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POLÍTICOS DE GASPAR AMALDIÇOAM OS INTERNAUTAS E AS REDES SOCIAIS, A VOZ DO POVO. INCOERENTES! - Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

POLÍTICOS DE GASPAR AMALDIÇOAM OS INTERNAUTAS E AS REDES SOCIAIS, A VOZ DO POVO. INCOERENTES! - Por Herculano Domício

09/04/2018

Demorou, mas chegou o dia em que políticos de Gaspar acharam a causa comum da baixa popularidade a que estão expostos: o povo, a opinião do povo, a crítica que o povo expressa nas redes sociais, as mesmas que eles políticos usam para pedir votos ao povo, dar notícias douradas ao povo e até criticar adversários, “esclarecendo” o povo a favor deles próprios.

Então troca o povo. Preserva-se os políticos.

O mundo mudou. Os políticos, não. Sempre atrasados. A forma de fazer comunicação mudou. Os políticos surfaram irresponsavelmente numa onda desconhecida. Na volta à realidade e a terra firme, estão perdendo o tempo, a mão e até a cabeça. Irresponsáveis como eles próprios, vão perder a credibilidade e votos.

Como escreveu ontem o leitor da coluna e morador do Belchior, Roberto Sombrio, sobre o discurseira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, antes de ser preso: “igual bêbado de cancha de bocha. Sempre tem razão”.

Samba do crioulo doido. Os políticos de Gaspar – como de outras paragens - perderam a noção de vez. São eles que devem explicação e transparência ao povo, que os elege, que os paga para servi-los e possui o direito de cobrá-los sobre o retorno a que estão obrigados. Ou não?

Estou de alma lavada mais uma vez. Antes era só contra esta coluna, contra o jornalismo investigativo ou com quem não se dobra diante de realidades, ou contra quem se renega perder à credibilidade, para não ser desmascarado em segundos pelas redes sociais, os repórteres das redes sociais, mobilizadas hoje em dia, vejam só, pelas próprias empresas de comunicações tradicionais para serem suas fontes de informação e até, opinião. Agora, quem lhes incomoda são os próprios eleitores e eleitoras? Hum!


FALTA DE RESPEITO?

Até o líder do governo na Câmara, Francisco Hostins Júnior, MDB, advogado, comedido, entrou na pilha do jogo perigoso: “o que está faltando é respeito”, referindo às notícias postadas por internautas que ele gostaria de vê-las esquecidas, ou sobre alguns comentários não apenas ácidos, mas malcriados mesmos, e neste caso, sob o criminoso manto do anonimato, feito nas redes sociais.

Concordo com Hostins: o que está faltando é respeito.

Entretanto, a falta de respeito começa pelo político que promete uma coisa quando está à cata de votos, e faz outra quando está no poder, rejeita-se à transparência, emprega no serviço público à rodo gente com incompetência notória para apenas atender compromissos partidários, e até familiares.

A falta de respeito do poder de plantão continua quando ele diz uma coisa e por detrás faz outra, em acordos no escurinho, só entre amigos, poderosos, ou cria caminhos facilitadores para alguns em detrimento da oportunidade igual para todos que jurou dar. E não falo dos políticos do MDB e PP, reconhecidos nesse desrespeito quando estiveram no poder, direta ou indiretamente por aqui, refiro-me também ao PT, PDT e PCdoB.

Hostins – que já foi um secretário da gestão petista, mais por paraquedas do que convicção - disse que não sabe se será candidato a prefeito, pois hoje em dia, por pouca coisa, o político já é enxovalhado, processado e preso. Como assim pouca coisa?

Exagero. Vitimização antecipada. Justificativa para analfabetos, ignorantes e desinformados.

Veja o exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT. Ele e os seus insistem publicamente na sua inocência e santidade, mesmo que caso dele tenha passado pelas mãos de 14 juízes diferentes para confirmar a sentença condenatória em de primeiro grau de Sérgio Moro (três unanimamente no TRF4, cinco na unanimidade do STJ, seis no STF em decisão majoritária dividida no STF, e pelo menos mais dois habeas corpus monocráticos no STJ e STF depois desses resultados colegiados).

E na História da Civilização, este assunto atinge todos, inclusive os mais santos. E não é de hoje, muito menos é exclusividade de Gaspar ou do Brasil. Trata-se da miséria humana que os tantos tratados de moral e ética, nas várias nações, culturas e religiões, tentam disciplinar ou dar uma orientação legal na democracia, por meios das leis e dos poderes institucionais vigentes a promove-los ou executá-los como o Judiciário, Legislativo e Executivo.

Este é o cerne da questão. Não se perca Hostins! Influa no governo com sua ética cristã que a invoca para repudiar qualificação de mentiroso o secretário de Obras, por exemplo. Haverá menos dor na representação do governo.


SAÚDE PÚBLICA E HOSPITAL DE GASPAR SÃO EXEMPLOS?

Evandro Carlos Andrietti, MDB, levou o seu filho no pronto socorro do Hospital e foi bem atendido pelo médico plantonista, segundo ele relatou na tribuna da Câmara.

E não podia ser diferente, até porque o que se reclama, reiteradamente, é desconforto (falta de higiene e ar condicionado) e o longo tempo de espera e até à falta de especialistas, os quais quando em emergência, estão de sobreaviso e são pagos para isso, mas não chegam ao PS.

E aí, Andrietti lascou a falação contra os próprios vereadores da oposição. Não citou nomes. E também contra os internautas que falam mal, segundo ele, do atendimento no Hospital e presumivelmente sem testá-lo, como ele próprio testou.

Andriettti disse que foi lá como um anônimo e por isso atestou que não teve privilégios. Alguém acredita nisso? O vereador já testado anteriormente nas urnas, nesta eleição teve 1.095 votos, está exposto em ações comunitárias, é dependente da política, usa a rede social como poucos, é pessoa de fácil relacionamento, e não foi reconhecido no Hospital pelos que o atenderam? Vai perder a próxima eleição!

Então quer dizer que a Saúde Pública de Gaspar não está um caos? Que tudo o que se mostrou até agora é uma rede de intrigas e mentiras orquestrada contra Kleber Edson Wan Dall, MDB, a quem Andrietti tem a obrigação de defende-lo? Que o povo que foi nos postinhos, na policlínica, na farmácia básica e que espera há meses, ou até anos, por consultas, remédios e exames está reclamando à toa nas redes sociais; só de sacanagem; e que os vereadores que denunciaram esse caos, apesar da armação da dita majoritária oposição no tal pacto, fizeram isso, só com motivos políticos para prejudicar o Kleber, o Luiz Carlos, o MDB e o PP?

Penso, que o povo – que elegeu os vereadores, inclusive os da oposição para fazer oposição - não fez as reclamações com motivos políticos como insinua Andrietti. As pessoas estavam realmente ou se sentiam doentes – o que é pior e exige mais cuidado no atendimento. Elas estavam necessitadas para os seus filhos, pais e outros parentes como o próprio Andrietti estava. E as que reclamaram nas redes, relataram casos reais, com fotos e nomes reais. Nada foi fake, inventada. Elas, apenas, naquele dia, não tiveram a sorte já relatada pelo “desconhecido” vereador Andrietti quando foi ao PS do Hospital naquele dia a noite.


GASPAR É MOVIDA À POLITICAGEM

Ora, se a Saúde Pública estivesse essa maravilha como relatou Andrietti no seu desabafo na tribuna da Câmara, qual seria mesmo a razão para o atual governo colocar na secretaria da Saúde, de forma urgente, inesperada e até desesperada, o prefeito de fato, o advogado Carlos Roberto Pereira e que já estava acomodado numa secretaria que ele desenhou na Reforma Administrativa para ser sua? Então contem outra!

Andrietti, como os políticos da base que praguejaram contra os internautas e as redes sociais na última sessão – curiosamente, a exceção de Ciro André Quintino, MDB, que ficou à margem do debate, todos da base de Kleber – sabem do erro que cometeram. Mais do que isso, sabem da repercussão desse erro na comunidade e como difícil será diminui-lo, mesmo que volte tudo ao normal, e gastando muito dinheiro. Geraram um intenso desgaste político.

Não foi esta coluna que trabalhou esse tema recorrentemente, não foi o jornalismo independente, não foram os jornais que praticamente não tocaram nesse assunto, nem mesmo as rádios ou a TV local que trabalharam muito esporadicamente esse tema. Ou seja, não foram eles que criaram esse ambiente de cobrança.

Foram, as redes sociais que causaram pânico aos políticos, as mesmas redes que eles usam para mostrar o brilho de algo que não brilha e nem existe em muitos casos. Os políticos de Gaspar, na verdade, foram tragados pela realidade que eles próprios criaram ao desprezá-la, as soluções na Saúde Pública, as vagas nas creches, os desalinhos da Educação, a omissão da Assistência Social, a falta do básico na manutenção do município, o Samae que mais de um ano deixou partes da cidade sem água, onde nunca faltou água, uma administração sem uma marca de realizações...


OS POLÍTICOS SÃO MAL AGRADECIDOS ATÉ QUANDO O POVO LHES AJUDA

Agora estão revoltados com a voz do povo? Não sabem diferenciar o joio do trigo e como tratar essa diferenciação. Os políticos do poder de plantão deviam agradecer aos internautas e às redes sociais por elas sinalizarem os problemas e assim facilitar o conserto. Os internautas são os fiscais modernos gratuitos e não um estorvo, como querem classificarem agora. É uma pesquisa gratuita; é uma ferramenta de ajuda e não mentirosa ou do diabo como classificaram. Deviam agradecimentos.

Fico pasmo, ao ver e ouvir os nossos vereadores, os nossos políticos sobre esse assunto. Em que mundo eles estão? Estão repetindo o PT e Lula, que culpa a imprensa - a que usou exaustivamente para a propaganda -, pela sua condenação. Lula ignora o que ele fez e quem deu fundamento à decisão judicial que o condenou. A imprensa apenas comunicou. E as redes sociais, reverberaram. Ela é a “nova voz de Deus”, porque é a voz do povo apenas num novo ambiente.

Entretanto, o vereador Andrietti, na sua simplicidade, acertou em cheio no alvo: Gaspar é movida a politicagem. Está aí: os políticos sabem onde está o problema. Ele é antigo e não se trata de redes sociais e até imprensa, que é o reflexo do que os nossos políticos, gestores públicos e líderes comunitários fazem ou deixam de fazer.

E até nesse caso, mora o perigo: para se salvarem, os políticos de situação e oposição estão dispostos a se “unirem”. Não em favor de Gaspar, mas por menos desgastes entre eles. E neste caso quem vai pagar mais uma vez é o povo com seus pesados impostos e sem as devidas contrapartidas. Vão testar o povo? Cuidado, este outubro está logo ali, e o de 2020, mais perto do que se pensa. A Gaspar acordada está incomodando os políticos. Isso é bom. A outra... bom a outra: acorda, Gaspar!

Este assunto não acabou. Ele é longo e continua, abaixo, no Trapiche...


MAIS QUE JOINVILLE E CHAPECÓ, BLUMENAU JÁ FOI O BUNKER DO PT CATARINENSE. RESTOU GASPAR. ESSE É O TAMANHO DA IMPORTÂNCIA DO PARTIDO EM SANTA CATARINA

O PT de Blumenau teve como prefeito, Décio Neri de Lima (1997/2005). Era vereador e advogado do Sindicato dos Metalúrgicos. A vitória foi fruto da ação sindical articulada com o maior de todos, o dos empregados da Fiação e Tecelagem que derrotou surpreendentemente o líder em qualquer pesquisa até duas semanas antes do pleito, Wilson Rogério Wan Dall, PP, hoje conselheiro do Tribunal de Contas. Este movimento político botou as grandes empresas de joelhos e as fez mudar radicalmente no seu modo de relacionar com os empregados e o mercado.


E foi justamente isso, oito anos mais tarde, o veneno da grande mudança política que enfraqueceu o PT e o sindicalismo regional. Blumenau foi desde então governada por forças conservadoras com João Paulo Kleinubing, então no PFL e Napoleão Bernardes, PSDB e que agora deixou para o vice, Mário Hildebrandt, do PSB fake de Santa Catarina

Hoje, Décio mudou o domicilio eleitoral para a sua cidade Natal, Itajaí, onde tentaria disputar a prefeitura. Desistiu. Não tinha clima e votos. É o presidente do PT catarinense. Já esteve até com um pé no PDT. Ele próprio admitiu essa possibilidade. E sua reeleição está seriamente ameaçada.

Do tempo em que Décio deixou a prefeitura e não conseguiu fazer o seu sucessor até hoje, a bancada de vereadores que teve até um genro seu, minguou em Blumenau; a mulher de Décio, a deputada estadual Ana Paula Lima, tentou duas vezes repetir o feito do marido, e nem chegou ao segundo turno.


O PT LAICO DOS INTELECTUAIS USA A IGREJA CATÓLICA PARA SEDUZIR FIÉIS

A filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian, já se abrigou na cidade no tempo de Décio. A CNBB, a petista que politiza e move a Igreja Católica, a que leva o PT aos grotões por intermédio das suas pastorais, "criou" uma Diocese em Blumenau até então pertencente a Joinville. E nela instalou um dos seu mais vermelhos, Dom Angélico Sândalo Bernardino, também já longe daqui. E a igreja católica com outros bispos e padres, recuperou os fiéis perdidos para a política.

E quem é que estava lá em São Bernardo do Campo oficiando a ‘extrema unção” política ao ex-presidente condenado na Lava Jato, no refúgio do Sindicato dos Metalúrgicos? Ele, Dom Angélico, numa missa inventada para rememorar os 68 anos da finada Marisa Letícia. Foi um showmício. Zombam até do sacro, ao qual usam sem pudor.


Estiveram lá também naquele mocó como registram as fotos, Décio e Ana Paula com Lula vestido, ele com o fardão ao estilo do presidente boliviano Evo Morales. Foto de campanha para ambos. Resta saber se usarão.

E para finalizar os laços de algo que já foi muito forte e triturou a região no poder, na ideologia, no constrangimento e no cala-boca dos adversários.

Maristela Cizeski, a eterna ex-secretária de Assistência Social de Gaspar, na gestão de Pedro Celso Zuchi, hoje assessor de Décio, era influente na Pastoral da Criança.

E foi com ela, que houve a perseguição a juíza Ana Paula Amaro da Silveira, e com a ajuda da Rede Globo, que hoje, os petistas dizem ser fascista e golpista. Ingratos. Quando precisam, usam, descartam e rotulam. Este caso foi parar na Justiça e a juíza vem ganhando as ações que colocou no primeiro grau.

Como se vê, a decadência não é de hoje naquilo que já foi um bunker importante para o petismo regional, catarinense e nacional. De Blumenau, o PT fez as prefeituras de Itajaí, Brusque e arredores. Sobrou Gaspar que perdeu em 2016 para o MDB e PP. As outras cidades, depois da queda do PT, avançaram na gestão e resultados. Em Gaspar, o MDB e PP estão reféns das políticas implantadas pelo PT e rateiam com Kleber Edson Wan Dall, MDB. Acorda, Gaspar!


 ILHOTA EM CHAMAS – O PERIGO DO TRANSPORTE ESCOLAR

Este fato é repetitivo. Você já viu notícia e fotos aqui. Enquanto o governo de Érico Oliveira, MDB, aumenta as próprias diárias e cria uma superestrutura para acomodar os correligionários e interesses de políticos de outros municípios, o básico é relegado ao ponto de deixar exposta a vida e a integridade de crianças.

Estas fotos são da sexta-feira passada, dia seis. Elas foram registradas pela manhã cedo, na localidade de Boa Vista, interior de Ilhota. O ônibus que leva crianças para as escolas Domingos José Machado e Marcos Konder teve o pneu dianteiro esquerdo estourado e foi parar no valão da estrada geral. Sustos. A causa, como se pode ver, foi o criminoso estado do pneu: careca. Quem fiscaliza? Quem se responsabiliza?

TRAPICHE

Volto ao tema de abertura da coluna de hoje: “políticos de Gaspar amaldiçoam os internautas e as redes sociais, a voz do povo. Incoerentes”! para ampliar a análise e fechar o tema.

Outro que se revoltou na sessão de terça-feira passada contra os internautas nas redes sociais foi o líder do MDB na Câmara, egresso do PT, Francisco Solano Anhaia. Ele tomou um caso grave de ofensa, de gente conhecida por ofender e por isso até ser condenada na Justiça, como se todos fossem iguais.

Anhaia sabe que não é isso. Age tão rude quanto quem lhe agrediu. Talvez seja, resquícios dos tempos de PT. Há caminhos legais para combater os abusos e abusadores. Os que não possuem argumentos, e por isso, mesmo, só usam palavras de ordem ou brutas para combater as ideias dos outros. No campo das ideias, a discordância é algo necessário e até, sublime.

Refiro-me àquele caso que apareceu só aqui na coluna de segunda e quarta-feira naquela ligação que o Samae fez à Margem Esquerda, reduto eleitoral de Anhaia (que não o citei e ele não se referiu a mim). Anhaia já foi cabo eleitoral do mais longevo dos vereadores e hoje licenciado para ser presidente da autarquia, José Hilário Melato. São claros os motivos da sua defesa.

Mas, eu só queria entender a razão pela qual, um caso grave de ligação de água em área de APP, contrariando um laudo, autonomia e autoridade investida de um fiscal se tornou o principal assunto da administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. Sucessivas reuniões com gente graúda e pressões de todos os lados para abafar o caso.

Empolgado, revoltado, sem argumentos lógicos, Anhaia teve que colocar a viola no saco. Não resistiu ao combate argumentativos do vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, funcionário licenciado do Samae.

Este caso é tão emblemático, que agora, por determinação da prefeitura, nenhum fiscal do Samae dará palpite naquilo que é da sua alçada. Resumindo: será mais um funcionário decorativo pago com os pesados impostos de todos. Fará a ligação determinada pela prefeitura, e pronto.

E tudo se torna pior, quando se sabe que o Samae e a prefeitura estão atrás de quem vazou para esta coluna, o documento público e que serviu de prova do erro ou da facilidade de algo errado. Como pode uma administração se mover toda por um caso tão simples desses? Parece que a cidade não está cheia de graves problemas e que exigem soluções para os cidadãos e principalmente para os políticos no poder de plantão se quiserem permanecer dele. Meu Deus!

A hipocrisia, a politicagem e a incoerência da base de apoio ao governo não param ai. Quem também entrou nessa pilha contra os internautas, redes sociais e até mesmo o jornalismo? Pasmem: foi a mais jovem vereadora já eleita por aqui, Franciele Daiane Back, do PSDB do MDB. Justamente ela formada em jornalismo e que deveria entender de pluralidade, liberdade, dialética, meios e opinião.

Ela entende é de censura. No dia que votou para aumentar os 40% da tarifa de iluminação pública contra os gasparenses, leu no site do seu partido que ela própria administrava, a presidente Andreia Symone Zimmermann Nagel, oficializar uma nota em que o PSDB era contra esse aumento. O PSDB de verdade, não orientado a vereadora a esse voto. Franciele tirou o site do ar.

No dia seguinte, exatamente por esse radicalismo, extravagância e arrogância ao invés de fazer campanha e se consolidar como líder da sua própria bancada, a mais jovem de todas, com claque e tudo, surpreendida, perdia a prometida presidência da Câmara para Silvio Cleffi, PSC. E virou bicho.

Franciele fala do PSDB como se ele fosse a melhor referência partidária. É uma convicção pessoal dela, respeito-a, integralmente. Diz que está nele desde os 16 anos. Nem parece! O seu relacionamento com o diretório é o pior possível. Ela tem a sua ala com Luciano Coradini e Claudionor da Cruz Souza, empregado na prefeitura de Blumenau.

Apartada do diretório, apoia o atual governo Kleber. É um apoio pessoal e não partidário. Resumindo: Franciele só conhece o PSDB que ela concebeu para ela mandar, como queria fazer na Câmara e lhe tiraram o brinquedo no último lance e abaixo de seus olhos. Ela ainda não entendeu o que é um partido como agremiação O que ela entendeu até aqui o outro sentido da palavra partido, que é quebrado, dividido...

O radicalismo de Franciele se assemelha ao da esquerda do atraso que ela combate ou ao que há de pior na direita. É cego. É fanático. É contraditório. É personalista. É perigoso. Com todos gravitando ao seu redor.

Disse ela na última sessão da Câmara que sonha um dia o PSDB ser chapa pura como governo por aqui, no estado, no país – como se no ninho tucanos não houvesse corruptos como Aécio Neves, Paulo Preto, José Serra, Eduardo Azeredo...e os problemas de divisão que ela própria patrocina por aqui no diretório.

Ora, se o MDB de Gaspar pensasse assim como Franciele, não a teria atraído às sombras do PSDB e ela aceitado participar do governo apartada do partido, mesmo sem a composição de partidos que a deixaria mais forte e talvez, seria presidente da Câmara num projeto político. Sozinho como prega Franciele no sonho para o seu PSDB, o MDB de Gaspar já estaria morto no governo esperando a cova de 2020.

A governabilidade se faz com a junção de interesses mínimos, paciência, diálogo, estratégia, e muito estômago. Só um ditador, um déspota, um chefe impõe as suas crenças e vontades sobre os demais. Um líder olha o horizonte, projeta os resultados e dialoga para consegui-los para si, os seus e os quem ele representa.

Franciele, cobrada como política, reclama dos eleitores, eleitoras e moradores do Distrito do Belchior seu reduto eleitoral – na abordagem pessoal e na internet - que não sabem qual é o papel dos vereadores e do prefeito.

Sabem sim. Quem não sabem esta diferença são os políticos, que por proximidade, tomam o papel do Executivo, e quando a administração municipal falha, os vereadores não conseguem explicar ao distinto público que quem falhou foi o Executivo e não o vereador, seu apoiador incondicional.

E por fim. Nesse papel de censura, Franciele insiste que o jornalismo deve ser exercido por profissional formado em escola própria. Concordo. Ela quer fazer uma moção com assinaturas de vereadores para enviar ao Congresso Nacional que está sentado em cima dessa matéria. Eu não sei por que ela não fez isso. Se também precisar da minha assinatura, é só avisar.

Essa gente não se emenda. Falam de jornalismo e jornalistas, quando o povo nas redes sociais, sem formação nenhuma, derruba o jornalismo da escola contra os políticos espertos, mesmo os escolados em faculdade de jornalismo. Agora, vencidos pela nova realidade, querem também censurar as redes, domesticar os internautas e culpa-los pelo caos da cidade? Ai, ai, ai.

Para esses políticos matreiros, apesar da pouca idade de vida e tombos, jornalista bom – e aí ninguém pergunta se ele é formado - é aquele que coloca o gravador na frente do político, não faz perguntas e reproduz na íntegra o que ele disse.

Jornalista bom é candidato a prefeito como Kleber Edson Wan Dall e vereadores que compram programas nas rádios e fazem o papel como se profissionais da área fossem. Hipocrisia, politicagem e cara de pau abundam. E depois dizem que não sabem a razão pela qual estão na linha de tiro do povo que se move na internet. Nem criativos são.

Ora, o mundo da comunicação está mudando, e rapidamente. Pelo jeito, os políticos daqui ainda não perceberam. Os veículos que perderam seus formadores de opinião, tiveram eles como concorrentes solos nas próprias redes sociais. Hoje, os veículos tradicionais, fazem a corrida inversa e tentam trazê-los de volta para garantir audiência e credibilidade.

Então esses discursos na Câmara se não forem jogos de cena, desculpas para a falta de trabalho e resultados, são recados cifrados e explícito constrangimento. Os políticos deveriam estar estudando como mudar o seu jeito de ser no relacionamento com o seu público pela rede social. O comportamento das redes sociais não vai mudar tão cedo. E querer confrontá-la é o caminho mais curto para o desastre.

A própria Câmara contratou, como comissionado, um jornalista com larga experiência, José Maurílio Moreira de Carvalho, 56 anos. Durou menos de um mês. Os vereadores queriam ensiná-lo na profissão.

Mandaram-no embora, por ele não se vergar ao jornalismo. E dizem entender do assunto apesar de terem nenhuma prática, tampouco formação teórica para tal. Sabe o que Maurílio concluiu? “Não preciso me indispor com moleques”. Acorda, Gaspar!

 

Edição 1846 - Segunda-feira

Comentários

LEO
10/04/2018 15:00
A OPERAÇÃO RECICLAGEM DO GAECO DE HOJE,ME FAZ LEMBRAR. QUE O LIXO JÁ FOI FALADO VÁRIAS VEZES NESTA COLUNA.E ME LEMBREI DE UMA FALA DO SEU HERCULANO.QUE O LIXO É UM LUXO E VALE OURO.TEM MACACO PARA CAIR DO GALHO
Herculano
10/04/2018 10:28
PESSIMISMO OU PRUDÊNCIA, por Carlos Andreazze, editor de livro, no jornal O Globo

Tudo era matemática na Paixão de Lula, exatidão cinematográfica que as mais de 24 horas de ostensivo desrespeito público a uma decisão judicial permitiram

Era óbvio que sairia a pé; que caminharia - cercado de povo cenográfico - até se entregar. Já rezara; já falara aos fiéis; já ceara em família - tudo à revelia de uma ordem de prisão contra si. Era tal o coletivo de barbaridades que conduzira o Brasil àquele estado de suspensão moral, tal o volume de excepcionalidades que se concedia ao homem: que a ele era mesmo impossível negar a condição sobrenatural. E é necessário que se diga: já vencera, bem antes de andar abrindo o mar dos cabrestados de Stédile e Boulos. Aquela batalha: ele ganhara.

E então saía - por livre e espontânea vontade: ia. As gentes não queriam que fosse, tentaram trancar o prédio com os próprios corpos, todas dispostas ao sacrifício da vida (dos jornalistas); mas por elas, para evitar derramamento de sangue, ele, num gesto de responsabilidade (não foi isso?), desistira de resistir. Havia quem chorasse, entre gleisis e sinceros. E porque esses últimos também votam: decerto não havia por que achar graça. Havia também os que nada entendiam - mas também as dilmas votam.

Tudo ali era oração aos convertidos.

Serei excessivamente banal se lembrar que 20% bastarão a que se garanta lugar no segundo turno da eleição? E que o candidato do PT, seja ou não Lula, Lula será? Serei pessimista se lembrar que não se pode desconsiderar o componente plebiscitário dessa disputa? Que parcela do eleitorado votará em desagravo ao ex-presidente?

E era então, em sua via, entre os seus, como se pisasse o chão de fábrica, 40 anos depois. Havia um documentário sendo filmado ali. Havia texto. Tudo era matemática naquela Paixão de Lula, exatidão cinematográfica que as mais de 24 horas de ostensivo desrespeito público a uma decisão judicial permitiram - período de anomia avalizado por Sergio Moro e Polícia Federal.

Não é de hoje que escrevo: Lula nunca se importou com sua defesa jurídica. A estratégia que calculou para si consiste na politização absoluta do processo judicial; no confronto que faz derivar da condição autoatribuída de perseguido, de modo que todos, sobretudo os juízes, convertam-se em adversários, e tudo se torne palanque.

Lidar com Lula sem considerar essa metodologia é estupidez. Lidar com Lula sem considerar essa metodologia e ainda julgar poder lhe dar um nó tático, aí é também prepotência e irresponsabilidade.

Voltemos ao espetáculo de afronta institucional encenado em São Bernardo e avaliemos se aquilo, com aquela dimensão, teria sido possível sem o modelo excepcional de ordem de prisão, com hora marcada, concebido por Moro e estendido pela PF; conjunto de frouxidões que fomentou as condições a que se erguesse um inimaginável Lula senhor da própria prisão.

Há quem diga que também da parte de Moro/PF houve ardil em deixar o ex-presidente escolher quando seria preso; mas fico sem entender que modalidade de plano seria o que permite ao sujeito ?" microfone em punho - aprofundar-se como vítima e atacar a Justiça como se com ela disputasse votos, um dos discursos que o alçou a líder nas pesquisas.

A quem quisesse evitar (ou minimizar) a calamidade e/ou o circo, só havia duas possibilidades para a prisão de Lula: ou imediata, assim que negado o habeas corpus preventivo pelo STF, no máximo no dia seguinte bem cedo, como padrão nas operações da PF, ou ao fim dos últimos recursos em segunda instância, exauridos os tais embargos dos embargos - aquilo que Moro chamou de "patologia protelatória".

Se a ideia do juiz era surpreender, se era evitar brechas a chicanas de defesa, se era jogar no contrapé do STF e sua jurisprudência precária virtualmente revista, se era se antecipar à agenda anunciada pelo próprio presidente do TRF-4, que tivesse articulado, repito, a pronta detenção de Lula, tão logo informado de que o poderia fazer.

A solução intermediária escolhida, porém, foi erro dramático, por meio do qual Moro expôs tibieza. Antes tivesse sido apenas isso. Porque compreendida como movimento de natureza política, ainda que, na verdade, esvaziada da mais mínima cultura política, a forma da prisão fez o jogo de Lula - e enredou o juiz, pela primeira vez, na narrativa do ex-presidente.

Faltou humildade a Moro, uma vez que mesmo os mais brilhantes heróis sempre têm o que aprender com a experiência. Convém recordar: não foi o primeiro equívoco do doutor em atos referentes a Lula. Ou já nos teremos esquecido daquela desastrada condução coercitiva, que resultou no salão presidencial de Congonhas invadido e no palanque perfeito para o injustiçado, aquele em que falou que a jararaca estava viva?

É alarmante que se compreenda a prisão de Lula como final de alguma coisa; como se já fosse rei fora do tabuleiro; como se não fosse um dos jogadores; não uma das peças, mas um dos que as movem. É alarmante que ainda se subestime Lula neste país de soluções-puxadinho - e com a jurisprudência sobre prisão após condenação em segunda instância a ser mudada no STF.

Esse filme ainda vai aberto - e prevê o ex-presidente deixando a cadeia, com missa e show, no alto do trio-elétrico. Antes da eleição.
Herculano
10/04/2018 10:25
OPERAÇÃO TIRA-TEIMA MIRA O PRESIDENTE DO SENADO, EUNÍCIO OLIVEIRA, MDB.POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO EM TRÊS ESTADOS

Conteúdo do Agência Estado. A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça (10), mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Não foram expedidas ordens de prisão.
Na Operação Tira Teima, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Ceará e Goiás, no âmbito da investigação da delação do ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Melo.

Ele disse à Justiça que repassou R$ 5 milhões para a campanha do presidente do Senado, senador Eunicio Oliveira (MDB-CE) ao governo do Ceará em 2014 por meio de contratos fictícios.

O objetivo da operação é buscar documentos relacionados a doações de campanhas feitas por meio de contratos fictícios.
Herculano
10/04/2018 10:17
INFLAÇÃO OFICIAL É A MENOR EM 24 ANOS PARA MARÇO. A DO PT ACELERAVA, CORROÍA SALÁRIOS E NO TEMPO DE DILMA VANA ROUSSEFF CHEGOU A DOIS DÍGITOS COM DESEMPREGO RECORDE

Conteúdo do portal G1. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em março, bem abaixo dos 0,32% de fevereiro, segundo divulgou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa no mês: 0,09%
Acumulado no ano: 0,70%
Acumulado em 12 meses: 2,68%

No 1º trimestre, o IPCA acumulou avanço de 0,7%.

Segundo o IBGE, tanto a variação mensal quanto a taxa no acumulado nos 3 primeiros meses do ano representam o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumulada caiu para 2,68%, depois de registrar 2,84% nos 12 meses imediatamente anteriores. Trata-se também da menor variação em 12 meses até março.

A expectativa de analistas era de alta de 0,12% em março, acumulando em 12 meses alta de 2,71%, segundo pesquisa da Reuters.

"Já estamos desde julho do ano passado com taxas abaixo de 3% para o acumulado nos 12 meses", apontou o gerente da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Fernando Gonçalves. Segundo ele, esta é a maior sequência do indicador em nível tão baixo da série histórica do IPCA. Situação semelhante só ocorreu entre agosto de 1998 e fevereiro de 1999.

Passagem aérea e gasolina em queda
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, transportes (-0,25%) e comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março.

Segundo o IBGE, a desaceleração do índice de março se deve principalmente à redução dos preços das passagens aéreas, em média 15,42% mais baratas. "Nos meses iniciais do ano você tem uma base de comparação maior para as passagens aéreas, já que é período de férias e os preços são mais altos", explicou o pesquisador.

Os combustíveis também apresentaram queda (-0,04%) em março, segundo o IBGE, com o preço médio da gasolina recuando 0,19% ante fevereiro. Segundo Gonçalves, foi verificada queda no preço da gasolina em 7 das 13 regiões pesquisadas pelo IBGE. A mais intensa foi em Recife (-4,19%) e a menos intensa em Curitiba (-0,55%). Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que a gasolina iniciou abril em alta.

Por outro lado, o item ônibus urbano teve alta de 0,74% em março, puxado pelos reajustes ocorridos em Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre.

Já a deflação no grupo Comunicação foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

Frutas e saúde lideram altas
No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês (0,48%), com destaque para o item plano de saúde (1,06%).

Já o maior impacto individual veio das frutas (5,32%) e do grupo alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta de 0,07% em março. O mamão liderou as altas em março, com avanço de 21,54%.

Apesar da aceleração no preço das frutas, o preço dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), mas menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora de casa acelerou para 0,52% em março, ante 0,18% em fevereiro.

Veja a variação completa dos grupos em março:

Alimentos e bebidas: 0,07%
Habitação: 0,19%
Artidos de residência: 0,08%
Vestuário: 0,33%
Transportes: -0,25%
Saúde e cuidados pessoais: 0,48%
Despesas pessoais: 0,05%
Educação: 0,28%
Comunicação: -0,33%
INPC varia 0,07% em março
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustes salariais, apresentou variação de 0,07%, abaixo da taxa de 0,18% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,48%. Tanto a variação mensal quanto a acumulada no ano também foram as mais baixas para um mês de março desde a implantação do Plano Real.

No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu 1,56%, abaixo dos 1,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o INPC havia sido 0,32%.

Como o IPCA é calculdado
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 2 de março a 29 de março de 2018 com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 1 de março de 2018.

IPCA deve trocar aluguéis de filmes em DVD por aplicativos de transporte

Meta de inflação
A previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%, segundo última pesquisa Focus divulgada na véspera. Foi a décima queda seguida no indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

Para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. Mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).
Herculano
10/04/2018 10:09
PIORES MOMENTOS, por J.R.Guzzo, na revista Veja

A prisão de Lula acabou sendo um episódio de pequenez

Tudo em que Lula encosta a mão, já há muito tempo, fica estragado na hora. Neste seu momento de desgraça, quando não podia mais evitar a prisão e sua única saída era tentar manter a cabeça erguida, fez o contrário - baixou a cabeça e acabou entrando na cadeia como um homem pequeno. Teve a oportunidade plena de fazer alguma coisa mais decente. Foi ajudado pela gentileza extrema da Polícia Federal e demais autoridades encarregadas de cumprir a ordem judicial, que lhe deram todo o tempo do mundo para preparar uma apresentação às autoridades que tivesse um pouco mais de compostura. Foi tratado com uma paciência que não está à disposição de nenhum outro brasileiro. Teve o privilégio de uma "negociação" sem pé nem cabeça para se entregar, como se o cumprimento da ordem dependesse da sua concordância. Mas acabou, apenas, estragando tudo. Conseguiu tornar a sua biografia, que já está para lá de ruim, ainda pior ?" este capítulo da sua ida para o xadrez, condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, concorre, certamente, para ser um dos piores da sua triste passagem pela política brasileira.

O PT, a esquerda em geral e o próprio Lula imaginavam, talvez, uma despedida com mais cara de cinema, ou pelo menos de novela de televisão. O problema, como sempre acontece, é que esses planos bonitos exigem coragem para ser colocados em prática. E onde encontrar coragem, na hora de enfrentar a dureza? Nada de Salvador Allende e de sua heroica resistência até a morte, no Palácio de La Moneda em Santiago do Chile, onde enfrentou à bala a tropa do exército chileno que veio prendê-lo. Allende? Imaginem. O que o brasileiro viu pela televisão, durante as vinte e tantas horas de tumulto que se seguiram ao prazo concedido para o ex-presidente se apresentar à prisão, foi um homem confuso, vacilante, amedrontado, tentando pequenas espertezas ?" nada que lembrasse um líder em modo de "resistência". Uma hora parecia querer uma coisa. Dali dez minutos estava querendo o contrário. Sua "trincheira" durante as horas que antecederam a prisão, o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, não era uma trincheira de verdade. Entravam engradados de cerveja, sacos de carvão e carne para churrasco. E que trincheira é esta, que só resiste porque a tropa do outro lado não aparece? Lula, mais uma vez, ficou fingindo que queria briga ?" mas amarelou, como sempre, na hora em que teria mesmo de ir para o pau.

O único gesto do ex-presidente e o seu entorno foi aproveitar a moleza da polícia encarregada de prendê-lo para dar a impressão de que ele se "recusava" a ser preso. Não se recusava coisa nenhuma - só ficou entocado dentro do prédio porque a Polícia Federal não foi buscá-lo. Que valentia existe nisso? O que houve de verdade, na vida real, foi o arrasta-pé de um político assustado, sem ação e obcecado com a própria pele, escondendo-se atrás da moita para ver se a confusão passa e ele pode sair ao céu aberto. As últimas horas que Lula passou em seu esconderijo, antes de tomar o avião que enfim o levou já preso para Curitiba, deixaram claro, também, que nem ele e nem toda a estrutura do seu partido tinham a menor noção do que estavam fazendo. Não tinham um plano, A, B ou C. Não tinham uma única ideia a respeito do que fazer. Não tinham nada. Até a última hora, na verdade, não imaginavam que fosse expedida, realmente, uma ordem de prisão contra ele; não conseguiam acreditar, simplesmente, no que estava acontecendo. Lula e o PT contavam, isto sim, com os escritórios de advocacia milionários que iriam salvá-lo no STF. Contavam com um Marco Aurélio, Lewandovski ou Gilmar Mendes para dar um golpe de última hora no tapetão. Contavam com qualquer coisa ?" menos a ordem de prisão que acabou por levá-lo ao xadrez da Laja Jato. Na hora que a realidade teve de ser encarada, entraram em parafuso.

O final desta comédia foi uma tristeza. Durante um dia inteiro, e a maior parte do dia seguinte, um bolinho de gente ficou em volta do sindicato ?" era o apoio popular que foi possível juntar. Às vezes, nas imagens aéreas da televisão, parecia uma concentração mais encorpada. Mas assim que o helicóptero se afastava um pouco ficava claro que a mobilização do povo brasileiro para defender Lula era só aquele bolinho mesmo - em Mauá, por exemplo, a quinze minutos dali, não havia um único manifestante à vista. Nem em Santo André, ou São Caetano, ou no resto do Brasil. A população estava trabalhando. No carro de som, falando para si próprios, sucediam-se dinossauros velhos e novos, de Luisa Erundina a Manoela D'Ávila, gritando coisas desconexas. Ninguém, ali, tinha qualquer relação com o mundo do trabalho. Nem na plateia, formada por sindicalistas, desocupados ou professores que faltaram ao serviço, com a coragem de quem não pode ser demitido do emprego. Dentro do prédio Lula limitou-se a não resolver nada, cercado por um cardume de puxa-sacos e mediocridades. Não havia, na hora máxima, ninguém de valor, mérito ou boa reputação em torno dele ?" só os serviçais de sempre, gente que sabe gritar, sacudir bandeira vermelha e atrapalhar o trânsito, mas não é capaz de ter uma única ideia ou fazer uma sugestão que preste. Como o nosso grande líder de massas pode acabar cercado, numa hora dessas, por figuras como Gleisi Hoffman e Eduardo Suplicy? Muita coisa, positivamente, deu muito errado.

O heroísmo da "resistência" de Lula acabou limitado à agressão de um infeliz que despertou a ira dos "militantes" e foi surrado até acabar no hospital com traumatismo craniano. Ou à depredação no prédio da ministra Carmen Lucia em Belo Horizonte, mais pichações aqui e ali. Quanto ao próprio Lula, o que deu para verificar é que a soma total de suas ações no momento de ir para a cadeia resumiu-se a empurrar as coisas com a barriga até a hora de entregar os pontos ?" depois de fingir que "não estava conseguindo" se render por causa de um tumulto barato encenado pela turma que cercava o sindicato. Esperou escurecer para não ser preso à noite, no dia seguinte inventou uma espécie de missa, um discurso que não acabava mais, um almoço "com parentes" e, por fim, armou a farsa do tal bloqueio dos portões de saída por parte dos seus "apoiadores", o que o "impediria" de se entregar. Chegou ao limite extremo da irresponsabilidade, mais uma vez - e só quando não deu para continuar fazendo a polícia de idiota, como fez durante dois dias seguidos, embarcou no camburão da PF, e depois, no avião rumo à Curitiba. No tal discurso, com frases mal copiadas de Martin Luther King, chegou a dizer que é a favor ?" isso mesmo, a favor ?" da Lava Jato, depois de passar os últimos dois anos fazendo os ataques mais enfurecidos contra a operação anticorrupção. Agora, na hora de ir para a cadeia, diz que é contra a roubalheira, e que só está preso por causa "da imprensa" - o que, além de falso, é mais uma demonstração de que está cuspindo no prato no qual tem comido há anos. Afirmou, enfim, que estava indo para a "prisão deles". Mentira. Não é prisão deles. É do Brasil inteiro e do sistema legal que ainda existe por aqui.

A história está cheia de políticos que crescem com a própria prisão. Não foi o caso de Lula.
Herculano
10/04/2018 07:41
LULA TEM DIFICULDADES DE ENTENDER, DIZ INTERLOCUTOR SOBRE PROTESTOS, por Ernesto Neves, na Veja

Um político próximo a Lula diz que o ex-presidente se recusou a avaliar a rejeição que sofreria no Rio Grande do Sul.

Desde que iniciou sua caravana pelo interior do estado, na última segunda (19), em Bagé, Lula tem enfrentado protestos.

"Ele subestimou. Lula tem muita dificuldade de entender a queda do apoio popular, que hoje é bastante diferente se comparada ao período em que deixou a presidência", diz um político próximo ao petista.

Quando encerrou seu mandato, Lula tinha aprovação superior a 80%
Herculano
10/04/2018 07:32
PETISTA DIZ QUE BRASIL PRECISA DE MAIS MINISTROS COMO GILMAR MENDES

Conteúdo de O Antagonista. O petista Tião Viana telefonou a Gilmar Mendes para agradecer seu voto a favor de Lula.

Segundo o Estadão, ele disse que o "País precisa de mais ministros como ele, que dignificam o Brasil".

Gilmar Mendes vai receber mais elogios do PT nesta quarta-feira, comandando a manobra para tirar da cadeia o criminoso condenado pela Lava Jato.
Herculano
10/04/2018 07:27
SÉRGIO MORRO CORTA AS REGALIAS DE LULA

Conteúdo de O Antagonista. Sergio Moro cortou as regalias de Lula na cadeia, sobretudo o acesso indiscriminado à sua cela.

A ficha do condenado, reproduzida pelo Estadão, diz claramente:

"Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal".
Herculano
10/04/2018 07:23
GELO NO CORAÇÃO, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, para o jornal Folha de S. Paulo

Não dou conselhos. Exceto quando me pedem. Aí, depois de cobrar meu salário, digo sempre o mesmo a uma audiência mais jovem: quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (publicamente) e de direita (literariamente).

Em público, persiste ainda a ideia bizarra de que a esquerda tem um "pedigree" cultural mais elevado. A história do modernismo desmente essa fantasia. Mas a fantasia sobrevive - e, acredite, é mais confortável fazer carreira sem correr maratonas. Relaxe, seja de esquerda, tudo fica mais fácil.

Literariamente falando, ninguém escreve grandes obras com "bons sentimentos". Muito menos com uma visão otimista da condição humana. Nesse quesito, faço minhas as palavras de Graham Greene: um grande autor tem sempre "uma farpa de gelo no coração".

O próprio Greene ilustrava essa máxima como grande escritor de direita que era (apesar de se dizer de esquerda, claro). Lembrei-me de tudo isso quando lia o suntuoso ensaio de Alfonso Berardinelli, "Direita e Esquerda na Literatura", publicado pela Editora Âyiné.

Berardinelli, professor da Universidade de Veneza, começa por recusar dois clichês sobre o assunto. Primeiro, que a literatura possui um grau de pureza intocado pelas discussões ideológicas. Segundo, que os escritores são uma raça à parte, incapazes de "legislar" para a humanidade.

Concordo com o autor: se entendemos a política no seu sentido mais amplo ?"uma visão do indivíduo e da sociedade como eles são e como gostaríamos que eles fossem?", tudo é política.

E esse entendimento tornou-se central entre 1700 e 1900, ou seja, com o Iluminismo continental e seus herdeiros. A literatura não se limitava a produzir belas formas. Era também o palco onde o passado e o futuro, a autoridade e a razão, o arcaísmo e o progresso se enfrentavam com violência singular.

Para Berardinelli, a Revolução Francesa só aprofundou esse cisma, ao transformar a política na "grande obsessão ocidental". Depois de 1789, a literatura foi permanentemente contaminada pelo vírus revolucionário (ou contrarrevolucionário) ?"e o escritor, mesmo o mais eremita, foi "arrastado" pelo caudal ideológico.

O historicismo foi uma dessas forças que sequestraram o ofício dos literatos, entendendo-se por "historicismo" toda a teoria que procura reconstituir e antecipar o sentido da história humana. Muitos marcharam pelo partido do progresso, como se fossem soldados de uma guerra heroica.

Mas os autores que hoje lemos pela sua importância literária são sobretudo aqueles que questionaram esse progresso inexorável. Nomes como Leopardi, Baudelaire, Flaubert ou Dostoiévski.

E não deixa de ser irônico que o repúdio do progressismo ideológico tenha implicado novos e modernos meios de expressão. Os revolucionários da forma eram os antirrevolucionários por definição.

O mesmo no século 20. O historicismo transmutou-se na causa marxista-leninista. Mas os escritores que sobreviveram ao tempo não foram aqueles que marcharam ao som de Moscou. São aqueles que frontalmente se opuseram à "nova fé soviética" (Orwell, Camus, Koestler) ?"ou lhe viraram as costas (Proust, Joyce, Kafka). Existe alguma lição nas lições do passado?

Alfonso Berardinelli acredita que sim, retomando o "gelo" de que falava Graham Greene (literalmente).

Em 1912, o Titanic naufragou ao colidir com o iceberg. Mas, em sentido metafórico, todos viajamos no Titanic, diz ele. Porque todos vivemos iludidos pela grandeza e perenidade da nossa civilização; e cegos para a mera possibilidade de um iceberg terminar com a festa.

Os candidatos a escritores que aspiram a algo mais do que a mera "poeira da glória" não são aqueles que embarcam euforicamente na última moda ideológica. Ou, pior ainda, que se submetem a ela com as certezas dos grandes fanáticos.

Pelo contrário: são aqueles que questionam todas as causas triunfantes, possuindo aquilo que Henry James designava como "imaginação do desastre".

Ou, para usar as palavras do próprio Berardinelli, "não é aconselhável cultivar a ilusão de que o mar da realidade, no qual navegamos, esteja sob controle".

Essa atitude cética e irremediavelmente trágica não produz best-sellers. Mas um dia, quem sabe, talvez produza algo mais raro: uma grande obra.
Herculano
10/04/2018 07:20
POR LULA, STF ARQUIVA BORDÃO 'DURA LEX, SED LEX', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta terça-feira nos jornais brasileiros.

Com a obstinação de advogado, o ministro Marco Aurélio tenta reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão após segunda instância. Mas, nesta quarta (11), tudo o que se espera do STF é que não cause sobressaltos adicionais ao País, indicando um mínimo de apego ao bordão jurídico que, de tão velho, chega a ser clichê: "dura lex sed lex" - para o milionário e pobre, para a puta, o preto e "para A, T ou L", como já sentenciou o ministro Luís Roberto Barroso há uma semana.

NENHUMA SURPRESA
A tentativa de neutralizar a pena de Lula, estabelecendo novo marco de impunidade, reforça a notável inconstância de posições do STF.

REVISõES DE OCASIÃO
O STF aceitou "rever" da Lei da Anistia, de 1979, com a mesma sem-cerimônia que, no mensalão, ressuscitou os embargos infringentes.

PEGANDO LEVE COM O ZÉ
Ressuscitados os embargos infringentes, mortos desde 1990, o STF garantiu punição amena, por exemplo, para o ex-ministro José Dirceu

RIGOR VS. LENIÊNCIA
O STF tratou Eduardo Cunha com rigor, mas para outro político do mesmo nível institucional, Renan Calheiros, deu tratamento leniente.

DEPUTADOS DO PT APOIAM PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê prisão após a condenação em segunda instância teve o apoio de 177 deputados, incluindo três petistas. Adelmo Carneiro Leão (MG), Zé Carlos (MA) e o compadre de Lula, Zé Geraldo (PA). Mas após a rejeição do habeas corpus de Lula pelo Supremo Tribunal Federal, os três mudaram de ideia e tentaram retirar as assinatura, mas a Mesa Diretora indeferiu.

BONDE PASSOU
O regimento da Câmara não permite retirar ou incluir assinaturas de apoio a projetos como PEC, após sua publicação.

DORMIRAM NO PONTO
A PEC foi apresentada em 27 de março e publicada dois dias depois. Os três esperaram até 3 de abril para pedir a retirada das assinaturas.

EXPLICAÇõES AO CHEFE
Assinando a PEC sem ler ou porque apoiavam prisões após a segunda instância (exceto de petistas), o trio do PT terá de se explicar ao chefe.

VISITA DO ATRASO
A visita de governadores do Nordeste a Lula insulta a Justiça e ofende os nordestinos. Apoiar corrupto condenado para tentar agradar eleitores ignorantes mostra que esses políticos representam o atraso.

PALAVRA DE ESPECIALISTA
Preso desde 2007, o ex-traficante Marcinho VP disse em entrevista ao excelente Domingos Meirelles, da TV Record, que deu votos a Sérgio Cabral e diz que o ex-governador foi "o maior facínora que conheci".

NEM NO CÂNCER
Nascido em São João Del Rei (MG), Otto Lara Resende dizia que "mineiro só é solidário no câncer", e ele nem assistiu ao constrangedor silêncio dos ministros diante da agressão de delinquentes do MST a sua presidente, ministra Cármen Lúcia, atacando o prédio onde mora.

RAIMUNDO LIRA VICE
Filiado ao PSD após anos no MDB, o senador Raimundo Lira (PB) ficou livre para conversar com vários pré-candidatos a presidente, que o consideram "vice de sonho". Incluindo Henrique Meirelles.

PAGANDO MICO
Virou deboche mundial a defesa de Lula ao pedir a uma comissão da ONU, em Genebra, para "obrigar" o governo brasileiro a impedir a prisão do meliante. Tão ridículo quanto eventual apelo à ONU da presidente da Coreia do Sul, condenada a 26 anos por corrupção.

PERDEU, PLAYBOY
Ao contrário do que muitos imaginam, os petistas estão tomando uma surra no Twitter: a prisão de Lula mereceu referências de aprovação de 25,72% do total, contra 14,93% contra, segundo levantamento da FGV.

'NENHUM' TEM FORÇA
"Nenhum" pontuou 7% na enquete do Diário do Poder sobre candidatos a presidente. O deputado Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 16% dos 6 mil votos. Álvaro Dias (Pode) tem 10%, e Geraldo Alckmin (PSDB), 9%.

NO FIM DA FILA
As menores pontuações na enquete do Diário do Poder sobre os pré-candidatos a presidente foram de Beto Albuquerque (PSB), 0,7%, e Valéria Monteiro (PMN) e Marina Silva (Rede), ambas com 2%.

PERGUNTA NO DIRETóRIO
Cumprindo o que manda o estatuto do partido, quando é mesmo que o PT vai expulsar Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro?
Herculano
10/04/2018 06:58
O TRISTE FIM DO PETISMO, por Joel Pinheiro da Fonseca, economista, para o jornal Folha de S. Paulo.

Ter um ex-presidente criminoso é trágico para o Brasil. Agora, dado que temos, vê-lo condenado e punido é motivo de esperança. Ou seria preferível deixá-lo impune? Seja como for, mesmo com os rojões da direita, duvido que alguém esteja mais exultante com a prisão de Lula do que Guilherme Boulos, Manuela D'Ávila e seus seguidores.

Agora a bola está com eles. Sentem o gostinho da liderança, propõem a união da esquerda em torno de um projeto nacional. Nisso, cumprem um papel: mantêm viva a esperança da elite cultural de esquerda que ainda nutre sonhos revolucionários. É para esses, e só para esses, que a prisão de Lula representou um trauma.

Vistos de fora, as centenas que se encastelaram no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC são os últimos membros de uma seita outrora poderosa, que radicalizam suas mostras de devoção ao mesmo tempo em que diminui sua capacidade de influir na vida real.

O povo que é tão lembrado nos discursos não os acompanha na realidade. A julgar pelas bravatas que ouvimos na semana passada, as promessas de Boulos de que haveria resistência, era de se acreditar que o país estaria em guerra civil, que as ruas seriam tomadas pela população. Na verdade, o povo não foi às ruas nem sequer em São Bernardo. Em São Paulo, no Piauí, no Pará, no Maranhão, ninguém está nem aí.

É muito diferente, de um lado, ter uma memória positiva dos anos Lula, sentir por ele uma ternura e até votar nele, e, de outro, acreditar na mitologia do petismo oficial: o discurso do grande golpe em andamento que faz de Lula uma espécie de mártir perseguido por ter origem pobre. Para acreditar nisso, é preciso ter cursado ensino superior em alguma federal ou PUC.

Para se manterem fiéis cegos à causa, demonizam quem quer ver Lula preso. Esses o perseguem por sua origem e, acima de tudo, porque odeiam os pobres.

Assim, o adversário político deixa de ser um interlocutor legítimo e se torna alguém mal-intencionado, que se pode no máximo tolerar enquanto não é possível eliminar. O seguidor ganha a sensação gostosa de superioridade moral apenas por defender aquilo que defende. No passado, sonharia com Deus punindo seus inimigos no inferno; hoje, se assegura de que "a história" o vingará.

O discurso das intenções puras, ademais, justifica atos nada puros. Aqueles que agora se dizem vítima de perseguição são os mesmos que vandalizaram o prédio residencial da ministra Carmen Lúcia em BH; que atacaram jornalistas em várias cidades; e, para coroar, protagonizaram uma tentativa de homicídio registrada em vídeo contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, que ousou discutir com os manifestantes na frente do Instituto Lula e foi empurrado em direção aos carros da avenida movimentada.

Sofreu traumatismo craniano e está internado. Mesmo assim, veem a si mesmos como defensores da paz. O verdadeiro ódio está nas piadas e nas comemorações da direita.

O sonho da revolução durará pouco. Até setembro, o PT oficializará seu real candidato. Boulos e D'Ávila voltarão à sua vocação de linha auxiliar, único motivo pelo qual recebem tantos mimos. E as boas intenções de tanta gente voltarão a ser instrumentalizadas por uma máquina corrompida até a espinha.

Felizmente, alguns começam a abrir os olhos. Outros vão afundar junto de um navio que jamais rumou para onde eles sonhavam.
Herculano
10/04/2018 06:53
TEMER VIRA SUJEITO OCULTO DA AÇÃO DO "QUADRILHÃO", por Josias de Souza

Ao converter em ação penal a denúncia contra os envolvidos no "quadrilhão do PMDB", o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, converteu Michel Temer numa espécie de sujeito oculto do processo. Foram ao banco dos réus velhos amigos, correligionários e ex-auxiliares de Temer. Entre eles: José Yunes, o coronel João Baptista Lima Filho, Rodrigo Rocha Loures, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, e Eduardo Cunha.

A ação penal é um desdobramento da segunda denúncia criminal formulada no ano passado pela Procuradoria-Geral da República contra Temer. O presidente costuma dizer que foi inocentado pela Câmara. Lorota. Os deputados apenas congelaram o pedaço do processo referente a Temer e a dois ministros protegidos sob a marquise do foro privilegiado: Moreira Franco e Eliseu Padilha. Quando o governo acabar, Temer e seus ministros descerão do freezer para a frigideira.

Relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin desossou os autos, enviando para a primeira instância do Judiciário os encrencados sem foro. Com isso, antecipou a fritura da turma de Temer, que arde na própria gordura. O ministro escrevera em seu despacho: "Diante da negativa de autorização por parte da Câmara dos Deputados para o prosseguimento do feito em relação ao presidente da República, o presente feito deverá permanecer suspenso enquanto durar o mandato presidencial."

Apuram-se na ação penal do "quadrilhão" crimes variados ?"de trambiques na Caixa Econômica Federal ao recebimento de propina da Odebrecht. Coisa acertada num jantar no Jaburu, ao qual Marcelo Odebrecht compareceu para comer e receber uma mordida de R$ 10 milhões. Como na música de Claudinho e Bochecha, interpretada por Adriana Calcanhoto, sem Temer o grupo de amigos é como "avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola."
Herculano
10/04/2018 06:50
TROCA NA FAZENDA PODE AMPLIAR PRESSÃO POLÍTICA SOBRE ECONOMIA, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

A troca de comando no Ministério da Fazenda deve ampliar os embates entre a equipe econômica do governo e a ala política do Palácio do Planalto. Embora Michel Temer manifeste compromisso com o controle de despesas, o novo chefe da área terá mais dificuldades que o antecessor para conter as pressões pelo aumento de gastos.

Nos quase dois anos em que esteve à frente da pasta, Henrique Meirelles foi derrotado com frequência pelo núcleo palaciano. Foi obrigado a ceder na ampliação dos déficits fiscais de 2017 e 2018 e na concessão de regras mais generosas para a renegociação de dívidas tributárias.

Diante de um governo sustentado por pilares políticos e baseado em uma engrenagem de barganhas com o Congresso, o ministro só teve êxito em um punhado de batalhas ?"graças a seu prestígio pessoal. Meirelles era um articulador fraco, mas impôs algumas de suas vontades a Temer porque sabia que o presidente precisava se beneficiar de sua grife.

O secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, toma posse nesta terça (10) na chefia do ministério sob o olhar receoso de aliados de Temer. De perfil conservador, ele chegou a ser apelidado de "Satânico Dr. No" por negar qualquer aumento de despesa ?"pesadelo de políticos que querem explorar o poder da máquina pública em ano eleitoral.

O presidente disse aos aliados mais preocupados que a responsabilidade fiscal está mantida como meta do governo, mas assegurou que Guardia foi orientado a ser um pouco mais flexível. Ele não será um zagueiro inarredável diante do cofre, segundo um auxiliar de Temer.

Sem força no Congresso para aprovar o restante do ajuste das contas, o presidente precisará agir como árbitro para que essa agenda não desande. A ascensão de Guardia pode colocar a economia em piloto automático, no caminho traçado por Meirelles, ou fazer com que o país enfrente turbulências e amplie as incertezas já delineadas pelas eleições deste ano.
Herculano
10/04/2018 06:48
GOVERNO TEMER DEVERIA EVITAR ATRAVESSAR A RUA E PISAR EM CASCA DE BANANA NO CASO DE SERVIDORES E CARROS A QUE LULA TEM DIREITO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

O governo do presidente Michel Temer deveria se manter longe de uma confusão que está pintando na área. Os ex-presidentes da República têm direito a dois carros com motoristas, quatro seguranças e dois assessores pessoais. Fernando Collor, por exemplo, os manteve mesmo depois de impichado. O mesmo acontece com Dilma Rousseff.

Lula está preso. Perdeu, portanto, o direito de ir e vir. Sua segurança será sempre feita pelo órgão prisional que o abrigar. Assim, os dois motoristas (e os respectivos carros) e os quatro seguranças seriam desnecessários. Restaria a discutir a pertinência de manter dois assessores pessoais.

A lei que trata do assunto é o Decreto 6.386 . Obviamente, não prevê o que fazer para as circunstâncias vividas pelo petista.

O que eu faria em lugar do Planalto?

Como a lei não exige nada, a resposta é "nada". Antes que comece a gritaria: o serviço secreto acompanha ex-presidentes americanos até em suas atividades privadas. Quando Bill Clinton veio dar uma palestra no Brasil - e nada tinha a ver com o governo americano -, os agentes não se desgrudaram dele um único minuto. Não houve lugar que ele tenha visitado que não tenha recebido uma visita prévia dos homens de negro.

A proteção oferecida a ex-presidentes, por óbvio, não pode ser transferida a terceiros. Mas é evidente que familiares de ex-presidentes também ficam menos expostos com o serviço oferecido pelo Estado. A sociedade está envenenada, e os malucos estão à solta. Melhor adotar prudência com caldo de galinha.

Ademais, há um quadro de indefinição jurídica que recomenda cuidado.

Convenham: nem mesmo se poderá falar em economia de recursos porque as pessoas que servem a ex-presidentes são funcionários públicos estáveis.

Pra que atravessar a rua para pisar em casca de banana?
Herculano
10/04/2018 06:44
SÉCULO ERRADO, por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

O discurso de resistência ao golpe que o PT vem fazendo é emocionante. Ao ouvir a fala de Lula na porta do sindicato dos metalúrgicos, eu mesmo me senti transportado para as manifestações contra o regime militar dos anos 80.

O problema com essa narrativa é que ela está no século errado. Está faltando a ditadura contra a qual possamos nos insurgir. A condenação e a prisão de Lula se deram num contexto de normalidade democrática, no qual as instituições, com erros e acertos, vão cumprindo seu papel.

Na segunda metade do século 20, proliferaram no mundo ditaduras de direita. Seu surgimento era favorecido pela geopolítica global, que opunha os EUA ao bloco soviético. Foi aí que os militares brasileiros, com apoio norte-americano, deram um golpe e, por duas décadas, governaram o país com mão de ferro.

Esse tipo de ditadura, contudo, morreu com o fim da Guerra Fria. Como mostram Steven Levitsky e Daniel Ziblatt em "How Democracies Die", hoje, a forma mais comum de ruptura é aquela promovida por líderes eleitos que vão aos poucos deturpando as instituições para que elas os favoreçam. É um processo que, ao menos inicialmente, conta com apoio popular. Exemplos concretos incluem a Venezuela de Chávez, a Turquia de Erdogan e a Rússia de Putin. É até ridículo imaginar que Michel Temer, com 6% de popularidade, possa ser incluído nesse grupo.

Se alguém, no Brasil, teve a chance de caminhar nessa trilha foi justamente Lula. Nos 13 anos em que esteve no poder, o PT teria podido aparelhar órgãos de Estado como a Justiça, a Promotoria e a Polícia Federal, mas não o fez.

Não sei dizer se foi por genuína convicção democrática, por falta de organização ou por ausência de quadros concursados com os quais pudesse contar. Quero crer na primeira alternativa, mas, como já me enganei antes em relação à índole do partido, prefiro não arriscar nenhum palpite.
Anônimo disse:
09/04/2018 20:03
Herculano, Lula tanto queria um cadáver para seu espetáculo dantesco e circense, na maldita missa horroshow, que acabou conseguindo. Sim, o finado é o condenado, com mais de mil provas, tanto queria foi ele próprio, Lula é hoje um morto fétido e insepulto. As fotos de sua prisão são incontestáveis: Lula morreu e já faz um bom tempo.
Mardição
09/04/2018 19:38
Desde quando o aumento da gasolina é culpa de Temer?
Como petista é burro, vou desenhar:
O aumento da gasolina é para repor o dinheiro assaltado pelo PT na Petrobras.
Periquito Arrepiado
09/04/2018 19:31
Boa, Thiago Schramm. O Ministério Público tem que saber quem é esse tal de macaco veio e coloca-lo no seu devido lugar.
Bonecão de Olinda
09/04/2018 19:24
Oi, Herculano

Que foto de gente horrorosa!!!
Notei falta do bonecão e do zucão.
Mariazinha Beata
09/04/2018 19:20
Seu Herculano:

Já disse e repito, Adóóóro Rodrigo Constantino, o que ele escreveu hoje é digno de ser aplaudido de pé.
Último parágrafo diz tudo:

"O Brasil é um país melhor hoje. Lula, o cachaceiro covarde, é menor do que a nação, e nossa bandeira verde e amarela jamais será vermelha. Lula está preso!"

Ainda beijo Rodrigo Constantino!
Bye, bye!
Erva Daninha
09/04/2018 19:00
Oi, Herculano

"Do tempo em que Décio deixou a prefeitura e não conseguiu fazer o seu sucessor até hoje, a bancada de vereadores que teve até um genro seu, minguou em Blumenau; a mulher de Décio, a deputada estadual Ana Paula Lima, tentou duas vezes repetir o feito do marido, e nem chegou ao segundo turno."

Esta é a mais pura e linda verdade.
Blumenau fez a faxina total.
O PT pode até ganhar em cidade catarinense, mas tem que ser um grotão.
Herculano
09/04/2018 18:55
OS CINCO MECANISMO DA MÁQUINA ESTATAL COERCITIVA, por Roberto Rachewsky, empresário, para o Instituto Liberal

A corrupção é um imposto criado pelo governo, sem lei específica, à revelia da vontade popular, recolhido na fonte de forma fraudulenta diretamente para o agente do estado. A corrupção é como a inflação, o governo cria, mas os empresários são considerados os culpados. A corrupção inflaciona os preços, diminui a qualidade do que é produzido e impede que mais riqueza seja criada porque o governo, ao regular e controlar a atividade econômica, inibe a capacidade produtiva de bens e serviços.

A inflação, como a corrupção, corrói o poder aquisitivo de quem cria valor. Por conta do aumento da oferta de moeda, cada unidade monetária perde seu valor, obrigando empresários e trabalhadores a aumentar o preço do que produzem para manter a equivalência real entre o valor da moeda que recebem e o valor do produto ou serviço que oferecem.

A corrupção e a inflação são apenas maneiras obscuras que os integrantes do governo inventaram para financiar suas necessidades além daquelas que não são menos imorais, violentas e perversas, como os impostos e o endividamento que no futuro para que seja pago, resultará em corrupção, inflação, impostos e mais endividamento.

Prestem atenção, nenhum economista do governo, nenhum procurador da república, nenhum promotor de justiça, nenhum juiz de primeira instância, nenhum desembargador de segundo grau, nenhum ministro do STJ ou do STF, obviamente nenhum político ou burocrata interessado no rentseeking, nenhum jornalista da Voz do Brasil, dirá que existe não um, mas quatro mecanismos de transferência de renda do setor produtivo da sociedade, a parte que cria riqueza, para o setor coercitivo, a parte que a consome.

Corrupção, inflação, impostos e endividamento são mecanismos com vida própria, ainda que interligados.

Corrupção e impostos são pagamentos exigidos coercitivamente pelos donos do poder daqueles que produzem. Se tais pagamentos não forem feitos, será impedida a produção.

Inflação são pagamentos que se não forem feitos também não haverá a circulação de riqueza. Portanto, acabará inviabilizando a produção.

O endividamento apenas alimenta, retroalimenta e se alimenta dos outros três.

Se o mecanismo da corrupção cresceu no país nos últimos quinze anos, os demais mecanismos cresceram muito mais.

Jamais acabaremos com o mecanismo da corrupção sem acabar com os demais.

Todos eles, corrupção, inflação, impostos e endividamento são resultado de outro mecanismo que se sobrepõe, que cria e que depende de todos os demais, o mecanismo da regulação.

Quando quisermos, efetivamente, acabar com esses mecanismos que exploram quem produz, precisaremos levar a sério a decisão de diminuir a interferência do governo nas nossas vidas, separando o governo da economia, tirando o governo da educação, afastando o governo da previdência e da saúde, impedindo o governo de se imiscuir na ciência, na religião e na criação de ideias.

Nenhum dos cinco mecanismos será eliminado das nossas vidas se o governo não for limitado à sua natureza, o combate à violência da qual, hoje, ele é o maior promotor.

Mecanismos são sistemas formados de partes que funcionam de forma independente ou integradas a partir de um processo desenhado para atingir um propósito específico.

Os cinco mecanismos descritos acima fazem parte de uma máquina cujo propósito maior é a exploração de quem produz por quem detém o poder de coerção.

Precisamos desmontar a máquina coercitiva que nos explora, precisamos trabalhar urgentemente para eliminar os mecanismos que alimentam o governo usurpador.
Herculano
09/04/2018 18:51
JUSTIÇA ORDENA QUE PF ENTRE EM INVESTIGAÇÃO SOBRE E.MAILS DE DILMA

Conteúdo de O Antagonista. O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, ordenou o encaminhamento à PF da investigação sobre o uso do e-mail de Dilma Rousseff para se comunicar com João Santana e Mônica Moura, informa O Globo.

Quando ainda era presidente, Dilma teria usado o rascunho de uma conta no Gmail para alertar Feira e Xepa, o casal de marqueteiros, dos avanços da Lava Jato.

Rodrigo Janot chegou a denunciar Dilma ao STF por obstrução de Justiça ?"mas, com o impeachment da Gerente e a perda do foro privilegiado, o processo foi encaminhado à primeira instância.

O jornal carioca explica que o MPF-DF, alegando falta de provas, pediu arquivamento da parte da denúncia referente aos e-mails e uma cópia do processo para a abertura de novo procedimento, de forma que a investigação fosse refeita.

Agora a Justiça decidiu incluir a Polícia Federal na história, e a investigação será compartilhada entre a PF e o MPF.
Herculano
09/04/2018 18:47
PT ENCOLHE E APRISIONA O FUTURO NA CELA DE LULA, por Josias de Souza

A prisão de Lula impôs ao PT o desafio de um recém-nascido: às voltas com um processo de encolhimento, o partido retornou às suas origens sindicais da década de 80. Teria de aprender a andar com suas próprias pernas. Mas como não consegue se mover sem Lula, a legenda aprisionou o seu futuro na mesma sala que serve de cela para o seu grande líder, em Curitiba. A única pessoa com poderes para conceder um habeas corpus ao PT é o próprio Lula. Mas ele não exibe a mais remota intenção de libertar a legenda.

No comício de São Bernardo, que antecedeu a rendição no sábado, Lula disse aos devotos que se aglomeraram na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: "Quando eu percebi que o povo desconfiava que só tinha valor no PT quem era deputado, sabe o que eu fiz? Eu deixei de ser deputado. Queria provar ao PT que eu ia continuar sendo a figura mais importante do PT sem ter mandato."

Na sequência, como que decidido a demarcar seu terreno antes de ser recolhido pela Polícia Federal, Lula declarou: "Se alguém quiser ganhar de mim no PT, só tem um jeito: é trabalhar mais do que eu e gostar do povo mais do que eu, porque se não gostar, não vai ganhar". Foi como se Lula farejasse o risco de crescimento da banda minoritária do PT que prega internamente a necessidade de construção de uma alternativa à hipotética candidatura presidencial de um líder preso e ficha-suja.

Ao anunciar à multidão que cumpriria o mandado de prisão de Sergio Moro, entregando-se à polícia, Lula radicalizou o discurso. Disse que o encarceramento não iria silenciá-lo, porque seus apoiadores fariam barulho no seu lugar: "Eles têm que saber que vocês são até mais inteligentes do que eu. E poderão queimar os pneus que vocês tanto queimam, fazer as passeatas que tanto vocês queiram, fazer ocupações no campo e na cidade?"

Esse palavreado ácido tem efeitos negativos no campo jurídico e na seara política. Juridicamente, o timbre de Lula reforça uma linha de confronto que o transformou num colecionador de derrotas nos tribunais. Politicamente, o veneno de Lula condena o PT a reviver uma realidade da época em que fazia campanhas com o objetivo de converter os convertidos. O problema é que a multiplicação do amor dos devotos petistas por Lula não trará de volta os votos da classe média. Uma gente conservadora que acreditou na Carta aos Brasileiros, o documento em que Lula renegou o receituário radical que o impedia de chegar à Presidência da República.
Herculano
09/04/2018 18:30
SINDICATOS DOS JORNALISTAS E ECONOMISTAS DISPUTAM O ATRASO.

Sempre escrevi: as faculdades de jornalismo viraram madrassas da esquerda do atraso. Conheço esse ambiente há mais de 40 anos, seja nas redações onde atuei, seja pedindo penico para elas servindo interesses empresariais.

O que não sabia é que os economistas disputavam essa primazia. Entende-se a razão pela qual o Brasil foi para o buraco no tempo do PT.

PRIMEIRO FATO

Os jornalistas que cobriram o exílio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, no sindicato de São Bernardo do Campo, em São Paulo, sofreram constrangimentos, interdições, intimidações e até agressões.

Cobrado, e muito tarde, o Sindicato resolveu soltar uma nota. E por motivo unicamente ideológico, deu razão aos agressores. Vergonha. Confira.

Diante das intimidações e agressões sofridas por algumas equipes de reportagem na cobertura da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) tem o dever de informar e esclarecer o que segue:

1 - Condenamos qualquer tipo de violência contra os jornalistas, que são trabalhadores em pleno exercício profissional. Qualquer agressão ou tentativa de censurar esses profissionais é incoerente com a nossa defesa da democracia, e das liberdades de imprensa e de expressão;

2 - Condenamos que algumas pessoas que querem protestar contra os meios de comunicação o façam agredindo os profissionais ?" mesmo com todo o espaço que a organização da manifestação, a partir da CUT, deu publicamente para a questão do respeito aos jornalistas;

3 - Registramos que, desde quinta-feira à noite (5), dirigentes do SJSP estiveram presentes junto à imprensa, dialogando com os manifestantes e intervindo sempre que possível. Registramos, ainda, que no final da tarde deste sábado (7), conversamos com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que reafirmou que sua posição é a de garantia de respeito ao trabalho de todos os jornalistas em suas dependências;

4 - Essa situação lamentável é resultado também da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares.

5 - Tais empresas apoiam as medidas antipopulares de Michel Temer (MDB) e querem aplicar as "reformas" contra os seus trabalhadores. Hoje mesmo, os jornalistas de Rádio e de TV do estado de São Paulo estão sem piso salarial e outros direitos, desde 20 de janeiro. As empresas também querem cassar a cidadania de seus jornalistas, achando que podem impedir que os profissionais expressem livremente suas convicções políticas (nos perfis pessoais de redes sociais, ou em manifestações);

6 - Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam é preciso que se retome a democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições de 2018.

7 - Consideramos que o Sindicato e a categoria precisam discutir rapidamente novas medidas de proteção ao nosso exercício profissional.

São Bernardo do Campo, 7 de abril de 2018.

Direção ?" Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

SEGUNDO FATO

O que eu ignorava, é que os economistas na sua associação máxima disputavam a primazia do atraso, que testada no governo petista, mostrou-se desastrosa para todos os brasileiros, mas que querem de volta.

Ambos os casos, mostra como o sindicalismo, academia e profissionais liberais estão comprometidos por projetos ideológicos e não debates abertos à mudanças e inovações.

Leia a tal "Carta Aberta do Conselho Federal de Economia, e que deu o que falar nesta segunda-feira. Um libelo ao que atrasa a sociedade e para tal, usa-se o social como escape para evitar o combate direto. Panfleto de quinta.

O Conselho Federal de Economia vem se pronunciar sobre a grave situação de estado de exceção no Brasil, com apoio de setores como financeiro, rentistas, parte do empresariado, do judiciário e das forças armadas. O quadro em curso visa atender além de seus próprios interesses, aos de alguns países estrangeiros que almejam tomar conta das riquezas nacionais, a exemplo do pré-sal, da Embraer, da Eletrobras e, consequentemente, da parte da matriz energética derivada das hidrelétricas, dos rios, da base de Alcântara, da Amazônia, do Aquífero Guarani e de muitas outras.

Os últimos lances do desastre foram as manobras levadas a cabo pelo Poder Judiciário, em apoio ao golpe, tal como fizeram quando da deposição do então Presidente da República João Goulart e ao entregar Olga Benário à sanha assassina dos nazistas de Hitler. Esta última, uma cidadã como qualquer um de nós. Certamente estas ações não foram dignas da missão institucional de defesa da democracia e da Constituição brasileiras.

Na véspera, vivandeiras das casernas se pronunciaram em redes sociais da internet, ameaçando enterrar de vez as nossas já combalidas instituições democráticas. Ainda bem que o Comandante da Aeronáutica veio a publico com discurso mais democrático e amparado em artigos da Constituição Brasileira que regulam o papel das Forças Armadas.

É importante sublinhar que o pano de fundo dessas diatribes é composto pelo congelamento dos investimentos públicos em educação, saúde e infraestrutura, dentre outros, por vinte anos; o aviltamento do valor do salário mínimo; a reforma trabalhista; e os assassinatos da Vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes, condutor do veículo em que ela estava, ambos do Rio de Janeiro, e de milhares de jovens negros e negras, brancos e brancas, todos pobres, jogados nesta condição pelos autores do golpe acima nominados.

Como retomar o desenvolvimento econômico, com inclusão social, em meio a tanta insegurança jurídica e instabilidade institucional? Para agravar conjuntura já tão adversa, o comportamento casuístico de nosso Poder Judiciário, ao atingir seu auge neste momento, compromete ainda mais a credibilidade do País no exterior, inviabilizando investimentos e financiamentos externos que nos seriam favoráveis.

Diante deste cenário, urge que os brasileiros e brasileiras se insurjam contra os setores cujos interesses são eliminar os parcos benefícios sociais conquistados e entregar as riquezas capazes de garantir o desenvolvimento do Brasil e promover bem-estar para seu povo, ainda que para isto seja necessário lançar o País, irresponsavelmente, em uma divisão temperada pelos ódios, a qual sabemos como começa, mas não como terminará.
Miguel José Teixeira
09/04/2018 14:12
Senhores,

". . .Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente". . .

Não é só por Lula!

PLÁCIDO FERNANDES VIEIRA,
Hoje, no Correio Braziliense


Há magistrados que desdenham da capacidade de pessoas sem formação em direito interpretarem o que está escrito na Constituição. Pura arrogância. Qualquer cidadão alfabetizado é capaz de entender o disposto no artigo 5º, inciso LVII, da Carta Magna. E é isso que incomoda e desnuda, aos olhos da nação, meritíssimos que fingem sapiência jurídica para tentar impor um entendimento diferente do que está no texto constitucional, que diz: Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de ação penal condenatória.

Percebam que o trecho sublinhado não fala em ninguém será preso. E por que não fala? Porque não é disso que se trata. A questão específica da prisão é tratada no inciso LXI, do mesmo artigo 5º, que dispõe: Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.

Poderá alegar, o supremo magistrado, que o inciso LVII, ao estabelecer o trânsito em julgado como imperativo para estabelecer a culpa de um réu, implica o juízo de que a presunção de inocência (preste atenção ao termo) só acaba após o último recurso possível passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal, quarta instância da Justiça brasileira. Falso. Refaça atentamente a leitura do inciso. Veja que ele versa expressamente sobre o trânsito em julgado da ação penal ondenatória.
E, pelo que dispõe a Constituição, nem o STJ nem o STF julgam (atenção no verbo julgar) ações penais de cidadãos de segunda categoria, apenas de excelências com foro privilegiado, as quais a lei quase nunca alcança.

Logo, como bem demonstrou Teori Zavascki em fevereiro de 2016, o trânsito em julgado de uma ação penal condenatória se esgota na segunda instância, após garantido ao réu a ampla defesa, como ocorre em praticamente todos os países democráticos. Afinal, a partir da condenação em primeira instância, já não existe mais presunção de inocência, mas de culpa. E, depois de concluído o devido processo legal no segundo grau de jurisdição, o que há são recursos especiais e extraordinários de outra natureza. Quase sempre, de cunho apenas protelatório. É o óbvio. Não é à toa que funciona assim em todo o mundo civilizado. Se quisesse dizer que ninguém pode ser preso até o STF dar a palavra final, o constituinte teria escrito isso, com todas as letras, na Constituição. Não escreveu porque se trata de uma aberração jurídica.

Mas tudo isso é só para salvar Lula? Claro que não. Político mais popular da história recente do país, Lula entra como boi de piranha. É a desculpa de que a elite delinquente do Brasil precisava para ampliar a impunidade sob as asas do Supremo, pondo fora do alcance da lei também criminosos ricos e poderosos. Além dessa gente, os únicos beneficiados serão os grandes escritórios de advogacia criminal. Essa manobra, se for adiante, significará um golpe de morte na Lava-Jato e no combate ao crime dos que sempre saquearam os cofres do país.

O crime de Lula? Aliar-se a essa elite e aprofundar, em escala inimaginável, o roubo de dinheiro público. São os pobres os que mais sofrem quando se rouba dinheiro que tanta falta faz à educação, à saúde e à segurança pública. Mas só Lula vai pagar? Não. Até agora, a Lava-Jato julgou, condenou e prendeu mais de 160 réus. Praticamente, todos os bandidos, de esquerda e de direita, sem foro privilegiado.

Falta o STF fazer a parte dele. Para isso, basta que cumpra o que determina a Constituição e acabe com o foro especial. Afinal, é o que manda o enunciado do artigo 5º da Carta Magna: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Certamente, a cláusula mais importante da Lei Maior do país. Pena que seres supremos a tratem como letra morta e tentem nos enfiar goela abaixo um entendimento que, felizmente, não está na legislação.
Aristeu
09/04/2018 14:10
Herculano seria bom se algum vereador pedisse o relógio ponto da assessora do melatto e do advogado dele Valmorzinho. Essa gente não é exemplo de nada por isso o samae tá inundado. Aproveita o vereador a questionar a portaria do secretário que proibiu a progressão horizontal mas que o que se percebe no portal.da transparência é que não tem 1 procurador que não ganha.
Eduardo Modesto Mitterstein
09/04/2018 12:15
Ao que se diz Herculano Sabidão.
O Temer está lá pois o PT quem o colocou, então reclamam de que? Kkkkkkk
Herculano Sabidão
09/04/2018 11:14
Feliz hoje Herculano? Gostaria de saber qual será a próxima pauta para falar de Lula? Talvez a rotina dele dentro da prisão temporária?

Continuarão a tentar afirmar que a culpa de pagarmos quase R$4 na gasolina é do PT? Cadê a culpa deste DESgoverno Temer que aumenta semanalmente a gasolina? Cadê os fantoches que você mesmo faz questão de exaltar, tipo, aquele mocinho do Belchior (que anda desaparecido)

Não teremos mais passeatas no centro? Acabou o estoque de camisas da CBF. Parabéns a mídia limpou o Brasil da corrupção kkk
Herculano
09/04/2018 10:33
SAMAE INUNDADO. FUNCIONÁRIO DE CARREIRA REMOVIDO NA MARRA

Thiago Schramm entrou em rota de colisão com a direção do Samae de Gaspar, do mais longevo vereador José Hilário Melato. PP.

Solução? Retirá-lo da autarquia. Hoje cedo quando foi bater o cartão ponto, foi informado que deveria ficar a disposição da secretaria de Obras. O negócio tem tudo para parar no Ministério Público. As ameaças começaram na semana passada.
Herculano
09/04/2018 10:28
OS MILICIANOS DO JORNALISMO

Conteúdo de O Antagonista. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo disse que a imprensa vai continuar apanhando dos milicianos do PT enquanto Lula estiver na cadeia.

Leia um trecho da nota dos sindicalistas:

"Essa situação lamentável é resultado da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares (...).

Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam é preciso que se retome a democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições de 2018."

O Sindicato dos Jornalistas é ligado à FENAJ de Franklin Martins, que também está na mira da Lava Jato.
Herculano
09/04/2018 10:23
LULA PRESO: DO MITO DAS ELITES AO BÊBADO FANFARRÃO E COVARDE, por Rodrigo Constantino, no site da Gazeta do Povo, Curitiba PR

Que espetáculo lamentável o povo brasileiro assistiu nas últimas horas! Após o show do STF, com direito a advogados de defesa de Lula disfarçados de ministros, a Justiça logo autorizou a prisão do ex-presidente, o que levou Sergio Moro a determinar um prazo para que Lula se entregasse pacificamente. Encastelado no sindicato dos metalúrgicos, o que fere claramente a CLT, Lula montou um bunker com seus comparsas, os mesmos de sempre ?" só a militância de olho no butim do estado. E dali fez o que sempre soube fazer melhor em sua vida: discursos com bravatas, calibrado por cachaça.

Que aquela água dele passarinho não bebe não sou eu quem diz, mas Gleisi Hoffmann, presidente do PT. No vídeo fica claro quando "narizinho" dá uma cafungada no chefe e comenta com Dilma sobre o fedor da cachaça. Quando Lula pega o microfone, isso fica mais evidente ainda: o homem arrasta a voz, quase não diz coisa com coisa, elogia invasores de propriedade, nega que o apartamento pelo qual foi condenado era seu, após ato falho em que diz "meu" apartamento, e tenta inverter tudo, transformando sua covardia em ato de coragem.

Sim, Lula só se entregou porque Moro ia decretar sua prisão provisória, dificultando muito seu recurso de habeas corpus, que tem em Marco Aurélio Mello um ávido aliado para lhe conceder tal beneficio assim que possível. Após o ultimato de 30 minutos para se entregar, Lula viu que a chapa tinha mesmo esquentado, Gleisi "pediu" para a militância permitir a saída de Lula, e o show terminou. Não sem antes Lula repetir que ia lá falar nas "barbas" dos juízes e policiais que não tem medo, que vai provar que é inocente, e que não vai fugir, tornar-se um foragido.

Tudo muito medonho. Mas a cara do PT! A cara da extrema-esquerda toda, do MST, MTST, PSOL, PCdoB, UNE, CUT. Todos os de sempre, defensores do que há de mais criminoso e atrasado no planeta: a revolução socialista, para transformar o Brasil numa Venezuela. Essa imagem não pode mais ser manipulada pela imprensa, e olha que ela tentou ?" e ainda tenta. Todo o país viu do que se trata o esquerdismo, com uma clareza ímpar. Lula carismático? Não! Um bêbado fanfarrão que distribui bravatas para cúmplices de quadrilha. Apenas isso.

"Gênio político"; "líder carismático". Nada disso! A imagem inconteste que surge com esse espetáculo é a de um cachaceiro sem vergonha, só isso. Lula tem razão em sua viagem megalomaníaca: ele não é um ser humano, mas uma ideia. Foi a ideia romântica, do metalúrgico analfabeto que lutaria pelos pobres e oprimidos, que o colocou nessa posição. Nada mais. O ser humano seria apenas um traste qualquer, bandido comum, sem esse verniz ideológico.

Como foi que o Brasil permitiu que esse sujeito acumulasse tanto poder?! Sem milionários, banqueiros, "professores", artistas e "intelectuais", isso jamais seria possível. Foi a ideologia, o mito, a utopia criada e disseminada por esses canalhas que fez um pulha desses se comportar como se fosse o dono do país. Que vergonha pelo passado! Mas que satisfação em o ver finalmente atrás das grades. O editorial da Gazeta de hoje foi duro como se exige de um jornal imparcial:

Todas as protelações e provocações não impediram, no entanto, o desfecho que o país esperava:?agora, Lula ruma para a sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde ficará encarcerado. Ganhou algo com toda essa cena? Possivelmente não. A militância, claro, aplaudirá a "astúcia" do ex-presidente que teria "passado a perna" em Moro e na Polícia Federal ao não se submeter a seus prazos. Mas, para o brasileiro comum, mesmo aquele que tem alguma admiração por Lula e até votaria nele em outubro caso ele pudesse se candidatar, a imagem que ficou é a de um covarde que não respeita a lei e não tem vergonha de se esconder atrás da falecida esposa e de um punhado de militantes.

E como o país reagiu a Lula preso??Aqueles que previam - ou desejavam - uma enorme convulsão social deram com os burros n'água. Os petistas disseram o tempo todo que o "povo" protegeria Lula e tomaria as ruas por ele, mas quem deu as caras foi apenas a militância profissional, seja em São Bernardo do Campo ?" com direito a agressão a jornalistas, o que também ocorreu em outras cidades, incluindo Curitiba ?", seja vandalizando prédios residenciais ou públicos (a exemplo do edifício onde mora a ministra Cármen Lúcia, em Belo Horizonte, ou o Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio), seja bloqueando estradas. Quanto a esses, espera-se que os agressores sejam identificados e presos, e que as forças de segurança restabeleçam rapidamente o direito de ir e vir onde quer que ele seja violado. Enquanto isso, o povo de verdade estava e está seguindo em frente com sua vida, aguardando ansiosamente que a Justiça e a lei prevaleçam.

O que vimos nas últimas horas foi o tão esperado crepúsculo de um mito, de um ídolo com os pés de barro, de um enganador, um criminoso, um bandido que logrou enganar milhões de pessoas com a ajuda de "intelectuais" e artistas moralmente degradados. Um projeto a tirano tupiniquim, que foi abortado pela Justiça brasileira, pela população que tomou as ruas, para lembrar que esse país é nosso e não será entregue de bandeja para safados com seus discursos revolucionários socialistas, manto que esconde o real e único objetivo: o poder totalitário com as regalias que ele traz.

O Brasil é um país melhor hoje. Lula, o cachaceiro covarde, é menor do que a nação, e nossa bandeira verde e amarela jamais será vermelha. Lula está preso!
Herculano
09/04/2018 10:17
O MUNDO NÃO ACABOU COM PRISÃO DE LULA E PEÇAS ELEITORAIS JÁ SE MEXEM, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Não houve caos social, nem o país foi incendiado após a prisão do ex-presidente Lula. Fracassaram as previsões catastróficas espalhadas por aí. O mundo não acabou.

É cedo para prever o limite das mobilizações em curso contra a detenção do petista, mas a batalha dos aliados de Lula tende a diminuir nas ruas. A prioridade do entorno dele será pressionar o STF a reverter a curto prazo a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. É a única saída que interessa a partir de agora ao ex-presidente.


E o xadrez presidencial começou a se desenhar justamente durante o pesadelo de Lula. Enquanto ele enrolava a Justiça na sexta-feira (6), Henrique Meirelles anunciava a saída da Fazenda para viabilizar sua candidatura ao Planalto pelo MDB.

Na mesma tarde, Geraldo Alckmin renunciava ao governo paulista para concorrer à Presidência pelo PSDB. No dia seguinte, em meio ao discurso feito por Lula em São Bernardo do Campo, Marina Silva (Rede) lançava, pela segunda vez em cinco meses, a sua pré-candidatura.

Teve ainda a filiação do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao PSB sob a expectativa de que possa disputar a sucessão de Michel Temer.

Os quatro movimentos, entre sexta e sábado ?"de Meirelles, Alckmin, Marina e Barbosa?", foram naturalmente ofuscados pela prisão de Lula, que liderou os cenários de primeiro turno das recentes pesquisas.

O quarteto se junta a peças que se movimentam no tabuleiro há mais tempo: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, o presidente Temer, Manuela D'Ávila, Guilherme Boulos e Álvaro Dias. Cada passo terá relevância até as convenções partidárias, entre 20 julho e 6 de agosto.

O comportamento do PT será de risco. Não vai admitir o plano B, que já poderia se contrapor nas ruas a esses nomes acima. Manterá o discurso de que seu líder maior, preso em Curitiba, é o candidato em outubro. Discurso ilusório aos seus eleitores e que custará caro nas urnas.
Herculano
09/04/2018 10:13
DILMA É FICHA SUJA, POR ISSO NÃO SERÁ CANDIDATA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros.

A ex-presidente Dilma ameaça disputar vaga no Senado por Minas Gerais, estado que abandonou há décadas, mas a Lei Ficha Limpa é clara: é inelegível o condenado por órgão colegiado por crime contra a administração. Foi o caso dela. Além disso, provocado, o Supremo Tribunal Federal deve anular o anedótico fatiamento que a cassou, mas não suspendeu seus direitos políticos por 8 anos, como prevê a Constituição, segundo garantiram ministros do STF a esta coluna.

CONTRA O ERÁRIO
Está no artigo 1º da Lei das Condições de Inelegibilidade, alterado pela Ficha Limpa: crimes contra a administração determinam inelegibilidade.

SEM SOMBRA DE DÚVIDA
"No caso concreto", uma ação civil pública impediria o registro da candidatura de Dilma, explicou um dos mais notáveis ministros do STF.

RESOLUÇÃO ESPERTA
A Resolução 35/2016 do Senado não inabilitou Dilma automaticamente, mas cassou o mandato "sem prejuízo das demais sanções judiciais".

REJEIÇÃO ELEVADA
Mineira de nascimento e gaúcha por opção, ao ser expulsa do Palácio do Planalto Dilma registrava índices recorde de rejeição em Minas.

DIPLOMATAS DA ERA PT MANDAM MUITO NO ITAMARATY
Apesar de o ministro ser o tucano Aloysio Nunes, a cúpula de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores continua premiando as estrelas da era PT que tiveram papel central na política externa que fez do Brasil um "anão diplomático", na definição do governo de Israel. Antonio Simões, militante bolivariano e entusiasta do semi-ditador venezuelano Hugo Chávez, ganhou um dos postos mais importantes para os diplomatas brasileiros, o de embaixador do Brasil no Uruguai.

DE BARRIGA CHEIA
Antonio Patriota, ex-chanceler de Dilma, é o embaixador em Roma. Luiz Alberto Figueiredo, outro ex-ministro do PT, ganhou Lisboa.

BEM FEITO
Brasileiros em Nova York, inclusive jornalistas, dizem estar cansados de ouvir Mauro Vieira, hoje na ONU, fazendo pouco de Temer.

ELE VIROU A CAÇA
Indagado pela coluna sobre a influência petista no Itamaraty, o presidente Michel Temer disse que não faria "caça às bruxas".

SEM DIREITOS, SEM PALANQUE
O ex-presidente Lula tem status de condenado com execução provisória da pena. Mas quando ocorrer o trânsito em julgado da sentença, ele terá os direitos políticos suspensos.

PRESÍDIO À ESPERA
A pena de Lula, de 12 anos e 1 mês de prisão, não pode ser cumprida em "sala especial" com banheiro privativo e água quente, mas sim em unidade prisional - em Curitiba ou na cadeia de Tremembé, São Paulo.

BURROCRACIA À BRASILEIRA
A pretexto de "agilizar" o atendimento, o Consulado do Brasil em Miami agora exige "pré-cadastro" na internet, só para lembrar ao brasileiro mal acostumado com a eficiência americana que no Brasil prevalece a ditadura de burocratas dificultando a vida de quem lhes paga o salário.

MORO PRIVILEGIA LULA
Magistrados experientes têm feito reparos à deferência do juiz Sérgio Moro em relação a Lula, quando ordenou a prisão. Um deles advertiu: "A deferência em razão do cargo que não mais exerce é privilégio".

E O JUIZ DE EXECUÇÕES?
Outro reparo ao mandado de prisão assinado por Sérgio Moro: o certo seria expedir Carta de Guia (ou Carta de Sentença) e remetê-la ao juiz de execuções penais, que é a autoridade que executa a pena.

MISSÃO NÃO ERA DA PF
Recebendo a Carta de Guia, o juiz de execuções penais decretaria a prisão de Lula, que deveria ser cumprida pela Delegacia de Vigilância e Capturas. Não é atribuição da Polícia Federal.

BANDIDOS À SOLTA
Delinquentes com bandeiras do PT e MST, que emporcalharam com tinta vermelha a fachada do prédio onde mora a ministra Cármen Lúcia, em BH, precisam ser identificados e presos. Isso e intolerável.

A VIDA NÃO É ASSIM
A defesa das audiências de custódia tem sido frequente apenas entre autoridades que, protegidas por seguranças, não se sentem ameaçadas pela libertação em massa de presos em flagrante.

PENSANDO BEM...
...dez anos depois, virou tsunami a "marolinha" do governo Lula.
Herculano
09/04/2018 10:04
VOTO DE ROSA WEBER DEVE GARANTIR PRISÃO NA 2ª INSTÂNCIA, por Josias de Souza

O Supremo Tribunal Federal deve discutir na quarta-feira pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional para que sejam impedidas as prisões de condenados na segunda instância. Relator da causa, o ministro Marco Aurélio Mello planeja dividir a decisão com os seus dez colegas. O PT aposta numa mudança da jurisprudência em vigor desde 2016. Isso colocaria Lula em liberdade. Contudo, os próprios ministros da banda da Suprema Corte contrária às prisões estão pessimistas quanto à possibilidade de reviravolta. O voto decisivo será novamente o da ministra Rosa Weber. Ela sinaliza internamente a propensão de manter inalterada a jurisprudência.

Em 2016, o Supremo deliberou três vezes sobre a matéria. Em todas elas manteve o entendimento segundo o qual a prisão de sentenciados em segunda instância não afronta o princípio constitucional da presunção de inocência. Na última votação, realizada em outubro de 2016, essa posição prevaleceu por 6 votos a 5. Rosa Weber foi voto vencido. A despeito disso, ela vem respeitando a decisão da maioria ao julgar pedidos de habeas corpus. Mantendo a coerência, votou na semana passada contra o pedido de Lula para não ser preso. Foi graças ao seu voto que Sergio Moro pôde expedir o mandado de prisão do ex-presidente petista.

No pedido de liminar, o PEN sustenta que Rosa Weber retomará sua posição original, contra as prisões, ao analisar a questão em termos genéricos, sem vinculação com nenhum caso específico como o de Lula. O partido realça, de resto, que Gilmar Mendes, que havia votado a favor do encarceramento em 2016, mudou de posição. Com isso, haveria maioria para aprovar as duas ações diretas de constitucionalidade que questionam no Supremo as prisões antecipadas ?"mesmo que seja apenas para retardar a execução das penas até o julgamento dos recursos no STJ, um tribunal de terceira instância.

Além da sinalização interna, Rosa Weber tomou distância da política de celas abertas no voto da semana passada. Se mantiver sua posição, a prisão na segunda instância seria preservada no Supremo pelo mesmo placar anotado na rejeição do habeas corpus de Lula: 6 a 5. Ao votar contra o pedido de Lula, a ministra deixou antever que não considera razoável alterar uma jurisprudência do Supremo tão recente quanto a que foi fixada em 2016. Realçou a necessidade de oferecer segurança jurídica.

Eis o que disse Rosa Weber: "A imprevisibilidade por si só qualifica-se como elemento capaz de degenerar o Direito em arbítrio. Por isso aqui já afirmei, mais de uma vez, que compreendido o tribunal, no caso o Supremo Tribunal Federal, como instituição, a simples mudança de composição não constitui fator suficiente para legitimar a alteração da jurisprudência."

Sem mencionar o nome de Gilmar Mendes, Rosa acrescentou que a mudança conjuntural da opinião de ministros também não é suficiente para mudar a jurisprudência. Ela citou o filósofo do Direito Frederick Schauer, professor da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos: "Espera-se que um tribunal resolva as questões da mesma maneira que ele decidiu no passado, ainda que os membros do tribunal tenham sido alterados ou se os membros dos tribunais tenham mudado de opinião'."

A ministra citou também Neil Markovitz, professor da universidade escocesa de Edimburgo, "para quem fidelidade ao Estado de Direito requer que se evite qualquer variação frívola no padrão decisória de um juiz ou tribunal para outro." Acrescentou que o vaivém em curto período de tempo produz indesejável incerteza: "A consistência e a coerência no desenvolvimento judicial do Direito são virtudes do sistema normativo enquanto virtude do próprio Estado de Direito."

Rosa Weber prosseguiu: "As instituições do Estado devem proteger os cidadãos de incertezas desnecessárias referentes aos seus direitos. Embora a jurisprudência comporte obviamente evolução, porque, insisto, a vida é dinâmica, a sociedade avança, o patamar civilizatório se eleva, é o que pelo menos se deseja, e o Direito segue, a atualização do Direito operada pela via judicial, pela atividade hermenêutica dos juízes e tribunais, há de evitar rupturas bruscas e ser justificada adequadamente."

O PT cogita acionar os movimentos sindicais e sociais que se opõem à prisão de Lula para bater bumbo defronte do Supremo. Deve adensar também o acampamento já instalado nas proximidades da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso. Tudo isso para pressionar o Judiciário. Um pedaço minoritário do petismo avalia que esse tipo de pressão pode surtir efeito contrário. Até aqui, a tática de confrontação fez de Lula um colecionador de derrotas judiciais. Acumula revezes nas quatro instâncias do Judiciário ?"da 13ª Vara de Sergio Moro até o Supremo, passando pelo TRF-4 e o STJ.

Para a força-tarefa da Lava Jato, a importância da manutenção da regra sobre prisão vai muito além do caso Lula. Avalia-se que a prisão em segunda instância é essencial também para punir outros encrencados graúdos. Sobretudo num instante em que o Supremo está na bica de limitar a abrangência do foro privilegiado, remetendo para a primeira instância encrencados protegidos sob a marquise dos mandatos eletivos ou dos cargos ministeriais. No limite, o próprio Michel Temer estará ao alcance de procuradores e juízes do primeiro grau quando descer a rampa do Planalto, em 1º de janeiro de 2019.
Herculano
09/04/2018 10:02
GUERRA PELO FUTURO, por J.R. Guzzo, na revista Veja

O Supremo Tribunal Federal, por um triz, acaba de tirar o Brasil de uma descida perigosa, talvez fatal, em direção à desordem imediata. Já não existe aqui há muito tempo um regime que preencha boa parte, talvez a maioria, dos requisitos necessários para merecer a classificação de "democracia". Mas, se for feito um pouco mais de esforço para piorar as coisas, todos podem ter uma certeza: a democracia brasileira, mesmo essa droga de democracia que ainda há por aí, vai para o espaço. O ex-presidente Lula, com o apoio em peso de tudo o que existe de mais potente na corrupção brasileira, quis um "salve" do STF para invalidar todas as decisões da Justiça que o condenaram até agora ?" quis receber, oficialmente, um certificado de indulto. Quase levou. Naturalmente, vai continuar tentando, incentivado pela presença na Suprema Corte de ministros que militam abertamente em favor da impunidade. Aposta na confusão, no desmanche progressivo do governo que ele próprio legou ao país e nas "pesquisas eleitorais". É, cada vez mais, um tudo ou nada.

Na verdade, o que esteve realmente em jogo no STF foi o desfecho de mais um confronto na guerra aberta que existe hoje para controlar o futuro do Brasil. É algo maior do que Lula, ou mais que uma pura e simples questão de justiça ?" a punição, como manda a lei, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelos quais ele foi condenado a doze anos de cadeia nos dois níveis do Judiciário que o julgaram até o momento. A verdadeira disputa, em toda essa história, sempre foi para decidir se continuará a mandar no país, e a mandar na vida dos cidadãos, o sistema que está mandando hoje. Você sabe muito bem que sistema é esse ?" e sabe que Lula é, no momento, a figura mais importante para mantê-lo de pé. Trata-se da vasta federação de gangues partidárias, empreiteiras de obras públicas, altos burocratas do Estado, empresas que recebem favores do governo e mais toda a multidão de parasitas que, de uma forma ou de outra, vive à custa dos impostos que você paga dia e noite, e vai pagar até morrer. Essa gente está destruindo o estado de direito democrático no Brasil ?" quer dividir o país em duas categorias de cidadãos, os que são obrigados a cumprir a lei e os que estão autorizados a não respeitar lei alguma. É, no fim das contas, o grande combo de aproveitadores do Tesouro Nacional, de um lado, e a população brasileira, de outro. Eles operam em áreas diferentes, e têm caras diferentes, mas no conjunto são a mesma coisa e produzem os mesmos desastres.

É isso, exatamente, o Brasil de Lula ?" uma criatura deformada que foi sendo construída em torno e em cima de nós durante os últimos quinze anos. Ela transformou a democracia brasileira numa imitação degenerada do que deve ser um regime democrático decente - recolheu tudo o que havia de mais maligno na vida pública nacional até Lula chegar à Presidência da República, somou a isso os vícios novos trazidos ao governo pelo PT e produziu o país que aparece aí à sua frente. Esse Brasil de Lula, que hoje está em guerra para sobreviver, é muitas coisas ao mesmo tempo. É, em primeiro lugar, o país da impunidade - onde se quer assegurar ao rico e ao poderoso, que dispõem de dinheiro ilimitado para pagar advogados caríssimos, o direito de cometer crimes e não cumprir, simplesmente, as penas a que foram condenados.

O princípio jurídico pelo qual têm lutado com tanta ferocidade ministros do STF, bandidos de bolso cheio e es-critórios cinco-estrelas de advocacia penal é o seguinte: qualquer criminoso bem apoiado por defensores espertos, mesmo um assassino de crianças, só poderá receber punição se for condenado na "quarta instância". Isso quer dizer, segundo eles, que é preciso condenar o sujeito quatro vezes seguidas, durante anos a fio, para que ele pague pelo crime que cometeu. Uma aberração como essa não existe, pura e simplesmente, em nenhum país civilizado do mundo - ali um condenado como Lula vai para a cadeia, e pronto. É claro que esse "princípio legal" é apenas uma trapaça para não punir nunca o delito - mesmo porque, depois de anos e anos à espera de uma decisão, ele "prescreve", ou deixa de ser delito. Nossos altos magistrados ainda insultam a população que lhes paga o salário (mais benefícios) dizendo que a liberdade até a "quarta instância" é um "direito de todos os brasileiros". É uma mentira grosseira. Quem tem dinheiro para sustentar anos de processo na Justiça? A "presunção de inocência" é coisa privativa de milionário. Dos 700?000 brasileiros hoje na cadeia, quase 300?000 são presos "provisórios" ?" nada de "instâncias", nem embargos, nem agravos, nem outras tramoias judiciárias para eles. Os ministros pró-­Lula, obviamente, querem que todos se lixem. Seu único interesse, do primeiro ao último minuto, foi salvar a impunidade que abençoa a elite brasileira há 500 anos, e da qual Lula é hoje o senhor de engenho número 1.

O Brasil de Lula é um Brasil sem Lava-Jato - a operação judicial que pela primeira vez em toda a história do país prendeu, processou e condenou a penas de prisão dezenas de marginais de primeiríssima potência. São donos de empreiteiras, arquiduques das diretorias supremas da Petrobras e outras estatais, altos executivos de empresas, políticos ladrões, chefes de partidos e toda a subespécie de delinquentes que vêm da mesma sarjeta. A principal atividade da vida deles é roubar o Estado, ou seja, roubar os impostos que você paga; muitos confessaram seus crimes. Que prova melhor que isso alguém pode esperar? Desde 1500 toda essa manada viveu, prosperou e se multiplicou sem ser incomodada; é óbvio que quer continuar assim para sempre. Lula é o pau que segura esse circo. Mas é claro que não está sozinho: sua impunidade ajudaria a impunidade de uma multidão de fora da lei. Alguém notou que praticamente ninguém, num Congresso Nacional com 513 deputados e 81 senadores, abriu a boca para comentar o julgamento do STF? Alguém notou o silêncio geral dos governadores e prefeitos? Por que seria, não? Porque a grande maioria está no mesmo barco de Lula, torcendo para ele, apavorada com a Lava-Jato e disposta a tudo para continuar não apenas fora da cadeia, mas no desfrute da licença oficial que tem para roubar. E o presidente da República, então? Foi enfiado no cargo diretamente por Lula, que o impôs como vice na chapa de Dilma Rousseff; sua calamidade é a calamidade do PT, que até há pouco gritava "Fora, Temer". Está sendo acusado de crimes rasteiros, nomeia para o seu ministério políticos que têm certificado público de ladrões do Erário ?" e, obviamente, gostaria muito que os ministros do STF criassem a doutrina jurídica da punição pós-morte, pela qual o indivíduo só poderia ser punido depois de morrer.

Também esteve em julgamento no STF, lutando para sobreviver, o Brasil da farsa. Nesse país de mentira, Lula é apresentado como tudo aquilo que não é. Os "juristas", por exemplo, sustentam que o ex-presidente é um cidadão que precisa ser protegido das possíveis arbitrariedades da Justiça, como 200 milhões de outros; mantê-lo fora da cadeia, segundo eles, não é nenhum favor pessoal, Deus nos livre e guarde, mas apenas uma decisão corajosa que garante o direito "de todos". Os cúmplices, os serviçais e os simples devotos de Lula, por sua vez, afirmam que sua condenação não tem nada a ver com o fato de que, segundo decidiu legalmente a Justiça brasileira, ele é um ladrão, culpado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula, de acordo com eles, só está com doze anos de cadeia nas costas porque "é o maior líder de esquerda em todo o mundo". Sendo assim, "o capitalismo" jamais iria permitir que ele continuasse salvando os pobres do Brasil. E a roubalheira alucinante da Petrobras, mais todo o resto do seu governo? E os seus amigos e sócios no poder que confessaram os próprios crimes de corrupção? E os bilhões em dinheiro roubado que devolveram? Não é por aí, jura o Sistema Lula. O único problema do chefe é ser um homem de esquerda.

Esse Brasil da farsa foi criado por anos seguidos de propaganda em massa, toda ela paga com o seu dinheiro ?" da mesma forma como é o seu dinheiro, e nenhum outro, que está pagando esses honorários monstruosos aos advogados da turma toda, desde Lula até o ladrãozinho mais meia-boca, desses que levam um Land Rover ou uma cozinha equipada e se dão por satisfeitos. Não tem a ver apenas com o presidente ?" vai muito além. Trata-se do país do trem-bala que não existe, dos metrôs onde as estações para o aeroporto ou para o estádio, por exemplo, ficam a 1 quilômetro do aeroporto ou do estádio, ou das ferrovias que param no meio do nada ?" enquanto os trilhos já postos são roubados para ser vendidos a peso. É o país do Maracanã, reconstruído para os Jogos Pan-A­mericanos, depois para a Olimpíada e hoje abandonado ?" ou do Museu do Ipiranga, o maior de São Paulo, fechado desde 2013 com a promessa de ser reaberto em 2022. Nesse país nenhuma obra pública é feita levando em conta o interesse do público: ou sua função é beneficiar o construtor e os seus cúmplices nos governos, ou então a obra não é construída. O Brasil da mentira, que briga tanto para sobreviver, é o país do "avanço social", do "resgate dos pobres" e de outras invenções dos governos Lula e Dilma. Até hoje não se sabe de nenhum rico que tenha ficado pobre em qualquer desses dois reinados. Ao contrário, temos 150?000 milionários (em dólares) por aqui, segundo as últimas contas; nenhum outro país da América Latina tem tantos. Quem ganhou mais dinheiro no país das "conquistas sociais"? Marcelo Odebrecht, o empreiteiro-modelo de Lula, ou o miserável do Bolsa Família? Joesley Batista ou o pobre coitado da fila do ônibus? Quem se deu melhor, por causa dos feitos do ex-presidente: os pobres que "começaram a andar de avião" ou a turma que comprou jatinho? O "trabalhador brasileiro" ou Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e tantos outros aliados íntimos do Complexo Lula-PT?

A decisão do STF não faz desaparecer esse Brasil do mal - nada, isoladamente, tem a capacidade de fazer tanto. Mas pôs uma barreira, sem dúvida, ao avanço de todos os que querem, através da desmoralização aberta da lei, impedir que este país se torne uma democracia de verdade.
Herculano
09/04/2018 10:00
QUANDO A LEI VIRA UM FLA-FLU DE ENTENDIDOS PARA ILUDIR A MASSA IGNARA

O analista Reinaldo Azevedo, um socialista convertido em em conservador, criador da expressões como petralha e esquerdopata, é um dos poucos ícones na grande mídia a resistir a prisão esgotados os recursos na segunda instância, como já aventou em jurisprudência o próprio Supremo Tribunal Federal há dois anos, mas que agora quer rever esta decisão para alinhá-la ao texto da Constituição Federal e assim salvar os poderosos.

Se salva Lula, salvará Cunha, Aécio, Temer e tantos outros. Esta é a regra que está em jogo e liderada pelo ministro Gilmar Mendes, o que quer mudar de ideia e mudar o entendimento da Corte Suprema.

Estranho mesmo é que ele, Gilmar pode mudar de posição, o que é aceitável e deve se respeitar isso, mesmo em tão curto espaço de tempo e que enseja casuísmos. Mas o mesmo Gilmar, sem saber ao certo, está condenando antecipadamente, se a ministra Rosa Weber também mudar o seu entendimento anterior, contrariar a posição de Gilmar e manter o entendimento jurisprudencial da corte pela prisão em segunda instância continuar.

Entre centenas de opiniões no blog de Reinaldo, pincei esta, de um leitor gaúcho (presumo pela bandeira) e que se declara chamar-se Carlos Etwitt. É o entendimento popular. Ora se uma constituição é feita pelos representantes do povo e se a nação é tomada por assalto pelos representantes do povo, nada mais prudente do que se proteger, aperfeiçoando os mecanismos da leis, com os entendimentos jurisprudenciais aceitos largamento no nosso sistema judicial.

A CAMPANHA LACAIA PELA OPERAÇÃO ABAFA CONTINUA:
1- Como explicar para o mundo que em 77 anos da República, em apenas 7 por casuísmo comprovadamente equivocado foi considerado Inconstitucional a prisão em 2ª Instância?

2- Como explicar que desejam implantar a Jurisprudência da IMPUNIDADE que vigorou apenas entre 2009 e 2016, SE em Toda História do STF APENAS ""9"" Ministros defenderam essa TESE CAGADA

3 - Como os Mnistros GIGI Barata e Dias PTóffoli, vão defender Tese de que a Decisão anterior do STF é Inconstitucional SE eles mesmos defendem posição Intermediária querendo a prisão após STJ?

4- Como explicar para a população que não se trata de Operação Abafa para Livrar Lularápio agora, e logo ali na Frente, livrar o Quadrilheiro Temer e o Corrupto Aécio?

5- Como explicar para a população que tentam inventar Regra diferente de todos Países Civilizados?
Herculano
09/04/2018 09:46
PEDAGOGIA POSITIVA, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, para o jornal Folha de S. Paulo.

Considero a pedagogia, entre todas as ciências humanas, a mais perdida. Só não deixa de existir, pura e simplesmente, porque ainda existem crianças e precisamos deixá-las em algum lugar pra se ocuparem e aprenderem, quando muito, coisas essenciais, como não matar os coleguinhas, contas de matemática (por enquanto) e ler e escrever (por enquanto). A pedagogia é a "ciência" que dá um tom sério para essa atividade de ocupação das crianças.

Uma nova modinha assola a coitada da pedagogia. A tal da pedagogia positiva.

O que viria a ser essa modinha, em poucas palavras?

Simples: ensine apenas elogiando os alunos. Veja bem, qualquer professor que tenha o mínimo de amor e cuidado com seus alunos não irá maltratá-los.

Ninguém consegue muita coisa humilhando alguém no processo do ensino. Apesar de, infelizmente, existirem muitos professores que exercem sua função a partir do ressentimento de se sentirem irrelevantes e anônimos e da simples pobreza material devido aos salários miseráveis que ganham.

Mas, dito isso, vejamos de mais perto o dano que uma pedagogia positiva pode causar aos já devastados jovens que estamos criando nesse mundo de idiotas de tudo.

A tese central parece ser que você não deve constranger um aluno apontando seus erros.
De novo: é evidente que devemos apontar erros com cuidado porque erros ferem nossa autoestima, pouco importa se você tem 8 ou 80 anos.

Mas dizer que devemos sempre ver tudo do "ponto de vista positivo" ou esconder qualquer forma de negatividade na experiência de formação é um erro típico da virada paradigmática para a idiotia que acometeu o mundo desde o fim da Guerra Fria.

Olhar as coisas de "um ponto de vista positivo", neste sentido, não significa apenas olhar o lado "legal das coisas". Significa a busca da eliminação das dimensões negativas (diria eu, quase no sentido dialético) da realidade.

Qualquer pessoa minimamente madura sabe que a negatividade é elemento essencial da preparação de uma pessoa pra vida adulta.

Os ruídos, as contradições, os fracassos, os momentos de desespero e de derrota nos ensinam mais do que o sucesso.

O sucesso, ao contrário, pode fazer de você uma pessoa retardada mental que pensa que tudo pode ser passível de enquadramento em alguns poucos passos "positivos".

Esta forma de pedagogia positiva descende direto de um utilitarismo degradado.

O utilitarismo é uma escola ética britânica, de enorme impacto no mundo contemporâneo, que define o bem como a aquisição de bem-estar para a maioria da população.

Nada contra. Quem quer sofrer, afinal de contas?

O problema da aplicação sistemática e absoluta do utilitarismo, já apontado por críticos da teoria, como Aldous Huxley (1894-1963), é que ele desumaniza o homem na medida em que o torna escravo de "mais bem-estar". Nesse processo, chegamos ao ponto de abrir mão de qualquer coisa que não some a esse aumento de bem-estar.

O resultado é que nos transformamos em retardados alegres.

E aí voltamos à pedagogia positiva. Ao negar sistematicamente a contradição e a negatividade na experiência da formação, nos juntamos à já crescente tendência de recusa do amadurecimento, presente no utilitarismo absoluto, que anda passo a passo com o chamado empoderamento do consumidor, que é, em si, uma criança velha exigindo sua satisfação contínua.

A negatividade, compreendida como a experiência do contraditório e do incontrolável pelo meu desejo de felicidade narcísica, ao ser eliminada da equação pedagógica, reduz a educação a um vazio de humanidade.

A humanidade é muito mais humana no contato com a negatividade do que com a positividade.
Aquela nos ensina os limites e os fracassos (e a vida é cercada pelo fracasso), esta nos ensina que Papai Noel tem sempre nosso nome em seu coração. Depois, quando encontramos esses jovens por aí e os chamamos de milênios chatos e mimados, não lembramos que nós os ensinamos a incapacidade de lidar com a negatividade.

Esta incapacidade habita o vazio de nossos corações de adultos imaturos a abraçar árvores por aí.

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