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Gaspar arrecada bem menos do que o projetado no orçamento para 2018. Um jogo contábil faz defesa ficar dentro dos limites. Sobra de caixa é criatividade - Jornal Cruzeiro do Vale

Gaspar arrecada bem menos do que o projetado no orçamento para 2018. Um jogo contábil faz defesa ficar dentro dos limites. Sobra de caixa é criatividade

03/01/2019

E, mesmo assim, aumentou a previsão orçamentária deste 2019 além da inflação projetada de 4,11% (relatório focus de dezembro do Banco Central) sobre o que não conseguiu realizar em 2018

O balanço da gestão de Kleber Edson Wan Dall sobre as contas do município de Gaspar já está fechado em 2018. É automático no tempo da informática. Os números macros consolidados já são conhecidos. A Receita total chegou a R$212.080.454,51. Mas, de verdade, o que pingou no caixa do município foram R$202.356.766,75, ou seja, descontadas algumas transferências obrigatórias no complexo jogo contábil do setor público.

O que se arrecadou foi algo bem distante dos R$238.000.000,00 projetados na Lei Orçamentária Anual – LOA – e fundada na Lei de Diretrizes Orçamentária - que a Câmara aprovou no apagar das luzes de 2017 e que íntegra o Plano Plurianual - PPA.

Vale ressaltar que esta peça orçamentária – LOA - foi toda ela confeccionada pelo governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e na equipe do prefeito de fato e então secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, o advogado, Carlos Roberto Pereira, MDB, hoje, na Saúde. O orçamento de 2017, Kleber o recebeu do ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, para executá-lo e por isso, Kleber poderia – como alegou - haver distorções ou engessamentos. Para 2018, não.

E as despesas de 2018? Estas não deram tréguas. Elas estão registradas para o exercício no montante de R$290.722.590,44 – também num complexo jogo contábil - para um orçado de R$238.000.000,00.

Mas, o que efetivamente a prefeitura tirou do seu caixa em 2018 dos R$212.080.454,51 que recebeu de todas as fontes próprias ou externas? R$203.395.067,37 - porque teve que saldar coisa empenhada do exercício anterior. Ou seja, estão expressas pelos dois lados do balanço, duas premissas básicas: o equilíbrio orçamentário e contabilmente, uma sobra de caixa. No papel, ela é de menos de R$10 milhões.

Contudo, há outra pegadinha contábil. Ela “comerá” essa tal “sobra” de caixa.

Foram empenhados em 2018, R$221.066.960,07. Em algum momento essa diferença – entre 221 e 212 milhões de reais - terá que ser liquidada em 2019, ou talvez até ir adiante, dependendo do tratamento contábil.

Resumindo, fez-se falsamente um “lucro” e o propagou. E por que? Porque, também em tese, o governo Kleber – por vários motivos e que podem o de não simplesmente fazer caixa, ou exibir eficácia na gestão dos recursos – levou uma dívida em torno de R$9 milhões para os anos seguintes, principalmente o de 2019 como o exemplificado acima.

Uma observação antes de ir adiante: desse total de R$203 milhões pagos em 2018, R$192.871.853,65 foram despesas geradas em 2018. A diferença de R$ 9 milhões veio de exercício anteriores.

PEÇA DE FICÇÃO

Orçamentos de entes públicos, em sua maioria, são peças de ficção, mesmo com todos os mecanismos criados, ou sob fiscalização intensa de órgãos controladores, para que não sejam. É o gato correndo atrás do rato o tempo todo.

Essa observação – peças de ficção - normalmente permeia todos os discursos de técnicos ou principalmente de adversários, apontando à maquiagem, à criatividade, às “pedaladas fiscais” e para os erros de fundamentos.

Entretanto, quando no poder, ninguém abre mão desta fantasia. Superestimam receitas – sem aumentar impostos -; superestimam índices inflacionários, arrumam fontes para elevar o caixa... E na outra ponta compensatória da contabilidade? Subestimam as despesas quando lhes interessam, mas que aparecem sempre no relatório final sem piedade, numa zomba dos acostumados às espertalhices.

Nas empresas privadas sérias (porque um monte delas também brinca com os números e ignoram a contabilidade gerencial e até as famosas e sofisticadas consultorias fiscais pegas em flagrante), normalmente, faz- exatamente o contrário. Busca-se à eficiência quando o dinheiro se mostra antecipadamente curto; é a tal prudência gerencial.

Cortam-se despesas, alinham-se os custos – com a diminuição de pessoas, busca da inovação, aplicação intensivo, quando há capital, de novos processos e tecnologias – ou então, se propõe ao aumento das receitas de várias formas, incluindo fusões, incorporações; novos produtos e serviços, reposicionamentos, novas praças e até realinhamento de preços – se o mercado consumidor do produto ou serviço assim permitir.

Neste ano, mesmo com todos os indicativos de ajustes disponíveis, o Orçamento de Gaspar aprovado na Câmara aumentou além da normalidade: 7,3%. Ou seja, foi para R$256.798.300,00. O que isto significa? Que vai haver receitas para isso? Não mesmo!

Normalmente quando isso acontece, a conta de chegada vem da outra ponta onde o gestor público não quer, ou não pode cortar – pois devemos entender que há obrigações constitucionais. Então qual é a sinalização mais evidente deste Orçamento inflado? É que vamos ter despesas neste montante – quase R$257 milhões – em 2019 e que se precisa gerar ou correr atrás de receitas para equilibrar o balanço e financeiramente quitá-las. Simples assim.

Resumindo: tem duas formas de fazer um orçamento: pela capacidade de gerar receitas e aí se amoldar às despesas e endividamento; ou então, como esse, apurar o quanto estou comprometido com despesas e então ir atrás das receitas, como está proposto no Orçamento de Gaspar e de muitos entes públicos. A fantasia está vestida.

UMA CONTA DE CHEGADA

Se o crescimento de despesas e receitas de Gaspar para este ano foi projetado em 7,3%, a inflação oficial prevista para 2019 foi 4,11% (segundo o relatório Focus de Dezembro do Banco Central e por onde se baseia o mundo da economia no Brasil), se não houver derrapagem no governo de Jair Messias Bolsonaro, PSL, depois que até Michel Temer, MDB, colocou a inflação sob controle mesmo não aprovando a Reforma da Previdência.

Ah, mas o orçamento foi feito bem antes. Foi, mas nunca a variação da inflação projetada para 2019 superou a 4,5%. Ou seja, 7,3% é muito em qualquer ambiente comparativo.

Esse assunto é muito árido para os leigos. Eles querem saber de serviços, água, escola, creche, hospital, esgoto e rua asfaltada. Ótimo, se antes as contas públicas estiverem em dia, pois um dia o reflexo do erro virá, pois o que se deve será cobrado e quem vai pagar não é exatamente a prefeitura, o prefeito, mas os cidadãos com seus novos pesados impostos ou na falta da disponibilidade de serviços – água, creche, postinho de saúde, medicamentos, dentistas, exames, manutenção da cidade, novas obras...- pela conta malfeita ou não paga no passado.

Todavia, numa explicação simples, seria mais ou menos assim. Num salto em altura, a vara foi colocada para a prefeitura de Gaspar passar por ela em 2018 foi elevada à uma marca hipotética de 238. O máximo que ela conseguiu com a “ajuda do vento” foi 212, pois o certo era mesmo só 203. Apesar de conhecer todas essas limitações para saltar a 238, Gaspar colocou a régua para saltar em 2019 em 257, sem treinamento específico, sem fôlego adequados para tal. Simples assim.

Usando o índice de 4,11% do BC sobre R$238 milhões onde não se conseguiu arrecadar isso em 2018, o normal seria ajustar a partir dos 212 conseguidos, ou no máximo, projetar R$247,8 milhões – que são os 4,11% sobre 238 -e não R$256,8 como está no Orçamento aprovado na Câmara, que foi amplamente debatido, inclusive em audiência pública. E alguma coisa desses debates foi mudado? Substancialmente, nada. É apenas um rito exigido pela lei.

A dificuldade para se atingir este Orçado se acentua nesta metodologia pela projeção da inflação futura, ao se tomar o que efetivamente entrou no caixa da prefeitura em 2018 (R$203 milhões). Sabe-se por esse modelo, que as Receitas, em tese, chegariam a R$210,8 milhões, ou seja, ainda mais distantes dos R$256,8 milhões que se precisa para cobrir as despesas.

O papel aceita tudo, inclusive estimativas fundadas. A realidade é dura e desmente o papel. E a realidade do Orçamento de Gaspar que se debate aqui, só vai ser conhecida em 31 de dezembro de 2019. E ponto final! Vamos adiante.

Numa empresa, olhando o mercado, a conjuntura, os concorrentes, os entrantes, projeta-se o investimento, a modernização, à sustentabilidade, o lucro que se quer e possível, e se enquadra custos e corta-se despesas. Esta lógica é diferente do poder público que manda a conta da máquina e dos prejuízos para o bolso de todos nós, os pagadores cada vez mais de pesados impostos sem o devido retorno.

Na empresa, a má projeção, a má gestão administrativa ou da maquiagem contábil, a crise do mercado e as provocadas por governos irresponsáveis como o de Dilma Vana Rousseff, PT, vão todos para o bolso do dono, dos sócios, ou dos acionistas, até que ele quebre se não se arrumar a tempo, adaptando-se à realidade conjuntural.

ORIGENS DOS RECURSOS DE 2018

E de onde vieram as receitas de Gaspar no ano passado? Basicamente de fora via transferências. Um município, reconheça-se desde logo, sempre fica com as migalhas do que os cidadãos geram de tributos na sua cidade. Recebeu-se R$125.103.348,73, ou seja 6% a mais do que em 2017 (R$117.974.040,81). Nunca, 7,3% como se inflou o orçamento deste ano. E não há indicador seguro de que estes 6% se repetirão.

Duas principais contas contribuíram para isso. O mais significativo foi o retorno do ICMS; ele cresceu 9,7% (de R$46.468.391,29 foi para R$51.010.561,92); outro destaque foi Fundo de Participação dos Municípios com 6,6% (de R$27.839.747,89 para R$29.703.475,16) e que não é bom pela instabilidade e dependência. Na outra ponta, entretanto, o Fundeb quase derrapou; cresceu apenas 0,1% (de R$30.860.828,45 para R$30.900.273,76) numa importante rubrica orçamentária via as transferências do governo Federal para Gaspar.

Mas, veja este número surpreendente do IPVA por exemplo onde a nossa frota está aumentando, contudo, a arrecadação gasparense caiu 2,4% (de R$6.947.677,48 para R$6.774.751,39).

Quando o próprio governo municipal dá o pior exemplo contratando frotas com emplacamento de outros municípios, ou dá concessão precária do transporte coletivo e não exige a contrapartida do emplacamento em Gaspar, não possui autoridade para pedir ou cobrar nada dos seus munícipes. E com o novo sistema de placas do Mercosul, onde o nome das cidades somem, tudo poderá ainda ser mais escamoteado da fiscalização dos cidadãos daqui.

Outras receitas significativas do município de Gaspar em 2018: R$31.831.759,37 de impostos; R$8.400.671,35 de taxas e os impressionantes R$4.911.481,89 de multas administrativas. Ah, a alienação de bens rendeu R$489.894,86. Como se viu, nem o crescimento acima da média do ICMS e do Fundo de Participação, foram suficientes para se chegar aos R$238 milhões orçados. Chegaremos aos R$257 milhões de receitas em 2019?

As despesas estão todas elas no forno e virão. No ambiente público elas se procriam incontrolavelmente. Se não cuidar, as despesas sequer respeitarão este limite ficcional de R$257 milhões. Acorda, Gaspar!

Os primeiros sinais de Carlos Moises da Silva, PSL, preocupam. Mudar e romper o vício, recados claros das eleições de outubro e que lhe deram 71% dos votos, são bem diferentes do isolamento

Quem inventou essa concorrência brutal na comunicação na posse do governador catarinense, Carlos Moisés da Silva, PSL, com a de Jair Messias Bolsonaro, PSL?

Foi proposital, para não chamar a atenção? Qual a razão disso? É um sinal! Errático. Ficou-se à impressão – e que pode ser falsa - de desprestígio nos atos de posse. E os puxa-sacos ao invés de fazerem a leitura correta para o conserto, justificaram-se que se devia à escolha de técnicos e não políticos para o primeiro escalão do novo governo.

Ora, a conta não fecha. É bom abrir os olhos. Se faltou gente carimbada, por outro lado, faltou povo, ao menos para quem teve 71% dos votos dos catarinenses. Para Jair Bolsonaro não faltou, por exemplo. Outro sinal!

A maioria dos governadores eleitos – ou reeleitos –, exceto os do PT que querem distância de Jair Bolsonaro e sua turma pois sempre tiveram esse comportamento doente e egoísta, preferiu fazer a posse pela manhã nos seus estados, ampliar o espaço deles nas mídias tradicionais e alternativas locais, reafirmar a nova liderança e de lambuja, à tarde, fazer sala, contatos e abrir caminhos em Brasília na posse do novo presidente. Sentir o cheiro do novo. Criar relacionamentos.

No Amapá, por exemplo, o governador, Waldez Goes, PDT, teoricamente não alinhado com o presidente eleito, devido ao fuso horário e a distância de Brasília, tomou posse de madrugada (0h30min).

Moisés – que é do mesmo partido de Bolsonaro, é militar bombeiro da reserva - não fez nem uma e nem outra. E olha que ele e Santa Catarina precisam muito desse alinhamento. Ainda mais que a nossa agroindústria, referência nacional, maior geradora de empregos no interior e no campo, além de receitas que sustentam o setor público dos municípios e estadual, está sob ameaça nesta aliança pragmática de Bolsonaro com Israel.

Quem mesmo orienta o governador eleito? O melhor da posse foi um banho de água fria nele. Tomara que não seja um outro sinal aos catarinenses. Há tempo para se corrigir isso tudo, sem se ceder aos velhos esquemas de pressão.

Moisés precisa entender desde logo que governar é diferente de comandar. E mudar, não é se isolar. É ter autoridade para isso. Isolar-se é algo que rima com enfraquecer. E ele não precisa fazer nada, pois é o que mais tramam os políticos contra os fortes e articulados. Imagina-se contra os isolados.

Moisés vai também romper com a mídia tradicional em Santa Catarina? Tudo bem. Mas, precisa antes criar clima e alternativas para isso. Jair Bolsonaro fez isso e a manipula competentemente via as redes sociais. Moisés, não conseguiu nem atrair gente para a sua posse, nem mobilizando os seus fardados para ocuparem os espaços vazios. Então...

São sinais. E dos piores. Pois quem vai percebe-los, são os políticos, os bichos que sempre encurralam o poder de plantão. E quem perde com isso? Não será Moisés, o PSL e a nova turma do seu entorno, mas os catarinenses. Moisés perdeu a primeira oportunidade: a de mostrar quem ele escolheu para a área de comunicação é competente. Teve a primeira ducha fria.

Samae inundado

As imagens falam mais do que os meus textões. Este caminhão do Samae de Gaspar, pago com dinheiro dos pesados impostos do povo, passou o Natal e o Ano Novo atolado num bota fora - que não exibe placa de licenciamento - a 300 metros do próprio Samae. Estava lá até a edição da coluna nesta manhã. Vergonha. Irresponsabilidade. Já a retroescavadeira que ficou atolada pouco antes do Natal no Distrito do Belchior está parada no pátio da autarquia. Vai esperar uma inspeção de especialista para ver o que afetou nas correias, radiador e motor. Esta é a gestão executiva do Samae. Acorda, Gaspar!

Gasparense na posse de Bolsonaro

Pelo menos um gasparense da gema estava no Palácio do Planalto como um dos poucos convidados especiais da família e do próprio presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, para a cerimônia de posse na terça-feira: Salésio Nuhs, ex-diretor da CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos; presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições e presidente da Forja Taurus, uma das três maiores fábricas de armas leves do mundo. Sintomático.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trapiche

Mimimi. Os jornalistas que cobriram a posse do 38º presidente do Brasil na terça-feira, reclamaram muito das condições de trabalho. Não tinham “liberdade” para se movimentarem como queriam e outros diziam, que não estavam acostumados a tantas restrições. Saudosistas.

O trabalho dos jornalistas é exatamente tirar água de pedra e na adversidade cumprir a missão de extrair informações; ter faro para o que cheira mal e transmitir o que apurou, ou comentar o que do seu ponto de vista, percebeu ou concluiu para o julgamento do seu público ouvinte, leitor ou telespectador. Simples assim!

Será que na faculdade só lhes ensinaram a frequentar os lugares glamorosos? Ou de que a profissão é um passaporte especial para se estar em qualquer lugar que se queira, sem restrições, sem qualquer exigência e limites? Experimente entrar numa grande redação sem a devida identificação. Ou que a relação entre o poder e a imprensa é um ato de compadrio quando ambos se identificam ideologicamente e uma praça de conflito quando as duas partes se estabelecem nos contrastes?

Ser jornalista – como em qualquer outra profissão – é antes de tudo superar de forma ética, permanentemente as dificuldades e barreiras, em um ambiente hostil, para desafiar exatamente esses obstáculos e dar a informação diferencial aos seus mesmo contrariando o dono da informação ou a versão do informante. Se retirar as dificuldades inerentes à apuração e re-checagem, se torna o óbvio e não se tem diferenças de coberturas entre os veículos. Vira um press release.

Eu estive nos dois lados desse mesmo balcão. Sei do que escrevo. Num, estava na redação ao tempo da ditadura. No outro, num ambiente corporativo agressivo e inovador sob todos os aspectos para se tornar o maior no seu setor (como se tornou), sob às mais variadas armações dos concorrentes internacionais. Nunca reclamei. Interiormente, espumava e tramava para alcançar os objetivos num ou no outro lado desse balcão. É a luta, é o desafio. É o jogo repetido do perder e ganhar. Esta é a vida. É a profissão.

Informação é o ativo mais valioso para o jornalista. Esse ativo contraria quase sempre os interesses dos gestores públicos e privados. E quando ele sinaliza o que divulgar, da forma dele, é pura e má propaganda, como fazem bem todos os ditadores e ditaduras. E propaganda é com o pessoal de marketing e não com o jornalismo. Então, tudo isso é uma guerra permanente, antiga, muito antiga, inclusive de conceitos.

Era só o que estava faltando à jornalistas do mundo on-line, mal-acostumados, formados e ideologizados nas madrassas que chamam de faculdade de jornalismo, reclamar das dificuldades para a uma cobertura factual e presencial de uma posse presidencial. Primeiro: o dono do palácio mudou e os mais adaptados vão se sair melhor. Os que reclamam ficarão pelo caminho. Segundo: advirto de que é só o começo. É melhor se preparar e se adaptar, criar uma rede de fontes alternativas o mais rapidamente possível.

Se esses reclamões não frequentaram as redações das décadas de 1960, 70, 80..., ao menos as suas escolas deveriam lhes ter oferecido recomendações de leituras sobre as dificuldades não apenas tecnológicas e industriais daquela época, mas de não alinhamento ou de confrontação automática com suas fontes. Dava cadeia. E nem por isso se parou de desafiar, encontrar caminhos, de cheirar o odor...

Sempre tratei a atividade jornalista como de risco, como se estivesse numa guerra ou pior, guerrilha onde não se sabe de onde vem o ataque e que está camuflado de seu amigo. Cumpria-se os objetivos para com os leitores. A redação era um detalhe. O campo – as vezes minado ou desconhecido, árido, dificultoso, era tudo. No fundo, a transparência é inimiga do bom jornalismo.

Se a transparência for uma regra nos ambientes públicos ou privados sob questionamentos, será um tédio para o jornalismo. O bom mesmo é descobrir e revelar o que, porque e onde se esconde o que se quer longe do público. Ressalto, nem sempre é coisa ruim como um novo produto, uma inovação, um novo programa de governo. E quanto mais importante for o segredo revelado, mais forte é o senso jornalístico envolvido nesta busca.

E nesse ambiente não há sorte. Há inteligência, oportunidade, competência, muito suor e superação das dificuldades. Todas juntas em variáveis proporções. Sem dificuldades, não há o verdadeiro jornalismo de raiz. E ponto final.

Esta é a primeira coluna do ano de 2019. Os assuntos estão se acumulando. Agradeço a massiva audiência neste espaço aqui no portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o mais acessado e atualizado de Gaspar e Ilhota. Aos leitores e leitoras, sucesso em 2019.

Boa notícia I. O feriadão de fim-de-ano não teve mortes em Santa Catarina por acidentes de trânsito nas rodovias.

Boa notícia II. Emerson Luiz Andrade, sargento da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina, que já comandou o posto do Poço Grande, na Rodovia Jorge Lacerda, em Gaspar, foi nomeado no dia 31 de dezembro como membro de uma das Câmaras Temáticas, a de Esforço Legal (Legislação de Trânsito) do Contran  - Conselho Nacional de Trânsito - no critério " Especialista com notório saber". Emerson foi diretor da Ditran de Gaspar entre 2009 e 2010 no governo do petista Pedro Celso Zuchi.

Comemoração. Hoje, três de janeiro, o Clube Atlético Tupi, comemora 77 anos de sua fundação (3.1.1942). Do campinho da Coloninha, o "indio" se empoderou no forte e marcante campeonato da LBF (Olímpico, Palmeiras, Guarani, Amazonas, Vasto Verde, Floresta, XV de Novembro entre outros) por anos no "estádio" Carlos Barbosa Fontes, ampliado na década de 1980 para a atual configuração, depois que a Ceval comprou um terreno lindeiro e doou ao Clube numa ação comunitária.

 

Comentários

Herculano
06/01/2019 07:42
NORMALIDADE

Nesta segunda-feira, haverá coluna Olhando a Maré inédita. E quente!

Este colunista não parou durante os "folguedos" para desespero dos políticos, deleite de muitos e a ira de outros leitores e leitoras. É do jogo jogado. Nada a reclamar pelo trabalho nas férias de muitos ou às críticas quando se tocou o dedo nas feridas expostas.

Agradeço as fontes.

E por que tantos procuram esta coluna não apenas para lê-la, mesmo se dizendo atormentado por ela? Porque não mudei um milímetro o meu modo ser ser em favor da transparência e do zelo do dinheiro dos pesados impostos de todos ou a moralidade pública, meus objetos preferidos aqui. E quando errei, fui o primeiro a reconhecer meu próprio equívoco.

Todos que chegam ao poder ou se estabelecem como poderosos, usam a mesma tática: primeiro tentam se aproximar para que com isso tenham uma natural proteção; já perceberam que não é bem assim.

Segundo, tentam amarrar o meu rabo num poste de lama para num momento apropriado arrancarem o poste e me deixar só na lama, para o constrangimento inevitável.

Terceiro. Tentam descobrir as possíveis fontes para ludibriá-las, mandar recados, plantar versões, constrangê-las ou criar conflitos para eu as venha perdê-las e até sob sérias desconfianças.

Quarto. Arma-se o sufocamento financeiro (não exatamente a mim, mas do veículo) ou prejuízos às minhas fontes de renda. quarto a intimidação judicial e por fim, quando tudo falha, a desqualificação.

Quinto. Não parei porque os políticos e os poderosos que se unem a eles nas dúvidas deixaram rastros pelo caminho. Agradeço a eles pela matéria-prima. Não parei, porque o mundo e a aldeia não pararam. Então...

Por outro lado, numa advertência aos que tentam parar a notícia quando tudo funciona na era digital, o portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, acessado, atualizado e de credibilidade de Gaspar e Ilhota, registrou uma atividade incomum para esta época de fim de um e começo de outro ano.

É a era dos smartphones plugados na rede virtual e para os quais estamos escravos a qualquer instante vago ou que criamos para pesquisar por notícias, informações, opiniões, interagir e até para o lazer.

Dessa forma não há mais lugar para férias numa sociedade que deseja saber o que é feito com o dinheiro dela ou nas contradições do discurso, das promessas, da propaganda enganosa para os analfabetos, ignorantes, desinformados e a rede de puxa-sacos beneficiários de boquinhas e interesses com a realidade.

Podemos estar até a sós, mas não mais isolados. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/01/2019 06:46
da série: em Gaspar o tal estado profundo - pelos interesses próprios e a ineficiência - é quem complica a vida do prefeito

BOLSONARO PODE SER SALVO PELO "ESTADO PROFUNDO", POR Sérgio D'Ávila, editor executivo do jornal Folha de S. Paulo

Burocratas tentam mitigar alcance de decisões tresloucadas anunciadas pelo presidente

Em apenas quatro dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro recuou ou foi desautorizado por sua equipe ao ritmo de quase um desmentido por dia. O caso mais recente foi revelado por esta Folha e é uma história em quatro atos, como o jornal publicou no Twitter:

?"
@folha
IOF: UMA HIST?"RIA EM QUATRO ATOS

PERSONAGENS

- Jair, o presidente

- Marcos, o secretário

- Onyx, o ministro

***Siga o thread***

Primeiro ato: o presidente avalia elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras para crédito pessoal para compensar a prorrogação de benefícios fiscais às regiões Norte e Nordeste;

Segundo ato: ele anuncia o aumento da alíquota do IOF. "Infelizmente, foi assinado decreto nesse sentido para quem tem aplicações fora. É para poder cumprir uma exigência de um projeto aprovado, tido como pauta-bomba, contra nossa vontade";

Terceiro ato: Marcos Cintra, secretário especial da Receita, o desmente. "Não, não. Deve ter sido alguma confusão. Ele não assinou nada."

Quarto ato: Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, põe panos quentes. "Ele se equivocou, ele assinou a continuidade do projeto Sudam e Sudene."

Antes, como antecipou a coluna Painel, o presidente anunciou em entrevista ao SBT pontos de sua reforma da Previdência diferentes dos estudos sendo feitos pelo Ministério da Economia, que ficou alarmado.

Desde que Donald Trump foi eleito nos EUA, ganhou fama a expressão "deep state" (estado profundo). É a ação de burocratas, geralmente quadros técnicos, que tentam mitigar o alcance de decisões tresloucadas anunciadas pelo presidente, deixando-as de lado até serem esquecidas ou não as executando.

Muitas vezes, ela foi mais efetiva que o sistema de freios e contrapesos da democracia norte-americana. Foi assim quando o republicano revelou que retiraria os 28.500 soldados da Coreia do Sul, o que causaria um desequilíbrio de forças importante na península, fortalecendo a ditadura do Norte. Nada foi feito.

Trump é inspiração confessa de Bolsonaro. Que o "deep state" inspire o entorno bolsonarista.
Herculano
06/01/2019 06:36
EM PLENO VERÃO, O INFERNO, por Carlos Brickmann

Azul e rosa, Força Nacional no Ceará, novos parâmetros da Previdência, privatização da Eletrobras, isso é para os fracos. A grande sensação deve começar na semana que vem, quando Antônio Palocci, ministro da Fazenda de Lula, chefe da Casa Civil de Dilma, cuja delação premiada atingiu em cheio o PT, volta a depor, agora sobre fundos de pensão. O depoimento deve ser conduzido pelo procurador Frederico Siqueira Ferreira, da força-tarefa que investiga irregularidades nos fundos de pensão das estatais.

As investigações se concentram no Funcef (Caixa Federal), Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios). Supõe-se (e é isso que se pesquisa) que haja fraudes somando algo como R$ 10 bilhões. Palocci, figura de proa em dois governos petistas, atuando durante muito tempo exatamente na área financeira, tem condições de, em muitos casos, desfazer as dúvidas dos investigadores. Há negociações entre sua defesa e os procuradores para que seja feita outra delação premiada.

Palocci foi condenado a doze anos; cumpriu dois e, feita a delação premiada, passou à prisão domiciliar, com tornozeleira. Que benefício pode obter com nova delação? Talvez - esse deve ser o ponto básico da discussão entre promotores e advogados - livrar-se também da tornozeleira. Que sabe das coisas, sabe; já disse certa vez ao então juiz Sérgio Moro que o que tinha a contar obrigaria a Operação Lava Jato a ter mais um ano de trabalho.

DIAS DE MEDO

Palocci faz muita gente tremer. Mas, no Rio, o grande temor de políticos é que o ex-governador Sérgio Cabral consiga chegar a um acordo de delação premiada. Parece incrível que, depois de tudo o que foi descoberto, ainda haja coisas que Cabral possa contar; mas, para ele, é a única saída, já que está condenado a mais de 200 anos de prisão. E Cabral não está sozinho: se resolver contar o que sabe (e que o público ainda não sabe), é provável que seu vice, Luiz Fernando Pezão, também conte sua parte. Admite-se que, perto de Cabral, Pezão, por mais malfeitos que tenha cometido, joga no dente de leite.

Mas, no caso, até o leite e o dentista podem ter sido superfaturados. Há pânico entre os aliados políticos e empresariais dos dois políticos.

VOA, DINHEIRO! 1

Por que Bolsonaro pensa em acabar com a Justiça do Trabalho? Pelo custo: a Justiça do Trabalho tem pouco menos de 10% das unidades judiciárias do país, mas consome 20% da verba. São R$ 85 bilhões no total, dos quais a Justiça do Trabalho gasta R$ 17 bilhões. Justiça do Trabalho existe numa série de países, não apenas aqui, mas lá fora é mais barata.

VOA, DINHEIRO! 2

Números oficiais, levantados pelo Novo Jornal, de Natal: os espantosos 50 maiores salários do Rio Grande do Norte (pagos em junho). O maior foi de R$ 179.887,06, pago a uma desembargadora federal do Tribunal Regional do Trabalho. O menor, de R$ R$ 40.185,15, foi pago a uma juíza de terceira entrância, do Tribunal de Justiça. Mesmo o menor é mais alto que o teto do funcionalismo público, o pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Todos, sem exceção, trabalham na área do Direito: juízes, promotores, desembargadores - e um solitário técnico judiciário, com R$ 52.312,17.

VOA, DINHEIRO! 3

Por que Bolsonaro ordenou uma varredura nos últimos atos do governo Temer? Uma pista: a ministra dos Direitos Humanos. Damares Alves, suspendeu um convênio (sem licitação) entre a Funai, Fundação Nacional do Índio, e a Universidade Federal Fluminense, no valor de aproximadamente R$ 45 milhões. Foi assinado tão em cima da hora que a publicação no Diário Oficial ocorreu em 2 de janeiro de 2019, já no novo governo.

Objetivo do convênio: elaborar um Projeto de Fortalecimento Institucional da Funai. E também criar uma criptomoeda, ou moeda virtual, um tipo de bitcoin, para se transformar no dinheiro dos índios.

VOA, DINHEIRO! 4

O presidente Bolsonaro tem uma ótima oportunidade de poupar dinheiro público. Temer nomeou Carlos Marun, seu chefe da Casa Civil, conselheiro de Itaipu. São R$ 27 mil mensais, para participar de uma reunião de dois em dois meses. Bolsonaro, por algum motivo, resolveu deixar pra lá.

VOA, DINHEIRO! 5

O Museu de Arte do Rio, MAR, apresenta (com dinheiro público) uma exposição, "Arte Democracia Utopia, quem não luta tá morto", composta por bandeiras do MST, CUT e MTSC, faixas "Amanhã Ocupação" e pichações "A Cidade é Sua. Ocupe-a". A exposição começou em setembro, um mês antes das eleições. Não há, na exposição, menção a qualquer outra tendência política. O MAR é dirigido por uma ONG, Instituto Odeon, que recebe R$ 12 milhões por ano da Prefeitura pelo serviço.

Como diz o letreiro abaixo do leão da Metro, "Ars Gratia Artis" - a Arte pela Arte.
Herculano
06/01/2019 06:25
O PRESIDENTE FALANTE, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro conta em público versão peculiar das discussões que ouve em seu governo

A triste figura que fez Jair Bolsonaro em sua primeira sexta-feira dá o que pensar, mas não pelo motivo mais evidente.

Não é novidade o escasso conhecimento que o presidente tem de políticas públicas, de economia em particular. Não era inesperado que dissesse despropósitos sobre impostos ou Previdência. Ainda assim, parece importante perguntar como é possível Bolsonaro desconhecer planos centrais de seu governo.

A pergunta mais relevante, porém, pode ser outra: o que vai acontecer quando ele tomar conhecimento de tais assuntos?

A dica da resposta está nas primeiras reações de Bolsonaro aos planos de reforma da Previdência.

Quando confrontado com a dureza do problema, o presidente se entrega a uma atitude que fica entre o escapismo e a desconversa, ambos baseados em autoilusão desinformada.

É um comportamento comum e popular, em todos os sentidos da palavra. A reforma não pode "matar idoso", afetar "direitos adquiridos" etc. Tudo bem. Mas um presidente tem de apresentar alternativas. Se a reforma será diluída, como compensar o desastre persistente nas contas públicas?

A resposta do presidente é o devaneio algo mítico. Bolsonaro junta uns fatos que não digeriu bem com atenuantes populistas e então fantasia que a idade mínima de aposentadoria será menor que a da reforma de Temer, de 62 anos para homens, 57 para mulheres.

Essa afirmação nem tem sentido, não vai para lá ou para cá, pois esses números podem significar tanto uma reforma ainda mais dura como mudança aguada (o que depende do tempo de transição até essas idades mínimas). A idade "menor" é vendida como atenuante da reforma. É tudo bobagem e confusão, porém.

Bolsonaro quer menos impostos sobre empresas. Para não fazer mais déficit e dívida, teria de compensar a perda de receita com aumento de impostos sobre pessoas físicas, em particular sobre o seu eleitorado. Como vai reagir quando tiver de lidar para valer com o cobertor curto?

Pode ser então que exija cortes "na máquina", "quebrando o sistema", os "privilégios dos políticos", como é o credo popular. Ainda que recolha alguns dinheiros assim, teria de empregá-los na redução do déficit e da dívida enormes, tarefa que seria menos difícil caso aprovasse uma reforma da Previdência mais dura, aquela que quer evitar.

Bolsonaro e seu ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) de resto enganam-se sobre o próprio programa de governo, que promete não elevar a carga tributária, o que é diferente de não aumentar tributo algum. Uns impostos podem subir, outros cair, empatando o jogo fiscal, mas causando conflito social, perdas e ganhos. Caso não resolva tal assunto, o presidente vai cometer disparates em vez de apenas dizê-los, o que já fez a respeito de juros, câmbio, impostos e Previdência.

Militares mui próximos e amigos dizem que o presidente vai "acertar a mira" e que três dias de governo não são nada, verdade, embora Bolsonaro precise de alguma "blindagem na comunicação".

Que seja. Mas o Brasil não é como os Estados Unidos, que têm estrutura para tolerar dois anos de disparates de Donald Trump. A besteira tem lá suas consequências na deseducação geral; causam escárnio, consternação e aflição. Mas a gente razoável no debate público americano trata agora mais das ações do que das perorações estúpidas do Nero Laranja.

Na nossa pobreza institucional, material e intelectual, não temos o luxo de correr riscos nem com o mero tumulto das palavras.
Herculano
06/01/2019 06:17
BASE AMERICANA FOI REATIVADA NO GOVERNO LULA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais neste domingo

Ao admitir base militar americana no Brasil, o presidente Jair Bolsoraro provocou críticas dos adversários. Pura hipocrisia. Há no Brasil uma base dos "Marines" (US Marine Corps), reativada durante o governo Lula, em 1º de julho de 2008. A esquerda não deu um pio. A base pertence à 4ª Frota da Marinha dos EUA, responsável pelo Atlântico Sul e Caribe. Em 2011, autoridades brasileiras participaram alegremente da celebração dos 235 anos da Independência americana.

PETISTA NA FESTA
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi à base dos Marines em São Paulo, em 2011, para celebrar o 4 de Julho, data nacional dos EUA.

NADA DEMAIS
Os EUA têm bases em todo o mundo; Alemanha, Itália, Japão, Turquia, Portugal, Dinamarca, Espanha, Coreia, Austrália, R.Unido, Israel, etc.

INICIATIVA MUNDIAL
Os EUA mantêm bases militares, navais e aéreas em mais de trinta países. Alguns têm várias bases militares. Só na Alemanha são 34.

HÁ DÉCADAS
Na Itália, o Exército dos Estados Unidos mantém cerca de 11,5 mil homens no país europeu há pelo menos três décadas.

BILIONÁRIO FNDE, DO MEC, VIROU ESCONDERIJO PETISTA
Servidores do MEC, eleitores de Bolsonaro, tentam fazer contato no Planalto. Querem contar que desde a cassação de Dilma há uma grande concentração de petistas no FNDE, o bilionário fundo nacional de educação. Foram ficando e ainda estão lá, pendurados em tetas. O interesse de petistas pelo FNDE tem a ver com o gordo orçamento do órgão, que em 2018 custou cerca de R$6,5 bilhões ao contribuinte.

OLHA O MANÁ
Além do dinheiro farto, o FNDE tem capilaridade, financia Estados e municípios, e distribui recursos para merenda e transporte escolar.

DINHEIRO NA VEIA
Mas poucas coisas atraem mais petistas ao FNDE do que o Programa Dinheiro Direto na Escola. A PF deveria dar uma olhada.

INSTRUMENTO POLÍTICO
Além dos recursos abundantes, o FNDE é utilizado pelos políticos para "prender o rabo" de gestores municipais ávidos por recursos.

BOLSOS A SALVO
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) acatou posição do conselheiro Gustavo Rocha e barrou regalias do MP de Minas e Piauí, que foram criadas para "compensar" o fim do auxílio-moradia.
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ATIVISMO GROSSEIRO
Em Brasília, jornalistas que usam a profissão para fazer ativismo, combinaram pelo Whatsapp que só vão entrevistar a ministra Damares Alves (Direitos Humanos) com homens vestindo rosa e mulheres, azul.

CABELO EM OVO
O noticiário chamou de "desencontro" informações dadas por Jair Bolsonaro sobre a Reforma da Previdência e depois comentadas pelo ministro Onyx Lorenzoni. Mas ninguém disse que Bolsonaro falava sobre os planos dele para até 2022 e não só na reforma deste ano.

SEMPRE CABE MAIS UM
O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), não guarda ressentimento. Apesar de atacado pelo PT na campanha, convidou um militante do partido, Jean Lima, a presidir a estatal de planejamento Codeplan.

TELEJORNAL EM LIBRAS
A TV Brasil, da EBC, tem o "Repórter Visual", único telejornal em Libras para 9 milhões de surdos brasileiros. Tudo a ver com a luta da primeira-dama Michele Bolsonaro, como mostrou seu discurso na posse.

PRIVILÉGIO
Além de receberem R$33,7 mil por mês, parlamentares do Congresso ganharam ressarcimento de R$211,2 milhões, entre janeiro e novembro de 2018, em despesas como jantares, consultorias, viagens etc.

INFIDELIDADE LIBERADA
O PCdoB, Rede, Patriota, PHS, PRP, PMN, PTC, PPL e DC não atingiram cláusula de barreira; isso significa que seus 32 deputados federais eleitos podem mudar de partido sem serem punidos.

A CONFERIR
O Sonegômetro, vingança do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional contra o Impostômetro, estima em R$ 570,8 bilhões o que o País supostamente perdeu em 2018, com a sonegação de impostos.

PENSANDO BEM...
...no quarto dia, a imprensa determinou que houve "desencontro" do governo Bolsonaro. Será que ele descansa no sétimo dia?
Herculano
06/01/2019 06:08
BOLSONARO DESCEU DO PALANQUE, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Presidente trombou com a ekipekonômica, mas mostrou caminho para aprovar reforma da Previdência

Pelo andar da carruagem, a reforma da Previdência será aprovada. Numa revelação surpreendente feita durante uma entrevista aos repórteres Carlos Nascimento, Débora Bergamasco e Thiago Nolasco, o presidente Jair Bolsonaro pôs na mesa uma nova idade mínima para o acesso às aposentadorias e abriu o caminho para que ela passe a girar em torno de seu eixo principal, a "fábrica de desigualdades" exposta pelo ministro Paulo Guedes: "Quem legisla e julga tem as maiores aposentadorias e a população, as menores".

Durante a campanha, Bolsonaro repetiu que a idade mínima do projeto mandado por Michel Temer era perversa. O anúncio da nova idade resultou numa trombada com a ekipekonômica. Resta saber quem manda e quem é capaz de fazer um projeto que passe pelo Congresso.

Bolsonaro defendeu de forma convincente a mudança na lei que permite a posse (não o porte) de armas. Afinal, em 2005, um plebiscito rejeitou a proibição da venda de armas de fogo. Felizmente, ele não comparou trabucos a automóveis, como faz o ministro Augusto Heleno.

O Bolsonaro da entrevista pareceu mais leve que o do palanque de mármore de Brasília. Ainda assim, disse que "hoje em dia o poderio das Forças Armadas americanas, chinesas e soviéticas alcança o mundo todo". Como ele acha que com o seu governo o Brasil "começa a se livrar do socialismo", alguém precisa avisá-lo de que a União Soviética se acabou em 1991.

O PODER DE PAULO GUEDES
Falta ao poderoso ministro Paulo Guedes um pé no Planalto. Parece detalhe, mas há dois tipos de ministros, os que têm sala no Palácio (Augusto Heleno, por exemplo) e os que não têm.

Quem está no primeiro grupo checa se o presidente está livre, toma o elevador e vai à sua sala. Quem não está precisa marcar hora ou arriscar-se a uma espera.

É claro que Guedes verá Bolsonaro sempre que isso for necessário, mas, por enquanto, a burocracia palaciana revela que nos primeiros cem dias de governo ele participará da reuniões do ministério às terças-feiras e de cinco encontros de "alinhamento", sempre com outros colegas.

A trombada ocorrida na sexta-feira entre o que diz Bolsonaro e o que pensa a ekipekonômica mostra que faltam conversas. Isso na melhor das hipóteses, porque pode estar faltando disciplina. Choque com a ekipekonômica na primeira semana de governo é coisa nunca vista.

Os ministros com sala no Palácio têm um acesso informal ao presidente e essa circunstância cria um tipo especial de convivência. Para o bem, produz eficácia, para o mal, intrigas. É mais fácil se desviar de uma bola nas costas estando perto do juiz.

SANTAS PALAVRAS
Pode-se achar o que se queira do discurso de posse de Paulo Guedes, mas é impossível discordar de seu diagnóstico sobre os bancos públicos:

"Eles se perderam nos grandes programas, onde piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político se associaram contra o povo brasileiro."

A BIC DE TEREZA
A caneta Bic de Tereza Cristina, ministra da Agricultura, tem mais tinta que a da maioria dos ministros civis.

O SAMBA DE ARAÚJO
O grande ausente na posse do chanceler Ernesto Araújo foi o escritor Oswald de Andrade ("Tupi or not tupi"). Quando o diplomata pediu a seu colegas que lessem mais José de Alencar e menos o New York Times, poderia ter feito uma ressalva, recomendando sua obra de ficção. Nela há um negro endiabrado sendo chamado de "bugio", mas ficção é ficção.

Há um outro Alencar, político, deputado, ministro da Justiça e escravocrata convicto. Ele chamou a Lei do Ventre Livre de "iníqua e bárbara". Isso em 1871, seis anos depois do fim da Guerra Civil que acabou com a escravidão nos Estados Unidos.

Alencar criticava o "fanatismo do progresso" e advertia: "A liberdade e a propriedade, essas duas fibras sociais, caíram desde ja? em desprezo ante os sonhos do comunismo."

"Toda lei e? justa, u?til, moral, quando realiza um melhoramento na sociedade e representa uma nova situaça?o, embora imperfeita, da humanidade. Neste caso esta? a escravida?o."

"Se a escravida?o na?o fosse inventada, a marcha da humanidade seria impossível."

Alencar sustentava que o Estado não deveria se meter a legislar sobre a relação trabalhista da escravidão.

O MITO DE ARAÚJO
Noves fora José de Alencar, o chanceler Araújo deu-se a comentários sobre figuras míticas, valendo-se do rei português d. Sebastião. Com sua erudição, poderia ter associado Jair Bolsonaro a uma centenas de outras figuras.

D. Sebastião era meio pancada, sumiu na batalha de Alcácer Quibir (1578) e, como tinha horror às mulheres, foi-se embora sem deixar descendência. Disso resultou na anexação de Portugal pela Espanha por 60 anos.

EREMILDO, O IDIOTA
Eremildo é um idiota e acha que os condenados na primeira instância do Judiciário devem ir para a cadeia sem direito a recurso.

O que o cretino não entende é por que o ministro Sergio Moro quer enviar ao Congresso uma emenda constitucional assegurando e prisão dos condenados na segunda instância.

Como juiz, Moro defendia esse procedimento e o tema está na pauta do Supremo Tribunal Federal para o dia 10 de abril.

Como é impossível que o Congresso aprove a emenda em tão pouco tempo, Eremildo ficou com a impressão de que a iniciativa seja uma pressão inútil. Até porque, o tribunal sempre poderá julgar a mudança inconstitucional.

A APPLE MANCOU
A queda do valor da Apple foi atribuída pelo mercado a uma retração dos compradores chineses.

Algo pior pode vir por aí. Depois de ter mudado os hábitos de consumo com os iPhones e os iPads, a Apple está mancando no novo mercado de aplicativos e de assistentes digitais que recebem ordens por comandos de voz.

Esses equipamentos têm o tamanho de um pequeno pote. Entre outras coisas, processam mensagens, ligam luzes, tocam músicas, registram ordens de compras e a cada dia expandem sua capacidade. O Echo da Amazon e o Google Home dominam o mercado, enquanto o HomePod da Apple está bem atrás. Steve Jobs não deixaria isso acontecer.

WITZEL NO PALANQUE
O governador Wilson Witzel ainda não desceu do palanque. Quando ele disse que o país precisa de "estabelecimentos prisionais destacados, longe da civilização, precisamos ter a nossa Guantánamo", ofendeu a geografia e, tendo sido juiz, massacrou o Direito.

A prisão americana de Guantánamo não fica longe da civilização. Está a 899 km de Miami e a 65 km de Santiago de Cuba. Quando o presidente Bush resolveu mandar terroristas para lá, o que ele queria era mantê-los fora do alcance da Constituição dos Estados Unidos. A Corte Suprema cortou-lhe as asas.

TEMER PERDEU
O pente-fino determinado pela Casa Civil para o reestudo das últimas medidas tomadas pelo governo de Michel Temer é o preço que ele pagará por ter apostado no escurinho do fim de mandato para disseminar um testamento.

Deu o mau exemplo nomeando protegidos para a direção de agências reguladoras e acabará enrascado em maluquices de escalões inferiores.
Herculano
05/01/2019 15:20
da série: o exemplo que não serve. Jair Messias Bolsonaro é presidente da República e de todos os brasileiros. Deveria se comportar como um estadista. Está neste sábado, no twitter, batendo boca, com o desqualificado e derrotado Fernando Haddad, PT. Estão animando as suas torcidas. Alguém precisa avisar a Bolsonaro que ele é presidente. E que o outro um derrotado e está no papel dele de provocar, até porque não tem responsabilidade nenhuma com os resultados. Está na hora de Bolsonaro começar a mudar o que disse que mudaria. Porque não demorará muito ele será cobrado pelos resultados que prometeu....

BOLSONARO ATACA HADDAD NO TWITTER. PETISTA PERGUNTA SE ELE JÁ PODE DEBATER

Presidente critica o ex-prefeito por ter postado texto do jornal alemão 'Deutsche Welle' crítico ao Brasil e o chama de 'fantoche de presidiário corrupto'

Conteúdo da revista Veja. Rivais na disputa do segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) trocaram farpas neste sábado, 5, pelo Twitter por causa de uma reportagem do portal noticioso alemão Deutsche Welle.

Na sexta-feira, Haddad compartilhou o link de um texto, publicado em 28 de novembro passado, intitulado "Brasil,um país do passado", com críticas fortes a Bolsonaro e às ideias de seus seguidores ?" entre outras coisas, apontava que "no Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição" e que "seus representantes preferem (o pastor) Silas Malafaia a Immanuel Kant (filósofo alemão).

Na tarde deste sábado, Bolsonaro retrucou, também em um post no Twitter, chamando Haddad de "fantoche do presidiário corrupto" e "marmita". "A verdade é que o marmita, como todo petista, fica inventando motivos para a derrota vergonhosa que sofreram nas eleições, mesmo com campanha mais de 30 milhões mais cara", escreveu, completando na sequência que "o PT quebrou o Brasil de tanto roubar, deixou a violência tomar proporções de guerra, é uma verdadeira quadrilha e ninguém aguenta mais isso!".

Haddad, então, voltou a tuitar apontando o link para o texto do jornal alemão e convidou Bolsonaro para um confronto, lembrando o fato de o rival ter recusado participar de debates no segundo turno da eleição, alegando problemas de saúde. "Na verdade, quem disse isso foi um jornalista da Deutsche Welle, mas se você já se sentir seguro para um debate frente a frente, estou disponível. Forte abraço!".
Herculano
05/01/2019 11:18
O QUE ELE SABE QUE EU NÃO SEI

Roberto Basei, no twitter:

MUNICIPIOS QUE SE CUIDEM: Ministro da justiça diz que a Lava Jato vai se expandir para todo território nacional
Herculano
05/01/2019 10:39
NESTE MOMENTO, A PONTE HERCÍLIO DEECKE, EM GASPAR, ESTÁ TOTALMENTE INTERDITADA

Desde o dia dois de janeiro, a interdição era parcial, para quem chegava a Gaspar pela BR 470 ou pelas ruas Pedro Simom e Luiz de Franzoi
Herculano
05/01/2019 08:33
VAGA, FALA DE BOLSONARO PODE SIGNIFICAR ATÉ APOSENTADORIA MAIS DURA, por Ana Estela de Souza Pinto, no jornal Folha de S. Paulo

Regra de transição e de cálculo do benefício têm impacto mais imediato que idade mínima final

Bastante vagas, as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em entrevista ao SBT nesta quinta-feira (3) não significam necessariamente uma suavização do atual texto em discussão no Congresso, e, dependendo das outras regras em estudo por seu governo, podem indicar até mesmo um aperto.

O presidente afirmou defender idades mínimas de 57 anos para mulheres e de 62 anos para homens até o final de 2022. Segundo ele, a idade mínima aumentaria "um ano a partir da promulgação e outro ano a partir de 2022". Declarou ainda que "o futuro presidente, entre 2023 e 2028, reavaliaria a situação para passar para 63 ou 64 [anos]".

Ocorre que, pelo texto em discussão no Congresso, a idade mínima de 65 anos para homens só estaria em vigor em 2029 (para funcionários públicos) e em 2039, para empregados do setor privado.?

Já a idade de 62 anos para mulheres estaria em vigor a partir de 2033 (para funcionárias públicas) e 2037 (para trabalhadoras do setor privado).

Bolsonaro diz querer evitar fixar uma idade mínima de 65 anos para o futuro porque isso daria à oposição munição para dizer que ele está fazendo uma "tremenda maldade" com a população.

Mas, mesmo sem acenar com um piso mais alto no longo prazo, a julgar pelas declarações do presidente o projeto do governo faz uma transição mais dura nas regras da aposentadoria.

Uma primeira questão é saber se ele se referia aos funcionários públicos ou a todos os trabalhadores. A entrevista dá a entender que está falando dos servidores. "Isso tem a ver muito com o serviço público. (...) O que mais pesa no orçamento é a questão da previdência pública. Vamos procurar eliminar privilégios. Não é um número para todo mundo", afirmou ele.?

O funcionalismo já tem hoje idade mínima para se aposentar, de 60 (homens) e 55 anos (mulheres), o que estaria de acordo com os números mencionados por Bolsonaro: mais 1 ano na promulgação e mais 1 ano em 2022 levariam às idades mínimas de 62 e 57.

Mas, neste caso, suas regras seriam mais duras que as previstas na reforma de Temer.

Pelo texto em discussão no Congresso, na promulgação da reforma ainda valeriam as atuais regras do funcionalismo: 60 (homens) e 55 anos (mulheres).

Essa idade mínima do período de transição só aumentaria (em 1 ano) depois de dois anos da promulgação, e seguiria aumentando 1 ano a cada 2, até atingir os 65 (homens) e 62 (mulheres).

Se as regras mencionadas pelo presidente na entrevista afetarem também o trabalhador privado, o endurecimento seria ainda maior. Pela PEC em análise no Congresso, a idade mínima proposta a partir da promulgação da reforma é mais baixa: de 55 (homens) e 53 anos (mulheres).

Ou seja, de acordo com a "reforma do Temer" (a proposta aprovada pela comissão da PEC 287), em 2022 estariam valendo idades mínimas mais baixas que as sugeridas pelo presidente na entrevista de quinta-feira.

No texto que está no Congresso, em 2022 as idades mínimas seriam de 61 anos (homem) e 56 anos (mulher) para o funcionalismo. Para trabalhadores privados, de 56 (homens) e 54 anos (mulheres).

Na prática, portanto, o principal impacto da reforma da Previdência não está na idade mínima final, mas nas idades fixadas para o período de transição.

E não é apenas a idade que importa, mas o tempo mínimo de contribuição e a regra de cálculo de benefício. Se o governo for realmente adotar a "reforma de Temer", o tempo de contribuição mínimo para trabalhadores privados será de 15 anos, o que daria direito a um benefício de 60% da média dos salários de contribuição. Esse valor subiria progressivamente, quanto mais longa for a contribuição.

Essa nova regra não está no substitutivo aprovado em maio de 2017, mas foi acordada pelos deputados que trabalham na proposta de Temer no final daquele ano.


Seria preciso saber também como ficam as regras de cálculo para os servidores, cujos benefícios são, na média, muito superiores ao do setor privado.

Para além das questões em aberto, o governo Bolsonaro parece estar atento às lições ensinadas pelas tentativas anteriores de mudança nas aposentadorias: a forma como se comunica a proposta faz toda a diferença.

Se conseguir convencer a maioria da população de que sua proposta é mais suave, terá dado um passo importante para aprovar até mesmo uma mais dura.
Herculano
05/01/2019 08:21
da série: não se sabe quem seria pior, se Renan Calheiros, MDB AL, envolvidos em tantas dúvidas ou Esperidião Amim, PP SC, de um partido todo enlameado e um defensor de privilégios, onde ele próprio os carrega em aposentadorias legais, como sempre alega, mas não éticas para o simbolismo do governo de Jair Bolsonaro, PSL.

"SOU PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO SENADO", AFIRMA ESPERIDIÃO AMIM)

Senador planeja estar em Brasília no dia 20 deste mês para alinhar detalhes finais da disputa

Conteúdo do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis. Texto de Larissa Neumann. Esperidião Amin, senador eleito pelo PP em Santa Catarina, confirmou na manhã desta sexta-feira que é pré-candidato à presidência do Senado. O nome do parlamentar já era ventilado para compôr a disputa desde o fim do ano passado. Até agora, Amin tem ao menos seis oponentes, também cotados ou já confirmados pré-candidatos.

Entre eles o recém anunciado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, Major Olímpio. O senador viria como alternativa a Renan Calheiros (MDB-AL), que se vencer essa eleição comandaria a Casa pela quinta vez. Outros parlamentares que também rondam a principal cadeira do plenário são Davi Alcolumbre (DEM-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Simone Tebet (MDB-MS), que seria uma alternativa a Renan.

- Vou me deslocar para Brasília pelo dia 20 na busca de entendimentos finais. Não vai haver nenhuma alteração no quadro até o começo da segunda quinzena desse mês. Os nomes estão postos, mas acho que o bom senso vai determinar que haja um estreitamento desse número no primeiro turno - analisa Amin.

O senador catarinense contou que a pré-candidatura teria tido boa receptividade e que não percebeu sinais de rejeição. No entanto, Amin pondera que existem interesses pessoais, partidários e políticos em torno da eleição e que ainda é cedo para avaliar outros desdobramentos. Questionado se algum parlamentar já havia sinalizado intenção de voto, Amin brincou que sobre isso não comenta nem com a esposa, Angela Amin, deputada federal eleita também pelo PP.

Também eleito por Santa Catarina, o senador Jorginho Mello (PR), acredita que ainda é cedo para falar sobre a eleição. Se recuperando de uma cirurgia do braço, Jorginho espera estar em Brasilia em fevereiro. Questionado se já tinha candidato, afirmou que, se Amin estiver na disputa, "certamente apoiaria" o conterrâneo.

- Tem ainda essa questão do voto aberto e voto fechado que ainda não foi decidido. Ouvi sobre algumas candidaturas, Renan, Major Olímpio, Davi e a Simone, mas acho que não tem nada decidido ?" ponderou.

Por nota, o senador Dário Berger (MDB) afirmou que o quadro ainda está indefinido e que, por ser a maior bancada do Senado, o MDB tem o direito de apresentar um nome para disputar a presidência da Casa.

- Com certeza o partido terá um representante no pleito, podendo ser qualquer um dos treze senadores. Aquele que vencer na bancada será o candidato da sigla - escreveu.

SC só teve um senador na presidência do Senado até hoje
Esperidião Amin é o primeiro catarinense cotado para ocupar a presidência do Senado desde 2015. Naquele ano, Luiz Henrique da Silveira (MDB) foi candidato. Se eleito, Amin será o primeiro parlamentar de SC eleito presidente do Senado num intervalo de 74 anos. O primeiro, e até hoje único, senador eleito por SC que presidiu o Senado foi Nereu Ramos, entre 1946 e 1951.

Em 2015, ano em que morreu, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) era um dos candidatos, mas acabou derrotado por Renan Calheiros (MDB). Amin, que acumula no currículo passagem pelo governo do Estado e prefeito da Capital, volta para o Senado após oito anos na Câmara dos Deputados.
Herculano
05/01/2019 08:11
APOIO DO PSL ESTRAGOU A FESTA DO 'CENTRÃO', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Ao apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, o deputado Luciano Bivar (PR), presidente nacional do PSL, estragou os planos das raposas políticas do "centrão", de partidos como PP e MDB. Eles vinham mantendo Rodrigo Maia em "banho maria" para arrancar dele o máximo, na reta final. E deixar a bancada do PSL "chupando dedo"; uma jogada do "centrão" para continuar controlando a Câmara.

FOGO AMIGO
Luciano Bivar foi pressionado por setores do governo a abrir mão, para o PP e MDB, dos cargos na Câmara prometidos por Rodrigo Maia.

ESPAÇO POLÍTICO
Maia disse a Bivar que o PSL terá a 2ª vice-presidência e a chefia das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Tributação.

TAMBÉM QUERO
Se não conseguisse tudo o que queria no apoio a Maia, o PP planejava lançar a candidatura de Arthur Lira (AL) à presidência da Câmara.

NÃO É BEM ASSIM
Com a adesão do PSL a Rodrigo Maia, o centrão se rearticula para juntar mais de 100 deputados e, assim, "colocar o governo de joelhos".

POLÍTICOS AINDA RECLAMAM DO MONOPóLIO DO DEM
Deputados de todos os partidos fazem romaria ao gabinete de Onyx Lorenzoni (Casa Civil), ex-deputado, e de lá saem com uma única queixa: o monopólio do DEM no governo Bolsonaro. Eles acham que a articulação política a cargo do ministro, que foi deputado do DEM-RS, beneficia o partido que nasceu Arena, virou PSD e depois PFL, até a infeliz ideia do marqueteiro Antonio Lavareda de transformá-lo em DEM ou Democratas ou "Demo", como jocosamente chamam os adversários.

Só O PSL TEM TANTOS
Só o PSL de Bolsonaro tem tantos ministérios quanto o DEM, que tem três: Casa Civil, Agricultura e Saúde. E incontáveis vagas no 2º escalão

DA EXTINÇÃO À FARTURA
O DEM praticamente ressurgiu das cinzas, após quase desaparecer nos governos do PT. Com Onyx Lorenzoni, voltou forte ao poder.

PT ENTRE OS ALIADOS
O DEM mudou muito. Aliou-se ao PT para eleger Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da Câmara, em 2017. A aliança continua.

JB FARÁ HIST?"RIA
O presidente Jair Bolsonaro fará História, reduzindo a alíquota do imposto de renda de 27,5% para 25%, revertendo a lógica de todos os antecessores que só pensavam naquilo: aumento de tributos.

GRUPO DE LIMA
O chanceler Ernesto Araújo viajou para Lima, no Peru, para participar do encontro do chamado "Grupo de Lima", que ontem decidiu não reconhecer a "reeleição" do ditador Nicolás Maduro. Mandou bem.

POSITIVO
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, considerou "muito positivo" o encontro com o presidente Jair Bolsonaro e se considera otimista com os próximos passos do Brasil e também da OMC, tanto no comércio bilateral, quanto multilateral.

COICE DE BURRO
Enquanto o pai esperneia contra "interferências" na disputa pela presidência do Senado, o governador Renan Filho faz jogo bruto em Alagoas, demitindo indicados de deputados que não votarão no tio Olavo para presidir a Assembleia Legislativa de Alagoas.

COMEÇOU COM TEMER
A capitão Carla Borges não vai estrear no comando do avião presidencial de Jair Bolsonaro. Ela compõe a equipe de comandantes desde 2016 e passou a pilotar o Airbus em março, para Michel Temer.

FATURA MILIONÁRIA
Entre janeiro e novembro de 2018, os cartões corporativos do governo federal fizeram despesas superiores R$40,6 milhões. Eles gastam, a gente paga. O governo Bolsonaro ainda não fala em acabar a farra.

'CEM DIAS' SÃO IMITAÇÃO
A lorota de "cem dias de 'lua de mel'" entre presidentes e a população começou com a comparação com os 100 primeiros dias de Franklin D. Roosevelt nos EUA, em 1933, que aprovou 76 leis no Congresso.

DONO DO PEDAÇO
Antes mesmo da nomeação no Diário Oficial da União, o assessor para assuntos Internacionais da Presidência da República, Felipe Martins, já cumpria expediente no Palácio do Planalto.

PERGUNTAR NÃO É CONTINÊNCIA
Com Capitão no Planalto e o Major Olímpio na presidência do Senado, qual é a patente adequada para suceder a Dias Toffoli no STF?
Herculano
05/01/2019 08:01
ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO, por Julianna Sofia, secretária de Redação da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo,

Discurso lúcido e franco de Guedes perde força com pragmatismo de Brasília

O discurso preceptoral de Paulo Guedes (Economia) ao assumir a superpasta inflamou a banca financista e a elite empresarial por ser lúcido no diagnóstico e franco nas intenções ultraliberais. Bastou um movimento de rotação para o inescapável choque de Brasília dar contornos mais realistas a alguns dos conceitos guedistas.

Para o economista, se o governo Jair Bolsonaro aprovar em alguns meses a reforma da Previdência, estará garantido por dez anos o crescimento econômico. No dia seguinte, o presidente anunciou na TV que aproveitará a proposta de Michel Temer, mas indicou que suavizará o texto.

Bolsonaro quer tratar da escadinha para fixação de uma idade mínima só para o período de seu mandato; e, a despeito da convergência de regras pretendida por Temer, ele não tratará todos de forma igual. A fala vaga e sem detalhes desanimou investidores porque prenuncia desidratação, reduzindo o efeito fiscal da reforma. Sem reversão da dívida pública, não haverá crescimento.

Guedes ainda discorreu sobre um plano B caso a reforma não vingue. Os parlamentares precisarão ingerir remédio mais amargo e aprovar emenda constitucional para desvincular e desindexar o Orçamento.

O sincericídio foi lido como ameaça ou inabilidade política. Desnecessárias 24 horas para os líderes partidários criticarem o roteiro que juntou na mesma cumbuca temas tabus nos trópicos: aposentadoria, funcionalismo, saúde e educação.

Na parolagem de quarta (2), Guedes atacou a política de desonerações, que verte R$ 300 bilhões/ano. Explorou a necessidade de redução da carga tributária (36% do PIB), pois acima de 20% é o "quinto dos infernos". Pois bem. Na quinta (3), Bolsonaro assinou prorrogação de benefícios para o Norte e Nordeste, com impacto bilionário por cinco anos. Para compensar, anunciou (e recuou) aumento de imposto num bate-cabeça federal com a área econômica.

O Chicago Oldie precisará modular discurso e ideias para resistir aos solavancos de quatro translações.
Herculano
05/01/2019 07:53
da série: três coisas estão claras no governo Bolsonaro. Ele não entende de economia e quando fala demonstra ignorância e equivoco; ele não é um homem de equipe; e mesmo sendo contra a mídia tradicional, falta-lhe um porta-voz em que confie e saiba lidar com as pegadinhas da imprensa...

MINISTRO DA CASA CIVIL AFIRMA QUE BOLSONARO SE EQUIVOCOU SOBRE IMPOSTO

Onyx Lorenzoni ainda afirmou que não haverá redução no teto do Imposto de Renda, também mencionado pelo presidente

Conteúdo do jornal Zero Hora, da RBS Porto Alegre. Texto de Mateus Ferraz e Matheus Schuch, da sucursal de Brasília. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, descartou que o governo irá aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que havia sido anunciada mais cedo por Jair Bolsonaro, em Brasília. O ministro afirmou que o presidente "se equivocou" ao mencionar que o tributo seria revisado.

O ruído no alto escalão do governo ocorreu após a sanção da prorrogação de incentivos fiscais concedidos para empresas das áreas da Sudam (Amazônia) e Sudene (Nordeste). Na primeira versão, de Bolsonaro, o aumento da IOF compensaria os benefícios - que têm impacto de R$ 755 milhões - e manteria o Executivo dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Depois, a área jurídica da Casa Civil concluiu que a medida não seria necessária.

- Ele (Bolsonaro) se equivocou (...) Eu vim aqui esclarecer porque estava toda uma celeuma estabelecida no país de que ia ter aumento de impostos - disse Onyx.

Ainda durante a tarde, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, havia rechaçado qualquer aumento da carga tributária, classificando a declaração do presidente a uma "confusão".

Imposto de Renda
Onyx contrapôs outra declaração de Bolsonaro, que havia antecipado que o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaria ainda nesta sexta-feira (4) a redução da alíquota máxima do Imposto de Renda, de 27,5% para 25%. Segundo o chefe da Casa Civil, não há previsão para que seja feita a alteração.

- A mudança no Imposto de Renda ainda é uma tese (...) Só haverá qualquer alteração a partir do momento em que atingirmos o equilíbrio fiscal - explicou.
Herculano
05/01/2019 07:40
BOLSONARO FRAQUEJA

Conteúdo de O Antagonista. O sucesso de Jair Bolsonaro depende do desempenho de Paulo Guedes e Sergio Moro.

A pesquisa da Crusoé sobre a expectativa dos brasileiros é inequívoca.

A entrevista que o presidente concedeu ao SBT mostra que ele está fraquejando na área dos dois superministros.

Ele revelou que sua reforma previdenciária será menos rigorosa do que aquela de Michel Temer, reduzindo a idade mínima para as aposentadorias.

Ele adiantou também que o Congresso Nacional pode reprovar medidas contidas no pacote contra os corruptos, como a que permite o encarceramento imediato dos condenados em segundo grau.

São dois péssimos sinais emitidos por Jair Bolsonaro.
Herculano
05/01/2019 07:38
OLHA Só O QUE ESCREVE O EX-DONO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO - QUE NUNCA TOMOU INICIATIVA SEMELHANTE. PERDEU O NACO E NÃO HÁ A MÍNIMA CHANCE DE RETOMÁ-LO

De Roberto Jefferson, presidente do PTB, no twitter:

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que estuda um projeto para acabar com a Justiça do Trabalho. Pois o presidente Bolsonaro tem todo o meu apoio nessa iniciativa. A Justiça do Trabalho é socialista e populista. Não consigo entender o custo-benefício dela.
Herculano
05/01/2019 07:25
MANCHETE PISA NA PRóPRIA FILOLOGIA

De Xico Graziano, no twitter:

Manchete do UOL chama de ufanista o slogan lançado por @jairbolsonaro. Fui consultar o dicionário: "atitude que enaltece o potencial brasileiro, suas belezas naturais e riquezas". Gostei. Alguém achou ruim?!

O slogan é: Pátria amada, Brasil
Herculano
05/01/2019 07:15
O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

De José Nêumane Filho, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter

Camilo Santana, do PT, [ governador do Ceará] recusou-se a comparecer às posses de Bolsonaro e Moro, mas 2 dias depois foi correndo de rabinho abanando pedir socorro para debelar guerra do crime organizado em Fortaleza, causada pela própria incompetência
Herculano
05/01/2019 07:12
SLOGAN POLÍTICO

De Mário Sabino, da revista eletrônica Cruzoé, no twitter

Bolsonaro lançou ontem o slogan e a logomarca do seu governo. O único slogan de todos os governos deveria ser "República Federativa do Brasil" e a logomarca, o brasão da República.
Herculano
05/01/2019 07:09
O DEUS DELES E O DE TODOS, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Nenhuma autoridade menciona Deus em vão, mas para iludir, enganar, trapacear

"Não usarás o nome de Deus em vão" (Êxodo 20:7). Bolsonaro mencionou Deus abundantemente nos seus dois discursos de posse - e sempre em vão.

O Deus que autoriza ou sacraliza escolhas políticas nasce quando o poder se apropria da fé, para separar os filhos de Deus segundo a fidelidade a uma autoridade terrena.

Na Roma imperial, a fé exprimiu a aspiração ancestral de igualdade política. O cristianismo difundiu-se entre o povo pois a proclamação de que "somos todos filhos de Deus" erguia uma muralha lógica contra a discriminação.

Constantino curvou-se a ela e, para conservar o Império, instituiu a tolerância religiosa (313). Daí, seguiu-se o Concílio de Nicea (325), a conversão do imperador em seu leito de morte (337) e o Edito de Tessalônica (380), de Teodósio, que elevou o cristianismo à condição de religião de Estado. No fim do percurso, completou-se a inversão: o poder terreno adquiria o direito de discriminar invocando
o nome de Deus.

A ideia original dos "filhos de Deus" é inclusiva. São "filhos de Deus" todos os seres humanos, mesmo os infiéis ou pecadores. O rebanho abrange os que cultuam deuses pagãos e os que clamam contra a autoridade.

Nesse sentido, a fé cristã mantém coerência com o princípio iluminista da igualdade política. "Nós não tratamos de Deus" - a advertência de Alastair Campbell, assessor de Tony Blair, evitou que o primeiro-ministro britânico concluísse seu discurso à nação, no início das hostilidades no Iraque (2003), com a frase "Deus nos abençoe".

O veredicto sobre a principal decisão de Blair, de seguir George W. Bush na campanha militar, não caberia a Deus, mas exclusivamente aos cidadãos.

"Agora, nós tratamos de Deus", escreveu o ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, num artigo para a revista The New Criterion, referindo-se ao Brasil do governo Bolsonaro.

A frase quase protocolar ensaiada por Blair seria uma súplica e a desejada bênção divina, uma mera hipótese. O Deus de Blair não dirige os eventos humanos, ainda que possa eventualmente aprovar, a posteriori, certas escolhas políticas.

Já o "Deus de Trump" invocado por Araújo move meticulosamente os pauzinhos da política. No caso brasileiro, segundo o artigo, Deus concatenou as ações de Bolsonaro, Olavo de Carvalho e da Lava Jato com a finalidade de restaurar uma pátria que se tinha perdido. Esse Deus pervertido, um despachante de interesses terrenos, é o que o governo de turno quer que seja.

No discurso político, há um Deus para cada gosto. O Deus da Igreja Católica medieval mandava queimar bruxas e dirigia exércitos de cruzados.

O dos partidos religiosos israelenses exige a continuidade da ocupação de territórios conquistados. O das teocracias islâmicas impõe códigos restritivos de costumes que rebaixam as mulheres a uma cidadania de segunda classe. Aí, em todos esses casos, a palavra divina emana das autoridades políticas e o nome de Deus serve para matar, conquistar, oprimir.

Araújo fala sem parar na "tradição judaico-cristã" que seria a nossa, sem se dar conta de que essa é uma tradição diversa, heterogênea e, sobretudo, aberta à mudança. Dela, faz parte a laicidade estatal - isto é, o "não tratamos de Deus" de Campbell.

No seu pronunciamento de posse no Itamaraty, perante diplomatas frios de vergonha (e também de um cordão de puxa-sacos, como foi Araújo até ontem), ele denunciou um "ódio contra Deus" que estaria inscrito na "agenda global" e alinhou o Brasil aos governos populistas dos EUA, da Itália, da Hungria e da Polônia.

O Deus dele é um ídolo: Steve Bannon, o arauto da alt-right americana que tenta construir uma "Internacional dos nacionalistas".

Campbell tinha razão. Nenhuma autoridade menciona Deus em vão. O nome é usado para iludir, enganar, trapacear. Para evitar que suas políticas sejam submetidas ao escrutínio da razão.
Herculano
04/01/2019 15:51
MAIS UM RETRATO DA EFICIÊNCIA, DAQUILO QUE AVANÇA

A Rua Leopoldo Alberto Schramm, a popular Rua do Beco esta fechada novamente.

Primeiro foi a implantação, no inexplicável passo de tartaruga da nova rede do Samae.

Há dias foi para implantação da nova drenagem. Pois não é que ela não resistiu a primeira enxurrada? E isto não foi prevista pelos técnicos, apensar dos moradores, todos leigos, terem advertidos para o resultado.

Pois é. As obras de drenagem estão sendo revistas. Parece que está sobrando dinheiro e irresponsabilidade técnica. Acorda, Gaspar!
Herculano
04/01/2019 15:46
UMA OBRA COM 24 MESES DE ATRASO

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi à sua rede comemorar:

Nesta manhã retomamos as obras da Rua Madre Paulina. Após meses de muito trabalho, vencemos a burocracia e rescindimos o contrato com a empresa. Chamamos a segunda colocada na licitação, que assumiu a Obra.

Kleber está na função desde janeiro de 2017. E desde antes da eleição conhecia o problema desta rua. Precisou-se, 24 meses, ou seja, dois anos para resolver um problema aparentemente tão simples. Kleber está a menos de 18 meses da nova eleição, onde tentará a reeleição. Se tudo for no ritmo da Rua Madre Paulina, muita obra ficará pelo caminho.
Herculano
04/01/2019 15:41
GASPAR ENTROU NO CONTO?

O que Cacau Menezes, do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis, escreveu?

Governo barra "caridade" com dinheiro público feita por ex-ministro catarinense

Cacau alertou, e a resposta que ele me deu é que todos faziam isso. Catarinense Vinicius Lummertz (MDB), nos últimos dias como ministro de Turismo do governo Michel Temer, liberou uma pequena fortuna para os Estados de Santa Catarina, onde nasceu e vive com a família, e para São Paulo, onde está trabalhando desde terça-feira como secretário de Turismo.

Volto. Pois é o pessoal do atual governo de Gaspar quase "lotou" um avião, gastando passagens e diárias, e foi a Brasília assinar convênios com o Ministro no apagar das luzes de 2018. Esses convênios faziam parte do "Prodetur + Turismo".

Propaganda ufanista e pouco esclarecedora, pois em tese, esses recursos, cujos valores nunca se divulgou exatamente, fazem parte dos R$60 milhões que a Câmara autorizou contratar como empréstimo na Caixa, no tal Finisa.

Ou seja. É empréstimo. E caro. Vai ter que apresentar projetos. Precisava ir a Brasília para assinar papelinhos que agora podem ser complicadores aos objetivos?

Cantei a bola sobre confusão desse assunto mal explicado na coluna do dia 26 de dezembro. Quando a esperteza é demais, ela como o dono, já dizia Tancredo Neves. Então... Acorda, Gaspar!
Herculano
04/01/2019 15:16
O CULPADO É O GOVERNADOR DO PT

Conteúdo de O Antagonista. O general Hamilton Mourão disse à Crusoé que a culpa pela calamidade no Ceará é do governador petista Camilo Santana:

"O problema é do governador, que sempre tratou mal a PM. E pelas informações que recebemos, 40% do efetivo da polícia está de férias agora. Como ele pode deixar isso?"

Ele disse também:

"Ele quer jogar no colo da gente. É a velha tática do PT."
Herculano
04/01/2019 07:47
BANDEIRA PETISTA VIROU 'ARTE' COM DINHEIRO PÚBLICO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ficam inconformados e protestam indignados quando se deparam, no Museu de Arte do Rio (MAR), com uma "exposição" de clara motivação eleitoral, iniciada em setembro e prevista para acabar somente em maio, exibindo como "arte" bandeiras do MST, CUT e outros puxadinhos do PT. A prefeitura do Rio paga R$12 milhões por ano à ONG Instituto Odeon para fazer a gestão do MAR. O prefeito Marcelo Crivella (PRB) não quis comentar.

ARTE DO VANDALISMO
A exposição no MAR "Arte Democracia Utopia, quem não luta tá morto" exalta a "ocupação do Rio" e até "incêndio das Igrejas".

VACAS OBESAS
A ONG Instituto Odeon recebe por ano 19 vezes mais recursos que o Museu Nacional, transformado em cinzas, recebia do governo federal.

A DIFERENÇA É GRANDE
O Museu Nacional tinha 20 milhões de itens em seu acervo, incluindo obras e peças raras e insubstituíveis. O MAR tem apenas 28 mil itens.

DINHEIRO NÃO FALTA
O Museu Nacional levou R$643,5 mil para funcionar no ano 2017. No mesmo ano, o MAR gastou R$816,1 mil só em publicidade.

ETANOL: PETROBRAS SE ASSOCIA A ATRAVESSADORES
Sociedade da Petrobras e poderosas distribuidoras de combustíveis sediadas em São Paulo, que fazem fortuna como atravessadoras, obteve R$1,8 bilhão do BNDES a juros camaradas e prazo generoso, para financiar um projeto mortal para produtores de etanol do Nordeste. Trata-se da expansão da estrutura dutoviária e de armazenamento de etanol, dentro da estratégia de assumir o controle do etanol em todo o País. As usinas nordestinas empregam quase meio milhão de pessoas.

DUMPING SOB CHANCELA OFICIAL
A sociedade cria um sistema multimodal em que os atravessadores poderão administrar estoques e fazer dumping para quebrar usinas.

NEGóCIO DA CHINA
A sociedade com a Petrobras é um negócio da China para os distribuidores/atravessadores, mas com dinheiro (público) do Brasil.

ASSIM, ATÉ MINHA AVó
Os empresários envolvidos no negócio divulgam, sem corar, que o dinheiro fácil do BNDES responde por 54% dos investimentos.

TCU BARRA CIA. DOCAS
O ministro Bruno Dantas, do TCU, suspendeu o contrato da Cia Docas do Rio de Janeiro com a empresa Technology, de R$1 milhão, para uma "solução integrada de Tecnologia da Informação". O ministro suspeita de irregularidades e até da utilização de documentos falsos.

INDÚSTRIA ABSURDA
A indústria da desconfiança dos cartórios custa cada vez mais caro. No DF, um terreno de R$140 mil comprado à empresa pública Terracap rendeu R$8 mil (5,7% da compra) ao cartório, pelo papel carimbado.

CONVITE IRRECUSÁVEL
O senador Major Olímpio será o candidato do PSL à presidência do Senado. Segundo o senador contou ao site Diário do Poder, o convite foi tão irrecusável que ele "nem sequer teve chance de aceitar".

CAIADO EM CAMPANHA
O ex-senador e governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) é o principal cabo eleitoral do senador Davi Alcolumbre na disputa pela presidência do Senado. Não para de pedir votos.

INFRAERO NÃO DÁ MAIS
A estatal Infraero continua fazendo vergonha e dando motivos para sua extinção. Neste fim de semana, quem usou o aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do País, encontrou quebrados 4 dos 6 elevadores.

JÁ VAI TARDE
O PTB junta os cacos do extinto Ministério do Trabalho. A "limpa" é geral, talvez sobre apenas a copeira. Já não era sem tempo. Custando mais de R$10 bilhões por ano, serve apenas de "cabide" e escândalos.

VEREADORA INSEPULTA
Quem vai visitar o gabinete do Psol na Câmara não encontra mais. Os deputados se reúnem agora na "Rua Marielle Franco", sinalizada por placa igual à rasgada por candidatos a deputado estadual do PSL-Rio.

MUDANÇA DE IMAGEM
No Planalto, ontem, ainda se ouviam comentários divertidos sobre a "mudança de imagem" de Levy Fidelix, dono do PRTB. Tudo porque o acaju substituiu a velha tinta preta (tipo asa de graúna) da cabeleira.

PENSANDO BEM...
...a demissão em massa de comissionados servirá para confirmar que, afinal, a grande maioria deles é desnecessária.
Herculano
04/01/2019 07:38
Da série: este artigo, com números reais, deveria estar em debate na Fiesc, no governo de Carlos Moisés da Silva, na imprensa em geral e na sociedade catarinense. Está em xeque o seu modelo econômico produtivo catarinense. Ele está ameaçado, e consequentemente com danos sociais e econômicos irreparáveis, onde tudo já está na linha tênue do perigoso. Nem para a ruptura, estamos preparados.

ASSOMBRAÇõES NO ITAMARATY, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Se for para valer, nova política externa ameaça segurança nacional e comércio

Ainda é cedo para dizer que a nova política externa brasileira será ameaça à segurança nacional e à economia. Discursos ideológicos de posse são palavras, nada mais do que palavras, até que se verifique sua influência na prática da política internacional.

Além do mais, não sabemos quem terá voz nas negociações comerciais. Pode ser que o comércio exterior fique sob a alçada ou siga diretrizes do Ministério da Economia. Goste-se ou não do programa econômico do novo governo, nesse caso a conversa faz parte do universo da razão.

Como talvez se recorde, "Arquivo X" era uma série de TV americana dos anos 1990 que contava histórias de dois agentes do FBI dedicados a investigar ETs e fenômenos paranormais, assim como as conspirações do establishment com o objetivo de ocultar essas ocorrências do outro mundo.

Isto posto, seria útil mostrar que "a verdade está lá fora" (mote do "Arquivo X"), dar outra vez exemplos de como as transações comerciais deveriam ser uma preocupação essencial do planejamento da política externa.

Acabam de sair os resultados do comércio exterior em 2018. A China, maior cliente dos produtos brasileiros desde 2013, se tornou ainda mais preponderante: 28% das exportações vão para lá (para os Estados Unidos, vão 12%). Desde o fim do século passado, quase 31% do aumento das vendas externas do Brasil se deveu ao consumo chinês.

Os chineses compram 57% do petróleo bruto brasileiro, 82% da soja em grãos, 54% do minério de ferro, 42% da celulose e 17% das carnes, entre os principais produtos brasileiros de exportação.

Os complexos soja, carnes, veículos, além minério de ferro, celulose e açúcar, fizeram 57% do valor das vendas no ano passado.

Cliente morto não paga, cliente arreliado não volta e, no caso da China, pode ser que, no limite, um atrito sério os leve a montar loja para novos amigos (bancar plantações e exploração de petróleo em outra parte). De mais concreto, o país pode perder dinheiro chinês ávido por financiar a nossa infraestrutura mambembe.

O Oriente Médio, na maior parte muçulmano, é outro freguês que pode ser insultado por essa ameaça inédita de maus modos na diplomacia brasileira e decisões equivocadas quanto ao conflito entre Israel e Palestina.

Leva apenas 4% das exportações brasileiras. Mas compra 20% das carnes que vendemos lá fora e 22% dos açúcares. Além do problema em si que é ficar sem voz e moral diante do imenso mundo islâmico, perder negócios nesses setores provoca um estrago que vai das plantações de grãos e cana às indústrias processadoras e fornecedoras do setor, um encadeamento econômico muito sério.

A União Europeia é, por definição, internacionalista, quando não globalista, ambientalista e, de quebra, centro e origem da tradição ocidental. Leva 17,6% do valor das exportações brasileiras.

É muito, mesmo com seus protecionismos, que terá mais desculpas ou motivos para continuar a existir caso o Brasil avacalhe instituições multilaterais de cooperação, achincalhe acordos climáticos e dê outros tiros no pé ou na cabeça, como arrasar o ambiente ou baixar a guarda da vigilância sanitária de suas criações.

Retórica jacu e bizarra não paga as nossas contas externas, mas pode ter troco, o de atrair conflitos exóticos para cá.
Herculano
04/01/2019 07:27
TRUMP TERMINARÁ O SEU MANDATO, por Freddy Freitas, de Nova Iorque, para os Divergentes
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Nada poderia ser pior para o governo do presidente Jair Bolsonaro, e até para a estabilidade da economia brasileira, do que o impeachment do presidente americano Donald Trump se concretizar.

Há um grande sonho no Brasil, sobretudo agora, com a posse de Bolsonaro, e com esse sonho se imagina que tudo vai melhorar, principalmente quando se tem um amigo na Casa Branca.

É preciso ficar claro, no entanto, que o Ministério da Justiça dos EUA aconselha que não é saudável para a democracia um presidente ser judicialmente indiciado. Os juristas sugerem que Trump não pode ser processado durante sua presidência, a única maneira de ele ser removido do cargo seria por impeachment.

O processo de impeachment tem que ser iniciado pela Câmara dos Deputados e só precisa de uma maioria simples para ser aprovado. Em seguida, o julgamento passa a ser realizado no Senado Federal . Para passar no no Senado, o projeto precisa de dois terços dos senadores - e esse número nunca foi alcançado na história política americana. É bom destacar que os republicanos controlam o Senado americano.

A presidenta da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse que não descarta a hipótese do impeachment de Trump, mas frisou que vai esperar o relatório final do procurador especial Robert Mueller.

Os desafetos de Trump acusam que ele violou o seu juramento de posse de "preservar, proteger e defender" a constituição dos EUA.

O presidente americano destaca que a investigação do procurador especial Robert Mueller é a maior "caça às bruxas" na história de Washington.

As autoridades russas, por sua vez, negam ter interferido nas eleições dos EUA.

Dois processos de impeachment

Os anais do Congresso americano registram dois processos de impeachment : Bill Clinton (1998-99) e Andrew Johnson (1868). Os dois processos tiveram o mesmo destino : passaram na Câmara , mas foram rejeitados no Senado. Johnson foi salvo por um voto.

Anos mais tarde, James Wilson Grimes, senador de Iowa, explicou o seu voto que salvou a presidência de Johnson : "não poderia concordar em destruir o funcionamento harmonioso da Constituição para livrar-me de um presidente inaceitável".
Herculano
04/01/2019 07:22
PENSANDO BEM

Se o azul e o rosa não tem valor, qual a razão do outubro rosa para marcar a luta e a conscientização do câncer de mama prevalente entre as mulheres (há casos raros em homens) e o novembro azul, para a mesma intenção ao câncer de próstata, este só aos homens?

Falta do que debater e resolver.

O Brasil com tantos problemas urgentes e graves para serem resolvidos como as pessoas que morrem na fila do SUS ou até mulheres que têm parto improvisado (aos montes como registra o noticiário cotidiano) nas salas de espera dos hospitais públicos, tudo diante de médicos e equipes de enfermagem omissas, escondidas atrás de balcões, preenchimentos de fichas e protocolos...

E estamos discutindo o sexo dos anjos na escala de cores, como se esse fosse o real problema brasileiros. Vergonha.
Herculano
04/01/2019 07:10
Da série: a parte mais sensível de um governo é a política e a sua sustentabilidade parlamentar, onde tudo se avaliza. A de Bolsonaro é a pior possível. Exemplos abundam dentro do PSL e de quem deveria fazer a ponte com o Congresso, que definirá a sorte das Reformas necessárias

ONYX E PRESIDENTE DO PSL PROTAGONIZARAM CONVERSA TENSA APóS ACORDO DA SIGLA COM MAIA, por Daniela Lima, na coluna painel, do jornal Folha de S. Paulo

Acabou chorare
Insatisfeito pelo acordo entre Maia e o PSL ter sido fechado longe de suas vistas, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi convencido a não interferir mais na disputa no Congresso. Antes, porém, travou uma dura conversa com o presidente do partido de Bolsonaro, Luciano Bivar (PSL-PE).

Voz do mercado
Aliados do chefe da Casa Civil dizem que avaliação de que a alta da bolsa foi impulsionada pelo acordo do PSL com Maia também influenciou o recuo estratégico de Onyx.

Anéis e dedos
Na conversa com o PSL, o presidente da Câmara também teria disponibilizado o comando da Comissão de Relações Exteriores ao partido. Neste caso, a vaga ficaria com Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Já a segunda vice-presidência da Casa acomodaria Bivar.

Bênção
Além do apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, Maia conseguiu conquistar o do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional e um dos principais conselheiros de Bolsonaro.

Dois contra um
Aliados do democrata dizem que o aval de Heleno foi fundamental para conter a fúria de Onyx.

Lei do silêncio
Após os vários registros públicos de discussões acaloradas no grupo da bancada do PSL, o líder do partido, delegado Waldir (GO), pediu aos colegas que parem de conversar sobre assuntos estratégicos no WhatsApp para evitar vazamentos.

O que Bolsonaro (re)uniu
Integrantes do centrão vão tentar reagir à altura e dar o troco na articulação encabeçada por Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o PSL de Jair Bolsonaro reunindo em um mesmo bloco o PT e o MDB, para fazer oposição ao grupo que hoje apoia a reeleição do democrata à presidência da Câmara. A ideia de dirigentes de PP, MDB e PTB é atrair a esquerda para um bloco parlamentar que faça frente ao projeto de Maia, garantindo a ida da disputa pelo comando da Casa para o segundo turno.

Mano a mano
A ideia dos dirigentes do centrão que tentam armar o contragolpe ao acordo Maia/PSL é construir um bloco partidário com a esquerda que chegue a cerca de 210 deputados. O PT tem 56.

Litigioso
s partidos poderiam lançar mais de um nome para a presidência. Depois, marchariam juntos daquele entre eles que fosse para o segundo turno contra Maia. O bloco serviria principalmente para obrigar o vencedor a fatiar entre dois grupos os cargos da Mesa Diretora.
Herculano
04/01/2019 06:52
O MBL NÃO GOSTOU

Um começo, mas ainda insuficiente. Uma reforma [Previdência] assim agora e o Brasil ia precisar de outra daqui a uns 5 anos.
Herculano
04/01/2019 06:47
MORO DETERMINA MEDIDAS URGENTES CONTRA ONDE DE VIOLÊNCIA NO CEARÁ

Conteúdo de O Antagonista. Sergio Moro determinou a adoção de medidas urgentes contra a nova onda de violência do crime organizado no Ceará.

Segundo comunicado do Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional deverão "tomar todas as providências necessárias no combate aos atos de violência ocorridos ao longo do dia".

Moro sugeriu ao governador Camilo Santana a criação de um gabinete de crise com a "integração das forças policiais federais e estaduais'. A ordem é investigar e prender.
Herculano
04/01/2019 06:44
TRABALHADORES NA JUSTIÇA COMUM

Bolsonaro disse que pretende aprofundar a reforma trabalhista e estuda acabar com Justiça do Trabalho. "Qual país tem? Tem que ser Justiça comum. Tem que ter sucumbência. Quem entrou e perdeu tem que pagar. Temos mais ações trabalhistas do que o mundo todo. Então, algo tá errado"
Herculano
04/01/2019 06:42
SEXTA RUI PARA O MERCADO?

De Carlos Andreazza, editor de livros, no twitter:

Que desastre a entrevista do presidente ao SBT relativamente à reforma da Previdência. Falou de modo vago, mas o que apresentou foi pouco ambicioso, apregoando a ideia de que ele se contentaria em empurrar o problema com a barriga. Péssimo. A sexta será quente no mercado.
Herculano
04/01/2019 06:40
AQUARELA SEXUAL

De Guilherme Fiuza, da Gazeta do Povo, no twitter

Vocês estão anos a fio nessa neura de patrulhar sexo e cor de todo mundo. Cada dia tem um gênero novo no arco-íris pra vcs enquadrarem o pobre mortal nos seus 50 tons de paranoia persecutória. Aí vem a outra falar de azul e rosa e vocês não querem mais brincar de aquarela sexual?
Herculano
04/01/2019 06:36
da série: Ufa!

O PACOTE DE MORO

Ministro acerta ao eleger lentidão da Justiça como prioridade a combater

A demora para que os processos criminais no Brasil produzam consequências, problema cujo combate foi alçado às prioridades do ministro Sergio Moro em sua posse na Justiça, acarreta uma série de incentivos ruins para a sociedade.

Beneficiam-se com a lentidão apenas os culpados, cujo acerto de contas com a lei se posterga. Já os inocentes terão de se submeter a um custoso calvário até terem seu status reconhecido.

Um dos principais efeitos benéficos da aplicação da pena ao culpado, o de inibir a prática delituosa por outros pelo efeito exemplar da punição, dissolve-se com o alargamento do prazo entre o cometimento da falta e sua consequência.

Além disso, acossados diante do anseio por um sistema mais rápido e eficiente, alguns operadores do direito são instados a percorrer atalhos problemáticos. Abusam de prisões temporárias e preventivas, conduções coercitivas e operações policiais espetaculosas.

Paradoxalmente, garantias individuais acabam sendo relaxadas para tentar compensar o efeito do amplo leque de recursos que, a título de fortificar o direito de defesa, resulta apenas em protelação. Essa nem de longe é uma forma equilibrada de consertar o defeito.

Ao esboçar seu pacote anticrime, Moro teve o mérito de relativizar o caminho muitas vezes populista de elevar penas. É mais promissor enfocar a eficácia do processo, como na intenção de consagrar a execução imediata das penas por crimes contra a vida reconhecidos pelo tribunal do júri.

A questão mais espinhosa trata de estabelecer como regra a possibilidade de prisão após a condenação do réu em segunda instância.

Pelo pouco que deixou entrever, o ministro da Justiça parece inclinado a defender uma nova redação para o artigo 283 do Código de Processo Penal, que resguarda a punição aos casos em que não há mais chance de recurso.

O dispositivo em 2011 fora alterado para harmonizar-se com uma mudança de opinião do Supremo Tribunal Federal, que em 2009 tornou-se contrário às prisões de condenados em segunda instância.

O texto teria de ser novamente atualizado diante da reviravolta de 2016 - que ganhou peso político desproporcional com o encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesse tópico, Moro e a maioria legislativa terão pouco a fazer caso prevaleça a conduta errática do STF. Em abril um novo julgamento da matéria está marcado, com chances palpáveis de ocorrer a terceira guinada em uma década.

Cortes constitucionais maduras não alteram jurisprudências fundamentais apenas porque a maioria circunstancial dos ministros mudou de ideia. Prestigiam o valor da segurança jurídica. Espera-se que o Supremo absorva essa lição.
Herculano
03/01/2019 18:04
EXPLICANDO-SE: PRAGMÁTICA E SAINDO DO PALANQUE

A jornalista, a deputada federal mais votada no país, política, radical, Joice Hasselmann, PSL SP, foi ao twitter responder aos questionamentos de seus seguidores inconformados com a aliança do PSL para eleger Rodrigo Maia, DEM RJ, presidente da Câmara.

Qual seria a opção? Afundar o governo? Não ter bloco pra aprovar nada? Fazer beicinho de criança birrenta e prejudicar milhões de brasileiros por isso? Brincar de Polianas? Ora, me poupe! Vamos pensar minha gente.
Herculano
03/01/2019 17:53
PRESIDENTE CHINÊS DIZ QUE ESTÁ DISPOSTO A TRABALHAR COM BOLSONARO

Carta foi entregue em mãos ao presidente brasileiro

Conteúdo da Agência Brasil. Texto do jornal Folha de S. Paulo. O presidente da China, Xi Jinping, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro afirmando que está disposto a trabalhar com o novo governo brasileiro para desenvolver a economia dos dois países, salvaguardar a paz mundial e realizar uma cooperação bilateral "pragmática". Também desejou felicidades no governo.

Na carta, o presidente chinês disse que desde o estabelecimento das relações entre China e Brasil, há 44 anos, os "laços entre os dois países resistiram dos cenários internacionais e se desenvolveram de maneira integral e profunda".

Segundo Xi Jinping, a base dessas boas relações é o princípio de respeito mútuo. Ele disse ter apreciado a declaração feita por Jair Bolsonaro, logo após ganhar as eleições, que a China é um grande sócio de cooperação com o Brasil.

O presidente chinês afirmou ainda que está disposto a realizar esforços conjuntos com o presidente Bolsonaro para respeitar os interesses centrais de cada país e desenvolver uma perspectiva estratégica a longo prazo.

A carta foi entregue na quarta-feira (2) em mãos a Bolsonaro pelo enviado especial do presidente chinês Ji Bingxuan, segundo informou a Embaixada da China, em Brasília, nesta quinta-feira (3).

Ji Bingxuan é vice-presidente do Comitê da Assembleia Popular Nacional e participou da cerimônia de posse do presidente da República há dois dias.
Herculano
03/01/2019 17:48
RENAN CALHEIROS, MDB-AL, COMO UM CAMALEÃO, JÁ ESTÁ POSICIONADO PARA "AJUDAR" BOLSONARO

Diz Lauro Jardim, de O Globo: Apelidado por Renan de 'fast-track', o mecanismo é previsto no regimento interno do Congresso e é de competência exclusiva do presidente do Senado, que também é o presidente do Congresso.

A tramitação seria via comissão especial no Congresso, eliminando etapas de aprovação nas duas Casas legislativas."
Herculano
03/01/2019 16:22
da série: finalmente as virgens descobriram que estão num baile de putas. E se quiserem aprovar as reformas - principalmente a Previdenciária - vão ter que participar do baile com regras próprias e se cuidar para não acontecer o que se fez com Temer. Ele acelerou a música e por duas vezes elas tentaram excluí-lo do baile. E para ficar no salão, teve que pagar michê extra para as donas do salão e do baile.

É o parlamento que faz o executivo dançar miudinho e do passo dele.

"NÃO É FÁCIL APOIAR RODRIGO MAIA, MAS ESTAVAM ARMANDO PARA ISOLAR O PSL"

Coronel Tadeu Lemos, deputado federal eleito por São Paulo com 100 mil votos, justificou a O Antagonista a decisão do PSL de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia.

Conteúdo de O Antagonista. "Não é fácil apoiar Rodrigo Maia, mas estavam armando para isolar o PSL. PR, PRB, PSB... estavam formando blocos e não ia sobrar nenhum espaço para nós. Imagine o partido do presidente ficar alijado do processo decisório na Câmara!"

Tadeu ressaltou também que, dos 52 deputados do PSL, apenas quatro têm experiência política.

"Quem enxergou essa armadilha e começou a costurar a aliança com o Maia foram eles", diz, se referindo a Eduardo Bolsonaro, Major Olímpio, Delegado Waldir e Luciano Bivar.

"Eduardo está em silêncio, mas se mexeu bastante nos bastidores e conversou com vários partidos."

O deputado admitiu ainda que há um custo nessa aliança com Maia, mas "não havia saída".

"A gente está pagando o preço de ter de explicar ao eleitor a aliança com um representante da velha política. Mas o sistema é assim, um campo minado. A maioria dos deputados do PSL é neófito, tipo morceguinho de asa branca. Voa bonito, mas não sabe fazer o que o morceguinho de asa preta faz."
Herculano
03/01/2019 16:03
GOVERNO BOLSONARO DIZ QUE IDENTIFICOU "MOVIMENTAÇÃO" INCOMUM" DE GASTOS E NOMEAÇõES DE TEMER

Ministro da Casa Civil adiou mais uma vez anúncio de prioridades de Bolsonaro e falou em ideologias

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Apuração e texto de Marina Dias, Thais Bilenky, Mariana Carneiro, Talita Fernandes, Gustavo Uribe e Julio Wiziack da sucursal de Brasília. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira (3) que o governo identificou "uma movimentação incomum de exonerações e nomeações e recursos destinados a ministérios" no apagar das luzes da gestão Michel Temer (MDB) e quer a revisão delas.

Após o encontro de Bolsonaro e do vice-presidente, general Hamilton Mourão, com os 22 novos ministros, nenhuma medida concreta foi anunciada.

Segundo o chefe da Casa Civil, foi solicitado que todos os ministros repassem os atos e os gastos dos últimos 30 dias para elaborarem um relatório a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

"O alto volume causou estranheza", afirmou Onyx, depois de quase três horas de reunião. "O presidente pediu para verificar para onde foi o dinheiro, por que e se tem suporte para ter sido feito."

Onyx anunciou ainda que o governo pretende chamar de "Casa Brasil", um modelo que consiste em reunir toda a estrutura da administração direta nos estados e capitais em um único local.

O objetivo é, segundo ele, permitir a venda dos imóveis ociosos. "A União tem próximo de 700 mil imóveis e ainda aluga espaço", afirmou. "É um contrassenso absoluto."

O ministro, no entanto, não disse qual será a economia com a iniciativa.

Onyx disse também que "faltou coragem" a Temer para "limpar a casa" antes do fim do mandato e demitir servidores supostamente ligados ao PT.

Essa foi a maneira de o ministro justificar a exoneração de 320 funcionários de cargos de confiança vinculados à sua pasta, que passarão a partir de agora por uma triagem para que o novo governo identifique quem foi indicado durante as gestões Lula e Dilma Rousseff. Estes, segundo ele, devem ser demitidos definitivamente. Os outros poderão ser readmitidos nas suas funções.

"Precisamos ter a coragem de fazer o que talvez tenha faltado ao governo que terminou no dia 31 [de dezembro de 2018], de, logo de início, limpar a casa", disse Onyx após a primeira reunião ministerial de Bolsonaro como presidente.

"É o único jeito de poder tocar nossas ideias e nossos conceitos, fazer aquilo que a sociedade brasileira decidiu por maioria. Dar um basta nas ideias socialistas e comunistas que, por 30 anos, nos levaram a esse caos", completou.

Mais uma vez, Onyx adiou a divulgação das prioridades do novo governo - agora, para a próxima terça-feira (8)?" e se ateve a medidas de pouco efeito prático para a redução de gastos, porém, afinadas ao discurso político que elegeu o presidente.

Ele disse que a exoneração de mais de 300 servidores da Casa Civil para "despetizar a administração pública", como definiu, foi tomada como exemplo pelo governo.

"Todos os ministros estão autorizados a proceder de maneira semelhante ou ajustada a cada uma das pastas", afirmou.

Apesar disso, ele negou que a prática seja uma caça às bruxas, ao contrário. "O conceito está perpassando todo o governo para desaparelhar e permitir que o presidente Bolsonaro possa executar suas políticas."
Herculano
03/01/2019 15:55
MP ANTIFRAUDE PREVÊ REVISÃO DA 'BOLSA PRESIDIÁRIO'

Conteúdo de O Antagonista. Texto de Claudio Dantas. O texto da Medida Provisória de combate a fraudes previdenciárias, obtido por O Antagonista, inclui a revisão do chamado auxílio-reclusão - que consome R$ 2 bilhões por ano.

A equipe econômica de Jair Bolsonaro estima em R$ 800 milhões, ou 40%, o gasto irregular com o benefício.

Além da revisão cadastral, a MP prevê que o criminoso seja obrigado a comprovar o mínimo de 12 meses de contribuição previdenciária - assim como ocorre com qualquer cidadão que tenta obter, por exemplo, o auxílio-doença.

A proposta de revisar a "bolsa presidiário" está pronta há dois anos, mas o governo Michel Temer não teve interesse em executá-la.

A expectativa de economia na Previdência, com a edição de uma Medida Provisória para combater fraudes, é bem maior do que a divulgada pela imprensa.

Conforme consta da exposição de motivos da MP, obtida por O Antagonista e que será enviada ao Congresso nos próximos dias, o enxugamento será de R$ 9,3 bilhões por ano.

Esse valor, no entanto, é ainda conservador. A equipe econômica espera poder chegar a uma economia anual de R$ 49 bilhões. Em 2017, o TCU calculou em R$ 56 bilhões o prejuízo da Previdência com falhas e fraudes.

"Existe uma curva de aprendizagem até que a revisão dos benefícios entre em escala. O valor vai crescendo ao longo dos anos", explica um assessor.

No governo de Michel Temer, a economia com a revisão do auxílio-doença era estimada em R$ 3 bilhões, mas chegou a R$ 7 bilhões.

O texto da MP destaca ainda que o montante de R$ 9,3 bilhões equivale "a um terço de todo o gasto com o Programa Bolsa Família em 2017; mais do dobro do orçamento para merenda escolar (PNAE), ou dois terços das transferências da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) em 2018".
Herculano
03/01/2019 15:50
IMPROVISO E DESRESPEITO

Quem chega a Gaspar pela BR 470 e toma a Hercílio Fides Zimmermann, só descobre que a ponte Hercílio Deecke está interditada, devido ao recapeamento de parte da Aristiliano Ramos, quando chega na rótula dela com as ruas Pedro Simon e Luiz de Franzoi. E aí tem que voltar para a BR 470 ou tomar a Pedro Simon, se conhece Gaspar, para alcançar a ponte do Vale e chegar ao Centro.

Custava colocar uma sinalização no Posto dos Pioneiros?

Quem vem da Lagoa e Arraial pela Pedro Simon, ou seja, morador de Gaspar, também só sabe da necessária interdição da ponte Hercílio Deecke quando chega a mesma rótula e diante de numa sinalização precária.

Custava colocar uma sinalização da interdição bem antes, por exemplo, na Vitório Anacleto Cardoso para se evitar esse bate e volta pela Pedro Simon? E depois sou eu que implico. Inventam complicações onde elas não existem. O bom vira ruim. Acorda, Gaspar!
Herculano
03/01/2019 11:25
UM CONCENTRADOR

De J.R.Guzzo, de Veja, no twitter

Paulo Guedes disse tudo. O PT foi o maior concentrador de renda da história do Brasil. Em 14 anos no poder foi a mãe das empreiteiras, bancos e empresários-bandidos. Faz o Tesouro pagar 100 bilhões de dólares por ano aos rentistas da dívida. É o campeão da Previdência dos ricos.
Herculano
03/01/2019 11:20
UMA VERDADE QUE IMPEDE -HÁ MUITO - AS MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA

Paulo Guedes, o superministro da economia, no discurso de posse ontem.

"Quem legisla tem as maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias e, o povo, as menores".

Volto. Então! Todos sabem a razão pela qual os ricos e espertos no poder público, na hora em que este assunto entra em pauta no Congresso, trabalha contra e criminosamente diz aos analfabetos, ignorantes e desinformados que estão "tirando" direitos dos trabalhadores pobres.

Mentira, mentira, mentira. Usam os pobres para protegerem-se eternamente nos privilégios deles, todos legais, criados na alcova parlamentar e do poder, pagos exatamente pelos pobres por meio da miséria, da falta de serviços públicos compensatórios, e dos pesados impostos quando minimamente se alimentam, usam o transporte coletivo, por exemplo, entre muitos, desta injustiça social gritante.

No Brasil, 65% da população só consegue se aposentar aos 66 anos de idade, em média, e com apenas um salário mínimo. Alguém pode desmentir esses dados oficiais do próprio ex-ministério da Previdência e que se atualizam há três anos?

As castas do serviço público no Brasil se aposentam a partir dos 46 anos, com salários integrais que podem bater ao teto hoje de R$39,2 mil. O teto máximo para os trabalhadores da iniciativa privada para este ano é de R$5.832,11. Incrível injustiça!

Um aposentado de salário mínimo, com 13 salários, terá ainda assim menos de um terço de uma - repito uma - aposentadoria mensal dessa gente encastelada dos privilégios pagos pelo povo. E se você acha que R$39,2 mil é o teto, não viu como se burla este limite, milhares de vezes, via leis aprovadas em todas as instância e amparo judicial que se dá essa anomalia contra a regra geral. Cupins do presente e do futuro. Wake up, Brazil!
Herculano
03/01/2019 11:01
BOLSONARO E TOFFOLI ARTICULAM PACTO REPUBLICANO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro não perdeu a primeira chance e conversou longamente com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o Pacto Republicano que propõe. A conversa, a sós, ocorreu durante a recepção no Itamaraty, três horas após a posse, quando os convidados receberam sinais para não interromper. A ideia é que os presidentes dos Três Poderes assumam o compromisso de enfrentar questões emergenciais para o País.

DESTRAVAR É PRECISO
"O Brasil precisa destravar", disse o ministro Dias Toffoli a esta coluna, ao confirmar o entendimento com Bolsonaro.

TRÊS PRIORIDADES
Reformas Tributária e da Previdência e enfrentamento da criminalidade serão os temas prioritários no Pacto Republicano.

OUTROS TEMAS
Toffoli também admitiu a inclusão, no Pacto Republicano, de outros temas que os presidentes dos Três Poderes considerem relevantes.

FALTA O LEGISLATIVO
Bolsonaro e Toffoli aguardam a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado para uma reunião objetiva dos chefes dos Três Poderes.

POR DODGE, CERIMONIAL 'FUROU' PRECEDÊNCIA NA POSSE
Tão admirada pelos colegas quanto temida pelos políticos, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, recebe tratamento de chefe de "quarto poder" em eventos oficiais, mesmo contrariando o protocolo. Pelo decreto 9.338, que fixa a ordem de precedência nas cerimônias oficiais, a chefe da PGR está em 17º lugar na lista de autoridades encabeçada pelo presidente da República. Mas, na posse de Jair Bolsonaro, ela esteve entre os 8 ocupantes da Mesa principal.

A LISTA É LONGA
Após presidente da República e vice, a ordem de precedência aponta presidentes do Congresso, da Câmara, do STF e ministros de Estado.

PRECEDÊNCIA INVERTIDA
Cardeais, embaixadores estrangeiros, presidente do TSE e ministros do STF têm precedência sobre a PGR, integrante do Poder Executivo.

DEFERÊNCIA AO MP
O Cerimonial do Senado diz que o regimento do Congresso é omisso. E que o convite a Dodge foi "deferência" ao Ministério Público.

NETANYAHU QUER VOLTAR
O premier israelense Benjamin Netanyahu sentiu-se tão à vontade no Brasil que ontem, durante a posse, ele segredou a diplomatas que já programa voltar no Carnaval. Ele e a mulher adoraram água de coco.

PRIMEIRA IMPRESSÃO
Se a primeira impressão é a que fica, o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ficou em má situação após seu discurso de posse, confuso e algo pretensioso. As redes sociais não o perdoaram.

Xô, PAPAGAIOS
A atitude de Michelle Bolsonaro lembra outra Michelle primeira-dama, a Obama. A Michelle brasileira é dedicada defensora dos direitos de deficientes de audição. Atribui-se a ela até a iniciativa de espantar os papagaios de pirata que infestavam os ombros do presidente.

RUÍDO DE VICE
O general Hamilton Mourão não foi à transmissão de cargo de ministros no Planalto, ontem. Ele não gostou da decisão de Bolsonaro de manter a indicação do ex-ministro Carlos Marun como conselheiro de Itaipu.

MAIS DO MESMO
Após divulgar (28 de setembro) que Bolsonaro perderia para qualquer um no 2º turno, e (em 10 de outubro) que Haddad venceria "por 45% a 39%", o Datafolha deveria rever os seus métodos antes de afirmar que a expectativa de êxito do novo governo é inferior a dos antecessores.

FILA DE CUMPRIMENTOS
Os militares de alta patente presentes na posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pareciam fazer questão de abraçar o ex-presidente José Sarney. Ele ainda provoca filas de cumprimentos.

PALETA DE CORES
O Palácio do Planalto retoma o antigo jeitão de quartel. Enxergavam-se nesta quarta (2) predominância das cores verde oliva, azul e branco, dos uniformes. São militares das três forças assumindo os cargos.

TÁ FEIA A COISA
A cobertura juvenil na posse presidencial mostrou repórteres que não diferenciam chefe de Estado e de Governo, tampouco fazem a mais remota ideia do papel de primeiro-ministro e de um chanceler.

PENSANDO BEM...
...o Executivo começa a trabalhar hoje, mas depende ainda do trabalho do Legislativo e do Judiciário, que só voltam ao batente em fevereiro.
Herculano
03/01/2019 11:00
ACORDO DE MAIA COM PSL SURPREENDE CENTRÃO E IRRITA SIGLAS DE ESQUERDA, por Daniela Lima, na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo


AÇÃO E REAÇÃO
Para fechar o acordo com o PSL em torno de sua reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) desagradou ao menos duas siglas que patrocinaram sua ascensão ao comando da Casa. Ao acomodar a legenda de Jair Bolsonaro, ele ignorou pleitos do PP e do MDB ?"o primeiro, inclusive, reivindicava espaços ofertados ao PSL. Esses partidos, que vinham atuando de maneira dúbia, dizem que vão esperar para ver se a nova estrutura de apoio a Maia para de pé até fevereiro, na eleição.

DOIS PRA LÁ...
A decisão do presidente do PSL, Luciano Bivar (PSL-PE), de fechar o apoio a Maia não encerrou as divisões que existem dentro do próprio partido e no novo governo. O democrata soube que, após o anúncio do acordo, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) demonstrou irritação e deixou claro que não trabalhou por esse caminho.

... DOIS PARA CÁ
Uma ala do PSL ainda resiste a Maia e diz que o acerto pode manchar a imagem da sigla. O problema é que havia risco de o partido ficar isolado e sem espaços na Mesa Diretora após o naufrágio da tentativa de criar um bloco de oposição ao democrata com PP, MDB, PSD e PTB.

QUEM NÃO TEM CÃO...Na esquerda, o acordo do PSL com Maia causou alarde. Integrantes do PC do B dizem que, agora, o democrata precisa trazer o PT para o seu bloco, ou será visto como governista.

... CAÇA COM GATO
Parte do PT, por sua vez, estuda lançar uma candidatura de oposição ao democrata. O PSOL decidiu apresentar o nome de Marcelo Freixo (RJ) para a disputa. Ele é adversário do clã Bolsonaro no Rio.

VAI TER VOLTA?
Nesse cenário, a negociação do PSL com Maia foi descrita como "um cavalo de pau", fazendo com que ninguém descarte uma reação.

CORAÇÃO DE MÃE
Procurado, Maia disse que seu acordo é com o PSL e não com o governo, e que o que ele busca é garantir um espaço aos partidos que compõem a Casa - inclusive PP e MDB. Ele afirmou ainda que não dá as conversas com essas siglas por encerradas.

VENHAM TODOS
O presidente da Câmara também diz que deixou claro à direção do PSL que trabalharia para trazer o PT para o seu bloco de apoio.

Só BOLA CERTA
Em alta por ser visto como um nome capaz de fazer contrapeso à força de Bolsonaro, o favoritismo de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado ainda é relativizado por alguns de seus colegas de partido. Há quem ache que, se a eleição for por voto aberto, ele não entra em campo para não correr risco de perder.

É O FIM
O presidente Jair Bolsonaro decidiu acabar com o Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado pelo ex-presidente Lula em 2003. Ainda durante a transição, Onyx participou de um encontro do colegiado e sinalizou que o governo manteria a estrutura.

SENTIMENTAL EU SOU
Bia Doria, mulher do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chorou durante o discurso em Libras da primeira-dama Michele Bolsonaro na cerimônia de posse, em Brasília. O tucano lacrimejou e derramou elogios à atitude, que considerou o ponto alto da posse.

MEUS OLHOS
Doria, que assume o maior estado do país de olho na eleição presidencial de 2022, vai manter o escritório de representação de São Paulo em Brasília e avisou que quer um nome absolutamente atento e ativo às movimentações no Congresso e na política nacional.

TENTATIVA E ERRO 1
A decisão do governador do Rio, Wilson Witzel, de emplacar o desembargador Jayme Boente como presidente do conselho que ele criou para substituir a Secretaria de Segurança no estado causou controvérsia no meio jurídico.

TENTATIVA E ERRO 2
Colegas do magistrado entendem que o ingresso de um juiz em atividades do poder Executivo é inconstitucional. Só o magistério estaria autorizado como atividade extra.

TIROTEIO

A decisão acena à governabilidade. Entendo que o ministro deve dizer: 'Muito obrigado, PSL. Viva são Bivar!'

Do senador eleito Major Olímpio (PSL), sobre a reação de alas da sigla e de Onyx Lorenzoni (Casa Civil) ao acordo pró-Rodrigo Maia
Herculano
03/01/2019 10:59
ACORDO DE MAIA COM PSL SURPREENDE CENTRÃO E IRRITA SIGLAS DE ESQUERDA, por Daniela Lima, na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo


AÇÃO E REAÇÃO
Para fechar o acordo com o PSL em torno de sua reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) desagradou ao menos duas siglas que patrocinaram sua ascensão ao comando da Casa. Ao acomodar a legenda de Jair Bolsonaro, ele ignorou pleitos do PP e do MDB ?"o primeiro, inclusive, reivindicava espaços ofertados ao PSL. Esses partidos, que vinham atuando de maneira dúbia, dizem que vão esperar para ver se a nova estrutura de apoio a Maia para de pé até fevereiro, na eleição.

DOIS PRA LÁ...
A decisão do presidente do PSL, Luciano Bivar (PSL-PE), de fechar o apoio a Maia não encerrou as divisões que existem dentro do próprio partido e no novo governo. O democrata soube que, após o anúncio do acordo, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) demonstrou irritação e deixou claro que não trabalhou por esse caminho.

... DOIS PARA CÁ
Uma ala do PSL ainda resiste a Maia e diz que o acerto pode manchar a imagem da sigla. O problema é que havia risco de o partido ficar isolado e sem espaços na Mesa Diretora após o naufrágio da tentativa de criar um bloco de oposição ao democrata com PP, MDB, PSD e PTB.

QUEM NÃO TEM CÃO...Na esquerda, o acordo do PSL com Maia causou alarde. Integrantes do PC do B dizem que, agora, o democrata precisa trazer o PT para o seu bloco, ou será visto como governista.

... CAÇA COM GATO
Parte do PT, por sua vez, estuda lançar uma candidatura de oposição ao democrata. O PSOL decidiu apresentar o nome de Marcelo Freixo (RJ) para a disputa. Ele é adversário do clã Bolsonaro no Rio.

VAI TER VOLTA?
Nesse cenário, a negociação do PSL com Maia foi descrita como "um cavalo de pau", fazendo com que ninguém descarte uma reação.

CORAÇÃO DE MÃE
Procurado, Maia disse que seu acordo é com o PSL e não com o governo, e que o que ele busca é garantir um espaço aos partidos que compõem a Casa - inclusive PP e MDB. Ele afirmou ainda que não dá as conversas com essas siglas por encerradas.

VENHAM TODOS
O presidente da Câmara também diz que deixou claro à direção do PSL que trabalharia para trazer o PT para o seu bloco de apoio.

Só BOLA CERTA
Em alta por ser visto como um nome capaz de fazer contrapeso à força de Bolsonaro, o favoritismo de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado ainda é relativizado por alguns de seus colegas de partido. Há quem ache que, se a eleição for por voto aberto, ele não entra em campo para não correr risco de perder.

É O FIM
O presidente Jair Bolsonaro decidiu acabar com o Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado pelo ex-presidente Lula em 2003. Ainda durante a transição, Onyx participou de um encontro do colegiado e sinalizou que o governo manteria a estrutura.

SENTIMENTAL EU SOU
Bia Doria, mulher do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chorou durante o discurso em Libras da primeira-dama Michele Bolsonaro na cerimônia de posse, em Brasília. O tucano lacrimejou e derramou elogios à atitude, que considerou o ponto alto da posse.

MEUS OLHOS
Doria, que assume o maior estado do país de olho na eleição presidencial de 2022, vai manter o escritório de representação de São Paulo em Brasília e avisou que quer um nome absolutamente atento e ativo às movimentações no Congresso e na política nacional.

TENTATIVA E ERRO 1
A decisão do governador do Rio, Wilson Witzel, de emplacar o desembargador Jayme Boente como presidente do conselho que ele criou para substituir a Secretaria de Segurança no estado causou controvérsia no meio jurídico.

TENTATIVA E ERRO 2
Colegas do magistrado entendem que o ingresso de um juiz em atividades do poder Executivo é inconstitucional. Só o magistério estaria autorizado como atividade extra.

TIROTEIO

A decisão acena à governabilidade. Entendo que o ministro deve dizer: 'Muito obrigado, PSL. Viva são Bivar!'

Do senador eleito Major Olímpio (PSL), sobre a reação de alas da sigla e de Onyx Lorenzoni (Casa Civil) ao acordo pró-Rodrigo Maia
Herculano
03/01/2019 10:58
da série, perguntar não ofende e não está respondida até agora: por que estes incentivos não foram cortados antes se são tão perniciosos ao estado e à sociedade catarinense? Quem afinal ganhava com eles? Falta ao jornalismo de verdade buscar as respostas que os gestores de ontem e os de hoje não esclarecem. O jornalismo pasteurizado criado pela RBS apenas replica press release, sem ao menos trazer consequências para portos, importadores, exportadores,indústrias e até mesmo agricultores que terão os preços dos insumos aumentados por conta da medida.

SC ADOTA TRIBUTAÇÃO VERDE PARA CORTAR R$ 750 MILHõES DE INCETIVOS, por Estela Benetti, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

Uma das medidas para buscar o equilíbrio das finanças do Estado será o corte de incentivos fiscais em até R$ 750 milhões este ano, informou o governador Carlos Moisés da Silva em entrevista coletiva, confirmando informação antecipada aqui na coluna quarta-feira. Conforme o governador, serão medidas graduais, analisadas amplamente por um grupo do governo, com transparência, informando e ouvindo o setor privado.

Para fazer essa mudança, o governo catarinense vai adotar os princípios da Tributação Verde, que consiste em elevar a carga tributária de itens que causam danos ao meio ambiente, ou seja, ao ecossistema natural que inclui também as pessoas, explica o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. A redução de incentivos abrangerá ainda produtos de setores que se consolidaram e por isso não precisam mais desse apoio, alguns importados com similar estadual e itens de alto valor que estavam sendo isentos porque faziam parte da cesta básica, como água mineral do exterior. Mas os produtos da cesta que não são de luxo seguirão isentos.

O primeiro corte de incentivos dentro dessa Tributação Verde será nos agrotóxicos que hoje, a exemplo dos alimentos, são isentos de ICMS, antecipa o secretário. O fisco também fará ações contra o contrabando de cigarros que já responde por 48% das vendas no Estado e impõem perda mensal de ICMS de R$ 7 milhões.

O governador Carlos Moisés assegura que esse movimento de redução de incentivos não deve causar apreensão a quem produz. Será criado um grupo de trabalho do primeiro escalão do governo para discutir o tema, incluindo a Fazenda, a Procuradoria Geral do Estado e outras pastas. Moisés está acompanhando com atenção essa mudança.

- Um item específico recebeu incentivo porque era comercializado por R$ 0,50 ou R$ 1 real. O produtor quase que pagava para entregar o produto no mercado. Hoje, ele é comercializado a R$ 12, R$ 15 ou até R$ 20 e continua com o mesmo incentivo, o que não é mais necessário. A gente vai dar bastante transparência ao processo. Quando se tratar de algum segmento importante da indústria que precisarmos mudar os incentivos, vamos chamar para conversar - explicou o governador.

Hoje, os incentivos fiscais chegam a 25% da receita do Estado, cerca de R$ 6 bilhões por ano. A lei aprovada pela Assembleia prevê redução para 16% entre 2019 a 2022. É preciso um corte de R$ 2 bilhões por ano, afirma Paulo Eli, que está animado com a estratégia da Tributação Verde, ainda pouco utilizada no país.

- A lei da Tributação Verde foi aprovada na Constituição de 1988 do país. Ela prevê que os produtos devem refletir no preço os impactos que causam no meio ambiente para serem produzidos. É um novo paradigma. Hoje concedemos isenção para agrotóxicos. Como custam menos porque têm incentivo, os produtores usam demais na agricultura e o plantador de tomates está doente em função disso. Não tem sentido dar benefício fiscal a produtos que causam danos ao meio ambiente e à saúde e, depois, o Estado precisa tratar esses doentes ?" alerta o secretário.

Segundo ele, o governo do Estado vai criar duas tabelas de produtos, uma verde e outra vermelha. Os da tabela verde poderão ter produção incentivada, os da vermelha, que causam danos ao meio ambiente, não terão incentivos.

Dos R$ 6 bilhões de renúncia fiscal, cerca de R$ 4 bilhões não podem ser cortados imediatamente porque envolvem incentivos concedidos para instalação de indústrias ou de empresas logísticas que vieram ao Estado em função da infraestrutura portuária. Restam R$ 2 bilhões para cortar.

Não há um prazo fixo para isso, pode demorar menos ou mais. Um dos critérios para a redução é o consumidor. Por isso o filé mignon, consumido pela classe A, teve o benefício cortado e o mesmo será feito com marcas de água mineral importada como a Perrier e a San Pellegrino.
Herculano
03/01/2019 10:53
da série: faltou citar o principal ausente na posse de Jair Messias Bolsonaro, PSL, o governador catarinense Carlos Moisés da Silva, PSL. Se não há exemplo e liderança, como notar a ausência de outros? Moisés ao contrário concorreu com a posse presidencial e perdeu. A miopia política do novo governo catarinense, parece ser a mesma da imprensa cria da RBS e que ainda não se acostumou ao novo olhar crítico ou de observação sobre o óbvio.

POUCOS NOMES DE SC NA POSSE DE BOLSONARO, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

Representantes do Estado que deu 75,9% dos votos para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições, os políticos catarinenses não marcaram presença na posse do presidente em Brasília. Embora todos os deputados federais e senadores, eleitos e não eleitos, tenham recebido pelo menos o convite para solenidade no Congresso, poucos vieram à Capital Federal.

Na etapa parlamentar da solenidade, estavam no Congresso quatro representantes catarinenses. Entre os que saíram vitoriosos nas urnas em outubro, estavam o deputado federal reeleito Rogério Peninha (MDB) e o novato Coronel Armando (PSL) - integrante do Exército, como o novo presidente.

Dos que se despedem em fevereiro ao final das legislaturas, compareceram o senador Paulo Bauer (PSDB) e o deputado federal Valdir Colatto (MDB). A eles se juntou a deputada federal eleita Caroline de Toni (PSL) durante a posse no Palácio do Planalto.

Apoiador de Bolsonaro de primeira hora e responsável pelas primeiras visitas do presidente a Santa Catarina ainda como pré-candidato, Rogério Peninha demonstrou entusiasmo com a posse do ex-colega de Câmara dos Deputados. Apesar da ligação com Bolsonaro, o emedebista se reelegeu com forte redução na votação em relação a eleição passada - de 137,7 mil para os atuais 76,9 mil.

- Houve o desgaste do MDB e também as votações a favor do presidente Michel Temer, de que não me arrependo. E a própria onda de mudança, eu estou na minha oitava eleição. Talvez a relação com o Bolsonaro tenha segurado minha reeleição - avalia.

Cotado para cargos no Ministério da Agricultura, Colatto exaltava o vínculo de Bolsonaro com o as pautas da bancada ruralista, da qual faz parte. Ele acredita que o novo governo dará segurança jurídica ao setor, especialmente em relação a demarcação de terras indígenas e quilombolas e uma agenda mais alinhada com o Ministério do Meio Ambiente. Sobre cargos, o emedebista diz que foi sondado pela ministra Tereza Cristina (DEM-MS), mas que não houve definição da função.

- Se houver o convite, vou avaliar. Não estou procurando emprego.
Herculano
03/01/2019 10:52
UMA IMENSA VIDRAÇA, por Roberto Dias, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Parece ser difícil errar o alvo, mas cerimônia de posse de Bolsonaro motivou ataques questionáveis

Jair Bolsonaro há muito representa uma vidraça enorme, fácil de acertar com críticas de todo lado, tantos os motivos que ele deu.

Agora que essa vidraça se tornou importante, parece difícil errar um alvo desse tamanho. Mas não é missão impossível, como se tem visto. A cerimônia de posse motivou ataques bastante questionáveis, quando não factualmente errados.

Exemplo desse último tipo é a comparação de imagens das posses de Lula, Dilma e Bolsonaro que circulou por redes sociais. Mostra rampas diferentes - Lula e Dilma no Planalto, com gente ao fundo, e Bolsonaro na do Congresso, com o gramado fechado. Na verdade, fotos feitas no momento dos discursos registram uma Praça dos Três Poderes mais cheia no evento desta semana.

Outras são de miopia gritante. É o caso da crítica que aponta a ausência do termo mulher no discurso de Michelle Bolsonaro no parlatório. Esse conceito de feminismo deve guardar parentesco com o do socialismo de Bolsonaro, tamanha a falta de sentido dos dois. Michelle, com seu surpreendente ato na posse, coloca-se vários quilômetros à frente de quem a ataca.

É fato que Bolsonaro fez discurso de campanha, e o tom adotado na frente do Planalto não parece mesmo o mais inteligente para governar. Mas cobrar um presidente por falar o que pensa que é bom e o que pensa que é ruim após o estelionato eleitoral desta década soa contraditório.

Também no front político, a ausência do PT e do PSOL e dos governadores do Nordeste na cerimônia nada ajuda na maturidade política do país. Evo Morales mostrou-se bem mais safo em Brasília.

A oposição faria melhor seu papel se canalizasse a energia de críticas frágeis para bater firme no que importa. Como a ausência de menção, nos dois discursos de Bolsonaro, à desigualdade social. O governo diz que foi um lapso. Pode ter sido ato falho, pode sido proposital, não faz diferença - num país como este, não se trata de um silêncio aceitável.

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