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Ato I. A falta de transparência e diálogo, somados a atos deliberados de desprezo, vingança, birra e arrogância, corroem a imagem do governo de Kleber e MDB-PP em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Ato I. A falta de transparência e diálogo, somados a atos deliberados de desprezo, vingança, birra e arrogância, corroem a imagem do governo de Kleber e MDB-PP em Gaspar

05/11/2018

Uma liminar da justiça está obrigando as escolas e creches da rede municipal a darem ao Sintraspug informações sobre falhas na gestão da merenda terceirizada. E precisava chegar a esse ponto?

Quem mesmo orienta a comunicação do prefeito e da prefeitura? É o jurídico? Curiosos? Servis? Qual a razão de tantos desgastes? O que se quer esconder dos gasparenses com isso, afinal?

O juiz da Segunda Vara da Comarca de Gaspar, Leonar Bendini Madalena, não teve alternativas senão a de conceder na quinta-feira, a liminar no Mandado de Segurança. A medida de força foi pedida a ele pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug – contra a sonegação de informações sobre os termos contratuais, gestão, supostas falhas e processamento da merenda escolar terceirizada nas escolas e creches municipais.

Os sucessivos pedidos do Sindicato foram feitos a partir de fevereiro deste ano.

Até agora eles foram ignorados pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, via a secretária de Educação, Zilma Mônica Sansão Benevenutti, MDB; o chefe de gabinete Pedro Inácio Bornhausen, PP; a procuradora geral do município que deveria estar atenta a tudo isso e suas consequências, Simone Tatiana Hüther; bem como as diretoras de escolas e CDIs, que coitadas, por serem cargos de confiança, estão orientadas a ficarem de bico fechado - nesse e outros assuntos – mesmo que seja, para esclarecer e ajudar à atrapalhada e errática administração municipal.

O que o Sintraspug quer saber e a prefeitura, a secretaria de educação, as creches e escolas têm dez dias, que expiram na segunda-feira que vem, para fornecer, de acordo com a determinação expressa na liminar do juiz Lenoar? A cópia integral do contrato assinado pela prefeitura na época em que o secretário de Fazenda e Gestão era o advogado, Carlos Roberto Pereira, hoje secretário da Saúde, com a Sepat Multi Service Ltda., bem das direções das escolas e creches, à disponibilização ao Sintraspug das notificações que elas fizeram por e.mails ou ofícios à secretaria de Educação, ou à Sepat, relatando irregularidades no fornecimento, falhas e manipulação das refeições nas escolas e creches.

O município pode recorrer da liminar ao próprio juiz ou à instância superior? Pode! Até agora, a prefeitura nada falou sobre o assunto.

Contudo, se isso acontecer, ficará mais claro que algo vem sendo escondido, foi mal feito ou que se quer propositadamente o embate e não à solução, via a necessária transparência. Só a transparência enfraqueceria o Sindicato nos questionamentos, bem como o corporativismo escrachado estabelecido neste assunto como exponho mais adiante.

Ao mesmo tempo, se o governo já tivesse prestado todas as informações, feitos os ajustes da “experiência” – pois foi essa a proposta inicial de Kleber - teria fortalecido essa decisão administrativa e que – com a terceirização da merenda – estaria trazendo a educação para o seu foco principal que é o de ensinar. Resumindo: há resistências naturais e corporativas próprias dos jogos de mudanças de um lado e teimosia e miopia de outro.

Mas, nem um, nem outro está disposto a ceder ou reconhecer avanços, atrasos e erros. Em decorrência disso, os gestores da prefeitura de Gaspar e seus “iluminados” só fazem crescer à importância do Sintraspug na defesa dos interesses coletivos em que os funcionários públicos estão direta e indiretamente envolvidos. Incrível!

TRANSPARÊNCIA E RESPEITO COMPROMETIDOS

O ofício 008/2018 do Sintraspug para a secretaria de Educação foi enviado no dia cinco de fevereiro. Até agora nenhum retorno. Os ofícios para as escolas e creches envolvidas na “experiência” da terceirização da merenda foram remetidos no dia 18 de agosto, com prazo de 20 dias para as respostas Eles estavam acompanhados da advertência de que o silêncio ensejaria “medidas cabíveis”.

Ao se ver cercada com aqueles ofícios de mesmo teor nas escolas e creches, para ganhar tempo, a secretária Zilma pediu mais prazo. O Sintraspug no dia 12 de setembro concedeu outros dez dias. Tudo baseado na lei federal do Acesso à Informação. E mais uma vez nada veio no prazo estendido. Então não restou ao Sindicato o caminho de buscar as informações via a coerção judicial. É que esse o tratamento da prefeitura aos que pedem informações: o esquecimento ou sonega-las sob várias desculpas.

Estão obrigados a responderem pela liminar do juiz Lenoar ao Sintraspug os CDIs Cachinhos de Ouro, Deputado Francisco Mastella, Irmã Cecília Venturi, Sônia Gioconda Beduschi Buzzi, Vovó Lica bem como as escolas municipais Ervino Venturi, Luiz Franzói, Mário Pederneiras, Norma Mônica Sabel, Prof. Dolores Luzia dos Santos Krauss, Professor Vitório Anacleto Cardoso e Zenaide Schmitt Costa, além da própria secretaria Educação e a prefeitura.

Esta prática de sonegar informações é uma rotina no governo Kleber. Ela contraria à marca marqueteira de “eficiente” que tenta rotular e vender à gestão ao público para os gasparenses há quase dois anos e prometida na campanha eleitoral vencedora; a da essencial transparência aos poderes públicos sustentados com os pesados impostos dos cidadãos; bem como o respeito mútuo no contrato social do político com a sociedade que o escolheu para liderar os processos de gestão municipal.

Outro exemplo de retardo ou sonegação de informações na prefeitura.

Os vereadores da majoritária oposição não passam uma sessão sem reclamar de que não recebem no prazo - quando feitos de bobos com respostas parciais e os obrigando a repetirem ou emendarem -, as informações que pedem oficialmente por requerimentos e aprovados ritualmente em plenário. Resultado? Estão afundando o caminho do Fórum de Gaspar para obterem os tais Mandados de Segurança. Vergonhoso.

Nem os resultados das urnas de outubro parecem que foram capazes de mudar os hábitos herdados pelos jovens políticos das velhas práticas políticas tão comuns por aqui. Perdeu-se o basilar das relações institucionais: o respeito. Optou-se esperar pela imposição judicial quando alguém com coragem possui disposição em pedir.

O juiz Leonar Bendine Madalena já deve ter até uma liminar padronizada pronta para este tipo de assunto contra a gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB.

São tantas as informações oficiais sonegadas, adiadas ou dadas incompletas aos vereadores, que elas alimentam o palanque de queixas contra Kleber. Todas às sessões semanais anunciam-se que se está recorrendo ao judiciário para se ter o mínimo respondido pelo Executivo como determina lei. Há apelos dramáticos. Quando se chega a este ponto, alguma coisa está errada na ordem das coisas, respeito e relacionamentos dos investidos de autoridades frente aos diversos seguimentos da sociedade, a quem de devem explicações e transparência.

O EXECUTIVO CRIA FANTASMAS CONTRA SI PRÓPRIO

O Sintraspug está errado? Repito o que já escrevi várias vezes: não! Quem erra? A administração de Kleber e seus iluminados. São eles que fazem crescer mais uma força organizada contra o governo. E de graça! E por atos deliberados de desprezo, vingança, birra e arrogância. A gestão de Kleber não apenas sonega dados ou à transparência, mas resiste no diálogo ou no primário exercício da política que é o de mitigar em favor da sociedade os interesses contrários. E é ele quem precisa superar as dificuldades que criou para si próprio.

Kleber, no meu entender, fez certo ao terceirizar a merenda escolar em Gaspar. Contudo, foi inábil, arrogante e inconsequente aos resultados que queria. Para não criar impacto e desgastes, inventou que isso seria apenas uma experiência.

Não há experiências que resistam ao corporativismo do funcionalismo público. Ou muda, ou desiste das mudanças. Os desgastes são menores quando se muda do que nas ditas experiências. Experiências em pleno funcionamento de algo que se quer mudar permitem claras brechas permanentes de oposição às mudanças pretendidas. Simples assim. Ponto básico de gestão e que a equipe de Kleber demonstra desconhecer.

E querendo impor uma mudança sob o signo da experiência, piorando tudo, Kleber e os seus não negociaram, não convenceram, não previram corretamente às resistências e não trouxeram à população – que precisa de creches, escolas e paga tudo isso -, para o seu lado mostrando as vantagens do processo de mudança. E é nessa lacuna que o Sintraspug está fazendo a festa. E está no papel dele.

A obrigação do município é a de criar vagas nas creches onde o déficit é grande e desconhecido de verdade; é obrigação disponibilizar gente especializada para cuidar dessas crianças; é obrigação criar estruturas de qualidade de ensino nas escolas municipais, aviá-las e atualizá-las no ambiente pedagógico e de conteúdos.

Não está no escopo principal da Educação a de ter e sustentar estruturas para refeições, merendeiras, serventes e nutricionistas. Elas tiram o foco pedagógico. Isso pode ser terceirizado. Mas, precisa estar sob o comando, transparência e qualidade total da secretaria e do governo, porque faz parte do senso social ao ambiente educacional.

A oposição – mesmo quando era minoria e liderada pelo PT – sinalizou, desde logo, que venderia caro essa troca e que se dependesse dela, essa “experiência” não iria adiante.

Primeiro inventou que as merendeiras eram indispensáveis nas atividades extra-curriculares comunitárias nas promoções das APPs. Frágil. Segundo: depois que virou maioria barrou o PL do Executivo que diminuía as vagas de merendeiras e serventes, sem atividades e exatamente em decorrência da terceirização. Por causa dessa negativa, os gasparenses hoje pagam as merendeiras e serventes no pacote da terceirização e também na folha de pagamento da prefeitura, por não mais possuírem essas atividades específicas. Dinheiro de todos sustentado anomalias e irracionalidades.

O terceiro sinal, veio de forma sistemática nas queixas dos vereadores de oposição, no Sintraspug no jogo de defesa dos empregos públicos, de parte dos pais e professores que alegam perda significativa da qualidade e improvisações dos cardápios. E esse sinal só vingou e foi ampliado devido ao silêncio – e à falta de ações corretivas imediatas - da própria secretaria de Educação, gestores públicos e da prefeitura.

O quarto recado foi dado pelo vereador Roberto Procópio de Souza, PDT – da oposição e agora em aproximação com o governo de Kleber – no PL que apresentou e aprovou recentemente - e já é lei sancionada pelo prefeito Kleber. Esta lei, determina que a empresa terceirizada – seja ela quem for - publique com minimamente dois dias de antecedência, o cardápio de cada escola, bem como informe as mudanças e as razões delas com os mesmos valores nutricionais.

Concluindo: quem mesmo criou esse fantasma se não Kleber, sua equipe e seus sucessivos erros de cálculo, execução, liderança e exercício político? Eficiência? Zero! Agora está exposto – como nessa decisão do judiciário que o obriga ao mínimo na transparência. Kleber está arrumando culpados fora do governo. O problema é como ele compôs o seu governo e como decidiu governar, por experiência, atos deliberados de desprezo, vingança, birra e arrogância os quais corroem por si só à imagem do governo dele, MDB-PP. Acorda, Gaspar!

O presidente do Semovesc, Jorge Ramella, professor da Udesc, Lages, entrega a placa homenageando o presidente da Câmara, Silvio Cleffi (à direita)

Ato II. “A vingança é doce, mas os frutos são amargos”. Prefeito de Gaspar não vai à solenidade onde dividiria espaços e homenagens com supostos rivais

O comentário que abre a coluna desta segunda-feira é ilustrativo deste fato e mostra bem como os políticos colocam em primeiro lugar as suas diferenças em detrimento dos resultados comuns, próprio dos estadistas. O provérbio popular do título deste artigo, por sua vez, remete ao que é passageiro e particular para quem possui um a missão voltas para as soluções coletivas. Orar será pouco!

Veja mais esta. Na segunda-feira passada, em torno de 50 médicos veterinários atuantes em Gaspar e Ilhota, junto com seus convidados se reuniram no Restaurante do Raul’s para comemorarem os 50 anos do Conselho em Santa Catarina; fundar o Núcleo de Médicos e Médicas Veterinários de Gaspar e Ilhota, sob a supervisão do Somevesc; e homenagear o primeiro médico veterinário, formado 35 anos, a atuar em Gaspar, Osnir Giovanella, na então Fazenda Juçara e que parte dela foi transformada na polêmica Arena Multiuso, na Margem Esquerda, pelo ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT.

Entre os homenageados estavam ainda o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e o presidente da Câmara de Gaspar, Silvio Cleffi, PSC. Quem organizou o evento, foi o médico veterinário e ex-prefeito de Gaspar eleito então pelo MDB – onde não está há muitos anos -, Adilson Luiz Schmitt. Convidado, Kleber confirmou a presença, mas só não apareceu no evento, como contatado pediu, para atrasar o início da solenidade e assim se ajustar à uma outra agenda que teria que cumprir na cidade.

E por que Kleber não apareceu e não mandou representantes à solenidade? Porque não exerceu a função de prefeito. Preferiu à vingança e conselhos particulares. Igualou-se aos que preferem o doce do presente e reclamam do amargor do futuro. Era mais uma oportunidade para dialogar, exercer a distensão e ir além do mero cumprimento do protocolo, mostrando que está acima de rancores e dissabores, tudo em favor da cidade e dos seus cidadãos.

Primeiro, Kleber sabia que o presidente da Câmara seria homenageado e não quis dividir os holofotes com ele. Silvio é cria política de Kleber, e membro da mesma Igreja Pentecostal, mas em dezembro, contrariando o grupo no poder de plantão onde está Kleber, Silvio se bandeou para a oposição e se tornou presidente da Câmara. Com isso, deixou Kleber em minoria no Legislativo e encurralado. E não foi por culpa apenas de Silvio, mas principalmente de Kleber.

Segundo: quem organizava o evento era outro suposto rival político de Kleber, mas neste caso, despido desse preconceito, tanto que o convidou como prefeito e como tal, indicou à homenagem. Kleber não soube, neste caso, despir-se das picuinhas particulares e ser representante de um poder outorgado pelo voto livre e direto da maioria dos gasparenses. Kleber está prefeito, possui um mandato de representação popular e institucional. Simples assim!

As contradições não param aí. Foi Adilson quem criou a secretaria de Agricultura e Kleber a recriou na propaganda política de campanha para dá-la a um curioso em medicina veterinária, depois que o PT a rebaixou à uma gerência na Reforma Administrativa que fez. O que adianta ter uma secretaria de Agricultura se nem para representação do prefeito serve quando ele não pode ou não quer comparecer às solenidades ligadas às funções da pasta? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

O Sintraspug acaba de enviar à Câmara de Gaspar o processo de Assédio Moral que protocolou na Justiça contra o prefeito Kleber Wan Dall, MDB, mostrado em primeira mão aqui e detalhado numa reportagem da edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro doe Vale, o mais antigo, o de maior circulação e retorno para seus anunciantes.

O calendário aperta na sina do MDB de Gaspar. Adilson Luiz Schmitt quando prefeito recebeu o seu primeiro processo no último ano de governo; Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, no terceiro ano e não mais voltou a prefeitura; Kleber nem bem completou o segundo ano está respondendo o seu primeiro processo.

É impossível que o deputado mais votado de Santa Catarina, o vereador Ricardo Alba, PSL, de Blumenau, arauto das mudanças, não sabia quem era quem na formação da junta Executiva de Gaspar. Esse erro de cálculo já lhe tirou da pretendida presidência da Alesc e da liderança do futuro governo de Carlos Moisés da Silva. Então...

Atenção servidores. O vereador Rui Carlos Deschamps, PT, não se considera da bancada representante do funcionalismo público e que é formada por quatro vereadores dos oito da oposição e dos 13 da Casa.

Rui disse na observação que fez na tribuna da Câmara que está aposentado. Só não disse que também vai se aposentar na defesa das causas corporativas dos servidores. Como aposentado no Samae, ele recebe todas as vantagens criadas em favor dos servidores quando aprovadas na Câmara. Então...

Rui, na verdade, repreendeu Francisco Solano Anhaia, líder do MDB, por tê-lo citado numa entrevista na Rádio Sentinela do Vale como pertencente à bancada dos servidores, no polêmico caso da substituição do Vale Alimentação em dinheiro pela modalidade de cartão e livre das vantagens como se vencimento fosse. Esta coluna também considera Rui da bancada de servidores e desproporcional ao número de eleitores de Gaspar, fato já abordado aqui e em números.

A diferença em números e a exata da dimensão dos discursos e desperdícios. A campanha do eleito Jair Bolsonaro, PSL, arrecadou R$4.150.097,17 e gastou R$2.452.212,91, ou seja, sobraram R$1.697.884,26. Parte disso, o presidente eleito disse que quer doar ao hospital filantrópico mineiro que o salvou em Juiz de Fora, após a facada que recebeu num ato de campanha política.

Enquanto isso, o perdedor Fernando Haddad, PT, arrecadou a milionária cifra de R$32.783.181,36 e gastou R$37.193.437,69. Ou seja, estão fazendo vaquinha para buscarem R$4.356.232,33 para cobrirem os prejuízos. Sabe-se assim, a razão pela qual o PT quebrou Brasil e os brasileiros via inflação alta, déficits primários recordes, a maior recessão desde 1929, a maior empregocídio que se tem notícias para os seus e o maior desemprego de trabalhadores que se teve notícia até então: 13 milhões

O Hospital de Gaspar virou um centro de negócios. Foi assinado novo decreto para continuar a intervenção municipal por lá e instituído pelo ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, com a desculpa que se roubava lá as verbas que a prefeitura mandava para lá. Perguntar não ofende: quem é mesmo o dono do Hospital? Em quanto está a dívida dele? Quem vai pagar isso?

Samae Inundado I. Mais uma do “o tempo é o senhor da razão” e por isso vivo de alma lavada e sob a mira dos políticos de todos os lados. Olha o que publiquei na coluna do dia 10 de outubro sobre o mais longevo dos vereadores de Gaspar, José Hilário Melato, PP, e que se diz executivo e por isso, o prefeito Kleber o indicou para presidente do Samae:

Samae inundado II. E para resolver as sucessivas falhas, o presidente do Samae, resolveu trocar o diretor de serviços externos. Saiu Gilberto Delandrea e entrou Denilson Cechetto. Um especialista? Que nada! Era instrutor de auto-escola. Então...

Samae inundado III. E porque estou repetindo a nota acima? Denilson acaba de pedir as contas. E por que? Não entendia do assunto, nunca administrou gente em ambiente político e foi engolido pelas raposas.

Samae inundado IV. Isso não estava na cara para você meu leitor e leitora? Por que não estava na cara para um executivo de primeira linha como o Melato diz que é e para o prefeito Kleber que não o questionou mesmo depois de ler a nota aqui? Ou Melato, tinha a intenção de queimar quem indicou o contratado para o Samae?

Samae inundado V. Este é o perfeito retrato da gestão de Kleber Edson Wan Dall. A corrosão é absolutamente interna. Os reflexos externos são apenas consequências. Acorda, Gaspar!

 

Comentários

Herculano
07/11/2018 07:35
EM INSTANTES COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA, NO PORTAL CRUZEIRO DO VALE MAIS ANTIGO, ATUALIZADO, ACESSADO E DE CREDIBILIDADE DE GASPAR E ILHOTA
Miguel José Teixeira
06/11/2018 15:43
Senhores,

Na mídia:

"O PT tem que visitar seus demônios', afirma ex-ministro de Lula e Dilma... "

E sabem quem é este ministro?

Nada mais, nada menos do que o tal gilberto Carvalho, vulgo "COROINHA DO BELZEBU"

Portanto PeTralhas, na visita ao inferno vocês estarão muito bem "aceçorados". . .

Fiquem por lá!!!
Miguel José Teixeira
06/11/2018 12:45
Senhores,

Da série "só pra PenTelhar":

Quando os PeTralhas estavam prontos para bater o martelo sobre o novo nome da sigla: PPMP - Partido dos Paus Mandados pelo Presidiário, receberam ligação de Curitiba:
-"PPMP, NÃO! Tem muitas letras. Fica difícil "pronunciá", "confundi nóis, dotoris honoris".
- Ressuscitem a sigla PFL. . .
PFL presidente?
- Sim, companhêrus! PFL - Partido dos Fantoches do Lula. . .
Herculano
06/11/2018 12:42
NÃO BASTA SER INOCENTE, É PRECISO PARECER INOCENTE

Conteúdo de O Antagonista. Julian Lemos, que integra a equipe de transição de Jair Bolsonaro, foi condenado em 2011 por estelionato (o crime prescreveu antes de ir a julgamento em segunda instância) e tem na ficha três processos por violência doméstica - dois abertos pela ex-mulher, que depois voltou atrás nas acusações, e um contra a irmã, ainda em andamento.

Lemos, que coordenou a campanha de Bolsonaro no Nordeste, se diz inocente em todos os casos, mas não basta ser inocente, é preciso parecer inocente num governo que tem Sergio Moro como ministro.
Herculano
06/11/2018 12:36
BOLSONARO REAFIRMA, NO CONGRESSO, COMPROMISSO COM A CONSTITUIÇÃO

Conteúdo do Infomoney. Na primeira visita ao Congresso Nacional desde que foi eleito, Jair Bolsonaro reafirmou seu compromisso com a Constituição Federal, e afirmou que todos os Poderes da República têm o compromisso de preservar a Carta Magna, que completa 30 anos.

"Na democracia só existe um norte que é o da nossa Constituição. Juntos, vamos continuar construindo o Brasil que nosso povo merece. Temos tudo para ser uma grande nação", disse ao declarar estar feliz com o retorno à Casa e lembrar que os presentes na sessão ocupam cargos chaves capazes de mudar o futuro da nação.

Pouco antes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, defendeu que, passadas as eleições, o Brasil precisa encontrar um ponto de união em meio às diferenças.

Durante o evento, Toffoli defendeu dedicação às reformas essenciais e destacou, como principais, as mudanças previdenciárias, tributárias e fiscais e a promoção da segurança pública.

"É momento de reafirmar nosso comprometimento com a manutenção e longevidade da nossa Constituição. País sempre demanda atualização da Carta. É hora de celebrarmos um grande pacto nacional para juntos trilharmos caminho na busca de reformas fundamentais que precisamos enfrentar", disse.

Toffoli disse ser testemunha de que o Congresso tem conseguido atualizar as leis com a votação de emendas e projetos e assegurou que Judiciário continuará sendo moderador nas questões fundamentais para o país que precisarão ser apaziguadas.
LEO
06/11/2018 12:29
A SEÇÃO DA CÂMARA DE VEREADORES DE HOJE PROMETE SER QUENTE.TEM A DENÚNCIA DO SINTRASPUG DE ASSÉDIO MORAL CONTRA O PREFEITO.MAIS DEBATES SOBRE O CARTÃO ALIMENTAÇÃO.E O MACACO VELHO ESTA CONVIDANDO VÁRIOS COMISSIONADOS.PARA A VOTAÇÃO DO PROJETO QUE AUTORIZA O SAMAE A FAZER A LIMPEZA DAS VALAS DE ESGODO E DRENAGEM.MEIO CAMINHO PARA TRANSFORMAR O SAMAE EM SECRETARIA.ESTA QUENTE O CLIMA NO SAMAE. AINDA BEM QUE O SEU HERCULANO MOSTRA SEMPRE AS NOTICIAS EM PRIMEIRA MÃO.
Herculano
06/11/2018 12:25
FOCO

De Carlos Andreazza, editor de livros, no twitter:

Se Bolsonaro não entender que a agenda imediata fundamental deve ser a das reformas econômicas, notadamente a da previdência, botará em risco o desenho de governo desenvolvimentista - com retomada de investimentos em infraestrutura - que projeta. Faltará dinheiro. É simples.
Herculano
06/11/2018 11:39
O PREFEITO KLEBER CANCELOU A SUA VIAGEM DE ONTEM A BRASÍLIA

A decisão aconteceu ontem depois da postagem feita aqui e de ouvir novos conselhos sobre o assunto. Iria repercutir muito mal e somar aos acontecimentos que vem acontecendo na cidade.

Ontem a tarde, o secretário de Assistência Social, Santiago Martin Navia, postou esta mensagem na sua rede social

"Rumo ao aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis. 20:45 estaremos embarcando para Brasília em companhia do prefeito Kleber Kleber Wan-DallKleber, da diretora geral Elaine Cristina da Silva Guimarães e do diretor de projetos Jorge Pereira. Nosso foco será a captação de recursos para nossa linda Cidade de Gaspar"

Hoje, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, saiu pela cidade para "inspecionar" obras e colocar na sua rede social para mostrar que estava aqui e trabalhando.

Aos que perguntavam se ele não estaria em Brasília, chegou a insinuar que a coluna teria errado. O certo é que cancelou a viagem praticamente a caminho do aeroporto, com passagens compradas e tudo. A informação é de fontes, fontes no plural, de dentro da própria prefeitura Deve ter enganado o seu secretário de Assistência Social.

A NOTA DE ONTEM DA COLUNA

UMA SELFIE COM BOLSONARO

Quem vai outra vez, em poucos dias, a Brasília? O prefeito de Gaspar Kleber Edson Wan Dall, MDB. Nada no site da prefeitura. Nenhuma agenda divulgada.

Estão embarcando em Florianópolis. Oficialmente atrás de recursos, em fim de governo.

Extraoficialmente, esta ida lá, coincide com a estada do presidente eleito de Jair Messias Bolsonaro, PSL, no Congresso. Uma selfie com o cicerone, o deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, teria traços de vitória. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/11/2018 09:50
PREFEITO DE GASPAR EXPOSTO. DESPACHO DO PRESIDENTE DA CÂMARA SILVIO CLEFFI, PSC, SOBRE A DENÚNCIA DO SINTRASPUG DE ASSÉDIO MORAL AOS SERVIDORES MUNICIPAIS, REMETE A ATOS PREPARAT?"RIOS PARA A ABERTURA DE UMA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO

O que está na pauta da sessão de hoje a noite da Câmara de Vereadores de Gaspar? O despacho abaixo do presidente da Casa. Vai ser quente. Apronte-se.

Em tese, o prefeito está em desvantagem na sua base parlamentar para impedir instauração de uma comissão especial de avaliação do assunto. Em tese, também estará em prova o novo rearranjo do governo Kleber para voltar a ter maioria dos 13 vereadores.

Este assunto do assédio foi tratado pioneiramente na imprensa gasparense aqui nesta coluna, quando se alastrava nas redes sociais. Também foi aqui que os gasparenses ficaram sabendo na semana passada que o Sindicato tinha aberto na Justiça uma ação contra o prefeito. Também só aqui, estão sendo mostrados os sucessivos erros de tática, ações, estratégias e comunicação do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP.

O que diz o despacho do presidente da Câmara, Silvio Cleffi, PSC, sobre a denúncia do Sitranspug, assinado por sua presidente Lucimar Rozanski Silva?

Destino - nos termos do artigo 75-D da Lei Orgânica Municipal, esta Presidência proferiu o seguinte despacho:

"Trata-se de denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar - SINTRASPUG, noticiando possível cometimento de assédio moral pelo Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, na qual pugnou-se pela adoção das providências descritas na Lei Ordinária Municipal nº 2.415/2003.

Isso posto, considerando que a já referida lei ordinária remete a apuração do possível cometimento de assédio moral no âmbito do serviço público municipal de Gaspar aos trâmites do Regimento Interno desta Casa de Leis, bem como ao restante do arcabouço normativo do município; considerando que a narrativa contida na peça apresentada não permite, de plano, concluir pelo enquadramento da conduta descrita como possível infração político administrativa, ou, ainda, como possível crime [seja ele comum, seja ele de responsabilidade] ou ato de improbidade administrativa;

considerando que o artigo 75-D da Lei Orgânica Municipal determina que "na primeira sessão ordinária seguinte ao protocolo da denúncia na Secretaria Administrativa da Câmara, quem estiver na Presidência dos trabalhos da Mesa Diretora, sob pena de destituição de seu cargo titular, determinará a leitura da peça denunciatória e colocará, na mesma sessão, em única discussão e votação o seu recebimento, este que será confirmado pelo resultado da maioria simples dos presentes com direito a voto;

considerando que o teor da peça apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar - SINTRASPUG foi apresentada no primeiro dia deste mês de novembro, às 14h04min, bem como que o seu devido encaminhando demanda zelo e prudência, a fim de garantir a observância dos princípios fundamentais da legalidade, da imparcialidade e da razoabilidade;

considerando que não há pedido expresso para o processamento da denúncia apresentada como possível cometimento de infração político administrativa, determino:

a) a leitura, pela 1ª Secretária, na sessão ordinária do dia 06/11/2018, da peça denunciatória, a qual será destinada à Ordem do Dia, quando terá o seu recebimento votado [em única discussão e votação] pela maioria simples dos vereadores presentes com direito a voto;

b) em caso de não recebimento, o arquivamento da peça e da documentação que a instrui;

c) em caso de recebimento, invocando, por analogia, os artigos 75, §1º da Lei Orgânica Municipal e 63 do Regimento Interno, a constituição de comissão temporária especial, formada por um terço dos vereadores, excluído do cálculo o Presidente, devendo os membros serem indicados pelas lideranças partidárias e/ou de bancada, no prazo de 5 [cinco] dias. Esclareço, ainda, que o prazo para realização dos trabalhos da comissão especial será de 30 [trinta] dias - contados a partir do encerramento do prazo fixado para indicação dos membros - e que as suas conclusões deverão ser apreciadas pelo Plenário [artigo 75, parágrafos 1º e 2º da Lei Orgânica Municipal].SILVIO CLEFFI - Presidente".

Considerando o despacho proferido, solicito ao 2º Secretário que proceda a leitura da peça denunciatória, sendo que, deixo registrado, desde já, que a referida peça irá à Ordem do Dia da presença sessão, quando será votado o seu recebimento, em única discussão e votação.
Herculano
06/11/2018 09:27
PERGUNTAR NÃO OFENDE

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi a Brasília para não ver a oposição ensaiar na Câmara esta noite uma CPI no caso do assédio moral?

Uma recomendação de quem já viu coisas parecidas: quanto mais perto, mais fácil de se apagar o fogaréu. Quem ignora as fagulhas, corre o risco de vê-las transformadas em incêndio, quando não ardidos no próprio fogo. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/11/2018 09:21
da série: tudo armado e deu errado

O GOLPE DO CNJ CONTRA A LAVA JATO

Dias Toffoli garantiu a mais de um interlocutor que Sergio Moro seria punido pelo CNJ.

Ao migrar para o superministério de Jair Bolsonaro, ele melou o golpe contra a Lava Jato.
Herculano
06/11/2018 09:19
da série: a comunicação ameaça engolir o governo de Bolsonaro antes mesmo dele começar; é tudo os que os opositores querem e o presidente eleito não percebeu. Quando se é comandante, centralizador ou autoritário se escolhe os subordinados executores de ordens, só quando se é líder se permite a escolha de técnicos capazes aos resultados diferenciais pretendidos e com eles gerenciar, internamente, divergências.

BOLSONARO FAZ BORRÃO NA "CARTA BRANCA" DE MORO, por Josias de Souza

Uma semana depois de informar a Sergio Moro que ele teria ampla liberdade para comandar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, Jair Bolsonaro fez um borrão na "carta branca" que entregara ao ex-juiz da Lava Jato. Esclareceu que, nos temas em que divergirem, os dois terão de chegar a um "meio-termo". Moro arrisca-se a sair desse tipo de negociação apenas com o hífen. Será difícil encontrar posições intermediárias entre certas opiniões extremas de Bolsonaro e o bom senso.

Moro deve conceder nesta terça-feira uma entrevista coletiva. Não pode sair da conversa com os repórteres sem esclarecer o que pensa sobre as seguintes prioridades de Bolsonaro: liberação do porte de armas, redução da maioridade penal, imunidade para policial que matar em serviço ("excludente de ilicitude"), tipificação de atos de sem-terra e sem-teto como crime de terrorismo e proibição de demarcação de novas terras indígenas.

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Band, Bolsonaro admitiu que não tratou de todos os temas na conversa que teve com Moro na semana passada. Ficou entendido que, em matéria de combate à corrupção e ao crime organizado, a "carta branca" que deu a superministro vale "100%". Entretanto, "naquilo que nós somos antagônicos, vamos buscar o meio-termo." Bolsonaro exemplificou: "Sou favorável à posse de arma. Se a ideia dele for o contrário, tem que chegar a um meio-termo."

Numa palestra para empresários, em Curitiba, Sergio Moro deixou a impressão de estar vivendo uma crise de identidade. Como juiz, era acusado de agir politicamente. Como futuro ocupante de um cargo político, ele se autodefine como "técnico". Moro declarou: "Não me vejo (...) ainda como um político verdadeiro." Sustentou que ocupará um cargo "predominantemente técnico."

Num rápido flerte com o óbvio, Moro admitiu que seu novo cargo "envolve também certa política", pois terá de "conversar com as pessoas, buscar convencer os parlamentares a aprovarem aquelas medidas legislativas que se mostrarem oportunas." Nada poderia ser mais político do que um ex-juiz que se prepara para dialogar com parlamentares que merecem interrogatório. Neopolítico, Moro procura não parecer o que é diante de futuros interlocutores que podem não ser o que parecem ou, ainda pior, ser e parecer.

De qualquer maneira, a crise existencial de Moro terá certa utilidade. Se é como técnico que o ex-juiz deseja ser visto, os repórteres devem cobrar dele que se posicione tecnicamente sobre os planos de Bolsonaro. Em privado, Moro torce o nariz para teses como a de que policiais devem dispor de licença para matar. Como político, ele tenderia a contemporizar diante dos refletores. Como político, Moro procuraria os meios-termos. Como "técnico", tem o dever de se expressar com termos inteiros.

Na conversa com Datena, Bolsonaro voltou a defender o amontoamento de bandidos em presídios que já estão superlotados. "Se não tiver recurso, lamento, você vai ter que amontoar esse cara lá." Deu de ombros para a decisão do Supremo que reconheceu o direito de presos maltratados de ser indenizados pelo Estado. Como "técnico", Moro sabe que não há no Brasil pena de morte nem prisão perpétua. Logo, preso "amontoado" é mão-de-obra para facções criminosas, não candidato à ressocialização prevista na Lei de Execuções Penais.

Bolsonaro também aderiu à ideia do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witsel (PSC), de empregar atiradores de elite (snippers) para executar bandidos armados de fuzis nas favelas cariocas. "Se você está em um confronto, em vez de dar, por exemplo, milhares de tiros para uma região, é melhor o snipper. (...) É como se fosse um atirador que fosse competir em uma Olimpíada. Você tem que ter isso daí, porque o outro cara que está do outro lado, afrontando, com um fuzil na mão, está atirando à vontade para o lado de cá. Você tem que botar um ponto final nisso daí."

Como político, Moro ecoaria o discurso repressivo do novo chefe. A conversa fácil do "ponto final nisso daí" tem um extraordinário apelo popular. Como "técnico", o futuro ministro não ignora que o lero-lero de Bolsonaro é perigosamente demagógico. Ainda que existissem no Brasil atiradores de elite em quantidade suficiente para enfrentar a bandidagem, faltaria uma previsão legal para a matança.

Na palestra de Curitiba, Moro revalidou a "promessa" de não levar sua foto à urna. "Não pretendo jamais disputar qualquer espécie de cargo eletivo." Será? A disposição da plateia de levar o ex-juiz a sério crescerá na proporção direta da sua capacidade de reagir como ''técnico'' ao borrão que Bolsonaro começa a imprimir na "carta branca" que prometera lhe entregar.
Herculano
06/11/2018 08:00
QUASE UNANIMIDADE

Segundo o Instituto Paraná, 82% dos brasileiros aprovaram seu nome para o ministério de Jair Bolsonaro

O que adianta ter justiça e não ter emprego, comida e uma previdência justa?
Herculano
06/11/2018 07:47
DIFERENÇAS

De Leandro Ruschel, no twitter

Depois que Lula foi preso, terroristas do MST vandalizaram um apartamento de Cármen Lúcia em BH. Ela não disse uma palavra contra a esquerda violenta e totalitária que a atacou. Mas já critica conservadores que nunca praticaram qualquer violência contra ela ou a corte.
Herculano
06/11/2018 07:38
CASSANDO CARTA BRANCA: BOLSONARO EVIDENCIA EM ENTREVISTA QUE ELE DECIDE A PREVIDÊNCIA, NÃO GUEDES, DE CUJO MODELO AFIRMA AINDA DESCONFIAR, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Paulo Guedes: nesta segunda, Bolsonaro cassou sua carta branca para cuidar da Previdência. Nunca acredite que ele a tivesse

A entrevista concedida por Jair Bolsonaro (PSL), presidente eleito, a Jose Luiz Datena, no programa "Band Urgente", na tarde desta segunda, teve mais importância do que pareceu à primeira vista. Bolsonaro cassou ali duas cartas brancas que teria dado: a Paulo Guedes, superministro da Economia, e a Sérgio Moro, superministro da Justiça. Comecemos por Guedes.

Na primeira semana depois da vitória, o economista parecia ter engolido uma vitrola. Falava pelos cotovelos e se comportava como o chefe da coisa toda. Deixou claro que sempre foi defensor da reforma da Previdência e que o correto seria que a turma de Bolsonaro se empenhasse em aprovar ainda neste ano o texto enviado pelo presidente Michel Temer. Não houve muito entusiasmo. Também defendeu a chamado sistema de capitalização em lugar do atual modelo, de repartição. Em linhas gerais, o trabalhador poupa e faz ele mesmo a sua aposentadoria.

De toda sorte, o que se dizia por aí, COISA NA QUAL NUNCA ACREDITEI, é que o Posto Ipiranga da economia iria decidir.

Bem, não foi o que Bolsonaro disse na entrevista desta segunda. Reproduzo suas palavras:

"Não está batido o martelo, tenho desconfiança. Sou obrigado a desconfiar para buscar uma maneira de apresentar o projeto. Tenho responsabilidade no tocante a isso aí. Não briguei para chegar (à Presidência) e agora mudar tudo. Quem vai garantir que essa nova Previdência dará certo? Quem vai pagar? Hoje em dia, mal ou bem, tem o Tesouro, que tem responsabilidade. Você fazendo acertos de forma gradual, atinge o mesmo objetivo sem levar pânico à sociedade (...). Nós temos um contrato com o aposentado, você vai mudar uma regra no meio do caminho. Não pode mudar sem levar em conta que tem um ser humano que vai ter a vida que será modificada. Às vezes um colega pensa apenas em número. Não existe recriação da CPMF. Não queremos salvar o Estado quebrando o cidadão brasileiro".

Não há como não concluir que o "colega" que pensa apenas em número é mesmo... Paulo Guedes.

Reitero: presidentes da República não dão carta branca a ninguém. A razão é simples. São eles os donos dos votos. Por que dariam?

Bolsonaro está pensando com a cabeça daquilo que ele é: um político. E está a falar com outros políticos.

Venham cá: por acaso, ele disse, durante a campanha, em algum momento, que iria fazer a reforma da Previdência dessa ou daquela maneira, nesse ou daquele ritmo?

Resposta: NÃO! Isso nunca saiu de sua boca. Isso sempre foi algo presumido, que cercava o seu entorno. Havia e há a presunção no mercado de que faria.

Se o fizer, está claro, será um processo lento e gradual. Ao menos é o que foi esboçado na entrevista de ontem.

Eu defendo a reforma da Previdência? Caro que sim! Mas estou tratando aqui do mundo real da política. O presidente eleito sabe que a realidade não muda do dia para a noite. Sim, um governo tem muita força, como se costuma dizer, nos primeiros seis meses. Mas também pode se desmoralizar nesse tempo, como aconteceu com a segunda gestão de Dilma.

Observem que os petistas poderiam adotar boa parte da fala de Bolsonaro sobre Previdência, inclusive a crença/constatação/norte de que, no limite, o Tesouro paga a conta. O eleito não está disposto a estrear com o carimbo de presidente antipobre. Os mercados podem não gostar. Mas é que, na política, existe um outro mercado bastante importante: o de votos.

Então, carta branca uma ova! Bolsonaro admitiu, em outra entrevista, à TV Aparecida, que pode querer votar neste ano a elevação em um ano a idade mínima para a aposentadoria dos servidores públicos. Um aninho só: 61 para homens e 56 para mulheres. Não mais do que isso.

Ameaça de demissão
O presidente eleito ainda mandou outro recado, mostrando que é o Posto Ipiranga do Posto Ipiranga. O economista Paulo Cintra havia criticado a ideia do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que Bolsonaro já defendeu mais ou menos, e defendido a criação de uma pequena alíquota sobre transações bancárias - leia-se: nova CPMF.

Bolsonaro mandou bala, a seu estilo: "Esse cara já foi deputado e está lá na equipe de transição. Já conversei com ele para não falar aquilo que não tiver acertado com o Guedes e comigo. Parece que tem certas pessoas que, se é a verdade a informação, não pode ver uma lâmpada que se comporta como mariposa."

E ameaçou demitir quem eventualmente criticar suas orientações.

Convenham, né? Depois dessa, o "cara" ou a "mariposa" teria de pegar o rumo. Mas isso é com ele.

Fato: carta branca ninguém tem. E a reforma da Previdência andará a passos mais lentos, tudo indica, do que muitos imaginavam.

Bolsonaro intui, e com razão, que a reforma da Previdência vai minar parte da sua popularidade. Por adesismo, medo que ele e Sérgio Moro despertam ou sei lá o quê, talvez consiga aprovar no Congresso o que lhe der na telha nos primeiros meses. Qualquer que seja mudança, no entanto, os efeitos, bons ou ruins, cairão sobre o seu colo.

Uma reforma da Previdência certamente terá um efeito positivo, mas será naquele longo prazo, como disse certo economista, em que estaremos todos mortos. Bolsonaro está pensando nos eleitores que ainda estão vivos, não naqueles que ainda não nasceram
Herculano
06/11/2018 07:31
FHC E BOLSONARO TROCAM FARPAS EM REDES SOCIAIS APóS DECLARAÇÃO DO TUCANO

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. O presidente eleito Jair Bolsonaro e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) trocaram farpas pelas redes sociais após uma declaração do tucano de que retórica do novo governo pode prejudicar a imagem do Brasil, principalmente em relação à China, maior parceiro comercial do país.

A declaração de FHC foi no sábado (3); no domingo (4), Bolsonaro, em resposta, publicou em sua página no Twitter uma foto do ex-presidente deitado numa poltrona, com as pernas erguidas, segurando um livro, legendado apenas com o nome do tucano.

A imagem foi compartilhada mais de 2.400 vezes e foi curtida mais de 21 mil vezes pelos seguidores do capitão reformado.

Uma das respostas mais curtidas na publicação de Bolsonaro foi a do empresário Luciano Hang, dono da cadeia de lojas Havan: "FHC enganou a mim e a todos os brasileiros. É um comunista", tuitou. A resposta de Hang teve mais de 6.000 curtidas.

Após a repercussão, FHC respondeu ao tuíte do presidente eleito na manhã de segunda-feira (5): "A desinformação é péssima conselheira. Na foto do Twitter do presidente eleito, eu apareço lendo um livro de ex-premiê da China, deposto e preso, que critica o regime. Isso aparece como 'prova' de que sou comunista. Só faltava essa. Cruz, credo!"

O livro que FHC segura na foto é "Prisoner Of The State: The Secret Journal of Premier Zhao Ziyang" (Prisioneiro do Estado: O Diário Secreto do Premiê Zhao Ziyang). O livro conta as memórias do ex-general e secretário do partido comunista chinês, que foi demitido, deposto e preso após apoiar os estudantes que promoveram os protestos na Praça da Paz Celestial, em 1989. Os manifestantes reclamavam dos excessos de repressão e corrupção do governo e tiveram seus atos suprimidos pelo exército chinês.

O livro foi publicado em maio de 2009 e é baseado em gravações feitas por Ziyang enquanto estava em prisão domiciliar entre 1999 e 2000.

O comentário de FHC que motivou a resposta de Bolsonaro foi feito em evento em Lisboa no sábado (3). Ele criticou a possibilidade do governo Bolsonaro de não priorizar o Mercosul e a China nas relações comerciais do país. "A China é nosso maior parceiro comercial e, se o Brasil tomar certas medidas, eles vão reagir", previu o tucano.

O ex-presidente se referiu à entrevista do futuro ministro da área econômica, Paulo Guedes, que declarou que a que a Argentina e o Mercosul "não são prioridade" para o futuro governo. Também se manifestou sobre as reiteradas manifestações de Bolsonaro sobre um suposto viés ideológico das relações comerciais brasileiras.

A declaração de Guedes foi criticada pelo ex-ministro das Relações Exteriores do Governo Lula, Celso Amorim, que disse "essa pessoa não tem sensibilidade" para o fato de que as relações econômicas têm impacto na construção da paz na região.

Na manhã de segunda-feira (5), enquanto Fernando Henrique respondia a Bolsonaro no Twitter, o presidente eleito se reunia com o embaixador da China, Li Jinzhang. Segundo assessores, Jair Bolsonaro deverá manifestar o interesse do novo governo em manter negócios com o país, informa a Agência Brasil.

Bolsonaro tem dito que é preciso ter uma relação diferente com a China, que está "comprando" o Brasil. Durante a pré-campanha, ele visitou Taiwan, considerada uma província rebelde pelo governo chinês.
Herculano
06/11/2018 07:25
IDEOLOGIAS 'APARELHARAM' ATÉ A PROVA DO ENEM, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O "aparelhamento" da prova do Enem causou mal-estar no Palácio do Planalto e irritação no Ministério da Educação, em razão das questões nitidamente "contaminadas" pelo clima eleitoral. O principal alvo da indignação no MEC é a presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Maria Inês Fini, que escolhe os integrantes e também preside a comissão que elabora as provas.

TUDO FEITO NO INEP
O MEC confirmou que as provas são preparadas no Inep por comissão que sua presidente chefia. O Inep silenciou sobre o "aparelhamento".

DESENCALHANDO DICIONÁRIO
Além de endossar conceitos da ideologia de gênero, a prova do Enem até fez propaganda de um dicionário gay sobre expressões "secretas".

MANIPULANDO OS ALUNOS
A avaliação é que o tema da redação estimulou os alunos a atribuírem a derrota do PT a suposta manipulação de mensagens do WhatsApp.

PROVOCAÇÃO DESNECESSÁRIA
"Aparelhadas" por grupos anti-Bolsonaro, as provas foram avaliadas como uma "provocação desnecessária", na definição de um ministro.

CUBA É POTÊNCIA COMERCIAL, MAS Só PARA A APEX
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) escolheu em 2008 instalar seu escritório de representação em Cuba, único país comunista entre os 21 da América Central, para "desenvolver competitividade de empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios". Foi um fracasso, claro: as exportações para Cuba caíram de US$526,6 milhões em 2008 para US$346,2 milhões em 2017. A Apex não explica seu fracasso na ilha.

VIÉS IDEOLóGICO
Quem manda na Apex é o conselho deliberativo, chefiado pelo governo federal. A opção por Cuba foi do então presidente Lula, obviamente.

CORRUPÇÃO ERA PRIORIDADE
O BNDES financiou as obras do porto de Mariel ao custo de US$682 milhões. Até hoje a obra não gera novos negócios para brasileiros.

CALOTE EM VOCÊ
O governo cubano não paga as parcelas do porto há três meses. Deve US$20 milhões ao BNDES e US$30 milhões ao Banco do Brasil.

INDIGNIDADE
O tucano FHC e Celso Amorim (PT) mostram que são farinha do mesmo saco até quando lhes falta dignidade na derrota. A dupla agora se dedica à canalhice de falar mal do Brasil no exterior. Que vergonha.

RECUO NA ANATEL
Bolsonaro começou a governar, de certo modo. O ministro Gilberto Kassab recuou da controvertida indicação de Moisés Moreira para "conselheiro-presidente" da Anatel. A sabatina no Senado foi cancelada. O novo indicado é Leonardo Euler, que já é conselheiro.

ILHA FISCAL NO PARANOÁ
No apagar das luzes, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), promovendo licitação, a ser encerrada em 31 de dezembro, para conceder espaço público a quiosques na orla do lago Paranoá. Um autêntico Baile da Ilha Fiscal. O abacaxi será herdado pelo sucessor.

DETRAN-MG ABRE CAIXA PRETA
Já nos estertores do governo do PT, o Detran-MG quebrou o monopólio do milionário mercado de registro de contratos de financiamento de veículos. Em poucos dias, o preço das empresas caiu de R$227 para R$150 por veículo. Economia anual de R$50 milhões para o cidadão.

NOME (ERRADO) AOS BOIS
Veículos brasileiros ainda chamam de "ativista" o terrorista Cesare Battisti, bandido comum recrutado em presídio para virar assassino de aluguel. Matou quatro e foi condenado duas vezes à prisão perpétua.

MINISTRO HOLOFOTE
A ânsia do ministro Raul Jungmann (Segurança) por holofotes saiu do controle. Convocou três coletivas no domingo em endereços do Inep. Acabou "papagaio de pirata" de Temer, em declaração sobre o Enem.

QUEM PLANTA COLHE
A lista de autoridades nomeadas para a equipe de transição do governo Jair Bolsonaro inclui cinco pessoas que decidiram trabalhar, mas sem remuneração.

CONVITE AO VIVO
Em tom bem humorado, o presidente eleito Jair Bolsonaro chamou o jornalista José Luiz Datena, que liderou pesquisas ao Senado em SP, para "conversar" sobre o cargo de ministro das Comunicações.

PENSANDO BEM...
...no fundo, críticos de Sérgio Moro no Ministério da Justiça se sentem mal por não serem capazes, como ele, de sacrificar-se pelo Pais.
Herculano
06/11/2018 07:11
PROMESSAS DE BOLSONARO TÊM ENCONTRO MARCADO COM O MUNDO REAL, por Bruno Boghossian,no jornal Folha de S. Paulo

Compromissos de campanha já produzem efeitos além da retórica de candidato

Jair Bolsonaro já tirou as medidas para o terno da posse, mas continua vestido com o figurino de campanha. Nos últimos dias, o presidente eleito dobrou a aposta nas promessas que fez na disputa. A diferença é que, agora, suas palavras produzem efeitos que vão além da mera retórica de candidato.

Já vitorioso, Bolsonaro fez questão de reforçar compromissos como a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. "Não vejo clima pesado em mudar as embaixadas. Não vejo problema", disse, em entrevista na última semana.

Pois o problema apareceu. Países árabes reagiram à proposta, que é vista como uma hostilidade aos muçulmanos. Nesta segunda (5), o governo do Egito cancelou uma visita que o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, faria ao país.

A ideia de mudar a sede da diplomacia era um acordo do então candidato do PSL com líderes evangélicos. A promessa caiu bem entre esses eleitores (que deram 70% de seus votos a Bolsonaro), mas pode prejudicar as relações comerciais.

Em 2017, o Brasil vendeu US$ 2,4 bilhões ao Egito e só US$ 466 milhões a Israel. A retórica do presidente eleito sobre a China também gerou desconfiança no país asiático, que comprou US$ 47 bilhões no ano passado.

As consequências do discurso de Bolsonaro são uma prévia do encontro que ele terá com a realidade a partir de 2019. No Planalto, deverá escolher diariamente entre os compromissos de um candidato e os conflitos concretos de um presidente.

A soma é complexa e a solução nem sempre é fácil. A anunciada fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente era uma plataforma popular enquanto ele era candidato, mas até seus aliados no agronegócio o pressionaram a recuar.

Nesta segunda, Bolsonaro disse que Sergio Moro terá "100% de carta branca" no Ministério da Justiça, mas reafirmou que não descumpriria suas promessas de campanha. Será difícil calcular o "x": Moro já indicou ser contra o excludente de ilicitude e a criminalização do MST.
Herculano
05/11/2018 19:37
DEFESA DE LULA ATIRA EM MORO E ACERTA NO JUDICIÁRIO, por Josias de Souza

A defesa de Lula protocolou novo recurso no Supremo Tribunal Federal. A peça transforma Sergio Moro de superministro em supervilão. Alega-se no texto que a migração do juiz da Lava Jato para a equipe ministerial de Jair Bolsonaro confirma sua atuação parcial. Pede-se a anulação de todos os atos praticados por ele no processo sobre o tríplex e a consequente libertação de Lula. O pretexto é frágil. O pedido é esdrúxulo.

A motivação do recurso é frágil porque Moro condenou Lula a 9 anos e meio de cadeia em julho de 2017. Nessa ocasião, alguém que previsse a vitória de Jair Bolsonaro na corrida presidencial passaria por maluco. O pedido é esdrúxulo porque o encarceramento de Lula foi determinado não por Moro, mas pelos desembargadores Leandro Paulsen, João Pedro Gebran Neto e Victor Luiz dos Santos Laus.

Membros da 8ª Turma do TRF-4, Paulsen, Gebran e Laus não só confirmaram a sentença de Moro como elevaram a pena de Lula para 12 anos e um mês de cadeia. Escoraram a decisão na jurisprudência do Supremo que autorizou a prisão de condenados em segunda instância. Ao expedir mandado de prisão, Moro apenas cumpriu ordens superiores.

Na sequência, o Superior Tribunal de Justiça negou habeas corpus para Lula. Acionado, o próprio Supremo indeferiu, por 6 votos a 5, recursos que impediria a prisão do condenado. Ou seja, ao atirar em Moro os advogados do presidiário petista acertaram as três instâncias do Poder Judiciário, como se todos estivessem irmanados num complô contra Lula.

No miolo do recurso ao Supremo, os advogados de Lula anotaram: "Um olhar sobre os detalhes do processo eleitoral e seus desdobramentos permite confirmar, acima de qualquer dúvida razoável, que a atuação do juiz Sergio Moro em relação a Lula sempre foi parcial e teve por objetivo interditar o ex-presidente na política - viabilizando ou potencializando as chances de um terceiro sagrar-se vencedor nas eleições presidenciais. E agora irá participar, em relevante ministério, do governo do candidato eleito após contato com seus aliados no curso do processo eleitoral."

Conforme já foi comentado aqui, a migração de Moro para a Esplanada foi um despautério. Inclusive porque forneceu matéria-prima para recursos igualmente absurdos. O prejuízo foi à Lava Jato, não a Lula. Se os desdobramentos do processo eleitoral confirmam alguma coisa, "acima de qualquer dúvida razoável", é o seguinte: além de grudar o selo anticorrupção à sua equipe ministerial, Bolsonaro aprisionou o PT na fábula da perseguição política.

O PT construiu um conceito peculiar de Justiça. Quando o processo é contra um rival - Michel Temer e Aécio Neves, por exemplo - elimina-se o benefício da dúvida. A culpa é indubitável. A cadeia, um imperativo, deve ocorrer antes de qualquer sentença condenatória. Acusa-se a Lava Jato de seletividade mesmo sabendo que os réus estão submetidos ao Supremo. Quando o encrencado é um petista - José Dirceu e João Vaccari, por exemplo - a falta de provas é evidente. A prisão, um abuso de poder. Se o acusado é Lula? Bem, aí o caso é de flagrante perseguição.

É mais fácil para o PT insistir na tese da perseguição do que admitir duas evidências históricas: 1) Lula se auto-excluiu do processo eleitoral ao aderir à delinquência; 2) Bolsonaro chegou à Presidência impulsionado pela maior força política da temporada eleitoral de 2018: o antipetismo. Sergio Moro merece todas as críticas por ter subordinado seu prestígio de magistrado a um projeto político. Mas nada apaga os fatos que enredaram Lula e suas consequências.
Herculano
05/11/2018 19:33
SESSÃO SEM ACESSO A JORNALISTAS

Conteúdo de O Globo. Texto de Amanda Almeida e Robson Bonin, da sucursal de Brasília. A Direção-Geral do Senado, que organiza as reuniões do Congresso - Câmara e Senado -, decidiu proibir a entrada de profissionais de imprensa no plenário da Câmara, durante a sessão desta terça-feira que marcará o retorno do presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao Parlamento.

Em comunicado distribuído internamente, o órgão afirma que "o acesso ao plenário da Câmara dos Deputados será restrito às autoridades, parlamentares e servidores autorizados". Procurada pelo GLOBO, a Polícia Legislativa da Câmara confirmou o veto a jornalistas no plenário da Casa.

"Nas Sessões Conjuntas, a segurança é sempre organizada pela Polícia do Senado Federal. O combinado é que a imprensa terá acesso às galerias e ao Salão Verde. No salão do plenário, estará somente a imprensa interna (TVSenado e TVCâmara)", disse, em nota.
Herculano
05/11/2018 19:29
UMA SELFIE COM BOLSONARO

Quem vai outra vez, em poucos dias, a Brasília? O prefeito de Gaspar Kleber Edson Wan Dall, MDB. Nada no site da prefeitura. Nenhuma agenda divulgada.

Estão embarcando em Florianópolis. Oficialmente atrás de recursos, em fim de governo.

Extraoficialmente, esta ida lá, coincide com a estada do presidente eleito de Jair Messias Bolsonaro, PSL, no Congresso. Uma selfie com o cicerone, o deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, teria traços de vitória. Acorda, Gaspar!
Herculano
05/11/2018 19:21
OS VELHOS NOS VENTOS DAS MUDANÇAS

O ex-deputado federal e estadual, ex-presidente da SC Gás, ex-Defensor Público-Geral e atual presidente da Cidasc, Ivan Ranzolin, ficará sem emprego a partir de primeiro de janeiro do ano que vem.

Ontem no seu twitter ele postou isso, sem medo de ser feliz, publicamente:

Oi Bolsonaro.Sou Ivan Ranzolin.Fui Deputado com você 2003 2007.Apanhei sua candidatura a Pres da Câmara quando você fez um manifesto contra o Dep.Luiz E Greenhaghl. Fpi fantástico Posso visitar vc em sua casa Trabalhei por vc desde o início em Sc
Herculano
05/11/2018 19:12
RELIGIÃO, FAMÍLIA E COSTUMES, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

O pensamento público parecia cheerleaders num jogo de futebol americano

Religião, família e costumes são três palavras que tiram o sono de muito inteligentinho. No gradiente que compõe o pensamento público e acadêmico, essas três palavras são das que causam maior náusea. E, para piorar, as três foram ícones da vitória do candidato do PSL à Presidência.

O olhar sobre essas três palavras, dado por grande parte desse pensamento público e acadêmico, é exemplo claro do vexame que a inteligência pública passou nas últimas eleições para presidente: parecia um time de cheerleaders num jogo de futebol americano.

Em vez de tentarem compreender o processo, viraram o rosto para a população e reincidiram em suas obsessões históricas de classe (e em seus empregos, redes de amizades, convites para jantares e festivais de cinema).

As pesquisas de marketing sobre a extinta classe C mostravam que seus jovens eram mais comunitários e valorizavam mais a família e vínculos cotidianos próximos do que jovens das classes A e B. Há aqui uma pista a ser seguida.

A esquerda é um fetiche de rico. Não entenda "rico" aqui como milionário. Entenda como gente que reúne certas condições materiais, sociais e psicológicas que dão uma sensação de segurança difusa ao cotidiano. Gente "comum" valoriza a religião, a família e os costumes. E temas como esses podem ser recobertos, inclusive, por diferentes orientações sexuais, ao contrário do que pensa nossa vã filosofia "engajada".

Religião é o maior sistema de sentido que existe e opera unindo concepções teóricas e gerais sobre as coisas (criação do mundo, pecado, reencarnação, evolução espiritual e afins) a práticas cotidianas concretas e fatos objetivos (culto, orações, reuniões entre "irmãos", ajuda voluntária, nascimento, casamento, doença e morte). As concepções gerais dão sentido ao cotidiano, este dá "carne" às concepções (os especialistas dizem "dimensão fática", referindo-se a "fato concreto").

Ricos em geral se esquecem de que a vida fracassa inevitável e constantemente. Viajam para cidades bacanas em finais de semana, compram coisas legais, quando não se deprimem em Paris ou em Trancoso.

Gente comum fica onde quer que viva todo fim de semana e não tem grana para comer fora. O tédio só é "resolvido" pelo número de problemas concretos que os sufocam. Nem tomam vinho para falar do horror que é o Bolsonaro.

A igreja os acolhe, dá emprego, programa de final de semana, namoradas para os filhos, enfim, cidadania. Esse Deus brega venceu o ateísmo gourmet. "Deus" é um exemplo evidente da alienação que caracteriza o vexame da elite intelectual. O mundo inteiro tem nele um "amigo", e nós torcemos o bico quando se fala dele. Deus acolhe os que sofrem. E quem acolhe, de fato, são as igrejas. E você, que paga R$ 700 a sessão de análise, não me venha falar do dízimo, ok?

E a família? Há décadas dizemos que ela é patriarcal, opressora e causadora de tudo de ruim que existe no mundo. Esquecemos que, ruim ou boa, quem não pode se deprimir em Paris ou em Trancoso só tem a família quando tem febre, diarreia ou fica triste.

A pobreza de espírito com a qual a inteligência pública tem tratado o tema chega a ser chocante. E quem não mente sabe que famílias disfuncionais ou inexistentes são piores do que seu contrário.
Um exemplo evidente é que, quando se diz que mães solteiras têm mais dificuldade de criar seus filhos (o que é óbvio e todo mundo sabe, inclusive o mundo "científico"), os inteligentinhos saem gritando "preconceito, preconceito!". Uma coisa é reconhecer o fato e o direito de alguém ter um filho sozinha (ou sozinho), outra é que esse seja o melhor formato.

Os fatos fragmentados da vida tornam-se narrativas, com um mínimo de significado, quando conseguem perfazer um "todo" de sentido, mediante costumes cotidianos que os enlaçam. Costumes são os marcadores pelos quais reconhecemos nós mesmos, e a nossos valores, no dia a dia da guerra que é a vida.

Um exemplo de "costume" é o medo de que uma filha fique grávida solteira, de que um filho comece a usar drogas, de que um marido ou pai perca a cabeça por uma mulher mais jovem e largue tudo, ou de que uma esposa ou mãe desista dos filhos e decida "ser feliz".

Ideias caretas demais? Talvez. Pensando como niilista, talvez Deus não exista mesmo, as famílias sejam uma farsa e os costumes nada mais do que modos ultrapassados e opressores de viver. Quem sabe, em quatro anos, tenhamos um candidato niilista e, aí então, teremos alguém que nos represente.
Espelho
05/11/2018 17:57
Kkkkkk ... Adoro as piadas desse Zeca do PP.... Ele deve estar ganhando um troquinho para cuidar da imagem do Melato, já que ele, por si só, não faz mostrando trabalho de verdade. E essa de transformar o Samae em "supersecretaria" rsrsrsr... até parece nome de desenho animado da Rede Globo.
vlad
05/11/2018 17:25
TAREFAS DE UM TORTURADOR DO EXÉRCITO BRASILEIRO

"Tarefas de um Torturador do Exército Brasileiro"

1. Faltou água no Sertão: os torturadores levam caminhões pipa.

2. Enchente: os torturadores resgatam a população ilhada e desabrigada.

3. Polícia fez greve: os torturadores vão lá e arriscam as suas vida fazendo o trabalho de quem não quer mais fazê-lo.

4. Mosquito da dengue: os torturadores vão lá, de porta em porta, orientar as pessoas quanto aos riscos, andando e caçando o mosquito.

5. Refugiados da Venezuela: os torturadores vão lá e fornecem todo o apoio de saúde, logística e amparo as pessoas que fogem do regime venezuelano.

6. Governo não fez estrada: os torturadores vão lá e fazem o serviço que as empreiteiras receberam para fazer e não fizeram, que os "mocinhos" de esquerda embolsaram a propina e não fizeram, ai vai o torturador que também é pai de família e fica meses fora de casa, no trecho, para fazer a estrada.

7. Precisa ampliar o aeroporto: os torturadores vão lá, ampliam por menos da metade da verba destinada, por menos da metade da verba gasta em aeroportos muito menores com empreiteiras (que não concluíram as obras como previsto inicialmente, somente após vários "aditivos"). Além disso, no fim da obra (concluída antes do prazo), devolvem mais de R$ 150 milhões aos cofres públicos."

Isso tudo não é a missão principal das Forças Armadas, mas fazemos com muito amor. Não temos FGTS, não temos o DIREITO de fazer greve, não recebemos horas extras. Somos a classe que tem a maior defasagem salarial, somos afastados de nossas famílias para ajudar a sua família.
E como vc retribui? Chamando-nos de fascistas e torturadores só porque convém ao seu discurso político.

Nessa relação entre militares e "sociedade esclarecida" os torturados somos nós que juramos defender a pátria, as instituições e a população COM O SACRIFÍCIO DA PR?"PRIA VIDA e recebemos em retribuição o desprezo de quem tanto amamos.

"Brasil Acima de Tudo ?" Somente Abaixo de DEUS"
vlad
05/11/2018 17:24
"Estuda como um louco. Come física, lancha química, respira matemática, transpira português?.
Aí vai pro ENEM e cai "dialeto secreto de travestis" e "vovó lésbica".
Maria
05/11/2018 17:11
Ao Sr. Zeca Puxa saco ....
O Samae sempre foi muito bem e hoje nem tanto, MTS coisas estão sendo continuadas apenas... Os comissionados não estão sendo demitidos e sim pedindo pra sair. Deus nos livre de o Samae virar Supersecretaria como você disse, pois assim mesmo que não serão mais feito avanços, pois a prefeitura vai poder deliberadamente pegar o dinheiro do SAMAE, hoje ela faz aos poucos pra ninguém desconfiar kkkkk a arrecadação do SAMAE hoje é bem alta e deve ser investida apenas em água, esgoto e lixo, nada além disso.
Zeca do PP
05/11/2018 15:27
Seu Herculano

Tava demorando, vai e vem e o senhor não Diretor, o melhor que o Samae já teve, se não vejamos: a. venho da iniciativa privada, com experiência e sucesso, b. Sim o vereador que mais mandatos teve (isto crédito que doi no senhor esquerdista), c. O Samae tem feito um ótimo trabalho (isso enerva vcs), d. No Samae agora é assim, escreveu não leu o pau comeu, por isso a dança das cadeiras.
E deixem o homem trabalhar, logo o Same, será uma Supersecretaria, com a ajuda de novo aliado da esquerda.
Miguel José Teixeira
05/11/2018 13:01
Senhores,

Da série "só para inticar" (H.Braum):

Xiii. . .já surgiram as primeiras duas correntes, no futuro PPMP - Partido dos Paus Mandados do Presidiário, ex-PT:

1ª) CFL - Corrente Fantoches do Lula, liderada pela gleisi lula.

2ª) CCZD - Corrente Condenado Zé Dirceu, liderada pelo falso baiano que coleciona "réplicas" de relógios de grife.

Os que não conseguiram reeleger-se, articulam a formação da CSM - Corrente dos Sem Mandatos. Aí a briga pela liderança é de cachorro grande. . .


Herculano
05/11/2018 11:14
DESOBEDECER PARA INOVAR, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

Brasil recebe diretor do MIT que associa inovação à desobediência pacífica

Nesta semana, o Brasil recebe a visita de Joi Ito, diretor do MIT Media Lab (o laboratório de mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Trata-se de uma das instituições acadêmicas mais prestigiosas do planeta, especialmente por seu trabalho notável na área de inovação.

A biografia de Ito diz muito sobre os requisitos para inovar. Ele foi um dos pioneiros da internet no Japão. Criou um dos primeiros provedores naquele país instalando equipamentos no banheiro da sua casa.

Rapidamente tornou-se investidor em empresas de tecnologia, apostando cedo no Twitter e no Kickstarter. Quando foi escolhido para dirigir o Media Lab, várias sobrancelhas se arquearam: ele não tinha sequer diploma. Como alguém com "superior incompleto" poderia dirigir uma das principais instituições acadêmicas do mundo?, perguntavam os céticos.

Essa ausência nunca foi problema para ele. Sem diploma, ele integrou o conselho de administração da Sony e do jornal The New York Times e desde 2011 só aumentou a reputação do Media Lab.

Entre outras coisas, criou o curso de Mindfulness ("Autoconhecimento") para inovadores tecnológicos, que ensina pessoalmente com o monge Priyadarshi (é um dos cursos mais disputados do MIT).

Só em 2018 ele finalmente obteve seu primeiro diploma superior, com a tese que escreveu chamada "A Prática da Mudança" (goo.gl/kCBFgk).

Entre os princípios que Ito põe em prática na vida e no Media Lab está a desobediência. Ele entende que a inovação só é possível através da quebra constante de paradigmas. Ele gosta sempre de
dizer: "Ninguém ganha um Prêmio Nobel fazendo o que outras pessoas dizem para você fazer".

Ito também lembra que o movimento dos direitos civis nos EUA não teria ocorrido sem desobediência pacífica. Nem a independência da Índia, ou o Boston Tea Party, que levou à independência dos Estados Unidos.

Vale notar a palavra "pacífica" na conceituação de Joi, que é um requisito para que essa prática seja benéfica para a sociedade.

O conceito é tão importante que o MIT criou o Disobedience Award, um prêmio de US$ 250 mil (R$ 924 mil)entregue anualmente aos indisciplinados mais construtivos do planeta. Os vencedores deste ano serão anunciados no próximo dia 30.

Ito tem uma longa história com o Brasil. O MIT Media Lab tem recebido um fluxo constante de pesquisadores brasileiros e desenvolvido projetos sobre o país.

Um exemplo é Paulo Rogério, criador do Vale do Dendê em Salvador, uma aceleradora que apoia inovadores que se preocupam com impacto social e diversidade, trabalhando com mais de 30 startups.

Outro é este colunista.

Atualmente é comum ver políticos repetindo o mantra de que querem "promover a inovação". No entanto, para isso, é necessário promover todo um ecossistema de criatividade e liberdade, que mistura colaboração com competição, o que, por sua vez, leva à inovação.

O Brasil é especialista em falar de inovação na teoria. Mas, como diz outra frase que Ito costuma citar: "Na teoria, teoria e prática são iguais. Na prática, não".

Reader

Já era?
Serviços só analógicos

Já é?
Software as Service (SaS) e Goveno como Serviço (GaS)

Já vem?
Crime as a Service (CaS), ilegalidade descentralizada gerida pela internet
Herculano
05/11/2018 11:10
"PRISÃO A PARTIR DO PRIMEIRO JULGAMENTO"

Conteúdo de O Antagonista. Se o substituto de Sergio Moro vier a ser mesmo Antônio Cesar Bochenek, a vida não será fácil para os réus dos processos da Lava Jato em Curitiba.

Em março de 2015, Bochenek e Moro assinaram um artigo no Estadão, defendendo a prisão de grandes corruptos em primeira instância.

Eis um trecho:

"Não adianta ter boas leis penais se a sua aplicação é deficiente, morosa e errática. No Brasil, contam-se como exceções processos contra crimes de corrupção e lavagem que alcançaram bons resultados. Em regra, os processos duram décadas para ao final ser reconhecida alguma nulidade arcana ou a prescrição pelo excesso de tempo transcorrido. Nesse contexto, qualquer proposta de mudança deve incluir medida para reparar a demora excessiva do processo penal.

A melhor solução é a de atribuir à sentença condenatória, para crimes graves em concreto, como grandes desvios de dinheiro público, uma eficácia imediata, independente do cabimento de recursos. A proposição não viola a presunção de inocência. Esta, um escudo contra punições prematuras, impede a imposição da prisão, salvo excepcionalmente, antes do julgamento. Mas não é esse o caso da proposta que ora se defende, de que, para crimes graves em concreto, seja imposta a prisão como regra a partir do primeiro julgamento, ainda que cabíveis recursos. Nos Estados Unidos e na República francesa, dois dos berços históricos da presunção de inocência, a regra, após o primeiro julgamento, é a prisão, sendo a liberdade na fase de recurso excepcional."
Herculano
05/11/2018 11:05
CRUZ CREDO

Do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, PSDB, no twitter

A desinformação é péssima conselheira, sobretudo vinda dos poderosos: na foto do Twitter do Pr eleito eu apareço lendo um livro de exPremier da China, deposto e preso, em que critica o regime. Isso aparece como "prova" de que sou comunista. Só faltava essa. Cruz, credo!
Herculano
05/11/2018 10:57
MUDAR EMBAIXADA DE TEL AVIV DIVIDE O ITAMARATY, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Os diplomatas se dividem em relação ao desejo do presidente Jair Bolsonaro de dar uma guinada pró-Israel no conflito na Palestina, a começar pela transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo o presidente americano Donald Trump. Muitos diplomatas apoiam a medida, mas outros temem que isso isole o Brasil e diminua sua estatura para a classe de países "anões diplomáticos". Exatamente como o governo de Israel definiu o Brasil quando Dilma era presidente.

óRBITA DOS OUTROS
No Itamaraty, diplomatas advertem que de nada adianta sair da órbita de Cuba, como na era PT, e entrar na órbita dos EUA.

PRóPRIAS PERNAS
"O Brasil já é grande o suficiente para caminhar com as próprias pernas, mesmo ainda frágeis", defende um experiente embaixador.

PAÍSES PERIFÉRICOS
Afora os EUA, somente países periféricos como Guatemala e Paraguai transferiram suas embaixadas para Jerusalém.

CHEGA DE 'COITADISMO'
Só há democracia em Israel, na região. A mídia e países como o Brasil toleram prisões políticas e a censura prévia da imprensa da Palestina.

'UBER DO GOVERNO' JÁ ECONOMIZOU R$10,2 MILHõES
O TáxiGov, sistema como o aplicativo Uber criado pelo governo federal para evitar gastos com compra, manutenção e combustível de carros oficiais, gerou economia de R$10,2 milhões nos gastos com transporte de servidores, apenas este ano. Segundo dados do Ministério do Planejamento, houve redução de 60% em relação ao ano passado, incluindo o custo de carros desmobilizados com o uso do TáxiGov.

MEDIDA INTELIGENTE
Com o TáxiGov, o governo não imobiliza recursos, e evita outros gastos inerentes aos veículos, incluindo perdas com depreciação.

TRANSPARÊNCIA
Com uso da tecnologia, 14 mil servidores e colaboradores realizaram mais de 250 mil "corridas". Todas registradas e 100% auditáveis.

TUDO NA SUA CONTA
Em 2017, o governo federal gastou R$328 milhões apenas com combustíveis e lubrificantes de carros oficiais. Não existia o TáxiGov.

EVANGÉLICOS NO PODER
O Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Direitos Humanos, a cargo de Magno Malta, terá também áreas como Mulheres e Igualdade Racial. Todas elas tocadas por secretarias nacionais a serem confiadas a representantes das mais importantes correntes evangélicas do País.

CABEÇAS DOENTIAS
As cabeças doentias do PT que vêem teoria da conspiração em Sérgio Moro no Ministério da Justiça são as mesmas que atacaram Francisco Rezek, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, quando aceitou virar ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Collor.

GRAU BOLSONARO
O economista Roberto Padovani vê o mercado bastante empolgado com medidas e nomeações de Jair Bolsonaro na área econômica. É possível que se fale em breve em "grau de investimento", diz.

HISTóRIA DE SUPERAÇÃO
Empresária bem sucedida, Paula Belmonte vivia entre suas casas de Londres e Brasília, quando viveu a tragédia da perda de um filho. Voltou e mergulhou no trabalho social, na periferia do DF, que a arrebatou. Ao se dar conta, estava eleita deputada federal pelo PPS.

EFEITO OPOSTO
Tanto Robson Andrade, da Confederação Nacional da Indústria, como o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, são contrários à absorção do Ministério do Desenvolvimento pelo superministério da Economia.

FIM DE UMA MORDOMIA
O governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), vai transformar a espetacular Residência Oficial de Águas Claras em centro de tratamento de pessoas com deficiência, e logo. Vai morar em sua própria casa. O vice Paco Britto também dispensará a residência oficial.

ÀS FAVAS O DIREITO DE EXPRESSÃO
A Justiça censurou mensagem no Facebook de Ana Caroline Campagnolo, pedindo que estudantes gravem manifestações político-partidárias ou ideológicas" de professores. Sob pena de multa.

APELOU, GANHOU
Os Democratas nos EUA apelaram para sua estrela maior, o ex Barack Obama, para tentar recuperar território político na eleição desta terça (6). A aposta é que partido ganhe mais seis cadeiras na Câmara.

PENSANDO BEM...
...a Lava Jato cresceu tanto que ganhou status de ministério.
Herculano
05/11/2018 10:52
NERVOSOS

Na prefeitura, a coluna de hoje caiu como uma bomba. O poder de plantão está inconformado com duas coisas:

a) o "vazamento" de uma informação pública e que queria em segredo, ou seja a liminar. Nas redes sociais desde quinta-feira a noite esta in formação era pública, eu apenas a transformei num comentário olhando documentos e a maré. Então nas redes sociais e aplicativos de mensagens pode? E lá o pau é de lascar, diferente do comentário daqui que sinaliza caminhos para o mea culpa e possível redenção.Gente que gosta de apanhar...

b) o tom do comentário que mostra que tudo isso aconteceu por único e exclusivo erro de tática, ação e execução da prefeitura, a qual diz ter o rótulo de eficiente. Acorda, Gaspar!
Herculano
05/11/2018 10:42
A CASA CIVIL DE BOLSONARO, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo

Pasta é bem maior que biografia de Onyx Lorenzoni. Deputado terá de surpreender no cargo

O governo Bolsonaro começa a atuar oficialmente nesta segunda-feira (5) em Brasília com a nomeação do deputado Onyx Lorenzoni como ministro extraordinário para coordenar o processo de transição.

Filiado ao DEM do RS, o futuro chefe da Casa Civil é figura conhecida no Congresso há mais de uma década. Ganhou visibilidade inicial em 2005, logo no primeiro mandato, quando dividiu com os então deputados ACM Neto e Eduardo Paes o palanque da gritaria oposicionista da CPI dos Correios, que investigou o mensalão no governo Lula.

"O que diferencia as pessoas é se elas são corruptas ou não são corruptas, se são éticas ou não são éticas. Se têm padrões morais sérios ou se não têm padrões morais", disse Onyx em sessão daquela comissão.

Doze anos depois, ele admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa dois da JBS na campanha de 2014 (a empresa, em delação, mencionou R$ 200 mil).

Mesmo tendo liderado a bancada do partido por um período, Onyx nunca foi um personagem do primeiro escalão de comando do DEM. Alijado do pelotão de frente, construiu o próprio caminho na Câmara.

Foi até aqui um parlamentar secundário no campo de decisões do Congresso, embora sua atuação não tenha sido desprezível. Relatou, por exemplo, o projeto de medidas anticorrupção aprovado pela Câmara em 2016.

Protagonizou um embate com Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre a proposta, parada no Senado. "Parece nome de chuveiro, mas não é nome de chuveiro", provocou o senador alagoano ao falar do deputado.

Como futuro ministro de Bolsonaro, Onyx anunciou o corte de 25 mil cargos de confiança no primeiro dia de gestão. Voltou atrás quando revelou-se que existem 23 mil no total.

O chefe da Casa Civil costuma ser o todo poderoso de um governo ao lado de quem comanda a economia. Onyx já foi desautorizado por Paulo Guedes ao dar pitaco na área. E não tem a estatura de Sergio Moro, o superministro da Justiça. Assumirá uma pasta bem maior que a própria biografia. Terá de surpreender.
Herculano
05/11/2018 10:40
AGENDA ECONôMICA DEVE RETARDAR PAUTA DE MORO, por Josias de Souza

Sergio Moro atribuiu sua decisão de trocar a Lava Jato pelo Ministério da Justiça à "perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado." O prestígio do superministro logo será submetido ao primeiro teste. Auxiliares de Jair Bolsonaro avaliam que as reformas econômicas devem ter prioridade sobre a pauta moralizante de Moro.

Na avaliação do novo presidente e do grupo que o assessora, é preciso aproveitar o frescor dos primeiros seis meses de governo para aprovar no Congresso as reformas mais cruciais. Prevalece, por ora, o entendimento segundo o qual nada é mais premente do que a reativação das fornalhas da economia.

Pelo gosto de Bolsonaro, as duas agendas - a ética e a econômica - seriam empinadas simultaneamente. Mas há o receio de que o excesso de polêmica acabe por envenenar o processo legislativo. Imagina-se que misturar temas como Previdência e criminalização do caixa dois seria o caminho mais curto para o fracasso.

A base da agenda de Moro é o pacote com 70 "novas medidas contra a corrupção". O embrulho foi preparado sob a coordenação da Fundação Getúlio Vargas e da Transparência Intenacional. Contém projetos de lei e emendas constitucionais duras de roer para a maioria dos parlamentares. O conteúdo pode ser conferido aqui.

Há no pacote por exemplo, uma proposta de emenda à Constituição que autoriza a prisão provisória -preventiva ou temporária - de deputados e senadores. Hoje, os congressistas só podem ser presos por ordem do Supremo, quando pilhados em flagrante. Ainda assim, a prisão tem de ser comunicada num prazo de 24 horas à respectiva Casa legislativa, que pode revogar o encarceramento.

Com a mudança, a comunicação à Câmara e ao Senado ainda seria obrigatória. Mas o Legislativo apenas acompanharia a execução da ordem de prisão, sem poderes para revogá-la. A junção da penalização do caixa dois com a perspectiva de cadeia já seria suficiente para atear no Legislativo um paralisante surto de debates.

Mas o pacote encampado por Moro vai muito além. Acaba com o fundão de financiamento eleitoral com verbas públicas, impõe limites ao autofinanciamento de campanhas políticas, submete partidos à lei sobre lavagem de dinheiro, reduz a abrangência do foro privilegiado, eleva as penas dos corruptos?

Mais: proíbe a concessão de indulto ou anistia a condenados por corrupção, estende a exigência de ficha limpa a todo o serviço público, obriga a realização de concurso para o preenchimento dos chamados cargos de confiança, nos quais deputados e senadores costumam enfiar apaniquados sem habilitação funcional.

Até mesmo parlamentares que torcem por Bolsonaro avaliam que o excesso de nitroglicerina da pauta de Sergio Moro pode mandar pelos ares a agenda do Posto Ipiranga, como Bolsonaro apelidou Paulo Guedes, seu superministro da Economia. Daí a percepção de que Moro talvez tenha que entrar na fila.

Paulo Guedes manifestara o desejo de inaugurar uma reforma previdenciária a ser feita em duas etapas aprovando antes do Natal pedaços da proposta enviada ao Congresso por Michel Temer. A ideia teve vida curta, pois farejou-se o risco de Bolsonaro sofrer sua primeira derrota legislativa antes de tomar posse.

Avalia-se agora a hipótese de antecipar a votação de outras propostas polêmicas. Estão relacionadas à área se segurança, que também ficará sob o guarda-chuva do ministério de Sergio Moro. Interessam, porém, ao capitão. O ex-juiz ainda não disse o que pensa sobre o projeto que concede proteção legal para policiais que matam bandidos ("excludente de ilicitude"), a emenda que reduz a maioridade penal e a proposta que libera a posse de armas.
Miguel José Teixeira
05/11/2018 10:15
Senhores,

FHC calado, é o Príncipe dos Sociólogos(Romário).
Falando, é o Rei da Fracassomania(ex-Presidente).

E atenção!

Vem aí o PPMP - Partido dos Paus Mandados do Presidiário, que deverá ser presidido pelo defenestrado haddad. . .

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