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Campanha paralela. Vamos ter eleições gerais no domingo. Fichinha! Em Gaspar o poder de plantão já está em campanha para retomar maioria na câmara e que perdeu em dezembro do ano passado - Jornal Cruzeiro do Vale

Campanha paralela. Vamos ter eleições gerais no domingo. Fichinha! Em Gaspar o poder de plantão já está em campanha para retomar maioria na câmara e que perdeu em dezembro do ano passado

04/10/2018


Da esquerda para a direita os vereadores Roberto Procópio de Souza, PDT, Silvio Cleffi, PSC e Franciele Daiane Back, PSDB)

Armando o jogo I 
Coçar e trair, é só começar. O MDB e o PP retomaram nos bastidores, às negociações para voltarem a ter a maioria mínima na Câmara. Eles perderam em dezembro do ano passado, quando o aliado, evangélico e político de primeira viagem, o médico e funcionário público, Silvio Cleffi, PSC, “surpreendentemente” – apesar desta coluna ter antecipado esse resultado - foi eleito presidente. Silvio desbancou o jogo de cartas marcadas por meses e que dava à “aliada” e mais jovem vereadora de Gaspar, Franciele Daiane Back, PSDB, como certa e virtualmente eleita pela situação, então com sete dos 13 votos. Fazia-se assim a vontade do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. Estavam todos lá, com cônjuges inclusive, para comemorar. Pasmos e constrangidos, assistiram à derrota e os discursos comemorativos dos vitoriosos.

Armando o jogo II
A bancada de Kleber e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, era composta  pelo mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, e que foi parar na presidência do Samae, cedendo a vaga para Ademir José de Moura, PSC; por quatro vereadores do MDB – Ciro André Quintino, Francisco Hostins Júnior (líder do governo), Francisco Solano Anhaia (líder do partido) e Evandro Carlos Andrietti; um vereador do PSC, Silvio e um do PSDB, a Franciele – sem o aval do diretório até agora, mas numa decisão pessoal da própria vereadora. A então a minoritária oposição tinha seis edis. Três petistas: Rui Carlos Deschamps, Dionísio Luiz Bertoldi e Mariluci Deschamps Rosa; dois do PSD: Cícero Giovane Amaro e Wilson Luiz Lenfers; além de um do PDT, Roberto Procópio de Souza.

Armando o jogo III 
Roberto foi o “artífice” para a virada de mesa em dezembro do ano passado. Agora, ele articula outra “virada”. Ou seja, de qualquer lado que ficar, Roberto se posiciona para se dar bem. Isso já causou mal-estar entre os oposicionistas. E para complicar, agindo nos bastidores e aproveitando uma oportunidade, Kleber rachou o PSD, com a suplente Marisa Isabel Tonet Beretta, evangélica, exatamente no lugar do mais combativo oposicionista e funcionário público, Cícero e que estava licenciado para a campanha eleitoral. Nos planos que se armam, a compensação virá com nomeações de gestores indicados pelo PDT em pontos chaves da área de Planejamento e de Obras. Em outra ponta, ainda não completamente fechada, Wilson Lenfers deixaria de ser oposição. E por que disso? Para enfrentar uma possível reação do fogo amigo dentro do MDB chamado Ciro – e que já foi o presidente. Ele não quer ser só vereador a vida toda.

Armando o jogo IV 
O governo de Kleber e Luiz Carlos, só está comendo o pão que o diabo amassou com a minoria na Câmara porque foi inábil, arrogante e se negou por sob controle esse assunto. Tudo para sustentar a candidatura de Franciele a presidente da Casa. O mote da campanha dela? “Ser a primeira mulher presidente da Câmara de Gaspar”. Esqueceu de dialogar, garantir votos. Incrível! A antiga lista de presidenciáveis era Ciro (já foi), Francielle (rifada), um do MDB e finalmente, a possibilidade de Silvio. Todavia, o pessoal do paço, incluindo o Melato, não garantiu isso. Silvio virou bicho! A oposição percebeu e fez o pacto para lhe dar a presidência. Na “nova” lista de presidenciáveis que se arma está Roberto substituindo Silvio e o MDB fecharia em 2020. Com as amarrações que se tentam agora, Roberto continua posicionado nos dois lados. Parte das eleições gerais termina no domingo. E ela vai mostrar quem é quem nesse novo jogo de forças. Ela poderá influenciar nas escolhas da nova mesa da Câmara e se o governo Kleber vai conseguir recuperar a maioria que perdeu este ano no Legislativo, para assim destravar algumas ideias e projetos vitais à reeleição. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Neste domingo o povo, de fato, é o governante. Dono do seu destino. Afinal o poder emana do povo, diz a Constituição Cidadã. E o poder é o voto. Após a apuração dos votos livres e soberanos num ambiente democrático, o povo será governado pelos eleitos. É aí que recomeçam os nossos problemas...

Não tem jeito. Quem está atrás nas pesquisas eleitorais sempre reclama. Diz que elas são manipuladas, fraudadas. Chororô antigo e manjado. Agora, o Brasil inaugurou outro tipo de reclamação: o de quem está na frente. Domingo será dia de conferir o tamanho da bravata.

Pensando bem, o mundo mudou. A comunicação muito mais. E o consumidor então está irreconhecível. A premissa de que a propaganda é a alma do negócio, caiu literalmente por terra.

Henrique Meirelles, foi de longe a melhor e a mais inteligente propaganda desta campanha eleitoral. As pesquisas mostram que ninguém vai chamá-lo para tocar o Brasil. O MDB – o eterno gigolô do poder e quando governou fez o pior - acabou com a credibilidade do Meirelles.

Nem o “novo”, foi capaz de seduzir os que sempre pedem mudanças, que é preciso acabar com os políticos tradicionais e botar no poder gestores de reconhecida capacidade técnica.

João Amoedo, do Novo, provou isso. A maioria dos eleitores preferiu o velho – que elege poste e coordena a campanha da cadeia - e outro - que está no parlamento há 27 anos -, mas diz que o sistema e o meio (urna eletrônica) que o elegeu tanto tempo, é uma fraude.

Outra premissa que caiu por terra: a exposição da TV e do rádio. Geraldo Alckmin, PSDB, foi de longe o que mais teve tempo de tevê e rádio. Quem está na frente, é quem praticamente não teve tempo sequer para dizer o seu próprio nome.

Aliás, o PSDB com 50 milhões de votos não entendeu o recado da derrota para Dilma Vanna Rousseff, PT, 54,4 milhões de votos em 2014. O PSDB recebeu dos brasileiros um mandato para ser oposição. Não fez isso, não se renovou, não se uniu e não se limpou. Perdeu o mandato que ganhou com àquela eleição.

Essa história é de Gaspar. Os tucanos perderam a corrida para a prefeitura. E na mesma noite da apuração, a única vereadora eleita pelo PSDB recebia a visita do prefeito eleito, e fazia um acerto de apoio aos vencedores, de forma pessoal e à revelia do partido.

Esta “aliança” já lhe custou a eleição prometida para presidência da Câmara. E poderá ser ainda mais doída. Basta falhar a reurbanização da Rua Bonifácio Haedchen – como já falhou no governo de Pedro Celso Zuchi, PT. É a tal síndrome dos vereadores do Belchior que não se reelegem.

A velha mídia integrada pelos jornais, rádios e TV – tão vigiada pelas leis -, foi simplesmente substituída e perdeu a importância nessas eleições para as redes sociais e os aplicativos de mensagens, recheados de verdades e escrachados fake news. Todos os políticos expostos. E ninguém processando por isso. Se fosse num jornal, numa coluna...

Esta coluna não recebeu nenhum candidato e não promoveu nenhum candidato nesta primeira parte das eleições. Afinal é uma coluna séria, não enche linguiça e sobram assuntos sérios para debater com a comunidade

E são esses assuntos que os políticos detestam e acham que em tempo de caça a votos, onde tudo é lindo – só na ótica deles - a imprensa deve ser uma extensão de propaganda gratguita daquilo que nunca fizeram. Nesta época, a imprensa que até processam, os políticos a querem para dádiva de suas manias, manhas e interesses.

Não se esqueçam no domingo. Os políticos tiraram na mão grande, R$1,7 milhão da saúde repleta de carências e filas, quando não se morre; das creches, das escolas, da segurança pública e de obras, como a duplicação da BR 470. Tudo para pagar a campanha deles.

Como sempre escreve um assíduo leitor da coluna e de Brasília, Miguel José Teixeira: “não perca a peleja; não realeja”.

É extremamente perturbadora a disseminação pelos políticos e poderosos daqui que eles possuem sob controle a polícia, o Ministério Público e o Judiciário. Meu Deus!

 

Edição: 1871.

Comentários

Herculano
08/10/2018 04:56
BRASIL À DIREITA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Com espantoso impulso na reta final, Bolsonaro chega ao segundo turno em ampla vantagem.

Na eleição presidencial tida como a mais imprevisível desde 1989, passaram ao segundo turno as duas forças políticas que se destacavam nas pesquisas desde o ano passado.

A surpresa, só devidamente dimensionada depois do fechamento das urnas, foi a impressionante onda que se formou nos momentos finais em favor de Jair Bolsonaro (PSL) e de seus aliados nos pleitos estaduais e legislativos.

Por pouco o capitão reformado, que passou a maior parte da campanha recolhido, vítima de um abominável ataque a faca, não saiu vencedor já neste domingo (7). Os votos do Nordeste, onde ainda se impõe a força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levaram Fernando Haddad à rodada final.

Bolsonaristas de origem ou de ocasião surpreenderam nos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, o correligionário Major Olímpio apareceu à frente na disputa pelo Senado. Finalista e em tese favorito na corrida ao Bandeirantes, o tucano João Doria já declarou apoio ao capitão.

Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) passou ao segundo turno na primeira colocação, dias depois de declarar apoio ao capitão; no Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) disparou à frente do ex-prefeito da capital Eduardo Paes (DEM), com quem fará o confronto definitivo.

Se as eleições municipais de 2016 já mostravam uma guinada conservadora do eleitorado, agora caminhou-se mais à direita - e com rejeição a líderes mais tradicionais.

Com uma pregação tosca, de tons frequentemente autoritários, e um programa ultraliberal encampado na última hora, Bolsonaro conquistou ampla vantagem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, tomando redutos que haviam escolhido o PSDB há quatro anos.

O PT, embora tenha chegado ao segundo turno da eleição presidencial pela quinta vez consecutiva, sofreu derrotas cruciais - que agora põem em xeque o sucesso da estratégia nacional arquitetada desde a prisão de Lula.

Subestimou-se, de maneira geral, a intensidade da rejeição ao partido, em particular nos grandes centros urbanos e entre os eleitores de renda alta e média. Dilma Rousseff (MG) e Eduardo Suplicy (SP) perderam vagas dadas como certas no Senado; Fernando Pimentel deixará o governo mineiro.

Haddad se amparou exclusivamente no prestígio do líder único e imutável da legenda ?"que não fez a autocrítica pela corrupção em seus governos nem soube oxigenar seu pensamento econômico.

Falta muito ao PT, neste momento, para liderar uma esquerda com agenda factível, assim como Bolsonaro ainda não mostrou preparo e consistência para conduzir a direita emergente. Um segundo turno radicalizado não será a melhor chance para que ambos demonstrem sua capacidade de governar.
Herculano
08/10/2018 04:49
reeditado das 21.07, de 07.10.2018

A DESCULPA DO AMARELO, É QUE DORME COM OS PÉS DESCOBERTOS

O ex-prefeito de Gaspar por três mandatos, Pedro Celso Zuchi, PT, no "grande esquemão" que deixou a madrinha dele, Ana Paula Lima, na Câmara, fora da Câmara no lugar do marido Décio Neri de Lima, presidente do diretório e derrotado para o governo do estado, também não conseguiu se eleger deputado estadual.

Zuchi somou no estado todo apenas 12.137 votos. Na verdade ele foi derrotado em Gaspar de onde deveria ter saído com uma votação superior a 16 mil votos e obter no esquemão, mais outros oito mil votos fora, como planejou.

Perguntado sobre a razão pela qual teve tão poucos votos, Zuchi nem ficou vermelho, a cor do seu PT. Disse que quando pediu votos, o povo de Gaspar dizia que não os daria para ele nesta eleição, porque queria ele de volta candidato a prefeito de Gaspar para o quarto mandato em 2020.

Ria, macaco!

Essa gente trata todos como analfabetos, ignorantes e desinformados.

Uma eleição não exclui outra. Ao contrário. Era hora de Zuchi mostrar força, independente de partido. Mas, pode sinalizar, como sinalizou que algo não está bem no retrato atual do que fez e deixou como imagem e pedido de reconhecimento. Esta eleição, foi para Zuchi e o PT uma pesquisa em tempo real: a urna.

Zuchi deveria ter respondido à pergunta do seu interlocutor:

- O jogo é jogado. joguei e perdi. Dois fatores foram preponderantes para o resultado aquém do que planejamos. O primeiro é que ninguém aguenta mais o PT e fui tragado pela onda do Bolsonaro e da Lava Jato. E para completar, o trabalho do MDB e PP de Gaspar foi bem feito para neutralizar o voto útil dos gasparenses num candidato da cidade, como eu, que já fiz isso no passado quando o PP criou o candidato da terra, que quase se elegeu, Pedro Inácio Bornhausen.

E para comparar.

Outro candidato daqui, mas a Federal, que nem trabalhou para valer, porque não é do seu metié, Marcelo de Souza Brick, PSD, e que só foi candidato para ajudar o seu empregador Jean Jackson Kuhlmann à voltar para Assembleia, conseguiu uns minguados votos a mais do que Zuchi obteve: 12.511 em todo o estado. Kuhlmann nem conseguiu voltar. Marcelo tem outra oportunidade com Gelson Merísio. De que lado ficará? Acorda, Gaspar!
Herculano
07/10/2018 20:26
ONDA BOLSONARO MUDA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

A eleição catarinense chegou a este domingo com uma certeza e uma dúvida. A certeza era de que Jair Bolsonaro (PSL) seria disparado o líder de votos no Estado, criando uma verdadeira onda de apoio ao presidenciável. A dúvida era sobre como essa onda afetaria a disputa pelos demais cargos em Santa Catarina. Abertas as urnas, ficou claro: a onda Bolsonaro afetou toda a lógica e a tradição política do Estado.

Praticamente desconhecido antes da campanha eleitoral, Comandante Moisés (PSL) conseguiu tirar do segundo turno o maior partido do Estado, o MDB do candidato Mauro Mariani. Ele chegou em segundo lugar, praticamente empatado com Gelson Merisio (PSD) - indicando uma eleição disputada no segundo turno. Talvez o gesto do pessedista de antecipar o anúncio de apoio em Bolsonaro tenha feito com que ele sobrevivesse à onda 17 neste primeiro turno. Resta saber se será suficiente na segunda votação, quando será o candidato da política contra o da antipolítica.

A onda 17 catapultou o até hoje minúsculo PSL catarinense para votações consagradoras no legislativo. Lucas Esmeraldino (PSL) ficou em terceiro na corrida pelo Senado, disputando o cargo voto a voto com Jorginho Mello (PR), o dono da segunda vaga. Esperidião Amin (PP), maior eleitor individual do Estado, manteve uma pequena diferença em relação aos outros dois - ambos eleitores declarados de Bolsonaro. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) amargou um quarto lugar - em nenhum momento da apuração ameaçou os três ponteiros. Candidato à reeleição, Paulo Bauer (PSDB) nem entrou na briga.

Para a Câmara dos Deputados, o PSL conseguiu eleger quatro dos 16 deputados federais - Daniel Freitas o segundo mais votado. Na Assembleia, o partido de Bolsonaro elegeu seis dos 40, a segunda maior bancada - e teve o campeão de votos, Ricardo Alba, vereador de Blumenau.

Os números fazem do segundo turno entre Merisio e Moisés algo imprevisível, mas não é arriscado dizer que o favoritismo passa para o candidato oficial de Bolsonaro. O pessedista terá que reter o eleitor de Bolsonaro que se manteve com ele e que passa a ser afetado pela euforia da onda 17.
Herculano
07/10/2018 20:13
OLHANDO A MARÉ

Aguardem a coluna inédita nesta segunda-feira. Prometo não me desviar da aldeia. Não se sabe se o que corre é água da chuva ou das lágrimas.
Herculano
07/10/2018 20:10
QUANDO A ESPERTEZA É DEMAIS, ELA COME O DONO, DIZIA TANCREDO NEVES. MAURO MARIANI, MDB E O PSDB FORAM COMIDOS PELA PRóPRIA ESPERTEZA

O deputado Federal Mauro Mariani é um jogador. E o seu jogo foi atropelado pelo fenômeno Jair Bolsonaro, PSL e tsunami por Carlos Moisés da Silva, também do PSL, o bombeiro comandante chamado Moisés acostumado a lidar com fogo.

Na Câmara Mariani traiu o amigo e próximo quando era necessário, Michel Temer, para o seu projeto catarinense.

Manobrou e teve o diretório. Colocou a faca no pescoço do ex-empresário e prefeito de Joinville, Udo Doehler, que estava na fila, e rumou para cima de Eduardo Pinho Moreira.

Quando se instalou como único candidato do partido ao governo do estado, notou que precisava de votos. O PSDB que ameaçou voo solo, preferiu não arriscar e transferir votos e colocou Napoleão Bernardes como seu vice, para transferir votos. Não transferiu.

Resultado? Os dois partidos e os dois nomes, queimados. Quando a esperteza é demais, ela come o dono.
Herculano
07/10/2018 19:56
A REALIDADE DO FICCIONISTA

De Agnaldo Silva, autor de novelas para a TV, no twitter

Seja qual for o vencedor, depois que o choro e o ranger de dentes terminarem, todos juntos chegaremos à mesma e belíssima conclusão: hoje terá sido um grande dia para o Brasil. O Dia da Democracia.
Herculano
07/10/2018 16:42
DISCURSO PRONTO E O CULPADO

De Carlos Andreazza, editor de livros, no twitter

Ficamos assim, então: são reais as chances de Bolsonaro vencer no primeiro turno. Mas, se não vencer, já sabemos que terá sido pela fraude às urnas. Esse texto - convenhamos - está pronto faz tempo. Não é bom. Faz, porém, parte da estratégia que trouxe Bolsonaro até aqui.

A Justiça Eleitoral tem imensa responsabilidade por esse estado de coisas. Ao mesmo tempo despreparada e arrogante, suas lentidão e soberba para dar respostas à sociedade alimentam a desconfiança de que - verdade se diga - é merecedora.
Herculano
07/10/2018 16:36
MESÁRIA É DETIDA NO PARANÁ APóS ESPALHAR INFORMAÇÃO FALSA DE QUE URNA TERIA VOTOS NA MEMóRIA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Informações e texto de Estelita Carazzai, Laís Alegretti, Letícia Casado, Marcel Rizzo e Cleomar Almeida. Uma mesária foi detida na manhã deste domingo (7) em Maringá (PR) após informar a eleitores que a urna eletrônica de sua seção teria votos registrados na memória, antes mesmo de a votação ser iniciada.

A informação foi desmentida pelos demais mesários, que mostraram aos eleitores a "zerésima", um boletim de urna emitido antes de a votação começar.

O documento, divulgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná, demonstrava que não havia votos registrados - e estava assinado por todos os mesários que trabalhavam na seção.

A mesária, ainda assim, continuava ligando para eleitores e informando sobre a suposta fraude, que acabou sendo retransmitida pelas redes sociais.

Ela acabou detida pela Polícia Federal, e prestava depoimento na manhã deste domingo. A urna está localizada no Colégio Santo Inácio.

Em Goiânia, outra mesária foi presa após ser flagrada usando o broche de um candidato enquanto trabalhava em uma das seções do Colégio Sesi Planalto, na região sudoeste da capital.

Quatro policiais militares, três homens e uma mulher, entraram na sala em que a mesária estava e a detiveram. A denúncia foi feita por eleitores. A PM não informou para qual candidato ela estava fazendo campanha.

Um candidato também foi preso em São Paulo por divulgação de propaganda e dois eleitores foram presos no Mato Grosso do Sul. Os outros 35 casos registrados até o momento não levaram a prisões. O TSE não informou o nome dos envolvidos.

O vereador de São Luis Genival Alves (PRTB), candidato a deputado estadual, foi levado à sede da Polícia Federal na capital maranhense, neste domingo (7), para prestar depoimento.

Ele foi detido pela PM, que afirmou ter encontrado com ele R$ 8.000 e material de campanha ?"será apurado se configura tentativa de compra de votos.

Em nota, Lacerda disse que "jamais praticou atos ilícitos com o objetivo de angariar votos. Trata-se de uma armação dos seus opositores". Outra ocorrência no Maranhão ocorreu pela manhã, quando cinco pessoas foram detidas com R$ 14 mil e material de campanha no povoado de Crioli do Sinhá, na cidade de Graça Aranha.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou 38 ocorrências de irregularidades cometidas por candidatos e eleitores até as 10h30 deste domingo (7).

Irregularidades que podem levar à prisão, a depender do caso, estão relacionadas a uso de alto-falantes e amplificadores, boca de urna, divulgação de propaganda, transporte ilegal de eleitores, fornecimento ilegal de alimentos, corrupção eleitoral e outros.
Herculano
07/10/2018 16:32
EXPLICADO

De Ricardo Noblat, de Veja, no twitter

A Bolsonaro interessa pôr em dúvida a segurança das urnas eletrônicas. Se tiver que disputar o segundo turno, ele atribuirá isso a fraude.
Herculano
07/10/2018 16:30
TROPA MOBILIZADA

De Carlos Andreazza, editor de livros, no twitter

Uma coisa é apurar se houve fraude. Outra é o chamamento bolsonarista para manter a tropa mobilizada e completar a narrativa que desqualifica o sistema. Faz parte da constituição do candidato anti-establishment desconfiar das urnas. Hoje esse processo está apenas se fechando.
Herculano
07/10/2018 16:26
FRAUDE NA URNA

Pinçado no twitter

Essa onda toda contra as urnas eletrônicas tem método. É o início do processo para criminaliza-las e voltar com o velho papelzinho anos 50 da fraude e do controle de votos. Isso sim. Atentai. Até hoje foram eleitos com elas. Teve fraude?
Herculano
07/10/2018 16:21
OEA DIZ QUE NÃO ENCONTROU NENHUMA SUSPEITA DE VULNERABILIDADE DE URNAS

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. A chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, disse que as eleições brasileiras estão ocorrendo com tranquilidade e não foram encontrados problemas. Laura chefia uma missão de 40 pessoas que, pela primeira vez, acompanham o processo eleitoral brasileiro. Foram inspecionados 80 centros de votação em 12 estados.

"Temos observado um processo com bastante normalidade, que contrasta com a preocupação que existia na campanha. Não há relatos de problemas que chamem a atenção", afirmou, após visitar uma faculdade na Asa Sul, de Brasília.

Laura lembrou que a missão acompanhou todas as etapas da votação eletrônica, desde a inseminação e transporte das urnas até o dia de hoje, e que não foram encontrados problemas. "Não encontramos até o momento nenhum aspecto que gere suspeita sobre a possibilidade de vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação", afirmou.

Para a observadora, o principal problema identificado nas eleições brasileiras foi a grande propagação de fake news. Segundo ela, até mesmo declarações de membros da missão foram utilizadas de forma distorcida. "O impacto da notícia falsa ante a população afeta não só os candidatos à Presidência como a credibilidade das eleições", completou.

Laura disse que, apesar de haver propagação de fake news em vários países, pelo tamanho do Brasil e pela penetração das redes sociais, o tema é "muito significante" no País.

A chefe inspecionou alguns locais de votação em Brasília, onde questionou mesários e eleitores sobre o processo, quantos votaram e problemas apresentados com a biometria. Um dos problemas relatados à missão foi atrasos por conta de dificuldades na identificação dos eleitores, mas ela disse que isso não impediu ninguém de votar.

Na segunda-feira, 8, a missão apresentará um relatório preliminar sobre a visita. Outra questão que será analisada é a baixa participação de mulheres na política brasileira.
Herculano
07/10/2018 16:19
OS RESULTADOS

A coluna não vai dar resultados nem em primeira, nem em última mão. Mas, comentará as consequências deles. Aguardem. Opinem.
Herculano
07/10/2018 16:15
da série: gente do barulho, enxerga fantasmas e cria fantasmas no imaginário popular, ao invés de criar planos para governar.

JUSTIÇA DIZ QUE É FALSO VÍDEO COM URNA QUE AUTOCOMPLETA NÚMERO DE HADDAD

Conteúdo do Congresso em Foco. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) afirmou que é falso o vídeo que circula na internet em que um eleitor aparentemente aperta a tecla "um" e a urna é preenchida automaticamente com o número 13, do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

O vídeo foi publicado nas redes sociais do candidato ao Senado pelo PSL Flávio Bolsonaro, filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Está acontecendo diante de nossos olhos. Aperta a tecla "1" para presidente e aprece o indicado do presidiário! Quem souber onde aconteceu isso, favor me enviar zona e seção. @TSEjusbr pic.twitter.com/qKB82lpSUu

"Os vídeos não mostram o teclado da urna, onde uma pessoa digita o restante do voto. Não existe a possibilidade de a urna autocompletar o voto do eleitor, e isso pode ser comprovado pela auditoria de votação paralela", afirmou o TRE-MG.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que já está ciente do caso e que o Ministério Público e a Polícia Federal foram acionados para verificar a urna.

Fazer imagens fora da cabine de votação não é proibido, mas filmar ou fotografar a urna durante o voto é proibido pela legislação eleitoral. A medida tem o objetivo de proteger o sigilo do voto e evitar que o eleitor tire foto para comprovar seu voto em determinado candidato.

O candidato a deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), também filho do militar, publicou neste domingo (7) em suas redes sociais mensagens pedindo que os eleitores filmem e façam transmissão em tempo real caso encontrem problemas com as urnas.


Eduardo Bolsonaro 1720
?"
@BolsonaroSP
Façam vídeos dizendo o estado/cidade, zona, seção eleitoral, horário e seu nome completo. Postem nas redes. Precisamos de mais informações para colocar as denúncias adiante, seja no TRE/TSE, OEA ou PF. Façam boletim de ocorrência tb de preferência no plantão da Polícia Federal.

Prezados, em caso de problemas com a urna filmem, de preferência gravem lives e falem o estado zona e seção onde está ocorrendo o problema.
Herculano
07/10/2018 16:09
da série: gente do barulho e não aceita a realidade da urna

HOMEM DESTRóI URNA COM MARRETA EM SC

Conteúdo de O Antagonista. Um homem de 25 anos entrou numa seção eleitoral da cidade catarinense de Morro da Fumaça e destruiu a urna eletrônica com uma marreta, informa a rádio CBN.

Outros eleitores seguraram o agressor até a chegada da polícia, que o prendeu. Segundo a Justiça Eleitoral, os votos que já haviam sido registrados na urna não foram perdidos.
Anselmo Cardoso
07/10/2018 15:54
Sr. Herculano

Parabéns ao Pera, que veio de Bombinhas em peso votar no 17.
Isso que é tucano de plumagem.
Margoretti da Silva
07/10/2018 14:11
Sr. Herculano

Kleber, aquele que sai do "Minha Cascasa minha vida" para uma cobertura, que saiu de um Fiat 147 para um SUV 4x4 vai votar com um guarda Costa. PODE ISSO ARNALDO?
Acorda Gaspar, chega de ser notários.
Só aqui pra mostrar a verdade.
José Antonio
07/10/2018 12:27
Herculano!

Vai dar primeiro turno pro MITO, vai ultrapassar a casa dos 60%, é esperar pra ver.Só não vai ser maior por causa do Nordeste, vai ser de LAVADA, aguardem e verão.
Miguel José Teixeira
07/10/2018 10:46
Senhores,

Dizem que, antes de votar, o preposto do presidiário lula, foi à Curitiba perguntar ao chefe da quadrilha, em quem poderia votar para presidente. . .
LEO
07/10/2018 09:31
CONTRASTE DO BRASIL.O RESULTADO DAS ELEIÇÕES SAI EM 2 OU 3 HORAS.UM EXAME LEVA 1 Mês PARA AUTORIZAR MAIS UM MÊS PARA SAIR O RESULTADO.DEPOIS MAIS UM MÊS,SE LEVAR SORTE. PARA CONSEGUIR CONSULTA PARA LEVAR O RESULTADO DO EXAME PARA O MEDICO .
Herculano
07/10/2018 08:15
RUSSOS INFECTAM URNAS COM SARNA, por Renato Terra, roteirista, no jornal Folha de S. Paulo

Expectativa é de que brasileiros fiquem se coçando por quatro anos
Hackers russos interferiram nas eleições brasileiras disseminando artificialmente, em todas as urnas eletrônicas, o parasita causador da sarna.

De acordo com a Abin, as teclas 1, 3 e 7 foram especialmente afetadas. "Temos informações suficientes para crer que eleitores do PT e de Jair Bolsonaro terão sarna para se coçar nos próximos quatro anos", explicou Epaminondas Maurício Lambda, diretor secreto da Abin.

Há indícios, no entanto, de que a operação russa tenha começado há alguns meses, numa guerra química silenciosa que espalhou dois vírus: a febre verde-amarela, propagada pelo aedes-whatsapp, e a peste lulônica, difundida por militantes que receberam R$ 15 reais para provocar uma epidemia.

As duas enfermidades têm alguns sintomas parecidos: raiva intensa desencadeadora de cegueira seletiva, surgimento de contradições e náusea à Constituição.

Mas há diferenças: pacientes contaminados com febre lulônica relataram dificuldade de fazer autocrítica.

Alguns casos evoluíram para a síndrome de Hoffmann, que faz com que os afetados sejam incapazes de repudiar a ditadura venezuelana. Foram registrados surtos de cleptomania. Em situações mais raras, os infectados passaram a falar com a língua presa e apresentar alucinações megalômanas.

A febre verde-amarela pode evoluir para um estágio mais grave: o fascismo crônico, estado que leva ao óbito da democracia. Seus sintomas mais frequentes, porém, são obsessão com o PT, medo, surtos de violência e disseminação de delírios pelo WhatsApp.

Cientistas da Fiocruz descobriram que a febre verde-amarela se fortalece ao entrar em contato com a peste lulônica, num processo de retroalimentação. A instituição prometeu disponibilizar para a população uma vacina com doses cavalares de tranquilizantes, jornalismo e literatura. Uma corrente no WhatsApp, contudo, sustenta que qualquer vacina faz mal e atribuiu a iniciativa ao PT e aos illuminati.

No final da tarde, em São José do Rio Preto, uma junta médica emitiu alerta para uma possível epidemia: ao ser mordido por um homem, um cão manifestou sintomas de raiva.
Herculano
07/10/2018 06:46
TEMOR

Impressionante como viralizou nas últimas horas nas redes sociais e principalmente nos aplicativos de mensagens - que não possuem ferramentas de checagem pública - informações falsas, trucagens e montagens ridículas para o voto útil no primeiro turno.

Ora, se há tanta confiança de que não haverá segundo turno e com isso dez institutos de pesquisas estão todos errados, qual a razão de tanto temor, de tanta contra-informação, de tanta propaganda e fundamentalismo?

Tudo isso, revela algum temor e se usa do medo para atemorizar, aterrorizar - ou mesmo convencer - os fracos, os analfabetos, os ignorantes e principalmente os desinformados de um ambiente que só o resultado das 17 horas de hoje pode nos revelar como definitivo.

O primeiro turno de uma eleição é feito para as escolhas amplas, para os que possuem convicções, esperanças e que não sejam elas, o da suposta maioria.

Cria-se um falso retrato.

O segundo turno das eleições gerais, ai sim,é feito para o voto útil, no menos pior, no mais adequado entre duas escolhas apenas.

Quem engana com tanta convicção e insistência durante a campanha, esconde algo ainda pior ou não acredita nos seus próprios planos de governança...
Herculano
07/10/2018 06:30
MUDAR DE VERDADE, É NÃO REELEGER E NÃO VOTAR EM FICHAS SUJAS. É RENOVAR. HOJE É DIA PARA ISSO.
Herculano
07/10/2018 06:28
2018 FAZ DE 2013 O ANO MAIS LONGO DA HISTóRIA, por Josias de Souza, Josias de Souza

A história que começou a ser escrita em junho de 2013 tornou-se um pesadelo do qual o Brasil não consegue acordar. Há cinco anos, as ruas roncaram para reivindicar menos roubalheira, mais prosperidade e serviços públicos decentes. O sistema político ofereceu uma espécie de Bolsa Teatro. Entrou em cartaz um espetáculo de cinismo, desemprego e descaso. A sucessão de 2018 revela que o público não foi devidamente ensaiado para a encenação.

Desenvolveram-se muitas teorias para tentar explicar o fenômeno que explodiu em junho de 2013. Cada um enxerga o que lhe convém. Mas todas as teses convergem para um mesmo ponto: quem deveria ter oferecido soluções virou parte dos problemas. Reeleita em 2014 ao final de uma campanha marcada pela mentira, Dilma entregou o avesso do que prometera. Aquecido pela Lava Jato, o asfalto ferveu até obter o impeachment.

Além de produzir uma ruína econômica jamais vista, Dilma deixou como herança Michel Temer, um substituto constitucional apodrecido. Colou-se na frente do teatro um cartaz novo: "Ponte para o Futuro". A ponte revelou-se uma pinguela construída sobre um rio de lama.

O Tribunal Superior Eleitoral poderia ter cassado a chapa Dilma-Temer numa fase em que ainda era possível convocar novas eleições. Contudo, sob a presidência de Gilmar Mendes, o TSE julgou tarde e decidiu mal. Financiada com verbas roubadas, a chapa foi absolvida por excesso de provas.

Ao sentir o cheiro de enxofre, um pedaço do eleitorado disse a si mesmo: "Se este é o Brasil do futuro, me dêem um do passado". Repaginou-se a polarização. De um lado, o grupo que recuou à era do autoritarismo fixou-se em Bolsonaro. Na outra ponta, a ala que voltou aos tempos do 'rouba, mas faz' optou por um Haddad que diz ser Lula.

Abaixo da dupla, gente como Ciro, Alckmin e Marina grita para o eleitor: "Tem certeza? Pense bem! Deve estar havendo algum engano". Ninguém enxerga defeitos no próprio umbigo. Ciro massageou Lula, flertou com o centrão e falou em colocar procuradores e juízes "na caixinha". Alckmin fechou negócio com o centrão, serviu refresco a Aécio e convive com um rastro pegajoso que inclui mimos eleitorais de R$ 10 milhões da Odebrecht. Marina paga o preço de ter tomado chá de sumiço depois de ser moída pela marquetagem de Dilma.

Se 2018 revela alguma coisa é que 2013 tornou-se o ano mais longo da história. E ainda vai longe. Os eleitores mais velhos, já meio cansados de tanta experiência, comportam-se como se o país não tivesse futuro. Os mais jovens, sem experiência, acham que não há um passado. O Brasil vai às urnas de saco cheio de sua própria realidade.
Herculano
07/10/2018 06:26
DEBATE DIFÍCIL, por Samuel Pessoa, economista e Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV) para o jornal Folha de S. Paulo

É ou não possível acabar com o déficit fiscal com imposto de 1% sobre fortunas?

Em um tuíte de 8 de setembro, um dos responsáveis pelo programa econômico do PT, Marcio Pochmann, escreveu: "Déficit primário nas contas públicas, estimado para 2019 pelo neoliberalismo de Temer, poderia ser superado pela cobrança de 1% sobre grandes fortunas. Solução para o Brasil tem, mas precisa do voto popular para garantir a renovação na política. O voto vale".

A afirmação tem duas características muito importantes. Primeira, é precisa e, portanto, facilmente verificável. Segunda, tem importantes implicações para a economia. Assevera que há uma maneira relativamente simples e indolor de resolver boa parte de nosso problema fiscal.

Vindo de um dos principais economistas do grupo político associado a um candidato bem colocado nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República, a afirmação adquire enorme relevância.

Meu colega Alexandre Schwartsman, que ocupa este espaço às quartas-feiras, aceitando de forma iluminista os termos em que Pochmann estabeleceu o tema, resolveu verificar a veracidade da afirmação.

Baixou os dados da Receita Federal e documentou, em sua coluna de 12 de setembro, que essa base tributária não arrecadaria nem 10% do déficit fiscal.

Li com interesse a réplica de Pochmann a Alex nesta Folha na edição de 14 de setembro, procurando qual teria sido o erro cometido por Alex.

Pochmann discorreu sobre vários temas. Não houve menção aos números. Pochmann reagiu de forma idêntica à do batedor de carteira que, após o ato, vira de lado, levanta o braço e grita "pega ladrão!".

Penso, aliás, que, em debates dessa natureza - em que a questão debatida é muito clara e circunscrita -, a réplica não deveria ser publicada se não tratar diretamente do tema.

Na coluna de 26 de setembro, Alex escreve que Pochmann irá ganhar o merecido título de economista mais desonesto do Brasil.

Na edição de 28 de setembro, o professor de economia brasileira do departamento de administração da FEA-USP Paulo Feldmann reclama da falta de "decoro" de Alex com Pochmann. Afirma que em "economia não há uma única forma de enxergar ou interpretar fatos".

Ora, o debate não é de interpretação. Há um fato. É ou não possível acabar com o déficit fiscal com um imposto de 1% sobre grandes fortunas? Não há interpretação aqui. Trata-se de aplicar a alíquota de 1% sobre a base e saber se chega ou não perto de R$ 150 bilhões.

Não satisfeito, afirma Feldmann: "Segundo dados da Receita Federal, as 70 mil famílias (0,14% do total) mais ricas do país pagam um imposto efetivo de apenas 6% da renda, enquanto a classe média paga 12%. Se os muito ricos passassem a pagar um imposto efetivo igual ao pago pela classe média, acabaríamos com o déficit primário. Simples assim".

Recoloca o debate em termos simples, claros e falseáveis.

Na sua resposta em 4 de outubro, novamente Alex mostra que os números de Feldmann não sobrevivem às quatro operações. A resposta dos dois ilusionistas na mesma edição do dia 4 é alegar o relativismo do conhecimento econômico - meus Deus, o debate é contábil! - e afirmar que Alex trabalhou no mercado financeiro.

Os dois precisam mostrar aos leitores qual foi o erro de conta que Alex cometeu.

Jânio de Freitas, em coluna de 23 de setembro, observou ser insultante o procurador do Ministério Público Carlos Fernando do Santos Lima se aposentar com 54 anos e remuneração mensal de R$ 30 mil aproximadamente.

Faltou lembrar que, se a reforma da Previdência de Temer tivesse sido aprovada, ele teria de trabalhar até os 65 anos.
Herculano
07/10/2018 06:20
A CAMPANHA QUE ABRIU MÃO DO BRILHANTISMO, por Roberto Azevedo, no Makingof

Quem assistiu aos 35 dias de campanha eleitoral no rádio e na TV teve a nítida impressão de que o deputado Mauro Mariani (MDB) e o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) fizeram um esforço enorme para se desvincularem dos governos exitosos dos últimos 16 anos em Santa Catarina, onde por 15 deles estiveram juntos.

Ser crítico não significa ser contra, mas no caso de Mauro e Merisio falar das grandes realizações e dos índices positivos do Estado em todos os indicadores seria, na visão míope de ambos e de seus marqueteiros, dar cartaz para o outro. No máximo, o emedebista lembrou de sua passagem com obras pela pasta da Infraestrutura e o pessedista abusou da retórica do rompimento com o repetitivo bordão "precisamos mudar o modelo que nos trouxe até aqui". Sobre o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e o ex-Raimundo Colombo (PSD), nenhuma palavra. Na mesma linha, a oposição, representada pelo deputado federal Décio Lima (PT), o mais forte entre os que fazem o contraponto às eras Luiz Henrique (PMDB) e Raimundo Colombo (DEM e PSD), com o protagonismo também de Eduardo Pinho Moreira (PMDB e MDB) e Leonel Pavan (PSDB), não soube capitalizar em essência a fragilidade de alguns setores da atividade pública. Talvez, por ter 13 anos de PT no governo federal para defender em meio a um mar de corrupção, o que, de alguma maneira o deixava vulnerável às críticas mais ácidas dos governistas estaduais disfarçados em opositores. Aliás, o tema sequer entrou em debates ou programas dos três e ainda havia a limitação para outros candidatos em função do pouco tempo de espaço na mídia.

EM SÍNTESE

Esta é uma das razões porque o eleitor tem dificuldade em diferenciar Mauro, Merisio e Décio, muito semelhantes nas propostas e no discurso, com raras sutilezas ideológicas ou na forma, o que empurrou a escolha do governador, neste dia 7 de outubro, para um eterno triplo empate técnico constatado pelas pesquisas. Se confirmado o segundo turno entre MDB e PSD, que reúnem em torno de si a maioria dos partidos que estiveram presentes em alguma fase das últimas seis etapas da administração estadual, o eleitor dirá que não quer mudanças radicais na condução do Estado, embora tenha sido registrado o esforço dos principais candidatos em dizer que nada tinham a ver com o que está por aí. O que não faltou foram promessas mirabolantes.
Herculano
07/10/2018 06:14
COM NÚMEROS QUASE IGUAIS, DATAFOLHA E IBOPE APONTAM PARA 2º TURNO, COM EMPATE TÉCNICO; NO 1º,BOLSONARO ABRE BOA VANTAGEM SOBRE HADDAD, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Números do Datafolha e do Ibope apontam que o mais provável é que haja segundo turno na eleição presidencial deste ano, à diferença do que sustenta a militância bolsonarista nas redes sociais. As coisas, no entanto, estão em trânsito. A eleição, convenham, é mercada por excepcionalidades. Neste domingo saberemos se os eleitores reservavam alguns arcanos. Repito o que já disse aqui: as pesquisas, que costumam ser demonizadas por aqueles que não gostam dos resultados, servem inclusive para que estes desenhem as suas estratégias. Os dois institutos coincidem em quase tudo.

No primeiro, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 40% dos votos válidos, e o petista Fernando Haddad, com 25%; no segundo, o peesselista marca 41%, e o petista, os mesmos 25%. Em terceiro lugar, Ciro Gomes (PDT) fica, respectivamente, com 15% e 13%. O tucano Geraldo Alckmin marca 8% nos dois institutos. Confirmando-se essa tendência, Bolsonaro e Haddad voltam a se encontrar no dia 28, no segundo turno. Se isso acontecer, é a hora em que o eleitor dizer o que ele quer é tão importante como dizer o que não quer.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 5 e 6 de outubro. Nestes mesmos dias, o Datafolha entrevistou 19.552 pessoas. Nos dois casos, a margem de erro e dois pontos para mais ou para menos.

Nas simulações de segundo turno, há empate técnico entre os líderes, com o peeselista à frente do petista. Nos votos totais, no Ibope, Bolsonaro aparece com 45%, e Haddad, com 41%. No Datafolha, 45% a 43%.

No Ibope, a rejeição a Bolsonaro é maior do que a rejeição a Haddad: 43% a 36%. A diferença está fora da margem de erro. No Datafolha, há empate técnico também nesse quesito, com o nome do PSL numericamente à frente: não votariam nele de jeito nenhum 45% dos ouvidos, contra 43% no petista.

Notem: é absolutamente correto afirmar que é enorme a possibilidade de haver segundo turno. Para se ter uma ideia: no Ibope, Bolsonaro ganhou seis pontos nos votos úteis em 25 dias: tinha 35% no dia 11 de setembro e tem 41% agora. Teria de crescer 9 neste domingo para levar o galardão de primeira. Impossível? Não há nenhuma lei da física, da química ou da matemática que impeça. Mas seria um evento absolutamente raro.

Sim, e fato: no primeiro turno, Bolsonaro aparece em ascensão, e Haddad, estagnado. Mas teria de haver uma formidável movimentação no eleitorado para que a disputa se resolvesse já neste domingo.
Herculano
07/10/2018 06:10
O ISOLACIONISMO DO PT, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Partido afasta aliados com ideias econômicas ruins, lulismo subserviente e laivos autoritários

Não tem cabimento exigir que candidatos e partidos renunciem a convicções. A decisão de rejeitar alianças em nome de purismos tem consequências, porém. O PT opta pelo isolamento, levando Fernando Haddad para a sua margem do rio.

A escolha do insulamento diminui o potencial de votos e a capacidade de organizar um governo viável em termos políticos e econômicos. A candidatura do PT não se ocupou desse problema até a semana passada, quando petistas, em especial haddadistas, temeram derrota precoce.

O PT ignorou ofertas tácitas de alianças que elites econômicas e políticas fizeram circular pela opinião pública - textos e entrevistas publicados na "grande mídia", em redes sociais ou até recados para o entorno de Haddad. "Elites", plural: são diversas.

O PT ignora um eleitorado na maioria favorável à prisão de Lula ou ao impeachment, mas nem sempre antipetista. Metade dos eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB) e dois terços dos que votam em Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) optariam por Haddad em uma final contra Jair Bolsonaro (PSL). Mesmo 16% dos bolsonaristas ainda cogitam votar em Haddad no primeiro turno.

O PT fez tais escolhas em uma eleição em que o centro ou a intermediária política se esvaziava. Em atos de campanha, deu mais motivos para ojeriza. Haddad atraiu mais da rejeição do que da simpatia a Lula: 49% dos eleitores não votam em candidato indicado pelo ex-presidente (a rejeição de Haddad passou de 40%); 39% votariam com certeza no indicado por Lula (Haddad não passou de 22% dos votos).

O espectro de alianças possíveis é limitado, decerto. A candidatura tardia de Haddad dificultaria transição transada do petismo duro para um projeto de pacto ou reconciliação nacional, o nome que se dê. O programa de governo do PT é um manifesto repelente de aliados, entre outros motivos porque talhado como um plano de combate contra "golpistas" ou todos que tenham outras ideias sobre a história politica e econômica do país nesta década.

Além do mais, Haddad até agora não quis ser maior do que o PT, lançando-se como líder inovador de várias correntes de opinião do país - talvez seja tarde. Em pesquisas qualitativas, não raro é tido como "pau-mandado".

Apesar de insinuações de "moderação", Haddad deixou que economistas do PT fossem porta-vozes dos seus planos econômicos, reafirmando o programa petista, de baixo nível técnico. Essas ideias causam escárnio, estupefação ou, em alguns, desânimo consternado, reação de elites dispostas a auxiliar um governo Haddad ou simpatizantes.

A ojeriza espalhou-se pelo eleitorado graças a outras erupções cutâneas da doença infantil do isolacionismo. Líderes do partido mencionavam "tomada do poder" quando tratavam do que deveria ser apenas vitória eleitoral. Outros, Haddad inclusive, falavam da Constituinte e de "Lula livre" como tema central da campanha.

Difícil medir o efeito geral de tais proclamações. Mas esses manifestos se propagaram, pois o PT perdeu o monopólio da palavra de ordem disseminada por militantes aguerridos ou fanáticos, ora ainda mais comuns na extrema direita. Entre tanta mentira selvagem contra Haddad, circularam também muitas declarações de petistas que motivaram alertas contra um projeto autoritário do partido.

Enfim, o povo sabe o que é a Venezuela: as pessoas fogem de lá até para a miséria de morar nas ruas do Brasil distante. O PT não entende nem isso.
Herculano
07/10/2018 06:02
CLÁUSULA DE BARREIRA ELIMINARÁ 'PUXADINHOS' DO PT, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

A redução de partidos, provocada pela "cláusula de desempenho" (ou "de barreira") forçará o retorno ao PT dos "puxadinhos" criados por ex-petistas desgarrados, por opção ou expulsão. As negociações já começaram, mas antigos petistas - hoje no Psol, Rede, PCdoB, PSTU, PV etc - exigem o PT mude de nome, para "virar página" e tentar deixar para trás os escândalos de corrupção dos governos petistas.

MORTE POR INANIÇÃO
Os partidos que não atingirem a cláusula de desempenho ficarão sem tempo na TV e perdem o dinheiro fácil dos fundos Partidário e Eleitoral.

PLÁSTICA NO ROSTO
A avaliação dos dirigentes partidários de esquerda é que não dá para voltar sem dar ao PT uma nova aparência, mais moderna e mais limpa.

ESQUELETO NO ARMÁRIO
Grande preocupação de ex-petistas é a herança maldita de escândalos que inspiraram a Lava Jato e levaram à prisão seu principal líder: Lula.

SOBRARÃO Só OS GRANDES
A estimativa é que, após a eleição, hoje, haverá redução de 35 para 18 partidos, e em 2022 o fim das coligações diminuirá ainda mais, para 8.

REFORMA POLÍTICA NÃO ELIMINOU 'CAIXA 2' NA ELEIÇÃO
A reforma política em 2017, que proibiu o financiamento empresarial, não eliminou o "caixa 2" nas eleições deste ano. Para especialistas em direito eleitoral, como o advogado Luiz Eugênio Scarpino Jr, houve um afrouxamento dos mecanismos de controle, após a redução do tempo de campanha para 45 dias. Deixaram de ser contabilizados gastos da pré-campanha com jatinhos, comícios, eventos. Para Scarpino Jr, é "grande falácia" afirmar que tempo menor de campanha reduz gastos.

MENOS BRECHAS
Scarpino Jr avalia que a prestação de contas deveria abranger tempo maior, e incluir impulsionamento de conteúdo na internet no ano inteiro.

CONHECIMENTO DE CAUSA
Em delação, Antonio Palocci, que coordenou a campanha de reeleição de Dilma, disse que as campanhas da petistas custaram R$ 1,4 bilhão.

GASTOS RECORDE
Ao custo de R$85 milhões por dia, a eleição 2014 foi a mais cara da história. Este ano, atualmente em R$84,1 milhões, pode bater a marca.

DIA DA FICHA LIMPA
Sete de outubro é dia de eleger quem tem ficha limpa, é dia de investir nos sonhadores, naqueles que têm boas ideias, bons propósitos. Se a escolha for por alguém com mandato, que ao menos não seja um ladrão evidente. No Brasil, não ser corrupto já é um grande diferencial.

PARABÉNS, JUSTIÇA
Neste 7 de outubro, domingo de eleição, o ex-presidente Lula completa os primeiros seis meses de sua sentença de 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

'PESQUISA' INSTAGRAM
Bolsonaro (PSL) e Haddad (PT), postaram fotos na noite do debate Globo. Em 24 horas, Bolsonaro obteve 1,09 milhão de curtidas e 44 mil comentários. Haddad, 75 mil curtidas e 2,4 mil comentários.

DECEPCIONANTE
O apoio a Haddad no Nordeste é o menor a um candidato do PT desde a eleição de Lula em 2002. Os 37% de Haddad, no Datafolha, estão longe dos 60% de Dilma, em 2014.

NÃO LEVAM FÉ
Apenas 21,4% dos entrevistados do Paraná Pesquisas (BR-08437/18) acreditam que Haddad (PT) vencerá as eleições. Menos que a intenção de votos. Bolsonaro (PSL) tem 34,9% dos votos e 49,7% das apostas.

MEMóRIA CURTA
Os adversários de Jair Bolsonaro reclamaram da sua ausência no debate de sexta (5), inclusive Haddad. A nenhum deles interessou lembrar que Lula também faltou ao debate da Globo, em 2006.

PONTOS NO IBOPE
A audiência da Record bateu recorde de dois anos com a entrevista de Jair Bolsonaro, simultaneamente ao último debate dos presidenciáveis. Chegou a 13,6 pontos de audiência, contra 22 da Globo.

SEM MAL-ENTENDIDO
Para evitar mal-entendidos, o TRE-DF enviou orientação para a Polícia Militar reafirmando que os eleitores podem usar camisas de políticos e partidos. O que não pode é tentar convencer ou coagir outros eleitores.

PENSANDO BEM...
...com o fim da campanha eleitoral, o presidente Michel Temer perde o sossego.
Herculano
07/10/2018 05:55
A UTILIDADE DO FATOR ARREPENDIMENTO, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Numa eleição influenciada pelo voto contra, talvez seja melhor pensar no risco embutido nessa decisão

Hoje o eleitor poderá escolher entre 13 candidatos. Nos últimos 29 anos, os brasileiros elegeram quatro pessoas para a Presidência: Fernando Collor, FHC, Lula e Dilma. Pode-se dizer que uma boa parte dos eleitores de Collor e Dilma se arrependeram do voto. Muita gente que preferiu Aécio Neves também deve ter se arrependido, e essa história mostra o risco embutido em eleições que desembocam em votos contra.

Quem já votou para presidente terá mais facilidade em lidar com o fator arrependimento, quer pelos candidatos em quem votou, quer por aqueles em que se orgulha de não ter votado.

Em todos os casos, pode-se ir à seção eleitoral movido pelo voto contra A ou B. No caminho, vale a pena pensar no fator arrependimento. No dia da eleição, o voto contra pode ser glorioso como uma vitória no futebol. Ao contrário das disputas esportivas, eleição elege e o candidato assumirá a Presidência em janeiro. Daí em diante o eleitor recebe a parte que lhe cabe desse latifúndio.

Muitos eleitores de Dilma, Collor e, lá atrás, Jânio Quadros arrependeram-se ou arrumaram justificativas fúteis para suas escolhas. Muitos colloridos votaram contra Lula, sabendo quem era a turma do "Caçador de Marajás".

Os janistas votaram contra a turma de Juscelino Kubitschek, mas sabiam que Jânio era, no mínimo, "a UDN de porre" (palavras de Afonso Arinos, referindo-se à União Democrática Nacional, o partido que se ajoelhou para Jânio).

Eleições embebidas em votos contra produzem vencedores, mas a experiência mostra que, em pelo menos dois casos, entregaram o Brasil a presidentes desastrosos.

RECEITA PARA UM AUTOGOLPE

Numa digressão genérica, o general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, referiu-se ao mecanismo do "autogolpe", a que um governo recorreria, numa situação de grave crise política. "Já houve em outros países. Aqui nunca houve."

Houve em 1965, 1968, 1969 e 1977, mas deixa pra lá, porque foram autogolpes dentro de um regime ditatorial. Vale a pena revisitar o autogolpe tentado, sem sucesso, por Jânio Quadros.

Jânio assumiu a Presidência em janeiro de 1961, teve uma relação hostil com o Congresso e com as lideranças de sua própria base. Na manhã de 25 de agosto, sem ter falado com ninguém, renunciou ao cargo.

No dia seguinte, ele disse ao jornalista Carlos Castello Branco, seu assessor de imprensa: "Nada farei por voltar, entrementes considero minha volta inevitável. Dentro de três meses, se tanto, estará na rua, espontaneamente, o clamor pela reimplantação do nosso governo". Muita gente achava boa a ideia e havia antecedentes na cena internacional. Um mês depois da posse de Jango, a CIA informava ao presidente John Kennedy que a ideia da volta de Jânio ganhava força.

O autogolpe de Jânio fez água porque foi um lance solitário, amalucado. Além disso, o vice era João Goulart, mal visto nas Forças Armadas e seu adversário.

Num exercício de passadologia misturada com o presente, se o vice de Jânio fosse um parceiro fiel como o general Mourão e os dois renunciassem juntos, a Constituição de 1988 diz que "far-se-á eleição 90 dias depois". Ambos poderiam se candidatar, pois se tivessem continuado no cargo estariam habilitados para disputar a reeleição.

VOTO E CADEIA

De um político que já viu de tudo:

"Logo depois da redemocratização, um candidato foi para o palanque e lembrou que durante a ditadura estivera na cadeia. Terminado o comício, um cabo eleitoral experimentado disse-lhe: 'Doutor, aqui no nosso bairro evite falar que esteve na cadeia. O pessoal acha que cadeia é lugar de bandido.'"

DEBATE DA GLOBO

O debate da TV Globo teve três surpresas:

- Marina Silva foi a candidata mais valente nos seus golpes ao PT e a Jair Bolsonaro.

- O estilo teatral de Alvaro Dias deu estatura a Fernando Haddad quando ele lhe pediu que tivesse compostura.

- Em dois rápidos momentos, Geraldo Alckmin conseguiu mostrar que é capaz de ter senso de humor.

DISSE TUDO

A repórter Maria Cristina Fernandes disse tudo em relação à disputa de hoje: "O PT rejeitou a chapa [Ciro-Haddad] porque pretendia fazer da disputa eleitoral um plebiscito sobre a permanência de Lula na cadeia. E permitiu a formação daquele que hoje parece o maior partido do país, o antipetismo."

CONTA

A campanha de Jair Bolsonaro para a eleição de hoje custou-lhe R$ 487 mil, sem tocar no dinheiro do fundo partidário. Na internet ele arrecadou R$ 3,5 milhões. O capitão reformado não tem marqueteiro.

O GOLPE DA HYDRO

O salto triplo carpado do juiz Sergio Moro liberando um petisco da colaboração do ex-ministro Antonio Palocci foi coisa de principiante. Golpe mesmo quem deu foi a companhia norueguesa Norsk Hydro fechando sua refinaria de alumina no Pará, ameaçando o emprego de 4.000 pessoas.

A empresa estava discutindo questões ambientais com o governo, com o Ministério Público e com as agências reguladoras. A Norsk Hydro pode até estar com toda razão, mas jogou a bomba quatro dias antes da eleição.

O doutor John Thuestad, vice-presidente da empresa, não faria assim na Noruega.

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota e acha que um Comitê da ONU pode impor uma candidatura presidencial a uma nação soberana. Por cretino, ele não sabe por que Israel não saiu dos territórios palestinos.

O único consolo do idiota é ver que Fernando Haddad pensa como ele.

LIBÉLULAS

Jair Bolsonaro já está sendo rondado pelas libélulas que farfalham em torno das luzes.

Em todos os casos, oferecem serviços gratuitos. Em alguns, isso acaba em CPI.

A FORÇA DOS EUA

Quem namora uma suposta decadência dos Estados Unidos deve pensar melhor.

A primeira empresa americana a bater o valor de mercado de US$ 1 bilhão foi a U.S. Steel, em 1901. Ela resultou da fusão dos interesses de dois milionários, o banqueiro J. P. Morgan e o industrial Andrew Carnegie. Morgan nasceu rico, mas Carnegie veio do nada.

Hoje duas empresas americanas bateram a marca do trilhão de dólares, a Apple e a Amazon.

Steve Jobs e Jeff Bezos saíram do nada e tornaram-se bilionários pela força de suas ideias. Jobs não foi criado pelo pai. O de Bezos deixou a mulher e ela casou-se com um jovem cubano cuja família deixara a ilha de Fidel e chegara a Miami sem muita coisa além da ajuda da Igreja Católica.

A VOZ DA OAS

Depois de se saber o nome do próximo presidente, será conhecida a colaboração de Léo Pinheiro, o poderoso presidente da empreiteira OAS.

CAPITÃES

A história do Brasil teve dois outros capitães famosos: Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca. Nenhum dos dois trouxe sorte.
Herculano
07/10/2018 05:43
CINCO LETRAS QUE CHORAM, por Carlos Brickmann

...Em política, certos sinais indicam que a eleição está perdida, que a carreira do político caminha para o encerramento, que os tempos de pompa e poder são coisa do passado. Alckmin, convencido de que ainda tinha condições de conquistar parte do eleitorado e chegar ao segundo turno, recebeu dois recados fatais nesta semana...

O governador paulista Adhemar de Barros morava numa grande casa com jardim. Todas as manhãs, inspecionava a grama da entrada: se era uma grama verde, viçosa, bonita, Adhemar se preocupava: era sinal de que pouca gente tinha ido à sua casa e seria preciso atrair mais eleitores.

Em política, certos sinais indicam que a eleição está perdida, que a carreira do político caminha para o encerramento, que os tempos de pompa e poder são coisa do passado. Alckmin, convencido de que ainda tinha condições de conquistar parte do eleitorado e chegar ao segundo turno, recebeu dois recados fatais nesta semana (e reagiu toscamente a ambos, num caso de maneira agressiva, noutro fingindo que não tinha acontecido nada).

Alckmin teve longa carreira política, foi quatro vezes governador de São Paulo - um recorde - mas parece hora de encaminhar-lhe a clássica frase de Lula para Dilma, no telefonema do Bessias: "Tchau, querido!"

O primeiro sinal veio da Frente Parlamentar da Agropecuária, com seus 214 deputados, sendo 43% de partidos aliados a Alckmin. Há tempos, Alckmin participou de excelente encontro com a FPA e garantiu seu apoio. Mas isso aconteceu na época em que ele era competitivo. Com as últimas pesquisas, a deputada federal Tereza Cristina, do DEM de Mato Grosso do Sul, presidente da FPA, ouviu a bancada. Alckmin foi descartado e Bolsonaro tomou seu lugar. Detalhe: abriram-se as portas para que todos os parlamentares da FPA indiquem a seus eleitores que Alckmin está fora.

Alckmin reagiu grosseiramente: disse que se considerava desrespeitado pois, embora seja agricultor, ninguém o ouviu. Verdade: só que ele não é parlamentar, não faz parte da FPA e não haveria por que ouvi-lo. E o produto agrícola pelo qual tem mais apreço é o chuchu - uma homenagem, aliás justíssima, a ele mesmo e a seu grande carisma, maior até que o de Henrique Meirelles.

A outra indicação mortal veio de candidatos do PSDB que se movem ao lado de parlamentares e candidatos bolsonaristas. Em política, isso tem nome: chama-se "cristianização", referência ao abandono do candidato Cristiano Machado, em 1950, por seus aliados, que preferiram o ex-ditador Getúlio Vargas (Vargas se elegeu, em segundo ficou o candidato da oposição, o Brigadeiro Eduardo Gomes, e para Machado sobrou o terceiro).

Ver os aliados dando apoio ao adversário já é dolorido. Mas quando o aliado é um de seus amigos mais próximos, levado por ele a se eleger, isso não tem preço. Há um vídeo de Franca, SP, em que um membro do PSL pede votos para Bolsonaro ao lado de João Doria, candidato ao Governo paulista pelos tucanos de Alckmin. Alckmin fez que nada viu.

Este colunista já viu Lucas Nogueira Garcez, afilhado político de Adhemar de Barros, romper com o chefe. Já viu Carvalho Pinto, afilhado político de Jânio, abandoná-lo. Já viu Fleury romper com Quércia. Mas, com perdão do termo, passar a mão na bunda do chefe sem ter rompido com ele é exclusividade de Doria.

Geraldo Alckmin, para grande número de eleitores foi bom enquanto durou. Agora, Tchau, Querido!
Herculano
07/10/2018 05:34
CAMPANHA BARULHENTA Só ALIMENTOU INCERTEZAS SOBRE FUTURO DO PAÍS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Primeiro turno chega sem respostas para problemas e com dúvidas sobre democracia

Ficou no passado a esperança de que a eleição seria uma oportunidade de reencontro com a normalidade após o impeachment e a crise econômica. O domingo (7) pode terminar com a escolha de um presidente que representa mais riscos do que certezas ou com uma polarização que parece fora de controle.

O peso inédito das redes sociais inaugurou um novo modelo de disputa eleitoral. A influência modesta da TV reduziu o poder dos grandes partidos e multiplicou o número de vozes na arena política. Mas esse quadro produziu também um debate fechado em bolhas e um terreno fértil para discursos de ódio e para a propagação de mentiras.

Uma campanha atípica desaguou num cenário fora dos padrões. Os dois líderes das pesquisas chegaram a índices recordes de rejeição. Historicamente, analistas consideravam impossível eleger um candidato com taxa negativa acima de 30%. Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão para lá de 40%.

Um candidato precisou fazer campanha do hospital depois de sofrer um grave atentado durante um ato público. Outro substituiu seu padrinho político, que chegou a ter o apoio de quatro em cada dez eleitores depois que foi preso por corrupção.

Tantas circunstâncias excepcionais e momentos traumáticos transformaram a disputa mais importante em décadas numa barulheira. O fato de restarem tantas incertezas sobre o destino do país em 2019 indica que faltaram mensagens essenciais no meio de toda a confusão.

É grave que tenhamos chegado ao primeiro turno sob dúvidas em relação à democracia. Se a sociedade corre o risco de sair rachada das urnas, a primeira garantia que deveria ser dada por aqueles que pretendem chegar ao poder é de respeito ao outro lado. O líder nas pesquisas alimentou exatamente o contrário.

As dificuldades econômicas, a desigualdade e o esfarelamento da política demandam grandeza extraordinária do próximo governo. Sem um plano objetivo e sensato, o país continuará brigando à beira do abismo.
Herculano
07/10/2018 05:31
HOJE É DIA DE DECISÃO. QUEM QUER MUDAR DE VERDADE, NÃO REELEGE

A CAMPANHA POLÍTICA DESTE ANO - ALÉM DO DINHEIRO QUE ROLA SOLTO COMO SE NADA TIVESSE SENDO FISCALIZADO - É FEITA TAMBÉM COM PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS - INCLUSIVE DOS MAIS POBRES - E QUE ESTÃO FALTANDO NOS POSTOS DE SAÚDE, NO SUS, PARA SE TER CRECHES, NA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E DE TEMPO INTEGRAL, BEM COMO NAS OBRAS, ENTRE ELAS, A DUPLICAÇÃO DA BR 470

OS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS - E NO SENADO ELA FOI "SIMBóLICA" - VOTARAM A FAVOR DE UMA VERBA DE R$1,7 BILHÃO PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS DESTE ANO.

OS PARTIDOS E OS POLÍTICOS E JÁ TINHAM O MILIONÁRIO FUNDO PARTIDÁRIO.ELE DESPEJA NOS PARTIDOS MAIS DE R$800 MILHÕES POR ANO, MESMO NÃO HAVENDO CAMPANHA ELEITORAL. UMA FARRA NOS PARTIDOS E ENTRE OS POLÍTICOS - MESMO SEM MANDATO - COM O DINHEIRO DO CIDADÃO

PIOR. QUEM ESTÁ MAIS SE BENEFICIANDO DESSES RECURSOS PÚBLICOS? OS QUE BUSCAM A REELEIÇÃO E SUFOCAM A RENOVAÇÃO DO CONGRESSO. É UM SINDICATO PARA POUCOS E VELHOS CONHECIDOS ENTRE SI.

QUER RENOVAR DE VERDADE? NÃO PECAR A PELEJA, HOJE NÃO REELEJA. WAKE UP, BRAZIL!

Em tempo e para esclarecer, apenas. O Partido Novo é o único que não aceita essas verbas públicas para o partido e as campanhas de seus candidatos. Por isso, está na rabeira.
Herculano
06/10/2018 19:08
TRUMP VENCE MAIS UMA. E ESTA DE UMA IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL

Por 50x48, Senado americano confirma Brett Kavanaugh para Suprema Corte, após meses de disputa ideológica amargada por acusações de ataque sexual. O presidente Donald Trump, do partido Republicano, alcança um dos seus objetivos declarados: consolidar maioria conservadora, talvez por décadas, no topo do Judiciário americano.
Herculano
06/10/2018 18:59
VELHO CONCRESSO, por Rudolfo Lago, diretor da sucursal de Brasília da revista IstoÉ

Com uma renovação que deverá ser somente de 25%, o Congresso que será eleito no domingo 7 será uma continuação do atual, vença quem vencer as eleições presidenciais. Mesmo entre os novos deputados e senadores, a maior parte é formada por políticos experimentados em outros cargos. Os velhos clãs que dominam a política há décadas também se farão representar. O senador Fernando Collor (PTC-AL), por exemplo, elegerá seu filho Fernando James Braz Collor de Mello deputado federal. O ex-deputado Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato, deverá emplacar sua filha Danielle Cunha. E o ex-governador Sergio Cabral, também no xadrez, deverá reeleger seu filho Marco Antonio Cabral. O novo governo continuará tendo de negociar com o "Centrão", a reunião de pequenos partidos de viés conservador.

Os Maias

No comando do Centrão, está o DEM do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que poderá ver seu poder cruzar o Salão Verde da Câmara para o Salão Azul, do Senado, com a provável eleição de seu pai, César Maia. O Maia pai deverá chegar com influência no Senado para disputar a presidência ou o comando de alguma comissão importante.

Bancadas

O PT pode eleger a maior bancada na Câmara. No Senado, porém, deve diminuir. Também deverão ter grandes bancadas, entre 40 e 65 deputados, o MDB, o PSDB, o PR e o PSD. Se permanecerem unidos, os partidos do Centrão formarão bloco maior. Assim, tudo indica que o novo Congresso repetirá a polarização que tomou conta do país nas eleições.

Haddad Paz e Amor

No provável segundo turno, a intenção de Fernando Haddad, do PT, é fazer claros acenos ao mercado. Ele já começa a discutir nos bastidores uma proposta de reforma tributária para anunciar na campanha depois do domingo 7. Outra pregação que o petista pretende fazer a partir de agora é mostrar ao empresariado que uma gestão do PT teria previsibilidade e respeito à segurança jurídica.

Rápidas

* Diante das tensões do processo eleitoral, durante esta semana a advogada-geral da União, Grace Mendonça, destacou 300 integrantes da AGU para atuarem de forma exclusiva, em regime de plantão, no processo eleitoral.

* A Câmara abriu procedimento licitatório para a compra de 1,2 mil extintores de incêndio. Os antigos iriam vencer até o final do ano. Valor da compra: R$ 675 mil. Coincidentemente, o certame vai para aos pregões exatamente no meio das altas temperaturas das eleições.

* Não é só Lula que orienta campanha política da prisão. O ex-senador Luís Estevão, preso desde 2016 por corrupção, continua influente na política do Distrito Federal. Ele tem dado conselhos a três candidatos a governador.

* Estevão aposta ao mesmo tempo em Ibaneis Rocha (MDB), Eliana Pedrosa (Pros) e Alberto Fraga (DEM). Joga triplo para evitar a reeleição do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), que não vai bem nas pesquisas.

Retrato falado

"Prefiro não falar desse assunto, exatamente por causa do período eleitoral"

Em tempos de disputa tensa pelos votos nestas eleições, o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, evita bolas divididas. Embora a delação do ex-ministro Antônio Palocci tenha sido feita pela Polícia Federal, ele esquivou-se de comentar a decisão do juiz Sergio Moro de retirar o sigilo de parte dela. À ISTOÉ, ele prometeu tratar da delação em outro momento, longe do período eleitoral.
Herculano
06/10/2018 18:51
DESCOBERTA TARDIA

de Ricardo Noblat, de Veja, no twitter.

"Tudo de Lula é duvidoso - até a data de nascimento".
Herculano
06/10/2018 18:49
da série: esta semana teve todos os dias divulgação de pesquisas de institutos diferentes, inclusive hoje, sábado. Em nenhuma delas, há indicação que tudo termina neste domingo.

CNT/MDA: BOLSONARO TEM 36,7%, SEGUIDO POR HADDAD COM24%

Levantamento CNT/MDA divulgado nesse sábado mostra que se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno entre Bolsonaro e Haddad

Foi divulgada na manhã deste sábado (6) a Pesquisa CNT/MDA. O levantamento mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial, com a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-04819/2018. Vale destacar que Bolsonaro registrou um expressivo aumento de 7,3 pontos percentuais em relação ao último levantamento feito pelo instituto, enquanto Haddad caiu 3,7 pontos percentuais.

Os resultados foram os seguintes:

1º TURNO: Intenção de voto (ESTIMULADA)

Jair Bolsonaro: 36,7%
Fernando Haddad: 24,0%
Ciro Gomes: 9,9%
Geraldo Alckmin: 5,8%
João Amoêdo: 2,3%
Marina Silva: 2,2%
Alvaro Dias: 1,7%
Henrique Meirelles: 1,6%
Cabo Daciolo: 1,3%
Guilherme Boulos: 0,3%
João Goulart Filho: 0,1%
Vera: 0,1%
José Maria Eymael: 0,1%
Branco/Nulo: 7,8%
Indecisos: 6,0%

1º TURNO: Intenção de voto (ESTIMULADA ?" VOTOS VÁLIDOS)

Jair Bolsonaro: 42,6%
Fernando Haddad: 27,8%
Ciro Gomes: 11,5%
Geraldo Alckmin: 6,7%
João Amoêdo: 2,7%
Marina Silva: 2,6%
Alvaro Dias: 2,0%
Henrique Meirelles: 1,9%
Cabo Daciolo: 1,5%
Guilherme Boulos: 0,4%
João Goulart Filho: 0,1%
Vera: 0,1%
José Maria Eymael: 0,1%

Confira os cenários de 2º turno
CENÁRIO 1: Jair Bolsonaro 41,9%, Ciro Gomes 41,2%, Branco/Nulo: 13,8%, Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 2: Jair Bolsonaro 45,2%, Fernando Haddad 38,7%, Branco/Nulo: 13,0%, Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 3: Jair Bolsonaro 43,3%, Geraldo Alckmin 33,5%, Branco/Nulo: 20,0%, Indecisos: 3,2%.

CENÁRIO 4: Ciro Gomes 40,9%, Fernando Haddad 31,1%, Branco/Nulo: 23,8%, Indecisos: 4,2%.

CENÁRIO 5: Ciro Gomes 46,1%, Geraldo Alckmin 24,4%, Branco/Nulo: 25,1%, Indecisos: 4,4%.

CENÁRIO 6: Fernando Haddad 37,0%, Geraldo Alckmin 34,3%, Branco/Nulo: 24,7%, Indecisos: 4,0%.
Miro Sálvio
06/10/2018 11:56



Herculano, Olhando a Pesquisa IBOPE para Santa Catarina, Fica Bem Claro o Jogo de Manipulação da Rede Globo, No Senário Nacional o Instituto IBOPE, Faz uma Avaliação de Segundo Turno, do Jair Bolsonaro, com Todos os Candidatos, Aqui em Santa Catarina, o Comandante Moises 17, Com Chances Claras de Chegar ao Segundo Turno, e Deixando de Fora da Avaliação. Caso o Comandante Moises 17, estivesse Liderando as Pesquisas, o IBOBE faria O COMPARATIVO ATÉ COM A Ingrid Assis (PSTU).


05/10/2018 21:01
IBOPE REVELA OS NÚMEROS DE SC PARA A NSC QUE ENCOMENDOU A PESQUISA PARA SEUS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

Uma disputa que continua indefinida, com empate técnico triplo na liderança entre o deputado federal Mauro Mariani (MDB), o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) e o deputado federal Décio Lima (PT). Isso é o que mostra a terceira e última pesquisa Ibope para o governo de Santa Catarina, encomendada pela NSC Comunicação no primeiro turno das Eleições 2018. O levantamento foi realizado entre 3 e 5 de outubro e tem margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Mauro Mariani foi citado por 25% dos entrevistados, seguido por Merisio com 23% e Décio com 19%. O resultado é considerado empate técnico pelo Ibope porque o emedebista pode oscilar entre 28% e 22%, o pessedista entre 26% e 20% e o petista, entre 22% e 16%. Mariani e Décio empatam no limite da margem de erro. O quarto colocado é Comandante Moisés (PSL), com 9%. Na sequência vem Camasão (PSOL), com 2%. Ingrid Assis (PSTU), Portanova (Rede) e Jessé Pereira (Patriota) aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 11% e outros 8% estão indecisos.

Levando em conta apenas os votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos, Mariani tem 31%, Merisio tem 29% e Décio aparece com 23%. Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa superar os 50% dos votos válidos, que é o que os tribunais eleitorais consideram para os resultados oficiais da votação.

Em relação à pesquisa anterior, de agosto, Mariani, Merisio e Moisés tiveram crescimento nos votos totais, com o emedebista passando de 21% para 25%, o pessedista de 18% para 23% e o candidato do PSL indo de 4% para 9%. Décio oscilou dentro da margem de erro de 17% para 19% e Camasão de 1% para 2%. Ingrid, Portanova e Jessé mantiveram o mesmo índice, de 1% cada.

O Ibope também pesquisou três cenários de segundo turno. Num confronto entre Décio Lima e Gelson Merisio, o pessedista tem 40% dos votos totais, contra 30% do petista. Nos votos válidos, são 57% para Merisio e 43% para Décio. Na simulação com Décio e Mauro Mariani, o emedebista tem 43% contra 28% do petista. Considerando os votos válidos, são 61% para Mariani e 39% para Décio. No cenário com Merisio e Mariani, o emedebista soma 38% das intenções de votos e o pessedista, 33%. Nesta última simulação, portanto, há empate técnico considerando a margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos. Contando apenas votos válidos, são 54% para Mariani e 46% para
Herculano
06/10/2018 10:47
A CAMPANHA POLÍTICA DESTE ANO É FEITA COM PESADOS IMPOSTOS QUE ESTÃO FALTANDO NOS POSTOS DE SAÚDE, NO SUS, NA FALTA DE CRECHES, NA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E NAS OBRAS COMO A DUPLICAÇÃO DA BR 470

OS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS - E NO SENADO ELA FOI "SIMBóLICA" - VOTARAM A FAVOR DE UMA VERBA DE R$1,7 BILHÃO PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS DESTE ANO. ELES JÁ TINHA O FUNDO PARTIDÁRIO QUE POR ANO DESPEJA AOS PARTIDOS MAIS DE R$800 MILHÕES, TENDO OU NÃO CAMPANHA ELEITORAL. UMA FARRA NOS PARTIDOS COM O DINHEIRO DO CIDADÃO

PIOR. QUEM ESTÁ MAIS SE BENEFICIANDO DESSES RECURSOS PÚBLICOS? OS QUE BUSCAM A REELEIÇÃO E SUFOCAM A RENOVAÇÃO DO CONGRESSO. WAKE UP, BRAZIL!

Em tempo e para esclarecer, apenas. O Partido Novo é o único que não aceita verbas públicas. Por isso, está na rabeira.
Herculano
06/10/2018 10:40
É ASSIM QUE SE PERDE A VERGONHA NA CARA, A UNIDADE E A IDENTIDADE REGIONAL.

No dia 17 de julho deste ano, portanto muito recente, os 13 vereadores de Gaspar assinaram uma MOÇÃO DE DESAGRAVO aos deputados catarinenses Carmen Zanotto (PPS), Celso Maldaner (MDB), João Rodrigues (PSD), Ronaldo Benedet (MDB) e Valdir Colatto (MDB)

E por que? Esses de´putados, sem nenhuma identificação com o Vale do Itajaí, muito menos com Gaspar, votaram pela aprovação do projeto de lei que retirou de R$ 76 milhões sendo que, desse valor, R$ 20 milhões seriam investidos na principal rodovia do Vale do Itajaí, a BR-470.

Fizeram bem pelos cidadãos daqui.

Entretanto, agora, vejam só, tem gente ligada a esses mesmos vereadores, aos empresários locais e que reclama do mal e entrave que causa o atraso das obras de duplicação da BR 470 nos seus negócios, no desenvolvimento regional, no aumento dos custos e nas dezenas de vidas perdidas ou mutiladas, sendo cabo eleitoral desses deputados e pedindo a sua reeleição.

Vergonha sem tamanho. Incredulidade. Na hora do troco, estão pedindo votos para os que não só trabalharam contra o Vale, mas contra o estado de Santa Catarina, apesar de representá-lo na Câmara. A verba foi para outras "prioridades" em outros estados. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/10/2018 10:28
da série: a renovação que vem tarde e fora de hora, não apenas ao PSDB, mas a todos os partidos que não entenderam que as campanhas eleitorais e as exigências dos eleitores mudaram

A DERROTA DE ALCKMIN E A REVOADA TUCANA

Tucanos acreditam que com uma eventual derrota de Geraldo Alckmin e a vitória de João Doria, o comando do partido vai mudar de mãos, registra o Estadão.

"É o fim do atual PSDB", disse um dos fundadores da legenda ao Estadão.

Para esses tucanos, a derrota de Alckmin ampliará o poder do prefeito de São Paulo Bruno Covas. Alguns já enxergam que, em 2022, Doria será o candidato ao Planalto e Covas, ao governo de SP.
Miguel José Teixeira
06/10/2018 08:19
Senhores,

Pincei da Coluna do Cláudio Humberto, replicada abaixo:

"MOMENTO DE SINCERIDADE

Vídeo de Manuela D'Ávila, vice de Haddad, conclama a militância a sair às ruas agir com "amor e com a nossa hipocri?". A confissão viralizou sob a legenda "Quando a língua é mais rápida que o cérebro".

Cérebro???

Mas bah, tchê!!! Amebas não tem cérebro. . .

Vade retro, retrocesso!!!
Herculano
06/10/2018 06:05
MAS QUEM ARMOU O TIRO?

O ex-assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, André Singer, abriu assim o seu artigo neste sábado no jornal Folha de S. Paulo: A elevação das intenções de voto em Jair Bolsonaro (PSL) nesta semana criou um compreensível sobressalto nos círculos democráticos do país. Uma vitória sua no primeiro turno neste domingo (7) poderia representar um tiro nas liberdades civis.

Volto. Mas, quem deu o primeiro tiro nas tais liberdades civis, se não o PT no poder e a esquerda do atraso, ao promoverem a roubalheira dos pesados impostos dos brasileiros para si e suas organizações criminosas, aumentar a inflação, promover a recessão, criar a insegurança para os investidores, permitir o aumento desenfreado da criminalidade e desempregar mais de 13 milhões de trabalhadores?
Herculano
06/10/2018 05:47
DOIS COMENTÁRIOS SOBRE O MESMO TEMA NO TWITTER

1. Mário Sabino, editor da Cruzoé:Gilmar Mendes soltou o irmão de Beto Richa. Bolsonaro ganhou ainda mais votos no Paraná.

2. Diogo R. Rigenberg, promotor no Tribunal de Contas de Santa Catarina: Gilmar Mendes personifica a justiça do vale tudo. Um único ministro não deveria poder destruir o legado de uma instituição com 130 anos, mas isto está acontecendo. O STF de hoje não sobreviveria a uma nova constituinte.
Herculano
06/10/2018 05:44
LULA SAIRÁ DE 2018 CONSAGRADO OU DESMORALIZADO, por
Josias de Souza

Seja qual for o resultado das eleições, a reconstituição da história passará pela cadeia. Se Fernando Haddad for eleito, Lula terá feito a campanha mais espetacular desde a chegada das cavavelas, elegendo o inacreditável. Se Jair Bolsonaro vencer, Lula descerá ao verbete da enciclopédia como um manipulador fracassado que elegeu com sua taxa de rejeição um presidente da República inimaginável.

Lula chega à beira da urna em posição constrangedora. Realiza um derradeiro esforço para evitar uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno. Expediu mais uma de suas correspondências do cárcere. Endereçou-a "ao meu querido povo brasileiro". Anotou: "Dia 06 de outubro é meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 07 de outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para presidente. Haddad é 13. Haddad é Lula. Um grande abraço do Lula. Sem medo de ser feliz".

Em verdade, Lula nasceu em 27 de outubro. Deve-se a menção ao dia 6 a um erro cometido na hora em que a certidão de nascimento foi lavrada. Com medo de que Bolsonaro o faça infeliz, Haddad apressou-se em trombetear a notícia falsa nas redes sociais nesta sexta-feira. "Amanhã, se completam 73 anos do nascimento do maior líder brasileiro da história", escreveu.

Haddad entrou na disputa tardiamente cantando como um tico-tico em terra que tem palmeiras e cabo eleitoral presidiário. De repente, caiu-lhe a ficha. Notou que a hospitalização não impediu que Bolsonaro voasse com o vigor de um sabiá que come o fubá do antipetismo pelas beiradas. O poste havia se programado para encerrar sua campanha em São Paulo. Na última hora, transferiu a agenda para o Nordeste. Teleguiado pelo controle remoto de Curitiba, tenta deter o avanço do capitão sobre uma cidadela do PT.

Não demora e todos saberão se Lula sairá de 2018 consagrado ou desmoralizado. Por ora, a única certeza à disposição é a seguinte: num Brasil empregocida, com quase 13 milhões de desempregados, a influência política da cadeia revela que o único empreendimento que prospera é a indústria da decadência.
Herculano
06/10/2018 05:39
MODELO PERVERSO, por Juliana Sofia, secretária de redação da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro e Haddad querem aumentar imposto dos mais ricos

Diante da pior crise fiscal da história, soa descabida qualquer discussão sobre reduzir a carga de impostos no Brasil ao longo dos quatro anos do mandato do próximo presidente. A dívida pública aumenta de forma galopante graças à incapacidade do Estado brasileiro de reduzir seus gastos e de arrecadar o suficiente para cobrir suas despesas.

A julgar por suas propostas, os dois candidatos que -pelas últimas pesquisas?" deverão disputar o segundo turno ao Palácio do Planalto partilham alguns consensos sobre uma nova configuração para aumentar a eficiência e a justiça tributária.

Disfuncional e regressivo, o sistema brasileiro onera excessivamente o consumo de bens e serviços, dando pouco peso à taxação de salários, lucros e outras rendas. Modelo perverso, que contribui para ampliar o fosso entre ricos e pobres.

Tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto Fernando Haddad (PT) mostram-se dispostos a mudar regras do Imposto de Renda. Falam em tributar lucros e dividendos pagos a empresários e acionistas. Hoje, esses rendimentos são isentos, beneficiando estratos da população considerados ricos ou super-ricos. Até 1995, havia a incidência de IR.

Também há em comum a proposta de ampliar a faixa salarial que atualmente está livre do imposto. Em ambas as campanhas, a ideia é passar a isenção de até dois salários mínimos para até cinco pisos.

Para o petista, ainda é necessário criar novas alíquotas acima do limite atual de 27,5%. Já os economistas ligados ao capitão reformado querem instituir uma alíquota única de 20%. Nesse caso, a opção pode encontrar dificuldades, pois tributaristas avaliam que princípios constitucionais que não podem ser alterados vedam o fim da progressividade.

Com abordagens díspares, os dois candidatos pregam a unificação de outros impostos e contribuições para simplificar o caótico sistema.

Seja quem for o escolhido ao Planalto, espera-se que inclua no processo a revisão premente de regimes especiais de tributação e incentivos.
Herculano
06/10/2018 05:33
BOLSONARO DÁ 'SURRA' EM HADDAD NAS REDES SOCIAIS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Os milhões de seguidores de Jair Bolsonaro nas redes sociais ajudam a explicar seu amplo favoritismo em relação ao candidato petista Fernando Haddad. No Facebook, maior rede social do mundo, por exemplo, Haddad tem 700 mil seguidores na sua página oficial, enquanto Bolsonaro tem dez vezes mais: 7,2 milhões. A diferença se repete nas demais redes sociais. Bolsonaro humilha até Lula, o petista mais popular, que tem só metade dos seus seguidores no Facebook.

SURRA NO INSTAGRAM
No Instagram, a rede social mais popular entre os jovens, Haddad tem 415 mil seguidores. Bolsonaro, 3,8 milhões.

GOLEADA NO TWITTER
No Twitter, a rede social predileta de viciados em notícias, Bolsonaro tem 1,6 milhão de seguidores. Haddad, menos da metade: 710 mil.

YOUTUBE, PT RAQUÍTICO
No YouTube, "TV aberta" do público jovem, Bolsonaro tem 1,3 milhão de assinantes. Haddad tem apenas 2.195 e o PT, raquíticos 41 mil.

FUGA DE MILITÂNCIA
A fuga da militância, envergonhada com escândalos, está clara: só um terço dos 2,1 milhões de filiados ao PT seguem Haddad no Facebook.

TRAIÇÃO A TEMER MARCA CAMPANHA DE EX-MINISTROS
Na campanha deste ano, ex-ministros que se aproveitaram dos cargos para viabilizar os respectivos projetos eleitorais, esconderam dos eleitores sua ligação ao presidente Michel Temer. A ingratidão é a marca da maioria das campanhas de 18 ex-ministros, começar pelo candidato a presidente Henrique Meirelles, que chegou a dizer, sem ruborizar, não ser o candidato de Temer, que na verdade o escolheu.

TEMER QUEM?
No Pará, o ex-ministro da Integração Hélder Barbalho (MDB) chegou a dizer que não citava Temer porque "não preciso de padrinho politico".

MAIOR INGRATIDÃO
O ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella usa como vitrine as várias obras federais em Alagoas, mas ignorou Temer na campanha.

ATÉ ELE, JUCÁ
Até Romero Jucá, ex-ministro de Planejamento, fingiu rompimento e saiu da liderança do governo para falar mal de Temer na campanha.

AJUSTE DE CONTAS
Este domingo é o dia em que o cidadão será juiz, negando voto àquele enrolado em safadezas, que responde a dois ou três ou a 13 processos por corrução, e que tenta se reeleger apenas para continuar a roubar.

VAI QUE É TUA, PF
Este sábado é aquele dia fatídico, véspera da eleição, em que a visita da Polícia Federal a qualquer comitê de candidatura majoritária do País é garantia de apreensão de milhões e milhões em dinheiro vivo.

MOMENTO DE SINCERIDADE
Vídeo de Manuela D'Ávila, vice de Haddad, conclama a militância a sair às ruas agir com "amor e com a nossa hipocri?". A confissão viralizou sob a legenda "Quando a língua é mais rápida que o cérebro".

DIGITAIS NA CAMPANHA
A Lava Jato já instaurou quase 2.500 procedimentos investigatórios, que renderam 215 condenações de 140 pessoas diferentes envolvidas na roubalheira dos governos do PT. Apesar disso, a Lava Jato foi ignorada por Alckmin, Haddad (claro), Ciro, Marina, Meirelles?

DELCÍDIO ESTÁ FORA
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) acabou nesta sexta (5) com a insólita candidatura de Delcídio do Amaral ao Senado, no Mato Grosso do Sul, que chegou a ser preso na Lava Jato.

MALDITO SOIS
Pesquisa Paraná revela aumento do voto feminino em Jair Bolsonaro (PSL). O candidato do PSL tem 28,4% contra 22,2% de Haddad (PT). No geral, são 34,9% contra 21,8%. Registro no TSE: BR-08437/18.

CÂMBIO ACALMOU
O mercado de câmbio, em geral muito nervoso, fechou sua cotação em R$3,84, nesta sexta (5), revelando confiança na vitória de Jair Bolsonaro, na eleição presidencial deste domingo.

NINGUÉM MERECE
Famosa pelos discursos amalucados quando presidente, Dilma lançou serviço no WhatsApp para "debater política com o eleitor". Quem aderir ganha direito a acordar com mensagens de "bom dia" da petista.

PENSANDO BEM...
...a qualidade dos candidatos, este ano, tem feito muita gente substituir a "lei seca" por uma "lei molhada" para votar.
Herculano
06/10/2018 05:25
A TAREFA INADIÁVEL, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro e Haddad não mostraram ideias claras para lidar com o déficit nas contas do Tesouro

Muito pouco se sabe sobre o que pretendem fazer os favoritos na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), a fim de evitar que as contas públicas rumem ao estrangulamento.

Seus programas oficiais são de baixo nível técnico, prestando-se mais à propaganda e ao proselitismo. Além do mais, teses colocadas no papel têm sido relativizadas, e declarações de auxiliares, desautorizadas pelos candidatos.

Não se pode desculpar tal obscuridade como conveniência de campanha - a crise orçamentária é, de longe, o desafio mais imediato e decisivo do próximo governo.

Em termos simples, as receitas do Tesouro Nacional há quatro anos não bastam para cobrir as despesas, mesmo quando se desconsidera o pagamento de juros aos credores. Com o que se chama de déficit primário, é preciso fazer mais dívida diariamente para as ações essenciais e as obras públicas.

Há uma estratégia gradualista em curso para enfrentar o problema. Por meio de uma emenda constitucional, a alta dos gastos federais está limitada à variação inflacionária; assim, o esperado crescimento da economia e da arrecadação de impostos reequilibrará aos poucos as finanças públicas. O rombo, porém, deve permanecer até 2021.

A viabilidade desse programa de ajuste, entretanto, depende de uma reforma urgente para conter a expansão contínua dos desembolsos da Previdência Social. Do contrário, as demais áreas da administração - saúde, educação, infraestrutura, segurança?" serão sacrificadas ano a ano.

Calcula-se que, no ritmo corrente, compromissos obrigatórios como aposentadorias, salários e benefícios sociais representarão 98% da despesa total ao final do mandato do próximo presidente.

O programa de Bolsonaro afirma, corretamente, que o país está em "rota fiscal explosiva". No entanto fala em obter um superávit já em 2019, sem aumento da carga tributária, o que soa fantasioso.

Propõe a adoção do "Orçamento base zero", pelo qual todas as previsões de gastos serão reavaliadas. Não fica claro se tal propósito abrange apenas os programas não obrigatórios, o que teria efeito modesto, ou se a intenção é promover uma ampla - e dificílima - mudança constitucional.

Ideias um tanto megalômanas, como uma privatização completa e imediata, ou uma espécie de nova CPMF para substituir outros tributos, acabaram desautorizadas pelo candidato do PSL.

De mais crível, o documento prevê redução de benefícios tributários, um quase consenso entre os presidenciáveis. Não se especifica, contudo, o que seria cortado.

Já no programa de Haddad nem ao menos há indicação de que a despesa vá ser contida. Medidas imediatas, afirma-se, incluiriam a derrubada do teto de gastos e um plano econômico emergencial com aumento do investimento público.

O texto menciona de passagem regras para o controle orçamentário, mas só se detalha que as obras a cargo do governo e das estatais não estariam sujeitas a restrições.

Dá-se a entender que o crescimento da economia geraria os recursos necessários, como se a retomada fosse questão de vontade do governante. Ademais, pode-se esperar uma crise geral de confiança em caso de sinais de novo impulso perdulário do Executivo federal.

Na oposição, o PT tem rejeitado de modo estridente mudanças na Previdência, e o programa refuta "postulados das reformas neoliberais". O tom panfletário contradiz a experiência das próprias administrações do partido.

Haddad mostra mais moderação em entrevistas e debates, mas, tratando-se de uma candidatura amparada apenas no carisma do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é incerta sua autonomia em relação às pressões das alas petistas.

A missão de consertar as contas do Tesouro exigirá, mais que capacidade técnica, engenho político. Trata-se de enfrentar interesses instalados na máquina estatal -legítimos, embora nem sempre razoáveis. Salários exagerados, aposentadorias precoces, subsídios e benefícios tributários contam com defensores poderosos.

A busca por um Estado mais justo e funcional demanda persistência por anos ou décadas. Entretanto, há providências emergenciais a serem tomadas nos primeiros dias de mandato, nenhuma delas indolor ou desprovida de riscos.

Aos eleitores devem ser apresentados desde já planos realistas e compreensíveis. Fazê-lo só depois da vitória nas urnas tornará ainda mais difícil a tarefa de governar.
Herculano
06/10/2018 05:20
NÃO FOI BEM ASSIM

Ao que se identificou como Juliano Silveira.

Testemunhas que presenciaram a abordagem e a consequente apreensão do veículo do secretário da Saúde de Gaspar, Carlos Roberto Pereira, como relatei abaixo, são taxativos sobre a irritação dele com os procedimentos tomados. E ela não se deu apenas no local do fato.

É BEM ASSIM

Outro fato que poderá provocar danos ao governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, depois da eleição advém da pressão para praticar ou participar de atos políticos nos ocupantes de cargos em confiança - ou seja, efetivos, que foram nomeados pelo atual governo para cargos de chefia e ganham a mais por isso temporariamente e acumulam vantagens no vencimento posteriormente e por toda a carreira.
Herculano
05/10/2018 21:01
IBOPE REVELA OS NÚMEROS DE SC PARA A NSC QUE ENCOMENDOU A PESQUISA PARA SEUS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

Uma disputa que continua indefinida, com empate técnico triplo na liderança entre o deputado federal Mauro Mariani (MDB), o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) e o deputado federal Décio Lima (PT). Isso é o que mostra a terceira e última pesquisa Ibope para o governo de Santa Catarina, encomendada pela NSC Comunicação no primeiro turno das Eleições 2018. O levantamento foi realizado entre 3 e 5 de outubro e tem margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Mauro Mariani foi citado por 25% dos entrevistados, seguido por Merisio com 23% e Décio com 19%. O resultado é considerado empate técnico pelo Ibope porque o emedebista pode oscilar entre 28% e 22%, o pessedista entre 26% e 20% e o petista, entre 22% e 16%. Mariani e Décio empatam no limite da margem de erro. O quarto colocado é Comandante Moisés (PSL), com 9%. Na sequência vem Camasão (PSOL), com 2%. Ingrid Assis (PSTU), Portanova (Rede) e Jessé Pereira (Patriota) aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 11% e outros 8% estão indecisos.

Levando em conta apenas os votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos, Mariani tem 31%, Merisio tem 29% e Décio aparece com 23%. Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa superar os 50% dos votos válidos, que é o que os tribunais eleitorais consideram para os resultados oficiais da votação.

Em relação à pesquisa anterior, de agosto, Mariani, Merisio e Moisés tiveram crescimento nos votos totais, com o emedebista passando de 21% para 25%, o pessedista de 18% para 23% e o candidato do PSL indo de 4% para 9%. Décio oscilou dentro da margem de erro de 17% para 19% e Camasão de 1% para 2%. Ingrid, Portanova e Jessé mantiveram o mesmo índice, de 1% cada.

O Ibope também pesquisou três cenários de segundo turno. Num confronto entre Décio Lima e Gelson Merisio, o pessedista tem 40% dos votos totais, contra 30% do petista. Nos votos válidos, são 57% para Merisio e 43% para Décio. Na simulação com Décio e Mauro Mariani, o emedebista tem 43% contra 28% do petista. Considerando os votos válidos, são 61% para Mariani e 39% para Décio. No cenário com Merisio e Mariani, o emedebista soma 38% das intenções de votos e o pessedista, 33%. Nesta última simulação, portanto, há empate técnico considerando a margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos. Contando apenas votos válidos, são 54% para Mariani e 46% para Merisio.

Vagas no Senado

O Ibope pesquisou ainda a preferência dos eleitores para as duas vagas ao Senado que serão preenchidas nesta eleição. Na soma dos dois nomes citados, Esperidião Amin (PP) oscilou positivamente de 30% para 32% e se mantém numericamente à frente. Na sequência vem Raimundo Colombo (PSD), que subiu de 27% para 31% dos votos. Pela margem de erro, Amin e Colombo estão tecnicamente empatados na liderança. Em terceiro está Paulo Bauer (PSDB), que caiu de 25% para 21%, seguido por Jorginho Mello (PR), que subiu de 13% para 19%. Neste cenário, há empate técnico entre Bauer e Mello na terceira posição.

No segundo pelotão estão Ideli Salvatti (PT) com 9%; Lucas Esmeraldino (PSL) com 8%; Roberto Salum (PMN) com 5%; Professor Antônio (PSOL) com 5%; Lédio Rosa (PT) com 4% e Professor Pedro Cabral (PSOL) com 3%. Entre estes candidatos, o único que cresceu além da margem de erro foi Esmeraldino, que tinha 2% na pesquisa anterior.

Ricardo Lautert (PSTU) e Diego Mezzogiorno (Rede) com 2%; e Andreá Luciano Carvalho (PCO) e Miriam Prochnow (Rede) com 1% completam as intenções de voto ao Senado. Brancos e nulos somam 29%, considerando as duas vagas, e 28% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

Considerando os votos válidos, Amin tem 23%, Colombo tem 21%, Bauer tem 15% e Mello, 13%.

Presidência

A pesquisa Ibope encomendada pela NSC Comunicação também apurou as intenções de voto dos catarinenses para a Presidência da República.

Jair Bolsonaro (PSL) aparece liderando com 48% da preferência do eleitorado. Em segundo está Fernando Haddad (PT), com 15%. Na sequência do petista vêm Ciro Gomes (PDT) com 7% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 5%. Os dois estão tecnicamente empatados.

Completam o cenário João Amoêdo com 4%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Marina Silva (Rede) com 2%, Henrique Meirelles (MDB) com 2% e Cabo Daciolo (Patriota) com 1%. Guilherme Boulos (PSOL), Vera (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não alcançaram 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 5% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

Considerando apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 55%, contra 17% de Haddad, 8% de Ciro e 6% de Alckmin.
Herculano
05/10/2018 20:57
IBOPE MOSTRA CENÁRIO DE SC ESTÁVEL, IMPREVISÍVEL E COM VIÉS DE ALTA BOLSONARISTA, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

A história ensina uma coisa sobre essas eleições que o eleitor precisa escolher o presidente da República e o governador do Estado. Em algum momento, o cenário nacional vai influenciar as questões estaduais. O tamanho dessa influência pode variar e - inclusive - não afetar o arranjo tradicional das forças locais, mas sempre terá peso. A pesquisa Ibope desta sexta-feira, a última antes do primeiro turno, começa a captar os efeitos da onda Jair Bolsonaro (PSL) sobre as eleições catarinenses.

Essa onda está consolidada. Em relação à pesquisa anterior, dia 21 de setembro, Bolsonaro subiu de 40% para 48%. Essa escalada já era captada nos levantamentos internos das candidaturas, gerando inclusive a mudanças de estratégia e declarações de adesão. Na Ibope desta sexta-feira, os candidatos locais do PSL continuam longe dos líderes, mas tiveram crescimento acima da margem de erro que indicam que começaram a surfar a onda. Em dois dias veremos até onde eles foram carregados.

Fora essa percepção, a última pesquisa Ibope mostra um cenário consolidado entre os candidatos das forças tradicionais de Santa Catarina. Persiste o triplo empate técnico entre Mauro Mariani (MDB), Gelson Merisio (PSD) e Décio Lima - com tendência de que o emedebista e o pessedista estejam à frente. Neste cenário, há certo conforto dos três candidatos em relação a Comandante Moisés, que tinha 4% e agora tem 9%. O primeiro time está entre os 25% de Mariani, os 23% de Merisio e os 19% de Décio.

Com esses números é possível ser categórico em dizer que Santa Catarina voltará a ter segundo turno depois de duas eleições decididas em única votação. Também é possível constatar que é imprevisível o cenário que será colocado aos eleitores dia 28 de outubro. Certo é que ele continuará impactado pelos efeitos da onda Bolsonaro, seja quais forem os nomes que passarem para o segundo turno.

O Senado vive uma eleição quase à parte. Com as campanhas atreladas, um pedindo voto no outro, Esperidião Amin (PP) e Raimundo Colombo (PSD) estão empatados tecnicamente na ponta, com 32% e 31%, abrindo vantagem sobre um segundo turno que conta com os inimigos íntimos Paulo Bauer (PSDB) e Jorginho Mello - 21% e 19%. A mudança é que o tucano caiu e o parceiro de chapa subiu acima da margem de erro - Jorginho foi um dos que abraçou a candidatura de Bolsonaro no horário eleitoral. Candidato oficial do presidenciável, Lucas Esmeraldino passou de 2% para 8%.

O crescimento de Jorginho e Esmeraldino é a margem para surpresas em uma eleição que por enquanto confirma os favoritos iniciais - Amin e Colombo, ex-governadores e ex-senadores. Se vencerem, o pepista e o pessedistas tornam-se cabos eleitorais de peso para Merisio, que ainda apresenta índices abaixo dos parceiros de majoritária. É natural: nem Merisio e nem Mariani fizeram esse atrelamento no primeiro turno. Por outro lado, Mariani teria que administrar o descontentamento de tucanos e dos aliados de Jorginho. No domingo, as urnas vão falar.
Herculano
05/10/2018 20:53
CRIME OU INGENUIDADE?

Há dois dias da eleição, em Gaspar, tem cabo eleitoral traindo e trocando de candidato. Um caso, o candidato prometeu se eleito trazer, por emenda parlamentar, uma retroescavadeira para os gasparenses.

Primeiro, o político precisa ser eleito. Segundo, ele precisa formalizar a emenda. E se houver caixa no governo, superar a burocracia e depois lutar pela liberação.

Se tudo der certo, o político virá entregar a retroescavadeira, dar entrevistas sem perguntas, fazer discurso e posar para fotos, às vésperas dele vir aqui pedir votos pela reeleição.

Como todos têm memória curta... Cumprirá o prometido. É assim que funcionam as trocas de hoje em dia e a vista de todos. Basta olhar como eles divulgam as listas de emendas parlamentares, os nossos impostos que usam para a barganha de votos. Está à vista de todos...Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
05/10/2018 17:51
Senhores,

Na mídia:

"Quadrilha é presa se preparando para libertar chefe do CV de prisão no Paraguai"

Enquanto isso no Brasil, quadrilha prepara-se para "tumá u podê" e libertar seu chefe da prisão em Curitiba. . .

Vade retro, retrocesso!
Fabio
05/10/2018 16:54
Boa tarde Herculano.
Sobre a síndrome dos vereadores do Belchior que não se reelegem!!!
O melhor vereador que o Belchior já teve se reelegeu, foi o Pedro Waldrich, popular Dinho.
Nunca tivemos um vereador tão participativo, e o mais legal, era espontâneo e verdadeiro, é natural dele, ao contrário de uns que estão aí que você percebe que só fazem teatro.
Juliano Silveira
05/10/2018 16:12
Herculano,

Conversei com um dos policiais que abordou o carro do Dr. Roberto e ele falou que ele agiu de forma muito tranquilo, agradeceu pelo trabalho dos policiais, cumprimentou todos antes de ir embora. Inclusive o Agente de Trânsito Silva.
É de políticos assim que precisamos que de forma alguma se aproveitam do cargo que tem.
Em outros tempos, não seria assim. Parabéns Dr. Roberto, quem aqui nuca esqueceu de pagar um licenciamento do carro.
Herculano
05/10/2018 16:09
da série: se quando inquirido, o réu, o condenado, o preso e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, sempre nega que tenha tido algum conhecimento do que acontecia de ladroagem ao seu redor no seu governo e de Dilma Vanna Rousseff, dois fatos conspiram contra essa tese. A primeira é que mesmo da prisão, onde não deveria ter acesso a nada, domina e comanda a campanha do seu novo poste Fernando Haddad, e segundo, nada mais esclarecedora do que as revelações da delação premiada de Antônio Palocci.

PALOCCI ESCANCARA O "INTERESSE CORRUPTO" DOS GOVERNO DO PT

Conteúdo da revista IstoÉ. Texto deAry Filgueira e Rudolfo Lago. Nem as acusações de Bolsonaro nas redes sociais e muito menos os ataques de Geraldo Alckmin no seu programa eleitoral na TV. O maior petardo dos últimos dias contra a candidatura do petista Fernando Haddad à Presidência veio pelas palavras sinceras de um dos mais poderosos ex-companheiros de partido, que completou 58 anos nesta quinta-feira 4 - mais da metade deles dedicados ao PT: Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos Lula e Dilma Rousseff. Ele está preso há dois anos em Curitiba (PR) e fechou acordo de delação premiada com o propósito de reduzir sua pena e até ser posto em liberdade. O trecho tornado público pelo juiz Sérgio Moro reúne apenas 11 páginas, mas é devastador na sua capacidade de resumir como os governos de Lula e de Dilma, o PT e os demais partidos da base, lotearam a Petrobras para transformar a estatal numa usina de propinas, tanto para financiar projetos eleitorais, como também para propiciar o enriquecimento ilícito dos dirigentes petistas.

"Havia um interesse nacional e um interesse corrupto", resume Palocci na sua delação, ao explicar como se davam as motivações internas do governo petista. Palocci usa essa frase ao explicar por que Lula adotou para a exploração do pré-sal um modelo que privilegiava as empresas nacionais e dificultava a entrada de parceiros internacionais. Segundo Palocci, era mais fácil convencer as grandes empreiteiras, como OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa a financiarem os esquemas eleitorais dos partidos do que tentar isso com empresas estrangeiras.

Na sua delação, Palocci detalha como foi engendrado o aparelhamento nos governos Lula e Dilma das estatais, sobretudo a Petrobras. Segundo o ex-ministro petista, logo no início do primeiro governo do ex-presidente hoje preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (na mesma unidade onde Palocci está, mas em outra ala), houve uma divisão quanto à forma de relacionamento com os partidos de sustentação do PT. Formou-se um "grupo programático", onde o próprio Palocci estava incluído, que defendia que o governo centrasse seus esforços na aprovação de reformas estruturantes em discussão no Congresso, com o apoio dos grandes partidos, entre eles o PMDB e até o PSDB. Em contrapartida, formou-se o "grupo pragmático", sob liderança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que defendia alianças com pequenos partidos para a aprovação de projetos do governo a qualquer custo. Segundo Palocci, o segundo grupo foi ganhando espaço. Manter a base tornou-se algo "mais caro", segundo explica Palocci. "Não era divisão entre honestidade e desonestidade. Houve desonestidade em toda a estrutura do PT".

A divisão da propina

A partir da decisão de que o governo seguiria pela via "pragmática", os cargos estratégicos foram loteados pelos partidos de acordo com sua capacidade de "gerar caixa". Nesse sentido, a Petrobras virou a cereja do bolo desses grupos que dilapidaram os cofres públicos. Segundo Palocci, todos os contratos de publicidade, por exemplo, geravam um butim de 3% para o PT. Quem operava isso, de acordo com Palocci, era a Gerência Executiva de Comunicação Institucional da Petrobras, comandada por Wilson Santarosa, líder sindical dos petroleiros do PT de Campinas, ligado ao próprio Lula. O PT tinha ainda Renato Duque na Diretoria de Serviços. Era uma indicação de empresários ligados a José Dirceu. "Ali, houve o posicionamento de importante peça de operação financeira do PT junto à Petrobras", relata o ex-ministro.

Já o PP, partido com o maior número de políticos denunciados na Lava Jato, tinha Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento. Nestor Cerveró, primeiro como diretor Internacional e depois como diretor financeiro da BR Distribuidora, era nome do ex-senador Delcídio do Amaral (PT-MS), na estatal. Como o PMDB não contava com ninguém no esquema, pressionou Lula. E acabou conseguindo colocar na Diretoria Internacional Jorge Zelada. Palocci conta que o PMDB chegou com tanta fome aos cofres que forjou, de saída, um contrato de US$ 800 milhões com a Odebrecht, obtendo "uma larga margem para propina". Cinco por cento da bolada iria para o partido, US$ 40 milhões. "Era tamanha a ilicitude que logo o valor do contrato foi reduzido de US$ 800 milhões para US$ 300 milhões", conta Palocci.

Palocci afirma em seu depoimento que Lula não apenas sabia do esquema como nomeou os principais agentes da corrupção. Ele narra um episódio em que o presidente o chamou ao Palácio da Alvorada, em fevereiro de 2007, logo após tomar posse do segundo mandato. Esbravejando, pareceu indignado com informações que tinham chegado a ele sobre ilicitudes de Duque e Paulo Roberto Costa. Perguntou a Palocci, então, quem tinha indicado os dois. O ex-ministro respondeu que "o responsável era o próprio Lula". E reforçou que era evidente que o PP não tinha projeto algum para Petrobras que não fosse "arrecadar dinheiro".

Em outro trecho da delação, Palocci conta um episódio em que Lula tornou explícito seu envolvimento na máquina de desvios. Foi uma reunião na biblioteca do Palácio do Alvorada já nas proximidades do início da campanha de Dilma Rousseff para sucedê-lo. Estavam na reunião Lula, Palocci, Dilma e o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Lula pediu a Gabrielli que encomendasse a construção de 40 sondas de exploração de petróleo "para garantir o futuro político do país e do PT com a eleição de Dilma Rousseff". E determinou a Palocci que gerenciasse os recursos ilícitos que seriam gerados para o devido emprego na campanha da petista. Segundo ele, as campanhas presidenciais do PT custaram em 2010 e 2014, aproximadamente R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, respectivamente, muitas vezes acima do valor declarado ao TSE. Ou seja, dinheiro sujo da corrupção.

As 11 páginas da delação divulgadas são consideradas apenas um aperitivo do que Palocci tem a apresentar. Na sua edição de 30 de maio, ISTOÉ adiantou os termos da delação e seu potencial explosivo, com o envolvimento dos ex-presidentes Lula e Dilma nas falcatruas petistas. Tendo a delação como munição eleitoral, a candidatura de Jair Bolsonaro estuda agora usar a seguinte frase na sua propaganda de segundo turno: "Se Lula é Haddad, e Lula é corrupto, por que votar nele?" Como Palocci fez parte do círculo mais íntimo de poder nos governos petistas, o que ele já contou à Justiça pode ajudar a responder à pergunta do ex-capitão.
Herculano
05/10/2018 12:09
ERA ESPERAR DEMAIS. PT, PCO, PSTU e PTC NÃO ASSINAM COMPROMISSO CONTRA FAKE NEWS

Conteúdo de O Antagonista. Quatro dos 35 partidos políticos do país não assinaram um termo de compromisso elaborado pelo TSE para combater as fake news.

São eles: PT, PCO, PSTU e PTC.

No documento, diz o G1, as demais legendas se comprometem a "manter o ambiente de higidez informacional, de sorte a reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso no próximo pleito, atuando como agentes colaboradores contra a disseminação de fake news nas eleições de 2018".
Herculano
05/10/2018 11:50
O DONHO MIRABOLANTE, por Willian Waak, no jornal O Estado de S. Paulo

São espetaculares os termos da delação do ex-ministro Antonio Palocci cujo sigilo foi levantado pelo juiz Sérgio Moro. Não chegam a ser exatamente "revelações", mas comprovam de maneira assombrosamente clara como foi produzido o desastre no qual se enfiou o Brasil. Catástrofe na qual o PT e seu chefão, Lula, tiveram papel de liderança e conduta, mas que envolveu amplos círculos do mundo da política, dos negócios, da economia e setores importantes da sociedade civil.

Não, não é a parte que fala de propina, ilicitudes, grana correndo por dentro e por fora e os mais variados crimes de corrupção. É a parte, no anexo 1 da delação, na qual Palocci relata como a descoberta do pré-sal levou Lula, em 2007, a ter "sonhos mirabolantes". E como o governo vislumbrava um país riquíssimo, e, para isso, se determinava a construção de 40 navios sondas ?" e a consequente "fundação" de uma indústria naval completa ?" para a nacionalização e desenvolvimento do projeto do pré-sal, pelo seu interesse social e pela possibilidade de alavancar a indústria nacional.
Estão aí os elementos centrais (políticos, sociais e econômicos) do "nacional-desenvolvimentismo", que é, talvez, o pior conjunto de ideias capaz de explicar a baixa produtividade, a baixa competitividade, o atraso relativo e a distância que o Brasil vê aumentar em relação às economias avançadas, tanto pelo ponto de vista das nossas relações de trabalho e sociais quanto à nossa capacidade de participar da era da geração do conhecimento.

O "nacional-desenvolvimentismo" dos militares ainda tinha um componente focado em infraestrutura e ocupação de território, enquanto o "nacional-desenvolvimentismo" do lulopetismo desandou para a "nova matriz econômica" dos subsídios, proteções, controle de preços (mais prejudicial à Petrobrás que a totalidade da grana desviada pelos companheiros do PT, PMDB e PP) e anabolizantes de consumo via crédito.
Impossível dizer que os "sonhos mirabolantes" do então presidente fossem delírios saídos de uma só cabeça. O "nacional-desenvolvimentismo" do PT vem de uma longa tradição que capturou também cabeças pensantes do mundo empresarial, acadêmico e político. É parte de um ideário nacional quase, infelizmente, "atávico" e com raízes já anteriores ao varguismo. E seu retrato 3 x 4 moderno só poderia ser o de Dilma Rousseff ?" para ser colocado na parede com a legenda: "esta é a cara do nacional-desenvolvimentismo".

Nestas eleições, nas quais a corrupção (com razão) e a insegurança pública (com razão) ocupam um espaço tão importante na maneira como os eleitores encaram os candidatos, ficou em plano muito inferior qualquer debate sobre o conjunto de ideias, sobre o "sonho mirabolante" transformado em pesadelo ?" e nem estamos falando de seus aspectos éticos e morais. Por mais paradoxal que pareça, dadas a profundidade e a abrangência do fracasso econômico, uma relativamente gigantesca fatia da sociedade é sensível às mesmas promessas e aos mesmos postulados ligados ao atraso, à ineficácia, à estagnação.

Para muita gente, muita mesmo, é mais fácil encarar as mazelas do momento como o resultado da ação de políticos incompetentes, perdulários, corruptos e que agem apenas em benefício do próprio bolso ou de seus grupos. E que uma vez lavado tudo isso a jato, as coisas voltam a funcionar e o País a crescer e a gerar prosperidade. É um grave engano, mas quem disse que elites inteiras não se enganam?
Herculano
05/10/2018 11:49
DEPUTADOS? VOTE EM QUE DEFENDE O VOTO DISTRITAL, por Roberto Macedo, economista, no jornal O Estado de S. Paulo

Um bom critério de escolha é optar por candidatos comprometidos com o voto distrital.

Sistema eleitoral atual prejudica a boa escolha e a representatividade dos eleitores

Nas eleições em andamento, parece que vamos escolher um rei ou imperador para receber a faixa dita presidencial. Nos meios de comunicação predomina fortemente o noticiário sobre os candidatos a ela. Muito abaixo nessa cobertura estão os candidatos a governador e a senador, nessa ordem. E bem lá em baixo, os candidatos a deputado federal e estadual. Pesquisas eleitorais só cobrem a eleição presidencial, para o governo dos Estados e para o Senado, com um viés enorme para o primeiro caso. Quanto à eleição de deputados, não me lembro de ter visto pesquisas de intenção de voto.

A razão é o enorme número de candidatos. No Estado de São Paulo há 1.686 (!) candidatos para 70 vagas de deputado federal e 2.174 (!) candidatos para 94 vagas de deputado estadual. Nesses casos, para pesquisas de intenção de votos seriam necessárias amostragens de enorme tamanho e custo.

Focarei no caso dos deputados federais, pois são os que têm grande influência nas questões políticas e econômicas que dizem respeito ao País como um todo. Quanto a eles, o já referido desequilíbrio na cobertura dos meios de comunicação contrasta com a enorme importância da Câmara dos Deputados no tratamento dessas questões. Os presidenciáveis falam muito de reformas, mas não de como vão combiná-las com os russos, os parlamentares, cuja maioria é avessa a mudanças que tratam de questões de grande interesse popular, como a previdenciária. Ou que afetam os seus interesses pessoais e dos grupos de interesse que defendem. Além dessa atitude defensiva relativamente a projetos reformistas, os parlamentares também atuam no ataque, como o fazem ao aprovar pautas-bomba cujo alvo são as contas governamentais.

Com tantos candidatos fica muito difícil para o eleitor escolher um para votar. Como compará-los? O eleitor pode votar por convicções partidárias, mas, mesmo dentro de um partido, em vários casos são muitos os candidatos. Há também o eleitor que acompanha o desempenho de deputados que já exerceram ou ainda exercem os seus mandatos. E há muitas outras influências, como o boca a boca no meio social, as benesses recebidas de candidatos, os votos por grupos de interesse corporativos, religiosos ou até mesmo empresariais, e por aí afora, mas sem focar no candidato em si e na sua comparação com outros. E na propaganda eleitoral nos meios de comunicação tão pouco tempo é dado aos candidatos a deputado que a maior diferença entre eles é o número para ser sufragado na urna eleitoral. Lembram os números do jogo do bicho.

Pensando na seleção comparativa e bem informada, uma teoria sobre o processo de escolha se aplica também ao caso eleitoral. Trata-se da desenvolvida por um psicólogo americano, Barry Schwartz, e apresentada no seu livro O Paradoxo da Escolha: por que mais é menos (São Paulo: Girafa, 2007). Ele argumenta que a maior disponibilidade de opções beneficia as pessoas até um certo ponto, mas à medida que o número aumenta aparece o efeito negativo da dificuldade de escolher, fazendo que as pessoas fiquem menos satisfeitas com as muitas opções que lhes são dadas. Isso até que o lado negativo se sobrepõe e a insatisfação cresce a ponto de a decisão não ser tomada. Ou ser negligente, acrescento. No caso eleitoral, o cidadão pode votar sem muita convicção quanto à sua escolha, pode também se abster ou anular o voto, e pode ainda votar numa pessoa por outras razões, que nada têm que ver com a escolha de um deputado, como os que optam por Tiririca ou por alguma outra figura exótica.

A escolha não criteriosa contribui também para a falta de representatividade dos eleitos, e o eleitor costuma até se esquecer de em quem votou, não demonstrando maior interesse em acompanhar os eleitos, cobrar desempenho.

No Brasil o voto para deputado federal se dá por unidade da Federação, com as vagas sendo disputadas em todo o seu território, o que eleva o número de candidatos que as disputam. Reduzir o número em si não seria democrático, mas há uma solução óbvia que até aqui o Brasil não adotou, porque também nesse caso não foi possível combiná-la com os russos, os parlamentares atuais, cuja maioria quer manter o sistema atual, pelo qual foram eleitos.

Trata-se do voto distrital, que no caso paulista equivaleria a dividir o eleitorado estadual em 70 distritos, nos quais cada partido apresentaria o seu candidato e, no conjunto deles, o número de nomes viáveis não alcançaria uma meia dúzia. Tal como acontece nas eleições diretas para cargos executivos, do presidente, de governadores e prefeitos. Por isso costumo defender o voto distrital como sendo de eleição direta de deputados e vereadores, por distrito eleitoral.

Aí as comparações entre candidatos se tornariam viáveis por seu menor número e, além disso, o candidato eleito representaria os eleitores do distrito como um todo. Também seria diminuída a influência dos grupos de interesse corporativos, religiosos e empresariais, que hoje elegem seus deputados arregimentando votos por todo o território estadual. Tais grupos passam a ter uma representação mais forte do que a da maioria dos eleitores, que dispersa seus votos por uma profusão de candidatos. O efeito Tiririca também seria atenuado ou mesmo eliminado, pois uma coisa é ele se eleger com votos dispersos da mesma forma e outra seria sua eleição num distrito depois de ali comparado com outros numa eleição direta.

Vamos mais uma vez participar de uma eleição para deputados que em larga medida é uma farsa, por causa desse distorcido processo de escolha, que força o eleitor a votar sem refletir bem sobre o seu candidato, e pela falta de representatividade a que ele leva.

Um bom critério de escolha é optar por candidatos comprometidos com o voto distrital.
Herculano
05/10/2018 11:43
A UTILIDADE DOS COMISSIONADOS PAGOS PELOS PESADOS IMPOSTOS DE TODOS OS GASPARENSES PODE SER VISTA ACINTOSAMENTE NAS PRINCIPAIS ESQUINAS DA CIDADE NESTA SEMANA: O DE SEGURAR BANDEIRAS E DISTRIBUIR SANTINHOS DE CANDIDATOS - QUASE TODOS BEM DE LONGE DE GASPAR. ACORDA, GASPAR!
Herculano
05/10/2018 11:24
O PIOR EXEMPLO

O Jetta preto Placas MLS 1407, todo adesivado de candidatos do MDB, foi apreendido no Bela Vista, pela Polícia Militar.

Estava com o licenciamento atrasado.

O carro é do secretário da Saúde de Gaspar, o prefeito de fato e presidente licenciado do MDB local, o advogado Carlos Roberto Pereira.

Ele está indignado com a PM. Ela fez apenas o trabalho dela sem olhar a importância do infrator. E ao mesmo tempo, no que toca a PM, ela mandou um recado claro para a sociedade, de que aqui político não manda nela, como estão arrotando por ai os que estão no poder de plantão. Acorda, Gaspar!
Herculano
05/10/2018 07:22
TUCANOS SEM PENAS EM SANTA CATARINA

Na coluna de hoje e disponível para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o de maior circulação e retorno para seus anunciantes em Gaspar e Ilhota, pela sua credibilidade, reportei sobre os erros do PSDB nacional e o de Gaspar.

Mas, no âmbito estadual esse erro também é representativo. Primeiro ensaiou-se como o todo poderoso e acabou ficando como arrumador de votos que faltavam ao MDB dando Napoleão Bernardes como vice de Mauro Mariani.

Foi assim, quando queimaram Leonel Pavan, egresso do PDT onde despontou como novidade e foi ao Senado, para Luiz Henrique da Silveira. Será assim se Mauro ganhar. Terá melhor sorte Napoleão e até o PSDB se Mauro perder.

E para completar o erro dessa composição do sapo com a cobra, na reta final, estão em plena guerra os dois candidatos ao senado da chapa: Paulo Bauer, PSDB e Jorginho Mello, PR. O que já estava difícil para ambos, tende a ficar pior.

O PSDB é engolido pelos seus próprios erros, em qualquer lugar. E nesta eleição está faltando frutos nas árvores que plantou e nunca cuidou.
Herculano
05/10/2018 05:04
NO ÚLTIMO DEBATE, OS SEM-VOTO TENTAM DESPOLARIZAR ELEIÇÃO TISNADA PELO óDIO, por Josias de Souza

Surgiu no último debate presidencial do primeiro turno um novo agrupamento político: o MSV, Movimento dos Sem Voto. Convertidos pelo eleitorado em coadjuvantes da corrida presidencial, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles e Alvaro Dias se uniram num esforço para tentar despolarizar a sucessão. Tarde demais. Horas antes, a mais recente pesquisa do Datafolha reforçara a tendência de definição da disputa num mano a mano de segundo turno entre Jair Messias Bolsonaro e Fernando 'Lula' Haddad.

Lula e Bolsonaro, embora pairassem como espectros sobre os estúdios da Globo, não estavam presentes. O primeiro continua preso, em Curitiba. O segundo, beneficiado pelo álibi de um atestado médico, trocou o lufa-lufa do debate global por uma entrevista-companheira no telejornal da Record, emissora ligada ao autoproclamado bispo Edir Macedo, seu apoiador. Marina ofereceu aos espectadores desavisados a oportunidade de acionar o controle remoto. Bolsonaro "amarelou" e está dando entrevista à Record, ela avisou.

Quem mudou de canal teve a oportunidade de assistir ao empenho de Bolsonaro para se manter no topo do ranking das opções anti-PT. Os médicos do Albert Einstein proibiram Bolsonaro de debater na Globo porque ele mal conseguiria falar por dez minutos. Na Record, o paciente tagarelou por 25 minutos. A cenografia incluiu três intervenções de um enfermeiro.

O PT "mergulhou o Brasil na mais profunda crise ética, moral e econômica", ele atacou. Na campanha, prosseguiu Bolsonaro, "tudo é conduzido de dentro da cadeia pelo senhor Lula, que indica aí um fantoche seu chamado Haddad, que por incompetência sequer conseguiu passar para o segundo turno de sua reeleição em São Paulo."

Noutro instante, Ciro ecoou Marina, queixando-se da fuga de Bolsonaro para a Record. Mas a atração já havia mudado no canal concorrente. O risco àquela altura não era mais o de direcionar eleitores para Bolsonaro, mas de perder audiência para 'A Fazenda', uma espécie de versão rural do Big Brother.

As críticas à polarização ecoaram durante todo o debate da Globo - da pergunta inaugural às manifestações finais. Sorteado para fazer a primeira indagação, Ciro escolheu inquirir Marina. Levantou a bola para que a ex-colega de governo Lula desancasse o duelo Bolsonaro X Haddad. "Se essa guerra permanecer", disse ela, "o Brasil vai ficar quatro anos em situação de completa instabilidade''. E Ciro: "O que está em jogo aqui não é paixão partidária ou ódio. Sou ficha limpa e tenho projeto.O Brasil precisa construir um novo caminho".

O ataque coletivo dos sem-voto aos dois extremos da polarização, especialmente a Bolsonaro, chegaram com pelo menos cinco anos de atraso. Deve-se a ascensão do capitão à falência do sistema político. A sociedade sinalizara sua impaciência ao ocupar o asfalto na célebre jornada de junho de 2013. O retrovisor mostra que os coadjuvantes de 2018 não entenderam o ronco do asfalto.

Ciro continuou massageando Lula. Aderiu à tese petista de que a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro foi motivada por perseguição política. Alckmin enferrujou junto com o tucanato paulista. A inação do PSDB diante do mergulho de Aécio Neves na lama agravou a oxidação que levou Bolsonaro a ocupar o posto de anti-PT. Marina tomou chá de sumiço depois da derrota de 2014. Logo ela, que fora a grande vítima da polarização tucano-petista da sucessão passada. Difícil reverter a menos de 72 horas da eleição um sentimento de ódio e desalento que foi construído ao longo de cinco anos de reações equivocadas.
Herculano
05/10/2018 04:55
PARTE DA ELITE BRASILEIRA DESERTA DA CIÊNCIA E ADERE À MAGIA, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Sensatos caem vítimas da suposição de que a sinceridade grosseira pode ser redentora

A dois dias do primeiro turno das eleições, vai uma constatação vazada não sem certa melancolia. Setores da elite universitária brasileira são hoje os principais clientes das mentiras espalhadas nas redes sociais. É um assombro que assim seja. Aqueles que, em tese, dispõem dos instrumentos mais afinados para apontar o que está fora do tom se mostram os maiores entusiastas de cacofonias muitas vezes sórdidas.

São, entre outros profissionais, médicos, engenheiros, dentistas, economistas, advogados - e, por óbvio, não estou aqui a cometer o erro da generalização. Também há, e espero que em maior número, os que se mostram capazes de ponderar e que ainda não renunciaram à lógica elementar em favor da falácia.

Quando essas pessoas estão a fazer uma incisão num abdômen, a calcular os materiais de uma ponte, a tratar o canal de um dente, a fazer uma planilha de custos, a articular os códigos legais que nos regem, pergunto: usam ou não a razão e o saber acumulado? Apelam a métodos já testados, verificados e verificáveis de precisão, buscando cercar as margens de erros, ou atuam segundo fundamentos místicos, o "ouvi dizer", o "só pode ser"? Apelam à ciência ou dão três toques na madeira?

Devo começar a duvidar por princípio dos diagnósticos?

Devo começar a temer pelas edificações?

Devo começar a tremer de antemão pelos abcessos da imperícia?

Devo começar a desconfiar da matemática financeira?

Devo começar a recusar o aporte das lentes jurídicas?

A política também é um saber. E pode matar mais do que a imperícia em muitas profissões. De onde vem a crença de que alguém sem nenhuma experiência é capaz de oferecer a resposta certa e definitiva para problemas difíceis? Talvez eu mesmo possa responder em lugar dos que, a esta altura, podem estar indignados demais para fazer outra coisa que não vituperar contra mim - no caso, os que ainda não desertaram:

"Ah, Reinaldo, vem da constatação de que aqueles que estão aí, até agora, nada fizeram. Se eram todos políticos tradicionais, de grandes partidos, e nos largaram nessa lama, por que eu deveria confiar neles?"

Pois é... Tal resposta seria uma tolice porque, para que o raciocínio fosse aceitável, forçoso seria que se substituíssem os maus obstetras por parteiras; os maus engenheiros por práticos que vão juntando escora e cimento ao Deus-dará; os maus dentistas por curiosos do boticão.

Por que pessoas sensatas em suas respectivas profissões, hábeis do manejo dos fundamentos de suas respectivas ciências, testadas, muitas vezes, em mercados competitivos, caem vítimas da suposição estúpida de que a sinceridade grosseira, justamente porque desinformada, pode ser redentora?

"Ah, não quer que eu vote em Fulano, né? Então quer Beltrano..." Eu??? Posso auxiliar alguém no uso de adjuntos adverbiais de modo, por exemplo, nunca na escolha de um candidato.

Apenas me dou o direito de indagar que futuro tem um país em que parte considerável daquela que é, para todos os efeitos, a sua elite intelectual não consegue, em matéria de política, ir além dos memes que recebe pelo celular. De resto, aquela indagação desconfiada pressupõe a mentira de que, desde sempre, estivemos entre a cara e a coroa.

Se posso fazer uma advertência, lá vai: um eventual resultado das urnas pautado pelo raciocínio mágico será, depois, cobrado pelo mundo real, que sempre aparece para assombrar as fantasias, como fez com Fernando Collor e Dilma Rousseff, que caíram.

Para não deixar passar. O pior aconteceu e está em curso. O Poder Judiciário entrou na eleição. O veto à entrevista de Lula, com censura prévia, afronta as regras de funcionamento do Supremo e os Artigos 5º e 220 da Constituição.

A marota quebra de sigilo da delação de Antonio Palocci, determinada por Sérgio Moro na boca da urna, é uma aberração. Nos dois casos, a toga tenta fazer sombra na vontade do eleitor. E que se note: estou entre aqueles que acham que a entrevista de Lula faria mais mal do que bem ao PT.

Mas isso não determina a minha crítica. Meu candidato é o respeito às regras do jogo. Faz parte do pensamento mágico ignorar as obviedades do Conselheiro Acácio, segundo quem as consequências vêm sempre depois.
Herculano
05/10/2018 04:47
PROGRAMA DO PT AMEAÇA LIBERDADE DE IMPRENSA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O programa de governo de Fernando Haddad (PT) promete claramente afetar a liberdade de imprensa no Brasil, no caso de vitória. O documento, disponível na página do candidato, a pretexto de "regular" ou "democratizar" os meios de comunicação, ameaça introduzir "restrições" e "proibições" sobre a propriedade de veículos, além de "monitorar" notícias incômodas "por meio de um órgão regulador".

INSPIRAÇÃO FASCISTA
É dedicado à imprensa o capítulo 1.3 do programa do PT, de inspiração fascista. A meta é controlar as notícias e destruir as grandes empresas.

SOMENTE ELOGIOS
O PT também quer "distribuir concessões" de rádio e TV a sindicatos, que controla, e a universidades, informa seu programa de governo.

OPERAÇÃO MORDAÇA
Acuado pelas investigações, Lula fez ameaças em seu Twiter. "Eu sei o que é apanhar da imprensa", postou, sonhando calar os jornalistas.

VINGANÇA FINAL
Lula acha que "democratizar" meios de comunicação tem o significado de censura. "Nossos adversários se preparem", twitou há um ano.

TSE: CAMPANHA CONTRA 'MITO' É Só 'COINCIDÊNCIA'
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante que não há duplo sentido na campanha lançada para "desfazer mitos eleitorais", apesar de um dos candidatos a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), ser chamado de "mito" pelos apoiadores. Questionado sobre o fato de a ação inspirar fake news de adversários, o TSE piora a situação, informando que suas peças publicitárias citam a palavra mito "no sentido de algo inverídico".

TIMING ERRADO
Líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL) já era chamado de mito por eleitores em fevereiro de 2017. A campanha do TSE começou em julho.

COMBUSTÍVEL USADO
Sites ligados a partidos de adversários atribuem a Bolsonaro o mesmo sentido de mito usado pelo TSE na campanha: farsa, mentira, ilusão...

MITOS SÃO OUTROS
Oficialmente, o objetivo, segundo o TSE, é esclarecer eleitores sobre o processo eleitoral, funcionamento das urnas eletrônicas e a apuração.

GOVERNO ATIVO
Temer não abre mão das suas prerrogativas até o último minuto: a poucos dias da eleição do novo presidente, a Casa Civil avalia leiloar ainda este ano terminais portuários, aeroportos e a Ferrovia Norte-Sul.

EXTENSA FOLHA CORRIDA
Haddad é um "campeão", responde a 32 processos na Justiça. Segundo a revista IstoÉ: é acusado de receber dinheiro de caixa 2 de empreiteira da Lava Jato, denunciado por crimes de improbidade, suspeito de superfaturamento, acusado pelo desvio de recursos etc.

BRASILEIRINHOS APÁTRIDAS
O governo fez festa, nesta quinta (4), em Genebra, para entregar documentos a duas garotas libanesas apátridas. Mandou bem. Mas faz pouco em relação aos brasileirinhos apátridas mundo afora.

SIMON PEDE VOTOS
O ex-senador Pedro Simon (MDB-RS) gravou um emocionado vídeo pedindo votos para seu correligionário Ibaneis Rocha, candidato que lidera as pesquisas para o governo do Distrito Federal.

AVELAR EM LONDRES
Ex-diretor executivo da Polícia Federal, o delegado Sandro Avelar, muito querido e admirado pelos colegas, viaja neste sábado para Londres, onde será adido policial à embaixada do Brasil por três anos.

LÚCIO AFINOU
Além de emplacar o "L" da Bahia, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB) tem chamado atenção na campanha à reeleição pela nova silhueta. Emagreceu como uma noiva para caber no vestido.

HADDAD NÃO É RUI
Clássico reduto petista, a Bahia surpreende pela dissociação entre, Rui Costa, que nada de braçadas rumo à reeleição ao governo do Estado, e o candidato do PT à presidente, que não tem o mesmo desempenho.

SE O PSOL DEIXAR
Primeiro item da pauta após a eleição, a urgência do projeto para levar internet banda larga às escolas pode ser votada na terça (9) caso os deputados do Psol decidam parar de obstruir a tramitação da proposta.

PENSANDO BEM...
...muitas pesquisas eleitorais sofrerão choque de realidade no domingo.
Herculano
05/10/2018 04:41
CAMPANHA NA TV AINDA É RELEVANTE?, por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Oceano de tempo à disposição de Geraldo Alckmin não bastou para torná-lo competitivo

Entre as muitas previsões erradas que fiz ao longo desta campanha, afirmei que o tempo de rádio e TV seria decisivo na disputa. Talvez seja precipitado dizer que a exposição nos canais abertos não importou nada. Fernando Haddad, por exemplo, poderia ter encontrado maior dificuldade para herdar os votos de Lula se não contasse com o segundo maior tempo de propaganda paga pelo contribuinte.

É seguro, contudo, dizer que o oceano de tempo à disposição de Geraldo Alckmin não bastou para transformá-lo num candidato competitivo. Algo parecido em escala mais diminuta vale para Henrique Meirelles. Já Bolsonaro, praticamente sem rádio e TV, é o primeiro colocado nas pesquisas. João Amoêdo e o Novo, também quase banidos das ondas hertzianas, devem conseguir resultados expressivos para um partido recém-criado.

Em termos estruturais, acho que dá para dizer que a revolução tecnocomportamental em curso faz com que a influência da TV e do rádio no debate político seja declinante, enquanto a das redes sociais e da internet em geral é ascendente. Isso não vale só para a política, mas para tudo. Meus filhos adolescentes raramente ligam a TV, mas estão sempre no YouTube e na Netflix.

Como acabamos de criar um fundo público de mais de R$ 2 bilhões para financiar campanhas eleitorais de políticos ?"que se soma ao fundo partidário e ao ressarcimento das emissoras de rádio e TV pelo horário eleitoral?", é importante perguntar se o caminho é esse mesmo.

Se o rádio e a TV já não são tão eficazes, talvez faça sentido diminuir sua utilização ou até mesmo acabar com esse tipo de publicidade financiada pelo eleitor. A economia de recursos poderia ser considerável e haveria incentivo para a busca de melhores modelos para levar informação sobre políticos ao público. Um bom exemplo são os vários sites que, através de algoritmos que identificam similaridades de pensamento, "casam" candidatos a eleitores.
Herculano
05/10/2018 04:32
MINHA CONCLUSÃO:

1. Esses debates - tevês, rádios e portais -, depois de todos feitos, é fácil concluir que não valem nada no modelo engessado que são tramados pelos assessores, candidatos e realizadores.

Perde o público. Perde o eleitor. Ganha o político esperto que arma previamente travas para não ficar exposto.

2. As sabatinas feitas por jornalistas, foram, na média, as mais produtivas para os eleitores e quase todas incômodas para os candidatos.

3. De longe, apesar da chiadeira de todos os entrevistados na bancada do Jornal Nacional, as sabatinas de Willian Bonner e Renata Vasconcelos, foram as melhores do ponto de vista jornalístico. Incisivas. Diretas. Incômodas.

Político tem que ser testado. E a capacidade dele de esclarecer, combater e gerenciar as respostas, mostra o quanto domina e está preparado para enfrentar situações bem piores na presidência de um país, se comparada com a que se debate com os entrevistadores ácidos.

É na tempestade, que se conhece o verdadeiro capitão do navio perante seus liderados e a situação adversa e inesperada que enfrenta.

O resto é choradeira de gente mimada, de bandidos ou incompetentes para boi dormir.
Herculano
05/10/2018 04:20
UM SEM NADA...

De Guilherme Boulos, PSOL, gente instruída, filho de classe média, contumaz invasor de propriedade dos outros e garantir moradia precária a supostos sem tetos, para assim fazer política, gerar mídia e proselitismo com parte da sociedade intelectual, no debate de ontem da Rede Globo:

"Eu ando com sem-teto, eu ando com sem-terra, só não ando com sem-vergonha".

Primeiro é mentira, pois anda sempre com Luiz Inácio Lula da Silva e outros metidos nas mesmas falcatruas.

Segundo, pelas pesquisas, também anda com os sem-votos.
Herculano
05/10/2018 04:15
O AVANÇO DE BOLSONARO E A DOSE DO PESTICIDA, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Candidato capta frustração do eleitor e exige reflexão sobre eventual governo

Jair Bolsonaro "é o pesticida de que precisamos", dizem apoiadores do candidato do PSL. Muitos eleitores se convenceram de que uma dose violenta desse veneno é a única forma de exterminar o que veem como pragas da política. É preciso, porém, observar os alertas sobre os riscos do produto, impressos em letras nada miúdas na embalagem.

Bolsonaro captou a enorme frustração dos brasileiros com escândalos de corrupção (em especial do PT) e com a insegurança que domina tanto grandes cidades quanto o interior. O crescimento de sua candidatura na reta final da eleição carrega consigo a necessidade de reflexão sobre seus discursos e práticas.

O presidenciável já emitiu diversos sinais de que gostaria de usar poderes especiais, típicos de governos autoritários, para derrotar seus inimigos. Sob o manto de uma reação firme a esses grupos, ostenta um discurso violento contra opositores, demonstra admiração pelos métodos de torturadores e pede aval para mudar as regras do jogo.

Bolsonaro já falou em indicar dez ministros do Supremo para criar uma maioria artificial a seu favor, depois recuou. Seu vice admitiu a hipótese de golpe militar para conter instabilidades. Seu assessor econômico propõe mudar métodos de votação de leis para aprovar o que quiser.

Pode-se imaginar que medidas excepcionais são necessárias em momentos de crise, para implantar uma agenda de recuperação e vencer o mal. Mas, via de regra, há poucas garantias de que um governante queira abrir mão de poderes extraordinários depois de conquistá-los.

O discurso do deputado, permeado de comentários de desprezo a mulheres e minorias, alimenta (com razão) dúvidas sobre a proteção de direitos fundamentais e liberdades ?"incerteza lamentável a esta altura da vida democrática do país.

Bolsonaro pode parecer ideal para atacar aqueles apontados como vilões, mas recomenda-se olhar o rótulo com cuidado. Não é preciso defender a praga para refletir sobre eventuais danos do pesticida.
Herculano
04/10/2018 18:37
POR QUE VAI HAVER SEGUNDO TURNO, por Helena Chagas, em Os Divergentes

A possibilidade de encerrar a eleição presidencial no primeiro turno é um sonho de uma noite de verão para os bolsonaristas.

Um comparativo com as seis últimas eleições presidenciais mostra que Jair Bolsonaro teria que tomar muito Nescau para engordar nesses dois dias para que isso acontecesse. Hoje, o candidato do PSL tem 38% dos votos válidos. Em 2014, por exemplo, Dilma tinha 42% dos votos válidos no primeiro turno, contra 24% de Aécio Neves.

"Em 2014, nunca ninguém disse, de qualquer lado do espectro político, que a eleição tinha a possibilidade de ser decidida no primeiro turno. Está havendo agora um claro viés de interpretação dos dados", diz o professor Alberto Carlos Almeida, que fez o estudo comparativo entre as eleições.

Em 2010, a mesma Dilma Rousseff saiu do primeiro turno com 47% dos votos válidos e teve que disputar a segunda rodada com José Serra. Caso semelhante ao de Lula em 2006, quando foi obrigado a disputar o segundo turno com Geraldo Alckmin depois de obter 49% dos votos válidos no primeiro.

Almeida aponta ainda outras razões pelas quais aposta que a eleição não acaba no primeiro turno. A soma do terceiro e quarto lugares (Ciro e Alckmin) ainda é alta: 22%. E os demais candidatos também pontuam razoavelmente. O percentual de votos válidos de cada um. só fica abaixo de 1% a partir do décimo colocado, diferentemente do que ocorreu em todas as eleições anteriores.
Herculano
04/10/2018 18:33
MENINOS SÃO REVOLUCIONÁRIOS, HOMENS SÃO CONSERVADORES, por Renan Alves da Cruz, no Instituto Liberal

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem, alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o "sistema". Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, que percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

Leia também: Os tipos de conservadorismo no Brasil monárquico, segundo Christian Lynch
São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural, a soma de tantas imperfeições, não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional, aquele que se locupleta através do discurso militante, ae engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Acomoda-se no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo, também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.
Herculano
04/10/2018 18:27
da série: perderam o rumo

PT COMPARA BOLSONARO A HITLER EM VÍDEO QUE FEZ CIRCULAR HOJE NAS MÍDIAS ELETRôNICAS

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira em sua conta no Twitter, a três dias das eleições, o PT comparou o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro , ao ditador Adolf Hitler , que comandou a Alemanha entre 1933 e 1945. A peça publicitária é acompanhada de um texto que "as semelhanças vão muito além do discurso".

O vídeo intercala frases polêmicas de Bolsonaro, sobre temas como democracia, tortura, direitos trabalhistas e Bolsa Família, com imagens de Hitler e da Alemanha nazista. No final, aparece o bordão #EleNão, utilizado por adversários do candidato, em meio a uma silhueta do alemão.
Herculano
04/10/2018 18:22
da série: pode isso Arnaldo?

BOLSONARO NA RECORD DURANTE O DEBATE DA GLOBO

Conteúdo de O Antagonista. A Record vai exibir hoje à noite uma entrevista com Jair Bolsonaro, gravada na segunda-feira, no mesmo horário do debate entre os presidenciáveis na Globo.

O candidato do PSL, ainda se recuperando do esfaqueamento em Juiz de Fora, não irá ao debate por recomendação de seus médicos.
Herculano
04/10/2018 18:19
ELEIÇÃO DO "MARKETING ZERO" APAGA REINADO DOS PUBLICITÁRIOS

Sem marqueteiro, campanha de Bolsonaro (PSL) se apoia em rede fora e dentro da internet para ampliar liderança

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Ana Estela de Sousa Pinto. As verbas secaram, o tempo encurtou, a tecnologia mudou, e a campanha eleitoral de 2018 se consolida como aquela em que a era dos marqueteiros-estrelas foi atropelada pelo "marketing zero".

Líder nas intenções de voto, com 32%, segundo o Datafolha desta segunda (1º), Jair Bolsonaro (PSL) nem marqueteiro tem. Com tempo ínfimo na TV, o próprio candidato, seus filhos e o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, decidem a estratégia de comunicação.

É uma campanha "amadora", segundo o candidato a vice, Hamilton Mourão (PRTB).

O acesso dos eleitores a redes sociais ajuda a entender melhor essa mudança: 81% dos eleitores do capitão reformado têm acesso a elas, segundo o Datafolha, acima da média nacional (68%).

Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), só 59% acessam as redes. A parcela sobe a 72% entre os de Ciro Gomes (PDT), mas volta a ficar abaixo da média para Geraldo Alckmin (PSDB), com 53%, e Marina Silva (Rede), 60%.

A diferença é expressiva também no uso do WhatsApp, apontada por especialistas como a mais poderosa (e perigosa) rede social, por ser muito difícil de monitorar. Ataques a concorrentes e notícias falsas podem se disseminar com rapidez sem a possibilidade de direito de resposta ou reações.

São 79% os eleitores de Bolsonaro que usam o WhatsApp, e 40% compartilham por ali notícias sobre a eleição.

Entre seus principais concorrentes, o que chega mais perto é Ciro, com 71% dos eleitores - mas apenas 20% usam a rede para a política.

"Nunca o marketing foi tão insignificante. Não fez diferença nenhuma o tipo de profissional, sua capacidade ou estratégia", diz o publicitário Bob Vieira da Costa, especialista em comunicação pública.

A questão não é apenas de plataforma, mas de conteúdo. Desde o começo do ano, pesquisas qualitativas mostravam descrença do eleitor nos políticos e nas promessas de governo. "Não é um processo comum, que um marqueteiro consegue corrigir."

As pesquisas, segundo o publicitário, mostravam um eleitor à procura de "atitude": "Uma demonstração mais eloquente de compromisso e disposição". No diagnóstico de analistas e profissionais da área, há menos razão e mais emoção nesta eleição.

Há também menos espaço para erro numa campanha "de uma onda só", em oposição às anteriores, de "duas ondas". A duração caiu à metade ?"de 90 para 45 dias - e os comerciais na TV ocupam 35 dias, e não mais 45. É preciso definir logo o rumo e corrigir rotas muito rapidamente.

O tempo dos programas encolheu, e quase metade dos eleitores (49%) diz não ter interesse no horário eleitoral, segundo o Datafolha.

Mesmo as inserções publicitárias, apostas dos marqueteiros para atingir mais audiência, não têm correlação com as intenções de voto nestas eleições. Com apenas um comercial a cada três dias, Bolsonaro nunca teve menos que 20% das intenções de voto, enquanto Alckmin, com 12 inserções de 30 segundos por dia, não ultrapassou 10%.

"Não adianta ter tempo maior se não comunicar o que as pessoas esperam ouvir", diz Vieira da Costa.

"Com o encolhimento da TV, o marketing volta a ter cinco pernas, e não apenas uma superatrofiada", diz o consultor político Gaudêncio Torquato.

Segundo ele, nas campanhas passadas marqueteiros como João Santana e Duda Mendonça eram considerados tão ou mais importantes que os próprios candidatos.

"Faziam grandes produções com recursos cinematográficos, uma verdadeira mistificação. O candidato passava os dias dentro do estúdio."

Os escândalos do mensalão e da Lava Jato arranharam a imagem da função, a ponto de quatro ex-marqueteiros ouvidos pela reportagem preferirem não ser identificados.

Regras de financiamento eleitoral aprovadas em 2017 ajudaram emagrecer a perna da comunicação, porque tornaram inviáveis superproduções e os salários pagos em eleições anteriores.

No máximo, cada candidato a presidente pode gastar no primeiro turno R$ 70 milhões ?"incluindo todas as atividades, como publicidade, aluguel, transporte, alimentação etc. É o equivalente ao que um único marqueteiro diz ter recebido em 2014: João Santana, responsável pela campanha de Dilma Rousseff (PT).

Os envolvidos neste ano não declaram valores, mas profissionais da área falam em honorários de cerca de R$ 1 milhão - menos de 2% do que ganhou Santana em 2014.

Avanços tecnológicos permitiram uma campanha mais barata. Em vez de equipes de TV com equipamento caro e cinco pessoas (repórter, cinegrafista, assistente de áudio, de luz e motorista), há campanhas feitas só com celular.

Desapareceram as longas temporadas em estúdios, com comida e bebida 24 horas por dia e centenas de pessoas.

Por outro lado, diz Torquato, cresce a relevância relativa das outras quatro pernas: a análise de pesquisas, o posicionamento do discurso, a elaboração de propostas e a articulação social e mobilização de massa.

Funções que antes eram segmentadas hoje se integraram. Filmes feitos nas ruas são usados na TV e nas redes sociais.

Analistas e concorrentes reconhecem o sucesso da estratégia de Bolsonaro na internet, mas afirmam que ela não deve ser superestimada. "Sem atitude, as redes ficam mornas, chochas. Ninguém vai se manifestar sobre aquilo que não mobiliza. Fica sem combustível", diz Vieira da Costa.

Outros limites das redes sociais, segundo marqueteiros, é que elas são mais úteis para destruir que para construir e pregam para convertidos.

O segredo de Bolsonaro foi consolidar uma rede de apoiadores fora da internet. Como outras decisões da campanha, não foi um trabalho de profissional de marketing, mas do núcleo próximo do candidato.

Essa articulação no mundo real - com sindicatos e movimentos sociais?" ajudou partidos como o PT e o PDT a ampliar sua bolha, dizem analistas.

QUEM SÃO (OU NÃO) OS MARQUETEIROS

JAIR BOLSONARO (PSL)
Marqueteiro: não tem. O candidato dá a palavra final sobre as estratégias
Outros nomes: os filhos Eduardo, Flávio e Carlos e o presidente do partido, Gustavo Bebianno, participam das discussões de campanha

FERNANDO HADDAD (PT)
Marqueteiros: Raul Rabelo, publicitário, e Otávio Antunes, jornalista
Perfis: Rabelo é descrito como seguro, apesar de jovem, e capaz de liderar sem arrogância. Tem como mentor o baiano Sidônio Palmeira, marqueteiro de Jaques Wagner e Rui Costa
Otávio é militante petista. Ganhou projeção na Fundação Perseu Abramo e é visto como muito envolvido com o partido e "pau para toda obra"
Outros nomes: Olga Curado, jornalista, é responsável pela imagem de Haddad

CIRO GOMES (PDT)
Marqueteiros: Manoel Canabarro e Augusto Fonseca, jornalistas
Perfis: Experiente, Canabarro é descrito como tranquilo e sociável, mas o único capaz de enfrentar Ciro e fazê-lo mudar de opinião. Pupilo de Duda Mendonça, assumiu a campanha de Marta Suplicy à prefeitura em 2004. É marqueteiro da família Gomes desde 2006, e fez a campanha de Gabriel Chalita a prefeito de SP em 2012. Fonseca, ex-repórter premiado, trabalhou para FHC em 1994 e Marta Suplicy em 2000. Próximo de João Santana, fez a campanha de Aloizio Mercadante, em 2010

GERALDO ALCKMIN (PSDB)
Marqueteiro: Lula Guimarães, jornalista
Perfil: é descrito como competente na comunicação, mas pouco experiente em redes sociais e na guerra de poderes da campanha tucana. Foi o marqueteiro de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva em 2014. Em 2016, liderou a campanha de João Doria à Prefeitura de SP
Outros nomes: Átila Francucci, publicitário, é responsável pela criação. O jornalista Marcio Aith e o cientista político Luiz Felipe D' Avila disputam a estratégia política. André Lacerda, jornalista, faz a análise política

MARINA SILVA (REDE)
Marqueteiro: não tem. Decisões são tomadas por grupo de até 12 pessoas, sempre com a candidata
Outros nomes: Lourenço Bustani e Andrea Gouvêa coordenam a campanha. Filho de diplomata, Bustani é consultor em sustentabilidade e assume da produção de vídeo à imagem e mobilização de rua. Andrea, ex-vereadora, cuida da articulação política. Toinho Alves, militante, é conselheiro político e redator dos discursos
Herculano
04/10/2018 18:12
TOFFOLI RECHAÇA DITADURA, FASCISMO, COMUNISMO EM SESSÃO DE 30 ANOS DA CONSTITUIÇÃO

Conteúdo do site Jota, especializado em assuntos jurídicos. Texto de Luiz Orlando Carneiro e Márcio Falcão, de Brasília. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmou, nesta quinta-feira (4/10), que um dos papéis de uma Constituição cidadã é pregar o "nunca mais" à ditadura, ao fascismo, ao nazismo, ao racismo e à discriminação.

Toffoli recorreu ao jurista Gomes Canotilho para fazer o alerta durante sessão de homenagem aos 30 anos da Constituição de 1988, completos nesta sexta. "É função primária de uma constituição cidadã fazer ecoar os gritos do nunca mais, nunca mais a escravatura, nunca mais a ditadura, nunca mais o fascismo e o nazismo, nunca mais o comunismo, nunca mais o racismo, nunca mais a discriminação", afirmou o presidente.

A sessão foi acompanhada pelos ministros e ex-ministros do STF, pelo presidente Michel Temer, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, entre outras autoridades.

O presidente do STF disse que o povo é o principal defensor da Constituição. "Nenhum outro ator constitucional é mais efetivo do que o próprio povo, a quem se destina, ao fim e ao cabo, a Constituição". E completou: "É essa percepção que deve conduzir seu intérprete na constante evolução de sua aplicação, de modo a assegurar que as conquistas até aqui obtidas sempre vigorem, não admitindo involuções, especialmente quanto à democracia estabelecida, à cidadania conquistada e à pluralidade até aqui construída".

"Os desafios existem e sempre existirão. O jogo democrático traz incertezas. A grandeza de uma Nação é se inserir nesse jogo democrático e ter a coragem de viver a democracia. Temos como guia, esse pacto fundante, a aniversariante de 88, seremos garante desse parte", disse o ministro.

Raquel Dodge também defendeu que as instituições não podem retroceder. "Há muito a avançar, porque a violência, a insegurança pública, a corrupção e a desigualdade reclamam uma atuação vigorosa e firme das instituições públicas, que não podem retroceder, nem ter seus instrumentos de atuação revogados. Não há possibilidade de retrocesso, porque a ordem constitucional é de avanço a partir do que vamos alcançando e solidificando", afirmou a chefe do MPF.

Temer criticou propostas de uma nova Constituição, que tem sido defendida por integrantes de campanhas presidenciais. "O fundamento equivocado é de que Constituição resolve todos os assuntos. Naquela época se dizia que quando a Constituição for promulgada o céu será azul. Vejo que muito se alardeia que devemos ter uma nova Constituição. Daí a importância desta solenidade para enaltecer a Constituição de 88".

Investigado em inquéritos no STF, presidente lembra que foi constituinte e que teve a oportunidade e grandeza de fortalecer o Ministério Público. O emedebista enalteceu o papel do Supremo como guarda da Carta. "Quem diz afinal se é ou não lei é o Supremo, mas o STF tem missão ainda maior. Não ficou apenas o controle da constitucionalidade, mas há também o controle da inconstitucionalidade por omissão. Assim, o STF completa o trabalho do constituinte".

Falando de improviso, o presidente afirmou que o povo que vai às urnas no fim de semana deve saber que fora da Constituição não é caminho. 'Se Deus quiser daqui a 50 anos estaremos aqui comemorando a Constituição".

O presidente da OAB, Claudio Lamachia, disse que o Brasil vive hoje um dos períodos mais complexos e controversos de sua história. "Dois presidentes depostos por impeachment, numerosos agentes públicos e empresários graduados presos, denunciados ou processados".

"Estas são as mais importantes eleições desde a redemocratização. E uma das mais importantes de toda a nossa história. Temo o ambiente extremista que alguns querem lhe infundir. Mas o antídoto ao extremismo, venha de onde vier, é - e sempre será - a nossa Constituição".

O ministro Gilmar Mendes que, em meio a crise, a Carta se torna mais relevante. "Este é o mais longo período de normalidade institucional, pelo menos, da vida Republicana. Temos que deixar de fora o tempo da monarquia, Constituição de 1924, portanto é um longo período de estabilidade institucional que deve ser reconhecido, honorado e homenageado. Em momentos de muita tensão ?" como esse em que nós estamos vivendo e que vem sugestões de superação da Constituição, alguns falam em constituinte - é bom reparar no patrimônio acumulado nesses anos todos e reconhecer esse valor intrínseco e extrínseco da Constituição".

Para o ministro Luiz Fux, "os 30 anos da Constituição representam a emancipação política e jurídica do país porque, na verdade, a Constituição de 1988 é uma das mais modernas do mundo, além de estabelecer toda uma estrutura político-jurídica para a manutenção da ordem democrática ela, ao mesmo tempo, elegeu valores morais e razões públicas que no decorrer do tempo vão colocar o Brasil no mais alto patamar das nações civilizadas do mundo, aproximando o nosso país do que é mais importante na ética, na legitimidade e, acima de tuto, nesse amor que o maestro cantou, mas um amor ao bem, à verdade e à justiça.
Herculano
04/10/2018 18:08
DELAÇÃO DE PALOCCI TEM 45 ANEXOS, TESTEMUNHAS, CONTRATOS E DADOS BANCÁRIOS, por Claudio Dantas, de O

O Antagonista obteve em primeira mão uma petição dos advogados de Antonio Palocci que foi anexada, pelo desembargador Gebran Neto, no processo em que o ex-ministro foi condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

No documento, eles informam que Antonio Palocci indicou três testemunhas que podem confirmar entregas de propina ?" o 'italiano' já disse que entregava dinheiro em cash a Lula.

Essas pessoas, segundo Palocci, podem "testemunhar sobre os fatos, os encontros e as entregas de valores ilícitos" .

"Além de indicar provas testemunhais, Antonio Palocci Filho também já realizou o reconhecimento de diversas pessoas e indicou agendas oficiais e atos de ofício que
comprovam o que foi por ele afirmado em sua colaboração."

Palocci já apresentou à PF, em relatório que soma 800 páginas, "documentos que corroboram o que foi por ele afirmado, tais como: contratos, dados bancários, notas fiscais, manuscritos, e-mails, comprovantes de supostas 'doações oficiais', etc".
Herculano
04/10/2018 18:05
TUDO A VER

A edição impressa e eletrônica da Revista IstoÉ, e que começou a circular hoje às vésperas das eleições deste domingo, revela que Fernando Haddad, o candidato poste do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, possui 32 processos.

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