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A OPOSIÇÃO É CONTRA O PREFEITO KLEBER, OU CONTRA A CIDADE E AOS GASPARENSES? - Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

A OPOSIÇÃO É CONTRA O PREFEITO KLEBER, OU CONTRA A CIDADE E AOS GASPARENSES? - Por Herculano Domício

27/03/2018

“Quem não se comunica, se trumbica”, dizia o comunicador Chacrinha (José Abelardo Barbosa Medeiros 1917-88), o velho Guerreiro. Em Gaspar, o MDB e PP, estão mais preocupados em negócios do que tornar claro o que querem ou estão fazendo. E aí, o governo fica exposto, fragilizado e diminuído. Isto já foi tema de vários artigos, um deles, ontem aqui e que bombou. Por outro lado...

Vamos ao que interessa.

Fiscalizar é uma coisa, vingança é outra. Apontar os erros e denunciar os malfeitos é uma obrigação dos vereadores e da instituição chamada Câmara. E disso, não devem – vereadores e Câmara - abrir mão. Entretanto, impedir que o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, governe porque o sucesso dele poderia abalar os planos de volta ao poder da oposição, aí beira a chantagem e à irresponsabilidade cidadã.

É isso que a agora majoritária oposição na Câmara de Gaspar liderada pelo PT e PDT, usando o PSD que já teve o Partido Comunista do Brasil como seu sócio, mais Silvio Cleffi, PSC, a quem deram a presidência da Câmara para trair o amigo de igreja, evangélico Kleber, e com isso se estabelecer nesse jogo

Por tudo que fazem, parecem preferir atrasar a cidade, prejudicar os cidadãos e cidadãs, se não for possível garantir a oportunidade de voltar ou estar novamente no poder.

E por que escrevo isso? Porque o atraso proposital e a despreocupação com o PL 103/2017 pelo relator geral, Cícero Giovane Amaro, PSD, é algo que supera não o bom senso, mas a realidade praticada pela própria oposição quando era governo, e a atual situação quando era oposição.


A TONTURA E OS TONTOS

Falta a Kleber (e aos seus) estratégia, comunicação e ação para expor claramente sociedade esse vício. Então paga. Pior, quem paga mesmo, é a sociedade, que pode ser beneficiada pelas obras de melhoria na cidade.

O PL 103/2017 pede à Câmara autorização para o município contrair um empréstimo de até R$20 mil na Caixa, disponíveis no programa “Avançar Cidades”. É, segundo a prefeitura, para melhorar a mobilidade urbana e calçar vias públicas. A pré-condição para endividamento já é fato superado. Ou seja, Gaspar pode contrair essa dívida.

O que está pegando, então? Primeiro, a oposição, em maioria por cochilo de Kleber e os que estão no poder, quebrou o “regime de urgência”. É entendível! Agora, sem essa “urgência”, a oposição sentou em cima do PL. Está enrolando, pedindo sucessivas informações, por meios burocráticos, demorados, exatamente para enervar Kleber, fazer discurso, marcar terreno, fazer barganhas ou então até, perder os recursos.

Normal?

Não é, a não ser a quem queira complicar o que pode ser simples. Basta pedir, sucessivas reuniões com os técnicos da prefeitura para esclarecer os eventuais pontos que suscitam dúvidas. Mas, não! A oposição prefere discursos, ofícios para lá e para cá, sabendo que eles não se esclarecem na finalidade. A cada ofício respondido pelo prefeito, cria-se a demanda outros por parte da Câmara e dos vereadores da oposição. E assim se estabelece numa quase sacanagem do vai-e-vem. A resposta do segundo ofício pedindo informações está na pauta da sessão da Câmara de hoje. Então ele vai ser “analisado” pelo relator Cícero, o PT, PDT, PSD e Silvio. E dependendo, não será terminativo e não levará o assunto ao relatório e à pauta para votação.


O PASSADO NÃO ENGANA. FALTA MEMÓRIA AOS GASPARENSES.

O que aconteceu no dia 16 de junho de 2013, ou seja há quase cinco anos atrás?

O prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, em minoria na Câmara, mandou ao legislativo o PL 29/2013. E, em “regime de urgência”. Do que ele tratava? Pedia autorização para contratar financiamento de quase R$27 milhões junto a Caixa Econômica, na qualidade de agente financeiro, objetivando a pavimentação e qualificação de vias urbanas no município de Gaspar, no âmbito do programa “pró-transporte”.

Mesmo em maioria, a oposição não quebrou o “regime de urgência” contra o projeto de Zuchi.

Zuchi foi mais longe. Com o projeto tramitando, ele emendou-o e mesmo assim, exatos 30 dias da entrada, o PL foi votado, aprovado e encaminhado para sanção do próprio Zuchi, conforme ofício nº 290/2013, da Câmara.

O projeto teve os votos da então dita oposição da época como PSD, PSDB e MDB, gente como o Marcelo de Souza Brick que hoje orienta Cícero no travamento da matéria na Câmara; o atual vice-prefeito, Luiz Carlos Spengler Filho, PP; ou como Andreia Simone Zimmermann Nagel, PSDB, na época ferrenha opositora do PT e de Zuchi, mas não da cidade e dos gasparenses.

Estava claro, como está agora, que se esses recursos pedidos por Zuchi e se usados no tempo certo que prometia, favoreceria não apenas a cidade, mas os políticos ávidos por votos e poder. Como os políticos não possuem compromissos com o tempo, Zuchi perdeu a oportunidade. E provavelmente, acontecerá com Kleber como demostra os 15 primeiros meses do seu governo.


SÓ PAPELINHOS PARA FOTOS, ENTREVISTAS E DISCURSOS

E para que se destinavam esses recursos de quase R$27 milhões aprovados pela Câmara para Zuchi pegá-los na Caixa, ou seja, muito mais do que se pede hoje (até R$20 milhões)? Um no valor de R$ 18.910.034,00 era, vejam só, para a pavimentação das ruas Artur Poffo, Pedro Schmitt Júnior, Bonifácio Haendchen (Belchior Central e Alto), Carlos Roberto Schramm (prolongamento da Luiz de Franzoi na Margem Esquerda) e ruas do Loteamento Margem Esquerda (o das casinhas de plástico).

A ruas Artur Poffo e Pedro Schmitt Júnior foram inauguradas da semana passada. Cinco anos de enrolação. Zuchi teve quatro anos para fazê-las. E não conseguiu. Não pode usufruir. Kleber terminou. Zuchi foi à rede social dizer que era o “pai da criança”. Pode?

E as demais como a Bonifácio Haedchen, Carlos Roberto Schramm e a urbanização do Loteamento das Casinhas de Plástico?

Estão nos projetos e no imaginário das pessoas que ouviram discursos de políticos do PT e PDT nos seus redutos eleitorais e nos projetos mal feitos que estão no Planejamento Territorial. Então, o PT sabe que não foi capaz de tirar do papel aquilo que contratou e planejou para ser uma alavanca de votos. E agora tem medo, que o governo de Kleber seja capaz? E por isso, atrapalha? E coloca seus vereadores para travar o possível financiamento? Hum!

Cinco anos e nada até agora. Dinheiro tem, mas está diminuindo pela inflação e por uso a mais na Artur Poffo e Pedro Schmitt Júnior.

Não passou pela cabeça dos políticos do próprio PT, PST, PSD e Silvio Cleffi, PSC, que pode acontecer igual o que aconteceu com a incapaz gestão do PT de Pedro Celso Zuchi? Que se aprovar o financiamento agora e que tenta barra-lo, será ele, PT ou oposição, a usufruir do resultado num possível futuro governo, como está acontecendo com Kleber nos casos da Artur Poffo e Pedro Schmitt Júnior?

Gente atrasada sob todos os aspectos! E por isso, querem que todos e a cidade fiquem no atraso e se sacrifiquem por eles. Meu Deus!

A PIADA DOS POLÍTICOS CONTRA A CIDADE E OS CIDADÃOS

Marque esta data e este fato. No dia 16 de julho de 2013 Pedro Celso Zuchi e o PT tinham a disposição pelo mesmo projeto 29/2013, aprovado sem delongas pela oposição da época, outros R$ 7.271.790,90 da Caixa Econômica. Era para a pavimentação da Rua Madre Paulina e a reurbanização da Rua Itajaí.

É de se perguntar agora a Cícero Giovane Amaro e Wilson Luiz Lemfers (este que se diz defensor do bairro), ambos do PSD e o primeiro, relator do atual projeto que pede novo financiamento à Caixa para outras obras de melhorias viárias da cidade; bem como a Rui Carlos Deschamps, Mariluci Deschamps Rosa e Dionísio Carlos Bertoldi, todos do PT; a Roberto Procópio de Souza, PDT e a Silvio Cleffi, PSC que travam o financiamento pedido por Kleber: o que foram feitos dessas obras depois de cinco anos da aprovação dos recursos e eles estarem disponíveis na Caixa para a prefeitura usá-los e empregar em benefício da cidade e das pessoas?

O caso da Madre Paulina é emblemático. Erro de projeto a torto e a direito. É um deboche ao conhecimento dos técnicos da prefeitura. O da Rua Itajaí, está até se mudando para ser menor e com participação dos lindeiros. Bonito isso? O que efetivamente, o relator e a oposição querem? Atrasar ainda mais Gaspar? Pelo que se tem de histórico, financiamento liberado hoje, só será de utilidade, provavelmente, daqui a cinco, seis e até mais anos. Ou seja, em outro governo.

Veja o que Zuchi escreveu na justificativa do seu projeto 29/2013.

“Concluímos que no que se refere à relação custo-benefício e ao interesse econômico e social das operações pleiteadas, o financiamento atende plenamente ao interesse do nosso município, tendo em vista que com a celebração deste financiamento e a pavimentação e qualificação das vias propostas, o município reduzirá seus custos com a manutenção e conservação dessas estradas. Reduzindo esses gastos, o município disponibilizará de mais recursos para investir em outras ações que considerar necessários. Por fim, a qualificação dessas vias permitirá ao município, promover a infraestrutura necessária para alavancar o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade”.

Pergunto: agora na oposição, a defesa do PT, PDT, PSD e a mais nova aquisição dela com Silvio Cleffi e que se elegeu às custas de Kleber mudaram? Não defendem mais à “redução de gastos e à qualificação das vias para desenvolvimento econômico e social da nossa cidade”? Ai, ai, ai.


ATÉ SEM URGÊNCIA O TRÂMITE ERA MAIS RÁPIDO

Tem mais. Para não ir longe, mas para polemizar, mostro-lhe quanto durou a tramitação do projeto de lei de Pedro Celso Zuchi, PT, este sem o tal regime de urgência, em que ele pediu autorização de empréstimo numa Câmara dita oposicionista: dois meses.

Alguma dúvida? Confira o PL 33/2013. Ele autorizava Zuchi “ aderir ao programa Badesc Cidades”. Nesse interim, Zuchi ainda alterou o projeto de R$3,5 milhões para R$4 milhões, sem problema algum. O PL que entrou no dia 20 de agosto de 2013, no dia 22 de outubro ele estava aprovado, e no dia seguinte, estava à disposição do prefeito para a sanção, reunir os documentos e se habilitar ao dito financiamento numa linha generosa de juros zero no Badesc.

Então há ou não diferença? Agia melhor Zuchi nos interesses por Gaspar e seu governo ou age Kleber pior na defesa daquilo que precisa da Câmara? Ambos lidavam ou lidam com uma majoritária bancada oposicionista.

Para finalizar.

Ninguém está advogando que os vereadores da oposição de hoje abdiquem da prerrogativa que eles têm como obrigação, a de fiscalizar cuidadosamente, esse negócio de endividamento do município, e como as dívidas vão ser contraídas, onde e se há projeto minimamente viáveis para isso.

Agora, fazer disso, um palanque, um ambiente de chicanas e com elas impedir o avanço da cidade só porque não gostam do prefeito de plantão, ou tentam impedir o seu sucesso, é extrapolar a missão do vereador e da Câmara. É um jogo arriscado. Uma pena que poucos na bancada governistas estão dispostos a desmascarar esse jogo. Então a culpa não é só da oposição: é de Kleber e dos que os cercam na prefeitura e na Câmara.

O projeto 103/2017 – o que está travado nas mãos de Cícero - entrou na Câmara de Gaspar, em regime de urgência o que lhe garantia o prazo de análise e votação em 45 dias.

Mas, devido ao recesso dos vereadores, só no dia seis de fevereiro ele foi despachado pela nova mesa diretora da Câmara liderado por Sílvio. Aí ele sofreu a descaracterização da urgência. O relator geral, Cicero Giovani Amaro, PSD, disse na última sessão que não tem nenhuma pressa nesse assunto.

Há 50 dias – depois da volta ao trabalho dos trabalhos para valer neste ano dos vereadores - está sentado no assunto. Já despachou dois ofícios pedindo explicações. A prefeitura fez uma reunião para esclarecer os pontos, mas nada até agora foi suficiente, e pelo jeito, não será. Acorda, Gaspar!


QUADRILHAS

Está na rede mundial Netflix, uma série com relativo sucesso chamada “O Mecanismo”. É ficção, mas nela, tudo é tão próxima da Lava Jato e dos nossos políticos que não resta a menor dúvida que ela trata das nossas mazelas do país da Lava Jato, muito próximo de nós.

Pena que a Netflix (streaming por assinatura) é na esmagadora maioria para gente esclarecida. Os da esquerda do atraso não vão assisti-la, porque já tem a cabeça feita e julgam essa narrativa ficcional como uma conspiração, um perigo para a causa, um lixo e há até quem tenha escrito que está cancelando a assinatura. Bobagem! Enquanto isso, os centristas e os da direita, até assistirão, mas também por já possuírem a cabeça feita para esse tipo de assunto, nada se alterará.

E por que é uma pena! Os analfabetos, ignorantes e desinformados que são a maioria dos eleitores e eleitoras no Brasil não terão acesso a Netflix, e mesmo tendo essa oportunidade, não seria tema de interesse para o lazwer. Então continuarão analfabetos, ignorantes e desinformados e isso é o que importa, para ambos os lados. Triste!

Entretanto, a melhor definição desse quadro de miséria, foi retratado pelo diretor da série, José Padilha, brasileiro, na entrevista que ele deu ao jornal espanhol El País.

"O Brasil é muito interessante como estudo de caso, no sentido de que a corrupção não se dá na política. A corrupção é a política."

E ainda:

"As eleições não colocam frente a frente partidos políticos, e sim quadrilhas”.

Encerro: há alguma dúvida? Wake up, Brazil! Acorda, Gaspar!


TRAPICHE

Vapt-vupt. Hoje a Câmara de Gaspar faz duas sessões: uma ordinária e outra extraordinária. Na extraordinária a pauta tratará do reajuste e em tempos de inflação muito baixa, dá “aumento real” dos vencimentos dos servidores municipais, incluindo os do Samae.

O reajuste é de dois por cento, sendo que 0,13% de “aumento real” considerando a inflação do período de 1,87%. Em tempo e perdas e danos, o Sintraspug resolveu recolher as suas baterias e marchar junto com a proposta.

O reajuste já incide na folha de março, daí a pressa e a sessão extraordinária. Ela deverá ser uma mera formalidade, rápida devido aos entendimentos prévios havidos entre as partes. A não ser que até a tarde, haja contratempos de ordem política.

A novidade está no Vale Alimentação que agora é em cartão e não mais como um penduricalho salarial que gerava reflexos, aumento de custos adicionais na folha, inclusive na aposentadoria para alguns. Ele sai de R$400,00 para R$430,00, segundo o projeto 16/2018.

Por ele, o atual prefeito reconhece as perdas inflacionárias dos funcionários com o Vale relativas aos acordos coletivos dos períodos 2016/2017 e 2017/2018, dos governos de Pedro Celso Zuchi, PT, e do atual de Kleber Edson Wan Dall, MDB.

E como ninguém é de ferro, os próprios vereadores e servidores da Câmara entram no mesmo embalo, nos projetos 17 e 18/2018 nos mesmos percentuais e valores.

As fotos da coluna de ontem, que tratou do desprezo, desrespeito e espera dos funcionários públicos no posto do Bradesco da prefeitura, foi registrada da quinta-feira. Alguns leitores e leitoras, no afã de defender Kleber Edson Wan Dall, o MDB e o PP, para o previsível, insinuaram se tratar de algo antigo, montado e de outros governos.

A insinuação, se não teve a maldade proposital dos políticos do poder de plantão para enganar os analfabetos, ignorantes e analfabetos, mostra a distância dos que estão no governo com a realidade (dentro do próprio prédio da prefeitura) e como funciona mal quem cuida da comunicação e da imagem do atual governo; e em coisas simples, óbvias e necessárias.

Ao invés de se queixar e achar culpados, ou tentar censurar, que tal trabalhar para aquilo que foi eleito ou contratado e se ganha bem, pago com os nossos pesados impostos? Acorda, Gaspar!

 

Edição 1844 - Terça-feira

Comentários

Mordaz
29/03/2018 19:49
MORRER NA PRAIA - Willian Waack

Oi, Herculano

Para aonde o STF vai? Para aonde sempre esteve. Protegendo os criminosos políticos. Só olhar o passado de condenação na sua história para enxergar que ela sempre foi assim. Nem Collor com mais de cem processos o STF achou algum para condená-lo.
Herculano
29/03/2018 17:24
SEXTA-FEIRA SANTA PARA OS CRISTÃOS. É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA, ESPECIAL PARA OS LEITORES E LEITORAS DA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUZEIRO DO VALE, O MAIS ANTIGO E O DE MAIOR CIRCULAÇÃO EM GASPAR E ILHOTA

ELA JÁ ESTÁ EDITADA E NO PROCESSO INDUSTRIAL GRÁFICO
Sidnei Luis Reinert
29/03/2018 12:36
Artigo no Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Muito já se escreveu sobre os desencantos proporcionados pelas decisões do Supremo Tribunal Federal culminando neste momento com a concessão de um "habeas corpus" camuflado.

Desde o mensalão que foi um marco determinante na prisão de ladrões de casaca juntos e misturados com políticos e empresários, passando pelo fatiamento no processo de impeachment da Dilma Roussef, com a perda do cargo de "presidenta", mas não dos direitos políticos, até o espetáculo havido naquela corte no julgamento do habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Lula no dia 22 de março de 2018.

No mensalão, foi o voto do ministro Celso de Mello no célebre desempate (estava 5 a 5) que propiciou o recurso em favor da aceitação dos embargos infringentes. Daí o comentário do então ministro Joaquim Barbosa, "Temos uma maioria formada sob-medida para lançar por terra o trabalho primoroso desta Corte no segundo semestre de 2012.

Isso que acabamos de assistir. Inventou-se um recurso regimental totalmente à margem da lei com o objetivo específico de anular a reduzir a nada um trabalho que fora feito. Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo.".

Com isso chegou-se à brilhante conclusão de que não houve quadrilha (Pode?!!!) a beneficiar os políticos tipo José Dirceu que tiveram as penas muito mais brandas do que os empresários.

No processo de impeachment, o ministro Lewandowski tirou da cartola o fatiamento do Art. 52 da Constituição, cujo parágrafo único diz "limitando-se à condenação... à perda do cargo, com inabilitação... para o exercício de função pública.". (Pode?!!!)

Agora foi a vez da ministra Rosa Weber. A mesma daquela conversa interceptada em que Lula fala a Jacques Wagner, "Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram.".

Como destacado em manchete, "Rosa Weber surpreendeu o PT com o voto no habeas corpus de Lula...".

É sabido que, por várias razões apresentadas em plenário, como compromissos de viagem e cansaço diante da probabilidade do julgamento entrar pela noite, o julgamento do habeas corpus foi suspenso, sendo retomado no próximo 4 de abril. No entanto, o STF concedeu uma liminar desautorizando qualquer ordem de prisão até que aquela corte conclua o julgamento em pauta.

No mínimo aconteceu o que a defesa de Lula pretendia. O advogado de Lula chegou a tripudiar a presidente Carmem Lúcia ao cobrar agilidade na publicação e remessa ao TRF4 do salvo-conduto que impede a prisão do seu constituinte após o julgamento dos embargos de declaração do TRF4. Ato contínuo ao anúncio feito pela presidente do STF nesse sentido.

Tal manobra preocupa a sociedade haja vista a intensa reação demonstrada basicamente nas redes sociais, a prevalecer o que se chamou de "acordão" para livrar a todos implicados na operação Lava Jato.

Ora, já se põe em dúvida o critério de indicação para o ingresso na suprema corte baseado no notável saber jurídico e ilibada reputação do candidato. Consta que um dos ministros fez concurso para juiz por duas vezes e foi reprovado. Um outro foi intimado em pleno julgamento a fechar o seu escritório de advocacia o que por si só não indica bons princípios, isso em resposta ao colega que punha em dúvida o seu "notável saber jurídico".

A altercação em nível incompatível com o ambiente austero, de respeito e pompa engalanado por togas e, poltronas afastadas por dedicados servidores de becas, deu início pela provocação do primeiro abordando genericamente como se aprovou de forma não ética a questão do aborto.

A vitaliciedade como ministro também é outro ponto discutível. Quem sabe limitar o tempo para o exercício da função, cinco ou seis anos. Quem sabe sedimentar uma carreira com início como juiz federal substituto que ingressou por concurso público até o Supremo Tribunal.

A desconfiança da sociedade no "acordão" repousa no que parece interesse na pacificação/jeitinho entre siglas e caciques da política nacional.

Os partidos MDB, PT e PSDB têm envolvidos na Lava Jato. Os ex-presidentes da República e o atual, incontestes lideranças desses partidos e que indicaram os atuais ministros do STF tudo farão no que consideram dentro da lei para livrar os seus correligionários e a si próprios quando for o caso.

O STF está sob os olhares atentos de milhões de habitantes. Repelir pressões e cobranças de gratidão. Dobrar a espinha dorsal ou se convencer e esperar que acreditem nos bons propósitos dos seus votos.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.
Miguel José Teixeira
29/03/2018 11:58
Senhores,

1) Da série "cafetão se apaixona pela prostituta":

"O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, concedia entrevista ao "Bastidores do Poder", da rádio Bandeirantes, quando foi interrompido pela notícia da prisão domiciliar de Maluf. Ele embargou a voz, emocionado. "Sou advogado das antigas", murmurou encabulado."

2) Da série "fio de bigode":

E o "cumpanhêru" toffoli, hein. . .honrou o aperto de mão dado pelo condenado lula no presidiário maluf. Farinha do mesmo saco!!!
2) D série "fio de bigode":
Herculano
29/03/2018 10:24
MORRER NA PRAIA, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

O sinal que mais se levanta hoje no Brasil é o sinal de interrogação. Para onde vai?

Não tem nada mais difícil para quem está envolvido com o noticiário do dia a dia político do que entender o rumo de mudanças à medida que elas ocorrem. Já passei por isso, entre outras ocasiões, cobrindo a queda do Muro de Berlim, em 1989. Quarenta dias antes do evento eu estava lá, na Alemanha Oriental, reportando sobre as manifestações e fugas em massa do regime comunista. E não imaginava que faltava só pouco mais de um mês para aquele mundo todo acabar de vez. Foi só depois do muro derrubado que tudo aquilo que já era visível ficou tão claro, tão óbvio, como o caminho que levava a uma revolução.

Crises graves, e o Brasil vive uma, têm características em comum: a velocidade dos acontecimentos é uma delas (no nosso caso, a rapidez com que fomos de escândalo em escândalo, de delação em delação e, agora, de decepção em decepção). Outro aspecto em comum é a desorientação de elites pensantes (políticas, econômicas ou ambas) - para não falar de vastas parcelas da população - que passam a sofrer de perda de capacidade de "leitura" da realidade, ou seja, de antecipar fatos e suas consequências (bastante evidente nos dirigentes do PT antes do impeachment).

Mas a mais grave característica em comum a grandes crises é a deterioração daquilo que numa sociedade até certo ponto se aceitava, bem ou mal, como algum tipo de autoridade - sobretudo a moral. Avança um fenômeno de percepção negativa, e de perda de confiança, que chegou também a órgãos da Lava Jato, a conglomerados econômicos, à imprensa (especialmente os mais poderosos), a instituições religiosas e, recentemente, de maneira espetacular, ao Supremo Tribunal Federal. O sinal que mais se levanta hoje no Brasil é o sinal de interrogação. Para onde vai?

No Brasil é palpável, embora bastante subjetivo, o generalizado desejo de mudança, a indignação com a corrupção, o clamor por algo diferente - e eu me arrisco a dizer, a vontade também de enxergar alguma ordem (no sentido de direção e estabilidade). Sou obrigado a reconhecer, porém, que nossa história recente exige uma tremenda dose de paciência de todos os que ardem por mudanças. Pois temos o costume (cada um julgue se é positivo ou negativo) da "acomodação".

Na saída da ditadura queríamos Diretas-Já, mas nos acomodamos a esperar o voto direto para cinco anos depois. Nos acomodamos à inflação, que domamos depois de uma década perdida. Nos acomodamos a uma reforma de Estado feita apenas em parte e, com gosto, nos acomodamos ao populismo fiscal irresponsável - e aos encantos de seu marketing executado com dinheiro publico desviado - que precisou de um desastre para ser tirado do poder.

Às vezes parece que para nós, brasileiros, o insustentável (como a violência) é o nosso jeito de ser. Ocorre que esse grande e caudaloso rio querendo mudanças vai se chocar nas eleições em outubro com grandes obstáculos formados por um eleitorado em boa medida apático e desanimado, pelo domínio do aparelho de Estado por grupos corporativos públicos e privados (empresas e partidos), pela percepção de que, no filme de faroeste brasileiro, até o mocinho às vezes só parece querer cuidar do dele. A imagem de grandes quantidades de água em movimento, como algo ao qual ninguém resiste, é uma das mais usadas para descrever mudanças desde que historiadores existem.

Mas morrer na praia é um grande provérbio popular.
Herculano
29/03/2018 10:18
EEXATAMENTE NO FERIADÃO DE PÁSCOA E SEM TRÉGUAS. ALIADOS DE TEMER, YUNES, CORONEL LIMA E MAIS DOIS SÃO PRESOS EM SÃO PAULO PELA POLÍCIA FEDERAL

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Apuração e texto de Mônica Bergamo , Thais Bilenky , Rubens Valente , Letícia Casado e Fábio Fabrini. A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29), às 6h, o empresário e advogado José Yunes, 80, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer (MDB) na operação Skala.

Também foram presos o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

As detenções foram autorizadas pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que investiga Temer por suposto recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário via decreto.

A decisão poderá ser revista pelo STF ao longo do dia após o cumprimento de todos os mandados.

A defesa de Yunes e Grecco disseram que a prisão é temporária, de cinco dias.

Rossi foi preso às 6h em sua casa, em Ribeirão Preto, e levado à PF na cidade para prestar depoimento. Depois, será encaminhado à superintendência da PF em São Paulo.

Rossi, que foi ministro da Agricultura nos governos Lula e Dilma, é pai do deputado Baleia Rossi, líder do MDB na Câmara.

O advogado José Luis Oliveira Lima, que defende Yunes, disse ser "inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar".

"Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania."

Grecco foi preso em sua casa, em Monte Alegre do Sul (SP) e foi levado à Polícia Federal em São Paulo.

Também estão sendo feitas ações de busca e apreensão na sede da Rodrimar e na casa do Grecco, em Santos.

A PF disse, em nota, que "por determinação do STF, não se manifestará a respeito das diligências realizadas na presente data".

INVESTIGAÇÃO
Yunes é citado em inquérito sobre o decreto dos portos que investiga Temer, o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e um sócio e um diretor da empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP).

Também é mencionado o coronel João Baptista Lima Filho, aposentado da Polícia Militar de São Paulo e próximo do presidente desde os anos 1980.

A investigação apura se Temer praticou os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Editado em maio do ano passado, o decreto suspeito ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos e permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29), às 6h, o empresário e advogado José Yunes, 80, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer.

Também foram presos o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

As detenções foram autorizadas pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que investiga Temer por suposto recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário via decreto.

A decisão poderá ser revista pelo STF ao longo do dia após o cumprimento de todos os mandados.

A defesa de Yunes e Grecco disseram que a prisão é temporária, de cinco dias.

Rossi foi preso às 6h em sua casa, em Ribeirão Preto, e levado à PF na cidade para prestar depoimento. Depois, será encaminhado à superintendência da PF em São Paulo.

Rossi, que foi ministro da Agricultura nos governos Lula e Dilma, é pai do deputado Baleia Rossi, líder do MDB na Câmara.

O advogado José Luis Oliveira Lima, que defende Yunes, disse ser "inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar".

"Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania."

Grecco foi preso em sua casa, em Monte Alegre do Sul (SP) e foi levado à Polícia Federal em São Paulo.

Também estão sendo feitas ações de busca e apreensão na sede da Rodrimar e na casa do Grecco, em Santos.

A PF disse, em nota, que "por determinação do STF, não se manifestará a respeito das diligências realizadas na presente data".

INVESTIGAÇÃO
Yunes é citado em inquérito sobre o decreto dos portos que investiga Temer, o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e um sócio e um diretor da empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP).

Também é mencionado o coronel João Baptista Lima Filho, aposentado da Polícia Militar de São Paulo e próximo do presidente desde os anos 1980.

A investigação apura se Temer praticou os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Editado em maio do ano passado, o decreto suspeito ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos e permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos.
Herculano
29/03/2018 10:10
A JUSTIÇA Só JULGA COM BASE NOS AUTOS PARA APLICAR A LEI E A CONVICÇÃO. E QUANDO UM JUIZ SONEGA AS PROVAS DOS AUTOS? A NEBULOSA TRANSPARÊNCIA DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO QUE LHE RETIRA A CREDIBILIDADE PERANTE A SOCIEDADE

GILMAR MENDES AFIRMA QUE PERGUNTA DE REPóRTER DA É MOLOCAGEM

Jornal questionou o ministro se voo para Portugal tinha sido pago pelo STF

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto da sucursal de Brasília. O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), chamou de molecagem pergunta da Folha sobre os custos com passagem aérea de viagem sua a Lisboa.

O jornal questionou o ministro se voltaria para o julgamento do habeas corpus de Lula em 4 de abril e se o voo para Portugal tinha sido pago pelo STF.

A presença dele tornou-se incerta em razão de um seminário que será organizado em Lisboa pelo instituto do qual ele é sócio, o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público).

"Devolva essa pergunta a seu editor, manda ele enfiar isso na bunda. Isso é molecagem, esse tipo de pergunta é desrespeito, é desrespeito", disse o ministro por telefone, de Lisboa, ao repórter.

O ministro negou que o STF tenha pago pelos bilhetes e não informou quem os custeou.

"Vocês vivem de patrocínio, se vocês quiserem, montem a Folha, façam um dia a Folha rodar sem patrocínio, eu estive lá esses dias, patrocínio Souza Cruz escondido. Quem pagou meu hotel, quem pagou minha passagem foi a Souza Cruz", disse.

Ele se referiu ao 2º Encontro Folha de Jornalismo realizado em fevereiro, em São Paulo, em que foi um dos convidados. O evento teve patrocínio da Souza Cruz, como constava do material de divulgação e de amplo painel atrás dos convidados.
Herculano
29/03/2018 07:25
O PT AGORA ARRUMOU UM NOVO DISCURSO

Conteúdo do O Antagonista. No palanque de Lula, ontem à noite, em Curitiba, os petistas deram uma amostra de sua campanha pela paz.

Eles chamaram seus adversários de "fascistas", "psicopatas", "canalhas", "golpistas", "machistas", "homofóbicos" e "cachorros loucos".
Herculano
29/03/2018 06:50
UEBA! NEM FIDEL CANCELARIA NETFLIX!, por José Simão, no jornal Folha de S. Paulo

Lula não vai cancelar a assinatura porque é de um amigo! E o povo de Curitiba não é tão feio! Fake News!

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Netflix ou Netfake? Manchete do Sensacionalista: "Petista cancela assinatura da Netflix, mas abre outra conta em nome de laranja".

Rarará!

Esse povo do PT cancelando assinatura da Netflix por causa da série da Lava Jato considero ofensa pessoal. Eu sou dependente químico da Netflix! E eu assisti o primeiro episódio. O Lula é careca! A Dilma parece vilã de novela mexicana. Fake News! A Dilma parece a Rainha Má de Alice no País das Maravilhas. Parece a Fiona do Shrek!

Rarará!

E o Selton Mello tem que ter legenda, não entendi porra nenhuma do que ele fala! E o Aécio é preso no final? Eu vou contar o final da série, spoiler: o Aécio é preso no final!

Rarará!

O Lula não vai cancelar porque a assinatura é de um amigo! E o povo de Curitiba não é tão feio e nem se veste tão mal! Fake News!

E o Bolsonarinho postou, aliás bostou, Bolsonaro não posta no twitter, bosta no Twitter: "Se a esquerda está apavorada com a série 'O Mecanismo', imagina se eles soubessem que a Netflix estaria interessada em fazer uma série com o Bolsonaro". Resposta da Netflix: "Você está louca, querida?".

Rarará!

E o chargista Iotti revela a nova camiseta do Lula: "I Odeio Bagé".

Rarará!

E a caravana do Lula virou zona de conflito. War Zone. Tradução: a maior zona! Ovo é engraçado, mas tiro e pedra é da Idade da Pedra! Esse povo devia usar a camiseta "I Love Odiar". Tiros na caravana do Lula, família do Fachin ameaçada, 17 horas de tiroteio no Rio! I Love Odiar!

O Brasil tá precisando de uma outra intervenção. Intervenção psiquiátrica!

E no Rio você leva tiro até pelo Google Street View!

E o Lula devia pedir um habeas ovos! Rarara! E o Lula tá tão brabo que parece aquele emoji vermelho de raiva!

E um amigo disse: "que se cancelar a Netflix, na casa dele haverá uma revolução francesa, não é nem golpe".

Rarará!

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Herculano
29/03/2018 06:44
AMANHÃ É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA ESPECIAL PARA A EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUZEIRO DO VALE, O MAIS ANTIGO, O DE MAIOR CIRCULAÇÃO EM GASPAR E ILHOTA
Herculano
29/03/2018 06:43
DE LONGE

A notícia postada aqui de que o assessor de imprensa comissionado e de confiança da mesa diretora da Câmara de Gaspar, mas que o presidente Silvio Cleffi, PSC, não quer, pois além de médico, diz entender também de jornalismo, veio de Brasília. Então...

Quando escrevo sobre esse assunto, sou desmentido pelos curiosos e ideológicos de plantão. Logo, em seguida, tudo se confirma. Trista sina essa em que os do poder de plantão entende das profissões alheias. Acorda, Gaspar!
Herculano
29/03/2018 06:39
NOVO MINISTRO DA FAZENDA VAI FICAR LARGADO E SOZINHO, por Vinicius Torres Freire, para o jornal Folha de S. Paulo

O CONGRESSO tem dado pouca bola para os projetos econômicos de Michel Temer, até porque o núcleo político do governo está ocupado com outros assuntos, mas não apenas por isso. O novo ministro da Fazenda terá vida muito mais dura do que Henrique Meirelles, isso se não for abandonado pelo Planalto
e ignorado pelos parlamentares.

O novo titular da Fazenda deve ser Eduardo Guardia, ora vice de Meirelles, tido como desafeto da massa média parlamentar, por bons motivos. Goste-se ou não do que pensa Guardia, o hoje ainda secretário-executivo tenta evitar que arrombem as portas da Fazenda.

Haveria problema, porém, com qualquer ministro que tente evitar um barata-voa fiscal e aprovar medidas econômicas, em particular as que limitem o número de cargos de indicação política e aumentem a tributação de empresas e ricos. Guardia parece meio frito, a julgar pelo que se ouve de lideranças na Câmara.

Um deputado diz que a "agenda econômica não desagrada à base [coalizão governista] porque o governo não tem mais base. Rachou tudo por causa da eleição". O provável novo ministro da Fazenda até poderia contar com a boa vontade de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, dizem parlamentares. Isto é, se Maia der um tempo nos assuntos eleitorais, em abril e maio, e não sentir muita rejeição aos projetos do governo.

O Congresso estaria fora de controle, pois, e cada voto em cada comissão é ainda mais pensado em termos eleitoreiros, mesmo lunáticos. Há quem chegue a dizer que Guardia é da turma de Geraldo Alckmin, pois o provável ministro foi secretário da Fazenda de São Paulo no início do século. Logo, não se pode dar refresco para um tucano enrustido em ano eleitoral.

Além desses motivos mais dementes, o Congresso tende a barrar medidas da agenda econômica do
governo porque não quer fazer inimigos e manter negócios, ainda mais em ano eleitoral, o óbvio. Está difícil aprovar a tributação de fundos de investimentos de ricos (ditos "exclusivos"), projeto já quase todo aguado. Deve ter o mesmo destino a reoneração (grosso modo, cobrança maior de contribuições
previdenciárias patronais).

A reforma das leis das agências reguladoras, um projeto de agrado de Maia, irrita o Congresso porque restringiria a nomeação de políticos para suas diretorias. A privatização da Eletrobras sobe
cada vez mais alto no telhado.

Outros muitos projetos ficaram estacionados na Casa Civil. Depois da "jogada de mestre" da intervenção no Rio, que enterrou a reforma da Previdência, os incentivos para largar as mudanças econômicas as traças ficaram evidentes. Alguns assuntos devem voltar a andar na "janela" entre as filiações e desincompatibilizações (abril) e as festas juninas. Dois meses e meio, sob má vontade geral.

Guardia não nasceu ontem, claro. Fez carreira longa no serviço público, tendo trabalhado na Fazenda, onde também foi secretário do Tesouro no final dos anos FHC, além de ter auxiliado Alckmin. Antes de voltar ao governo, passou anos na direção da agora B3, ex-BM&F. Mas é um tipo que em Brasília se chama de "técnico" (leva seus assuntos a sério) e, para piorar, "frio" como a recepção que terá no Congresso.
Herculano
29/03/2018 06:35
JUSTIÇA PODE DEIXAR QUE LULA SE ELEJA MESMO PRESO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Como há precedentes para todas as formas de absurdo no Brasil, até nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Lula ganhou confiança após ganhar, na quinta (22), a "pizza provisória" até o dia 4. Uma das opções de Lula é disputar a eleição mesmo preso, sob os auspícios do STF, fazendo o Brasil correr o risco de ser o primeiro país a eleger presidente um corrupto condenado na Justiça. Empossado, o petista seria solto e todos seus processos, suspensos.

TESE DE ADVOGADO
Acatado o Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça, Lula teria "efeito suspensivo" da pena. O STF pode seguir esse mau caminho.

SUSPENDE ATÉ A FICHA LIMPA
Com pena suspensa no STF, Lula pode fazer registro da candidatura, e a Justiça Eleitoral, em tese, também poderia fechar os olhos.

SONHO DELE
Lula é ficha suja, mas sonha com uma solução que não apenas o livre da cadeia, como também garanta sua candidatura presidencial.

PORTUGUÊS CLARO
Se o STF fizer tudo o que o ex-presidente deseja, o Brasil pode eleger e empossar o primeiro presidente oficialmente corrupto.

MINISTRO ELOGIA SENADOR QUE INSULTOU TEMER
Em Alagoas para representar Michel Temer na inauguração de uma obra federal (trecho da duplicação da BR 101), terça (27), o ministro Moreira Franco aproveitou para fazer política. Mas exagerou na dose, derramando-se em elogios a Renan Calheiros, que insultou seu chefe de "presidente ilegítimo", "líder de facção", "covarde" e ainda acusou o governo de incompetente, comparando-o à "seleção de Dunga".

TOMA LÁ, DÁ CÁ
Esteve "naquele momento lindo" outro ministro, que trocou cargos no governo local por apoio a Calheiros: Maurício Quintella (Transportes).

ELOGIOS AO FILHO
Além de elogiar o senador que xinga Temer e apoia Lula, Moreira Franco o parabenizou por Renan Filho, o governador de Alagoas.

JATINHO DA ALEGRIA
Simpaticão, Moreira ainda ofereceu aos alagoanos carona no jatinho da FAB para Brasília. Quem estava a bordo é um segredo de Polichinelo.

SALDO DO TROCA-TROCA
Ao menos 37 deputados devem trocar de partido na janela de infidelidade partidária deste ano. Outros oito deputados ainda articulam a mudança: infiéis representarão quase 9% da Câmara dos Deputados.

EMOÇÃO NO AR
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, concedia entrevista ao "Bastidores do Poder", da rádio Bandeirantes, quando foi interrompido pela notícia da prisão domiciliar de Maluf. Ele embargou a voz, emocionado. "Sou advogado das antigas", murmurou encabulado.

CRÍTICAS JÁ COMEÇAM
Mal lançou a candidatura a presidente pelo PRB, o ex-deputado Flavio Rocha já é criticado por aparecer com ex-ministro do Desenvolvimento Industrial Marcos Pereira, político denunciado no escândalo da JBS.

ELE TEM A FORÇA
Mesmo preso na Lava Jato, Orlando Diniz continua influente no setor que liderava. À exceção dele próprio, que saiu da disputa, foi mantida toda sua chapa na eleição da Fecomércio-Rio.

BAENA EM LIMA
O governo do Peru concedeu agrément e Rodrigo Baena Soares será embaixador em Lima. Filho do saudoso Baena Soares, ex-secretário-geral da OEA, ele é um dos diplomatas brasileiros mais admirados.

DEM CRESCE
O DEM é caso raro na Câmara: nenhum dos deputados federais deixou o partido na janela de infidelidade partidária. E ainda vai ganhar ao menos cinco parlamentares. Arthur Maia (PPS-BA) pode ser o sexto.

FORMAÇÃO DE... "GRUPO"
Vice de Eduardo Cunha (MDB) quando era presidente da Câmara, Waldir Maranhão (MA) deixou o PP pelo PT de Lula e Dilma, assim como Celso Pansera, que abandonou Cunha para se filiar ao PT.

DIFERENTE
Repercutiu em Maricá (RJ) o vídeo que mostra o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (MDB) sendo xingado ao sair do hotel Vitória, em Campinas. Um jornal do município tripudiou: "Maricá, eu tô ferrado lá".

PENSANDO BEM...
...o "atentado" à comitiva de Lula parece ter tanta credibilidade quanto promessa de político em campanha eleitoral.
Herculano
29/03/2018 06:29
A FAKE NEWS DOS IRMÃOS KOCH POR DETRÁS DO MBL, por
Luan Sperandio, graduando em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e faz MBA em Liderança e Desenvolvimento Humano na Fucape Business School. Atualmente é Vice-presidente da Federação Capixaba de Jovens Empreendedores e editor do Instituto Mercado Popular. Escrito para o Instituto Liberal.

Há três anos surgiu a Fake News de que petroleiras americanas financiavam a desestabilização política brasileira. Apesar da história não ter pé nem cabeça, muita gente ainda acredita nela, mesmo entre apoiadores do impeachment há quem seja cético sobre um suposto financiamento estrangeiro. Nesse caso, vale relembrar o episódio para que fique registrado não apenas a verdade, mas como uma lição de como age uma blogosfera patrocinada e alinhada com a extrema-esquerda nacional.

Após a vitória nas eleições de 2014, marcada por mentiras sobre a real situação do país, Dilma Rousseff foi confrontada pela realidade de uma economia em frangalhos, fruto de anos de má gestão econômica. O segundo mandato começou turbulento, com uma população sentindo os efeitos da recessão econômica iniciada no ano anterior, com índices de desemprego crescentes, desajuste fiscal e inflação galopante. Dilma havia sido reeleita com 51,64% dos votos válidos, mas apenas três meses após sua reeleição viu sua popularidade ser deteriorada em mais de 80%.

Assim, o PT começou a perder o apoio da própria massa que o elegeu. Os gritos de impeachment começaram a ganhar ecos cada vez maiores e uma manifestação pelo país todo foi marcada para 15 de março de 2015. Era o primeiro protesto liderado pelo Movimento Brasil Livre que pedia a saída de Rousseff da presidência. Impor uma narrativa que desqualificasse opositores, portanto, era uma necessidade para manter-se no poder. Foi o que a blogosfera petista tratou de cuidar.

A fabricação da fake news ocorreu às vésperas daquela que se tornou, à época, o maior protesto da história do Brasil. Dois fatos impulsionaram ainda mais o protesto. Primeiro, a divulgação dos nomes da chamada "Lista de Janot" em 6 de março, que continha mais de 50 políticos investigados pela Operação Lava Jato. Depois, a própria Dilma, que se pronunciou em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em busca de acalmar os ânimos. Naquela oportunidade ela criticou a imprensa, dizendo que ela "mais confundia que esclarecia". Apesar da recessão, "não havia com o que se preocupar", já tínhamos enfrentado "crises maiores no passado". "A economia vai reagir ainda este ano", prometeu. Tudo era culpa de uma crise internacional - existente apenas na cabeça dela. O discurso era o mesmo utilizado 6 meses antes em plena campanha eleitoral, mas desta vez os brasileiros já sentiam no bolso que era tudo mentira. A falta de mea culpa acabou por surtir o efeito oposto e inflamou os protestos marcados para 15 de março.

Nesse clima o que os defensores do governo petista produziram? "Quem está por trás dos protestos do dia 15 de março". Uma reportagem que argumentava que uma petroleira norte-americana financiava os protestos por intermédio da organização Estudantes Pela Liberdade com o interesse de atingir a Petrobras. A publicação na íntegra não está mais no ar, mas basicamente a conexão entre os protestos se dava por Luan Sperandio - autor que vos escreve.

A tese da blogosfera petista:

Um texto publicado neste Instituto Liberal - e escrito por mim - foi replicado pelo MBL. Na época, eu era participante da organização Estudantes Pela Liberdade, que tinha parceria institucional com o Students for Liberty. Por sua vez, esta instituição, que hoje atua diretamente no Brasil, possui ligações com o Cato Institute, que, desde 1998, recebeu doações dos irmãos Koch inferiores a 1% de todo seu faturamento. Eles são os donos da Koch Industries, uma holding que atua em diversos setores, entre eles o petróleo.

Logo, para a reportagem, eu era o elo entre industriais do petróleo norte-americano e os protestos brasileiros. A acusação era de que havia uma interferência de estrangeiros na política nacional para poder lucrar com uma eventual instabilidade causada pelo MBL.

Ocorre que, na época da acusação, eu sequer era favorável ao impeachment. Só passei a sê-lo após o TCU julgar as fraudes fiscais protagonizadas por Rousseff, algo que só ocorreu em outubro de 2015 - 7 meses após as manifestações de 15 de março, evento do qual, embora eu julgasse legítimo, optei por não participar. Toda a "apuração" do jornalista era apenas para criar uma narrativa para desqualificar os protestos - e utilizaram alguém contrário ao impeachment para isso.

De nada importam os fatos quando se quer criar uma fake news. A reportagem mentirosa foi replicada por dezenas de sites governistas em busca de impor uma narrativa, entre eles a Carta Capital e a Revista Fórum. Por mais que a reportagem não faça nenhum sentido, a força da máquina de imposição de narrativas foi tão forte que, mesmo passado anos após o episódio, há pessoas que convivem comigo ?" como colegas de sala ?" que ainda acreditam que fui do MBL e organizador dos protestos.

De lá para cá, dois episódios contribuíram para que essa blogosfera perdesse um pouco a força: a ascensão de Temer acabou por cortar a verba dessas páginas. O fim do imposto sindical também diminuiu outra fonte possível de financiamento. Contudo, toda essa máquina ainda possui muita força e será plenamente utilizada nas eleições de 2018. E nessas horas pouco importam os fatos quando há um grupo de militantes ansioso por qualquer notícia que preencha seus vieses de confirmação.
Herculano
29/03/2018 06:18
DECISõES POLÊMICAS SÃO PRÉ-ESTREIA DE TOFFOLI, QUE VAI ASSUMIR O STF, na coluna Painel (Daniela Lima), do jornal Folha de S. Paulo

Avant-première
Próximo presidente do STF, Dias Toffoli dá sinais de que a condução da corte vai mudar sob suas mãos. Durante o julgamento em que a denúncia contra o senador Romero Jucá e o empresário Jorge Gerdau foi rejeitada, chegou a dizer que a acusação tentou "criminalizar a política". Nesta quarta (28), surpreendeu ao cassar a decisão de um colega para mandar Paulo Maluf à prisão domiciliar. O gesto, raríssimo, foi visto no mundo jurídico como sua pré-estreia como protagonista no tribunal.

De baciada
Toffoli foi relator do habeas corpus que, por maioria na Segunda Turma do Supremo, mandou Jorge Picciani (MDB-RJ) do presídio para a prisão domiciliar. Em outra decisão rumorosa, suspendeu a inelegibilidade de Demóstenes Torres, e liberou o ex-senador, cassado por ligações com um bicheiro, a concorrer este ano.

Peito de aço
Todas as medidas foram proferidas num intervalo de menos de 24 horas, entre terça (27) e quarta (28). Quem acha que o ministro foi criticado, se engana. Integrantes de cortes superiores o chamaram de "corajoso". Toffoli assume o STF em setembro.
Herculano
29/03/2018 06:10
PF Só ENTRARÁ NO CASO LULA SE FOR "CRIME POLÍTICO", por Josias de Souza

A Polícia Federal só entrará na investigação sobre os tiros disparados contra dois ônibus da caravana de Lula no Paraná "se ficar caracterizado que o crime é político", disse a coluna o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública). Acionado pelo PT, Jungmann colocou a PF à disposição do governador paranaense Beto Richa (PSDB), que agradeceu e ficou de pedir socorro federal se avaliar que é necessário.

Antes de telefonar para Richa, Jungmann procurou Temer. Contou que decidira colocar a PF à disposição do governador do Paraná. O presidente avalizou a ideia. Por ora, a polícia paranaense trata o ataque à caravana de Lula não como uma tentativa de homicídio, mas como um caso de disparos de arma de fogo com danos materiais. Enquanto permanecer assim, a apuração não será "federalizada", como pede o PT.
Herculano
29/03/2018 06:06
NA IDADE DA PEDRA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

O ataque a tiros contra dois ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Paraná, constitui até aqui o ponto culminante ?"e intolerável numa sociedade democrática?" de uma escalada de radicalismo e intimidação.

É certo que protestos contra candidatos de qualquer partido nada têm de ilegítimo; o PT, por seu papel central nos escândalos recentes de corrupção, não teria como escapar ileso da indignação geral.

Ainda mais porque têm sido claras as indicações de Lula no sentido de buscar o confronto e desafiar a legitimidade das sentenças da Justiça e da própria magistratura.

Há uma abissal diferença, contudo, entre expressões populares de revolta e a tentativa de inviabilizar pela violência as atividades de um partido. Substitui-se o debate pela agressão, a política pela capangagem, o Estado de Direito pelos métodos da Idade da Pedra.

Tem-se notado maior radicalização política na sociedade. O fenômeno não seria alarmante por si mesmo: é normal, em qualquer democracia, que setores residuais do eleitorado se alinhem aos polos do espectro ideológico.

Ainda que formem um grupelho ínfimo dentro de uma minoria de extremados, não se pode descartar a hipótese de que os promotores do ataque à caravana tenham se sentido legitimados em sua aventura pelo clima crescente de intolerância e agressividade.

Este, por sua vez, é um subproduto nefasto do descrédito de expressiva parcela dos líderes políticos nacionais, que não raro contamina a imagem da própria política e das instituições.

Para tal ambiente contribuem ainda a propagação de fake news e a demonização militante de adversários, que grassa sem contraditório por meio das redes sociais

Impõe-se imediata e rigorosa investigação para encontrar e punir os responsáveis por esse ataque.

Impõe-se, por parte da sociedade e do conjunto das lideranças políticas democráticas, repudiar sem meias palavras o ocorrido.

Lamentavelmente, não foi esta a atitude do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) ao declarar que Lula e seus defensores simplesmente "estão colhendo o que plantaram". Corrigiu-se; outros nem se deram a tal trabalho.

Nas zonas rurais, sem dúvida o PT é identificado com os frequentes e deploráveis atos de vandalismo promovidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e seus congêneres. Já nos grandes centros, o surto de violência anarcoesquerdista dos "black blocks" retrocedeu.

A violência, tudo indica, tem agora outra origem ?"só favorecendo, de resto, o papel de vítimas que petistas assumem de modo farsesco para livrar-se das sólidas acusações que os colocam no estado de prestar contas à Justiça.

É a essa mesma Justiça que cabe conter, entretanto, os membros de qualquer quadrilha de fanáticos ou de provocadores, não importa sua filiação, quando tentam destruir, a tiros, as bases de todo convívio democrático.
Herculano
29/03/2018 05:59
A VERDADE DOS PALANQUES DA ESQUERDA

Um exemplo, dentre muitos. Nos últimos dias, diante do fracasso que se tornou a caravana eleitoral petista - fora do calendário oficial e permitido aos candidatos - pelos estados do Sul, a qual tinha como estrela, um condenado por corrupção, o ex-presidente da república e de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, debitou-se esse resultado ao discurso e atos fascistas e de ódio dos adversários.

Ninguém no Brasil desconhece o discurso e atos radicais da esquerda do atraso e de quem Lula é usado como sua estrela. Na imprensa, com as redações tomada pelos esquerdistas isto se torna mais acentuado sob vários disfarces. É histórico.

Então tomemos o último exemplo, o de ontem a noite, em Curitiba PR, como registra Ricardo Noblat, de Veja, no seu twitter, onde mais uma vez, a esquerda, como hábito, acaricia os seus para rosnarem contra os adversários. Nada de ódio, nada de fascista, pois se trata neste caso, de uma prática, uma realidade, um princípio do discurso.

"De João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST, em comício com Lula, ontem, em Curitiba: 'Ao saírem daqui, cada um de vocês cuspa naquela faixa'. Na faixa estava escrito o nome do juiz Sérgio Moro".
Roberto Sombrio
28/03/2018 23:34
Blog Aluzio Amorim disse: 28 de Março de 2018 às 22:51
O ataque a tiros contra a caravana do Lula é notícia para dias, semanas ou meses. Vai ser assunto da eleição presidencial. Hoje, todo mundo lamenta e condena o ato, com razão. Mas também tem gente que estranha o fato, principalmente por causa do local onde ocorreu. Quedas do Iguaçu abriga o maior agrupamento de sem terras do Brasil. Fica ali o assentamento Celso Furtado, que tem 1.100 famílias do MST. Ao todo, orbitam na área cerca de 10 mil pessoas que poderiam ser consideradas do exército do Stédile, entre soldados e oficiais de alta patente. Por que, então, o ataque ocorreria ali, na antessala desta turma? Seria o autor um desavisado ou ação foi proposital, para amplificar a confusão?
http://www.zebeto.com.br/perguntas-3/#.WrwTZH8h3Dc

Assassinato de Marielle, encomendado pelo PT.
Ataque a caravana de Lula, encomendado pelo PT.
Motivo? Desestabilizar o país, as eleições e vitimar Lula, o maior bandido e dono do bando de esquerdas patéticos que o idolatram.
Marcos
28/03/2018 21:58
Vereador Silvio cleffi já exonerou o assessor de imprensa Maurílio. Motivo? Porque Maurílio fez uma reportagem sobre a apresentação do pacto pela Saúde ao Prefeito, e citou na reportagem que os vereadores da base de governo também participaram da reunião. O assessor pessoal de Sílvio, Luís, ligou para o Maurílio mandando ele retirar o nome dos vereadores da base, e Maurílio se negou, dizendo que a matéria não era do presidente e sim para divulgar a verdade dos fatos da reunião.

E mais, agora doutor Silvio quer um procurador da presidência comissionado. Por que? Porque ele não está se entendendo com o procurador efetivo da Câmara.
Mardição
28/03/2018 21:40
O Museu do Homem, em Paris, abre a exposição "Neandertal", para mostrar como esse parente do Homo Sapiens, extinto há 28 mil anos, vivia e era muito próximo de nós.

Os visitantes serão recebidos por Kinga, obra de uma artista plástica que reproduziu as características de uma mulher Neandertal, mas com aparência atualizada.

Kinga veste cardigã azul, calças pretas e tênis brancos. E tem um sorriso simpático.

Aqui no Brasil temos a Kenga, a mulher Sapiens impinchada.

Erva Daninha
28/03/2018 19:32
Oi, Herculano

A definição de Carlos Brickmann a um rebotalho da esquerda:
"Stédile não hesitaria, por Lula, em usar suas armas brancas, a foice e o martelo, assim que conseguisse distinguir um do outro."
Mas isso é um troglodita!
Os políticos petistas adoram os idiotas úteis assim como a Globo adora os BBB's.
Mariazinha Beata
28/03/2018 18:55
Seu Herculano, esta informação é de O Globo.

"Cada ministro do STF conta com 8 seguranças privados.
Isto custa R$ 80 mil por mês para os contribuintes."

O que o povo não se beneficiaria com este dinheiro no final de um ano?
Como diria Chico Anísio para a Galeria do Professor Raimundo; O POVO É S?" UM DETALHE!
Bye, bye!




Herculano
28/03/2018 18:31
FACES DO OBSCURANTISMO, por Roberto Freire, deputado Federal por São Paulo, presidente do PPS, no Diário do POder

Cada vez mais isolado, sem apoio da sociedade, sem ideias para o Brasil e sem uma alternativa clara para oferecer à população nas próximas eleições, o lulopetismo não se constrange ao manifestar sua falta de apreço pela democracia e pela liberdade. A lamentável campanha levada a cabo por simpatizantes e mesmo alguns próceres do partido, que vieram a público para defender um boicote à série "O Mecanismo", produzida e exibida pela Netflix no país, é um retrato perfeito da falência política e moral e do completo descompasso entre certos setores da esquerda e o mundo real.

Para quem ainda não teve a oportunidade de ver, trata-se de "uma obra de ficção inspirada livremente em eventos reais" ?" esclarecimento feito a todos os telespectadores antes mesmo do início do primeiro episódio. O diretor José Padilha, um dos mais consagrados profissionais do cinema brasileiro, deixa claro que "personagens, situações e outros elementos foram adaptados para efeito dramático". A história gira em torno dos bastidores de uma investigação claramente inspirada na Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção da história do país e que simbolizou o desmantelo ético e moral dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

Se, por um lado, já tivemos bolsonaristas e entusiastas da extrema-direita pregando o fechamento de exposições de arte em museus, agora é a vez de a extrema-esquerda defender a censura de séries e filmes que não são do seu agrado. O que fazem tais lulopetistas exacerbados, que mais se assemelham a fundamentalistas religiosos, é tornar "O Mecanismo" um sucesso absoluto de audiência, talvez maior do que todos os filmes e séries já produzidos no Brasil.

Fico imaginando se, em meio a tamanha cegueira ideológica, os que hoje defendem a censura e o cancelamento de assinaturas da Netflix também seriam capazes de queimar livros que, porventura, criticassem os seus heróis bandidos. Por outro lado, é importante notar que a justa crítica aos intelectuais lulopetistas acaba açulando os bolsonaristas que, em seu fundamentalismo, são tão ou até mais obtusos na sanha antidemocrática e fascistoide. A verdade é que ambos os grupos se igualam, lamentavelmente, na antidemocracia.

Chama a atenção ?" gerando, inclusive, um sentimento de vergonha alheia ?", a patética convocatória ao boicote feita inicialmente por um suposto crítico de televisão de uma das revistas mais alinhadas e cooptadas historicamente pelo lulopetismo. Trata-se, evidentemente, de uma estultice - como se um profissional especializado na crítica televisiva e de entretenimento pudesse simplesmente ignorar o fenômeno mundial do "streaming" simbolizado pela Netflix.

Também não se pode ignorar a intervenção estapafúrdia da presidente cassada por impeachment, que se notabiliza cada vez mais pela enorme dificuldade de articular um pensamento minimamente coerente, lógico e concatenado. Fica claro que, assim como não entendia de economia, política, gestão pública, liderança e inúmeros outros assuntos para os quais deveria ter dado atenção durante o seu fracassado governo, Dilma não consegue interpretar ou identificar o que são liberdades dramáticas próprias de uma obra de ficção meramente baseada em fatos reais.

Tal comportamento intolerante e antidemocrático, seja no caso da série na Netflix ou no episódio de triste memória da tentativa de censura prévia a exposições artísticas, mostra que lulopetistas e bolsonaristas não têm limites. O que se viu nesta semana no Sul do país, com agressões dos defensores de Lula a jornalistas que apenas realizavam o seu trabalho e, por outro lado, manifestações inaceitáveis de violência por parte dos admiradores de Bolsonaro contra a caravana liderada pelo ex-presidente, revela de forma cristalina que os dois extremos caminham inescapavelmente para um fascismo exacerbado.

Essa esquerda de que falamos com certa vergonha e um profundo pesar se assemelha cada vez mais à extrema-direita da qual tanto pretende se diferenciar. São grupos que tentam censurar a arte em suas diversas manifestações e, neste caso mais recente, boicotar filmes, séries e plataformas digitais que fazem parte do dia a dia do mundo moderno. É uma visão arcaica, anacrônica, reacionária e até mesmo fascista.

Quando afirmamos a necessidade de construirmos uma alternativa concreta que unifique o campo das forças democráticas para as eleições de outubro, é também em função disso. O Brasil não pode, de forma alguma, ficar refém de uma polarização entre os extremos, à direita e à esquerda, que atacam a cultura, a democracia e a própria liberdade. As diversas facetas do obscurantismo, que se retroalimentam e se confundem entre si, devem ser duramente combatidas no âmbito democrático. Nosso mecanismo é o voto
Herculano
28/03/2018 18:28
PARA JUSTIFICAR A LIBERDADE DO CONDENADO LULA, SUPREMO SOLTA DOS PRESÍDIOS OUTROS CORRUPTO. HOJE FOI A VEZ DE PAULO MALUF, PP, E QUE DAVA APOIO INTEGRAL A LULA, DILMA E AO JOGO DA ESTABILIDADE POLÍTICA DO PT

Conteudo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Letícia Casado, da sucursal de Brasília. O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (28) que o deputado Paulo Maluf (PP-SP), 86, cumpra prisão domiciliar.

Ele está preso na Papuda, em Brasília, desde dezembro.

Na decisão, Toffoli afirma que a defesa de Maluf apresentou documentos que comprovam que o deputado "passa por graves problemas relacionados à sua saúde no cárcere".

O ministro destaca que a imprensa noticiou nesta manhã que Maluf foi internado às pressas na noite de ontem.

Toffoli determina que a defesa de Maluf junte aos autos o laudo médico do hospital em que o político está internado.

O magistrado remeteu o caso para ser analisado pelo plenário do STF.

Cabe à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, marcar a data. A previsão é que entre na pauta do plenário dia 11 de maio.

A reportagem apurou que Cármen Lúcia e Edson Fachin foram informados sobre a decisão de Toffoli antes de ela ser publicada.

Maluf ainda deve ficar ao menos mais dois dias no hospital em Brasília. Depois, vai cumprir a domiciliar em São Paulo, de acordo com seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

REGIME FECHADO
Em maio de 2017, Maluf foi condenado pela primeira turma do STF a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro. Ele também foi condenado à perda do mandato.

De acordo com a denúncia, enquanto era prefeito de São Paulo (1993 a 1996), Maluf ocultou e dissimulou dinheiro desviado da construção da avenida Água Espraiada (atualmente chamada de avenida Roberto Marinho).

Em dezembro, o ministro Edson Fachin, do STF, determinou que Paulo Maluf comece a cumprir pena em regime fechado e perca o mandato de deputado federal.

O ministro já havia sido sorteado relator do caso enquanto estava na primeira turma, antes de mudar de colegiado por causa da Lava Jato.

O deputado recorreu, mas perdeu.

Depois que o deputado começou a cumprir a pena, no presídio da Papuda, em Brasília, Fachin negou pedido da defesa para que ele cumprisse prisão domiciliar.
Herculano
28/03/2018 18:18
BOULOS, UM DOS LÍDERES DA TRUCULÊNCIA NO PAÍS, CRITICA O óDIO E A INTOLERÂNCIA NO CASO DE ATAQUE AO PT. ELE PROMETE SE CORRIGIR? por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Guilherme Boulos, pré-presidenciável do PSOL, resolveu fez a seguinte afirmação sobre o ataque a tiros a ônibus da comitiva do PT:

"Temos visões diferentes na esquerda e é legítimo que isso se expresse em distintas candidaturas. Mas isso não pode nos impedir de sentar na mesma mesa para defender a democracia. O que está em questão é que, neste momento, estão prevalecendo atitudes de ódio e intolerância", diz Guilherme Boulos, pré-candidato a presidente pelo PSOL e coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

E ainda acrescentou: "Com isso, não se brinca".

Começo por onde?

O MTST brinca de queimar pneus em praças públicas.

O MTST brinca de invadir propriedades públicas e privadas.

O MTST brinca de incentivar confrontos com a Polícia Militar quando esta cumpre determinação da Justiça e É OBRIGADA a promover reintegração de posse.

O PSOL, o partido ao qual ele se filiou, brinca de promover ações conjuntas com os black blocs.

O PSOL brinca ainda de organizar confrontos com a Polícia em passeatas e manifestações contra isso e aquilo.

O PSOL brinca de não censurar o narcotráfico no Rio.

Vale dizer: Guilherme Boulos, um notório promotor da violência e do confronto, agora brinca de ser o "Todo-Puro" do jogo político.

Não! Não censuro a sua declaração em si, que está correta. A minha crítica aqui é dirigida a seus atos anteriores.

Ele deveria aproveitar para fazer um mea-culpa: "Andei errado até aqui; confundi a minha causa, que considero meritória, com métodos truculentos. E a truculência é sempre ruim".

De Mahatmas Ghandis como Boulos, o inferno está cheio.

Ainda não sei se disse algo, mas, daqui a pouco, João Pedro Stedile, do MST, também vai censurar a violência. Nada impedirá, nesse caso, que, na semana seguinte, seus liderados invadam uma propriedade privada e depredem tudo.

Em nome da causa.
Miguel José Teixeira
28/03/2018 16:16
Senhores,

Da série "óbvio ululante":

"Enquanto o ministro Edson Fachin fala sobre o recebimento de ameaças e só sai para caminhar com seguranças à sua volta, o ministro Ricardo Lewandowski anda na maior tranquilidade e ainda troca um dedo de prosa com os porteiros do prédio, sem o menor sinal de seguranças."

Hoje no Correio Braziliense, coluna Brasília-DF, Leve e solto
Despetralhado
28/03/2018 13:15
Oi, Herculano

NA CIDADE DA PLACA FRIA, por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

" Prefeito usa carro fantasma, enquanto a população se espreme no transporte alternativo".

O Sr. Prefeito Marcelo Crivella comete infração de trânsito para burlar a fiscalização, isso demonstra que ele é um político irresponsável.
Aposto que o partido dele é um puxadinho do PT.
Ana Amélia que não é Lemos
28/03/2018 12:58
Sr. Herculano

Olha só como vale a pena ter MORAL:

"A audiência do Roda Viva com Sérgio Moro aumentou 660% a audiência da TV Cultura."

Os dados foram revelados pela jornalista Sonia Racy, do Estadão.
Por certo que sim os ratos também deram uma espiadinha para conhecer mais de perto como fala e se comporta um homem HONRADO.
Periquito Arrepiado
28/03/2018 12:36
Oi, Herculano

Até que enfim os políticos seguram algo que dá pra ler.
Chega de papelinho em branco pra fazer pose.

E o vice, o que é aquilo!!!
Esse cara ainda explode.
Anônimo disse:
28/03/2018 12:33
"PASSADO QUE CONDENA"
Assino embaixo, Herculano, porque nem o Ladrão Lula estava no ônibus.

E outra do O Antagonista que Geraldo Alkmim contratou uma pesquisa no estado de Minas para ver sua avaliação e deu Bolsonaro na cabeça.
Espero que ele cumpra a palavra que se for eleito prenda a bichona Aero Willis. Depois a "grelo duro" Maria do Rosário e, se empolga, corre o Brasil e acaba em Gaspar. KKK...

Corram ratos que ainda dá tempo.
Herculano
28/03/2018 11:23
DEMOCRACIA E CONTROLE DO JUDICIÁRIO, por Fernão Lara Mesquita, no jornal O Estado de S. Paulo

No modelo de 'eleições de retenção', juiz só se mantém na função se o povo se disser satisfeito

Teve Atenas e teve Roma. Uma fracassou porque não chegou a inventar o recurso à representação, a outra porque inventou a democracia representativa, mas não a fórmula para submeter de fato o representante à vontade dos seus representados. É nesse mesmo "brejo" que nós chafurdamos com 1.500 anos de atraso. Brasília não enxerga os confins do "império". Os confins do "império" não enxergam Brasília, que só age e legisla em causa própria. E assim os "bárbaros", de caneta ou de fuzil na mão, nos vão mergulhando na barbárie.

A democracia.3.1 fechou o século 18 afirmando que quem devia mandar era o povo e nenhum poder e nenhum dinheiro poderiam, mais, ser outorgados por um homem a outro homem. Só o que fosse consequência do esforço individual e do merecimento seria aceito. Sendo assim, passaram a eleger diretamente a maioria dos funcionários antes nomeados por políticos de modo a torná-los mais suscetíveis aos destinatários finais dos seus serviços e sujeitos a cobranças e demissões ainda que blindados contra a politicagem.

Mas logo descobriram que quatro anos podiam ser muito, muito tempo. A democracia.3.2 abriu o século 20 estendendo os poderes do cidadão-eleitor para antes e para depois do momento das eleições de modo a dar ampla efetividade ao controle por ele exercido sobre os atos dos seus representantes e funcionários eleitos. Afirmou também, em paralelo, que a liberdade individual é exercida na nossa dimensão de produtores e consumidores e não pode ser garantida senão pela competição entre patrões e fornecedores pela nossa preferência e que, portanto, este devia ser o limite da recompensa econômica ao desempenho individual.

O controle do Judiciário foi sempre o passo mais difícil em cada etapa dessas reformas. Apesar de todas as razões que tornam desejável a independência desse Poder, durou pouco mais de 50 anos, nos Estados Unidos, o sistema de nomeação de juízes que copiava o sistema dos reis europeus (o nosso). Ainda que essa nomeação fosse para uma função vitalícia "enquanto (o agraciado) se comportasse bem", faltava inventar uma maneira de dar consequência prática a essa ressalva retórica. Na falta dela, a corrupção pegou forte no Poder que podia decidir sobre a liberdade e os bens alheios.

Em 1832 o Estado do Mississippi passou a eleger diretamente os seus juízes. O argumento dos que são contra esse sistema é que obrigá-los a fazer campanha eleitoral deixa os juízes "sujeitos ao poder econômico". O argumento dos a favor é que "sujeito ao poder econômico todo mundo está" e que, com todos os inconvenientes considerados, eles preferiam que os seus juízes sujeitos ao poder econômico pudessem ser "deseleitos" se dessem sinais dessa sujeição. Até 1861, quando começou a guerra civil, 24 dos 34 Estados da União da época já tinham aderido a esse sistema.

Houve um momento também em que eles consideraram seriamente sujeitar à cassação por referendo apenas as sentenças judiciais que revertessem reformas políticas. O país estava vivendo a sua mais profunda crise, em tudo semelhante à do Brasil de hoje. Tinha passado por um processo de urbanização violento, as cidades estavam à beira do caos, mergulhadas na miséria e no crime, a industrialização tinha dado um poder de corrupção gigantesco a empresários que, mancomunados com juízes e políticos que controlavam havia décadas as máquinas partidárias, impediam a renovação da política e revertiam toda reforma que se conseguia nos Estados e municípios. A campanha de Theodore Roosevelt por um terceiro mandato, em 1912, que abraçava essa bandeira, resumia o sentido da reforma que o ex-presidente empurrara durante dois mandatos anteriores e vinha conquistando o país, cidade por cidade, Estado por Estado, desde a virada do século 19 para o 20: voto distrital puro para amarrar cada representante aos seus representados, eleições primárias diretas para abrir a política à renovação, recall de políticos e funcionários a qualquer momento, referendo das leis dos Legislativos, abertura às leis de iniciativa popular. Começando por Los Angeles em 1903, as inovações vinham do Oeste, onde se estavam fixando os novos self-made men, para o Leste, onde os "interesses especiais" de velhas curriolas estavam enraizados havia mais tempo. A base dessa proposta era que o povo tem o direito de escolher o regime político sob o qual quer viver e, portanto, esse tipo de decisão não devia ser revogável por juízes sem mais apelação.

Eles só conseguiram uma solução intermediária satisfatória a partir de 1940, quando o Estado do Missouri instituiu as "eleições de retenção" de juízes (retention elections). Nesse modelo os juízes continuam a ser selecionados, seja por conselhos especialmente constituídos, seja pelos governadores com confirmação dos Legislativos. Mas só se mantêm na função enquanto o povo, destinatário da justiça que fornecem, se disser satisfeito com o que recebe. Hoje 20 Estados, a cada quatro anos, incluem nas cédulas das eleições majoritárias, ao lado de tudo mais em que se vota diretamente lá (leis de iniciava popular, referendos de leis dos Legislativos, mudanças em impostos, emissão de dívida pública, recall de funcionários, etc.), o nome de todos os juízes da jurisdição de cada eleitor (cíveis e criminais, de primeira instância ou das Supremas Cortes estaduais, equivalentes aos nossos STJs) a pergunta: "O juiz fulano de tal deve permanecer mais quatro anos no cargo"? "Sim" ou "não". Se vencer o "não", o juiz é destituído e o sistema põe outro no lugar. Um terço dos juízes americanos ainda são diretamente eleitos e muitos Estados combinam esse sistema ou o de nomeações com as retention elections. Mas juiz onipotente não existe mais em lugar nenhum.

Como na vida real manda quem tem o poder de DEMITIR, nas democracias de verdade quem tem o poder de demitir todo e qualquer servidor público a qualquer momento é o povo. Sem esse direito elementar, todo o resto da conversarada sobre "democracia" é pura tapeação.
Herculano
28/03/2018 11:19
O PROTECIONISMO É UM FIASCO, AJUDA O PROTEGIDO, MAS A UM CUSTO ENORME PARA O PAÍS, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, para o jornal Folha de S. Paulo

Suspeitos de sempre já começam a se movimentar para barrar redução de tarifas de importação

Por qualquer métrica que se escolha o Brasil permanece como uma das economias mais fechadas do mundo no que se refere ao comércio global.

Em que pesem características como a dimensão continental do país e custos de transporte, resta pouca dúvida de que a baixa integração comercial com o resto do mundo decorre de uma posição protecionista há muito enraizada.

É verdade que as tarifas médias de importação caíram bastante entre 1990 e 1995 (de 40% para 15% no que se refere a manufaturas) e um pouco mais até 2003 (para os atuais 10%, ante cerca de 3% na média global), mas depois disso não demos nenhum passo adicional no sentido de liberalizar o comércio exterior. Pelo contrário, foram tomadas medidas de proteção, como exigências de conteúdo nacionalpara equipamentos destinados à exploração de petróleo, para citar apenas o caso mais gritante.

Existem evidências de que a redução da proteção nos anos 1990 resultou em crescimento expressivo da produtividade no país, como registrado por Marcos Lisboa, Naércio Menezes Filho e Adriana Schor. Por outro lado, a produtividade estagnou no período mais recente, fenômeno que, se não pode ser integralmente atribuído ao fechamento da economia, deve ter nele ao menos parcela relevante da responsabilidade.

Há, contudo, iniciativas para começar a reverter essse quadro desolador, em particular a proposta de redução das tarifas de importação de bens de capital, informática e telecomunicações de 14% para 4% em média.

Tal medida, se levada a termo, deveria reduzir o custo do investimento, não apenas colaborando para a retomada da economia mas também para aumento da produtividade de trabalho e, provavelmente, ainda para a produtividade geral, pela incorporação de tecnologia mais avançada a custos mais baixos.
Como seria de esperar, contudo, os suspeitos de sempre já começaram a se movimentar para barrar a ideia, apresentando dois argumentos.

Um deles é de política comercial: a redução unilateral de tarifas nos deixaria com menos "fichas" para trocar no caso de uma negociação com a União Europeia. Melhor seria, segue a toada, guardá-la para a negociação mais à frente.

Além de velho, trata-se de um falso argumento. A começar porque quem o formula jamais apoiou a negociação com a UE; trata-se apenas de chicana, para usar um termo em voga. Mais importante, porém, é que o beneficiário principal da redução de tarifas não será o exportador europeu, mas o importador brasileiro, assim como o perdedor no caso de a UE não reduzir as tarifas para o produto brasileiro será o consumidor europeu.

O outro argumento, quase tão antigo quanto o primeiro, é o "custo Brasil", ou seja, o encarecimento do produto nacional por problemas que se originam desde a logística até a tributação. Ora, é precisamente esse o motivo pelo qual se defende a liberalização comercial: dar ao usuário nacional a opção de produtos mais baratos.

Se o problema da falta de competitividade do produto doméstico resulta da tributação (parcial, mas não inteiramente verdade), a solução virá da reforma tributária, não da restrição às importações.

À luz da nossa própria experiência, deveria ficar claro que o protecionismo é um extraordinário fiasco: ajuda o protegido, mas a um custo enorme para o país.
Herculano
28/03/2018 11:16
A CANASTRICE DE CELSO DE MELLO,

Conteúdo de O Antagonista. Carlos Fernando dos Santos Lima, além de desmascarar o teatro de Rosa Weber, lamentou também a falsidade de Celso de Mello.

Ele disse na Folha de S. Paulo:

"Esse teatro de absurdos se repetiu no plenário do STF no último dia 22, pois, mesmo com a solenidade do cenário, os monólogos grandiosos de alguns de seus atores não mais fascinavam a plateia, muito mais atenta às consequências nefastas da decisão do que à erudição dos votos. Nem mesmo o seu intérprete mais experiente, o decano Celso de Mello, soava verdadeiro. Talvez acostumado a outra espécie de interpretação, plena sempre de lições morais, o mais antigo membro do tribunal se mostrava desconfortável com a obviedade do papel que se obrigou a assumir.

Como crer que ele nada tinha a ver com toda a encenação? De que se tratava de apenas mais um habeas corpus, quando fora ele próprio que colocou a presidente do Supremo perante o dilema de abrir ela mesma as cortinas do HC do condenado Luiz Inácio Lula da Silva, ou de se ver pela primeira vez na história do STF obrigada a pautar uma medida por uma questão de ordem dos demais ministros?

Como acreditar, em uma opinião sem convicção, que não se podia punir o paciente - nesse caso mais para impaciente, pela demora da Justiça - quando esse HC passou à frente de 5.000 outros? Como fazer crer que fazia o correto, quando evidente que desejava somente impedir que a Justiça criminal se tornasse verdadeiramente republicana com a pura e simples aplicação do precedente e a prisão de Lula?"
Miguel José Teixeira
28/03/2018 11:04
Senhores,

Na mídia:


"?"nibus da caravana do condenado lula é alvo de tiros no Paraná." Comitiva seguia para Laranjeiras do Sul".

Huuummm. . .provavelmente obra de algum "laranja", contratado pela quadrilha!!!
Herculano
28/03/2018 07:19
LULA, O "FICHA-SUJA", editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Se a Lei da Ficha Limpa vale o papel em que está escrita, o ex-presidente Lula da Silva tornou-se na segunda-feira passada, oficialmente, um "ficha-suja" - isto é, não pode ter sua candidatura a qualquer cargo eletivo aceita pela Justiça Eleitoral, em razão de condenação judicial em duas instâncias.

A ressalva sobre a validade da lei é necessária porque, diante do atual comportamento errático do Judiciário, muitas vezes contrário à própria Constituição, pode ser que a Lei da Ficha Limpa acabe sendo ignorada nos tribunais superiores em favor do poderoso demiurgo de Garanhuns.

Em situação normal, a decisão da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) de negar o derradeiro recurso da defesa de Lula contra a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa, sem qualquer sombra de dúvida. Conforme o texto da lei, são considerados "ficha suja", ou seja, inelegíveis, os que, como Lula, forem condenados por corrupção e lavagem de dinheiro "em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado". O órgão judicial colegiado, neste caso, é a 8.ª Turma do TRF-4, composta por três desembargadores, que impuseram a Lula uma nova derrota por 3 a 0.

Mas o País não vive uma situação normal. Nada garante que criativos luminares da hermenêutica jurídica nos tribunais superiores permitam que prevaleça uma interpretação marota da Lei da Ficha Limpa, sob medida para Lula, tornando-a letra morta. Não é difícil imaginar tal desfecho. Basta lembrar que o ex-presidente já poderia estar preso, mas continua livre e verboso graças a uma heterodoxa decisão do Supremo Tribunal Federal, que lhe concedeu generoso salvo-conduto, válido pelo menos até o julgamento de seu pedido de habeas corpus, marcado para o próximo dia 4 ?" isso se nenhum ministro pedir vista, postergando a conclusão do processo para as calendas.

É claro que os rábulas petistas apostam que os tribunais superiores vão acabar se dobrando às suas chicanas, não apenas para manter Lula fora da cadeia, mas também para viabilizar sua candidatura. A estratégia, explícita, é embaralhar a interpretação da legislação de tal modo que o debate jurídico se arraste até depois das eleições, quando então, imaginam os petistas, haverá o fato consumado da vitória de Lula. "Tecnicamente, ele (Lula) não está inelegível", disse ao Valor o deputado e advogado petista Wadih Damous (RJ), um dos protagonistas da defesa da presidente cassada Dilma Rousseff no processo de impeachment. "Quem decreta (a inelegibilidade) é o Tribunal Superior Eleitoral. Será uma situação muito interessante, com Lula vencedor no primeiro turno, com milhões de votos, e o Poder Judiciário tendo de decidir se impede a vontade popular."

Mais uma vez, como já se tornou comum em sua história, o PT lança um repto às instituições, em particular ao Judiciário. E essa provocação é ainda mais escandalosa porque se dá no mesmo momento em que Lula da Silva desfila pelo País a desafiar os juízes e promotores que ousam condená-lo - um deles já foi qualificado de "moleque" pelo ex-presidente, que se considera, nada mais, nada menos, que um "perseguido político".

Como tudo o que tem envolvido essa epopeia burlesca de Lula da Silva para se safar da Justiça, a tal "caravana" do ex-presidente ?" oficialmente destinada a "perscrutar a realidade brasileira", a celebrar "as grandes transformações pelas quais o País passou nos governos petistas" e a denunciar "o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista desde 2016" - não passa de uma farsa destinada a manter o condenado Lula em evidência.

Como demonstração de força, contudo, a "caravana" tem sido até aqui um completo fiasco, ganhando o noticiário apenas em razão dos episódios de violência protagonizados tanto por petistas quanto por seus antípodas. Assim, sem o povo ao seu lado, Lula joga todas as suas fichas na fragilidade das instituições. Para o bem do País, ele não pode ganhar.
Herculano
28/03/2018 07:16
INSS TEM MAIS DE 1 MILHÃO DE PROCESSOS PARADOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O INSS tem paralisados atualmente 1,06 milhão de processos para concessão de benefícios, sem qualquer perspectiva de melhora. Dados oficiais mostram que o programa INSS Digital, criado sob justificativa de zerar a fila de pedidos, tem 323,8 mil processos em aberto. Se a área digitalizada é ruim, a "analógica" da papelada é até calamitosa: o número de pedidos de concessão pendentes ultrapassa 735 mil.

VITIMANDO IDOSOS
As principais vítimas da burocracia preguiçosa do INSS são os de sempre: os idosos. Continuam sendo tratados abaixo de cão.

RITMO DE FESTA
Nos primeiros meses do ano, incluindo março parcialmente, foram 615 mil pedidos de benefícios, com apenas 163 mil (26%) finalizados.

SÃO DIREITOS
Auxílios doença e salários maternidade, que fazem a diferença nas vidas de milhares de pessoas, também são negligenciados no INSS.

ACABARAM OS NÚMEROS
São tantos processos acumulados que o INSS terá de mudar o sistema de análise: estão acabando os números de protocolo disponíveis.

CONGRESSO IMITA STF E DECRETA 'ESTICADÃO' DE FOLGA
Senadores e deputados não ficariam para trás depois de, sem qualquer cerimônia, os ministros do Supremo Tribunal Federal mostrarem, na quinta (22), que estavam batendo em retirada para o "esticadão" de dez dias de "semana santa". Uma lei autoriza os ministros do Estado laico a celebrar a partir de quarta (28) o feriado do dia 30, da Sexta-Feira. Como no STF, parlamentares só voltam ao trabalho na terça-feira (3).

TRABALHAR PRA QUÊ?
A Câmara marcou para a terça (27) a definição das comissões da Casa, mas não havia deputados na cidade. Ficou para o dia 4. Talvez.

RESSALVA
No STF só os ministros Celso de Mello, Dias Toffoli e Edson Fachin foram ao trabalho, na 2ª Turma, terça. A outra turma não teve pauta.

MESMA COISA NO SENADO
O Senado nem sequer divulgou a agenda de trabalho desta semana de feriado. Suas excelências só voltam ao batente no dia 3.

FAMILIARES AMEAÇADOS
O ministro Edson Fachin disse que a preocupação dele não é só com o julgamento de Lula, mas também com a família, que recebe ameaças. A morte de Teori Zavascki, mesmo acidental, provoca arrepios.

QUEM MANDA NA CAIXA
Confirmado presidente da Caixa, Nélson Antônio de Souza, é escolha pessoal de um conterrâneo, senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. Nélson é qualificado e experiente: presidiu o Banco do Nordeste.

AGORA É OFICIAL
Com a publicação ontem da decisão que manteve a condenação de Lula, o juiz Sérgio Moro já pode mandar o réu cumprir sua pena de 12 anos de prisão após o dia 4, caso o STF não lhe dê habeas corpus.

LIVRE PARA VOLTAR
Relator do caso na 2ª turma do Supremo, o ministro Toffoli foi favorável ao fim da inelegibilidade de Demóstenes Torres, e Celso Mello acompanhou o voto. O ex-senador está liberado para se candidatar.

TECNOCRACIA FRIA
O deputado Rafael Motta (PSB) se espantou com a decisão do Banco do Brasil de fechar agências no Rio Grande do Norte e outros Estados do Nordeste. Nem bancos privados dão as costas à clientela assim. Até pelos lucros do BB, superiores a mais de R$11 bilhões só em 2017.

O DONO DO BANCO
O presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, adora ignorar o governo. Como quando decidiu fechar as agências do BB em Portugal às vésperas de uma viagem oficial do presidente Temer a Lisboa.

NA RUA CONTRA LULA
O movimento Vem Pra Rua organiza atos em todo País no dia 3, véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal. Cerca de 48 cidades já tinham confirmado participação.

ASSINATURA LARANJA
Manchete genial do Sensacionalista sobre a reação de petistas à série "O Mecanismo", sobre a Operação Lava Jato: "Petista cancela Netflix, mas abre outra conta em nome de laranja".

PENSANDO BEM...
... mesmo com a inspiração da Páscoa, será difícil para o STF tirar coelhinhos (e argumentos) da cartola para salvar Lula da prisão.
Herculano
28/03/2018 07:13
UMA FOTO DA RUÍNA PARA O NOVO PRESIDENTE

NO PAÍS que desceu ao fundo do maior buraco recessivo em mais de 30 anos e ainda se arrasta para sair das profundezas desse inferno, não houve revoltas de sentido socioeconômico. Depois da falação de reformas de 2016-17, a economia está quase ausente do debate público.

As manobras de sobrevivência da elite política, a multiplicação de candidaturas aventureiras, arremedos de acordão e mumunhas da casta burocrática em geral ocupam a conversa, além das batalhas culturais nas redes insociáveis.

Os números deste início de 2018, que confirmam a lerdeza da retomada, tampouco causam maiores protestos. Na verdade, não servem de mote nem para campanhas políticas ou ataques da oposição, na prática morta.

Um balanço rápido da economia no primeiro trimestre, no entanto, dá pano para a manga dos problemas que o próximo governo vai enfrentar daqui a nove meses ou menos, pois espera-se que os eleitos comecem a tomar conta da casa caída já em novembro.

Neste início do ano vê-se que o emprego formal reage em velocidade abaixo da crítica, mau sinal para o aumento da renda e para a arrecadação de impostos. O crédito bancário continua a encolher, como ocorre desde setembro de 2015 (em bases anuais).

A arrecadação do governo federal dá sinais de vida, embora um tanto inflada por receitas extraordinárias, depois de baixar desde novembro de 2014 (em bases anuais também). A despesa com investimento parece se estabilizar, mas caiu à metade do que era em 2014. O pessoal da Fazenda fez um esforço considerável de arrumar e explicitar as contas públicas arruinadas, mas o gasto com Previdência e pessoal ainda cresce a quase 6% ao ano acima da inflação, em termos reais, enquanto os demais gastos do governo encolhem 14%.

Trocando em miúdos. Em um ano, a despesa com Previdência e pessoal cresceu cerca de R$ 45 bilhões, o equivalente a tudo o que o governo despende, por ano, em obras e outros investimentos.

Desde o pico da crise, o país perdeu uns 2,8 milhões de empregos formais (para nem contar uns mais de 2 milhões que deixaram de ser criados). No ritmo em que por ora vamos neste 2018, vão-se recuperar uns 700 mil com carteira. Ainda teremos anos de precarização do trabalho.

Mesmo descontado o efeito do enxugamento dos bancos públicos, o crédito mal cresce. As taxas de juros, que desciam lentamente dos Himalaias, pararam de cair mais ou menos desde novembro do ano passado.
Além dos defeitos sistêmicos do crédito no Brasil (garantias, cadastros de crédito etc.), há algum problema grave nos bancos, assunto para outro dia, mas um rolo grande o bastante para figuras insuspeitas do mercado começarem a chiar em público sobre a concentração bancária, nome bonito para oligopólio daninho.

É um país em crise de emprego formal, precarização ainda crescente do trabalho, aumento real de salários que parece desacelerar, estoque de crédito em baixa de quase três anos e juros congelados nos picos altos. O Orçamento federal é progressivamente comido por gastos com Previdência e pessoal; ao final de 2019, por aí, mal haverá tostões para reparar a infraestrutura que, sempre escassa, agora vai sendo arruinada sem limite.

Onde estamos com a cabeça
Herculano
28/03/2018 07:10
PASSADO QUE CONDENA

"Lembram-se da bomba no Instituto Lula? Me lembrei dela vendo esse tiro no bagageiro dos ônibus...", do compositor e cantor Roger, no Twitter

Eu completaria. Essa dúvida no imaginário de gente sabida, ou de analfabetos e ignorantes é antiga. Até os aparelhos de "inteligência" da ditadura militar usavam e se auto-mutilavam por incompetência, como aconteceu no cado da bomba do Riocentro. E com provas e vísceras à mostra, tentaram, por anos seguidos aproveitando-se da censura à imprensa, colocar a culpa nos "inimigos", que naquele caso, eram eles próprios.

Então, neste atentado, "sem testemunhas", surgido no meio do nada, é preciso apurar para além das manchetes fomentadas nas redações feitas gente da esquerda do atraso, que conhece a tese, a possibilidade e os fatos, mas nunca será, se for um deles em plena liberdade de imprensa.
Herculano
28/03/2018 06:50
A ARMA DOS ALOPRADOS

Conteúdo de O Antagonista. É preciso investigar os disparos contra a caravana de Lula.

Lembrando sempre: o criminoso condenado pela Lava Jato sempre se cercou de aloprados dispostos a forjar provas contra seus inimigos.
Herculano
28/03/2018 06:48
ATESTADO

"Nada poderia funcionar melhor como um atestado de qualidade para a série "O mecanismo", da Netflix, do que os esforços do PT para censurar a sua exibição. Temos, tanto no enredo como na tentativa de censura, uma bela amostra do Brasil que o STF quer impor a nós todos", por J.R. Guzzo, de Veja, no Twitter
Herculano
28/03/2018 06:46
CRôNICA DE UMA CASA DIVIDIDA, por Carlos Brickmann

Lula, como ex-presidente, tem direito a uma escolta pessoal. Como líder de um partido de porte, tem voluntários que o acompanham aonde quer que vá. São voluntários com espírito bélico, que se identificam como "exército do Stedile" (o líder do MST), falam em rejeitar decisões judiciais, ameaçam "reagir de armas na mão" a qualquer medida contra Lula. O próprio Lula diz que é da paz mas sabe brigar, ainda mais depois que Stedile "coloque seu exército na rua". Stedile não hesitaria, por Lula, em usar suas armas brancas, a foice e o martelo, assim que conseguisse distinguir um do outro. E mesmo assim, com tantos adeptos, tão dispostos, tão voluntariosos, tão guerreiros, Lula foi barrado em Santa Maria, Palmeira das Missões, São Borja, Santana do Livramento, Passo Fundo, Bagé, todas no mesmo Rio Grande do Sul que já elegeu os petistas Tarso Genro e Olívio Dutra. Lula mantém o direito de ir e vir, mas não lá.

Os antipetistas levaram a sério a pregação bélica do PT. Além disso, já queriam, há tempos reagir contra a propaganda lulista que os apresenta como ricos, brancos, "da zelite", tudo galeguinho di zoio azul. Eles venceram. Mas, se vencessem os outros, o perdedor seria o mesmo, o Brasil. A campanha deixou de transmitir as ideias de cada candidato (se as têm) e virou disputa de insultos.

Mais grave: cada lado quer impedir que o outro se mova pelo país. Ganhe quem ganhar, é fascismo na veia.

CRIANÇAS MIMADAS

Cada lado acusa o outro de ter iniciado a campanha divisionista (e antipatriótica) de demonizar o adversário. Podemos discutir esse tema anos a fio, mas isso é irrelevante: político que se preza não faz provocações desse tipo, político que se preza não aceita as provocações. É como briga de criança, mas sem crianças e com adultos feios e mal intencionados: a mãe nem quer saber quem começou, quer que a briga se encerre ali mesmo. Um lado quer Lula na cadeia, outro acha que Aécio precisa ser julgado com urgência? Pois recorram à Justiça e parem de encher o saco do eleitorado.

NOSSO FUTURO

Josias de Souza (https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/), do UOL, fez uma apavorante lista de candidatos à Presidência da República: Lula, já condenado em segunda instância, ficha-suja, portanto inelegível, mas que ainda tenta quebrar o galho; Geraldo Alckmin e Rodrigo Maia, submetidos ambos a inquéritos; Michel Temer, com duas denúncias e dois inquéritos por corrupção; Henrique Meirelles, sem acusações, mas filiando-se agora ao PMDB, partido em que o que não falta é inquérito; Bolsonaro, que tem casa em Brasília e recebe auxílio-moradia assim mesmo. Fora isso, há os de sempre, como o do aerotrem.

Se voto não fosse obrigatório, quem votaria?

LULA LÁ

Este colunista acha que prisão não é a melhor punição para criminosos de colarinho branco: o ideal seria retomar o que foi roubado, acrescido de multa, com a proibição de trabalhar na área de atividade que desonrou. Como disseram Carlos Lyra e Vinícius de Moraes em Maria Moita, é por pra trabalhar gente que nunca trabalhou. Ficar sem dinheiro e obrigados a trabalhar? Haveria gente rezando para ficar na cadeia, ala dos estupradores.

Portanto, o colunista não está entre os que torcem pela prisão de Lula, "para responder às aspirações populares". Aspirações de quem, cara-pálida? Mas é a favor de que se cumpra a lei: se Lula, condenado a 145 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção, em duas instâncias, com habeas corpus já negado por nove juízes, e a pena para isso é prisão, que seja cumprida, e que a lei, no futuro, seja modificada. Mudá-la para agradar a Lula é coisa esquisita. Pode haver alguém que diga "é górpi".

A IMAGEM DO JUIZ

Roda Viva, com a entrevista de Sergio Moro, bateu o recorde de público da Rede Cultura. Foram quatro pontos de audiência; no Twitter foi um dos temas mais comentados do mundo. Moro se mostrou como é: funcionário público qualificado, sem aspirações de salvar o país, mas pronto a fazer sua parte, na forma da lei. Admite que erra, mas lembra que errar faz parte da profissão, e por isso há instâncias superiores que têm poder de corrigi-lo.

Quem não viu e quer ver: Assista aqui a entrevista na íntegra. Vale a pena. E, no link https://goo.gl/Rdg11Z, a análise deste colunista.

Moro saiu do programa maior do que quando entrou.

PASSANDO NOS COBRES

A família Rocha Loures (à qual pertence o cavalheiro da pizzaria e da mala de dinheiro) colocou à venda sua empresa, a Nutrimental, fabricante de barrinhas de cereal e fornecedora de merenda escolar. A corridinha de Sua Excelência com uma mala de dinheiro prejudica até hoje a reputação da empresa. A Nutrimental, segundo a família, vale R$ 1 bilhão, mas ao que se saiba até agora nenhuma negociação chegou perto desse valor.
Herculano
28/03/2018 06:39
MECANISMO, por Elio Gaspari, no jornal Folha de S. Paulo e o Globo

É bom negócio ver "O Mecanismo", a série de José Padilha na Netflix. Seus oito episódios contam a história da Lava Jato até as vésperas da prisão de Marcelo Odebrecht. Eles giram em torno de dois eixos.

O primeiro é uma novela-padrão onde há sexo, traições, doenças, rivalidades, muitos palavrões e até mesmo uma menina com deficiência. A quem interessar possa: o agente Ruffo nunca existiu. Pena que ele seja um narrador do tipo "faço-sua-cabeça", numa espécie de reencarnação do Capitão Nascimento de "Tropa de Elite". A agente Verena é uma exagerada composição.

É a segunda história, a da Operação da Lava Jato, que valoriza a série. E é ela que vem provocando a barulheira contra Padilha.

A ex-presidente Dilma Rousseff (Janete Ruscov na tela) acusa "O Mecanismo" de duas fraudes. Jogaram para dentro do consulado petista a operação-abafa que decapitou as investigações das lavagens de dinheiro do caso Banestado, ocorrida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. (Há uma referência a "dez anos depois", mas ela ficou embaralhada.) Noutro lance, puseram na boca de Lula (Higino, igualzinho ao original, graças ao ator Arthur Kohl) a frase "é preciso estancar a sangria", do senador Romero Jucá. Também não há prova de que "Higino" tenha pedido a "Janete" para trocar a direção da "Polícia Federativa".

A narrativa do caso será útil para muita gente que perdeu o fio da meada da Lava Jato. Essa é a razão pela qual é melhor ver a série do que não vê-la. A Lava Jato fez um memorável serviço de faxina e hoje parece banalizada, o que é uma pena. O câncer de que fala o agente Ruffo estava lá e ainda está. Entrou areia no mecanismo das empreiteiras, mas ele funciona em outras bocas.

Num primeiro momento Padilha explicou-se: "O Mecanismo é uma obra-comentário, na abertura de cada capítulo está escrito que os fatos estão dramatizados. Se a Dilma soubesse ler não estaríamos com esse problema". Seja lá o que for uma "obra-comentário", Dilma sabe ler e essa explicação tem o valor de um balanço de empreiteira. Seria como se o diretor Joe Wright, de "O Destino de uma Nação", atribuísse a trapaça que fez com Lord Halifax a uma licença cinematográfica.

Num comentário posterior, Padilha disse que expôs a corrupção do PT e do MDB. É verdade, pois o vice de Dilma chama-se "Tames" e foi posto no jogo. O tucano Aécio Neves também está no mecanismo: "Se o 'Lúcio' vence a eleição, breca isso na hora". O procurador-geral Rodrigo Janot ficou por um fio. Padilha pegou pesado ao mostrar os pés dos ministros do Supremo entrando numa sessão enquanto Ruffo fala nas "ratazanas velhas" de Brasília. A dança dos presos comemorando uma decisão do STF também foi forte, mas como se viu há pouco, o Supremo decide e réus festejam.

Padilha bateu num caso histórico. A série é dele e fez o que bem entendeu, mas a trama novelesca e as catilinárias de "Ruffo" tiraram-no de outro caminho, o de uma série e de um filme recentes. "The Crown" é factualmente impecável e mexeu com os mecanismos da Casa de Windsor. "A Guerra Secreta" não precisou demonizar Richard Nixon para contar a história da briga do Washington Post pela publicação dos "Papéis do Pentágono". Nos dois casos não houve novela paralela, pois o recurso não era necessário.
Herculano
28/03/2018 06:30
RECEITA DE CAOS: TIROS, OVOS, CADÁVER E INSENSATEZ, COM O SUPREMO, COM TUDO, por Josias de Souza

É preciso reconhecer que o Brasil apaixonou-se pelo desastre. Se os últimos acontecimentos indicam alguma coisa é que essa paixão nacional pelo insolúvel é plenamente correspondida. O último privilégio da nação é poder formular sua própria receita para o caos. Do jeito que vão as coisas e as pessoas, a expectativa é fúnebre. Organiza-se o funeral da sensatez. Depois, todos se culparão mutuamente pela sua morte. Mas o estrago estará feito.

A convulsão que toma as redes sociais, nos choques de ódio, transborda para a praça. Condenado a 12 anos de cana, Lula está no palanque, não na cadeia. Inelegível, fantasia-se de candidato. Suas manifestações são cada vez mais desconexas. No Sul, entrega-se à rotina de percorrer plateias companheiras. Mas elas são cada vez menores. E passaram a ser perseguidas por milicianos travestidos de opositores. Jogaram pedras. Arremessaram ovos. Dispararam três tiros contra um par de ônibus da caravana - um levava jornalistas. Outro, convidados.

A presidente do PT, Gleisi 'vai ter que matar gente' Hoffmann, ergueu a voz: "É um atentado, foi uma embuscada, é tiro. Querem matar o presidente Lula." Ao lado de Gleisi, o próprio Lula. Atrás, o companheiro Stédile, personagem que o pajé do PT evoca sempre que deseja informar que sua infantaria inclui o "exército" do MST.

O pedaço do movimento anti-Lula que não se esconde no mato para puxar o gatilho exibe em manifestações barulhentas uma simpatia irrefreável por Jair Bolsonaro. Alguns desses rivais levam à vitrine um paradoxo: caminham para as urnas enrolados numa bandeira metafórica da volta dos militares. É a turma da "direita já".

A esse ponto chegou a polarização nacional: Lula e Bolsonaro tornaram-se cabos eleitorais um do outro. E o eleitor brasileiro aproxima-se do dia da eleição enxergando um enorme passado pela frente. A preferência de metade do eleitorado oscila entre um condenado por corrupção e um defensor da "bancada da metralhadora" no Congresso.

Alguém já disse que a civilização é o que sobra para ser desenterrado mil anos depois. Quando os arqueólogos desencavarem o que restou do Brasil, encontrarão os sinais de uma sociedade doente. Nela, denunciado por corrupção disputa a reeleição, reforma ministerial vira troca de cúmplices, autoridades assassinam na internet a reputação de uma vereadora fuzilada?

Nessa sociedade em ruínas, magistrados supremos sofrem ameaças, corruptos trafegam livremente sob a marquise do foro privilegiado e o Supremo Tribunal Federal, além de não condenar ninguém acima de um certo nível de poder e renda, cultiva a política das celas vazias para os poderosos que tiveram o azar de ser alcançados pelas instâncias inferiores do Judiciário.

Juntando todos os achados, os responsáveis pela arqueologia do Brasil chegarão à receita perfeita do caos: tiros, ovos, ladroagem, cadáver e muita insensatez ?"com o Supremo, com tudo.
Herculano
28/03/2018 06:23
EXISTEM LIMITES PARA A ARTE?, por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Quais os limites para a criação artística? Eles não existem. Tratando-se de uma obra de ficção, o autor pode inventar o que bem entender. No reino da imaginação, o Código Penal não vigora. Personagens fictícios são livres para insultar, caluniar, prevaricar, assassinar e até estuprar e estripar criancinhas. Nem às leis da física eles precisam obedecer, se o autor não quiser. Esse é um ponto básico e inegociável da democracia.

Nesse contexto, é correta a defesa que o diretor José Padilha faz de "O Mecanismo". Por tratar-se de uma peça de ficção - o que é claramente anunciado no início de cada episódio?", o seriado não está obrigado a respeitar a verdade histórica dos fatos aos quais alude. Se Padilha tivesse imputado ao personagem identificado a Lula a responsabilidade pelo atentado contra o World Trade Center em 2001, estaria em seu direito, constitucional e estético.

É claro, porém, que as liberdades democráticas não se encerram na criação artística. Quem não gostou de "O Mecanismo" tem todo o direito de criticar a série, apontar seus erros históricos, xingar o diretor, cancelar a assinatura da Netflix. É feio, mas pode até pedir censura - são as autoridades públicas que não podem nem cogitar de atender a esse pleito.

A democracia, como já escrevi aqui inúmeras vezes, é confusa, necessariamente barulhenta e quase sempre mal-educada. Acusar, vaiar, exagerar, denunciar supostos golpes, tudo isso é legítimo e faz parte do jogo. O lançamento de ovos avança o sinal, mas deve ser tratado como ilícito de indivíduos específicos, não uma razão para limitar o direito de manifestação.

Vale lembrar que a democracia não tem o condão de eliminar o conflito entre diferentes tendências políticas que existem em qualquer sociedade. Ela apenas procura discipliná-lo, de modo que a disputa pelo poder se resolva por vias não violentas. Tem funcionado.
Anônimo disse:
27/03/2018 19:03
Dilma Roussef, posta para fora do governo por crime de improbidade, avisou, hoje,(segundo o Jornalista Políbio Braga) que vai denunciar ao mundo a série "O Mecanismo", que conta de modo romanceado e dramático a história suja da Lava Jato, na qual a ex-presidente petista é um dos protagonistas.

Ela diz que é campanha política.

Dilma surge de cara no segundo dos oito capítulos em exibição na Netflix, na qual fala em "estocar vento".

Herculano, para esta doida de pedra "estocar vento" deve ser peidar pra dentro?
Herculano
27/03/2018 10:03
O PREÇO DO DESASTRE PETISTA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Se tivessem sido geridos de acordo com as regras e os critérios observados por instituições vinculadas a empresas privadas, os fundos de pensão que atendem empregados de estatais federais poderiam ter obtido rendimento muito maior do que registraram. Só em 2016, os ganhos poderiam ter sido R$ 85 bilhões maiores do que os efetivamente alcançados pelos fundos das estatais; apenas três deles - Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa Econômica Federal) - poderiam ter auferido rendimento adicional estimado em R$ 75 bilhões.

Os cálculos resultam de auditoria realizada por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), cujas conclusões foram aprovadas pelo plenário da Corte de Contas. Além disso, o TCU exigiu dos conselhos deliberativos dos fundos de pensão vinculados a empresas estatais que tiveram os piores desempenhos o envio do cálculo das perdas, que afetaram tanto as patrocinadoras como os empregados participantes dessas instituições de previdência complementar.

O relatório do TCU se baseou num método racional e de grande simplicidade: a comparação da evolução do patrimônio de todos os fundos de pensão em operação no País entre julho de 2006 e maio de 2017, pois todos operam no mesmo mercado, dispõem das mesmas opções de investimentos e estão sujeitos às mesmas regras e restrições administrativas e financeiras. Os auditores do TCU aferiram o rendimento alcançado por instituições vinculadas a estatais e o obtido por fundos de empresas privadas. Obviamente, haverá diferenças entre o rendimento alcançado por um fundo e outro, por causa da diferente composição de suas carteiras e do poder de negociação de cada um. O que se verificou, porém, foi uma diferença gritante de resultados.

Em 2016, enquanto o patrimônio dos 305 fundos privados aumentou 4%, o dos 88 fundos de estatais teve perda de 15%. Aquele foi o ano em que, por meio do impeachment de Dilma Rousseff, o País se livrou da aventura lulopetista, mas ainda sofria as consequências de decisões irresponsáveis do longo período em que o Estado brasileiro foi tomado por organizações criminosas a serviço de partidos políticos e suas ideologias. Como a Petrobrás, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos vinculados à administra pública federal, os fundos de pensão foram transformados em instrumentos financeiros e políticos para atender aos objetivos da gestão lulopetista.

Por sua grande capacidade financeira, os fundos das estatais serviram primeiro como alavanca e depois como esteio de projetos de interesse ideológico. Dominados pelo PT e aliados, que indicavam os ocupantes de seus principais cargos deliberativos e executivos, os fundos das estatais, sobretudo os maiores, foram forçados a investir maciçamente em empresas e programas de nítido viés político e de rentabilidade no mínimo duvidosa. Tiveram de participar de consórcios que disputaram as concessões de serviços públicos e investir em empresas escolhidas pelo governo do PT. O resultado concreto dessa irresponsabilidade com o uso de dinheiro destinado a assegurar a aposentadoria dos empregados das estatais é o que foi apontado pelo relatório do TCU.

Entre os investimentos feitos por esses fundos estão os destinados à empresa Sete Brasil, criada no governo Lula como parte de seu projeto megalômano de exploração do petróleo do pré-sal. Citada na Operação Lava Jato, a Sete Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em abril de 2016, ocasião em que a empresa listou dívidas de R$ 18 bilhões, sendo cerca de R$ 12 bilhões concentrados em bancos estatais e fundos de pensão de empresas estatais. Outras empresas investigadas em operações policiais por suspeitas de fraude - além da Lava Jato, elas são alvo das operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono? ?", como empreiteiras e estaleiros, fazem parte da lista daquelas em que, a mando do governo do PT, os fundos estatais investiram. E perderam.
Herculano
27/03/2018 10:00
O INDIVIDUO AUSENTE, por Carlos Andreazza, editor de livros, no jornal O Globo

Nada difere a PUC das universidades públicas aparelhadas por PT, PCdoB, PSOL etc.; nada difere a PUC, por exemplo, da Uerj

Sob a manchete "Distribuição de jornal gera confusão entre estudantes da PUC-RJ", este O GLOBO noticiou, em 19 de março, o que nem como eufemismo poderia ser compreendido por mero tumulto - salvo se intimidação, restrição ao direito de ir e vir, assalto à liberdade de expressão e agressão física tiverem mudado de sentido.

Sejamos claros: naquela sexta-feira, dois jovens foram empastelados, escarrados, barbaramente impedidos de fazer circular uma publicação e chamados de fascistas por difundirem conteúdo que em nada - absolutamente nada ?" afronta a lei brasileira, isso enquanto os agressores destruíam exemplares do jornal (com apoio de ao menos um professor) a não mais que 20 metros da porta de uma universidade. Há vídeos.

É difícil contar a quantidade de crimes cometidos ali. Nenhum deles pelos dois estudantes vítimas da blitzkrieg. Ao que se deve somar a miséria moral de a PUC não haver se manifestado - pública e enfaticamente - contra o ato de censura cometido, à porta de seu campus, por seus alunos contra seus alunos; pusilanimidade que entendo como chancela. Não terá sido a primeira vez - mas ainda chegarei lá.

Sim, li a edição violentada de "O Universitário", publicação do Centro Dom Bosco, para imediatamente, sem surpresa, mapear o que se passara: um jornal que seja católico, que aponte a degradação ideológica da vida universitária, que discuta criticamente a questão de gênero, que trate do projeto de tomada do Estado por um partido político e que, sobretudo, traga uma entrevista com Olavo de Carvalho e fale de Jair Bolsonaro sem histeria ?" esse jornal simplesmente não pode existir.

A nota asquerosa do Centro Acadêmico de Comunicação Social da PUC a respeito é autoexplicativa porque expõe o triunfo da mentalidade revolucionária em operar transtornos perceptivos como o que autoriza que as práticas verdadeiramente criminosas - as movidas contra os dois estudantes ?" sejam defendidas como virtuosas, e a expressão divergente, cerne da liberdade, como gesto de intolerância e opressão. A julgar pelo texto, os princípios éticos que fundamentam a formação de comunicadores no Brasil são os mesmos que dissolveram as fronteiras entre jornalismo e militância. Pelo tom do panfleto, entendi também que o diretório fala em nome da universidade. Reproduzo os trechos a seguir conforme publicados no Facebook do centro acadêmico - também para que possamos nos alarmar com o semianalfabetismo em terceiro grau:

"(...) Se atentarem aos textos impressos verão que nenhum deles se tratam de notícias reais - suas informações carecem de fontes -, mas de opiniões próprias com a intenção de confundir e doutrinar a opinião do universitário. Não há a certeza que chegam a ser opiniões, talvez sejam apenas oposições, já que os textos pouco tem a falar sobre política, apenas tem a intenção de ofender e criticar os valores quais eles atribuem ao comunismo. (...) Escrevemos esse texto para deixar claro que NÃO SERÁ ACEITO a divulgação de mensagens do tipo em nossa universidade. A PUC-Rio é uma universidade plural que presta assistência a um número enorme de alunos, a utilização da imagem cristã para a divulgação de preconceitos é uma mancha para todo o trabalho que a universidade se propõe há tantos anos. (...)"

Estudei na PUC. Minha mais insistente lembrança é a do modo sossegado como se comerciava e consumia drogas na vila dos diretórios - enclave controlado por partidos políticos, eficaz centro de doutrinação de jovens dentro de uma instituição privada à qual pais pagam fortunas em troca de instrução independente aos filhos. Nada, porém, difere a PUC das universidades públicas aparelhadas por PT, PCdoB, PSOL etc.; nada difere a PUC, por exemplo, da Uerj, igualmente anticristãs, matrizes do pensamento único. Sinto-me à vontade para falar sobre "o trabalho que a universidade se propõe há tantos anos", seguramente não plural, naturalmente hostil ao contraditório ?" e que não poderia ter melhor representação que o silêncio cúmplice ante a interdição de um jornal católico à porta de uma instituição católica. Isso, repito, tem história. Ou já nos teremos esquecido de "O indivíduo"?

Em 1997, seus editores foram grotescamente proibidos de distribuí-lo na PUC, cercados por dezenas de bandidos infiltrados entre os alunos (estudantes profissionais bancados por partidos), agredidos e submetidos ao espetáculo nazista de assistirem à queima de exemplares do jornal numa fogueira. E o que fez, então, a reitoria? Nada de punição aos bárbaros; mas um serviço a eles: comandou a apreensão do que sobrara da publicação. Uma afronta à memória de seus fundadores, os monumentais Cardeal Leme e Padre Leonel Franca, e - já que nada mudou em 20 anos ?" um convite à pergunta: quando a Pontifícia Universidade Católica voltará a ser católica?
Herculano
27/03/2018 09:57
DILMA PREVÊ UM BANHO DE VIOLÊNCIA SEM MENCIONAR QUE PT INICIOU O ESGUICHO, por Josias de Souza

Dilma Rousseff não perde oportunidade de perder oportunidades. Madame convocou a imprensa estrangeira para fazer uma "denúncia". Chamou a hostilidade sofrida por Lula em sua caravana pela região Sul de "momento de radicalização do golpe", como ela se refere ao impeachment que sofreu em 2016. Previu que haverá na campanha eleitoral de 2018 "um banho de violência contra nós." Absteve-se de mencionar que as primeiras manifestações de histeria esguicharam de mangueiras companheiras.

Considerando-se que Dilma atrasou o relógio até a sua deposição, convém recordar o comício que realizou dentro do Planalto em agosto de 2015 ao receber representantes de sindicatos e movimentos sociais. Um deles, Vagner Freitas, presidente da CUT, discursou: os movimentos sociais "irão às ruas com arma na mão, se quiserem tentar derrubar a presidente Dilma". A anfitriã não repreendeu o companheiro. Nessa época, parecia bem menos preocupada com a "radicalização".

Mais recentemente, quando uma turma do STJ negou por 5 votos a zero seu pedido de habeas corpus, Lula despejou uma ameaça velada num vídeo: "Eles terão que arcar com a responsabilidade de ter a pessoa que foi o melhor presidente do Brasil, que lidera todas as pesquisas de opinião pública, [...] eles vão ter que arcar com o preço de decretar minha prisão."

Lula não esclareceu qual seria o "preço" do seu encarceramento. Mas o truque é conhecido. Em 2015, quando ainda guerreava contra o impeachment de Dilma, o futuro condenado dizia ser "um homem da paz e da democracia". Mas esclarecia: "Também sabemos brigar, sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas". Dilma não se queixou da retórica tóxica do padrinho político.

Também não se ouviu a voz de Dilma quando o companheiro Stedile, general de tropas aliadas, ameaçou: "Aqui vai o recado para a dona Polícia Federal e para a Justiça: não pensem que vocês mandam no país. Nós, dos movimentos populares, não aceitaremos de forma nenhuma que o nosso companheiro Lula seja preso".

Dilma espinafrou a senadora Ana Amélia (PP-RS) na conversa com os repórteres estrangeiros. No sábado, Amélia parabenizara os gaúchos que reagiram contra a presença de Lula:

"Quero cumprimentar Bagé, Santa Maria, Palmeira das Missões, Passo Fundo, São Borja e Santana do Livramento, que botou a correr aquele povo que foi lá, levando um condenado para se queixar da democracia", dissera a senadora. "Atirar ovo, levantar o relho, levantar o rebenque para mostrar onde está o Rio Grande, para mostrar onde estão os gaúchos."

Para Dilma, os agressores de Lula comportam-se como se integrassem "milícias." E Ana Amélia os representa. "É inimaginável que isso ocorra no Brasil", ralhou. De fato, a retórica da senadora é tóxica. Mas a pupila de Lula perdeu a autoridade para criticá-la no dia em que ouviu em silêncio os esguichos da senadora petista Gleisi Hoffmann:

"Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente", disse Gleisi antes do julgamento em que o TRF-4 elevou a pena do pajé do PT para 12 anos e 1 mês de cadeia.

Dilma agora avalia que, "quando se planta o ódio e a intolerância, se colhe a violência." Mas ela ainda não olha para a horta de raiva que o PT cultiva no seu quintal. O próprio Lula continua semeando o ódio. Numa cidade, ele ameaça distribuir "porrada se não respeitarem a gente". Noutra, terceiriza à Polícia Militar o "corretivo" no "canalha" que fez chover ovos sobre o seu palanque.

É certo que algumas manifestações contra Lula extrapolaram os limites da civilidade democrática. Mas o que Dilma não disse aos jornalistas estrangeiros foi que o esforço do PT para encharcar a conjuntura política de radicalização começou a surtir efeito.
Herculano
27/03/2018 09:50
CABRAL FICOU 15 DIAS ISOLADO QUANDO CHEGOU A COMPLEXO PENAL NO PARANÁ, por Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo

O mesmo não ocorreu com outros acusados da Lava Jato

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB-RJ) ficou 15 dias isolado dos outros presos assim que chegou ao Complexo Médico Penal (CMP), no Paraná. Segundo o Departamento Penitenciário, todas as pessoas que entram no sistema prisional do estado passam por isso.

TRANCA
No entanto, outros acusados da Lava Jato, como Marcelo Odebrecht e executivos da empreiteira e da Andrade Gutierrez, não ficaram com as celas trancadas quando chegaram ao presídio.

BOM MOÇO
O comportamento de Cabral tem chamado a atenção dos agentes penitenciários. Ele não reclama e segue as regras. E cumpre o limite dos horários de conversa com os advogados no parlatório.
Herculano
27/03/2018 09:43
STF PODE INVENTAR SAÍDA BIZARRA PARA LIVRAR LULA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Apesar de condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e com habeas corpus negado por nove juízes, incluindo cinco ministros no Superior Tribunal de Justiça, o ex-presidente Lula torce por alguma solução bizarra do Supremo Tribunal Federal (STF) que o livre de começar a cumprir a pena. Afinal, o STF é o mesmo que fatiou o impeachment para livrar Dilma da inelegibilidade.

PRECEDENTE
A concessão da pizza provisória para Lula, concedendo-lhe salvo conduto até o dia 4, é outro exemplo de "solução bizarra" do STF.

MAIS MANOBRA
Um Recurso Especial (REsp) de Lula ao Superior Tribunal de Justiça pode garantir ao petista 'efeito suspensivo' da sentença de 1ª instância.

MUITA ÁGUA
Caso o STJ conceda liminar a Lula para que ele concorra à eleição, esse recurso também poderia subir ao Supremo.

MAIS RECURSO
Outro recurso que Lula tem é o Recurso Extraordinário (REx) ao Supremo Tribunal Federal para dirimir dúvida processual, por exemplo.

BRASIL NÃO SE METE NA BRIGA RÚSSIA X REINO UNIDO
Reino Unido e Rússia não fizeram gestões para o Brasil expulsar diplomatas russos ou britânicos, no caso do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal, muito embora tenham mantido consultas técnicas com o Itamaraty. O Brasil não vai se mexer, a menos que se demonstre no âmbito da Opaq (Organização para Proibição de Armas Químicas), que houve um ataque químico russo em território britânico.

MAU EXEMPLO AMERICANO
Diplomatas brasileiros lembram que em 2003 os americanos atacaram o Iraque mesmo sem autorização da ONU. E sem represálias.

MARIA-VAI-COM-AS-OUTRAS, NÃO
Reino Unidos e Rússia se acusam sem provas, dizem no Itamaraty, "e o Brasil não agirá como "Maria vai com as outras".

SEM EXPULSõES, POR AGORA
"Posso cravar que o Brasil não expulsará diplomatas?", perguntou o colunista. "Cravar é muito forte", respondeu um importante diplomata.

BB FECHA AGÊNCIAS
O Banco do Brasil lucrou quase R$12 bilhões em 2017, mas vai forçar os moradores de Santana do Matos (RN) andarem 60km até Angicos, para ir ao banco. A população que se vire. O superintendente do BB no Estado disse que é ordem do presidente do banco. E é só o começo.

MANDOU BEM
É boa a série "O Mecanismo" sobre a Lava Jato, apesar de imprecisões factuais, repetição de erros tipo juiz "pedir prisão" (ele manda prender) e a ignorância sobre uso do pronome de tratamento "vossa excelência".

ESCÂNDALO FINANCEIRO
Clientes da Astra Investimentos de SP temem calote e esperam em vão pelo resgate na aplicação "CDB Bradesco". O banco nega negócios com a Astra. O advogado dos clientes, José Pinto de Luna, delegado inativo, vê crime financeiro. A Astra ameaça processar a todos.

DYOGO É O CARA
O ministro Dyogo de Oliveira (Planejamento) substituirá o ministro Henrique Meirelles tão logo este deixe o cargo para disputar a eleição presidencial. Até já fala como futuro ministro da Fazenda.

NÃO É RECURSO, É MAGIA
A defesa Lula tem razão. Já que o nome da construtora OAS estava escrito errado na decisão que decretou o petista corrupto, ele deve ser eximido de qualquer culpa por receber um apartamento como propina.

QUE PAÍS É ESTE?...
A detecção de mentiras virou negócio no Brasil. Segundo Mario Junior, da S2 Consultoria, cresce a demanda "por capacitação técnica para realizar a entrevista forense e para aprender a detectar mentiras".

CHANCES INESGOTÁVEIS
Condenado em 2017 em ação de 2015, o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), foi afastado do cargo por condenação por mutreta na eleição... de 2014. E ainda cabe recurso ao Supremo.

RACISMO GRINGO
Levantamento da BigData Corp com 25 portais de notícias brasileiros identificou 3.310 matérias sobre racismo em 12 meses. O presidente dos EUA, Donald Trump, citado em 70,8% dos textos, foi a surpresa.

MELHOR SUPREMO
O procurador do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro, Nicola Manna Piraino, resumiu tudo "Eu prefiro o supremo de frango..."
Herculano
27/03/2018 09:36
HUMOR DE PERDIÇÃO, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, no jornal Folha de S. Paulo

Será que o fato de fazer piadas com certos grupos ou temas transforma uma pessoa num monstro moral?

1. Até quando teremos Ricky Gervais? Sim, falo do humorista britânico, autor e ator de uma das grandes comédias da história da TV (a série "The Office"), e que regressou aos palcos, sete anos depois, para um novo espetáculo de standy-up comedy.

O resultado, disponível na Netflix, é "Humanity". E, se eu pergunto até quando teremos Ricky Gervais com liberdade absoluta para fazer humor, é por duas razões fundamentais.

A primeira lida com os temas que Ricky Gervais escolhe. Hoje, é fácil fazer piadas politicamente corretas com alvos politicamente corretos - como a religião cristã ou qualquer político conservador. Nesse quesito, Ricky Gervais não é exceção: haverá coisa mais divertida do que o criacionismo fanático?

Mas o humorista vai mais longe, ao tocar nas vacas sagrados do momento -como os direitos das minorias (sobre os transexuais, como a famosa Caitlyn Jenner, Ricky confessa: "Se eu resolvesse mudar quem sou, era mais fácil para mim ser gorila do que mulher") ou o sentimentalismo dos adultos com as crianças ("Por favor, não me mostre mais fotos dos seus filhos, exceto se eles forem sequestrados").

Sem falar da maior vaca sagrada de todas - a ideia delirante de que o povo é puro e sábio nas suas decisões ou opiniões ("Vamos remover os avisos de 'Não beba' das garrafas de lixívia e, dois anos depois, fazemos um novo referendo sobre o brexit, ok?").

Para cabeças simples, Gervais é transfóbico, homofóbico, antihumanista e antidemocrata. Mas será que o fato de fazer piadas com certos grupos ou temas transforma uma pessoa num monstro moral?

Esse é o segundo motivo para assistirmos a "Humanity": as piadas são boas, mas o melhor do espectáculo está nas reflexões sérias que Gervais vai fazendo sobre o clima de "indignação automática" que define o nosso tempo.

O leitor conhece: alguém diz algo; alguém se ofende com algo; alguém tenta proibir o que foi dito.

Antigamente, os adultos seguiam em frente quando viam algo de que não gostavam. Hoje, acrescenta Gervais, são incapazes de lidar com isso porque imaginam que as suas "identidades" - políticas, sexuais, religiosas etc.- são a coisa mais importante do mundo. Quando foi que nos tornamos tão infantis e narcísicos?

Não sei. Mas sei que assistir a "Humanity", sentirmos as nossas crenças atacadas e ainda rirmos com isso é um verdadeiro teste de maturidade.

2. Fazer uma piada com distúrbios psíquicos não é para qualquer um. Mas Ruben Östlund não é qualquer um.

Em "The Square - A Arte da Discórdia", temos um personagem que sofre de síndrome de Tourette. Ele está sentado na audiência, escutando uma conversa no palco entre uma curadora de arte pretensiosa e um artista pretensioso.

E, quando escuta as frases de ambos, a sua coprolalia é mais forte do que ele: há comentários em voz alta com obscenidades à mistura.

O artista fala da sua obra e ele dispara: "Lixo!" A curadora faz uma nova pergunta ao artista - e o homem vai metralhando a donzela com considerações anatômicas que podemos facilmente imaginar na boca do sr. Harvey Weinstein (quando usava robe).

A audiência está incomodada. A curadora e o artista também. Mas, quando alguém se atreve a criticar a atitude do homem, há sempre um benemérito que pede respeito e tolerância. Aquilo é doença.

É o melhor momento do filme. Não apenas por razões literais - o contraste insólito entre a seriedade do diálogo e o despropósito daquelas frases - mas porque Östlund consegue, metaforicamente falando, resumir o espírito do filme em uma única cena: uma crítica à arte conceitual contemporânea, aos seus promotores e aos seus artistas (o artista pretensioso, vestindo blazer e pijama, é uma óbvia paródia a Julian Schnabel).

O homem com Tourette é uma espécie de bobo moderno. Não no sentido pejorativo do termo; no sentido histórico, cultural, medieval. Tal como os bobos antigos, que diziam as verdades ao rei em clima de farsa, o "bobo" do filme também diz as suas verdades - aquelas que o nosso superego reprime - mostrando à audiência que o rei, na verdade, está nu.

Confesso: "The Square - A Arte da Discórdia" não está ao mesmo nível da obra anterior de Östlund ("Força Maior", uma história sutil sobre o animal escondido e amedrontado que existe em nós).

Mas brindo a um diretor "progressista" que prefere perder vários amigos a perder a piada.
Herculano
27/03/2018 09:32
NADA MAIS GRAVE PODE ACONTECER A UMA DEMOCRACIA DO QUE O JUDICIÁRIO POLITIZADO; A CONSEQUÊNCIA É A INSEGURANÇA JURÍDICA, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Há uma crise óbvia de responsabilidade no país. Uma das suas evidências é o desvio populista dos senhores magistrados das mais diversas instâncias. Nada de mais grave pode acontecer a uma democracia do que a politização do Judiciário. Esta representa uma ameaça concreta ao sistema, uma vez que, dado o modelo tripartido do republicanismo, os senhores togados encarnam também o antigo Poder Moderador.

Qualquer dos Poderes, quando hipertrofiado, revela disfuncionalidades antigas e produz outras novas. No caso, temos o aparato investigativo-judicial-punitivo - Ministério Público e Justiça - agigantado, açambarcando, à luz do dia e sem qualquer solenidade, funções que pertencem ao Executivo e ao Legislativo. Chegamos a esse ponto em razão de uma disfuncionalidade herdada: o chamado presidencialismo de coalizão chegou a seu estado de miséria com o petismo na exata medida em que se alargou de tal sorte a base de apoio ao governo e com tal sanha se tentou eliminar a divergência e destruir as vozes discordantes que o desdobramento obvio consistiu em lotear a máquina pública numa dimensão jamais vista.

Em certa medida, o PT foi bastante generoso com seus sócios. Ministérios e estatais podiam ser entregues de porteira fechada. Ainda que alguns contassem propina, a contabilidade mais perversa era mesmo a de votos no Congresso. Por que "perversa"? Não sou o tipo de bobo - posso ser de outro modelo, mas não deste - que ignora que um governo comanda a máquina publica com aliados. Ocorre que é preciso ter um propósito. As alianças precisam ser feitas com alguma finalidade. A partir da segunda metade do segundo mandato, o PT abandonou qualquer veleidade de construir uma alternativa de poder àquele modelo que herdou - ainda que seus pressupostos não me servissem - e passou a operar com o fito único de se manter o controle da máquina pública. Até a reforma política que viria a imaginar, já no governo Dilma, desenhada pelo advogado Roberto Barroso, então mero esbirro do partido, tinha como objetivo perenizar-se no poder.

Ora, qual é o mal evidente de uma construção com essas características? As medidas corretivas até para a sustentação da arquitetura condominial vão sendo adiadas porque esbarram nos interesses dos sócios. Com o tempo, quaisquer veleidades ou virtudes que tivessem como fito o interesse público - ainda que se pudesse discordar de seu viés ideológico - se perdem no interesse mesquinho, que busca preservar a própria máquina que se assenhoreou do Estado.

Aí veio a Lava Jato e puxou um fio que evidenciou a teia de relações promíscuas em que se enredavam o Executivo e o Legislativo, bastante deformados pela, digamos, teratologia petista. E nem os partidos que faziam oposição ao PT escaparam, uma vez que, em sua sanha moralizadora, a operação pôs no mesmo saco de gatos pardos caixa dois, propina, loteamento de poder - isso a que a imprensa chama "fisiologia" - e até as negociações políticas legítimas, sem as quais a própria democracia não tem como ser exercida. Querem um exemplo? A demonização das emendas parlamentares é uma estupidez e um desserviço à democracia - desde, é claro, que não se confundam com assalto.

Esse aparato judicial e policial não se contentou, como seria o correto, em detectar as falhas e mobilizar o arcabouço legal para coibi-las. Não quis ser o reformador do sistema. Ao contrário! O país passa por uma espécie de ânsia da tábula rasa. Não é raro que se ouça, especialmente nas vozes vindas do Ministério Público, a máxima de que é preciso refundar a democracia, o país, a política, as instituições. A matriz desse discurso, lamento dizer, é fascistoide - e, na sua origem histórica, podem estar tanto o fascismo de esquerda como o de direita.

Ou por outra: cumpria a esse aparato, cujas funções foram definidas pelo constituinte originário de 1988, corrigir os desvios do sistema. Em vez disse, os valentes resolveram ser eles próprios o poder. Passaram a produzir discursos políticos em vez de provas; passaram a demonizar a política em vez de buscar punir, de forma objetiva, os culpados. Mais: voltam-se contra o próprio arcabouço legal que os criou e exigem do Congresso, do Executivo e até da fatia legalista do Supremo que se subordinem a seu particularíssimo entendimento do que seja a democracia. Ou é assim, ou os recalcitrantes merecerão a pecha de "inimigos da Lava Jato" e de "defensores da corrupção".

Ou os Poderes da República recuperam suas prerrogativas, com a devida correção dos vícios, ou estaremos condenados a uma forma muito particular de atraso: seremos os campeões mundiais do moralismo e do atraso.
Herculano
27/03/2018 09:26
A REPÚBLICA DESNUDA, por Hélio Gomes Coelho Júnior, advogado e professor da Escola de Direito da PUCPR, é presidente do Instituto dos Advogados do Paraná (IAP) e vice-presidente do Colégio de Presidentes dos Institutos dos Advogados Brasileiros, para o site da Gazeta do Povo, Curitiba PR

Os três poderes são irmãos xifópagos, por inclinação e temperamento. São filhos da mesma casta que controla e utiliza o Estado

As águas de março fizeram o Judiciário navegar e encalhar no mesmo brejal em que já estavam metidos e atolados o Executivo e o Legislativo, na medida em que aquele desvelou ser exatamente como os dois outros poderes. Isso se mostra quando o assunto é manter privilégios e criar benesses com o dinheiro dos cidadãos, contemporizar com os seus e condescender com alguns.

No último dia 15, um bom número de juízes federais e um punhado de juízes do Trabalho resolveram simplesmente não cumprir com seus ofícios, dando as costas aos cidadãos e advogados, para pressionar os juízes da suprema corte. Juízes a constranger juízes. Inaceitável é pouco. Intolerável é o menos.

A sonegação da judicatura por um dia, sem rodeios, foi o meio e o modo que as associações dos magistrados encontraram à advertência do seus superiores, lá do Supremo Tribunal Federal, para que não cortassem (na sessão de julgamento designada para o dia 22) o "auxílio-moradia". Em 2014, ato isolado de um seu ministro, Luiz Fux, "universalizou" a todos os magistrados (federais, trabalhistas, estaduais e militares) um pagamento mensal de R$ 4.377 limpinhos, sem impostos, com fundamento em uma lei complementar de 1979.

É dizer, em clara prestidigitação ?" nome chique para ilusionismo ?", uma liminar (sempre precária) do ministro Fux logrou ver, na balzaquiana lei, o que a míope sociedade não percebera desde 1979 e, abracadabra, pôs no bolso de cada magistrado brasileiro mais de R$ 4 mil, mês a mês e desde 2014. Passou a espetar no dinheiro público uma conta de mais de R$ 5 bilhões, desde então, quando desde é igual a 2014, e então é 2018.

A sociedade está órfã, pois perdeu interlocutores que muito lhe ajudaram no passado, como a ABI, a CNBB?e a OAB

E, como tudo o que é bom para os juízes também é bom para os procuradores, sob o elegante nome de "simetria" que, na boa lógica, equivale à "propriedade da relação que, afirmada entre A e B, pode ser afirmada entre B e A, sem transformação". O que uma categoria pega a outra se apega.

E o que aconteceu? No dia 22, o ministro Fux, em seu fluente "carioquês", ao ser interpelado pelo ministro Gilmar Mendes, comunicou à corte que, por conta própria, retirara de pauta o assunto do auxílio-moradia, ante um pedido das associações de classe (de juízes e procuradores) e da Advocacia-Geral da União ?" que insinuaram manejar o assunto em uma arbitragem ?", antecipando o ministro Fux, na sua mambembe justificativa, que há "um débito constitucional da União para com os juízes". Em um português bem inteligível, quer dizer: fica minha liminar (dada em 2014) até que os interesses corporativos sejam atendidos...

Dinheiro público, precisa ser dito e redito, vem do público privado, pessoas e empresas, que produzem riquezas e pagam impostos para sustentar o Estado e seus servidores.

Deu-se um "jeitinho" de continuar a gastança, que passa de R$ 5 bilhões, por mais alguns meses ou anos. Melhor contar estes em pencas de 12...

Em 21 de março, um dia antes de o Supremo empurrar para baixo do tapete o seu dever de julgar o auxílio-moradia, que queima bilhões e está pendurado em uma liminar dada em 2014, os brasileiros viram e ouviram um diálogo entre pares até então inédito nos quase 200 anos de história do STF (originalmente denominado Supremo Tribunal de Justiça). Durante o embate, veio a revelação de que, entre os 11 membros, há um ministro psicopata e outro ministro advogado militante.

Ou seja, alguns componentes da mais alta corte de Justiça, o secular Supremo Tribunal Federal, não se submetem à serenidade e à urbanidade. Afinal, são comportamentos comezinhos para quem exerce a mais proeminente função judicial, a de bem interpretar a Constituição Federal e a de assegurar a incolumidade do Estado Democrático de Direito.

Fique claríssimo aos cidadãos brasileiros: todos os juízes estão submetidos à Lei Orgânica da Magistratura Nacional. E ela lhes impõe e exige, além de sereno e urbano agir, o conduzir-se de modo irrepreensível, na vida pública e particular, seja um juiz substituto, seja um ministro.

Não fosse bastante e muito, na mesma sessão do dia 22, quando o auxílio-moradia não foi julgado e sim "negociado", como fruto de uma paralisação de serviços inexpressiva por parte de alguns juízes, e um dia depois de os brasileiros saberem que há ministros adoentados e advogando administrativamente, o Judiciário fez outra à sociedade.

Em meio a uma sessão longa, o que é absolutamente comum em todos os tribunais brasileiros, e quando tratava de questão singela ?" aplicar o precedente da própria corte e que houvera sido adotado com o prestígio de "repercussão geral" ?", eis que um ministro, exibindo um reles cartão de embarque, despede-se da sessão, pois tinha compromisso importante a cumprir no dia seguinte. A internet expõe a agenda: palestrar às 10h30 do dia seguinte no Rio de Janeiro, em um evento que duraria o dia todo. Não é inadequado supor, para quem frequenta congressos, as naturais acomodações de horários quando um palestrante ?" ainda mais tão ilustre quanto um ministro ?" não chega a tempo. Fala mais tarde e o auditório fica cheio, sempre.

O despotismo hoje é outro e se manifesta pelos que personificam o Estado e viram as costas à sociedade

Com a sua saída, a corte descontinuou a sessão, fundada no cansaço, e concedeu um "salvo-conduto", com prazo de validade até o dia 4 de abril, para um paciente que impetrara um habeas corpus. Fez a corte muito bem, pois, se ela tem cansaço, o paciente não tem culpa, e assim deve ficar a salvo de tribunais quasímodos. Parafraseio o ministro Marco Aurélio: "processo não tem capa, tem conteúdo". Assim, na lata.

O ministro que voa e a corte que se cansa com as lidas, como costuma acontecer, fez o imaginário social também viajar e deitar olhos críticos à magistratura brasileira, com ênfase em suas sinecuras e benesses: férias de 60 dias; recesso de 18 dias (de 20 de dezembro a 6 de janeiro) aos juízes federais e mais 30 dias (em janeiro) aos ministros das cortes federais (em janeiro, as cortes federais em Brasília ficam em recesso); e um sem-número de penduricalhos como auxílios-moradia, alimentação, transporte, escola e quejandos.

No Paraná, nas águas de março, o Tribunal de Justiça encaminhou à Assembleia Legislativa um anteprojeto que pretende gratificar os juízes que integrem comissões, dirijam fóruns e quetais. Voltando às associações de classe (magistrados, procuradores e afins), em regra, quem as dirige não exerce o ofício, pois são pagos ?" com todos os benefícios ?" pelo dinheiro público que advém dos impostos tomados dos particulares, como se "fazendo justiça" estivessem.

Os três poderes são irmãos xifópagos, por inclinação e temperamento. São filhos da mesma casta que controla e utiliza o Estado.

A sociedade está órfã, pois perdeu interlocutores que muito lhe ajudaram nos tempos da ditadura militar, dentre eles a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Eram outros tempos, eram outros os condutores. Quem não se recorda, por ter vivido ou estudado, da autoridade intelectual e moral de um Barbosa Lima Sobrinho, um Ivo Lorscheiter e um Raymundo Faoro? Também foram bons coadjuvantes os conselhos de profissões, os sindicatos e as universidades, sem dúvida.

O despotismo hoje é outro e se manifesta pelos que personificam o Estado e viram as costas à sociedade.

As águas de março ficaram mais turvas, sim, mas não será "é pau, é pedra, é o fim do caminho", como poetava Tom Jobim.

Constituição debaixo do braço, vamos à liça, para que saiamos o quanto antes do estabelecido "finge que me engana que eu finjo que acredito".

A república está nua e, pior, feia, com a devida vênia.
Herculano
27/03/2018 09:22
NA CIDADE DA PLACA FRIA, por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Prefeito usa carro fantasma, enquanto a população se espreme no transporte alternativo

Uma página de Rubem Braga nos faz ter saudade daquilo que não vivemos. O lotação, por exemplo, espécie de ancestral das atuais vans. Era um micro-ônibus, desconfortável, caro e perigoso, comum nas ruas do Rio nas décadas de 1940 e 1950, mas que, nas mãos do cronista, surge com ares deliciosamente antigos e românticos.

Em "Dia da Marinha", texto publicado em 1946, encontramos o velho Braga entre oito passageiros, "estreitamente ligados e profusamente amontoados". Viaja, na volta do trabalho, melancólico. Para distrair-se, presta atenção na conversa antipática e sussurrante de um casal, moça de olhos azuis e rapaz moreno. Eles discutem uma crise de relacionamento.

De repente, na enseada de Botafogo, surge uma esquadra na baía. E tudo se modifica: "(...) que me seja dado abençoar esses amantes e dizer que assim, os cabelos batidos pelo vento, a cara séria olhando para frente, essa mulher de olhos azuis é bela como tudo o que é belo: cavalo galopando no campo, navio que avança pelo mar". O lotação pega o túnel, dobra à direita, chegando enfim ao destino: Copacabana.

Lotação e van são ambos um quebra-galho, fruto das deficiências do transporte coletivo. Aquele ainda aparecia em crônicas. As vans costumam frequentar as páginas de polícia: na zona oeste, circulam de forma ilegal, pagando taxas a milicianos. O problema se agrava e se expande para outros bairros. A prefeitura está no meio de uma guerra particular com donos de empresas de ônibus. O resultado é que as linhas têm sumido, sem explicação ou cobrança.

Enquanto isso, Marcelo Crivella roda na cidade num carro com placa fria. Sem constar no cadastro no Departamento Nacional de Trânsito, não é possível saber o número de infrações que cometeu. Em 2017, o veículo oficial usado pelo prefeito havia recebido 55 multas, 38 delas por excesso de velocidade.

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