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GESTÃO DE KLEBER PRECISA URGENTEMENTE SER O NOVO QUE PROMETEU NA CAMPANHA - Jornal Cruzeiro do Vale

GESTÃO DE KLEBER PRECISA URGENTEMENTE SER O NOVO QUE PROMETEU NA CAMPANHA

19/12/2018

NOVO GOVERNO VELHO I

Quando ganhou a prefeitura de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, e o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, repetiram outra uma vez, a aliança da cobra com o sapo. Uma balaia já comprovadamente desastrosa “unindo” Adilson Luiz Schmit, MDB, e Clarindo Fantoni, PP. Kleber e Luiz Carlos – o sumido - vendiam o “novo”, competência e na propaganda oficial, a eficiência. Com o tempo, os gasparenses descobriram que somente a embalagem era nova; já o conteúdo, velho e rançoso. Sem experiência administrativa pública ou na gestão privada, os ex-vereadores se tornaram reféns – ou fizeram escada e papel - para os velhos esquemas. Foram tragados pelos truques da política rejeitada massivamente nas urnas de outubro deste ano. Contudo, isso é mera consequência. Antes veio o desgaste, a desconfiança e até a rejeição. E por que? Faltou Plano de Governo –apesar dele existir no papel, fez parte dos discursos de campanha e até foi entregue à Justiça Eleitoral. Falta prioridade, liderança, capacidade executiva e resultados.

NOVO GOVERNO VELHO II

O “novo” governo começou tirando dinheiro rubricado no Orçamento para o Fundo da Infância e Adolescência e terminou o segundo ano de mandato “desviando” dinheiro da expansão da rede de água do Samae para abrir valas. Do Bela Vista ao Pocinho; do Barracão ao Distrito do Belchior, o Samae foi inundado de reclamações. A lista de barbeiragens encheria esta última edição do jornal Cruzeiro do Vale – o mais antigo, o de maior circulação e o mais acreditado de Gaspar e Ilhota – deste 2018. Passou pelos desastres da secretaria da Saúde, do Hospital, das faltas de vagas nas creches, da inoperância da secretaria de Assistência Social e da especialmente marcante, derrota humilhante da base do governo na eleição da presidência da Câmara em dezembro do ano passado, quando também perdeu a estreita maioria que tinha para tratorar a minoritária oposição.

NOVO GOVERNO VELHO III

Os exemplos de sucessivos erros – táticos, estratégicos e de execução -, arrogância e dúvidas do governo Kleber e Luiz Carlos, tocado pelo prefeito de fato, o agora secretário da Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira, abundam. Primeiro, porque além de Pereira, as interferências externas no poder pelos velhos caciques partidários são parte desse jogo brutal do poder. Segundo porque não há uma equipe profissional mínima para segurar as exigências prometidas de resultados; porque é uma máquina de empregar cabos eleitorais, amigos e familiares. Terceiro, mesmo caminhando sob cobranças, a vingança é um ingrediente que permeia parte do resultado; usa-se o tempo que não possui – faltam menos de dois anos para outubro de 2020 - e dinheiro dos contribuintes. E vingança no ambiente político só atiça e alimenta adversários. Quarto: nega-se a reconhecer que errou na leitura dos cenários políticos, administrativos e de prioridades. Agora, Kleber e os seus ao invés de refundar o governo, e salvá-lo, vão trocar apenas de cabos eleitorais, após a cara recuperação da maioria na Câmara de vereadores. É suficiente? Haverá tempo?

NOVO GOVERNO VELHO IV

Há dezenas de exemplos, mas pinço um e desta semana. O cabo Rafael Araújo de Freitas saiu da Defesa Civil porque os Bombeiros o queriam de volta ao quartel. Quem o trouxe e sob polêmica? Carlos Roberto Pereira, ex-soldado bombeiro. Quem armou a saída dele sob dissimulações, na qual se prestou ao papel o próprio prefeito Kleber rasgando elogios? Carlos Roberto Pereira. Era um dos poucos eficientes. Rafael técnico. Avançou naquilo que era zero na gestão petista de Pedro Celso Zuchi. Rafael se negou aos pedidos fora das regras dos políticos e ser também, cabo eleitoral, segurador de bandeiras de partido e de candidatos em outubro pelas esquinas de Gaspar. Foi avisado. Esperava. A sordidez é tamanha que, na Câmara, vereadores da base que tiveram dificuldades nos pedidos extra-lei, comemoraram e em tom de deboche cifrado, desfilavam nas sessões com bonés da Defesa Civil. Quem está indicando o novo gestor da área e afinado com o esquema? Carlos Roberto Pereira. Militar aposentado, pode segurar bandeiras por aí. Entenderam onde, de verdade, Gaspar Avança? Vende-se o novo. Pratica-se o velho com os novos. Parece que ninguém no governo de Kleber entendeu a surra e o recado das urnas em outubro, bem como a sessão da Câmara de terça-feira. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

“O ontem não é nosso para recuperá-lo, e sim é nosso o amanhã para ganhar ou perde-lo”. Quem afirmou isso, foi o Democrata Lyndon Baines Jonhson (1908/73), ex-presidente dos Estados Unidos, sucedendo na morte John Fitzgerald Kennedy, em 1963. Elegendo-se em 1964. Os do poder de plantão em Gaspar ainda têm tempo - pouco, é claro - para refletirem mais sobre o significado desta frase.

É dele também: “fazer o certo não é o problema, mas sim saber o que é certo”. Tem gente tentando projetar o amanhã, mas não sabe o que é o certo.

Ciro André Quintino, MDB, foi eleito pela segunda vez presidente da Câmara de Gaspar. E não foi por articulação e votos da bancada do governo do prefeito Kleber e do doutor Pereira, do PP de Luiz Carlos. Mais uma vez, essa gente apostou as fichas no lugar errado.

Cacifaram o mais ferrenho vereador da oposição Roberto Procópio de Souza, PDT. E que por conta disso, ele arrumou a sua vida e virou amiguinho do poder de plantão. Nada diferente do que se previa nos últimos dias aqui e em parte da cidade.

Foi mais um tapa na cara da errática articulação governista. Expliquei – e até antecipei - tudo isso em sucessivas colunas. Na noite da eleição, escrevi uma outra com o seguinte título: “Casa da Traição ou da Independência?”

A “traição” que houve foi exatamente de uma maioria para sinalizar e punir o Executivo. Ele insiste, sem habilidade, arrogante e com ares de vingança que lhe é peculiar, em fazer da Câmara um puxadinho seu. E na humilhação suprema, cria candidatos seus para tocar o Legislativo ao seu modo. No ano passado foi Franciele Daiane Back, PSDB. Neste foi Roberto Procópio.

Agora, quem pensa que Kleber ficou em minoria na Câmara, está enganado. O voto da vitória de Ciro foi secreto. O voto das matérias polêmicas, será aberto. E aí o buraco será outro. Em condições normais, a oposição terá apenas cinco votos. Espera-se que o Executivo não tenha novos surtos e não perca esse precioso patrimônio que lhe restou e que é vital para se reerguer.

Com as eleições da Câmara concluídas, vêm mudanças no Executivo. Não está descartada à volta de Carlos Roberto Pereira para a poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa que o próprio a desenhou para ele na Reforma, mas que a esvaziou quando o governo perdeu a maioria na Câmara. Refugiou-se na Saúde.

Outra do cabideiro. Sem emprego oficial a partir de primeiro de janeiro, Paulo França, MDB, poderá parar em Gaspar para tocar o mutirão de Obras, cheio de problemas executivos e pegadinhas que escolhem os fornecedores.

Samae inundado. Enquanto “chove” reclamações por toda a cidade, o Samae desperdiça dinheiro grosso dos pagadores de impostos com propagandas nas TVs regionais para dizer que “o problema da falta água está com os dias contados”. Ou seja, o problema continua. O deboche com a população, também.

Perderá o emprego Nelson José Wan Dall Júnior. Ele é gerente de infraestrutura na Agência de Desenvolvimento Regional. Finalmente esta anomalia criada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, MDB, para empregar políticos sem votos e cabos eleitorais, vai terminar.

Reserva de vaga. Antes de Nelson, o irmão Kleber Edson Wan Dall por anos estacionou lá na gerência regional do Iprev até ser candidato a prefeito em Gaspar.

Aos leitores e leitoras cristãos, o verdadeiro Natal. Aos demais, controlem-se nas festas; as contas chegarão.  Sucesso em 2019. Estarei o tempo todo deste ainda 2018, aceso no portal Cruzeiro do Vale.

 

Edição 1882

Comentários

LEO
26/12/2018 17:33
A EDIÇÃO EXTRA DO DIÁRIO OFICIAL DOS MUNICÍPIOS,DO DIA 22/12/2018 SÁBADO. FOI DEDICADO A EDITAL DE NOTIFICAÇÃO POR AUTUAÇÃO PELO COMETIMENTO DE INFRAÇÃO DE TRANSITO,OU AS MULTAS .EM GASPAR FOI UM MONTE 15 PÁGINAS.NÃO SEI PORQUE FOI PUBLICADO NO APAGAR DAS LUZES.EM UMA EDIÇÃO ESPECIAL EM UM SÁBADO.....
Herculano
26/12/2018 15:28
LOGO MAIS, COLUNA OLHANDO A MARÉ EXCLUSIVA PARA OS LEITORES DO PORTAL CRUZEIRO DO VALE
Herculano
26/12/2018 08:21
SEM CAUTELA, REFORMA DA BUROCRACIA PODE DAR ALÍVIO A PICARETAS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro quer reduzir peso do Estado, mas corre risco de cortar serviços importantes

O futuro governo promete aplicar um tratamento de choque à burocracia. Seria um avanço reformar estruturas que gastam bilhões, abrem portas para a corrupção e dificultam a atividade econômica. Tudo indica, porém, que Jair Bolsonaro quer começar pelo lugar errado.

Ao anunciar que uma de suas prioridades será revogar rapidamente "inúmeras regulamentações em todos os setores", o presidente eleito só acerta pela metade. A pregação geral contra normas e fiscalizações escorrega na surrada metáfora que alerta contra o risco de se jogar o bebê fora junto com a água do banho.

Bolsonaro afirma desde a campanha que os órgãos de controle aplicam multas em excesso e que as exigências burocráticas atrapalham o desenvolvimento. A ira contra a ineficiência do Estado pode fazer sucesso, mas deixar de aplicar as regras não vai resolver o problema.

O futuro presidente do Ibama disse na semana passada ao jornal O Estado de S. Paulo que o licenciamento ambiental no Brasil é precário. Dada a lentidão do processo, é justo afirmar que ele tem razão.

Mas Eduardo Bim sugere um sistema de licença automática aos agricultores. Eles mesmos preencheriam um cadastro declarando estarem em dia com a preservação de suas propriedades. "Devemos acreditar na palavra do cidadão", disse.

Essa confiança exagerada nos produtores também move a futura ministra da Agricultura. Tereza Cristina declarou que o governo não deveria fiscalizar diariamente os frigoríficos, e que as próprias empresas podem inspecionar suas unidades.

Em uma economia madura, a autorregulação poderia funcionar, mas algumas normas são importantes para garantir a proteção do meio ambiente e a saúde dos cidadãos, por exemplo. Cabe estudar com cautela o que pode ser aprimorado.

A flexibilização das regras pode facilitar a vida do produtor que já cumpre a lei, mas o governo eleito sob o signo do combate à corrupção corre o risco de também aliviar a barra até de alguns frigoríficos picaretas.
Herculano
26/12/2018 08:17
O DIRETOR OUVIDOR DE GASPAR É O EXEMPLO MAIS RECENTE E ACABADO DA TAL "EFICIÊNCIA" DO GOVERNO KLEBER

Cleverson Ferreira dos Santos é o Diretor Geral de Ouvidoria e Atendimento do município de Gaspar.

A primeira marca do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, foi o de ser eficiente. Esta promessa até agora, ficou no emprego de cabos eleitorais e não exatamente em profissionais para produzir o resultado prometido e esperado.

Cleverson é suplente de vereador pelo PP, e até já esteve titular, Foi na condição de político que o jovem alçou ao cargo comissionado de direção na Ouvidoria. Resumindo: é um cabo eleitoral da coligação. Nada mais.

Olhando a rede social do moço entende-se bem o grau de conhecimento da língua portuguesa dele. Não se refere à exposição organizada de ideias ou algo mais complexo do português onde todos nos passamos apertos e até pode ser desculpável, mas o conhecimento de simples palavras usadas no cotidiano.

Veja este texto do "çabio" respondendo - com ares de valentia para mostrar falsamente a independência - a uma queixa pública de João Feliciano e de pouquíssimas linhas.

"Alvarás são espedidos por proficionais efetivos da prefeitura Municipal, se a irregularidade a culpa é de quem sedeu alvará e deve ser fiscalizado, nao passo a mão na cabeça de ninguem!!"¨

Aliás, uma Ouvidoria séria e para valer, deveria ser ocupada por alguém sem viés político partidário, mas técnico. Neste caso, é mais um cabide de emprego com o dinheiro dos pesados impostos dos gasparenses. Acorda, Gaspar!
Herculano
26/12/2018 07:43
EM CARTA DE NATAL, LULA PEDE QUE MILITANTES NÃO TEMAM OS "VALENTõES"

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto da revista Exame. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta de Natal, na noite de ontem (24), aos militantes da Vigília Lula Livre e pediu que seus apoiadores sigam fortes. "O ódio pode estar na moda, mas não temam nem se impressionem com essas pessoas posando de valentões", afirmou o petista em referência ao governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL).

A mensagem foi lida pelo ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT), em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde Lula está preso desde abril.

De acordo com o ex-presidente, o tempo "deles" (oposição) vai passar e a verdadeira mensagem de Jesus, "um marceneiro que foi perseguido pelos vendilhões do templo, pelos soldados e pelos promotores dos poderosos", vai continuar a ecoar em cada Natal: uma mensagem de amor, fraternidade e esperança. "A luta por um mundo melhor continua", acrescentou.

Lula lembrou ainda que, neste Natal, ele não poderá estar junto de sua família, filho e netos, mas acredita que não está sozinho. "Estou com vocês da vigília, que têm sido minha família", afirmou na carta. Ele também agradeceu a companhia dos militantes e considerou uma "provação" a escolha feita por seus apoiadores de enfrentar dias de frio e calor no Paraná.
Herculano
26/12/2018 07:35
ROUANET NA MIRA


Do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, PSL, no twitter

Em 2019 iniciaremos rígido controle de concessões. Há claro desperdício rotineiro de recursos, que podem ser aplicados em áreas essenciais. Este mês, NUM S?" DIA, o Gerente de Responsabilidade Sociocultural de FURNAS autorizou via LEI ROUANET R$ 7,3 MILHÕES para 21 entidades.
Herculano
26/12/2018 07:25
da série: ainda bem que antecipadamente, Bolsonaro já tem um exemplo de como um biruta pode estragar a economia do país. Não apenas Trump seu espelho ideológico e bravata, mas a petista Dilma Vana Rousseff, e que tornou a vida dos brasileiros um inferno e miserável por anos seguidos e com reflexos danosos ainda hoje

O RISCO DE UM PRESIDENTE IGNARO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Americanos discutem riscos de recessão da economia em 2019. Trump é um deles

Donald Trump quer fazer com que as Bolsas subam no grito. Enquanto solta berros pelo Twitter, o preço das ações cai mais. O Nero Laranja estimula o sentimento difuso e confuso de que a economia dos Estados Unidos pode ter problemas a partir de 2019.

Quais problemas? Um deles é o próprio Trump, um presidente ignaro, destemperado e dado a manias ideológicas.

Faz uns dois meses, americanos mais alarmados dizem ver sinais de que a economia entrará em recessão. A baixa nas Bolsas em parte seria resposta a esses indícios.

A atividade econômica, por sua vez, tende a piorar caso continue a derrocada do preço das ações, a mais feia desde 2008. Mas há motivos para tamanho desânimo?

Uma desaceleração do crescimento parece óbvia. As condições financeiras pioraram. As taxas de juros vêm subindo faz dois anos, embora para níveis ainda historicamente baixos, e os americanos ficam mais pobres e algo mais desanimados com as Bolsas em baixa.

Pelos preços dos mercados, nota-se ainda que os donos do dinheiro não apostam que as taxas de juros continuem a subir depois do começo do ano que vem. Mas daí apenas não se deduz uma recessão.

A taxa de investimento (em máquinas, equipamentos, expansão de capacidade produtiva, enfim) vem caindo. A venda de automóveis e, em algumas regiões, de casas indica que alta de juros fez algum estrago na capacidade ou no ânimo de consumir. Mas a indústria em geral ainda cresce, assim como o número de empregos.

É verdade que viradas recessivas por vezes acontecem em um trimestre.

Bolsas em baixa prolongada podem provocar, além de efeito pobreza, acidentes financeiros em zonas obscuras do mercado. Empresas muito endividadas, um motivo de alerta atualmente, podem subitamente começar a quebrar em série. São especulações na boca de muita gente razoável nos Estados Unidos. Mas não se lê muito artigo ponderado a prever que a economia caminha para o vinagre.

Há alarme quanto ao que pode fazer Trump. O presidente ajudou a derrubar os mercados pelo mundo, EUA inclusive, com sua cruzada protecionista, por exemplo. No entanto, no universo publicitário, populista ignaro e tuiteiro do trumpismo, Bolsas em permanente alta são um sinal de sucesso.

Agora, Trump diz que o único problema da economia americana é o Fed, o banco central dos Estados Unidos, que seria responsável pela baixa nas Bolsas por elevar as taxas de juros. Além do mais, cobra de seus assessores econômicos medidas para "acalmar o mercado", o que tem provocado ainda mais inquietação.

Há rumores de que Trump cogitou ou cogita demitir Jerome Powell, nomeado presidente do Fed pelo próprio Trump faz pouco mais de um ano, plano que é um escândalo na pátria da teoria econômica moderna e da independência do BC.

O presidente dos EUA não tem o poder de demitir o presidente do Fed, embora essa possibilidade agora seja objeto de discussão pública. De qualquer modo, o restante do comitê de política monetária do Fed continuaria a trabalhar a seu modo. Trump criaria confusão grave a troco de nada.

Aí está o problema. Em um momento de crise, Trump pode jogar gasolina no incêndio, como escreveu o Nobel de economia Paul Krugman em sua coluna no New York Times, embora esse risco apareça em outras análises na mídia americana. O risco Trump pode antecipar uma deterioração econômica devido ao próprio medo de que o presidente possa ampliar uma crise no futuro.
Herculano
26/12/2018 07:15
LÍDERES PODEM VIRAR PROBLEMA PARA NOVO GOVERNO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros

A mudança de paradigma na articulação da base governista, privilegiando frentes parlamentares em lugar das lideranças partidárias, deve estabelecer uma queda de braço com os líderes de bancada que pode ser ruim para o governo. É que esse novo jeito de compor maioria não altera o fato de que os líderes têm o poder de garantir o sucesso de carreiras parlamentares. É que são eles que indicam deputados e senadores a cargos que dão visibilidade como comissões e relatorias.

PODER NAS MÃOS
Para o bem ou para o mal, os lideres partidários definem os relatores de todas as medidas provisórias e projetos que tramitam no Congresso.

A SORTE DOS PROJETOS
Líder pode designar um relator que, a depender do nível de satisfação, pode melhorar ou desfigurar um projeto de interesse do governo.

À ESPERA DO DESGASTE
Enquanto durar a lua de mel de Bolsonaro com a população, os líderes não criarão dificuldades. Aguardarão, ansiosos, um eventual desgaste.

ELE SABE O QUE FAZ
Bolsonaro, que jamais foi do alto-clero, joga com o contencioso da "massa parlamentar" do baixo-clero em relação aos líderes da Câmara.

ARTISTAS #ELENÃO SE OMITEM NO CASO DO MÉDIUM
Até agora, terceira semana após as primeiras denúncias, nenhuma das celebridades da TV de campanhas como #EleNão, contra o então candidato Jair Bolsonaro, apareceu nas redes sociais para manifestar solidariedade às mulheres vítimas do médium João de Deus. Várias delas inclusive aparecem nas redes sociais em poses cheias de ternura ao lado do homem acusado em mais de 500 casos de abuso sexual.

EXPLICA AÍ
Essas atrizes, cantoras e sub-celebridades também se associaram ao protesto #MexeuComUmaMexeuComTodas, contra o ator José Mayer.

SILÊNCIO CONSTRANGEDOR
"Rostos" do movimento, as celebridades Taís Araújo, Cleo Pires, Ciça Guimarães, Preta Gil e Daniella Mercury etc, não se pronunciaram.

Só XUXA
Até o momento a única do "#MexeuComUmaMexeuComTodas" que se manifestou contra João de Deus foi Xuxa, que "se enganou feio", disse.

GOVERNISTAS FELIZES
Soa como música aos ouvidos dos parlamentares, nas conversas com Bolsonaro, a promessa de distribuir com eles os cargos federais nos Estados e em escalões inferiores das administrações direta e indireta.

MULHER NO COMANDO
No Senado tem prevalecido a tradição de o maior partido indicar o presidente da Casa. O MDB diminuiu, mas continua com a bancada mais numerosa, que deve referendar o nome de Simone Tebet (MT).

CHANCES MODESTAS
O veterano tucano Tasso Jereissati (CE) e o novato Davi Alcolumbre (DEM-AP) dão sinais de que adorariam presidir o Senado. Mas as chances são modestas, ao menos por enquanto.

CINEMA DO LIXO
O cinema brasileiro ainda padece da doença infantil de bajular bandidos de favelas do Rio, pintados com as cores de "líderes". Até a HBO embarcou nessa canoa furada, com uma série sobre esse lixo.

ESSE NÃO, ESSE NÃO...
Contam às risadas, na Transição, que o chefe do PRTB, Levy Fidélix, pretendia lotar o "aerotrem" de convidados para a posse de Jair Bolsonaro. Mas cortaram tantos que vai sobrar lugar no Karmanguia.

FALA, PREGUIÇA
Jogadores e a imprensa esportiva deveriam se envergonhar queixando-se do calendário da CBF. Enquanto no Brasil a rapaziada engorda nas férias, na Europa há jogos todos os dias. Hoje, amanhã... até no dia 1º.

COVARDIA DE MADURO
Como fazem ditaduras em declínio, a Venezuela busca um "inimigo externo", por meio de conflito armado, para tentar se manter. Acusa de "invasão" o navio de uma petroleira americana, mas as ameaças são à pequena Guiana. Além de tiranos, covardes.

EMPREGO DOS SONHOS
Enquanto a maioria dos brasileiros critica o custo com salários e regalias de servidores públicos, 4,5 milhões de pessoas querem a própria boquinha no MPU, PF e PRF, segundo o Gran Cursos (DF).

PERGUNTA NO XILINDRó
Teve peru e rabanada ontem na carceragem da Polícia Federal?
Herculano
26/12/2018 07:04
ONDE ESTÁ O FABRÍCIO QUEIROZ? por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

O caso do assessor dos Bolsonaro só fez piorar, pois a estratégia do silêncio é suicida

O PM Fabrício Queiroz continua sumido. Quem conhece o mundo das malfeitorias garante: "É suicídio". Ele não aparece em casa e não compareceu aos depoimentos combinados com o Ministério Público.

Admita-se que esteja com os nervos em pandarecos, pois passou de amigo da Primeira Família para o centro de uma rede de movimentações financeiras pra lá de suspeitas. Seu ex-chefe, o senador eleito Flávio Bolsonaro, diz que ouviu seu relato e achou-o "bastante plausível". Só se poderá confiar nessa plausibilidade depois que o relato se tornar público.

Uma coisa é certa: a história segundo a qual Queiroz deixou a assessoria de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro para tratar de sua aposentadoria não fica em pé.

Ele foi exonerado no dia seguinte ao aparecimento da notícia de suas movimentações bancárias "atípicas". Além disso, no mesmo dia, foi exonerada sua filha Nathalia, que estava lotada no gabinete de Jair Bolsonaro, em Brasília. Quando os dois tornaram-se "ex-assessores", faltavam 13 dias para o segundo turno.

O silêncio de Queiroz faz com que suas movimentações financeiras "atípicas" continuem apenas como algo suspeito. Um depósito de R$ 24 mil na conta da mulher de Jair Bolsonaro já foi explicado por ele como parte do pagamento de um empréstimo pessoal.

O presidente eleito reconheceu que não informou a transação à Receita Federal, mas atire a primeira pedra quem já não fez isso com uma pessoa de suas relações.

Outros murmúrios, saídos de fontes anônimas, falam em venda de objetos eletrônicos a conhecidos. Coisa de R$ 600 mil ao longo de 13 meses, caso se olhe só para o que entrava em sua conta. Mesmo assim, o feirão de Queiroz movimentava quantias muito superiores ao seu rendimento como suboficial da PM e assessor de um deputado estadual.

Queiroz não é um PM qualquer. Além da ligação com os Bolsonaro, sua folha é a de um militar premiado. Foi homenageado pela Assembleia Legislativa e ganhou a medalha Pedro Ernesto.

Há anos, como soldado, recebeu o abono, hoje extinto, dado aos PMs por atos de bravura em confrontos com bandidos. Era a "gratificação faroeste". (Quando esse benefício foi instituído, em seus confrontos a PM do Rio matava duas pessoas e feria uma. Dois anos depois, matava quatro para cada ferido.)

Está nas livrarias "O Infiltrado - Um Repórter dentro da PM que mais mata e mais morre no Brasil", de Raphael Gomide. Em 2007 ele fez concurso para a PM do Rio, passou pelo treinamento e serviu por 22 dias como soldado. Lá, um ex-comandante da corporação admite que a "gratificação faroeste" foi um estímulo à "cultura da violência".

O silêncio de Queiroz pode ser eficaz para quem olha para o tempo político. É suicídio porque esse tempo nada tem a ver com o do Ministério Público. Os procuradores não têm pressa, têm perguntas. Se ele movia tanto dinheiro porque transacionava com mercadorias, deverá dizer de quem as comprava e para quem as vendia.

A esperança de que Queiroz passe pelo Ministério Público administrando um silêncio seletivo é suicida. Peixes grandes como Marcelo Odebrecht e Antônio Palocci tiveram a mesma ilusão. Queiroz é um lambari, sua movimentação financeira não compraria um dos relógios com que as empreiteiras mimavam maganos.

Contudo, sua trajetória e seu silêncio são ilustrativos do que vem junto com a "cultura da violência". Ele foi da PM para um gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, empregou parentes e tem a confiança da Primeira Família da República, cujo chefe elegeu-se presidente com uma plataforma moralista e justiceira.
Herculano
25/12/2018 08:49
BOLSONARO DEFINE ESTRATÉGIA 'CARISMA COM CARINHO', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste dia de Natal nos jornais brasileiros

A poucos dias de assumir, o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu principal articulador político, Onyx Lorenzoni, que vai chefiar a Casa Civil, investem na fórmula "carisma com carinho" para formar maiorias parlamentares em apoio à agenda do futuro governo. A estratégia, de eficácia incerta, contorna lideranças partidárias e o toma-lá-dá-cá típico do "presidencialismo de coalizão" vigente no Brasil. Eles até convidam diretamente cada parlamentar para reuniões, à revelia dos líderes.

ACESSO SERÁ TOTAL
Parlamentares têm a promessa de amplo acesso aos 22 ministérios e não apenas àqueles controlados por seus partidos, como antes.

PROJETOS DIFÍCEIS
O governo vai precisar de apoio para aprovar projetos como reforma da previdência, privatizações, redução da maioridade penal etc.

RECONHECIMENTO
Para compensar o arrocho na liberação de emendas, o novo governo promete amplo crédito à parceria dos políticos, nas inaugurações.

DIVIDENDOS ELEITORAIS
O raciocínio é que isso renderá bons dividendos eleitorais na eleição municipal de 2020 para quem estiver alinhado com o governo federal.

FAVORITO, MAIA SUBESTIMA ADVERSÁRIOS NA CÂMARA
O favorito na disputa pela presidência da Câmara é o atual ocupante do cargo, Rodrigo Maia (DEM), mas ele tem subestimado adversários como João Campos (PRB-RJ), que leva a vantagem da dupla militância nas bancadas evangélica e da segurança pública. Outros candidatos fortes são Fábio Ramalho (MDB-MG) e Delegado Waldir (PSL-SP), que se beneficiam da queixa dos partidos do Centrão, inconformados com o fato de o DEM estar bem no futuro governo, com três ministérios.

TRUNFOS DE MAIA
Maia tem dois trunfos: trânsito na esquerda (cerca de 150 deputados) e alinhamento com as reformas econômicas do ministro Paulo Guedes.

OPÇÕES EXTRAPARTIDÁRIAS
O presidente da Câmara diz que as escolhas de Bolsonaro se baseiam em lealdade pessoal e na decisão de privilegiar as bancadas temáticas.

LATIFÚNDIO DO DEM
Partidos do Centrão alegam que o DEM ganhou Saúde (Luiz Henrique Mandetta), Agricultura (Tereza Cristina) e Casa Civil (Onyx Lorenzoni.

BATE-PRONTO DE GILMAR
O ministro do STF Gilmar Mendes não se conteve quando lhe chegou mensagem das redes sociais ironizando o recesso da Justiça: "É bom ver o STF de férias. Dá sensação de segurança jurídica." Ele reagiu de bate-pronto: "Essa é uma boa opinião quando não se está preso".

EFEITO DOS ATRAVESSADORES
A produção de etanol bateu recorde em 2018, superando 32,3 bilhões de litros, mas o preço não cai porque as distribuidoras, que atuam como atravessadoras, não deixam. E ainda impedem venda direta dos produtores aos postos de combustível.

A VOZ DO POVO
O clamor da opinião pública contra Renan Calheiros (MDB-AL), pelas redes sociais, é um dos principais aliados da senadora Simone Tebet (MDB-MT) na sua campanha para presidir o Senado. Está animada.

DE VOLTA À RIBALTA
Eleito senador com 1,2 milhão de votos, o experiente catarinense Esperidião Amin (PP) vai chegar chegando: seu nome já figura entre os pretendentes à presidência do Senado.

EDUCAÇÃO, QUE VERGONHA
Programas na TV revelam a falência da Educação. No Silvio Santos de domingo, universitários não sabiam quem foi o primeiro presidente do Brasil, e três arriscaram a resposta "Jânio Quadros". Meses atrás, na Globo, estudante de jornalismo não sabia quem descobriu o Brasil.

CHATOS GO HOME
No Governo de Transição, contam que acabou a tinta na caneta do general Hamilton Mourão, tantos foram os nomes riscados da lista de convidados para a festa da posse. De chatos querem distância.

DE DOIS EM DOIS ANOS
Propaganda do TSE na TV diz para as pessoas não ficarem acordando para a política apenas de dois em dois anos. Bestagem. Duro é sustentar a bilionária Justiça Eleitoral, que só funciona de dois em dois anos, por isso deveria ser provisória, com seus 35 mil funcionários.

RISADAS AO TELEFONE
Bolsonaro vez ou outra liga para um velho amigo no Mato Grosso do Sul para lembrar causos engraçados. Do outro lado da linha está o deputado estadual Coronel David, um dos primeiros a acreditar nele.
Herculano
25/12/2018 08:42
BOLSONARO LAVA ROUPA SUJA NA BEIRA DO TANQUE; VIDEO DIVULGADO POR ASSESSORIA É POPULISMO BOBO; ELEITO MIMETIZA LULA COM SINAL INVERTIDO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Que interesse pode haver em um vídeo em que um homem lava roupa num tanque - segundo consta, roupa de mergulho? Bem, cumpre perguntar à assessoria de Jair Bolsonaro. O filme é de uma criatividade encantadora. Vê-se o presidente eleito, de bermuda cinza e camiseta azul, esfregando e torcendo duas peças. Em seguida, ele as dependura no varal.

Não há texto, não há contexto, não há nada. Nem romance sueco pós-moderno é tão minimalista. É pena que Lars Gustaffson, que escreveu "A Morte de um Apicultor", não vá poder saborear a cena porque se foi em 2016. A rotina de Lars Westin, o apicultor que é personagem de seu romance, pareceria novela de cavalaria comparada ao vídeo que veio a público.

Bem, a coisa não teria interesse nenhum não fosse o fato de que se trata do presidente eleito. Opa! Esperem aí: aumenta a falta de importância, não é mesmo?

A intenção parece clara: demonstrar que Bolsonaro é um homem comum, simples, desapegado, que leva uma rotina como a nossa. Ele também lava roupa. E, creio, tenta-se demonstrar, adicionalmente, que não é machista. Quando John Bolton o visitou nem sua casa, no Rio, todos vimos a mesa bagunçada do café...

Bolsonaro passou o domingo numa área da Restinga da Marambaia, no Rio, que é administrada pelas Forças Armadas. É a região onde os torturadores e assassinos desovaram o corpo do deputado Rubens Paiva.

O eleito está com uma bolsa de colostomia e não pode mergulhar. Não se sabe de quem era a vestimenta que lavava.

Se um presidente assim o quiser, nunca tocará num trinco de porta porque alguém se encarrega de abri-la. Também não precisa gastar um miserável tostão com alimentação ou administração do lar porque o poder público se encarrega desses custos. Percebam o aparato de pessoas e veículos de segurança que acompanha Bolsonaro a cada vez que ele se desloca. O filme divulgado é demagogia populista. Há um exército de mordomos invisíveis cuidando de Bolsonaro e de sua família. A menos que ele não resista a um tanque ou que considere uma distinção moral lavar roupa, é evidente que há um batalhão que pode fazer isso por ele.

Espero que resistam à tentação de filmá-lo fazendo faxina nos palácios da Alvora e do Planalto a partir de 2 de janeiro.

Poucos se dão conta de que Bolsonaro tenta ser uma espécie de Lula no espelho. Também o presidente petista gostava de exibir a sua simplicidade, a sua origem humilde, o seu desapego, a sua informalidade. Ao mesmo tempo, não perdia uma só oportunidade de exibir os supostos marcos inaugurais de seu governo.

Bolsonaro mimetiza Lula - e o próprio general Augusto Heleno já destacou em entrevista essa proximidade, embora, claro!, tenha criticado o petista. Mas, como resta evidente, o presidente eleito espelha - e, pois, inverte ?" o sinal ideológico. Chegou a vez da versão de extrema-direita do homem do povo.

Para quem caça metáforas, uma fica à solta na imagem: Bolsonaro está lavando roupa suja. De quem?
Herculano
25/12/2018 08:18
BOLSONARO E SEUS FILHOS, por Marco Antônio Villa, historiador na revista IstoÉ

No Brasil, família não rima com política. Desde o início da República essa convivência não foi saudável. Hermes da Fonseca, sobrinho do marechal Deodoro da Fonseca, foi acusado de falsificar atas do Governo Provisório para favorecer banqueiros do Encilhamento. Era um momento de intensa especulação financeira. O sobrinho do presidente teria alterado decretos sem o conhecimento do tio e dos ministros. Poucos anos depois ?" e por razões políticas -, Alberto Salles rompeu com seu irmão, o presidente Campos Salles. O pomo da discórdia foi a adoção da Política dos Governadores por parte do presidente que garantia apoio parlamentar no Congresso em troca da entrega dos estados aos potentados locais. Meio século depois Getúlio Vargas acabou pagando com a vida pelo envolvimento de um dos seus filhos - Lutero - no atentado da rua Tonelero, a 5 de agosto de 1954. Irritado com as sucessivas denúncias do jornalista Carlos Lacerda na "Tribuna da Imprensa" contra seu pai, segundo algumas versões, Lutero teria solicitado ao chefe da guarda pessoal de Vargas - Gregório Fortunato - que calasse o jornalista. Quarenta anos depois, Pedro Collor acabou abrindo o caminho para o processo de impeachment de seu irmão. Uma divergência familiar acabou levando à interrupção do mandato presidencial de Fernando Collor em dezembro de 1992.

São apenas alguns exemplos. Mas todos conduziram a uma crise política - exceto o de Alberto Salles que levou ao rompimento da fração positivista do republicanismo histórico com a República dos coronéis, os senhores do baraço e do cutelo no dizer de Euclides da Cunha. Se a presença de famílias nos estados marcou - e marca - a história política do Brasil, não é tão comum a repetição desse fenômeno no plano presidencial. E muitos menos com tantos filhos na política como Jair Bolsonaro. Pode ser lembrado o caso da família Sarney, contudo eram somente dois filhos políticos e sem o poder explosivo dos três de Bolsonaro.

Se no período de transição seus filhos não perderam oportunidade para criar situações embaraçosas para o pai, o que poderemos esperar a partir de 1º de janeiro de 2019? Ter três filhos na política não é um bônus. Especialmente quando não tem vida própria. Foram eleitos graças ao prestígio político do pai. Dessa forma, cada fala de um deles é entendida como se fosse do presidente. Quantas vezes Bolsonaro não teve de desmentir os filhos? Isso pode acabar mal.
Herculano
25/12/2018 07:43
UM FELIZ NATAL SELETIVO.

Se os desejos de Feliz Natal de Felipe Moura Brasil, no twitter, for para valer, vão sobrar poucos no entorno e no poder de plantão em qualquer lugar do Brasil, inclusive por aqui.

Feliz Natal às pessoas de bem, que não roubam a Petrobras, nem recebem propinas de empreiteiras, nem compram parlamentares, nem financiam campanha com caixa 2, nem cobram pedágio de funcionários, nem atacam mentirosamente aqueles que buscam e dizem a verdade sobre todos os fatos.
Herculano
25/12/2018 07:40
TEMER ENTREGA O PAÍS MUITO MELHOR DO QUE RECEBEU, por Joel Pinheiro da Fonseca, no jornal Folha de S. Paulo

Fracasso na opinião pública, presidente recolocou o Brasil nos trilhos

Michel Temer recebeu um país atolado e sem rumo. Usando das ferramentas da política tradicional brasileira, recolocou o Brasil nos trilhos e agora o entrega muito melhor do que o recebeu. Este é um bom momento para apreciar seu legado.

Temer assumiu o governo com uma prioridade clara: consertar a economia, desfazendo o estrago dos anos Dilma e endereçando um problema estrutural de nossas contas públicas: a trajetória explosiva de gasto que, se não for controlada, enterrará o país. Para isso, cercou-se de uma equipe econômica de primeira linha.

Com o teto de gastos, colocou um limite legal à expansão do gasto público e conectou as aspirações do Estado à realidade mais elementar: dado uma quantidade finita de recursos, para se gastar mais de um lado é preciso gastar menos do outro.

Acabou com a farra do juro subsidiado do BNDES para grandes empresas (pago, é claro, pelo contribuinte). A nova taxa do banco, a TLP, reduzirá progressivamente os subsídios.

A reforma trabalhista tem reduzido drasticamente a quantidade de novos processos trabalhistas, uma das grandes distorções da economia brasileira, que dificulta o empreendedorismo e mantém o desemprego alto sempre que a economia não está aquecida.

Na educação, a reforma do ensino médio garantirá currículos obrigatórios mais enxutos, dando mais flexibilidade para diferentes casos e necessidades. Além disso, é um passo importante na direção do ensino de tempo integral.

A lei das estatais garante mais profissionalismo e menos aparelhamento político das empresas públicas. E, para fechar com chave de ouro, ainda abriu o investimento internacional em empresas aéreas, o que ajudará a dinamizar um setor muito problemático.

Os resultados são visíveis. Temer entrega um país com inflação e juros baixos, em crescimento econômico. Desemprego e endividamento das famílias estão em queda. Subimos posições no ranking da facilidade de se fazer negócios. Estamos prontos para crescer.

Para isso, Temer jogou o jogo da velha política, mesmo sabendo que ela é vista como o grande mal do país. Soube negociar cargos e verbas para aprovar suas medidas e se manter no poder mesmo com os ataques a que foi submetido. Garantiu o apoio do funcionalismo público com aumentos generosos. Bem-sucedido nos resultados, foi um fracasso na opinião pública.

Os meses de maio lhe foram cruéis: em 2017, a gravação de Joesley. Em maio de 2018, veio a greve dos caminhoneiros. Em ambos os casos, a capacidade de negociar ?"e não de fazer bravatas junto à opinião pública?" o salvou.

Sua grande falha foi não ter aprovado a reforma da Previdência. Mesmo assim, ele deixa o trabalho já pronto para seu sucessor. O projeto não é perfeito, mas faz o essencial: institui uma idade mínima e acaba com o regime de privilégios do funcionalismo. A discussão com o Congresso e com a sociedade já foi feita, as falácias que antes circulavam (por exemplo, que não existe déficit) já foram definitivamente refutadas. Só falta votar.

Para mim, mais do que ser "velha" ou "nova", a política tem que funcionar. A gestão Temer, dentro dos limites de tempo, opinião pública e pressão política que encontrou, funcionou. Bolsonaro receberá de suas mãos um generoso presente de Natal, e o Brasil, ainda que ingrato, sai beneficiado de seu governo.
Herculano
24/12/2018 14:50
FELIZ NATAL
Herculano
24/12/2018 14:50
SERÁ?

O Brasil já teve até um Ministério da Desburocratização, com Hélio Beltrão. E pouca coisa mudou. Os esquemas do carimbo, da "análise" e da rubrica no governo são mais fortes, mesmo agora, na era digital on line.

Há pouco, no twitter, o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, PSL, prometeu, um presente simples, mas muitíssimo valioso.

"inúmeras regulamentações em todos os setores que só servem para arrecadação e entraves de desenvolvimento, sem nenhum retorno prático ao cidadão, irão ser revogadas rapidamente em meu governo. Menos interferência do estado significa melhores condições de vida ao Brasileiro".
Herculano
24/12/2018 08:12
REFORMA TESTARÁ OTIMISMO COM BOLSONARO, por Vinicius Mota, secretário de redação do jornal Folha de S. Paulo

Presidente instila confiança econômica na população, que será afetada com alongamento do prazo até a aposentadoria

??Um novo presidente da República está prestes a tomar posse. Essa é a única variável a explicar a brusca inversão de expectativas sobre a economia - do pessimismo para o otimismo - detectada pelo Datafolha. Tudo mais ficou constante.

Em tais ocasiões pouco frequentes, quando a história propicia um ambiente quase laboratorial ao observador, surge uma pista poderosa da razão pela qual o governo existe. Ele é um grande, talvez o maior, catalisador das esperanças e das desesperanças da comunidade política.

Na longa série do instituto, um outro episódio célebre de reviravolta no humor do eleitorado foi detectado no final de outubro de 2014, pouco antes do segundo turno da eleição presidencial. O mau humor predominante com o futuro de repente despencou - era a senha da disposição da maioria estreita para reeleger Dilma Rousseff -, mas menos de dois meses depois estava reposto.

Para determinar o sucesso e o fracasso de um governante, muitas vezes a convicção coletiva sobre o que vai ocorrer prevalece sobre os outros dados da realidade e sobre os desdobramentos prováveis dos fatos.

O fraco desempenho da atividade, da renda e do emprego nos últimos 18 meses da gestão Michel Temer foi incompatível com a boa qualidade da sua política econômica em parte por causa da desconfiança brutal que a figura presidencial suscitou na população após o escândalo da JBS.

Se o raciocínio estiver certo, Jair Bolsonaro vai receber um bônus na largada da administração, pois um fator importante da equação se modificou. O presidente da República agora instila confiança em parcela majoritária dos brasileiros, o que por si só tende a estimular o consumo e o preenchimento mais veloz da vasta capacidade ociosa das empresas.

Mas a inércia favorável será curta. Reimpulsionar o movimento depende de o governo conseguir alongar o horizonte da aposentadoria de dezenas de milhões. Será preciso arriscar o patrimônio que, no fim das contas, sustenta o otimismo vigente.
Herculano
24/12/2018 08:07
JUCÁ EMPLACA PROTEGIDO NO GOVERNO BOLSONARO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Chefe da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) por indicação do seu padrinho e senador Romero Jucá (MDB-RR), Sidrack de Oliveira Correia enviou mensagem aos superintendentes regionais garantindo ter sido confirmado no cargo durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL). O apadrinhado de Jucá poderá, assim, operacionalizar a venda futura dos imóveis da União, avaliados em cerca de R$800 bilhões.

MAIOR DA HISTóRIA
A venda ao menos parcial de imóveis da União é uma das possibilidades avaliadas pela equipe econômica de Bolsonaro.

QUASE 1 TRILHÃO
O valor de todos os imóveis da União é comparável apenas àquele montante que seria obtido com a exploração de todo o Pré-sal.

DIGITAIS DE JUCÁ
O Gabinete de Transição desconhece qualquer entendimento de Jucá com o futuro governo, mas a presença de Sidrack sugere o contrário.

ESTRANHOS VOTOS
Na mensagem por Whatsapp aos subordinados, o chefe da SPU diz um "fica (sic) com Deus" e pede "sangue nos olhos e faca nos dentes".

TCU BARRA LICITAÇÃO DE R$104 MILHõES/ANO NA ANTT
O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), assinou medida cautelar para suspender licitação de R$104 milhões por ano da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para contratar empresa de consultoria em engenharia. Após instrução da área técnica TCU, o ministro identificou irregularidades no edital, com indícios de restrição a? competitividade e também de sobreprec?o.

ONDE HÁ FUMAÇA...
A ANTT mandou suspender a licitação em razão das irregularidades apontadas na medida cautelar do ministro Bruno Dantas.

IRREGULARIDADES A GRANEL
O TCU viu indícios de irregularidades na modalidade de licitac?a?o, na nota da proposta te?cnica e na nota da proposta de prec?os.

STF NÃO VAI APURAR?
O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda deve explicações sobre o vazamento da notícia sobre a ordem assinada pelo ministro Luiz Fux, que permitiu a fuga do terrorista Cesar Battisti. A decisão chegou primeiro à imprensa e só depois à Polícia Federal. Muito estranho.

EM CAMPANHA
Candidato à presidência da Câmara, o deputado João Campos (PRB-GO) se posiciona como a antítese do atual ocupante do cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Inclusive ao cumprimentar cada servidor que encontra.

PROCURE OUTRA
A Latam extraviou a mala de um leitor que se viu em Paris, no frio, sem roupas para trocar. Foi devolvida em Brasília 25 dias depois, sem explicações, desculpas, nada. E um par de tênis foram roubados.

DO SEU BOLSO
O saldo da Tarifa de Contingência, cobrada durante os oito meses da crise hídrica no DF, foi de R$ 82 milhões. Do total, R$ 78 milhões foram arrecadados e R$ 4 milhões provenientes de aplicações, diz a Adasa.

PROMESSA VÃ
Rodrigo Maia teria assumido compromisso com a "Polícia Legislativa" de mudar a carreira, que hoje é de ensino médio, para ensino superior, sem concurso. A não ser que Maia mude a Constituição, isso não pode.

RUBINHO... EM 5º
Apesar de estar aposentado da Fórmula 1 há mais de seis anos. Rubens "Rubinho" Barrichello é o quinto meme mais procurado no Google, em Brasília, este ano, para ilustrar histórias de atraso.

DIGA-ME COM QUEM ANDA
O ainda governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), alinhou suas redes sociais a figuras como Celso Pansera, expulso do MDB por gostar demais dos petistas Dilma, Zé Guimarães, Henrique Fontana e Rui Falcão, além de Heloisa Helena (Rede) e os partidos PDT e PSD.

SÍNDROME
O senador eleito Eduardo Girão (PROS) encaminhou ofício à Diretoria Geral do Senado para que os valores referentes aos salários extras sejam repassados integralmente à Instituição de Caridade "Peter Pan".

QUE FASE...
Acusado de embolsar propinas milionárias, o governador Luiz Pezão foi flagrado na cadeia com o equivalente a 500 merrecas no bolso.

CORREIOS PREPARAM PACOTE PARA REDUZIR CUSTOS
O presidente da estatal Correios, general Juarez Cunha, que é da turma do general Hamilton Mourão, o vice-presidente, prepara pacote de redução e racionalização de custos para o início de 2019. Nomeado em novembro, até agora não se cogita sua substituição. Vai promover muitas mudanças: diminuir as vice-presidências de oito para cinco, instituir a meritocracia e proteger os Correios da política partidária.
Herculano
24/12/2018 08:01
Dono do Brasil toma o país de volta (PT e a ilusão de ser maior), por Armando Coelho Neto,jornalista e advogado, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-integrante da Interpol em São Paulo, para o GGN

Cena 1. Eu era presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e, tratando de assunto de interesse da categoria, ouvi do Chefão da PF: não sei quem manda no Brasil. Converso com o presidente Lula, ele me parece sereno e sincero. Chama ministros, assessores, toma decisões e batem o martelo. Saio da reunião, certo de que o assunto tratado está resolvido. Passa o tempo e nada acontece. Para ele, era como se algo ou alguém na obscuridade tomasse as decisões. Cá comigo, eu me dizia que o país tinha e tem dono, o PT ganhou nas urnas o direito de assinar papeis, sem nunca chegar ao poder.

Cena 2. Eu estava no interior de São Paulo, onde um ex-vereador de uma pequena cidade estava a receber o título de Cidadão do Município. Conversa vai, conversa vem, ele disse: você não é PT e vota no PT. O rio quando nasce é pequeno, a água é limpa e transparente. Mas, quando cresce as águas se avolumam, se tornam turvas e violentas. Ao passar pela curva arrasta todo o lixo das margens. O rio PT arrastou lixo na primeira curva e isso não vai dar certo. O PT vendedor de estrelinha na Praça da Sé, em São Paulo, vai transbordar feio quando a chuva chegar. Com meus botões, me disse: é como evangélico de araque, que quer o bem bom agora e não nos Jardins do Eden.

Cena 3. Sem ordem cronológica, o PT está crescendo e pode ganhar eleições. Vamos impor a lei seca, às vésperas das eleições. Na Polícia Federal, corruptos de carteirinha começam a construir discurso de esquerda, de olho na curva do rio. O comércio recebe recomendações para não permitir conversa política nos bares: é armação petista pra fazer campanha proibida. A militância do PT mostra força na boca de urna e cresce mais. Fazer boca de urna vira crime. Empresários reunidos na Av. Paulista decidem que "Lula não pode ser presidente de jeito nenhum". Fernando Collor de Melo (candidato da Globo e das elites) leva Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, para dizer que ele lhe ofereceu dinheiro para ela abortar. A TV Globo edita o último debate entre Collor e Lula. Vale o decidido na Av. Paulista.

Cena 4 - Com 61,27% dos votos válidos, Lula é finalmente eleito presidente e, apesar da Cena 1, se torna o melhor presidente da história. Os donos do Brasil não gostaram. Lula era o macaco na cristaleira que iria quebrar tudo, era pra ter caído no primeiro mandato. Lula se reelege e elege Dilma Rousseff, que também se reelege. O prazo de validade da democracia de fachada vence. Eclode o golpe com supremo e tudo. Mas não pode dizer que é golpe. Na maior farsa jurídica nacional, quiçá do mundo, Lula é condenado, preso. A justiça tenta legitimar o golpe, rasga a Constituição, atropela a Organização das Nações Unidas e a farsa eleitoral se consuma dentro de outra farsa, que sai vitoriosa. O Coiso vence na fraude, mas ainda não pode chamar nem de fraude nem de golpe.

Cena 5 - No dia 19 de dezembro deste ano, atendendo pedido judicial do PCdoB, o ministro Marco Aurélio Mello, da dita Suprema Corte, determinou a soltura de presos condenados em segunda instância, pois fere a Constituição. Reafirmou seu entendimento de sempre sobre a matéria. A decisão do ministro só poderia ser reformada por ele mesmo ou pelo colegiado, segundo já sacramentado no STF. Mas o ministro Dias Tófolli cassou a sentença horas depois. Se posta em prática, o ex-presidente Lula estaria entre os beneficiados.

Epílogo. Conforme a Cena 1, ninguém sabe ainda quem manda no Brasil. Há meras suposições sobre isso. Já pela Cena 2, o PT levou para o STF muito lixo das curvas do rio, e esse lixo está soterrando a Constituição Federal. A mudança de regras no Brasil gira em torno do que pode prejudicar o Partido dos Trabalhadores. É o que se deduz da Cena 3. Conforme Cena 4, o diabo quando vem não se apresenta como tal e sim como anjo, assim como a ditadura de 1964 se apresentou como "a redentora". Portanto, continua não sendo possível chamar o golpe pelo nome, nem a farsa de farsa. A Cena 5 permite concluir que o ministro Marco Aurélio (conhecido como voto vencido) ou não entendeu que é golpe, ou está no golpe, ou peitou o golpe, sabe-se lá por que.

Quem manda no Brasil? Mistério. O que há de certo é que, na marra, o dono pediu o que é seu de volta, e o Exército Brasileiro, que bate continência pra canalha, resolveu entregar. O PT que viveu a ilusão de ser maior está voltando ao tamanho original e ainda corre o risco de entrar para a ilegalidade.
Herculano
24/12/2018 07:51
da série: a ignorância, a dor e a esperança empobrecem muitos para o enriquecimento de pouquíssimos. É assim na política, na fé, nas mais variadas profissionais regulares reconhecidas e principalmente no charlatanismo

O PATRIMôNIO DE OUTRO MUNDO DE JOÃO DE DEUS

O Antagonista. A Folha fez um levantamento do patrimônio imobiliário do curandeiro João de Deus, suspeito de estupro e abuso sexual.

Só em Abadiânia, ele tem 27 imóveis, avaliados em 20 milhões de reais.

Somados aos 35 milhões de aplicações financeiras e o 1 milhão em dinheiro vivo achado na sua casa, o total soma 56 milhões de reais.

É mesmo de outro mundo.
Herculano
24/12/2018 07:18
UMA COISA DE CADA VEZ, na coluna Painel, com Ricardo Balthazar, Taís Arbex e Júlia Chaib, no jornal Folha de S. Paulo

Ex-integrantes da equipe econômica do governo que atuaram na linha de frente de diferentes administrações nos últimos anos temem que Jair Bolsonaro (PSL) desperdice o bônus de sua popularidade se não escolher bem as batalhas que enfrentará no Congresso nos primeiros meses após a posse. Fazer a reforma da Previdência aos poucos será sua melhor opção para alcançar resultados rapidamente, eles dizem. Deixar para depois o debate sobre os impostos seria mais prudente, sugerem.

NA PRATELEIRA?
Para esses observadores, o ideal seria começar com mudanças encaminhadas por Michel Temer (MDB), como a idade mínima para aposentadorias. O novo regime de capitalização proposto pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, poderia ficar para depois, dizem.

BRIGUEM DEPOIS?
Uma estratégia gradual também seria melhor para a reforma tributária, sugere um deles. Mexer nos impostos estaduais obrigaria Bolsonaro a enfrentar logo no começo negociações difíceis com os novos governadores, num momento em que muitos estados enfrentam situação financeira frágil.

FAÇAM AS APOSTAS
A consultoria internacional Eurasia aumentou de 55% para 60% as chances de aprovação de mudanças significativas na Previdência no início do novo governo. Pesquisas que apontam otimismo com Bolsonaro levaram à revisão das projeções dos analistas na sexta (21).

BOA VONTADE
Sondagem realizada com 60 lideranças do Congresso pela agência In Press Oficina com o site Congresso em Foco indica que há condições de aprovar a idade mínima para trabalhadores do setor privado e aumentar a dos funcionários públicos civis.

DANÇA DAS CADEIRAS
Senadores que buscam espaço na equipe de articuladores políticos formada pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), estão de olho na vaga do deputado Leonardo Quintão (MDB-MG), um dos parlamentares não reeleitos que foram recrutados.

TEM PARA TODOS
Paulo Bauer (PSDB-SC), que deixará o Senado e também ficará sem mandato a partir de fevereiro, é cotado para o posto. A tendência é deslocar Quintão para outro cargo no governo se a troca for levada adiante.

OLHO NELES
O PT convocou integrantes de sua assessoria técnica na Câmara dos Deputados e no Senado para que fiquem de plantão durante o recesso parlamentar. Sua missão será examinar com lupa as primeiras medidas que forem encaminhadas pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso.

PEDRA NO CAMINHO
Os petistas pensam em recorrer a manobras regimentais para travar o avanço de propostas que devem ser enviadas nos primeiros dias de janeiro, como a reorganização dos ministérios de acordo com o desenho definido pelo presidente eleito.

DONO DA BOLA
A direção do PT acha que Bolsonaro usará os primeiros dias de seu governo para criar fatos políticos de impacto em algumas áreas. Uma das apostas dos petistas é que haverá rompimento nas relações com Cuba e Venezuela, países vetados na posse do novo presidente.

PONTA DO LÁPIS
Em valores corrigidos pela inflação, os R$ 150 milhões previstos para gastos diretos da administração federal com propaganda no primeiro ano do governo Bolsonaro equivalem a 16% do orçamento à disposição de Dilma Rousseff (PT) em 2011, ano em que ela chegou ao poder.

NÃO FAZ MAL
Bolsonaro disse na sexta que não quer mais dinheiro. O grosso do investimento do governo em propaganda tem sido feito por bancos públicos e empresas estatais, que têm gasto mais de R$ 2 bilhões por ano com publicidade. O presidente eleito promete rever esses gastos.

DEIXA COMIGO
Em reunião com representantes de todos os estados na semana passada, a Associação de Magistrados Brasileiros combinou que enviará até março ao Supremo Tribunal Federal proposta com novos parâmetros para remuneração dos juízes.

TIROTEIO

Bolsonaro promete não ignorar as regiões mais pobres, mas sua equipe econômica deverá virar as costas para elas

Da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), sobre a ausência de nomes do Norte e do Nordeste no ministério de Jair Bolsonaro (PSL)
Herculano
23/12/2018 12:52
da série: agora que a vaca foi para o brejo... todos contra o João, os charlatães, os tomadores de dinheiro de crentes e fracos.

ENGANADORES, por Alexandre Garcia

Aumenta a cada dia o número de pessoas que superaram o constrangimento e denunciam o curandeiro João de Deus por abusos sexuais. Precisou uma vítima europeia desabafar a violação que sofrera para encorajar as demais. João de Deus foi um milagreiro de sucesso; atraiu milhares de pessoas, de todos os níveis e lugares para a sua Abadiânia, que cresceu em função do seu centro de curas e milagres. Teoricamente, nada cobrava, era um benemérito, mas quando se viu acossado, imediatamente baixou de suas aplicações bancárias 35 milhões de reais.

Assim como ele, o Brasil tem muitos que se aproveitam da boa-fé de pessoas desesperadas, sem esperança. Apelam para curandeiros, milagreiros, demagogos, populistas, falsos benfeitores, com toda a força de sua fé. Milhares foram a Abadiânia nessa situação; milhões foram às urnas. "Ele vai me ajudar" - tem sido a convicção do doente e do eleitor. O resultado tem sido sempre favorável ao alvo da esperança do desesperado: se locupleta e desfruta do poder que lhe dão as pessoas. Um se aproveitando para roubar prazeres sexuais, outros para roubar o patrimônio e os impostos do povo.

Alguns desses, inclusive João de Deus, já estão na cadeia. Outros estão a caminho dela. E hoje olhamos para trás pasmos por saber que por tantos anos um e outros desfrutaram de conceito e respeito, embora tenha sido evidente a ilegalidade de suas atividades. Fomos ingênuos, cegos, alienados, omissos. Pior: de certa forma fomos cúmplices, parceiros necessários para que eles continuassem, por tanto tempo, com o aval de nossa omissão, enganando e enriquecendo ilicitamente.

Parece que foi a Lava-jato que nos sacudiu e nos fez acordar da letargia que resistira ao mensalão. Talvez tenha sido também a nossa paciência esgotada pelo tamanho dos escândalos. As últimas eleições, mostraram isso. A municipal deu sinais fortes de mudança e neste ano as urnas confirmaram a revolta, no voto que foi um grito de basta. Milagreiros, curandeiros, populistas, demagogos, mentirosos, enganadores do pobre povo brasileiro - pobre de espírito ou de conta bancária - parecem estar no fim. E, se estiverem mesmo no seu tempo de juízo final, isso, sim, será um grande milagre."
Herculano
23/12/2018 12:49
TRANSPARÊNCIA?

Perdida na comunicação, com uma agência de propaganda fraca, a prefeitura de Gaspar possui, incontáveis palavras e frases que tentam resumir o que é a atual gestão que quer ser.

Começou com Gestão Eficiente. Como virou piada, vieram outros, que estão na mesma vertente da piada.

Primeiro porque são múltiplas e por isso mesmo não elas definem nada, apenas confundem com o objetivo perante à comunidade.

Segundo, porque depois do tal Avança Gaspar que virou arroz de festa, está se ensaiando a hastag Transparência é tudo. Bom!

Que tal começar mostrar para a cidade e os cidadãos, centavo por centavo, onde foi parar os R$938.651,42 que sobraram da Câmara neste 2018 e que foram devolvidos pelo presidente Silvio Cleffi, PSC? Afinal, transparência é tudo. Acorda, Gaspar!
Herculano
23/12/2018 09:38
CHARLATÃES, por Dráuzio Varella, médico cancerologista, no jornal Folha de S. Paulo

Em meio século de trabalho com pacientes graves, nunca vi um milagre

Todo charlatão que se preza alega receber eflúvios energéticos do além túmulo. Em busca de alívio para os mais variados males, os crédulos vão até ele.

Basta correr o primeiro boato de que o parente do filho do amigo de algum vizinho sarou ao receber um passe para que a fama do charlatão se espalhe. Em pouco tempo, começam as romarias em sua porta.

Se o espertalhão aprendeu certos truques há mais de um século desmascarados pelos mágicos, como enfiar tesouras em narizes, raspar córneas e fazer cortes superficiais através dos quais retiram falsos tumores sem que os incautos sintam dor ou se deem conta da prestidigitação, os testemunhos de poderes extrassensoriais correm o mundo.

A credulidade humana não tem nacionalidade nem respeita fronteiras.

Ele se alimenta da insegurança do outro. Apregoa o dom de incorporar "entidades" que mobilizam energias transcendentais, capazes de restabelecer a ordem nas células do organismo enfermo.

Ninguém questiona a natureza dessa energia: cinética, térmica, potencial, atômica? Ninguém estranha por que ela não faz um tapete voar nem ferver a água de um copo.

O prestígio do charlatão é potencializado pelas personagens públicas que consegue atrair. Cada médico, juiz, presidente da República, intelectual ou artista de renome que procura seus serviços atrai publicidade e lhe confere atestado de idoneidade espiritual.

As motivações que levam gente esclarecida a ir atrás do sobrenatural são as mesmas que mobilizam a pessoa mais simplória. Credulidade é condição contagiosa, não respeita escolaridade, posição social, cultura ou talento artístico.

Trato de doentes com câncer há 50 anos. Assisti ao desapontamento de inúmeras famílias que viajaram centenas de quilômetros com seus entes queridos - muitas vezes debilitados?" - atrás da promessa de curas mágicas que jamais se concretizaram.

A vítima se aproxima do charlatão na esperança de um milagre. Poucos se conformam com a finitude da existência e aceitam as restrições impostas pelas leis da natureza: milagres não existem, são criações do imaginário humano.

Se existissem, em meio século de atividade profissional intensa com pacientes graves, eu teria visto pelo menos um, ainda que fosse uma redução ínfima nas dimensões de uma metástase. Cem por cento das chamadas curas espirituais que tive a oportunidade de avaliar não resistiram à análise racional mais elementar.

Como nem sempre estão bem definidos os limites de separação entre superstições, crendices e religião, quem ousa denunciar as artimanhas do charlatão é tido como contestador da religiosidade alheia e enfrenta a ira popular.

Duvidar da eficácia de suas ações é afrontar a palavra do "enviado de Deus" e as convicções dos fiéis. Tentar convencê-los de que são ludibriados por um malandro que lhes incute esperanças vãs é considerado sacrilégio.

Veja o caso desse cidadão autodenominado João de Deus. Durante décadas iludiu, trapaceou e cortou pessoas com instrumentos inadequados sem o menor cuidado com a esterilização.

Para retirar um ponto cirúrgico de um paciente em meu consultório, preciso de autorização explícita da Anvisa, sem a qual posso ser multado pela fiscalização caso guarde no armário uma pinça e uma tesoura cirúrgica. Tanto rigor com os médicos e permissividade covarde e conivente com esses incorporadores de espíritos.

A menos que tenha mediunidade suficiente para imobilizar vírus e bactérias, quantas infecções locais e transmissões de hepatite B e C, HIV e outras doenças esse curandeiro provocou impunemente?

A sociedade fica chocada ao saber que ele abusou de centenas de mulheres indefesas. Sinceramente, só me surpreendi com o número: esperar comportamento ético de alguém que ficou milionário explorando a boa fé de milhões de doentes é ingenuidade pueril.

Veja você, caríssima leitora, a situação humilhante da mulher no Brasil: no decorrer de 40 anos, um homem branco e poderoso se aproveita sexualmente de mulheres em situação de vulnerabilidade, sob o olhar complacente de auxiliares que com ele convivem, sem ser denunciado à polícia.

Não fossem os depoimentos apresentados no programa do Pedro Bial, quantas ainda seriam estupradas?

Que sensação de impotência, fragilidade, solidão e vergonha tantas mulheres viveram sem ter como reagir, com medo da opinião pública, acuadas pela influência religiosa e social de um criminoso desprezível.
Herculano
23/12/2018 09:30
da série: vai dar m...

CABRAL VAI DELATAR

Conteúdo de O Antagonista. Sérgio Cabral, que sempre negou ter recebido propinas, agora quer fazer uma delação premiada.

O ex-governador deu uma procuração para seu advogado iniciar uma negociação com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e com a PGR, publica O Globo.

"O cardápio inicial inclui o Judiciário - tanto o Tribunal de Justiça do Rio quanto o STJ - ex-chefes do MP fluminense, as jogadas nebulosas da Copa do Mundo e da compra de votos para a Olimpíada de 2016, além de detalhamentos de fatos já narrados em outras colaborações".

O Judiciário treme.
Herculano
23/12/2018 08:08
TRANSPARÊNCIA

O prefeito Kleber Wan Dall, MDB, de Gaspar, e o vereador Francisco Solano Anhaia, líder do partido na Câmara, passaram parte do sábado no reduto do vereador distribuindo papelinhos.

Era a tal prestação de contas da camada de asfalto sobre o paralelepípedos da Rua Pedro Simon.

Transparência é um bom tema e se ela chegar ao governo Kleber como ele anuncia, poderá resolver aclara de vez o que a cidade conta nos aplicativos de mensagens ou colocar seus assessores no buraco. Acorda, Gaspar!

AOS QUE FICAM

Este meme está nas redes sociais, faz sucesso e não circula propriamente entre os opositores:

"Mil cairão para Balneário Camboriú; dez mil para Bombinhas, mas tu ficarás em Gaspar preso ao trânsito", pobres 12.33, numa referência a um suposto versículo bíblico. Então...

DEFESA CIVIL

Alguns novos leitores e leitoras, só pode ser, e pertencentes ao círculo do poder de plantão, reclamam das minhas observações sobre a "desprofissionalização" da manca Defesa Civil de Gaspar e que tinha se arrumado com ao menos uma muleta, mas voltou a se equilibrar num pé só para servir de escritório político.

Bom. Esses leitores e leitoras estão convidadas a perguntar ao ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, sem partido, e principalmente ao ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, e a sua titular na Defesa Civil, Marinês Testoni Theiss, se eu mudei um milímetro nas minhas preocupações, no meu ponto-de-vista e nas minhas observações sobre este sensível tema para a cidade e os cidadãos. Depois conversamos.

Eu não mudei. Quem mudou foram os políticos depois de eleitos nas atitudes que contrariam os discursos. Eles apostam na falta de memória do povo. Este não exatamente o meu defeito, mas uma virtude que incomoda os do poder de plantão. Acorda, Gaspar!
Herculano
23/12/2018 07:46
da série: os políticos sabem da nossa memória fraca e seletiva e nos enganam a rodo com os mesmos temas que soam bem aos nossos ouvidos. Aqui em Gaspar e Ilhota é recorrente...

CENAS DO NATAL DE GOVERNOS ANTERIORES, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Notícias de outras transições revelam coincidências cômicas e problemas recorrentes

O governo que está para começar promete diminuir os impostos sobre a folha de salários das empresas. O governo de Jair Bolsonaro? É o que dizem seus economistas. Era também o que se dizia na transição dos governos de Fernando Henrique Cardoso (1994), Luiz Inácio Lula da Silva (2002) e Dilma Rousseff (2010).

A gente relê os jornais da época de "festas" nos anos de mudança de governo e se diverte com coincidências, com as ingenuidades confiantes e com a constatação de quão grande costuma ser o desnorteio sobre o que pode acontecer.

Nas festas de 2002, muito perto da posse da então grande novidade esquerdista Lula da Silva, o futuro ministro do Trabalho, Jaques Wagner, falava de planos de reforma trabalhista. Patrões e empregados poderiam discutir até 13º e férias, "penduricalhos" (sic) que "acabam atrapalhando a relação entre capital e trabalho". Não seria o caso de "necessariamente diminuir" direitos, mas de fazer um novo "arranjo".

A propósito, não é preciso ser muito sarcástico para lembrar o caso do vice-presidente general Hamilton Mourão discursando sobre as "jabuticabas" trabalhistas brasileiras.

A diminuição dos encargos trabalhistas havia sido também plano de Pedro Malan, que seria ministro da Fazenda de FHC por oito anos; reapareceria em discurso da recém-empossada Dilma Rousseff, em 2011. A cada transição de governo, se discutia se o governo deveria tributar mais ou menos dividendos e ganhos de capital em geral (menos, no caso do governo FHC; inércia, no caso de Lula). Desde Fernando Collor (1989) havia promessa de corte de subsídios e incentivos fiscais.

O governo queria "controle social" de rádio e TV. Governo Lula? Pode ser também, mas quem discursava assim era Sérgio Motta (1940-1998), nas festas de 1994, pouco antes de se tornar escudeiro-mor e ministro das Comunicações de FHC. O governo fernandino assumia também com essa conversa fiada e em geral diversionista de diminuir o número de ministérios (não rolou). Em seu programa, sugeria financiar investimentos com reservas internacionais, tal e qual petistas fariam depois.

Nas festas de 2002, a oposição venezuelana criticava a possível interferência do governo petista em assuntos de seu país, a favor de Hugo Chávez. Nas festas de 2010, o caso Cesare Battisti também estava nas manchetes.

Nas semanas finais da transição, sempre reaparecia a conversa da articulação no Congresso: o novo presidente terá maioria? Maioria para fazer reformas constitucionais? Como vai negociar com os nanicos (hoje centrão) e com o PMDB? Ciro Gomes, nomeado ministro de Lula em 2002, dizia que o fato de o petismo não ter dado cargos ao PMDB, tal como o fizera FHC, protegia o governo do "custo ético" do "fisiologismo".

Os jornais dos dias da virada de 2010 para 2011 pouco davam bola para o governo da estreante Dilma Rousseff. A Bolsa subira quase 300% nos anos Lula, as favelas "pacificadas" do Rio atraíam turistas, e havia montes de textos opinativos a dizer que não era irrealismo imaginar um futuro de país rico e socialmente justo para o Brasil.

Não, não se quer dizer que tudo é farsa repetida ou que não saímos do lugar, para o bem ou para o mal. Este é apenas um divertimento de fim de ano, em parte para refrescar a nossa memória curta de que alguns problemas reprimidos sempre retornam. Para lembrar, enfim, que especulações de vácuo transitório de poder muita vez têm vida também curta.
Herculano
23/12/2018 07:25
CORREIOS PREPARAM PACOTE PARA REDUZIR CUSTOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente da estatal Correios, general Juarez Cunha, que é da turma do general Hamilton Mourão, o vice-presidente, prepara pacote de redução e racionalização de custos para o início de 2019. Nomeado em novembro, até agora não se cogita sua substituição. Vai promover muitas mudanças: diminuir as vice-presidências de oito para cinco, instituir a meritocracia e proteger os Correios da política partidária.

JÁ DEU, RUA
No pacote de austeridade, o presidente dos Correios vai substituir os "assessores especiais" e trocar dez superintendentes estaduais.

POLÍTICA PREJUDICOU
Juarez Cunha tem dito que a política partidária, nos últimos três governos, prejudicou e sacrificou a qualidade operacional dos Correios.

DEDO NA FERIDA
O perfil da gestão nos Correios é técnico. Sem ingerências partidárias, o general Juarez Cunha faz o que mais aprecia: põe o dedo na ferida.

MUITO O QUE FAZER
Os Correios também devem eliminar regalias como um plano de saúde que custa quase meio bilhão de reais aos cofres da empresa.

ALVOS DA PF, DISTRIBUIDORAS DISFARÇAM SONEGAÇÃO
Investigadas pela Polícia Federal por fraude e sonegação de mais de R$5 bilhões em impostos, distribuidoras de combustíveis adotaram a estratégia do meliante que, correndo da polícia na rua, grita "pega ladrão" para confundir. Alvos da PF desde 2017, na operação Rosa dos Ventos, essas atravessadoras do setor de combustíveis divulgaram nota alegando "risco de sonegação" na venda direta de gasolina ou etanol aos postos, pelos produtores. É mais uma lorota que contam.

POR QUE NÃO QUEREM
A venda direta mostrará que distribuidoras são o vilão dos preços altos nos postos, por isso movem mundos (e muitos fundos) para impedir.

SONEGADORES MILITANTES
Há três meses, uma nova operação da PF prendeu cinco executivos de distribuidoras, envolvidos em fraude e sonegação de impostos.

GRITO DE INDEPENDÊNCIA
As usinas querem apenas o direito de vender seu etanol a quem quiserem, aos postos ou às distribuidoras, segundo as leis de mercado.

OLHO NAS ESTATAIS, JB
Os gastos fabulosos com propaganda não estão na Secretaria de Comunicação, como imagina Jair Bolsonaro, mas nos R$3 bilhões para publicidade da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES, que usam a Lei das Estatais de Temer para impedir "interferências" do Planalto.

MAPA DA MINA PETISTA
Pior: a Lei das Estatais foi usada para conservar nas mãos de pessoas com notórias ligações ao PT, o poder de decisão sobre os bilhões de propaganda do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e BNDES.

ABUSO CONTRARIA A LEI
Ainda que fosse brasileira, a americana Angelica não poderia ter sido multada em 5 mil dólares pela Receita no aeroporto do Galeão, no Rio, domingo passado (16): a lei isenta de tributação "bens de uso ou consumo pessoal". Pouco é mais pessoal que um vestido de noiva.

POR QUE REFORMAR
Se faltam os números da necessidade de reforma, lá vai: a previsão de receita da Previdência em 2019 foi estimada em R$ 419,8 bilhões, mas a despesa supera os R$ 637,9 bilhões.

PROIBIDO PARA LEIGOS
Raul Jungmann disse ter "desistido" de chefiar a missão do Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, mas não foi bem assim. Seria o primeiro não-diplomata a chefiar posto em organismo multilateral, o que o Itamaraty considera uma aberração.

GOVERNO CRIMINOSO
O governo sandinista da Nicarágua, sonho de consumo dos PT, proibiu visitas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em razão das violações do regime que matou vários integrantes da oposição. Matou até uma jovem pernambucana que estudava em Manágua.

MEME É COM BOLSONARO
Bolsonaro" foi o meme mais procurado no DF este ano, segundo a Ketchum, restrospectiva de tendências do Google 2018. Guacamole foi a receita mais procurada e "Perfect" a música mais buscada.

BRASIL DO LEITE
O estudo "Pecuária Leiteira: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos de 2014 a 2017" concluiu que o Brasil é responsável por 7% de toda a produção de leite no planeta.

PENSANDO BEM...
...a Lava Jato mostrou que um só juiz tem o poder de fazer muito bem a um país. Mas no caso da fusão Embraer/Boeing, quanto atraso.
Herculano
23/12/2018 07:15
O 'POSTO IPIRANGA' DE BOLSONARO PISCOU, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Os procuradores da Fazenda não gostaram da escolha de um chefe de fora da carreira, ameaçaram, e Guedes cedeu

Faltando menos de um mês para a abertura da quitanda de Jair Bolsonaro, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes ainda não equilibrou o estoque de berinjelas e a caixa para o troco. No dia 2 de janeiro terminará o mundo das promessas eleitorais e dos sonhos da formação da equipe. Quem lembra, sabe que Bolsonaro prometeu enxugar o número de ministérios e Guedes falava em "dez ou doze". Foram 34, são 29 e serão 22.

Na segunda-feira o doutor disse que "o Brasil virou o paraíso dos burocratas". Àquela altura ele pretendia indicar Marcelo de Siqueira, diretor do BNDES, para o comando da Procuradoria da Fazenda. Funcionários da repartição ameaçaram deixar centenas de cargos em comissão caso não fosse escolhido um servidor da carreira.

Na quarta, Guedes mudou de ideia e indicou um procurador com 18 anos na carreira e currículo robusto na administração federal.

Noutro lance, o doutor informou que criará um conselho para discutir o projeto de reforma da Previdência. Entre os futuros conselheiros estaria os economistas Paulo Tafner e Armínio Fraga. Mesmo assim, ganha um fim de semana em Caracas quem souber qualquer coisa que foi resolvida num conselho.

Quando não tinham o que fazer, Lula, Dilma e Michel Temer reuniam o Conselho de Desenvolvimento, conhecido como "Conselhão" e formado por ministros, empresários e celebridades.

SPEKTOR PROCURA E ACHA

Um dia depois de sua divulgação pelo Departamento de Estado do governo americano de 1085 páginas de documentos diplomáticos, o professor Matias Spektor já estava debruçado o volume. Nele estão centenas de papéis relacionados com a América do Sul entre 1977 e 1980. Mostram as pressões americanas em defesa dos direitos humanos na Argentina, Chile, Uruguai, Brasil e Paraguai. Alguns documentos expõem parte do que os Estados Unidos sabiam sobre a Operação Condor.

Os textos relacionados com o Brasil são 28. Entre eles estão as notas das conversas dos presidentes Ernesto Geisel e Jimmy Carter e com sua mulher, Rosalynn.

Um memorando de março de 1979 mostra que no coração da Casa Branca havia um combativo defensor das liberdades públicas. Era o jovem professor Robert Pastor, amigo de Carter, instalado na assessoria de segurança nacional. Em 1979, quando estourou uma das grandes greves do ABC paulista e o governo interveio no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, presidido por Lula, o embaixador americano Robert Sayre justificou publicamente a ação e Pastor foi-lhe na jugular:

"Relatos da imprensa sugerem que o senhor conversou com o presidente Figueiredo sobre essa greve, apoiando a decisão. Se a embaixada for perguntada, deve deixar publicamente claro que o assunto não foi discutido com o senhor e que nós não apoiamos tais ações.

Nosso cônsul-geral em São Paulo deve acompanhar esses acontecimentos, usando as oportunidades apropriadas para mostrar o apoio dos Estados Unidos aos direitos trabalhistas".

Pastor era demonizado pelos olheiros da ditadura em Washington e morreu em 2014, aos 66 anos. Não se sabe se a sugestão foi mandada a Sayre.

(O volume 24 da coleção "Foreign Relations of the United States - 1977-1980" estána rede.)

CARNAVAL

Um sueco veio ao Brasil para as festas de fim de ano e leu as notícias do dia:

Num início da tarde o ministro Marco Aurélio de Mello mandou soltar os presos condenados na segunda instância. No início da noite o presidente do Supremo mandou que eles continuassem presos.

O deputado Rodrigo Maia, no exercício da presidência da República, autorizou o esburacamento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O ministro Ricardo Lewandowski determinou que a União pague o aumento dos servidores já em 2019.

O sueco telefonou para seu agente de viagens reclamando porque ele o trouxe ao Brasil no Carnaval.

LULA PRESO

Quando o ministro Dias Toffoli marcou para 20 de abril a discussão do encarceramento dos réus condenados na segunda instância, sinalizou uma má notícia para Lula.

Antes de 20 de abril Lula poderá ter sua condenação confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesse caso, mesmo que a segunda instância caia, ele continuará em Curitiba.

A menos que peça para cumprir a pena em regime domiciliar.

FALTA A SAFRA

Com algum barulho, Gilberto Kassab, futuro chefe da Casa Civil do governador paulista João Dória, viu-se acusado de ter embolsado R$ 30 milhões de propinas da JBS. No mesmo lance, o grão tucano Aécio Neves foi acusado de ter recebido quatro capilés da mesma fonte, um deles em caixas de sabão em pó.

Tudo bem. Essas acusações estão desde 2017 nos 118 anexos da colaboração da JBS. Deles, só 46 tiveram desdobramentos.

A turma das investigações deveria seguir o padrão dos fabricantes de vinho, rotulando cada denúncia com o ano da safra. Assim o público saberia a idade da acusação.

BANCOS E MAGANOS

Primeiro alguns bancos estrangeiros pediram a clientes do andar de cima brasileiro que fechassem suas contas. Depois, pediram a empresas que suspendessem suas operações com a Venezuela. Agora, quando um cliente tem notável militância na política e no mundo dos negócios, sugerem que fechem os escritórios eleitorais.

Casas tradicionais voltam a operar com a lei segundo a qual não se deve operar com gente dos três Ps," press, politicians e priests" (imprensa, políticos e padres).

INFRAESTRUTURA

A escolha do consultor legislativo Tarcísio Freitas para o ministério da Infraestrutura sugere a possibilidade de fechamento da fábrica jabutis das empreiteiras que funciona no Congresso,

Freitas é o primeiro consultor legislativo a chegar a um ministério e conhece a máquina do Parlamento. Depois de Bolsonaro, ele é o segundo capitão do governo. Serviu na tropa depois de cursar o Instituto Militar de Engenharia, onde diplomou-se com inédito louvor.

Mesmo antes de assumir, Freitas desmanchou uma bombinha que estava prestes a ser aprovada.

POUPATEMPO

Um curioso tem uma sugestão para os sábios da equipe de Jair Bolsonaro.

Ele deveria mandar uma força-tarefa de Brasília ao serviço de Poupatempo do governo de São Paulo. Trata-se de uma repartição pública onde conseguem-se, entre outros documentos, carteiras de motorista, de identidade e de trabalho. O posto mais movimentado fica no coração da cidade.

Dezenas de funcionários atendem os contribuintes com solicitude e resolvem qualquer problema. É um serviço público que funciona. A força-tarefa não precisa falar com os chefes. Basta entrevistar o pessoal da infantaria, que fica nos balcões. Se for o caso, poderiam levar equipes do Poupatempo a Brasília, para ensinar como se pode trabalhar.
Herculano
23/12/2018 07:00
JINGLE BELLS, por Carlos Brickmann

Esta é a maior festa cristã. Festeja o nascimento de um menino judeu, mas não no dia em que ele nasceu: a data foi fixada, para atrair novos fieis, no dia de uma festa pagã, do Deus Sol. Comemos panetone de origem italiana e esperamos a chegada de um monge turco, São Nicolau, que traz presentes num trenó do tipo usado no Norte da Europa, mas voador, e puxado por renas. São Nicolau é chamado pelo nome alemão de Santa Klaus (ou Pai Natal, em Portugal, ou Papai Noel, no Brasil). Cantamos música cristã: White Christmas, composta por um judeu russo, Irving Berlin, Noite Feliz, austríaca, de Franz Gruber, e Jingle Bells, americana, de James Pierpoint, originalmente composta para o Dia de Ação de Graças.

Quando nasceu, dizem os Evangelhos. Jesus foi visitado pelos magos - não se sabe quantos, nem quais seus nomes, nem de onde vieram. Como lhe deram três presentes, imagina-se que sejam três. Foram chamados de reis uns 300 anos mais tarde; e 800 anos após o nascimento, São Beda lhes deu nomes e outras características. Belquior, 70 anos, saíra de Ur, hoje no Iraque; Gaspar, de seus 20 anos, vinha das montanhas perto do Mar Caspio; Baltazar, 40 anos, vivia no que hoje é a Arábia Saudita. Diz a tradição que os três foram sepultados na Itália; e há mil anos levados para a Catedral de Colônia, na Alemanha, onde há túmulos com seus nomes.

O Natal, a grande festa cristã, é de todos nós. Festejemos. Feliz Natal!

NÃO PRECISA EXAGERAR

A Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, seguiu o bom hábito de tantas empresas e fez uma festa de fim de ano. Mas convidou 800 pessoas e gastou R$ 182 mil. Espero que o caro leitor aprecie a notícia, pois foi quem pagou: o dinheiro saiu da Taxa de Fiscalização, cobrada na conta de luz.

CRISE ARMADA

O Senado americano, de maioria oposicionista, tende a rejeitar a verba para construir o muro na fronteira com o México - US$ 5,7 bilhões. Trump já disse que, se a verba não constar no Orçamento, ele não o assinará. Sem orçamento, o Governo para: em países organizados, se não há orçamento não há condições de fazer despesas. É o "shutdown". Houve um em 2013. O país se recupera, mas dá um trabalhão botar as contas no lugar.

MAIS EMPREGOS

O futuro secretário da Receita, Marcos Cintra, promete uma medida que leve à criação imediata de novos empregos: desoneração total das folhas de pagamento, eliminando os valores hoje recolhidos para o Incra, educação e Sistema S (Senai e congêneres) e mudando a base de contribuição para o INSS. É bom - mas como vai ser feito?

Isso Marcos Cintra não contou.

BONS NOMES

Armínio Fraga e Paulo Tafner integrarão a equipe do ministro Paulo Guedes que cuidará da reforma da Previdência, informa o bom blog de Valdo Cruz. É importante: se os contribuintes hoje pagam os aposentados e existe déficit, como resolver o problema se os contribuintes passarem a cuidar de suas próprias aposentadorias? Sem resolver a aritmética, não há nenhuma possibilidade de reforma viável da Previdência.

GOIÁS TRABALHANDO

O novo presidente da Apex, Associação de Promoção das Exportações, Alecxandro Carreiro, só toma posse no ano que vem. A bancada federal goiana recém-eleita também espera sua hora. Mas já trabalham juntos: em reunião na Câmara, coordenada pelo novo deputado federal Major Vitor Hugo, discutiram o aumento das exportações de produtos goianos com as entidades representativas dos diversos setores da produção. Na opinião do coordenador, é bom aproximar a bancada dos representantes de áreas produtivas. O Major Vitor Hugo é amigo de Bolsonaro há mais de 30 anos.

BAHIA TROPEÇANDO

Durante a campanha, o governador Rui Costa garantiu que a situação financeira da Bahia estava bem resolvida. Reelegeu-se. Agora se sabe que a Bahia não tem recursos nem para por em dia as contas da saúde. Clínicas e hospitais que atendiam servidores públicos limitaram o serviço que prestam aos segurados, com a alegação de que os pagamentos do Governo baiano estão atrasados. Há revolta no funcionalismo - mas que fazer depois de, com seu voto, ter contribuído para a ampla vitória do petista Rui Costa?

VIRTUDE NO MEIO

São três partidos, com 70 deputados federais: PDT, PCdoB e PSB. Falta pouquinho para que se forme um bloco de oposição a Bolsonaro dentro da civilidade - por isso, o PT foi afastado das articulações. "Nosso caminho mostra que podemos fazer oposição sendo do contra pelo único motivo de ser do contra", disse o deputado federal André Figueiredo, do PDT cearense. O PDT decidiu esquecer as alianças com o PT depois de assistir à luta petista para bloquear a candidatura de Ciro Gomes à Presidência.
Herculano
23/12/2018 06:49
AUXÍLIO-MORADIA, EPÍLOGO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Judiciário sai com a imagem abalada pela demonstração de corporativismo mesquinho

Recém-anunciadas, as novas regras para a concessão de auxílio-moradia a magistrados ao menos fazem sentido. Nada que apague, porém, o lamentável comportamento do Judiciário durante a polêmica em torno do benefício.

O pecado original, recorde-se, é de associações da categoria e do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Em 2014, duas entidades entraram com ações judiciais em que pediam o pagamento do famigerado auxílio - uma indenização - a todos os seus membros, mesmo quando não houvesse fato gerador para o ressarcimento.

Embora o pleito fosse evidentemente descabido, Fux concedeu liminares que acatavam a argumentação e estendeu o regalo a todas as categorias de juízes.

Tratava-se de R$ 4.377 mensais, livres de impostos, a título de ajuda para arcar com despesas de aluguel, pagos inclusive a magistrados que tinham casa própria na cidade em que estavam lotados.

Previa-se até pagamento em dobro para companheiros de toga que vivessem sob o mesmo teto.

Como sempre ocorre na administração pública, o direito foi rapidamente distribuído, em nome da isonomia, a membros do Ministério Público, de defensorias e tribunais de contas. O dano aos cofres públicos tornou-se bilionário.

A incongruência de generalizar a concessão de uma verba indenizatória estava exposta a todos os que quisessem ver. Esboçou-se, no STF, um movimento para votar o mérito das ações e acabar com o trem da alegria, que ia corroendo a imagem do Judiciário.

Só ao final deste ano, contudo, pôs-se fim ao abuso ?"mas graças a outra medida despropositada.

Em acerto entre as cúpulas dos três Poderes, aprovou-se um reajuste salarial de 16,38% para os magistrados, que eleva também o teto remuneratório do serviço público. Assim que o presidente Michel Temer (MDB) sancionou o aumento, Fux revogou as liminares, suspendendo o auxílio-moradia.

Agora, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) elaborou normas para o benefício, escancarando, afinal, o óbvio. Só farão jus ao dinheiro juízes deslocados para trabalhar em cidade diferente do local de residência habitual, onde o poder público não disponha de imóvel funcional - e por tempo limitado.

Ao se encerrar essa triste novela, a imagem do Judiciário sai abalada pela demonstração de corporativismo mesquinho, e o Estado depauperado gastará ainda mais em benefício de uma categoria de elite, já custosa em excesso.
Herculano
22/12/2018 16:38
reeditação da postagem das 15.25

O PRIMEIRO TESTE DA "NOVA" DEFESA CIVIL DE GASPAR FOI A AUSÊNCIA. A TROVOADA DESTE SÁBADO JÁ ESTÁ SE FORMANDO. ESPERA-SE O AMPARO DE DEUS

Ontem, todos os órgãos de Defesa Civil alertavam para temporais atípicos, com rajadas de ventos fortes na região de Blumenau, Ilhota e Gaspar.

Quem possui os aplicativos oficiais foi notificado nessas regiões dessa possibilidade com antecedência. Quem trabalha em órgãos de Defesa Civil, sabia com antecedência, pois hoje é possível acompanhar a movimentação das tempestades em tempo real e muitas horas antes, preparando-se e fazendo alertas preventivos ( quando necessário).

As notícias de ontem a noite e de hoje mostram que o estrago se concentrou desta vez em Ilhota. Mas, aqui em Gaspar também houve danos colaterais.

Onde estava o novo Superintendente da Defesa Civil de Gaspar, Evandro Mello do Amaral? Em Brusque? Na Praia Brava, em Itajaí? Onde estava o chefe dele que o indicou e lhe dava "cobertura" orientando com os alertas oficiais, o prefeito de fato e ainda secretário da Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira? Em Balneário Camboriú.

Ou seja, retornamos ao tempo de Pedro Celso Zuchi, PT, que a titular da área Marinez Testoni Theiss, apesar de ao menos morar em Gaspar, acompanhava no verão tudo de Gravatá, em Navegantes. E se o estrago fosse grande saía de lá, para dar entrevistas aqui para "mostrar" que estava tudo sob controle.

Ah, Herculano, mas isso é marcação, é implicação? Não é! Lugar de soldado de plantão em tempo de ameaças é no quartel. Definitivamente plantão não pode ser virtual e em casa, do descanso na casa de veraneio, diante de emergências possíveis. É assim com os bombeiros...

Afinal, deve prevalecer a máxima de que comandante tem que comandar de perto, dar o exemplo, sentir na pele as dificuldades dos seus comandados, voluntários e a rede de apoios. comandante é o líder, enxerga mais longe, guia, previne e assume erros

É sabido, e de há muito pelos históricos que na primavera e no verão, e nestes parecem estar sendo mais do que o normal, as tempestades de fim-de-tarde no Vale provocam estragos e que exigem ação imediata, local e com propriedade. Muitas dessas tempestades se abatem fora de um padrão, ou seja, só um comandante, investido de autoridade, pode tomar ações apropriadas para mitigar os riscos após eles serem avaliados fisicamente
e sob uma equipe experimentada.

Quando acontecem os desastres e com a ausência de especialistas para reagir adequada e profissionalmente em favor da população atingida, a culpa não será no titular da pasta com nomeado politicamente no cabideiro de empregos da prefeitura de Gaspar e que não depende de votos para se sustentar no poder de plantão, mas do prefeito da cidade, que também que o nomeou. Ele diretamente possui parcela de culpa nesse resultado. Acorda, Gaspar!
Herculano
22/12/2018 07:04
A PRESIDÊNCIA DO SENADO É A TÁBUA DE SALVAÇÃO DE RENAN

Conteúdo de O Antagonista. Adversários de Renan Calheiros na disputa à presidência do Senado têm dito que o maior inimigo do alagoano é ele mesmo.

Com Lula preso, Sarney fora do Congresso, Dilma no anonimato e Jucá derrotado nas urnas, Renan talvez tenha virado o principal símbolo da velha política (ainda) em atuação no Brasil.

Ele sabe disso. Não à toa, ainda no dia da eleição, começou a disparar ligações e mandar mensagens para eleitos e reeleitos. Era o início da campanha.

Apagado durante o mandato de Eunício Oliveira, Renan terminou o ano legislativo com seu velho jeito intempestivo. Colegas dizem que o senador demonstrou ainda mais "inquietação" depois que Sergio Moro foi confirmado por Jair Bolsonaro no Ministério da Justiça.

Buscar voltar à presidência do Congresso é, na análise de senadores que já convivem com Renan, uma "tábua da salvação" para que ele tenha mais chance de "barganhar com o Executivo".

Ao mesmo tempo em que os pares alegam que se sentem "protegidos" com Renan no comando, há o sentimento - claro que correto - de que não será bom para o andamento da Casa tê-lo novamente no cargo máximo.

O motivo é simples: o Senado teve 85% de renovação nas eleições de outubro e a pressão da sociedade será enorme. Os que estão chegando agora a Brasília, apesar de reconhecerem o que chamam de "experiência" e "carisma" de Renan, já parecem compreender que não faz sentido ter um senador alvo de 14 procedimentos criminais como líder.

Os poucos e barulhentos sobreviventes da velha política, porém, estão trabalhando. E continuarão trabalhando enquanto os brasileiros estiverem curtindo as festas de fim de ano.
Herculano
22/12/2018 06:55
INTENTO GOLPISTA, por Julianna Sofia, secretária de redação da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Temer e Maia fazem tabelinha para liberar irresponsabilidade fiscal em prefeituras

Não deixa de ser um pequeno golpe a sanção do projeto que flexibiliza a consagrada Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo espaço para prefeituras perdulárias sapatearem em cima da norma-mor das contas públicas. Michel Temer deu um pulinho no Uruguai e passou a caneta presidencial para o deputado Rodrigo Maia fazer a estrepolia.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento eram contrários à validação do texto aprovado pelo Congresso. Pela nova regra, municípios com queda de mais de 10% na arrecadação ficam livres de punição caso extrapolem o limite de gastos com pessoal. Essa despesa não pode exceder 60% da receita líquida.

Segundo estimativas, um terço das prefeituras seriam contempladas pelo novo critério. Outros estudos mostram que cidades menos eficientes em setores como educação e saúde e que mais contrataram servidores serão beneficiadas.

Nas poucas horas em que comandou o país, Maia assinou e publicou em sessão extra do Diário Oficial da União a nova lei. O dublê de presidente considera a mudança correta, pois se trata de mero ajuste no regramento legal.

No dia seguinte, o Palácio do Planalto montou um teatrinho pitoresco. Primeiro, informou que não fora Temer o autor da sanção e que a intenção dele seria seguir a recomendação de veto da equipe econômica. O prazo presidencial para vetar ou sancionar a proposta só expiraria dia 28. Depois, declarou que Maia exercia em "plenitude" a Presidência da República e usara nota elaborada pelo corpo técnico da Câmara para embasar a decisão.

Na versão vazada pelo Planalto, o emedebista teria até mesmo telefonado para o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a fim de manifestar sua surpresa com o ato do presidente em exercício. Guardia declarou publicamente que a alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal é um erro.

Temer não quis indispor-se com os defensores da disciplina fiscal ao fazer tabelinha com Maia. Nem seus aliados escondem o intento golpista.
Herculano
22/12/2018 06:51
O VOTO DA TRAIÇÃO

As eleições das mesas diretoras das Câmaras, em sua grande maioria, são secretas. Gaspar não é diferente. E as traições, ou jogos de bastidores entre interesses poderosos ou frutos péssimos estrategistas políticos se assanham e se encondem da sociedade que paga tudo isso com seus pesados impostos.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, o mesmo que queria soltar 170 mil bandidos num só canetaço, onde Renan Calheiros, MDB, tem o segredo do voto, para arregimentar as traições que o levarão, nos seus cálculos à presidência daquela Casa, argumentou o seguinte:

"Constitui fator de legitimação das decisões governamentais, indissociável da diretriz que consagra a prática republicana do poder, o permanente exercício da transparência". Hum, permanente exercício da transparência? Então aqui em Gaspar está claro, que o permanente exercício da transparência era coisa opaca no poder de plantão, e na Câmara, parece um ingrediente de missa negra. Acorda, Gaspar!
Herculano
22/12/2018 06:44
VOTO SECRETO INTERESSA A REPUTAÇõES DUVIDOSAS NO SENADO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A decisão do ministro Marco Aurélio, determinando voto aberto na eleição à Mesa Diretora do Senado, provoca reações de quem vê nisso uma suposta "interferência de outro poder" no Legislativo. Mas estão por trás do discurso raivoso contra o voto aberto apenas senadores de má reputação que pretendem presidir o Senado. Candidatos em quem o voto declarado deixa o cartaz do eleitor tão sujo quanto o deles.

ELEITOR SECRETO
Critica a decisão de Marco Aurélio aquele cujas chances para presidir o Senado se resumem a esconder seus eleitores envergonhados.

TRANSPARÊNCIA É A REGRA
A atual Constituição determina a regra da publicidade nas deliberações do Senado, diz o ministro, e voto secreto não está entre as exceções.

VOTO SECRETO DELETADO
Segundo outro ministro, Edson Fachin, apenas a Constituição de 1934 previa voto secreto no Senado. As que se seguiram aboliram isso.

DEMOCRACIA É VOTO ABERTO
Votação secreta se justificava durante a ditadura, para proteger de retaliações os parlamentares que ousavam contrariar o regime.

POSSE SERÁ TRANSMITIDA POR 'POOL' DE EMISSORAS
A cobertura da posse de Jair Bolsonaro será realizada por uma parceria de grupo de emissoras, como é o hábito desde a posse da primeira eleição direta para presidente, em 1990. A TV Record vai ceder o helicóptero para as imagens aéreas do dia 1º de janeiro, já a Globo acompanhará o percurso de carro, apesar de não se saber se vai o veículo será o clássico Rolls Royce aberto ou um carro fechado.

UM POR TODOS
Band e SBT também estarão responsáveis por parte da transmissão da posse de Jair Bolsonaro.

TODOS POR UM
O plano é que o "pool" tenha acesso ao conjunto de imagens, já que um só canal não teria condições (nem acesso) para fazê-lo sozinho.

ESTATAL TAMBÉM
A TV Brasil, da estatal EBC, é responsável pela cobertura a partir do momento que Bolsonaro chega ao Palácio do Planalto.

PETISTAS 'ANôNIMOS'
Provocou repulsa no Itamaraty a carta anônima em que diplomatas principiantes atacam covardemente o futuro chanceler Ernesto Araújo. Esse grupo, ligado ao PT, foi o mesmo que divulgou manifesto de apoio aos vândalos que tentaram incendiar o Itamaraty, em 2013.

PELANCOS DE DIPLOMATA
Além de covardes escondidos no anonimato, o texto contra Ernesto Araújo é marcado por detalhes reveladores de despreparo e criancice. Até chama de "Serviço Exterior do Brasil" o Serviço Exterior Brasileiro.

CORPORATIVISMO PREVALECE
O Itamaraty pegou leve com o embaixador João Carlos Souza-Gomes, denunciado por abuso sexual por uma dezenas colegas na missão do Brasil na FAO, em Roma. Venceu o corporativismo: o conhecido "João do Pulo" pegou apenas suspensão de 85 dias, em vez de demissão.

VARA COERCITIVA
Se continuar faltando, o ex-PM e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, vai acabar sendo conduzido sob vara para depor ao Ministério Público do Rio no caso da sua movimentação financeira.

MICHEL-PARKOUR
Circulou esta semana vídeo de Michel Jr, filho de Michel Temer, do ano passado onde pratica "parkour", espécie de disciplina urbana de atividade física, com pulos e cambalhotas. Quase 4 mil visualizações.

SUDECO COMEMORA
Com investimentos de R$200 milhões, batalhados pelo superintendente Marcos Derzi, a Sudeco fecha o ano com balanço positivo, após muitos anos patinando sem investimentos expressivos no Centro-Oeste.

EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE
Oeiras, no Piauí, tirou nota 7,1 no Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. É um dos maiores do País. Com escola pública de qualidade, três particulares já fecharam as portas no município.

NADA A VER COM ELEIÇÃO
Segundo a agência Ketchum, a pesquisa mais frequente no Google em Brasília no ano eleitoral de 2018 na categoria "como fazer" é: "como fazer slime?", aquela gosma que é sucesso com as crianças.

PENSANDO BEM...
...com a polêmica da associação com a Embraer, não havia momento pior para um Boeing quase protagonizar uma tragédia no Brasil.
Herculano
22/12/2018 06:32
A FOLIA DO ERNESTO, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

O Brasil de Bolsonaro oferece a Maduro um conveniente inimigo externo

Bolsonaro e Ernesto Araújo, o ministro indicado de Relações Exteriores, justificaram os "desconvites" a Díaz-Canel e a Maduro para a posse presidencial sob o argumento de que Cuba e Venezuela não realizam eleições livres.

A lógica empregada exigiria "desconvites" a dezenas de países autoritários com quem o Brasil mantém relações diplomáticas. A política externa bolsonarista começa no registro da pantomima. Nesse caso, a comemoração explícita emana dos grupelhos ideológicos que orbitam em torno do presidente eleito - mas a vitória é do ditador venezuelano.

Maduro mente todos os dias, obsessivamente. Agora, acusa Bolsonaro e o vice, Mourão, de participarem de um "complô preparado na Casa Branca para me assassinar" e "invadir a Venezuela", num plano que se iniciaria com "provocações na fronteira".

Nada evitará que ele minta, mas os "desconvites" conferem uma sombra de verossimilhança às suas palavras. O chavismo terminal precisa do espantalho ameaçador do inimigo externo para conservar um mínimo de coesão interna. A folia ideológica brasileira ajuda a prolongar o epílogo do falido regime venezuelano.

Ernesto Araújo é um homem de firmes convicções. Poucos anos atrás, defendia sem corar as políticas econômica e externa de Dilma Rousseff. Nos últimos meses, em pirueta olímpica, passou a repercutir o discurso místico do olavismo e as senhas doutrinárias da Breitbart News.

O folião do Itamaraty pretende operar como peão de Trump na América do Sul. A lógica dos "desconvites" ultrapassa o limite dos gestos simbólicos, apontando para a ruptura de relações diplomáticas com Cuba e Venezuela. Maduro torce por isso, que implicaria a voluntária retirada brasileira do terreno onde se decidirá o futuro da Venezuela.

O chavismo, que nunca foi homogêneo, cinde-se em correntes diversas que encaram o horizonte do abismo. O componente militar do regime, que controla as chaves da repressão, também está dividido.

A cola que ainda prende os chavistas a Maduro é o medo do futuro - isto é, o temor da retaliação e da vingança. Uma transição política sem sangue, ou com pouco sangue, depende de negociações com as alas do regime dispostas a abandonar o barco que naufraga. Para isso, são necessários mediadores. Ernesto, o folião, suprime as credenciais que fazem do Brasil um mediador eficiente.

Sem uma embaixada em Caracas, o Brasil exclui a si mesmo do jogo político. A embaixada deveria servir para municiar o governo brasileiro com informações confiáveis, estabelecer pontes de diálogo com a oposição e explorar rumos de superação da crise com dissidentes chavistas civis e militares. A denúncia permanente da violência do regime é uma obrigação moral e política.

Mas, além disso, o Brasil precisaria ajudar os atores venezuelanos a encontrar fórmulas capazes de conjurar o medo que impede a ruptura. Fora da transição negociada, só existe a guerra civil.

A sobrevivência agônica de Maduro seria impossível sem o amparo da China e da Rússia. Uma solução pacífica para a Venezuela passa pela ativação de canais diplomáticos regionais e globais. John Bolton, o conselheiro de Segurança Nacional de Trump, investe no caos. Já o interesse dos países sul-americanos, especialmente os que compartilham fronteiras com a Venezuela, repousa na perspectiva de uma transição negociada.

O Brasil, atuando ao lado de Colômbia, Equador, Peru e Argentina, teria os meios para persuadir chineses e russos a cortar o cabo que mantém o governo de Maduro à tona. Mas Ernesto, o folião, prefere a pantomima - isto é, a irrelevância.

O Brasil de Lula e Dilma serviu ao chavismo, propiciando-lhe apoio diplomático e um verniz de legitimidade democrática. O Brasil de Bolsonaro prossegue o trabalho do lulismo, oferecendo a Maduro a imagem perfeita de um conveniente inimigo externo. O Ernesto tem custos.
Herculano
22/12/2018 06:25
da série: a vergonhosa realidade que sustentamos (e não aguentamos mais). Enquanto os pagadores de pesados impostos, sem estabilidade no emprego, perderam vagas e quando isso não aconteceu, tiveram seus ganhos achatados, os servidores públicos, estáveis, garantiram seus empregos em plena forte crise, ganharam aumentos e mantiveram seus privilégios à custa do sacrifício da maioria esmagadora dos brasileiros. E os mais beneficiados foram os de altos vencimentos...

ACORDOS PARA CORTAR SALÁRIO REDUZEM GANHOS 20% EM 2018

Salariômetro aponta que reajuste médio foi de 2,9%, abaixo da inflação

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Cristiane Gercina. Os acordos de redução salarial fechados entre sindicatos e empresas resultaram em uma queda média de 20,4% no valor do salário dos trabalhadores neste ano, ante 18,5% no ano passado, segundo o Salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Os dados do boletim mostram que, em 2017, foram fechados 149 acordos para reduzir o salário e a jornada de profissionais. Neste ano, até novembro, o total é de 55.

De acordo com o professor Hélio Zylberstajn, a queda no número de acordos para reduzir salário e jornada mostra que a crise no emprego está longe de acabar.

"Essa é uma solução que você usa muito mais no começo da recessão, com a esperança de que ela não vai durar. A tendência vai ser usar cada vez menos, o que ainda reflete que estamos em um mau momento", afirma ele.

O Salariômetro aponta ainda que o reajuste médio nas remunerações foi de 2,9% neste ano, o que mostra aumentos salariais abaixo da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que ficou em torno de 4%, em média, em 2018. Só em novembro a média dos reajustes foi maior, de 4,4%.

Para Zylberstajn, os reajustes abaixo da inflação refletem a crise econômica.

"A inflação estava baixa há um ano atrás, estava rodando em 2%. Quando ela pulou para 3,5% e 4%, o espaço para o aumento real desapareceu, pois houve a greve dos caminhoneiros."
Herculano
22/12/2018 06:16
TUCANO NO GOVERNO KLEBER

Adalberto Luiz Demmer foi nomeado no dia 11 de novembro para ser coordenador de administração e finanças da secretaria de Assistência Social. Ele foi um dos gestores da campanha derrotada a prefeito, da ex-vereadora Andreia Symone Zimmermann Nagel e que hoje é a presidente do diretório do partido em Gaspar.

Andreia diz que não sabia de nada do decreto 8.529, que Adalberto pediu para sair da Executiva do partido, que estava afastado do partido e que oficialmente, o PSDB, não tem nada a ver com o governo Kleber Edson Wan Dall, MDB. Para ela, as escolhas do prefeito recaem sobre pessoas ou acertos pessoais. Hum! Acorda, Gaspar!
Herculano
22/12/2018 06:07
SAMAE INUNDADO

1. Apesar das sucessivas chuvas fortes quase todos os dias em forma de tempestades no final do dia, o problema de abastecimento de água pelo Samae de Gaspar nas regiões do Barracão, Bateias e óleo Grande, continua

Então não é problema da estiagem como se alegava os políticos que se penduram em empregos na autarquia na propaganda e desculpa oficial, é mesmo operacional e de demanda, como alegam os técnicos do próprio Samae.

2. E se não bastasse toda essa barbeiragem de comando, a ETA I esteve parada quase de um dia inteiro, isso em pleno verão. Na madrugada de quinta para sexta-feira, a falta de energia, fez parar o tratamento. Quando veio a energia, não souberam seguiram o protocolo de religamento. E ai o desastre se consolidou. Acorda, Gaspar!
Herculano
22/12/2018 05:59
ILHOTA EM CHAMAS

A recomendação para a reprovação das contas do primeiro ano do governo de Érico de Oliveira, MDB, terá três consequências práticas. A primeira é por à prova a independência da Câmara de Ilhota. A segunda, será traumática ao próprio prefeito que aumenta o risco de ser condenado por improbidade administrativa. Já terceira, está no sinal vermelho, e não amarelo, acendeu no Tribunal de Contas do Estado.

Se Érico não se cuidar - e mudar, radicalmente o jeito de lidar com os ritos obrigatórios na administração pública, incluindo a transparência -, os impedimentos que ele toureia na Justiça Estadual, inicialmente aqui na Comarca, serão fichinhas ao que o Ministério Público que atua no TCE colocou como prioridade na lupa, não apenas sobre 2017, mas sobre o que se passou em 2018, onde as práticas se repetiram, já sob disfarces e "cuidados" para mascará-los.
Herculano
21/12/2018 16:58
ILHOTA SOB VENTANIA

Quem passou pelo centro de Ilhota no final desta tarde de sesta-feira, viu a Rodovia Jorge Lacerda tomada por detritos arrastados pela forte ventania
Herculano
21/12/2018 12:40
ILHOTA EM CHAMAS. CONTAS DE 2017 DO PREFEITO REJEITADAS

As falhas nas contas do primeiro ano da administração do prefeito de Ilhota, Érico de Oliveira, MDB, foram de tamanha gravidade e que não restou à reprovação delas pelo Tribunal de Contas do Estado.

A recomendação é para que os vereadores, ao analisarem, também as reprovem. E se isso acontecer, a vida do prefeito Érico à frente da gestão pública de Ilhota pode piorar

1. Quem era leitor e leitora desta coluna - que mais uma vez está de alma lavada - sempre soube que esse seria o desfecho da desastrada administração municipal. E olha que o prefeito é empresário.

2. É por causa disso que a coluna Olhando a Maré é condenada sistematicamente pelos políticos no poder, seus puxa-sacos e dependentes ou metidos em dúvidas. É por isso também, que ela é a mais lida (no jornal Cruzeiro do Vale), acessada (no portal Cruzeiro do Vale) e acreditada nas comunidades de Gaspar e Ilhota.

3. Érico e os seus se elegeram em cima dos desastres administrativos (e dúvidas) do ex-prefeito Daniel Christian Bosi, PSD e que por conta disso, desistiu até da reeleição. Os eleitos e sucessores de Daniel muito piores na foto do que ele e já no primeiro ano.

4. Érico e os seus -irresponsavelmente - comemoraram a prisão de Daniel em junho de 2017, na Operação Terra Prometida. Agora, correm riscos sérios para que em algum momento isso, também seja uma possibilidade real para gente da atual administração.

5. O Ministério Público Estadual da Comarca e que cuida da Improbidade Administrativa está abarrotado de inquéritos e denúncias da administração de Érico de Oliveira. Quando tudo isso for a julgamento, a coisa pode piorar de verdade e drasticamente. Há medo.

6. Na área de meio-ambiente, também a coisa está preta, mas ai...

7. A recomendação do TCE para os vereadores de Ilhota é a reprovação das contas. Como Érico detém a maioria e três dos vereadores da base são seus funcionários, há dúvidas de que a recomendação terá algum efeito prático.

8. Érico é a cara do novo MDB mas que na verdade, por dentro, é velho MDB do ex-prefeito Ademar Feliski. Resumindo: não há nada de novo, tudo enganação aos analfabetos, ignorantes e desinformados usados pelos políticos nas suas andanças de estragos e poder.

9. Érico foi empregador para os do MDB que deixou dúvidas em outros municípios. É assim que funciona as tais "novas" gestões. Quem paga tudo isso: o povo chamado a tirar dos seus bolsos os pesados impostos.
Miguel José Teixeira
21/12/2018 10:15
Senhores,

Parece-me que o custodiado lula, falou uma meia-verdade:

"Eu não estou preso, eu sou refém."

Omitiu, entretanto, a complementação desta verdade: de quem está refém?

Ora, ora, ora. . .está refém dos seus bajuladores de plantão.

Portanto, o titeriteiro é refém dos seus títeres!

Vem aí. . .a revolta dos fantoches!
Herculano
21/12/2018 07:35
COISAS DO FANATISMO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, está preso. Na prisão, em tese, ele não pode ter acesso à internet. Mas, nunca, por um minuto, ele deixou de abastecer a sua conta oficial no twitter.

Acredita-se que como tudo na vida dele é falso, um ghost-writter, pago, faça esse "serviço" para ele, sem consultá-lo porque teria que ter uma linha direta para reproduzir seus pensamentos atualizados.

Veja este mais recente exemplo

Eu não estou preso, eu sou refém. Quem não entendeu isso ainda não entendeu o que está acontecendo comigo. #RecadoDoLula

Entre os que interagiram a este twitter pinço o de Xico Graziano

Lula, você é refém de sua consciência apodrecida. Nós entendemos isso perfeitamente. Sabemos que você pagará seus pecados na Terra. E irá para o Inferno.
Herculano
21/12/2018 07:05
DEBOCHE NO SUPREMO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A vergonhosa aventura protagonizada pelo ministro Marco Aurélio Mello constituiu gravíssimo atentado à segurança jurídica

Chega a ser tedioso ter de reafirmar o óbvio, mas não há democracia sem segurança jurídica. Um dos pilares dessa segurança é a jurisprudência assentada pelos tribunais superiores, que serve de referência para a interpretação das leis. Por esse motivo, a jurisprudência não pode ser questionada a todo instante, muito menos atropelada pela vontade individual de algum magistrado, sob pena de transformar o sistema judiciário do País numa loteria. No limite, quando esse sistema envereda pelo caminho da imprevisibilidade, falha em sua tarefa de alcançar a pacificação social e ameaça até mesmo a manutenção do Estado Democrático de Direito.

Assim, a vergonhosa aventura protagonizada na quarta-feira passada pelo ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal, ao conceder intempestiva liminar para suspender a possibilidade do início da execução penal após condenação em segunda instância, constituiu gravíssimo atentado ao princípio da segurança jurídica. De quebra, deixou o País intranquilo diante da perspectiva de que, a partir da canetada de um ministro do Supremo, o ex-presidente Lula da Silva pudesse ser libertado, situação que certamente causaria tumulto e confusão, ainda mais às vésperas da posse do presidente Jair Bolsonaro.

Como se sabe, existe jurisprudência firmada desde 2016, quando o plenário do Supremo decidiu, a partir do julgamento de um habeas corpus, que um réu condenado por órgão colegiado em segunda instância poderia começar a cumprir imediatamente a pena. Considerou-se que, nessa situação, não há mais por que se falar em presunção de inocência, pois a culpabilidade do réu já está devidamente assentada. É o que acontece na maioria dos países civilizados.

No entanto, desde a prisão do sr. Lula da Silva, em abril, o Supremo passou a ser pressionado a recuar. Ora, é evidente que a prisão do sr. Lula da Silva, malgrado seu evidente impacto político, não constituiu, do ponto de vista jurídico, um fato novo que justificasse uma eventual mudança de jurisprudência. Por essa razão, quando julgou pedido de habeas corpus em favor de Lula logo após a prisão, o Supremo manteve o entendimento em vigor desde 2016.

Naquela ocasião, contudo, os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski, que foram votos vencidos, manobraram para tentar forçar o Supremo a pautar uma revisão da jurisprudência. Como a então presidente do Supremo, Cármen Lúcia, negou-se a corroborar a tramoia, passou a ser alvo de grosserias do ministro Marco Aurélio. O mesmo aconteceu com a ministra Rosa Weber, que igualmente rejeitou a tese que favoreceria Lula. "Compreendido o tribunal como instituição, a simples mudança de composição não constitui fator suficiente para mudar jurisprudência", explicou a ministra Rosa Weber para seus furibundos colegas.

Aparentemente inconformado com a derrota, o ministro Marco Aurélio apelou então para a decisão monocrática ?" que, se levada a efeito, libertaria dezenas de milhares de presos, entre eles o sr. Lula da Silva. O ministro esperou até a véspera do recesso do Judiciário para se manifestar, tentando evitar assim que o colegiado se reunisse para julgar o mérito de sua liminar ainda neste ano. Alegou que o fazia porque precisava reagir à "manipulação da pauta" do Supremo, uma vez que o atual presidente, Dias Toffoli, havia marcado uma nova análise desse tema somente para abril do ano que vem. O próprio Toffoli, como esperado, cassou a liminar de Marco Aurélio.

Em seu despacho, o ministro Marco Aurélio escreveu que a segurança jurídica "pressupõe a supremacia não de maioria eventual (...), mas da Constituição". Depreende-se então que, para esse magistrado, a jurisprudência formada por decisão colegiada da qual ele discorda simplesmente não vale. E o ministro Marco Aurélio aproveitou para destratar seus colegas de Supremo, acusando-os de desrespeitar a ordem jurídico-constitucional: "Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d'alma, segundo ciência e consciência possuídas", escreveu o ministro. E acrescentou, quase como um deboche: "Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República!". De fato: tempos estranhos.
Herculano
21/12/2018 07:02
NÚMEROS ESPANTOSOS

De José Paulo de Andrade, radialista, no twitter

Embaixador francês nos Estados Unidos contesta Bolsonaro sobre "vida insuportável, em algumas partes da França", por causa dos imigrantes. Curto e grosso, Gérard Araud compara números de violência: 63.880 homicídios no BR, em 2017, 825 na França. PODIA TER PASSADO SEM ESSA!
Herculano
21/12/2018 06:59
QUEM PAGARÁ OS IMPOSTOS DAS EMPRESAS? por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Economistas de Bolsonaro querem reduzir a carga tributária sobre a folha de salários

Os economistas de Jair Bolsonaro estão animados com a ideia de enxugar quase todos os tributos que incidem sobre a folha de salários das empresas. Em geral, em tese e em si mesma, é uma ideia correta, que em teoria tende a baratear o custo de empregar, entre outras vantagens. Mas não é simples assim.

A carga de impostos sobre a folha de salários é uma das tantas aberrações brasileiras. É preciso e possível reduzir um tanto esse peso. Os economistas de Bolsonaro, no entanto, falam até em acabar com as contribuições previdenciárias sobre a folha de salários, o que é um problemaço fiscal, redistributivo e mesmo de teoria tributária.

Para começar pelo curto e grosso: quem paga a conta das desonerações da folha? Há impostos que de fato não deveriam estar ali. Por exemplo, os R$ 19 bilhões de contribuições para o Sistema S e os R$ 20 bilhões do salário-educação, que vão para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (que vai para programas de apoio à educação básica e para estados e municípios).

Tirar toda a contribuição previdenciária da folha de salários é um problema ainda maior e multifacetado.

Uma estimativa de guardanapo indica que a contribuição patronal para a Previdência (tirando o pessoal do Simples etc.) deve ter sido de pelo menos uns R$ 190 bilhões em 2017, uns 2,8% do PIB, 50% mais que o déficit público primário, por exemplo.

Essa dinheirama toda terá de vir de outro lugar. O futuro governo de Bolsonaro divulgou vagas ideias de substituir impostos sobre a folha por contribuições sobre movimentação financeira (sim, variantes de CPMF). É um tipo de tributo sob pesada crítica econômica (cria distorções) e de incerta incidência (não sabemos quem vai pagar mais, se justa ou injustamente).

Além disso, convém que a contribuição previdenciária esteja de algum modo vinculada a salários, de modo que também o montante de benefícios esteja proporcionalmente relacionado à capacidade contributiva (salários) e que não se criem distorções e incentivos perversos (tais como superdeclarar rendimentos, dado que os benefícios deixariam de estar vinculados à contribuição, a uma proporção do que se ganha).

Quanto à contribuição para o FGTS, trata-se uma parte do salário, dentro de certos limites (a depender de cada mercado de trabalho, nem todos as categorias de trabalhadores receberiam a parcela do fundo como salário, os pouco qualificados em particular).

O problema maior é o tamanho da revolução. Não se mexe em quase 20% da receita federal líquida sem mais nem menos. Não se passa uma conta de R$ 250 bilhões de lá para cá, sem mais.

Sim, é verdade que as empresas já não pagam boa parte dos impostos que recolhem: o custo vai para o preço dos produtos e serviços vendidos ao consumidor, o que é um modo ineficiente e não raro socialmente injusto de distribuir a conta.

É verdade que uma economia com impostos mais arrumados seria mais eficiente e tenderia a crescer mais. Mas tributação é um dos assuntos mais manhosos da economia, além de política e socialmente explosivo. Não basta fixar alíquotas e base de tributação (sobre o que se paga o tributo) para saber quem fica de fato com a conta ou quanto se vai arrecadar ou qual desarranjo se vai criar no setor produtivo.

O país precisa de uma reforma tributária que comece amanhã. Quando e como ela vai terminar são outros quinhentos, mas certamente não pode ser depois de amanhã.
Herculano
21/12/2018 06:44
LAVA JATO CHEGA AO OPERACIONAL DAS MESAS DE COMPRA E VENDA DE PETRóLEO DA PETROBRÁS E 12 PESSOAS SÃO DENUNCIADAS

Conteúdo do Poder360. A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou nesta 5ª (20.dez.19) 12 pessoas envolvidas num suposto esquema de corrupção e lavagem de ativos envolvendo a Petrobras.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), os crimes teriam sido realizados em 20 operações de trading de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal brasileira e a empresa Vitol. Leia a íntegra.

Essa é a 2ª denúncia da força-tarefa neste mês envolvendo tradings bilionárias que mantêm negócios com a Petrobras. No dia 14, o ex-dirigente do grupo Trafigura Mariano Marcondes Ferraz, o representante da empresa no Brasil Marcio Pinto de Magalhães e mais duas pessoas foram denunciadas por corrupção e lavagem de ativos.

Entre os denunciados estão os supostos agentes intermediários, que tinham a confiança dos executivos da Vitol para fomentar o esquema criminoso, Carlos Henrique Nogueira Herz, Luiz Eduardo Loureiro Andrade, Bo Hans Vilhelm Ljungberg.

Os ex-funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização Petrobras Carlos Roberto Martins Barbosa, Rodrigo Garcia Bewrkowitz, Marcus Antonio Pacheco Alcoforado, Cesar Joaquim Rodrigues de Lima e Jorge de Oliveira Rodrigues também foram denunciados. Além de Gustavo Buffara Bueno, André Luiz dos Santos Pazza, Paulo Cesar Pereira Berkowitz e Deni França Moura, que atuavam na lavagem da propina arrecadada pelos funcionários públicos.

De acordo com a denúncia, o esquema de corrupção atuava favorecendo as trading companies e, consequentemente, prejudicando a Petrobras. As investigações apontaram que as operações de compra e venda de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal e a Vitol envolveram o pagamento de propinas de aproximadamente US$ 2,85 milhões.

Segundo o MPF, os indícios apontam que a Vitol pagou propinas com o objetivo de obter facilidades, preços mais vantajosos e operações de tradings de óleos combustíveis e derivados de petróleo com maior frequência.

Para esconder o dinheiro, os funcionários públicos denunciados teriam praticado os crimes de lavagens de ativos, abrindo contas offshore no exterior, celebrando contratos de câmbios com justificativa falsa e convertendo a propina em imóveis.

A força-tarefa embasou a denúncia em dados de quebra de sigilo de aparelhos de telecomunicação e informática, análise de mídias e documentos apreendidos na 44ª fase da Operação Lava Jato.
Herculano
21/12/2018 06:39
CUBA ATACA BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, atacou Jair Bolsonaro, acusando-o de agir de forma "soberba e insensível" no caso do Mais Médicos.

Ele disse também, segundo a AFP:

"Não tínhamos outra opção a não ser retirar Cuba do programa. Era impossível ficarmos de braços cruzados diante um governo incapaz de entender que nossos médicos chegaram ao seu país motivados pela vontade de servir ao povo. Durante a despedida, todos receberam lágrimas e abraços dos milhares de brasileiros de coração nobre e valores humanos superiores ao do novo presidente."
Herculano
21/12/2018 06:28
O QUE BOLSONARO PODE APRENDER COM SEU PRIMO HÚNGARO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Marolas de insatisfação econômica costumam testar o poder de líderes populares

Embora a retórica ideológica tenha ocupado boa parte do tempo de Jair Bolsonaro no período de transição, suas prioridades precisarão mudar a partir de 1º de janeiro. O presidente eleito receberá a faixa com a popularidade em alta, mas seu sucesso dependerá de mudanças nos ponteiros da economia.

Acontecimentos recentes na Hungria podem servir de advertência. Em seu terceiro mandato seguido, Viktor Orbán ampliou seu poder ao corroer as instituições democráticas do país. O premiê capturou o Judiciário, manipulou o sistema eleitoral e ampliou o controle dos meios de comunicação, provocando reação de organismos internacionais.

Sua popularidade, entretanto, continuou praticamente intacta. Na última eleição, em abril, seu partido renovou no Parlamento a supermaioria de dois terços necessária para fazer mudanças na Constituição.

O primeiro revés significativo só ocorreu na semana passada, com a aprovação de uma lei que flexibiliza direitos trabalhistas. Pelo texto, patrões poderão exigir que funcionários trabalhem o equivalente a um dia a mais por semana, podendo pagar as horas extras só três anos depois.

As medidas autoritárias não trincaram a imagem do governo dentro do país, mas 15 mil pessoas decidiram protestar no centro de Budapeste quando pressentiram uma dor no bolso com a nova legislação.

Com um discurso nacionalista anti-imigração, Orbán surfou a onda conservadora, mas até marolas de insatisfação econômica costumam testar o poder de líderes populares.

É cedo para dizer se as manifestações na Hungria têm o mesmo DNA das jornadas de 2013 no Brasil e dos atos dos coletes amarelos na França. Nestes dois casos, medidas com impacto no custo de vida da população desencadearam megaprotestos.

Orbán e Bolsonaro conversaram por telefone em novembro. O brasileiro disse prever uma grande parceria com o premiê húngaro e elogiou suas posições sobre imigração. Seria bom que o presidente eleito acompanhasse o noticiário de Budapeste.
Herculano
21/12/2018 06:20
SENADO ADIA AUMENTO DE ATÉ 747% NOS CARTóRIOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Já não haverá o aumento indecoroso de tarifas cartorárias (até 747%), como previa projeto tramitando no Senado: o senador Antonio Reguffe (DF) conseguiu retirá-lo de pauta. O projeto teria de ser aprovado ainda este ano para que novos valores fossem cobrados a partir de 2019. O poderoso lobby dos cartórios, que chama o aumento cavalar de "atualização", tentou emplacar a aberração em 2017, mas também foi retirado de pauta. Mas ameaça voltar a tramitar no próximo ano.

AUMENTOS CRIMINOSOS
O projeto pretendia aumentar o reconhecimento de firma de DUT em 747%, certidões simples em 283%, escritura pública em 161,5% etc.

LEI INDECOROSA
Há um mês, o lobby fez o Senado alterar a lei 9492/97, autorizando protestos de dívidas mesmo sem documentos que as comprovem.

O QUE HÁ POR TRÁS
A alteração despudorada dessa lei não é para facilitar a vida de vítimas de calote, mas aumentar o faturamento dos cartórios de protesto.

APEGO AO ATRASO
Enquanto os lobistas conseguem fortalecer os cartórios no Brasil, os países mais desenvolvidos já se livraram dessa "indústria do atraso".

LATAM NÃO ESCLARECE MANUTENÇÃO DO BOEING 777
Impressionou o estado dos doze pneus carecas (e furados) do Boeing 777 da Latam, após o pouso de emergência em Confins, BH, ontem. A Latam se recusou explicar isso. A Anac, "agência reguladora" do setor, apenas informou que "audita" o "ciclo de manutenção das aeronaves", mas também não informou se e quando isso foi feito no Boeing prefixo PT-MUG, além de ignorar o questionamento sobre os pneus carecas. Ainda bem que Deus estava de plantão no momento do incidente.

BANAL É A MÃE
A Latam divulgou nota burocrática, fazendo parecer banal o incidente com seu Boeing lotado. Não deu qualquer explicação sobre a pane.

ESTRANHO SILÊNCIO
A Latam se recusou a informar a data de manutenção do Boeing 777 prefixo PT-MUG. Também silenciou sobre os pneus carecas.

VAI QUE É TUA
A Anac empurrou para o Cenipa, da FAB, as explicações sobre a falha técnica que provocou pânico nos passageiros e pouso de emergência.

QUEM BATE CONTINÊNCIA
Circula na internet que o general da reserva Ajax, assessor do ministro Dias Toffoli, seria o "verdadeiro presidente do Supremo". Fantasia boboca. No STF, quem bate continência é o general, não o ministro.

OLHO NA PELEGADA
Só o anúncio do acordo com a Boeing bastou para tirar a Embraer de situação falimentar. A pelegada atrasada que tentar sabotar o acordo está conspirando contra os empregos que dizem defender.

BYE, BYE, BRASIL
O número de brasileiros que trocaram o Brasil para viver em outro país cresceu 173% nos últimos 7 anos. Em 2011, foram 8.170 declarações de saída definitiva na Receita Federal. Em 2018, caíram fora 22.346.

RECORDE NO STJ
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Otávio Noronha, comemorou os resultados de 2018: pela primeira vez, o STJ superou marca de 500 mil julgados num só ano; 10% a mais na produtividade.

FALTOU CONSCIÊNCIA
O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), derrotado na tentativa da reeleição, ainda é seguidor no Twitter de Sergio Cabral, ex-governador do Rio que está preso e condenado a 197 anos de cana.

PORTA DA IMPUNIDADE
Muitos juízes aproveitaram a liminar do ministro Marco Aurélio para abrir as portas da impunidade, nesta quarta (19). E, em vários Estados, criminosos perigosos chegaram a ser soltos.

SEM IMPACTO
A federação de servidores da Justiça e MPU (Fenajufe) garante que "não haverá qualquer impacto orçamentário" com o plano de elevar a escolaridade dos técnicos judiciários, servidores de nível médio.

PROJETO PROTOCOLADO
O deputado João Campos (PRB-GO), candidato à presidência da Câmara e relator do novo Código de Processo Penal, já protocolou projeto que transforma em lei a prisão de condenados em 2ª instância.

PENSANDO BEM...
...a boa notícia é que até o raiar do novo ano o STF não vai dar sustos nos brasileiros.
Herculano
21/12/2018 06:12
TORÇAM PARA QUE BOLSONARO CONSIGA MODERNIZAR GUEDES, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Ou o presidente vira o conselheiro do ministro da Economia ou a nau afunda

Os tais "mercados", vocês sabem, têm em Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, a garantia de que Jair Bolsonaro não vai sair do eixo. É mesmo? Vai aqui uma leitura que contraria o senso comum nesse grupo influente, mas ingênuo em política: espero que Bolsonaro seja a garantia de que Guedes não vá sair do eixo. Se, a partir de 1º de janeiro, o presidente não ministrar uma mistura de Rivotril com Aristóteles a seu contador arrogante, pode esperar crises em cascata. "Impossível o Aristóteles?". Ok. Só o Rivotril já ajuda.

O discurso de Guedes na Firjan (Federação das Indústrias do Rio), na segunda (17), quando prometeu "meter a faca no Sistema S", constituiu um notável espetáculo de truculência. A promessa veio junto com uma ameaça: referindo-se a Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, presidente da entidade, que oferecia o almoço, arreganhou os dentes: "Se tivermos interlocutores inteligentes, preparados, que queiram construir, como o Eduardo Eugênio, cortamos 30%; se não tiver, é 50%". Marcos Cintra, da equipe de transição, já anunciou que a intenção é tomar metade dos recursos. Síntese: não haveria, pois, no empresariado, "interlocutores inteligentes". No encontro, o ex-banqueiro não desceu do salto da ironia em momento nenhum. Quando anunciou a facada, ele mesmo fez um "Ohhh", simulando a reação de espanto dos empresários que o ouviam, reduzidos a infantilidade.

O Sistema S é uma espécie de imposto - o correspondente a 2,5% da folha de pagamento -, administrado por entes que representam setores empresariais. Por óbvio, compõe a carga tributária, que recai sobre todos, mas só beneficia a parcela que usufrui dos serviços oferecidos. Ditas as coisas dessa maneira, pergunte-se: por que não fincar a faca até o cabo e extinguir "isso daí"? No manual do perfeito idiota liberal latino-americano, todos sairiam lucrando.

Ocorre que não se conhece a equação tributária de que a "facada" faria parte. A contribuição obrigatória será reduzida a 1,25%, ou o governo quer tomar metade dos 2,5%? O Sistema S é um exemplo de gestão privada eficiente de recursos que, na origem, são, sim, públicos. Transformam-se em escolas eficientes, em teatros, em centros poliesportivos. Tudo o que o Estado não faz. Guedes ainda tentou estabelecer um paralelo entre o dinheiro do Sistema S e o Imposto Sindical, que foi extinto. É mesmo? Onde estão os alunos, os esportistas e os artistas das centrais sindicais?

Segundo informou esta Folha na terça, um corte de 30% de recursos do sistema - e se anuncia que será de 50% - implicaria o fim de 1,1 milhão de vagas em cursos profissionalizantes do Senai, com o fechamento de 162 escolas. O Sesi extinguiria 498 mil vagas no ensino básico e de educação para jovens e adultos. Só o Sesc de São Paulo gastou, em 2017, informa Vinicius Torres Freire, o equivalente a dois terços da despesa do Ministério da Cultura. São apenas 3 das 9 entidades que compõem o Sistema S.

Há algum estudo sobre o impacto de tal decisão? Não! Ainda que o corte fosse a melhor escolha, há de ser de supetão? Ela dispensa, como sugere Guedes, a negociação com o empresariado? Então a medida será imposta com mais rigor ou menos a depender da subserviência do interlocutor?

Guedes foi além na Firjan. Anunciou a disposição de negociar a reforma da Previdência com governadores e prefeitos, que, em troca, seriam beneficiados por uma descentralização de recursos. E ele reproduziu como se daria a conversa: "Vai apoiar a reforma?" Ao que responderia o outro: "Não, eu não vou, não". E então o ministro mandaria ver: "Foi um prazer te conhecer. Vá lá pagar a sua folha. Eu não posso ajudar. Como é que eu posso ajudar alguém que não tá me ajudando? Tenho o maior prazer em ajudar. Toda reforma que tiver, eu quero fazer questão de que o dinheiro vá para estados e municípios. Agora me dá a reforma primeiro".

Em Chicago, o agora superpoderoso matou as aulas do curso "Massinha I de Habilidade Política".

Parece ironia, mas juro que não é: ou o presidente vira o conselheiro do ministro, impondo-lhe a prudência, ou a nau afunda, sob a condução dos insensatos. O gênio da raça precisa modernizar o seu discurso. Ainda está no Chile de Pinochet. E isso implica três décadas de atraso político e... técnico! Torçam para que Bolsonaro consiga modernizar Guedes.
Miguel José Teixeira
20/12/2018 19:57
Senhores,

Na mídia: "Basta ter oportunidade': "

indígena brasileira se junta a Mandela e Malala com principal prêmio de direitos humanos da ONU ..."

+ em:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/12/20/basta-ter-oportunidade-indigena-brasileira-se-junta-a-mandela-e-malala-com-principal-premio-de-direitos-humanos-da-onu.htm

E o lula???

O lula continua "guardado" em Curitiba, apesar de supremos conspiradores!!!

Herculano
20/12/2018 19:12
'PREOCUPADO'

Do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, PSL, no twitter

PDT, PSB e PCdoB confirmam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara. Se me apoiassem é que preocuparia o Brasil! ?'??
Herculano
20/12/2018 19:06
AS LETRINHAS DO DIÁRIO OFICIAL

O Diário Oficial dos Municípios, aquele que se enconde na internet e não possui horário para ser publicado, está sendo monitorado por uns e esperado por outros em Gaspar (e arredores), exatamente nestes dias onde todos estão de olhos presentinhos, festas, confraternizações em diversas confrarias. Acorda, Gaspar!
Herculano
20/12/2018 19:03
OBSCENIDADES

De Luiz Felipe Pondé, psicólogo, no twitter


Faltam aos psicanalistas de hoje profundidade e coragem de não fazer parte do marketing existencial e político. Se vivessem na época de Freud, iriam condená-lo por falar obscenidades sexuais a serviço da depravação. A psicanálise se tornou histérica.
Paca, Tatu, Cutia, não.
20/12/2018 18:41
Prezado Articulista

Parabéns você é o cara, enxerga o quê nunca vai enxergar, ou seja, cabelo em ovo, pelo em sapo e chifre em camelo.
O senhor há de convir, que mesmo que Kleber, não tenha uma boa articulação com a imprensa, que não seja um bom repórter, ele surra o teu pessoal, o povo do PSDB que nunca saiu do muro, o reporterJean Miglioli, que não deve ter terminado o ginásio (seu protegido).
Resumindo, mesmo que Kleber não dê cabo no que iniciou, seus sucessores terão que terminar e isto tudo é um AVANÇO.
Gaspar não será a mesma depois de Kleber e Melato, tenho dito.
AVANÇA GASPAR.
Herculano
20/12/2018 11:50
NOVO GOVERNO VELHO V

Estou de alma lavada. E quem a lavou? Os mesmos que estando no poder onde se acham livres da transparência, tentam me desacreditar, há muito. E são traídos por seus atos, palavras e obras, para não fugir dos ensinamentos bíblicos, usados a rodo pelos charlatões de todos os tipos.

Para entender o que escreve neste comentário, o leitor e a leitora terá que ler antes o trecho da coluna intitulado "NOVO GOVERNO VELHO IV". Lido, informo.

Quem estava no estúdio da Rádio Sentinela do Vale, dando uma entrevista? O novo gerente da Defesa Civil de Gaspar, o militar bombeiro reformado, Evandro Mello do Amaral. Fez certo, se não fosse por dois detalhes.

Primeiro estava acompanhado do prefeito eleito Edson Kleber Wan Dall, MDB. Também nada errado. Aceitável.

Segundo: estava lá também ciceronando, avalizando e enquadrando o novo membro da equipe de Kleber, o padrinho de Evandro, o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB.

Perguntar não ofende: o que um secretário da Saúde tem a ver a Defesa Civil? Só em Gaspar. Está bem claro que o novo titular não terá autonomia, o pecado do ex-titular, outro militar, mas da ativa que não quis se dobrar às pegadinhas dos políticos em seus objetivos de poder.

Vem por aí intempéries, de todos os lados e tipos.

Acorda, Gaspar!
Herculano
20/12/2018 07:26
O PREÇO DO LIBEROU GERAL NO APAGAR DAS LUZES NO CONGRESSO E NO STF, por Andrei Merelles, em Os Divergentes

A ressaca da maré alta nas urnas de todo o país parece ter chegado com algum atraso às residências oficiais no Lago Sul e aos gabinetes na Praça dos Três Poderes, endereços nobres em Brasília. Às vésperas da troca de guarda no Palácio do Planalto, com um imprevisível Jair Bolsonaro assumindo o leme, soou um salve quem puder puxado por parlamentares que perderam as eleições.

Se eles tivessem conseguido aprovar tudo que desejavam deixariam o caos como herança para o futuro governo Bolsonaro. O senador Eunício Oliveira e o deputado Rodrigo Maia gabam-se de terem impedidos variadas pautas bombas. Quem avalia de fora o que eles deixaram passar no Congresso tem uma impressão diferente. Entre outros petardos, Eunício bancou o reajuste dos salários dos ministros do STF, com seu bilionário efeito cascata.

Encrencado na Justiça, Michel Temer fingiu que estava em dúvida e, como se esperava, sancionou o aumento dos juízes. Não gostou nem um pouco das pancadas que levou, especialmente nas redes sociais. Nessa terça-feira (18), ele foi a Montevidéu se despedir do Mercosul. Na sua ausência, em pequeno expediente no Palácio do Planalto, Rodrigo Maia aproveitou para sancionar o projeto que ele mesmo havia patrocinado na Câmara de anistiar os municípios que gastaram mais do que podiam com infladas folhas de pagamento.

Parecia jogo combinado. Mas o Planalto soltou nota informando que a recomendação da área técnica do governo era para vetar o agrado aos prefeitos. Maia teria usado um parecer de assessores da Câmara para atropelar Temer. Maia desmentiu o Planalto e disse que não recebeu parecer algum da área econômica. Ficou por isso mesmo. A conta, claro, vai ser espetada no contribuinte.

Se era até previsível que políticos rejeitados nas urnas buscassem algum proveito no final de mandato, como reabrir as portas para o comando de empresas estatais, ministros do STF exageram na dose antes de entrar de férias. Ricardo Lewandowski simplesmente repetiu o roteiro do ano passado: no apagar das luzes do ano judiciário, ele assumiu de novo o papel de Papai Noel e concedeu por liminar reajuste ao funcionalismo público federal a um custo estimado em cerca de R$ 4,7 bilhões. Uma evidente, talvez justa, notícia para quem vai receber um pouco mais no contracheque. Ruim é para quem, como sempre, vai sobrar a conta.

Enquanto Lewandowski fazia bondade com o chapéu alheio, o ministro Marco Aurélio Mello resolveu com canetadas transformar em vitórias derrotas que sofreu no colegiado do STF. Desde que, em uma decisão inusitada, afastou Renan Calheiros da presidência do Senado e teve que engolir a desobediência do Senado, endossada por seus colegas no tribunal, parece que ficou um travo na sua garganta.

Nessa quarta-feira (19), sem ouvir ninguém, ele acatou o pedido de adversários de Renan e mudou de voto secreto para aberto o processo de escolha do presidente do Senado. A alegação é de que o voto secreto, previsto no regimento do Senado, não consta da Constituição. O voto secreto elege também os presidentes da Câmara dos Deputados e do próprio STF pelo processo de votação definido por seus respectivos regimentos internos.

Essa enxerida em questão interna do Senado já foi uma surpresa para seus colegas. Mas Marco Aurélio Mello manteve sigilo também sobre outra trapalhada com gravidade bem maior. Ele participou de um almoço de fim de ano com outros ministros do STF, após a sessão de encerramento do ano judicial, e não contou a nenhum deles sobre a bomba que detonaria logo depois.

Em uma decisão monocrática que revogou uma decisão colegiada, Marco Aurélio mandou soltar quem estiver na cadeia cumprindo sentença por ter sido condenado em duas instâncias judiciais. Excluiu apenas os que cumprem prisão preventiva. Na interpretação de alguns colegas, ele pôs em xeque o próprio Supremo. Se um ministro, qualquer que seja, pode substituir o coletivo como a palavra final, vira bagunça e afeta a segurança jurídica.

O PT e parte dos advogados que defendem condenados por corrupção na Lava Jato e em outras investigações comemoraram. Menos de uma hora depois do anúncio da decisão de Marco Aurélio, os advogados do Lula já requeriam seu alvará de soltura. Para apressar a saída, pediam que fosse dispensado o exame de corpo de delito. Dirigentes do partido aproveitaram para bater bumbo e tentar reanimar o movimento Lula Livre, bastante esvaziado após a derrota eleitoral nas urnas. Mesmo depois da liminar ter sido cassada, eles insistiam com Marco Aurélio para emitir uma alvará de soltura para Lula.

Esse movimento petista faz parte do jogo. O mais grave é que ninguém consegue avaliar o alcance da canetada de Marco Aurélio. O ministro Dias Toffoli, ao cassar a liminar, estimou que ela tiraria da cadeia mais de 150 mil presos. Procuradores, policiais e juízes dizem que nessa leva sairiam condenados por corrupção, tráfico de drogas e de armas, estupros, assassinatos?

Diante desse liberou geral, o controvertido indulto natalino de Temer virou café pequeno.

O Judiciário e o Legislativo estão de recesso. O atual governo ainda tem uns dez dias antes de passar o bastão. Espera-se que até lá não faça novas trapalhadas.

A conferir.
Herculano
20/12/2018 07:16
CURRICULO

O bombeiro militar reformado Evandro Mello do Amaral é o novo gestor da Defesa Civil de Gaspar. Isso não é mais notícia.

Também o lugar não é novo. Ele já esteve aqui por duas vezes: nos governos de Adilson Luiz Schmitt, MDB, e Pedro Celso Zuchi, PT. Também passou por Brusque onde foi exonerado em 2011.

1. No papel possui experiência na área.

2. Entretanto, levando-se em conta somente as duas passagens por Gaspar, sabe-se que foi decorativo diante de um legado conhecido da Defesa Civil.

3. Adilson viu que ele não servia e o despediu.

4. Quanto a Zuchi nem precisa de explicação. A escolha da professora de educação física Marines Testoni Theiss para ser sua pessoa quase eterna na liderança dessa área sensível em que estamos metidos devido ao risco de enchentes e outras catástrofes naturais severas, revelou o desprezo do governo petista por este assunto e quanto decorativo foi Evandro. Acorda, Gaspar!
Herculano
20/12/2018 06:48
da série: se na Suprema Corte é assim, o que será nas Comarcas, nos Tribunais Regionais e suas turmas?

O STF SE APEQUENA, por Roberto Dias, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Papelão pilotado por Marco Aurélio deixa mais íngreme a ladeira descida pela corte

O STF começou a década em alta. Conduziu a maior ação penal da história do país, a do mensalão. Ocupou um vazio legislativo para resolver buracos legais com implicação bem direta na vida das pessoas. Teve seus 11 ministros transformados em figuras conhecidas.

Em algum momento, o encanto acabou. O papelão desta quarta-feira, pilotado pelo ministro Marco Aurélio Mello, deixa mais íngreme a ladeira descida pelo tribunal.

Pior, a decisão ocorre poucos dias após o balanço róseo do ministro Edson Fachin sobre a atuação do STF na Lava Jato. Ao contrário do sugerido ali, o tribunal tem tido papel pálido, quando não contrário ao processo de combate à corrupção.

Símbolo disso é Eduardo Cunha. O Supremo teve por mais de um ano em mãos o processo contra o ex-presidente da Câmara e não decidiu seu destino. O juiz Sergio Moro precisou de seis dias para mandá-lo à cadeia, onde está até hoje. Difícil olhar para esse caso e achar que o STF esteve do lado certo da história.

A má fase continuou. À presidência de Cármen Lúcia, na qual a corte amputou seu poder ao julgar um caso envolvendo Aécio Neves, segue-se um tumultuado início de gestão de José Antonio Dias Toffoli. A cúpula do Judiciário queima sua imagem com uma agenda corporativista, de defesa de aumento de salário e de manutenção do auxílio-moradia.

O caso da prisão em segunda instância expõe o pior da corte. Os ministros obviamente não devem concordar no mérito dos assuntos - a força do colegiado deriva do conjunto de olhares diferentes. Mas precisam respeitar regras do jogo, ou o prédio vira uma casa da mãe joana, definição cabível ao lugar onde uma pessoa sozinha dá uma ordem dessa magnitude, à beira do recesso, sobre algo já analisado pelo plenário.

"Se o Supremo ainda for o Supremo, minha decisão tem que ser obedecida, a não ser que seja cassada", afirmou o ministro Marco Aurélio. Se ele não sabe se o Supremo ainda é o Supremo, não há de ser por acaso.
Herculano
20/12/2018 06:42
da série: quando você pensa que está resolvido, a insegurança jurídica diz que não, basta ter dinheiro, advogados com trânsito e acesso aos juízes dos tribunais. Justiça no Brasil, fica cada vez mais claro, é para quem pode e não para quem precisa.

LULA PODE LIBERDADE AO STF; TOFFOLI VAI DECIDIR

Conteúdo de O Antagonista. Após suspender a decisão de Marco Aurélio que soltava todos os presos condenados em segunda instância, Dias Toffoli vai decidir agora sobre um pedido individual de liberdade apresentado pela defesa de Lula.

O pedido é direcionado a Marco Aurélio, mas como começou hoje o plantão do Judiciário, a decisão caberá a Toffoli.

Os advogados dizem que o presidente do STF não pode suspender a decisão liminar de outro ministro e, por isso, pedem a soltura do petista.
Herculano
20/12/2018 06:31
DECISÃO DO STF SERIA O MAIOR 'SAIDÃO' DA HISTóRIA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Se fosse cumprida a vontade do ministro Marco Aurélio (STF), o Brasil estabeleceria mais um triste recorde: o maior "saidão de Natal" da História, com a liberação de mais de 169.000 criminosos já cumprindo pena. Equivale a dois Maracanãs lotados de bandidos. E o pior é que, perante a lei, não resta dúvida da culpa dos condenados em segunda instância, cujos recursos pendentes podem não alterar suas penas.

MESMA DOSIMETRIA
Recursos a condenações de segunda instância são apenas formais e raramente alteram a dosimetria da pena fixada nos tribunais.

SEGURANÇA JURÍDICA
Marco Aurélio azedou de vez o ambiente no STF: o ministros zelam pelo respeito ao colegiado. É a base da segurança jurídica.

TOFFOLI NA BERLINDA
Vários ministros reclamaram também da descortesia ao ministro Dias Toffoli, que já havia agendado o julgamento desse assunto para abril.

CADEIAS ESVAZIADAS
A aposta da decisão de Marco Aurélio, adotada a poucas horas do início do recesso, era garantir Natal e o Ano Novo fora da cadeia.

SENADO APROVA ADVOGADO INEXPERIENTE PARA ANATEL
Presidente do Congresso, Eunício Oliveira fez o Senado aprovar, em votação vapt-vupt, sem direito a discussão, o amigo cearense Vicente Bandeira de Aquino para integrar o conselho diretor da Anatel, agência reguladora das telecomunicações. A tramitação foi a jato: indicação publicada na segunda (17), sabatina na terça (18), e minutos depois votação no plenário, que o aprovou por 37? - 7 votos. Os senadores nem sequer conseguem repetir de cabeça o nome do novo conselheiro.

ELE TEM A FORÇA
A nomeação do advogado Vicente na Anatel foi outra demonstração de força do senador Eunício, no fim da sua presidência.

LIGAR TEVÊ ELE SABE
A única experiência do advogado na área foi como assessor jurídico de emissora de TV na cidade de Pacajus (CE), que nem funcionou.

PRAIA Só A DE IRACEMA
Em sua sabatina na Comissão de Infraestrutura, Vicente Aquino apenas se dedicou a platitudes. Não parece ser a sua praia.

UM DOM RARO
A defesa de Lula desenvolveu o tom da adivinhação: 48 minutos depois da decisão do ministro Marco Aurélio, a ingressou com pedido de liberdade do presidiário, que parecia pronto e assinado.

CONSPIRAÇÃO PETISTA
O admirado jurista Modesto Carvalhosa, que nada tem em comum com Jair Bolsonaro, não tem dúvidas: a decisão tentando soltar Lula e demais corruptos da Lava Jato é produto de uma conspiração do PT para desestabilizar a posse do futuro presidente da República.

OBRA IRREGULAR RENDE MULTA
A Advocacia-Geral da União ajuizou ação para cobrar de três empresas de engenharia responsáveis pela obra do novo Fórum Eleitoral de São Luís (MA) o ressarcimento de R$ 5,2 milhões aos cofres públicos.

QUARTA DE HORRORES
O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, suspendeu a medida provisória que adiava aumento de servidores para 2020. Pela decisão, o Brasil quebrado que se vire para pagar a conta de R$4,7 bilhões.

ACHOU POUCO
Rodrigo Maia, aproveitou o dia de horrores e, como presidente em exercício, sancionou que fere de morte a Lei de Responsabilidade Fiscal, permitindo que os gestores públicos estourem o orçamento.

CLAREZA
João Campos (PRB-GO), candidato à presidência da Câmara e relator do novo Código de Processo Penal, defende tornar lei a prisão de condenados em segunda instância. Essa posição pode incomodar muita gente, como Rodrigo Maia, citado na Lava Jato.

DESPEDIDA MARCANTE
Um sorridente ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, não poupou de constrangimento o presidente Michel Temer e os colegas de governo, comparecendo à última reunião ministerial enquanto agentes da Polícia Federal vasculhavam sua casa investigando corrupção.

CASO RARÍSSIMO
Eduardo Girão (PROS-CE) quer abrir mão de benefícios aos quais teria direito como senador, ano que vem. Ele informou à Diretoria da Casa que não quer carro oficial, auxílio moradia ou apartamento funcional, plano de saúde vitalício, aposentadoria especial e salários extras.

PENSANDO BEM...
...por algumas horas, na quarta-feira dos horrores, teve muita gente pensando em cabo e soldado na porta.
Herculano
20/12/2018 06:23
óDIO E REVOLTAS, COLEÇÃO DE VERÃO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Novo vexame do Supremo se soma a outros motivos de fúria contra 'tudo isso aí'

Depois de dois meses de relativa calmaria deprimida ou de exaustão amarga, o país volta ao transe de ódio.

Como se fosse possível, o establishment se desmoraliza ainda mais, dando novos motivos à revolta que levou Jair Bolsonaro ao Planalto.

A política doente do Brasil produz dejetos tais como a ideia de que bastam um cabo e um soldado para fechar o Supremo.

Essa obra do novo pensamento político nacional, de autoria de um Bolsonaro júnior, serviu de mote para os protestos contra a liminar de Marco Aurélio Mello. O ministro do Supremo mandara soltar presos condenados em segunda instância, o que em tese beneficiaria Lula da Silva.

Na tarde desta quarta-feira (19), a expressão ("hashtag") #umcaboeumsoldado estava entre as mais populares do Twitter. Não vem ao caso que a liminar logo viesse a cair. O vexame continuava de pé.

O lixo tóxico escorria pelas redes insociáveis e desaguava no valão da democracia brasileira, outra vez em época de cheia graças também aos Poderes da República.

Não se trata aqui apenas dessa decisão à matroca de libertar talvez uns 169 mil presidiários de periculosidade incerta e não sabida, um resultado possível da liminar aureliana, afora a baderna jurídica.

Além disso, há muitas notícias de que a roubança continua, inclusive no entorno dos recém-eleitos.

O Congresso explode pautas-bomba, que em geral passam despercebidas pelo povo comum, que não entende de contas públicas, mas estoura de raiva e desprezo por graças como o reajuste dos ministros do Supremo e de altos servidores.

Essa autodestruição contínua, alienada ou mesmo lunática legitima tanto o protesto quanto os instintos mais primitivos de quem votou contra o establishment, contra as instituições apodrecidas, contra "o sistema" e "tudo isso aí". Talvez agregue mais revoltosos.

Para piorar, motivos outros de revolta não vão faltar em 2019. A julgar pelos planos econômicos de Bolsonaro, haverá reformas para todos os desgostos.

Virá uma impopular reforma da Previdência (se não vier, a economia permanecerá estagnada ou regredirá, o que também será revoltante). Não haverá aumento de carga tributária, mas pode bem ser que pequenos e médios empresários e a classe média altíssima paguem mais impostos.

Haverá medidas contra servidores, o Sistema S, empresas industriais, estatais, leis trabalhistas, talvez contra o salário mínimo. Etc.

Por vezes, mesmo passando por maus bocados, sociedades permanecem estranhamente bestificadas, do mesmo modo que explodem de modo surpreendente (junho de 2013).

Noutras situações, diversionismos servem de atenuante de tormentos: caças a degenerados e impuros em geral, bruxas, corruptos, imorais, abortistas, intelectuais, globalistas ou estrangeiros. Ou, talvez, parte significativa da população se beneficie do regime, o bastante para oprimir e manter sob controle a parcela mais esfolada.

Temos riscos espalhados de revolta adiante, muita raiva justa ou doida a ser satisfeita, o que reforça a conversa do presidente eleito.

O establishment não se importa de causar cada vez mais repulsa. Os planos de mudança econômica causarão alguma dor; as reformas conservadoras de Bolsonaro serão socialmente divisivas.

Não, não é previsão de tumulto, ressalte-se. Um bom resultado econômico pode até dopar a fúria. O problema é que, faz mais de cinco anos, o país se dedica a multiplicar riscos de desastre.
Herculano
20/12/2018 06:17
PELO FIM URGENTE DO FIM DA PEC DA BENGALA

O novo governo que se instala, mas só o Congresso poderá fazer isso por uma maioria de dois terços e por duas vezes no voto, deve urgentemente a PEC - Projeto de Emenda Constitucional - da Bengala.

Velhos - e não sábios como se esperasse de um ancião experiente - e inatingíveis, estão agindo como se crianças irresponsáveis fossem contra a sociedade para quem deveriam trazer e produzir segurança jurídica.

Para o que não conhecem o que seja a PEC da Bengala, foi a Proposta de Emenda à Constituição 457/05 votada e aprovada em 2015 pelo Congresso que amplia de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos juízes dos tribunais superiores do Brasil (Conselho Nacional de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Superior Tribunal Militar, Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Superior do Trabalho) e do Tribunal de Contas da União (TCU)
Herculano
20/12/2018 06:09
da série: a Justiça como fonte de insegurança jurídica

PRESEPADA SUPREMA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Ordem, logo depois suspensa, de ministro do STF aumenta desgaste da corte num momento crítico

Do integrante de órgãos do Estado que têm pretensões perpétuas, como o Supremo Tribunal Federal, espera-se capacidade de tirar lições dos erros do passado a fim de evitar repeti-los. Desse processo, afinal, depende o amadurecimento institucional de toda a nação.

O ministro Marco Aurélio Mello, ao mandar soltar todos os condenados no Brasil em regime de cumprimento provisório de pena, manifestou clamoroso déficit de aprendizado. Reincidiu num conjunto de desacertos que tem favorecido o desgaste da corte.

A justeza de uma decisão individual, sob a forma precária da liminar, deveria ser sempre avaliada em contraste com o impacto imediato que irá causar. Para afastar do cargo o presidente de um Poder, como resolveu fazer Marco Aurélio com Renan Calheiros em dezembro de 2016, um rabiscar solitário de caneta nunca é o meio recomendável.

Tampouco a vontade provisória de 1/11 do plenário do STF deveria ser suficiente para libertar dezenas de milhares de pessoas - entre elas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - que cumprem pena de prisão após condenação em segunda instância, mas antes do trânsito em julgado de seus processos.

Para essas causas de vastas consequências, recorrer à autoridade coletiva e mais estável da maioria dos ministros tarda a se tornar uma norma não escrita no Supremo.

Mas Marco Aurélio foi mais longe.

Como a decisão foi tomada depois da última sessão colegiada do tribunal antes do recesso do Judiciário, não havia como o STF reunir-se com celeridade para decidir sobre caso tão impactante.

O lance de esperteza é típico do Congresso, onde pode ser considerado arma legítima das minorias. Na mais alta casa da Justiça, reveste-se de irresponsabilidade pueril.

Além disso, e para piorar o quadro, o ministro Marco Aurélio se insurgiu contra decisões reiteradas da maioria da corte a favor do cumprimento da pena logo após a condenação em segundo grau.

Também atropelou, sem que houvesse urgência ou outra razão plausível, a pretensão do presidente do Supremo, Dias Toffoli, de realizar um novo julgamento de mérito dessa questão no início de abril.

A presepada terá consequências. Ainda que os efeitos da liminar tenham sido oportunamente suspensos por Toffoli após recurso da Procuradoria-Geral, mais uma pedra de descrédito foi atirada na imagem do Supremo Tribunal Federal.

O momento é ruim para a corte abrir mais flancos a críticas, e a incapacidade de alguns ministros de enxergar esse fato óbvio preocupa.

Mais que nunca, o Brasil precisa de uma cúpula do Judiciário coesa e forte para a defesa do patrimônio dos direitos fundamentais, que será posto à prova, se promessas eleitorais forem levadas à frente, pelo governo que se inicia em janeiro.
José Antonio
19/12/2018 23:31
Herculano!

Esses merdas de PETEZADA não se cansam de passar vergonha, o LULA VAI CONTINUAR PRESO, BABACAS.
Herculano
19/12/2018 18:43
STF SÉRIO?

Não vou abordar o mérito - cuja a elasticidade interpretativa jurídica é incomum no Brasil.

Vamos ao desfecho

A decisão do Ministro Marco Aurélio de Mello contraria o princípio da colegialidade, é tomada no último dia antes do recesso do judiciário, de forma monocrática e às vésperas do Natal quando a sociedade está focada no Natal, no Primeiro do Ano, na posse dos seus políticos e nas férias.

Não é uma decisão sorrateira e pensada exatamente para um momento de desmobilização da sociedade em algo tão relevante? Ou essa é a forma de agir de um juiz?

E ainda se diz no meio judiciário que é incompreensível - para ele e seus operadores - o seu descrédito - da instituição - perante a sociedade. Também... Meu Deus!

Herculano
19/12/2018 18:35
DESRESPEITO À COLEGIALIDADE

Do promotor paulista Roberto Livianu, no twitter

A decisão do ministro Marco Aurélio é desrespeitosa ao princípio da colegialidade, que deve ser a regra em Tribunais. Além disso, desrespeita decisão do pleno do STF em sentido contrário, onde foi vencido e gera total insegurança jurídica - oposto do que se espera do STF
Herculano
19/12/2018 18:26
NEFASTO E INSTÁVEL

De Modesto Carvalhosa, no twitter:

Aliás, o Supremo Tribunal Federal, hoje, é o mais nefasto fator de instabilidade institucional e desagregação social do Brasil.

Essa liminar é um acinte à sociedade civil e receberá uma resposta à altura.

Tamanha teratologia não vai prosperar.
Herculano
19/12/2018 18:23
JESUS!

Da deputada Janina Pascoal, uma das autoras do impeachment contra a ex-presidente Dilma Vana Rousseff, PT, no twitter:

Que país complicado o nosso! Só por Jesus!
Herculano
19/12/2018 18:21
NÃO DESISTIMOS

De Mário Sabino, ex-editor da Veja, e hoje editor e sócio da revista eletrônica Cruzoé, no twitter.

Eles querem que desistamos do Brasil. Agora é que não desistimos mesmo.
Herculano
19/12/2018 17:43
UM JUDAS PARA SER MALHADO

O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, de Luiz Carlos Spengler Filho, PP e do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB, não teve culpa e participação alguma na desastrosa eleição da mesa diretora da Câmara na terça-feira.

O líder do governo Francisco Hostins Júnior, MDB, está assumindo o angu sozinho. Ele está livrando a cara do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, bem como uma eventual outra traição secreta dentro do MDB.

Como se vê, todo o entorno deste assunto é mais grave e poderá ter mais desdobramentos em 2019. Se não cuidar, a precária reconquista da maioria do governo na Câmara - que deveria ser a meta -, por essa história que difundem contra os fatos e resultados, pode estar sendo comprometida.

Resumindo. O governo Kleber e seu entorno não aprenderam com os erros. Precisam errar mais.

Lamento que Hostins assuma uma culpa - que a tem por não ter defendido o foco apenas na governabilidade e se distraindo - com os juvenis e as velhas raposas - no ato de vingança para retomar a presidência que perdeu no ano passado.

Gente estranha. Não contente com a perda dos anéis, coloca os dedos para serem decepados. Acorda, Gaspar!
Herculano
19/12/2018 17:29
SOBRANDO DINHEIRO

Depois dos cavalos, depois dos carrões, depois das festas, depois das amantes, depois dos apartamentos na cidade e nas praias, depois dos festões vips de fim-de-ano onde a carne era Agnus Red, o vinho importado e a cerveja de marca europeia, agora é a vez de exibir as caras lentes de contatos para mostrar os risos frouxos e brancos, contrastando com os sorrisos amarelos dos trouxas pagadores de pesados impostos. Alguma coisa não vai terminar bem...

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