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PARA TAMPAR BURACOS NO ORÇAMENTO PREFEITO DE ILHOTA TENTOU DIMINUIR VERBA OBRIGATÓRIA DA EDUCAÇÃO - Jornal Cruzeiro do Vale

PARA TAMPAR BURACOS NO ORÇAMENTO PREFEITO DE ILHOTA TENTOU DIMINUIR VERBA OBRIGATÓRIA DA EDUCAÇÃO

11/05/2018

ILHOTA EM CHAMAS I – PARA QUE EDUCAR?

Um  empresário ou executivo pode ser um político diferente ou um gestor eficaz quando eleito ou indicado se comparados aos políticos da balaia do atraso, das dúvidas e do poder pelo poder? Pode. Mas, é difícil. Quase sempre, nem o senso de oportunidade, inovação, negociação, pressões, mudanças, reação, planejamento e resultados, vitais para a sobrevivência dos seus negócios onde foi bem-sucedido na iniciativa privada o ajuda. É histórico. O prefeito de Ilhota, Érico Oliveira, MDB, é um pequeno empresário. Na empresa dele, faz o que quer, no tempo e do jeito que deseja. Faz puxadinhos. Põe e tira gente a qualquer momento. Delicia-se com os lucros ou paga com o próprio bolso ou com a falência, quando há prejuízos ou contraria o mercado. Como prefeito ou gestor público, todavia, Érico e nem outro, pode fazer o que lhe dá na telha. Há regras, há o tempo político, há a missão social. Os prejuízos na função pública, em tese, salvo exceções são dos cidadãos, da comunidade e não do prefeito. Quando muito, é punido politicamente no futuro com a falta de votos dos seus eleitores ou administrativamente pelos órgãos de fiscalização ou até, pela demorada e duvidosa Justiça que os grupos políticos se orgulham de tê-la como amiga, não só no grotão, mas em todas as instâncias.

ILHOTA EM CHAMAS II - PARA QUE EDUCAR?

Ilhota é obrigada a investir 30% em educação. É rubrica orçamentária mandatória. É lei. Foi assim porque o ex-prefeito Ademar Feliski, MDB, quis. A Câmara, em nome dos ilhotenses aprovou. Ótima referência regional. A legislação Federal e Estadual obriga ao mínimo de 25%. Um exemplo de dar inveja aos demais. Seria mais que uma ilhota. Estaria, assim, preocupada com o futuro, com as crianças. Mas, não é assim, que pensa o atual prefeito, nascido no PP e hoje no MDB de Feliski. Desde que assumiu, Erico flerta com o corte desse percentual. Pior, sem qualquer discussão com a cidade. E para que? Para além de emburrecer as crianças, buscar dinheiro escasso para aquilo que lhe deu na telha. Planejou mal. Tem que sustentar à superestrutura que montou para empregar, gastar e sabidamente, pelos números e projeções, não terá condições de suportar às exigências econômicas e da Lei de Responsabilidade Fiscal. E esse erro de gestão está deixando Érico exposto perante o Tribunal de Contas. Então ele queria tirar dinheiro na Educação. Incrível!

ILHOTA EM CHAMAS III – PARA QUE EDUCAR?

Érico manobrou o que pode para o objetivo e na surdina. Escondeu esse bote da população, aproveitando-se da falta de imprensa local. Só não contava com as redes sociais, esta coluna, políticos de bom senso e a ação de alguns educadores. Tentou de todas as formas mudar a lei e perdeu. Como mau perdedor, ameaçou deixar à mingua, numa clara compra de votos contra a cidade e os cidadãos e contra a autonomia do Legislativo, os próprios vereadores da sua base. Ofertava obras e remédios. Não se intimidaram e não aprovaram tal desatino. Resultado: o orçamento de Ilhota para a Educação continua intocado nos 30% obrigatórios. Os áudios nas redes sociais entre políticos, registram conversas indecorosas. Fim da história. Mas, ao contrário de Gaspar que mal gerenciou esse tipo de assunto e o prefeito daqui ficou vulnerável na sustentabilidade política, Érico, continua com maioria na Câmara, apenas perdeu uma batalha. Só está inconformado.

ILHOTA EM CHAMAS IV – PARA QUE EDUCAR?

A primeira tentativa de mudar e cortar 5% do orçamento da Educação em Ilhota foi em março de 2017 com o projeto 01/2017. Era uma emenda a LOM. Veja a frágil justificativa do prefeito Erico para o retrocesso: “adequar” (?) à legislação Federal e Estadual. Segundo ele, “não há motivo plausível” (?) para Ilhota ser diferente. Meu Deus! Isso, ele nunca abordou na campanha para os seus eleitores. Érico sentiu cheiro de enxofre na Câmara nesse assunto. Retirou a matéria depois dela já estar tramitando nas comissões. Foi arquivada naquele março. Lembram-se que de eu sempre escrevo aqui, que coisa contra o povo e a favor dos políticos, costumam aparecer em dezembro, em regime de urgência, quando a Câmara está fechando as portas e o povo preocupado com o Natal, final-de-ano, férias entre outras coisas? Pois, bem! O mesmo projeto Érico fez retornar à Câmara como sendo o 02/2017. Foi no dia sete de dezembro do ano passado. Bingo. Por não ter sido votado, teve o seu trâmite autorizado. Mas nem tudo saiu como o combinado. Não tramitou em dezembro como se queria. E o parecer jurídico autorizando o trânsito da matéria só apareceu em janeiro deste ano. Arriscando-se e jogando com o silêncio, o prefeito e os seus foram adiante. Em fevereiro constitui-se a comissão especial para analisar o projeto e nela ficou claro que o assunto teria dificuldades, pois a própria base se dividiu.

TRAPICHE

Ilhota em chamas V – Nem prefeito. Nem empresário. Nem cidadão. O que aconteceu neste assunto em Ilhota, foi uma lição e da qual, não só os políticos e Érico deveriam se colocar à reflexão em pleno século 21, o tempo do conhecimento, da transparência, da educação e da ética. O espaço aqui é pouco explicar tudo isso.

Ilhota em chamas VI – A presidência da comissão especial, no rito especial, ficou com o vereador petista Rogério Flor de Souza, PT, e a relatoria, com Juarez Antônio da Cunha, PSB. Acendeu o sinal amarelo ao prefeito Érico. O segundo, veio da presidência da Casa. Jonatas Oliveira Jacó, PSDB, que ganhou no voto a presidência da Casa do então indicado de Érico, o Almir Aníbal de Souza, MDB. O Joaninha sinalizava que não votaria a favor do prefeito neste assunto.

Ilhota em chamas VII – vulnerabilizado na pretensão, mesmo assim Érico peitou e mandou levar o assunto adiante. Ascendeu o pavio para medrar e testas os temerosos. Ameaçou cortar atendimentos da prefeitura aos interesses dos vereadores da sua base se votassem contra o projeto. Érico precisava de seis votos dos nove. E a arriscada aposta dele se deu diante da deteriorização das contas, as quais não as projetou com assertividade nas estruturas que as criou ou inchou em outras áreas.

Ilhota em chamas VIII – Para encurtar devido ao espaço. No dia 10 de abril o assunto foi a plenário em primeira votação (são necessárias duas votações favoráveis para ser aprovar a emenda à LOM). E contados os votos, Érico perdeu. Um bafafá. Intrigas. Acusações.

Ilhota em chamas IX -Votaram para cortar os cinco por cento da Educação de Ilhota, Almir Aníbal de Souza, MDB; Arnoldo Adriano, MDB; Francisco Domingos, MDB; Juarez Antônio da Cunha,PSB ; e Sidnei Reinert, PSD.

Ilhota em chamas X -Votaram para manter os 30% à Educação de Ilhota como é hoje, Cidney Carlos Tomé, PP; Luiz Gustavo dos Santos Fidel, DEM (da coligação que suporta o prefeito e tem o vice); Rogério Flor de Souza, PT e Jonatas de Oliveira Jacó, PSDB.

Ilhota em chamas XI – Este assunto poderia ter se encerrado aí. Mas, não, enrolou-se mais alguns dias para colocar em segunda votação. Inócua. Se na primeira ela foi derrotada, mesmo que na segunda o resultado fosse diferente, não se alcançaria o que diz a lei: duas votações favoráveis. Um suposto empate, não tem valor algum. Só em Ilhota, mesmo.

Estava devendo aos leitores e leitoras à provocação que fiz aqui e ao próprio parlamentar. O presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider, MDB, quando veio a Gaspar há duas segundas-feiras para a homenagem dos 80 anos das Linhas Circulo, e de viva voz a quem perguntou, ele respondeu de que será, sim, candidato à reeleição. “Se Deus permitir”.

Os que o cercam, dizem que ele guarda esta decisão para o último minuto, devido a doença. Se “Deus não permitir”, arma-se o desconhecido chefe de gabinete dele, Jerry Comper. Aí, muitos dizem que só Deus para operar o verdadeiro milagre. 

 
Edição 1850
 
 

Comentários

Alaide Andrada
13/05/2018 16:04
Retratação

Boa tarde, gostaria de me retratar por afirmar que o "tecnico" Gevaerd nomeou uma berçarista diretora de habitação. Isso não é verdade, ele fez pior, a berçarista é diretora geral de infraestrutura urbana. Só não entendi porque ela dá expediente na habitação. Deve ser por que o diretor nomeado na habitação,desde o ano passado, nunca pisou lá. Quem dúvida da uma passadinha lá pra ver.
Sidnei Luis Reinert
13/05/2018 13:08

domingo, 13 de maio de 2018
Prepare-se para a Crise Filha da Mãe



Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Feliz Dia das Mães. Tirando o lado comercial da data, é preciso comemorar de algum jeito. Afinal, todo mundo tem mãe. Ninguém é filho de chocadeira. Aliás, além de lembrar a abolição da escravatura neste Dia 13 de Maio, os brasileiros e brasileiras deveriam ficar bem espertos. A Mãe de todas as crises mundiais está em gestação. Tem tudo para nascer em 2019 ?" ou um pouquinho mais à frente. O Brasil tende a ser atingido violentamente por ela.

No Brasil, a crise é filha de uma mãe bem safada e hermafrodita. Aliás, nosso modelito estatal Capimunista está mais para madrasta malvada do que para mãe bondosa. Todos os problemas advêm de seu filho bastardo, o Estado-Ladrão. Sua especialidade é parir monstros. Muitas tragédias anunciadas já estão em gestação. É facilmente previsível que vamos conviver com uma mistura explosiva de baixo crescimento econômico, desindustrialização, despirocada do câmbio e subidinha de preços coincidindo com estouro da violência (ainda mais se a bandidagem organizada for mesmo combatida pelos dirigentes do Estado-Ladrão, nem que seja para meros efeitos-especiais).

A partir de 2019, o fantoche eleito para a Presidência da República ?" não importa quem seja ?" vai enfrentar a mais brutal crise "nunca antes vista na História desse País" (como diria o Presodentro $talinácio). Lula é injustamente apontado como o pai da crise. No máximo, ele pode ser o padrasto. Não foi Lula quem concebeu a Nova República, onde o (P)MDB sempre reinou em todos os governos e o PSDB do FHC sempre fez o papel hibridamente escroto de protagonista e falso vilão.

A Crise Filha da Mãe vem aí... A Oligarquia Financeira Transnacional ?" que comanda o capimunismo chinês ?" prepara uma armadilha para seu maior inimigo: o Donald Trump que ousou desafiar os Controladores do Mundo. Até agora, o ritmo de "America First" parece ir muito bem. O problema é que só parece. Se a economia norte-americana crescer descontroladamente, pode gerar uma inflação interna que forçará uma subidona dos juros pelo Federal Reserve (o suposto Banco Central privado, comandado, na verdade, pelos banqueiros globalitários). O dólar irá parar no céu e fugirá do Brasil.

A previsão é de volatilidade. Especialistas avaliam que pode ocorrer uma crise maior que aquele de 2008. Os tais "mercados emergentes" que se cuidem. O fluxo de dólares deve sofrer uma interrompida forte. No nosso caso, a desvalorização do Real vem para ficar. Olha a previsão do brasileiro que é diretor-executivo do Banco Mundial,Otaviano Canuto: "O impulso fiscal em condições de pleno emprego nos EUA, com inflação em alta, coloca a possibilidade de o Federal Reserve elevar as taxas de juros mais intensamente do que no ritmo antes esperado, com simultâneo aperto no quadro financeiro global".

As Velhinhas de Taubaté precisam tomar muito cuidado com o falso otimismo em relação a qualquer resultado da eleição presidencial brasileira. Quem sentar no troninho absolutista do Palácio do Planalto vai enfrentar o começo da Mãe de Todas as Crises. Sobrará até para o nosso agronegócio que depende da alta do dólar para faturar mais, porém também depende de um dólar mais baixo para adquirir os insumos. Quem garante que o lucro na exportação será muito maior que o valor que precisa ser empregado para investir no custeio básico dos negócios?

Até agora, a China tem sido uma mãe para o Brasil. Ela garante nossos lucros na exportação, sobretudo de minérios e alimentos. Parece que os Capimunistas se entendem direitinho... Mas isso é pura ilusão... A China não é Capimunista subdesenvolvida ?" como o Brasil. Ela é Capitalista de Estado... Quem sustenta o pretenso comunismo do governo chinês é a Oligarquia Financeira Transnacional ?" cujo sonho sempre foi quebrar a hegemonia geopolítica dos EUA. Uma armadilha está sendo preparada para pegar Donald Trump na próxima curva.

No Brasil, o bicho já está pegando. A galinha não decola. O Estado-Ladrão gasta e desperdiça mais que nunca, roubando recursos dos brasileiros que tentam trabalhar e empreender, com impostos cada vez mais elevados. Aqui é bom ficar de olho em um temerário movimento da Receita Federal. Por ordem do Michel, a ordem é pegar os "megasonegadores". Os alvos são os empresários inimigos dos atuais Donos do Poder.

Acontece que uma Força Tarefa do Fisco também prepara uma ofensiva para detonar uns 800 juízes, promotores, parlamentares e muitos ricaços que não têm como explicar um imenso patrimônio apenas com os polpudos contracheques (ou holerites). O plano é centrar fogo, imediatamente, em 50 alvos que serão acusados ?" justa ou injustamente - de cometeram crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e sonegação de valores.

A "Tropa de Elite" do Fisco vai empregar todas as informações sobre movimentações bancárias, compra e venda de imóveis, contratações de autônomos a peso de ouro, movimentações atípicas com cartões de crédito, contratos de câmbio, patrocínios milionários para eventos e palestras, além de qualquer dado financeiro sobre pessoas físicas e jurídicas.

Será a vingança de Michel Temer ?" que fará um estrago nos seus inimigos, pelo menos até o final deste ano, quando termina seu mandato, já que dificilmente concorrerá à reeleição. Assim, 2019 promete ser infernal para corruptos de verdade e para aqueles que o rigor seletivo dos Donos do Poder classificar como "criminoso"... A Crise Filha da Mãe está apenas começando... Como diria o Capitão/Coronel Nascimento do Tropa de Elite I e II ?" "Vai dar Merda"...
Herculano
13/05/2018 09:22
ARTE DE ROUBAR, J.R. Guzzo, na revista Veja

O que se pode esperar de bom de uma eleição para presidente da República em que todos os candidatos, com exceção de um só, vão fazer sua campanha com dinheiro que roubaram diretamente de você? Eis aí uma das mais espetaculares safadezas que estão sendo praticadas neste exato momento pelos políticos brasileiros ?" da extrema direita à extrema esquerda, na cara de todo mundo e em plena luz do dia. Não é pouco: o Tesouro Nacional vai doar aos políticos, para suas "despesas de campanha" deste ano, um presente extra de 1,7 bilhão de reais, já separado no Orçamento de 2018. É uma aberração que tiveram a coragem de chamar de "Fundo de Defesa da Democracia", ou algo assim. Vem se somar ao "Fundo Partidário", vigarice antiga criada para dar aos partidos políticos, a cada ano, quantias desviadas dos impostos e destinadas a ajudar na sua "manutenção".

No ano passado, com um projeto de lei relatado na Câmara pelo deputado Vicente Candido, do PT, e gerido no Senado por ninguém menos que o senador Romero Jucá, fizeram uma mágica que multiplicou dramaticamente, numa tacada só, os valores que a população deste país será obrigada a entregar aos políticos no decorrer de 2018. É uma conquista notável para os anais da arte de roubar. Quatro anos atrás, a mesada anual das gangues que fazem o papel de "partidos" no Congresso Nacional era de 300 milhões de reais. Foi aumentando, aumentando ?" e agora, diante da necessidade de "defender a democracia", está reforçada por esse novo 1,7 bi. A desculpa é que há eleições neste ano e as doações de "caixa dois", imaginem só, foram proibidas pelos nossos tribunais superiores. É mais ou menos assim: como está teoricamente mais difícil praticar crime eleitoral, chama-se o público para fornecer o dinheiro que os criminosos desembolsavam até agora. Brilhante.

O que querem mesmo é o dinheiro. É uma atração e tanto
Era para ser pior. Os partidos queriam 3,5 bilhões de reais. O PT, então, exigia até 6 bi, ao fixar o valor do Fundo numa porcentagem do Orçamento da União. De um jeito ou de outro, é bom para as "orcrims", bom para os políticos e ruim para você. Esse dinheiro, obviamente, não é inventado ?" tem de sair de algum lugar, e esse lugar é o seu bolso. Também não pode ser duplicado. Se foi para os partidos é porque não foi para ninguém mais; no caso de 2018, quase 500 milhões de reais foram desviados das áreas de saúde e educação para o cofre dessas figuras que estão se propondo a salvar o Brasil. O fabuloso "Estado" brasileiro, essa entidade sagrada para o pensamento da esquerda nacional, não tem dinheiro para comprar um rolo de esparadrapo. Mas tem, de sobra, para dar a qualquer escroque que consegue o registro de uma candidatura. Claro que tem. O dinheiro não é "do Estado", ou "do governo", ou "do Temer". Isso não existe. Estado algum tem dinheiro; quem tem o dinheiro que eles gastam é você. É de você que eles roubam, e são justamente os mais pobres que ficam com o prejuízo pior. Quando se tira dinheiro dos ricos e dos pobres ao mesmo tempo, quem é que sofre mais?

A isso o PT e a esquerda em geral dão o nome de conquista democrática popular ?" é o prodigioso "financiamento público das campanhas eleitorais", que, segundo o seu evangelho, elimina a influência "das grandes empresas" nas eleições etc., etc. É um espanto, pois o PT foi o mais voraz de todos os tomadores de dinheiro de empreiteiras de obras e outros magnatas que jamais passaram pela política brasileira. Agora, está avançando também sobre os impostos pagos pela população ?" e faz isso com o apoio apaixonado dos seus piores inimigos na cena política, os famosos "eles" amaldiçoados pelo ex-presidente Lula há mais de trinta anos e acusados de criar todas as desgraças do Brasil. Até o momento, só o candidato João Amoêdo, do Partido Novo, recusou-­se a receber essa propina: o partido deixou parados no banco os 2 milhões e pouco de reais que o Fundo depositou em sua conta. Por que nenhum outro fez a mesma coisa? Não perca o seu tempo ouvindo explicações complicadas. Os demais não fizeram porque não quiseram fazer; o que querem mesmo é o dinheiro. É uma atração e tanto. Derruba até figuras com os teores de pureza revolucionária da candidata Manuela D'Ávila, que faz cara de horror diante da hipótese de sujar as mãos com essas sórdidas questões financeiras. Prefere enfiar as mesmas mãos diretamente no seu bolso - como se assim o dinheiro roubado ficasse limpo. Da direita velha nem adianta falar; roubar é o seu destino. Mas quando a jovem de esquerda age igual, e nem se dá ao trabalho de disfarçar, é que a coisa está realmente preta
Herculano
13/05/2018 09:20
OS ABUSOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Não é de hoje que, arvorando-se em consciência moral da Nação, promotores e procuradores desenvolvem cruzadas contra o que julgam ir contra suas convicções

Uma semana depois de o Ministério Público do Trabalho (MPT) ter encaminhado uma "notificação recomendatória" à Embraer e à Boeing, pedindo a elas que informem as salvaguardas trabalhistas que incluirão no acordo comercial que estão negociando, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou uma pesquisa para saber quais áreas, segundo a população, devem ser prioritárias na atuação dos promotores e procuradores de Justiça nos próximos dez anos.

Os dois fatos têm, como denominador comum, a recorrente discussão sobre os limites da atuação da corporação. Pela Constituição, o MP é uma "instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". Na prática, isso significa que o órgão tem as atribuições de exigir o cumprimento das leis, defender as garantias fundamentais, preservar os interesses da coletividade e proteger os interesses individuais - aqueles de que os cidadãos não podem abrir mão.

O problema, contudo, é que os promotores e procuradores interpretaram essas atribuições de forma extensiva, indo muito além do que o legislador constitucional pretendia, quando concedeu autonomia funcional e administrativa ao MP. Graças à esperteza hermenêutica, a corporação ampliou o alcance de suas prerrogativas, passando a agir como se tivesse competência para interferir de modo ilimitado nas relações econômicas entre empresas privadas, no livre jogo de mercado e no funcionamento das instituições políticas.

Não é de hoje que, arvorando-se em consciência moral da Nação, promotores e procuradores desenvolvem cruzadas contra o que julgam ir contra suas convicções moralistas, políticas e ideológicas, investigando, julgando e condenando à execração pública cidadãos e empresas, sem reunir provas que os tribunais consideram cabais. Também não é de hoje que, fundamentando suas iniciativas em princípios vagos ou indeterminados, como os da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho, a corporação imagina ter o poder de dirigir o País.

O ofício encaminhado pelo MPT à Embraer e à Boeing é um exemplo desse sentimento de onipotência. Além de exigir que as duas empresas mantenham "o patamar de empregos no Brasil" e apresentem relatórios sobre o risco de "possível transferência da cadeia produtiva para solo americano", a notificação pede que elas levem em conta a posição dos sindicatos de metalúrgicos com relação ao negócio e as sugestões feitas em audiências públicas promovidas pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Apesar de alegar que só está agindo "preventivamente", o MPT fixou o prazo de 15 dias para que as empresas informem como cumprirão as "recomendações", sob pena de serem acionadas judicialmente.

A pesquisa lançada pelo CNMP para ouvir da população quais áreas os promotores e procuradores de Justiça deverão priorizar, sob o pretexto de reunir informações para a elaboração de um planejamento decenal estratégico do MP, vai na mesma linha de inconsequência. A pesquisa apresenta 11 áreas ?" como direitos humanos, combate à corrupção, infância e adolescência, segurança pública, educação e saúde ?" e pede aos consultados, que não têm formação jurídica e não conhecem a legislação civil, penal e processual, que definam as mais importantes, numa escala de 1 a 5. Nas chamadas questões abertas, a pesquisa indaga dos consultados quais são, a seu ver, as "oportunidades" (sic) para o MP nos próximos dez anos.

Se não fosse mal formulada e com respostas previsíveis, a pesquisa poderia servir ao CNMP para obrigar o MP a restringir sua atuação aos limites fixados pela Constituição. Mas, do modo como está sendo conduzida, permitindo manipulação do "clamor público", ela pode legitimar a atuação "justiceira" de um órgão que expandiu suas atribuições e sua margem de arbítrio ao sabor das conveniências e da interpretação que cada promotor ou procurador faz da lei.
Herculano
13/05/2018 07:57
O CHUCHU ALCKMIN, DE PICOLÉ A FRITURA, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Para políticos do centrão, ex-governador é apenas opção de última instância

Uma conversa com gente do DEM e do PP sugere que a candidatura de Geraldo Alckmin tem gosto intragável para políticos que na prática são líderes informais disso que se chama de centrão. Ou seja, quase o Congresso inteiro afora esquerda, MDB e PSDB.

A opinião desses centristas de direita sobre o tucanato vai do ressentimento pela arrogância das aspirações tucanas de liderança, mesmo na decadência, à mera condescendência pelas dificuldades de Alckmin na corrida de cavalos das pesquisas eleitorais. Em geral, fica claro que uma aliança com o ex-governador paulista seria apenas uma consideração de última instância.

Uma enquete com diretórios do MDB, publicada pelo jornal O Globo, mostra aversão de intensidade semelhante a uma aliança com os tucanos.

Não que os alckmistas estivessem à vontade de casar com o partido de Michel Temer e seu desprestígio pestilencial. Pelo menos um terço do próprio MDB já parece decidido a fugir de Temer como se fora o beijo da morte na urna. Alckmin comandou o desembarque tucano do governo justamente para ter tempo de se descontaminar.

Restariam ao PSDB as alianças com o PSD, o PTB, se tanto, e com o PPS. Haveria ainda tempo razoável de TV, dinheiro e a máquina tucana restante, embora os tratores do partido estejam atolando mesmo no barro paulista, que o ex-governador tanto gostava de amassar. O problema não está bem ou apenas aí.

Partes do centrão podem de fato se bandear para Ciro Gomes (PDT). Pela conversa dos centristas de direita, a hipótese é mais do que rumor ou estratégia de leilão de apoios. Não é adesão por afinidade. Ciro está em consideração apenas porque é uma alternativa viável restante, por ora, e não é nem MDB nem PSDB.

Caso apareça outro nome, melhor ainda, mesmo que seja um Silvio Santos juridicamente viável (o apresentador foi enfiado na reta final da eleição de 1989 por uma manobra picareta da direita que não estava com Fernando Collor).

Até onde se pode enxergar, a escolha dos finalistas do segundo turno nesta eleição pode depender de décimos de porcentagem de votos, como em 1989.

Mesmo com o nojo quase geral do eleitorado por políticos, máquinas partidárias podem juntar votos suficientes para empurrar um candidato para o segundo turno. Alckmin pode morrer na praia, de solidão, ou ficar avariado bem cedo, caso Ciro abra uma vantagem maior sobre o tucano.

Assim parece o jogo, a esta altura do primeiro tempo da campanha. Claro que opiniões e aversões podem se desfazer caso até julho apareça alguém para chamar de seu com 20% dos votos - mesmo que esse alguém seja Alckmin. Julho é mês de convenções partidárias.

A inconstância tende a persistir. Basta ver a confusão causada por Joaquim Barbosa, seus 9% de votos e potencial de mais alguns. O jogo pode mudar, mas provavelmente será jogado no escuro até bem tarde, até que sejam tomadas decisões quase oficiais nos partidos.

Não é por acaso que muita gente no MDB e no PSB comece a dizer que, em tempo de murici, cada um cuide si, que os partidos não tenham candidato a presidente, ficando os acordos ao gosto de cada diretório estadual. Não se trata apenas de evitar o desperdício de bom dinheiro de campanha em candidato ruim ou de se aliar a perdedor, mas da dificuldade de apostar logo em um cavalo favorito e de boa montaria.

Enfim, para certos partidos, vender o apoio agora ou depois da eleição não faz muita diferença.
Herculano
13/05/2018 07:50
VÃO BOTAR A MÃO NO MEIO, por Carlos Brickmann

Acha que há candidatos demais à Presidência? Pois o número se reduziu muito, falando-se apenas dos mais conhecidos; e, do jeito que a coisa vai, sobra pouca gente. Os motivos são variados, mas há um predominante: já estão batendo nos candidatos abaixo da cintura. E vão botar a mãe no meio.

Michel Temer, embora presidente, chefe de um grande partido e dono da máquina oficial, desistiu. É difícil se eleger com tantas denúncias e inquéritos (e com aliados presos). Joaquim Barbosa parou: aos 64 anos, cobrando mais de R$ 200 mil por parecer, com tempo para viajar, sua vida pioraria tendo de falar da casa de Miami (comprada legalmente, mas e daí?), e de uma briga conjugal já resolvida, mas que sempre volta à tona.
Lula está preso e não pode ser candidato, faça as firulas que fizer. Plano B? Haddad está na delação da empreiteira UTC, que afirma ter-lhe passado R$ 2,6 milhões em propinas extraídas da Petrobras. Jaques Wagner? É investigado num caso de R$ 82 milhões de propinas da Odebrecht e OAS.

Alckmin patina (isso antes dos inquéritos). O PSB, possível aliado, está sob investigação em seu maior reduto, Pernambuco. É coisa séria: Armando Monteiro, que há anos se preparava para o Governo, desistiu (como o candidato do partido à Presidência, Joaquim Barbosa). O PMDB poderia dar tempo de TV a Alckmin, mas 70% dos diretórios o rejeitam.

Campanha é para quem tem casca dura. E não teme ficar em evidência.

MENINOS...

Quem acha que o regime militar era melhor não viveu o regime ou só se lembra de que, naquele tempo, era quase 50 anos mais jovem. O regime militar foi imaginado inicialmente por seus formuladores civis, entre eles o grande Júlio de Mesquita Filho, notável intelectual, como um período relativamente curto, seis meses, em que o país seria passado a limpo, após o qual haveria eleições livres, nas quais a corrupção não influiria.
Foi aí que se descobriu que quem toma o poder não mais quer devolvê-lo. E para que varrer a corrupção se ela facilita a vida de quem está no poder? Essas reformas tão caras de votar, hoje, seriam fáceis na época. Não foram feitas.

...EU VI

E algo que se comentou durante muito tempo foi comprovado, não por brasileiros: pela CIA, em documento de 1974 liberado há dois anos. Ali se confirma um trecho dos ótimos livros de Elio Gaspari sobre o regime militar, a frase de Ernesto Geisel ao general Dale Coutinho: "?" Coutinho, esse troço de matar é uma barbaridade, mas acho que tem que ser.".
Segundo o documento da CIA, enviado ao secretário de Estado Henry Kissinger, num encontro de 30 de março de 1974, Geisel, Figueiredo (chefe do SNI, serviço de informações do regime), Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino (ambos generais, Tavares chefe do CIE, Centro de Informações do Exército, Avelino que o sucederia), conversaram sobre assassínios cometidos por ordem do Governo. Geisel deu ordem para continuar a matar, desde que cada vítima fosse aprovada por Figueiredo.

Há quem defenda a volta da ditadura. Mas ditadura boa não existe.

VERDADES E MENTIRAS

O general Hamilton Mourão, futuro presidente do Clube Militar, quer saber por que o documento surgiu justo agora. Simples: porque em 2015, dezembro, acabou o prazo de sigilo. Pergunta também "a quem interessa manchar a reputação das Forças Armadas". A ninguém - a menos que, por interesses outros, tentem responsabilizar os militares de hoje pelos crimes da ditadura que acabou há 43 anos. Absurdo; outra época, outros tempos.

MENTIRAS E VERDADES

O PSOL, depois de uma série de ataques a Israel, decidiu se defender das acusações de antissemitismo - a direção do partido sofre pressões de judeus de esquerda que fazem parte do partido e não são ouvidos no tema. O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, diz que chamar Israel de Estado genocida (e não se manifestar sobre os anos de mortandade na Síria) não é expressão de antissemitismo. Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência, diz que antissemitismo é inadmissível, assim como a islamofobia. Ambos, Boulos e Medeiros, dizem defender as resoluções da ONU que Israel rejeita (embora não se manifestem sobre a resolução da ONU que criou Israel e é rejeitada pelo Irã e boa parte dos Estados árabes).

Falam a verdade? Dois membros importantes do PSOL desmentem a direção: o deputado federal Jean Wyllys escreve Jean Wyllys - CHEGA DE ANTISSEMITISMO NA ESQUERDA ?"

E ...
E Bruno Bimbi, integrante da Executiva do PSOL-Rio, jornalista, professor universitário e ativista gay (como Wyllys, aliás) escreve, sobre as declarações antissemitas do partido, "Não em nosso nome" - http://institutobrasilisrael.org/colunistas/bruno-bimbi/geral/nao-em-nosso-nome/
Herculano
13/05/2018 07:43
PLUTÃO, BRONTOSSAUROS E O PT, por Hélio Schwartsman

Como já observara Marx, tudo o que é sólido se desmancha no ar

Quando eu era jovem, Plutão figurava como nono planeta do Sistema Solar, o brontossauro ocupava a posição de segundo dinossauro favorito da garotada, e políticos do PT nunca apareciam nos escândalos de corrupção. Mas, como já observara Marx, tudo o que é sólido se desmancha no ar.

Plutão teve seus direitos planetários cassados em 2006, quando a UAI (União Astronômica Internacional) rebaixou-o a planeta-anão. Ele só atende a dois dos três critérios necessários para obter a planetaridade.
Quanto aos brontossauros, sabichões da paleontologia disseminaram a tese de que eles jamais existiram.

Não passavam de um erro de classificação. Seus fósseis eram idênticos aos do apatossauro, descoberto um pouco antes. E a regra é clara: quando esse tipo de confusão acontece, prevalece a descrição mais antiga. Cientistas conseguiram, assim, extinguir um animal já extinto.

E o PT? Bem, todos viram o que aconteceu com o PT.

Definições científicas e o senso comum nem sempre estão do mesmo lado. O caso mais grotesco talvez seja o dos peixes. Numa interpretação rigorosamente científica (cladística), essa categoria não existe. Para agrupar num mesmo conjunto tudo aquilo que nossos instintos consideram peixe, é preciso incluir também seres bem pouco ictióides, como vacas e homens. O que fazer em casos assim? Devemos ficar com a ciência ou com nossas intuições? Dois cientistas acabam de se rebelar contra as definições da UAI e lançaram um movimento para restaurar os direitos planetários de Plutão.

Brontossauros tiveram mais sorte. Em 2015, novas e mais acuradas observações de vários conjuntos de fósseis permitiram concluir que apatossauros e brontossauros são suficientemente distintos para constituir gêneros distintos, e estes saurópodes, numa ressurreição gloriosa, voltaram a existir.

Resta saber se o PT algum dia vai voltar a ser o partido que conheci na juventude.
Herculano
13/05/2018 07:40
GOVERNO PAGA ATÉ 'DIÁRIAS SECRETAS': R$1,1 BILHÃO, por Cláudio Humberto, que publicou neste domingo nos jornais brasileiros.

O governo federal gastou em "diárias secretas", entre 2008 e 2017, R$1,11 bilhão, sem qualquer detalhamento sobre quem as recebeu ou o porquê. Segundo levantamento no Portal da Transparência, os gastos anuais com diárias sigilosas variaram de 10% a 20% do total desde 2004 e atingiram o maior valor em 2016, quando R$162 milhões, 20% do total pago aquele ano, foram escondidos do contribuinte otário.

OITO BILHõES EM DIÁRIAS
Ao todo foram mais de R$8,1 bilhões pagos em diárias a servidores nos últimos 10 anos, mas 13,5% do valor foi escondido pelo governo.

CASA PRóPRIA
O valor pago em diárias seria suficiente para dobrar os repasses ao Minha Casa Minha Vida Faixa 1, voltado para pessoas mais pobres.

USO POLÍTICO
O levantamento também mostra que 2010 e 2014, eleição e reeleição de Dilma, foram os únicos anos com mais de R$ 1 bilhão em diárias.

OLHO VIVO
Apesar de 2018 também ser ano de eleição, foram R$ 126 milhões em diárias, mas cerca de 30%, maior percentual da história, são sigilosas.

PARTIDOS JÁ GARANTIRAM R$2 BILHõS PARA A ELEIÇÃO
Os 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faturaram mais de R$260 milhões com o Fundo Partidário apenas nos primeiros quatro meses do ano e garantiram mais de R$2 bilhões para nadar em dinheiro (público) nas eleições. É que o Fundo Partidário não inclui os cerca de R$1,8 bilhão do "fundão eleitoral", criado para bancar as campanhas milionárias sem a doação empresarial, proibida por lei.

ÚLTIMO GOSTINHO
Com R$35 milhões, o PT tem a maior fatia do Fundo Partidário porque a divisão se baseia na eleição de 2014 e não no pífio resultado de 2016

TRIO DE SEMPRE
PSDB de Aécio (R$28,5 milhões) e o MDB de Temer (R$27,7 milhões) completam o trio que mais recebe dinheiro do Fundo Partidário.

DISPARIDADE MANTIDA
Os 10 maiores partidos vão receber 73% do valor do fundão eleitoral e a tendência será manter a enorme diferença entre grandes e nanicos.

NÃO SABE O QUE É BOM
A sergipana Michelle Marys contou ter sido espancada pelo marido, Roberto Caldas, da Corte de Direitos Humanos da OEA, porque havia apenas deliciosa comida nordestina na hora do jantar, que ele detesta.

DOR E HUMILHAÇÃO
Em relato impactante, a ex-mulher de Roberto Caldas disse que certa vez, com o corpo coberto de hematomas, assistiu a uma palestra dele na Universidade de Brasília "em defesa dos direitos da mulher".

SÃO OUTRAS PESSOAS
É erro grosseiro de avaliação política e histórica quem busca vincular os atuais chefes militares às malfeitorias da ditadura, como assassinar opositores. Os chefes miliares de hoje eram na época apenas crianças.

DENÚNCIA CONTRA AS AÉREAS
A Associação Brasileira de Agências de Viagens do DF denunciou ao relator da MP 822/18 (que estende às companhias aéreas desconto bilionário em impostos), Edson Moreira (PR-MG), o grande "drible" das desse setor no governo para deixar de pagar milhões em tributos.

VAI UM RESSARCIMENTO AÍ?
Deputados e senadores gastaram (e foram ressarcidos) R$1,3 milhão só em restaurantes, em 2017. A conta foi paga inclusive pelo brasileiro que precisa se virar para botar comida em casa. Sem ressarcimentos.

SE GRITAR 'PEGA LADRÃO'...
O PT não cumpre o próprio estatuto, que prevê a expulsão do condenado "por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado". Não o faz temendo a extinção.

MITOMANIA CONVENIENTE
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) adorou aparecer na TV Aljazeera falando mal do Brasil e mentindo sobre a prisão de Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e não por razões políticas, como ela diz. Agora, a petista contou lorotas à imprensa portuguesa.

TUDO NA MESMA
Já lá se vão dois anos desde a saída de Dilma, mas 56,4% dos ouvidos pela Paraná Pesquisa não percebe melhoria após o impeachment. Para 34,3%, mais ou menos o eleitorado petista, "a vida piorou".

PERGUNTA NO ACAMPAMENTO
O juiz Sérgio Moro vai esperar a segunda ou a terceira condenação para mandar Lula para o presídio onde ficam os criminosos comuns?
Herculano
13/05/2018 07:37
REFORMAR O STF, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Supremo acumulou poderes e tarefas em excesso, o que acentua problemas como a falta de prazos

Exercendo poderes com uma intensidade que jamais teve durante a história republicana, o Supremo Tribunal Federal (STF) hoje desperta sentimentos divididos na sociedade brasileira.

Parece ser, de um lado, o foco remanescente de esperanças políticas que Legislativo e Executivo não conseguem suscitar. De outro, sua visibilidade faz com que resuma as queixas de lentidão e opacidade dirigidas a todo o Judiciário.

A isso se soma uma situação de volatilidade decisória e de conflito doutrinário ?"além de constrangedoras cenas de incompatibilidade pessoal?" especialmente notável nos últimos anos, dado o estrelismo de alguns de seus membros.

Compreensível, portanto, que se dissemine o diagnóstico de estar em curso uma crise no STF.

O plenário se encontra claramente dividido em questões fundamentais a respeito de seu papel de guardião constitucional, havendo uma frágil maioria em favor de maior ativismo propositivo - na ausência de iniciativas do Congresso- debatendo-se com os partidários de maior fidelidade ao estrito texto da Carta de 1988.

Daí decorre, sem dúvida, uma sensação incômoda de variância decisória e de dissenso permanente. Ou, vale dizer, de insegurança jurídica. Nota-se que o Supremo acumulou poderes e responsabilidades sem que tenha definido, na mesma proporção, regras para a conduta de seus membros e a prestação de contas à sociedade.

Mostra-se incipiente, todavia, a discussão em torno de possíveis reformas a implantar na instituição. Circula no Congresso um bom número de propostas inócuas ou que abordam aspectos secundários dos problemas a corrigir.

O atual sistema de nomeação dos ministros, por exemplo, é objeto de imaginosos exercícios, como cotas (raciais, regionais, profissionais e de gênero) e indicações por meio de listas corporativas. Pensa-se também em fixar mandatos.

O mais grave problema a pesar sobre o STF é de outra natureza - e, em parte, se confunde com o do sistema judicial brasileiro em seu todo. Falta agilidade em suas decisões; nas últimas décadas, cresceu exponencialmente a quantidade de tarefas a seu encargo.

Se em 1990 realizaram-se 16,4 mil julgamentos na corte; em 2017 deram-se 126,5 mil. No mesmo período, o número de processos recebidos saltou de 18,6 mil para 103,7 mil.

Até 2001, mal se ouvia falar em ações penais; passavam-se anos sem que nenhum caso desse tipo chegasse ao tribunal. O número atingiu o recorde de 164 em 2013, recuando para 25 em 2017.

Nada que possa competir, porém, com os chamados recursos extraordinários ?"e seus agravos?" que somaram cerca de 82 mil no ano passado, ou com os pedidos de habeas corpus, que passaram de 11,3 mil (contra meros 675 em 2000).

Cresce de forma preocupante, ademais, o número das decisões monocráticas tomadas na Corte, o que cerca de imprevisibilidade verdadeiramente lotérica o êxito ou o insucesso de cada pleito.

Afigura-se essencial impor mecanismos que reduzam a frequência de situações desse tipo.

Também a extrema lentidão de muitos julgamentos deve ser superada com a observância mais rígida de suas regras e prazos.

Por meio dos pedidos de vista, ministros são capazes de engavetar por anos processos já prontos para deliberação; dentro da própria corte ou no Conselho Nacional de Justiça, não há quem se disponha a coibir os que se comprazem nessa prática.

Outro foco de falta de transparência e manipulação é a pauta dos julgamentos, sob alvitre da presidência do tribunal. Temas entram e saem da pauta, sem ordem nem explicação; em meio ao atraso geral, tudo é urgente e nada o é.

O Supremo concentra três responsabilidades distintas: a de uma corte constitucional, a de última instância em recursos de diversa natureza e a de tribunal criminal nos casos de réu com prerrogativa de foro ?"que ainda são muitos, em que pese a alteração recente no que tange a delitos de parlamentares.

Nesta medida, buscou-se remeter processos para outras instâncias, o que é correto sob diversos pontos de vista, mas ilusório se se pretende desafogar o sistema judiciário em sua inteireza.

O fortalecimento do STF como tribunal constitucional é sem dúvida desejável. Exige, contudo, reformulação cuidadosa e paulatina das leis processuais do país em seu conjunto, simplificando os tipos de recursos e diminuindo a quantidade das etapas por que passam.

Não há soluções milagrosas para um problema que está longe de ser exclusivo do Supremo; se existe crise, também o Legislativo e Judiciário no seu todo estão em foco.
Herculano
13/05/2018 07:33
CANDIDATURAS DE DILMA E AÉCIO SOBEM NO TELHADO, por Josias de Souza

O eleitorado mineiro pode ser privado de um dos mais emocionantes embates da temporada eleitoral de 2018. Considerando-se a expressão dos adversários, a briga talvez atraísse a atenção de todo país. Contudo, subiram no telhado as candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves ao Senado por Minas Gerais. PT e PSDB cogitam a sério a hipótese de excluir a dupla de suas respectivas chapas majoritárias. Já não há certeza nem mesmo quanto à possibilidade de os dois concorrerem à Câmara.

Se prevalecer a conveniência dos partidos, Dilma e Aécio não terão a chance de reeditar, por assim dizer, a briga de pátio de escola que travaram na sucessão de 2014. Numa disputa para o Senado, poderiam até participar de debates. Se a exclusão for confirmada, a plateia perderá a oportunidade de assistir na propaganda eleitoral a empáfia de peroba de Aécio e o ego inarticulado de Dilma. O eleitor também perderá a chance de fazer justiça com os próprios dedos.

No caso de Aécio, o maior interessado no expurgo, suprema ironia, é seu afilhado político Antonio Anastasia. Posto em sossego no Senado, com mandato de senador válido até 2022, Anastasia foi empurrado a contragosto pelo PSDB para uma candidatura ao governo de Minas. Pesquisas encomendadas pelo tucanato revelaram que a presença de Aécio no palanque seria radioativa. Nem mesmo uma manta de chumbo protegeria Anastasia das emissões dos Raios JBS.

Quanto a Dilma, o risco de ser riscada da chapa decorre da necessidade de atrair aliados para a coligação de Fernando Pimentel, o petista que tenta reeleger-se governador mineiro. Pimentel reivindica o apoio de legendas como MDB, PR, PV e PRB. Entram na negociação as duas vagas de candidatos ao Senado disponíveis na chapa. Ironicamente, Dilma pode ser banida da disputa por um ex-companheiro de armas. Ela conheceu Pimentel na trincheira contra a ditadura.

A eventual exclusão de Aécio das urnas de 2018 será o triunfo da imoralidade sobre a encenação. A pose impoluta que rendeu ao grão-duque do tucanato uma derrota com sabor de vitória em 2014 foi dissolvida no grampo que exibe o diálogo vadio em que o ex-bom moço achacou Joesley Batista em R$ 2 milhões. De líder da oposição, Aécio foi reduzido à condição de e$torvo partidário.

A retirada de Dilma do baralho seria a redução da fábula da supergerente à sua inexpressividade essencial. Antes de passar vexame em Minas, a ex-presidente havia sido refugada pelo PT gaúcho. Sucede com Dilma o oposto do que se passa com Lula. Inelegível e preso, o criador continua sendo apresentado como candidato ao Planalto. Deposta numa sessão em que o Senado preservou-lhe os direitos políticos, Dilma pode ficar sem a candidatura ao Senado mesmo sendo perfeitamente elegível.
Herculano
13/05/2018 07:24
A CIA ACHOU QUE GEISEL DOMINARIA A "TIGRADA", por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

O general sabia que havia uma matança, autorizou que continuasse e os americanos acharam que ele a controlaria

A história do Brasil continua a ser escrita pelos americanos. O documento da CIA que revelou o encontro do presidente Ernesto Geisel com três generais para discutir critérios para os assassinatos de dissidentes políticos avacalha os 40 anos de política de silêncio que os comandante militares cultivam em relação às práticas da "tigrada" dirigida pelo Centro de Informações do Exército, o CIE.

O documento mandado pelo diretor da CIA ao secretário de Estado Henry Kissinger revelou que, duas semanas depois de sua posse, Geisel fez uma reunião com o chefe do Serviço Nacional de Informações, João Baptista Figueiredo, e os generais Milton Tavares de Souza, comandante do CIE, e seu sucessor, Confúcio Avelino. Tavares de Souza, o "Miltinho", era um asceta, radical, porém disciplinado. Confúcio, um medíocre.

Na reunião, "Miltinho" revelou que já haviam sido executadas 104 pessoas. Segundo a narrativa da CIA, a matança ficaria restrita aos "subversivos perigosos" e cada proposta de execução deveria ser levada ao general Figueiredo, para que ele a referendasse. Esse projeto de controle do Planalto sobre o CIE ficou na teoria, ou na imaginação da CIA.

No dia 11 de abril, quando o telegrama foi transmitido a Washington, circulava no Planalto um documento desconhecido, do qual sabe-se apenas a reação do general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil de Geisel: "Estamos sofrendo uma ditadura dos órgãos de segurança. (...) toda vez que a cousa começa a acalmar o pessoal decide e cria troço, prende gente. Porque, você compreende, é para permanecer, para mostrar serviço. (...) A verdade é que eles fazem o que querem."

Depois de abril, pelo menos 15 guerrilheiros do Araguaia foram mortos, e tanto Geisel como Figueiredo, "Miltinho", Confúcio e Golbery sabiam que essa matança estava em curso desde outubro de 1973. (Executavam-se inclusive os jovens que atendiam ao convite de rendição e colaboravam com a tropa.)

Em janeiro de 1974, Geisel ouviu de um oficial do CIE uma narrativa das operações no Araguaia, onde haviam sido capturados 30 guerrilheiros. Geisel perguntou: "E esses 30, o que eles fizeram, liquidaram?" Resposta do tenente-coronel: "Alguns na própria ação. E outros presos depois. Não tem jeito, não."

Semanas depois, ao convidar o general Dale Coutinho para o Ministério do Exército, ouviu dele que "o negócio melhorou muito, agora, melhorou, aqui entre nós, foi quando nós começamos a matar. Começamos a matar." Geisel respondeu: "Esse negócio de matar é uma barbaridade, mas eu acho que tem que ser."

A metodologia narrada pelo serviço americano foi seguida no extermínio da direção do Partido Comunista Brasileiro. Antes de 1974 os comunistas eram perseguidos ou presos, mas não eram assassinados. Em abril, três dirigentes comunistas haviam sido capturados e mortos pelo CIE. No ano seguinte, outros sete.

Com a destruição das siglas metidas em terrorismo, o CIE neutralizou a única organização esquerdista que agia na esfera política. Para isso, dispunha de pelo menos uma preciosa infiltração e conhecem-se casos de tentativas de recrutamento, pela CIA, de capas-pretas que viviam na clandestinidade.

À falta de dirigentes, em 1975 a "tigrada" continuou matando militantes em sessões de tortura. A ideia de controlar o CIE colocando-o sob a supervisão do Planalto simplesmente não funcionou.

Em 1976, depois da morte do operário Manoel Fiel Filho no DOI de São Paulo, Geisel demitiu o comandante do 2º Exército, general Ednardo D'Ávila Mello, e defenestrou Confúcio. Mesmo assim, só restabeleceu o primado da Presidência sobre as Forças Armadas em 1977, quando mandou embora o ministro do Exército, Sylvio Frota. (No dia da demissão de Frota, doidivanas do CIE pensaram em atacar o Palácio do Planalto.)

Para as vivandeiras e napoleões de hospício de hoje, o documento da CIA ensina que na ditadura praticaram-se crimes, e aquilo que pretendia ser ordem era uma enorme bagunça.

FREDERIC CHAPIN, UM GRANDE AMERICANO

Poucas coisas seriam tão nocivas ao país quanto uma noção segundo a qual entre 1969 e 1977, quando tomou posse o presidente democrata Jimmy Carter, o governo americano moveu-se para conter a ditadura brasileira.

Em 1971, recebendo o presidente Médici na Casa Branca, Richard Nixon disse que "para onde for o Brasil, também irá o resto do continente latino-americano". Bingo. Dois anos depois ditaduras militares assumiram o poder no Uruguai e no Chile. Em 1976, caiu a Argentina. Entre 1970 e 1973, a embaixada americana era comandada por William Rountree, mais tarde mostrado pelo ex-secretário de Defesa Frank Carlucci como um "adocicador da ditadura". O consulado americano em São Paulo teve mesa no DOI até 1970.

O jogo virou em São Paulo com a chegada em 1972 do cônsul Frederic Chapin. Era um presbiteriano e ligou-se com cardeal Paulo Evaristo Arns. Ficou cinco anos no posto e mandou pelo menos 61 mensagens a Washington narrando e denunciando torturas, assassinatos e prisões, bem como ações da censura. Morreu em 1989, aos 60 anos.

LICõES DA CIA

Gina Haspel, futura diretora da Central Intelligence Agency, aguentou duas horas e meia de sabatina na Comissão de Inteligência do Senado americano. Defendeu a tortura passada e condenou o seu retorno. O depoimento da senhora está no YouTube e é uma amostra de competência, inclusive na arte de administrar silêncios.

A senhora deu duas informações triviais:

Com 33 anos de serviço, parte dos quais como agente em operações clandestinas, Haspel não tem contas em redes sociais.

Durante o depoimento ela tomava discretos goles de um refrigerante, bebendo na lata. Nada a ver com o copo d'água teatral de Gilmar Mendes.

COFRES ABERTOS

A campanha eleitoral ainda não começou e já se ouve a frase temível: "Dinheiro não é problema."

PSDB + MDB

Grão-tucanos de muita plumagem garantem que não há chance de aliança do partido com o MDB.

Esse abraço com afogado é o sonho do candidato tucano João Doria, do PSDB. Se essa aliança ocorresse, ele se livraria da candidatura de Paulo Skaf, do MDB.

MARX E CARSON

Como parte das comemorações do segundo aniversário de Karl Marx, aqui vai uma boa pergunta:

Do ponto de vista prático, quem influenciou mais o mundo de hoje, Marx ou Rachel Carson, a americana calada que publicou em 1962 o livro "Primavera Silenciosa"?

Ela denunciou o uso de agrotóxicos e acordou o mundo para os problemas do meio ambiente. Já o barbudo alemão teve muitas ideias, mas na vida real seus seguidores produziram poluição política, econômica e cultural, noves fora ruínas ecológicas.
Sidnei Luis Reinert
12/05/2018 18:44
Quem manda no cara do CFR que ataca militares?


Artigo no Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Nelson Bruni

QUEM É Matias Spektor? É um professor e pesquisador de Relações Internacionais. Nascido em Rosário, na Argentina, cresceu na Bahia e em Brasília. Fez graduação e mestrado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, e mestrado e doutorado em Relações Internacionais pela Universidade de Oxford. Spektor é professor e coordena o Centro de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas em São Paulo. Também é colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Spektor foi o primeiro ocupante da Cátedra Rio Branco da King's College de Londres e o primeiro Global South Fellow da London School of Economics. Foi também pesquisador visitante no Woodrow Wilson International Center for Scholars e no Council on Foreign Relations, ambos em Washington.

Deste modo não necessitamos de mais nada para traçar um perfil deste "PROFESSOR" e suas "INTENÇÕES" em relação ao suposto documento encontrado "POR ACASO" com informações sobre execuções sumárias no Brasil ordenado por militares. Somente dois fatos sobre este "SR" já chama a atenção e me deixa preocupado:

A) é colunista da Folha de São Paulo

B) pesquisador visitante no Woodrow Wilson International Center for Scholars e no Council on Foreign Relations, ambos em Washington.
Esta entidade prega entre outras coisas a América única, sem fronteiras, nos moldes da URSAL.

O Council on Foreign Relations possui dentre outras atuações e funções o de introdução de regulamentações em escala mundial, que transferem a soberania das nações para organismos internacionais" procurando o estabelecimento de uma "Nova Ordem Global".

Tal ordem estaria associada à uma "uniformização econômica do planeta", e traria "no seu bojo as sementes de uma neo-religião híbrida, meio ecológica, meio ocultista (...) e cuja implantação resulta pura e simplesmente na destruição completa do cristianismo e do judaísmo".

Os principais agentes do globalismo seriam as fundações Ford, Rockefeller e MacArthur, como também George Soros e seus associados, o Clube Bilderberg, o Council on Foreign Relations, a Comissão Trilateral, como também, politicamente, o "Partido Democrata, Diálogo Interamericano.

Deste modo fica clara a atuação e ações deste "Sr" chamado "MATIAS SPEKTOR". São totalmente suspeitas, onde neste exato momento aparece com este "documento secreto" tentando denegrir as Forças Armadas do Brasil, quando um candidato apoiado por militares é o primeiro lugar nas pesquisas.

Diante do acima elencado fica fácil saber quem é o dono/controlador de "MATIAS SPEKTOR" e qual é o seu objetivo no Brasil.

A guerra de 5º geração continua!

Nelson Bruni é Médico e Patriota e Brasileiro.
Herculano
12/05/2018 09:25
TRANSPARÊNCIA ZERO

As redes sociais estão inundadas de informações afirmando que crianças de Gaspar estariam internadas em Blumenau acometidas com a Gripe A.

Até agora, a secretaria de Saúde, não veio a público confirmar - e dizendo quais as precauções e os procedimentos que devem ser tomados - ou desmentir tais informações tomadas como críveis, citando nomes, casos, escolas etc.

É a marca do governo de Gaspar: falta de comunicação e transparência para com a população. Acorda, Gaspar!
Herculano
12/05/2018 09:18
É UMA ATRÁS DA OUTRA. O GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, E DO PREFEITO DE FATO, CARLOS ROBERTO PEREIRA, O SECRETÁRIO DA SAÚDE DESLOCADO EMERGENCIALMENTE DEVIDO AO QUADRO CAóTICO DA ÁREA ONDE ESTAVA NA SUPER SECRETARIA DE FAZENDA E GESTÃO ADMINISTRATIVA, ESTÁ METIDO NO MEIO DE OUTRO ESCÂNDALO.

A EDIÇÃO DO JORNAL DE SANTA CATARINA, DA NSC DE BLUMENAU,E QUE COMEÇA RETOMAR O JORNALISMO REFERÊNCIA DAS DÉCADAS DE 1970 E 1980 ANTES DA SUA DECADÊNCIA COM A EMPRESA DE NEGóCIOS RBS, TRAZ ESTA MANCHETE

"Médico com registro suspenso no CRM é suspeito de atuar irregularmente em Gaspar"

O ANESTESISTA JOSÉ ALBERTO DANTAS É O MÉDICO REGULADOR MUNICÍPIO, OU SEJA, SUBORDINADO TÉCNICO DO SECRETÁRIO DE SAÚDE PEREIRA, UM ADVOGADO. É TAMBÉM DIRETOR TÉCNICO DO HOSPITAL DE GASPAR, TAMBÉM SUBORDINADO A PEREIRA. A SUA FUNÇÃO PODE ESTAR CONTRARIANDO INTERESSES CORPORATIVOS DOS MÉDICOS QUE EM GASPAR, DE LONGA DATA, FAZEM SER O HOSPITAL - QUE NINGUÉM SABE DIZER DE QUEM É - UM POÇO DE PROBLEMAS, DISPUTAS, NEGóCIOS E COMEDOR DE GROSSO DINHEIRO PÚBLICO E QUE FALTA PARA O BÁSICO NOS POSTOS AMBULATORIAIS.

E É AÍ PODE ESTAR A RAZÃO DA DENÚNCIA, OLHO POR OLHOM DENTE POR DENTE NA DIMENSÃO DA DISPUTA DE INTERESSES CORPORATIVOS. O MÉDICO DANTAS ERROU E ESTÁ SENDO DESQUALIFICADO PELA CLASSE PARA DIMINUIR A SUA AUTORIDADE COMO REGULADOR E ASSIM ATINGIR O NOVO SECRETÁRIO DE SAÚDE, BEM COMO O GOVERNO DE KLEBER

AGORA, UM PROFISSIONAL QUE É SUSPENSO E NÃO COMUNICA ESSE FATO AOS SEUS SUPERIORES, NÃO É DIGNO DE CONFIANÇA PARA OS CARGOS QUE FOI INDICADO E EXERCE. E SE COMUNICOU ISSO, E AGORA TODOS COLOCAM PANOS QUENTES, ACHANDO QUE AQUI NO GROTÃO ISSO É UM FATO MENOR, MOSTRA UM QUADRO PREOCUPANTE DE RESPONSABILIDADE NUMA ÁREA SENSÍVEL COM A SAÚDE DAS PESSOAS.

O HOSPITAL QUE NINGUÉM SABE DIZER DE QUEM É, ESTÁ SOB INTERVENÇÃO DESDE O GOVERNO DO PT DE PEDRO CELSO ZUCHI. ELA ACONTECEU COM A FALSA BASE DE QUE ERA NECESSÁRIO PARA APURAR SUPOSTOS ROUBOS DOS ADMINISTRADORES DOS R$200 MIL QUE A PREFEITURA OS REPASSAVA A ELE PARA SE RESSARCIR DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELO HOSPITAL À COMUNIDADE NAQUILO QUE ERA OBRIGAÇÃO DA PREFEITURA.

ERA PARA SER TEMPORÁRIO. TRONOU-SE PERMANENTE E SEM TRANSPARÊNCIA, SEM CONTROLE, SEM LóGICA.

HOJE, A PREFEITURA DE GASPAR REPASSA EM MÉDIA R$600 MIL POR MÊS, O HOSPITAL AINDA FICA COM UMA DÍVIDA DE R$200 MIL PARA OS GASPARENSES PAGAREM, ALÉM DE OUTROS PASSIVOS, INCLUSIVE DE RESPONSABILIDADES CIVIS.

ESSA DINHEIRAMA SEM FIM E ABSURDA ESTÁ FALTANDO NO ATENDIMENTO AMBULATORIAL DOS POSTINHOS, FARMÁCIA BÁSICA E NAS ESPECIALIDADES NA POLICLÍNICA.E GERA RECLAMAÇõES GENERALIZADAS. ISTO SEM FALAR QUE A PREFEITURA CRIOU UM AMBULAT?"RIO NO AMBULAT?"RIO DO HOSPITAL E LÁ AS FILAS SÃO LONGAS TAMBÉM.

NA SEMANA PASSADA, ESTA COLUNA MOSTROU QUE O SECRETÁRIO PEREIRA ANUNCIOU SUPOSTA DIMINUIÇÃO DESSAS FILAS NO ATENDIMENTO MÉDICO E EXAMES. MAS A BOA NOTÍCIA FOI FORTEMENTE CONTESTADA NA COLUNA E NAS REDES SOCIAIS PELOS PACIENTES. ELES ASSEGURAM NÃO TEREM NOTADO A DIFERENÇA.

O PRESIDENTE DA CÂMARA, SILVIO CLEFFI, PSC, MÉDICO, DEFENSOR DO MODELO INTERVENCIONISTA, FUNCIONÁRIO PÚBLICO MUNICIPAL, CRIADO POLITICAMENTE POR KLEBER E QUE TROCOU DE LADO E RIVALIZA NO MANDO OPERACIONAL DA SAÚDE PÚBLICA E LIDERANÇA POLÍTICA PARA O PT, PDT E PSD NA CÂMARA, FOI NA MESMA LADAINHA DAS REDES SOCIAIS E MINIMIZOU OS SUPOSTOS AVANÇOS: "O AUMENTO DE EXAMES QUE SE MOSTROU É DE COISAS SIMPLES DE SANGUE. É PRECISO VER O CASO DAS MÉDIAS E ALTAS COMPLEXIDADE".

ABAIXO A REPORTAGEM DO SANTA, assinada por Jean Laurindo (que já foi repórter e editor do jornal Cruzeiro do Vale) Adriano Lins e Eduardo Cristófoli.

Um médico com registro suspenso no Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) é suspeito de continuar trabalhando na Secretaria de Saúde de Gaspar. O anestesista José Alberto Dantas é o atual médico-regulador do município e teve o registro de atividade profissional suspenso por 30 dias, entre 16 de abril e 15 de maio. A sanção do CRM-SC foi publicada no Diário Oficial e no site do conselho no último dia 16.

Nesse período, Dantas não poderia exercer qualquer atividade profissional relacionada à medicina, segundo o CRM-SC. No entanto, funcionários da policlínica em que ele trabalha autorizando a realização de exames e consultas confirmaram à reportagem, por telefone, na quinta-feira que ele estava dando expediente nos últimos dias. A reportagem esteve na policlínica na quinta-feira. No local, funcionários confirmaram que o profissional trabalha como regulador da policlínica e que esteve em uma reunião no período da manhã do mesmo dia.

- Ele faz poucas horas aqui, acho que 20 horas por semana. Ele é médico regulador nosso, vê qual é a gravidade, que cria a fila. É bem imprevisível o horário dele - afirmou uma das funcionárias da policlínica.

A folha de pagamento de Dantas no município está disponível no Portal da Transparência da prefeitura de Gaspar e informa que o profissional segue em atividade. No documento consta a situação "Trabalhando". O documento compreende o período de 1º até 30 de abril ?" a suspensão do CRM-SC começou a valer no dia 16 desse mesmo mês. Na tarde de sexta-feira, a Secretaria de Saúde de Gaspar confirmou à reportagem que ele vinha atuando normalmente.

Médico também atua como diretor técnico de hospital
José Alberto Dantas trabalha desde 29 de novembro de 2017 como médico-regulador do município de Gaspar. Desde março ele também passou a atuar como diretor técnico do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A reportagem também esteve no hospital e funcionários confirmaram que o médico exerce a função na instituição, além de trabalhos como médico anestesista em procedimentos cirúrgicos. A assessoria do CRM-SC confirmou à reportagem que a suspensão envolve todos os serviços da área médica, incluindo regulação.

A reportagem procurou presencialmente o médico na quinta e na sexta-feira no hospital. No primeiro dia, não o encontrou, mas na manhã desta sexta localizou o médico na unidade hospitalar. Ele afirmou que não estava trabalhando no momento, que retornaria suas atividades somente na próxima terça-feira, dia 15 de maio, último dia da suspensão expedida pelo CRM-SC.

- Eu estou de folga até terça-feira, estou aqui por acaso, mas sempre passo aqui no hospital. Estou de folga, licença até terça-feira, que é o dia que eu volto ?" afirmou.

À tarde, a reportagem voltou ao local e encontrou novamente Dantas no hospital. Uma recepcionista confirmou que ele estava no centro cirúrgico e que estava "o dia inteiro em cirurgia".

- Se vocês puderem aguardar, ele vai anestesiar um paciente e já vem ?" disse a recepcionista.

Diretoria do CRM-SC diz que vai apurar o caso
No Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), o médico ainda consta com vínculos ativos em instituições de saúde de Mafra e Rio Negrinho. A suspensão de um mês aplicada pelo CRM-SC ocorreu após o Conselho Federal de Medicina negar um recurso de Dantas e de outro médico. O processo ético-profissional que resultou na punição foi aberto pelo CRM-SC em 2012.

Na publicação, que consta no site da instituição, o conselho informa que a pena ao anestesista ocorre por infração aos artigos 29 e 57 do Código de Ética Médica, que preveem sanções por "Praticar atos profissionais danosos ao paciente, que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência" e por "Deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente". Segundo a assessoria do CRM-SC, os demais dados do processo que resultou na punição são sigilosos. Nesta sexta, à reportagem, o médico afirmou que o processo se refere a um paciente que morreu vítima de uma embolia pulmonar após uma cirurgia feita 12 anos atrás, em um hospital de Balneário Camboriú. Ele também disse que a denúncia seria fruto de uma briga política com um vereador gasparense.

Conforme o presidente do CRM-SC, caso se confirme que o médico estava atuando durante o período de suspensão do registro profissional, ele pode responder a um novo processo administrativo no órgão, com possível notícia do fato ao Ministério Público Federal. Em nota enviada pela assessoria, o presidente do órgão, Nelson Grisard, afirmou que o caso está sendo tratado pela Diretoria e Consultoria Jurídica do CRM-SC. Este ano, três médicos tiveram esse tipo de suspensão emitida pelo órgão.

CONTRAPONTO

José Alberto Dantas

Questionado pela reportagem, o médico negou que estivesse fazendo atendimentos, apresentou um documento que transfere o cargo de diretor técnico durante o período da suspensão e disse que estava no hospital apenas fazendo "serviços burocráticos". Indagado sobre que atividades exercia, já que pela suspensão não poderia atender pacientes e nem atuar como diretor, de acordo com o CRM-SC, o médico disse que participa apenas de reuniões no hospital.

Dantas também negou estar comparecendo à policlínica nos últimos dias, disse que a mesa dele estaria vazia, mas admitiu ter feito a liberação de alguns procedimentos na regulação durante o período de suspensão.

?" Não tenho feito avaliações, mas posso assinar encaminhamentos para cirurgias, se não para tudo, lá não tem substituto. Bato meu cartão porque não estou impedido do meu emprego. É um trabalho burocrático, não atendo pacientes ?" alegou.

Secretaria de Saúde de Gaspar

Gaspar - SC - Brasil - 11052018 - Médico José Alberto Dantas trabalho no hospital de Gaspar com suspenção pelo CRM. Secretário de saúde Carlos Pereira.
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina
A reportagem também questionou o secretário de Saúde de Gaspar, Carlos Roberto Pereira, sobre o fato de o médico estar supostamente atuando durante o período da suspensão. O secretário confirmou que ele vinha trabalhando e registrando ponto nos últimos dias, mas alegou que o município não teria sido informado da suspensão.

- Ele estava prestando o serviço dele aqui porque a gente não tinha conhecimento dessas informações. De forma alguma a gente foi comunicado (da suspensão), nem formal nem informalmente. A gente só pode tomar providências depois de ter conhecimento. Acho que pode ser uma falha do CRM (não comunicar o município) ou também do próprio profissional, porque se ele tinha ciência, ele deveria ter nos falado. Vou informar ele disso e afastá-lo das funções até o término da suspensão - afirmou Pereira, em entrevista.

No fim da tarde a prefeitura emitiu uma nota em que comunicou que o secretário de Saúde encaminhou ao prefeito o pedido da exoneração de Dantas do cargo de médico-regulador. Ainda conforme o texto, "o profissional será notificado para prestar os devidos esclarecimentos".
Herculano
12/05/2018 08:29
CARTóRIOS - SEMPRE ELES OS MOTORES DO BRASIL DO ATRASO - E TJ RESISTEM À DUPLICATA ELETRôNICA

Modernização na cobrança de dívidas de empresas pode reduzir receita sobre um mercado que movimenta R$ 60 bi mensais

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Mariana Carneiro, da sucursal de Brasília. Administrando uma receita que, no ano passado, alcançou quase R$ 15 bilhões, os cartórios resistem a iniciativas que prometem mudar o jeito de cobrar dívidas e poderiam baratear o custo para os tomadores de empréstimos.

A batalha mais recente ocorreu a portas fechadas, na quinta-feira (10), em Brasília. Por pressão de juízes e de donos de cartórios, o governo cedeu no projeto de lei que pretende criar um registro nacional de duplicatas ?"títulos de dívida que circulam entre empresas.

Segundo dados do BC (Banco Central), o desconto de duplicatas movimentava R$ 60 bilhões em operações de crédito no país em março.

A equipe econômica patrocina um projeto de lei de autoria do deputado Júlio Lopes (PP-RJ), que cria a obrigatoriedade de que esses títulos sejam registrados em certificadoras autorizadas pelo BC. Hoje, as informações ficam dispersas.

O registro digital obrigatório, afirma Lopes, ajudará na redução de fraudes e facilitará a transação desses papéis, abrindo a porta para a concorrência entre os bancos (compradores finais dessas duplicatas), o que ajudaria a baixar os juros. O projeto foi batizado por integrantes do BC e do Ministério da Fazenda de duplicata eletrônica.

Lopes diz que a modernização do processo de desconto de duplicatas é irreversível, mas que a mudança provocou dúvidas e resistências.

Ele afirma que foi procurado por juízes e por representantes dos cartórios, que "os cartórios ficaram em polvorosa" com o projeto, o que motivou mudança no texto.

"Os grupos já estavam tensos e mobilizados pelo cadastro positivo [projeto que avança na Câmara]", disse. "Mas, depois de muito tempo de negociação, acredito que chegamos a um texto de unanimidade."

Com a pressão, pelo menos um item do projeto da duplicata eletrônica já foi alterado. A ideia inicial era que o registro eletrônico eliminasse a necessidade do chamado protesto do título ?"a citação pública do devedor, para que ele pague a dívida.

O procedimento é executado por cartórios de protestos de títulos e gera renda para essas casas e também para os Tribunais de Justiça, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos regionais.

Com base nos dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), é possível verificar que os cartórios registraram uma arrecadação de R$ 14,6 bilhões em 2017, valor muito superior à receita de muitas empresas.

Se fosse uma companhia, os cartórios seriam a 29ª maior do país, à frente das conpanhias aéreas Azul e Gol e da confecções Guararapes, dona da Riachuelo.

Os cartórios mais prósperos são justamente os de protesto de títulos - quase dois terços deles arrecadaram mais do que R$ 100 mil no último semestre. Juntos, recolheram R$ 5,8 bilhões em 2017.

Segundo a Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil), porém, entre 30% e 45% dessa verba é repassada para entes do estado, a depender da regra estadual de distribuição.

No Rio, segundo o presidente do IEPTB (Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil), Léo Almada, 20% vão para o Tribunal de Justiça. Em São Paulo, segundo a Anoreg, o TJ fica com 4%.

"Cerca de 90% do movimento nos nossos cartórios são de protesto de duplicatas. O que vai acontecer se não houver mais protestos? O que os TJs vão fazer?", disse Almada.

"Os gastos de manutenção dos fóruns são custeados pela taxa dos cartórios."

PRESSÃO
A pressão surtiu efeito e, na reunião dequinta-feira entre parlamentares e integrantes da equipe econômica, ficou decidido que os protestos terão sobrevida em casos de inadimplência.

O presidente da Anoreg, Cláudio Marçal, diz que os cartórios não se opõem à duplicata eletrônica, mas atuaram para "demonstrar que estão fazendo um projeto que vai chegar na porta do Judiciário e vai voltar, não vai ser aceito".

"[O projeto] simplesmente autoriza a escrituração em centrais eletrônicas, mas não tira a característica da duplicata e as exigências para fins de execução previstas em lei", afirma. "Não está sendo criado um novo título. Não importa o meio físico em que esteja, se a duplicata não estiver aceita, a execução tem que ser acompanhada de protesto e prova de entrega de mercadoria ou prestação de serviço."

Hoje, para negociar uma duplicata, o comerciante precisa de um aval (no jargão chamado de aceite) de quem comprou sua mercadoria, como uma forma de dar garantia de que terá condições de honrar a dívida. Sem isso, a taxa de juros cobrada fica mais alta.

Bancos e grandes compradores do varejo costumam negociar exclusividade na concessão do aval, o que restringe a oferta de crédito a poucas instituições financeiras e impede a competição por juros mais baixos para uma ampla gama de empresas.

A duplicata eletrônica promete acabar com isso, diz Lopes. "Com o registro, o pequeno comerciante será dono do seu próprio título e poderá negociá-lo a uma taxa melhor sem dependem de terceiros", afirma.

Segundo ele, a Caixa informou que a inovação poderia aumentar em cerca de R$ 50 bilhões a oferta de crédito a pequenas empresas, o que ajudaria a reativar a economia.

Os cartórios, por sua vez, argumentam que o registro digital poderá implicar mais custos para os comerciantes.

Naurican Ludovico, do movimento Cartórios por um Brasil Melhor, afirma que hoje a cobrança do protesto só ocorre em caso de inadimplência, um número que não chega a 1% das duplicatas emitidas.

"No lugar disso, querem cobrar pelo registro de 100% das duplicatas, o que vai aumentar o custo do comerciante e enriquecer as empresas que fazem esse registro", diz.

Júlio Lopes diz que o custo de registro será "desprezível" perto do ganho potencial do comerciante.
Herculano
12/05/2018 08:23
TEMER REUNIFICOU O PAÍS, Só QUE CONTRA SUA FIGURA, por Josias de Souza

O governo de Michel Temer faz aniversário de dois anos neste sábado. Sua Presidência começou a ser esboçada antes do impeachment. Vices são como ciprestes: crescem à beira dos túmulos. Temer desabrochou em agosto de 2015. Dilma Rousseff ainda estava viva. Mas era uma viva tão pouco militante que seu vice atirou-lhe na face uma pá de cal. Fez isso ao declarar que ''a grande missão, a partir deste momento, é a da pacificação do país, da reunificação do país''.

Dali a nove meses, em 12 de maio de 2016, Temer estava sentado no trono. Hoje, pode vangloriar-se de ter cumprido 50% de suas metas. Não conseguiu pacificar o país. Mas reunificou os brasileiros, só que contra sua própria figura. De acordo com o Datafolha, sete em cada dez patrícios desaprovam Temer. É o presidente mais impopular do Brasil redemocratizado.

Na política, Temer virou um personagem radioativo. Presidenciável que chegar perto dele corre o risco de derreter. Na economia, é um teflon às avessas. Nada do que é bom gruda na sua imagem.

Engolfado por uma onda de impopularidade, Temer virou um gestor de crises à procura de uma marca. Autoproclamou-se "presidente das reformas". Entretanto, perdeu-se num paradoxo: manteve a cabeça nas reformas, mas fincou os pés na lama. O reformismo de Temer não chegou à ética.

O governo aprovou o teto de gastos e a reforma trabalhista. Mas o rombo da Previdência e a cratera fiscal remanescem como almas penadas que assombrarão o próximo presidente. Desde que sua voz soou na conversa vadia captada pelo grampo do Jaburu, Temer teve de priorizar duas novas metas: não cair e passar a impressão de que ainda preside.

A gestão Temer começou da pior forma, com um ministério chinfrim, loteado e convencional. Tomou o caminho do brejo com a delação da JBS e a mala com R$ 500 mil que Joesley Batista mandou entregar a Rodrigo Rocha Loures. O mandato-tampão terminará de forma melancólica. Sairão do freezer duas denúncias criminais, quiçá três. O presidente descerá a rampa do Planalto rumo à rua da amargura - rezando para não receber a visita da Polícia Federal na manhã seguinte.
Herculano
12/05/2018 08:22
TSE DÁ 'AVISO PRÉVIO' A LULA: É FUTURO FICHA SUJA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros

Ao discutir a possibilidade de um candidato que não se encaixa nos pré-requisitos da Lei da Ficha Limpa na lista de elegíveis, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral questionou, sem citar nomes, se "convém à democracia" homologar condenados até por corrupção e lavagem de dinheiro, "sabidamente inelegíveis". O ministro, na prática, deu "aviso prévio": tipos como Lula não serão candidatos.

DISCUSSÃO
O ministro Admar Gonzaga manifestou sua posição durante debate em São Paulo sobre os maiores desafios na eleição 2018.

SEM FICHA-LIMPA, NADA FEITO
A Lei da Ficha Limpa criou pré-requisitos para pré-candidato em eleições. Um deles é não ter condenações na Justiça.

ESCRITO EM PORTUGUÊS
Quem for condenado em julgamento colegiado, na Justiça ou em órgãos como OAB, fica inelegível. Está na Lei da Ficha Limpa.

A LEI PROÍBE
Condenado em segunda instância, Lula receberá atestado de "ficha suja", caso insista em registrar a candidatura na Justiça Eleitoral.

RELATO DE BRUTALIDADE CHOCA OS MEIOS JURÍDICOS
Provocou choque nos meios jurídicos e políticos de Brasília o relato de Michella Marys, ex-mulher do advogado Roberto Caldas, que construiu a reputação de defensor dos fracos e oprimidos que o levou à presidência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Estavam juntos desde 2005, mas nos últimos seis anos ela passou a documentar a brutalidade, incluindo gravações, laudos e muitas fotos.

PRESTÍGIO NA JUSTIÇA
Roberto Caldas sempre foi muito bem relacionado, especialmente com ministros de tribunais superiores. Ligado à esquerda, acabou na OEA.

FORTUNA DE R$300 MILHõES
Advogado trabalhista bem sucedido, Roberto Caldas acumulou uma fortuna estimada ao menos em R$300 milhões pelos próprios colegas.

PALADINO NO LIXO
Caldas divulgou nota na sexta se antecipando à revista Veja, que revelou um homem muito diferente do "paladino das boas causas".

ELE TEM PERNAS CURTAS
O secretário do Patrimônio da União (SPU), Sidrack Oliveira, fugiu de explicar os 153 prédios públicos federais abandonados como o diabo da cruz. Mas disse em grupo de Whatsapp da sua turma que "mandou chamar" o jornalista que o denunciou. Além de fujão, mentiroso.

É INDIGNO, MAS É HISTóRIA
É revoltante que o regime militar tenha institucionalizado o assassinato de opositores, como mostra o documento da CIA. Mas isso faz parte da História, ainda que mais ou menos recente. Ocorreu há 44 anos.

OUTROS TEMPOS
O Centro de Comunicação do Exército informou que foram destruídos documentos que poderiam atestar as revelações da CIA, de acordo com o Regulamento da Salvaguarda de Assuntos Sigilosos, da época. No regime militar, o Exército não divulgava notas, mandava prender.

INVENÇÃO PERVERSA
Gravações que circulam nas redes sociais mostram bandidos prometendo tocar o terror, no "saidão do Dia das Mães", uma das criações mais perversas do tal "direito penal mínimo brasileiro".

CONTROLE DA CRIAÇÃO
O Ministério Público do Trabalho fez "notificação recomendatória" de 14 itens à Globo para obrigar a novela "Segundo Sol", ambientada na Bahia, a contratar mais atores negros. Logo estarão interferindo na obra de escritores, poetas, pintores, compositores, escultores etc.

PT E SEUS PUXADINHOS
Gleisi Hoffmann contou várias lorotas ao Diário de Notícias, de Lisboa, e tratou aliados como puxadinhos do PT. Disse ter "feito" o PSB parte da "frente política", com PSOL e PCdoB. Segundo levantamento mais recente do Paraná Pesquisas, a soma dos quatro não chega a 13%.

O COMÉRCIO VIVE
Estudo da Fecomércio de São Paulo mostra que se for confirmado o aumento nas vendas para o Dia das Mães, o comércio local deve fechar os cinco primeiros meses do ano com alta acumulada de 4,2%.

A GENTE É QUEM PAGA
O governo mapeou subsídios concedidos e verificou que consumidores residenciais, inclusive os de baixa renda, pagam conta de luz mais alta para bancar o desconto de R$3,2 bilhões para o agronegócio.

PENSANDO BEM...
...a eleição no Brasil é negócio bilionário.
Herculano
12/05/2018 08:18
ORDENS SUPERIORES, editorial do jornal Folha de S. Paulo
Documento da CIA contradiz a noção de que mortes na ditadura se deviam a excessos nos porões

Parece representar uma reviravolta na historiografia da ditadura militar brasileira a revelação de um documento secreto norte-americano, datado de 1974, no qual William Colby, então chefe da CIA, afirma que o general Ernesto Geisel autorizou na Presidência a "execução sumária" de adversários do regime implantado em 1964.

O texto, com exceção de dois parágrafos tarjados, foi liberado em 2015 pelo governo dos EUA, mas só veio a ser divulgado na quinta-feira (10) por Matias Spektor, pesquisador, professor de relações internacionais na Fundação Getulio Vargas e colunista desta Folha.

O memorando do diretor da agência de espionagem dos EUA menciona um encontro entre Geisel e outros três militares de alta patente, que teria ocorrido em 30 de março de 1974, 15 dias após a posse do novo dirigente de turno, que governou até 1979.

Segundo Colby, estavam presentes os generais João Baptista Figueiredo, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e futuro presidente, Milton Tavares, comandante do Centro de Informações do Exército (CIE), e Confúcio Danton de Paula Avelino, nome indicado para suceder Tavares.

O assunto em pauta era a continuidade da política de eliminação de agentes da "subversão interna", levada a cabo por parte da cúpula da área de segurança e inteligência durante o período de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974).

Com apoio de Figueiredo, Tavares teria ressaltado a necessidade de prosseguir no combate à "ameaça terrorista" e mencionado o assassinato de 104 pessoas, que na época foram consideradas "subversivos perigosos" pelo CIE.

O documento relata que o presidente destacou a gravidade do assunto, levantou aspectos prejudiciais de tal política e disse que gostaria de refletir antes de dar seu aval.

Poucos dias depois, em 1º de abril, ele teria afirmado ao chefe do SNI que as execuções seriam mantidas, mas com cautela, de modo a assegurar que apenas os oponentes considerados de alta periculosidade fossem atingidos. Ordenou, segundo o texto, que as ações fossem autorizadas pessoalmente pelo general Figueiredo.

Embora assassinatos tenham sido cometidos durante seu governo, como o do metalúrgico Manoel Fiel Filho e o do jornalista Vladimir Herzog, Geisel entrou para a história como um oponente da linha-dura dos "porões da ditadura" e um dos responsáveis pelo processo de distensão do regime militar.

O memorando que agora vem à luz traz elementos novos para esclarecer a dinâmica do governo autoritário naquela fase de transição e nos anos anteriores.

É a primeira evidência documental a contrastar a versão ?"de resto frágil?" de que as mortes de adversários do regime eram fruto de excessos nos subterrâneos das forças de segurança. O relato da agência americana indica que as ordens, na realidade, vinham de cima.
Herculano
12/05/2018 08:16
TEMER COMPLETA DOIS ANOS NO PLANALTO ENFRAQUECIDO E IMPOPULAR, por Juliana Sofia, no jornal Folha de S. Paulo

Presidente subsiste no cargo desde 17 de maio de 2017, quando foi solapado pela delação da JBS

A festança motivacional da Caixa Econômica Federal para 6.000 gerentes no Mané Garrincha, na próxima semana, é quase uma metáfora da gestão de Michel Temer - o presidente, sem voto, que completa dois anos no cargo neste 12 de maio.

O estádio de R$ 1,6 bilhão simboliza o legado superfaturado e corrompido da Copa, um elefante branco hoje subutilizado pelo governo local. Envolta em operações da Polícia Federal por desvios, a Caixa enfrenta um processo de enxugamento operacional (corte de agências e de pessoal) e de busca por eficiência, ao passo que é alvo sistemático dos ataques com fins eleitoreiros da ala política do governo do emedebista. Seu presidente é indicação do PP.

Enfraquecido e impopular, Temer subsiste no cargo desde 17 de maio de 2017, quando foi solapado pela delação da JBS e passou a drenar energia diária esquivando-se de denúncias de corrupção.

Com nomes incensados em sua equipe econômica original, obteve avanços na economia, ao tirar o país da pior recessão do período recente e derrubar a inflação e a taxa básica de juros a mínimas históricas. Conquistas ainda relativas diante do desemprego elevado, do crédito caríssimo para o tomador final, do inexistente investimento público e do quadro fiscal assustador ?"com teto de gastos e regra de ouro a ruir.

Retrocedeu na agenda ambiental, social e de costumes. É sintomático que nos dois anos de sua administração a Funai tenha hospedado três presidentes (um deles, militar), que regra flexibilizando trabalho escravo tenha sido vista - depois revista - e que mulheres no comando de ministérios sejam fato inusual.

Sob o emedebista, Executivo e Legislativo fizeram avançar uma pauta de interesse do empresariado e de setores de viés conservador. Investida recente tenta enfraquecer o controle de agrotóxicos, que serão nomeados "produtos fitossanitários".

Um hábito singular de Temer no Palácio do Planalto é recuar (em qualquer tema). Na metáfora da festança, a Caixa ainda pode voltar atrás.
Alaide Andrada
11/05/2018 19:49
Enquanto isso...
O "técnico" Alexandre Gevaerd nomeou:
-um estudante sem experiência nenhuma diretor de plano diretor (o responsável pelos rumos futuros das obras e expansão urbana nos próximos anos);
- uma berçarista do município diretora geral de habitação (responsável pela regularização fundiária e moradias populares do município);
E pra fechar a conta, o assessor de planejamento, o segundo nome mais forte da secretaria, é um desenhista (não poderia se quer assinar a autoria dos projetos que analisa).
Cadê o Crea que não vê nada disso? Não temos engenheiros na Cidade? Se eu tivesse um projeto indeferido por qualquer um desses, recorria judicialmente. Eles não tem legitimidade.
Herculano
11/05/2018 18:39
NÃO TEM JEITO. ESTE E O EXEMPLO DA JUSTIÇA BRASILEIRA QUE DIZ ROUBE OS IMPOSTOS DE TODOS QUE DAMOS UM JEITO SE VOCÊ É FAMOSO, PODEROSO E TEM UM CARA ADVOGADO PAGO COM O QUE SÃO FRUTOS DAS SUAS DÚVIDAS

GILMAR MENDES MANDA SOLTAR PAULO VIEIRA DE SOUZA, APONTADO COMO OPERADOR DO PSDB

Conteúdo do portal G1. Texto de Vladimir Netto e Mariana Oliveira, da TV Globo, de Brasília DF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) a soltura de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa - empresa paulista de infraestrutura rodoviária. Ele estava preso desde 6 de abril em razão das suspeitas de desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê.

Conhecido como Paulo Preto, ele é suspeito de participar de desvio de recursos públicos em obras do governo estadual entre os anos de 2009 e 2011. Neste período, o governo paulista foi comandado por José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

"Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso", afirmou o ministro em sua decisão.

No dia 22 de março, a força tarefa da operação Lava Jato em São Paulo ofereceu denúncia contra Souza e mais 4 suspeitos de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas.

Eles foram denunciados pelo MPF pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, que é a apropriação de recursos públicos.

Segundo a denúncia,, Paulo Vieira de Souza comandou o desvio de dinheiro como o destinado ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo.

A denúncia foi feita após uma investigação iniciada no Ministério Público Estadual de São Paulo pelos desvios de apartamentos e de pagamentos de indenizações. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Souza mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil.

Os documentos suíços revelaram que o dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no Panamá, cujo beneficiário é Paulo Vieira de Souza e que, em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido da Suíça para um banco nas Bahamas.

Paulo Vieira de Souza foi diretor da estatal que administra as rodovias em São Paulo entre 2005 e 2010. Os procuradores pediram a quebra do sigilo bancário dele. A Justiça determinou o bloqueio dos eventuais saldos que existam nas contas dele no exterior.
Herculano
11/05/2018 18:32
GEISEL, A IDEOLOGIA, A MALDADE DOS HOMENS E TEMAS QUE NOS DEVIAM DA QUESTÃO QUE DE FARTO IMPORTA: O MAL DA TRANSGRESSÃO À ORDEM LEGAL, por Reinaldo Azevedo,na Rede TV

O governo dos EUA tornou público um memorando da CIA, assinado por William Colby, então diretor da agência, que evidencia que o presidente de turno do Brasil, Ernesto Geisel, sabia da política de execuções extralegais. O general Milton Tavares, então chefe do Centro de Informações do Exército, afirma em reunião que 104 pessoas haviam sido executadas em 1973.

Está presente à conversa João Baptista Figueiredo, chefe do SNI, que defende a continuidade da prática. O encontro acontece no dia 30 de março. O presidente pede tempo para pensar e, dois dias depois, dá sua resposta: seu ok para a eliminação dos inimigos, pede que ela se restringisse aos subversivos realmente perigosos e pôs a decisão final sobre quem deveria viver ou morrer nas mãos de Figueiredo, que viria a sucedê-lo na Presidência.

Cabe a pergunta: as leis da ditadura, mesmo sob ao império do famigerado AI-5, permitia aquela prática? Resposta: não!

A questão remete a algo importante. Notem que nunca escrevo "estado democrático de direito", mas "estado democrático E de direito". Não são a mesma coisa. É possível haver uma "ditadura de direito" desde que ela siga o arcabouço legal em que se sustenta. A democracia, que se ancora num estado de direito, é outra coisa: trata-se de uma forma de governar.

Qual é a questão de fundo?

Governantes e entes do Estado, incluindo a Justiça, têm de decidir se vão se comportar nos limites da lei ?" e reitero que nem a legalidade da ditadura permitia as execuções extralegais ?" ou se vão se comportar como marginais do poder.

Geisel, Figueiredo e outros membros da cúpula do regime militar não autorizaram as execuções por maldade. Talvez, na intimidade, fossem pessoas cordatas, até mesmo preocupadas com o bem-estar alheio. Havia, no período, a firme convicção de que eliminar os comunistas era um bem que se fazia aos brasileiros. Até porque havia virulência do outro lado. Os grupos de esquerda mataram 119 pessoas, boa parte delas nem tinha vínculos com a luta política.

Entre esses 119, contam-se alguns justiçamentos: eram esquerdistas matando esquerdistas considerados traidores. Vale dizer: também os que lutavam por uma ditadura comunista no país acreditavam na pena de morte e nas execuções extralegais. Era uma luta que se travava na lama.

Mas isso não perdoa Geisel. Uma coisa é haver grupos marginais que matam pessoas. Outra, distinta, é o Estado incorporar, ainda que de modo informal, práticas criminosas e levá-las para o centro do poder. No primeiro caso, eliminando-se os grupos criminosos, elimina-se o mal. No segundo, não! Cria-se uma cultura de desrespeito às leis.

Quando, hoje em dia, vejo até jornalistas e colunistas a defender, por exemplo, que o STF dê um pé no traseiro das leis na suposta defesa do bem do Brasil ?" prática disseminada no Ministério Público, no Judiciário de modo geral e na Polícia Federal ?", penso que a diferença entre o linchamento de alguém que é apenas investigado e a execução extralegal é apenas de grau. Nos dois casos, a legalidade está sendo mandada para o diabo. E, como vemos, pode-se mandar a ordem legal às favas até mesmo numa ditadura.

Os generais mandavam matar em nome do combate ao comunismo. Hoje, pessoas têm sua moral fuzilada em nome do combate à corrupção? São coisas diferentes? São! Uma diferença, reitero, de grau.

Os entes do Estado precisam tomar muito cuidado quando dão o primeiro passo fora da ordem legal. Depois deles, sempre virão outros. E a questão sempre será a hora de parar. Até porque, meus caros, um ato criminoso em nome do bem sempre pedirá um outro que justifique o primeiro, e um terceiro que justifique o segundo.

É por isso que este comentarista se orgulha de ser um legalista da ordem democrática. Vale dizer: acredito no Estado democrático E de direito.
Herculano
11/05/2018 18:27
EXÉRCITO DIZ QUE DESTRUIU PAPÉIS, MAS NÃO PROVA, por Josias de Souza

O Exército ligou o piloto automático ao reagir à revelação contida em documento secreto da CIA sobre a política de execuções sumárias da ditadura militar brasileira. Divulgado no site do Departamento de Estados dos Estados Unidos, o texto sustenta que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) avalizou a manutenção da prática de eliminar os adversários do regime. "Os documentos sigilosos, relativos ao período em questão e que eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados, foram destruídos, de acordo com as normas existentes à época", informou o Exército, em nota ecoada pelo Ministério da Defesa.

Repare que o Exército não nega o teor da revelação. Limita-se a sustentar que está impossibilitado de se manifestar sobre o passado, pois o papelório da época virou cinzas. Não é a primeira vez que a tática é empregada. Não será a última. Mas documentos secretos do próprio Exército revelam que a alegação não fica em pé. Falta uma prova da destruição dos documentos.

Normas internas de contra-espionagem do Exército estabelecem regras estritas para a destruição de papéis. Vigoram desde o início da década de 70. Constam de um manual que, atualizado ao longo dos anos, mantém a mesma política quanto aos arquivos secretos.

Obtive cópia desse manual, em sua versão de 1994. Traz na capa a seguinte inscrição: "Instruções Gerais de Contra-Inteligência para o Exército Brasileiro". Dedica um tópico à "segurança na destruição''. Estipula que "a destruição de documentos sigilosos deve ser centralizada, de forma a evitar desvios".

Meticuloso, o texto recomenda que "os documentos sejam triturados e depois queimados". Anota ainda que a queima deve ser precedida da "lavratura de um termo de destruição".

Ou seja: se quiser ser levado a sério, o Exército precisa exibir um lote de "termos de destruição". Antes, convém certificar-se da idade dos documentos. Não ficaria bem divulgar papeis que, submetidos às modernas técnicas de perícia e análises tipográficas, desmoronassem.

Divulguei na Folha, em agosto de 2001, papéis secretos cujo teor desafia a retórica oficial do Exército. Os documentos contêm detalhes das operações de combate à guerrilha. Informam, por exemplo, que, ao desembarcar no sul do Pará, a soldadesca sabia o que fazer com os corpos inimigos.

Os cadáveres não poderiam ser desovados a esmo na selva. Depois de identificados, deveriam ser depositados em covas previamente selecionadas. Em resposta a questionamentos que fiz na época, o Exército divulgou uma nota oficial curiosa. O texto sustentava a pantomima da ausência de informações sobre o destino dos corpos da turma do PC do B. Mas admitia a existência de arquivos que, hoje, o mesmo Exército tenta fazer crer que foram destruídos.

Dizia a nota oficial de 7 de agosto de 2001: ''Quanto aos desaparecidos nos combates travados naquela região, é importante salientar o que o Exército tem reiterado exaustivamente quando consultado a respeito do assunto: NOS ARQUIVOS EXISTENTES, nada foi encontrado que pudesse indicar a localização de seus corpos''.

Já passou da hora de o Estado brasileiro presentear o país com uma abertura ampla, geral e irrestrita dos documentos da repressão. O brasileiro tem direito à sua história. Não é justo impor aos jovens oficiais do Exército de hoje o constrangimento de ter de inventar uma nova destruição de documentos a cada revelação fortuita.

De resto, parece ainda mais injusto condenar a sociedade brasileira à surpresa perpétua de trombar com seu passado de chumbo, exposto em documentos divulgados a conta-gotas pelo governo dos Estados Unidos. É constrangedor.
Sidnei Luis Reinert
11/05/2018 14:32
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Como Mourão pode blindar Bolsonaro?



Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Até agora, a maior novidade estratégica da campanha eleitoral vem dos militares. Simbolicamente, a Caserna manda o recado de que não vai tolerar uma sabotagem programada contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. Embora o Exército, como instituição, não apóie o "Capitão", os Generais já comentam, nos bastidores, que a Força Terrestre não verá com bons olhos que o Supremo Tribunal Federal ou o Tribunal Superior Eleitoral tentem impedir que Bolsonaro dispute a sucessão temerária de 2018.

Qual o significado político-tático de os Generais Mourão, Paulo Assis e do Brigadeiro Átima Maia terem se filiado ao PRTB - presidido por Levy Fidélix? A interpretação básica é que os militares, em sua estratégia de "aproximações sucessivas", claramente se antecipam a eventuais golpes institucionais pela via da judicialização. Além de entender a importância da participação direta e legítima na atividade legislativa, com a militância da "reserva-ativa", os estrategistas nas Forças Armadas querem impedir, neutralizar e agir, antecipadamente, contra novos ataques na guerra ideológica de comunicação que tenta desmoralizá-los politicamente.

A filiação de Hamilton Mourão ao PRTB é encarada como um recado. O militar já avisou que é candidato a Presidente ?" só que do Clube Militar. Publicamente, o General já avisou que não pretende concorrer ao Palácio do Planalto no pleito de 2018. No entanto, Mourão deixou a porta escancarada para, eventualmente, ser candidato a vice em dobradinha com Jair Bolsonaro ?" que desponta na dianteira das "enquetes eleitoreiras" (vulgarmente chamadas de "pesquisas"). Mourão seria a blindagem perfeita para Bolsonaro ?" antes da eleição e na eventual vitória.

O primeiro recado é que, se Bolsonaro sofrer um golpe do Mecanismo e ficar impedido de concorrer à Presidência, o General Mourão é o "plano B". "Pesquisas" informais já indicam que o nome de Mourão teria até mais força eleitoral que o "mito" abertamente apoiado por ele. Seria quase impossível negar que Mourão seria automaticamente apoiado pelas Forças Armadas ?" amadas ou não pela mídia de canhota. Além disse, caso venha mesmo como vice do Bolsonaro, quem teria a coragem de, eventualmente, tentar um impeachment do Presidente, tendo Mourão como "substituto eventual"?

O medo da eleição de Bolsonaro (ou Mourão) é o real motivo por trás do mais recente e patético ataque dos inimigos dos militares. Como de mau vício, o Grupo Globo atua como grande porta-voz do cagaço dos bandidos institucionais em relação às Forças Armadas brasileiras. Passando recibo e tentando impor uma "vacina" contra alguma "Intervenção Militar" ?" cada vez mais defendida publicamente pela maioria da população -, foi desenterrado ontem um dossiê da Central de Inteligência dos Estados Unidos da América (CIA), denunciando que os ex-Generais-Presidentes Ernesto Geisel e seu sucessor, João Figueiredo, comandaram uma "política de execuções de inimigos do regime militar".

A Globo e O Globo deram exagerado destaque ao memorando de 11 de abril de 1974, enviado pelo diretor da CIA, William Colby, para o secretário de Estado americano na época, Henry Kissinger, descrevendo detalhes de um encontro que aconteceu em 30 de março daquele ano, 15 dias após o general Geisel assumir a Presidência. A denúncia é que deveria continuar a "política" de "eliminação de inimigos subversivos do regime, já que "cerca de 104 pessoas nesta categoria foram sumariamente executadas no Centro de Informação do Exército nos últimos anos".

Como foi que a CIA captou uma conversa palaciana entre os Generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino, que foram chefes do Centro de Informação do Exército, com o general João Baptista Figueiredo (na época, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e o Presidente Geisel? Será que havia alguma escuta ambiental clandestina no Palácio do Planalto? Nem Freud e muito menos a reportagem explicam...

O Memorando da CIA informa que o General Geisel "ponderou a seriedade e os aspectos potencialmente prejudiciais desta política e disse que iria pensar sobre o assunto durante o fim de semana até chegar a uma decisão se continuaria ou não com esta política". O documento revela que, "no dia 1º de abril, o presidente Geisel disse ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas que cuidados deveriam ser tomados para garantir que apenas subversivos perigosos fossem executados".

Nenhum dos Generais citados estão mais vivos para se defenderam da acusação. É por essas e outras que os militares não estão de brincadeira com as "aproximações sucessivas" realizadas ultimamente para mandar recados corretivos aos pecadores institucionais em todos os poderes dominados pelo Crime... A tática também vale para a mídia amestrada que cumpre a missão permanente de tentar destruir, sem sucesso, a imagem dos militares, sempre associando-os "a uma ditadura que não pode voltar a se repetir".
Herculano
11/05/2018 12:50
GRIPE "A" EM CDI DE GASPAR

Até agora um silêncio só. A prefeitura de Gaspar, por meio da secretaria de Saúde, cujo titular é um advogado, e é o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, está obrigada esclarecer o que se espalha nas redes sociais e whatsapp.

As notícias que se espalham dão conta que duas crianças matriculadas e frequentadoras do CDI, Dorvalina Fachini, no Bairro Sete, ali pertinho da Policlínica, foram acometidas e diagnosticadas com a gripe A. Não se trata apenas de transparência, mas a profilaxia protetiva aos demais. Acorda, Gaspar!
Herculano
11/05/2018 12:43
Daniel.

A referência que fiz no artigo ao ex-prefeito Ademar Feliski, MDB, não me pareceu um elogio, mas uma referência ao fato abordado.

Mas, se você ou alguém entendeu como um elogio, quem sou eu para discordar desse entendimento?

O certo é que ele teve a iniciativa de reservar no mínimo 30% para a Educação municipal. E Érico de Oliveira, jogou para diminuir isso.

Diminuir esse percentual, seria, por acaso, neste contexto um elogio?
Odir Barni
11/05/2018 11:48
PREFEITO DE GASPAR E CONTADOR DA PREFEITURA FORAM SEGUIDOS PELOS SOLDADOS DE GEISEL.

Caro, Herculano;

Quando escrevo algo em sua coluna é porque tenho conhecimento e provas. Os jovens estão torcendo para que os militares tomam o poder a qualquer custo, eu em muitos momentos penso o mesmo. Mas, diante da divulgação dos atos do governo Ernesto Geisel nos deixa preocupados. Vamos ao caso: Eu estava num Congresso das Associações dos Municípios de Santa Catarina, na cidade de Itajaí, precisamente na Sociedade Guarani. O encerramento ia acontecer numa sexta feira com a presença do Exmo. Presidente da República, Ernesto Geisel. Quando chegou ao Aeroporto de Navegantes a Imprensa Nacional anunciou sua chegada. Que em poucos minutos aconteceu na Sociedade Guarani, quando o Presidente adentrou todos batemos palmas para o Presidente do Brasil, mas, quando ele subiu ao palco, acompanhado do Governador Konder Reis, alguém puxou o coral cantando ...ARENA..ARENA ....ARENA. Neste momento eu cruzei os bracos e os Prefeitos, Osvaldo Schneider, de Gaspar e Cezar Moritz, de Brusque ficaram inertes. O então presidente com seu olha de nazista , olhou-nos de cima em baixo, foi um alerta para o seus comandados, nos vigiar de perto. Um jornalista do jornalista de um grande jornal, veio ao meu encontro e perguntou o que houve, eu falei que não tínhamos aplaudido a ARENA, apenas aplaudimos o Presidente. Neste hora o prefeito Paca me disse vai ao banheiro; acatei a sugestão e fui, quando entrei no banheiro já tinha 2 soldados me seguindo; terminado os discursos todos estávamos convidados para ir ao almoço na ENEBRASA na inauguracão da empresa, meu convite de n. 870 ainda está comigo. Quando fomos pegar o Maverick azul do Prefeito Paca já tinha 2 jeeps do 23 BI de Blumenau nos seguindo, neste momento trocamos de ideia;seguimos para GASPAR escoltados pelos soldados, em todas as pontes, sentido Itajaí-Blumenau tinha sodados fortemente armados. Quando chegamos na Prefeitura de Gaspar os funcionários estavam todo assustados sem entender o que havia ocorrido, falamos que era normal porque o Presidente viria à Blumenau. Subimos ao Gabinete do Prefeito onde estava sentado na cadeira do Prefeito um Tenente , amigo pessoal do Prefeito e mais um grupo grande de soldados. O Tenente nos informou que era uma decisão da Presidência; Geisel viria à Blumenau e no seu retorno , após decolar para Brasília a Prefeitura seria liberada. Assim aconteceu , sem nenhum comentário, sem agressões , apenas não deram espaço para quaisquer comentários, meia palavra basta. relatei esta passagem por achar pertinente para o momento em que vivemos a incerteza de dias melhores.
Miguel José Teixeira
11/05/2018 11:46
Senhores,

Da série "crime sobre crime":

Na mídia:

"Se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime', diz o texto atribuído ao lula, o "guardado em Curitiba".
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Como leigo, acredito que, ao candidatar-se ciente de que é ficha-suja, estará cometendo outro ilícito.

Com a palavra, os doutos!
Daniel
11/05/2018 11:36
Caro Herculano, a referencia que você fez ao ex prefeito de ilhota o sr Ademar foi um elogio? Credo fiquei assustado.
Herculano
11/05/2018 09:54
É TRADIÇÃO. É INICIATIVA. É INVESTIMENTO. É CREDIBILIDADE INCLUSIVE CONTRA OS POLÍTICOS QUE TENTARAM, HÁ ANOS, MELAR O ENCONTRO POR NÃO CONCORDAR COM A INDEPENDÊNCIA DO JORNAL.

AMANHÃ É DIA DE STAMMTISCH DE GASPAR E DOS GASPARENSES, EVENTO CRIADO E ORGANIZADO PELO JORNAL E PORTAL CRUZEIRO DO VALE, O MAIS ANTIGO E O DE MAIORI CIRCULAÇÃO EM GASPAR E ILHOTA. PELAS INSCRIÇõES E A INFRAESTRUTURA JÁ MONTADA, É SUCESSO ANTECIPADO. O VERDADE, Só COM A ALEGRIA DAS PESSOAS COMPROMETIDAS COM A FELICIDADE, O BOM PAPO E OS AMIGOS
Herculano
11/05/2018 09:48
LULA DEU UM IMPORTANTE SINAL DE QUE ACHA QUE NÃO SAIRÁ TÃO CEDO DA CADEIA

Conteúdo de Infomoney. Lula enfatizou que não deverá ser discutido um Plano B no partido antes de sua inelegibilidade se tornar irreversível

Já sabendo que seria preso, fato consumado em 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preparou uma série de vídeos para serem usados pelo PT durante a corrida eleitoral deste ano. As gravações estão sob sigilo, mas nas entrelinhas mostram a consciência do ex-presidente de que não vai sair tão cedo da prisão, conforma aponta a reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (11).
Entre os temas abordados, estão a defesa do legado de seus 8 anos de governo, com ênfase nos programas sociais como o Bolsa Família, assim como sua inocência no caso que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP), qual o petista qualifica como injusta e arbitrária.

Poucas pessoas, inclusive do partido, tiveram acesso ao conteúdo dos vídeos, mas o PT já está preparando uma estratégia para fazer a divulgação do acervo. Vale lembrar que no dia 16 de agosto será o início da propaganda eleitoral via material gráfico e internet, sendo que no rádio e TV estará aberta em 31 de agosto.

Apesar dos ruídos de uma possível aliança com Ciro Gomes (PDT), o ex-presidente defende que o PT tenha uma candidatura própria para construir e defender a narrativa de que sua condenação é uma farsa, como bater na tecla que uma eleição sem sua presença é fraude. Segundo a reportagem, Lula enfatizou que não deverá ser discutido um Plano B no partido antes de sua inelegibilidade se tornar irreversível.

Conforme revela o jornal, no dia da sua prisão, os políticos que foram ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aproveitaram o momento para tirar foto ou até mesmo capturar imagens ao lado do petista já de olho nas eleições. Vale lembrar que o último Datafolha apontou que 30% dos eleitores consultados votariam em um nome indicado por Lula.
Herculano
11/05/2018 09:38
da série: uma história para que os jovens relembrem o passado tenebroso do Brasil e que eles não se lembram ou fingem esquecer. A ditadura existiu. O diálogo, o contraditório, a livre expressão foram substituídas em sua plenitude pela repressão e até eliminação dos diferentes. Este flerte de alguns agora um radicalismo, é um crime com o passado e uma senha para os crimes do futuro.

CHEFE DA CIA DISSE QUE GEISEL ASSUMIU CONTROLE SOBRE EXECUÇÕES SUMÁRIAS DA DITADURA

Informação está em documento secreto de 1974 liberado pelo Departamento de Estado dos EUA

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Conteúdo com o jornal Folha de S. Paulo. Texto de Rubens Valente, da sucursal de Brasília. Em um documento secreto de 1974 liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o chefe da CIA afirma que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) aprovou a continuidade de uma política de "execuções sumárias" de adversários da ditadura militar.

Ele teria ainda orientado o então chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações) que viria a substituí-lo na Presidência, João Baptista Figueiredo (1979-1985), a autorizar pessoalmente os assassinatos.

O documento foi tornado público, com exceção de dois parágrafos ainda tarjados, em 2015 pelo governo dos EUA e nesta quinta-feira (10) postado em redes sociais por Matias Spektor, colunista da Folha e professor de relações internacionais na FGV (Fundação Getulio Vargas).

O professor qualificou o papel como o documento mais perturbador que já leu em 20 anos de pesquisa.

"Não se sabia que o Geisel havia chamado para o Palácio do Planalto a responsabilidade sobre a decisão das execuções sumárias. A cúpula do governo não só sabia como chamou para si a responsabilidade. Isso é que tão impressionante, chocante", disse Spektor.

Em outro ponto revelador, o documento diz que cerca de 104 pessoas já haviam sido executadas sumariamente "pelo CIE", o poderoso Centro de Informações do Exército então comandado pelo general Milton Tavares.

O papel é um memorando assinado pela mais alta autoridade da principal agência de inteligência dos EUA na época, o diretor da CIA, William Colby (1920-1996). Ele relata uma reunião que teria ocorrido em 30 de março de 1974, no início do governo Geisel, entre o presidente, Tavares, Figueiredo e o general que iria assumir a chefia no CIE, Confúcio Danton de Paula Avelino.

Segundo o memorando, Tavares ressaltou o "trabalho do CIE contra alvos da subversão interna durante a administração do presidente Emílio Médici [1969-1974]".

"Ele enfatizou que o Brasil não pode ignorar a ameaça terrorista e subversiva, e disse que métodos extra-legais deveriam continuar a ser empregados contra subversivos perigosos. Sobre isso, o general Milton disse que cerca de 104 pessoas nessa categoria foram sumariamente executadas pelo CIE até agora. Figueiredo apoiou essa política e instou a sua continuidade".

Na ocasião da reunião, segundo Colby, Geisel comentou a seriedade e os aspectos prejudiciais dessa política e disse que gostaria de refletir sobre o assunto durante o final de semana antes de chegar a qualquer decisão. Dias depois, em 1º de abril, segundo o diretor da CIA, Geisel comunicou sua decisão ao general Figueiredo.

"Em 1º de abril, o presidente Geisel disse ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas que grandes precauções deveriam ser tomadas para assegurar que apenas subversivos perigosos sejam executados. O presidente e o general Figueiredo concordaram que quando o CIE apreende uma pessoa que pode estar nessa categoria, o chefe do CIE vai consultar o general Figueiredo, cuja aprovação deve ser dada antes de a pessoa ser executada", diz o memorando de Colby.

O memorando de Colby não deixa claro qual é a fonte de suas informações.

A íntegra da transcrição do documento feita pelo Departamento de Estado dos EUA pode ser acessada aqui.

O memorando de Colby é a primeira indicação documental conhecida sobre o papel de decisão da alta cúpula da ditadura nas execuções sumárias de adversários, segundo Spektor.

Até aqui era conhecida uma conversa, revelada pelo jornalista Elio Gaspari em 2003 em seu livro "A ditadura derrotada", entre Geisel e o general Dale Coutinho em fevereiro de 1974, um mês antes da posse na Presidência.

Falando sobre o combate aos inimigos da ditadura, Geisel afirmou: "Porque antigamente você prendia o sujeito e o sujeito ia lá para fora. [...] ?" Coutinho, esse troço de matar é uma barbaridade, mas eu acho que tem que ser".

Outra indicação surgiu no livro da jornalista Leineide Duarte-Plon, "A tortura como arma de guerra", para o qual entrevistou o general francês Paul Aussaresses, que viria a morrer em 2013.

O militar, que atuou como adido militar da embaixada francesa em Brasília de 1973 a 1975, era um defensor das técnicas de tortura e havia dado inúmeras declarações polêmicas para os meios de comunicação franceses.

Ele disse que foi amigo de Figueiredo, mas a relação acabou mal quando o militar brasileiro lhe disse que mandara interrogar sob tortura uma mulher que teria tido um relacionamento breve com o francês.

Segundo Aussaresses, Figueiredo lhe disse depois que a mulher era frágil e morrera sob tortura. Os brasileiros, segundo o francês, suspeitavam que ela fosse uma espiã.

REPERCUSSÃO
O professor de história do Brasil na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Carlos Fico disse que o documento não o surpreende, pois há anos estuda o tema, "mas compreendo que choque os que veem Geisel como moderado".

"Isso mostra mais uma vez ?"como os historiadores sempre soubemos?" que a tortura e os assassinatos de opositores do regime militar contaram com a autorização dos oficiais-generais, inclusive dos generais presidentes. A sociedade brasileira foi muito benevolente com os presidentes militares que cometeram essas graves violações contra os direitos humanos, embora seja rigorosa contra os presidentes civis da recente fase democrática", disse o professor.

"O general Milton Tavares foi o responsável pela política de eliminação dos inimigos do regime. Com base nessa política, os guerrilheiros do Araguaia foram mortos. Militantes das ações armadas urbanas também o foram. O total de 104 execuções resulta desse somatório. Geisel pretendia paulatinamente desativar a comunidade de segurança. Tinha sido escolhido por Médici, entretanto, porque o ex-presidente entendia que um general da reserva (não um civil, nem um general da ativa) era necessário porque a 'subversão' ainda não estava totalmente controlada, embora não em seu auge. Médici admitiu em 1982 que agiu 'drasticamente' contra o 'terrorismo': 'Foi uma guerra que aceitamos' ?"disse ele. Geisel, 15 dias depois de tomar posse, não se mostraria 'fraco' diante do general Tavares. Ele concordou com a política de eliminação física dos 'inimigos do regime'", afirmou o pesquisador.

OUTRO LADO
Em nota, o Comando do Exército informou que os documentos sigilosos relativos ao período em questão e que "eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados foram destruídos, de acordo com as normas existentes à época ?"Regulamento para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS)?" em suas diferentes edições".

Procurado pela Folha, o presidente Michel Temer não quis comentar.
Miguel José Teixeira
11/05/2018 09:33
Senhores,

Da série "retornando de CUba":

"Para Lindbergh, somente Lula pode tirar o Brasil da crise"

(Ignora olimpicamente que esta crise iniciou-se no desgoverno lula, "o guardado em Curitiba".)

Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ontem que o PT vai registrar a candidatura de Lula à Presidência da República no dia 15 de agosto.
Segundo ele, somente Lula pode tirar o Brasil da crise.
O senador disse que a economia está estagnada, crescem os índices de desemprego e as taxas de pobreza.
?" Nós vamos levar a candidatura à frente, porque estou convencido de que só Lula tira o país desta crise.

Fonte: Jornal do Senado, 11/05/18
https://www12.senado.leg.br/jornal/edicoes/2018/05/11/jornal.pdf

Herculano
11/05/2018 09:27
SITUAÇÃO DO PT SE TORNOU SIMPLES COMO ABC, por Josias de Souza

A situação política do PT se complica a cada dia. De tão complicada, vai ficando simples. Simples como o ABC. Existe o Plano A: Lula. Está preso em Curitiba. Existe o Plano B: Jaques Wagner. É investigado num caso que envolve R$ 82 milhões em propinas e caixa dois da Odebrecht e da OAS. Existe o Plano C: Fernando Haddad. Acaba de ser denunciado sob a acusação de uso eleitoral de R$ 2,6 milhões em propinas extraídas da Petrobras pela construtora UTC.

É de dar pena a encrenca em que se meteu o petismo. Não sabe se escolhe um vice para arrastar a bola de ferro do presidenciável preso ou se substitui Lula por um poste antes que a Justiça Eleitoral carimbe em sua biografia o título de ficha-suja. Trata Ciro Gomes com os pés mesmo sabendo que não dispõe de nenhuma boa alternativa à mão.

Se o PT tivesse algo novo a oferecer, já teria aparecido alguém sugerindo que o partido fechasse para balanço pelo menos até a convenção de julho. Os companheiros conseguiram demonstrar que agremiações partidárias também podem falir. O partido da estrela vermelha foi à breca.
Herculano
11/05/2018 09:24
da série: a outra face da Justiça. Se é assim em Brasília, com todos os holofotes das instituições de fiscalização e contrapesos, bem como da imprensa investigativa olhando, o que acontece nos grotões?

Quem é cega? A Justiça ou a sociedade?

OS 3,46 MILHÕES DE REAIS EM PATROCÍNIOS OCULTOS DO IDP

O IDP, de Gilmar Mendes, recebeu 3,46 milhões de reais de patrocinadores ocultos.

A Crusoé [feita de egressos renomados da Veja e que não aceita patrocínios de governos ou de envolvidos em sacanagens] desta semana revela o nome desses patrocinadores, os valores que eles pagaram e - evidentemente - os processos que eles têm no STF.
Herculano
11/05/2018 09:16
MILICIANOS CONTINUAM INFILTRADOS NA POLÍTICA 10 ANOS APóS CPI, por Bruno Boghossin, no jornal Folha de S. Paulo

Marielle dividia plenário da Câmara com suspeitos de ligação com criminosos

Há dez anos, a CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio mostrou alguns detalhes da infiltração desses criminosos na política do estado. A partir de depoimentos e denúncias anônimas, a comissão constatou que os grupos ganharam força "quando seus líderes passaram a ocupar posições dentro da administração pública" fluminense.

Segundo relatório produzido em 2008, alguns milicianos cobravam taxas de moradores para financiar ilegalmente os candidatos que pretendiam eleger. Além disso, delimitavam áreas proibidas de campanha, destruíam cartazes de adversários e até ameaçavam moradores para forçá-los a votar nos nomes apadrinhados por esses grupos.

O objetivo dos criminosos era ocupar o Legislativo e o Executivo, em busca de blindagem política para suas atividades. As milícias acreditavam que, assim, poderiam tocar sem incômodo as estruturas de poder paralelo que dominam bairros, favelas e conjuntos habitacionais.

Na ocasião, a CPI presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) pediu o indiciamento de cinco parlamentares. Nos anos seguintes, três deles foram presos e um, assassinado. O quinto concorreu a uma vaga de vereador em 2016, mas não conseguiu se eleger.

Os aparentes laços entre milicianos e políticos revelados nas investigações sobre o assassinato de Marielle Franco ?"que assessorou Freixo naquela CPI?" mostram que pouco mudou na última década.

A vereadora, morta há quase dois meses, dividia o plenário da Câmara Municipal do Rio com Marcello Siciliano (PHS). Uma testemunha diz ter visto o parlamentar planejando o crime com o líder de uma milícia. Siciliano diz que o relato é mentiroso.

O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) afirmou que a apuração do assassinato está chegando à "etapa final", mas seria melhor se fosse apenas o começo. A intervenção federal no Rio é uma boa oportunidade para eliminar blindagens políticas e investigar a fundo as milícias que dominam o estado.
Herculano
11/05/2018 09:12
GOVERNO TEM 153 PRÉDIOS À ESPERA DE INVASÃO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Um prédio de 24 andares desabou em São Paulo, matando um número incerto de pessoas, mas o governo federal não sinaliza iniciativas para evitar nova tragédia, que são iminentes. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) até agora não produziu um plano de manutenção ou de emergência, dos 153 prédios federais vazios no País, sem destinação, sem manutenção, à espera da próxima invasão. E da próxima tragédia. A SPU se recusou a responder às indagações da coluna sobre o tema.

TRAGÉDIAS ANUNCIADAS
Dos 153 prédios abandonados do governo federal, 35 apresentam risco de desabamento, segundo alertam laudos técnicos da própria SPU.

SETE Só EM SÃO PAULO
Somente na cidade de São Paulo há sete prédios federais em situação de desabamento iminente, conforme já advertiu a área técnica da SPU.

SEM PERIGO DE DAR CERTO
O chefe da SPU, Sidrak de Oliveira, ligado a Romero Jucá (MDB-RR), é homem de uma ideia só: acionar o Exército para acabar as invasões.

BALANÇA, MAS NÃO CAI
No Rio, espanta como ainda está em pé o edifício A Noite, do governo federal, em frente ao Museu do Amanhã, abandonado há décadas.

ACUSADO DE AGRESSÃO, DIRIGENTE DE DIREITOS HUMANOS DA OEA EXPÕE DRAMA EM NOTA
Presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e advogado admirado em Brasília, Roberto Caldas denunciou em nota ameaças da ex-mulher de tornar pública a briga conjugal. Ela o acusa de agressão física e até de assédio sexual, o que ele nega. A Justiça rejeitou duas vezes "medidas protetivas" que ela solicitou. Ele afirma que sua preocupação é com filhos menores.

ACORDO ESCORCHANTE
Em sua nota, Roberto Caldas diz que a ex-mulher o ameaça para constrangê-lo a aceitar "acordo financeiro absolutamente escorchante".

DESAVENÇAS NO VENTILADOR
A ameaça da ex-mulher, com quem esteve casado até dezembro, diz Roberto Caldas, é "publicizar desavenças conjugais". É que a revista Veja publica esta semana reportagem em que ela o acusa de agressão e violência sexual.

PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS
O advogado hesitou em divulgar nota em razão dos dois filhos menores com a ex-mulher e com uma filha adolescente dela.

CABEÇA DE JUIZ...
Muitos apostaram que a Segunda Turma do STF aliviaria a prisão do ex-presidente Lula, condenado a 12 anos 1 um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Todos queimaram a língua.

CASO DE POLÍCIA
Planos de saúdem viraram caso de polícia. Um leitor do Rio, cliente da Sul-América Saúde, conseguiu pagar só no dia 5 o boleto vencido no dia 1º. Teve de pagar multa de 2% e juros de 6,68% ao dia, por dia de atraso. Indignado, ele vai à polícia se queixar do crime de usura.

AUMENTO ABUSIVO
A Petrobras não é acusada de ganância e exploração apenas pelos consumidores de combustíveis. Empresas de manutenção de rodovias ameaçaram parar as obras em protesto contra o aumento abusivo de 18% do cimento asfáltico, que representa até 40% dos custos de obras.

O PAULISTÉRIO DE ALCKMIN
O tucano Geraldo Alckmin sinaliza a entronização do "paulistério", caso vença. A área de comunicação da campanha é "puro sangue" paulista. Atrás nas pesquisas, Alckmin precisa ampliar apoio e não restringi-lo.

DEU TUDO CERTO
A Força Aérea Brasileira realizou mais uma missão de transporte de órgãos. Na madrugada de quinta (10), o 1º Esquadrão de Transporte Aéreo levou um fígado de Belém (PA) para Rio Branco (AC), num C-97.

ANAC SOB INVESTIGAÇÃO
O ministro Vital do Rêgo, do TCU, investigará se a cobrança por malas barateou as passagens aéreas. A resposta é: não barateou. A "agência reguladora" Anac inventou isso para o País engolir a presepada. É preciso investigar também as relações da Anac com empresas aéreas.

ROMÁRIO LIDERA NO RIO
O senador Romário (PSB) lidera pesquisa estimulada para o governo do Rio (24,8%), segundo levantamento do Paraná Pesquisas. Ele é seguido de Eduardo Paes (MDB), com 13,5%, Garotinho (PR), 11,2%, Índio da Costa (SD), 8,2%, e Miro Teixeira (PDT), com 6,2%.

SENADOR HENRI
Se optar por disputar uma vaga no Senado, o advogado Henri Clay Andrade terá de deixar a presidência da OAB de Sergipe até 7 de junho. Ele se filiou ao PPL e poderá disputar a eleição aliado ao PSB.

PENSANDO BEM...
...candidaturas proporcionais foram lançadas ontem, em todo o país. Nada deve mudar.
Herculano
11/05/2018 09:09
HÁ PETISTAS APOSTANDO ESTUPIDAMENTE NO APOCALIPSE. E O SUICÍDIO COMO SAÍDA MORAL, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Na cabeça dos fanáticos, mantida a inelegibilidade de Lula, o partido não apresentaria uma alternativa

A esquerda é propensa a crenças escatológicas, finalistas. Há, sim, petistas a vislumbrar uma espécie de Apocalipse, com uma era posterior de redenção dos bons e de danação dos maus. A trombeteira é a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente da legenda.

Na cabeça dos fanáticos, mantida - e será - a inelegibilidade de Lula, o partido não apresentaria uma alternativa, o que deslegitimaria a disputa. Teria início, então, um longo "processo de lutas", de sotaque revolucionário, contra o "governo ilegítimo", o sistema judicial e o "statu quo". E os mocinhos petistas venceriam os bandidos golpistas...

É delírio de alienados. Mas é certo que custaria caro ao país. Uma avalanche de votos brancos e nulos e a turbulência permanente teriam força para desestabilizar a democracia. Não haveria a menor chance de os companheiros vencerem esse embate no abismo. Ocorre que fanáticos querem ter razão, não vencer. Por isso são tão perigosos.

Jaques Wagner e Fernando Haddad resolveram apostar minimamente na racionalidade e fizeram um aceno discreto a Ciro Gomes (PDT). Foram alvos da fúria de Gleisi, a quem Lula enviou uma carta afirmando que flertar com um "Plano B" corresponderia a uma admissão de culpa, o que é de uma espantosa tolice. "Urna não é tribunal", escrevi (https://abr.ai/2rB0qAR) no dia 6 de setembro de... 2006!

Para as esquerdas, no entanto, o ex-presidente é o modelo de "intelectual orgânico" vislumbrado por um teórico comunista que escrevia compulsivamente na cadeia: Antonio Gramsci (1891-1937).

É pouco provável que saiam de Curitiba os novos "Cadernos do Cárcere". Até porque, goste-se ou não do que Gramsci formulou - e eu não gosto -, ele evidenciava uma aguda compreensão do que estava em curso no seu tempo. Parte do comando do PT não está entendendo nada.

O favoritismo de Lula não abre caminho para a sua absolvição. Fecha. Ademais, as pesquisas não expressam a crença na sua inocência. A maioria diz que ele sempre soube de tudo. Sua liderança eleitoral prova apenas o estrago que o Papol (Partido da Polícia) fez na política, que sintetizei neste espaço (https://bit.ly/2G6k6S6) no dia 17 de fevereiro do ano passado: "Se todos são iguais, então Lula é melhor".

Solto ou preso, Lula não será candidato porque a Lei da Ficha Limpa, que ele sancionou com o apoio unânime do PT, não deixa. Procurem saber o que escrevi sobre essa estrovenga em 2010. Sempre a considerei uma aberração jurídica. Já então o princípio do trânsito em julgado era jogado no lixo.



Se uma pessoa tem chance de ser absolvida em terceira instância, como é que se lhe vai aplicar uma sanção permanente por condenação em segunda? Afinal, o pleito que estará proibida de disputar não volta mais, ainda que venha a ser inocentada.

Ocorre que os companheiros achavam que a dita-cuja faria mal apenas a seus adversários. Aliás, pensavam o mesmo sobre a "lei anticorrupção", a 12.846, sancionada por Dilma em 2013. Lá está a delação como um vale-tudo. A ex-mandatária agora se mostra arrependida. Também nesse caso, não é por bons motivos.

"Eleição sem Lula é fraude" é sinal de que parte considerável do PT ainda não entendeu que o Papol não discrimina ninguém. O delírio do petismo, que tem a desfaçatez adicional de cobrar que legendas de esquerda se comprometam com o indulto a Lula, só reforça a posição dos carcereiros da política.

Nota à parte: a imprensa descobriu que a Polícia Federal meteu algemas nas mãos, correntes nos pés e uniforme laranja em Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então reitor da UFSC, embora não tenha uma miserável prova contra ele.

Em 6.000 páginas de inquérito e 800 de relatório, só se encontram ilações e arranjos narrativos ao gosto destes tempos. Olivo se matou. Os métodos empregados contra o reitor são os consagrados pela Lava Jato. Moral da história: você caiu vítima do Papol? Resta o suicídio.

Nestes dias, só existe inocente morto. Ainda vão me obrigar a reler a carta de Getúlio e a rever o que este país produziu de mais trágico e patético.
Herculano
11/05/2018 09:02
da série: incapaz de ter candidato e governar, o partido do negócio e metido em todas as falcatruas, MDB já está colocando o preço da sobrevivência dos seus feudos às custas dos governos dos outros e dos pesados impostos de todos nós. História velha e repetida.

DOS 27 DIRETóRIOS DO MDB, 20 RECHAÇAM ALCKMIN, por Josias de Souza

Ao ensaiar uma tabelinha eleitoral entre o seu MDB e o PSDB de Geraldo Akckmin, Michel Temer deixou no ar uma dúvida à moda de Garrincha: combinou com os russos? Avisado sobre a má repercussão que a ideia tivera entre os "russos" do MDB, o Vicente Feola do Palácio do Planalto encomendou uma pesquisa interna. Constatou que 74% dos diretórios estaduais do partido rechaçam o apoio à candidatura presidencial de Alckmin. Repetindo: dos 27 diretórios da legenda nos Estados, 20 são contrários à aliança nacional com o PSDB.

O resultado da pesquisa feita pelo Planalto foi divulgado na edição desta sexta-feira de O Globo. De acordo com o levantamento, a proposta de apoio a Alckmin sofreria uma derrota vexatória se o MDB reunisse hoje sua convenção nacional. A aliança com o tucano seria refutada por 508 dos 629 votos disponíveis. Esse resultado sepulta o plano de Temer, forçando o presidente a considerar a hipótese de tratar com menos desapreço a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que trocou o PSD pelo MDB para disputar o Planalto.

Temer já comunicou aos correligionários que decidiu retirar do jogo a carta da sua reeleição. Em verdade, não foi uma opção. As evidências se encarregaram de retirar do baralho de 2018 um presidente crivado de acusações de corrupção e reprovado por sete em cada dez brasileiros. Resta saber se o MDB se entusiasmará com a opção de apoiar Meirelles, um candidato com 1% nas pesquisas. Um pedaço do partido se equipa para levar à convenção a proposta de que o partido não lance candidato próprio à Presidência, priorizando as eleições para o Legislativo.
Herculano
11/05/2018 08:55
EQUÍVOCO EM PARTIDO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Avança na Câmara projeto que pretende combater doutrinação política na escola

Vai avançando na Câmara dos Deputados a tramitação do projeto de lei conhecido como Escola Sem Partido, que pretende combater a doutrinação política e uma alegada ideologia de gênero no ensino.

A comissão especial encarregada de avaliar a proposta divulgou nesta semana um relatório favorável. Haverá agora um prazo para a apresentação de emendas e, depois, a matéria seguirá para votação no colegiado.

A palavra final sobre o tema, no entanto, talvez não caiba aos parlamentares. Se o texto for realmente aprovado nas duas Casas legislativas, é quase certo que vá terminar no Supremo Tribunal Federal, pois sua constitucionalidade será objeto de contestação.

A Procuradoria-Geral da República já considerou a peça incompatível com princípios da Carta, ao avaliar uma iniciativa semelhante adotada em âmbito estadual.

O Escola Sem Partido, também nome de um movimento, parte de uma preocupação pertinente. Professores deveriam educar, não fazer proselitismo político-partidário. Entretanto os meios escolhidos pelo grupo para atingir seus objetivos são equivocados.

Não existe fórmula objetiva que permita distinguir, de antemão, uma exposição didática de um exercício de doutrinação. Assim, não se consegue restringir legalmente a segunda sem obstar também a comunicação legítima entre educadores e alunos ?"isto é, a liberdade de ensino.

Defensores do projeto pretendem, entre outras medidas, o extremo de proibir o emprego da palavra "gênero" em sala de aula, mesmo em disciplinas complementares ou facultativas.

Para a já precária qualidade do aprendizado nacional, é certamente nociva a insistência de professores em rechear suas explanações com chavões ideológicos, mais usualmente à esquerda, encontradiços também nos cursos de pedagogia.

A esse respeito, importa buscar melhor formação dos docentes, bem como ampliar a diversidade de conteúdos expostos aos alunos. Estes devem ser capazes de absorver influências de fontes variadas e formular suas próprias ideias ?"é o propósito, afinal, da educação.

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