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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

A JOGADA DE ROBERTO PEREIRA PARA SALVAR O GOVERNO KLEBER - Por Herculano Domício

21/02/2018

O presidente local do MDB e prefeito de fato de Gaspar, o advogado Carlos Roberto Pereira está deixando no papel, repito, apenas no papel - pois lavaria ainda mais a minha alma na concentração do mando de fato no governo do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB -, a “poderosa” secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa (que eram duas e ele as fundiu – com aval da Câmara - na Reforma Administrativa). Só falta mesmo é ele indicar alguém do ramo, apadrinhado pelo vereador e ex-vice-prefeito de Blumenau, seu cliente.

O doutor Pereira vai assumir definitivamente, onde está provisoriamente, a moribunda secretaria da Saúde. Moribunda, porque permitiu, diga-se, desde logo.

O doutor Pereira, vai deixar quase no início um serviço onde não tinha expertise, para começar outro no qual também não tem domínio técnico ou de gestão do ambiente de Saúde? Em política, tudo é possível, quando se veste o manto do poder ou a tempestade estabelece. E as duas coisas estão juntas nesse caso. E quem paga? O povo com os pesados impostos, apesar da ausência da contra-prestação dos serviços prometidos e a que tem direito.

O doutor Pereira é da escola do presidente da República Michel Temer, ex-presidente nacional do partido que tirou o “P” para ficar mais “limpo”, digamos assim.

Como Temer que viu que a necessária Reforma da Previdência iria afundar pelos atos de chantagem e irresponsabilidade dos políticos, do próprio partido e aliados, troco-a pela intervenção na área de Segurança do Rio de Janeiro. Tudo para não perder o rumo eleitoral.

O doutor Pereira, fez a mesma manobra. Está saindo de um lugar onde está embretado pela Câmara e vai para outro, onde também precisa de muita arrumação e teoricamente, estará mais à vontade, pois dependerá, basicamente, só da gestão e estratégia que empreenderá.

Resumindo: o doutor Pereira vai a um recomeço. O governo de Kleber vai tentar colocar água nesta fogueira de problemas que o consome e o desmancha na propaganda oficial de “gestão eficiente”.

Reconhecer esta necessidade de recomeçar, é um mérito e deve ser aplaudido. E esta “intervenção”, palavra da moda no MDB nacional para o caso do Rio de Janeiro e o estadual com Eduardo Pinho Moreira, depois de sete anos de desastrado governo de Raimundo Colombo, PSD, é necessário, senão a maionese vai desandar de vez. E outubro está aí. Será um teste, apenas para outubro de 2020. E os fantasmas das administrações de Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, e Adilson Luiz Schmitt, estão cada vez mais próximos.


OS FATOS DA REALIDADE

Por que o doutor Pereira deixa uma “super-secretaria”, onde quase tudo se concentra e passa por ela, que ele criou ao seu modelo para só ele se encaixar nela, num desgaste sem tamanho na Câmara e na comunidade com a tal Reforma Administrativa, e dali se catapultar como o melhor gestor que Gaspar já teve?

Porque as fontes de manobras secaram com a perda da maioria na Câmara. Nada mais será como antes: goela abaixo. Mostrei isso em detalhes na coluna de ontem, terça-feira.

O doutor Pereira sabe que a vida dele e da prefeitura vão ser difíceis daqui para frente, mesmo nas boas ideias e ações que tinham ou ainda vão implementar. O doutor Pereira não tem paciência para a negociação. É diferente do exemplo Temer. O doutor Pereira fez pouco para que esse previsível revés na Câmara contra o governo Kleber, onde é o principal articulador, não acontecesse. Ou seja, tem culpa nesse cartório e resultado que o atrapalha mal começando o segundo ano de governo.

O doutor Pereira delegou à solução e a costura política da maioria na Câmara ao prefeito eleito Kleber, ao chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, PP, e deu tudo errado. Até os aprendizes de políticos e próximos deles, passaram a perna neles, se não quiserem assumirem a pecha de armação dentro do próprio MDB que achava que podia tudo.

Isso está explícito, pelo menos uma vez, naquela fatídica ata de acordos políticos pela presidência da Câmara – publicada aqui.

O presidente do Samae e o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, o que mais arma, não assinou o tratado que se definiu na própria base a governabilidade e à manutenção da maioria na Câmara. Incrível! E mesmo com esse estrago, Melato, está “intocável”. Ele se posicionou como insubstituível no Samae ou voltando para a Câmara. Também já escrevi sobre isso.

O doutor Pereira é assim. Escreveu, não leu, o pau comeu. No caso da Câmara ele escreveu, não leram e o pau comeu contra ele.

Eu sei o que é isso. E porque não lhe dou tréguas ao governo Kleber naquilo a que ele está obrigado à transparência, o doutor Pereira orquestra vinganças e não é de hoje. Resisto, apesar dos prejuízos que banco e ele me faz. Era assim com o PT, com quem o doutor Pereira está alinhado, estranhamente, nesse negócio para me calar.

O doutor Pereira tem passado nesse assunto com a imprensa. Para salvar a derrota anunciada de Kleber, já impediu a publicação de pesquisas num jornal e silenciou uma rádio daqui por um dia. Não adiantou. Perderam mesmo assim. O jogo era outro e a leitura dele, equivocada.


SAÚDE NA SAÚDE

Agora na listinha do doutor Pereira entrou mais um: o médico Silvio Cleffi, o funcionário público, o vereador do PSC, o que tinha quase tudo na prefeitura, mas achava pouco, o que quebrou acordo na base de apoio de Kleber para ser presidente da Câmara, o que bandeando-se para a dita oposição, retirou-lhe do conforto de ser o melhor secretário da Fazenda e Gestão Administrativa de Gaspar de todos os tempos.

Como lá na secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa onde ainda está e reinava a fonte secou, ou pelo menos vai dar muito trabalho com a Câmara hostil, sobrou a Saúde e por dois aspectos.

Se o governo do MDB do doutor Pereira e do prefeito Kleber não arrumar essa área, pode enfiar a viola no saco, pois a reeleição, como no caso de Adilson Luis Schmitt, MDB (e por outros aspectos inclusive vem da perseguição que o próprio partido moveu contra ele) estará totalmente fora de cogitação. Nem falo do caso de Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, outro do MDB, que nem pode se candidatar, impedido pela Justiça por dúvidas administrativas.

Se virão verbas federais e estaduais, principalmente, ou não para a área de Saúde para tirá-la do sucateamento, é outra questão. É preciso desatar esse nó e que está nas ruas, nas redes sociais e agora, fácil e oportunista, na boca dos políticos da dita oposição. Pegou!

Antes era só aqui. E diziam que era implicação deste colunista. Perderam tempo em me combater na consultoria gratuita que dei ao invés de resolver o que estava torno no próprio governo. O doutor Pereira que tenta me calar e impingir prejuízos, sabe que não pode calar o povo e as redes, os que precisam dos serviços e não os recebem. Eles verdadeiramente, e não eu, dão os votos para sustentá-lo no poder. E do jeito que está, vão faltar votos.

O doutor Pereira não é do ramo da Saúde. Também não era para a Fazenda e a Gestão Administrativa. Além disso, o PT não tem autoridade para reclamar disso. Francisco Hostins Júnior, MDB, advogado, hoje líder de Kleber na Câmara, foi secretário petista da Saúde. E não há reclamação relevante contra ele. Levou o barco. Remou na maré e para a máquina do poder de plantão, mas com uma diferença: havia lideranças fortes a suportá-lo.


A OPOSIÇÃO QUER O PIOR

Com o doutor Pereira o buraco da Saúde, provavelmente, passa ser em outro lugar.

Foram feitas concessões, inclusive ao modelo do PT que transformou o Hospital num sumidouro de recursos públicos. Foram feitas concessões à guilda corporativa de médicos e técnicos da área, onde o médico Sílvio Cleffi como vereador da justa base na Câmara tem muito a ver com esse desastre. Com os olhos no Hospital, foi esquecida a população de baixa renda, a doente, a que se atende no ambulatório, a idosa que precisa de atenção social e psíquica além dos remédios contínuos.

Olhou-se para os ricos que trabalham num hospital que não se sabe quem é o dono; que não se tem controle; que os médicos não cumprem escala e avisos; que repassa a conta das responsabilidades civis dos erros médicos para os gasparenses. Com tudo isso, relegou-se os postinhos de saúde, a policlínica e a farmácia onde está a massa insatisfeita, a que vota e a que faz a diferença na manutenção ou troca de poder.

Sempre escrevi sobre isso. O doutor Pereira sempre disse que eu era uma andorinha que não fazia verão e não sabia o que escrevia.

Com a ida dele para a secretaria da Saúde; depois de tirar uma técnica com ares de humilhação; depois de atender aos reclamos de políticos para ter maioria na Câmara e colocar pau mandando no comando da Saúde; depois de ver a traição de quem interferiu nesse processo, o doutor Pereira, mais uma vez, acaba de lavar a minha alma. Entretanto, está revoltado. E por que? Por eu ter mostrado claramente tudo isso e o caminho da possível salvação. Queria tudo escondido. Ingrato, cima de tudo.

E para finalizar. A dita oposição está vendo fantasmas outra vez neste jogo de cartas trocadas antes do blefe. Teme pelo sucesso do doutor Pereira à frente da Saúde. Para temer, ela deve conhecer desse assunto. E temendo esse sucesso, o médico Silvio Cleffi, o presidente da Câmara, o que quer acumular a secretaria da Saúde, já se antecipou e inventou o tal “Pacto pela Saúde”, “unindo forças por Gaspar” com sete “componentes”. Ou seja, saiu na frente e colocou o novo secretário a reboque na propaganda eleitoral.

Ora, se o doutor Pereira tiver sucesso, quem vai ganhar em primeiro lugar? A comunidade, Gaspar e o mais pobre. O doutor Pereira será reconhecido. Justo! Eu torço para isso, porque sei que os mais fracos estarão minimamente assistidos na saúde pública de Gaspar. E a cidade precisa de gestores capazes e que ao mesmo tempo sejam reconhecidos. É o jogo. E eu aplaudo.

Em segundo lugar, quem vai ganhar com o sucesso do doutor Pereira e soluções na Saúde Pública (não apenas no Hospital) é o prefeito eleito Kleber. E Kleber com o sucesso do doutor Pereira, estará melhor posicionado para a sua reeleição. É isso que a dita oposição teme?

Não me digam que a oposição, como o PT, PDT e outros espertos de ocasião ou ideológicos que gravitam em torno do PT aqui em Gaspar, ou em qualquer lugar do Brasil, torcem pelo caos, a tragédia, a dor e a infelicidade das pessoas, as mais pobres, a idosas, as desempregadas, para terem votos e se estabelecerem no poder com as falsas promessas de soluções? Meu Deus!

Ah, mas o doutor Pereira pode passar a perna em Kleber. E daí. É um problema entre eles se a Saúde pública de Gaspar tomar um rumo minimamente para atender os mais humildes o fato do doutor Pereira passar a per na em Kleber é irrelevante.

E esse negócio de passar a perna, a oposição também conhece muito bem, basta ver como conseguiu a maioria na Câmara. Jogo. Se aproveitar de uma solução que se lança a nova solução, lançando um pacto como se fosse o agente administrativo do Executivo, a oposição se não atrapalhar, se posicionar para tirar uma casquinha. E eu não jogo. Tanto que estou perdendo faz tempo, mas tenho o crédito que os políticos daqui e de Ilhota não possuem. Apenas invejam. Então... Acorda, Gaspar!

AS PROVAS E FOTOS DO ÓCIO

Para que um governo emprega os seus comissionados numa prefeitura como a de Gaspar? Pelas fotos que se propagam nas redes sociais postadas no último final de semana, como Eziquel Hintz, um doublê fiel evangélico, primeiro amigo do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, pescador de alto mar, viajante e servidor comissionado na Fundação Municipal de Esportes como “assessor administrativo”, é inchar a máquina e pagá-los com os impostos de todos os gasparenses, impostos que estão faltando em áreas essenciais do dia-a-dia, como a saúde, as creches, obras de manutenção etc.

Em plena sexta-feira de trabalho (ao menos deveria ser assim para qualquer trabalhador), alguns deles, em caravana, foram a Florianópolis segurar faixa de apoio ao "novo" governador do partido do poder de plantão por aqui, Eduardo Pinho Moreira, MDB. Não fizeram isso por que quiseram. No mínimo foram autorizados, se não foram “intimados” a fazê-lo.

Pelo menos neste quesito o partido e os puxa-sacos do prefeito Kleber, mas remunerados pelo povo, foram eficientes, a marca da propaganda oficial do poder de plantão. No mais, um ato e atitudes vergonhosas a participação de comissionados na caravana em pleno dia e horário de serviço. Só falta ter arrumado uma desculpa oficial para se deslocar a Florianópolis para contestar o questionamento. Só falta apresentar despesas para se servir de diárias.

E o presidente do MDB de Gaspar é nada mais, nada menos, do que o advogado Carlos Roberto Pereira. Ele como secretário da Fazenda e Gestão Administrativa que ainda é, tem feito de forma acertada, apontamentos dos privilégios dos servidores efetivos. Mas, pelo que se constata, fecha os olhos para os desatinos dos comissionados, a outra face da mesma moeda? Hum!

Outubro está chegando. Acorda, Gaspar!


TRAPICHE

Qual a diferença entre o governo do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, do prefeito de fato Carlos Roberto Pereira, ambos do MDB e do ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT? No que toca a transparência, iguais. Escondem o que fazem. A Superintendência de Comunicação é apenas um lugar de emprego para gente que não comunica e faz apenas propaganda com press release.

Ontem eles estavam ontem? Em Brasília. Não se sabe quando foram, quando voltam e o que foram fazer lá. Nada no site oficial da prefeitura. Na rede social de Kleber, o que mostra que é dispensável e economizaria para os gasparenses com o fechamento da superintendência de comunicação, ele diz que foi buscar recursos para implantar na Defesa Civil para tal Cota de Enchente e que os nossos vizinhos já as têm há décadas. Acorda, Gaspar!

Sempre escrevi: Raimundo Colombo, PSD, é prefeito de Lages, vestido de governador do Estado. Ele quer ser senador novamente. Se for prudente à realidade, terá chances de ser um deputado Federal decorativo, como foi sempre a sua vida política, menos como prefeito daquele pequeno município da Serra (se comparado a Joinville, Blumenau, São José, Jaraguá do Sul, Criciúma e Chapecó) que o catapultou como um “exemplo” de administrador público.

Quem lava a minha alma? O colunista Moacir Pereira, no Diário Catarinense, do NSC de Florianópolis. “Antes de se despedir do governo, Raimundo Colombo pretendia liberar mais R$ 20 milhões para a prefeitura de Lages. Já tinha transferido três parcelas: uma de R$ 15 milhões, outra de R$ 3 milhões e mais uma de R$ 5 milhões”.

O novo governador Eduardo Pinho Moreira, MDB suspendeu tudo.

Ainda sobre a secretaria da Saúde de Gaspar. Apareceu na Câmara um requerimento de autoria do vereador oposicionista, Roberto Procópio de Souza, PDT, pedindo ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, "cópia integral do processo licitatório na Modalidade de Inexigibilidade de Licitação nº 91/2017 e ainda empenhos, comprovantes de pagamentos e notas fiscais referentes a aquisição de aspirador cirúrgico".

Três coisas estão estranhas. Primeiro: no Portal da Transparência, onde deveriam estar todas compras, a Licitação 91/2017 é para pneus e câmaras, e em outra modalidade. Segundo: estão fazendo compras que não estão disponíveis no tal portal ou que tenham outra numeração? Terceiro: de negócios na Saúde, o PT que fez a intervenção no Hospital, entende e não daria um tiro na água.

Esta compra sem concorrência no apagar de 2017 custou R$48.400,00. O material foi adquirido na Hospitália Cirurgia Catarinense. São aspiradores cirúrgicos. Segundo se justificou na licitação publicada no Diário Oficial dos Municípios, o que se esconde na internet, foi para “equipar” onze postinhos (Unidade da Estratégia da Família), que as vezes, em alguns deles, nem curativos conseguem fazer.

Fiscalização. Plácido Murilo da Silva, funcionário do Samae. Está cedido à secretaria de Assistência Social. Ela fica no prédio onde está a Câmara de vereadores. Ontem, dia de sessão ele estava no plenário dela, em pleno horário de trabalho. Talvez assistindo o seu cunhado Ciro André Quintino, MDB.

Samae inundado I. Dois exemplos de como a exemplo de outras áreas, esta autarquia se tornou outro alvo de reclamações constantes dos seus clientes. Sim, o Samae é um fornecedor de produtos e prestador de serviços. E cobra caro, mesmo quando não oferta água, por exemplo.

Samae inundado II. O desperdício é a marca registrada da gestão do se diz executivo e agora por isso, é presidente da autarquia, o mais longevo dos vereadores de Gaspar, José Hilário Melato, PP. Na Rua Pedro Reinert, no Belchior Baixo, um cavalete de um consumidor estourou.

Samae inundado III. O consumidor avisou o Samae às 8h da manhã. Insistiu a tarde. A noite soltou os cachorros. Foi informado de que a equipe tinha passado lá, mas “não havia ninguém em casa”. Impossível. Lá funciona uma facção durante o dia. A noite, foi feito o conserto e com ajuda do morador: ele emprestou uma lixa. Meu Deus!

Samae inundado IV. Outra prova de desperdício (de água tratada, dinheiro e agressão ao meio ambiente) e gestão de crise deficiente, está no vídeo abaixo entre muitos que sempre chegam aqui. Foi ontem na Rua João Barbieri, a que dá acesso à Britagem Barracão, no bairro do mesmo nome. O rompimento aconteceu as 5h da manhã. O Samae foi avisado imediatamente. O conserto só aconteceu às 15h. Isto é gestão eficiente? E segundo testemunhas, o serviço foi mal feito. Acorda, Gaspar!

 

Edição 1839 - Quarta-feira

Comentários

Herculano
21/02/2018 13:10
O DOUTOR PEREIRA COMEÇOU ENROLANDO

1. O secretário da Saúde nomeado, o advogado Carlos Roberto Pereira, ainda na secretaria da Fazenda e Administração, presidente do MDB de Gaspar e prefeito de fato, foi a Brasília, mas na surdina como revelei na coluna.

2. Pego, justificou. "Bom dia amigos, todos conhecem aquele ditado que diz: 'Com saúde não se brinca".

3. É verdade! Mas o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, brinca nesse assunto há mais de um ano. Então de quem ele está falando se não dele, do governo do MDB, PP e de Kleber?

4. "Tenho a certeza que o sofrimento das pessoas não pode ser usado para fazer discursos políticos e proselitismo. Precisamos de ações concretas", arremata o doutor Pereira.

5. O doutor Pereira também está certo. Mas quem deixou a Saúde Pública nesta situação se não o governo de Kleber Edson Wan Dall do qual o doutor Pereira faz parte?

6. "Solicitamos a liberação de recursos para construção de 5 unidades básica de saúde (postos de saúde). Boa parte das emendas deve ser liberada nesse mês ainda e o restante em março", informou exultante e com esperanças o doutor Pereira.

7. Uma pergunta, óbvia, necessária, que não quer calar

8. Antes de construir novas para tirar fotos dos papelinhos contratuais e das inaugurações, que se atrasam e ninguém sabe explicar, por que o doutor Pereira não coloca como meta coisas mais simples?

9. Como por exemplo, terminar os postos de saúde que se arrastam na conclusão há anos e fazer funcionar para o povo os outros postinhos onde faltam tudo, sobram filas, ausências de profissionais e reclamações dos pobres doentes?

10. Como se vê, além de começar mal como secretário da saúde, o doutor Pereira pensa que todos os outros são tontos.

11. Ele que não usa os postinhos, a policlínica e a farmácia básica, tonto vai ficar ainda mais se não escolher as prioridades e der transparência nesse assunto. Em seis meses terá que escolher outra secretaria para não levar a culpa da conta em outubro. Acorda, Gaspar!
Ana Amélia que não é Lemos
21/02/2018 13:00
Sr. Herculano

"QUEDA DO PT PODE SUPERAR ATÉ O DECLÍNIO DO PFL"
Às 11:50Hs

O lulopetismo perdeu o rumo desde que seus chefes são investigados, denunciados e condenados por crimes continuados de corrupção, lavagem de dinheiro, organização de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica, advocacia administrativa e improbidade administrativa.

Que bom!!! O PT tem que ser extirpado da sociedade.
Sujiru Fuji
21/02/2018 12:55
"A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) teve um surto de amnésia ao discursar na votação da intervenção na Câmara, acusando o governo Temer de tirar emprego de 14 milhões de pessoas. Foi Dilma, Jandira."

KiDó que me deu, tadinha! O que Cláudio Humberto ainda não sabe é que comunista só come alfafa.
Herculano
21/02/2018 12:00
DESCONSOLO, por Antonio Delfim Neto, economista, ex-professor e deputado Federal, ex-ministro da Fazenda do governo da ditadura Militar de Costa e Silva e Garrastazu Médici, para o jornal Folha de S. Paulo.

Leniência de governos e uso irresponsável de royalties gerou falta de segurança.

A dramática decisão do governo federal de intervir na segurança do Estado do Rio de Janeiro não pode deixar de causar uma certa angústia pelo que se esconde no opaco futuro.

Talvez não existisse melhor alternativa diante da selvageria e da dimensão que a falta de segurança pessoal assumiu. Esta foi gerada pela leniência de muitos governos eleitos e, mais recentemente, porque se usou irresponsavelmente os royalties do petróleo (receita que depende dos seus preços e é, portanto, aleatória) para financiar o aumento de salários e as generosas aposentadorias (despesas líquidas e certas que crescem exponencialmente).

A tragédia do Estado do Rio de Janeiro é produto do criminoso oportunismo de sucessivos governos eleitos, que viram sua "popularidade" aumentada com truques como Olimpíada e quejandos. Quando a maré baixou, viu-se que ele estava nu: deixou de pagar salários e aposentadorias, enquanto a Lava Jato cobra de volta os "biscoitos" inadvertidamente embolsados...

Qual é a relação de causalidade mais provável: primeiro, foi a falta de recursos que atingiu os serviços de segurança e liberou a "malandragem" ou, segundo, foi a "malandragem" que produziu, por geração espontânea, a queda de recursos?

Só no Planalto, sob a influência daquele gás misterioso emitido pelo Paranoá que destrói neurônios, pode levar alguém a aceitar a segunda hipótese. A relação de causalidade é clara: foi a administração pública desastrosa, somada à queda de receita, a "causa causans" da deterioração da segurança que se abateu sobre o Rio de Janeiro.

Qual foi o efeito mortal dessa queda da receita? O sacrifício das despesas com segurança e investimentos público e privado (as principais causas do crescimento do Produto Interno Bruto), para financiar os generosos gastos com a Previdência da alta burocracia estatal não eleita.

Resolver o problema da Previdência talvez permitisse, com determinação adequada (que não falta a Michel Temer), começar a reconstruir a segurança perdida. É muito pouco provável, entretanto, que sem os recursos (que estarão sendo dissipados pela Previdência) a desesperada intervenção possa produzir resultados de longo prazo sem comprometer a credibilidade das Forças Armadas, que hoje são a única instituição respeitada pela sociedade. A inversão das prioridades comprometerá a recuperação econômica em curso.

Mas ainda mais sério. Com o desprezo manifesto do Legislativo e do Judiciário pelas limitações físicas impostas pelo equilíbrio orçamentário, é muito provável que tenhamos aberto o caminho para novos e substanciais deficits. A oportunidade é tentadora para estimular a "malandragem" nos outros Estados em dificuldades...
Herculano
21/02/2018 11:56
HOLANDA SE TRANSFORMANDO NUMA NAÇÃO-NARCO DOMINADA PELO CRIME? por Rodrigo Constantino, no Instituto Liberal

A Holanda costuma ser associada à ideia de um país tranquilo, civilizado, com todos circulando com suas bikes por aqueles lindos canais. Isso sem falar do time "laranja mecânica" de futebol, por suas cervejas e pelo vanguardismo na liberação do consumo de drogas. Em Amsterdã, onde estive, faz tempo em que esse experimento começou e produziu controvérsias, pois os resultados parecem longe do satisfatório. Mas daí a falar em nação-narco, dominada pelo crime? Não é puro sensacionalismo da imprensa em busca de audiência?

Bem, foi a chamada no The Guardian, jornal esquerdista, com base em relatório de uma associação policial. O alerta é de que a polícia holandesa estaria se tornando incapaz de combater a emergência de uma economia paralela criminosa, o que não pode ser corroborado por estatísticas oficiais, mas o motivo seria a desistência das vítimas em reportar os incidentes. Ou seja, a coisa teria se tornado tão mais frequente que as pessoas teriam abandonado até esperanças de combatê-la.

"Apenas um em nove grupos criminosos podem ser abordado com as pessoas e os recursos atuais", diz o relatório. Os detetives percebem que os pequenos crimes se desenvolvem em ricas organizações que se estabelecem na indústria hospitalar, no setor imobiliário, nas agências de viagens, na classe média. O relatório vem de um sindicato da polícia holandesa e se baseou em entrevistas com 400 detetives, e diz que a Holanda preenche hoje vários quesitos de uma nação-narco, com o surgimento de um estado paralelo.

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Os críticos da legalização da maconha nos coffee shops e da prostituição aberta nas ruas (a "red light street" é mundialmente famosa) alegam que essa "política de tolerância" ajudou a transformar o país num hub internacional para o tráfico de drogas e pessoas. A maioria do ecstasy consumido na Europa e nos Estados Unidos vem de laboratórios no sul da Holanda, cada vez mais administrados por gangues marroquinas ligadas à produção de cannabis.

O porto de Roterdã é extremamente ativo em todos os negócios, e isso inclui tráfico de drogas também. Segundo o Europol, metade dos ?5.7 bilhões em cocaína comercializados por ano na Europa passa pelo porto. A associação policial demanda um efetivo de mais 2 mil oficiais recrutados, e muitos críticos poderão ver esse alarmismo como uma tentativa de extorquir mais recursos do governo central. Porém, diz o jornal, as denúncias batem com outro relatório vazado no começo do ano, elaborado pelo Ministério Público.

Enquanto houve uma queda de 25% no número de crimes reportados nos últimos 9 anos, o relatório apontava que 3,5 milhões de crimes ficavam sem registro todo ano, mais do que o triplo daquilo que era oficialmente registrado. O relatório também suscitava o receio de que as autoridades estavam ficando com uma "desvantagem insuperável" em relação aos criminosos.

O prefeito de Amsterdã, a força policial local e o promotor público da capital holandesa também advertiram publicamente este mês sobre o crescimento do crime organizado, assim como para uma mudança em direção a crimes "invisíveis" em certas vizinhanças, fora do controle e da vista das autoridades. O chefe da polícia de Amsterdã, Pieter-Jaap Aalbersberg, alegou que seu pessoal estava gastando 60 a 70% de seu tempo tentando combater os crimes pontuais das gangues.

Jovens aceitam matar por quantias consideradas pequenas na realidade holandesa, como três mil euros. No passado, o valor para esse tipo de crime era de 50 mil. E com a polícia lutando com dificuldades para combater os grandes crimes, os menores passam despercebidos ou ignorados. Os crimes que miram em idosos ou alvos mais vulneráveis acabam impunes, e apenas 20% seria registrado.

O ministro da justiça e segurança, Ferd Grapperhaus, admitiu ter recebido o relatório da polícia alertando para a falta de capacidade de combater o crime organizado, e disse que era sinal de que o alerta tinha que ser levado a sério. "Esse governo reconhece que é necessário investir na força policial", disse. Por isso ele anunciou mais investimentos este ano, assim como cem milhões de euros só para o combate ao crime organizado. Ainda assim, ele acha um exagero chamar o país de "nação-narco".

Talvez ele esteja certo. Talvez haja algum exagero no relatório da polícia. Mas se a Holanda insistir no multiculturalismo politicamente correto, na política de tolerância às drogas, e no "welfare state" que reduz as oportunidades dos mais jovens, o termo poderá ser o mais adequado em alguns anos
Herculano
21/02/2018 11:53
DESISTÊNCIA DA PREVIDÊNCIA DÁ MAIOR RESPONSABILIDADE PARA ELEITO, por Alexandre Schwarstman, economista e ex-diretor do Banco Central, no jornal Folha de S. Paulo

Enquanto esperamos pelos dados oficiais das contas nacionais, que serão divulgados pelo IBGE no começo de março, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) sugere uma aceleração visível da economia no fim de 2017.

Segundo o IBC-Br, a atividade cresceu 1,3% no último trimestre do ano passado, seu quarto (e mais forte) trimestre consecutivo de crescimento, sinal de que a recuperação da economia vem se firmando com o passar do tempo.

Isso ainda não nos permite dizer com certeza o ritmo de expansão do PIB naquele momento, pois, sobretudo no que diz respeito aos dados trimestrais, não há uma relação tão precisa entre os dois indicadores.

No entanto, dada a força do IBC-Br no quarto trimestre, não seria surpreendente que o PIB também tenha crescido um pouco mais de 1% no mesmo período. Isso, se verdadeiro, não apenas traria o crescimento de 2017 para a casa de 1,2% mas também (e principalmente) indicaria uma expansão na casa de 3,0% para 2018, talvez até um pouco mais.

Em que pese a divergência natural entre os números do IBC-Br e do PIB, o padrão de expansão ao longo de 2017 foi bastante similar: seguindo-se ao primeiro trimestre bastante forte, em razão da agricultura, a produção se expandiu a um ritmo mais modesto nos trimestres posteriores, mas voltou a se acelerar no fim do ano.

Isso também é visível nos dados de produção industrial (mais) e serviços (menos), indicando que a aceleração recente não parece ser um fenômeno localizado, como ocorrido no começo do ano passado, mas sim difundido, com repercussão inclusive sobre o emprego, expressa na adição de pouco mais de 3 milhões de postos de trabalho entre março e dezembro (2 milhões em termos dessazonalizados).

No conjunto da obra, portanto, é nítido que a economia voltou a crescer, ao que parece a uma velocidade média ao redor de 0,8% por trimestre, ou seja, na casa de 3,3% ao ano desde o trimestre final de 2016, o décimo primeiro (e último) da Grande Recessão de 2014.

Tal ritmo, de acordo com nossas estimativas, supera o crescimento potencial do país, ou seja, deve fazer com que a taxa de desemprego (dessazonalizada) siga a trajetória decrescente observada desde o primeiro trimestre de 2017. Apesar disso, como o desemprego ainda é alto, não deve haver tensões inflacionárias ao longo de 2018 e, possivelmente, também no começo de 2019.

Em razão disso, é pouco provável que o BC venha a subir a Selic neste ano depois dos mínimos históricos agora registrados, desenvolvimento que, diga-se, contraria a narrativa (sempre ela!) de que o impedimento da presidente Dilma teria como objetivo manter os juros altos...

Todavia, se as perspectivas de curto prazo têm melhorado, há muitos e bons motivos para preocupação quando se tenta elevar a vista para um horizonte mais distante.

Em particular, a desistência de aprovar a reforma previdenciária (não exatamente uma surpresa) sinaliza maiores responsabilidades para quem for eleito neste ano.

Caso essa reforma (e outras) não avance, o cenário razoavelmente positivo para 2018 dificilmente será sustentado em 2019 e 2020, quando o peso da Previdência se fará sentir ainda mais nas contas públicas.

Aproveitemos, pois, o momento, mas saiba que o principal ainda está por ser feito.
Herculano
21/02/2018 11:50
TEMER RESERVA 3 EMBAIXADAS E PODE IR PARA LISBOA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Os embaixadores do Brasil em Roma, Paris e Lisboa podem começar a arrumar as malas. Esses postos estão reservados a figuras do governo, a serem indicados nos próximos meses. O ministro Moreira Franco, por exemplo, pode assumir a embaixada em Lisboa, mas é muito provável que o presidente Michel Temer siga o caminho de Itamar Franco, após deixar o cargo. Mas terá de torcer pela vitória de um aliado em outubro.

POSTO AMIGO
Temer gosta de Lisboa e como embaixador ficaria mais próximo de um amigo que admira, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa.

ROMA À ESPERA
Se Temer quiser ir para Lisboa a partir de janeiro, Moreira passaria a chefiar a estonteante sede da embaixada do Brasil em Roma.

PLANO B É PARIS
O chanceler Aloysio Nunes articula o apoio de Temer a Geraldo Alckmin e deseja continuar no cargo. Para ele, Paris é Plano B.

AINDA ESTE ANO
A dança de cadeiras nas embaixadas deve ser deflagrada ainda este ano. Mas ficará pendente da decisão do presidente Michel Temer.

QUEDA DO PT PODE SUPERAR ATÉ O DECLÍNIO DO PFL
O PT tem tudo para seguir os passos do PFL (atual DEM). Após registrar o recorde de deputados federais eleitos (105 em 1998), o antigo pefelê elegeu 21 deputados em 2014, ou seja, encolheu 80% desde os tempos de poder. Há dois anos fora do governo, o PT segue a mesma trilha: dos 91 deputados em 2002, na eleição de Lula, caiu para 68 na reeleição de Dilma, e com Lula fora da disputa e talvez preso por corrupção, as perspectivas para 2018 são desanimadoras.

MEDIANO, NO MÁXIMO
A perspectiva do PT é sair da eleição de 2018 com no máximo 30 deputados, ficando do tamanho do PTB, com os atuais 25, e PDT, 20.

COMEÇOU EM 2016
O PT perdeu 60% das 630 prefeituras obtidas em 2012, despencando para as atuais 256 desde 2016, menos que as 265 prefeituras do DEM.

EM VIAS DE EXTINÇÃO
Antes de Michel Temer escolher Rodrigo Maia candidato oficial a presidente da Câmara, o DEM era considerado "em vias de extinção".

FRITURA EM FOGO BRANDO
José Mariano Beltrame é o mais citado para o Ministério de Segurança Pública, mas aliados têm lembrado a Michel Temer que, após um início promissor, seu final como secretário de Segurança do Rio foi trágico.

JÁ TEM PROJETO
Projeto de 2017 do senador José Medeiros (Pode-MT) considera inimigo da sociedade passível de ser alvejado quem exibir armas na rua. É o que defende o general Augusto Heleno no Rio de Janeiro.

REFIS PARA PEQUENOS
Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB) prometeu ao presidente do Sebrae, Afif Domingos, e a lideranças empresariais votar no dia 6 a derrubada do veto de Temer ao Refis para pequenas e microempresas.

PRATO SERVIDO FRIO
Amigos de Paulo Maluf contam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deixou o conterrâneo presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ) exercer mandato por 7 meses, e foi rápido contra o deputado paulista porque se detestam. Teria se ofendido com uma malcriação do velho Maluf.

MEIO BILHÃO DE PROPAGANDA
A Caixa bateu o martelo e definiu as "novas" agências de publicidade para o banco público gastar R$450 milhões em propaganda: Nova s/b (contratada desde 2011), Artplan (2013) e Propeg (2016).

FATALIDADE NA ESTRADA
O acidente da Expresso Guanabara perto de Brasília, com 9 mortes, foi fatalidade. Até rivais a consideram exemplar. Seus ônibus rodam 8 milhões de km/mês, mas só houve 6 acidentes sérios em 25 anos. Não atrasa impostos, não tem Refis e mantém 2.400 funcionários.

É INCONSTITUCIONAL
Para o jurista Ibaneis Rocha, é inconstitucional qualquer coisa que implique em eleição ou municipalização no DF, como o governador Rodrigo Rollemberg propõe na sua "eleição direta" para administrador regional, um "prefeito" sem orçamento. A Lei Orgânica nem prevê.

AMNÉSIA SELETIVA
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) teve um surto de amnésia ao discursar na votação da intervenção na Câmara, acusando o governo Temer de tirar emprego de 14 milhões de pessoas. Foi Dilma, Jandira.

PENSANDO BEM...
...agora é oficial: a Previdência virou uma bomba-relógio marcada para explodir no colo dos políticos que ajudaram a inviabilizar a reforma
Herculano
21/02/2018 11:46
da série o "X da questão". Em determinados ambientes, o cidadão que sustenta com os pesados impostos que paga, mas está exposto à criminalidade, ao criminoso e seus crimes, não se sabe bem quem é o bandido e a polícia.

INVERvENÇÃO SERÁ DESPERDÍCIO SE TEMER NÃO ATACAR
CORRUPÇÃO POLICIAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Análise poderia revelar o enriquecimento de agentes que se associaram a criminosos.

No fim de outubro, o ministro Torquato Jardim (Justiça) abriu uma crise no governo ao dizer que Luiz Fernando Pezão havia perdido o controle sobre a segurança pública no Rio. Afirmou ainda que os comandantes da polícia local eram "sócios do crime organizado".

O governador reagiu, indignado, e ameaçou interpelar judicialmente o ministro. O presidente Michel Temer interveio, repreendeu Jardim e pediu que ele evitasse novas críticas.

Pouco mais de três meses depois, Pezão e Temer reconheceram que a primeira frase do ministro estava certa. Ainda falta atacar a segunda. A intervenção federal no Rio comprovou a incompetência do governador para cuidar da segurança, mas a operação será um desperdício se não incluir também uma devassa sobre a corrupção policial no Estado.

Temer e seus subordinados evitaram, até agora, declarações públicas contundentes sobre a necessidade de investigação dos elos entre comandantes de batalhões, milícias e traficantes. Argumentam que o tema precisa ser mantido em sigilo para evitar prejuízo às apurações.

Nos bastidores, integrantes do governo discutem acionar o Coaf, a Receita e a Polícia Federal para examinar a movimentação financeira de integrantes das forças de segurança do Rio, o que poderia revelar o enriquecimento de agentes públicos que tenham se associado a criminosos.

Traçado como uma estratégia para recuperar a imagem do presidente, a intervenção no Rio pode se resumir a puro marketing caso o governo fique satisfeito com a prisão de alguns bandidos e com a presença de tanques nas ruas. O verdadeiro legado da operação, no entanto, deveria ser uma faxina que Pezão, Sérgio Cabral e outros governadores do Rio não tiveram coragem de fazer.

Em tempo: Torquato Jardim receberá como prêmio um rebaixamento de seu ministério, que deve perder as funções relacionadas à segurança. Já Pezão foi aplaudido por Temer em um evento no Rio nesta terça.
Herculano
21/02/2018 11:41
da série: o Brasil dos mesmos bandidos políticos. Ele foram eleitos por nós e não há quem os tire de lá, nem a Justiça, com as leis que servem aos comuns, mas não a eles, ao analisar as sacanagens que fazem contra a sociedade.

RENAN SE EQUIPA PARA VOLTAR A COMANDAR O SENADO, por Josias de Souza

As pesquisas ainda não permitem antever quem será o próximo presidente da República. Mas seja quem for, corre um risco estupendo de ter que pagar pedágio a Renan Calheiros para alcançar a governabilidade. Colecionador de inquéritos, denúncias e ações penais, Renan organiza sua infantaria para pleitear a presidência do Senado pela quinta vez. Mexe-se com a certeza de que será reconduzido a Brasília pelo eleitor de Alagoas.

Por enquanto, Renan dedica-se a remover do seu caminho o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, que sonha em ser reconduzido ao posto em 2019. Ele não perde a oportunidade de medir forças com o rival. Nesta terça-feira, a dupla travou em plenário uma briga na qual Michel Temer entrou com a cara. A matéria prima da desavença foi o decreto sobre a intervenção federal na segurança do Rio.

Esgrimindo o artigo do regimento que limitava o número de oradores, Eunício quis sonegar o microfone ao rival. Com isso, ofereceu a Renan a possibilidade de transformar num cavalo de batalha seu desejo de espinafrar a intervenção de Temer. Supremo paradoxo: no final, Renan acabou votando a favor da intervenção, a mesma que tachara minutos antes de ''decorativa'' por não ter preservado o pescoço do pseudo-governador Luiz Fernando Pezão.

A exemplo de Renan, Eunício também luta pela reeleição no seu Estado, o Ceará. Eles têm algo em comum. Num instante em que um pedaço do PT procura um Plano B, ambos não abrem mão de manter Lula como Plano A. Preso ou solto, o pajé do PT não deixará de ocupar o topo do ranking de preferências do eleitorado nordestino. Se necessário, Renan e Eunício subirão no caixote para alardear em suas províncias o refrão petista segundo o qual "eleição sem Lula é fraude."

A democracia, como se sabe, é um regime em que as pessoas têm ampla e irrestrita liberdade para exercitar sua capacidade de fazer besteiras por conta própria. Mas o eleitor dispõe de uma vacina capaz de imunizá-lo contra a sensação de que o voto é um mero equívoco renovado de quatro em quatro anos. Basta jogar água no chope de oligargas que já se julgam eleitos. A troca não é garantia de acerto. Mas proporciona o prazer de cometer erros diferentes.
Herculano
21/02/2018 11:38
TIROS N O RIO E BARRACO EM BRASÍLIA, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo.

A CAMPANHA eleitoral, vaidades de candidatos e a repulsa popular a Michel Temer (MDB) enrolam o programa econômico do governo. Os governistas se dão rasteiras na disputa de uns 3% de votos nas pesquisas, vide o sururu causado pela intervenção no Rio e pelo lançamento do "plano B" na economia.

O ônibus da recuperação econômica, porém, começa a andar mais rápido, embora ainda não pegue o povo, que espera no ponto.

Indicadores da virada de 2017 para 2018 dão bons sinais, tal como a medida do Banco Central de atividade econômica de dezembro, que veio bem mais forte do que o esperado. Além do mais, os números da previsão que o Ipea divulgou nesta terça (20) indicam que a recessão do investimento em construção civil na prática acabou no fim do ano passado. Vendas e lançamentos de imóveis em São Paulo se recuperaram também no último trimestre do ano, mostram dados do Secovi, sindicato da habitação de São Paulo.

No governo, há bufos e ranger de dentes desde que Temer lançou a campanha eleitoral para si ou para um escolhido, a intervenção no Rio.

O "plano B" de Temer para a economia começou com um vexame político e risco de fiasco. Como a reforma da Previdência foi para o vinagre, o governo fez uma cena com ministros na segunda-feira (19). Queria mostrar que o programa de reformas não vai parar, além de dar uma oportunidade de mídia para Henrique Meirelles (PSD) e equipe econômica mostrarem que não tinham sido chutados para escanteio.

Deu rolo. Esqueceram-se outra vez de combinar com Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara e adversário de Temer e Meirelles na disputa pelos 3% dos votos nas pesquisas.

Na semana passada, Temer roubara o brinquedo da campanha eleitoral de Maia, a tal "agenda positiva da segurança". Como de costume nessas rasteiras do Planalto, Maia chiou, disse que foi passado para trás, que não fora consultado sobre a intervenção no Rio, mas apoiou com ressalvas o fato consumado. No começo desta semana, levou outra canelada.

Maia disse que não leu nem vai ler o "plano B", os projetos para a economia que o governo pretende aprovar no Congresso, em geral coisa séria e útil. Francamente, qualquer governo tem pauta parlamentar. Para Maia, trata-se de desrespeito ao Legislativo, na verdade a ele mesmo.

Pode ser que assoprem os dodóis políticos do arreliado Maia outra vez, mas o "plano B" de Temer para a economia tem mais problemas.

Os deputados, indóceis com a eleição, não querem saber de mexer em impostos (caso do PIS/Cofins e da reoneração da folha de empresas). Pelo menos é o que dizem lideranças do centrão, o eleitor mediano do Congresso, digamos ironicamente. O governo tem maioria apertada para tocar a privatização da Eletrobras, mas bancadas governistas regionais vão fazer chacrinha, e o amuado Maia, que apoiava o plano, precisa ser consolado.

O irritado Maia disse ainda que não vai tratar de mexidas na Previdência tais como tempo de contribuição e regras de cálculo de benefício, que não dependem de mudanças constitucionais. Disse que o governo está "criando espuma com a sociedade".

Por ora, ao menos, a economia ignora o sururu no governismo
Herculano
21/02/2018 11:37
O PREÇO DO CRIME, por Carlos Brickmann

É provável que não houvesse alternativa à intervenção federal: Pezão, o governador, já havia demonstrado sua incapacidade para combater os narcotraficantes e a tragédia da insegurança no Rio tornava-se intolerável. Mas o presidente Temer mostrou que até quando faz o certo o faz de modo errado. A improvisação foi tamanha que até agora não se sabe de onde vai sair o dinheiro para pagar as despesas da intervenção - o que inclui desde a alimentação dos soldados até o custo operacional. O comandante do Exército, general Villas Bôas, quis saber de onde sairia a verba; o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não é mágico e que o dinheiro da intervenção terá de sair do corte de outras despesas. Mas como saber quanto será necessário, se o interventor, general Braga Netto, ainda não apresentou seu plano? Braga Netto foi apanhado de surpresa pela escolha, e só a aceitou porque, militar de brio, não rejeita missão. Mas o secretário da Segurança do Rio pediu demissão e Braga Netto não tinha o substituto.

A reforma da Previdência daria fôlego aos cofres oficiais, mas a própria intervenção impede que reformas sejam implantadas em sua vigência. E há desentendimentos: o Conselho Nacional de Direitos Humanos manifestou seu repúdio à intervenção. Tudo bem ?" se o Conselho não fizesse parte do Governo. O problema, portanto, não é concordar ou não com a intervenção: é saber que, mantida essa bagunça, não há nada que possa dar certo.

VELHOS TEMPOS...

A crise no Rio vem de longe, de muitos anos; o Rio esteve sob controle dos bicheiros, dos narcotraficantes, dos milicianos. Os bandidos, de certa forma, supriam a ausência do Governo: levavam doentes para hospitais, às vezes conseguiam remédios para os moradores, tudo em troca da submissão total. Nas eleições presidenciais de 1989, só Brizola podia livremente fazer sua campanha. Os outros candidatos, para entrar no Rio, precisavam acertar uma aliança com algum bicheiro de porte ?" e certamente não era de graça. O Correio atende no máximo à metade da população. A outra metade está em áreas perigosas demais. Só que isso tudo era conhecido e, mesmo sem a erupção de crimes dos últimos dias, já exigia ações bem planejadas.

Não é só jogar o fardo para que os militares carreguem. Por que a improvisação?

...VELHOS DIAS

Há quem diga que Temer, sabendo que a reforma da Previdência seria rejeitada, armou um factoide para mascarar a derrota. Há quem diga que Temer, com a popularidade no chão, decidiu encarnar-se no herói que luta contra bandidos. Pode ser: ninguém jamais perdeu dinheiro ao apostar no caráter vacilante de um político. Mas por que não armar tudo direitinho?
Os sujos e os mal-amados.

Talvez haja um certo constrangimento no combate ao crime no Rio. Pois não é que no Conselho da República, convocado a aprovar a intervenção, há 16 conselheiros, dos quais nove sendo investigados no Supremo? São o próprio Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, o líder do Governo no Senado, Romero Jucá, o líder do Governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o líder do Governo no Congresso, André Moura, e o líder da Minoria na Câmara, José Guimarães. No Governo, na oposição, na linha sucessória, quantos!

A MINORIA

Não estão sendo investigados os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, da Justiça, Torquato Jardim, do Planejamento, Dyogo Oliveira, Carlos Marun (Governo); os deputados Raymundo Lira, líder da Maioria no Senado, Humberto Costa, líder da Minoria no Senado, e Lelo Coimbra, líder da Maioria na Câmara. Os investigados são maioria absoluta.

TUDO PARADINHO

Com a intervenção no Rio, não é apenas a reforma da Previdência que para de andar. Há mais 536 emendas constitucionais - que, como estavam mesmo paradas, não chamam a atenção. Uma delas, do então deputado Clodovil, é a que reduz o número de deputados e senadores. Por isso parou.

óDIO É óDIO

A mãe do prefeito carioca Marcelo Crivella, idosa, doente, foi tratada num hospital público do Rio. Os adversários do prefeito protestam: afinal, ela ocupa a vaga que poderia ser ocupada por um pobre. A briga política é muito feia: se a senhora tivesse sido internada num hospital particular, seria criticada por não confiar num hospital público. Em resumo, não há saída.

SIM, SIM, POIS É, NÉ?

O presidente impichado Fernando Collor confirmou, no Senado, que sai candidato à Presidência da República. Suas virtudes, segundo o discurso: "Moderação, equilíbrio, maturidade". Sua posição: "centro democrático, ao mesmo tempo progressista e liberal". Simples - mas que é que quer dizer?
Herculano
21/02/2018 11:27
TEMER 2018 ARREBATOU O TROFÉU DILMA 2013, por Elio Gaspari nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo

Michel Temer já viu governo derretendo. Em 2013, quando o monstro da opinião pública estava nas ruas, a presidente Dilma Rousseff tirou um gambá da cartola e propôs uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política. Um telefonema de seu vice (ele) ajudou-a a perceber que aquilo era pura maluquice. Passaram-se cinco anos, Temer está na cadeira da doutora e peregrina com gambás na cartola.

No primeiro dia útil depois do decreto de intervenção federal, horas antes da aprovação da medida pelo Congresso, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou:

"Algumas medidas talvez sejam necessárias, como a realização do que se chama mandado coletivo de busca e apreensão."

E explicou:

"Na realidade urbanística do Rio de Janeiro, você muitas vezes sai com a busca e apreensão numa casa, numa comunidade, e o bandido se desloca. Então você precisa ter algo como o mandado de busca e apreensão e de captura coletivo para uma melhor eficácia do trabalho a ser desenvolvido."

A geografia a que o doutor se referiu é a dos bairros pobres da cidade, onde, salvo os bandidos, ninguém foi para lá porque encantou-se com o lugar. Por trás da ideia dos mandados coletivos está a noção demófoba, segundo a qual quem mora nesses bairros, e não no Leblon, tem algo a esconder. É gente constrangida pelos bandidos, achacada pelos milicianos e abandonada pelo poder público, mas não se confia nela.

No segundo trecho da fala de Jungmann havia um erro, a referência ao "mandado (...) de captura coletivo". Nunca houve coisa parecida, nem durante a vigência do Ato Institucional nº 5. (Noves fora a ação militar no Araguaia, onde fizeram-se prisões em massa e queimaram-se casas de roceiros). Horas depois, o ministro corrigiu-se, dizendo que a referência às capturas foi um "mal-entendido". Foi um erro, muito bem entendido.

Passou-se uma noite, e ontem o governo foi convencido de que a ideia do mandado coletivo de busca e apreensão era uma girafa. Temer 2018 arrebatou o troféu Dilma 2013.

Dilma poderia ter telefonado para Temer antes de tirar o gambá da cartola. Temer poderia ter telefonado para algum advogado amigo (ele os tem) antes de patrocinar a nova mágica.

Improvisada e demófoba, a intervenção na segurança do Rio começou da pior maneira possível. É isso que acontece quando o governo faz a opção preferencial pela marquetagem. (Viva Pezão, a batata quente da segurança do Rio foi para o colo de Temer.)

As forças da ordem não precisam entrar nesses bairros vestidas como Coelhinhos de Páscoa, mas também não precisam de protofonias cinematográficas.

Para Michel Temer e para a torcida do Flamengo, tudo iria melhor se ninguém pudesse falar em nome da operação do general Braga Netto. Falariam o general, quando achasse necessário, e seu porta-voz autorizado. Só.

Em operações recentes o Exército usou esse sistema, com sucesso. Está na mesa a encrenca em que se meteu o chefe da Polícia Federal, Fernando Segovia, por falar demais. Depois de anos de silêncio de seu antecessor, ele se revelou um adorador de holofotes. Deu no que deu. Se blá-blá-blá resolvesse problema, o Rio seria o que já foi
Herculano
21/02/2018 11:25
AO QUE SE IDENTIFICA COMO ROB

1. Se explicar não é bem a praia dos políticos, ainda os de Gaspar e Ilhota.

2. Justificar e enrolar, sim.

3. Por que o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira e o eleito, KLeber Edson Wan Dall, MDB, antes de sair daqui, não avisam ao que vão fazer em Brasília?

4. Descobertos no desrespeito com a comunidade que banca tudo isso, correm para montar justificativas, achando que todos aqui são analfabetos, ignorantes, desinformados ou pau mandados deles.

5. E por fim: qual é mesmo a função da tal superintendência de Comunicação da prefeitura? Receber os polpudos vencimentos de comissionados no final do mês e abafar o que é notícia? Acorda, Gaspar!
Herculano
21/02/2018 11:16
MENSAGEM DE MILLER A ADVOGADA EVIDENCIA CONCERTAÇÃO PARA INCRIMINAR TEMER E AÉCIO. ERA FLAGRANTE ARMADO. ACERTEI OUTRA VEZ! por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Não há mais meias-palavras. O que vai abaixo, relatado em reportagem de Daniela Lima, na Folha, é o roteiro de uma ação criminosa da qual participaram o ex-procurador Marcelo Miller, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot; o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin; a presidente do tribunal, Cármen Lúcia e setores da imprensa.

Resta caracterizar o papel de cada um na concertação e o grau de consciência que tinham de que se estavam violando os princípios mais comezinhos do direito. O fato é que a tramoia levou o presidente da República a enfrentar duas denúncias oferecidas pela PGR e levou um senador da República a ser afastado do seu cargo.

Como vocês sabem, desde o começo, chamei a atenção para o fato de que a urdidura toda tinha cheiro e jeito de flagrante armado. A esta altura, parece não restar mais dúvidas. Eis aí a qualidade dos patriotas que falam em moralização da vida pública nacional.

E, como é certo, a concertação criminosa restará impune. Leiam trecho da reportagem.

O ex-procurador Marcello Miller recebeu com ao menos um dia de antecedência, e quando já atuava como advogado da J&F, a informação de que a força tarefa da Lava Jato deflagraria uma de suas mais importantes operações: a que levou à prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e do primo do tucano, o empresário Frederico Pacheco.

O vazamento foi registrado por ele mesmo, em mensagem a uma advogada que era sua parceira no caso.

Miller discutia com Esther Flesch um contrato que ampliaria os valores de honorários pagos pela JBS à dupla.

Às 8h15 de 17 de maio, o ex-procurador foi informado de que o escritório Trench Rossi Watanabe, no qual estava atuando, não aceitaria os termos propostos por ele numa minuta do trato.

Neste momento, ele diz a Esther que ela deveria readequar a proposta, e avisa: "Vamos correr, porque a informação insider é a de que a operação pode ser deflagrada amanhã" (sic).

Às 19h30 do mesmo dia, o jornal "O Globo" publicou em seu site a informação de que os donos da JBS haviam fechado um acordo de delação premiada. A matéria dizia que Joesley Batista havia gravado uma conversa com o presidente Michel Temer e que o empresário também havia apresentado grampos de um encontro em que Aécio pedia R$ 2 milhões a ele.

Às 6h do dia seguinte, 18, a Lava Jato deflagrou a operação Patmos, prendendo a irmã do tucano, seu primo e um assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG) sob a acusação de que teriam ajudado Aécio a obter o dinheiro.

A Patmos disparou 41 mandados de busca e apreensão em quatro Estados. A irmã do doleiro Lúcio Funaro também foi encarcerada. Já Aécio foi afastado do mandato pelo ministro Edson Fachin.

A conversa que registra o vazamento de informação da Lava Jato foi obtida em mensagens de WhatsApp trocadas por Miller e Flesch. Os dados foram coletados em um telefone funcional da advogada pelo Trench Rossi Watanabe. Fachin autorizou a quebra do sigilo telefônico.

Na mensagem à colega, Miller não diz quem lhe repassou a informação de que a operação seria deflagrada. Mas ao usar o termo "insider", o ex-procurador dá a entender que obteve o relato junto aos investigadores.

Àquela altura, a participação de Miller nas tratativas da JBS com a Procuradoria ainda não havia sido explorada pelos políticos que foram alvo da delação do grupo.

VÍNCULO
O vínculo dele com o gabinete do ex-procurador-geral Rodrigo Janot foi escancarado dias depois pelo presidente Michel Temer, em um pronunciamento. Quando a crise escalou, Miller começou a discutir com Flesch sua própria estratégia de defesa.

No dia 20 de maio, ele escreveu: "Pellela acabou de confirmar: PGR solta nota agora. Curta. Negando minha participação em delação".

Eduardo Pellela era chefe de gabinete de Janot. Miller informou sobre a nota às 10h57. O texto só foi tornado público às 13h45 daquele dia.

Enquanto atuou na Procuradoria, Miller era visto como um quadro muito próximo a Janot. Ele teve atuação decisiva em delações que envolveram gravações ocultas de autoridades, como o ex-senador Delcídio do Amaral e a cúpula do MDB, grampeada por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Miller foi contratado pela J&F, por meio do Trench Rossi Watanabe, para cuidar do acordo de leniência do grupo ?"instrumento diverso da delação. No entanto, há evidências de que ele também orientou a colaboração dos irmãos Batista, inclusive enquanto ainda estava na PGR.

(...)
Rob
21/02/2018 10:58
Herculano, , o homem ja ta se explicando, foi só sair na sua coluna.


Roberto Pereira publicou 2 fotos ?" com Kleber Wan-Dall e outras 2 pessoas.
1 h · Instagram ·

Bom dia amigos, todos conhecem aquele ditado que diz: "Com saúde não se brinca". Tenho a certeza que o sofrimento das pessoas não pode ser usado para fazer discursos políticos e proselitismo. Precisamos de ações concretas. Por isso, estou acompanhando o prefeito Kleber Wan-Dall em Brasília na busca de recursos para saúde Gaspar. Ontem com a ajuda do Deputado Peninha, tivemos uma reunião no Ministério da Saúde para cobrar a liberação de emendas para saúde do ano passado e tmb solicitamos a liberação de recursos para construção de 5 unidades básica de saúde (postos de saúde). Boa parte das emendas deve ser liberada nesse mês ainda e o restante em março. #Saúde #Seriedade #AvançaGaspar @ Brasília, Brazil

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