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DEVERIA SER A MANCHETE DA CIDADE: SAÚDE PÚBLICA DE GASPAR GANHA RUMO. MAS, NADA. O FATO EM SI, PROVA COMO KLEBER ERROU, ERRA E FALHA NA SUA COMUNICAÇÃO - Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

DEVERIA SER A MANCHETE DA CIDADE: SAÚDE PÚBLICA DE GASPAR GANHA RUMO. MAS, NADA. O FATO EM SI, PROVA COMO KLEBER ERROU, ERRA E FALHA NA SUA COMUNICAÇÃO - Por Herculano Domício

08/05/2018

Hoje é dia de sessão ordinária da Câmara de vereadores de Gaspar. Na última na quarta-feira, portando há quase uma semana, no último minuto, o líder do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, Francisco Hostins Júnior, MDB - mesmo sendo advogado, já foi secretário municipal da Saúde na gestão do PT -, anunciou supostas conquistas na moribunda área da Saúde Pública de Gaspar. Ela está sob severas críticas e reveses.

Em apenas um mês, depois de 15 longos meses de sufoco, desprezo, falta de prioridade e foco contra a população, o novo secretário da Saúde, o também advogado, o prefeito de fato de Gaspar, Carlos Roberto Pereira, deslocado da poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa - que ele criou para si na desgastante Reforma Administrativa que passou na Câmara no ano passado quando nela ainda tinha maioria- , fez do tal “Gaspar Mais Saúde”, criado recentemente, segundo Hostins, um passo decisivo para colocar, minimamente, a casa em ordem nessa área.

Na Saúde Pública o desastre era evidente em Gaspar no governo Kleber e Luiz Carlos, ainda mais porque abraçaram o saco sem fundo do Hospital de Gaspar que come mais de R$600 mil por mês e deixa ainda uma dívida de R$200 mil mensal na intervenção inventada pelo governo do PT, sem que ninguém saiba dizer a quem pertence o Hospital. Esse desastre conspirou contra a boa imagem pretendida não apenas na Saúde, mas para com o governo como um todo e contra o próprio doutor Pereira que coordena o governo com absoluta mão de ferro e com aspirações claras de poder.

 

SURPRESA E JOGADAS.

Os números do pronunciamento de Francisco Hostins Júnior foram uma ducha fria na majoritária oposição da Câmara. Foi surpreendida. Ela estava –e com razão - usando o tema para encurralar e desgastar o governo. A surpresa só não foi maior, porque até agora, esses números, incrivelmente, não ganharam repercussão na cidade.

Os números também foram um cala boca no médico, presidente da Câmara, que pulou de galho para se eleger presidente da Câmara, Silvio Cleffi, PSC e dar poder ao PT, PDT e PSD. Silvio usava o assunto para ser arvorar como o salvador do caos que ele próprio ajudou a criar quando parceiro do governo de Kleber nessa área, pois é médico e funcionário público municipal no postinho do Bela Vista e era cardiologista na Policlínica, de onde saiu. Foi Kleber quem inventou o político Silvio, irmão de templo evangélico.

E no outro lado do balcão, depois que se bandeou para formar uma oposição com o PT, PDT e PSD, o médico e vereador Silvio para continuar crítico no discurso, ou então não perder o mando na Saúde e dela se tornar um salvador da caótica situação, “criou”, às pressas, o tal “Mais Saúde, Unindo Gaspar”. 

Mas, a proposta só “unia”, por interesses de discursos e mote de comunicação, exatamente os sete vereadores da oposição.

E a tática não prosperou por um erro tático imperdoável a um político com sede de poder e vingança: o dinheiro que poderia realocar da Câmara para a Saúde no seu pacto, preferiu e tenta usar para inchar a Câmara com cargos comissionados de altos vencimentos para servir exatamente a ele, a mesa diretora e seus políticos que lhe deram a presidência da Casa.

Estes são assuntos velhos, conhecidos dos leitores e leitoras desta coluna. Vamos aos fatos novos. Eles, na verdade, antes de serem a boa notícia, mal e quase não divulgada até agora, são reveladores do desastre que o prefeito Kleber criou para a área. É a prova do tamanho do sacrifício que Kleber, Luiz Carlos e o doutor Pereira impuseram por 15 meses aos mais pobres, os doentes e os desassistidos em algo.

Todos eles resistiram ao óbvio, ao simples, à necessidade. Agora, em 30 dias, provam que tinham capacidade e a solução. Impressionante! Quando os políticos vão deixar de serem apenas políticos, e principalmente teimosos? Não trabalham só contra o povo que os sustenta, mas contra eles próprios e seus planos de poder. Mas, vamos aos fatos

Fato um. O que Kleber, ou o doutor Pereira, anunciou na Câmara na quarta passada por meio do seu líder Francisco Hostins Júnior? Que em 30 dias de gestão do doutor Pereira à frente da secretaria de Saúde de Gaspar, repito, em 30 dias apenas, foram feitos 12.832 atendimentos nos postinhos e no ambulatório do Hospital. O que significa isso? 33% a mais do que no mesmo período anterior. Incrível!

Que foram realizados 4.842 atendimentos nas áreas de especialidades (a maioria abrigados na policlínica ou em consultórios terceiros) como cardiologia, pediatria, ortopedia, dermatologia e urologia. A espera caiu para 20 dias. Uau! Incrível!

Que foram realizados 18.652 exames laboratoriais, ou seja, 1.450 a mais do que no mesmo período do ano passado. Incrível!

Que as demandas na área de urologia caíram 50%, 46% na área de proctologia, 30% na área de cirurgia geral e endroconologia e 20% na dermatologia. Sensacional!

Quer mais, entre outros números apresentados foram feitas 429 mamografias, reduzindo em 70% a demanda reprimida e segundo Hostins, em maio essa fila pode zerar. Incrível!

Fato dois. Perguntar não ofende. Este não era exatamente o plano da secretária Dilene Jahn Mello dos Santos, a técnica,  a que entendia do assunto, que o prefeito Kleber, o vice Luiz Carlos e o doutor Pereira mandaram andar logo depois no primeiro seus meses de trabalho porque queria fazer o que o doutor Pereira, o advogado, fez agora?

Fato três. Não foi exatamente a substituta de Dilene, Maria Bernardete Tomazini, a escolha caseira e política de Kleber, Luiz Carlos, do doutor Pereira e vejam só, sob a benção do médico, do vereador Silvio Cleffi que fez tudo desandar tudo na Saúde Pública, onde ao invés de zerar as filas, passou a comprar caros equipamentos desnecessários – como prioridade – e fora do ambiente legal como se apurou recentemente na Câmara?

Fato quatro. Com a cidade cheia de problemas e tudo se agravando, inclusive e principalmente na área de saúde, o governo de Kleber, Luiz Carlos e o doutor Pereira, anunciou no final do ano passado como maior conquista do primeiro ano de governo deles, a “economia” de R$20 milhões aos cofres públicos?

Fato cinco. Então está aí o resultado do erro brutal desta economia, ampliando-se as angústias de outro. Economizou-se por um lado, e criou-se um passivo de imagem de mal atendimento junto à população. Qual a vantagem política disso ou acham que isso vai ser esquecido logo e nos palanques das campanhas? Afinal é um erro administrativo, técnico e estratégico imperdoáveis.

Fato seis: Economizou-se por um lado R$20 milhões, quanto o governo, às pressas e sem escolhas, está gastando agora o que economizou para tentar consertar o seu erro? Qual a vantagem administrativa, econômica e política desse ato?

 

UMA COMUNICAÇÃO MANCA E CAOLHA CONTRA O GOVERNO

Este é o retrato até aqui do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho e o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira.

Primeiro, fizeram da “eficiência” um slogan de governo. Desmoralizante. Parecem que nem foram ao dicionário para ver o verdadeiro significado da palavra. Entregaram os cargos a gente sem a mínima condição dessa tal eficiência. E para completar, deixaram políticos de todos os tipos e interesses interferirem danosamente no governo, como Silvio Cleffi, PSC. O resultado está aí, claro, na prefeitura e agora, na Câmara.

Segundo, descuidaram-se da estabilidade e sustentabilidade política do governo, achando-se os superpoderosos e de que todos se subordinariam ao poder de plantão como se o poder não fosse um alvo prioritário, ou que seus aliados eram confiáveis. Silvio Cleffi mostrou que não era bem assim.  Franciele Daiane Back, PSDB do MDB, desandou a maionese ao não ser partidária e insistir com seus gestos adolescentes enfraquecendo o próprio governo.

Terceiro, a comunicação da prefeitura, na era digital, das redes sociais, dos relacionamentos e da transparência, continuou no tempo de Gutemberg: fazedora de frágeis, sem foco, para resultados de press releases, entrevistas arranjadas e sem perguntas, site estático e dissociado da rede social, negando-se ser uma comunicação estratégica e motor dos ventos das novidades.

Exagero meu? A prefeitura está na escolha do terceiro superintendente. É preciso comentar mais alguma coisa. São fatos. É a realidade. E contra elas...

E há na cidade, inclusive nos meios de comunicação, advogando gente de Gaspar e não de fora para ocupar o posto vago.  Impressionante. A prefeitura deveria buscar alguém com um perfil para debelar um problema grave que possui, antenada aos novos tempos da comunicação, e capaz, principalmente, de enfrentar o doutor Pereira, que é quem acha que entende de tudo, inclusive de comunicação, além da área jurídica que é sua especialidade, e a que não é como a contabilidade, administrativa, gestão, saúde, política, comunicação...

No caso da Saúde Pública, o governo de Kleber, Luiz Carlos e do doutor Pereira, teve que dar a meia volta na sua única teimosia, erro e arrogância. Havia o bafo dos pobres, doentes e outros que sentiam na pele a dor, o descaso e inundavam as conversas entre os seus e as redes sociais com suas queixas.

No caso, da comunicação, isso não afeta diretamente a vida do povo, mas é muito pior do que imagina o político, o arrogante, o que se arvora como poderoso. Malfeita, impregna negativamente à sua imagem e de uma tal forma, que quando ele perceber e tentar corrigir, já não haverá remédio e tempo hábil para tal, além do alto custo financeiro. O seu ativo será o do mal.

E por fim. Kleber é o governo eleito. Ele está sendo usado por outros interesses. A ingenuidade ou a esperteza têm os mesmos preços. Está mal assessorado. E fazendo bobagens, mas sendo aplaudido pelos que ele paga para bater palmas para ele e usufruem vantagens enquanto ele for prefeito. É uma história que se repete e que ele parece não ter aprendido. Hoje, a sua reeleição estaria ameaçada. Ele acha que não.

E o plano B do MDB, claramente armado por Carlos Roberto Pereira, também vai no mesmo viés. Só eles, não perceberam que a eleição é daqui a 30 meses. Ora, com números tão bons na saúde pública, mesmo que conseguidos a fórceps, diga-se, desde logo, uma semana depois, não conseguem ter repercussão na comunidade que reclama do mal atendimento nos postinhos, policlínica e farmácia básica? Incrível! Acorda, Gaspar!

 

Edição 1850

Comentários

Herculano
11/05/2018 07:22
ESTÁ ATRASADO. MAS HOJE É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA. OS LEITORES E LEITORAS DA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUEIRO DO VALE JÁ A TEM DISPONÍVEL PARA A LEITURA.

ILHOTA ESTÁ EM CHAMAS!
Sidnei Luis Reinert
10/05/2018 16:37
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Corrupto só pode ser candidato à "Presodentro"



Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Petelândia insiste no plano maluco de registrar a candidatura do Presodentro Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com ele já cumprindo pena de prisão por corrupção. A mais recente especulação defende que o vice de Lula será seu ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Será que a petralhada não entendeu que nem os aliados lulistas no Supremo Tribunal Federal desejam libertá-lo? Lula é um símbolo consolidado da corrupção no poder. Não é o único, porém vai pagar a conta, junto com alguns outros políticos ?" Aécio Neves e José Serra que se cuidem...

Tão ou mais escrota que a postura dos petistas é constatação oficial de que nossos políticos corruptos roubam até comida de criança na escola. A Operação Prato Feito da Polícia Federal constatou como os bandidos da politicagem fraudavam licitações na educação para compra de merenda, uniformes e material escolar. Com certeza, se forem mais fundo nas investigações, descobrirão que o mesmo acontece na área de saúde, com medicamentos, material hospitalar e na contratação terceirizada de pessoal.

Os intermináveis escândalos de roubalheira chamam atenção para fatos óbvios e ululantes. O Brasil precisa de transparência total nas contas públicas nas esferas federal estadual e, sobretudo, municipal (onde as pessoas vivem). Temos de abrir as caixas-pretas da gestão do dinheiro público ?" que acaba sendo mais dos bandidos que efetivamente da população que só paga impostos, sem a devida contrapartida em serviços de qualidade. Receitas e despesas públicas precisam ser escancaradas na Internet para qualquer cidadão fiscalizar facilmente.

O que mais chama atenção, em meio a tanta prática escancarada de corrupção, é a falha (dolosa ou culposa), intencional ou por incompetência, dos órgãos oficiais de fiscalização, sobretudo dos órgãos estaduais e municipais de fiscalização. Os tais "tribunais" de contas e as controladorias descumprem, rotineiramente, a missão básica de detectar falhas, erros e crimes com o dinheiro dos estados e municípios. Atualmente, por efeito da Lava Jato, é o Tribunal de Contas da União quem tem denunciado falcatruas à Polícia Federal ?" que investiga e propõe denúncias que o Ministério Público não tem como deixar de fazer ao Judiciário.

O denuncismo é bacana, importante, mas não resolve o problema sistêmico da corrupção no nascedouro. A transparência total é a única chance que a população tem de fiscalizar o gasto público diretamente, sem a exclusividade de intermediários que, na maioria dos casos, fazem vista grossa para a roubalheira. Tal transparência total deveria ser o principal mote da campanha eleitoral. No entanto, os candidatos só falam dela demagogicamente, para enganar eleitor-otário.

O Brasil tem de ser reinventado. A maioria das pessoas já cansou do modelo de Estado-Ladrão. Qualquer pesquisa séria confirmará que a maioria também deseja uma Intervenção Institucional contra o Crime. A mesma maioria enxerga que os militares têm papel fundamental neste processo de mudança estrutural. No entanto, sabiamente, muitos já constatam que a missão interventora, efetivamente, é do próprio cidadão, cada vez mais organizado. Cabe às Forças Armadas, moral, constitucional e institucionalmente dar apoio à Intervenção inevitável e imprescindível.

A exigência popular pela Transparência Total, com pressão total sobre políticos e servidores públicos (sobretudo aqueles responsáveis pela área de fiscalização) é um pré-condição fundamental para acelerar o processo de Intervenção Institucional já em andamento. O aumento desta pressão popular legítima independe de Eleição. Aliás, o clima eleitoreiro, demagógico, até joga contra e atrasa as mudanças na estrutura estatal que promove a roubalheira.

Exigir a prisão de corruptos comprovados é importantíssimo. Só que não resolve o problema da corrupção, que é sistêmica. O Mecanismo Criminoso troca uma marionete por outro fantoche e a roubalheira continua. Por isso, não basta centrarmos fogo em pessoas (como Lula e afins), porque o verdadeiro inimigo é o Sistema que deseja manter o Brasil na miséria, burrice e ignorância para seguir "roubando" e, principalmente, sabotando o Brasil.

Cada um deve cumprir o papel possível de ativista contra o Crime. Se quantidade de gente pressionando aumentar, até atingir um número gigantesco, os militares também aumentarão suas "aproximações sucessivas" para neutralizar e eliminar, mais depressa, o Mecanismo e seus agentes de corrupção.

Eu faço a minha parte. Você faz a sua? Então, o Brasil tem chance de mudar. Lembre-se que quem elege corrupto é você... A falha é sua. Não dos outros...

Uma dica prática? Primeiro, elimine o covarde e corrupto que existe dentro de você. Depois, combata os outros corruptos. Jogar tudo na conta do Presodentro $talinácio desopila o fígado, mas não resolve o problema da corrupção na origem...

No Brasil não falta dinheiro. A merda é que sobram corrupção e omissão...
Paty Farias
10/05/2018 16:12
Oi, Herculano

Falando na DilmANTA ... do jornalista Políbio Braga

"A candidata do PCdoB ao Planalto, a deputada comunista gaúcha Manuela D'Ávila, elogiou uma obra do regime militar, ao falar para a BBC Brasil.

O que ela disse no mais perfeito dilmês:

- A Zona Franca de Manaus data dos períodos militares. É o que mantém a floresta em pé."

Não é verdade.

A Zona Franca de Manaus foi criada pela Lei nº 3.173, de 1957, no governo constitucional de Juscelino Kubitscheck."

É a legítima política torteli = massa por fora, abobrinha por dentro.
Periquito Arrepiado
10/05/2018 15:50
Oi, Herculano

"Dilma continua a mesma elefante em casa de louças", ... "É tão estupida que não merece o feminino", xingou um petista.

AH!!! por isso se fala tanto que ela é sapatão.
Agora entendi, até os petistas sabem e espalham.
Grilo Falante
10/05/2018 15:41
Oi, Herculano

A Manuela D'ávila é comunista do puxadinho do PT, PCdoB.
Sabes qual é a diferença entre um eleitor do PT e do PCdoB?

Você joga capim ... se comer é PT, se fumar é do PCdoB.
É fato!
Herculano
10/05/2018 08:27
MANUELA D'AVILA E A HERANÇA, por Roberto Rachewsky, no Instituto Liberal

Manuela d´Avila pergunta:
- "Como falar de meritocracia quando alguém recebe uma fortuna de herança?"

Eu pergunto para a Manuela:
- "Como falar de meritocracia quando o governo se apropria da fortuna alheia com o uso da força, para distribuir a maior parte do butim entre seus membros e amigos parasitas e as sobras para os miseráveis que também são suas vítimas?"

Mérito, sob a ótica do herdeiro ou de terceiros, não se aplica nem no caso de transmissão voluntária de bens e muito menos no caso da transmissão coercitiva deles. O que fundamenta a transmissão de bens por herança é o direito de propriedade de quem criou aqueles bens.

É o dono legítimo dos bens que merece decidir sobre seu paradeiro, pela simples razão de que foi ele que teve o mérito de tê-los criado. É o dono dos bens que decide quem merecerá recebê-los, de acordo com o interesse dele, o doador.

Simples assim.

O legado de alguém deveria ser transmitido com a morte de seu proprietário de acordo com sua vontade. A vontade expressa em testamento deveria ser absoluta, superando inclusive o que estiver previsto em lei sobre o assunto.

Taxar a transmissão de herança não contraria a vontade do herdeiro, que provavelmente não a recusará, contraria a vontade de quem lega seus bens para quem ele achar que merece.

Logo, quem julga o mérito do herdeiro não é um terceiro qualquer, muito menos a Manuela d´Ávila, que de mérito não entende nada.

Quem julga o mérito do agraciado com a fortuna que lhe foi transmitida como herança, é o doador, criador e proprietário daqueles bens, a quem a decisão sobre o que fazer com os bens lhe cabe inteiramente.

Manuela d´Ávila esquece que mérito envolve mais do que a relação trabalho e produção. O ser humano não cria apenas valores materiais, mas cria também valores intelectuais e espirituais.

Quando alguém doa a sua fortuna na expectativa da morte, está pensando nos valores que aquilo que criou seguirá produzindo.

Uma doação envolve também o desejo do doador de retribuir pelos valores que lhe foram caros em vida, podendo ser o amor de uma esposa ou de um marido, de uma filha ou de um filho, de um irmão, de um parente ou de um amigo.

Quem sabe poderia ser também a doação para uma entidade de ensino, como agradecimento pelo saber adquirido, doação para uma entidade beneficente como demonstração de compaixão com os desvalidos, ou a criação de um fundo corporativo, como expressão de confiança naqueles que, de posse do legado que lhes for deixado, irão tratá-lo com a mesma atenção de quem passou a vida para construí-lo.

Manuela d´Ávila herdou o Partido Comunista, parece que para ela, os milhões de mortos, miseráveis e oprimidos produzidos por quem lhe transmitiu o legado, ainda não foram contabilizados por ela na herança que recebeu. O interessante é que quem lhe legou essa herança deve ter visto nela algum mérito vinculado ao que lhe destinaram, um partido que defende uma ideologia totalitária e assassina.

Bom mesmo é Cuba ou a Coréia do Norte, onde um irmão ou um filho herdam um país inteiro e não há ninguém para taxá-los
Herculano
10/05/2018 08:18
PROJETO TURBINA NEG?"CIO DE EXPOENTE DA ERA LULA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros

Ex-secretário de Política Econômica do governo Lula, Marcos Lisboa conhece o caminho das pedras. Tornou-se sócio da Cerc Central de Recebíveis, empresa que deve faturar alto com o novo negócio de registro obrigatório de duplicatas eletrônicas, projeto pelo qual se empenhou junto à Câmara. A alegação é que o novo "cartório" reduzirá os custos com protesto. Lorota: protesto atinge menos de 1% do total.

CUSTO BRASIL AUMENTA
Para reduzir custo de 0,01% das duplicatas, será cobrado o registro de 100% das duplicatas em empresas privadas, enriquecendo uns poucos.

CAVALO DE BATALHA
Na pregação pelo negócio, Lisboa almoçou com deputados em abril, na casa de Rodrigo Maia, para "esclarecer de forma isenta" o projeto. Anrã

PULO DO GATO
O projeto não cria a duplicata eletrônica, que existe desde 1997 e já soma 4 bilhões no País. O busílis está na obrigatoriedade do registro.

BUROCRACIA VIROU NEGóCIO
Outro "cartório" renderá ao Serasa centenas de milhões de reais, com o registro obrigatório de todos os contratos de financiamento imobiliário.

PRETENSA CANDIDATURA DE DILMA PREOCUPA PT-MG
Preocupa o PT a intenção da ex-presidente Dilma de disputar vaga no Senado por Minas Gerais. "Dilma continua a mesma elefante em casa de louças", diz um dirigente petista que foi ministro de Lula, usando o vocábulo masculino do paquiderme. "É tão estupida que não merece o feminino", xingou. Ele teme que a ex-presidente atrapalhe a tentativa de reeleição do governador Fernando Pimentel, já cheio de problemas.

SE O STF JULGAR, ELA DANÇA
Ministros do STF deixam claro: não obstante o "fatiamento" do artigo da Constituição em seu impeachment, Dilma será declarada inelegível.

MISSÃO: MANDÁ-LA DE VOLTA
Enrolado na Justiça e precisando focar na reeleição, Pimentel tem mais este rolo pela frente: devolver a elefanta Dilma a Porto Alegre.

CULPADA DA VEZ
O PT já não dissimula a rejeição interna a Dilma, a começar por Lula, que culpa a ex-presidente por tudo de ruim que aconteceu ao País.

PLANOS DO MAL
Desde 2013, a inflação acumulada foi de 32,23%, mas os planos de saúde subiram seus preços em 45,81%, graças aos préstimos da "agência reguladora" ANS, parceira na crueldade contra os brasileiros.

ALGO NOVO NA CNC
A eleição à presidência da Confederação Nacional do Comércio (CNC) confronta um candidato ficha limpa, deputado Laércio Oliveira (PR-SE), com José Tadros (Fecomércio/AM), citado 68 vezes em denúncias ao TCU. Laércio fez discurso na Câmara, ontem, avisando que vai vencer.

PRISÃO COM APOIO
O caso do primeiro presidente oficialmente corrupto e preso ensejou o Paraná Pesquisa a avaliar o apoio do povo à prisão após condenação em 2ª instância: 69,4% a favor e 23,8% (o eleitorado do PT) contra.

MANDOU BEM
O STF tomou decisão rara na Lava Jato: rejeitou a denúncia contra Gustavo Ferraz, ex-assessor de Geddel Vieira Lima. O feito foi obtido pelo advogado Pedro Machado de Almeida Castro, sobrinho e afilhado de Kakay, o célebre criminalista. E por um preço muitíssimo menor.

PARAÍSO DO CAPITALISMO
O serviço não melhora, 6,4% dos clientes vazaram, mas o lucro da operadora TIM Brasil subiu quase 90% no primeiro trimestre de 2018. Foram R$250 milhões de lucro após faturar R$4,1 bilhões no país.

JÁ ERA TEMPO
A Câmara instalou com atraso de um ano a comissão para analisar a PEC do fim do foro privilegiado. Seu presidente Rodrigo Maia só se mexeu após ser questionado ao vivo no programa "Bastidores do Poder", da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

SR. CLAUDICANTE
Joaquim Barbosa deixou o PSB na expectativa de sua filiação desde 2014, insinuando a disputa pelo Planalto. Deu para trás outra vez. A primeira foi quando abandonou o STF, antecipando a aposentadoria.

MAIS UMA OBVIEDADE
A Câmara dos Deputados aprovou projeto reconhecendo a leitura e a escrita como "direitos do cidadão". Em vez da demagogia, poderia criar meios de garantir escolas e ensino de qualidade.

PENSANDO BEM...
...criticado pela morosidade, o Judiciário acabou rapidinho o foro privilegiado dos deputados, enquanto a Câmara demorou quase um ano para (apenas) começar a analisar o fim da regalia no Judiciário.
Herculano
10/05/2018 08:17
AMANHÃ É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA FEITA ESPECIALMENTE PARA A EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUZEIRO DO VALE, O MAIS ANTIGO, O DE MAIOR CIRCULAÇÃO E CREDIBILIDADE EM GASPAR E ILHOTA
Herculano
10/05/2018 08:13
ALCKMIN VAI A MAIA, MAS DEM SE REUNE COM SIGLAS QUE BUSCAM OPÇÃO AO PSDB

Conteúdo da coluna Painel (Marina Silva) no jornal Folha de Silva. Na tentativa de acalmar os ânimos do DEM, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) visitou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã desta quarta (9). Foi a primeira conversa entre os dois pré-candidatos ao Planalto desde o breve flerte do paulista com o MDB de Michel Temer - o aceno irritou o democrata. Horas depois do papo, num sinal de que não fará reserva de mercado, Maia se reuniu com dirigentes do PRB, do PP e do SD que articulam bloco alternativo ao do tucano na eleição.

Pela memória
Na residência de Maia, Alckmin ressaltou a afinidade histórica das duas siglas, que foi parceira do PSDB nas últimas eleições. O assunto parou por aí.

Meu tempo
Presidente do DEM, ACM Neto (BA) estabeleceu como limite para definição do cenário nacional o dia 15 de junho. Até lá, o partido manterá a candidatura de Maia.

Dois Voando
Alckmin voltou a ser cobrado sobre a montagem de um palanque único em São Paulo, estado que governou por mais de uma década. Na reunião do PSDB desta quarta, dirigentes estaduais da sigla disseram que se ele não organizar o próprio terreno, as coisas vão continuar mal aparadas pelo país.

Para lá e para cá
O presidenciável tucano tem dois apoiadores no estado: João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Há sugestões para todos os gostos. Alguns pregam a adoção de uma chapa pura, com Doria na vice, abrindo terreno a França. Outros querem que Alckmin convença o pessebista a desistir da eleição.

Conta não fecha
A equação é complexa. Márcio França é hoje um dos principais entraves a uma aliança nacional entre o PSB e o PDT de Ciro Gomes, rival de Alckmin. Se um acerto entre as duas siglas saísse, poderia abrir caminho para outras, como PP, PR e SD, seguirem o mesmo rumo.
Herculano
10/05/2018 07:49
LULA ENFRENTARÁ "INVERNO RIGOROSO" ATÉ ELEIÇÃO, CREEM PETISTAS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Derrota no STF e pressão interna por plano B podem reduzir força do ex-presidente

A mais recente derrota de Lula no Supremo marca o início de um "inverno rigoroso", nas palavras de um dirigente do PT. O ex-presidente completou 32 dias na prisão com caminhos jurídicos cada vez mais escassos, mobilização enfraquecida e uma pressão crescente pela ativação de um plano B para a eleição.

Os principais aliados de Lula mantinham alguma esperança de que o líder petista fosse solto três ou quatro semanas depois de ser levado para a cadeia. Acreditavam que a prisão cumpriria um papel simbólico nesse período e ele poderia voltar às ruas fortalecido.

Esse tempo passou e o voto de Gilmar Mendes que formou maioria no Supremo contra um pedido de liberdade do petista, nesta quarta (9), fechou a porta. Sua defesa ainda mira o STJ, mas estima que o julgamento de recursos na corte levará meses.

O PT agora enfrenta uma encruzilhada com o discurso de manutenção da candidatura de Lula à Presidência. Se o partido sustenta que o processo contra seu líder tem o objetivo de tirá-lo da eleição, fica cada vez mais frágil a crença de que ele poderá participar da disputa.

O receio de alguns integrantes da cúpula do PT é que o tempo esfrie o poder de transferência de votos de Lula para o candidato escolhido para substituí-lo. Eles buscam preservar esse potencial ao se esforçar para mantê-lo em evidência, interditando qualquer debate sobre o lançamento de nomes alternativos.

Nessa linha, as cobranças internas pela abertura de negociações com Ciro Gomes (PDT) ficam sufocadas. As pontes entre os dois lados continuam rompidas, e a direção petista só admite apoiar o ex-ministro no segundo turno ?"caso ele chegue lá e o PT esteja eliminado.

Desde que Lula foi preso, em 7 de abril, a tímida militância que foi às ruas em sua defesa minguou. Aliados também reclamam que as emissoras de TV reduziram a cobertura do caso, "congelando" a exposição do ex-presidente. Foi difícil preservar a temperatura nesse primeiro mês, e ainda faltam 150 dias para a eleição.
Herculano
10/05/2018 07:46
BLINDAGEM INJETA A ODEBRECHET DENTRO DA CAMPANHA DO TUCANO GERALDO ALCKMIN, por Josias de Souza

Ou Geraldo Alckmin tem uma sorte de dar inveja a outros delatados pela Odebrecht ou teve o azar de ser agraciado com decisões que conspiram contra o avanço das investigações. Em qualquer hipótese, forma-se ao redor do presidenciável tucano um cenário muito parecido com o de uma blindagem. O que parece proteção acaba virando suicídio, pois empurra para dentro da campanha eleitoral de 2018 os R$ 10,3 milhões que a Odebrecht diz ter transferido do seu departamento de propinas para as arcas eleitorais de Alckmin em 2010 e 2014.

Deve-se a penúltima novidade ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. Ele retirou das mãos do promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria do Patrimônio Público e Social do Estado, o inquérito que apura a suspeita de que Alckmin cometeu ato de improbidade administrativa. Gianpaolo alegou que a Lei Orgânica do Ministério Público paulista prevê que governadores no exercício do mandato devem ser investigados em casos cíveis pelo procurador-geral de Justiça. Que vem a ser ele próprio.

O promotor Ricardo enviou o inquérito para Gianpaolo na noite desta quarta-feira. No ofício, recordou o óbvio: Geraldo Alckmin não é mais o governador. Renunciou ao cargo em 6 de abril. Portanto, a prerrogativa de investigá-lo deixou de ser do procurador-geral de Justiça. Anotou que se considera o "promotor natural" do caso. Realçou que não está disposto a abdicar de sua atribuição. Tachou o deslocamento do processo de "indevida avocação". Pediu a "urgente restituição" dos autos. E informou que reportará a interferência ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Como governador, Alckmin dispunha de foro privilegiado. Depois da sua renúncia, o inquérito sobre a Odebrecht desceu do Superior Tribunal de Justiça para a primeira instância. Por um desses golpes de sorte ?"ou de azar?" que costumam cruzar o caminho de Alckmin, o processo foi remetido para a Justiça Eleitoral em São Paulo, não para a força-tarefa da Lava Jato. Foi como se o STJ, com o aval da Procuradoria-geral da República, transformasse o limão da Odebrecht numa limonada para Alckmin.

Quando a encrenca parecia sedada e acomodada na UTI das pendências eleitorais, a Promotoria paulista decidiu instaurar o inquérito por suspeita de improbidade. Deu-se em 20 de abril. Além de Alckmin, foram à berlinda os dois prepostos que receberam os R$ 10,3 milhões da Odebrecht: o cunhado do presidenciável tucano, Adhemar César Ribeiro (R$ 2 milhões, em 2010); e o gestor da caixa registradora da última campanha de Alckmin, Marcos Monteiro (R$ 8,3 milhões, em 2014).

O procurador-geral Gianpaolo Smanio diz que ainda vai decidir com quem ficará o inquérito que apura se Alckmin incorreu em improbidade. O promotor Ricardo Castro declara que a interferência "vem na contramão das decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal em restringir o foro privilegiado", sem mencionar o fato de que "o investigado Geraldo Alckmin não é mais governador". E o presidenciável tucano afirma estar "à disposição" para prestar esclarecimentos.

Alckmin é um sortudo azarado. Noutra época, as providências que o distanciam de uma investigação seriam tomadas como golpes de sorte. Em meio a uma disputa eleitoral renhida, as manobras ganham um quê de urucubaca. Embora seja católico, o candidato tucano deveria considerar a hipótese de se livrar dos advogados, substituindo-os por doutores em umbanda, para fechar o corpo de sua candidatura. Todo despacho eleitoral importante passaria a ocorrer às sextas-feiras, numa encruzilhada, com o assessoramento de um marqueteiro tranca-ruas. Se a coisa for bem feita, pode espantar, além do fantasma da Odebrecht, a delação do preso Paulo Preto.
Herculano
10/05/2018 07:43
CIRO PAZ-E-GUERRA, por Roberto Dias, secretário de redação na área de produção do jornal Folha de S. Paulo

Desde a redemocratização, alguns candidatos se notabilizaram por concorrer repetidas vezes à Presidência. Nomes como Lula, Eymael, Levy Fidelix, Enéas e José Maria de Almeida.

Nenhum deles cumpriu um hiato tão grande quanto o de Ciro Gomes, que após 16 anos volta à disputa que já percorreu duas vezes (comparação que, vale dizer, usufrui do direito de não acreditar que a nova investida presidencial de Fernando Collor sobreviverá até 7 de outubro, data do primeiro turno).

Em 2002, ano da última tentativa de Ciro, o mundo tinha, como agora, uma Argentina pendurada no FMI, e o Brasil, novidade nenhuma, um governo ruim de voto.

A corrida pelo Planalto incluía um candidato que tentava se despir da imagem de radical e outro com imagem de arestoso demais. A Folha sabatinou os dois, e os títulos falam por si. Do primeiro foi: "Evasivo, Lula poupa bancos, mídia e FHC". Do segundo saiu: "Ciro afronta mercado, ataca Lula e critica FHC".

Escalando no gogó, Ciro alcançou o segundo lugar das pesquisas. Sua campanha acabou enterrada pela famosa frase machista "a minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo".

A verborragia do Ciro de 2002 é mais parecida com a de Bolsonaro de 2018 do que com a do Ciro de agora. O Ciro reloaded, tudo indica, quer ser o Lula paz-e-amor de 2002.

Até aqui, a sorte lhe tem sorrido.

A prisão de Lula empurra o PT para sua companhia, ainda que o processo leve mais tempo do que ele gostaria. Com a saída de Joaquim Barbosa, o PDT de Ciro pode transformar em namoro a amizade com o PSB, mesmo que a relação permaneça extraoficial. Da esquerda satelital só vão chegando simpatia e amor.

Aos 60 anos, Ciro precisa mostrar que amadureceu a ponto de controlar o incontrolável. Se conseguir, tem tudo para ser competitivo. Mas esse ainda é um grande "se" - para alguém com seu histórico, um pescotapinha dói muito.
Mardição
09/05/2018 21:13
Na foto da coluna da esquerda pra direita.
O prefeito, o vice e o prefeito de fato.
Maria de Fátima Albino
09/05/2018 20:13
Sr. Herculano

NEM SE EU ESCREVER ISTO UM MILHÃO DE VEZES, por Percival Puggina

Infelizmente esta é a nossa realidade, uma realidade agravada nos governos petistas, mas o lado bom é que o próprio Lula matou o partido e está preso.
Digite 13, delete
09/05/2018 20:03
Oi, Herculano

!9:16HS - Três dos cinco ministros votaram contra o pedido do Lula: Edson Fachin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
O que ouve com o Gilmar Boca de Galocha em votar contra seu reizinho cachaceiro?
Já sei!!! Tem passarinho verde-oliva voando em volta do STF.

Herculano
09/05/2018 19:26
da série: não podemos mais ser criativos, rir, zoar, se divertir. Triste. Tudo é proibido. Tudo causa dodoi a doentes, frustados e imbecis que querem todos iguais na imbecilização

BOTAFOGO VAI AO STF CONTRA ESQUETE DE HUMOR

Conteúdo de O Antagonista. O Botafogo do Rio, informa o site jurídico Jota, pretende recorrer ao STF para obter uma indenização do grupo humorístico Porta dos Fundos.

O motivo é um esquete de humor que o grupo levou ao ar em 2015, ironizando os múltiplos patrocínios na camisa botafoguense - nele, um jogador do Flamengo pergunta se pode anunciar seu carro usado no uniforme do time rival.

A Oitava Câmara Cível do TJ do Rio já negou o pedido de indenização do clube. O Botafogo, porém, alega que o Porta dos Fundos usou sua marca sem autorização ?"além de, segundo os advogados, promover "verdadeiro achincalhamento público".
Herculano
09/05/2018 19:21
NEM SE EU ESCREVER ISTO UM MILHÃO DE VEZES, por Percival Puggina

Nem se eu escrever isto um milhão de vezes conseguirei produzir mínimo efeito sobre quantos foram convencidos, de tanto ouvir, que as gestões petistas acabaram com a miséria no país. Esse disparate foi tantas vezes repetido, e repetido por tantos, que nenhuma outra afirmação consegue espaço para ecoar no imaginário de uma parcela imensa da população.

No entanto, após ouvir isto, novamente, como som de fundo de um vídeo, entoado por pequena multidão fardada de vermelho - "Quem tira o povo da miséria é o PT" - me senti na obrigação de transcrever alguns dados que, a rigor, são desnecessários a quem tenha olhos abertos para o que acontece em nossas ruas e, principalmente, na periferia das nossas cidades. Causa sofrimento saber que a Educação que ali chega, como regra, é da pior qualidade; que provavelmente sua vizinhança foi tomada pelo tráfico e que tantas crianças e adolescentes são por ele recrutados; que os problemas de saúde são agravados por motivos sanitários; e que tantos irmãos nossos se tornam cativos por dependência das mesmas mãos que politicamente os explora.

Segundo o relatório Síntese dos Indicadores Sociais, divulgado pelo IBGE em dezembro do ano passado, com dados de 2016, o Brasil encerrou aquele ano com 24,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, com renda inferior a ¼ de salário mínimo por mês (R$ 220, à época). Isso significa que 12,1% da população brasileira era miserável segundo esse critério em que uma família de quatro pessoas só se encaixa na definição se tiver uma renda familiar inferior a R$ 880,00/mês. E tem mais: se considerarmos a renda per capita, ainda em 2016, com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, 44 milhões de pessoas recebiam menos de R$ 747 por mês.

Por fim, bons exemplos da possibilidade de as políticas de esquerda acabarem com a miséria podem ser observados em Cuba e Venezuela, justamente as duas maiores afeições políticas das lideranças left wing brasileiras.
Herculano
09/05/2018 19:16
STF NEGA PEDIDO PARA LIBERAR LULA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Letícia Casado, da sucursal de Brasília. A maioria dos ministros da segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) negou pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Três dos cinco ministros que compõem o colegiado votaram contra o pedido do petista: Edson Fachin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Ainda faltam votar Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Em abril, a defesa do petista apresentou um recurso contra sua prisão e pediu a liberdade de Lula. Ele foi detido em 7 de abril, depois de ser condenado e de ter um recurso rejeitado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal), a segunda instância da Lava Jato.

De acordo com seus advogados, Lula ainda poderia apresentar outro recurso antes que o TRF-4 considerasse que a possibilidade de recorrer estava esgotada.

Relator da Lava Jato, Fachin remeteu o recurso para o plenário virtual do Supremo. Ele já havia negado recurso anterior apresentado pela defesa do petista.

Toffoli, Lewandowski, Gilmar e Celso são contra prisão após condenação em segunda instância.

PLENÁRIO VIRTUAL
A votação é feita por meio de uma plataforma eletrônica interna no sistema do STF que funciona 24 horas por dia.

Os votos são mantidos em sigilo até o fim do julgamento e são computados à medida que os magistrados se manifestam. O prazo para os ministros votarem termina na quinta (10). Se algum não votar, sua posição será computada como tendo acompanhado o relator.

Caso algum magistrado queira levar a discussão para o plenário presencial, pode pedir vista ou destaque. As sessões das turmas ocorrem nas tardes de terça-feira.

Lula foi condenado em segunda instância, em janeiro, a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).
Herculano
09/05/2018 19:06
SUPOSTO PLANO DE DE COMPRA O SITUO NÃO AJUDA LULA, por Josias de Souza

De repente, amigos de Lula decidiram injetar no processo sobre o sítio de Atibaia um detalhe: o grão-mestre do petismo cultivou, em algum momento, o hipotético plano de comprar o sítio de Atibaia. A versão foi despejada sobre os autos em depoimentos convocados por Sergio Moro. Verbalizado há dois dias por Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, o suposto plano de aquisição foi ecoado nesta quarta-feira por Gilberto Carvalho, amigo e ex-ministro do réu.

O detalhe não melhora a situação penal de Lula. Ao contrário, torna mais precário um quadro que já é crítico. Alega-se que o sítio não pertencia ao guia do petismo, mas a dois sócios do seu filho, o Lulinha. Sustenta-se que os donos cederam a propriedade para que Lula usufruísse dela gratuitamente.

O problema é que o amigo de Emílio Odebrecht e de Léo Pinheiro era Lula. Aos sócios de Lulinha, os mandarins da Odebrecht e da OAS não dariam nem bom dia, que dirá uma reforma orçada em cerca de R$ 1 milhão, adornada com uma cozinha planejada, idêntica àquela que havia sido instalada no tríplex do Guarujá.

O petismo talvez não tenha percebido. Mas a versão companheira oferecida a Sergio Moro por Okamotto e Gilbertinho divide os brasileiros em dois grupos: os cínicos e os azarados, que ainda não encontraram amigos tão generosos. Uns são capazes de ceder de graça um sítio paradisíaco do tamanho de 24 campos de futebol. Outros reformam o paraíso sem exigir contrapartidas.

O truque da intenção de compra seguida de desistência já havia sido tentado no processo do tríplex. Com uma diferença: no caso do imóvel do Guarujá, dizia-se que Lula não passara nenhuma noite no imóvel. Sem dormir, pegou 12 anos e 1 mês de cana. No inquérito sobre o sítio, as evidências de que Lula usufruía da propriedade saltam dos autos como pulgas do dorso de um vira-latas. Com pernoites, a pena deve ser maior.
Herculano
09/05/2018 19:04
PIXOTES - A LEI DOS MAIS FRACOS, por Carlos Brickmann

Geraldo Alckmin e Temer conversaram por telefone sobre a chance de unir as forças para, aliados, ter melhores condições de participar da eleição. Marcaram uma conversa pessoal para os próximos dias, mas já desistiram: afinal de contas, para unir forças é preciso ter forças. Coisa de que, agora, nenhum dos dois dispõe. Alckmin ainda tem esperança de crescer ao longo da campanha: embora não seja nenhum campeão de popularidade, ganhou muita eleição majoritária em sua carreira. Temer, não: nunca teve muitos votos, nunca se candidatou a um cargo executivo, e embora tenha nas mãos a máquina da Presidência, não consegue sequer ser reconhecido pelo que aconteceu de bom, como a queda da inflação e a recuperação da Petrobras. Aliás, nem quer muito ser presidente de novo: quer mesmo é manter o foro privilegiado e se livrar dos juízes de primeira instância.

Já as chances de Alckmin dependem de uma série de fatores: o principal é chegar ao segundo turno, de preferência contra Bolsonaro ou o candidato de Lula. Aí, espera ter o voto útil dos que rejeitam seus adversários.

Alckmin já chegou uma vez ao segundo turno; mas enfrentava o melhor candidato do PT, Lula, e num momento em que Lula tinha convencido boa parte do eleitorado de que se transformara no Lulinha Paz e Amor. Fora isso, Lula tentava a reeleição, e tinha a máquina do Governo. Alckmin levou uma surra histórica. Mas enfrentando alguém mais fraco, quem sabe?

HORROR, HORROR

Temer tem duas denúncias no Supremo e um inquérito (que, por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, prosseguirá por mais 60 dias, até julho). Problemas um atrás do outro. E, a menos que seja reeleito, apesar da chance mínima, terá pela frente Sérgio Moro ou alguém do mesmo calibre.

CRESCENDO

Lula não é candidato, embora diga que é. A alternativa petista a ele, Fernando Haddad, foi pesadamente atingida pela delação premiada de João Santana e Mônica Moura, seus marqueteiros da campanha para prefeito. Joaquim Barbosa pensou melhor e desistiu da candidatura: se as costas lhe doíam tanto que o levaram a se aposentar do Supremo, doerão também se for presidente. E histórias como a do apartamento de Miami, de problemas familiares e outras, verdadeiras ou falsas, surgirão no moedor de carne que é uma campanha eleitoral. Melhor dar pareceres e ficar sossegado.
No campo que se classifica como "de esquerda", só Ciro Gomes vai crescendo. É um nome para se prestar atenção ?" desde que pense bem no que fala. Já perdeu muitos pontos, apesar de ter carisma, dizendo algo que pegou mal.

SONHAR...

Nos meios políticos, excetuando-se setores mais radicais, ninguém está satisfeito com a prisão de Lula. Há quem ache que a prisão só o favorece, há quem sustente que divergência política deve ser resolvida por meios políticos, e que ele deveria ser punido de maneira menos dura, com devolução do que for possível recuperar e proibição de se candidatar. E há quem tema pelo próprio futuro: se Lula, que desperta devoções profundas, vai preso, que acontecerá com outros líderes sem o seu prestígio? Em outras palavras, é bom protegê-lo, pois protegê-lo é sinônimo de proteger-se. Mas há um problema: é preciso mudar a lei de tal maneira que Lula seja só um dos beneficiados. Beneficiá-lo diretamente seria hoje impensável.

... UM SONHO POSSÍVEL

A melhor maneira de beneficiá-lo indiretamente, até o momento, é a que surgiu em dois dos votos do Supremo que reduziram o número de políticos favorecidos pelo foro privilegiado. A ideia é que, condenados em primeira instância, e confirmada a condenação em segunda instância nos tribunais regionais federais, só possa ocorrer a prisão depois de julgados os embargos e apelações - no que vem sendo chamado de terceira instância. Com isso, estariam livres Eduardo Cunha, Palocci, Vaccari - e Lula.

PETROBRÁS CRESCENDO

Boas notícias da Petrobras: o lucro do primeiro trimestre, R$ 6,9 bilhões, é alto. A alavancagem (investimentos com recursos de terceiros) caiu de 60%, no quarto semestre de 2015 - governo Dilma -, para 49%.
Como dizia John D. Rockefeller, o lendário criador da Standard Oil (Esso), o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. E o segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo mal administrada. Rockefeller jamais pensou na possibilidade de uma empresa de petróleo ser impiedosamente ordenhada.

CALMA, CUOCO!

O ator Francisco Cuoco, 84 anos, paga R$ 5 mil por mês pelo plano de saúde. É muito, mas há planos mais caros. A Agência Nacional de Saúde deixa que as operadoras só ofereçam planos coletivos, cujo reajuste é livre. O plano individual, reajustado pela alta dos custos, sumiu do mercado.
Sidnei Luis Reinert
09/05/2018 15:28

quarta-feira, 9 de maio de 2018
Mecanismo infla Dias contra Bolsonaro?



Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Uma enquête eleitoreira programada para divulgação na sexta-feira tem tudo para provocar mudanças no quadro da sucessão presidencial. Jair Bolsonaro segue na dianteira, porém com a novidade da subida de Álvaro Dias, na segunda colocação, em empate técnico com a Marina Silva. A inflada do senador paranaense seria mais um recado do Mecanismo a Bolsonaro, avisando que o objetivo prioritário do Sistema é tirá-lo da jogada? Eis a questão.

A subidinha do ex-tucano Álvaro Dias pode causar um mega-estrago no PSDB. Geraldo Alckmin, com índice menor que nas "pesquisas" anteriores, sofrerá mais pressão interna ainda para abandonar a corrida presidencial. É tudo o que deseja João Dória ?" nada a fim de disputar o Palácio dos Bandeirantes. Prefere, claro, o Palácio do Planalto. O Podemos do Álvaro e o PSDB do Dória desejam que Geraldo imite Joaquim Barbosa: desista da Presidência e concorra ao Senado por São Paulo. Barbosa seguirá aposentado, disputando nada. Mas Geraldo tem chance como senador...

Outra novidade, só que não ou nem tanto? O General Mourão é mesmo candidato a Presidente... Só que do Clube Militar ?" conforme já tinha anunciado no dia em que foi para a reserva do Exército. Ontem, em entrevista ao jornalista Paulo Enéas, do site Crítica Nacional, Mourão confirmou que está filiado ao PRTB. No entanto, Mourão deixou claro que não disputará o Palácio do Planalto concorrendo contra Bolsonaro. Pelo contrário, o General reafirmou que deseja apoiar o Capitão. Deixou aberta até a possibilidade compor a chapa dele como candidato a vice, admitindo que já foi convidado para isto...

Se vai rolar ou não, militares interpretam que a dobradinha com Mourão teria o objetivo tático de blindar Bolsonaro de eventuais pressões de adversários e inimigos, caso se torne morador do Palácio da Alvorada. A crença é de que, com Mourão de vice, ninguém minimamente esperto tentaria desalojar Bolsonaro do Palácio do Planalto pela via de algum golpe de impeachment.

Afinal, o eventual e constitucional substituto Mourão é considerado um vice indigesto para a turma do Mecanismo ?" nosso establishment do Crime Institucionalizado. Mourão seria a blindagem ideal para o eventual Presidente Bolsonaro... No entanto, qualquer especulação em torno do candidato a Presidente (do Clube Militar, a Casa da República) precisa ser lida dentro de um contexto estratégico muito maior executado pelas Forças Armadas ?" amadas ou não pelo povo e claramente odiada e temida pela bandidagem organizada.

Até um cego em política e politicagem enxerga que os militares têm feito movimentos de "Aproximação Sucessiva" para intimidar e neutralizar os canalhas que operam o Mecanismo. A Onça tem rugido feito Leoa contra armações institucionais que afrontam os princípios democráticos, em flagrante e criminoso desrespeito à Lei ?" sobretudo nas sabotagens à Constituição (por pior que ela seja). O grito enérgico dos militares é a única coisa que intimida os governantes do crime e seus comparsas políticos ou meramente bandidos mequetrefes.

Toda essa discussão sobre a disputa Planaltina é muito bonitinha para encher lingüiça do noticiário. Em vez de nos atermos a fofoquinhas jornalísticas, o fundamental é lutar contra as armações criminosas. A eleição continua inconfiável sem a impressão do voto eletrônico e com o esquema de apuração secreta, sem transparência e publicidade, em uma salinha de totalização no Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, a campanha segue vazia de propostas, sobretudo de um inédito Projeto Estratégico de Nação para o Brasil.

Brincar de teatrinho no cassino do voto eletrônico do Al Capone não interessa ao Brasil, e muito menos aos brasileiros e brasileiras. Ou seja, de quem o dono da Riachuelo será vice é infinitamente menos importante que uma solução concreta para a vida e destino de quem vai comprar celular, em promoções relâmpagos, nas lojas do Flávio Rocha... Deu para entender ou precisa chamar a Onça para desenhar?

Sem uma inédita Intervenção Institucional, o Brasil não tem jeito... Seguirá em ritmo de jeitinho... Com dólar subindo, empresa falindo, Lula Presodentro, Lava Jato comendo, vagabundo roubando e matando, porém o Flamengo é líder do Campeonato Brasileiro...
Anônimo disse:
09/05/2018 15:14
Herculano, IMPRENSA se escreve com Ç?
O LuLLa mesmo preso insiste em participar de comentários ...
Imprença Alienada.
09/05/2018 11:48
Só porque o Prefeito Kleber viajou a imprença gasparense acha que não precisa trabalhar.Nada acontece em Gaspar com a ausência dele.Nem o maior roubo de um Banco na cidade é Importante.KKKKK
Paty Farias
09/05/2018 09:46
Oi, Herculano

Como diria Horácio Braum, ó -lhó - lhó:

"Dilma Roussef está sendo rifada em Minas.

É o que diz o jornal Valor de hoje.

O PT e seus aliados querem a reeleição do governador Fernando Pimentel, mas não aceitam a candidatura de Dilma para o Senado.

É que os aliados de Pimentel querem as duas vagas em disputa.

Ou ela aceita disputar uma cadeira para a Câmara, ou terá que voltar para casa.
Do Blog do Políbio.

Dilma é o verdadeiro pelego petista, nem eLLes aceitam a defenestrada no núcleo da pútrida e fétida escória de vagabundos que vive de roubar o dinheiro público afim de instalar uma tirania sem precedentes.
Ana Amélia que não é Lemos
09/05/2018 09:31
Sr. Herculano:

Ciro Gomes é como todo político populista e autoritário, omite a verdade e distorce os fatos.
Herculano
09/05/2018 07:57
COISAS DE GASPAR

O Banco do Brasil foi roubado no domingo. O maior evento desse tipo já acontecido por aqui. A cidade só soube na terça-feira.

Como finaliza a letra da música de Caetano Veloso

"Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final
Alguma coisa está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial..."

Dois dias depois do roubo de R$300 mil é que vem a notícia ao público? É o Banco do Brasil, idiota... Os ladrões, longe, estão comemorando, gastando e planejando voltar diante de tanta gentileza e respeito
Herculano
09/05/2018 07:48
DEVERIA SER A MANCHETE DA CIDADE: SAÚDE PÚBLICA DE GASPAR GANHA RUMO. MAS, NADA. O FATO EM SI, PROVA COMO KLEBER ERROU, ERRA E FALHA NA SUA COMUNICAÇÃO - parte II

Este título se reafirmou nos comentários aqui neste espaço e principalmente no link do comentário que o portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o mais atualizado e acessado disponibilizou no seu endereço do Facebook.

Ficaram claro três coisa, todas abordadas na coluna que escrevi na terça-feira.

1. A Comunicação do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, é um desastre. Ele acha que não. Então vai ser enterrado com essa certeza. Aliás, este é o mal que acometem todos os poderosos, não só os políticos no poder.

2. Os leitores e leitoras não conseguiram perceber as mudanças para melhor da saúde pública, como anunciou o líder do governo na Câmara, Francisco Hostins Júnior, MDB. Isso é perigoso e beira um desastre.

3. Esta falta de percepção, mostrando casos concretos que desmentem os eventuais bons números, mostra o quanto profundo foi o estrago feito pela equipe de Kleber nestes primeiros 15 dias de governo. Como escrevi, isto custará muito para ser revertido, se ele conseguirá.

Para encerrar, o que vale, é a percepção. E esta sobre o governo do governo de Kleber, Luiz Carlos Spengler Filho e Carlos Roberto Pereira, é evidente e preocupante. Chega ao ponto de querer de volta um governo já rejeitado nas urnas e nem se cogita uma terceira via. Acorda, Gaspar!
Herculano
09/05/2018 07:39
Eduardo Oinegue: RENOVAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL? ESQUEÇA, por Eduardo Oinegue, no jornal Folha de S. Paulo

É mais fácil um camelo, aliás, toda uma cáfila passar pelo buraco de uma agulha do que um candidato novo entrar no Congresso.

Sabe o dado segundo o qual, em média, metade da Câmara dos Deputados se renova a cada eleição? Esqueça. A renovação real é uma fração mínima disso.

Peguemos a eleição de 2014. Dos 513 deputados eleitos naquele ano, 290 já integravam a legislatura anterior, montada em 2010, e se reelegeram. Os outros 223 deputados compõem o tal índice oficial de renovação da Câmara, que em 2014 foi de 43,5%. Mas novo ali, como se verá, são só 24 - 4,7% da Casa.

Dos 223 "novos":
- 27 já estiveram na Câmara em algum outro momento, como Benito Gama (PTB-BA), que exerceu quatro mandatos anteriores. Foi deputado constituinte, por exemplo, e, em 1992, presidiu a CPI que culminou com o impeachment de Fernando Collor. Em 2013, fora do parlamento, virou vice-presidente de governo do Banco do Brasil.

Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) é outro caso. Foi deputado federal, deputado estadual, prefeito do Recife duas vezes, senador e governador. Em 2010, disputou o governo de Pernambuco e perdeu. Daí ter voltado só na última eleição. Benito Gama e Jarbas Vasconcelos são novos?

- 119 nunca foram deputados federais, mas possuem experiência eleitoral. Foram vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores ou senadores. Um terço havia vencido ao menos duas eleições antes de 2014. O deputado "estreante" Alfredo Nascimento (PR-AM) foi duas vezes prefeito de Manaus e senador da República. De quebra, foi secretário municipal duas vezes, estadual duas vezes e ministro dos Transportes três vezes. Nascimento é novo?

- 20 nunca tiveram um cargo eletivo, é verdade. Mas ocuparam postos de primeiro escalão no governo. Presidiram autarquias, estatais ou foram secretários municipais e secretários estaduais, trampolim para a carreira política. É o caso de Alexandre Baldy (PP-GO), que foi secretário da Indústria e do Comércio em seu estado antes de se eleger e, atualmente, ocupa o Ministério das Cidades de Temer. Baldy é novo na política?

- 33 são parentes de políticos, como Uldurico Junior (PPL-BA), o deputado mais jovem da Câmara, que é filho, sobrinho e neto de deputados federais. Ou Pedro Cunha Neto (PSDB-PB). Seu pai é senador, foi prefeito (3 vezes), deputado federal (2 vezes) e governador (2 vezes). Seu avô paterno, já falecido, foi vereador, prefeito (2 vezes), deputado federal, governador e senador.

Ainda pelo lado paterno, teve tio-avô senador. Pelo lado materno, seu bisavô foi prefeito e há ainda um parente que foi governador, ministro e senador. Dois primos seus são deputados estaduais. Uldurico Junior, 26, e Pedro Cunha Lima, 29, são jovens. Mas novos?

Dos 223, restam 24 que não se encaixam nas quatro categorias acima e podem ser considerados novos. Representam 4,7% da Câmara, não 43,5%. Desses, 9 se elegeram pela base religiosa (6 evangélicos e 3 católicos) e 5 são ex-policiais (4 PMs e 1 delegado). Há ainda 2 apresentadores de TV, 2 empresários, 2 advogados, 2 médicos, 1 cantor (Sérgio Reis) e 1 cartola (Andrés Sanchez).

No Senado, a conta se radicaliza. Em 2014, a eleição pôs em disputa um terço da Casa. Cinco se reelegeram, e 22 vieram "de fora". O índice oficial de renovação, calculado sobre a base total de senadores (81), foi de 27,2%. Dos que vieram de fora, 1 foi vereador, 2 são ex-senadores, 4 chegaram a governador, 4 a prefeito e 10 a deputado federal. Resta 1 realmente novo: o advogado Lasier Martins (PSD-RS), popular no Rio Grande do Sul por seus quase 30 anos como âncora e comentarista na TV.

Lasier representa 1,2% do Senado. Como se vê, é mais fácil um camelo, aliás, toda uma cáfila passar pelo buraco de uma agulha do que um candidato novo entrar no Congresso Nacional.
Herculano
09/05/2018 07:34
PRESIDENCIÁVEL DISPUTAM O "ESPóLIO" DE BARBOSA, por Josias de Souza

A candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, embora tenha terminado antes de começar, deixou um espólio. O inventário inclui dois ativos eleitorais: um índice de até 10% de intenção de votos e os 45 segundos de propaganda do PSB no rádio e na TV. Aliviados com a saída do último outsider do baralho de 2018, os presidenciáveis disputam sua herança. Ciro Gomes é quem reúne maiores chances de arrematar a vitrine eletrônica. E o pedaço do eleitorado que simpatizava com Barbosa tende a se diluir. Uma parte buscará refúgio na taxa de indecisos.

No momento, o principal obstáculo à formalização de uma aliança com o PDT de Ciro Gomes é o diretório do PSB de São Paulo, comandado pelo governador paulista Márcio França. Fechado com a candidatura presidencial do tucano Geraldo Alckmin, França sabe que é próxima de zero a chance de uma aliança do PSB com o PSDB. Por isso, defende que o partido libere seus diretórios estaduais para se entender com o presidenciável que for mais conveniente aos interesses locais, abstendo-se de firmar uma aliança nacional.

O PSB se reunirá nos próximos dias para decidir o que fazer com o seu tempo de propaganda. A decisão, seja qual for, não terá a mais remota influência sobre o destino dos eleitores que pendiam para Barbosa. Segundo a última pesquisa do Datafolha, o ex-presidente do Supremo amealhava mais votos na faixa escolarizada e endinheirada do eleitorado. Bateu em 10% não por seu trabalho advocatício invisível, mas por atear na memória das pessoas a lembrança de sua atuação como relator do julgamento do mensalão.

Com cara de novidade, Barbosa parecia saciar a forme de limpeza que está no ar. Subiu sem que nenhum candidato registrasse queda expressiva. Sinal de que deslocara para o seu hipotético cesto de votos parte da massa de eleitores indecisos. Assim, não são negligenciáveis as chances de que parte expressiva dos simpatizantes de Barbosa prefiram aguardar no acostamento a fazer uma opção imediata por outros candidatos. A despeito disso, sua saída foi celebrada por todos os contendores. Menos pelos eleitores que herdarão e mais pelos votos que Barbosa deixará de ganhar. A perspectiva de crescimento do outsider era real.
Herculano
09/05/2018 07:30
da série: coisas das política, dos políticos e da imprensa, ou o que foi sem nunca ter sido candidato mas chegou a ser manchete e pontuar expressivamente nas pesquisas. O Brasil do imaginário e dos tortos.

SAÍDA DE BARBOSA ZERA JOGO E DÁ F?"LEGO A ALCKMIN, MARINA E CIRO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

A decisão de Joaquim Barbosa de não disputar as eleições zera o jogo da corrida presidencial. O impacto de sua desistência é vasto e produzirá efeitos sobre as campanhas de Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

A filiação de Barbosa ao PSB, em abril, incluiu na disputa um personagem com capacidade de abraçar uma escala ampla de eleitores, atraindo segmentos tradicionalmente alinhados tanto aos tucanos quanto aos petistas. Suas chances de chegar ao segundo turno eram significativas.

A saída do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) da disputa provocará uma reacomodação desses votos e, principalmente, um recuo nas articulações partidárias para as eleições.

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Ministro Joaquim Barbosa
Minha Folha

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A desistência representa um alívio para o grupo de Geraldo Alckmin, que enxergava Barbosa como obstáculo no chamado centro do espectro político. O ex-presidente do STF começava a ocupar um eleitorado-alvo do PSDB: grandes cidades, renda mais alta e educação superior.

O congestionamento provocado pela entrada de Barbosa foi o que determinou a precipitação dos esforços pela unificação desse centro ?"exemplificada pela aproximação entre Alckmin e o presidente Michel Temer (MDB).

Os tucanos queriam evitar ou adiar qualquer articulação de uma aliança com o MDB, devido ao desgaste sofrido pelo partido do presidente, mas a multiplicação de adversários competitivos e a crescente chance de derrota os levou a antecipar esse movimento.

A saída de Barbosa deve dar algum fôlego a Alckmin nas pesquisas. Ainda que seu crescimento seja residual, qualquer solavanco pode ser suficiente para que ele se torne um polo de atração de alianças. Nesse caso, convém ao PSDB recuar duas casas nas conversas com Temer e esperar a reorganização do tabuleiro.

MARINA, CIRO E PT
A desistência do ex-presidente do STF também retira das urnas um candidato que absorveria parte de um eleitorado sem alinhamento ideológico nítido, mas insatisfeito com a corrupção e com a classe política tradicional.

É natural que Marina Silva seja uma das principais herdeiras desse estoque de votos. Ainda que a ex-senadora tenha dado seguidas declarações contrárias a uma aliança com Barbosa nesta eleição, os dois têm uma série de interlocutores comuns, como o ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto.

À esquerda, a desistência de Barbosa devolve à arena eleitoral o PSB, que tem uma fatia de 45 segundos em cada bloco de propaganda de TV ?"tempo considerado razoável na nova formatação das campanhas.

No processo de articulação com o ex-presidente do Supremo, a cúpula do partido deu demonstrações incisivas de que a linha-mestra da sigla é uma plataforma de centro-esquerda.

Uma ala da direção do PSB já declarou apreço pela candidatura de Ciro Gomes e, embora haja uma ligação íntima com o ex-presidente Lula, esse grupo se esforça para reduzir a associação da sigla com o PT.

A volta do PSB ao jogo como uma peça solteira também levará a rearranjos regionais. Sem Barbosa, os candidatos da legenda nos estados do Nordeste terão caminho livre para formar alianças com petistas, mesmo que a cúpula do partido queira seguir outros caminhos.

Pressionado por seus próprios dirigentes em direções diversas, o PSB pode até se declarar neutro na eleição presidencial, e liberar cada diretório local para agir como bem entender. O governador paulista Márcio França, age nesse sentido. Ele precisa do apoio de Geraldo Alckmin em São Paulo, mas sabe que não terá força para levar a sigla a fechar uma aliança nacional com o tucano.
Herculano
09/05/2018 07:24
BOLSONARO E MARINA GANHAM COM JOAQUIM FORA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Pré-candidatos, Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) serão os maiores "herdeiros" dos votos abandonados pelo ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa. Estima-se que Joaquim "roubava" ao menos três pontos percentuais de Bolsonaro e outros dois de Marina. A avaliação é de especialistas em levantamentos eleitorais, como Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisa. Agora, ambos devem recuperar aqueles votos perdidos e ganhar a maior parte do restante do eleitorado órfão.

COMBINADO DESFEITO
Geraldo Alckmin apalavrou com Márcio França, em 2014, que o PSB indicaria seu vice em 2108. Mas Joaquim fez o PSB sonhar mais alto.

PSB PERDEU MAIS
O ex-ministro Aldo Rebelo era opção do PSB para vice de Alckmin. Com a chegada de Joaquim, Aldo saiu. E o PSB perdeu os dois.

ELE IMPLODIU O PARTIDO
Nenhum inimigo faria tanto mal ao PSB: Joaquim deixou o partido sem opções relevantes, para presidente ou para vice, na eleição de 2018.

UMA BEIRADA
Em escala muito menor, Ciro Gomes (PDT) também herdará uma beirada dos votos. Já o PT, que odeia Joaquim, não estará no espólio.

GOVERNO NÃO FISCALIZA IMPOSTO DE BILHETES AÉREOS
Acordão no governo Dilma, prorrogado no governo Temer, liberou empresas aéreas da retenção de tributos na fonte, na venda de passagens ao governo, usando uma medida provisória malandra e sofisticada. Foram R$45 milhões não retidos na fonte em quatro anos, dinheiro em caixa, para giro, como queriam as empresas aéreas. A MP é malandra porque o governo não fiscaliza tributos pagos depois. A Latam se manifestou: garante honrar todas as obrigações tributárias.

LOBBY PESADO
A MP de Dilma dispensou a retenção até dezembro de 2017 e o lobby das aéreas garantiu outra MP, de Temer, estendendo o prazo até 2022.

COMO É O ESQUEMA
A liberação vale só para venda direta de passagens, mas a compra é feita por uma empresa de tecnologia, usando o cartão corporativo.

BENEFÍCIO ÚNICO
Além de não reter impostos, o uso de cartão corporativo no pagamento faz das empresas aéreas os únicos fornecedores a receberem à vista.

PGR CONTRÁRIA À TELEBRÁS
Parecer da procuradora-geral Raquel Dodge ao Supremo é contrário à pretensão da estatal Telebrás de manter o suspeitíssimo contrato com a americana Viasat para explorar (e ganhar bilhões) o satélite que custou R$ 2,8 bilhões ao Brasil. A Telebrás já perdeu quatro recursos.

JOGADA PRIMÁRIA
Perdendo todas na Justiça, Lula anda tão mal assessorado que achou relevante acusar o juiz Sérgio Moro de "desacatar" o STF. Os ministros não caíram na tola tentativa de cizânia. E perdeu de novo.

CHAMANDO ANS NA CHINCHA
Presidente da "agência reguladora" ANS, Leandro Fonseca irá nesta quarta à Câmara. Os deputados deveriam chamá-lo na chincha para explicar por que ANS alegra planos de saúde martirizando os clientes.

MELHOR FECHAR
Além do prejuízo bilionário ao País, os Correios lesam os cidadãos na pessoa física. Os cariocas do CEP 22030-001 e de dezenas de outros ficaram doze dias sem receber correspondência, sob alegação risível de "falta de pessoal". Terão de pagar suas contas com atraso. E juros.

ATRAVESSAR AUMENTA LUCROS
A BR Distribuidora, que atua como atravessadora como qualquer outra do ramo, contribuindo para aumentar o valor final dos combustíveis, teve no primeiro trimestre de 2018 lucro de 58% maior que em 2017.

TANQUES E TOGAS
Um debate com o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence, nesta quarta (9), na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Brasília, às 19h, marcará um lançamentos editorial fundamental: o livro "Tanques e Togas - O STF e a Ditadura Militar", do jornalista Felipe Recondo.

EMPOLGOU
Empolgou o governo o desempenho do ministro Eduardo Guardia (Fazenda) na audiência de ontem, sobre a privatização da Eletrobras. "Diminui mitos e cresce a verdade", disse Darcísio Perondi (MDB-RS).

AM?"EDO NA RODA
João Amoêdo, do partido Novo, será o terceiro pré-candidato a debater na Câmara de Comércio Brasil-EUA. Está marcado para segunda-feira (14), às 10h, na sede da Amcham em São Paulo.

PENSANDO BEM...
...o eleitorado de Joaquim Barbosa é a viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido: abandonados pelo candidato antes da campanha.
Herculano
09/05/2018 07:11
'TAXA DE CÂMBIO DE EQUILÍBRIO INDUSTRIAL' É UMA DAS MAIORES PICARETAGENS, por Alexandre Schwartsman, economista e ex-diretor do Banco Central, no jornal Folha de S. Paulo

Muito da inflação do fim dos anos 1970 e dos anos 1980 veio da tentativa de fixar taxa de câmbio real

Uma das maiores picaretagens do debate econômico brasileiro é a tal "taxa de câmbio de equilíbrio industrial", conceito inventado pelos que hoje se denominam "novo-desenvolvimentistas", mas a quem considero apenas como uma mutação dos tradicionais keynesianos de quermesse, os mesmos que jogaram o país da pior recessão dos últimos 40 anos, da qual estamos, aos poucos, nos desvencilhando.

Pergunte a um dos membros da seita qual é a "taxa de câmbio de equilíbrio industrial" e a resposta virá na ponta da língua, como fez recentemente o "consigliere" econômico de Ciro Gomes, Nelson Marconi: "Entre R$ 3,80 e R$ 4,00", inclusive com um intervalo de confiança para dar a impressão de um cálculo a sério desta grandeza.

Pergunte a um dos membros da seita como chegaram a esse número (e, claro, também o intervalo de confiança) e a resposta será um silêncio constrangedor, pois nada mais é do que a taxa de câmbio observada em 1988, trazida a valor de hoje pelo diferencial de inflação entre o Brasil e os Estados Unidos.

E por que 1988? Porque naquele momento, segundo o autor da estimativa, o mesmo Marconi, a taxa de câmbio estava próxima à média observada entre 1968 e 1979 (juro que é o que está escrito), período em que sua relativa estabilidade é tomada como sinal da capacidade dos gestores de política econômica no sentido de evitar a sobrevalorização da moeda.

Curiosamente não se faz nenhuma menção aos maciços desequilíbrios externos do período, que testemunhou déficits externos crescentes (medidos a preços de hoje), de US$ 4 bilhões (31% das exportações) em 1968 para US$ 36 bilhões (70% das exportações) em 1979, levando ao crescimento da dívida externa (também a preços de hoje) de US$ 28 bilhões para US$ 188 bilhões...

O valor mágico obtido no estudo publicado no fim de 2012 era R$ 2,67, que, ajustado ao diferencial de inflação, equivaleria hoje a R$ 3,80. Apesar de todo o blá-blá-blá sobre a evolução do custo unitário do trabalho em cada economia (basicamente a comparação do salário industrial ajustado pela produtividade), não há nenhum esforço no sentido de, na prática, incorporar essa informação.

Se não fui bem claro, permita-me sê-lo: a estimativa original é um chute sem nenhuma base empírica; já sua atualização é outro chute, que ignora inclusive aquilo que o autor considera essencial (o custo unitário do trabalho).

No campo das elucubrações acadêmicas, é uma monstruosidade. Se levado a cabo como base da política econômica, sentiremos saudades do tempo em que era apenas uma curiosidade acadêmica.

Como mostrado pela análise pioneira de Affonso Celso Pastore e Maria Cristina Pinotti em seu livro "Inflação e Crises", muito do descontrole inflacionário observado no fim dos anos 1970 e durante os anos 1980 resultou precisamente de políticas que tentaram fixar a taxa de câmbio real (isto é, corrigida pela inflação), posição que implicava o abandono de qualquer âncora nominal para os preços, seja a taxa de câmbio, seja a política monetária.

Não há razão para esperar que novas tentativas de fixar a taxa real de câmbio no nível mágicos tragam consequências distintas, ainda mais num ambiente de desequilíbrio fiscal, que os mutantes pretendem combater eliminando desperdícios.

Sim, eu sei que já usei a frase "não aprenderam nada e não esqueceram nada", mas como evitá-la quando os mutantes se encaixam tão bem nessa descrição?
Herculano
09/05/2018 07:07
FREUD EXPLICA: BARBOSA, A NOVA INÊS DE CASTRO DA POLÍTICA, TOCOU A SUA PRÉ-CANDIDATURA LEVADO Só PELO PRINCÍPIO DO PRAZER. MAS HÁ O DA REALIDADE!, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Joaquim Barbosa é a mais nova Inês de Castro da política brasileira: aquele que foi sem nunca ter sido.

Mais uma vez, ensaiou, ciscou, provocou marola, deu a entender que poderia ir para um lado, foi para o outro e, no fim, tudo terminou como costumam terminar as aventuras de Joaquim Barbosa quando se trata da vida pública: ele sai com seu ego inchado e satisfeito, e o resto que se dane.

A simples possibilidade de que viesse a se candidatar, os temores que mobilizou - e por bons motivos - e agora o desfecho dão conta da miséria a que foi relegada a política brasileira, que é hoje refém do PIPO, o Partido da Polícia, que une Polícia Federal, Ministério Público Federal e a quase totalidade da imprensa, com os ditos "comentaristas" a constituir a vanguarda do retrocesso. Aliás, como há comentaristas na imprensa brasileira! A sua expansão quantitativa é diretamente proporcional a seu analfabetismo qualitativo. Cuidado! Se você encontrar aqui e ali uma frase que lhe pareça bem construída e algum raciocínio engenhoso, recorra ao Google. Costuma ser plágio ou cópia mesmo, sem o devido crédito. Adiante.

Por que Barbosa desistiu daquilo que a, a rigor, nunca assumiu?

Em primeiro lugar, porque há temperamentos como o dele. Trata-se de um tipo psicológico que é estimulado pelo, vou pedir aqui um auxílio ao tio Freud, o "princípio do prazer", "lustprinzip", em alemão. Esse é o universo da criança. Não está preparada para as dificuldades. Desde bebê, se sente frio, fome ou algum outro desconforto, chora em busca da recompensa, que é a cessação do incômodo. Ao "princípio do prazer", opõe-se o "princípio da realidade". É próprio do amadurecimento. As pessoas aprendem a esperar para ter a gratificação. Acabam sendo educadas pelo desprazer, pela dor, pelas carências - não me refiro aqui às materiais necessariamente. Obter a gratificação sob o império do "princípio da realidade" requer planejamento. Não basta querer.

Barbosa chegou bastante cedo, aos 48 anos, ao topo da carreira jurídica no país: tornou-se ministro do Supremo. Optou por uma aposentadoria precoce, 11 anos, depois, porque, porque, porque? Bem, por causa do princípio da realidade. Aquele troço lá também tem seu lado chato. Com absoluta certeza, ganha mais como como parecerista, consultor, palestrante?. Não atua como advogado, por exemplo, o que também requer aquele planejamento que não se limita ao mundo da vontade.

Sim, Barbosa tinha condições de provocar estrago em várias pré-candidaturas. Pesquisas fechadas, privadas, encomendadas por empresas, evidenciavam que ele poderia ser um furacão eleitoral. Porque, em muitos aspectos, ele é a personagem ideal inventada pela Lava Jato e pela imprensa para governar o Brasil:

- não é corrupto ?" nem teve a oportunidade para isso;

- sabe fazer o discurso moralista, que é aquela moral em que os princípios se conformam sem realidade;

- tem fama de severo;

- é avesso a acordos;

E vai por aí...

É bem verdade que também não é dotado de nenhuma ideia. Mas isso não fazia grande diferença.

Sejamos objetivos, precisos, cirúrgicos: a única boa notícia gerada pela pré-candidatura de Joaquim Barbosa é a sua desistência
Herculano
09/05/2018 07:01
TRÊS CENAS DE LADROAGENS, SEM PT, por Elio Gapari, no jornal Folha de S. Paulo

Em apenas cinco dias estouraram três denúncias, todas capazes de deixar a origem da Lava Jato no chinelo

Desde 2014, quando uma pequena investigação bateu no doleiro Alberto Youssef e deu origem à Operação Lava Jato, não se via coisa igual. Em menos de uma semana, explodiram três bombas no andar de cima. Diferentes entre si, deverão trazer consequências comparáveis às decisões do juiz Sergio Moro e ao povoamento das carceragens de Curitiba. Recapitulando-as:

Na quarta-feira passada a polícia prendeu a nata dos operadores de câmbio paralelo nacional encarcerando 33 doleiros. Mesmo sabendo-se que o maior deles, Dario Messer, está foragido, pode-se especular que pelo menos 20 deles eram muito maiores que Youssef.

Se apenas cinco vierem a colaborar com a Justiça, caberão várias Lava Jatos na Operação Câmbio, Desligo. Ela está na vara do juiz Marcelo Bretas, que já botou na cadeia o ex-governador Sérgio Cabral e a cúpula da sua "gestão modernizadora" do Rio.

Por precaução, papeleiros ilustres já estão se afastando do mercado. Alguns deles sobreviveram às Operações Satiagraha e Castelo de Areia. Nos dois casos, a falta de cuidado de investigadores e procuradores permitiu que fossem atropelados pela cegueira da Justiça das cortes superiores. A equipe da Lava Jato tirou a venda da Justiça e deu no que deu.

No domingo soube-se que, em março, o PM paulista Abel Queiroz, funcionário de uma empresa de carros-fortes, contou à Polícia Federal que foi pelo menos duas vezes entregar dinheiro no escritório do empresário José Yunes, bom amigo de Michel Temer, e seu assessor especial no primeiros meses de governo. A PF acredita que esse ervanário valia R$ 1 milhão e saiu da Odebrecht.

No dia seguinte, outra novidade: autoridades suíças informaram que desde 2007 o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto" do PSDB, transferiu US$ 34,4 milhões para bancos locais. O doutor abriu sua conta na Suíça 43 dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da Dersa, a estatal de rodovias de São Paulo.

Num episódio inusitado, a existência desse dinheiro foi revelada já há meses pela própria defesa de "Paulo Preto". Em 2010, quando seu nome foi associado a traficâncias no setor de transportes de São Paulo, ele disse que "não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada, não cometam esse erro". O estado é governado pelo tucanato desde 1995 e "Paulo Preto" está preso desde abril.

Uma eventual colaboração de doleiros ainda é matéria de especulação, mas os antecedentes permitem supor que algumas virão. Youssef foi uma peça vital para a Lava Jato, e os irmãos Chebar fritaram Sérgio Cabral. O sinal mandado por "Paulo Preto" sugere que ele já não está afim de ficar ferido na estrada.

A prisão dos doleiros terá efeitos multipartidários. De saída, ela bate em notáveis do PSDB e do MDB. A revelação do PM que levava dinheiro ao escritório de Yunes flamba Temer e seu MDB. Já a fortuna exportada por "Paulo Preto" vai ao coração do PSDB chique de São Paulo.

Nessa sucessão de novidades ainda há mais: pela primeira vez desde que a Lava Jato entrou nas petrorroubalheiras do PT, a rede caiu em cima de doutores que nada têm a ver com o comissariado. Pelo contrário, eram ilustres defensores da deposição de Dilma Rousseff em nome da moralidade pública. Quem foi para as ruas em 2016 deve se lembrar dessa esperança.
Mariazinha Beata
08/05/2018 19:51
Seu Herculano;

Se os dois na foto das pontas são a cara de inércia e ineficiência, o do meio é a cara do ócio.
Bye, bye!
Erva Daninha
08/05/2018 19:44
"JUSTIÇA DETERMINA BLOQUEIO DE BENS DE R$6,5 MILHõES DE NOVE PESSOAS EM BLUMENAU

Ex-prefeito Décio Lima (PT) está entre os envolvidos ."

Herculano, já disse e repito, ainda vão alcançar o Zuchi.
Grilo Falante
08/05/2018 18:59
Oi, Herculano

O ex-ministro Joaquim Barbosa deu marcha ré na candidatura para presidente?
Não é bom nem ótimo, é bótimo. Ele não passa de um cavalo de Tróia petista.
Sandra Alves
08/05/2018 18:53
Será que podemos chamar de nepotismo o que um certo vereador fez a pouco tempo?
Herculano
08/05/2018 13:19
da série: os brasileiros acabam de ganhar com essa desistência. E como...

JOAQUIM BARBOSA É O PRESIDENTE MAIS SURPREENDENTE QUE O BRASIL JAMAIS TERÁ, por Josias de Souza, Josias de Souza

Joaquim Barbosa não dispunha de experiência política. Não tinha vivência partidária. Nunca havia participado de nenhum governo. Com esse perfil, amealhou no último Datafolha até 10% das intenções de voto. Foi como se desse um salto triplo sem sair da cadeira. Candidato, Barbosa seria a melhor opção para o Brasil que fez o asfalto roncar e deu voz às panelas. Fora do jogo, tornou-se um alívio para a oligarquia que oferece ao eleitorado em 2018 mais do mesmo.

O que fazia de Barbosa um presidenciável viável era justamente a improbabilidade. No inconsciente do eleitor, sua inexperiência política o distanciava do profissionalismo à moda da trinca Temer-Moreira-Padilha. Sua inapetência para a vida partidária era um indicativo de que ele se manteria longe dos conciliábulos com personagens como Jucás e Valdemares, Sarneys e outros azeres. O fato de jamais ter integrado governos dava à sua eventual Presidência o frescor do novo.

Eleito, Barbosa poderia se converter num desastre. Seu pavio de fácil combustão tanto serve para brigas como as que travou no plenário do Supremo com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski quanto para os xingamentos que dirigiu a um repórter que tentou entrevistá-lo na porta do elevador. Não seria improvável que, num dia em que a coluna lhe doesse, um hipotético presidente Joaquim Barbosa colocasse porta afora do gabinete presidencial uma autoridade estrangeira ou um líder político, provocando uma indesejável crise internacional ou política.

Barbosa talvez não concluísse o mandato. Num país em que um presidente já renunciou (Jânio) e dois foram mandados de volta para casa mais cedo (Collor e Dilma), não seria uma surpresa se um presidente tão improvável explodisse ou fosse implodido.

Alçado ao Planalto, Barbosa seria uma resposta do eleitorado à falência da política ?"com todas as consequências do gesto, os prós e os contras. Como ministro do Supremo, o personagem relatou o julgamento do mensalão, precurssor da Lava Jato. Ex-eleitor de Lula, Barbosa iniciou a ruína do PT. Sintomaticamente, subiu nas pesquisas num instante em que Lula, poupado no primeiro escândalo, desceu às profundezas como o preso mais ilustre do petrolão.

O jogo perdeu sua peça mais perturbadora. Com sua desistência, Joaquim Barbosa entra para a crônica da sucessão de 2018 como o presidente mais surpreendente que o Brasil jamais terá.
Marcos
08/05/2018 13:00
"Que foram realizados 4.842 atendimentos nas áreas de especialidades (a maioria abrigados na policlínica ou em consultórios terceiros) como cardiologia, pediatria, ortopedia, dermatologia e urologia. A espera caiu para 20 dias. Uau! Incrível!"

Isso é uma grande mentira ! se fosse verdade eu já teria sido atendido.

Solicitei uma consulta na especialidade cardiologia para regular meu marcapasso em setembro de 2017 e até agora não fui chamado. Cada vez que pergunto no posto perto de casa, dizem que não há previsão para atendimento e incrivel que parece a fila cresce e estou sendo jogado para o fim da fila.

Uma vergonha e ainda tem esse pessoal tem a cara de pau de dizer que a espera é de 20 dias.

Se for para os amigos deles.

O minitério público deveria fiscalizar estas lista de espera de consulta.
Lilian
08/05/2018 10:21
Sr. Herculano, se ler atentamente o que escrevi, poderá observar que minha observação foi em ralação ao MP e não a sua coluna, que como o senhor disse foi a única que realmente bateu na tecla.
Novamente, como o senhor disse, eu também afirmei que o MP já foi provocado pelo denunciante,ou seja o mesmo não está sabendo dos fatos através do diz que disse, e sim através de documentos com provas fornecidas pelo vereador.
Ou seja, não existe motivos para o mesmo não se manifestar já que foi provocado e está ciente do que vem ocorrendo.
Herculano
08/05/2018 10:11
A Lilian e outros que escreveram sobre o mesmo tema, apenas mudando o nome

1. O assunto foi manchete aqui. E só aqui. Então não há silêncio sepulcral.
2. A notícia foi levada ao Ministério Público pelo próprio denunciante, o vereador Cícero Giovane Amaro, PSD. Então o MP conhece do assunto.
3. Quem reclama, deveria ir até o MP, e reforçar a notícia, dar mais provas e exigir um posicionamento.
4. O MP, não é movido apenas pelo diz que disse. Feita a notícia, ele instaura o inquérito para reunir testemunhos, provas e uma acusação sólida para a denuncia à Justiça.
Herculano
08/05/2018 10:06
CONGRESSO CONTRA O RIO

Conteúdo de O Antagonista. A intervenção no Rio de Janeiro pode ser interrompida para permitir a votação de emendas constitucionais no Congresso.

Raul Jungmann não concorda com isso.

Ele disse para a Folha de S. Paulo:

"Não vejo motivos para suspender algo que está indo bem e que vai apresentar resultados cada vez mais palpáveis".

Raul Jungmann faz muito bem.

O plano dos parlamentares é interromper a intervenção para aprovar uma PEC que os imunize contra a Lava Jato e garanta foro especial a ex-presidentes, em particular a Lula e Michel Temer.
Herculano
08/05/2018 10:01
O ALVO Nº 1: JAMAIS UM PRESIDENTE ENFRENTOU O ASSÉDIO DE QUE TEMER É ALVO; HÁ A DECISÃO DE QUE NÃO DEIXÁ-LO RESPIRAR ATÉ O ÚLTIMO DIA DE PODER, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Jamais um governante no poder experimentou o assédio por que passa o presidente Michel Temer. A determinação é de não deixá-lo respirar. As duas investidas de Rodrigo Janot - uma com o auxílio de Joesley Batista, e outra, de Lúcio Funaro -0, na prática, não cessaram. Não bastou a negativa da Câmara em dar prosseguimento às investigações.

Notem: parece pouco provável, a cinco meses do primeiro turno das eleições deste ano, que o presidente concorra à reeleição. Se o fizer, não é realista achar que possa ser reeleito. Mas nem mesmo a trégua de pouco mais de sete meses aceitam lhe dar, pouco importando o que isso custe em instabilidade política. Há uma fúria canibalesca em curso. E se dá em mais de uma frente. Todas elas afrontando a lei de maneiras diversas, mas combinadas.

Reitero: investigações que estão em curso poderiam ser postas em prática tão logo o presidente deixasse o cargo. Mas faz parte da metafísica da Lava Jato acuar o poder. E conta, para isso, com apoio irrestrito da imprensa
Herculano
08/05/2018 09:56
APROXIMAÇÃO DE ALCKMIN COM TEMER É BOMBARDEADA DENTRO DO PRóPRIO PSDB, por Josias de Souza

O presidenciável tucano Geraldo Alckmin confirmou a correligionários que telefonou para Michel Temer na semana passada. Disse que deve se encontrar com o presidente nos próximos dias. A aproximação gerou duras críticas dentro do próprio PSDB. Até mesmo tucanos próximos a Alckmin classificam o movimento como equivocado. Receia-se que o candidato, já às voltas com dificuldades para se firmar na campanha, seja contaminado pela impopularidade radioativa de Temer. Sete em cada dez brasileiros desaprovam o presidente, segundo o Datafolha.

As relações entre Alckmin e Temer viviam uma fase glacial havia mais de seis meses. O presidente não se conformava com o fato de a bancada federal do PSDB de São Paulo ter votado majoritariamente a favor das duas denúncias da Procuradoria da República contra ele, no ano passado. Em contraposição, os apoiadores de Alckmin enxergavam o distanciamento em relação a Temer como um "ativo eleitoral", algo a ser trombeteado na campanha. O plano ficará comprometido se a fase do degelo resultar num acordo formal do PSDB com o (P)MDB.

O aceno de Alckmkin em direção a Temer foi precedido de uma visita de Fernando Henrique Cardoso à casa do presidente, em São Paulo, no feriado de 1º de Maio. O grão-mestre do tucanato ouviu do anfitrião uma vigorosa defesa da unificação dos partidos ditos de centro em torno de uma única candidatura presidencial. Até então, Alckmin não cogitava atrair o MDB para sua coligação, à qual se juntaram apenas o PPS, o PSD e o PTB. Estimulado por FHC, o candidato tucano optou por abrir diálogo com Temer. Diz aos críticos que não há, por ora, vestígio de acerto.

Integrantes da ala do PSDB que faz a apologia da candidatura de Alckmin enxergam na mudança de estratégia um quê de desespero. Atribuem o ajuste ensaiado por Alckmin ao avanço de Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSB) e Jair Bolsonaro (PSL) sobre o eleitorado de São Paulo. Estacionado abaixo dos dois dígitos nas pesquisas, Alckmin estaria apostando suas fichas na propaganda eleitoral no rádio e na TV. Uma aliança com o MDB aumentaria sua vitrine eletrônica.

Embora não desprezem a importância da propaganda, os aliados do candidato temem que o preço a pagar seja alto demais. Um deputado tucano disse: Vamos passar a campanha arrastando o governo Temer como uma bola de ferro. Um senador declarou: Já vi muito político acompanhar governante impopular até a beirada da cova. Mas ainda não tinha visto um candidato que se dispusesse a pular no buraco.

O pedaço do tucanato que torce o nariz atribui o interesse de Temer à sua precariedade penal. Nessa versão, o presidente estaria empenhado em unificar o centro apenas porque sua candidatura à reeleição derreteu e ele precisa de aliados no poder capazes de suavizar seu encontro com a Justiça, a partir de 1º de janeiro de 2019. Imagina-se que Temer e seu séquito de auxiliares encrencados estejam sofrendo uma recidiva da alucinação que leva poderosos impotentes a imaginar que ainda é possível estancar, de cima para baixo, a sangria da Lava Jato. Até aqui, todo mundo que fez essa aposta perdeu
Lilian
08/05/2018 09:55
O silêncio sepulcral que emana do MP em relação ao caso de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA do Sr. Prefeito é no mínimo estarrecedor.
Desde a denuncia efetuada na câmara não se ouviu falar que o MP abriu processo para apurar o caso, mesmo sendo provocado pelo vereador que efetuou a denuncia.
O Secretário, ícone desta denuncia continua a lesar o erário, pois este mantém os dois empregos, como Professor na FURB no mesmo horário em que deveria estar trabalhando como Secretário na PREFEITURA, e o mais incrível de tudo isso é que possui o aval do prefeito KLEBER, ou seja uma afronta a justiça, aos pagadores de impostos e demais servidores do município que tem que cumprir a lei.
Como já foi dito anteriormente, referente ao caso do assessor de vereador que foi passear enquanto deveria estar trabalhando, o MP rapidinho se manifestou, mas quando o assunto é muito mais grave, pois pode ter consequências sérias para o futuro da cidade o mesmo nem sequer opina.
Depois não querem que os cidadãos fiquem com desconfiados de que a corrupção está em todos os níveis, inclusive onde menos se espera.
Herculano
08/05/2018 09:52
O HOMEM QUE AMANHÃ CHEGA AOS 60 ANOS NÃO É BEM UM HOMEM, MAS UMA ERRATA, por Nizam Guanaes, publicitário, no jornal Folha de S. Paulo

Vivemos num século no qual as pessoas vão viver muito e precisam estar dispostas a se reinventar

Amanhã, dia 9 de maio, eu faço 60 anos. É a idade em que o sujeito começa a repetir em festas, rodas de café e salas de dentista a psicanalítica frase: "Você sabia que Roberto Marinho começou a Rede Globo aos 60 anos?".

É por isso que dedico a ele esta coluna de 60 anos. Roberto Marinho, seu Frias (o visionário publisher desta Folha), Abilio Diniz, Jorge Paulo Lemann, Jorge Gerdau são homens que não param quando o dinheiro não é mais problema. Eles seguem iluminando o caminho, e nós vamos seguindo atrás.

No dia 4 de novembro, aos 60 anos, eu vou correr a maratona de Nova York. O homem que atravessará a linha de chegada mais morto que vivo depois de mais de quatro horas de corrida é um ex-gordo de quase 200 quilos que está escrevendo um livro chamado "Fênix, Porque Tudo Acabou". Não é um livro sobre mim, mas sobre reinvenção ?"tão necessária num mundo onde tudo acabou e onde todos nós, repito, todos nós precisamos nos reinventar.

Porque, eu não sei se já disse, o doutor Roberto Marinho fundou a Rede Globo aos 60 anos (kkk). E, para mim, a obra maior de doutor Roberto não é a Globo (essa obra colossal). Sua maior obra é ensinar os outros a seguir em frente após os 60.

Aliás, devo confessar que o doutor Roberto não me inspirou só profissionalmente, mas amorosamente também. Quando conheci Donata, disse a ela com a maior cara de pau que devíamos nos casar porque não devíamos esperar como o doutor Roberto esperou até bem tarde para se declarar ao seu antigo amor, dona Lily. Ou seja, o homem fundou a Globo aos 60 e redescobriu o amor depois dos 80. Eu mandava flores com cartões a Donata e assinava doutor Roberto.

Não parar de sonhar, não parar de amar, esse é o legado de Roberto Marinho e de tantos homens e mulheres pelo mundo todo que inventam e se reinventam sem olhar no relógio do tempo porque reinventam o relógio e o tempo.

No ano que vem, aos 61 anos, vou estudar em Harvard. Quero também cursar a Universidade Singularity, frequentar Davos e o DLD Innovation Festival de Tel Aviv, cheio de perguntas e repetindo, como Sócrates, que só sei que nada sei.

O homem que amanhã chega aos 60 anos não é bem um homem, mas uma errata. Uma vida iluminada por um monte de erros crassos reescrita a muitas mãos, onde são visíveis a caligrafia amada de Donata, os garranchos de meus médicos Roberto Kalil e Arthur Guerra e de tantas outras mãos que me deram a mão para eu chegar até aqui.

Vim comemorar meus 60 anos amanhã na ilha devastada e em reconstrução de Saint Barth. Quando escolhi o lugar, não percebi o significado da escolha. Passarei sem festa, com mulher e filhos a celebrar tranquilo nessa linda ilha, com suas praias azuis, suas rochas de Xangô e suas águas de Iemanjá.

Devastada pelo furacão Irma, ela renasce das cinzas como Fênix, como eu, que tantas vezes tive de me refazer.

Vivemos num século no qual as pessoas vão viver muito, mas muito mesmo. E precisam estar dispostas a se reinventar muitas vezes. Como Abilio, Jorge Paulo, seu Frias, Olavo Setúbal, Fernando Henrique, Luiza Trajano e Roberto Marinho nos diversos períodos de altos e baixos ao longo da longa vida.

São 60 anos. Seis anos sem minha mãe, 39 sem meu pai, décadas sem meu avô. Mas eles não morrem. E atravessarão comigo a reta de chegada da maratona com os meus pés congelados, os meus joelhos em frangalhos e a minha alma feliz. Para reafirmar, como disse Hemingway, que o homem pode até ser destruído, mas jamais vencido
Herculano
08/05/2018 09:46
OS POLÍTICOS QUANDO NO PODER PERDEM A NOÇÃO DO PERIGO E SE ACHAM FECHADOS À LEI. ESTE É UM CLARO AVISO DE COMO O PREFEITO KLEBER, CORRE RISCOS POR AFRONTAR A LEGISLAÇÃO E MARCAR POSIÇÃO PERANTE A SUA OPOSIÇÃO E A IMPRENSA, QUERENDO SER HERóI DO NADA PERANTE A CIDADE.ESTE PODE SER O CASO DO SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, ALEXANDRE GEVAERD, ENTRE OUTROS JÁ LEVANTADOS NA CÂMARA

LEIA E CONCLUA SOBRE ESTA REPORTAGEM QUE CIRCULOU NO JORNAL DE SANTA CATARINA, DA NSC DE BLUMENAU E QUE VOLTOU FAZER JORNALISMO DEPOIS DE TER SIDO REFERÊNCIA NA DÉCADA DE 1970

JUSTIÇA DETERMINA BLOQUEIO DE BENS DE R$6,5 MILHõES DE NOVE PESSOAS EM BLUMENAU

Ex-prefeito Décio Lima (PT) está entre os envolvidos em 28 supostos atos de improbidade administrativa apontados pelo MP no processo, envolvendo obras e nomeações que teriam sido cometidas durante o mandato

O texto é de Augusto Ittner, Jean Laurindo (que já foi editor do jornal e portal Cruzeiro do Vale) e Lucas Paraizo

A Justiça determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 6,5 milhões de nove pessoas e uma empresa em Blumenau por supostos atos de improbidade administrativa cometidos em 1999. Entre eles está o ex-prefeito Décio Lima (PT). Os demais são: Elmo Grutzmacher (ex-secretário de Finanças do município), Stênio Sales Jacob (ex-presidente da URB), Verdi Alves da Silva (que ocupava cargo de confiança na URB), Kentaro Hayashi (empresário), Roberto de Souza Beduschi (servidor público), Américo Tomazini (que ocupava cargo de confiança na URB), Omar Cesar Pedroso Marcondes (empresário), Oscar Alberto da Silva Gayer (empresário). Também consta o nome da empresa LMS Locação de Máquinas Ltda, que prestava serviços à Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB).

A decisão, que cabe recurso, foi proferida na última quinta-feira e disponibilizada no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina no dia seguinte. A determinação do juiz João Baptista Vieira Sell, da 1ª Vara da Fazenda do município, tem como base uma denúncia acatada pelo Ministério Público em que são citados supostos 28 atos de improbidade administrativa envolvendo obras e nomeações que teriam sido cometidas durante o mandato do petista (confira na tabela abaixo).

O processo iniciou em 2001 e se baseia em três relatórios: a CPI das Obras, movida pela Câmara de Vereadores no mesmo ano, uma sindicância interna da prefeitura de Blumenau e uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC). Conforme a denúncia, os atos teriam envolvido pavimentações de ruas, operações tapa buraco, desvio de verba da Secretaria de Obras, pagamentos de obras não realizadas ou em duplicidade, desvio de funções com funcionários públicos que teriam exercido serviços particulares, ausência de formalidades em contratos, além de supostas indicações para cargos de confiança. Todos os atos envolvem a Secretaria de Obras ou a Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB).

O juiz determinou o bloqueio de R$ 6.488.379,00 divididos entre Décio, outros nove investigados ?" entre pessoas e empresas. Os supostos atos de improbidade englobam valores que variam de R$ 1 mil a R$ 1 milhão - respectivamente referentes a doações de materiais pela URB e a um projeto denominado "Rua Feliz".

Segundo a decisão, o caso não prescreveu pois a lei de improbidade administrativa prevê que o prazo para ações desta natureza é de até cinco anos após o término do mandato. A ação foi movida pelo MPSC em janeiro de 2004 e a gestão de Décio Lima acabou no dia 31 de dezembro do mesmo ano. Procurada pela reportagem, a assessoria da 1º Vara da Fazenda informou que a decisão só será publicada no Diário de Justiça Eletrônico após o bloqueio dos bens, o que não havia ocorrido até as 19h30min desta segunda-feira.

Os supostos atos de improbidade citados pelo Ministério Público de Santa Catarina são:
1) Nomeação de Diretor Operacional da URB
Valor: não especificado

2) Projeto "Rua Feliz"
Valor: R$ 1.086.584,02

3) Contratação de empresa de consultoria e planejamento de obras
Valor: R$ 151.370,00

4) Emissão paralela de boletins que levaram ao desvio de dinheiro da Secretaria de Obras
Valor: R$ 520.560,13

5) Pagamento de exploração de pedreiras não realizado
Valor: R$ 421.566,62

6) Terraplanagem e pavimentação das alças de passagem da Ponte do Tamarindo
Valor: R$ 169.143,96

7) Pavimentação, drenagem e colocação de meio-fio nas alças de passagem da Ponte do Tamarindo
Valor: R$ 11.842,00

8) Pavimentação asfáltica e drenagem da Rua Deputado Antônio Heil
Valor: R$ 40.384,86

9) Construção da ciclovia na Rua Antônio Treis
Valor: R$ 67.692,25

10) Construção de muro, reconstituição do calçamento e drenagem da Rua Araucária
Valor: R$ 4.982,52

11) Revestimento asfáltico da Avenida Beira-Rio
Valor: R$ 107.423,00

12) Pavimentação e drenagem da Rua Carl Kuhn
Valor: R$ 18.049,85

13) Pavimentação da Rua Eldorado
Valor: R$ 16.305,66

14) Pavimentação da Rua Franz Müller
Valor: R$ 600.836,22

15) Pavimentação da Rua Frederico Jensen
Valor: R$ 26.887,63

16) Ligação da Rua Engenheiro Paul Werner com a Rua Santa Catarina
Valor: R$ 81.333,35

17) Pavimentação da Rua Fritz Koegler
Valor: R$ 36.867,21

18, 19, 21) Operações tapa buraco realizadas em várias ruas
Valor: R$ 527.586,17

20) Recapeamento, reconstituição e pavimentação de tapa buracos
Valor: R$ 228.566,30

22) Pavimentação das ruas Itajaí e Ceará
Valor: não especificado

23) Serviços na pavimentação asfáltica da Rua Vitório Alcântara
Valor: R$ 8.687,45

24) Referente aos funcionários de empreiteiras que registravam ponto na URB e prestavam serviços a particulares
Valor: não especificado

25) Documentos assinados por engenheiro
Valor: não especificado

26) Doações de materiais pela URB
Valor: R$ 1.005,00

27) Pavimentação de pátio de posto de combustíveis
Valor: R$ 22.221,29

28) Ausência de formalidade essencial para ter-se como válidos os pagamentos feitos a empresa de locação de máquinas
Valor: não especificado

CONTRAPONTOS:
- Décio Lima (PT)
Procurado pela reportagem, o ex-prefeito e atual deputado federal disse não estar a par da decisão e que irá se inteirar sobre o fato antes de se manifestar. Ele alegou ser vítima de uma "perseguição do judiciário a cinco meses das eleições" e disse que seus advogados entrarão com uma ação junto ao Conselho da Magistratura.

- Stênio Sales Jacob e Verdi Alves da Silva
Procurado pela reportagem, o advogado Luiz Carlos Nemetz disse que: "essa decisão é uma vergonha. Tanto para os jurisdicionados que são absolutamente inocentes como para o judiciário, que levou 17 anos de forma inexplicável para apreciar um mero pedido liminar. Os clientes Stênio e Verdi ofereceram há quase duas décadas a quebra dos seus sigilos fiscal, bancário, telefônico e eletrônico, de modo a demonstrar que nada devem. Soa extremamente suspeito que este caso seja requentado exatamente à véspera de um pleito eleitoral".

- Elmo Grutzmacher
A reportagem conseguiu contato com Elmo Grützmacher na noite desta segunda. Ele disse não ter conhecimento da decisão de indisponibilidade de bens e que pretende recorrer. "Eu sou uma vítima dessa história na verdade. Não tenho nada a ver com esse negócio. Era secretário de Finanças, pagava, mas como vou saber se essas obras foram feitas ou não foram feitas? Isso não compete à Secretaria da Fazenda, de Finanças. Tinha equipes de engenheiros lá fora para fazer isso. Sou obrigado (a recorrer), não vou pagar por um negócio que não fiz, não tenho nada a ver com isso".

- Até a publicação desta reportagem, nenhum dos outros seis citados ou representantes legais, entre pessoas e empresas, havia sido localizado ou retornou os contatos feitos pela reportagem por telefone.
Herculano
08/05/2018 09:36
DISTRIBUIDORAS TORNAM ETANOL ATÉ 69% MAIS CARO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Em razão da existência das distribuidoras, que atuam como atravessadoras no mercado de combustíveis, o preço do litro de etanol custa 49% a mais em São Paulo, 69% no Triângulo Mineiro, 55% a mais em Goiás e Alagoas, 48% em Salvador e 26% a mais no Recife. O levantamento é da Escola Superior de Agricultura (Esalq) da USP e Agência Nacional do Petróleo (ANP), ao qual esta coluna teve acesso.

O BARATO FICA CARO
Em São Paulo, o litro do etanol sai da usina a R$1,58, mas ganha 12% de ICMS. É que o governo obriga a usina a entregá-lo ao atravessador.

CUSTO ATRAVESSADOR
Em razão do ICMS, o etanol sai da usina paulista a R$1,80. É vendido no posto a R$2,67, após distribuidor aplicar o lucro, às vezes, de 67%.

PAÍS DOS ABSURDOS
O governo proíbe a usina de vender seu etanol ao posto no outro lado da rua. O etanol viaja centenas de quilômetros até voltar àquele posto.

SEM INTERMEDIÁRIOS
Usinas querem vender seu etanol diretamente ao posto. Em São Paulo, hoje, sem atravessador e com o lucro do posto, o litro custaria R$2,19.

DESABAFO DE CUOCO EXPõE EXPLORAÇÃO DOS PLANOS
Repercute nas redes sociais o desabafo do ator Francisco Cuoco, 84, sobre um idoso ser obrigado a pagar R$5 mil por mês para ter plano de saúde. Cuoco nem sequer desconfia, mas o valor que mencionou, em muitos casos, representa metade e até um terço daquele cobrado por operadoras que faturaram no Brasil mais de R$178 bilhões em 2017, graças à "ajuda" providencial da ANS, "agência reguladora" do setor.

SENHORES ABSOLUTOS
Porque as operadores queriam, a ANS jogou os brasileiros às feras, desobrigando as empresas de oferecer planos individuais.

GANÂNCIA IMPARÁVEL
As operadoras oferecem apenas planos coletivos (ou empresariais), cujo reajuste não tem controle. Aumentam o valor como querem.

FRANQUIA DE CINISMO
O último golpe é criação de "franquias" evitando que operadora pague procedimentos até determinado valor, como nos seguros de carro.

LULA JÁ PERDE POR 2 A 0
O voto virtual do ministro Dias Toffoli contra a soltura de Lula sinaliza decisão unânime ou por larga margem na 2ª Turma do STF. Até agora, com o ministro relator Fachin, já está 2x0. São cinco votos no total.

SEGURANÇA ESTÁ CERTA
Fez sucesso de público a atitude da primeira-dama Marcela Temer, jogando-se no lago do Alvorada, de roupa e tudo, para salvar seu cão. Mas a segurança não pode ser punida por permanecer imóvel. Ela é segurança de autoridade e não funcionária para toda obra.

PAÍS RICO É ASSIM
O governo de finanças combalidas tem dois projetos que liberam R$108 milhões para reforma e compra de imóveis do Judiciário e do Ministério Público da União. Coisa de País rico e sem crise.

PAÍS DE CASTAS E REGALIAS
Entidade de advogados públicos critica o controle de freqüência na Advocacia Geral da União (AGU). Chamou de "retrocesso conceitual". Deve ser a expressão que define o "direito" de trabalhar se quiser.

DISCRIMINAÇÃO
O presidente da Ancine, Christian de Castro, adora financiar qualquer porcaria produzida no Rio e São Paulo por "gênios" do cinema, e trata a pão e água projetos do Nordeste, de Minas e do Espírito Santo.

MINISTRO SUMIDO
Chama atenção o silêncio do ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, após o desabamento do prédio no centro de São Paulo. Até o chefe, Michel Temer, deu as caras pessoalmente no local do acidente.

ZERO COMOÇÃO
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que se esgoelou contra a morte de Marielle, no Rio, tem sido criticado pelo silêncio nas redes sobre o assassinato do delegado federal Davi Farias de Aragão, executado por bandidos que invadiram sua casa perto de São Luís.

PERDEU IMPORTÂNCIA
"Medidas contra a corrupção" representam só a terceira prioridade (9,3%) para a eleição de 2018, segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Contabilidade (Sescon), com 600 empresários paulistas.

PENSANDO BEM...
...só haverá algum trabalho pra valer, no Congresso, durante o mês de maio, porque depois tem Copa, Eleições e depois... acabou 2018
Herculano
08/05/2018 09:32
da série: o que difere Gaspar com o Planalto?

POR QUE TEMER É TÃO ODIADO? por Hélio Scwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Nada de positivo parece capaz de associar-se à imagem do presidente

A avaliação de Michel Temer nunca foi boa. Quando contava dois meses de governo, o Datafolha computava-lhe 14% de ótimo/bom e 31% de ruim/péssimo. Com sete meses, esses números passaram respectivamente a 10% e 51%. A impopularidade continuou aumentando até estabilizar-se em 70% de apreciações negativas e 6% de positivas.

A famosa fita de Joesley Batista, que pôs o presidente no olho do furacão dos escândalos de corrupção, decerto contribuiu para a deterioração de sua imagem, mas não a causou, apenas acentuando um movimento que já estava em curso.

O interessante aqui é que Temer até produziu boas notícias. Além do fato de ter sido sob sua administração que o país saiu da profunda recessão em que mergulhara, o presidente fez pequenas bondades, como liberar o saldo de contas inativas do FGTS, e tentou navegar em teses populares, ao determinar a intervenção federal no Rio de Janeiro.

OK. Não é nada muito fantástico, mas são coisas que, em condições normais, acrescentariam alguns pontinhos à popularidade do governante. No caso de Temer, porém, nada de positivo parece capaz de associar-se à sua imagem.

Acredito que há uma antipatia congênita contra Temer. Minha hipótese é que ela tem origem no fato de o mandatário ter agido muito abertamente para derrubar Dilma Rousseff. Embora a maioria da população apoiasse o impeachment, o vice que faz de tudo para herdar o cargo fica com pecha de traidor, o que não é bom para a imagem.

Se há algo que a psique humana abomina, são traidores. Não é uma coincidência que seja para eles que Dante Alighieri, na "Divina Comédia", reservou o nono e mais extremo círculo infernal. E, nele, na quarta e última esfera, estão os que traíram seus mestres ou reis. Destes, três ?"Judas, Brutus e Cássio?" ainda recebem a distinção de ser torturados pessoalmente por Satanás.

Diante desse retrospecto, Temer até que não vai tão mal.
Herculano
08/05/2018 09:27
A CÂMARA E A (DES)COMUNICAÇÃO DELA COM A CIDADE E OS CIDADÃOS

Quem me chamou a atenção agora pela manhã, foi o proprietário e editor do jornal e portal Cruzeiro do Vale, Gilberto Schmitt.

Ou seja, e resumindo, não é implicação minha, apenas como insistem por ai, com o único intuito de me diminuir, desqualificar e constranger. É uma constatação de que está no ambiente.

HOJE A CÂMARA DE GASPAR VOTA PARA VOLTAR A TER SESSõES À NOITE E ASSIM, PERMITIR, TALVEZ, MAIS PARTICIPAÇÃO POPULAR.É PRATICAMENTE CERTO QUE APROVARÁ

A Câmara de Gaspar já teve até duas sessões à noite por semana,bem menos assessores e custos (quatro contra os 28 de hoje). Mas, este não é da ponto da inflexão. É a tal da comunicação torta, com dono, que não entende do assunto, mas manda nela como se entendesse. O resultado está ai.

A volta das sessões noturnas é uma conquista da sociedade e principalmente dos que hoje são majoritariamente oposicionistas lá na Câmara PT, PDT e PSD. Silvio Cleffi, PSC, foi contra. Já agora...

Vale lembrar, quando este tema apareceu por lá, foi boicotado e varrido da pauta pelos que defendem o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, por orientação dos que mandam nele e no atual governo.

O que está errado então e motivo desse comentário? A falta de divulgação. Ontem apareceu um press release, lacônico e de poucas linhas. Desprezo pelas conquistas da cidade, da cidadania e da transparência.

O que escrevi ontem, segunda-feira, aqui, sobre a gestão da Câmara e o comportamento da Assessoria de imprensa do legislativo gasparense, principalmente a que se move pela fidelidade imposta pela indicação política e comissionamento, vale para o assunto de hoje. Acorda, Gaspar!
Herculano
08/05/2018 09:14
TEMER NO TELHADO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Presidente indica ter perdido entusiasmo pela ideia de concorrer à reeleição e acena a aliados

Parece ter durado pouco o entusiasmo do presidente Michel Temer (MDB) pela ideia de concorrer à reeleição em outubro, projeto pelo qual ele começou a manifestar interesse em meados de março.

Em duas entrevistas concedidas nos últimos dias, ele disse que pode desistir da postulação se isso contribuir para unir em torno de um só nome os partidos que o sustentaram no poder após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

"Se for necessário, abro [mão da candidatura] com a maior tranquilidade", afirmou o presidente. "Se nós quisermos ter o centro, não podemos ter sete ou oito candidatos."

Temer transmitiu mensagem semelhante em conversas privadas com aliados e buscou aproximação com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem preferido manter distância do emedebista.

A candidatura à reeleição sempre pareceu duvidosa, um biombo que disfarçava mal seus reais objetivos ?"evitar o isolamento e buscar proteção contra o avanço das investigações que o cercam.

Alvo de duas denúncias criminais com andamento suspenso pela Câmara dos Deputados, o mandatário é o foco de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, e as suspeitas sobre sua conduta se avolumaram nas últimas semanas.

Um funcionário de transportadora de valores disse à Polícia Federal que levou duas vezes pacotes de dinheiro ao escritório de um dos melhores amigos do presidente, o advogado José Yunes, investigado sob acusação de arrecadar ilicitamente fundos de campanha.

Como revelou antes reportagem publicada nesta Folha, fornecedores de uma reforma realizada na casa de uma filha de Temer foram pagos com dinheiro vivo, entregue pela mulher de outro amigo dele.

Caberá à Justiça esclarecer se as suposições têm fundamento, mas seu efeito político é incontornável. Elas aumentam a desconfiança enfrentada pelo emedebista, cuja imagem tem sido desgastada também pela frustração geral com a lenta recuperação econômica.

Oscilando entre 1% e 2% das preferências dos eleitores, segundo o Datafolha, o presidente tornou-se tóxico para seus aliados, uma presença indesejável no palanque.

Ao acenar com a possibilidade de abandonar suas pretensões eleitorais, Temer tenta se manter relevante no jogo político e evitar que outros integrantes do bloco governista ocupem o espaço do MDB.

Como trunfo, a legenda tem o controle sobre fatia relevante do tempo reservado à propaganda eleitoral neste ano ?"um ativo valioso que poderia aumentar as chances de qualquer um na campanha.

Mas o custo de uma aliança com o governismo pode ser tão alto que ninguém queira assumir tal compromisso, o que deixaria os candidatos do MDB nos estados livres para buscar outras composições.

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