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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

PT, PDT, PSD E CLEFFI MANOBRAM PARA APROVAR PROJETO QUE CRIA CARGO COMISSIONADO - Por Herculano Domício

17/05/2018

REGISTRO - O Stammtisch de Gaspar - criado e organizado há 12 anos pelo jornal e portal Cruzeiro do Vale - é uma marca da convergência, criatividade e descontração da cidade. Nele, amigos recebem amigos. O sucesso do Stammtisch está na permanente renovação e na adesão à ideia, inventividade e descontração - próprias dos jovens que quebram padrões e tabus. Estive em quase todos. Testemunhei as mudanças de comportamento. Esta foto no espaço do Cruzeiro do último sábado, onde os mais tradicionais nela prevalecem, mostra um desses momentos de pluralidade em favor da felicidade. Da esquerda para a direita: Altair Augustinho e esposa Marinês Testoni Theiss (ex-Defesa Civil), Gilberto Schmitt (proprietário, editor do jornal e anfitrião), Rafael Araújo Freitas (atual gestor da Defesa Civil), Kleber Edson Wan Dall, (prefeito pelo MDB), Álvaro Correia (radialista, colaborador do jornal e ex-deputado estadual pelo MDB), eu, Álvaro Correia Filho, Jean Alexandre dos Santos (Secretário de Obras e Serviços Urbanos de Gaspar), Pedro Inácio Bornhausen (chefe de Gabinete da prefeitura de Gaspar) e Francisco Felaço (empresário da Felix Alarmes).

 

TRAPICHE

O tempo é o senhor da razão. Os políticos de Gaspar lavaram mais uma vez a minha alma. Parte da imprensa daqui “descobriu” só agora que Silvio Cleffi, PSC, não possui limites na busca de status e poder político. Tudo concedido e devidamente orquestrado pelo PT, PDT e o PSD para ele ser presidente da Câmara.

Então! Como estou de “ressaca” do Stammtisch, onde nem água bebi, vou “olhar a maré” de camarote. E os meus leitores e leitoras também. Eles já tinham sido esclarecidos há meses sobre todos os fatos que fazem manchetes e comentários desde quarta-feira na cidade.

Enquanto os mágicos do circo político distraem à distinta ingênua plateia com jogadas de fatos velhos - os quais ganharam o Ministério Público que cuida da moralidade -, o PT, PDT, PSD e Cleffi, armam a nova emboscada para ver aprovado o Projeto de Lei 20/2018. Ele cria o cargo comissionado de “procurador geral” para a Câmara com ganhos superiores a R$9 mil por mês. O PL “abre a porteira” para outras coisas dispendiosas do mesmo tipo e pagas com os pesados impostos dos gasparenses.

Silvio chegou a marcar uma sessão extraordinária para terminar com o desgaste do debate público dessa matéria. Desmentiu este fato aqui via a assessoria de imprensa comissionada, apesar do ofício de convocação que ele fez chegar e protocolar nos gabinetes dos vereadores. Na verdade, ele cancelou a sessão. Temia à falta de voto. E exatamente do relator geral da matéria, Wilson Luiz Lemfers, PSD. Foi o parecer e Wilson, não totalmente atrelado ao esquema da oposição, que aguou o PL e incitou à polêmica.

Agora, Wilson pediu licença de um mês a partir do dia primeiro de junho. Quando a matéria for a plenário, caberá ao seu substituto seguir a orientação da majoritária bancada oposicionista (PT, PDT, PSD e Cleffi). Será caixão. Wilson terá então, lavado às mãos naquilo que lhe incomodava e por isso, “resistia”.

Na outra ponta, Silvio amarrou um assessoramento mais consistente para si, à mesa diretora e o bloco oposicionista e assim não dependa dos atuais assessores jurídicos e técnicos da Casa. Demitiu a sua assessora Rosemery Tomaz da Silva e pré-anunciou que está contratando o advogado que atua em Londrina, no Paraná, Itauby Bueno Moraes. Ele já assistiu a sessão na terça-feira à noite. É, por enquanto, uma simples substituição. O vencimento desta função é de R$4.458,89, brutos, incluindo o vale alimentação.

Com os três inquéritos instaurados pelo MP contra o presidente da Câmara, um deles, em segredo de Justiça, o doutor Itauby vai ter que mostrar serviço e sem demora. E não é contra a imprensa, o MP e os adversários de Cleffi.

Desempregado. Político dependente de nomeações em empregos públicos, Marcelo de Souza Brick, PSD, não é mais comissionado “Secretário Executivo de Assuntos Institucionais" da SC Participações e Parcerias. O MDB tomou o lugar do cabo eleitoral do deputado Jean Jackson Kuhlmann, PSD.

A campanha eleitoral ainda está proibida pela lei. A louvação de supostos candidatos em inauguração de obras públicas, mais ainda. Entretanto, nos grotões, os cabos eleitorais estão pedindo votos com candidatos, presentes ou não, em cerimônias públicas.

Ilhota em chamas II. Na inauguração do CEI da Pedra de Amola, o padre Idonizete Krieger, pediu votos para os deputados Rogério Peninha Mendonça e Aldo Schneider, ambos do MDB.

Ilhota em chamas III. O prefeito Érico de Oliveira, MDB, nas suas peregrinações, tem feito a mesma coisa. Como tudo está documentando e como os entendimentos na jurisdição têm se tornado mais rígidos para tais abusos, os candidatos correm riscos. Eles precisam, no mínimo, orientar melhor seus líderes, simpatizantes e cabos eleitorais.

Ilhota em chamas III. Faltou o povo. A prefeitura exibiu com discurso do prefeito, Érico de Oliveira, MDB, o novo caminhão compactador de lixo. Duas dezenas de servidores fizeram a plateia do “grande evento” no centro da cidade.

O presidente da Assembleia, Aldo Schneider, MDB, será candidato à reeleição? A legislação eleitoral proíbe a doação de bens e materiais em ano de eleições. Como ele, por seus cabos, pode anunciar e propagar tais atos por aqui, mesmo que virtuosos? Não é uso irregular da máquina público para votos? Com a palavra o Ministério Público Eleitoral.

 

Edição 1851 - Sexta-feira

Comentários

Herculano
20/05/2018 09:40
VENEZUELA COMPROVA COMO SOCIALISMO, NA PRÁTICA, É PARECIDO COM FASCISMO, por Rodrigo Constantino, no site da Gazeta do Paraná, Curitiba, PR

Que o socialismo e o fascismo são parentes próximos é algo que todo historiador sério sabe. Mussolini bebeu de fontes socialistas, foi socialista, e queria salvar o socialismo, só que por meio de uma mistura com o nacionalismo. Basta trocar classe por nação que o socialismo logo se transforma em fascismo. Mas muitos ainda negam o parentesco, tentando blindar a utopia socialista.

Até o jornal O GLOBO, porém, com claro viés "progressista", reconheceu em seu editorial de hoje que o caso venezuelano se aproxima de um fascismo, que o "socialismo do século XXI" levou, na prática, aos fins similares aos do fascismo. Claro, pode ser uma tática para "transformar" o socialismo, que aparece apenas uma vez entre aspas, em fascismo, mas ainda assim fica evidente que a esquerda bolivariana construiu um modelo similar ao de Mussolini. Diz o jornal:

O regime instituído há 19 anos por Hugo Chávez tem sido sustentado por Maduro com meios similares aos do fascismo, no objetivo permanente de aniquilar a oposição.

O resultado está à vista. A "revolução" chavista resumiu-se à legitimação de uma cleptocracia que lucra na corrupção sobre os negócios governamentais e, também, no narcotráfico, atividade em que se envolveu parte das Forças Armadas, como mostram processos judiciais nas cortes de Miami, Washington, Nova York e das principais cidades europeias.

O projeto do "Socialismo do Século XXI", nascido no jorro de petrodólares que irrigou as finanças de partidos, candidatos e ativistas acadêmicos em vários países - inclusive no Brasil, onde até escolas de samba tiveram um quinhão da tesouraria chavista -, resultou na Venezuela que está aí: com inflação acima de 13.000% neste ano, e queda de 45% no Produto Interno Bruto desde que Maduro assumiu, em 2013.

O legado da era Chávez-Maduro é a ruína, retratada pelas hordas de refugiados de uma crise que se agrava diariamente na escassez de alimentos, remédios, produtos de higiene, energia, água potável e combustível para transportes. Mais de meio milhão de venezuelanos fugiram para a Colômbia e cerca de 70 mil estão no Brasil.

Fernando Gabeira, falando de coxinhas e mortadelas, acabou associando o comunismo ao fascismo também em sua coluna de hoje:

Coxinhas e mortadelas, na verdade, formam uma oposição até bem humorada. Uma oposição entre carne branca e vermelha que talvez viaje no nosso inconsciente antropofágico.

[...]

Tanto o fascismo como comunismo, cada um no seu estilo, deixaram milhões de mortos, em regimes onde a liberdade também foi sepultada. Quem é chamado de fascista ou comunista sente-se, no caso de não sê-lo, bastante ofendido.

Mas isso não é o principal efeito colateral dessa leviana troca de acusações. O fascismo é uma experiência histórica bem definida. O primeiro efeito colateral negativo de acusações infundandas é banalizá-la e portanto, desativar sua rejeição e torná-lo mais perigosa caso apareça no horizonte.

O outro efeito colateral das acussões recíprocas é a falsa sensação de que comunismo e fascismo são o verdadeiro antagonismo na sociedade brasileira.
A ambos interessa que o antagonismo seja esse. No entanto, ele mascara os diversos pontos em comum que os regimes comunistas e fascistas partilham: repressão política, partido único e suas consequências.

E esconde o verdadeiro adversário do fascismo e do comunismo: a democracia, solução negociada dos nossos problemas.

Ou seja, Gabeira, também "progressista" e de esquerda, reconhece que o fascismo e o comunismo são parecidos, antidemocráticos, totalitários, coletivistas. Seu erro no texto é ignorar que a extrema esquerda é mesmo comunista, e defende abertamente o modelo venezuelano ou cubano. PT, PSOL e PCdoB, além de alas da Rede e do PDT, pregam abertamente a mesma receita comunista adotada por Chávez e Maduro. Os mortadelas são comunas mesmo!

Não deixa de ser alvissareiro, contudo, quando a esquerda mais moderada brasileira passa a admitir que o comunismo e o socialismo são, no fundo, parentes próximos do fascismo. É o que a direita tenta explicar há décadas!
Herculano
20/05/2018 09:30
PETISTAS PREPARAM CAMPANHA CONTRA TSE SE TRIBUNAL BARRAR CANDIDATURA DE LULA, conteúdo da coluna Painel (Daniela Lima), no jornal Folha de S. Paulo

Olhos no passado
Diante das informações de que ministros do TSE buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial de ofício, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade. O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

Barreira?
O PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Por que não eu??
Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória. Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote "Lula será exceção à regra?".
Herculano
20/05/2018 08:23
O MP ENTROU NA DEFESA DOS MAGANOS, por Elio Gaspari, no jornal O Globo

O Supremo abriu a brecha, e a história do fim do foro arrisca se transformar em conversa para boi dormir

O Ministério Público precisa se olhar no espelho. No Supremo Tribunal Federal ele defendeu o fim do foro especial para deputados e senadores. Essa decisão pontual foi festejada como uma conquista genérica. Engano. Menos de um mês depois, no Superior Tribunal de Justiça, o MP sustenta exatamente o contrário, defendendo a manutenção do foro na parte que lhe cabe do latifúndio.

Com o apoio da Procuradoria-Geral da República, deputados e senadores que cometam crimes fora do período de seus mandatos serão julgados na primeira instância. No STJ, contudo, o Ministério Público pediu que se preserve o foro especial para governadores, desembargadores, conselheiros do Tribunal de Contas e procuradores que atuam junto à corte. Em poucas palavras, diante da brecha aberta pelo Supremo, o "Tribunal da Cidadania" defende a jurisprudência do "quem manda aqui sou eu". Aceita, ela haverá de se propagar pelos estados.

O pedido do MP foi endossado pelo ministro Mauro Campbell e estava sendo julgado pela corte especial do STJ, composta pelos 15 ministros mais antigos. Como o ministro Luis Felipe Salomão pediu vistas, o caso será apreciado em junho. (Salomão remeteu à primeira instância um processo em que é réu o governador da Paraíba.)

Num exemplo hipotético, que poderá ocorrer em alguns estados:

Se um senador e um vereador (ou procurador) forem casados com duas irmãs e ambos matarem as mulheres, o senador será julgado na primeira instância e o vereador (ou o procurador) irá para o Tribunal de Justiça do seu estado. O senador não tem foro especial, mas os outros dois têm.

Expandida, a festa preservará o foro de todos os desembargadores, juízes de tribunais federais regionais, conselheiros de contas estaduais e municipais. E mais, bingo: dos membros do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais.

O foro especial favorece 58 mil maganos com funções em 40 tipos de cargos. A decisão do Supremo Tribunal, restrita a parlamentares, alcança algo como mil pessoas, levando-se em conta que há casos de cidadãos cujo mandato acabou. Na ponta do lápis, o Supremo livrou-se de mais de 60 processos.

A corte especial do STJ deverá decidir a questão no dia 6 de junho. Aberta a brecha, ficará a lição do "poetinha" Vinicius de Moraes:

A felicidade do pobre parece

A grande ilusão do Carnaval

A gente trabalha o ano inteiro

Por um momento de sonho

Pra fazer a fantasia

De rei ou de pirata ou jardineira

Pra tudo se acabar na quarta-feira.

O INDULTO DE LULA ESTÁ NO FORNO
Ciro Gomes tem toda a razão quando diz que não se pode oferecer um indulto a Lula enquanto ele tiver recursos tramitando na Justiça. Seria o mesmo que considerá-lo culpado.

Isso não elimina o fato de que se Ciro vier a ser eleito presidente da República poderá indultar Lula no primeiro dia de governo. (O ministro Luís Roberto Barroso parece ter farejado essa carta ao restringir o indulto de fim de ano de Temer.)

Em princípio, há um famoso precedente histórico. Em 1974, um mês depois de ter assumido a Presidência dos Estados Unidos, Gerald Ford perdoou Richard Nixon, arrastado pelo caso Watergate.

Mas nem tudo é o que parece. Ford perdoou Nixon argumentando que seu julgamento demoraria pelo menos um ano, dividindo o país. Segundo Ford, ele já havia sido obrigado ao inédito constrangimento de deixar a Presidência dos Estados Unidos.

Lula não renunciou e já foi condenado em duas instâncias judiciais.

PELO GONGO
Em 2007, como ministro da Defesa, Nelson Jobim salvou Lula de uma boa. Havia uma vaga no Supremo Tribunal Federal, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, trabalhava o nome do juiz Roberto Caldas.

Na roda de fogo para a escolha, Jobim defendeu a candidatura de Carlos Alberto Direito, argumentando que se ele não fosse escolhido para aquela vaga, perderia a vez por atingir o limite de idade. Lula atendeu-o.

Roberto Caldas acabou indo para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, da qual viu-se defenestrado pelas denúncias de sua ex-mulher, com quem manteve um relacionamento abusivo.

MADAME NATASHA
A senhora soube que o estado-maior interpartidário que conseguiu a deposição de Dilma Rousseff articula um manifesto cujo título é "Por um polo democrático e reformista".

Para ela, noves fora o "por um", que ecoa os velhos documentos do falecido Partido Comunista, ele se destina ao segmento mais afortunado do andar de cima. Isso porque, para o andar de baixo, "polo" é um lugar frio. Lá, "reformista" vem sendo o governo Temer, com seus 27,7 milhões de desempregados ou pessoas que se sustentam com trabalhos precários.

O andar de baixo quer empregos e segurança. Se com isso vier um apoio explícito à Lava Jato, melhor.

EREMILDO, O IDIOTA
Eremildo é um idiota e comoveu-se com a bancada de presos da Lava Jato que se queixa dos ratos existentes no presídio de Bangu 8.

O cretino estranhou a falta de compaixão para com os ratos quadrúpedes, que também podem estar incomodados com a nova vizinhança.

O SÁBIO MACIEL
Os amigos de Geraldo Alckmin conformam-se com sua má posição nas pesquisas e sustentam que ele haverá de crescer ao longo da campanha.

O ex-vice-presidente Marco Maciel ouviu de um marqueteiro que, nas pesquisas, a linha do seu candidato estava em ascensão e a do adversário, mais bem colocado, estava em descenso. Sábio de frases curtas, Maciel perguntou:

"E o senhor acha que a intersecção das duas linhas ocorrerá antes do dia da eleição?"

MP X DOLEIROS
Até a semana passada, a disposição dos investigadores que ouvem os doleiros presos pela Operação Câmbio, Desligo parecia estar orientada para os movimentos de contas de pessoas metidas em negócios com órgãos públicos.

Já se estabeleceram conexões com o dinheiro de fundos de pensão e a rede de roubalheiras do Rio. Virão muitas outras.

RECORDAR É VIVER
José Dirceu foi mandado de volta para a cadeia no mesmo dia em que, há 50 anos, podia comemorar a adesão de 200 mil trabalhadores à revolta estudantil de Paris. A greve expandiu-se e parou dois terços da força de trabalho francesa.

A coisa assumiu tal proporção que o general Charles de Gaulle sumiu, achando que seria derrubado. Viajou em segredo para o quartel-general das tropas francesas na Alemanha e garantiu o apoio da tropa. Voou de volta e virou o jogo.

Quando 1968 terminou, todos os jogos estavam virados. O Brasil tinha o Ato 5, as tropas russas estavam em Praga e o republicano Richard Nixon foi eleito presidente dos Estados Unidos.
Herculano
20/05/2018 07:50
CAI FATURAMENTO DAS EMPREITEIRAS PóS-LAVA JATO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Não passa de R$84 milhões, este ano, o faturamento antes bilionário das empreiteiras enroladas na roubalheira à Petrobras, revelada pela operação Lava Jato, junto ao governo federal. Neste mesmo período de 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), as empreiteiras que roubaram o País receberam mais de oito vezes mais: já haviam recebido R$ 662 milhões nos cinco primeiros meses do ano.

ESQUECIDAS
Só Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Mendes Júnior ainda não receberam um só centavo, segundo o Portal da Transparência.

QUANTO MAIS ENROLADA, MELHOR
A Odebrecht, que teve 70 executivos com acordos de delação sobre maracutaias da empresa, faturou R$ 56,2 milhões, 67% do total.

TEM RESERVAS
Entre 2012 e 2014, auge do relacionamento com o PT, a Odebrecht faturou mais de R$ 3 bilhões em contratos com o governo federal.

OUTRAS MILIONÁRIAS
Outras de bolso cheio: Queiroz Galvão - R$ 11 milhões, Constran - R$9 milhões, Galvão Engenharia - R$6 milhões e Engevix - R$1,6 milhão.

DEPUTADOS GASTARAM R$18 MILHõES EM 'DIVULGAÇÃO'
Apesar de 2018 ser marcado pela falta de trabalho a divulgar, os deputados federais solicitaram e receberam da Câmara ressarcimento de R$18 milhões em razão de despesas com "divulgação da atividade parlamentar". O valor corresponde a quase um terço (28%) dos R$62,6 milhões do "cotão", que é uma espécie de cartão de débito que cada deputado ganha para gastar à vontade, até o limite R$45 mil por mês.

DINHEIRO É VENDAVAL
O campeão nos gastos com "divulgação de atividades" é Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA): torrou R$139,1 mil somente este ano.

MORAM E TRABALHAM
Deputados federais do DF têm limite menor para obter ressarcimento. Mesmo assim, é um "cartão de débito" com R$30,7 mil por mês.

ELEITOS DE LONGE
Os deputados de Roraima, em razão da distância, têm o maior valor do "cotão parlamentar" para gastar à vontade R$45,6 mil mensais.

SAINDO DE CENA
A imagem do José Dirceu no camburão roubou a cena, expondo a decadência petista. Ao menos o ex-ministro não fez pose de mártir: baixou o punho cerrado e entrou para a História pela porta dos fundos.

ELES FAZEM POLITICAGEM
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) ficou indignado com a carta de governadores "de esquerda" contrários ao projeto de reestruturação da estatal Eletrobrás, do qual é relator. Coisa típica de quem não leu e não gostou. "Isso nem é política, é politicagem", disparou o baiano.

TIRANO IRRESPONSÁVEL
Após Nicolás Maduro afirmar que não há crise migratória em seu país, os governos do Grupo de Lima (Brasil e mais 13) divulgaram nota que, em resumo, chama o tirano venezuelano de maluco irresponsável.

O BRASIL MANDA BEM
Brasileiros amam falar mal do Brasil, não quem nos visitou em 2017: 88,3% dos 6,5 milhões de turistas estrangeiros disseram que o Brasil superou ou atendeu as expectativas, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para o Ministério do Turismo.

BOA MÁ NOTÍCIA
A notícia "menos ruim" da pesquisa CNT/MDA para o presidente Michel Temer é o viés de queda da rejeição do governo, desde setembro de 2017. A má notícia é que a rejeição caiu só dois pontos percentuais.

Só PETISTAS PRESOS
Após dividir o último café da manhã de José Dirceu em liberdade, sexta, o deputado Chico Vigilante (PT-DF) disse que no Brasil "só petista vai preso". Certamente se referia a Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e outros corruptos que, como o petista Lula, estão em cana.

'TRADIÇÃO' FAJUTA
O PT conta com a "tradição" do Tribunal Superior Eleitoral de só haver rejeitado três candidaturas a presidente, desde 2002. Mas até 2010 não existia Lei da Ficha Limpa, aquela que torna Lula inelegível.

LISTA AUMENTA
Mesmo sem a definição de partidos maiores, como MDB e PT, a lista de pré-candidatos a presidente da República já é a maior da História. Até sexta, somavam 28, mas apenas dois ou três são pra valer.

PENSANDO BEM...
...noves fora Corpus Christi no fim do mês e o início da Copa em junho, a eleição está a apenas algumas semanas de distância.
Herculano
20/05/2018 07:48
POPULISMO DE POCHMANN, por Samuel Pessoa, físico e economista, no jornal Folha de S. Paulo

Não adianta negar as restrições do mundo, pois a conta sempre chega

O professor do Instituto de Economia da Unicamp Marcio Pochmann, responsável pelo programa do candidato do PT, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 29 de abril, afirmou: "O fundamental no início do governo é um programa de emergência, que permita ao país sair da crise e voltar a crescer. Nós entendemos que a questão fiscal se resolve com volta do crescimento".

Certa feita, o presidente da Argentina Juan Perón escreveu em carta ao então presidente do Chile, Carlos Ibáñez: "Meu caro amigo: dê ao povo tudo o que for possível. Quando lhe parecer que você está dando muito, dê mais. Você verá os resultados. Todos irão lhe apavorar com o espectro de um colapso econômico. Mas tudo isso é uma mentira. Não há nada mais elástico do que a economia, que todos temem tanto porque ninguém a entende".

Para os populistas, a economia é elástica e a crise fiscal se resolve apertando o pé no acelerador e colocando a economia para crescer. Na América Latina o populismo produziu décadas de inflação e estagnação. A Argentina regride há sete décadas.

É compreensível que políticos escolham a estratégia populista. Dá resultados eleitorais. É péssimo para o país e para a sociedade e, principalmente, para os pobres - populismo sempre leva à crise e ao desemprego -, mas traz bônus eleitorais no curto prazo.

Quando técnicos ou intelectuais prometem o Paraíso, eles escondem dos cidadãos as reais limitações da economia e os verdadeiros problemas a serem enfrentados.

Pior ainda, dão munição à pior forma de política: a que procura manipular a opinião pública em busca de votos, evitando uma discussão civilizada e adulta de nossos problemas.

O desequilíbrio fiscal representa um genuíno conflito distributivo. Se no século 19 esse embate se dava prioritariamente no âmbito do confronto entre o capital e o trabalho, hoje seus principais campos de batalha são o Tesouro Nacional e o Congresso, que é a instância que arbitra o conflito.

Sempre haverá temas técnicos. Por exemplo, qual será o efeito desta ou daquela forma de tributação sobre o crescimento? E sobre a desigualdade e pobreza? Estes e outros temas demandam o debate sério informado com o melhor aporte da academia. Mas a decisão final é política.

A teoria demonstra, e nossa história já provou,que a política preconizada por Pochmann sempre nos levou à inflação e ao desemprego. Não há nenhum indício ou estudo acadêmico sério que indique que seria diferente desta vez. E, como já disse, das formas de tentar gerir o conflito distributivo, a única pior que a inflação é a guerra civil.

Pochmann, em artigo na Folha na quinta feira (17), chamou-me de paladino do governo para ricos. Mostrou os números dos lucros dos bancos no governo Temer. Se tivesse se dado ao trabalho de averiguar a lucratividade dos bancos nos anos Lula e Dilma, notaria que foi ainda maior do que no último biênio.

No início do governo Lula, Pochmann também foi contrário à focalização das políticas públicas nos mais pobres, princípio que está na base do programa Bolsa Família.

Uma das raízes da atual crise política foi uma campanha eleitoral em que se esconderam da sociedade seus limites, escolhas e conflitos. Repetir a estratégia, fugir a um debate civilizado e adulto, levará ao aprofundamento da crise.

Não adianta negar as restrições do mundo, pois a conta sempre chega. Na Argentina de Perón, na Argentina hoje e no futuro que Pochmann propõe.
Herculano
20/05/2018 07:43
NOVO PACOTE ANTICORRUPÇÃO QUER MUDAR SISTEMÁTICA DE INDICAÇõES PARA O STF... por Josias de Souza.

Durante a campanha eleitoral de 2018, os candidatos a senador e deputado federal serão convidados a apoiar um ambicioso pacote de medidas anticorrupção. Foi elaborado sob a coordenação da Fundação Getúlio Vargas e da Transparência Internacional. Será divulgado formalmente em junho. Conta com a simpatia da Lava Jato. Inclui mais de 80 propostas. Uma delas sugere ajustes na sistemática de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pelo novo formato, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não teriam chegado à Suprema Corte.

Para assegurar a "independência" dos magistrados do Supremo, o pacote sugere que seja "vedada a indicação de quem tenha, nos quatro anos anteriores, ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado." Gilmar foi indicado por Fernando Henrique Cardoso, sob polêmica, em abril 2002. Era advogado-Geral da União. Toffoli ocupava o mesmo cargo quando Lula o indicou para o Supremo, também sob críticas, em setembro de 2009. Premiado com a indicação em fevereiro de 2017, Moraes era ministro da Justiça de Michel Temer.

A escolha dos ministros do Supremo continuaria sendo feita pelo presidente. Mas o processo de seleção seria realizado sob a luz do Sol. A partir da abertura de uma vaga na Corte, o inquilino do Planalto teria 15 dias para divulgar uma lista com cinco nomes cogitados para o cargo. Os candidatos seriam virados do avesso num debate público que duraria 30 dias. Só então o presidente submeteria o nome do seu predileto ao crivo do Senado, que continuaria dando a palavra final, podendo avalizar ou rejeitar a escolha.

Elaborado durante um ano, o novo pacote traz as digitais de quase uma centena de especialistas. É uma versão melhorada e turbinada das "Dez Medidas" anticorrupção formuladas em 2016 pelo Ministério Público Federal e enviadas ao Congresso como projeto de iniciativa popular. Desfiguradas na Câmara, as propostas viraram lixo. Agora, deseja-se aproveitar a temporada eleitoral para obter dos candidatos ao Legislativo o compromisso de debater, aperfeiçoar e votar as propostas em 2019. A ideia é mobilizar a sociedade, estimulando o eleitor a dar o seu voto apenas aos candidatos que apoiarem o pacote, mesmo que façam restrição a uma ou outra proposição.

Entusiasta da iniciativa, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, já trombeteia as novas propostas de combate à corrupção em palestras e reuniões fechadas. Ele participou da elaboração. Escorando-se em experiências internacionais, Deltan diz que os países que conseguiram evoluir no combate à corrupção miraram em três objetivos: 1) assegurar a aplicação do princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei; 2) promover uma "reforma massiva" capaz de enfrentar as deformações do sistema; e 3) converter a encrenca em matéria escolar.

O pacote inclui projeto que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Sugere-se que os alunos do ensino fundamental e médio passem a dispor de disciplinas obrigatórias com "conteúdo que trate de formação ética e voltada ao exercício de cidadania solidária, à participação na gestão pública e ao controle de gastos públicos, ao zelo pela coisa pública, bem como informações e práticas educativas sobre causas, impactos, riscos, prejuízos e meios de enfrentamento da corrupção."

Há no novo pacote também propostas sobre polêmicas que infestam o noticiário. Por exemplo: a prisão de condenados na segunda instância, hoje escorada numa jurisprudência que prevalece no Supremo pela precária maioria der 6 a 5, seria formalizada em lei: "O trânsito em julgado da decisão judicial condenatória ocorrerá após o julgamento do recurso de apelação ou após o decurso do prazo ou do julgamento dos recursos ordinários cabíveis no âmbito da competência do tribunal de segunda instância."

Certos projetos, por draconianos, dificilmente serão digeridas pelos congressistas. Entre eles a proposta de emenda constitucional que autoriza a prisão provisória de deputados e senadores. Hoje, os parlamentares só podem ser presos por ordem do Supremo, quando pilhados em flagrante. Ainda assim, a prisão tem de ser comunicada num prazo de 24 horas à respectiva Casa legislativa, que pode revogar a ordem judicial de encarceramento.

Com a mudança, a comunicação à Câmara e ao Senado ainda seria obrigatória. Mas o Legislativo apenas acompanharia a execução da providência, sem poderes para revogá-la. Eis a redação sugerida no pacote: "Desde a expedição do diploma, a prisão provisória dos membros do Congresso Nacional será informada dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para a qual será remetida a decisão ou o auto de prisão em flagrante respectivo, para conhecimento e o devido acompanhamento, visando observar a preservação dos direitos e prerrogativas do parlamentar não atingidos pela constrição, ficando vedada a execução da prisão no próprio recinto congressional."

O novo pacote retoma a proposta de criminalizar o caixa dois eleitoral, impõe limites ao autofinanciamento de campanhas políticas, submete os partidos políticos às punições previstas na lei sobre lavagem de dinheiro, reduz a abrangência do foro privilegiado, eleva as penas dos corruptos, proíbe a concessão de indulto ou anistia a condenados por corrupção, estende a exigência de ficha limpa a todo o serviço público e obriga a realização de seleção pública para o preenchimento dos chamados cargos de confiança, condicionando as nomeações à comprovação dos "conhecimentos técnicos, capacidades e habilidades específicas dos candidatos."

Uma página traz o rol de propostas do novo pacote anticorrupção. Elas foram submetidas a consulta pública encerrada em 30 de abril. Ainda estão sujeitas a ajustes de redação. Não se restringem ao setor público. Tratam também da criminalização da corrupção privada. Condicionam a celebração de grandes contratos com o Estado à comprovação da integridade ética das empresas. Sugerem o cancelamento de bônus por desempenho para executivos flagrados em atos de corrupção.
Herculano
20/05/2018 07:38
PULANDO NUM PÉ S?". COLUNA CARLOS BRICKMANN, por Carlos Brickmann

Quem tem boa posição nas pesquisas não tem partido para sustentá-la. Quem tem partido para sustentar uma candidatura não tem boa posição nas pesquisas. Lula tem boa posição nas pesquisas e um partido para apoiá-la, mas está preso. Mesmo se for solto, não tem ficha limpa para se candidatar.

O eleitor vota em nomes, não em partidos. É verdade: mas entrar numa campanha com tempo reduzido de TV, consequência de atuar em partido pequeno, torna difícil crescer nas pesquisas. Pior: sem diretórios atuantes em todo o país, quem vigia as urnas de avançada tecnologia venezuelana?

O MDB, fortíssimo, tem Temer, que consegue ser mais impopular do que Dilma, ou Henrique Meirelles, que provavelmente nunca viu um pobre na vida. Bolsonaro cresceu, trabalha bem na Internet, fascina uma parte do eleitorado; mas, sem TV e sem líderes políticos distribuídos pelo país, que fará para crescer até virar majoritário? Marina já mostrou, em duas eleições, que é capaz de ganhar parte do eleitorado; e, nas duas, se mostrou incapaz de chegar ao segundo turno. Álvaro Dias? É um bom sujeito.

Alckmin foi quatro vezes governador, tem partido forte. Mas está mal na pesquisa. Como tem tempo de TV, pode chegar ao segundo turno.

Já Ciro é bom de palanque, tem carisma, só lhe falta um partido grande ?" como o PT. Mas o PT, imagine!, jamais apoiou nomes de outro partido.

AS VARIAÇõES - CENTRO

Alckmin é presidente do PSDB, governou seu Estado mais forte, São Paulo, foi candidato à Presidência, chegou ao segundo turno (onde Lula o destroçou). Mas não é o candidato dos sonhos do partido: há uma ala que prefere Doria. Partidos que sempre se aliaram ao PSDB temem ser esmagados nas eleições. DEM, Solidariedade, PRB, PTB tentam encontrar alguém com mais votos. Se não encontrarem, vão com Alckmin mesmo.

AS VARIAÇõES - CENTRÃO

Melhor do que ganhar as eleições e ter responsabilidade de governo é ser amigo indispensável de quem ganhou, e ter do Governo apenas aquilo que é bom e lucrativo. É a estratégia do Centrão, comandado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM ?" Rio) e que reúne parlamentares de várias bancadas, DEM, PP, PRB e PTB, todos loucos para oferecer sua gentil colaboração ao Governo, seja qual for, e desde que trabalhar desinteressadamente não seja tão desinteressado assim. Se não tiverem ninguém melhor, Alckmin. Ou, conforme o acordo, Bolsonaro. Mas pode ser outro, se for generoso.

AS VARIAÇõES BOLSANARISTAS

Há políticos sinceramente bolsonaristas. Ele tem a imagem dura de que gostam e, ao mesmo tempo, não seria ditador. Mas muitos bolsonaristas prefeririam um militar - e sem perder tempo com eleições. Dariam ao novo regime sua experiência em manobras políticas e, em troca, aceitariam cargos nos quais pudessem servir ao país ?" ou, quem sabe, servir o país.

AS VARIAÇõES - ESQUERDA

Há a esquerda do Contra Burguês vote 16, e de outros partidos radicais, que devem apresentar seus candidatos em poucos segundos de TV. E há a esquerda clássica, que tem candidatos (PCdoB, Manuela d'Ávila; PSOL, Guilherme Boulos), mas adoraria entrar numa coligação com Lula à frente.

AS VARIAÇõES - MDB

O MDB, há muitos anos o maior partido do país, não tem candidato presidencial desde 1994, quando Orestes Quércia foi derrotado. É melhor ser amigo do governante e usufruir as vantagens dessa ligação. Meirelles e Temer não empolgam: para o MDB é mais negócio ficar com o vencedor.

SONHO

Alckmin espera mobilizar ao menos seu partido e, com grande tempo de TV, subir rapidamente nas pesquisas. Espera também ser o candidato único do centro ?" aquele que terá a seu lado a maioria silenciosa para derrotar os radicais de esquerda ou de direita. Outro sonho é não ser ultrapassado, no seu próprio partido, por um candidato como João Doria, com mais pique.

NOVO NOME VELHO

Mas há quem tente lançar um novo nome de centro: o de Josué Gomes da Silva, filho do falecido vice-presidente de Lula, José Alencar. Josué diz que não é candidato, mas já criou um nome para usar como político: Josué Alencar. Josué seria um nome novo, mas filho de um político conservador que foi vice de um Governo que se apresentava como esquerdista. Alckmin, atento, já lançou a possibilidade de ter Josué como seu vice.

ESSENCIAL

Um caminho para progredir? Depois de amanhã, às 19h, o historiador Jaime Pinsky lança na Casa do Saber, em São Paulo, o livro "Brasil ?" o futuro que queremos", reunindo especialistas em Educação, Saúde Economia e outros temas. Pinsky é intelectual de peso, fundador da Editora Contexto
Herculano
20/05/2018 07:31
A VENEZUELA DESCERÁ MAIS AO INFERNO?, por Clóvis Rossi, no jornal Folha de S. Paulo

Depende de como o resultado da eleição presidencial deste domingo for fabricado

Quando há eleição em um país normal, a curiosidade de praxe é saber quem vai ganhar. Mas essa dúvida não cabe na Venezuela, que não é um país normal e, sim, uma ditadura fracassada - um dos mais estrondosos fracassos na história de uma América Latina que não é exatamente brilhante.

O que de fato conta é quantos votos a ditadura reconhecerá para os candidatos da oposição, em especial para o principal deles, Henri Falcón.

É o que vai definir o dia seguinte à eleição deste domingo (20) e os meses seguintes.

Examinemos então os cenários possíveis.

1 - O presidente Nicolás Maduro obtém (ou forja) uma maioria significativa. Nesse caso, a Venezuela "transitará do autoritarismo para o totalitarismo", teme David Smolansky, que foi prefeito de El Hatillo, na Grande Caracas, deposto arbitrariamente pelo governo e hoje refugiado nos EUA.

Ou seja, a ditadura fechará os poucos e débeis canais de respiração da oposição e da sociedade civil.

É um caminho que levará inexoravelmente à continuação da mais grave crise econômica e social conhecida na história da América Latina.

Ainda mais que o chamado Grupo de Lima - composto por 12 países latino-americanos, entre eles todos os principais, como Argentina, Brasil, Colômbia e México - emitiu comunicado em que acena com sanções.

Diz o texto, respaldado também pelos Estados Unidos e pela Espanha, que os participantes "identificaram uma série de ações que poderiam ser tomadas coletiva ou individualmente, após o 20 de maio, nos campos diplomático, econômico, financeiro e humanitário".

Que ações, não informa. Nem creio que haja um arsenal realmente poderoso e/ou disposição política para adotá-lo de forma a influir na situação interna da Venezuela.

Para a ditadura, basta o apoio ou, ao menos, o silêncio de seis países, conforme Maduro admitiu faz pouco: Belarus, Índia, Irã, Turquia e, principalmente, China e Rússia.

Parêntesis: para que serve o grupo Brics se três de seus membros (Índia, China e Rússia) apoiam a ditadura venezuelana, enquanto o Brasil a ela se opõe frontalmente?

2 - Henri Falcón obtém (e o governo lhe reconhece) uma votação expressiva. Há na oposição quem ache que Falcón pode até ganhar (e o governo admitir sua vitória).

Mas, mesmo que não se chegue a esse extremo, divulgar uma votação significativa para o oposicionista indicaria que o regime chegou ao fundo do poço e admite que é preciso iniciar uma transição.

Transição necessariamente negociada, como, de resto, vem insistindo Falcón durante a campanha.

Ideia que tem apoio, por exemplo, do Wola (Washington Office on Latin America), bom centro de observação sobre América Latina: "Um tipo de transição pactuada é provavelmente o caminho mais realista para sair da crise venezuelana, porque o governo não cederá poder sem certas concessões", escreve Geoff Ramsey, diretor-assistente do Programa Venezuela do Wola.

Nesta noite, se saberá qual das duas hipóteses prevalecerá. Minha dúvida é saber se a diplomacia brasileira está preparada para atuar rapidamente, seja qual for o desfecho.

O país, afinal, tem interesse direto no estancamento da sangria venezuelana, entre outras razões porque calcula-se que 50 mil venezuelanos tenham fugido para o Brasil como consequência da crise. Mais virão se Maduro ganhar.

Se houver a transição desejada, o FMI calcula que a Venezuela precisará de US$ 30 bilhões por ano, durante 10 anos, para se reconstruir. Ajudaremos ou nos faremos de mortos?
Herculano
20/05/2018 07:26
da série: a insistência do PT e da esquerda do atraso em ter um candidato condenado e preso para os brasileiros difere de alguma coisa que a Venezuela experimenta para os venezuelanos?

A URNA NÃO DECIDE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Controle das instituições e risco de fraude põem processo nas mãos do chavismo.

O chavismo deformou de tal maneira o sistema eleitoral da Venezuela que, nos últimos anos, o voto dos cidadãos não representa, por si só, a parte fundamental do processo. Tudo depende de quão favorável para o governo se mostra o cenário que advém das urnas.

Esse raciocínio vale para o pleito presidencial deste domingo (20), em que o ditador Nicolás Maduro tem como rival o ex-chavista Henri Falcón na tentativa de se reeleger para outro mandato de seis anos.

Pesquisa do instituto Datanálisis apontou vantagem para o desafiante (30% a 20%). Seria lógico apostar numa vitória da oposição; afinal, o país está em ruínas, com números catastróficos. Só para este ano, a previsão de inflação beira 13.000%, a mais alta do mundo, e se espera retração de 15% na economia, segundo o FMI.

Entretanto nenhum venezuelano se arrisca a confiar em sondagens ou mesmo na genuína vontade popular, posto que o Executivo controla o Conselho Nacional Eleitoral, que referenda os pleitos.

Desde que o antichavismo obteve surpreendente maioria na Assembleia Nacional na disputa legislativa de 2015, a interferência de Maduro sobre o CNE tem sido escancarada - coincidência ou não, de lá para cá não houve mais sufrágio com derrota governista.

Cumpre ressaltar, ainda, os nada desprezíveis mecanismos de coerção sobre o eleitorado. Críticos acusam o regime de usar o "carnê da pátria" - com o qual se coordena o programa de distribuição de benefícios sociais a quase 4 milhões de famílias - como forma de monitorar o voto da clientela.

Não há certeza de que o cadastro desse documento esteja integrado ao registro dos eleitores. As suspeitas se reforçam, porém, por causa dos "pontos vermelhos", tendas improvisadas ao lado das zonas de votação em que a apresentação do carnê poderia render bonificação ao beneficiário - algo que o governo não confirma.

Ademais, não se descarta o expediente da fraude, tal como no processo em que se elegeu, no ano passado, um simulacro de Assembleia Constituinte 100% oficialista, pois a oposição boicotou o pleito.

Na improvável hipótese de Falcón obter mais votos e ser declarado vencedor, pairam dúvidas sobre o que fará Maduro. Como a posse está marcada apenas para janeiro, ele teria tempo o bastante para articular alguma manobra por meio da Constituinte e, desta feita, inviabilizar a próxima gestão.

Também se especula sobre a autêntica natureza opositora do desafiante, dado seu passado ligado a Hugo Chávez (1954-2013). Os principais líderes antichavistas foram impedidos pela Justiça, leal ao ditador, de participar da eleição. O fato de Falcón não ter sido cerceado tornou-se objeto de desconfiança.

Este diz que, se vitorioso, buscará o diálogo e a conciliação. Trata-se de medida urgente para a Venezuela, mas infelizmente só factível se o regime assim quiser.
Herculano
19/05/2018 11:38
TRADICIONAL FESTA DOS LUTERANOS

Entre tantas festas de igrejas e capelas marcadas para este final de semana em Gaspar, a da Igreja Luterana do Centro se destaca pela tradição
Herculano
19/05/2018 09:34
da série: comunicação realmente não é um bem do MDB, nem em Brasília, nem em Florianópolis, nem em Gaspar ou Ilhota

ALINHAMENTO TEMER/MOREIRA E A CIDADE GAÚCHA CITADA COMO CATARINENSE,por Upiara Boschi,no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

A rápida visita do presidente Michel Temer a Florianópolis na noite de quarta-feira selou o alinhamento emedebista entre o Planalto e o governo catarinense de Eduardo Pinho Moreira. Com os cofres raspados e a necessidade de deslanchar um curto mandato - seja para candidatar-se à reeleição, seja para tornar-se um cabo eleitoral efetivo -, o governador apela para a generosidade do Planalto.

A gratidão pelos recursos anunciados era tamanha que praticamente ninguém percebeu mais uma da enorme fábrica de gafes do governo federal. O anúncio de que oito cidades catarinenses foram incluídas no programa Avançar Cidades, do Ministério das Cidades, incluía entre elas a gaúcha Três Palmeiras, na região Noroeste do Estado vizinho.

Gafes à parte, valeu a comemoração para Balneário Gaivota, Concórdia, Indaial, Nova Veneza, Rio Fortuna, Sangão e São Ludgero, assim como são importantes os R$ 15,6 milhões para a conclusão do centro de eventos de Balneário Camboriú, também anunciados na cerimônia que integrou a abertura da 90ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção.

O governo Pinho Moreira mantém sua política priorizar saúde e segurança e fazer todos os cortes possíveis em outras áreas. As tentativas de sensibilizar os poderes a antecipar mensalmente a devolução de sobras do duodécimo tem sido olimpicamente ignoradas. Mais do que ignoradas, até, se pensarmos que tramita na Assembleia Legislativa sem maior resistência o projeto que cria 864 vagas de assessoria no Tribunal de Justiça - 462 comissionados, 402 vagas para atuais servidores efetivos. Por maior que seja o mérito da medida na tentativa de minimizar os gargalos na Justiça de primeira instância, o momento parece mais do que inadequado.

Mas voltemos à política partidária. O alinhamento de Pinho Moreira com Temer garante algum fôlego financeiro o força política à posição dele como candidato a reeleição - desbancando o deputado federal Mauro Mariani, pré-candidato oficial do MDB. Há o desgaste do abraço e da foto com Temer, mas esse desgaste todo emedebista terá em maior ou menor grau em outubro. Na próxima semana, Pinho Moreira vai a Brasília com projetos e pleitos embaixo do braço para tentar conseguir mais recursos.

Na terça-feira, antes das fotos e dos discursos, o governador e presidente conversaram sozinhos por cerca de 15 minutos. Por acaso, o número emedebista. Tempo suficiente para colocarem em dia os projetos eleitorais de ambos.
Herculano
19/05/2018 09:27
PROPINA DA TAM A GLEISI PODE ESTAR LIGADA A 'FAVOR', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Investigadores ligados à Lava Jato suspeitam que os pagamentos de propina da TAM à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) podem estar ligados à decisão do governo Dilma Rousseff que favoreceu empresas aéreas. Com a decisão do Ministério do Planejamento, cujo titular era seu marido Paulo Bernardo, o governo federal passou a fazer compra direta de passagens aéreas, dispensando as agências de viagem.

PROPINA MILIONÁRIA
Segundo a Polícia Federal, Gleisi recebeu R$1,3 milhão em propinas. Somente a antiga TAM (hoje Latam) pagou R$ 345 mil.

DE PAI PRA FILHO
O governo não economiza com a compra direta de passagens, mas as empresas aéreas economizam comissões às agências de viagem.

PRIVILEGIADOS
Desde a decisão do Planejamento, as empresas aéreas são os únicos fornecedores do governo pagos à vista, usando cartões corporativos.

MAMÃO COM AÇÚCAR
Além da venda direta e do recebimento à vista, as aéreas nem precisam recolher na fonte o imposto de renda, CSLL e PIS/Cofins.

DINHEIRO PÚBLICO PAGA R$70 MIL POR 1H DE PALESTRA
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, de Brasília, pagou cachê ao médico Drauzio Varella, com dinheiro público, por palestra de 1 hora sobre "qualidade de vida" para magistrados do Trabalho, nesta sexta (18). Varela cobra R$70 mil, segundo empresas do ramo, mas fontes do TRT dizem que ele teria feito "pequeno desconto". O TRT se esquivou de esclarecimentos, inclusive quanto a valores, alegando falta de tempo. O médico nada tem a explicar, apenas fez o seu trabalho.

GENEROSIDADE
TRT ainda liberou 30 lugares para servidores assistirem a palestra em pleno horário de trabalho, no auditório da Escola Judicial.

SEGREDO SECRETO
Em sua palestra sobre qualidade de vida, Dráuzio poderia dar dicas de como ganhar R$70 mil em apenas uma hora.

UNHA E CARNE
A Justiça do Trabalho é antiga cliente de Varela. Em 2015, o médico fez palestra similar em evento do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

INACREDITÁVEL
O sumiço de mais de 700 objetos dos palácios do Planalto e da Alvorada e da residência da Granja do Torto, verificado pelo TCU, mostra a gentalha que governou o Brasil na era Lula-Dilma.

DIGNIDADE POSSÍVEL
José Dirceu foi recolhido à Papuda com a dignidade possível, nas circunstâncias. Bem diferente do chefe, Lula, que preferiu a presepada de esconder-se no sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo.

HOLOFOTE NA FICHA SUJA
Repercute entre lideranças do comércio reportagem devastadora do jornal Valor sobre a disputa pela sucessão na Confederação Nacional do Comércio (CNC). O candidato José Tadros é acusado até de nepotismo, mas, em vez de responder às denúncias, criticou o jornal.

MESMA FARINHA
Ciro Gomes, que só se refere a Renan Calheiros com palavras de baixo calão, já encara com "naturalidade" a aliança do PDT em Alagoas com o senador. Ciro autorizou o ex-governador Ronaldo Lessa a fazer "uma ponte" com o senador para garantir seu palanque no Estado.

INSTITUIÇõES FRACAS
Indagados sobre qual instituição é a mais confiável, a "Igreja" ganhou (40,1% dos entrevistados), segundo a CNT/MDA. Mas o 2º colocado é "Nenhum" (18%), à frente da Justiça, imprensa, polícia, governo etc.

OS CINCO GRANDES
MDB, PT, PSDB, PP e PSD receberam R$403,4 milhões para financiar as campanhas dos seus candidatos a deputados federais, em 2014. Os cinco partidos somavam 50,8% da Câmara, na época. Hoje são 47,9%.

FRENTE CONTRA FAKE
Secretário de Comunicação da Câmara, Márcio Marinho (PRB-BA) lança quarta (23) a "Frente Parlamentar de Enfrentamento às Fake News", de políticos que finalmente tentam separar verdade de mentira.

AVIAÇÃO É AGRÍCOLA
Entre as quase 22 mil aeronaves cadastradas no Registro Aeronáutico Brasileiro, 46% são de "serviço aéreo privado (TPP)", a maior parte agrícola. Aviões comerciais são apenas 3% das aeronaves: 650.

PENSANDO BEM...
...falta muito pouco para a reunião da "turma de 2003" da era Lula em Curitiba.
Herculano
19/05/2018 09:20
TEST DRIVE NA SEGURANÇA, por Julianna Sofia, no jornal Folha de S. Paulo

Com más notícias na economia, Planalto volta a focar segurança pública

A prostração da economia obrigará a equipe econômica a rever, na próxima semana, a previsão oficial de crescimento do PIB neste ano de 3% para algo próximo de 2,5%. Os dados sombrios de desemprego e o desalento recorde, a inquietação no mercado financeiro com a escalada do dólar e os sinais trocados emitidos pelo Banco Central na condução da política monetária anuviaram mais o cenário de incertezas nos últimos dias.

Diante do quadro - e em meio a chacotas sobre o slogan com/sem vírgula do biênio da "pinguela" -, o governo Michel Temer camufla-se novamente no tema da segurança pública. O Palácio do Planalto prepara a sanção do projeto de lei do Susp (o SUS da segurança pública), o que pode ocorrer de forma expressa já na semana que vem a pedido do ministro da área, Raul Jungmann.

A proposta de integrar num sistema único órgãos de segurança, como as polícias Federal e estaduais, secretarias de segurança e guardas municipais, foi pensada por especialistas ainda sob Lula 1, mas deixada de lado. Ganhou empuxo após a intervenção federal no Rio de Janeiro e a criação do Ministério da Segurança Pública, que tocará a nova gestão unificada com recursos de loterias.

Na quinta (17), a pasta fez um test drive da estratégia ao conduzir uma megaoperação policial de combate à pornografia infantil em 25 unidades da federação e com 251 pessoas presas. Num discurso hiperbólico, Jungmann classificou a iniciativa como a maior ação integrada de polícia judiciária do país e a maior operação de combate a crimes contra crianças no mundo.

O Brasil é um dos países mais violentos do planeta, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), registrando 31,3 mil homicídios a cada 100 mil habitantes, enquanto a média global é de 6,4 mil.

A mudança para um modelo aparentemente mais funcional sugere avanço. Desde que não se limite a plataforma eleitoreira de um grupo político nem venha a ser descartada por um novo governo de plantão.
Herculano
19/05/2018 09:15
TECNICAMENTE, O PT VIROU ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, por Josias de Souza

A prisão de José Dirceu pede uma avaliação técnica, não política. Tecnicamente, a volta do ex-chefão da Casa Civil para o xadrez consolida um quadro penal que faz do PT uma organização criminosa. Os petistas e seus devotos não gostam que se diga, mas isso não é uma opinião de repórter ou uma provocação dos inimigos da legenda. É o que diz a lei.

O parágrafo 1º do primeiro artigo da lei 12.850, de 2013, anota o seguinte: "Considera-se organização criminosa a associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a quatro anos?"

Além de Dirceu, estão em cana Lula, Antonio Palocci e o ex-tesoureiro petista João Vaccari. Todos colecionam condenações que, individualmente, ultrapassam em muito os quatro anos de cadeia. Não há muito o que discutir. Considerando-se a letra fria da lei, trata-se de uma organização criminosa. O PT não está só. Outras organizações partidárias bandidas estão sendo desmascaradas. Um detalhe injeta ironia na conjuntura: a lei 12.850, essa que traz a definição de organização criminosa, foi sancionada por Dilma Rousseff.
Herculano
19/05/2018 09:12
da série: o direito adquirido para poucos do serviço público, que burlam para terem acesso a esse direito-privilégio, e que todos os brasileiros, mesmo desempregados, e em milhões de casos, sem acesso mínimo à previdência oficial, pagam.

FACHIN ANULA DECISÃO QUE CORTAVA PENSÕES PARA 19.520 FILHAS DE SERVIDORES

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de William Castanho, da sucursal de Brasília e Fábio Fabrini, de São Paulo. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que mandava cortar pensões por morte de até 19.520 filhas de servidores públicos civis, maiores de 21 anos. Os pagamentos foram considerados irregulares pela corte.

A medida de Fachin, determinada no julgamento de um mandado de segurança, se estende a 215 processos que discutiam a mesma questão.

A concessão dos benefícios é assegurado por uma lei de 1958, quando a estrutura familiar brasileira era diversa e grande parte das mulheres não trabalhava fora de casa. O texto foi revogado em 1990, após a nova Constituição, mas mais de 50 mil beneficiárias ainda recebem as pensões por morte, por terem direito adquirido.

Conforme a legislação original, os pagamentos só cessavam quando a filha de servidor se casava ou obtinha emprego permanente na administração pública.

Após um pente fino da folha de centenas de órgãos federais, o TCU entendeu que grande parte das beneficiárias não vivia em situação de dependência econômica que motivasse as pensões. Por esse motivo, acrescentou outras possibilidades para o corte. Ficaram na mira aquelas que tinham renda adicional às pensões, provenientes, por exemplo, de empregos na iniciativa privada, de atividades empresariais, de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do regime de previdência do funcionalismo.

A ordem para que a administração pública interrompesse pagamentos foi dada pelo TCU em 2016. De lá para cá, como revelou a Folha, foram ajuizadas mais de 336 ações na Justiça questionando a decisão. A estimativa do tribunal era de uma economia de R$ 2,2 bilhões para os cofres públicos em quatro anos.

Fachin entendeu que a interpretação mais adequada à lei de 1958 é aquela que somente autoriza cortar a pensão quando a beneficiária se casa ou passa a ser servidora pública.

"Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse direito extirpado por legislação superveniente", escreveu.

Segundo o ministro, o TCU seguia o entendimento estrito, previsto na letra da lei de 1958. Mas, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, alterou a interpretação sobre o tema e passou a exigir a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão.

Para o ministro, no entanto, a mudança de entendimento viola os princípios da legalidade e da segurança jurídica, ameaçando direito líquido e certo das pensionistas, tendo em vista que os benefícios foram obtidos antes de a lei de 1958 cair.

Fachin observou também que a decisão do TCU viola a Lei 9.784, de 1999, que fixou em cinco anos o prazo para revisar benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes.

A corte de contas informou que ainda não foi notificada da decisão de Fachin. "Tão logo ocorra a intimação, o tribunal vai avaliar as providências cabíveis e as medidas processuais possíveis", afirmou, em nota.
Herculano
19/05/2018 09:01
da série: como o PT e a esquerda do atraso olham a Justiça, que deve ser própria aos seus interesses e suas causas e contra de verdade para com os adversários.Usam casos diferentes para comparar e pedir resultados melhores aos seus crimes, que até reconhecem para justificar o perdão. Incrível!

A JUSTIÇA FICOU SEM BALANÇA, por André Singer, assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, para o jornal Folha de S.Paulo

Partido da Justiça ficou sem candidato, mas continua a pesar no equilíbrio partidário

O ex-presidente do PT José Dirceu foi preso pela terceira vez. Da primeira prisão, em 2012, aproveitou-se o ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa. A segunda, em agosto de 2015, fez a glória do juiz Sergio Moro. A desta sexta-feira (18) será explorada na campanha eleitoral a partir de agosto.

Enquanto isso, os pessedebistas acusados na Lava Jato continuam a gozar de imunidade. Não só o ex-presidente nacional do partido tucano escapa há anos das garras da Justiça, agora o principal pivô de supostos desvios em favor do PSDB no estado de São Paulo foi posto em liberdade antes de fazer delação premiada.

Embora as cifras traficadas sejam compatíveis com as atribuídas ao petismo, o ciclo condenatório nunca se fecha sobre o tucanato. O assessor paulista recentemente libertado tinha US$?34 milhões na Suíça. Dirceu se arrisca a mofar 30 anos na prisão por receber R$ 12 milhões.

Está fora de questão que os elementos revelados pela Lava Jato mereceriam respostas nunca disponibilizadas pelo PT, pelo PSDB ou o pelo MDB. O problema é que, dentro do bipartidarismo objetivo que orientou as eleições presidenciais pós-1989, um lado foi feito picadinho e o outro, não.

Desde março de 2014, o que venho chamando de Partido da Justiça (PJ), metáfora para designar juízes, promotores e delegados que passaram a incidir sobre a política, embora não tenham sido eleitos para isso, escolheu como alvo privilegiado o Partido dos Trabalhadores.

Nesse ponto, costuma-se lembrar que o mecanismo recaiu também sobre o MDB. Com efeito, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha está atrás das grades. Do mesmo modo, Geddel Vieira Lima encontra-se detido.

O ex-procurador geral Rodrigo Janot, com a inestimável colaboração do empresário Joesley Batista, aplicou-se em investigar figuras chave do emedebismo. O auge de tal conduta foi a segunda denúncia contra Michel Temer no ano passado. O presidente conseguiu evitar a própria queda no Congresso, mas o seu governo, na prática, terminou ali.

Ocorre que Temer sempre foi entendido como solução provisória para o pós-impeachment de Dilma. Derrubado o PT, o importante era garantir a perspectiva de futuro, representada pelo PSDB, até aqui incólume. Com a desistência de Barbosa, o PJ ficou sem candidato, mas continua a pesar no equilíbrio partidário.

Aliás, a foto de Moro com João Doria (PSDB), pré-candidato ao governo paulista, em Nova York, um ano e meio depois de ser retratado com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), indica que a liderança mais visível do PJ não se esforça por esconder para que lado pendem as suas simpatias.
Freitas
18/05/2018 18:12
Boa tarde, Herculano e povo Gasparense.
Teremos nesse ano uma eleição muito delicada e complicada. Nossas vidas e de nossos filhos dependem muito do que irá acontecer, porque com esse congresso praticamente todo corrompido e o Temer na presidência não sairá nada de reformas e mudanças essenciais para retomarmos o caminho da ordem e do progresso.
O grande desafio do próximo presidente, é já nos primeiros 6 meses de mandato fazer as devidas reformas: 1º Reforma Tributária - Não somos capazes de concorrer com ninguém, empresas e empregados pagam muito caro para esse sistema que não gera nada ou muito pouco, não há capacidade de investimentos necessários por parte das empresas em desenvolvimento e tecnologia, não há consumo devido para os empregados, só faz a compra básica e olha lá, com baixo consumo consequentemente a roda do capitalismo vai parando lentamente.
2º Reforma trabalhista - Fazer uma reforma que realmente destrave a coragem de alguém poder ser empresário, empreendedor, se uma pessoa com alguma reserva de dinheiro não tiver segurança, que em qualquer momento um funcionário possa entrar com uma ação contra a empresa, e que no mínimo terá gastos com advogados, fora o medo de ocorrer novamente com outros, e noites sem dormir, não tem como haver crescimento, esse monte de sindicatos sem necessidades, a falta de o empregador pode negociar diretamente com o empregado, óbvio que dentro de um mínimo de condições legais, vide EUA, FGTS e imposto sindical sem condições/necessidades.
3º Reforma da previdência: Precisa ajustar a idade mínima, mas principalmente equiparar a aposentadoria do setor público com o privado, é inadmissível essa discrepância, esse desequilíbrio.
4º Reforma política - Acabar com eleitos por legendas, acabar com foro privilegiado, definir candidatos a deputados federal/estadual por micro região.
Essas são algumas mudanças mais que urgentes que devem ser feitas, além do combate a corrupção e esse cabideiro de empregos que virou nossa política.
Herculano
18/05/2018 15:10
da série: ideias óbvias, palavras bonitas, tudo que os políticos brasileiros detestam, não praticam e dificultam a difusão para não perder o poder bandido sobre o estado e o povo. E o primeiro passo é a não reeleição de ninguém nos legislativos estaduais e federal um balcão de negócios com os pesados impostos dos brasileiros.

POR UM POLO DEMOCRÁTICO E REFORMISTA, por Cristovan Buarque,senador PPS; Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, Marco Pestana, deputado mineiro e Aloysio Nunes Ferreira, senador paulista, todos no PSDB

O Brasil vivenciou recentemente uma das maiores crises de sua história com múltiplas faces que interagem e se retroalimentam. Instabilidade política aguda, recessão econômica profunda, estrangulamento fiscal, corrupção endêmica e institucionalizada, radicalização em um ambiente social marcado pela desesperança, a intolerância e o sectarismo, conflitos e desarmonia entre os poderes republicanos. Faltam pouco mais de quatro meses para as eleições presidenciais. É uma oportunidade rara e única de recolocar o país nos trilhos, desenhando uma trajetória de retomada dos valores fundamentais da ética, do trabalho, da seriedade, do espírito público e dos compromissos com a liberdade, a justiça social e o desenvolvimento sustentável.

A eleição de 2018 se apresenta talvez como a mais complexa e indecifrável de todo o período da redemocratização. Existem ameaças e oportunidades, interrogações e expectativas, perplexidades e exigências da realidade povoando o ambiente pré-eleitoral.

Tudo que o Brasil não precisa, para a construção de seu futuro, é de mais intolerância, radicalismo e instabilidade. Para nos libertarmos dos fantasmas do passado, superarmos definitivamente a presente crise e descortinarmos novos horizontes é central a construção de um novo ambiente político que privilegie o diálogo, a serenidade, a experiência, a competência, o respeito à diversidade e o compromisso com o país.

É neste sentido que as lideranças políticas que assinam este manifesto conclamam todas as forças democráticas e reformistas a se unirem em torno de um projeto nacional, que a um só tempo, dê conta de inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento social e econômico, a partir dos avanços já alcançados nos últimos anos, e afaste um horizonte nebuloso de confrontação entre populismos radicais, autoritários e anacrônicos.

Esta iniciativa, e isso é vital para seu sucesso, deve agregar, de forma plural, liberais, democratas, socialdemocratas, democratas cristãos, socialistas democráticos, numa discussão franca e aberta, sobre os nossos atuais dilemas e os caminhos para a construção do futuro desejado para o Brasil.

Este projeto nacional, visando à construção da necessária e urgente unidade política nas eleições, não deve ser obra de uma dúzia de líderes políticos e intelectuais. Para pavimentar o caminho da unidade terá obrigatoriamente de ser obra coletiva, envolvendo partidos políticos, lideranças da sociedade civil e todos aqueles que pensam o Brasil fora do paradigma autoritário, populista, atrasado e bolivariano.

Os que assinam esse manifesto lançam, como contribuição inicial ao debate e ao esforço coletivo que poderá ser desencadeado, pontos essenciais que podem gerar consensos progressivos em torno da agenda nacional e dos avanços necessários, a partir de uma perspectiva democrática e reformista. Vão aí ideias iniciais para alimentar o debate:

1- A defesa intransigente da liberdade e da democracia como caminho para a construção do futuro do país, com o fortalecimento das instituições republicanas em sua harmonia e independência, dos direitos individuais e das minorias e da reforma profunda do sistema político com vistas a recuperar os laços perdidos com a sociedade brasileira, erguendo um sistema de representação efetivo submetido a controles sociais eficientes e com suas relações com a população presididas pela transparência e a participação.

2- A luta contra todas as formas de corrupção, seja no comportamento de servidores públicos, seja na definição de prioridades que não reflitam o interesse público. Reafirmamos o compromisso inflexível com a ética e a honestidade. Tornar cada vez mais público e transparente o espaço público. E desencadear um processo profundo e irreversível de avanços institucionais na consolidação dos mecanismos de controle internos, externos e sociais.

3- Prioridade absoluta para a transformação inadiável de nosso sistema educacional como elemento central do desenvolvimento nacional na era do conhecimento e da inovação. Todos os esforços governamentais devem ser voltados e a mobilização da sociedade deve ser concentrada no desenvolvimento da educação na primeira infância e na qualificação do ensino fundamental. Esse é o principal desafio brasileiro. Não adianta universalizar sem qualidade. É preciso democratizar as oportunidades garantindo às crianças e aos jovens brasileiros o acesso ao conhecimento e aos valores necessários para enfrentarem as demandas da vida contemporânea, preparando-os para a cidadania e para uma inserção inclusiva no mundo da produção. Devem merecer atenção especial ainda o combate à evasão escolar no ensino médio, o fortalecimento do ensino técnico e a inserção das Universidades no esforço de desenvolvimento nacional. Se é verdade que saúde e segurança defendem a vida, só a educação de qualidade pode transformar a vida, combinada com estratégias inteligentes, criativas e eficazes de desenvolvimento científico e tecnológico. Sem isso o Brasil perderá mais uma vez o "bonde da História".

4- A busca incansável do equilíbrio fiscal, sem o que não se sustentarão os atuais baixos patamares de inflação e da taxa de juros e não serão recuperadas a qualidade e a efetividade das políticas públicas essenciais. Isto passa inevitavelmente pela Reforma do Estado, com a diminuição do tamanho da máquina estatal, com ganhos de eficiência e produtividade, fechando as portas para o clientelismo, o patrimonialismo e a corrupção. Este esforço deve ser presidido por um grave sentimento de priorização na alocação dos escassos recursos públicos privilegiando os setores essenciais da educação, saúde, segurança pública, moradia, saneamento, inovação científica e tecnológica e combate às desigualdades regionais e pessoais de renda. O Estado deve cuidar dos trilhos, liberando as energias da sociedade, da iniciativa privada, dos indivíduos empreendedores, que devem assumir o comando da locomotiva. O Estado deve ser menos fazedor e mais indutor, regulador, coordenador, catalizador das energias da sociedade. O estímulo aos empreendedores da indústria, do agronegócio e do setor serviços deve se dar dentro de novo marco, onde a intervenção estatal deva ser seletiva e muito bem calibrada, e sempre calcada em diretrizes universais, longe da concessão de benesses aos "amigos do Rei".

5- A reconstrução de nossa Federação, com uma radical descentralização, fortalecendo o poder local e regional num país de dimensões continentais. A clara definição dos papéis a serem desempenhados por cada uma das três esferas de poder é urgente. Assim como a correta e equilibrada distribuição das receitas oriundas dos impostos pagos pela população.

6- A mudança estrutural de nosso sistema tributário tornando-o mais simples, justo, desburocratizado e eficiente. Não é possível mais conviver com um sistema tributário irracional, regressivo e inibidor do crescimento econômico. O ajuste fiscal não pode se dar com o aumento da já alta carga tributária. A reforma tributária deve ser elemento central na agenda do aumento da competitividade e da produtividade nacional.

7- Reformar nosso sistema previdenciário injusto e insustentável. Precisamos de um sistema único que elimine privilégios e assegure o equilíbrio atuarial, sob pena de colocarmos em risco o pagamento de aposentadorias e pensões no curto prazo e impedir o necessário equilíbrio das contas públicas.

8- Incentivo radical à promoção da ciência e tecnologia, fazendo o Brasil caminhar para ser um país líder nessas áreas, utilizando-se o potencial das universidades e centros de pesquisas públicos e privados.

9- O combate a todas as formas de autoritarismo e populismo. A demagogia e atitudes hostis à vida democrática devem definitivamente ser afastadas do cenário nacional. À direita, se esboça o surgimento de um inédito movimento com claras inspirações antirrepublicanas e antidemocráticas. À esquerda, uma visão anacrônica alimenta utopias regressivas de um socialismo autoritário e antidemocrático e de um Estado intervencionista e onipresente. A união das forças do polo democrático e reformista é essencial para que o futuro do país não seja espelhado em experiências desastrosas como a vivenciada pelo povo venezuelano ou projetos que pareciam já arquivados de inspiração protofacista.

10- A defesa de um alinhamento internacional que resgate, como vem sendo feito recentemente, as melhores tradições do Itamaraty, com uma política externa que privilegie os verdadeiros interesses nacionais, e não ultrapassadas e equivocadas identidades ideológicas. As ações multilaterais e bilaterais têm que ser dosadas com o necessário pragmatismo e com vistas a resultados concretos para o desenvolvimento nacional, mas tendo como pano de fundo o inarredável compromisso com a democracia, aqui e lá fora. É inadiável e inevitável a abertura externa de nossa economia.

11- Uma postura firme no setor de segurança pública baseada no princípio de tolerância zero com o crime organizado. Ações de inteligência, prevenção, repressão, mobilização social e integração no âmbito do recém-criado Sistema Único de Segurança Pública, devem devolver a paz às cidades e ao campo e garantir a cada cidadão os seus direitos fundamentais de ampla convivência na sociedade.

12- Aprofundar o esforço de qualificação do Sistema Único de Saúde, assegurando os direitos constitucionais de cidadania ao acesso a uma saúde de qualidade, avançando na reestruturação do padrão de financiamento, aprimorando o pacto federativo setorial, definindo claramente a carteira de serviços e o padrão de integralidade a serem ofertados à população, o uso intensivo de ferramentas tecnológicas na gestão e regulação do sistema, o aumento da resolutividade da atenção primária e a reestruturação do mercado de trabalho no setor.

13- Adotar soluções criativas e eficazes na moradia e no saneamento, aprendendo com a experiência acumulada pelo "Minha Casa, minha vida" e democratizando o acesso da população à agua tratada, à coleta de esgoto e lixo e ao tratamento dos resíduos. Os índices de exclusão social no saneamento básico no Brasil são inaceitáveis em pleno Século XXI.

14- Empreender esforços para a concretização de uma profunda reforma política que aproxime a representação política das bases da sociedade, aumentando a participação e os controles sociais, barateando seu funcionamento e coibindo a influência do poder econômico, aumentando a transparência e aprimorando o ambiente para uma governabilidade centrada em um programa de governo e não na velha e esgotada fórmula de convivência baseada nas trocas de cargos e verbas por votos, muitas vezes com feições nada republicanas.

15- Defesa de uma perspectiva de desenvolvimento sustentável, com o estímulo à produção de biocombustíveis e fontes renováveis de energia, paralelo à necessária exploração de nossa vocação petrolífera. Modernização da atividade de licenciamento ambiental, por um lado, assegurando rigor na defesa do meio ambiente, por outro, desburocratizando e dando maior celeridade às licenças. Defesa de nossos diversos ecossistemas combinando um bom regramento na sua conservação com as atividades produtivas que garantem a criação de emprego e renda. Empreender um enorme esforço na educação ambiental e investir em tecnologias que possibilitem a despoluição de nossos cursos d'água, do ar que respiramos e da terra onde vivemos e produzimos nossa existência.

16- O fortalecimento da administração pública, com a modernização de suas estruturas e processos, com base nos princípios da profissionalização, da eficiência, da transparência e da meritocracia. A gestão por resultados deve ser permanentemente perseguida e a qualidade no gasto público, verdadeira obsessão.

17- Por último, o objetivo central que deve mover-nos no novo ciclo que se iniciará a partir das eleições, para o qual convergem todas as diretrizes anteriores: o combate sem tréguas à miséria, à pobreza e às desigualdades sociais e regionais, graças à elevação da produtividade e à melhoria da distribuição de renda, além da garantia de acesso aos bens e serviços essenciais a todos que necessitam. Consciência de que tanto o aumento da produtividade como a distribuição de renda decorrem diretamente da universalização da educação de qualidade, assegurando a marcha para que, um dia, os filhos dos mais pobres tenham acesso à escola com a mesma qualidade dos filhos dos mais ricos brasileiros. As estratégias inclusivas devem sempre visar à emancipação do cidadão, a promoção de cidadania plena para todos e a mínima dependência do cidadão em relação à tutela estatal, embora programas de transferência de renda sejam fundamentais para o combate emergencial à miséria. Aprimorar programas de assistência social, dando-lhes caráter transformador. Um exemplo é o Bolsa Família, que deve ser mantido, recuperando seu caráter educacional de quando foi criado com o nome de Bolsa Escola, reunindo propósitos de transferência de renda e garantia de acesso de todos à educação de qualidade.

É com este espírito, com o coração carregado de patriotismo, a noção clara da urgência e o sentimento que o Brasil é muito maior que a presente crise, que os signatários deste manifesto têm a ousadia de propor a união política de todos os segmentos democráticos e reformistas. Se tivermos êxito, estaremos dando uma inestimável contribuição para afastarmos do palco alternativas de poder que prenunciam um horizonte sombrio, e reafirmarmos nosso compromisso com a liberdade, a justiça e um Brasil melhor.
Sidnei Luis Reinert
18/05/2018 14:10
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Itaú fecha com Geraldo Alckmin, mas deixa Huck de coringa e rejeita completamente Jair Bolsonaro



Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Embora ainda patine nas enquetes eleitoreiras (indevidamente chamadas de pesquisas), Geraldo Alckmin conta com um apoio fundamental para a corrida maluca ao Palácio do Planalto. Em palestra a um grupo seleto de executivos na última quarta-feira (16 maio), um dos principais economistas do Banco Itaú, Luka Barbosa, abriu o jogo: o tucano, ex-governador de São Paulo, recebe o apoio majoritário do "mercado" para a sucessão de Michel Temer.

Indagado por um empresário, Luka Barbosa também admitiu que, se Alckmin porventura não decolar nas "pesquisas", ainda existe espaço para uma candidatura alternativa capaz de unir o centro. O nome em stand by é de Luciano Huck. O apresentador da Rede Globo, não por coincidência, é um dos garotos propaganda do Itaú. O marido da Angélica é o plano B do mercado, se Alckmin não decolar.

Luciano Huck já se comprometeu publicamente a investir em candidaturas novas ao parlamento, porém descarta disputar o Palácio do Planalto esta ano, talvez porque ainda não se sinta realmente preparado para encarar uma situação tão instável politicamente. Ninguém duvide se, para turbinar Alckmin, Luciano Huck surja como uma excelente opção de candidato a vice na chapa do "Centrão". Definição de verdade só em 15 de agosto ?" prazo fatal para registro de candidaturas...

Na reunião com empresários, o economista Luka Barbosa também deixou claro que o "mercado" rejeita, completamente, a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. O colaborador do Itaú comentou que o conselheiro econômico de Bolsonaro, economista liberal Paulo Guedes, hoje não representa o "pensamento do mercado". Inclusive, Luka indicou que a convivência entre Jair e Guedes não é duradoura, e que um rompimento acontecerá brevemente.

A mais importante revelação do economista do Itaú no encontro empresarial não foi política, mas econômica. Luka Barbosa confidenciou que o mercado já trabalha e já precificou uma taxa de juros Selic em torno de 10 por cento a partir de 2019, coincidindo com o começo do próximo governo. Mas quem poderia responder melhor se isso realmente vai acontecer é o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn ?" apenas por acaso um ex-dirigente do Itaú...

Resumindo o óbvio ululante: Os grandes bancos querem que nada mude no Brasil. Afinal, ficar do jeitinho que está, com pequenas alterações, está maravilhoso para os banqueiros. A não ser que ocorra um acidente histórico, o próximo Presidente será apenas uma correia de transmissão do poder deles.

Líder do Pacto

Outro apostador de que o Centrão, unido, jamais será vencido é o Presidente Michel Temer. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Temer indicou o que acontecerá na sucessão 2018: "Eu penso que todos os candidatos de centro tinham que entrar numa tese e dizer que está disposto a abrir mão, num pacto, para ter um candidato. Até porque pode ser que não seja nenhum dos que estão aí, a começar por mim. Temer admite tirar seu time da disputa: "Sem dúvida alguma, se tiver um candidato? De repente, pode ser eu! Mas pode ser outro, ou alguém de fora".

Temer também admite liderar o pacto pela candidatura única: "Deixa dizer uma coisa? Comecei a liderar isso, e até o ex-presidente Fernando Henrique esteve comigo em São Paulo, e ele partilha da mesma tese, de que o ideal seria isso. Eu falei com alguns e sinto que ainda não é o momento. Falei com o pessoal dele (Alckmin), que me procurou. Agora, ninguém vai se definir. Mas vai haver o momento do afunilamento, que acho que é no final de junho, começo de julho".

Embora diga que "ainda está meditando", dificilmente Temer será candidato à reeleição. Por pura dissimulação, o Presidente enxerga chances na disputa, conforme as pesquisas atuais, de Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Marina Silva: "Acho que o afunilamento se dará no fim de junho, começo de julho. Hoje todos os candidatos percebem que há um grande vácuo, então, todos querem e acham que podem chegar lá. Sou contra os rótulos, né? Esse negócio de esquerda, direita, isso não existe mais. O que o povo quer é uma política de resultado, se ele vem de quem é de esquerda, direita, centro, não importa. Usam-se os rótulos, de qualquer maneira. Seria extremamente útil que tivéssemos um candidato de extrema esquerda, extrema direita e de centro. O eleitor vai escolher em face dos projetos. Agora, se no chamado centro tivermos oito, nove candidatos, ninguém vai chegar lá".

Temer fez outra previsão de que as coisas não devem mudar muito com o resultado das urnas de outubro/novembro: "Existe um desprezo pela classe política, isso não há dúvida. A renovação do Congresso, por exemplo, a sensação que tenho é que ela não será muito grande. Por uma razão singela: não tem dinheiro na praça. São aqueles nomes mais conhecidos, que já percorreram municípios".

Sem maiores e melhores novidades, o negócio hoje é aguardar a prisão do José Dirceu. Será que vão deixar ele pelo menos assistir, pela Rede Globo, ao casamento dos príncipes na Inglaterra? E Lula... Será que conseguirá encarar a geladeira curitibana sem uma cachacinha para aquecer? Do jeito que a coisa vai, o PT terá de mudar de nome para "Partido dos Trancafiados"...
Periquito Arrepiado
18/05/2018 13:54
Oi, Herculano

A "Fôia" informou há pouco que o réu condenado a 30 anos de cadeia por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Zé Dirceu, vai entregar-se a qualquer momento.

O líder e fundador do PT irá para Curitiba, ficando sob as garras do juiz Sérgio Moro.
Depois, talvez vá para a Papuda.

Por mim, este meliante nem deveria ter saído da jaula, mas já que vai encontrar o seu verdadeiro refúgio, que apodreça por lá.

Perguntar não ofende:
A "subrinha" Mariluci LuLLa irá levar um farnelzinho e pedir à benção de vez ou outra?
Miguel José Teixeira
18/05/2018 13:45
Senhores,

Na mídia:

"Foi sapateiro aos 11, perdeu R$ 1 mi em assalto e agora ensina empresários..."

Da série: qualquer coincidência é mera semelhança:

"Foi torneiro, perdeu várias eleições, corrompeu empresários e agora. . .ESTÁ GUARDADO EM CURITIBA!!!
Ana Amélia que não é Lemos
18/05/2018 13:44
Pedro que não é Paulo, não me "mate" de curiosidade, também sou filho de DEUS e quero saber Há, Há, Há...
Mariazinha Beata
18/05/2018 13:41
Seu Herculano;

Que charmoso que o Sr. é!!!
Nada como ter elegância, classe e estilo.
A cafonalha vermelha deve se corroer de inveja além de ler os devidos esculachos na OLHANDO A MARÉ.
Bye, bye!
Açougueiro Façanha
18/05/2018 13:33
A única mulher na foto é aquela que na gestão da quadrilha, cujo posto que ocupava era apenas para ganhar dimdim no fim do mês cuja incompetência era tanta que não sabia diferenciar um bote de uma canoa?
Essa gentalha não tem vergonha na cara, mesmo!
Herculano
18/05/2018 11:35
DE UM OBSERVADOR DA CENA GASPARENSE À COLUNA: "afinal, quem está em chamas? Ilhota ou Gaspar?

Responderia, e meus leitores e leitoras irão concordar: ambas
PEDRO que não é PAULO
18/05/2018 11:33
Fiquei sabendo que tem um politico apadrinhado de um deputado que se encontra hospitalizado em Florianópolis, acendendo maços e maços de velas para que o mesmo se recupere o mais rápido possível da traqueostomia a que foi submetido, para o referido deputado possa pedir votos para si ou para o Gerry, Estes e somente estes que podem lhe garantir uma possível candidatura a prefeito de Gaspar.
Herculano
18/05/2018 07:54
PSB DEVE DESISTIR DE MÁRCIO LACERDA EM MINAS GERAIS PARA APOIAR PT


Conteúdo da Coluna do Estadão (Andreza Matais), no jornal O Estado de S. Paulo. PT e PSB negociam acordos regionais para tentar garantir a reeleição dos seus governadores em Minas e Pernambuco. O pacto passa pelo PSB desistir de lançar a candidatura de Marcio Lacerda ao governo mineiro para apoiar o petista Fernando Pimentel. Em troca, o PT abriria mão de disputar os governos de Pernambuco e da Paraíba. Nesses Estados, o partido apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara e de João Azevêdo, respectivamente, ambos do PSB. Para isso, o PT limaria a candidatura de Marília Arraes e não lançaria nome próprio na PB.

Na mesa.
Paulo Câmara (PSB) e Pimentel (PT) jantaram, ontem, em Pernambuco. O prato principal foi o acordão em torno da reeleição dos dois. A maior dificuldade é o PT convencer Marília Arraes a desistir da candidatura. O movimento será de cima para baixo.

Chama reforço.
Dirigentes do PSB acham que tirar Marcio Lacerda da disputa será mais fácil. A ele será oferecida vaga de senador na chapa de Pimentel. Outra alternativa é o PSB indicá-lo como vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O novo.
Guilherme Afif, que diz ter recebido dos deputados federais do PSD sinal verde para manter a candidatura ao Planalto, é contra a tese de nome único do centro. "Seria a união do status quo." Além disso, "MDB, PSDB e DEM têm a marca da Lava Jato, o que o eleitor rejeita", afirma.

Diferença.
Lembrado de que o presidente do seu partido, Gilberto Kassab, também é alvo da Lava Jato, Afif responde: "Mas ele não é candidato". O presidenciável diz que sua candidatura dará ao partido uma marca. "Senão vira tudo chinês."

Pra você.
Convidado para um churrasco ontem na casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só soube que Michel Temer iria quando perguntou sobre o vinho. Heráclito separou duas garrafas especiais para o presidente da República.

Foi recado.
O encontro de Maia e Temer um dia depois de o presidente da Câmara se reunir com a bancada do PSDB tinha um propósito: mostrar que os dois estão unidos.

Queridinho.
Henrique Meirelles virou o candidato ao Planalto preferido das bancadas do MDB no Congresso. Forte motivo: Ele financia a própria campanha e libera o fundo partidário.

Há vagas.
A OAB estima que, mantido o atual ritmo de autorização do MEC, o País terminará o ano com cerca de 1.600 cursos de Direito. São 1.350, mas, só nesta semana, foram liberados mais 34, apesar de a OAB ter dado parecer contrário.

Farra.
"A abertura de vagas virou uma moeda de troca política, sobretudo neste ano eleitoral", acusa o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

Com a palavra.
O MEC diz que a manifestação da OAB é opinativa e nega interferência política. Informou, ainda, que neste ano foram dadas 71 autorizações.
Herculano
18/05/2018 07:31
TSE QUER BARRAR LULA

Conteúdo de O Antagonista. O TSE quer barrar antecipadamente a candidatura de Lula.

Segundo Gerson Camarotti, "alguns ministros cogitam até mesmo tomar uma decisão 'de ofício', isto é, sem esperar a contestação da candidatura por um partido ou pelo Ministério Público".

O ministro Admar Gonzaga perguntou:

"Convém à democracia que uma pessoa sabidamente inelegível prossiga a sua propaganda eleitoral e fique na urna".
Herculano
18/05/2018 07:27
GLEISI VAI A LULA E VOLTA COM DUAS ORIENTAÇõES: PôR FIM À CONVERSA DOIDA DO INDULTO E PROIBIR GOVERNADORES DO PT DE NAMORICO COM CIRO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Vamos ver até onde vai a aposta petista. A presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), esteve com Lula nesta quinta. E saiu de lá com duas orientações. É para pôr um ponto final à conversa do indulto - aquela questão tratada a palavrões por Ciro Gomes, candidato do PDT. E outra: o ex-presidente segue mais candidato do que nunca. A senadora, inclusive, telefonou para os governadores petistas para dizer que está desautorizado, por ora, qualquer entendimento com Ciro. O recado foi passado a Fernando Pimentel (MF), Rui Costa (BA), Tião Viana (AC), Wellington Dias (PI) e Camilo Santana (CE). Pimentel reuniu seus pares nesta quinta para debater a situação eleitoral. Nesta sexta, ele se encontra com governadores do Nordeste.
Herculano
18/05/2018 07:21
GASOLINA DA PETROBRAS CUSTA O DOBRO DOS EUA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Desde que alterou sua política de reajustes há 10 meses, a Petrobras já tornou a gasolina e o diesel 55% mais caros para as distribuidoras, que, com os postos, impuseram aumentos criminosos ao País. Nos Estados Unidos, onde essa política é honestamente praticada, a gasolina custava R$2,15 e subiu 28,3% (R$ 0,60) no mesmo período. Hoje, nos EUA, a gasolina custa 76 centavos de dólar (R$ 2,75) quase metade dos R$4,99 cobrados por litro em postos de São Paulo.

ASSALTO IMPUNE
A gasolina comum amanheceu R$0,50 mais cara na terça (15), em Brasília. Ninguém foi preso na Petrobras, distribuidoras ou postos.

BOLSA E BOLSO
A "alta internacional" é uma surrada mentira: o preço do barril negociado na bolsa de Nova York subiu 40% nos últimos 12 meses.

NO MUNDO DA ANP
A sempre omissa Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra reajuste de apenas 15% em 12 meses na gasolina. Incompetência cega.

ORDEM É EXPLORAR
A Petrobras exporta 44,4% do petróleo que produz, mas, ao contrário de qualquer país produtor, não transfere benefícios disso à população.

BARROSO: ALIADOS DA CORRUPÇÃO TÊM DISCURSO LIBERTÁRIO
Durante palestra na Escola Superior de Guerra (ESG), em Brasília, o ministro Luís Roberto Barroso defendeu a prisão preventiva nos casos de "corrupção serial", até como medida de ordem pública. "O contrário é parceria com a Velha Ordem, com o modelo de desvio de dinheiro público." O ministro do Supremo Tribunal Federal destacou ainda que "os grandes aliados da corrupção, no Brasil, fazem discurso libertário".

ELE NÃO FULANIZOU
Barroso não fez referência a colegas na palestra da ESG, mas os presentes se sentiram à vontade para interpretar suas palavras.

LIVRE INTERPRETAÇÃO
Cada frase de Barroso na ESG, sempre elogiada, foi interpretada na ESG como "recado" ou "resposta" a ministros dos quais tem divergido.

TRISTEZA E SOFRIMENTO
O ministro Luís Roberto Barroso surpreende os interlocutores com uma revelação: ele não fica feliz, até sofre, após altercações com colegas.

PEDALA, GERALDO
O tucano Geraldo Alckmin anunciou a equipe econômica como se isso fizesse diferença. Em 4º ou 5º nas pesquisas, faz pose de presidente eleito enquanto deveria gastar sola de sapato pedindo votos.

VIAGEM EM PAZ
O senador Jose Serra (PSDB) viajou em paz de Brasília para São Paulo, nesta quinta (17), no voo das 15h da Latam: mesmo enrolado na Lava Jato, não enfrentou qualquer tipo de hostilidade.

TÁ FEIA A COISA
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que abriu mão da própria candidatura presidencial, acha que Alckmin talvez seja um bom nome para presidente, mas reconhece: "Ele não seduz o eleitor".

CRÉDITO NO CAMPO
O governo entregou em marc?o quase 100 mil ti?tulos definitivos de terra para assentados em todo o Pai?s. E ainda liberou R$12 milho?es em cre?dito para os beneficia?rios pela regularizac?a?o fundia?ria rural.

MAIORIA DESCONFIADA
A pesquisa CNT/MDA divulgada esta semana mostra que o eleitor desconfia da isenção da Justiça brasileira: para 90,3% dos entrevistados, nossa Justiça "não trata todos de maneira igual".

PRONTO PARA VOTAR
O deputado João Arruda (MDB-PR), relator da nova Lei de Licitações, garante que o projeto está pronto para ser votado. Cumprimos o cronograma com mais de 60 reuniões e audiências", disse à Coluna.

SEM NOVIDADE
A ANS culpa a Lei 656 e resolução do Conselho de Saúde Suplementar pelos perversos "mecanismos de coparticipação e franquia", utilizados em "mais de 50% de contratos". A clientela é que sofre cada vez mais.

ORIGEM É SEU BOLSO
O PT admite gastos de R$495 mil na quermesse pró-Lula, em Curitiba. Foram R$285 mil com segurança, incluindo o "hotel de autoridades" e transporte. Segundo o partido tudo foi arrecadado com "vaquinha".

PENSANDO BEM...
...a política cruel de aumentos diários da Petrobras se transformou na ruína de quem precisa de gasolina e diesel para ganhar a vida.
Herculano
18/05/2018 07:14
O DóLAR E TODOS CONTRA O GOVERNO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

BC causa ira e confusão no mercado; dólar caro piora imagem política de governistas.

O povo dos mercados teve alguns prejuízos, precisou rever onde coloca seu dinheiro e ficou desnorteado com a decisão do Banco Central de não mexer na taxa de juros, o que causou viva irritação na praça.

O revertério do BC explica o tumulto desta quinta-feira (17) nos negócios. Como de costume, porém, um dia apenas não permite saber qual o novo tom do mercado, se é que a banda vai tocar mesmo de outro modo. As notícias econômicas dos últimos dias talvez tenham mais importância para a política eleitoral.

Um primeiro motivo do tumulto foi uma rearrumação da casa da finança. Como o BC decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano, contrariando expectativa quase geral, teve gente que amanheceu comprando ou vendendo dinheiro a preço errado, digamos, levando prejuízo. Uma perda relevante aqui costuma demandar compensações ali, vendas de certos ativos. Uma reação em cadeia, grosso modo.

Segundo, além de recomposição das aplicações, a decisão do Banco Central provocou incerteza e, assim, levou gente para a retranca. Sejam as dúvidas boas ou não, investidores e negociantes de dinheiro passaram a perguntar:

1) O BC está vendo mais risco de a alta do dólar chegar à inflação, mais do que se imaginava?

2) O mero aumento do risco de que o dólar afete a inflação pode agora ter mais impacto nos juros, mesmo que as expectativas de inflação continuem comportadas?

3) Em que medida os movimentos de taxas de juros estarão mais dependentes da taxa de câmbio, do "preço do dólar"?

4) É possível que o BC volte a elevar os juros antes do ano que vem, talvez já em outubro?

Era o que se ouvia ontem pela praça do mercado. Figuras mais graúdas ou menos ligadas à operação financeira cotidiana pareciam menos nervosas. Isto é, bem menos propensas a ver mudanças significativas e de curto prazo na taxa básica de juros e na atividade econômica devidas ao tumulto do dólar e à pequena reviravolta do BC.

Na dúvida, quem estava na linha de frente vendeu ou foi mais agressivo. Ações, que estavam a bom preço e, em especial, as mais vendáveis (líquidas), foram à liquidação, como Petrobras e bancos.

Até agora comportadas neste paniquito, as taxas de juros deram um pulo como não o faziam desde o Joesley Day, faz um ano, o dia em que repercutiu no mercado a notícia do grampo de Michel Temer. O ajuste, embora grande, em boa parte apenas compensou as apostas (sic) baseadas na crença de que o BC cortaria a Selic em mais 0,25 ponto.

Até terça-feira (29), quando o BC publicará sua exposição de motivos, não será possível saber direito se vai haver mexida maior nos juros, em especial nos de prazo mais longo.

É preciso que a poeira assente. Mesmo o pessoal do dinheiro está desnorteado.

POLÍTICA
Tenha ou não efeitos mais significativos sobre o destino das taxas de juros e sobre a atividade econômica, a corrida do dólar a R$ 3,70 vai contribuir para a desmoralização de governistas e associados. O preço do dólar é um termômetro com efeito psicológico considerável, mesmo que apenas esteja a indicar uns dias de frio excepcional e passageiro no verão.

O dólar caro impressiona ainda mais nestes dias de frustração com a economia real, que se levantara da cama no fim de 2017 e desmaiou neste primeiro terço de 2018.

O governismo está ainda mais morto, politicamente. Agora é saber para onde e como vão debandar, o MDB em particular.
Herculano
18/05/2018 07:08
DIRCEU ATUAL FAZ DO DIRCEU DE 1968 UMA ALEGORIA, por Josias de Souza

Em outubro de 1968, quando foi preso pelas forças da ditadura, José Dirceu, tenros 22 anos, era um mito estudantil, um projeto de estátua de bronze. Decorridas cinco décadas, Dirceu, agora com 72 anos, retorna à gaiola, em plena democracia, como uma espécie de pardal de si mesmo. Com desenvoltura dialética, o ex-mito suja a testa de bronze da estátua que não conseguiu ser.

Dirceu revelou-se um idealista que ainda não tinha chegado à chave do cofre. Queria reformar um sítio em Vinhedo, não o Brasil. Toda aquela vontade de sacrificar-se pela causa, todo aquele desejo de servir à classe trabalhadora, tudo aquilo era impulsionado pelo dinheiro. Dirceu abandonou a ideologia para cair na vida. Aviltou os fins para se apropriar dos meio$.

Até o escândalo do mensalão, Dirceu ainda conseguiu manter as aparências. Punho esguerdo erguido, foi preso e recolhido à Papuda imaginando-se beneficiário da atenuante de não ter agido em proveito próprio. No petrolão, restou demostrado que evoluiu definitivamente do socialismo de resultados para a apropriação pessoal. Na condenação mais recente de Dirceu, confirmada pelo TRF-4, Sergio Moro escreveu:

"O mais perturbador em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que praticou o crime inclusive enquanto estava sendo processado e julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [mensalão], havendo registro de recebimento de propina, no presente caso, até pelo menos 23/07/2012. Nem o processo e o julgamento pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada?"

A primeira prisão de Dirceu, aquela de 1968, ocorreu num sítio em Ibiúna (SP), durante o célebre congresso estudantil. Oito líderes foram levados ao Forte Itaipu, em Santos. Beneficiados por habeas corpus, quatro saíram. O resto ficou no xilindró. Entre eles, Dirceu. Foram libertados em 7 de setembro de 1969, junto com um grupo de políticos, trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick.

O projeto de estátua voou para Cuba. Recebeu-o Fidel Castro em pessoa. Abrigou-se na ''casa dos 28'', ninho de treinamento de guerrilha. Entrou no Brasil em 1971, como integrante do Molipo (Movimento de Libertação Popular). Voltou a Cuba no mesmo ano, fez plástica no rosto com médicos chineses. Em 1975, retornou ao Brasil.

Vivendo clandestinamente em Cruzeiro do Oeste (PR), sob falsa identidade, na pele de dono de alfaiataria, casou-se com uma dona de butique. Teve um filho. Só emergiu depois da anistia, com o rosto reconstituído por nova plástica cubana. Elegeu-se deputado estadual e federal. Apossou-se da máquina do PT. Ajudou a fazer de Lula presidente. Virou um poderoso chefão da Casa Civil. Chegou ao cofre.

Hoje, o Dirceu do petrolão, reincidente do mensalão, empurra o Dirceu de Ibiúna para uma espécie de clandestinidade eterna. O corrupto que vai preso neste maio de 2018 faz do mito estudantil que foi detido em 1968 uma alegoria. Dirceu deve puxar uma cana longa. Sem um embaixador americano para servir de moeda de troca, terá de rezar para que o Supremo volte atrás na jurisprudência que permitiu a prisão de condenados na segunda instância. Quando sair, já não verá o sitio de Vinhedo. A propriedade vai ao martelo junto com outros imóveis. Coisa de R$ 11 milhões.
Herculano
18/05/2018 07:05
MEDO DA VIOLÊNCIA AUMENTA O PODER SEDUTOR DO DEBATE SOBRE ARMAS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Posse de revólver pode parecer direito individual, mas efeitos são coletivos

Um projeto apresentado na Câmara no ano passado sugere que juízes deixem de aplicar pena ao cidadão que atirar em alguém movido por "medo, surpresa, susto ou perturbação do ânimo". A proposta do deputado Fausto Pinato (PP-SP) ampliaria o rol de situações comparáveis à legítima defesa, com atenuação ou exclusão de punições.

"Temos assistido diariamente a episódios de violência que remontam à barbárie, sem que o Estado brasileiro saia da sua postura genuflexa e atue para o resgate da ordem e da lei", escreveu o parlamentar.

O Instituto Sou da Paz reagiu com ceticismo. "Não se pode perceber como isto melhorará a grave crise pela qual passa o país", anotou a entidade.

O debate sobre o relaxamento de regras para a posse e o uso armas de fogo ganha corpo e chega à campanha eleitoral turbinado por um temor crescente com a violência. O assunto é crítico e deveria ser discutido com sobriedade, mas o ambiente de medo aumenta o poder sedutor de soluções radicais.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, destaca que metade dos brasileiros tem receio de sair às ruas próximas de casa à noite. "O ambiente favorece a valorização do discurso armamentista como solução imediata para o problema", diz.

Para recuperar terreno entre produtores rurais, atraídos pelo discurso de Jair Bolsonaro (PSL), o tucano Geraldo Alckmin precisou flexibilizar suas posições. Ele disse ser favorável à posse de armas no campo, mas não à liberação geral do porte.

O assunto deve ser debatido pelos candidatos nesta eleição, mas longe da leviandade adotada pela bancada da bala. Embora a posse de um revólver pareça o exercício de um direito individual, suas consequências são públicas e coletivas.

Nem todo cidadão armado será como a PM que matou um criminoso em Suzano (SP) antes que ele ferisse alguém. Dias depois, um policial civil reagiu a um assalto em uma padaria da capital paulista, dando início a um tiroteio. Um amigo do agente morreu, e os bandidos fugiram.
Herculano
17/05/2018 21:01
ALDO SCHNEIDER INTERNADO

Press release do gabinete do deputado estadual Aldo Schneider, MDB. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Aldo Schneider, passou por um pequeno procedimento cirúrgico de traqueostomia. A medida foi tomada pelos médicos por conta de uma reação causada pela radioterapia, que acabou por obstruir as vias respiratórias do deputado. Após o procedimento, o presidente permanece internado no Hospital Baía Sul. O quadro é considerado estável.

Retorno. O deputado Aldo foi acometido de um câncer na coluna, depois de internado em São Paulo por um longo período, voltou, retomou moderadamente as atividades política, está em tratamento e diz que será candidato à reeleição.
Herculano
17/05/2018 19:12
da série: o político e o gestor público erram e roubam, mas os culpados são a polícia investiga, o MP que denuncia, a justiça que julga e a imprensa que divulga. Ou seja, vale ainda rouba, mas faz. Rouba e mata na fila do SUS, nas estradas sem manutenção, na falta de polícia, cadeia...

GOVERNO TEMER TEM MÉRITO EM MELHORIA ECONôMICA, MAS AGENDA DE REFORMAS FICOU PARALISADA APóS TENTATIVA DE GOLPE COM JOESLEY, por Rodrigo Constantino.

Em seu editorial o jornal O GLOBO reconhece os méritos do governo Temer, especialmente na área econômica, mas critica a paralisação da agenda de reformas. O jornal está certo, tanto no elogio como na crítica, mas falta admitir que a paralisação foi, em boa parte, fruto daquela gravação para lá de suspeita do empresário Joesley Batista, da JBS, que o próprio GLOBO deu destaque como "furo de reportagem" e, depois, passou a liderar uma campanha pelo afastamento do presidente. Diz o jornal:

A escolha de Temer, entre outros, de Henrique Meirelles para a Fazenda e Ilan Goldfajn para o Banco Central, foi decisiva para a grande vitória de seu governo, que tem sido a estabilização da economia, com retomada de crescimento, embora ainda lento, dada a grande dimensão do desemprego. A agenda estava correta.

No balanço dos dois anos de gestão, os destaques são uma inflação muito baixa, aquém de 3%, quando a meta anual é de 4,5%; e, embora ainda titubeante, um crescimento na faixa dos 2%. Diante do encolhimento do PIB de quase 8%, em 2015/16, é bom resultado.

[...] Mas o fracasso final de Temer, simbolizado pela virtual paralisia do governo há um ano, cenário que deve persistir até acabar o mandato, em dezembro, é decorrente das práticas da velha política do PMDB do presidente.

[...] O presidente tem méritos na escolha da equipe econômica, mas errou ao não renunciar quando ficou comprovado o relacionamento indevido com o empresário Joesley Batista, da JBS, ao mesmo tempo em que surgiam sinais de corrupção no tal decreto do Porto, em fase de investigação. Uma conversa entre Temer e Joesley, gravada pelo empresário, divulgada pelo GLOBO, é definitiva.

Talvez Temer devesse ter renunciado mesmo, ainda que o grau de incerteza com mais um presidente caindo em poucos meses fosse imprevisível. Mas talvez fosse o caso de o próprio GLOBO assumir que pode ter exagerado na dose, com sua campanha insistente por tal renúncia, num momento em que o país precisava tanto das reformas propostas pelo governo, tudo com base numa gravação estranha de um empresário ligado até a raiz do cabelo com o PT.

Quem não lembra das manchetes bizarras que colocavam Temer, e não Lula, como o chefe da maior quadrilha da política nacional? Foi com o PT no comando do governo que a JBS se tornou a gigante de então, e o despertar tardio de Rodrigo Janot para a cruzada anti-corrupção deveria ter chamado a atenção dos mais céticos. Muitos desconfiaram da coisa toda e alertaram: aquilo tinha cheiro de golpe contra o novo governo, por parte dos petistas ressentidos e do establishment que temia as reformas dolorosas (para privilegiados).

Um dos jornalistas que mais se destacaram nesses alertas foi justamente Guilherme Fiuza, que tinha coluna no GLOBO. Ele escreveu vários textos mostrando como tudo era esquisito, suspeito. Mas Fiuza acabou demitido do jornal e também da revista Época, do mesmo grupo, enquanto Bernardo Mello Franco, de extrema esquerda, foi contratado para ter uma coluna com enorme destaque.

Como estaria o Brasil hoje se a agenda de reformas continuasse, se as mudanças previdenciárias tivessem sido aprovadas? Não sabemos, mas podemos arriscar com alto grau de convicção que estaria muito melhor. Mas havia uma fita estranha no caminho, gravada por um empresário suspeito e com a participação de promotores bastante suspeitos também. Mas o GLOBO não quis saber de nada disso: endossou a pressão pela renúncia de Temer, ajudando muito a criar o clima de impasse e a tal paralisação das reformas que agora denuncia.

Já Joesley viu seu acordo de delação subir no telhado, justamente porque sempre teve vício de origem, e agora acaba de ser denunciado pelo MPF, acusado de comprar um procurador da República. Mas era esse o "herói" que expunha o "chefe da maior quadrilha do país". Enquanto isso, Fiuza aproveita o primeiro aniversário desse episódio para usar sua arma mais eficaz, a ironia:

No primeiro aniversário da Operação Janoesley (17/5), Dia Nacional das Fake News, os companheiros Janot, Joesley e Miller, todos soltos, mandam seu recado patriótico à Justiça brasileira: Tem que manter isso, viu?

Pois é: o Brasil parou, e as melhorias foram estancadas, ainda que já significativas (justiça seja feita aos méritos de Temer). Mas não pega bem aquele que ajudou tanto nessa paralisação ficar reclamando, agora, que Temer não renunciou após aquela gravação suspeita. Poderíamos ter aprovado algumas reformas importantes, não fosse tanta pressão da mídia por conta de uma denúncia sem muita credibilidade.
Herculano
17/05/2018 18:55
O DITADOR À PROCURA DE VOTOS PARA SE LEGITIMAR NO PODER E DESTRUIR UM PAIS MAIS DO QUE JÁ DESTRUIU

Domingo é dia de eleições na Venezuela. Um truque. Anteciparam elas, destituíram o Congresso (substituído por uma "Assembleia Constituinte" onde todos são leais ao presidente) e a Suprema Corte é do governo e não há Justiça. Para piorar, todos os candidatos viáveis da oposição ou estão presos, fugidos ou impedidos de serem candidatos.

Mesmo assim, Nicolás Maduro corre o risco de "perder".

Veja o tuite que ele publicou nesta quinta-feira a tarde.Coisa de doido...

Tenemos que creer en Venezuela como quien cría a un hijo, con amor. Le tiendo mis manos a todo el Pueblo venezolano para que vayamos juntos con amor a recuperar nuestra Patria. He visto el futuro de Venezuela en sus ojos, nos espera una victoria histórica. #VenezuelaVotaPorMaduro
Herculano
17/05/2018 18:46
A BOA VIDA DO DONO DA EMPRESA QUE DERRUBOU O PRESIDENTE DO INSS

Conteúdo de O Antagonista. Lauro Jardim registra que Lawrence Barbosa, dono da RSX Informática, e sua mulher Daiany exibem nas redes sociais uma vida turística agitada.

Há fotos em Portugal, na Alemanha e na República Tcheca, cliques ao lado de uma Ferrari em Miami, em um baile de máscaras também na Flórida e em Londres, onde o casal foi assistir ao musical "O Fantasma da ?"pera".

A RSX é aquela empresa de informática sediada em uma distribuidora de bebidas, que fechou contratos de R$ 10 milhões com o INSS sem produzir um bit de informação.

O caso provocou a demissão do presidente do INSS.
Herculano
17/05/2018 18:43
CHAPA CARCERÁRIA PETISTA, por Felipe Moura Brasil no Twitter

Presidente: Lula;
Vice: José Dirceu;
Gerente: Antônio Palocci;
Tesoureiro: João Vaccari Neto;
Secretário: Marcelo Sereno;
Marqueteiros (em prisão domiciliar): João Santana e Mônica Moura;
Captação de patrocínios: André Vargas;
Ações de rua: Maninho do PT.
Herculano
17/05/2018 18:37
da série: só os questionamentos permanentes melhoram a informação, a qualidade e origem contra as tais Fake News que tomaram conta das redes sociais, e a favor dos crentes de todas as espécies

AGÊNCIA DE "FACT-CHEKING" LOTADA DE ESQUERDISTAS RECEBEU R$ 1 MILHÃO DE SOROS, por Marcelo Faria, do Instituto Liberal de São Paulo
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Autodenominada "agência de jornalismo investigativo e fact-checking", a Agência Pública recebeu mais de R$ 1 milhão do principal financiador da esquerda pelo mundo, o húngaro-americano George Soros. De acordo com documentos vazados da Open Society Foundation de Soros e disponíveis na Internet, a Agência Pública - cuja razão social é "Centro de Jornalismo Investigativo" - recebeu da organização de Soros financiamentos no valor de $85.000 entre 2011 e 2012, $86.500 entre 2014 e 2015, e $162.900 entre 2015 e 2016, totalizando mais de R$ 1 milhão em valores atuais.

A Agência Pública teve entre seus conselheiros, até o ano passado, o blogueiro de esquerda Leonardo Sakamoto. O Conselho foi renovado em setembro de 2017 e desde então conta com Carlos Azevedo, ex-membro da revista de extrema-esquerda Caros Amigos, extinta recentemente após ficar sem anúncios estatais; Dorrit Harazim, co-fundadora da revista de esquerda Piauí; Eugênio Bucci, professor da ECA-USP e apoiador declarado do petista Eduardo Suplicy; Eliane Brum, colunista de um dos principais jornais de esquerda da Espanha, o El País; Jan Rocha, ex-correspondente do principal jornal de esquerda da Inglaterra, o The Guardian; e Ricardo Kotscho, ex-Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República durante o governo Lula.

Outras instituições de esquerda brasileiras também receberam financiamento de George Soros, incluindo o "coletivo independente" Mídia Ninja ?" que recebeu R$ 250 mil - além do Instituto Fernando Henrique Cardoso (R$ 350 mil), Actantes ?" Ação Direta pela Liberdade, Privacidade e Diversidade na Rede (R$ 190 mil), Casa Fluminense (R$ 640 mil), Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS) / Mudamos.org (R$ 1,1 milhão) e Rede Nossa São Paulo (R$ 1,6 milhão).
Herculano
17/05/2018 18:26
A REFUNDAÇÃO DO GOVERNO KLEBER

Ao ler o comentário abaixo, escrito por Josias de Souza em relação ao desastre que se auto-conduziu o PT, lembrei-me do que já escrevi - várias vezes - sobre o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho, PP e o prefeito de fato, agora como secretário de Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira, MDB.

É a tal refundação. É dolorida,ainda mais para os políticos, mas necessária para criar fato novo, renascer e buscar os resultados perdidos.

Uma crise, no fundo, sinaliza um problema grave. E ele nos obriga à mudanças profundas. Quem assiste a crise, deixando-se levar por ela, à espera de que as melancias se ajeitem com o balançar da caminhada, sangra e até morre. Pior: deixa espaços para os que fazem da crise, uma oportunidade (a oposição).

O governo de Kleber já teve três secretários de saúde em 15 meses, está à procura do terceiro gestor da comunicação e sustenta o insustentável do ponto de vista legal, o seu secretário de Planejamento Territorial - o único especialista que restou na equipe -,e que lhe pode manchar com a tal improbidade administrativa.

E para piorar tudo, num ambiente de fragilidade administrativa e de resultados, o governo Kleber e Luiz Carlos, bem como o MDB e PP, foi incompetente, incapaz e irresponsável politicamente ao perder e logo no primeiro ano de governo, a sustentabilidade política na Câmara de Vereadores.

É preciso continuar mostrando que a refundação do governo, com novas alianças e metas é algo vital para se ressurgir ao menos como fato novo? Não! Menos para Kleber. Foi assim para o PT. Um se sabe do resultado como explica Josias. O outro, só se saberá em outubro de 2020. até lá... Acorda, Gaspar!
Herculano
17/05/2018 18:19
LAVA JATO ENCARCERA A FINA FLOR DO PODER PETISTA, por Josias de Souza

O TRF-4 rejeitou nesta quinta-feira o último recurso que separva José Dirceu da cadeia. Trata-se de um embargo de declaração do embargo infringente, eufemismo para embromação. Com o retorno iminente de Dirceu para o xadrez, o PT chega a um ponto situado muito além do fundo do poço. Lula e os nomes que ele próprio considerava como opções presidenciais - Dirceu e Antonio Palocci - foram dissolvidos pela Lava Jato. Fica demonstrado que um raio pode cair várias vezes sobre o mesmo partido.

Houve um momento em que o PT poderia ter saído do caminho da ruína, tomando a trilha da ética. Em 2005, quando foi deslocado do Ministério da Educação para a presidência de um PT em chamas, Tarso Genro pronunciou a palavra mágica. Contra o desgaste do mensalão, ele sugeriu a "refundação" do partido. Continuando nessa linha, o petismo chegaria à autocrítica. Mas Tarso foi desligado da tomada pelo grupo "Construindo um Novo Brasil", antigo Campo Majoritário - uma corrente personificada na figura de José Dirceu.

O tempo passou. Lula reelegeu-se em 2006. Em 2010, sem condições de prestigiar Dirceu e Palocci - feridos respectivamente pelo mensalão e pelo caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo -, a divindade petista fabricou o "poste" Dilma Rousseff. Nessa época, Lula cavalgava uma popularidade acima dos 80%.

O relógio correu mais um pouco. Em maio de 2014, ao discursar na convenção em que o PT aclamou Dilma como candidata à reeleição, Lula parecia adivinhar o que estava por vir. Comparou o PT original, fundado por ele em fevereiro de 1980, com o partido que ocupava a Presidência da República havia 12 anos:

"Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia", declarou. "Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com 'P' maiúsculo." A Lava Jato dava seus primeiros passos. Sem suspeitar que a operação iluminaria seu próprio calcanhar de vidro, Lula foi ao ponto:

"Nós precisamos recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado não têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional."

Hoje, sabe-se que, enquanto Lula discursava, o dinheiro sujo que a Odebrecht roubara da Petrobras entrava na caixa registradora do comitê Dilma Rousseff-Michel Temer. Não é intriga de inimigo. Quem contou foi o casal do marketing petista João Santana e Monica Moura.

Sabe-se também que o próprio Lula já havia se tornado "uma máquina de fazer dinheiro." Afora os milhões amealhados sob o pretexto de remunerar palestras, já havia o provimento dos confortos do tríplex e do sítio. De novo, não é intriga da oposição. Além das delações de empreiteiras companheiras (Odebrecht e OAS) e das provas reunidas pela força-tarefa de Curitiba, há a palavra de Palocci.

Preso e moído pelas investigações, Palocci tentou apresentar Lula a si mesmo numa carta que enviou ao PT, desfiliando-se da legenda: "Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais honesto do país' enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto Lula são atribuídos a dona Marisa?", indagou.

A Lava Jato encarcerou a fina flor do poder petista. No momento, o PT é presidido por uma boneca de ventríloquo: Gleisi Hoffmann, ré da Lava Jato, prestes a ser julgada no Supremo. Sua única missão é convencer a plateia de que Lula, preso e inelegível, retornará ao Planalto. Embora tenha ultrapassado o fundo do poço, o PT escolheu viver no mundo da Lua. E a pergunta de Palocci continua ecoando: Até quando?
Herculano
17/05/2018 17:51
comentário reeditado da publicação original das 08:21, desta sexta-feira, dia 17.04

BRICK PERDE O "EMPREGO" NO GOVERNO EM FLORIANóPOLIS

A coluna de sexta-feira, é feita especialmente para a edição imprensa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e de maior circulação em Gaspar e Ilhota. E ai, o espaço é limitado, ainda mais quando se usam fotos.

Há uma pequena nota sobre este assunto, dai a necessidade de expandi-la para que se entenda a razão do evento em si, a demissão de Marcelo de Souza Brick

O ex-vereador, ex-presidente da Câmara com os votos do PT e ex-candidato a prefeito de Gaspar, Marcelo de Souza Brick, PSD, foi exonerado do cargo de "Secretário Executivo de Assuntos Institucionais" da SC Participações e Parcerias.

Um esculacho esta função comissionada, o título dela e a empresa num estado com um governo em crise financeira. Ao invés de terminar com esta teta e cabide de emprego como fez com outros, também ocupados por gente que não é do seu MDB (pois há vários em Santa Catarina como em outros estado), o governador Eduardo Pinho Moreira, MDB - e que ocupou a vaga com a renúncia de Raimundo Colombo para ser candidato ao Senado - nomeou o filho do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, MDB, Cláudio Appel da Silveira.

Cláudio, há dias tinha sido agraciado com a nomeação para ser Assessor de Relações Sindicais na secretaria da Administração. Recusou-a. Oficialmente porque se tratava de um cargo sem qualquer relevância para um filho de ex-governador, senador, ministro e presidente nacional do MDB, apesar da falta de vivência de Cláudio nesse ambiente político e pasmem, administrativo. No fundo, a função estava sujeita ao controle de presença, e isso o incomodava. Já o nova função que era de Marcelo...

A saída de Marcelo desse cabideiro já era esperada. Primeiro com a saída do PSD do governo do MDB - e Brick se escondia para não ser percebido - e depois porque o seu padrinho político, o deputado estadual Jean Jackson Kuhlmann, PSD, de Blumenau, armou contra o governo de Pinho Moreira em várias matérias e principalmente naquela em que dava um ICMs menor para o desenvolvimento, fortalecimento e geração de empregos na indústria catarinense.

Este cargo era da cota do deputado no governo do estado. E o custo da máquina pública comemora de pesados impostos é este: absorve que nunca trabalhou de verdade, nunca foi avaliado numa profissão, nunca teve empreendimentos vencedores e sempre estiveram à sombra das tetas públicas.

E quando eventualmente eleitos, não são capazes de estruturarem equipes para os resultados que prometeram, exatamente porque o seu mundo possível é aquele dos que vivem das tetas, do tapinha nas costas e fingir que está perplexo com os problemas sociais, econômicos, saúde, segurança, educação e até, gestão pública. Acorda, Gaspar!

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