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EX-VEREADOR JOSÉ AMARILDO RAMPELOTTI, PT, CUMPRE PENA POR OFENDER SUCESSIVAMENTE NA TRIBUNA DA CÂMARA A JUÍZA ANA PAULA AMARO DA SILVEIRA - Jornal Cruzeiro do Vale

EX-VEREADOR JOSÉ AMARILDO RAMPELOTTI, PT, CUMPRE PENA POR OFENDER SUCESSIVAMENTE NA TRIBUNA DA CÂMARA A JUÍZA ANA PAULA AMARO DA SILVEIRA

27/09/2018

Discursos que condenam I

O ex-vereador José Amarildo Rampelotti, PT, teve a sua condenação aqui da Comarca confirmada recentemente pelo Tribunal de Justiça. A sentença aqui saiu no dia 17 de setembro de 2015 e foi dada pela juíza da 3ª Vara, Graziela Shizuiho Alchini. Referiu-se ao caso de ofensas contra juíza Ana Paula Amaro da Silveira. Não há mais recursos. A pena original foi um ano, seis meses, 19 dias de detenção e 50 dias multa. Ela foi substituída por duas penas restritivas de direitos: uma de prestação de serviços gratuitos à comunidade à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, e outra de 20 salários mínimos em favor das instituições de acolhimento de crianças e adolescentes da Comarca de Gaspar (CEGAPAM).

Discursos que condenam II

Entenda. Amarildo e também o ex-vereador Antônio Carlos Dalsochio, PT, hoje suplente, cunhado do ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, a partir de uma reportagem veiculada no domingo 24.3.2013 no programa Fantástico, da Rede Globo – emissora que ambos dizem nos seus discursos repudiá-la e não a assistir, mas que lhes serviu, nesse caso, para colocar a juíza Ana Paula como alvo de sucessivos discursos virulentos, a marca de ambos na tribuna da Câmara. A reportagem levantou supostas dúvidas sobre o que era até então um sistema referência nacional de abrigamento e adoção de crianças e adolescentes. A juíza, tida como dura, esteve à frente desta área por 11 anos aqui, quando pediu para ser promovida à Comarca de Florianópolis, sua cidade. E aí começou o seu inferno. Em outras sentenças sobre Ações Civis Públicas de iniciadas pelo Ministério Público, Ana Paula condenou a gestão municipal petista. Por causa isso, o PT daqui a colocou ela na sua alça de mira, uma prática antiga e hoje bem conhecida devido ao caso do ex-presidente Lula e os seus no petrolão, quando desqualificam a Justiça, o MP e a imprensa, em tudo que lhes expõem.

Discursos que condenam III

O recurso de Dalsochio ainda não foi julgado pelo TJ. A condenação dada aqui é semelhante a de Amarildo. Agora, todas as terças-feiras, Amarildo se dedica a serviços comunitários na Escola Básica Zenaide Schmitt Costa, no bairro Santa Terezinha, onde reside. É o cumprimento de parte da pena. Por outro lado, Dalsochio não perdeu a embocadura. Toda vez que sobe à tribuna da Câmara diz ser ela o “metro quadrado” mais democrático de Gaspar. A magistrada, no caso de Amarildo, provou na sentença confirmada pelo TJ, que essa prerrogativa da imunidade parlamentar não é absoluta. Segundo o jurista Rogério Greco, enquanto estiver no exercício do mandato e nos limites de seu município, gozará de imunidade material, isto é, “deverá ser preservado para que defenda, à altura, os interesses dos munícipes, sem que, para tanto, possa agredir a honra de terceiros, imputando-lhes fatos ou atribuindo pejorativos que fujam à natureza política, ou seja, que não digam respeito ao bom e fiel cumprimento do mandato para o qual foi eleito”. Ana Paula processa a Rede Globo, e tem sido até aqui, bem-sucedida também.

TRAPICHE

O PT engana I. Os candidatos a governador, Décio Neri de Lima, sua esposa candidata a deputado Federal, Ana Paula Lima, senadores, incluindo um ex-desembargador, Lédio Rosa, e seus candidatos a deputado estadual, como o ex-Pedro Celso Zuchi, estavam se alavancando, vejam só, com milhares de “santinhos” onde o candidato a presidente da República para eles, era o condenado e presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva e não o oficial, Fernando Haddad.

O PT engana II. O vale tudo proposital era para se associar à uma imagem “melhor” de transferência de votos, pois parecem que eles próprios não o possuem ou não acreditam na sua capacidade de convencimento aos seus possíveis eleitores. Ao mesmo tempo reconhecem com o ato que Haddad é mais um poste de Lula, como foi Dilma Vana Rousseff.

O PT engana III. Estavam os candidatos daqui competindo ilicitamente com os demais; estavam enganando a lei, mas principalmente, os analfabetos, ignorantes e desinformados – seus principais eleitores, além dos fanáticos - como sempre fizeram.

O PT engana IV.  Esse material, caro, foi feito com dinheiro público e que está faltando à saúde, educação, segurança e obras como a duplicação da BR 470 e que foi peça de propaganda por várias eleições dos petistas aqui em Gaspar. Lembram-se? Ah! Décio votou pelo uso do dinheiro público na campanha.

O PT engana V. Tudo bem arquitetado. Os Correios espalharam a maior parte da propaganda enganosa – que o PT alega estar pronta desde agosto - só depois que a legislação passou a impedir à eventual prisão de candidatos por seus crimes. Aldo Avosani, presidente do PT de Gaspar, até “agradeceu” pela recolha da polícia e a Justiça e a destruição. Tudo – correio e material - com os pesados impostos do povo. Dinheiro literalmente jogado fora.

O PT engana VI. A denúncia foi feita em Gaspar pelo advogado Aurélio Marcos de Souza, como cidadão, para algo que estava à vista de todos. Ele mesmo recebeu dos Correios o material para si. A promotora e a juíza eleitoral, respectivamente, Andreza Borinelli e Liana Bardini Alves, só fizeram a parte delas. A repercussão nacional. Acorda, Gaspar!

Outro desacato. Em dia de trabalho, em plena luz do dia, prefeito Kleber e o secretário da Saúde, Carlos Roberto Pereira, que é advogado e sabe bem o que está fazendo, ambos do MDB, posaram com candidato a deputado Federal apoiado por eles defronte à Policlínica, um bem público. Explicitamente, sem medo, espalharam tudo nas redes sociais.

Diga-me com quem andas e direi quem és. É bíblico. Pois é: a atuação da polícia desbaratar esta semana em Gaspar uma empresa produtora de produtos têxteis falsificados para todo o Brasil, “criada” no ano passado, tem ligação com políticos no poder de plantão e se esconde como um produto do “senhor” para o meio evangélico.

Essa mistura contínua de política, religião e poder em Gaspar ainda vai levar gente para o inferno, além de se caracterizar uma discriminação como se um fosse do bem e outro do mal. A política é o diabo encarnado. Ela faz coisas imperdoáveis do ponto de vista ético, moral e contra a lei.

A suplente de vereadora Marisa Isabel Tonet Beretta, PSD, está no lugar do combativo Cícero Giovani Amaro, ambos evangélicos. Ela foi a relatora do PL 92/2018. Sinalizou antecipadamente que daria parecer favorável e faria maioria ao pedido do irmão Kleber.

A matéria foi aprovada por unanimidade na sessão extraordinária de quarta-feira, depois dos três vereadores do PT ensaiarem votar contra, numa matéria técnica, onde o que vale, é a capacidade de endividamento do município. Se provada, como foi, não há como negar à autorização. O impasse era o tempo curto dado por Kleber. Faca no pescoço.

Como há uma campanha eleitoral, o PT rugiu e recuou. Afinal, não quer passar recibo de ser contra as obras em favor da cidade e cidadãos. O PT e a oposição apostam na incapacidade de execução do atual governo, uma marca dos dois primeiros anos de administração.

Tudo dominado. Já Marisa emplacou a sua filha Mayara Tonet como titular no Conselho Tutelar. Nas últimas eleições do Conselho, cheia de dúvidas como só esta coluna relatou, Mayara foi a terceira colocada com 192 votos – o 1º recebeu 400 e o 2º, 212 votos.

Como foi o jogo para abrir a vaga? A titular do Conselho, Elaine Cristina da Silva Guimarães “pediu” para sair e foi nomeada por Kleber para ser diretora geral de Assistência Social, da secretaria de Assistência Social. Acorda, Gaspar!

Um político comprou um apartamentão novo. Mandou fazer os móveis. A marcenaria instalou a mobília sob medida. E faz tempo que está querendo receber os cheques voadores do político. Incrível! Como peca essa gente!

 

 

Comentários

Herculano
30/09/2018 18:19
FOLHA PEDE A LEWANDOWSKI CUMPRIMENTO IMEDIATO DE DECISÃO PARA ENTREVISTAR LULA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. A Folha requereu neste domingo (30) ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), o imediato cumprimento da decisão tomada pelo magistrado na sexta-feira (28) autorizando a realização de entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril.

Ainda na sexta, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Lewandowski e proibiu que a jornalista Mônica Bergamo realizasse a entrevista. Fux ainda decidiu que, se a entrevista já tivesse sido realizada, sua divulgação estava censurada.

Na petição apresentada a Lewandowski, os advogados da Folha argumentam que a decisão de Fux - proferida no exercício da presidência do STF quando o presidente da corte, ministro Dias Toffoli, estava no regular exercício da função?" configura "inaceitável e surpreendente ato de censura prévia que a Constituição proíbe". "É manifestamente ilegal. Não pode prevalecer."

O requerimento ainda destaca que não caberia pedido de suspensão da decisão de Lewandowski, conforme ajuizado pelo Partido Novo, pois a reclamação original apresentada pela Folha teve o mérito julgado monocraticamente pelo ministro. "Além da ilegitimidade, o partido político manejou medida processual incabível, que induziu o Supremo Tribunal Federal a erro, pois não há - e jamais houve - liminar a ser suspensa no presente feito."

Lula foi preso depois de ter sido condenado em segundo grau por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

O pedido protocolado pelo partido Novo no STF foi registrado na sexta para apreciação do presidente da corte, Dias Toffoli, mas foi julgado pelo vice, Fux. Procurado, o STF não esclareceu o motivo.

A assessoria do Supremo informou que o presidente da corte estava ausente. Toffoli viajou a São Paulo nesta sexta. O artigo 14 do regimento interno do tribunal estipula que "o vice-presidente substitui o presidente nas licenças, ausências e impedimentos eventuais".

É comum porém, que ministros despachem a distância, porque os processos são eletrônicos. O Supremo foi procurado, por meio de sua assessoria de imprensa, para explicar os motivos da ausência do presidente, mas não respondeu.
Herculano
30/09/2018 18:15
EDIR MACEDO DECLARA APOIO A BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, fez uma 'live' no Facebook declarando apoio a Jair Bolsonaro.

Questionado por um discípulo sobre seu posicionamento na eleição presidencial, o bispo respondeu:

"Bolsonaro".
Gaspar é o Cara
30/09/2018 13:55
Herculano,

Gaspar, nunca será exemplo para Blumenau, nem carreata e nem em coisa alguma. É quebra Tokelau mesmo, beirando a idiotice.
Herculano
30/09/2018 08:18
ENTÃO...

A carretar a favor de Jair Bolsonaro, PSL, para se contrapor ao manifesto "Elenão" ontem em Blumenau, nasceu e veio de Gaspar.
Herculano
30/09/2018 08:15
da série: para ser guardado e conferido

De Rodrigo Constantino, ao encerrar o seu artigo,
"Ainda há quem pense que Bolsonaro é maior ameaça à democracia do que PT?", para o site da Gazeta do Povo, de Curitiba

As cartas estão colocadas na mesa para todos que querem enxerga-las. De um lado temos uma quadrilha disfarçada de partido, comandada de dentro da carceragem em Curitiba por um bandido condenado, amigo dos piores ditadores do mundo, que não esconde sua sede por vingança e sua ânsia por poder, participando do Foro de São Paulo como fundador e tendo em Maduro sua referência "democrática". Do outro lado temos um deputado em seu sétimo mandato, cercado dos melhores economistas liberais, repetindo que seu governo seguirá rigorosamente a Constituição. Mas os "formadores de opinião" preferem acreditar que é Bolsonaro quem representa um risco maior para nossa capenga democracia, já quase destruída antes pelo mesmo PT de Haddad...
Herculano
30/09/2018 04:41
HADDAD E SUA TEORIA DO PARTO, por Elio Gaspari nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Numa manobra imprudente e desnecessária, o comissariado quer chegar ao segundo turno nos seus termos

Num encontro com artistas em São Paulo, Fernando Haddad, disse o seguinte:

"Não tem como se desenvolver do ponto de vista institucional sem passar por alguns partos. (...) As nações que chegaram ao desenvolvimento passaram por momentos tão dramáticos quanto o que nós estamos passando agora".

E acrescentou:

"Se a gente vencer essa etapa, nós vamos olhar para trás e, ao invés de acusar aqueles que querem votar no Bolsonaro e tudo o mais, vamos compreender que é uma parte de um sentimento que se expressou dessa maneira, como uma febre alta, mas que foi importante em determinado momento para a gente pensar que tem uma coisa errada com esse organismo aqui e vamos cuidar dele porque é muito importante para nós".

Trata-se de uma construção na qual a candidatura de Jair Bolsonaro seria uma febre alta, depois da qual nasceria um novo tempo, mas tudo gira em torno de seis palavras: "Se a gente vencer essa etapa". E se não vencer? Teria faltado combinar com Bolsonaro.

O comissariado deve refletir sobre o preço de ir para o segundo turno sem qualquer autocrítica. Afinal, no mesmo encontro, Haddad disse que "não quero repassar os erros de todos os envolvidos, porque são muitos".

Ele não quer, mas o eleitor que tem medo do que chama de "a volta do PT" gostaria que quisesse. Os comissários devem pesar os riscos da teoria do parto. Ela embute a ideia de que o PT irá para o segundo turno nos seus termos, e quem quiser que o siga. Milhões de pessoas votariam em Átila, mas não votam em Bolsonaro.

O que não se sabe é o tamanho do eleitorado que é capaz de votar até em Bolsonaro para evitar o retorno do PT ao Planalto nos termos do comissariado.

Em Minas Gerais e em São Paulo, boa parte do eleitorado tucano migrou para Bolsonaro. Querer levar o centro para o programa do PT e para a retórica de Haddad ameaça sua candidatura e contamina o governo que pode advir de sua vitória.

Em 1984, Tancredo Neves construiu a primeira conciliação da história saída da oposição. Se ele tivesse adotado a estratégia dos comissários de 2018, Paulo Maluf poderia ter sido eleito presidente.

A MARCHA DA INSENSATEZ
Em sua carta aos eleitores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu que se busque um equilíbrio capaz de deter o que chamou de "marcha da insensatez".

Um segundo turno disputado por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad parece inevitável, e os dois candidatos, avaliados a partir de suas posições públicas confirmam o receio de FHC.

Bolsonaro diz que nunca houve ditadura e seu vice pede uma reforma moral que livre o Brasil da preguiça do índio, da malandragem do negro e do 13º salário. Já Haddad nomeou para a tesouraria de sua campanha um companheiro, acusado pela marqueteira Monica Moura de ter negociado um mimo da Odebrecht para sua campanha à prefeitura em 2012. Como eleição é bufê, o freguês poderá ter que escolher entre os pratos da mesa: Bolsonaro ou Haddad.

A carta de FHC permite que se passeie pelas marchas da insensatez. A expressão ganhou popularidade em 1984, quando a historiadora americana Barbara Tuchman publicou o livro "The Age of Folly".

Ela contou quatro episódios da História, nos quais a insensatez levou a desastres. Um deles leva a pensar no Brasil de hoje. Seu título é "Os Papas do Renascimento provocam a Secessão protestante - 1479-1530".

Os papas foram seis, alguns deles memoráveis, como Julio 2°, o protetor de Michelangelo, mas todos foram larápios, nepotistas, mais preocupados com o "centrão" dos cardeais do que com o futuro da Igreja.

Distribuíam prebendas, vendiam indulgências e bispados. Não prestaram atenção ao surgimento da imprensa (leia-se internet) e desprezavam as advertências vindas dos cleros da Alemanha e da França.

Um deles deu o barrete cardinalício a dois sobrinhos. Outro nomeou um cardeal de 14 anos. Alexandre 6º, o Borgia, teve sete filhos, elevou a depravação da Santa Sé a níveis nunca vistos e tornou-se o homem mais rico de Roma.

O papado queimou numa fogueira de Florença o dominicano moralista Girolamo Savonarola e não deu ouvidos aos padres que pediam a reforma da Igreja. Naquele mundo de privilégios o fim da corrupção parecia a porta do inferno.

Dezenove anos depois da execução de Savonarola, o monge alemão Martinho Lutero abriu o maior cisma da história da igreja, e hoje o mundo tem 900 milhões de protestantes.

PAULO PRETO

Tirado da cadeia pelo Supremo Tribunal Federal, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto da Dersa e do PSDB, deu mais um alívio ao tucanato paulista.

Há mais de dez anos, São Dimas atende às preces daqueles que oram pelo silêncio de Paulo Preto. Ele acaba de se tornar réu em mais um processo, com outros 31 cidadãos.

FIM DE FEIRA

O crepúsculo do governo de Michel Temer transformou-se numa xepa. A turma da privataria quer apressar o leilão de 12 terminais de aeroportos. Temem que o novo governo paralise a transação. Deveriam temer o contrário.

Na área das agências reguladoras a liquidação adquiriu seu pior aspecto. Nomearam-se diretores com mandatos que se estenderão pela maior parte do governo do próximo presidente.

Isso seria, no mínimo, falta de educação.

Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, detonou-se o que havia de racionalidade na sua direção e o presidente foi-se embora para a Organização Panamericana da Saúde. Para o lugar foi nomeado um diretor que, apesar de ser médico, celebrizou-se como deputado e prefeito de São Bernardo.

Na diretoria da Anvisa ficam agora um sobrinho do senador Eunício de Oliveira, um indicado por Romero Jucá, mais uma sumidade trazida por Paulo Maluf e, finalmente, um sábio que acumula parentescos, pois é primo do marqueteiro Elsinho Mouco e do ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

Luís 15 celebrizou-se por ter dito que depois dele viria o dilúvio. Temer quer ser o próprio aguaceiro.

REGISTRO

Para a crônica da eleição de 2018:

Geraldo Alckmin encontrou-se com um marqueteiro que tentou convencê-lo a mudar a maneira de falar, usando um vocabulário mais direto.

O candidato concordou com tudo, levou-o à porta e despediu-se: "Recomende-me aos seus".

ERRO NO AUTOGOLPE

Estava errada a informação de que durante a ditadura deram-se no Brasil três "autogolpes".

O primeiro aconteceu em 1965, quando o Ato Institucional nº 2 acabou com as eleições diretas para presidente e governadores. O segundo, em 1968, com o AI-5, que fechou o Congresso e suspendeu o habeas-corpus. O terceiro, em 1969, depôs o vice-presidente Pedro Aleixo e colocou no poder uma Junta Militar.

Faltou o quarto. Em 1977, o presidente Ernesto Geisel fechou o Congresso e baixou o Pacote de Abril e criou a figura do senador biônico, eleito indiretamente. Eles ocuparam um terço da Casa e garantiram a maioria para o regime. O general Hamilton Mourão acha que "aqui nunca houve" autogolpe.
Herculano
30/09/2018 04:39
'VIRADA' NUNCA ACONTECEU NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros

Última esperança do PT em 2018, a "virada" nunca aconteceu nas sete eleições para presidente desde 1989, e todas as disputas de 2º turno foram vencidas por quem já estava à frente. Só duas disputas viram guinadas nas pesquisas de primeiro turno: FHC virou em agosto de 1994, após estar 26 pontos atrás de Lula no Datafolha de maio; e Dilma virou em agosto de 2010, após estar 10 pontos atrás de José Serra, em março. Nunca houve uma virada a menos de dois meses da eleição.

QUASE VIRADA NO 1º TURNO
Em 1989, Collor (14%), Brizola (13%) e Lula (12%) estavam empatados em abril. Collor venceu o 1º turno com 30% e se elegeu com 53%.

VIRADA DO TERCEIRO
Na primeira eleição direta Lula foi 3º colocado até 20 dias da eleição, mas foi ao 2º turno com 0,6% de votos a mais que Lionel Brizola.

MENÇÃO HONROSA
Em agosto de 2014, Marina Silva aparecia empatada com Dilma em 34% no Datafolha. Aécio tinha 14%, mas conseguiu ir para o 2º turno.

INSTITUTOS ACERTAM
Vencedores das cinco disputas de 2º turno presidencial foram previstos corretamente já na primeira pesquisa após as votações de 1º turno.

BRASIL DOA UM SEXTO DOS SEUS TANQUES DE GUERRA
O governo do Brasil, que não desfruta de nenhuma tranquilidade suíça, resolveu doar ao Uruguai 25 tanques de guerra, também chamados de "carros de combate" ou "viaturas blindadas" do Exército Brasileiro. O Brasil dispõe apenas de 152 desses tanques, do tipo M41, comprados aos Estados Unidos, mas agora decidiu doar parte significativa deles. O governo uruguaio não vai coçar o bolso nem para vir buscar a doação.

BRASILEIRO É BONZINHO
O Brasil ainda terá de gastar R$350 mil para entregar os carros de combate blindados no Regimento de Cavalaria 3 em Rivera, Uruguai.

OS EUA MANDAM
Para concretizar a doação, o Exército Brasileiro ainda terá de batalhar a prévia autorização do Departamento de Defesa dos EUA.

BRASIL NÃO VAI À GUERRA
A doação dos tanques pode ser confiança de que o próximo presidente vai reequipar o Exército. Ou que os blindados já viraram sucatas.

UM PONTO AO DIA
Pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo governo do DF mostrou que Ibaneis (MDB) cresceu de 1 ponto percentual ao dia, subindo de 4% para 24% entre os dias 6 e 28. Sensacional. Registro DF-03047/2018.

SOMOS ROUBADOS, ELES LUCRAM
No acordo com a Justiça dos Estados Unidos, a Petrobras vai nos fazer pagar US$170,6 milhões a serem divididos entre o Departamento de Justiça e a Securities and Exchange Comission, a CVM de lá.

NADA DE RENOVAÇÃO
Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) a renovação na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro será a menor dos últimos anos em razão de mudanças espertas na lei.

AGENDA NADA CHEIA
Nesta última semana antes da eleição de domingo (7), a Câmara dos Deputados tem apenas uma sessão... mas do "Parlamento Jovem", composto por 78 estudantes de todo o Brasil, entre 16 e 22 anos.

SEÇõES ADAPTADAS
Mais de 940 mil eleitores possuem algum tipo de deficiência, segundo o TSE. São deficiências visual ou auditiva, ou mobilidade reduzida, por exemplo. Votarão em 45,6 mil seções eleitorais adaptadas.

RENOVAÇÃO É SONHO
Até hoje as eleições legislativas com o menor índice de renovação foram as de 2002, quando apenas 36% dos deputados federais foram reeleitos. Em 2014, reeleitos bateram recorde: 39% voltaram ao cargo.

TERRA DOS REELEITOS
Dados da Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados mostram que entre 2002 e 2014, entre 54% e 58% dos deputados estavam na Casa para cumprir novo mandato consecutivo, sejam efetivos ou suplentes.

ESSE É O ELEITORADO
A maior faixa do eleitorado brasileiro (52,5%) em 2018 é composta por mulheres. E os eleitores com 45 a 59 anos (24%) a maior faixa etária. Houve um aumento de 3,7% no eleitorado.

PENSANDO BEM...
...enquanto alguns candidatos querem que a semana voe e domingo (7) chegue logo, outros adorariam mais um mês de campanha.
Herculano
30/09/2018 04:29
1989 E 2018, MóRBIDA SEMELHANÇA por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Leitores e eleitores talvez estejam cansados de ouvir comparações entre as eleições de 1989 e esta de 2018. Mas ainda convém prestar atenção nas semelhanças, que são lamentáveis, e em diferenças marginais, ainda mais preocupantes, entre as duas disputas.

Além disso, as consequências políticas de 1989 são mau agouro para o que tende a sair das urnas de 2018, a julgar pelo mais recente Datafolha.

Um aspecto importante de 1989 é que a democracia era ainda obra no começo, que contava com dois partidos relativamente novos, com um conjunto de lideranças relevantes e articuladas com a sociedade mais organizada, PSDB e PT.

Como agora, as lideranças mais associadas ao establishment derretiam em descrédito, em especial aquelas identificadas à Nova República, ao governo fracassado de José Sarney (1985-1990).

No momento, mais que ojeriza aos políticos do sistema, o sistema político quase inteiro é objeto de repulsa. Em vez de obra em progresso, a democracia é uma construção degradada. A crise econômica é quase tão grave.

A fragmentação do voto em 1989 levou à vitória um candidato sem maioria "firme" (com poucos votos no primeiro turno). A polarização entre os dois finalistas era considerável - Fernando Collor (PRN) versus Lula da Silva (PT).

Um candidato que se fez "outsider", apesar da folha corrida na política, de base partidária insignificante, com traços de populismo salvacionista (Collor) chegaria à frente no primeiro turno.

Essas características da disputa teriam desdobramentos funestos. Faltando cerca de dez dias para o primeiro turno, observa-se que a votação na disputa de 2018 é tão fragmentada quanto em 1989 (se medida por índices de concentração ou fragmentação habitualmente utilizados em ciências sociais).

A votação dos dois primeiros colocados nas pesquisas foi de no mínimo 63% a até 80% dos votos nas eleições de 1994 a 2014. Na média, 72%.

Em 1989, Collor e Lula somavam 40% dos votos, pouco antes do primeiro turno. Neste 2018, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) somam 50%. Haddad tem mais votos do que Lula em 1989.

É evidente que quase a maioria do eleitorado está insatisfeita com os candidatos, impressão reforçada pelo fato de que a parcela dos eleitores disposta a votar em ninguém (branco ou nulo) é a maior desde 1989 (10%, o dobro do habitual).

O país tende a sair das urnas entre muito dividido e muito insatisfeito. Difícil medir o ódio nas duas eleições. Pela lembrança, 2018 parece ser ainda pior do que 1989.

A campanha do vitorioso Collor contou com equipe de marketing muito competente. Sua candidatura, porém, era mambembe, com escassa articulação social e de poucos quadros respeitáveis.

Vitorioso, a seu partido inexistente, mero registro burocrático, agregou aliados de última hora, entre meramente oportunistas e adversários agudos do PT.

Essa coalizão política improvisada, de quadros catados ao léu, liderada por um cesarismo alucinado que se dizia liberal, de programa e ideias desordenados, logo mostrou sua instabilidade e levou confusão ao governo e desordem na vida socioeconômica.

Os líderes das pesquisas têm algum tempo para remendar suas candidaturas, embora certos defeitos sejam estruturais e o ambiente político seja inóspito.

De mais remediável, poderiam apresentar planos econômicos críveis, além de procurar alianças sociais mais sólidas, de modo que o país não continue sob desmanche, em 2019.
Herculano
30/09/2018 04:21
A UMA SEMANA DA ELEIÇÃO, A CRISE VOLTOU ÀS RUAS, por Josias de Souza

Muitos dirão que, comparadas com as multidões maciças da jornada de 2013, as manifestações anti-Bolsonaro deste sábado foram miúdas. Outros alegarão que os atos pró-Bolsonaro, ainda mais mixurucas, crescerão a partir deste domingo, para indicar que o pedaço do eleitorado avesso à volta do PT ao poder não pode ser negligenciado. Quem olhar para o asfalto com as lentes caolhas e reducionistas da polarização arrisca-se a perder a essência do que está se passando.

São quatro as mais importantes, as mais básicas características de Sua Excelência o fato. Eis a primeira e mais óbvia constatação: a sociedade brasileira está trincada. A segunda obviedade é alarmante: as eleições presidenciais de 2018 não devolverão o sossego ao país. A terceira percepção é inquietante: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, líder e vice-líder das pesquisas, apresentam-se como solução sem se dar conta de que são parte do problema. A quarta evidência é exasperante: o que se vê nas ruas é apenas o nariz daquilo que Juscelino Kubitschek apelidou de "o monstro".

Na definição de Juscelino, o monstro é a opinião pública. Em 2013, a criatura também ganhou as ruas aos poucos. Do dia para a noite, o que parecia ser uma revolta juvenil contra o reajuste de passagens de transportes coletivos virou uma revolta difusa contra a roubalheira dos agentes políticos e a precariedade dos serviços públicos. O monstro exibiu-se de corpo inteiro. Ele estava em toda parte: nas camisetas, nas faixas, nos broches, nas panelas que soaram nas varandas dos edifícios chiques, na fila da clientela miserável do SUS e, sobretudo, na Praça dos Três Poderes.

Atordoados, os alvos da revolta reagiram da pior maneira. Os partidos deflagraram um movimento de blindagem dos seus corruptos contra a Lava Jato. O monstro desligou-os da tomada. Dilma Rousseff, a presidente de então, acenou com um lote de cinco pactos. Ganha um doce quem for capaz de citar um dos pactos de madame. Sobreveio a sucessão encarniçada de 2014.

Dilma prevaleceu com um discurso marqueteiro de "mudança com continuidade". Deu em estelionato eleitoral, no impeachment e na prisão de Lula. Aécio Neves, que emergira das urnas como um derrotado favorito a virar presidente na sucessão seguinte, dissolveu sua liderança na mesma lama que engolfou a biografia e a agenda pseudo-reformista de Michel Temer. Deu no que está dando: a ferrugem do tucanato, a fragmentação do chamado centro político e o solidificação de Bolsonaro como alternativa das forças antipetistas.

Com 28% das intenções de voto, Bolsonaro esgrime uma agenda proterozoica em que se misturam coisas tão abjetas como a defesa da tortura, a distribuição de armas, o desapreço às mulheres e o desprezo aos direitos das minorias. Como se fosse pouco, o capitão carrega na vice um general radioativo e cospe nas urnas eletrônicas que lhe serviram mais de duas décadas de mandatos parlamentares. Sapateia sobre as mais elementares noções de democracia ao avisar que não reconhecerá nenhum resultado que não seja a sua vitória.

No outro extremo está Haddad. Com 22% no Datafolha, a caminho de um empate técnico com o líder, ele despacha semanalmente com o oráculo da cadeia de Curitiba. Frequenta os palanques com a máscara de Lula, estimulando a suspeita de que, eleito, terceirizará o mandato presidencial ao padrinho presidiário. Neste domingo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, gritava palavras de ordem contra Bolsonaro numa manifestação em Curitiba. Seu protesto soa ridículo quando se recorda que a mesma Gleisi lançou há sete meses um manifesto intitulado "Eleição sem Lula é fraude." Algo que Haddad se absteve de desdizer.

A caminho do segundo turno, Bolsonaro e Haddad são cabos eleitorais um do outro. Quem rejeita o capitão pende para o poste de Lula. E vice-versa. Nesse contexto, a corrida presidencial resultará na eleição do presidente da exclusão, não no mandatário da preferência do eleitorado. A essa altura, os dois extremos já deveriam ter notado que não há alternativa senão o respeito incondicional às regras do jogo, a moderação do discurso e o aceno ao bom-senso.

A insensatez conduz ao estilhaçamento dos valores democráticos. A incapacidade dos atores políticos de produzir algo que se pareça com um acordo elementar contra a produção de sandices devolveu a crise às ruas a uma semana do primeiro turno da eleição. Mantida a atmosfera de crispação, o país logo enxergará o monstro que se esconde atrás do nariz. No limite, o próximo presidente, seja ele quem for, já assumirá carregando no peito uma interrogação no lugar da faixa presidencial: Será que termina o mandato?
Herculano
30/09/2018 03:56
TÁ DIFÍCIL PRA TODO MUNDO, por Carlos Brickmann

Bolsonaro é autossuficiente. Quem tem a seu lado o general Mourão não precisa de inimigos. Fernando Haddad é não-suficiente: em boa parte do país há apreensão de material de campanha petista que, sem dar nomes, manda votar no 13 - e põe, ao lado, o retrato de Lula. A vida é dura: Bolsonaro, tão fã de militares, tem de mandar um general ficar quietinho. E Haddad? Estudar tanto, por tantos anos, para virar genérico de presidiário?
Os problemas de ambos, porém, não se limitam aos aliados. Chegam agora a seus eleitores, em reportagens de capa nas grandes revistas semanais. Haddad, mostra a IstoÉ, tem a campanha comandada de dentro da cela de Lula, preso em Curitiba. E Bolsonaro: é capa da Veja, com base no processo em que se separou de Ana Cristina Siqueira Valle. Ela o acusou de ocultar da Justiça Eleitoral, em 2006, três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. E de ter rendimentos superiores ao triplo do salário de deputado somado aos proventos de militar da reserva. Quem pagava o extra? Ela não esclarece. Ainda o acusa de ter furtado, do cofre dela no Banco do Brasil, R$ 600 mil, mais US$ 30 mil, mais joias. E de tê-la ameaçado de tal maneira que ela foi morar na Noruega.

Verdades ou mentiras? O fato é que o processo estava arquivado e Veja teve que desarquivá-lo. Ana Cristina hoje apoia Bolsonaro, mora no Brasil, diz que exagerou na ação e adotou o nome eleitoral de Cristina Bolsonaro.

COM QUEM ANDAS

Haddad, ele mesmo denunciado na Operação Lava Jato, não quis ficar só: o tesoureiro de campanha que escolheu, Francisco Macena, também é réu. Acusação: receber R$ 2, 6 milhões de pixuleco da empreiteira UTC para pagar dívidas de campanha. Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, reforça as denúncias de uso intensivo do caixa 2. Três tesoureiros do PT foram condenados e há outros dois citados por delatores.

DO ZERO AO INFINITO

Mas o grande problema atual da chapa do PT não é a corrupção. É a capa da revista IstoÉ desta semana: mostra como o ex-presidente Lula, cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de dentro da prisão comanda a campanha de Haddad; "De lá", diz a revista, "o petista articula a cooptação de caciques regionais e até entregas de dinheiro por meio de jatinhos". Um caso, com nomes citados: "Ao descobrir que um dos motores da candidatura de Ciro no Maranhão era o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), candidato ao Senado, Lula, por meio de Gilberto Carvalho, enviou uma importante mensagem a Valdemar Costa Neto (ex-presidente nacional do PTB, preso em regime semiaberto): 'Faça chegar dinheiro à campanha de Weverton Rocha'. O deputado, conforme informações colhidas por Lula da prisão, precisava de R$ 6 milhões para deslanchar sua campanha. (...) Valdemar deflagrou a operação para o envio do dinheiro ao Maranhão". A verba foi enviada num avião Cirrus, a serviço da empreiteira CLC, diz IstoÉ. O avião caiu em Boa Viagem, Pernambuco, mas sem vítimas nem danos à carga. O dinheiro, completa a revista, foi entregue ao candidato, que então cortou o apoio a Ciro e o deu a Haddad.

A revista publica textos de bilhetes, diz quem são os portadores que vão à prisão ver o Chefe e lá recebem as mensagens de comando aos políticos da aliança. Na campanha, pelo que está publicado em IstoÉ, só resta um papel a Haddad: fingir que ele não é ele, mas Lula. Não lhe deve ser difícil.

RUIM ATÉ PARA ALCKMIN

Este é um final de semana de más notícias para os candidatos - até para os que estão com as intenções de voto lá em baixo. Alckmin, por exemplo, que imaginava estar deslanchando a essa altura da campanha, pelo domínio do tempo de TV, ainda encontrou espaço para levar mais uma pancada - e em Goiás, onde os tucanos estão no poder há longo anos, onde o candidato do partido ao Senado, Marconi Perillo, é também um dos coordenadores da campanha tucana à Presidência. Na manhã de sexta-feira, a Polícia Federal desfechou a Operação Cash Delivery, que investiga pagamentos irregulares a agentes públicos. Um dos alvos da Cash Delivery é Marconi Perillo, citado em delações de executivos da Odebrecht. A defesa do governador (e candidato ao Senado) afirmou que a operação foi desfechada agora para prejudicar a campanha. De acordo com as delações, Perillo teria obtido duas doações da Odebrecht, uma de R$ 2 milhões, em 2010, outra de R$ 10 milhões, em 2014. Se não se eleger, Perillo perde o foro privilegiado.

A FACADA E A LEITURA

Depois do atentado a Bolsonaro, a leitura de artigos sobre ele triplicou: é o que indica a pesquisa da Taboola, plataforma internacional de descoberta de conteúdo, líder mundial no setor. A leitura on-line passou de 7,6 milhões para 20,71 milhões em um mês. As datas de maior crescimento foram a do atentado, dia 7, e a da segunda cirurgia de emergência, dia 13.
Herculano
30/09/2018 03:47
ESCUDEIROS DE COLLOR PREVEEM APERTOS DE BOLSONARO PARA GOVERNAR, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Jefferson enxerga 'colisão' na coalizão e Renan diz que consenso é 'dificílimo'

Não é fácil a vida de um presidente eleito por um partido nanico, que faz fama com ataques à elite política e tem pouca habilidade para costurar alianças. Dois escudeiros de Fernando Collor, que vivenciaram os apertos do poder, anteveem obstáculos que um candidato como Jair Bolsonaro (PSL) pode enfrentar para governar caso seja eleito.

"O Bolsonaro não conhece coalizão. Conhece colisão", diz Roberto Jefferson (PTB), integrante da tropa de choque de Collor no processo de impeachment de 1992. "Ele vai ter que aprender a construir relacionamentos. Democracia é diferente."

Jefferson é aliado de Geraldo Alckmin, mas seu partido tende a estar com Bolsonaro num segundo turno contra o PT - com quem rompeu após o mensalão. Ele diz não ver semelhança entre o ex-presidente e o deputado do PSL, e compara: "Collor acabou jogando o jogo. Cedeu ao Congresso até certo ponto. Não sei se será assim com o Bolsonaro".

?Renan Calheiros, que apoia Fernando Haddad (PT), desconfia. "É difícil que o Bolsonaro construa uma convergência, a não ser que ele faça uma autocrítica sobre o que já defendeu. Considero isso dificílimo."
Então deputado, ele foi um dos principais artífices da eleição de Collor e virou líder do governo, até que se sentiu traído e abandonou o barco oito meses depois da posse.

Renan lembra que Collor recebeu apoio do Congresso, mas a lua de mel durou pouco. "No início, aprovou-se tudo porque os partidos queriam ajudar. Depois, começaram as contradições, os desgastes, a rejeição. Ficou todo mundo contra."

Para Jefferson, o problema de Collor foi a divisão provocada pela eleição de 1989. Renan acredita que o presidente errou ao não propor uma agenda de consenso para compensar a fraqueza de sua sigla, o PRN.

Derrotado no impeachment de Collor, Roberto Jefferson duvida que o Congresso tenha coragem de derrubar o futuro presidente. "O pessoal vai lembrar que o vice não será o Itamar. É Manuela ou general Mourão. Todo mundo vai pensar duas vezes."
Herculano
29/09/2018 15:50
BOLSONARO RECEBE ALTA E DEIXA HOSPITAL EM SÃO PAULO

Conteúdo do G1. O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta às 10h deste sábado (29), segundo boletim médico divulgado às 14h. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, desde 7 de setembro, um dia após sofrer uma facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG). Ele precisou passar por duas cirurgias desde então.

Segundo o presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, Bolsonaro está "plenamente recuperado". De acordo com o presidente da sigla, ele surpreendeu a todos os médicos, mas não tem condições de fazer campanha nas ruas.

"Ainda há uma fragilidade física que pode causar um retrocesso nessa recuperação, não haverá corpo a corpo. Campanha de rua ele está impossibilitado de fazer", disse Bebbiano em frente ao hospital.

Pouco antes, Major Olímpio, candidato do PSL ao Senado, afirmou que no final da manhã, os médicos já haviam passado todas as prescrições médicas e que ele só aguardava o horário do voo, às 15h40 no Aeroporto de Congonhas, para o Rio de Janeiro. "Está eufórico, brincalhão, muito feliz de ir para casa", disse o major.

Bolsonaro teve o cateter usado para administrar medicação retirado na quarta-feira (28). No local havia pequeno foco de infecção bacteriana. Como precaução os médicos decidiram manter a medicação por antibiótico na veia por mais um ou dois dias.

Nesta sexta-feira (28), Bolsonaro postou uma foto em sua conta no Instagram fazendo a barba no banheiro do quarto onde está internado no hospital. "Me preparando para voltar à ativa", escreveu.

Neste sábado, o candidato escreveu no Twitter: "O Brasil está na lama por conta do sistema falido que coloca o povo a serviço do Estado e faz acordos corruptos visando a própria sobrevivência. Liderando a corrida sem se curvar a este modelo, afirmo com segurança: nunca estivemos tão próximos de finalmente mudar esta realidade".

Redes sociais
Bolsonaro fez postagens nesta sexta-feira (28) sobre 'ataques de parte da mídia'. A revista 'Veja' trouxe uma reportagem sobre o processo de separação com Ana Cristina Siqueira Valle em 2008, em que ela o acusa de agressividade, de furto de cofre e que ele tinha renda superior ao que recebia como deputado federal e militar da reserva.
Herculano
29/09/2018 15:44
O PT QUER "TOMAR O PODER", editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Ao afirmar que é apenas uma "questão de tempo" para que o PT efetivamente tome o poder, José Dirceu, réu triplamente condenado, dá a entender que esse processo já está em curso.

Um regime autoritário pode se instalar da maneira clássica, por meio de um golpe, ou como resultado de um paulatino processo de captura do poder por um determinado grupo político, que assegura sua hegemonia a partir do aparelhamento do Estado. De um modo ou de outro, o resultado é sempre o mesmo: a submissão do Estado - e da Nação - aos interesses de quem o controla, o exato oposto de uma democracia. É precisamente isso o que o PT tentará fazer se esse partido conseguir vencer a eleição presidencial.

Para os que ainda concedem ao PT o benefício da dúvida, enxergando naquele partido credenciais democráticas que a sigla há muito perdeu - se é que um dia as teve -, recomenda-se a leitura de uma entrevista que o "companheiro" José Dirceu deu ao jornal El País.

Na entrevista, o jornal pergunta ao ex-ministro, deputado cassado e réu triplamente condenado se ele acredita na possibilidade de que o PT seja impedido de assumir a Presidência caso vença a eleição - ou seja, se pode haver um golpe. José Dirceu considera essa hipótese "improvável", pois significaria colocar o Brasil na rota do "desastre total", uma vez que "na comunidade internacional isso não vai ser aceito". Mas então Dirceu, condenado a mais de 33 anos de prisão por corrupção no âmbito da Lava Jato, deixa claro que, para o PT, as eleições, afinal, são apenas uma etapa na tomada do poder. "Dentro do país é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nos vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição", explicou o ex-ministro.

Não é preciso grande esforço para perceber o projeto antidemocrático petista nessas poucas palavras. Quando diz que "tomar o poder" é diferente de "ganhar uma eleição", significa que o poder pode ser conquistado e consolidado à margem ou mesmo a despeito do natural processo democrático - que, justamente, tem como um de seus fundamentos a alternância de governantes, para evitar a cristalização de um determinado grupo político-partidário na máquina estatal.

Ao afirmar que é apenas uma "questão de tempo" para que o PT efetivamente tome o poder, Dirceu dá a entender que esse processo já está em curso. Pode-se dizer que os esquemas arquitetados pelo PT e seus associados para corromper o Congresso eram parte da estratégia, e só não foram mais longe porque houve um acidente de percurso - a Operação Lava Jato.

Mas há um aspecto menos escandaloso e mais insidioso nessa ofensiva do PT, que é a construção, passo a passo, da hegemonia do pensamento e da ação petistas em diversos setores da sociedade - e, para que essa estratégia insinuada por Dirceu seja bem-sucedida, é preciso contaminar de petismo também as instituições sobre as quais repousa a tarefa de garantir a democracia. Foi exatamente o que o chavismo fez na Venezuela, não à toa um modelo de "democracia" para os petistas.

Em resolução publicada depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, o PT lamentou não ter se concentrado na "construção de uma força política, social e cultural capaz de dirigir e transformar o País", o que incluía a reforma do Estado para se contrapor ao que chamou de "sabotagem conservadora", e disse ter falhado ao não "promover oficiais (das Forças Armadas) com compromisso democrático e nacionalista" - isto é, militares alinhados ao PT.

Mas, como constatou Dirceu, nem o impeachment de Dilma nem a prisão do máximo líder da camarilha petista, Lula da Silva, interromperam o empreendimento autoritário do partido. Ao contrário: a autorização dada ontem pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski para que Lula possa dar entrevistas na cadeia mostra o quanto as instituições basilares da democracia continuam permeáveis ao lulopetismo.

Para permitir que Lula, encarcerado por corrupção e lavagem de dinheiro, dê declarações com potencial para influir na disputa presidencial, tumultuando um processo já bastante confuso, Lewandowski invocou a "liberdade de imprensa". Ou seja, recorre-se a um dos princípios mais caros aos regimes democráticos para garantir a Lula um privilégio - situação por si só incompatível com uma democracia, mas muito coerente com a "tomada de poder" pelo PT.
Herculano
29/09/2018 15:42
CENSURA À IMPRENSA: NÃO É HORA DE SER FROUXO, por Helena Chagas, em Os Divergentes

Para ficar só nas últimas horas: o candidato Jair Bolsonaro declarou que não vai aceitar nenhum resultado eleitoral que não seja a vitória dele próprio; um ministro do STF autoriza o ex-presidente Lula a dar uma entrevista e é atropelado por um colega do próprio tribunal, que cassa a decisão e decreta censura à imprensa no que diz respeito a entrevistas de Lula; um juiz é flagrado preparando uma operação para boicotar a eleição de 7 de outubro em um município determinando que o Exército apreendesse as urnas por suposta falta de segurança.

Isso não está ocorrendo numa república bananeira qualquer, mas aqui em casa. E não falta apenas uma semana, como muitos dizem, para acabar. Falta um mês para a votação final no segundo turno. Até lá, vamos nos inscrever no programa Meu Lexotan, Minha Vida. Muita calma nessa hora, minha gente, pois está claro que tem gente querendo melar o jogo e não dá para cair em provocação.

Não vai ser fácil, e muita coisa vai depender da capacidade do Judiciário de botar ordem na casa. O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral correm sério risco de desmoralização se não derem resposta à altura a Bolsonaro, que questiona a lisura de um sistema eleitoral que é exemplo para o mundo. É preciso deixar claro isso - cadê o pessoal da OEA, da ONU, o escambau? - e, sobretudo, que um candidato atenta contra a democracia quando questiona o resultado da eleição antes dela acontecer.


Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowsli e Luiz Fux
É preciso também tirar o STF da situação ridícula em que se meteu - mais uma - em relação à entrevista de Lula. Se a cúpula do Supremo não concordou com a decisão de Ricardo Lewandowski de autorizar a entrevista de Lula, que tome coragem e faça uma sessão plenária para discutir o assunto, mostrar a cara e sua razões ao país. Ao deixar que o ministro Luiz Fux censure a imprensa por decisão monocrática, o STF está cavando mais fundo ainda a cova do descrédito, na qual começou a se afundar.

Não falei aqui ainda das manifestações do #EleNão, e nem da proliferação de operações da Policia Federal sobre candidatos nessa reta final. As primeiras são manifestações legítimas da democracia, e devem ser garantidas. É importante, porém, cuidar para que ocorram em paz, prevenindo reações do outro lado e garantindo a segurança dos manifestantes.

A ação da Lava Jato e outras operações às vésperas da eleição deixam muita gente com a pulga atrás da orelha, e exigem olho vivo. A cada dia aparecem mais traços de propósito eleitoral nessas ações. Se fazem com uns, fazem com outros. E não é porque hoje a busca e apreensão é na casa do adversário que se deve ficar tranquilo.

Mais uma vez, cabe aos tribunais superiores do Judiciário garantir a ordem e os direitos. O momento pode tolerar muita coisa, menos frouxidão.
Miguel José Teixeira
29/09/2018 14:46
Senhores,

Na mídia:

"Após Coca-Cola dizer que deixaria o país, Temer restitui benefício a refrigerantes "

E quanto eu levo ni$$o. . .
E quanto eu levo ni$$o. . .
E quanto eu levo ni$$o. . .

Enquanto isso, na sala dos burro$ de carga$. . .
bom. . .deixa prá lá. . .

Temer é o restício da era PeTralha!

Vade retro, retrocesso!
Herculano
29/09/2018 08:59
RETRATO ATUALIZADO

De Thiago Aragão, no twitter

Ainda bem que nossa fama de povo feliz, divertido e gente boa se fez antes da invenção da internet. As redes sociais mostram que muitos brasileiros são, preconceituosos, anti-democráticos, mal-educados, superficiais e ignorantes (de esquerda, centro, direita, norte, sul e centro)
Herculano
29/09/2018 08:49
FUX CONCEDE LIMINAR CONTRA ENTREVISTA DE LULA À FOLHA

Conteúdo de O Antagonista. Luiz Fux acaba [ontem final da noite] de deferir liminar contra a decisão de Ricardo Lewandowski de permitir que o presidiário Lula desse entrevista à Folha de S.Paulo.

O ministro atendeu a recurso do Partido Novo.

Eis o trecho mais importante da decisão:

"Defiro a liminar, ad referendum do Plenário, com fulcro no art. 4º da Lei n.º 8.437/92, para suspender ex tunc os efeitos da decisão proferida nos autos da Reclamação n.º 32.035, até que o colegiado aprecie a matéria de forma definitiva. Por conseguinte, determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral. Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência (art. 536, § 3º, do novo Código de Processo Civil e art. 330 do Código Penal). Intimem-se com urgência, por meio eletrônico ou outro que garanta máxima celeridade, a 12ª Vara Federal de Curitiba, o Superintendente da Polícia Federal no Paraná, a Empresa Folha da Manhã S.A., Mônica Bergamo e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Dê-se ciência à Procuradora-Geral da República. Publique-se. Intimem-se."
Herculano
29/09/2018 08:40
da série: os olhos vendados da vingança vai nos levar a uma escolha muito difícil no segundo turno com dois pontos opostos muito radicais e os dois já experimentados

O TRUMP DELES E O NOSSO, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro provoca amores fulgurantes e ódios incontidos em núcleos minoritários

Jair Bolsonaro imita Donald Trump. Bolsonaro sonha ser Trump. Não poucos creem que Bolsonaro é, realmente, o "nosso" Trump - e profetizam ou temem uma surpresa eleitoral semelhante à dos EUA. Contudo, ao menos do ponto de vista eleitoral, o nosso Trump ocupa lugar bem diferente do que ocupou o Trump deles.

Num nível bem simples, a distinção crucial é que o Trump original candidatou-se pelo Partido Republicano, cuja influência estende-se a quase metade do eleitorado, enquanto o Trump tropical representa uma sigla marginal. Num nível mais profundo, a diferença é que eles apelam a eleitorados opostos. O magnata emergiu como representante do "homem sem rosto", dos órfãos da globalização - os "deploráveis", no desastroso, preconceituoso termo cunhado por Hillary Clinton. No Brasil, os "deploráveis" rejeitam Bolsonaro e votam em Lula (ôoops, em Haddad).

Uma lenda urbana diz que o Trump original venceu graças às suas declarações machistas, homofóbicas e xenófobas. De fato, elas serviram para aquecer o núcleo minoritário de seus seguidores incondicionais. Mas o triunfo eleitoral deu-se apesar delas. O segredo da vitória trumpiana encontra-se na plataforma do nacionalismo econômico, desdobrada nas vertentes do protecionismo comercial (China) e da
proteção do emprego americano (imigrantes hispânicos). O discurso antiglobalização (America First) ofereceu uma falsa resposta a dilemas verdadeiros, seduzindo os eleitores de classe média-baixa concentrados em estados decisivos do Meio-Oeste. Os brancos pobres votaram no Trump deles.

O Trump deles prometeu parar o declínio econômico por meio de uma restauração nacionalista. O nosso Trump promete parar o declínio moral por meio de um governo autoritário, ancorado no conservadorismo de costumes, ignorando as angústias materiais dos "deploráveis", que ficam com o lulismo. Segundo as pesquisas, Lula (ôoops, Haddad) bate Bolsonaro por 57% a 22% entre eleitores na faixa de até um salário mínimo.

A seita ultraliberal brasileira que aderiu ao nosso Trump evidencia abismal ignorância histórica quando tenta mimetizar o "liberalismo" de seu ídolo americano. O Trump original combina ultraliberalismo "para dentro" (desregulamentação, corte radical de impostos) com nacionalismo econômico "para fora" (protecionismo, restrição à imigração). No Brasil, não há como replicar a duplicidade trumpiana, pois a China e os imigrantes, espantalhos do Trump deles, nada significam para a nossa massa de pobres.

Por aqui, os "deploráveis" anseiam pelo amparo estatal direto, nas formas de salário mínimo, aposentadorias e bolsas. O Estado paternalista desenhado pelo lulismo responde a tais expectativas. Já o Estado mínimo esboçado pelas sandices de Paulo Guedes interessa apenas a especuladores agnósticos e crentes fanáticos da religião secular do Deus-mercado.

O Trump original passou a campanha falando essencialmente sobre economia e emprego, enquanto Hillary desfiava o interminável novelo do multiculturalismo. O Trump tropical fala sobre homossexuais, mulheres, moral e cívica, Deus e armas, relegando o discurso econômico a um "embaixador para o mercado".

De certo modo, o nosso Trump é Hillary, mas com sinal invertido. Precisamente por isso, provoca amores fulgurantes e ódios incontidos em núcleos minoritários de eleitores imersos numa crônica "guerra cultural", mas apenas um circunstancial engajamento antipetista ou o solene desprezo entre os demais. Sua chance de alcançar o segundo turno deriva, exclusivamente, da extensiva rejeição ao PT e da monumental falência do PSDB.

O nosso Trump é o sonho de consumo de Haddad. No turno final, o avatar de Lula teria o duplo privilégio de falar como representante dos pobres, contra os ricos, e como campeão das liberdades e da democracia, contra o autoritarismo. É vitória certa.
Herculano
29/09/2018 08:30
JOSÉ DIRCEU AMEAÇA O BRASIL, por Lucas Berlanza, para o Instituto Liberal

Principal cabeça do petismo durante o auge de Lula, acusado e condenado por diversos crimes, José Dirceu está perambulando, solto, desde junho, quando o STF, seguindo proposta do atual presidente Dias Toffoli, admitiu sua libertação de forma liminar. Ele está aproveitando a chance recebida para participar de videoconferências e divulgar um livro de memórias, sempre cercado de militantes.

Nesta quarta-feira (26), o El País publicou uma entrevista concedida pelo cérebro da estrela vermelha durante viagem de ônibus em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Alguns detalhes das respostas de Dirceu chamam a atenção.

Primeiro, Dirceu afirma que o apoio a Lula cresceu porque as pessoas conectam o legado do ex-presidente com "as consequências do golpe", rejeitando partidos como PSDB e DEM por "não terem reconhecido o resultado da eleição" e "terem participado do Governo Temer". Todos sabemos que não houve golpe algum, que Dilma Rousseff foi justamente expelida do Palácio do Planalto e que a recessão em que mergulhamos foi provocada pelo seu governo.

No entanto, é inegável que uma parcela significativa da população não apreende esse cenário e efetivamente considera que o governo Temer é o responsável por todo o mal sobre a Terra, o que a absoluta inaptidão da equipe do atual presidente para se comunicar e explicar reformas ainda impopulares, mas necessárias, apenas incrementa.

Em seguida, perguntaram a Dirceu se "existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar". O petista respondeu que não acredita na possibilidade e que a comunidade internacional não aceitará. Complementou: "E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição".

Paira certa ambiguidade na resposta quanto a se Dirceu se referia tão-somente ao que o PT faria se houvesse algum impedimento contra a candidatura de Haddad ou se a meta é "tomar o poder" mais do que "ganhar uma eleição", qualquer que seja a circunstância. De qualquer modo, se Haddad "não levar", considerando que o próprio Dirceu nega mais adiante a possibilidade de uma intervenção militar, será por alguma condenação, cassação de chapa ou qualquer coisa do gênero. Isso seria, a seu ver, um "golpe", da mesma forma que o "golpe" contra Dilma? Diga-se de passagem, "golpe" nunca é o que faz o PT, ao, por exemplo, burlar a lei eleitoral para insistir em estampar Lula nos materiais de campanha indevidamente. O que significaria, nesse caso, "tomar o poder", a ponto de ser "mais do que ganhar uma eleição"?

O subtexto - ou nem tão "sub" assim - é evidente. O PT na verdade não enxerga qualquer valor intrínseco ao processo democrático, ao ritual eleitoral. Não é, como disse e volto a dizer, uma mera diferença de opiniões o que existe entre nós; é muito mais do que isso. É uma cisão de concepções de Estado, sociedade, de regras do jogo para mediar o enfrentamento entre as próprias diferenças. Eis porque também não me limito a falar em "governos do PT", mas em "lulopetismo" e "regime lulopetista". Eles não querem apenas colocar seu representante no Executivo, tal como desejam todos os partidos; eles querem que todo o sistema político e cultural seja reescrito à sua imagem e semelhança.

Mais adiante, fica pior. Diz Dirceu: "Lula tinha que tomar uma decisão: o que é prioritário? Fazer reforma política, resolver o problema das Forças Armadas, resolver o problema da riqueza e da renda ou atacar a pobreza e a miséria, fazer o Brasil crescer, ocupar um espaço na América Latina, ocupar o espaço que o Brasil tem no mundo? Ele fez a segunda opção".

A que "problema das Forças Armadas" Dirceu se refere? Em resolução de 2016, o PT afirmou que seus próceres foram "descuidados" por não terem modificado os currículos das academias militares e por não terem promovido oficiais que tinham compromissos "democráticos e nacionalistas". Será esse o problema que o PT quer resolver? A escassez de aparelhamento das Forças Armadas? Tentará Haddad, se eleito, dominar os militares? Em o fazendo, alavancará a tirania para outro nível.

Por fim, Dirceu disse que o PT não tem apoio da elite do país e nem deseja ter. Perguntado sobre a necessidade da elite para se eleger, ele respondeu: "Eles que rezem para que eu fique bem longe. Não vamos precisar dela não. Ela vai ter que entregar os anéis. Não dá para tirar o Brasil da crise sem afetar a renda, a propriedade e a riqueza da elite".

Vejam só que coisa? Naturalmente, o conceito de "elite" do PT é bastante maleável. A "elite" constituída pelo próprio ex-presidente Lula e seus aliados, quer os que faziam ou fazem parte da cúpula do partido, quer os empresários que se beneficiaram do regime de "campeões nacionais" imposto pelo lulismo, atravessou com alguma tranquilidade os treze anos de ilusão e desgraça. "Elite", para eles, eram as pessoas, de diferentes estratos sociais, que estiveram nas ruas clamando pelo impeachment. "Elite", para eles, é todo aquele que não comunga de seus sórdidos valores. A "elite" que os petistas efetivamente alvejam não é necessariamente a faixa dos milionários, até porque os conceitos de "classe média" e "alta" sofreram alterações durante seus governos vermelhos, de acordo com as conveniências.

A "elite" pode ser você, leitor. Fossem mesmo apenas os realmente ricos, fato é que, para "resolver" os problemas do país, o PT sinaliza agredir alguns pilares fundamentais, em destaque a propriedade privada. Para bom entendedor, meia palavra basta - e o caso aqui é, na verdade, de palavras inteiras. Dirceu está ameaçando o povo brasileiro. O Brasil não pode cometer a irresponsabilidade de permitir que os petistas voltem a ter toda a máquina política em suas mãos.
Herculano
29/09/2018 08:09
CORREGEDORIA DO CNJ AFASTA JUIZ BOLSONARISTA QUE PLANEJAVA GOLPE NAS ELEIÇÕES. MARCHA DA INSENSATEZ BUSCA AGREDIR CERNE DA DEMOCRACIA por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Leiam o que informa o Estadão. Volto em seguida:

O corregedor nacional da Justiça, ministro Humberto Martins, abriu nesta sexta-feira, 28, uma reclamação disciplinar contra o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), e determinou o afastamento do magistrado. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), que pediu a abertura do procedimento, ele planejava conceder uma liminar no fim do dia 5 de outubro determinando que o Exército recolhesse urnas eletrônicas que serão utilizadas na votação, que ocorre no próximo dia 7. O caso será analisado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A AGU explica que a liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas. De acordo com o órgão, em 26 de setembro, a Consultoria Jurídica Adjunta ao Comando do Exército (Conjur-EB), órgão consultivo da AGU, elaborou informações sobre a ação popular apresentada em Formosa. Em despacho do magistrado, ele determinava preliminarmente que fosse oficiado o Comando do Exército para que indicasse militar com patente de oficial e/ou equipe apta para participar em "eventual perícia sobre as urnas".

A AGU relatou ainda que, em uma reunião ocorrida na última terça-feira, 25, no Quartel-General do Exército, o juiz deixou uma cópia da decisão que pretende proferir no caso. Cubas também teria informado que a notificação oficial do Comando do Exército sobre sua decisão aconteceria às 17h do dia 5 de outubro, para que não houvesse tempo da determinação ser revertida.

O órgão também observou que em nenhum momento foi avisado judicialmente pelo juiz da existência da ação popular, e que o magistrado deixou de digitalizar os autos, conferindo sigilo ao processo. Na peça apresentada ao CNJ, também é destacado que Cubas manifestou-se em vídeo divulgado no YouTube com conteúdo político-partidário. Na mídia, Cubas questiona a segurança e a credibilidade das urnas eletrônicas ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável do PSL Jair Bolsonaro.

Comento
Vejam quão tóxica para a própria democracia pode ser a militância de Jair Bolsonaro contra as urnas eletrônicas. Notem que um juiz federal tramava, na prática, um golpe contra as eleições.

Cubas já gravou vídeos ao lado de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair, em defesa de candidaturas avulsas e com críticas à suposta insegurança das urnas eletrônicas.

O juiz se tornou um militante bolsonarista fanático. Ele preside uma tal Unajuf (União Nacional dos Juízes Federais). No dia seguinte à agressão sofrida pelo candidato do PSL, a entidade divulgou uma nota, assinada por ele, em que se lê o seguinte:

"A UNAJUF tem o dever estatutário de zelar pela observância dos pilares democráticos, razão pela qual se coloca com a obrigação de alertar a sociedade que a participação de 'mais de um elemento criminoso', conforme já noticiado pela imprensa, exclui quaisquer ilações de que as razões do crime situam-se apenas na esfera pessoal dos autores, devendo ser aplicado ao caso a Lei de Segurança Nacional (...)"

Ainda que a imprensa houvesse realmente noticiado a tal "participação de mais de um elemento criminoso", juiz não julga ou opina com base apenas no que diz a imprensa. Mas há uma questão adicional. Não havia informações sobre a participação de terceiros no atentado. Isso era boato dos grupos de militância bolsonarista na rede. Um homem foi severamente espancado por suspeita de participação. Uma mulher viu sua vida se transformar num inferno porque foi apontada como aquela que teria passado a faca a Adélio Bispo de Oliveira, o agressor.

Mais: o cabimento da Lei de Segurança Nacional para o caso independe de haver ou não comparsas no crime.

No dia seguinte à agressão, o juiz já tinha seu veredicto e falava uma linguagem de incitamento político.

É espantoso.
Herculano
29/09/2018 07:53
OPOSIÇÃO A BOLSONARO REPETE ERROS DOS EUA, por Brian Winter é editor chefe da revista Americas Quarterly, para o jornal Folha de S. Paulo

Caminho mais efetivo seria combinar ataques a uma agenda clara quanto aos problemas mais urgentes do Brasil

Nos dias finais da campanha eleitoral de 2016 nos EUA, a sociedade polida enfim se uniu contra Donald Trump.

Celebridades e políticos assinaram manifestos que o denunciavam como misógino e racista e argumentaram sobre a importância da democracia como questão de princípio.

As hashtags #NeverTrump e #NastyWomen (Trump Nunca e Mulheres Desagradáveis) tomaram o Facebook e o Twitter. Os eventos finais de campanha de Hillary Clinton incluíram expressões de apoio irrestrito por Beyoncé, Bruce Springsteen e Lady Gaga.

Para alguém que vivia em lugares como Los Angeles, Chicago e Nova York (era o meu caso), parecia não haver maneira de Trump vencer.

Estávamos errados, é claro.

Tudo isso me veio à memória nos últimos dias, em que #EleNão e #EleNunca vieram a dominar a mídia social no Brasil, e celebridades como Gilberto Gil, Mano Brown e o Black Eyed Peas vieram a público para se opor a Jair Bolsonaro.

Os países e candidatos são diferentes, eu sei, mas os argumentos são bizarramente parecidos. E pode-se perceber que um determinado segmento da sociedade brasileira ?"a centro-esquerda pró-democracia, o tipo de gente que lê (e escreve) colunas em jornais como a Folha?" está começando a relaxar, um pouquinho. "Viu só? As pessoas civilizadas estão se unindo. Tudo vai ficar bem."


O que aconteceu nos Estados Unidos, então? Basicamente, Hillary e seus partidários se concentraram tanto na oposição a Trump que se esqueceram de falar sobre as questões que importavam para a maioria dos eleitores: desemprego, imigração e assim por diante.

Jamais esquecerei de uma mulher que estava assistindo a um comício de Trump: questionada por um repórter de TV como ela justificava votar em um homem como ele, ela respondeu: "Trump pode dizer o que quiser, desde que ajude meu marido a arrumar emprego", foi a resposta.

No Brasil, as pesquisas de opinião pública indicam que as questões mais importantes para os eleitores incluem a economia, a corrupção e o crime. A verdade é que Fernando Haddad e o Partido dos Trabalhadores têm enorme dificuldade para lidar com as três.

O PT causou a pior recessão do Brasil em um século, seu principal líder está na cadeia, e o crime disparou nos 13 anos em que o partido esteve no poder.

Portanto, a tentação de transformar o segundo turno em referendo sobre Bolsonaro - e a democracia - será ainda mais forte para o PT.

As declarações mais incendiárias de Bolsonaro serão repetidas incessantemente na propaganda eleitoral e no Facebook, e intelectuais e celebridades falarão sobre a importância da democracia e os direitos das minorias.

Isso ecoará de modo positivo em alguns círculos, que incluem a elite ?"Fernando Henrique Cardoso pode apoiar Haddad, por exemplo, da mesma forma que John McCain e George W. Bush romperam com Trump.

Mas, no geral, acredito que essa estratégia se provará ainda menos efetiva do que foi o caso nos Estados Unidos.

Tragicamente, depois de quatro longos anos de escândalo e crise econômica, apenas 8% dos brasileiros dizem que a democracia representativa é uma forma de governo "muito boa", o menor total entre os 38 países pesquisados pelo Pew Research Center. Os argumentos quanto à sua importância certamente serão recebidos com pouca simpatia.

Como aqui, os eleitores em lugar disso se deixarão seduzir pela promessa de soluções simples ?"ainda que nada realistas?" para problemas mais tangíveis.

Suponho que a versão brasileira da mulher entrevistada no comício de Trump diria: "Bolsonaro pode dizer o que quiser, desde que seu governo não roube e eu possa caminhar pela rua em segurança".

Para Haddad e o PT, isso significa que o caminho mais efetivo seria combinar ataques contra Bolsonaro a uma agenda clara quanto aos problemas mais urgentes do Brasil.

Isso inclui uma estratégia nacional mais efetiva de combate ao crime, reconhecimento dos erros passados do partido quanto à corrupção e deixar claro que a política econômica será mais parecida com a do primeiro mandato de Lula do que com a do primeiro mandato de Dilma.

Isso é pedir muito, dada a recente insistência do partido quanto a narrativas de perseguição e nostalgia. Talvez seja impossível. Mas o futuro da democracia brasileira pode depender disso.
Herculano
29/09/2018 07:41
QUEM LIDERA PESQUISAS ATÉ SETEMBRO SEMPRE VENCE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Em todas as disputas presidenciais desde 1989, a primeira por voto direto após o regime militar, quem liderou as pesquisas do Datafolha até a uma semana do primeiro turno, tornou-se o presidente da República. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, lidera este ano com a menor margem no Datafolha (28%) desde Fernando Collor (25%) contra Lula (15%) e Brizola (14%), na eleição de novembro de 1989.

ÚNICO ELEITO NO 1º TURNO
FHC foi o único presidente eleito em 1º turno. Tinha às vésperas da eleição 47% contra 23% de Lula em 1994, e 45% a 22% em 1998.

PRIMEIRO PETISTA
O petista Lula tinha 45% contra 21% de José Serra antes de vencer a eleição de 2002 e 49% a 33% contra Geraldo Alckmin, em 2006.

CASO DILMA
Dilma tinha 40% antes da eleição de 2014, contra 27% de Marina Silva. Aécio Neves era 3º com 20%. Em 2010, 46% contra 28% de Alckmin.

DADOS DAS PESQUISAS
Os dados se referem às pesquisas Datafolha divulgadas com até 8 dias de antecedência das sete eleições presidenciais, desde 1989.

29/09/2018
LEGISLATIVO NÃO DÁ VEZ A MULHERES NO COMANDO
Dos três poderes da República, somente Executivo e Judiciário foram comandados por mulheres. O Poder Legislativo, seja no Senado ou na Câmara dos Deputados, considerado o poder "mais aberto" e "o mais democrático", até hoje não permitiu que mulheres assumissem o comando. No Palácio do Planalto, a ex-presidente Dilma Rousseff, derrubada pelo Congresso, foi a única mulher que dirigiu o País.

JUDICIÁRIO NA FRENTE
Duas mulheres chefiaram o Judiciário, presidindo o Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie e Cármen Lúcia. Rosa Weber será a próxima.

STJ JÁ TEVE A SUA
Ainda no âmbito do Judiciário, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também já foi presidido por uma mulher, a ministra Laurita Vaz.

JÁ ROLOU ATÉ NO STM
O STM (militar) e o TSE (eleitoral) são tribunais superiores já chefiados por mulheres: Maria Elizabeth, Cármen Lúcia e Rosa Weber.

REPUBLIQUETA
A decisão de autorizar entrevista do presidiário Lula abre um precedente absurdo: logo poderão ser vistas filas de repórteres à espera de coletivas de Palocci, Geddel, Beira-Mar etc.

PREVISÃO
Há um ano em Coimbra, Portugal, durante um evento de juristas, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisou a onda conservadora na Europa e Estados Unidos e advertiu "para o risco" de o Brasil eleger Jair Bolsonaro presidente, este ano.

VOTAÇÃO NO EXTERIOR
São 500,7 mil brasileiros que vão votar para presidente no exterior. O número representa um aumento substancial em relação a 2014: 41,4%. Só Miami e Boston (EUA) concentram 70 mil eleitores brasileiros.

ROUBALHEIRA CUSTOU CARO
A Petrobras concordou em pagar 853,2 milhões de dólares para acabar com investigações de autoridades americanas e brasileiras "do maior esquema de corrupção da História", diz o Wall Street Journal.

DEU A LOUCA
A revista americana Quartz descreveu a eleição presidencial brasileira como "tão louca, que está até sendo comparada com a eleição presidencial dos Estados Unidos", que elegeu Donald Trump.

CORPO-A-CORPO
O senador Hélio José (MDB-DF) sexta (28) arrancou pessoalmente cartazes em uma associação do Sol Nascente, bairro pobre de Ceilândia, gritando ser ele o candidato da região a deputado federal.

AINDA ESTE ANO
De saída, o presidente Michel Temer quer terminar o governo realizando a licitação da Ferrovia Norte-Sul, três blocos de aeroportos até dezembro. Há ainda concessão de terminais portuários em estudo.

QUASE NADA
Difícil de acreditar, mas o dólar fechou setembro com queda de 0,87% em relação ao valor do fim de agosto, mas acima dos R$4. Desde o início do ano, quando valia R$ 3,32, a moeda americana subiu 21,4%.

PENSANDO BEM...
...já passou da hora de Jair Bolsonaro dar uma de rei Juan Carlos e ligar para seu vice: "Por que não te calas?!!"
Herculano
29/09/2018 07:08
LÍDERES E REJEITADOS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

No Datafolha, crescem as parcelas do eleitorado que descartam votar em Bolsonaro e Haddad

A pouco mais de uma semana da eleição, a mais recente pesquisa Datafolha aponta uma provável disputa entre os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

Do levantamento realizado na semana passada, nos dias 18 e 19, para o atual, o ex-prefeito de São Paulo saltou de 16% para 22% das intenções de voto, enquanto o rival do PSL manteve a liderança e o patamar de 28%.

Haddad isola-se, assim, na segunda posição da corrida ao Palácio do Planalto. Ciro Gomes (PDT) oscilou de 13% para 11%, e Geraldo Alckmin, de 9% para 10%. Ambos estão empatados dentro da margem de erro, enquanto Marina Silva (Rede), com 5%, já se aproxima do pelotão de baixo.

Como se mostrava previsível no atual quadro político polarizado, os dois primeiros colocados são também os líderes em rejeição.

Sob ataque dos adversários, e numa semana em que se defrontou com notícias desfavoráveis, Bolsonaro viu subir de 43% para 46% a parcela dos que dizem não votar nele de jeito nenhum. Já os que descartam Haddad aumentaram de 29% para 32%.

Ciro Gomes e Alckmin apresentam taxas menores, de 21% e 24% respectivamente. Em tese, têm condições de receber parcelas do chamado voto útil na reta final de campanha. A missão parece das mais difíceis, ainda mais para o pedetista, que dispõe de pouco tempo de propaganda de TV.

À estratégia antipetista de Alckmin - que tem tentado, até aqui sem sucesso, atrair eleitores de Bolsonaro e dos concorrentes ao centro?" resta o argumento de que, agora, Haddad supera o candidato do PSL com folga na simulação de segundo turno (45% a 39%).

Com isso, o capitão reformado vê-se agora em desvantagem contra todos os seus principais rivais na segunda rodada do pleito. Ainda assim, 79% de seus eleitores se dizem totalmente decididos.

É difícil imaginar, portanto, que a disputa final não se dê entre os dois candidatos ora à frente. Eles representam setores ideológicos à direita e à esquerda que vêm se confrontando de maneira implacável nos últimos anos.

Versões radicalizadas de petismo e antipetismo, com efeito, vão dando a nota desta eleição, o que suscita apreensões quanto às perspectivas de o país encontrar alguma pacificação do cenário político.

Em meio à ruína orçamentária e a estagnação econômica, um entendimento mínimo entre as forças partidárias e sociais se faz necessário para a aprovação de ajustes e reformas urgentes.

Por sua natureza, o sistema de dois turnos incentiva posições mais moderadas e tolerantes. É desejável, embora nada garantido, que os oponentes busquem meios de reduzir as tensões futuras do país.
Herculano
29/09/2018 07:05
PACIFICAÇÃO VIROU A PRIORIDADE MAIS óBVIA DO PAÍS, por
Josias de Souza

Chegamos à reta final do primeiro turno da sucessão presidencial. Até aqui, as estrelas da disputa são Bolsonaro, chamado de "mito" por seus apologistas, e Lula, que se autodefiniu como "uma idéia" antes de ser preso. O mito e a ideia conduzem à mesma ilusão - a ilusão do salvador da pátria. O engano de percepção será desfeito assim que as urnas se pronunciarem em definitivo. Seja quem for o eleito, o Brasil amanhecerá no dia seguinte como um país por fazer. A tarefa pede pacificação.

Na sucessão brasileira de 2018, as pesquisas eleitorais cumprem uma função que, em países menos atribulados, cabe às previsões metereológicas. Ambas preparam as pessoas para fenômenos incontroláveis. A garota do tempo antevê no estrangeiro os tufões. As sondagens eleitorais antecipam no Brasil a tempestade resultante de uma disputa entre extremos. A diferença é que a agitação atmosférica brasileira é obra 100% produzida pela natureza humana.

Políticos e analistas torram os miolos à procura de explicações para a polarização entre Bolsonaro, o mito, e Haddad, o porta-voz da ideia presa em Curitiba. Falta à maioria das análises um personagem central. O perigo da eleição nunca se chamou Bolsonaro, Mourão, Lula ou Haddad.

Quem quiser entender o enredo de 2018 terá de chamar o protagonista da trama pelo nome certo: povo. Cutucado pelos políticos com o pé, o povo decidiu morder. O presidente eleito está condenado a ampliar seus horizontes políticos. Sob pena de impor ao país mais quatro anos de trovões e raios que os partam.
Herculano
28/09/2018 21:10
HADDAD SOB A 22%; BOLSONARO TEM 28%, MAS SE ENFRAQUECE NO 2º TURNO, DIZ DATAFOLHAha

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Igor Gielow. A nove dias do primeiro turno da eleição presidencial, Fernando Haddad (PT) subiu seis pontos e consolidou-se em segundo lugar na corrida eleitoral, com 22%.

Ela segue sendo liderada por Jair Bolsonaro (PSL), que se manteve estável com 28%, mas perdeu fôlego nas simulações de segundo turno, sendo derrotado em todas elas. A dupla lidera também no quesito rejeição do eleitor, indicando a polarização na disputa.

Os dados estão na nova pesquisa do Datafolha. Nela, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) empatam tecnicamente no terceiro posto. Marina Silva (Rede) murchou para um distante quarto lugar.

O instituto ouviu 9.000 eleitores em 343 cidades de quarta (26) a esta sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. O levantamento foi contratado pela Folha e pela TV Globo. A pesquisa anterior havia sido feita nos dias 18 e 19.

Haddad, o preposto indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer em seu lugar, já que foi declarado inelegível por ter condenação em segunda instância, cresceu de 16% para 22% nas intenções de voto estimuladas. Nas menções espontâneas, também cresceu seis pontos, chegando a 17%.

Ele teve seu mais forte crescimento nas regiões Nordeste (12 pontos) e Norte (13 pontos). No tradicionalmente lulista e populoso Nordeste, ele lidera com 38% das intenções de voto. Ali, Bolsonaro registra seu pior desempenho regional, com 16% de intenções de voto, empatado com Ciro Gomes (PDT), que tem 15% no seu território de origem.

O período da pesquisa coincidiu com uma zona de turbulência na campanha do capitão reformado, que se recupera internado de uma facada recebida no dia 6. Na quarta, a Folha revelou um documento do Itamaraty relatando uma ameaça de morte atribuída a Bolsonaro por uma ex-mulher, que hoje nega ter dito isso. Na quinta, surgiu a fala de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB), criticando o 13º salário, e mais acusações contra o deputado no processo de divórcio divulgadas pela revista Veja.

Bolsonaro segue com os mesmos 28% que recebeu no levantamento anterior, na pesquisa estimulada. Na declaração espontânea, oscilou positivamente um ponto, para 25%.

No terceiro pelotão, a disputa está embolada entre Ciro, que oscilou negativamente dois pontos e tem 11%, e Alckmin, que subiu dentro da margem de 9% para 10%. No caso do pedetista, o forte crescimento de Haddad no seu quintal eleitoral, o Nordeste, ajuda a bloquear seus movimentos. Já o tucano, apesar de contar com o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita, viu sua campanha mais incisiva por um voto útil contra Bolsonaro e PT fracassar em lhe auferir apoio.

Já Marina confirmou a tendência de queda livre e oscilou mais dois pontos para baixo, atingindo 5% na pesquisa estimulada. A candidata da Rede está agora um pouco acima do bloco dos nanicos eleitorais, integrado por João Amoêdo (Novo, 3%), Alvaro Dias (Podemos, 2%), Henrique Meirelles (MDB, 2%), Vera (PSTU, 1%), Guilherme Boulos (PSOL, 1%) e Cabo Daciolo (Patriota, 1%).

As simulações de segundo turno trazem más notícias para Bolsonaro. Se nas duas semanas seguintes ao ataque de Juiz de Fora ele viu seu desempenho melhorar nos embates com os principais adversários, agora ele perde para todos com uma curva desfavorável.

Ciro ampliou a vantagem sobre o deputado, que batia por 45% a 39% na pesquisa anterior, derrotando-o por 48% a 38%. O pedetista segue sendo o único a vencer todos os embates nas simulações de segundo turno.

Haddad saiu do empate em 41% e supera Bolsonaro por 45% a 39%, melhorando também seu desempenho contra o PSDB: empata com Alckmin em 39%, o que dificultará a ideia tucana de vender o candidato como alguém que venceria o PT com certeza no segundo turno. Questionados sobre mudança de voto, 18% dos apoiadores do tucano optariam pelo capitão.

A raiz da dificuldade de Bolsonaro é sua rejeição, que paradoxalmente é a principal fraqueza também de Haddad, hoje seu principal oponente. Ambos os candidatos são os que registram a maior taxa de "não voto de jeito algum" da pesquisa.

O deputado subiu de 43% para 46% e o petista, de 29% para 32%, confirmando o caráter plebiscitário e polarizado da disputa. Isso também se nota na convicção de seus eleitores, superior à dos outros candidatos: 79% dos bolsonaristas e 78% dos pró-Haddad dizem não mudar de opção.

A rejeição ao candidato do PSL segue forte entre as mulheres, objeto da campanha #elenão. O rejeitam 52% das eleitoras. Na pergunta estimulada, seu eleitorado feminino é de apenas 21%, contra os 37% que alcança entre homens. Jovens de 16 a 24 anos (55%) e os mais pobres (52%) são outros grupos que lideram a tendência de descartar o voto nele.

Já Haddad é mais rejeitado pelos eleitores que ganham mais de dez salários mínimos (59%), com nível superior (48%) e do sexo masculino (39%).
Miguel José Teixeira
28/09/2018 20:49
Senhores,

Sei não, , ,

Acho que o condenado zédirceu, acabou de nocautear o preposto do presidiário!!!

"Tumar u pudê",zé. . .

Haja disfarces de freiras!!!!

Vade retro, retrocesso!!!
Herculano
28/09/2018 14:45
DIRCEU FALA AO EL PAÍS E INSISTE NA DISTINÇÃO ENTRE "VENCER O PODER". NÃO É AMEAÇA REVOLUCIONÁRIA, MAS CONTINUA RUIM, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

José Dirceu concedeu uma longa, impressionante e imprudente, para os petistas ao menos, entrevista à edição brasileira do jornal El País. Ali está, inequivocamente, um homem de esquerda. E uma mentalidade de esquerda é necessariamente presa de um raciocínio binário: "Estamos avançando ou estamos recuando?" Avançando e recuando em quê? Ora, no propósito de tomar o poder. Mais: um esquerdista também tem um horizonte escatológico, finalista. Por isso, está sempre vivendo um processo: daí que trabalhe, e ele faz isso, com o conceito de "acúmulo de forças". Para uma mentalidade de esquerda, o passado está em constante revisão para justificar a quebra de um princípio, o presente e só uma passagem, e o que importa é vender um futuro redentor. Prestem atenção a esta passagem:

Dentro desse contexto, o senhor acha que existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar?

Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.

Tanto esquerda como direita, nas redes sociais, estão fazendo alvoroço com o trecho. Bem, meus caros, minhas caras, é preciso reconhecer que a capacidade de leitura não é a qualidade mais saliente destes dias. Sim, estamos diante de uma consideração que está fora dos fundamentos de um regime democrático. Mas não como se diz por aí.

Nesse caso, é preciso mais atenção à pergunta do que á resposta. O El País quer saber se existe a possibilidade de um golpe militar. E parte da resposta é a que daria qualquer pessoa de bom senso. Dirceu, eu e o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, não acreditamos nessa possibilidade. E uma das razões apontadas pelo petista é verdadeira: não existe espaço para golpes militares no mundo contemporâneo. Vejam a dificuldade que há para desalojar mesmo um governo criminoso, como o de Nicolas Maduro - que tem o apoio do PT, note-se.

Mas aí Dirceu, aos 72 anos, resolveu acordar o guerrilheiro tardio. Ao afirmar que, em caso de golpe, "nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar eleição", sugere, e não há outra interpretação possível, que haveria resistência ao golpe. Até aí, bem. Os resistentes poderiam contar comigo. Mas qual resistência? No contexto dado, para que ocorra a "tomada do poder", teria de haver, então, uma resistência armada. Com quais armas, Dirceu? Faríamos tiro ao alvo com cuspe para enfrentar os canhões?

E só retórica doidivanas. Logo, isso não quer dizer nada porque, ademais, depende de um causa que não haverá, o que dispensa comentários adicionais sobre as consequências. O ponto é outro. Não é a primeira vez - podem procurar e acharão - que Dirceu se sai com a conversa de que o PT ganhou a eleição, mas não o poder. As pessoas curiosas, como sou, gostariam de saber: qual é a diferença?

Eu mesmo respondo: é dar consequência ao projeto hegemônico do petismo, que, enquanto esteve no Palácio e enquanto a economia não fazia água, organizou-se para aniquilar os outros partidos. E isso é apenas um fato. Não por acaso, na entrevista, o ex-ministro não reconhece um miserável erro do governo Dilma. Frauda a história ao afirmar que o país foi à bancarrota por obra da sabotagem dos partidos de oposição - minoritários, diga-se.

Trecho de outra resposta sua é bastante esclarecedor. Indagado por que, então, Lula, com a popularidade, o prestígio e apoio que tinha, não fez as reformas, ele responde: "Muitos podiam ter a opinião de que era preciso fazer as reformas mesmo que isso custasse para nós cair do Governo." Pois é... Um partido que se preocupa com o país, não em se eternizar no poder, faz o que tem de ser feito. Ainda que perca a eleição. Depois tenta voltar, ora essa...

Em 2016, depois do desastre do governo Dilma e do impeachment, o PT ensaiou uma autocrítica. E lá se lê esta pérola:

"Fomos descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty; e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação".

Vale dizer: o PT acha que não aparelhou o Estado o suficiente e que errou ao não partidarizar as Forças Armadas e a diplomacia. Isso é que seria, em parte ao menos, tomar o poder, não apenas ganhar a eleição. Bem, é desnecessário dizer que Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram rigorosamente o que vai acima.

Caso o PT vença a eleição e caso volte ao poder com esse espírito, escolhe, de novo, o caminho da deposição. Não sei se Dirceu percebeu, mas há mais gente, só que no outro extremo, que também está disposta a tomar o poder, ganhando ou não a eleição. Não haverá golpe. Mas quem disse que golpe é o único item no cardápio das coisas ruins?
Herculano
28/09/2018 14:39
da série: tudo dominado

GRUPO ENTOLADO NA LAVA JATO VENCE LEILÃO PARA OPERAR TERMINAIS NO PORTO DE SANTOS, por Diego Escosteguy

Uma empresa associada à corrupção descoberta na Lava Jato venceu hoje um leilão para operar terminais no Porto de Santos. A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais ofereceu pagar R$ 210 milhões pelo direito de explorar esses terminais. O processo foi conduzido pela Antaq, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Diretores da Antaq foram indicados pelo PR e pelo PMDB.

Essa empresa pertence formalmente ao grupo do controverso empresário Carlos Santiago, morto há dois anos. É tocada pela viúva de Santiago e por diretores que estão no grupo há anos - alguns há décadas. Esse grupo também opera no mercado de combustíveis e de postos.

Santiago foi alvo da Lava Jato por suspeita de pagar propina a políticos e diretores da BR Distribuidora para que sua rede de postos fosse "embandeirada" pela subsidiária da Petrobras. Em 2011, a BR pagou um valor considerado fora dos padrões de mercado para que a rede de Santiago passasse a vender combustível da subsidiária da Petrobras. Essa rede era operada em sociedade com diretores do BTG Pactual. (A sociedade foi desfeita anos depois.)

Os doleiros Alberto Youssef e Leonardo Meirelles disseram, em delações premiadas, que receberam US$ 3,5 milhões associados aos diretores do BTG numa conta secreta em Hong Kong, por meio da offshore Ocean Fish Overseas. Esse dinheiro, segundo eles e as investigações da Lava Jato, foi repassado no Brasil, em cash, como propina ao senador Fernando Collor, que indicara o presidente da BR Distribuidora, e a outros agentes públicos. De acordo com quem participou do negócio, a propina serviu para que a BR topasse pagar um valor superfaturado para que a rede de postos de Santiago e dos diretores do BTG vendesse combustível da distribuidora. Collor é réu nesse caso no Supremo. Ele e os demais envolvidos negam qualquer ilegalidade no negócio.

Revelamos esse caso na revista ÉPOCA, em fevereiro de 2015. Em julho do mesmo ano, a Procuradoria-Geral da República deflagrou a operação Politeia, avançando no caso. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu R$ 3,6 milhões num do endereços de Santiago. Elementos da delação de Meirelles foram acrescentadas ao caso no ano seguinte. Autoridades brasileiras esperam a colaboração de Hong Kong nesse e em outros casos, que envolvem políticos do PTB e do PMDB.

Santiago também já foi acusado de adulterar combustíveis e chegou a ser preso nos anos 90, acusado de aliciar menores.
Herculano
28/09/2018 14:28
De Mário Sabino, editor de Cruzoé, no twitter

Senhoras e senhores, o presidiário Lula foi autorizado por Lewandowski a dar entrevista à colunista da Folha, uma semana antes da eleição. É a eleição das facadas.
Herculano
28/09/2018 14:26
O?PETROLÃO SEGUE COBRANDO SEU PREÇO, editorial do site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Petrobras faz novo acordo bilionário com autoridades americanas, desta vez para encerrar investigações sobre a corrupção instalada pelo PT na estatal

A pilhagem promovida pelo PT na Petrobras ao longo de vários anos continua cobrando seu preço. A estatal anunciou, nesta quinta-feira, um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar as disputas judiciais naquele país, como consequência do escândalo de corrupção desvendado pela Lava Jato. O valor total é de US$ 853 milhões, equivalentes a cerca de R$ 3,4 bilhões, que serão divididos entre autoridades norte-americanas e brasileiras: 10% irão para o próprio Departamento de Justiça; outros 10% para a Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão que monitora o mercado de ações norte-americano; e 80% comporão um fundo de programas para promoção da transparência e cidadania, monitorado pelo Ministério Público Federal.

O valor será pago ao longo de um ano e se soma a um montante ainda mais vultoso, acertado em janeiro deste ano. Para impedir o julgamento de uma ação coletiva de investidores norte-americanos que foram prejudicados pela destruição do valor de mercado da estatal, a Petrobras concordou em pagar US$ 3 bilhões, que à época equivaliam a quase R$ 10 bilhões, mas ao câmbio de hoje já passam de R$ 12 bilhões. O preço do petrolão, apenas com essas duas multas, supera de longe o valor que a estatal conseguiu recuperar desde o início da Lava Jato (R$ 2,5 bilhões), indicando que a diferença continuará tendo de sair dos cofres da empresa, afetando seu desempenho ?" o provisionamento dos recursos para o acordo fechado em janeiro, por exemplo, impediu que a estatal tivesse lucro líquido em 2017.

O eleitor brasileiro não pode cometer o erro de devolver a chave do cofre aos que destruíram a Petrobras.

As autoridades norte-americanas, ao fechar o acordo, reconhecem "a situação de vítima da Petrobras deste esquema de corrupção", segundo o comunicado divulgado pela estatal. A empresa, como tal, pode ser vista como vítima, mas a verdade é que seus algozes estavam dentro e acima dela: os diretores escolhidos a dedo pelo governo federal para azeitar a máquina de pilhagem e propina que envolvia os contratos da estatal com as grandes empreiteiras hoje encrencadas na Lava Jato.

E isso porque o Departamento de Justiça estava voltado apenas para a corrupção, deixando de lado todas as outras maneiras usadas pelo petismo para depredar a Petrobras. Houve, por exemplo, a política de preços populista, que fez a empresa ter prejuízos vendendo combustível a valores mais baixos que os de compra. Houve decisões puramente ideológicas, como a da refinaria Abreu e Lima, que seria uma parceria com a Venezuela, mas terminou em um calote de Hugo Chávez, levando a empresa a arcar sozinha com custos muito maiores que o orçamento inicial, e que deixam bem para trás o prejuízo que a Petrobras teve com outra decisão desastrosa, a da compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

A muito custo o Brasil conseguiu se livrar das garras petistas e colocar na Petrobras uma administração responsável, capitaneada por Pedro Parente ?" que deixou a estatal quando o governo Temer voltou a interferir nas políticas de preços da empresa após a greve dos caminhoneiros. A empresa está longe de recuperar o valor de mercado que teve no seu auge, e ainda levará muito tempo até ela se livrar dos altos níveis de endividamento. Seu reerguimento será um trabalho de médio e longo prazo. Isso, claro, se o eleitor brasileiro não cometer o grande erro de devolver a chave do cofre aos mesmos que foram os responsáveis pela destruição da Petrobras."
Herculano
28/09/2018 14:23
da série: tudo dominado

'É QUESTÃO DE TEMPO PARA TOMAR O PODER', DIZ DIRCEU A JORNAL ESPANHOL

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. O ex-ministro José Dirceu disse ao jornal "El País", que "é uma questão de tempo" para o PT "tomar o poder". "Dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição", disse ele, quando questionado sobre o que acha da possibilidade de o PT "ganhar mas não levar" as eleições.

"Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito", disse o ex-ministro ao periódico espanhol.

Ao falar sobre o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de votos nas eleições presidenciais deste ano, Dirceu disse acreditar que ele não será eleito. "Não tem maioria no País para as ideias dele", avaliou.

Segundo o ex-ministro, "o problema do Bolsonaro é do PSDB e do DEM", que perderam espaço para o ex-militar no campo da direita. "Eles que não têm alternativa. Nós, sem o Lula (condenado e preso na Lava Jato), temos Ciro (Gomes) e (Fernando) Haddad", afirmou Dirceu.
Miguel José Teixeira
28/09/2018 13:29
Senhores,

Do texto replicado abaixo:

"AUSÊNCIA DE ANITTA, por Guilherme Fiuza, para o site Gazeta do Povo, Curitiba PR"

Pincei a seguinte frase:

"Fica combinado assim: Anitta amordaçada, Lula livre, poste presidente, Dilma na presidência do Senado, Gleisi na presidência da Câmara, Toffoli na presidência do Supremo e você na Venezuela. Não precisa nem comprar passagem."

Atenção, atenção:

A VENEZUELA SERÁ UM PARAÍSO SE A HIP?"TESE ACIMA CONCRETIZAR-SE!!!

Vade retro, retrocesso!
Herculano
28/09/2018 12:56
AUSÊNCIA DE ANITTA, por Guilherme Fiuza, para o site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Circula no Brasil um manifesto em defesa da democracia, e seus signatários mais destacados mostraram que não estão de brincadeira: quando a cantora Anitta resolveu afirmar seu direito à opinião independente, tomou logo um tapa na boca, para deixar de ser abusada.

Anitta não tinha entendido como a banda toca. Democracia sim, querida. Mas a nossa, ok?

Ok. Ela entendeu rápido, até porque tem amor à pele. Todo mundo sabe que mexer com os democratas de porta de cadeia pode ser um problemão. Ou, mais precisamente: pode te transformar em morto-vivo. Vai cantar no banheiro, companheira, onde a acústica é perfeita para quem desafinou o coro da patrulha.

Tudo começou quando Anitta, pressionada a aderir à campanha #EleNão, contra Jair Bolsonaro, declarou que não iria fazer parte de movimento algum. Não era um posicionamento político. Ao contrário: em meio à epidemia de causas e engajamentos de ocasião, ela afirmou o direito do artista de opinar ou não opinar, se envolver ou não se envolver com o que quiser ou não quiser.

De uma simplicidade comovente.

Para quem ficou na dúvida, até porque anda um pouco difícil mesmo ver as coisas como elas são, aqui vai a confirmação: a funkeira da laje deu uma aula de dignidade à elite cultural brasileira.

Ou seja: enlouqueceu. Não sabe com quem tá se metendo, garota?

Agora já sabe. Em questão de horas, o mundo desabou sobre Anitta ?" essa doida que declarou que todos são livres para expressar o que quiserem. De onde terá ela tirado essa insanidade? De algum autor iluminista ou de algum para-choque de caminhão?

A real aqui é outra, parceira. É proibido proibir, desde que você não esteja atrapalhando a lenda (e o business) dos progressistas profissionais que mandam no pedaço. Cala a boca já morreu pra quem não falar demais. Ou de menos. Entendeu agora?

Entendeu. Anitta dormiu e acordou outra pessoa. Não precisou nem de lobotomia, recurso extremo que os democratas de porta de cadeia preferem não utilizar. Por si mesma ?" e pelo amor à sua pele bronzeada ?" ela reapareceu com um novo vídeo aderindo ao movimento do qual se recusara a participar 24 horas antes. Vai, malandra, que o passado passou ?" e o futuro é dos obedientes.

A presença de Anitta na luta contra os hipócritas de grife não durou um dia. Agora, como se dizia quando a ditadura calava ou sumia com alguém, Anitta está "ausente".

O gentil "desafio" à cantora, que lhe oferecia a escolha entre ser frita em fogo lento ou rápido, foi vocalizado por Daniela Mercury ?" ela mesma a prova viva de que, nos dias de hoje, um artista sem arte só desaparece se quiser. Não tem mais o menor problema se o público não quer te ouvir, porque uma manchete sobre a sua vida sexual te bota no jogo de novo.

Se voltarem a te esquecer, você ameaça grudar numa colega bem-sucedida o selo de homofóbica e racista. Aí é só correr pro abraço.

Daniela e grande elenco de democratas temem que o Brasil caia num regime autoritário. E acharam a maneira de evitar a implantação de uma ditadura amanhã: implantá-la hoje.

O estupro moral e mercadológico de Anitta ?" impondo a ela o vexame de engolir sumariamente suas palavras em público ?" é o ato mais representativo dessa corrente da bondade que quer devolver o país a um simpático criminoso preso por corrupção. Lula e sua gangue merecem a chance de roubar um pouco mais o povo sem perder a ternura ?" e sem tirar um centavo dessa elite libertária que decide, docemente, quem pode dizer o que.

Ao contrário do pronunciamento original de Anitta, que não tinha segundas intenções partidárias ou ideológicas ?" e por isso mesmo foi abatido a tiros pela patrulha pacifista e humanitária ?", o tal manifesto pela democracia é um jeitinho de panfletar para o suplente de presidiário como "salvação progressista contra o autoritarismo".

De autoritarismo eles entendem ?" não o da ditadura de meio século atrás, mas a de hoje, liderada aqui do lado pelo companheiro Maduro, cujo regime sanguinário é apoiado velada ou explicitamente pelos signatários mais famosos do manifesto democrático. Se o Lula falou que o chavismo é modelo de democracia, tá falado.

Fica combinado assim: Anitta amordaçada, Lula livre, poste presidente, Dilma na presidência do Senado, Gleisi na presidência da Câmara, Toffoli na presidência do Supremo e você na Venezuela. Não precisa nem comprar passagem."
Herculano
28/09/2018 12:54
A HIGIENIZAÇÃO PETISTA, editorial do jornal Om Estado de S. Paulo

É possível arruinar a democracia por meio de sua desmoralização paulatina e constante, como fez o PT sistematicamente há mais de três décadas

O ex-presidente Lula da Silva disse diversas vezes que "sempre" aceitou o resultado das várias eleições que perdeu. "Quando perdi, nunca fui para rua reclamar. Voltava para casa e discutia com minha mulher e com meu partido. Depois, me preparei para disputar uma nova eleição", declarou em 2016 o demiurgo petista, repetindo pela enésima vez essa fábula na expectativa de enganar os inocentes.

Pois Lula e o PT nunca aceitaram o resultado das eleições presidenciais que perderam e jamais enxergaram legitimidade nos presidentes aos quais faziam oposição - basta lembrar que o partido pediu o impeachment de Fernando Collor, de Itamar Franco e de Fernando Henrique, além de liderar uma campanha pela destituição do presidente Michel Temer.

Essa reiterada demonstração do espírito antidemocrático do PT e de Lula precisa ser relembrada no momento em que está em curso uma tentativa de higienizar a trajetória flagrantemente autoritária do partido e de seu líder para, com isso, marcar diferença em relação ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Segundo essa versão imaginosa, somente o truculento ex-capitão representaria uma ameaça real à democracia, enquanto o PT, malgrado seus eventuais arroubos, sempre se pautou pelas "regras do jogo".

Provas disso, segue a lenda, seriam não somente a alegada disposição de Lula da Silva de aceitar os resultados das eleições que perdeu, como também o suposto comportamento exemplar do partido quando esteve no poder. Segundo se diz, o PT passou 14 anos no poder sem ameaçar a ordem institucional e a Constituição, razão pela qual não haveria nenhum motivo para temer uma ruptura se o lulopetismo voltar ao governo.

Já com Bolsonaro, sustenta essa narrativa, a história é bem outra. O ex-capitão já elogiou o regime militar e os torturadores de presos políticos, além de ter em sua chapa, como vice, um general que admite publicamente a hipótese de que o presidente da República dê um "autogolpe" se houver "anarquia". Isso bastaria para demonstrar que o País estaria à beira de uma ditadura militar caso Bolsonaro venha a ganhar a eleição, enquanto com o PT esse risco não existiria.

Ora, não é preciso grande esforço para atestar a falácia de tal versão. Ameaças à democracia não se dão somente sob a forma de golpes militares clássicos, como o que Bolsonaro é acusado de estar tramando. É possível arruinar a democracia por meio de sua desmoralização paulatina e constante, como faz o PT sistematicamente há mais de três décadas.

O PT nunca admitiu contestação à sua ideologia. Impôs-se pela arrogância, patrulhando o pensamento e instaurando aquilo que John Stuart Mill, em seu clássico Sobre a Liberdade, chamou de "tirania da opinião e dos sentimentos dominantes". Para isso, estendeu seus tentáculos sindicais e militantes às universidades e ao mundo artístico, atrelando o debate acadêmico e cultural à doutrina lulopetista. Quando esteve a ponto de ser destruído em razão dos muitos esquemas de corrupção que capitaneou - esquemas que, aliás, são também uma forma de minar a democracia -, o PT renasceu capturando a causa dos chamados movimentos identitários - de luta por reconhecimento de diversas minorias - e a transformou em arma partidária para dividir ainda mais o País. O PT viceja na discórdia radical e insuperável, inviabilizando o debate democrático.

Ademais, o partido não titubeou em fazer campanha sórdida, inclusive internacional, contra o Judiciário, o Congresso e a imprensa, classificando magistrados, parlamentares e veículos de comunicação como "golpistas" - todos, é claro, mancomunados para perseguir o PT. Não bastasse corroer a democracia por dentro, envenenando as relações entre os cidadãos e atacando as instituições, o PT ainda foi capaz de emprestar entusiasmado apoio a ditaduras como a de Cuba e a da Venezuela, sinalizando perigoso apreço por regimes de força tão ou mais violentos que a ditadura militar brasileira, a qual os petistas vivem denunciando.

A ameaça de Bolsonaro se restringe, por ora, a palavras toscas - e isso é muito ruim. Tão ruim quanto o PT, que já pôde demonstrar, na prática e extensivamente, seu espírito antidemocrático.
Herculano
28/09/2018 11:54
A JUÍZA ELEITORAL DA 64ª ZONA ELEITORAL BAIXOU UMA PORTARIA PARA A POLÍCIA MILITAR APREENDER MATERIAL IRREGULAR DO PT EM GASPAR, ILHOTA E LUIZ ALVES. BASTA CHAMAR A PM ELA ESTÁ ORIENTADA PARA A AÇÃO

A juíza eleitoral da 64ª Zona Eleitoral e que abrange os municípios de Gaspar, Ilhota e Luiz Alves, Liana Bardini Alves, devido ao que já aconteceu em Gaspar e se revelou em outras cidades e estados, e atendendo a um pedido da promotora eleitoral Andreza Borinelli, baixou uma portaria autorizando a Polícia Militar apreender o material do PT que traz o réu, condenado e preso, Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a presidente da República e promove outras candidaturas do partido ao governo do estado, senado, Câmara e Assembléia.

O fato foi amplamente relatado pelo jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e de maior circulação em Gaspar e Ilhota, bem como na coluna da edição impressa desta sexta-feira

Basta ligar para a PM e pedir a presença dela para a apreensão do material.

Esta manhã, apesar de todo o alarde na imprensa e redes sociais, o material considerado irregular pela legislação, estava sendo distribuído pelo PT e a militância no interior de Ilhota, segundo denúncias que chegaram ao Fórum da Comarca de Gaspar.
Herculano
28/09/2018 07:26
DORMINDO COM O INIMIGO

Pensando bem, Jair Bolsonaro, PSL, não precisa de adversários. Ele e os que cercam estão encarnados nesta missão de deixá-lo exposto a todo momento.
Herculano
28/09/2018 07:24
OS PLANOS FANTÁSTICOS DE BOLSONARO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Nomes maiores da campanha levam enquadradas. Mas qual é o programa, afinal?

Militar padrão detesta indisciplina e desleixo. No entanto, a campanha de um capitão candidato a presidente que tem como vice um general é uma série de insubordinações, enquadradas à matroca.

Militar gosta de planejamento. O programa de governo de Jair Bolsonaro, ao menos na economia, ainda parece um conjunto esvaziado por negativas, cala-bocas que o candidato publica em forma de tuítes.

Se não se trata de insubordinação, se os assessores não tomam liberdades indevidas ao divulgar planos de governo, Bolsonaro então ignoraria o programa que seus ajudantes de ordem elaboram em sua cozinha de campanha?

Não é pergunta retórica.

Considere-se a negativa das ideias aventadas pelo seu chefe da Casa Civil, digamos, Paulo Guedes, o responsável pelo programa econômico.

Considere-se a traulitada que levou nesta quinta-feira (27) o chefe da Casa Militar e vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão, que coordena os trabalhos de um grupo de generais engajados na campanha.

Em palestra para lojistas de Uruguaiana (RS), Mourão criticou o 13º salário e o adicional de férias, embora não tenha afirmado que Bolsonaro pretenda dar cabo disso. Mas o general disse muito mais e, também, muito menos.

Mourão disse que parte da contenção de despesas do governo virá de alguma "renegociação dos juros da dívida pública", o que costumava ser um plano da "esquerda jurássica".

Disse que alguma espécie de CPMF está mesmo em discussão. Também impressionante, nada disse sobre reforma da Previdência.

Bolsonaro negou que seu governo vá elevar impostos por meio de uma CPMF. Mas nem era essa a ideia. O plano era ou é substituir vários impostos por uma CPMF gigante.

O candidato passou a impressão de que não sabia do que se tratava. Dias depois, disse que pediria a Guedes planos de reduzir impostos, o que deixaria o governo ainda mais quebrado.

No discurso de Uruguaiana, Mourão voltou a dizer que, apesar de ter problemas (é um tributo em cascata), a CPMF de seu governo substituiria vários impostos.

Disse ainda que vão acabar, aos poucos, as isenções fiscais (na prática, é aumento de carga tributária); que todo mundo passaria a pagar imposto, mas "pagando menos" (o que lembra propostas de Guedes de criar alíquota única de Imposto de Renda).

Mourão se confunde com alguns assuntos econômicos, como ficou claro na palestra para os lojistas. É compreensível. Mas certas confusões podem causar tumulto, ainda mais em país quebrado como o Brasil.
Seria apenas amadorismo a ideia de "renegociar os juros da dívida pública"? Ele sabe do que está falando?

Isso soa a calote.

Quando o PT sugeria tal coisa, no início dos anos 2000, punha o capital para correr do Brasil. Sim, parece tudo implausível, ainda mais em se tratando de uma campanha em que o tutor econômico foi banqueiro, que está coalhada de ultraliberais e que vem sendo adotada em massa pelos credores do governo,
boa parte do "mercado".

Talvez a Casa Militar não converse com a Casa Civil de Bolsonaro, o que não inspira confiança na arrumação do governo ?"para não dizer logo que soa como zorra total.

"Renegociar juros" parece maluco ou apenas erro crasso e bruto, está certo. Mas o governo da salada liberal de Fernando Collor confiscou até o dinheiro que estava parado na conta-corrente dos cidadãos, em 1990, assim que tomou posse.

Quem deu uma espécie de calote foi a direita, não a esquerda.
Herculano
28/09/2018 07:19
BOLSONARO FOI ACUSADO POR EX-MULHER DE OCULTAR BENS EM 2006 E FURTAR COFRE


Conteúdo da revista Carta Capital on line. Uma reportagem da revista Veja publicada na noite desta quinta-feira 27 revela o conteúdo do processo de separação entre Ana Cristina Valle e Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL.

A revista mostra o que seria uma relação de bens do casal incluída no processo por Ana Cristina que indica uma ocultação de patrimônio por parte do capitão reformado do Exército. Em 2006, Bolsonaro declarou possuir 433.934 reais em bens à Justiça Eleitoral.

A declaração de imposto de renda anexada revela um patrimônio total do casal de 4 milhões de reais no mesmo ano. A omissão dos bens à Justiça Eleitoral pode ser enquadrada como falsidade ideológica e sonegação.

Além do processo, a revista teve acesso a um inquérito policial no qual a ex-mulher de Bolsonaro o acusava de ter furtado um cofre mantido em uma agência do Banco do Brasil com joias avaliadas em 600 mil reais à época, além de 30 mil dólares e 200 mil reais em dinheiro vivo.

No processo, diz a reportagem, a defesa de Bolsonaro, durante a discussão da guarda do filho do casal, Jean Renan, teria juntado um depoimento em que o deputado acusava a mulher de chantageá-lo. Ela teria condicionado o retorno com a criança da Noruega à devolução dos bens subtraídos do cofre. A investigação sobre o suposto furto não teve uma conclusão, segundo a revista.

O processo revela que a Ana Cristina declarou que a renda média do casal era de 100 mil reais, valor incompatível com os vencimentos de Bolsonaro como militar da reserva e deputado, pouco mais de 35 mil reais mensais somados à época. Ela chega a mencionar, sempre de acordo com a revista, que o casal sempre teve uma "afortunada" condição de vida e que Bolsonaro tinha "outros proventos", embora Ana Cristina não detalhe quais são.

À revista, ela negou as acusações que fez à época. "Quando você está magoado, fala coisas que não deveria". Sobre ter mencionado "outros rendimentos" e a vida "afortunada", ela diz não se lembrar. Hoje candidata a deputa federal com o nome de urna Cristina Bolsonaro, ela defendeu o ex-marido e disse que ele é "digno, carinhoso e honesto".

Nesta semana, a Folha de S.Paulo revelou que o Itamarty chegou a registrar uma suposta ameaça de morte de Bolsonaro contra sua ex-mulher quando ela levou o filho do casal à Noruega. Em resposta, ela negou que tenha sido ameaçada e criticou duramente o jornal.
Herculano
28/09/2018 07:09
DENÚNCIA

Ao que se diz eleitor e está indignado, a minha recomendação é que procure o Ministério Público Eleitoral pessoalmente, ou então pelo aplicativo PARDAL, identificando-se ou anonimamente faça a sua denúncia, dando nomes, mostrando fatos, testemunhas dos fatos e se possível até alguma gravação de voz ou vídeo dessa ação

o endereço eletrônico para você conhecer e usar o PARDAL é

http://www.tre-sc.jus.br/site/denuncias-eleitorais/index.html

Cole e acesse. E espere a ação do MP. Cobre esta ação e denuncie se você observar que há a inércia.
Eleitor
28/09/2018 06:00
Gostaria de saber se pode uma comissionada da secretaria de Saúde pegar informações de pacientes e ir de casa em casa pedindo votos... Ainda dizendo que o mutirão das cirurgias de catarata só foram possíveis por causa de candidato A e B .... Diz ela que está de férias.. mas nem direito a isso ela tem pois entrou no cargo este ano..
Herculano
28/09/2018 04:01
CAMPANHA DE ALCKMIN ENTRA NA FASE DO VALE-TUDO, por Josias de Souza

Um pouco de sinceridade é um perigo. Muita sinceridade costuma ser fatal. O presidenciável do PSDB resolveu ser sincero como um candidato apavorado. Levou ao ar uma propaganda com o seguinte teor: "Pra vencer o PT e a sua turma no segundo turno, o candidato é Geraldo Alckmin, mesmo que você não simpatize tanto com ele." O que o comercial afirma, com outras palavras, é o seguinte: "Se você detesta o PT e quer evitar a vitória de outro poste de Lula, vote em Alckmin, mesmo que o considere uma porcaria". A isso foi reduzida a mensagem do PSDB.

Na frase anterior, a atriz contratada para apresentar o programa de Alckmin no horário eleitoral leu no teleprompter: "Se você não quer entregar o país pro PT ou pra alguém da turma dele, o seu candidato não pode ser o Bolsonaro, por mais que você simpatize com ele". Noutro trecho, a peça reconhece que o eleitor que coloca Bolsonaro no topo das pesquisas já foi tucano: "Se você não quer que o PT volte, volte você pro 45. Esse é o único jeito de o Brasil não dar PT."

O que assusta nessa marcha resoluta da campanha de Alckmin rumo à mistificação não é a sua crueza. Se a política brasileira ensinou alguma coisa nos últimos anos foi que não se deve esperar grandeza da marquetagem eleitoral. Assustadora mesmo é a falta de resistência do candidato à tática do vale-tudo.

Poder-se-ia repetir a velha cantilena segundo a qual o PSDB, banido do Planalto há 16 anos, não conseguiu elaborar um projeto alternativo. Mas o problema é ainda mais grave. Em meio a um cenário marcado pela paralisia econômica e por uma epidemia de corrupção, Alckmin não consegue oferecer esperança. O candidato tucano e seu partido são vistos como parte do problema, não da solução.

Alckmin vendeu a prataria da família para obter o tempo de propaganda dos partidos do centrão. E a característica fundamental da dificuldade de julgamento do eleitor é ter que assistir ao horário eleitoral da chapa encabeçada pelo PSDB durante arrastados minutos para chegar à conclusão de que Alckmin não tem nada a dizer, exceto que o eleitor anti-petista precisa pressionar o número 45 na urna eletrônica, "mesmo que não simpatize com ele." Em vez de ressuscitar o candidato, esse tipo de campanha mata o PSDB. O partido sangra em cota-gotas no horário nobre.
Herculano
28/09/2018 03:59
MÍDIA SOCIAL SUPLANTA TV E EXPõE "FRATURAS NA DEMOCRACIA", DIZ FINANCIAL TIMES, por Nelson de Sá, no jornal Folha de S. Paulo

Brasil é caso a ser estudado, porque as redes são força monstruosa nesta eleição, diz professor

Em reportagem de página inteira, o Financial Times destaca "Como a mídia social expôs as fraturas na democracia brasileira". Vê o país como "mais vulnerável a um choque político radical do que talvez qualquer outra democracia no mundo".

O texto abre com um "guerreiro cultural" de Bolsonaro se vangloriando de "brigas online", inclusive com o Jornal Nacional - que o FT descreve como "o telejornal mais popular, que antes da era da mídia social exercia o poder de determinar vencedores e perdedores nas eleições brasileiras".

O jornal sublinha declaração de Marco Aurélio Ruediger, da FGV:

"Você tem uma situação em que as redes sociais estão extremamente polarizadas, e a TV foi enfraquecida como principal veículo através do qual ganhar corações e mentes. O Brasil vai se tornar um caso a ser estudado, que vai reverberar através do mundo, porque as redes são uma força monstruosamente poderosa nesta eleição."

Após ouvir de Fabrício Benevenuto, da UFMG, que os brasileiros estão vivendo em "universos paralelos", o FT encerra afirmando que o futuro pode ter chegado "finalmente" ao país do futuro, mas na forma de uma "profunda distopia".
Herculano
28/09/2018 03:51
O TROCO

"É muito engraçado Haddad, você vir falar do Temer e do impeachment quando você mesmo foi pedir a benção ao Renan Calheiros que também apoiou o impeachment. O PT que faz o discurso dos trabalhadores juntou-se a Temer para levar o Brasil ao buraco."

Da candidata Marina Silva, da Rede, no debate do SBT, ao ser provocada, por Fernando Haddad, PT. Decididamente, ele não tem se saído bem nesses debates, sem a presença de Jair Bolsonaro, PSL.

Pensando bem, os debates pouco ajudaram até agora e parecem dispensáveis, de tão previsíveis e repetidos que são no modelo, nas perguntas, nas respostas.

Os dois líderes nas pesquisas: um não vai a debates e está até fora de campanha no Hospital, e o outro, por ser um poste, nem autenticidade possui e tem se saído muito mal neles quando participou. Wake up, Brazil!
Herculano
28/09/2018 03:45
'LULA PRESIDENTE' CORRE SOLTO

Conteúdo do BR18. A despeito das sucessivas proibições do TSE de propagandas do PT com menções a Lula presidente, a Justiça Eleitoral investiga denúncia de uso desse slogan em pelo menos cinco Estados, informa O Globo desta quinta-feira. Os casos foram registrados na Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Herculano
28/09/2018 03:43
"A ESPERTEZA QUANDO É DEMAIS, COME O DONO" I (frase atribuída ao político mineiro Tancredo de Almeida Neves)

O senador Álvaro Dias, candidato à Presidência pelo Podemos, fez um vídeo e que se espalha onde chama de traição a atitude do deputado estadual Gelson Merísio, candidato ao governo pelo PSD, que declarou apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro,PSL.

Para Alvaro, um dos cinco candidatos ao Planalto entre os partidos que compõem a coligação "Aqui é Trabalho" em Santa Catarina, o problema está em que situações como esta se verificam antes da eleição e, depois de uma eventual vitória, dentro do governo.

O Podemos de Álvaro e deputado estadual do partido, Natalino Lázare estão inconformados. O Podemos catarinense rompeu com Merísio após o anúncio pró-Bolsonaro e com o apoio de Álvaro.

Sobre este assunto, reproduzo abaixo, a coluna de ontem de Upiara Boschi, no Diário Catarinense.

Pelas repercussões que este fato controverso tomou nas redes sociais e principalmente no mal-estar entre os coligados que se dizem de esquerda, sabe-se que houve estragos - e ganhos - e que só as urnas medirão, pois está-se muito próximo das eleições.

Entretanto, pode-se concluir antecipadamente pelo menos um fato: o oportunismo político de quem se diz portador de mudanças.

Ontem, o vice de Bolsonaro, o general reformado Hamilton Mourão, deixou escapar que é contra 13º e férias pagas. E o PDT, o que se diz patrono do trabalhismo no Brasil, está na coligação de Merísio, e o brizolista histórico, Manoel Dias, ex-ministro do Trabalho por conta disso, é candidato a deputado Federal na coligação de Merísio e que agora apoia Bolsonaro. Então...

Tudo velho. Tudo igual. Tudo pelo poder. É impressionante! E este é o retrato de um governo que está por vir, se eleito em Santa Catarina.
Herculano
28/09/2018 03:23
"A ESPERTEZA QUANDO É DEMAIS, COME O DONO" II

Nota Oficial do Comandante Moisés 17, sobre a declaração de candidato do PSD

Tomei conhecimento na manhã desta quinta-feira (27), da postura do candidato ao Governo do Estado, da coligação "Aqui é Trabalho", que aglutina os partidos PSD/ PP/ PSB/ DEM/ PRB/ PDT/ SD/ PSC/ PROS/ PCdoB/ PV/ PHS/ Podemos/ PRP/ PPL, declarando oficialmente seu apoio ao presidenciável do meu partido (PSL), Jair Messias Bolsonaro. Em julho, na Convenção Nacional, o PSD, sigla do referido candidato, declarou apoio ao presidenciável Geraldo Alckmin, que compõe a chapa com Ana Amélia Lemos (PP), mostrando assim que o mesmo não respeita a decisão do seu próprio partido. Tal fato me causou surpresa e uma certa indignação.

Considero que esta atitude reprovável não deve fazer parte do jogo democrático. Além do que, os compromissos assumidos, sejam eles na política ou na vida pessoal, devem ser cumpridos. Devemos, como homens públicos, dar o exemplo e pautar nossas atitudes na honestidade, responsabilidade e retidão do nosso caráter. Portanto, em um momento em que tantos buscam surfar na onda Bolsonaro em Santa Catarina, é preciso que o povo tenha a plena consciência de que só há um candidato de Bolsonaro no Estado, que sou eu, Comandante Moisés 17, o mesmo número de Jair Bolsonaro.

Nosso projeto representa a verdadeira mudança e a negação de velhas práticas. O eleitor do Bolsonaro é fiel e tem que votar no candidato que ele apoia aqui em Santa Catarina. Alinhados à Presidência, com Jair Bolsonaro, estão Lucas Esmeraldino, candidato ao Senado, eu, candidato ao Governo, e toda a nominata de deputados do PSL-SC.

Só será possível acelerar o processo de mudança e colocar Santa Catarina no hall do crescimento e desenvolvimento que as famílias catarinenses buscam, votando em candidatos que tenham o compromisso com uma nova maneira de fazer política. Necessitamos de ordem e progresso, com muito trabalho.

Será difícil parar a força de um Brasil e de um Estado que quer mudar.

Um forte abraço!
Herculano
28/09/2018 03:13
CRÍTICA AO 13º AJUDA PT A SURFAR NA DIVISÃO ENTRE RICOS E POBRES, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Declaração de vice de Bolsonaro deve cimentar divisão de classes no 2º turno

Com pouco espaço na propaganda eleitoral, a campanha de Jair Bolsonaro começou a exportar matéria-prima para marqueteiros rivais. Uma sucessão de declarações desastradas sobre economia deixa o candidato do PSL vulnerável a ataques dos adversários e pode cimentar a tradicional divisão de classes que favoreceu o PT em disputas recentes.

Ideias defendidas por aliados de Bolsonaro nos últimos dias passam a impressão de que o deputado prepara um pacote de maldades. Mal explicadas, a proposta de criar um tributo nos moldes da CPMF para substituir outros impostos e a pancada de seu vice no 13º salário assustam a classe média, a população mais pobre e os trabalhadores em geral.

O risco de contaminação é grande e ameaça aprofundar a oposição entre Bolsonaro e seu provável adversário no segundo turno, Fernando Haddad. O PT se beneficiou por anos de um discurso voltado ao eleitorado de baixa renda e dá sinais de que pretende investir novamente nesse segmento para vencer a disputa.

O ataque de Hamilton Mourão ao 13º ajuda os petistas a surfarem na fratura entre ricos e pobres. Os empresários brasileiros podem até aplaudir alguma mudança no pagamento, mas o vice de Bolsonaro aproxima Haddad dos 46% que recebem o valor extra: assalariados, funcionários públicos e aposentados.

A polêmica parece feita sob medida para o PT. O partido, afinal, usa como linha mestra o discurso de que o governo Michel Temer retirou direitos dos trabalhadores.

O assunto provocou a mais intensa reação pública do candidato do PSL a um aliado até agora. Político profissional, Bolsonaro calculou o tamanho do perigo, disse que a crítica ao 13º é "uma ofensa a quem trabalha" e proibiu o vice de participar de eventos públicos até a eleição.

Adversários ignoraram o esforço. "Campanha de Bolsonaro é contra o 13º salário", disparou a propaganda de Geraldo Alckmin na TV. O tucano se antecipa aos petistas e tenta tirar uma casquinha do caso para derrubar o rival do segundo turno.
Herculano
28/09/2018 03:10
TRANSIÇÃO: TEMER DÁ TRATAMENTO VIP AO SUCESSOR, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Além de espaço reformado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de 2.500 m 2 , em Brasília, o governo Temer prepara um documento completamente digital, batizado de "Governa Transição", que cria uma espécie de extrato de tudo o que há no governo federal. O objetivo é dar uma visão geral para a equipe de transição do próximo presidente sobre cargos disponíveis, projetos, conquistas, desafios e etc.

O QUE MAIS INTERESSA
O Planalto já encomendou a todos os órgãos do governo um "listão" de cargos de confiança e funções disponíveis em cada um deles.

APOSENTADORIA
O "Governa Transição" inclui até detalhes sobre o número de servidores que deverão se aposentar nos próximos anos.

ADAPTAÇÃO
A Secretaria-Geral do Planalto mobilizou 60 pessoas nas obras de adaptação e ambientação do gabinete de transição no CCBB.

TOQUE DE CAIXA
A ordem do presidente Michel Temer é que tudo deve estar pronto e preparado tão logo seja anunciado o vencedor da eleição presidencial.

PLANTADORES FALAM EM CALOTE BILIONÁRIO DAS USINAS
Ao reparar danos causados às usinas pela política de preços do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool, a Justiça Federal deixou às indústrias de São Paulo e a Copersucar a tarefa de cumprir a lei 4870 (artigos 10º e 11º), que regulamenta preços, repassando aos fornecedores de cana a diferença entre o que lhes foi pago, no período, e o custo indicado na perícia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O "beiço" das usinas está gerando prejuízos bilionários para os fornecedores de cana-de-açúcar.

PODE SER AINDA PIOR
O consultor técnico Celso Roberto Dias Mendes adverte: o calote gera dúvidas nas provas periciais que instruíram a decisão judicial.

TUDO DOCUMENTADO
Todo o cálculo da indenização ao setor sucroenergético, que inclui os produtores de cana, foi baseado nos Livros de Produção Diária (LPD).

ALMA COMO TESTEMUNHA
Os LPDs são a alma das usinas: registram produção de álcool e açúcar, vendas e toda a cana-de-açúcar moída, própria e de terceiros.

NEGóCIO BILIONÁRIO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o custo da campanha até agora em R$3,5 bilhões. É muito para uma primeira campanha sem os caminhões de dinheiro de empreiteiras. Em 2014, o custo foi de R$5 bi.

GRANA NÃO É TUDO
A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) é ruim, mas está longe de ser a mais barata: já bateu a marca de R$50 milhões em caixa. É mais que o dobro do orçamento de Haddad (PT). E 50 vezes a de Bolsonaro.

FREJAT NO PODER
Em Brasília, quem não "vende a alma ao diabo", divide-a por três. Jofran Frejat desistiu da disputa e apoia Alberto Fraga (DEM) para o governo do DF, mas sua mulher apoia Ibaneis Rocha (MDB) e Adélia Frejat, que coordenava a campanha do tio, está com Eliana Pedrosa.

UMA DÉCADA DEPOIS
Demorou, mas o TCU multou a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional em R$100 mil e proibiu contratações com o poder público por cinco anos por fraudes cometidas em 2007 e 2008.

INDEFINIÇÃO
Pesquisa Istoé/Sensus (BR-02407/2018) traz cenário indefinido sobre 'voto útil', com 35,8% dos eleitores afirmando que farão uso do recurso e 10,4% talvez. Para 47%, entretanto, o voto útil não será praticado.

PREOCUPAÇÃO É OUTRA
A ausência de algumas parlamentares que dizem lutar por direitos das mulheres foi sentida ontem, na Câmara, durante debate sobre atuação feminina no mercado de trabalho. A campanha ficou mais importante.

DESBUROCRATIZAR É AVANÇAR
A Abema, associação de secretários de Meio Ambiente, enviou carta com dez pedidos aos presidenciáveis. O principal é desburocratizar o licenciamento ambiental, que gera grande prejuízo, diz a associação.

IMPOSTO ÚNICO
O Congresso pode criar um imposto único para os combustíveis com objetivo de substituir o ICMS, Pis/Cofins e a Cide. A ideia é reduzir a "guerra fiscal" e distribuir 30% para Estados e 20% para municípios.

PENSANDO BEM...
...o PT venceu em 2002, também em 2006, ganhou de novo em 2010, assim como 2014, mas a culpa da crise é sempre dos outros.
Herculano
28/09/2018 03:02
DESAFIADA A RESPONDER ÀS MAZELAS, ELITE ESCOLHE TIRO, PORRADA E BOMBA, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

É espantoso que parte considerável das elites ignore por que os pobres votam no PT?

Quando os liberais brasileiros foram convocados ao desafio de mobilizar as forças de mercado para responder com políticas públicas às demandas da nossa ainda formidável pobreza, parte deles não hesitou em escolher o caminho do tiro, porrada e bomba.

Liberais nada! Trata-se de uma gente grotescamente reacionária, que tem ódio e medo de pobre e de preto. Não importa o resultado das urnas, ou se guardam as garruchas, ou vamos constatar que países não conhecem o fundo do poço. Jair Bolsonaro quer aulas de Educação Moral e Cívica para o povo. Quem educará as elites?

O petista Fernando Haddad estará no segundo turno por obra, em parte, da Lava Jato, da direita xucra e de quantos assistiram inermes, quando não com aplausos, às duas tentativas de deposição de Michel Temer. Antevi o resultado neste espaço, em fevereiro do ano passado: "Se todos são iguais, Lula é melhor". No reverso da moeda, a resposta é outra: "Se todos são iguais, viva a pistola!"

Mas falta um dado à equação. O PT chega a essa posição também por seus méritos, não porque praticou as esbórnias do mensalão e do petrolão. Abstraindo-se o desastre do governo Dilma, os muito pobres sabem por que votam no partido. E é por bons motivos - bons para eles, os muito pobres, realidade que está distante de nós, meu querido leitor, "meu semelhante". Os oito anos de Lula forneceram para aquela gente, tratada com desdém pelos brucutus das redes sociais, um prenúncio ao menos de distribuição de renda. É questão de número, não de gosto. E foi coisa pouca.

Não posso avançar sem que emende: os muito ricos, que hoje veem no PT o sinônimo do mal, não tinham do que reclamar nem no governo Dilma. Alguns, aliás, aproveitaram a tibieza e a irresponsabilidade da gestão da governanta para arrancar renúncias fiscais abusivas, que contribuíram para expulsá-la do poder. Sob o aplauso dos beneficiários das mamatas.

"Mudou de lado? E os textos e os livros contra os petralhas?" Eu os subscrevo a todos ainda hoje. Procurem um só artigo meu atacando medidas para minorar a pobreza - "cotismo" é outra conversa. Eu me recusei -e me recusarei sempre - a trocar inclusão social por um projeto de hegemonia política, que cometeu o erro adicional de instrumentalizar o Ministério Público e setores do Judiciário contra seus adversários. O PT alimentou o Leviatã de toga que hoje tenta destruir o espaço público. Não se deve dar nem a fardados nem a togados o gostinho da política.

Eles engolem seus patronos. Os primeiros cassaram Carlos Lacerda. Os outros meteram Lula na cadeia. O PT é o principal responsável por haver procuradores e juízes que ignoram a Constituição, não é mesmo, Roberto Barroso? Na prática, esses valentes inimputáveis criaram um novo partido. E com poder de polícia. Nem os stalinistas cometeram essa sandice. Os nazistas sim.

Vamos ver o que o futuro governante, qualquer que seja, vai fazer do mapa eleitoral que herdar. Será, por si, um grave sinal de advertência. É constrangedor ter de escrever isto em 2018, mas nós estamos ainda, em muitos aspectos, no universo de "Vidas Secas", de Graciliano Ramos. Pausa: é a hora em que certo tipo retira as duas mãos do chão, vai ao Google para saber quem é esse e corre à área de comentários: "Reinaldo está citando um comunista; coisa do Foro de São Paulo". Há quem pense, inclusive, que o tal foro é um prédio que pode ser demolido... De volta ao romance.

Sinhá Vitória só se dava ao direito de sonhar com uma cama de ripas quando chovia. Quando chovia, Fabiano mudava sua economia de palavras. É espantoso que parte considerável das elites brasileiras ignore as razões por que os muito pobres votam no PT, reduzindo-os à categoria dos "mortadelas" preguiçosos. A mortadela sem metáfora ainda não chegou aos grotões do Vale do Ribeira, em São Paulo, ou do Vale do Jequitinhonha, em Minas, para ficar em dois estados ricos.

Não há solidão maior no Brasil do que a de um liberal. Os esquerdistas têm, ao menos, aqueles a quem chamam "companheiros". Já fui brasileiro como eles. "Mas há uma hora em que os bares se fecham/ e todas as virtudes se negam."
Miguel José Teixeira
27/09/2018 22:39
Senhores,

Na mídia:

"Tesoureiro de Haddad é réu em ação por caixa dois em SP"

Logo, podemos refletir:
Se,Haddad é Lula.
E,lula está na cadeia.
Então,votar no haddad é mandar o voto pra cadeia!

Lembrem-se:

Nossa única arma contra os corruPTos é o voto.
Portanto, não mande o seu voto pra cadeia!!!




Herculano
27/09/2018 19:04
APELOS AO "RAZOÁVEL", por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

Talvez seja o momento de lamentar nossa evidente falta de verdadeiras lideranças

Não acho que as opções mais prováveis que se colocam diante do eleitor após o primeiro turno - a julgar pelo cenário trazido pelas pesquisas mais recentes, seria o confronto Fernando Haddad versus Jair Bolsonaro - sejam uma escolha de Sofia ou possam ser descritas como dilema do prisioneiro.

A primeira é a horrível situação, descrita no filme com Meryl Streep sobre a rampa de seleção em Auschwitz, em que qualquer escolha implica uma tragédia. O segundo é uma adaptação da Teoria dos Jogos, segundo a qual escolhas individuais visando exclusivamente a interesse próprio (nesse contexto, o voto anti-Bolsonaro ou o voto anti-PT) acabam produzindo um resultado coletivo pior para cada indivíduo.

Acho que a questão essencial neste momento é tentar entender a natureza do fenômeno que enfrentamos na próxima votação - duas posturas radicalmente opostas, antagônicas e, a julgar pelo palavreado em curso, irreconciliáveis. Trata-se de ocorrência efêmera, típica de polarização em disputa eleitoral, ou, ao contrário, de uma profunda transformação da política brasileira caracterizada, antes de mais nada, pelo "esfarelamento" do que se poderia descrever como "centro", "moderação" ou "equilíbrio"?

Tendo pela segunda hipótese. Em primeiro lugar, não é nada novo o fenômeno da resistência ao lulopetismo, que é a expressão do que há de retrógrado e atrasado na política brasileira, resistência que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e a resultados de eleições como as municipais de São Paulo de 2016. Em segundo lugar, em oposição à ferocidade como o lulopetismo se dedicou (em parte com dinheiro público desviado, como hoje sabemos) a destruir seus adversários políticos, encarados sempre como "inimigos do povo", cresceu um vigoroso movimento pendular contrário, com capilaridade, abrangência e características próprias de uma "guerra cultural" (ou seja, de afirmação ou negação de valores).

No meio desse movimento foram apanhadas elites pensantes que, à falta de um projeto de País razoavelmente desenhado, e em dúvida sobre as próprias ideias, parecem pregar a um deserto de ouvintes ?" e que se sentem "órfãos" de representação - os valores democráticos, harmonia, estabilidade, coesão de princípios e o que mais pareça bonito, socialmente responsável e capaz de arrancar aplausos de gente "razoável".

Neste momento difícil da política, as bandeiras "moderadas" ou "centristas" (não confundir com "Centrão") realmente parecem empunhadas por quem, perdoem a expressão chula, se veste de freira num bordel.

É óbvio que as pessoas "razoáveis" estão à mercê de uma onda que parece ter demonstrado seu tamanho (o candidato Jair Bolsonaro estacionado na ponta das pesquisas de intenção de voto), mas que está muito distante ainda de dizer para onde eventualmente nos levará.

Diante dessa onda, é claro que gente "razoável", com convicções políticas "razoáveis" e disposta a entendimento entre "razoáveis", lamenta que se tivesse deixado pela metade reformas de Estado, que se tivesse defendido timidamente o que parecia fazer parte "firme" de seu ideário econômico mais "liberal", que, em busca do que é "pop", se tivesse dado tanta crença a marqueteiros e que se esquecesse das estratégias políticas de maior alcance.

Dignos apelos ao que se possa considerar "razoável" não surtiram nem me parece que surtirão efeitos a curto prazo. Talvez seja o momento histórico em que mais se deva lamentar nossa evidente falta de verdadeiras lideranças.
Herculano
27/09/2018 19:00
BOLSONARO TEM ALTA DO HOSPITAL ADIADA DEVIDO A INFECÇÃO LEVE

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. A alta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi adiada após a equipe médica identificar uma leve infecção bacteriana após a retirada do catéter. O candidato sairia do hospital nesta sexta-feira (28) e já tinha passagem comprada para o Rio de Janeiro, onde ficaria em repouso em sua residência.

Bolsonaro está hospitalizado desde 6 de setembro, quando recebeu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Não há ainda nova previsão de alta do candidato, que prolongará por mais alguns dias o tratamento com antibióticos.
Herculano
27/09/2018 16:58
da série: político é por excelência e sobrevivência um bicho oportunista para estar no poder e eleito a qualquer preço. E ainda diz candidamente na propaganda eleitoral que é o novo, que vai promover mudanças, sanear, economizar, colocar o povo no centro do seu governo, que vai... mas continua velho, enganando a todos, principalmente os analfabetos, ignorantes e desinformados a maioria dos eleitores e todos pagadores de pesados impostos que sustentam esse circo.

MERÍSIO VOTA 17; MARIANI ALMOÇA COM ALA BOLSONARO DO MDB-SC, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Uma vez escrevi aqui, até como provocação, que Jair Bolsonaro (PSL) é uma ideia - parafraseando a forma como o ex-presidente Lula (PT) se definiu em discurso antes de ser preso e levado a Curitiba. De formas diferentes, ambos são os únicos personagens desta eleição que têm esse poder de despertar amores e ódios e mobilizar times de militantes dispostos a defender cada palavra que digam ou silenciem.

Aqui em Santa Catarina, revelam as pesquisas, o time de Bolsonaro é o que mais engaja. O militar reformado tem 40% das intenções de voto, revelou o Ibope. Nessa hora, a diferença da ideia Lula para a ideia Bolsonaro fica muito clara. O petista é protagonista do debate eleitoral há mais de 40 anos e construiu um dos maiores partidos do país. Sabemos quem está com o PT e que não está. Lula é uma ideia com donos.

Deputado federal de muitos mandatos, Bolsonaro sempre foi uma figura isolada na Câmara e nos diversos partidos em que atuou. Catapultado pelas redes sociais como um defensor da ordem e do conservadorismo nos costumes, filiado ao minúsculo PSL em pleno ano eleitoral, Bolsonaro é uma ideia sem donos. Por isso, é tão difícil mapear quem pode se beneficiar da onda que provoca no país e, acima da média, em Santa Catarina.

Um dos nomes mais próximos de Bolsonaro no Estado sempre foi o deputado federal Rogério Peninha (MDB) - que há pelo menos dois anos vem dizendo que vota no parlamentar para a presidência. Nesta quinta-feira, ele mostra o tamanho dessa afinidade. Em um almoço em Ibirama, ele reúne 32 prefeitos e vices do partido, além 27 presidentes municipais, para declarar apoio a Bolsonaro. O encontro ganha peso maior pela presença de toda a chapa majoritária. Jorginho Mello (PR), candidato ao Senado, é próximo dos bolsonaristas, mas o colega de chapa Paulo Bauer (PSDB) tem o tucano Geraldo Alckmin como nome à presidência, assim como o postulante ao governo Mauro Mariani (MDB) continua dizendo que seu voto é de Henrique Meirelles (MDB). Mesmo assim, ambos não se esquivaram do encontro, muito pelo contrário.

No outro lado da trincheira, Gelson Merisio anunciou na manhã desta quinta-feira que votará em Bolsonaro. A decisão havia sido tomada há alguns dias, mas o pessedista ainda costurava dentro da aliança que montou a melhor forma de fazer o anúncio. Semana passada, o movimento foi iniciado com a declaração do aliado Luciano Buligon (PSB), prefeito de Chapecó.

Inicialmente, Merisio imaginava abrir voto apenas no segundo turno, mas vinha sendo cobrado pelo eleitor. O último Ibope mostrou que 55% dos eleitores que declaram voto no pessedista estão com Bolsonaro - percentual superior aos 45% de bolsonaristas entre os eleitores de Mariani. Em vídeo distribuído pela assessoria da campanha, Merisio diz que "neste momento fundamental que atravessa o nosso país, não podemos nos omitir" e que "ou olhamos para trás ou damos uma chance à mudança". Afirma também que a posição é "uma questão de coerência com o que deseja Santa Catarina".

Enquanto isso, O PSL - partido que detêm o monopólio formal da onda Bolsonaro em SC - ainda tenta capitalizar isso para as candidaturas de Comandante Moisés ao governo e de Lucas Esmeraldino ao Senado. Talvez só depois de abertas as urnas a gente saiba quem melhor se apropriou da ideia Bolsonaro entre os catarinenses.
Herculano
27/09/2018 16:44
MOURÃO É MAIS QUE UM GENERAL EM LOJA DE LOUÇAS, por
Josias de Souza

Cada vez que Hamilton Mourão dá uma de general em loja de louças, há vergonha e escândalo na enfermaria do hospital Albert Einstein. Além de constranger, as palavras do vice radioativo irritam Bolsonaro, que vai perdendo a primazia na produção do material tóxico que mantém sua candidatura na crista da onda de polêmicas. No seu penúltimo sincericídio, Mourão classificou o décimo-terceiro salário e as férias como "jabuticabas brasileiras".

Mourão voltou a soltar a língua numa palestra para lojistas na cidade gaúcha de Uruguaiana. Disse o seguinte: "Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada 12 [meses], como é que nós pagamos 13? É complicado. E é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. É aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo."

Quando a polêmica já estava acesa, Bolsonaro correu às redes sociais para borrifar saliva nas labaredas: "O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição)", escreveu o capitão, antes de chutar a canela do seu vice: "Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha (sic), confessa desconhecer a Constituição".

Perto de Mourão, Bolsonaro ora se parece com um novo Vargas, ora ganha a aparência de um neo-Gandhi. Antes de esclarecer o que pensa sobre os direitos trabalhistas, o vice do capitão já havia declarado que lares conduzidos por mães e avós são fábricas de filhos desajustados. De resto, atribuíra os males do Brasil à herança ibérica, à "indolência" dos índios e à "malandragem" dos africanos.

Se Bolsonaro frequentasse as pesquisas eleitorais como um traço imperceptível, o pensamento de Mourão seria apenas mais uma esquisitice preconceituosa. O diabo é que Bolsonaro lidera a corrida presidencial. Seu favoritismo momentâneo faz de Mourão muito mais do que um mero general solto numa loja de louças. A personificação da radioatividade tornou-se potencial vice-presidente da República. Assim, depois do lançamento da campanha #EleNão, talvez fosse conveniente difundir uma hashtag preventiva: #RezePelaSaudeDele
Herculano
27/09/2018 16:39
ISTOÉ/SENSUS:BOLSONARO LIDERA COM 30,6%, HADDAD TEM 24,5%, CIRO, 7,7% E ALCKMIN, 5,6%

Pesquisa ISTOÉ/Sensus revela a consolidação do cenário de polarização na eleição presidencial entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. No segundo turno, a disputa está totalmente em aberto, com o candidato do PSL à frente do petista na margem de erro

Conteúdo da revista Isto É. Texto de Rudolfo Lago. No dia 7 de outubro, as urnas eletrônicas serão o retrato de como a sociedade brasileira avalia os últimos 16 anos do País. Na hora de fazer esse tira-teima, os brasileiros resolveram transformar a disputa em um plebiscito entre os dois extremos. É o que mostra claramente a pesquisa Sensus que ISTOÉ publica com exclusividade nesta edição.

"A polarização entre PSDB e PT repetida nas últimas eleições do país deu lugar a uma polarização PT versus anti-PT. Os eleitores dividem-se entre os que apoiam essa era e os que não apoiam", analisa o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes. "O eleitor vota pragmaticamente, com a prevalência das preocupações e demandas por bens e serviços sociais em contrapartida às variáveis de cunho ético. Há uma oposição do projeto liberal e das políticas sociais, como se fossem excludentes", observa.

De acordo com o levantamento, Jair Bolsonaro, do PSL, lidera as intenções de voto com 30,6% no quadro estimulado (quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor). Fernando Haddad, do PT, tem 24,5%. Ciro Gomes, do PDT, 7,7%. Geraldo Alckmin, do PSDB, 5,6%. Marina Silva, da Rede, que durante bom tempo figurou em segundo nas pesquisas, no levantamento ISTOÉ/Sensus aparece apenas com 2,7%, seguida de João Amoedo, do Novo (1,9%); Alvaro Dias, do Podemos (1,7%) e Henrique Meirelles, do MDB (1,6%). Ou seja, a eleição polarizou de fato entre Bolsonaro e Haddad. Somente uma reviravolta improvável será capaz de tirar os dois do segundo turno. "O quadro do primeiro turno está definido", afirma Guedes. "O que acontecerá no segundo turno dependerá agora do desempenho de cada candidato, seus partidos, seus programas e militantes no segundo turno".

Nas simulações de segundo turno, permanece quadro de divisão do País, com empate entre os candidatos. De acordo com a pesquisa ISTOÉ/ Sensus, Bolsonaro teria 37,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 36,3% de Fernando Haddad. Nas simulações contra os demais candidatos, os percentuais aumentam, reforçando a ideia de que o embate se dá mesmo entre os dois. Bolsonaro teria 35,1% contra 33,5% de Ciro Gomes. Contra Alckmin, seria 38% versus 26,4%, em favor de Bolsonaro. Na disputa contra Marina, 37,4% a 26,5%, também pró-candidato do PSL. Já Haddad venceria Ciro por 29,8% contra 25,6% e prevaleceria também sobre Alckmin (35,1% a 22,3%). Contra Marina, Haddad teria 37,3% e ela 17,5%.

No quadro que mostra as intenções de voto espontâneas dos eleitores (quando o eleitor indica seu voto de memória, sem a lista dos candidatos), Bolsonaro ostenta 28% e Haddad 21,8%. Ou seja, não há grande diferença. "Quando o espontâneo cola no estimulado, isso significa cristalização das eleições", afirma Guedes. Os eleitores, assim, já definiram suas escolhas. Somados, Bolsonaro e Haddad totalizam 51,5% das intenções de voto. Com 21,6% de brancos, nulos e ausência de respostas, os demais onze candidatos disputam 23,3% do voto do eleitorado. Portanto, só uma hecatombe alteraria o resultado do primeiro turno.

Para consolidar esse quadro, a pesquisa revela ainda 80,4% do eleitorado já decidiu o candidato da sua preferência. O Sensus ouviu 2 mil eleitores em 136 municípios de 24 estados das cinco regiões do país entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança da pesquisa é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02407/2018.

Outro aspecto importante revelado pelo levantamento ISTOÉ/Sensus é que o voto útil tornou-se, de fato, uma ferramenta considerada por boa parte dos eleitores. Normalmente, numa eleição de dois turnos, o eleitor vota primeiro naquele candidato de sua preferência, exercendo a escolha no que lhe parece menos pior apenas no segundo turno. A pesquisa indica que tal situação já pode acontecer no domingo 7. Um percentual de 35,8% dos entrevistados afirma considerar o voto útil no primeiro turno. Destes, 23,1% já afirmam que assim farão. E 12,7% admitem votar em um candidato que não seja da sua preferência para evitar que outro candidato seja eleito. Os dois candidatos que lideram a pesquisa apresentam rejeição acima de 40%. Fica claro, de novo, o caráter plebiscitário da disputa. O eleitor votará pensando menos no que almeja e mais do que não deseja para os próximos quatro anos.

Ricardo Guedes observa quais são as motivações principais que movem cada um dos grupos que se polarizam. "Bolsonaro significa o voto de risco em um novo país mais liberal", afirma. Ou seja: boa parte de seus eleitores considera o risco que representam suas posições mais radicais em nome desse projeto. "Haddad é a lembrança da bonança independentemente dos problemas causados", completa o diretor do Instituto Sensus.

Assim, no imaginário dos eleitores petistas, os tempos de ascensão social e maior bem estar são capazes de superar as denúncias, a crise e o desgoverno de Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula, o que ainda soa inacreditável. Por isso, fica a pergunta que estampa a abertura da matéria: vamos mesmo por esse caminho? Pela pesquisa ISTOÉ/Sensus, sim. Enquanto Haddad e Bolsonaro já traçam estratégias para o embate final, os demais candidatos, num derradeiro esforço para empreender uma virada improvável, trabalharão para se apresentarem como opções à polarização. Na última semana, reforçarão o discurso do equilíbrio e da racionalidade, na tentativa de incutir na cabeça do eleitor o perigo que poderá representar a definição pelos extremos, mantendo o Brasil na ebulição em que se encontra, com todos os prejuízos acarretados à estabilidade política e econômica do País. Que a racionalidade e o bom senso predominem no domingo.
Herculano
27/09/2018 15:37
da série: sem opção e sem garantias, até os liberais estão desesperados pelos menos pior no desastre que se avizinha. Este é um exemplo como se expressa um jovem num ambiente sem opções...

ELEIÇõES 2018: OU NóS, OU ELES!, por Hiago Rebello, Graduando em História, Licenciatura, pela Universidade Federal Fluminense, para o Instituto Liberal

Pense em sua vizinhança, nas pessoas que conhecia perto de sua casa, em seu bairro, em sua rua, ou quem sabe até mesmo em sua antiga escola ou faculdade. Pense no ambiente em que brincou e nos lugares a que ia, nos campos de futebol, nas praças, nas ruas.

Esse ambiente, essas pessoas, esses laços importantes que construíram nossas vidas, contatos e personalidades, para muitas pessoas não existem mais. Para muitos, até suas casas foram violadas, então nem o ambiente em que jogavam videogames ou assistiam à televisão é mais seguro ou retém memórias que não serão negativas. Seu ambiente sagrado de sua infância foi destruído, sua liberdade de ir e vir foi controlada, mas não por qualquer poder estatal: foi controlada pelo crime, pelo poder de homens armados que não têem pudor em estuprar, torturar e matar. Sua vida, os lugares que têm seu carinho e amor, foram postos abaixo por sujeitos que podem te eliminar, enclausurar, que podem te roubar, molestar.

Agora, imagine esses criminosos, com todo esse controle, decidindo o que é certo e o que é errado em sua comunidade, e sem nenhuma punição. Pense nesses crápulas mandando e desmandando em você, em seus filhos, em seus parentes, conhecidos e amigos - conceba-os mandando até mesmo na polícia!

O poder que detêm é o poder de resolver até mesmo disputas e problemas internos de onde você mora. Ali, por conta de seus fuzis, eles são a lei. A força é a pena que possuem; seus gatilhos são a diplomacia e a droga que vendem para seus sobrinhos e primos mais novos é o poder econômico que você nunca terá.

Mas para que imaginar isso? Não é improvável que você, leitor, viva ou tenha vivido isso; não é difícil imaginar que uma boa quantidade dos meus leitores, ao menos, já tenha presenciado isso na vida de outras pessoas, ou até mesmo em uma localidade próxima de onde vivem. De fato, posso até fazer a pergunta: quantas pessoas conhecidas suas morreram por causa desse cenário? O que você já perdeu ou sabe que vai perder?

Os criminosos só governam bairros ou regiões inteiras por um único motivo: tiveram o aval para isso - e não apenas o aval de um sistema jurídico incompetente, uma constituição imbecil e uma polícia corrupta: a permissão foi dada pelos governos.

Tudo isso que você já viu alguém perder ou já perdeu só ocorreu porque certas pessoas erradas, mas nos lugares certos para fazer esse mal, tiveram o poder em suas mãos. Bandidos mandam e desmandam onde você cresceu, morou ou mora por esse motivo. Drogas são vendidas nas ruas onde você brincava; uma esquina onde gostava de passar tempo e conversar com seus amigos virou uma boca de fumo; no seu antigo campo de futebol agora jogam traficantes e seus filhos, jogam pessoas que vão influenciar os filhos que você pode estar criando agora, podem influenciar seus netos, sobrinhos e enteados ?" podem? Não, não podem, vão influenciar. Seu filho pode provar cocaína durante a adolescência e talvez você não possa fazer nada a respeito.

Você é cuspido na cara diariamente. Um cuspe do traficante, outro do político. Não pense, porém, que as cuspidas param por aí. A classe universitária também cospe em você. Para eles, criminosos em geral e traficantes só fazem o que fazem por conta da abstração ridícula do que chamam de "culpa social". Eles não são os últimos e primeiros culpados, mas sim a sociedade, o sistema, ou seja, você, no final nas contas; seu estilo de vida, o modo como enxerga o mundo, suas noções de certo e errado, suas crenças. Tudo isso é posto abaixo dentro de uma gama enorme de estudos de ciências humanas. Um cuspe tem o cheiro de maconha, do tráfico; outro tem cheiro de caviar, do político; o último tem cheiro do café vendido nos blocos de uma universidade qualquer.

A sociedade opressora, no entanto, é a que sofre com os crimes dos oprimidos que insistem em assaltá-la. Os pobres oprimidos não cansam de invadir casas, sequestrar, matar, traficar armas e drogas, trocar tiros uns com os outros e cometer um "estuprinho" de vez em quando (parcialmente financiado pelas drogas que feministas consomem nas universidades) - mas o culpado, o monstro, é o que chamam de "sociedade".

Mas a verdade é que essa sociedade é a verdadeira dilacerada e traumatizada pelo crime. Ela muda seu padrão de moral, muda sua conduta, se adapta ao banditismo, ao poder de governo local do tráfico. O traficante assume o papel de promotor, juiz, jure, prefeito, governador e presidente. Ele tem o moral para isso.

Mas eis que, em 2018, chegam as eleições, e, com elas, a reação em massa do povo sofredor, dos oprimidos de verdade, aqueles que não são agraciados pelas teses filhas de Paulo Freire, Foucault, Bourdieu, Marcouse, Derrida e Deleuze. Chega a tradução da realidade dura, nua e crua que cada brasileiro normal vive, quando não é drenado pelo ambiente riquinho de certas cidades, ou quando seu cérebro não foi impedido de ver o óbvio, dentro de algum curso de humanas. O povo grita por justiça, o verdadeiro povo implora para que se parem essas cuspidas que recebe diariamente ?" e o povo já escolheu seu candidato.

Um candidato que conseguiu condensar todo o patriotismo existente da nação; alguém que foi quase morto pelo em que acreditava e, com isso, passou pelo que muitos já passaram e a que muitos não conseguiram sobreviver para contar a história; alguém que trouxe esperança real, concreta; um sujeito que levará a ordem para dentro do inferno brasileiro, paz para dentro de comunidades assoladas pelo crime. Jair Bolsonaro chegou como um trator contra quase tudo que há de errado em nosso país.

Entre alguém que defende a polícia e as forças armadas para manter a ordem e outros que, em nome do sentimentalismo romântico e infantil da "não-violência", preferem usar palavras soltas e vazias como "democracia", "diálogo", para tentar solucionar um problema que só pode ser solucionado na base da força; a razão, a honestidade, a justiça, demandam que não tenhamos a ousadia e a burrice de escolher outro que não acabe com esse mal na nação.

Ou é Jair Bolsonaro, ou é o caos, a violência; ou é o capitão do exército, ou são amantes de ditaduras no poder; ou é o esfaqueado, ou é o esfaqueador; ou é o bruto que odeia o crime, ou são aqueles que fazem vista grossa para criminosos; ou é alguém que defende a propriedade privada, ou aqueles que querem invadi-la de acordo com suas agendas ideológicas; ou é o candidato honesto, ou aquele que promete soltar um bandido da cadeia e que quer ser o fantoche dele. Ou nós, ou eles.
Herculano
27/09/2018 15:16
da série: qual a razão faz o eleitor brasileiro gostar tanto de político trapaceiro, mesmo quando tudo é público e se está esclarecido a partir de investigações, inquéritos, processos, condenações e até cadeia?

GAROTINHO SIMBOLIZA TOLERÂNCIA COM O INTOLERÁVEL, por Josias de Souza

A notícia de que o Tribunal Superior Eleitoral impugnou a candidatura de Garotinho provoca uma sensação de nostalgia e até de enternecimento. O manjado Garotinho ainda ativo... E solto. Deu saudade do tempo em que ele era uma espécie de suspeito oficial da política do Rio de Janeiro. Hoje, os mais de cem anos de pena impostos a Sérgio Cabral fizeram do velho Garotinho, por contraste, um amador.

As malfeitorias de Garotinho já renderam três ordens de prisão - uma em 2016, duas em 2017. Mas como as canas foram curtas e jamais impediram a sua presença nas urnas, Garotinho acabou virando mais um símbolo da tolerância nacional com o intolerável. Em tempos de Sergio Moro e Marcelo Bretas, a impugnação da candidatura não chega a surpreender.

O que espanta de verdade é o fato de Garotinho ainda ser candidato. O que estarrece é que ele ainda tenha eleitores. O que apavora é que seu eleitorado seja tão grande a ponto de alçá-lo a posições competitivas nas pesquisas eleitorais. Garotinho caiu nas malhas da Lei da Ficha Limpa porque foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Segundo a sentença, meteu-se dessa vez com um esquema que desviou R$ 234,4 milhões da secretaria de Saúde do Rio.

O caso não tem nada a com a Lava Jato. Aliás, a famosa operação não chegou a se interessar por Garotinho. Sinal de que o personagem ficou ultrapassado. Vem daí, talvez, a indulgência do pedaço do eleitorado fluminense que ainda se dispõe a tratar Garotinho como se fosse um molequinho de calças curtas, cujas estrepolias não justificam a privação de sua guloseima preferida: votos.

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