer as escolhas que estes fazem nas urnas, dando azo à chamada crise de representatividade.

Não é nada disso, porém, que parece inspirar os parlamentares na discussão da reforma política ora em tramitação no Congresso. O debate em torno de propostas como o já mencionado FDD, o "distritão" ou, como agora se cogita, o chamado "distritão misto", uma estrovenga que, se aprovada, só existirá no Brasil, mostra que o Legislativo não está honrando o seu papel de agente das transformações ansiadas pela sociedade em uma democracia republicana.

Não são poucas as críticas pertinentes que têm sido feitas ao teor da reforma política em discussão. O vaivém de propostas que a caracteriza parece servir apenas para testar o grau de tolerância da sociedade e para consolidar a ideia de que a reforma se prestaria apenas para dar sobrevida à carreira política de muitos dos atuais congressistas.

Essa tese ofende a inteligência dos eleitores ?" que não são bobos ?" e lança uma cortina de fumaça sobre as verdadeiras razões que devem presidir uma reforma política séria.

É preciso lembrar que fórmulas eleitorais engenhosas podem beneficiar a uns e outros, mas a rotatividade que o voto impõe às bancadas é inexorável. A cada legislatura há um processo de renovação dos quadros políticos que indica que os eleitores, naturalmente, tendem a tomar o interregno entre uma eleição e outra como um período de aprendizado. Tanto é assim que, apenas para citar as duas últimas eleições gerais, em 2010 e 2014, o índice de renovação na Câmara dos Deputados foi de 46,4% e 43,5%, respectivamente. Historicamente, o índice de renovação da Casa sempre oscila entre 40% e 50%.

É evidente que esse turnover não representa, necessariamente, um processo de arejamento das ideias que circulam no Congresso. Há mesmo quem garanta que a legislatura seguinte sempre será qualitativamente pior do que a atual. Pode ser. Não se pode desconsiderar o fato de que alguns dos eleitos que preenchem as vagas abertas por parlamentares que não se reelegeram não são neófitos na política, tendo ocupado cargos no Executivo ou no próprio Legislativo, nas três esferas de governo.

De qualquer modo, é imprescindível ater-se às questões de fundo que fazem dessa proposta de reforma política em discussão no Congresso um balaio onde parece caber tudo, menos as medidas que, de fato, serão capazes de assentar as bases do País melhor que queremos construir para esta e para as futuras gerações de brasileiros. Ou seja, por pior que façam o sistema eleitoral, as cadeiras do Parlamento não estão reservadas para os autores da triste façanha.
Herculano
19/08/2017 08:52
O DESAFIO DA JUSTIÇA É NÃO CAPITULAR ÀS PRESSÕES DOS DEMAIS PODERES, por Oscar Vilhena Vieira, por doutor em Direito, em Oxford, para o jornal Folha de S. Paulo

A cada dia que passa amplia-se o cerco do sistema político sobre o aparato de Justiça. O mais recente movimento veio com a inclusão, na reforma política, de um limite de dez anos para o mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é reduzir o poder do tribunal, tornando os ministros mais dependentes do poder político e cautelosos ao tomar decisões que afetem interesses dos poderosos.

A reação do corpo político contra o protagonismo assumido pelo sistema de Justiça nos últimos anos não deve causar surpresa. Esse é o padrão observado em países como a Rússia, África do Sul, Colômbia, ou mesmo Itália, onde a ambição da Justiça de controlar a corrupção e o arbítrio foram duramente punidas pelas forças políticas.

Ao voltar suas baterias contra o governo do PT, no processo do mensalão, o sistema de Justiça angariou forte apoio da oposição e também dos setores da sociedade indignados com a corrupção. Esse apoio foi aprofundado com a Lava Jato, que desencadeou o processo de impeachment da presidente Dilma e a nefasta ascensão do centrão.

Na medida em que as investigações se expandiram para outros setores, em especial para o PMDB e o PSDB, as forças "moralizadoras" da política brasileira foram paulatinamente arrefecendo. Como era de se esperar, o infortúnio do cárcere e da desmoralização uniu adversários políticos históricos para combater o comum algoz. A Justiça conseguiu a proeza de unir contra si grande parte da elite política brasileira.

Evidente que excessos e perda de compostura de alguns operadores jurídicos, além da falta de pudor na defesa de privilégios corporativos, tornaram o sistema de Justiça mais vulnerável às investidas do centrão e seus novos aliados.

Com enorme perspicácia o novo governo passou a explorar as fissuras entre magistrados, procuradores e policiais para arrefecer o seu ímpeto punitivo. A oportunidade de renovar ministros, tanto no Superior Tribunal Eleitoral, como no próprio Supremo, foi estrategicamente aproveitada. Com a sucessão na Procuradoria Geral da República e um maior controle sobre a Polícia Federal, inclusive de natureza orçamentária, surge a expectativa de que a pressão do sistema de Justiça sobre o mundo político seja reduzida.

Uma clara demonstração da submissão do direito à política veio com decisão da Justiça Eleitoral de não impugnar a chapa Dilma-Temer, em que ficou claro, pelo voto do ministro Gilmar Mendes, que a chamada "ética de responsabilidade" deveria prevalecer sobre o compromisso com a estrita aplicação da lei.

Nesse cenário não surpreende que muitas pessoas estejam cada vez mais céticas de que a Justiça irá levar a cabo a sua função de aplicar a lei de forma imparcial a todos. O grande desafio do sistema de Justiça neste momento é não capitular.

*

Em se falando em capitulação, o Comando do Exército está propondo que o Tribunal do Júri seja substituído pela Justiça Militar na apuração de eventuais crimes dolosos contra a vida praticados por militares no contexto da atuação do Exército no Rio de Janeiro. Se o Congresso se curvar a essa demanda, não só colocará em risco a comunidade, como a própria integridade das Forças Armadas.
Herculano
19/08/2017 08:47
LAVA JATO: CUNHA OPERAVA COM VACCAREZZA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A prisão temporária do ex-líder do PT Cândido Vaccarezza permitirá a Lava Jato provar vínculos entre o ex-líder dos governos Lula e Dilma e o ex-deputado Eduardo Cunha, que se encontra preso em Curitiba (PR). Investigadores já sabem do envolvimento da dupla em negócios nos governos do PT, quando Cunha era líder do PMDB na Câmara e já chefiava o grupo que fazia negócios sujos na Petrobras.

NEGóCIOS À PARTE
Eram frequentes reuniões de Eduardo Cunha e Cândido Vaccarezza, mesmo o peemedebista sendo oficialmente hostilizado pelo PT.

LOCAL FAVORITO
Reuniões com Vaccarezza eram feitas à noite, sem qualquer discrição, no restaurante A Bela Sintra, o favorito do peemedebista em Brasília.

DUPLA EM SINTONIA
A pedido de Cunha, o então líder do PT apresentou proposta (PEC 352) legalizando doações eleitorais privadas de empresas.

FALA, VACCAREZZA
Lava Jato está confiante com a prisão. Vaccarezza teve papel central nos governos Lula e Dilma. Hoje, rompido com o PT, deve contar tudo.

CRISE: DF DEVE PRIVATIZAR ESTATAL DE ENERGIA CEB
A estatal Cia Energética de Brasília (CEB) deverá ser a principal "jóia da coroa" das privatizações do governo do Distrito Federal, a serem anunciadas até o fim de agosto no "Pacote Salvação", que prevê a extinção de órgãos e cortes nos gastos, inclusive com pessoal. Sem dinheiro, o governo deverá adotar o regime de parcelamento de salários já em setembro. Estimativas mais conservadores apontam que o governo do DF poderá obter ao menos R$2,5 bilhões pela CEB.

MAIOR DA HISTóRIA
A crise no DF é a mais grave da História de Brasília, desde a fundação. O "rombo" entre receita e despesa, este ano, supera os R$2,5 bilhões.

SITUAÇÃO DE RISCO
O governo não quer vender o BRB, mas 40% de sua operação é com consignado, e um possível atraso no salário do servidor pode ser letal.

BANCO VALE MUITO
Se o BRB for privatizado junto à folha de pagamento do funcionalismo, o governo poderá obter no mínimo R$3,5 bilhões no negócio.

OPS, DESCOBRIMOS
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, leu nesta coluna que na quinta (16) o painel de registro de presença foi aberto às 6h da manhã a fim de que deputados pudessem pegar do primeiro voo para seus estados.

ACABOU A BRINCADEIRA
Rodrigo Maia decidiu que o "efeito administrativo" da sessão da próxima quinta-feira (24) "será contabilizado com o painel das 14h". O objetivo é segurar os deputados um pouco mais no local de trabalho.

DEDO NA HIPOCRISIA
Bomba na rede o desabafo do senador Magno Malta (PR-ES). Ele notou que deputadas e senadoras do PT, que fizeram nova manifestação contra Jair Bolsonaro, não abriram a boca para protestar contra a prisão domiciliar do ex-médico estuprador Roger Abdelmassih.

BOVINO CORRUPTO
Uma das pistas que conduziram a Lava Jato ao ex-líder do PT Cândido Vaccarezza (SP) foi a interceptação de mensagens referindo-se a "bovino religioso". Ou seja, "vaca reza".

BOTA PREMIADA NISSO
O plano de trabalho da CPI do BNDES lembra inúmeras as denúncias de corrupção envolvendo empresas bancadas pelo BNDES. O grupo J&F/JBS saiu ganhando na "mais premiada delação da História".

LÁ, COMO CÁ
A Procuradoria Geral da República de Portugal investiga dez pessoas e uma empresa no escândalo conhecido por "GalpGate", em que a petroleira Galp, a Petrobras lusitana, bancou a viagem de autoridades e políticos para assistirem aos jogos de Portugal na Eurocopa 2016.

MOFO NA GAVETA
Cinco dos acordos internacionais votados na Câmara na quinta-feira (17) aguardavam análise desde 2010 e um desde 2011. Mas viraram "pauta" no dia que deputados bateram o ponto às 6h e se mandaram.

FALTA VIRAR LEI
A Comissão de Direitos da Mulher da Câmara aprovou mínimo de 30% de mulheres nos conselhos de administração de empresas públicas, de economia mista e qualquer outra que a União controle. Atualmente no Brasil, só 6,3% desses cargos são ocupados por mulheres.

PENSANDO BEM...
...o bovino religioso foi abatido por US$500 mil.
Herculano
19/08/2017 08:34
ADIAMENTO DE REFORMAS E AUMENTO DO DEFICIT AMPLIAM IN INCERTEZAS, por Solange Srour, economiista, para o jornal Folha de S. Paulo

Empurrar com a barriga é o que o Brasil mais tem feito na última década.

Desde a grande crise financeira que abalou o mundo em 2008, recorremos a uma série de malabarismos fiscais para mascarar o elevado gasto público: desonerações e controles de preços que represavam a verdadeira inflação, incentivos ao consumo que disfarçavam a falta de potencial para crescermos sustentavelmente e proteções tarifárias que tentavam compensar a baixa competitividade de nossas empresas.

Ao longo da década, o país conseguiu escapar da grande derrocada porque o mundo lhe foi bastante favorável. Desde a expansão fiscal chinesa, que contribuiu para elevar significativamente os preços de nossas exportações, até a política de juros extremamente baixos nas principais economias, contamos com o tempo a nosso favor.

O atual governo começou a mudar nossa perspectiva de eterna vulnerabilidade ao ambiente externo. Avançamos em ações microeconômicas importantes, com as mudanças na legislação sobre conteúdo nacional, melhorias na gestão de estatais e bancos públicos e a reestruturação do papel do BNDES, entre outras.

A reforma trabalhista e a Lei da Terceirização foram avanços extremamente relevantes. Na parte macro, estabelecemos um teto para os gastos públicos, uma regra fiscal de grande importância para um país que vem sofrendo a maior crise econômica de todos os tempos.

Apesar de todas as conquistas, a sensação atual é que retrocedemos ao passado não tão longínquo. Depois dos eventos de maio e da crise política que se instaurou, passamos a empurrar as questões cruciais do país para o próximo governo, sem termos a menor ideia de como ele será.

Como resolver o problema fiscal brasileiro sem uma reforma da Previdência abrangente? Após o Congresso barrar o avanço da denúncia contra o presidente, poderemos ao menos mudar algumas regras que engessam o gasto público? Poderemos enfrentar a resistência de grupos organizados que se beneficiam das distorções do gasto público?

Tudo indica que não. O capital político do governo é hoje bem menor do que era logo depois do impeachment. A denúncia contra o presidente foi barrada, mas o custo foi bem alto. A aprovação da reforma da Previdência e de outras medidas impopulares exige uma perspectiva de poder que esse governo não terá tempo de oferecer.

Na melhor das hipóteses, o governo, daqui em diante, concentrará esforços em evitar a perda total da confiança do mercado financeiro e dos empresários. A mudança das metas fiscais deste ano e de 2018 foi bem recebida pelos investidores, mas exige vitórias importantes no Congresso que serão cautelosamente acompanhadas.

Escapamos do rebaixamento das agências de rating por ora. Enquanto a perspectiva de equilíbrio fiscal vai se esvaindo, aproveitamos o interregno benigno mundial na esperança de um governo forte em 2019.

A má notícia é que a atual crise política atingiu quase todos os partidos, aumentando a chance de a próxima eleição presidencial ser bem pulverizada e altamente incerta.
Despetralhado
18/08/2017 20:31
Oi, Herculano

Tadinho do P.M.S., quer defender o macaco véio e assassina a gramática.
Ele é um funcionário público concursado?
Talvez um remanescente do petismo no SAMAE.
Herculano
18/08/2017 20:23
CÁRMEN LÚCIA REQUISITA FOLHAS SALARIAIS DE JUÍZES, por Josias de Souza

Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, a ministra Cármen Lúcia determinou aos tribunais de todo país enviem a Brasília dados sobre os salários pagos aos juízes no período de janeiro a agosto de 2017. Ela baixou uma portaria que fixa prazo de dez dias para a entrega das informações, que serão analisadas pelo CNJ.

A decisão de Cármen Lúcia chega nas pegadas da divulgação de um contracheque duro de roer. O juiz Mirko Vicenzo Giannotte, de Mato Grosso, recebeu no mês passado a acintosa cifra de R$ 503,9 milhões. A cifra incliu, além do supersalário, indenizações e vantagens pessoais. Soube-se depois que Giannotte não é um descalabro isolado. Pelo menos 84 juízes receberam vencimentos acima de R$ 100 mil no mês de julho.

Entre as atribuições do CNJ está a fiscalização dos tribunais. Daí a investida de Cármen Lúcia. A portaria da ministra prevê que, a partir de setembro, o CNJ abrirá uma vitrine eletrônica no seu site para expor os salários dos juízes. Os tribunais terão de enviar os dados até cinco dias depois do pagamento.
Herculano
18/08/2017 20:11
A PERIGOSA EXPOSIÇÃO (ALTOS VENCIMENTOS, MORDOMIAS, AMIGA DOS AMIGOS, CORRUPÇÃO, POLITIZAÇÃO E A "INTERPRETAÇÃO" HERMENÊUTICA) DA JUSTIÇA BRASILEIRA QUE ATENDE O INTERESSES DE POUCOS

EM MENOS DE 24 HORAS, GILMAR SOLTA DE NOVO "REI DO ôNIBUS" ENVOLVIDO EM NOTóRIA E GROSSA CORRUPÇÃO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Luiz Vassallo e Julia Affonso, da sucursal de Brasília. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar, de novo, o empresário Jacob Barata Filho, preso desde o início de julho na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato. Barata Filho é considerado o "rei dos ônibus no Rio" e é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pagar propinas a autoridades do Estado.

Gilmar concedeu nesta quinta-feira, 17, habeas corpus ao empresário. Pouco depois, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra Barata. Nesta sexta-feira, 18, o ministro voltou a conceder liberdade a Barata.

"Ante o exposto, estendo os efeitos da medida liminar deferida nestes autos em 17.8.2017, para substituir prisão preventiva do paciente Jacob
Barata Filho, decretada nos Autos 0504957-22.2017.4.02.5101, pelas medidas cautelares diversas da prisão, fixadas no despacho anterior. Comunique-se, com urgência, para que o Juízo de origem providencie a imediata expedição de alvará de soltura", decidiu o ministro.

Na decisão desta sexta-feira, Gilmar Mendes voltou a impor restrições ao empresário.

Ele terá que comparecer periodicamente ao juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, não poderá manter contato com outros investigados, não poderá deixar o País ?" em julho, ele fora preso quando tentava embarcar para Portugal ?", terá que estar em casa à noite, fins de semana e feriados. Também não poderá assumir cargos de administração ligados a transporte coletivo, nem mesmo ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos.

Ao determinar a extensão dos efeitos da medida liminar deferida na quinta-feira, 17, para substituir prisão preventiva de Jacob Barata Filho pelas medidas cautelares diversas da prisão, o ministro assinalou. "Tenho que as medidas cautelares anteriormente fixadas são suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva."

Para Gilmar, a proibição imposta ao 'rei do ônibus' de se ausentar do país, com obrigação de entrega de passaportes, 'é medida suficiente para reduzir o alegado risco de fuga'.

Jacob Barata Filho é dono de um conglomerado de empresas no Rio e em outros Estados com mais de 4.000 veículos. Herdou o negócio de seu pai, que atuava no ramo desde os anos 1960. Os negócios da família incluem operadores de turismo, entre outras empresas, e se estendem por Portugal.
Herculano
18/08/2017 20:04
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A CONSTITUINTE DE MADURO E A REFORMA POLÍTICA NO BRASIL?, por Percival Puggina

No poder legislativo federal, agita-se intensamente o submundo do crime que ali atua de modo ostensivo. Por isso, diante do que vejo, torna-se impossível definir com vocábulos brandos as maquinações constitucionais em negociação com vistas às eleições de 2018.

É bom lembrar. No ano passado, ao cabo de campanhas municipais marcadas pela escassez de recursos técnicos, materiais e financeiros, sem militância paga, houve importante renovação e visível encolhimento de alguns partidos. Ficou nítida, então, no resultado das urnas, esta mensagem: "Senhores, por obséquio, abandonem o recinto". De lá para cá, a disposição para a faxina só aumentou.

Enquanto governo e oposição se contorcem numa luta virtual em que apenas reduzida militância se envolve, a nação aguarda o momento de exercer sua soberania e mandar todos para o olho da rua, por justa ?" justíssima! ?" causa: se querem fazer negócios pessoais, abram uma quitanda. Recente pesquisa do Instituto Ipsos revelou que 94% da população não se sente representada pela classe política e por essa legislatura naufragada no próprio descaramento.

Congressistas que precisam comprar suas cadeiras alarmaram-se com a falta de dinheiro que marcou a campanha de 2016. A quem extorquirão agora? De que servirão os usuais requebros e acenos que sugeriam acesso às facilidades do poder? Onde buscarão os milhões que, bem geridos, enchiam as urnas mais indignas no mercado eleitoral? Tudo indica que a conta sobrará para nós, mediante uma tarrafada legislativa que recolherá, sem dó nem piedade, R$ 3,6 bilhões para a campanha deles no ano que vem. É o preço da democracia", afirmam, simulando nobre proteção a um bem superior. Não, não nos tomem por tão ingênuos. Esse é o preço de vossas cadeiras. É a prudente primeira etapa do "Salvemo-nos todos!".

A segunda etapa pode ser resumida como uma bacanal de interesses escusos, indecência que se imaginaria articulada num ambiente sob mortiça luz vermelha. Refiro-me ao aleijão que recebeu o nome de distritão. Ele transforma em majoritária a eleição proporcional de deputados, na base do cada um por si e o diabo por todos. Elegem-se os mais votados. Ora. para que os atuais detentores de mandato estejam entre os mais votados, basta, então, diminuir radicalmente o número de candidatos, pois quanto maior o número de candidatos, menos votos para cada um; e vice-versa. Se os eleitores querem renovar, feche-se a porta para os novos candidatos. Assim, inverte-se o procedimento usual. Os partidos, comandados pelos seus parlamentares, em vez de buscarem candidatos para ampliar suas nominatas e bancadas, porão a correr os novos pretendentes, assegurando, por falta de alternativa, as cadeiras dos que já têm.

É o mais recente truque da cartola dos corruptos. Corrompe-se a democracia, impedindo que se expresse de modo pleno a firme disposição do eleitorado: "Cavalheiros, abandonem o recinto!". Custo a crer que o STF tolere tão nítida disposição de nossos congressistas de promoverem uma farsa eleitoral. Não perceberá o Supremo, aí, o empenho de inibir, por supressão de alternativas, a expressão da vontade dos cidadãos? Não está, a proposta do distritão, em claro antagonismo com princípios essenciais do regime democrático? Será necessário escancarar ainda mais os sinais de má fé legislativa? É sutil a diferença entre a constituinte de Maduro e a reforma política aprovada pela comissão. Ambas estabelecem regras que conduzem a resultados divergentes da vontade social.
Herculano
18/08/2017 20:00
da série: como assim? diploma de réu condenado não vale?

LULA É COISA NOSSA

Conteúdo de O Antagonista. Lula também disse, na Bahia, que talvez tenha sido o único presidente brasileiro sem diploma...

Sem dúvida, é o único presidente brasileiro condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Coisa nossa.

Lula, em comício na Bahia, por não ter recebido o título de "doutor honoris causa" da Universidade Federal do Recôncavo Baiano:

"Muito me entristece não ter recebido meu título. Sou agradecido ao conselho universitário, mas fiquei sabendo de uma história de uma menina que tirou o seu diploma, e, quando ela tirar o diploma de doutorado, esse será meu título."

Coisa linda.

Vocês perguntam quem está pagando as contas de Gleisi Hoffmann, que acompanha a caravana de Lula pela Bahia.

É sempre uma boa pegunta, que vale para todos os outros petistas 'papagaios de pirata' do ex-presidente.

Lula disse na Bahia que não gosta do vereador Alexandre Aleluia, que conseguiu barrar a entrega do título de doutor honoris causa ao ex-presidente.

"É para mim uma grande honra ouvir do condenado a nove anos de prisão que ele não gosta de mim. Afinal, muitos dos amigos dele estão hoje cumprindo pena", rebateu o vereador, do DEM.

"Essa inimizade de Lula por mim só demonstra que estou no caminho certo.

O senador respondeu aos petistas que acusaram Temer de montar um balcão de negócios para se salvar.

"No impeachment, o Lula montou uma quitanda aqui num hotel cinco estrelas e eles gastaram 3 bilhões e 800 milhões de emendas. 'Cês tão lembrados, meninos?"

Os "meninos" do Congresso fingem que não, mas estão lembrados, sim.
Maria José
18/08/2017 19:18
SAMAE ESTOURADA. Um Samae administrada pelo Sr.Zéca Caça Nikel,Aiàla,Mano do Zéquinha da Celesc e pela esposa do Ratinho não pode dar certo,vai quebrar!!!!
Miguel José Teixeira
18/08/2017 17:42
Senhores,

Eu não poderia deixar de replicar a frase do presidente da Havan, Senhor Luciano Hang:

"Confio nas pessoas que acreditam no capitalismo, no valor do trabalho, na força das empresas privadas para geração de riqueza."

(Hoje, na coluna do Moacir Pereira, JSC)

Merece uma moldura. . .
José Antonio
18/08/2017 13:25
Herculano!

Mais um PETISTA preso, do jeito que a coisa vai, até 2018 não vai mais ter nenhum PETISTA para disputar as eleições, pois estarão todos presos.
Herculano
18/08/2017 11:57
COLUNA ESTADÃO, por Andreza Mattais e Marcelo Moraes, no jornal O Estado de S. Paulo

A Câmara avalia processar o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), pelo programa partidário da sigla que acusa políticos de negociar com o Executivo vantagens pessoais em troca de votos. A peça foi veiculada ontem em cadeia de rádio e televisão. O tucano será instado a nominar quem são os políticos que se venderam sob o risco de colocar toda a Casa em suspeição. Deputados do PSDB contrários ao teor do programa também comentaram num grupo de WhatsApp que estão dispostos a interpelar Tasso na Justiça.

Dedo na ferida.
Num dos trechos do programa, o PSDB fala em "presidencialismo de cooptação". E exemplifica: "políticos negociam vantagens pessoais" com o Executivo "e não pensam no País".

Não está sozinho.
Apesar da controvérsia, Tasso recebeu o apoio de parte da bancada. "Todos os partidos deveriam dar esse chacoalhão. O PSDB é o único que está fazendo isso de fato", diz o líder Ricardo Trípoli.

Chocou.
Tucanos contrários a Tasso relatam que na reunião ele teria prometido financiar campanhas dos deputados com recursos utilizados pelo partido para pesquisas e estudos.

Com a palavra.
Tasso tem defendido o conteúdo do programa. Procurado, preferiu não responder. A única vez que Tasso foi interpelado ocorreu em 2005 quando o então tesoureiro do PT Delúbio Soares o contestou por tê-lo acusado pouco antes do mensalão.

Dando a real.
A cúpula da Comissão de Orçamento se reuniu ontem com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para falar da dificuldade que o aumento da meta fiscal vai enfrentar para ser aprovado.

Bronca.
Boa parte da resistência se origina nos vetos feitos a itens da LDO, contrariando interesses dos parlamentares. O ministro se comprometeu a levar as queixas ao governo e, na terça, ir à comissão para defender a votação.

Recurso.
O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, Domingos Filho, entra hoje no STF com uma ação de inconstitucionalidade contra a extinção da corte.

Vingança.
Domingos diz que foi uma retaliação porque 17 dos 46 deputados tiveram contas reprovadas. Os defensores dizem que o TCM só gera gastos.

Sei quem você é.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro exige do cidadão que deseja consultar os salários dos juízes nome completo e CPF ou título de eleitor, RG e CNH. E informa, em vermelho e letras garrafais, que o IP do computador que acessará os dados "ficará registrado no sistema".

Fui!
O ex-ministro Aldo Rebelo pediu afastamento do PCdoB. Ele está incomodado com os rumos do partido. "Se fosse casamento, diria que é aquela fase em que um pede para dar um tempo", amenizou o deputado Orlando Silva.

CLICK.
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad participou de debate sobre mobilidade na Câmara e negou ser "plano B" do PT, se Lula não puder concorrer em 2018.

Vai com calma.
Um dia após a CPI do BNDES aprovar seu plano de trabalho, Paulo Rabello, presidente do BNDES, buscou apoio no Senado. Ontem, conversou com Cássio Cunha Lima (PSDB), que não é membro da Comissão.

Big Brother.
Começaram a ser instaladas ontem câmeras de segurança dentro do Palácio do Planalto. Todos os corredores terão vigilância, até mesmo o 3.º andar que dá acesso ao gabinete do presidente Temer.

Pronto, Falei!

"É mais uma invencionice tola que não faz sentido e não vai contribuir em nada para a segurança jurídica", do MINISTRO DO STF, Gilmar Mendes, sobre a fixação de mandato de dez anos para membros de tribunais aprovada pela reforma política
Herculano
18/08/2017 11:52
O ABATE DO BOVINO RELIGIOSO

Leia a nota completa da PF sobre a operação Abate, que mandou Cândido Vaccarezza para o matadouro:

PF deflagra duas fases decorrentes das Operação Lava Jato - Fase 43/Operação Sem Fronteiras e Fase 44/Operação Abate

Curitiba/PR - A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate a Corrupção e o Desvio Verbas Públicas - DELECOR/SR/PF/PR, deflagra na manhã de hoje (18/08/2017) a 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato, respectivamente, Operação Sem Fronteiras e Operação Abate.

Foram cumpridas 46 ordens judiciais distribuídas em 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e 06 mandados de prisão temporária em São Paulo/SP, Santos/SP e Rio de Janeiro/RJ.

Ambos os casos se inserem no contexto de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagens de ativos identificados em contratação de grandes empresas com a PETROBRAS.

Na chamada Operação Sem Fronteiras é investigada a relação espúria entre executivos da PETROBRAS e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira.

Na Operação Abate, a ação visa desarticular grupo criminoso que era apadrinhado por ex-deputado federal, cuja influência era utilizada para a obtenção de contratos da PETROBRAS com empresa estrangeira. Nesta relação criminosa, recursos foram direcionados para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Informações detalhadas das investigações que fundamentaram as ações policiais nesta data serão apresentadas em entrevista coletiva às 10h no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.


OPERAÇÃO ABATE
SÃO PAULO/SP:
01 mandado de prisão temporária
03 mandados de condução coercitiva
06 mandados de busca e apreensão
SANTOS/SP:
02 mandados de condução coercitiva
02 mandados de busca e apreensão
RIO DE JANEIRO/RJ:
03 mandados de prisão temporária
05 mandados de condução coercitiva
14 mandados de busca e apreensão

OPERAÇÃO SEM FRONTEIRAS
RIO DE JANEIRO/RJ:
02 mandados de prisão temporária
01 mandado de condução coercitiva
17 mandados de busca e apreensão
Herculano
18/08/2017 11:50
PROPAGANDA DO PSDB AUMENTARÁ PRESSÃO DO CENTRÃO E DO PMDB POR REFORMA MINISTERIAL

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Igor Gadelha, da sucursal de Brasília. A propaganda partidária do PSDB veiculada na noite desta quinta-feira, 17, com críticas ao governo Michel Temer (PMDB), aumentará a pressão do Centrão, grupo do qual fazem parte PP, PSD e PR, e do PMDB, partido do presidente, por troca no comando dos ministérios que estão nas mãos dos tucanos.

Parlamentares desses partidos prometem intensificar a cobrança para que Temer diminua o espaço do PSDB no governo. A avaliação é de que a propaganda na qual o partido critica o "presidencialismo de cooptação que vigora no Brasil" é a gota d´água que faltava para convencer o presidente a redistribuir os cargos dos tucanos.

Nas palavras de uma influente liderança do PMDB, a relação dos outros partidos da base aliada com o PSDB, que já estava "ruim", vai "piorar" com o programa partidário, veiculado em cadeia nacional de rádio e TV.

Hoje, o PSDB comanda quatro ministérios: Relações Exteriores, Direitos Humanos, Cidades e Secretaria de Governo. O principal alvo do Centrão e do PMDB são os dois últimos. Cidades, pela capilaridade política . Secretaria de Governo, pelo poder de comandar a articulação política e indicação para cargos na administração federal.

O Centrão já tem, inclusive, uma "proposta": transferir Antonio Imbassahy da Secretaria de Governo para o Ministério das Cidades, desalojando o também tucano Bruno Araújo do posto. No lugar de Imbassahy, o grupo quer emplacar o líder do governo no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE).

Até antes da propaganda, o Planalto sustentava que não pretendia mexer nos ministérios do PSDB. Temia que eventuais mudanças respingassem na votação da reforma da Previdência, principal proposta econômica de interesse do governo. Nos bastidores do Congresso, porém, há quem aposte que os tucanos perderão espaço até o fim da próxima semana.
Herculano
18/08/2017 11:46
FHC É DORIA Doria

Conteúdo de O Antagonista. FHC disse que errou no ano passado, quando foi contrário à candidatura de João Doria para a prefeitura de São Paulo.

Ao ser perguntado se, em 2018, o PSDB deve candidatar João Doria ou Geraldo Alckmin, ele respondeu:

"Qual dos dois? Queira eu, ou não queira, vamos ver o que vai acontecer com a sociedade. Isso vai se refletir sobre o partido. Ou então vai perder a eleição. É assim, você pode errar. Eu errei".

FHC não vai cometer o mesmo erro duas vezes.
Herculano
18/08/2017 11:42
ALOYSIO NUNES, DAS RELAÇÕES EXTERIORES, NÃO DEIXA PENA SOBRE PENA NO PROGRAMA BURRO DO PSDB, por Reinaldo Azevedo

O desastrado programa do PSDB levado ao ar ontem gerou uma crise no partido. Aloysio Nunes Ferreira, senador licenciado e ministro das Relações Exteriores, fez uma dura crítica ao programa no Facebook. Na verdade, ele fez picadinho daquela coisa patética.

"Considerações sobre o programa partidário do PSDB

O programa partidário do PSDB é um monumento à inépcia publicitária e a expressão de uma confusão política digna de figurar numa antologia do gênero. Inépcia porque, já desde os spots que anunciavam o que estava por vir, afirmava-se que "o PSDB errou", sem dizer exatamente onde está o erro.

Depois se viu: a fisiologia como sistema de governo, a troca de favores e a distribuição de vantagens espúrias como forma de obter votos nas assembleias representativas, coisa que o PSDB teria aceitado e praticado, segundo o programa.

Eu diria aos que conceberam e aprovaram essa mensagem: 'alto lá!'

Os governos tucanos que apoiei ou dos quais participei não se reconhecem nessa caricatura. Tenho 30 anos de vida parlamentar e nunca recebi dinheiro ou pedi vantagens para apoiar as agendas em que acredito.

De quem o programa está falando?

O sujeito desses verbos que indicam práticas reprováveis são 'os políticos'. É uma forma pantanosa e politicamente irresponsável de diluir as culpas pela degradação institucional que, ao lado da crise econômica e da desorganização administrativa, constitui o legado de um partido político.

E esse não é o PSDB. É o PT.

O PT, aliás, do Lula ao mais modesto dos seus aderentes, deve estar dando gargalhadas diante desse enorme tiro que a direção interina do PSDB desferiu no nosso próprio pé.

Os culpados não são apenas 'os políticos', expressão de um linguajar próprio da crítica vulgar dos que, no afã purificador muito característico da direita que rejeita 'tudo o que aí está' e joga fora o bebê junto com a água do banho. Parece que quem erra, segundo o bordão repetido à exaustão nas inserções, foi o PSDB.

Como instrumento de luta política - se não for isso, para que serve? -, o programa não passa de uma jeremiada que não diz de que lado está nesse cenário no qual nos inserimos, combatendo toda forma de populismo.

Dirão alguns que o programa tem como objetivo a exaltação da opção parlamentarista que consta do nosso estatuto. Ora, a defesa do parlamentarismo não se faz no ambiente asséptico das ideias puras.

O programa vai ao ar no contexto de uma árdua luta política, em que o presidente Temer se empenha, com coragem e determinação, para fazer avançar um conjunto de reformas essenciais para chegarmos a 2018 com um país um pouco mais arrumado. E também, digamos francamente, no ambiente de uma luta interna em que uma ala do partido pretende rever a decisão da comissão executiva, reiterada em reunião da executiva ampliada, de apoiar o governo Temer e dele participar.

O governo é adjetivado como fraco, impopular, com dificuldades de governar se não recorrer ao fisiologismo. Ora, se a participação de membros de partidos aliados na administração é normal e recorrente tanto no presidencialismo como no parlamentarismo, mais ainda isso se explica no atual governo, que assumiu o encargo de dirigir a Nação a partir de uma reação congressual, impulsionada pela opinião pública, à derrocada do governo Dilma.

O presidente Temer teve a visão e a habilidade política de transformar o amálgama de forças heterogêneas que resultou independente, em uma maioria positiva para apoiar uma ambiciosa agenda reformista. Para isso, compôs um governo em que estão presentes representantes de partidos da antiga situação, com os da antiga oposição, PSDB inclusive.

Pergunto aos marqueteiros: o apoio do PSDB ao governo Temer, os cargos que ocupamos, foram negociados por baixo do pano, por fisiologismo ou apego aos cifrões que aparecem nos olhos dos bonequinhos em que o programa representa 'os políticos'?

Talvez, então, nós sejamos os puros entre os impuros!

Que se aponte com clareza quem são os impuros, porque eu, como ministro, não visto a carapuça.

O locutor, a certa altura, lá pelo fim da peça, diz que o Brasil está paralisado há três anos. Não está, não! No meu ministério, não está, nem no da Luislinda, no do Bruno, ou do Imbassahy. No Congresso, a agenda legislativa avançou, e avançará mais, e muito mais, se o PSDB deixar de ser um fator de crise e de desorganização da base parlamentar. E, também na esfera administrativa, há movimento e inovação.

Em suma, esse programa não me representa. Não participei de sua concepção, e, em nenhum momento, minha opinião foi demandada. Ele passa ao largo dos problemas urgentes do país e das opções que o PSDB tem o dever de apresentar para seu enfrentamento
Herculano
18/08/2017 11:33
NÃO SE PREPAROU

Eu tenho um artigo escrito, e guardado como muitos outros e que me permitem muitas e fáceis colunas - há pelo menos seis meses.

Nele, mostro como o governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB, não se preparou para ser governo em Gaspar. Ele está atual. É só trocar o futuro do pretérito pelo presente.

E por que não publiquei à época? Todos, vinham me dizer que era cedo para tal avaliação. Eu sempre discordei e já escrevi sobre isso, mas dei à indulgência, que sabia não adiantar de nada. Já vi tantas coisas nessa área, que os indicativos da repetição de algo errôneo estava mais do que escancarado.

E por que?

1. Kleber e o PMDB tiveram quatro anos para se prepararem, mesmo que não fossem vitoriosos, onde sempre a chance rondou com ampla margem. E na dobradinha com o PP, pelo menos outros três anos. O resultado está ai. Não fizeram a primeira e principal lição de casa.

2. A primeira grande obra do governo foi plantar flores pela cidade, sem projeto, sem um resultado. Aliás, isso parou? Quem está cuidando das flores plantadas? A segunda, foi levar seis meses para remendar a ponte do Vale que prometeram em 15 dias; a terceira, foi tirar dinheiro das crianças vulneráveis, da Câmara e outros essenciais.

3. O mais forte indício de que tudo poderia repetir os governos peemedebistas de Bernardo Leonardo Spengler (o único prefeito que não terminou o mandato) e Adilson Luiz Schmitt (que não se reelegeu), onde ambos entregaram para o PT, foi a nominata dos secretários e assessores. Recheada de políticos, fracos, sem conhecimento da área onde atuam. Uma paga eleitoral e pelo pior.

4. O resultado está ai. Quase nove meses de governo e qual a grande mudança feita até agora? A reforma Administrativa para acomodar mais gente e gastar mais outros R$600 mil por ano em tempo de crise econômica; a crise aguda na área da saúde pública por teimosia, por não ouvir técnicos (até os expurgou para ganhar fôlego e desculpas esfarrapadas); e tomar medidas impopulares, mas necessárias, isto sem falar nos problemas continuados na secretaria da Assistência Social, na Educação e no próprio Samae, onde o buraco é mais embaixo.

5. Como nos governos de Nadinho e Adilson, que se governaram com luas pretas, e que faziam questão de exibir mais poder do que o próprio eleito, Kleber também se deixou levar por um deles. Isto sem falar na influência familiar que rondou quase todos os prefeitos e os levou ao erro, às intrigas e o comprometimento dos relacionamentos não apenas no governo, como na própria imprensa.

6. Afinal, com um cardápio tão amplo assim de truques, erros e concessões, ninguém pode dizer que Kleber e o PMDB (e o PP) se prepararam para governar Gaspar; muito menos que estão dispostos a colocar esse pesado trem de volta aos desalinhados trilhos. Acorda, Gaspar!
Fernando
18/08/2017 09:45
Herculano em uma autarquia aonde tem
4 pessoas que trabalham em um almocherifado aonde não precisa mais de 2 pois nem peças e pego todos os dias aonde a funcionária fica não internet no telefone o dia todo aonde um proprietário de máquinas de jogos de caça níqueis e colocado como um mandante e esnobe para dar ordens em um samae aonde o prefeito se faz de cegas para uma autarquia que trata a saúde do povo pois a água e saúde aonde todos dão risadas da administração que não sabe nem a diferença de tubo ou cano aonde os encanadores. E motorista já estão indignados com seus chefes (cargos políticos) de um prefeito que eles confiaram mas já estão perdendo a mesma confiança tendo muitos que
Ali mereciam está na equipe pessoas mesmo do
Samae aonde poderia sim ajudar muito
Mais e ser mais barato para a autarquia levam cabide de empregos para ninguém fazer nada no mesmo Samae de Hilário Melatto
Miguel José Teixeira
18/08/2017 09:27
Senhores,

Vicente é originado a partir do nome em latim Vincentius, deriva de vincente, particípio passado do verbo vincere, que significa "vencer". Como vencer é um verbo de ação, vincente quer dizer literalmente "vencendo" ou "o que está vencendo" e, por extensão, a ele também é atribuído o significado de "vencedor".

Cândido a partir do latim candidus, é a variante masculina de Cândida, nome originado através da palavra vinda do latim candidus, que quer dizer literalmente "branco, brilhante, radiante, resplandecente", e por extensão é atribuído também o significado de "puro", "ingênuo", "inocente".

Juntaram os dois nomes acima e o elegeram, pela quadrilha 13, para Deputado federal.

Resultado: temos este ser repugnante, asqueiroso, demente, que vive no mundo-da-lua, com estas propostas mirabolantes que merecem o repúdio de todo eleitor/contribuinte brasileiro.

Fora, PeTralhas!!!
Salete
18/08/2017 09:18
Enquanto gasta - se em cargos. Tem estação de tratamento de água, as famosas ETAs, reformada em 2015 q não tem nem iluminação p/ operadores fazerem os trabalhos externos, em dias nublados e a noite! Disjuntor da iluminação tbm desarma sozinho...
E a desculpa dada aos operadores é q não tem verba. Isso já tem mais de 30 dias. Inacreditável!!!

Herculano
18/08/2017 07:42
ECONOMIA BRASILEIRA TEM MOMENTO DE ALÍVIO APóS TRÊS anos de crise

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Flavia Lima. Os indicadores econômicos de junho surpreenderam positivamente, dando força à tese de que a recessão iniciada há três anos está finalmente sendo deixada para trás.

O ponto de inflexão parece ter sido o segundo trimestre do ano, período no qual os dados da produção industrial, do varejo e dos serviços mostraram alguma força.

Os analistas, no entanto, seguem cautelosos, monitorando o ambiente político interno e, sobretudo, a hipótese de uma aceleração do ritmo de aumento dos juros nos Estados Unidos.

"Levando em consideração a turbulência política nos últimos meses, acreditamos que a economia teve um desempenho razoável [no segundo trimestre], sugerindo que a recessão de quase três anos do país acabou", diz Fabio Ramos, do UBS.

Ramos diz que o resultado ainda fraco do IBC-Br, indicador do Banco Central que antecipa o PIB (Produto Interno Bruto), não desapontou.

No segundo trimestre, o indicador subiu 0,3%, mas os dados até maio sugeriam um desempenho ainda pior.

Em relatório, Ramos diz que os dados do segundo trimestre reforçam a previsão do UBS de alta de 0,5% para o PIB de 2017 e que uma melhora no segundo semestre dependeria de reformas e medidas fiscais adicionais.

Flavio Serrano, economista do Haitong, diz que o desempenho dos indicadores de junho reduz a probabilidade de uma leitura negativa do PIB do segundo trimestre.

A surpresa maior, diz ele, veio do comércio varejista, com alta bem acima das projeções em junho.

Ainda que a atividade do segundo trimestre venha negativa, diz Serrano, é possível dizer que a economia chegou num "ponto de inflexão". "Mas isso não quer dizer que vamos explodir de crescimento. A situação é de transição".

A Rosenberg destaca a expansão de 1,3% da receita com serviços em junho.

Na avaliação da Rosenberg, o setor de serviços não vai encerrar o ano em terreno positivo, mas a queda será menor do que 2016 (-5%).

No geral, diz a consultoria, o avanço de 1% do PIB do primeiro trimestre e uma expectativa de estabilidade para o segundo seriam indicativos "auspiciosos" de que o país deixa a recessão para trás.

Após a divulgação dos indicadores da indústria, do varejo e de serviços em junho, o Itaú melhorou a projeção para o PIB do segundo trimestre, de uma queda de 0,2% para estabilidade.

Para o Itaú, o PIB do segundo trimestre será o oposto do observado de janeiro a março, cuja alta foi muito concentrada na agropecuária.

Embora o resultado agregado previsto para o segundo trimestre ainda seja fraco, a alta dos componentes do PIB será mais disseminada.

O banco destaca também os dados do mercado de trabalho. Ainda que o recuo da taxa de desemprego nos três meses até junho seja consequência do aumento da informalidade, a equipe ressalta que o trabalho informal também contribui para a alta da massa salarial, impulsionando o consumo das famílias.

O Banco de Tokyo avalia que há boas perspectivas para uma maior recuperação da atividade econômica no segundo semestre, diante de uma melhora contínua das condições do mercado de trabalho, inflação baixa e reduções da taxa Selic gradualmente transmitidas para os empréstimos bancários.

"Mas a recuperação está longe de ser consolidada, uma vez que valores mensais ainda mostram altos e baixos de atividade econômica.
Herculano
18/08/2017 07:40
CANDIDATO À CELA, LULA INTERDITA PLANO B DO PT, por Josias de Souza

Lula percorrerá nove Estados nordestinos. Visitará 25 cidades em 18 dias. Ele chama a aventura de "caravana", um eufemismo para campanha eleitoral fora de época -coisa proibida por lei. O ex-mito do PT se apresenta ao eleitorado com uma condenação tatuada na testa: 9 anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Lula é, no momento, mais candidato à cadeia do que à Presidência da República. Mas ele faz pose.

Enquanto aguarda pelo julgamento do recurso que seus advogados ajuizaram no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, em Porto Alegre, Lula se comporta como Lula. Usa dinheiro público do fundo partidário para ostentar uma candidatura presidencial que pode virar pó se a segunda instância do Judiciário confirmar a sentença de Sergio Moro.

A caravana de Lula é uma iniciativa político-religiosa. Todos sabem, inclusive os petistas, que Lula pode se tornar um ficha-suja. Mas o ingrediente da dúvida não faz parte do credo do PT. O partido se alimenta da certeza de que seu único líder é uma potência moral, que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade. Impedido de discutir um Plano B, o PT se arrisca a afundar junto com o personagem que o fundou.
Herculano
18/08/2017 07:37
QUEM SEGUIR POLITICAMENTE CORRETO VAI DANÇAR, DIZ MALAFAIA A ALCKMIN E DORIA

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Anna Virgínia Balloussier. Se apostarem no "politicamente correto", podem ir se preparando para "seguir seu caminho" em 2018, pois os valores evangélicos são "inegociáveis".

Eis a mensagem que o pastor Silas Malafaia passou ao prefeito João Doria e ao governador Geraldo Alckmin, engalfinhados numa guerra de bastidores pelo título de presidenciável tucano na próxima eleição.

Recado dado ?"e recebido com gargalhadas e mãos ao alto, em gesto de oração, pela dupla nesta quinta-feira (17), na abertura da ExpoCristã, feira do mercado evangélico.

A birra maior é com a "ideologia de gênero", disse Malafaia no palco onde Doria e Alckmin sentaram lado a lado, à frente de uma bandeira do Brasil projetada no telão.

Indigesta para igrejas evangélicas em geral, a ideia prega que masculino e feminino são construções sociais, e não biológicas. Logo, segundo esse raciocínio, ser heterossexual não seria natural à humanidade.

A inclusão de termos como "ideologia de gênero" e "orientação sexual" no currículo escolar é combatida pela bancada evangélica na Câmara, que também rejeita a possibilidade de alunos transgêneros usarem o banheiro que preferirem (a trans que se reconhece na identidade feminina seria, portanto, obrigada a usar o toalete masculino).

Declarando-se a favor do "gênero humano", Malafaia afirmou que noções como essas são "uma das maiores engenharias do diabo para destruir a família".

O líder da carioca Assembleia de Deus Vitória em Cristo lembrou que evangélicos e católicos, somados, representam a maioria da população brasileira ?"80%, segundo pesquisa Datafolha.

Nada mais lógico que a vontade do bloco cristão deva ser soberana, disse. "Como maioria num Estado de direito, vamos nos fazer prevalecer e isso é inegociável. [...] Quem quiser fazer graça com o politicamente correto vai embora, segue aí o seu caminho. Não vamos entrar nesta furada de jeito nenhum."

O pastor Jabes Alencar (Assembleia de Deus Bom Retiro) brincou após o amigo Malafaia encerrar a fala: "Como ele está calmo. O Rivotril não estava vencido".

Minutos antes, os tucanos tomaram café da manhã com o pastor, chamado de "amigo" pelo prefeito ("tive o privilégio de compartilhar a mesa ao seu lado").

Malafaia afirmou à Folha que os dois trocam mensagens no WhatsApp. Numa delas, em julho, aconselhou Doria a deixar o PSDB para driblar a batalha interna e disputar o pleito do ano que vem (o tucano respondeu que estava "analisando" o cenário).

A declaração da liderança carioca ressonou entre os colegas.

"Não é colocar crente na Presidência, é colocar alguém que defenda nossos valores", disse o pastor Claudio Duarte, famoso por vídeos polêmicos no YouTube, como aquele em que discorre sobre "sexo anal e masturbação no casamento evangélico".

"Botei filho na escola para aprender português, matemática", e não ideologia de gênero, afirmou.

O encontro contou com centenas de pastores e foi organizado pelo pastor Luciano Luna e por Geraldo Malta, assessores informais de Alckmin e Doria para o segmento religioso.

FALTOU TEMER

A presença de Michel Temer (PMDB) estava confirmada, e sua equipe inclusive já estava posicionada no local, um pavilhão na zona norte de São Paulo. Mas ele desistiu de ir na última hora por "motivos de segurança", resposta que a organização ouviu do staff presidencial.

O evento recebeu mais pastores do que o inicialmente previsto, abarrotando o salão onde os evangélicos promoveram uma "oração pelo Brasil".

"Nós somos brasileiros e não desistimos nunca. E feliz é a nação cujo Deus é o senhor", disse o pastor Alencar, que fez as vezes de mestre de cerimônias. Chegada a hora de discursarem, Alckmin e Doria repetiram a última frase.

O prefeito também soltou um "glória a Deus".
Herculano
18/08/2017 07:33
A XEPA DA REFORMA POLÍTICA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Mesmo que a situação fiscal do País fosse excelente, seria um despropósito destinar recursos públicos para os partidos e seus candidatos

Como se estivesse num fim de feira, quando se faz de tudo para convencer o freguês a levar uma mercadoria que ele não quer de jeito nenhum, o relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), informou que vai alterar a proposta que institui o famigerado fundo para financiar campanhas eleitorais. Quando abriu sua banquinha, o relator havia incluído no seu texto a destinação de 0,5% das receitas orçamentárias da União para o tal fundo, o que daria algo em torno de R$ 3,6 bilhões. Diante da imensa repercussão negativa, o deputado admitiu que a freguesia tomou um "susto", pois se tratava de "uma ousadia, muito desproporcional", e agora diz que "R$ 2 bilhões é um valor razoável".

Isso não pode ser sério. Em primeiro lugar, nenhum valor pode ser considerado "razoável" para compor o tal fundo, pois a própria existência do financiamento público de campanha contraria a essência da democracia representativa, na qual os partidos, como entidades privadas, devem ser financiados por seus apoiadores pessoas físicas, e somente por eles. Com o fundo público, todos os contribuintes são obrigados a pagar as despesas de partidos com os quais não têm nenhuma afinidade. Ao contrário do que se diz por aí, esse não é o "preço da democracia", e sim o preço da confusão entre o público e o privado no Brasil.

Portanto, é falsa a discussão sobre se o estabelecimento de um fundo de financiamento eleitoral é oportuno ou não no momento em que o País aperta os cintos no imenso esforço para reequilibrar as finanças públicas. O problema não é esse. Mesmo que a situação fiscal do País fosse excelente, seria um despropósito destinar recursos públicos para os partidos e seus candidatos.

Ademais, mas não menos importante, a disposição do relator Vicente Cândido de pechinchar o valor do tal fundo indica o caráter aleatório e errático da proposta. Se R$ 2 bilhões são "razoáveis", por que então propôs incríveis R$ 3,6 bilhões em primeiro lugar? Quais os critérios que nortearam a proposta inicial? Por que se estabeleceu como meta 0,5% das receitas líquidas da União, e não 0,6% ou 0,4%? E qual é o critério que torna R$ 2 bilhões "razoáveis"? Por que não R$ 1 bilhão?

São perguntas a que, já está claro a esta altura, ninguém sabe responder em meio à balbúrdia da xepa que se instalou na comissão de reforma política. As propostas são feitas, modificadas ou retiradas sem que haja o menor traço de coerência, planejamento ou clareza. A única coisa que está suficientemente evidente para o eleitor é que, a julgar pelos procedimentos na comissão, o resultado final será extremamente danoso para o País, exceto, como eles próprios esperam, para os atuais parlamentares.

Assim, explicam-se as "jabuticabas" em debate na comissão, como a criação do "distritão", sistema em que as eleições para a Câmara passariam de proporcionais a majoritárias, favorecendo assim os candidatos que já são conhecidos ou por terem mandato ou por serem famosos. "O distritão não é uma jabuticaba, é um jabuticabal", explicou o cientista político Bolívar Lamounier em entrevista ao Valor. Segundo ele, a fórmula acabará com a renovação da Câmara porque só vão ganhar as eleições os "Tiriricas", ou seja, os nomes lembrados pelo eleitorado. "Teremos um tirirical", ironizou.

Diante da óbvia resistência ao distritão, que acabou por adiar a votação da reforma, os imaginosos parlamentares agora propõem o "distritão misto", em que o eleitor pode votar no candidato ou no partido. Os votos para o partido seriam distribuídos para os candidatos de forma proporcional à sua votação individual. É mudar para tudo continuar igual. Mas alguns deputados estão animados e acham que esse sistema, inexistente no resto do mundo, será aceito pela população.

A votação, no plenário da Câmara, da reforma política está prevista para a próxima terça-feira. O entra e sai de propostas esdrúxulas, a indisfarçável intenção de conseguir dinheiro fácil para as campanhas eleitorais e a total ausência de compromisso com os reais interesses do País desautorizam qualquer esperança de que a reforma que vem aí servirá para melhorar o desmoralizado sistema político nacional.
Herculano
18/08/2017 07:31
LAVA JATO NAS RUAS. MORO MANDA PRENDER VACCAREZZA

Duas fases da operação foram deflagradas pela PF simultaneamente

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 18, mandados das fases 43 e 44 da Operação Lava Jato. As duas etapas da investigação foram deflagradas simultaneamente.

O ex-deputado Cândido Vaccarezza é alvo de mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro.

Agentes cumprem 46 ordens judiciais ?" seis prisões temporárias, 29 buscas e apreensões e 11 conduções coercitivas.

As operações de hoje foram denominadas Sem fronteiras e Abate. A investigação mira desvios de contratos de navios da Petrobrás.
Herculano
18/08/2017 07:28
GUILHOTINA MORAL PARA POLÍTICOS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

MAL COMEÇOU a conversa sobre a eleição de 2018 e o debate já está em "adiantado estado de decomposição", como se escrevia sobre cadáveres nas folhas policiais de antanho. As finanças do governo do Brasil estão à beira do colapso, mas a discussão de candidaturas limita-se à desconversinha de costume.

Mesmo neste país tumultuado e de crises recorrentes, a situação é de gravidade e emergência raras. De certo modo, o governo de 2019 começa agora, nas decisões que serão tomadas neste 2017 ou até o início de 2018. A depender do que se decidir, mal haverá o que governar.

No entanto, a especulação e o debate políticos se restringem à reação da "base aliada" e de outros chantagistas desclassificados ao pacotinho de agosto de Temer-Meirelles. Candidatos a presidente e líderes de partidos maiores são tratados como turistas em visita ao país.

Discutem-se caravanas ou visitas de jatinho a uma Piraporinha Peba do Norte qualquer, se fulano é o plano B, se o governador está de malzinho com o prefeito e o último vídeo de hipocrisias jecas em que os dois se fazem votos da mais alta estima e consideração.

A nenhum deles se pede uma explicação adulta do que fazer da ruína. Nenhum deles sente a ameaça de ser pendurado no cadafalso dos desonestos político-intelectuais por não explicar em detalhe seu plano para o desastre.

Quem deveria sentir o medo da guilhotina moral? Lula da Silva e seu plano B, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo. Geraldo Alckmin e João Doria, governador e prefeito de São Paulo. Romero Jucá, presidente do PMDB, e outros líderes de PMDBs aboletados no temerismo.

Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, candidato-mirim a alguma coisa. Marina Silva (Rede), que deve dar fim a suas inanidades em linguagem de vidente de circo hipster. Ciro Gomes (PDT), que deve dar explicações coerentes de sua falação.

Para começar, a pergunta é a respeito dos planos declarados deste governo Temer, em particular da reforma da Previdência.

No geral, a pergunta é o que fazer a respeito da despesa e da dívida, que, crescendo sem limite, como agora, vão nos levar à inflação ou ao corte cruel de serviços públicos, se não a uma combinação calamitosa dos dois problemas.

Desnecessário dizer que são inaceitáveis respostas do tipo "o governo precisa cortar na carne", "imposto sobre grandes fortunas", "extinção de ministérios", "a sociedade não aguenta mais impostos" (como se o governo gastasse em Marte), "nenhum direito a menos" ou outra dessas baboseiras de redes sociais.

Espera-se um plano de governo paralelo e, no caso da rejeição das hipóteses na mesa de debates ou em tramitação no Congresso, de alternativa factível, para agora. Com números, divisão social do prejuízo e desdobramentos dos efeitos da solução.

Em caso de sugestão de aumento de impostos, deve-se explicar o que fazer da despesa crescente. Impostos crescendo também sem limite? Em caso de sugestão de aumento de gastos a fim de colocar a economia em movimento, deve-se explicar como financiar a dívida extra (a que taxa de juros?). São perguntas óbvias, colegiais, mas esse é o nível atual da conversa. Nem para isso as lideranças políticas se sentem obrigadas a dar satisfação.
Herculano
18/08/2017 07:25
DEPUTADOS AGORA ASSINAM PONTO ÀS 6H E 'VAZAM', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Apesar da promessa de controlar a frequência dos deputados, a Câmara nunca foi tão tolerante. Nesta quinta (17), o painel eletrônico para "registro de presença" foi aberto às 6h (!) da manhã. Isso permite que eles batam o ponto e corram para o aeroporto, pegando o primeiro voo para seus estados. Suspensa pelo ex Eduardo Cunha, a manobra foi restabelecida pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

APENAS UM REGISTRO
Ao contrário de todos os trabalhadores brasileiros, os parlamentares não registram a hora que saem do, digamos assim, trabalho.

BATERAM ASAS
O painel da Câmara registrava a presença de 436 deputados, pelas 11h da manhã. Mas menos de trinta estavam presentes no plenário.

COMUM É GAZETEAR
Por que a presidência da Câmara manda abrir o painel de registro de presença às foi 6h da manhã? A resposta: "é comum acontecer isso."

COMUM É EMBROMAR
O registro de ponto foi aberto para sessão deliberativa extraordinária, na quinta. Mas nada de importante foi deliberado, como é de costume.

REFORMA POLÍTICA SEM DEFINIÇÃO NO CONGRESSO
De todas as propostas da reforma política, em discussão na Câmara, a única que gera consenso é a emenda (PEC 77), relatada pelo petista Vicente Cândido (SP), prevendo entre outras espertezas a criação do "fundão" de R$3,6 bilhões para custear suas campanhas. O dinheiro será retirado na boca do caixa do Tesouro: 0,5% de toda receita líquida da União, ou seja, o dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros.

PERIGA NÃO PASSAR
Falta consenso na PEC 282, proposta de emenda que veda coligações e cria a cláusula de barreira, acabando com os partidecos de aluguel.

TAMBÉM ESTÁ DIFÍCIL
Também falta consenso em torno da PEC 282, dos tucanos, que prevê a perda do mandato de quem se desfiliar, incluindo suplentes e vices.

TEMPO CURTO
O sistema eleitoral brasileiro é o mesmo desde a Constituição de 1988. Para valer em 2018, a reforma deve ser sancionada até 7 de outubro.

PRIVATIZOU, MELHOROU
Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que, em 2016, as concessionárias de rodovias investiram R$ 354,4 mil por quilômetro, mais que o dobro do que o governo federal gastou em suas rodovias.

REPUGNÂNCIA
No DF, o Tribunal de Contas escreve outra página repugnante na história das regalias e privilégios do serviço público: seus conselheiros receberão R$1,6 milhão, retroativos, a título de "auxílio-moradia".

PENDURICALHOS NUNCA MAIS?
Michel Temer quer acabar "penduricalhos nos contracheques". A expressão foi utilizada há 17 anos pelo então presidente do STJ, ministro Paulo Costa Leite, em sua posse. Nada mudou.

MARAJÁS RESISTEM
Exatos 144 marajás da Caesb, empresa de águas do DF, recebiam acima do teto de R$30 mil. Tem gente ganhando R$55 mil, R$67 mil, R$75 mil e até mais de R$100 mil por mês. Agora receberão o teto. Mas não se fala em devolver o dinheiro que embolsaram durante anos.

CONTRIBUINTE DE PESO
Somente o grupo empresarial Paulo Octavio responde por 2,3% de toda a arrecadação do governo do Distrito Federal com o IPTU, neste ano de 2017. São mais de R$18 milhões por ano.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer a retirada do plano de trabalho da CPI do BNDES a análise de delações premiadas de envolvidos com empresas enroladas na investigação ao banco público.

PARA QUE SERVE CPI?
Batalhador dos direitos dos aposentados, Antônio Simões dos Reis, de Indaiatuba (SP), indagou a Paulo Paim (PT-RS) para que serve a CPI da Previdência que ele preside, para além de blábláblá e gastos com cafezinho, almoços e "algumas branquinhas". Ficou sem resposta.

MANOBRA PROTELATóRIA
Lula quer suspender interrogatório à Justiça, em setembro, sobre a compra do terreno pela Odebrecht para o Instituto Lula, a título de propina, para que advogados questionem 97 testemunhas de defesa.

PENSANDO BEM...
...a ida do deputado federal para o trabalho às 6h é inédita... a não ser que seja para sair antes das 6h15.
Herculano
18/08/2017 07:17
COBERTURA VIVE CONFUSÃO NAS HORAS SEGUINTES, ATÉ SE RENDER ÀS IMAGENS, por Nelson Sá, em "Toda Mídia", no jornal Folha de S. Paulo

Do crescente número de mortos à confusão sobre a foto do suposto motorista que avançou na multidão, o primeiro atentado em Barcelona foi seguido de horas de desordem na cobertura global, a começar da maior publicação catalã, "La Vanguardia".

Quando veio o segundo, o jornal deu as informações básicas e apelou para vídeos amadores que apresentaram violência e corpos, sem filtro ou edição.

Na capa da edição desta sexta-feira, mais corpos:

SANGUE FALSO

Foi destaque nos EUA e ecoou no "La Vanguardia" o tuíte de Donald Trump sugerindo que os terroristas de Barcelona deviam ser mortos com balas banhadas em sangue suíno, o que no passado teria desestimulado ataques de muçulmanos.

O "Washington Post" anotou não ter sido a primeira vez em que o presidente americano fez tal referência - e que checadores já mostraram ser falsa.
Herculano
18/08/2017 07:13
GILMAR EXPEDE HABEAS CORPUS FAMILIAR E MAGISTRADO DA LAVA JATO DÁ DE OMBROS, por Josias de Souza

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu um habeas corpus controverso - mais um! Mandou soltar o empresário Jacob Barata Filho, preso no Rio de Janeiro desde 2 de julho. Gilmar é padrinho de casamento da filha de Barata, Beatriz. A moça trocou alianças em 2013 com Francisco Feitosa Filho, que é sobrinho da mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa Mendes.

O habeas corpus "familiar" de Gilmar durou pouco, muito pouco, pouquíssimo. Antes que os carcereiros pudessem virar a chave da cela, o juiz Marcelo Bretas, que cuida da Lava Jato no Rio, expediu novo mandado de prisão contra Barata, mantendo-o atrás das grades. Foi como se o magistrado de primeira instância desse de ombros para o despacho de uma toga Suprema.

Barata Filho opera no ramo do transporte urbano. É acusado de pagar propina a políticos e fraudar contratos com o governo fluminense. Gilmar mandou soltar também outro preso encrencado no mesmo esquema: Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.

Assim como fizera no caso de Batata, o juiz Bretas soltou nova ordem de prisão contra Lélis, impedindo-o de ganhar o meio-fio. Gilmar impusera uma série de medidas cautelatres aos beneficiários de seus habeas corpus. Entre elas o recolhimento domiciliar noturno, nos finais de semana e feriados. O doutor Bretas não quis saber. Preferiu manter a dupla na chave.

Rezam o bom senso e o Código de Processo Civil que um juiz deve se declarar impedido de atuar em determinado processo sempre que há razões objetivas ou subjetivas capazes de comprometer a imparcialidade do julgamento. Entre as causas de suspeição estão, por exemplo, a amizade ou inimizade com uma das partes.

Procurado, Gilmar Mendes disse que não se considerou suspeito para atuar no caso. O casamento "não durou nem seis meses", mandou dizer o ministro ao Globo, por meio de sua assessoria. Balzac devia estar pensando em casos assim quando disse que "a gente respeita um homem que se respeita a si mesmo
Herculano
18/08/2017 07:10
BATMAN E ROBIN NÃO QUEREM REFORMA POLÍTICA PORQUE VICIARAM NO PAPEL DE HERóIS DAS TREVAS, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Resta uma boa notícia na reforma política. Até esta sexta ao menos. Parece que se aprova o voto distrital misto para 2022. Abre-se uma vereda da terra dos mortos morais para o parlamentarismo. No mais, tem-se a luta tenaz por uma terra devastada. Por que é assim? O Legislativo se acovardou. Deixou-se sequestrar pela ala aloprada do Ministério Público Federal.

A reforma está sendo pensada e votada quando a reputação dos políticos vive o seu pior momento. Estão assustados. A prudência tem na coragem a sua melhor conselheira. Imprudentes de verdade são os covardes, capazes de assistir, inermes, à marcha para o abismo, com medo de seus sequestradores virtuais.

O veto à doação de empresas a campanhas, decidido pelo STF em 2015, é uma aberração que começou a ser gestada pelo PT na reforma ensaiada em 2011. O partido imaginava patranhas para se eternizar no poder. Fato: impedir que pessoas jurídicas doassem a candidatos implicava a asfixia econômica dos adversários, uma vez que os petistas já haviam engendrado o sistema que lhes garantiria caixa eterno.

A coisa não prosperou por motivos que não cabem neste artigo. Se o Congresso resistiu aos companheiros, chame-se o Exército Vermelho do STFL (Supremo Tribunal Federal Legislador). Com votação iniciada em 2013 e concluída em 2015, a Corte declarou inconstitucional, por 8 a 3, a doação de empresas. Não há uma miserável letra na Carta que sugira tal coisa. O MPF e seus menores intelectuais infratores, já sob o comando de Rodrigo Janot, o flecheiro ninja-tupinambá, defenderam a proibição.

Corajoso, agora, seria aprovar uma emenda restituindo a doação de pessoas jurídicas. Não acontecerá tão cedo por falta de corajosos. Saída? O fundo público. Sem ele e sem as doações de empresas, as eleições ficariam expostas a quem lida com dinheiro vivo: o crime organizado e certas seitas cuja teologia é bem mais nova do que o uísque que eu bebo. Deus, observo, pode até revelar uma nesga da Graça num bom "single malt", mas foge de ambientes em que demônios mostram especial predileção pelo bolso de pobres e desvalidos.

Dado o apocalipse brega, quem não poderia faltar com seu juízo final? Deltan Dallagnol e Carlos Fernando, os jecas do moralismo de lesa pátria: gravaram um vídeo em que tratam o Congresso como valhacouto de ladrões. Os políticos estariam "enfiando a mão no seu bolso" para jogar no "saco sem fundos" dos partidos, impedindo a renovação.

Batman e Robin não querem nem doação de empresas nem fundo público. Instituições pra quê? Deixem que eles cuidam de Gotham City. Sem o crime como norma, não se erigem heróis das trevas. Nota à margem: segundo dados oficiais, bem longe da verdade, as eleições de 2014 custaram R$ 5,1 bilhões. Multipliquem por três. Os eventuais R$ 3,6 bilhões do tal fundo são amplamente insuficientes. Mas, sem eles, só o crime nos contempla.

Eis o estado da política no "momento sem igual" de combate à corrupção, como quer a turma da Lava Jato. Produz-se hoje o maior número de criminosos impunes de que se tem notícia na história, como atestam Sérgio Machado e Joesley, um dos jotas da holding "J&J".

A "Liga da Justiça" leva a eleição de 2018 à beira do abismo do crime organizado, induz a população à desesperança e ao cinismo e nos faz reféns de bandidos que o outro "J", o Janot, elegeu como protagonistas da história. Ou não vimos Lúcio Funaro a dizer aos jornalistas que "ainda tem" o "que entregar" sobre Michel Temer, mas que "há uma diferença muito grande" entre o que a PGR lhe ofereceu e o que ele quer?

Passamos a achar normal que um assumido canalha ameace o presidente à luz do dia e imponha um preço ao procurador-geral para fazer o serviço completo. Funaro virou o "bandido de programa" de Janot.

Ou os senhores congressistas honram a sua diplomação e enfrentam essa cáfila de aloprados, ou vamos para a breca. Experimentem a coragem, senhores e senhoras parlamentares! É coisa boa. Só perde para o "single malt"
Herculano
18/08/2017 07:02
SAMAE INUNDADO

A vida como ela é. O nomeado Plácido Murilo Silva, é o popular Mano, filho do Zequinha da Celesc. Ele foi indicado na cota do vereador Ciro André Quintino, PMDB
Pedro Paulo
17/08/2017 23:28
SAMAE INUNDADO:

E esse tal de Placido ainda não apareceu pra trabalhar. Será que vai receber o salário cheio mesmo sem bater cartão? Os verdadeiros servidores do SAMAE se não baterem tem o desconto em folha. Espero que o departamento de pessoal fique atento e que os vereadores peçam explicações sobre isso e também sobre o beneficio dado ao sobrinho.
P. M. S
17/08/2017 21:30
Herculano

Tá certo que você tem obrigatoriamente que criticar à quem está no Poder, mas levar em consideração um dos piores dias de sua vida, poupa o nosso diretor presidente. Isto é pura implicância invejosa, ninguém me prova o contrário. Há pode ser falta de assunto.
Herculano
17/08/2017 20:16
MAU PRESSÁGIO. CHARLOTESVILLE É AQUI. PM DISPARA TRÊS TIROS EM CONFUSÃO DURANTE VISITA DE LULA A SALVARO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto e publicação da revista IstoÉ. Policiais militares precisaram fazer disparos de arma de fogo para conter uma confusão entre apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua na noite desta quinta-feira, 17, na capital da Bahia. Ninguém ficou ferido.

Cerca de 20 manifestantes anti-petistas foram até o estádio da Fonte Nova, onde Lula participa do primeiro ato da caravana de 25 dias pelos nove Estados do Nordeste, para protestar contra o ex-presidente. Eles levaram o boneco inflável Pixuleco, usado nas manifestações pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff em 2015 e 2016.

Em número muito superior, apoiadores de Lula que foram à Fonte Nova prestigiar o ex-presidente partiram para cima dos adversários e rasgaram o boneco. Houve um princípio de confusão e a Polícia Militar, que fazia a segurança do evento, tentou apartar os manifestantes. Um policial sacou uma pistola e fez três disparos para cima.

Integrantes do Vem Pra Rua e MBL acusaram o governo da Bahia, sob comando do petista Rui Costa, de usar o aparato estatal para dar apoio à caravana.

A confusão foi um dos únicos episódios de agressão no início da caravana. Lula foi recebido em uma estação do metrô de Salvador por centenas de militantes com camisetas do PT, CUT e movimentos sociais. Acompanhado por Rui Costa, pela presidente do PT Gleisi Hoffmann, dirigentes petistas e parlamentares de partidos de esquerda, Lula foi de metrô até a Praça do Campo da Pólvora, próximo ao estádio.

No caminho a militância petista cantava músicas de campanha e os hinos do Bahia e do Vitória e entoava gritos de guerra como "Brasil Urgente, Lula Presidente". Lula, bem humorado, distribuiu abraços e pousou para fotos com admiradores. Depois de fazer uma baldeação, o ex-presidente terminou o trajeto dentro da cabine do motorista do Metrô.
Herculano
17/08/2017 20:13
LULA SERÁ SENTENCIADO NA ZELOTES

Conteúdo de O Antagonista. Pelo andar da ação penal que investiga Lula e Luleco por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra de caças da FAB e na aprovação de MPs do setor automotivo, o ex-presidente e seu filho serão sentenciados ainda este ano.

Assim como no caso do sítio de Atibaia, as provas contra o petista na Zelotes são robustas.
Violeiro de Codó
17/08/2017 20:06
Sr. Herculano

"Romero Jucá acredita que o sumiço de uma letra da sigla do partido provocará o desaparecimento dos prontuários dos chefões do PMDB".
De Veja.

Os partidos tradicionais foram para o saco.
Espero, sinceramente, que os políticos tradicionais afundem todos juntos.
Esta velharia, ou melhor, velhacaria deveria sim sumir da Terra. Não por acaso, tanta gente trocou o PT por outras porcarias e andam por aí feito zumbis.

Herculano
17/08/2017 18:27
SAMAE INUNDADO. O GATO SAI E OS RATOS FAZEM A FESTA

Hoje o presidente do Samae, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato,PP passou por momentos difíceis na sua vida familiar. Um pai enterrou a sua filha, que não superou o câncer.

Mas, no Samae, faltou dignidade até mesmo neste momento de dor. Trocou-se a gerência de serviços externos, que era um zero no conhecimento, por outra com o mesmo defeito.

E por que disso? Porque todas elas são escolhas políticas e não técnicas, onde o conhecimento e a capacidade de liderança sobre equipes de obreiros, mesmo viciadas, sejam preceitos básicos na seleção do profissional.

Veja o que aconteceu hoje. O Arraial e a BR 470 ficaram o dia inteiro sem água. Quatro encanadores estão, como tontos, tentando encontrar o defeito, a origem do problema, para só então, promover a solução para os moradores daquela região.

Na sede do Samae, outros encanadores jogando cartas e de sobreaviso. Ajudar? Nada! Chamar a chefia para se ter uma soliução? Nada! Acorda, Gaspar!
Herculano
17/08/2017 17:58
A INTOLERÂNCIA DA ESQUERDA DO ATRASO CONTRA OS SUPOSTOS ADVERSÁRIOS. PRIMEIRO FOI DORIA. AGORA FOI A VEZ DE BOLSONARO LEVAR UMA OVADA

Conteúdo do G1 de Ribeirão Preto e Franca, no estado de São Paulo. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) foi hostilizado e levou uma ovada de uma manifestante durante uma visita a Ribeirão Preto (SP) na tarde desta quinta-feira (17).

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o político caminhando pelas ruas do Centro da cidade. Em um determinado momento, ele decide entrar em uma cafeteria no cruzamento das ruas São Sebastião e Álvares Cabral.

O político estava com apoiadores, fazendo fotos e vídeos, quando uma mulher se aproximou, tocou no ombro dele e, quando Bolsonaro se virou para ela, a mulher apertou um ovo contra o peito do deputado e fez críticas à sua postura política.

Na sequência, a manifestante é detida e Bolsonaro deixa o local. Ele foi registrar boletim de ocorrência na central de flagrantes da Polícia Civil, onde presta depoimento.

A suspeita de dar a ovada e um homem foram detidos pela Polícia Militar e foram levados para a delegacia para prestar esclarecimentos.

O G1 contatou a assessoria do deputado, mas não obteve um posicionamento até a publicação desta matéria.
Herculano
17/08/2017 17:52
COM A PALAVRA OS ESPECIALISTA EM QUEBRAR O BRASIL,TROCAR PODER POR PROPINA, DESEMPREGAR MILHÕES E ROUBAR BILHÕES

VICENTE, SOBRE O FUNDÃO: "MUITO MAIS BARATO DO QUE UMA LAVA JATO"

Conteúdo de O Antagonista. Na entrevista à TV Câmara, Vicente Cândido foi questionado sobre o valor do fundão -- 3,6 bilhões de reais para as campanhas no ano que vem.

"3,5 milhões é muito caro? Olha, para o momento em que estamos vivendo, qualquer dinheiro é muito caro. Mas num momento de normalidade, de crescimento da economia, isso é muito mais barato do que uma Lava Jato."
Cândido tem a ideia de que a Lava Jato trouxe "prejuízos" ao Brasil.
Herculano
17/08/2017 17:47
POLÊMICA DA SEMANA: NAZISMO E SOCIALISMO SÃO MESMO TÃO PR?"XIMOS? POR QUE ELES SE DIFERENCIAM DA DIREITA?
Herculano
17/08/2017 17:44
AO JORNALISMO PREGUIÇOSO, MEDROSO ou omprado quando se trata de gente poderosa. STJ: NOME DE ACUSADO POR ESTUPRO NÃO DEVE SER MANTIDO EM SIGILO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que o nome de um condenado por estupro constasse por extenso no sistema eletrônico da Justiça Federal. A decisão, dada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca em um pedido de habeas corpus, corrobora a tese defendida pelo MPF segundo a qual a ocultação de dados pessoais, em casos como esse, somente deve ser garantida para resguardar a privacidade da vítima.

De acordo com o parecer assinado pela subprocuradora-geral da República Mônica Nicida Garcia, a Constituição da República estabelece como regra a publicidade dos atos processuais, e não o sigilo. "Tem-se que o sentido teleológico da imposição do segredo de justiça é de resguardar a privacidade da vítima, e não de seu algoz, de modo que este dispositivo legal deve ser interpretado levando-se em consideração o fato de que a imposição de sigilo destina-se à proteção da vítima, não havendo nenhuma razão para entender-se a benesse ao acusado", afirma no documento.

"Não há, portanto, justificativa para o sigilo da identificação do acusado, razão pela qual requer o Ministério Público Federal seja retificada a atuação processual, a fim de que conste o nome do impetrante/paciente por extenso na capa do processo, em ordem a que não mais prevaleça o regime de sigilo", conclui a subprocuradora-geral.

Citando precedente do STJ, Reynaldo Soares da Fonseca entendeu que a divulgação do nome de um acusado de violência sexual no sistema da Justiça Federal, ainda que o processo tramite sob segredo de justiça, não viola o direito a intimidade. Segundo o magistrado, o interesse individual não pode se sobrepor ao interesse público.

Na decisão, o ministro relator recorre à acórdão recente da Quinta Turma do STJ, que negou pedido para que o nome de um acusado de divulgar pornografia infantil na internet fosse retirado do sistema da Justiça. "Conforme pugnado pelo Ministério Público Federal, em seu parecer, verifico que deve ser afastado o sigilo da identificação do impetrante/paciente, conforme recentemente assentado pela Quinta Turma, no julgamento do Recurso em Mandado de Segurança n. 49.920/SP, da minha relatoria", conclui o magistrado.
Herculano
17/08/2017 17:41
CONSULTA DE DODGE SOBRE AUXÍLIO-MORADIA PROVOCA POLÊMICA

Conteúdo do blog Jota, especializado em assuntos jurídicos. Texto de Márcio Falcão, de Brasília.

Uma consulta feita pela futura procuradora-geral da República Raquel Dodge ao atual comando do Ministério Público Federal (MPF) sobre o pagamento de auxílio-moradia provocou polêmica na rede interna dos procuradores.

O caso começou com um ofício enviado por Dodge ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no último dia 10, pedindo análise com máxima urgência sobre a vedação contida na proposta orçamentária para 2018 que trata sobre o benefício, requerendo ainda a suspensão liminar do pagamento até que houvesse uma definição do órgão sobre a questão.

O auxílio-moradia dos procuradores é de R$ 4,3 mil, sendo que a PGR gastou em 2016 R$ 53,5 milhões com a verba. O auxílio-moradia foi regulamentado pelo CNMP por meio da Resolução nº 117/2014 que dias depois foi complementada pela Portaria da PGR nº 71.

A norma impõe que o pagamento da ajuda de custo para moradia não seja feito nos casos em que o membro: (i) estiver aposentado ou em disponibilidade decorrente de sanção disciplinar; (ii) estiver afastado ou licenciado, sem percepção de subsídio; e (iii) seu cônjuge ou companheiro ocupe imóvel funcional ou perceba auxílio-moradia na mesma localidade.

A resolução segue decisão do Supremo Tribunal Federal na Ação Originária nº 1.773/DF em que o relator, ministro Luiz Fux, reconheceu a todos os membros do Poder Judiciário o direito de receber o auxílio-moradia, como parcela de caráter indenizatório. O benefício é limitado aos casos em que, na localidade em que atua o magistrado, não houver residência oficial às sua disposição, tendo como limite os valores pagos pelo STF a título de auxílio-moradia a seus magistrados.

A questão colocada por Dodge é que a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 (13.473/17), em seu artigo 17, estabelece que: "não poderão ser destinados recursos para atender a despesas com: concessão, ainda que indireta, de qualquer benefício, vantagem ou parcela de natureza indenizatória a agentes públicos com a finalidade de atender despesas relacionadas a moradia, hospedagem, transporte ou atendimento de despesas com finalidade similar, seja sob a forma de auxílio, ajuda de custo ou qualquer outra denominação".

Consultoria jurídica da PGR, no entanto, diz que não houve inovação legislativa quanto à previsão e ao estabelecimento das condições inerentes ao pagamento da ajuda de custo para moradia aos membros do MP no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018, sendo que em anos anteriores havia previsão semelhante nas normas sobre proposta orçamentária.

O texto cita ainda que, em janeiro de 2016, por exemplo, foi editada a medida provisória 711 para a abertura de crédito adicional de natureza extraordinária em favor de diversos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, da Defensoria e do Ministério Público da União, "com o escopo de custear as indenizações referentes à ajuda de custo para moradia de seus servidores e membros, de sorte que não fez incidir as restrições constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016 no tocante ao pagamento do auxílio moradia à Magistratura e ao Ministério Público".

Em resposta a Dodge, Janot afirmou que acolhia o parecer da consultoria pela legalidade do pagamento pelos "inabaláveis fundamentos" e pediu que sua sucessora confirme interesse ou não de renunciar à percepção da ajuda de custo para moradia por se tratar de direito disponível.

A questão chegou à rede interna de comunicação do MP. Procuradores disseram ao JOTA sob a condição de anonimato que colegas cobraram explicações de Dodge sobre a questão. Isso porque na campanha para o comando do MP, Dodge se comprometeu em manter o pagamento atual de auxílio-moradia, sendo que ela ainda se apresentou como autora do projeto de resolução no Conselho Superior do MP que deu impulso à institucionalização da verba.

Uma das bandeiras da subprocuradora-geral ao comando do MP foi, segundo colegas, atuar junto ao Legislativo para incorporar o auxílio-moradia aos subsídios para consequente incorporação aos proventos dos aposentados, em respeito à paridade.

Procurada pelo JOTA, a assessoria de Dodge informou que confirmava o envio do ofício, mas que a futura PGR não trataria do mérito da questão.
Herculano
17/08/2017 17:35
HERMAN BENJAMIM DIZ RECEAR VOLTA DO FINANCIAMENTO EMPRESARIAL: "É VÍCIO", por Josias de Souza.

Defensor obstinado do financiamento público das eleições, o ministro Herman Benjamin, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, disse ao blog que receia a volta das contribuições empresariais de campanha. Ele enxerga um "movimento" pela ressurreição das doações privadas. É um vício, diz o ministro, comparando o dinheiro das empresas a um entorpecente que leva os usuários à dependência.

Benjamin conheceu de perto o submundo da política ao exercer a função de relator do processo sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff?"Michel Temer. Ele perscrutou provas colecionadas pela Operação Lava Jato e interrogou delatores. Hoje, declara que a simples cogitação de retomada do modelo empresarial de financiamento de campanha o apavora.

O ministro suspeita que a defesa do dinheiro privado seja motivada não por razões eleitorais, mas pela perda do biombo que encobre a corrupção política. Na sua opinião, o financiamento público elimina a justificativa para as "sobras de campanha", eufemismo para enriquecimento ilícito, muito invocado por políticos corruptos pilhados ostentando padrão de vida incompatível com a renda.

Espero que o próprio setor empresarial reaja, disse Benjamin à coluna. Senão por outra razão, pelo menos para que os empresários se libertem dos alegados achaques praticados sob o pretexto de obter contribuição eleitoral.
Herculano
17/08/2017 17:29
O PRESENTE CONDENA, por Augusto Nunes, de Veja.

Romero Jucá acredita que o sumiço de uma letra da sigla do partido provocará o desaparecimento dos prontuários dos chefões do PMDB

"Os novos partidos não são registrados como partido. Também estamos resgatando essa questão histórica, a nossa memória". (Romero Jucá, presidente do PMDB, ao revelar que solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral a mudança do nome da legenda para MDB, agarrando-se à esperança de que a ressurreição da sigla utilizada entre 1966 e 1979 acabe induzindo o eleitorado brasileiro a enxergar Ulysses Guimarães num Romero Jucá ou Tancredo Neves num Renan Calheiros)

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