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Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

12/12/2016



AS ILUSTRAÇÕES I
Na semana passada o Brasil quase parou por causa do presidente do Senado, Renan Calheiros, PMDB-AL. Ele mandou a Justiça se ajoelhar para ele. Ai se isso não acontecesse! Haveria, segundo Renan mandou os seus capitães do mato espalhar, uma crise institucional. O Brasil quebraria. Michel Temer seria destronado e o PMDB, perderia a bocarra que engole verbas. Meu Deus! Antes, entretanto, naquelas cenas patéticas e de constrangimento público, Renan mandou um Oficial de Justiça plantar batatas. Tudo para não cumprir uma ordem judicial. Cínico, depois de tudo isso e da Justiça realizar o que ele pautou para ela, afirmou que “decisão judicial não se discute, cumpre-se”.

AS ILUSTRAÇÕES II
Essa zombaria veio contra o Supremo, a mais alta corte do país, só depois que o STF se diminuiu naquilo que é obrigação dele e permitiu a continuação da cara sujeira dos políticos no poder de plantão. Tudo para o “bem do Brasil”. A decisão não se fundamentou exatamente na lei, mas um suposto patriotismo. Esse “patriotismo” une os poderosos; enfraquece a Constituição. Esse “gesto patriótico” como classificou o próprio Renan em nota escrita para comemorar mais uma de suas vitórias contra a Justiça, diz hermeneuticamente que a lei só serve para os adversários, pobres, pretos e putas, esta casta de cidadãos que atrapalham a vida dos poderosos porque exige deles, decência e igualdade de tratamento aos demais cidadãos.

AS ILUSTRAÇÕES III
Para completar, na sexta-feira, sábado e domingo, pela imprensa, o Brasil conheceu a dimensão mais ampliada da podridão de partidos, políticos, empresários, gestores públicos, nos vazamentos das propostas de delação premiada. Todos, unidos, como “patriotas” sacaneando o futuro dos idiotas – os brasileiros pagadores de pesados impostos - e do país. Deflagrou-se sem pudor a bandeira: corrupção não possui partido, mas sua gênese é insaciável e dignifica a política partidária, dirigentes e políticos. Como diria um promotor conhecido: Nojo! Em homenagem, devido ter mais o que escrever, e não repetir nesta edição sobre os dois fatos – Renan e vazamentos -, resolvi expor uma coleção de ilustrações desses dos cenários na coluna desta terça-feira. Os artistas, penso, exprimem melhor o sentimento do esgotamento desse modelo de sobrevivência do poder de plantão, seja ele ocupado por qual partido for, os quais mais parecem facções criminosas disputando pontos e territórios fora das cadeias, onde todos deveriam estar se houvesse uma consciência cidadã e o exercício da lei por quem é pago para nos representar. E por derradeiro: você acha que isso é só em Brasília? Nos grotões as vezes é até pior diante da proximidade, das pressões e falta de imprensa livre.



O ANO DA ENCRUZILHADA
O jornalista, escritor e ex-político ativista (PV), Fernando Gabeira, ao encerrar o seu artigo na edição de domingo do jornal O Globo, sob o título acima, escreveu: “Está tudo ficando cristalino e esta é uma das grandes qualidades de crises profundas. Se o Congresso quiser marchar contra a vontade popular, que marche. Se o Supremo continuar essa enganação para proteger políticos, que continue. Importante é a sociedade compreender isto com clareza. E convenhamos: se quiser tolerar tudo, que tolere. A chance de dar uma virada e construir instituições democráticas está ao alcance das mãos. Com um décimo da audácia dos bandidos, as pessoas bem-intencionadas resolvem essa parada”.

FAXINA NA CÂMARA I
Voltemos a Gaspar e Ilhota, os retratos do Brasil. Faxina na Câmara de Gaspar? Calma! Não me refiro à reeleição de apenas dois dos 13 vereadores – é verdade que nem todos foram à reeleição. Esclarecendo: os vereadores - convocados pela mesa diretora - que representam a atual Câmara fizeram na semana passada uma reunião para “acertar” a pauta desta terça-feira. Foi, na verdade, a última tentativa de golpe do PT pois está acostumado a tratorar a política na cidade; tudo nos seus interesses de mando e poder. O PT queria preparar o ambiente que ele já sabia por antecipação – por tudo que aconteceu nas eleições de outubro - ser hostil. E por que? É que o PT voltou ao tamanho dele: quatro vereadores e sem a ajuda do PP e PSD nos arranjos que tinha, não possui mais a maioria para impor. Diante desse novo quadro, o PT não conseguiu manobrar, chantagear, fazer àquelas votações polêmicas, rápidas, e de goela abaixo da última sessão do ano, como acontecia quando José Hilário Melato, PP e Marcelo de Souza Brick, PSD, eram presidentes num arranjo de submissão ao PT. E na semana passada o presidente do PT e líder do governo de Pedro Celso Zuchi, José Amarildo Rampelotti, esperneou. Em vão. Percebeu que o PT além de perder humilhantemente nas eleições, perdeu o poder, o mando na Câmara. Teve sorte de eleger três (novos e não reconduzir nenhum, numa rejeição absoluta) vereadores.

FAXINA NA CÂMARA II
Voltando. A convocação daquela reunião foi do presidente da mesa, Giovânio Borges, PSB. Mas, ele, espertamente, lavou as mãos; nem apareceu. Giovânio deve o cargo ao PT e não ficaria bem se desgastar durante reunião nas armações do PT. Amarildo tentou dar as cartas. Foi contido. Suas argumentações, discursos em alto som e raiva não assustaram mais ninguém. Quem praticamente armou o jogo foi Luiz Carlos Spengler Filho, o Lu, PP e que foi eleito vice-prefeito para os próximos quatro anos. Evitou a tranca. O curioso, foi o silêncio do mais longevo, o mais esperto e entendido – de verdade – vereador da Casa, José Hilário Melatto, PP, e que vai para o Samae na nova administração PMDB/PP. Também como ex-presidente quase eterno, estava numa sinuca de bico diante de dois senhores: a coligação que elegeu com Kleber Edson Wan Dall e a quem serviu quase durante oito anos, Pedro Celso Zuchi, PT.

FAXINA NA CÂMARA III
Resumo da reunião: onze projetos foram para o “arquivo” por diversos motivos e apenas seis serão apreciados ainda este ano. Escrevo a coluna antes da apresentação da pauta da sessão de hoje, apesar do combinado, ainda poderá haver surpresas. Ela tem saído em cima do laço ou por falta de assunto ou para não gerar polêmica antecipada aqui nesta coluna. Os Projetos de Lei ou os Projetos de Lei complementares que foram arquivados, se não tiverem vícios constitucionais, a maioria poderá voltar à pauta na próxima legislatura.

FAXINA NA CÂMARA IV
O que se combinou não mais apreciar este ano ou então arquivar? O Projeto de Lei Complementar 01. Ele trata do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. Era mais um presente de grego que o PT queria dar ao PMDB e PP. Por que de grego? O PT passou longe desse assunto polêmico durante oito anos e no último dia de governo resolveu dá-lo como prioritário. Tudo sem uma discussão ampla. E ainda quer colocar a culpa do seu adiamento nos outros. Brincadeira. Esse PLC poderia criar dificuldades para o próximo governo. Por isso, o quer negociar e reestruturá-lo, ganhar os bônus políticos – se tiver nesse ambiente de crise econômica - antes de enviar à Câmara. Além disso, está em curso no Congresso um novo regime de previdência pública no Brasil. O PLC 07 ao Plano Diretor. Ele institui o Fundo Municipal de Proteção ao Patrimônio é outro que foi ao arquivo. Não pode ser votado porque cria despesa e não é permitido em ano de eleição. O PLC 09 ao Plano Diretor e que é o Código de Posturas teve o mesmo destino. É que a próxima administração quer olhar a matéria e para piorar, como é do feitio da administração petista que faz tudo entre os seus nos gabinetes, os fiscais não foram consultados e querem fazer sugestões. O mesmo aconteceu com PLC 11 ao Plano Diretor trata do Código de Obras.

FAXINA NA CÂMARA V
Foram ainda para os arquivos e não devem ser apresentados na sessão desta terça-feira, os Projetos de Lei 56/2014, do vereador José Hilário Melato PP. Ele padronização às calçadas. É inconstitucional, pois dá atribuição ao Executivo. O PL 25 de Luiz Carlos Spengler Filho, PP também foi ao arquivo por ser inconstitucional. Tratava da proibição da prestação de serviços de vigilância de cães de guarda com fins lucrativos. O PL 66: ele institui a Família Acolhedora. Este é um assunto delicado. Tem cheiro de desmonte dos abrigos e a próxima administração quer gerenciar este assunto numa retaliação à política adotada pela juíza que passou por aqui, Ana Paula Amaro da Silveira. Ao arquivo o PL 67. Ele cria o Manual de Ocupações dos Cargos de Provimento Efetivo. Estranho: o Sintraspug não participou das discussões. O PT é assim: se o sindicato for do aparelho, ele cala e se não for, ignora-o. Queria-se velocidade na sua tramitação para dar lições aos servidores. E alguns diziam ser ele mais um pacote de maldades para atingir algumas pessoas. Outro que foi ao arquivo é o PL 68. Trata-se do Plano Municipal de Saneamento Básico. São mais de 500 páginas. Ufa! E por conta disso, não houve tempo para discuti-lo nas comissões, com os vereadores, com técnicos e a com sociedade. Aliás, o saneamento básico em Gaspar só existe no papel, nos discursos e na folha de pagamento. Vergonha.

FAXINA NA CÂMARA VI
Mas nos projetos arquivados há dois que chamam a atenção. O primeiro deles é PL 71, de autoria dos vereadores Giovânio Borges, PSB e Marcelo de Souza Brick. É que já há federal regulamentando de quem é a competência original sobre este assunto. Mas aqui, sem ideia melhor, ambos resolveram criar regras fora das suas alçadas. Faltaram, no mínimo pesquisa, conhecimento e assessoramento. Trata sobre a obrigação da expedição de receitas médicas e odontológicas digitadas em computador, datilografadas ou manualmente em letra de forma. Datilografadas e em letra de forma? Jovens esses vereadores com temas ultrapassados? Datilografia? Já é peça de museu. Hum!

FAXINA NA CÂMARA VI
A outra proposta do governo do PT, PDT, Pedro Celso Zuchi e que foi para o arquivo é um deboche com a história e desenvolvimento econômico da cidade. Aliás, isso é próprio dos petistas não apenas os de Gaspar ou os de Blumenau que mandam nos daqui. Eles teimam em construir as suas narrativas e contar a história segundo a sua ótica, desprezando valores e passado. Uma vergonha. Foi assim quando quiseram banir o nome do Belchior para transformá-lo em Distrito. Pior vergonha – no Belchior não aconteceu isso -, é a falta de reação por parte das lideranças que diante do medo e dos interesses, mancham a sua própria história. Já tinha escrito sobre isto aqui, mas todos da imprensa ficaram quietinhos para não desagradar políticos vingativos e sem noção ainda no poder. Trata-se do PL 73. Ele denomina a praça onde era o antigo posto de saúde – derrubado na calada de um sábado e até hoje sem motivos esclarecidos -, na Rua São José, como empresário Leopoldo Theodoro Schmalz, o fundador das Linhas Círculo. O PT vetou à época à sugestão do nome dele levada à Câmara pelo PMDB para a ponte do Vale. Um bafafá, danado. Desrespeito. O PT, “guardava” nos arranjos políticos, o nome e aguardava a morte (23 de julho de 2014, aos 92 anos) do ex-prefeito Dorval Rodolfo Pamplona (1956 a 1961), UDN, para homenageá-lo. Nada contra o nome, mas às circunstâncias provocadas pelo PT para a disputa política partidária e de poder enfraquecendo os legados de agentes da história gasparense. Agora, diante da derrota nas urnas e da afronta do PT com o empreendedor visionário para a época, a maioria dos vereadores reconheceu que se trata de uma humilhação a proposta petista para Schmalz, segundo o que se ouviu na reunião da semana passada. “Trata-se de homenagem sem relevância a uma pessoa tão importante”, comentaram. Pior. Para completar o desleixo, segundo os analistas da Câmara, faltou à prefeitura anexar documentos mínimos e necessários para o PL ir adiante. É preciso comentar mais alguma coisa? Acorda, Gaspar!



CANALHAS I
Na terça-feira da semana passada, fiz um comentário sob este título, mostrando o quanto o governo do presidente da Bolívia, o bolivariano Evo Morales, era culpado na queda do avião da delegação da Chapecoense. Como sempre, a esquerda do atraso, devolveu-me as pedras em dobro. É próprio de quem mata, mas culpa os outros e ao mesmo tempo lava as mãos. Pois bem. Ainda recebia os pedradas, quando surgiu a notícia de que funcionária de tráfego aéreo Celia Castedo Monasteiro, em Santa Cruz de la Sierra que, segundo as autoridades bolivianas, autorizou a decolagem do avião da companhia Lamia, pedia asilo às autoridades brasileiras via a Polícia Federal e ao Ministério Público em Corumbá, no Mato Grosso. Ela é procurada pela Promotoria boliviana sob a acusação de “descumprimento de deveres e atentado contra a segurança de voo”. Ai, ai, ai.

CANALHAS II
O dito popular se fez mais uma vez: a corda sempre estoura no lado dos mais fracos quando os interesses de poderosos estão em jogo, quando o poder é centralizador, corrupto e se estabelece no tráfico de influências aos amigos, apoiadores da causa e partidários. O que os agentes do governo boliviano queriam sob ameaças contra Célia e ela resistiu? Que a funcionária mudasse o relatório que fez apontando erros no plano de voo da Chapecoense. Ela tentava impedir o voo sem o mínimo de segurança. E por que as autoridades caçam Célia? Para livrar o governo de Evo da responsabilidade que teve pela Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares da Navegação Aérea) similar a Anac no Brasil. A Aasana é quem em última instância devia impedir o voo com base no relatório de Célia e evitar o acidente de repercussão mundial. A Aasana não acatou o relatório da funcionária e autorizou o voo da morte. Sabia de todos os riscos envolvidos em tal autorização. Preferiu atender os amigos, os poderosos, nos infiltrados no poder. Agora, quer apagar essas impressões digitais. Quer transferir a culpa para uma pessoa, livrar-se da responsabilidade e puni-la, deixar a única na cadeia, em algo que aparentemente, parece não ter culpa inteira. Célia, jura e está sendo apurado, que foi impedida por seus superiores para decidir naquilo que lhe pareceu óbvio, mas que feria os interesses de poderosos entrelaçados no poder estatal boliviano, do obedece quem tem juízo.



PRIMEIRO O MEU PIRÃO I
Na edição de sexta-feira, escrevi estas duas pequenas notas no “Trapiche” da coluna impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o de maior circulação por aqui, inclusive em Ilhota. E lá, depois que o atual prefeito Daniel Christian Bosi, PSD, resolveu boicotar o jornal porque não escondeu as mazelas políticas administrativas. Não deu certo. A circulação do jornal aumentou. E o boicote veio por recomendação do então secretário de Administração de lá e morador de Gaspar, coordenador de campanha de Daniel, Fernando Neves. Então vamos primeira nota da sexta: “Ilhota em chamas. O futuro prefeito Érico Oliveira, PMDB, mandou vetar o projeto de lei do vereador Luiz Fischer, PMDB, que dava as sobras anuais do duodécimo da Câmara para Saúde, a exemplo do que fez a Assembleia Legislativa”. A segunda nota: “Ilhota em chamas. O futuro prefeito quer as sobras da Câmara para comprar um caminhão de coleta de lixo. E a maioria dos vereadores concorda, apesar da saúde pública também estar um lixo e ter a obrigação de colocar nela 15% do orçamento anual”.

PRIMEIRO O MEU PIRÃO II
Thiago de Souza, morador de Gaspar, mas filiado ao PMDB vencedor do próximo governo de Ilhota, não gostou das notas. Um direito dele. E nisto não tiro a razão dele: eu não tenho a verdade e porque Thiago na associação com o PP possui interesse nesse pirão. Ele aguarda uma nomeação na teta do novo governo de Ilhota. Na rede social, em diálogo público, com o amigo dele, o advogado Aurélio Marcos de Souza, Thiago, fez o papel de garoto de recado. “Apenas gostaria de dizer que o Senhor Herculano deveria meter-se com sua cidade caro amigo Dr. Aurélio Marcos. Tem muita coisa em Gaspar e que ele não noticia em sua coluna pois não é de seu interesse anuviar a imagem de uma pessoa ou entidade. Essa em questão citada por vossa pessoa é uma questão de contexto e bem sabes. Temos ainda uma administração pública em Ilhota, incompetente, omissa e outros termos que você e eu pode definir, e a próxima ninguém pode dizer como será. Mas o povo de Ilhota apostou ser melhor. E quando se trata de saúde ter caminhões decentes coletando os resíduos da cidade é também tratar de saúde pública, chama-se saúde ambiental. Nesta discussão não irei entrar em como o direito deve ser usado, no entanto saliento que as duas ideias têm meu apoio, pois são boas ideias. E avise ao Herculano se tiveres contato com ele, antes de tentar deturpar a imagem de pessoas cuide de sua imagem e história. Aliás vamos ver o orçamento do jornal para qual ele escreve com colunista, dentro das prefeituras de nossa região. Então ele me aguarde. Meu amigo Dr. Aurélio Marcos gostaria de salientar que minhas considerações são em desfavor do colunista e não sua pessoa”.

PRIMEIRO O MEU PIRÃO III
O Thiago talvez não me conheça, mas sugiro perguntar antes ao seu sogro Silvio Rangel de Figueiredo, PDT. Sugiro ainda que Silvio e mostre a coleção da sua ex Gazeta do Vale ao seu genro, e o que ele escreveu sobre o ex-prefeito Luiz Fernando Poli, então no PFL, e que ao final da vida política, Poli e sem poder, juntou-se ao PDT de Sílvio, que agora se juntou ao PT de Pedro Celso Zuchi. Que mostra as edições em que denunciava as perseguições de Poli aos servidores, especialmente ao seu contador Odir Barni, fundador do Sintraspug. A Gazeta não existe mais. Silvio preferiu o conforto do alto vencimento do vogal sindical na Justiça do Trabalho.

PRIMEIRO O MEU PIRÃO IV
Feito este preâmbulo sobre os contextos digo que Thiago, de pronto, está desafiado a dizer o que eu não noticio por interesses pessoais ou de uma entidade em Gaspar. Se não fizer isso, estará desmoralizado. Ponto final. E não vale confundir os interesses do jornal e os meus e mais uma vez invoco uma conversa com Silvio Rangel de Figueiredo sobre esse assunto pela experiência dele em ter sido dono de um jornal. Sobre a ameaça explicita de Thiago contra o jornal Cruzeiro do Vale não ter verba oficial da prefeitura de Ilhota, é assunto grave. Chantagem. Irresponsabilidade. O jornal já não tem verbas públicas de Ilhota. E quem moveu essa perseguição como sugere Thiago em nome da nova administração, está saindo com a pior desaprovação e o próprio Thiago reconhece em seu texto. Enquanto o jornal perdeu as assinaturas da prefeitura, ganhou várias vezes mais na cidade. São números. É realidade. Isso, mostra que antes de começar a governar, o PMDB de Ilhota precisa intimidar para não ter as ruas roupas sujas exibidas na praça. E não vou nem me esforçar para isso, vou apenas esperar o Ministério Público agir. E não será tão longe assim. E para encerrar dois esclarecimentos: o primeiro é de que Thiago confirma na integra a decisão do próximo governo de não aprovar a matéria na Câmara que dá as sobras para a Saúde. Vai trocá-las na compra de um caminhão de lixo como noticiei. E por último: penso que Thiago foi um útil e usado como um garoto de recado, nada mais. E começou mal.



ACABOU A FARRA DOS ACTs I
Ainda sobre a coluna da sexta-feira. Rendeu. Com o título, “Acabou a farra dos ACTs” escrevi que o Ministério Público e a Justiça enquadraram o município de Gaspar. E que por isso, iria sobrar para a administração de Kleber Edson Wan Dall, PMDB. Aí, uma leitora, que diz se chamar Fabiana e presumo ser uma professora ACT, escreveu-me na área de comentários da coluna na internet e eu a aprovei: “Herculano não gostei do jeito que você denominou ‘farra dos ACT's’. Sou professora ACT e não vejo farra alguma. Também não vejo possibilidade de não existir mais os ACT's, levando em conta a quantidade de professores afastados por motivo de doenças. Não tem como efetivar outra pessoa no lugar sendo que a pessoa afastada pode voltar a qualquer momento. Não entendo suas críticas”.

ACABOU A FARRA DOS ACTs II
Escreve-se pensando que está sendo claro, que os leitores conhecem o assunto exposto e de que a interpretação do texto seja algo linear. Mas, não é. Primeiro quem disse que ACTs é sinônimo de professor? Muitos professores, entende assim. Errado. E é isso que esconde os que muitos professores talvez não conheçam. Então Fabiana, vou desenhar: quando me referi a” farra” remeti à uma prática generalizada utilizada por políticos e gestores públicos. Eles burlam a atual lei. É uma modalidade de contratação irregular. Só devia acontecer em casos excepcionais e emergenciais. Outra. Quem diz que há ilegalidade e abuso nesse processo é o Ministério Público. Não eu. Apenas reportei. Então, Fabiana é a ela que você deve se dirigir e contestar – se os gestores públicos não o fizerem -, bem como a Justiça, que acatou as argumentações do MP.

ACABOU AS FARRAS DOS ACTs III
E para deixar claro e encerrar este assunto: a farra a que me referi é a dos gestores públicos, dos políticos cheios de saídas heterodoxas e espertas. Essa brecha de ACTs, no fundo, trabalha contra os concursos de professores efetivos. Com o concurso público - como determina a Lei - eles estariam mais confortáveis e seguros. Desta forma, o professorado não precisaria a cada final ou início de ano, correr atrás de testes – que não se sabe bem como são feitos, elaborados e corrigidos -, vagas e escolhas que lhes prejudicam e beneficiam os amigos do rei, esquemas políticos ou amigos de plantões. Agora, quanto ao alto número de afastados, ele vem da consciência de cada um, é fruto também da ausência do poder público em um problema crucial e repetitivo. O poder público não verifica e não vai atrás das soluções. Se colocasse uma legislação que premiasse metas, produtividade e inibidora - dentro dos limites legais - às ausências, estaria se corrigindo parte dessa anomalia. Mas os próprios professores e principalmente os sindicados são contra.

TRAPICHE


Afinal que é o dono do Brasil? A Odebrech! É ela quem rouba o dinheiro dos brasileiros e os repassa aos políticos corruptos e ladrões. Ela deveria ser banida. O acordo de leniência é outro crime premiado prática criminosas e criminosos. Wake up, Brazil!

Não tem jeito. A Petrobrás anunciou duas quedas nos preços dos combustíveis. Nada de chegar aos postos. Esta semana elevou. Em menos de dez horas tinha preço novo na praça e com estoque velho. E isso em plena crise de consumo.

Ilhota em Chamas. Aquela curva fechada para o acesso a ponte de Ilhota, ainda vai ser cenários para muitos acidentes graves. Isto já foi relatado aqui quando da inauguração. O guardrail já está praticamente destruído.

Ilhota em Chamas. Premonição? Nada. Estava na cara. Só os projetistas que não viram. Só os experts em segurança não construíram soluções preventivas para a redução de velocidade no local. Todos apostavam na consciência dos motoristas. Eu, heim!

A prioridade do PT de Gaspar de Gaspar nunca foi a mobilidade. O que ele está programando para o próximo governo: R$4.500,00 para implantação de ciclovias. Ria Macaco.

Para a implantação de faixas elevadas R$50.000,00, compra de equipamento, R$2.082; ampliação e reforma da sede R$2.000,00, Educação de Trânsito, R$28.000 e R$245.000,00 para a Manutenção do Sistema de Monitoramento (hum!).

Agora pasmem. No orçamento reservaram R$1.000.000,00 para a manutenção da área azul, ou seja, de algo que deveria dar lucro e ser autossustentável e R$8.000.000,00 para a manutenção da Ditran. Uma pergunta básica: quanto de multas vão arrecadas? Acorda, Gaspar!

Acima com os títulos “Faxina na Câmara”, escrevi sobre os Projeto que foram ao arquivo da Câmara e não serão mais analisados este ano. Mas, seis vão à pauta – não tenho tanta certeza porque quando escrevo ainda não havia sido divulgada a pauta da sessão de hoje.

Entre eles, está o Projeto da mesa diretora que dá cabide marcado e permanente de assessor para vereador, mesmo ele opte em se licenciar da Câmara para trabalhar em outro órgão público como é o caso do José Hilário Melato, PP, que vai para o Samae, ou por doença, como foi o caso de Ivete Mafra Hammes, PMDB.

Ele já tem o parecer pela inconstitucionalidade. Mas, os políticos donos da Câmara insistem. E para burlar esta alegada inconstitucionalidade, duas emendas deverão aparecer a de que quem assume cargo executivo em outro órgão não deixa assessor cativo na Câmara e que quem pede licença médica, se não voltar em três meses, perde o seu assessor.

Um mau estar tomou conta da reunião quando se analisou o PL 72 e que dá o nome de prefeito Francisco Hostins à Arena Multiuso. É que o município não é dono daquela área. Então a prefeitura e o PT estão dando nome àquilo que não é de Gaspar. Combinou-se que vão fechar os olhos. Estes são os políticos de Gaspar.

A outra é da denominação daquele novo CDI do Distrito do Belchior de “Tempos de Infância”, para impedir que o futuro governo de o nome de alguém a ele. O Engraçado que a matéria vai ser votada nesta terça-feira, mas a inauguração aconteceu ontem com placa e tudo. Acorda, Gaspar!

O resto é praticamente a denominação de ruas para regulariza para sair ou não deixar clandestino ou irregular. Fecha a casa.

Perguntar não ofende: qual mesmo é a diferença do PMDB que se enrola na Lava Jato e o PMDB de Gaspar e Ilhota?

Bola de cristal. O PMDB de Gaspar vai ser o melhor cabo eleitoral da volta PT em 2020, como aconteceu com Adilson Luiz Schmitt em 2008, eleito pelo PMDB e hoje sem partido. A receita do desastre é a mesma.

 

Edição 1781

Comentários

Herculano
15/12/2016 20:19
COLUNA INÉDITA

A coluna Olhando a Maré da edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale está pronta e já está no parque gráfico.

Aqui ela vai está liberada a partir das 21h
Herculano
15/12/2016 20:18
LEONARDO BOFF

Ao Sidnei e a Mariazinha. Discordo de ambos. Acho que ele deve ser publicado aqui sim. E por que? Porque é assim que conhecemos como pensam os outros que agem diferente da gente pensa.

Esta mania da gente só se interessar por coisas parecidas com a gente e o nosso pensar, emburrece e assim não conseguimos melhorar, ter certeza que estamos certos ou de não sermos surpreendidos em algo que avança ou nos destrói, como aconteceu com o Brasil recentemente. Foi a nossa omissão - e de mais ninguém - de perceber, ler e ouvir o que o PT - e os da esquerda do atraso como o PCdoB, PDT - faziam contra o Brasil e os brasileiros.
Mariazinha Beata
15/12/2016 12:55
Sidnei Luis Reinert, sobre o padreco comunista- Leonardo Boff- já fiz esse pedido; mas quem sou eu na fila do pão?
Bye, bye!
Herculano
15/12/2016 12:39
A JUSTIÇA EXPOSTA. A QUEM INTERESSA ESSA DISPUTA DE VAIDADES? O BRASIL E O BRASILEIRO PERDEM.EM NOVO EMBATE COM FUX, GILMAR DIZ QUE JUIZ NÃO PODE DECIDIR PRESSIONADO PELAS RUAS

Conteúdo do Uol.O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, afirmou, durante bate-boca com o ministro Luiz Fux em sessão plenária na manhã desta quinta-feira (15), que os tribunais não podem ser pressionados a atender "o recado das ruas". Na ocasião, os ministros discutiam recurso referente às eleições municipais de Abelardo Luz (SC).

"Assim como o Congresso foi pressionado, nós também fomos pressionados e atendemos a recados de rua. Foi isso o que aconteceu no Supremo naquele caso", disse.

Fux respondeu dizendo que "às vezes, a aplicação daquela previsão legal ou caso concreto gera uma decisão absurda". "Há casos em que a aplicação da regra gera conclusões inconstitucionais que não podemos chancelar."

Os ministros discutiam o indeferimento da candidatura do prefeito eleito de Aberlardo Luz (SC), Nerci Santin (PMDB), que havia sido condenado por resistência qualificada. O ministro Henrique Neves pediu vistas do processo.

Na quarta (14), Mendes, que também é membro do STF (Supremo Tribunal Federal), considerou uma "perda de paradigmas" a decisão de Fux que determina a devolução do projeto anticorrupção à Câmara para análise da proposta a partir da estaca zero.

Segundo ele, impor ao Congresso que aprove um texto sem fazer alterações é o mesmo que fechar o Legislativo. "É um AI-5 do Judiciário", afirmou. Para ele, o Supremo caminha para o "mundo da galhofa".

O debate de hoje entre os dois teve início após Luiz Fux afirmar que não se pode questionar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa após ela ter sido chancelada pelo Supremo.

"Se o Supremo tivesse entendido que a Lei da Ficha Limpa era irrazoável ele teria dito, não disse. Esse tribunal aqui é submetido a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, tem que ter uma obediência hierárquica", disse.

Mendes respondeu dizendo que "se o Supremo chancelar absurdos, eu mesmo vou defender a insurreição contra esse tipo de jurisprudência".
Herculano
15/12/2016 12:33
QUANDO O EXECUTIVO SOCIALIZA A CORRUPÇÃO COM A SUA BASE OU COMPRA UMA BASE NO LEGISLATIVO TODOS PODEM SE COMPLICAR. POLÍCIA FEDERAL PRENDE 12 DOS 15 DOS VEREADORES DE FOZ DO IGUAÇÚ

Conteúdo da Agência Brasil. Texto de Aécio Amado. Doze dos 15 vereadores da Câmara de Foz do Iguaçu foram presos hoje (15) durante operação da Polícia Federal (PF). Dez foram presos preventivamente e dois receberam ordem de prisão temporária. A ação tem por objetivo desarticular um grupo criminoso que desviava recursos públicos.

De acordo com a PF, só com algumas obras de pavimentação no município foram constatados prejuízos de quase R$ 4,5 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu.

A operação envolve cerca de 150 policiais federais. Eles estão cumprindo 78 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 11 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor e depois é liberada), e 39 de busca e apreensão.

As buscas estão sendo feitas em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso, nas cidades de Foz do Iguaçu, Curitiba, Cascavel, Maringá, Pato Branco, no Recife e em Brasília.
Miguel José Teixeira
15/12/2016 11:01
Senhores,

Sempre é bom lembrar que o Boff tomou um "biff" do Cardeal Ratzinger!
Herculano
15/12/2016 07:10
MENDES DIZ QUE FUX DEVERIA FECHAR O CONGRESSO E DAR A CHAVE À LAVA JATO, por Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou à Folha que o ministro Luiz Fux deveria "fechar o Congresso de uma vez e dar a chave ao procurador Deltan Dallagnol [da Lava Jato]".

O ministro reagiu à decisão de Fux que, por meio de uma liminar, determinou que a Câmara dos Deputados vote novamente o projeto anticorrupção que foi apresentado ao parlamento por meio de uma proposta de iniciativa popular.

A coleta de assinaturas à proposta foi liderada pelo procurador Dallagnol e apoiada pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

"Ele [Fux] decidiu decidir pelo Congresso. Anulou uma votação que teve a participação de 400 parlamentares. E quer criar um novo rito de tramitação [das propostas de iniciativa popular] sendo que todas as outras, como por exemplo a da lei da Fichal Limpa, tramitaram da mesma forma", observa Mendes.

"É mais fácil então ele substituir o Congresso pela equipe da Lava Jato" segue. "Todos sabem que o projeto foi feito pela equipe da Lava Jato e quer atende a interesses de empoderamento dessa equipe. Fux então deveria entregar a chave do parlamento a eles", finaliza o magistrado.
Herculano
15/12/2016 07:07
EX-TESOUREIRO DESDIZ PT: "RECEBI VERBA INFORMAL", por
Josias de Souza

Em depoimento a Sergio Moro, o ex-tesoureiro petista Paulo Ferreira desmontou uma lorota sustentada pela direção do PT federal há dois anos e meio. Pela primeira vez, o ex-gestor das arcas petistas admitiu que a legenda recebeu "verbas informais", eufemismo para propinas.

Para não deixar dúvidas no ar, o juiz da Lava Jato indagou: "O Partido dos Trabalhadores tem feito declarações públicas de que eles não trabalham com recursos não-contabilizados. O senhor está afirmando algo diferente? O senhor saberia me explicar essa contradicão?"

Paulo Ferreira respondeu: ''É um problema da cultura política nacional, doutor Moro. Eu não estou aqui para mentir para ninguém. Estou aqui para ajustar alguma dívida que eu tenho. Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros, de todos os partidos, na minha opinião, é negar o óbvio.''

Não é que o PT seja mentiroso. A legenda apenas possui uma verdade, digamos, múltipla.
Herculano
15/12/2016 07:05
QUE MORAL TÊM AGORA OS POLÍTICOS PARA PEDIR MAIS DINHEIRO À SOCIEDADE? por Roberto Dias, para o jornal Folha de S. Paulo

É quase sempre divertido rever fotos antigas. As de políticos agora citados pelos delatores da Odebrecht desfilando por protestos contra a corrupção são, merecidamente, um sucesso desta semana.

Por mais que o humor seja ótimo instrumento de crítica política, vale sempre dar um passo atrás para retomar o óbvio, e o óbvio não é tão engraçado assim. Em depoimentos formais, dezenas de executivos de algumas das maiores empresas do Brasil estão afirmando que um número significativo de pessoas eleitas para cargos públicos utilizaram caminhos que, no fim das contas, desviaram dinheiro dos contribuintes para o bolso delas e de seus partidos.

Que moral têm essas pessoas eleitas para exigir que a sociedade repasse mais dinheiro para o controle delas neste momento? A volta do zum-zum-zum de aumento de impostos é um acinte por si só.

Em alguns lugares do país, a facada tributária não é apenas conversa. O Rio de Janeiro acaba de elevar alíquotas de ICMS, e outros Estados estão no mesmo caminho. No caso do Rio, a previsão é que o pacote aumente a receita em R$ 800 milhões no ano que vem ?"só para comparar, apenas o ex-governador Sérgio Cabral está sendo acusado de desviar mais do que um quarto desse valor.

Na esfera federal, o Congresso com maior avaliação negativa já registrada pelo Datafolha se ocupa de mudanças necessárias que envolvem corte de gastos, como a PEC do Teto, e enfrentamento de privilégios, caso da Previdência. Mas essa estrutura carcomida pelas suspeitas não tem estatura para pedir que os cidadãos joguem mais dinheiro numa máquina cheia de furos.

A história está cheia de exemplos de líderes políticos que deram um passo em falso ao achar que havia condição de tomar mais dinheiro da sociedade ?"a Revolução Francesa é o mais notório deles. A indignação pode ter lá seu efeito anestésico, mas a anestesia uma hora passa
Herculano
15/12/2016 07:01
NÃO É A PEC, É APENAS LULA AMEAÇADO DE PRISÃO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Em agosto de 2015, no Planalto, o presidente da CUT ameaçou "pegar em armas" contra o impeachment . Não por acaso, a CUT patrocinou os protestos violentos desta terça (13), inclusive em Brasília, que não são motivados pela PEC do Teto dos Gastos, mas pelo inconformismo com a iminente condenação e prisão (por corrupção) de Lula, principal referência da "esquerda" brasileira. Isso lembra a frase do marqueteiro James Carville sobre a reeleição de Bill Clinton: "É a economia, idiota!".

NÃO É POR ACASO
A escalada da violência nos protestos coincide com o agravamento da situação de Lula, cada vez mais enrolado na Lava Jato.

FORÇA-TAREFA DO PÂNICO
Lula fez sua própria força-tarefa, com partidos aliados e radicais do MST, CUT etc para tentar garantir sua impunidade pela intimidação.

LUTA PELA IMPUNIDADE
Lula foi convencido de que não escapará de condenação da Lava Jato pela via da Justiça, mas pela "luta nas ruas". Acreditou na sandice.

INTIMIDAÇÃO
O plano da "força-tarefa" pela impunidade é radicalizar nas ruas para tentar constranger a Lava Jato e o juiz federal Sérgio Moro.

VANGUARDA DO ATRASO TOCOU O TERROR EM BRASÍLIA
O "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano", de Carlos Marighela, que inspira protestos violentos contra o governo Michel Temer, é uma prova de que a "esquerda" brasileira é mesmo a vanguarda do atraso. A Polícia Militar apreendeu com vândalos, em Brasília, exemplares do Manual que dá instruções sobre sequestros, sabotagem, expropriações (roubo) de armas, execuções (assassinatos), "guerra de nervos" etc. Datado de junho de 1969, plena ditadura, está disponível no Google.

FATOR SURPRESA
O espanto dos oficiais da PM-DF com o conteúdo mostrou que eles não faziam ideia do conteúdo explosivo do Manual de Marighela.

COMO UM MANUAL
O Manual detalha modelo e material (madeirite) dos escudos utilizados por vândalos em várias cidades. Parecem saídos de linha de produção.

MORTE EM 1969
Marighela foi morto pela repressão política em novembro de 1969, cinco meses após concluir o seu "Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano".

SALVO PELO CAPACETE
O coronel Leandro Schweitzer, que comandou a Polícia Militar contra vândalos em Brasília, conhece bem os métodos deles. Em ato contra o impeachment, há meses, uma violenta pedrada quebrou seu capacete.

TERROR VAI SE ALASTRAR
A escalada de violência foi inaugurada em Brasília, há duas semanas, como "projeto piloto", e se repetiu em outras cidades com violência semelhante, como no ataque à sede da Fiesp. É só o começo.

CONTAGEM DE VOTOS
Destaque da bancada do PMDB no ano, a senadora Simone Tebet (MS) está convencida de que Renan Calheiros vai colocar em votação projeto de abuso de autoridade. "Estão contando votos", revela.

BOM PRA O BRASIL
A imprensa brasileira exagera na crítica ao futuro chefe da diplomacia de Donald Trump: afinal, se a escolha é mesmo desastrada, pior para os Estados Unidos e melhor para países protagonistas como o Brasil.

FALTOU CRACHÁ
O deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) precisou provar sua identidade a um policial legislativo que o barrou. O servidor foi alertado por um colega que se tratava de parlamentar.

DINHEIRO NO LIXO
Afastado desde 2012, o procurador e ex-senador Demóstenes Torres se beneficia da regalia do Ministério Público de receber salários mesmo afastado para responder à acusação de envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira. Recebeu R$ 2,28 milhões, diz a Agência UniCeub.

CONSTRANGIMENTO
O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) autorizou o acesso ao plenário da Câmara à equipe de filmagem que militou contra o impeachment de Dilma. Todos sem a credencial adequada. Deputados se indignaram.

MOLECAGEM
Após a incompreensível grosseria de não comparecer à cerimônia para receber o prêmio Nobel de Literatura, o cantor Bob Dylan anunciou que fará em abril três shows na Suécia. Deveriam ter cancelado o prêmio.

PENSANDO BEM...
...o pior pesadelo para os enrolados da Lava Jato é acordar pós-réveillon e ver que ainda é 32 de dezembro.
Sidnei Luis Reinert
15/12/2016 06:06
Retomada de Aleppo: Derrota de Barack Obama & Mentiras da Grande Imprensa
paulo eneas / 4 horas atrás
Essa semana começou a circular na grande imprensa a notícia de que famílias da cidade de Aleppo, na Síria, estariam consultando líderes religiosos muçulmanos para pedir autorização para matar suas esposas, filhas e irmãs, ante às supostas ameaças de estupros por parte do Exército Sírio que está em vias de retomar o controle da cidade, que se encontrava até então sob o domínio dos jihadistas muçulmanos ligados ao Estado Islâmico e apoiados por Barack Obama.

A notícia foi publicada, entre outros, no Jornal O Globo e até mesmo na revista feminina Cláudia. É bastante provável que essas notícias sejam rigorosamente falsas. Obviamente em toda guerra se cometem atrocidades e a população civil, em particular mulheres e crianças, são as principais vítimas, fazendo do drama humanitário a faceta mais cruel de um conflito bélico. Mas o tratamento que vem sendo dado pela imprensa ocidental à retomada de Aleppo pelas tropas do governo do ditador Bashar Assad revela outra faceta bastante comum da guerra: a propaganda travestida de notícia.

Todo o noticiário ocidental passa a imagem de que a grande tragédia sobre Aleppo começou agora, com a chegada do exército sírio, apoiado pelos russos. O noticiário oculta o fato de que a tragédia teve início quando a cidade foi tomada pelos jihadistas muçulmanos do Estado Islâmico, que são chamados pela imprensa de rebeldes. Estes mesmos jihadistas impuseram o terror na cidade, matando e perseguindo cristãos, promovendo decapitações e estupros e toda sorte de atrocidades e de crimes humanitários ditados pela sharia, a lei islâmica.

Quando Aleppo foi tomada pelos seguidores do Estado Islâmico, não assistimos na grande imprensa relatos emocionados e apelativos sobre o inferno que passou a ser a vida dos habitantes da cidade sob a tirania dos jihadistas. Afinal, na visão da grande imprensa ocidental, a cidade havia sido tomada por rebeldes que lutavam contra a ditadura de Assad. Faltou pouco para a grande imprensa apresentá-los como guerreiros da liberdade e da democracia, até mesmo pelo fato de serem apoiados pelo governo socialista e pró-muçulmano de Barack Obama.

Enfatizemos que o drama humanitário vivido pelos habitantes de Aleppo não pode de modo algum ser minimizado ou desprezado. Mas o tratamento dado pela imprensa à retomada da cidade pelos sírios, valendo-se até mesmo de mentiras, tem servido unicamente para fins de propaganda, destinada o obscurecer e ocultar a dimensão geopolítica mais relevante do conflito nesse momento: a espetacular derrota de Barack Obama, que por anos financiou e armou os jihadistas ligados ao Estado Islâmico contra o regime do ditador Bashar Assad, apoiado pelos russos.

A reconquista de Aleppo pelos sírios é uma vitória de Vladimir Putin e uma derrota militar e geopolítica de Barack Obama e sua política externa anti-americana, anti-Israel e pró-muçulmana em todo o Oriente Médio. E é justamente para ocultar esse fato, que a grande imprensa toma o drama humanitário, que é real e existe, e o distorce para vender a imagem de que a tragédia de Aleppo teria se iniciado agora, com a chegada dos sírios. Na verdade, a tragédia de Aleppo e de todo o Oriente Médio teve início quando o socialista pró-muçulmano Barack Obama chegou à Casa Branca.

Com a colaboração de Angélica Ca, assistente de conteúdo do Crítica Nacional.

https://criticanacional.wordpress.com/2016/12/15/retomada-de-aleppo-derrota-de-barack-obama-mentiras-da-grande-imprensa/
Sidnei Luis Reinert
14/12/2016 20:11
GILBERTO, por gentileza, Gaspar não precisa desse comunista que nada agrega ao jornal e à sociedade.


Apoiador histórico do PT, Leonardo Boff manda "derrubar cavalos" com bolas de gude Boff_Cavalos
É isso mesmo.
Figura onipresente nos já clássicos abaixo-assinados para defender algum líder petista metido em encrenca, Leonardo Boff é parte da chamada "classe artística apoiadora" do partido.

Mas, apesar do passado religioso, parece que suas pregações não são sempre em nome da paz.

Vejam o que recomendou recentemente:

Leonardo Boff @LeonardoBoff
Para nos defender contra o golpe policial e nosso direito de nos manifestar nas praças compremos bolas de gude para derrubar os cavalos.

http://www.implicante.org/tempo-real/apoiador-historico-do-pt-leonardo-boff-manda-derrubar-cavalos-com-bolas-de-gude/
Herculano
14/12/2016 15:19
A VEREADORA ANDREIA PERDEU O CARGO POR INFEDELIDADE PARTIDÁRIA

O ministro relator do Tribunal Superior Eleitoral, Hermann Benjamim, foi voto vencedor no recurso que os suplentes de vereadores da coligação de Gaspar que elegeu Andreia Simone Zimmermann Nagel, PSDB, elegeu vereadora pelo DEM.

Ela perdeu o mandato por infidelidade partidária por trocar o DEM pelo PSDB no ano passado.

Na época, Vitório Marquetti, PPS, pediu a vaga, por entender ser ela da coligação. Igualmente Laércio Pelé Krauss, por entender que a vaga era do partido, o DEM a quem a vereadora estava filiada.

Aqui no Tribunal Regional Eleitoral, ambos perderam por sete a zero.

No TSE, depois de longa espera, o ministro relator rejeitou a pretensão de Marquetti e acatou o pedido de Pelé.O problema é que a a Câmara já encerrou as sessões e até haver a comunicação, o ano já terminou.Andreia acabou sendo a mais assídua vereadora da atual legislatura.
Digite 13, delete
14/12/2016 13:50
Oi, Herculano

A denominação do novo CDI do Distrito do Belchior de "Tempos de Infância", me lembrei de uma piada que li no site Pinterest:

No conficionário, o pecador diz ao padre:

"Comungueiatresmeses"

O padre respondeu:

"E quais são os novos pecados?"

Ele respondeu:

"Comungueiatresmeses".

O padre insistiu:

"E os novos pecados?"

Resposta:

"Padre, então vou desenhar:
Como um gay há três meses".
Erva Daninha
14/12/2016 13:24
Olá, Herculano;

Quando li "FAXINA NA CÂMARA", pensei:
Começaram mandando o Melato para o SAMAE.
Herculano
14/12/2016 12:55
MORRE O CATARINENSE DOM PAULO EVARISTO ARNS, AOS 95 ANOS, EM SÃO PAULO

Conteúdo do jornal Correio Braziliense. O arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns, morreu nesta quarta-feira, (14/12), na capital paulista. Ele tinha 95 anos e estava internado no Hospital Santa Catariana, em São Paulo, desde o dia 28 de novembro para tratamento de uma broncopneumonia.

Dom Paulo Arns, nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina, em 1921. Quinto de treze filhos do casal Gabriel Arns e Helena Steiner, brasileiros, descendentes de imigrantes alemães, ingressou no noviciado em 1940, em Rodeio (SC). Cursou Filosofia em Curitiba e Teologia em Petrópolis. Três de suas irmãs tornaram-se freiras, e um irmão faz parte da Ordem dos Frades Menores. Era também irmão de Zilda Arns, médica sanitarista, fundadora junto com Dom Paulo, da Pastoral da Criança, uma entidade social criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ?" CNBB. Ela morreu em um terremoto no Haiti em 2010, quando realizava ações humanitárias.

Nomeado arcebispo metropolitano de São Paulo pelo Papa Paulo VI, em outubro de 1970, exerceu o cargo até 15 de abril de 1998, quando renunciou, por limite de idade, recebeu o título de Arcebispo emérito de São Paulo.

Religião e política

O trabalho pastoral de Dom Paulo Arns foi voltado aos moradores da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros, principalmente nos mais pobres, e à defesa dos direitos humanos. Foi o fundador e líder da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, e sua atividade política era claramente vinculada à sua fé religiosa. Segundo ele, a atuação contra a repressão da ditadura ganhou destaque em 1969, quando passou a defender seminaristas dominicanos presos por ajudarem militantes opositores.

Linha do tempo Dom Paulo Evaristo Arns

1921 - Nasce em Forquilhinha (SC)

1940 - Entra para o seminário franciscano

1945 - Ordenado sacerdote

1966 - Eleito bispo auxiliar de São Paulo

1970 - Nomeado arcebispo metropolitano de São Paulo pelo Papa Paulo VI

1973 - Torna-se Cardeal

1985 ?" lançamento do livro Brasil: Nunca Mais

1998 - Renuncia ao cargo de arcebispo, por limite de idade, e recebe o título de arcebispo emérito de São Paulo

2016 ?" Morre em São Paulo (SP)
Almir Ilhota
14/12/2016 12:49
Herculano, sabemos que a Dra Chimelli é leitora desta coluna, diga a ela que aquele advogado preso por determinação da Justiça Federal do Pará por desvios de dinheiro de aposentados, tem uma sociedade com um ex administrador de Ilhota, na empresa Ilha Consultoria e Gestao Empresarial Eireli - Epp -
CNPJ 18.513.304/0001-1, com endereço a Rua Av Ricardo Paulino Maes, 60, Sala 02, Centro, Ilhota, SC, CEP 88320-000, Brasil. Que também vende o mesmo produto no Estado de Santa Catarina

Também sabe se que o mesmo advogado é sócio da empresa chamada de Packer Administradora de Bens Eireli
CNPJ 19.243.434/0001-40, que administra os bens de seu cumpadre ilhotense.

Olha todas as duas EIRELI...............
Herculano
14/12/2016 12:40
QUEM LUTA CONTRA AS REFORMAS AGE EM DEFESA DOS RENTISTAS, por Leandro Narloch, no jornal Folha de S. Paulo

Supostos defensores dos pobres, incluindo colunistas aqui da Folha, repetem que a PEC do Teto de Gastos, a reforma da Previdência e todo o ajuste fiscal atendem a interesses da "junta financeira governante" a custo dos direitos dos pobres e dos aposentados.

Só acredita nisso quem está embriagado por ficções de um conflito irreconciliável entre as classes.

Se um brasileiro não suporta rentistas e especuladores, se gostaria de ver o país livre de credores que cobram juros extorsivos, então precisa torcer para que o Estado gaste menos e seja um devedor mais confiável. Não há outro caminho.

A questão se resume em cinco passos:

Nas últimas décadas, uns malucos de Brasília que dizem nos representar arrumaram uma dívida de R$ 3.032.900.000.000 (três tristes trilhões, pra facilitar). Nenhum especulador maldoso os obrigou a isso; eles é que insistiram em contrair o empréstimo.

Como a esquerda costuma dizer, há juros altos nessa dívida. Só neste ano, serão mais de R$ 400 bilhões.

A Previdência é a maior responsável pelo vermelho das contas. Em 2017, o rombo das aposentadorias chegará a R$ 180 bilhões, mais que o orçamento da Saúde e da Educação (R$ 172 bilhões).

A melhor forma de diminuir a dívida é gastando menos do que se arrecada, ou seja, tentar fechar o ano com um superávit. Cortar gastos em casa para no futuro deixar de torrar dinheiro com os juros do cheque especial.

A melhor forma de diminuir os juros é convencendo o mercado financeiro de que somos caras legais; que desta vez, ao contrário das nove vezes em que o país deu calote, os malucos de Brasília não vão aloprar, pois não poderão gastar mais que no ano anterior.

Não é difícil entender esse raciocínio. Até uma pessoa pouco hábil com o pensamento lógico, até uma criança de 7 anos, até Vladimir Safatle conseguiria entender o problema e suas escassas soluções.

As alternativas que a esquerda defende beneficiariam especuladores e prejudicariam os pobres. A "auditoria cidadã da dívida", uma proposta de rever o pagamento de juros, seria interpretada pelo mercado como uma quebra de contrato ?"um calote. Só por boas taxas alguém voltaria a emprestar ao Brasil. Para a sorte dos rentistas, os juros futuros explodiriam.

O imposto sobre fortunas dificilmente eliminaria a necessidade do corte de gastos. Costuma ter um impacto forte na fuga de capitais e fraco na arrecadação (por isso foi recentemente reduzido ou eliminado na Áustria, Itália, Dinamarca, Alemanha, Finlândia, Suécia e França, entre outros).

É divertido e tentador imaginar o mundo como um desenho animado em que rentistas sem escrúpulos oprimem os "brasileiros que lutam para não serem espoliados de seus últimos direitos". Mas, no mundo real, não haverá melhoria da vida dos pobres no Brasil enquanto as contas públicas causarem assombro.
Sidnei Luis Reinert
14/12/2016 12:28
Adeus, Lava Jato? A Deus...


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Pessoalmente, o juiz Sérgio Fernando Moro nunca sentiu tanto prazer e necessidade pelo recesso do judiciário. O magistrado se incomoda com a exposição da própria imagem, a pressão espúria dos poderosos corruptos nos bastidores e o comportamento nada-ético dos super-bem-pagos advogados de réus, indiciados ou investigados na Lava Jato. Os membros da Força Tarefa vivenciam o mesmo desgaste de Moro e sua equipe. No faroeste tupiniquim, os mocinhos são alvos dos bandidos.

Nos corredores do Judiciário e do Ministério Público Federal, todo o esforço contra a corrupção gera importantes reflexões. Por serem alvos fáceis, muitos servidores não podem exercer, com tranqüilidade, seu direito constitucional à livre expressão para transmitir suas impressões sobre o "Efeito Lava Jato". Por isso, o Alerta Total assume a publicação de um texto produzido por quem milita diretamente no cenário de guerra contra a corrupção. Só o autor sabe que escreveu nos próximos parágrafos:

Um espectro ronda o Brasil. É o espectro da Lava Jato. Contra ele se levantam líderes do PMDB, PT, PSDB, DEM, PC do B, PP... O terror se instalou em todas essas agremiações políticas definitivamente com as delações de integrantes da Odebrecht. Agora quem está dando as cartas, de novo, é a empreiteira. Seu objetivo é óbvio com a delação premiada. A sua salvação como empresa.

Agora que se danem os políticos que deixaram o presidente Marcelo na cadeia. Até que houve uma espera, mas como esses não tiveram a coragem de agir, sob pressão da opinião pública ou pelo oportunismo de ver apenas o PT na berlinda, o chefe do clã Odebrecht perdeu a paciência. Como também não passou a "anistia", não restou outra alternativa senão partir para a delação diante da danação. Salve-se quem puder!!!

Por outro lado, agora os políticos estão que nem barata tonta. Buscam a salvação. Todos farinhas do mesmo saco. Aliás, do mesmo esquema. Michel Temer, Aécio, Jucá ou Caju, Boca Mole, Todo Feio e outros eram sócios da Petrobras e da mesma corrupção com Lula, Dilma, Lindbergh... Alguns até o dia do impeachment eram "companheiros" do mesmo governo. Quem não lembra da fidelidade do Padilha até os últimos momentos da Dilma...? E dos bons serviços prestados por Renan Calheiros manipulando votações no Senado que fez entre as vítimas servidores do Judiciário e do MPU? Pois é... Os políticos querem se salvar, e se não houver muito povo na rua... mas muito povo na rua mesmo... vão conseguir...

Agora ficou fácil um Acordo. Seja Acórdão ou Acordão... O que vocês acham? Lula prefere ir preso com Renan, Cabral, Cunha ou até Temer e outros? Ou todos preferem a liberdade, mesmo guardando no coração a mágoa de tantas traições políticas mútuas? A tendência de união desses corruptos é enorme. Quase natural! Quase escrita nas estrelas! Se eles se unirem, adeus Lava Jato. Olha o STF aí aliviando para o Renan. Imagine aqueles doutos Ministros de todos os partidos unidos. Sim, porque todos sabemos quem é quem ali...Pensem no cara do PSDB lá. No do PT? Alguns, certo? No amigo do Michel, do Aécio...

Só a união do povo barraria tudo isso! Mas o povo está preparado para se unir em torno de projetos para o Brasil? Parece que não... Seus diversos segmentos como intelectuais, trabalhadores, setores da imprensa parecem estar contaminados com tudo aquilo que dizem combater. Uns por oportunismo, colaboracionismo com a corrupção justificada ideologicamente. Outros com visões reacionárias de fato apoiando o discurso fácil do corte de despesas e reforma da previdência...

Pessimista? Estou mesmo! Não vejo ao meu lado claridade, compromisso, ética política e disposição de luta. Talvez algo inusitado surja nas redes sociais e una de alguma forma aquelas pessoas que, cada um com sua linguagem, talvez até intuitivamente, realmente defenda um Brasil melhor para os próximos anos que podem começar amanhã. Não tem por que esperar gerações futuras. Nessas horas vale sonhar que vamos conseguir. Vale também rezar apesar da nossa falta de fé mais abalada ainda por tanto padre pedófilo e pastor picareta.

Esse texto é quase um desabafo de quem está no meio do fogo da Lava Jato e de outras operações em andamento...
Herculano
14/12/2016 11:56
da série: vale tudo, desconfie de tudo

JUCÁ: "A ODEBRECHT DOOU PARA EVENTOS DE JUÍZES. ESTAVA PAGANDO SENTENÇAS?"

Conteúdo de O Implicante.Romero Jucá apareceu na delação da Odebrecht como beneficiário de R$ 22 milhões em propina. Em troca, teria facilitado a vida da empreiteira na aprovação de medidas provisórias que a ela interessava. É a leitura que o delator fez da transação. Leitura esta renegada pelo líder do governo Temer no Senado.

Contudo, Jucá escolheu um argumento que mais soa uma acusação. Ao tentar mostrar que relações do tipo não poderiam ser criminalizadas, lembrou que a Odebrecht também bancou muitos eventos de juízes:

"Dizer que recebi R$ 22 milhões é uma loucura, um absurdo. Ao PMDB nacional, de 2012 a 2016, a Odebrecht e a Brasken deram R$ 38 milhões e esse dinheiro foi distribuído para as campanhas. Não é nem R$ 22 milhões, é mais. A Odebrecht também doou para eventos de juízes. O que queria em troca? Estava dando dinheiro para pagar sentenças? Se toda a relação que se tem com as pessoas há dinheiro envolvido, zera tudo."

Ele queria se defender. Mas findou atacando. E levantando a suspeita de que a Odebrecht não entregou tudo. E que há todo um setor jurídico que precisa também se entender com a Lava Jato.

O tempo dirá se ele, mesmo sem querer, tinha razão.
Herculano
14/12/2016 11:50
da série: é o fim dos tempos. Para um é propina, mas outro, o mesmo crime que rouba o dinheiro de todos, inclusive dos pobres, é caridade.

NÃO É PIADA. GRAZZIOTIN DIZ QUE PROPINA DA ODEBRECHT ERA PARA 'SOCIALIZAR COM OS POBRES'

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) teve o nome citado em delação premiada da Odebrecht e confirmou ter recebido dinheiro da empreiteira. Para se explicar, a parlamentar que integrou a tropa de choque da ex-presidente cassada Dilma Rousseff (PT) durante o processo do impeachment disse ao portal do Joselito Muller que aceitava o dinheiro para "socializar com os pobres".

Segundo a senadora, as motivações altruístas fazem parte da vida de militante pró-socialismo e disse aceitar os malotes da empreiteira como forma de "expropriação contra burguesia".

"Todo mundo sabe que nós, comunistas, fazemos militância política por ideologia e não por qualquer vantagem financeira. O dinheiro que eu recebi era considerado por minha e pelos meus camaradas de Partido como um ato de expropriação contra a burguesia e por isso nós socializávamos com os pobres".

A senadora ainda atacou a imprensa por veicular as informações dos corruptos. "A imprensa burguesa tenta instrumentalizar a divulgação da lista para macular a imagem dos comunistas, em evidente deslealdade tática e estratégica dentro do campo da luta de classes."
Herculano
14/12/2016 07:49
MAIS UM CAPÍTULO

Às 21:35, de SEGUNDA-FEIRA, publiquei esta nota aqui neste espaço

Vou reproduzir o que escrevi no domingo e está na coluna. Não é nenhuma premonição. É apenas uma constatação antecipada de como funcionam as coisas em Gaspar e de um modo geral na política, bem como com os políticos, nos quais não se deve confiar na palavra dada por eles para o cidadão, os próprios pares políticos e até mesmo para a imprensa. Confira:

FAXINA NA CÂMARA III
Resumo da reunião: onze projetos foram para o "arquivo" por diversos motivos e apenas seis serão apreciados ainda este ano. Escrevo a coluna antes da apresentação da pauta da sessão de hoje, apesar do combinado, ainda poderá haver surpresas. Ela tem saído em cima do laço ou por falta de assunto ou para não gerar polêmica antecipada aqui nesta coluna. Os Projetos de Lei ou os Projetos de Lei complementares que foram arquivados, se não tiverem vícios constitucionais, a maioria poderá voltar à pauta na próxima legislatura.

Volto. E o que aconteceu? Mudaram o que foi tratado. Esconderam o jogo desde a reunião até esta segunda-feira até o final do dia. É por essa e outras, que esta coluna é a mais acessada, ao mesmo tempo que é a mais amaldiçoada pelos políticos e detentores do poder local. Acorda, Gaspar!

VOLTO OUTRA VEZ NESTA QUARTA, DEPOIS DE OLHAR A MARÉ NA SESSÃO DA CÂMARA DE ONTEM

Esta nota ACIMA esclarecendo um jogo entre poucos e nos bastidores mudou a percepção dos vereadores. Tinha escrito na coluna que o PL 66 conforme de acertou na reunião tinha ido para o arquivo: "ele institui a Família Acolhedora. Este é um assunto delicado. Tem cheiro de desmonte dos abrigos e a próxima administração quer gerenciar este assunto numa retaliação à política adotada pela juíza que passou por aqui, Ana Paula Amaro da Silveira".

Ele, todavia, veio do nada à pauta. Criou mal estar. O relator, num outro acerto de bastidores, Jaime Kirchner, PMDB, o retirou da pauta. Volta no ano que vem. Conto na coluna de sexta-feira.
Herculano
14/12/2016 07:32
MENOS FÍGADO. MAIS PRAGMÁTICO. AO INVÉS DA LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE, EM OFENSIVA AO JUDICIÁRIO, SENADO APROVA O NECESSÁRIO PACOTE DE TETO CONSTITUCIONAL CONTRA OS ABUSOS DOS ALTOS SALÁRIOS E PENDURICALHOS AUTOCONCEDIDOS

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Débora Álvares, da sucursal de Brasília. Os senadores aprovaram na noite desta terça (13) um pacote que trata, como um todo, do teto constitucional. Foram três projetos que abordam regulamentação, divulgação de salários e punição para quem permitir o pagamento que ultrapasse os limites permitidos.

Visto como mais uma ofensiva do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra o Judiciário, o pacote é fruto do trabalho da comissão extrateto, instaurada pelo peemedebista para analisar a legislação que trata do assunto e examinar possíveis casos.

Atualmente, o teto constitucional, salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), está fixado em R$ 33,7 mil. Conforme Renan, o Legislativo já regulamentou os salários de seus servidores, mas ainda há casos de rendimentos "astronômicos, na casa dos R$ 80, 90, 100 mil". "Em tempo de corte de gastos, é um acinte esse tipo de coisas".

Durante a votação, o presidente do Senado chamou atenção publicamente do presidente da Ajufe (Associação de Juízes Federais do Brasil), Roberto Veloso, que conversava com senadores no fundo do plenário.

"O estou vendo lá no fundo do plenário, que está bastante incomodado com a votação dessa proposta, mas peço que seja discreto na pressão aos senadores. Na medida em que o Senado se debruça para apreciar essa matéria muito importante, vem propostas para derrubar. Seria legislar para o nada dessa forma", disse o presidente da Casa.

Ao final da sessão, se desculpou e ainda brincou: "Nunca me dei bem com esse nome".

Desde que a comissão foi instalada no Senado, em 10 de novembro, associações de magistrados têm se posicionado contrárias à proposta. Em nota emitida um dia após a instauração, o presidente da entidade, Roberto
Veloso, afirmou que "os maiores salários da administração pública estão entre os servidores da Câmara e do Senado, com ascensoristas ganhando mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal".

PROJETOS

Uma das propostas regulamenta o pagamento do teto para a agentes públicos, aposentados e pensionistas. Por agentes públicos, o projeto define servidores, militares, integrantes do Judiciário, Legislativo, tribunais de contas, chefes do poder executivo, vices e auxiliares diretos.

Também estão nesse patamar os empregados e dirigentes de empresas estatais e de entidades fechadas de previdência complementar, além de servidores ou empregados de consórcios públicos, os contratados por tempo determinado.

Conforme já delimitado atualmente na Constituição, a proposta limita o pagamento dos subsídios nos Estados e no Distrito Federal, ao pagamento dos governadores, deputados estaduais ou distritais e dos desembargadores. Estabelece ainda um percentual para cálculo do salário de prefeitos, com base no que é pago aos ministros do STF.

Conforme o texto aprovado, serão considerados para fins de cálculo de salários acima do teto, entre outros "salários e subsídios; verbas de representação; abonos; prêmios; adicionais, inclusive anuênios, biênios, triênios, e outros; gratificações de qualquer natureza e denominação; vantagem pessoal nominalmente identificável; ajuda de custo para capacitação profissional; retribuição pelo exercício em local de difícil provimento; gratificação ou adicional de localidade especial; substituições; abono; horas extras; adicional de plantão ou noturno; hora de repouso e hora de alimentação; auxílio moradia, pré-escolar, médico, odontológico e auxílio saúde".

Pagamentos de 13º salário e gratificação natalina não serão consideradas no cálculo. Também não se incluem itens como "auxílio transporte, fradamento ou invalidez; abono pecuniário de férias, limitado a 10 dias; ajuda de custo em razão de mudança de sede", entre outros.

Para garantir que o limite do teto constitucional seja colocado em prática e não haja dualidade de pagamentos quando, por exemplo, um servidor aposentado na esfera estadual trabalhar como comissionado na União, a proposta prevê, ainda, a instituição de "um sistema integrado de dados relativos às remunerações, proventos e pensões pagos" em um ano após a publicação da lei.

A proposta ainda precisa passar pela Câmara e, em seguida, segue para a sanção presidencial.

É também o caso das outras duas propostas desse pacote da comissão extrateto aprovadas nessa noite no plenário do Senado.

Uma delas, obriga a divulgação das remunerações dos agentes públicos, o que atualmente já é previsto na Lei de Transparência. A proposta, contudo, atualiza a legislação e inclui que sejam expostas a "remuneração e subsídio recebidos por ocupante de cargo, posto, graduação, função e emprego público, incluindo auxílios, ajudas de custo, jetons e quaisquer outras vantagens pecuniárias, bem como proventos de aposentadoria e pensões daqueles que estiverem na ativa, de maneira individualizada".

O último projeto analisado trata de punições para quem permitir pagamentos acima do que ganham os ministros do STF, alterando a lei 8.429 de 1992, que trata de punições de agentes públicos em casos de enriquecimento ilícito. O texto considera crime de improbidade administrativa o ato de permitir o pagamento acima de R$ 33,7 mil ou superior a isso, caso haja reajuste ao salário de ministros do Supremo.
Herculano
14/12/2016 07:25
SEM REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO HAVERÁ ESTABILIDADE NA ECONOMIA, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, no jornal Folha de S. Paulo

O gasto público em aposentadorias e pensões, incluindo tanto trabalhadores do setor privado (RGPS) como funcionários públicos (RPPS), atingiu cerca de R$ 700 bilhões no ano passado, pouco menos de 12% do PIB.

Ao mesmo tempo, porém, somos um país relativamente jovem: a população acima de 60 anos ("idosos") corresponde a uns 10% do total, proporção não muito distinta da observada em outros países latino-americanos, como o México ou o Chile.

Apesar disso, países com estrutura etária similar à nossa gastam muito menos; nossa despesa, na verdade, se assemelha à de países bem mais velhos (e muito mais ricos), como a Alemanha, onde os "idosos" correspondem a um quarto da população total. Trata-se de um fato, não uma opinião.

Em consequência, deve ficar claro que, se nada for feito, a despesa previdenciária seguirá crescendo acima do PIB, refletindo principalmente o envelhecimento natural da população. Em 2026, os "idosos" representarão perto de 18% da população, proporção que se elevará para 22% em 2036, trazendo o gasto para a casa de 20% do PIB, superior ao de qualquer país no mundo hoje.

Isso é o reflexo de um conjunto de distorções. No que se refere ao RGPS, por exemplo, não há ?"ao contrário da experiência mundial?" idade mínima para aposentadoria. Assim, a idade média de quem se aposenta pelo tempo de contribuição gira em torno de 55 anos.

Não parece cedo demais à luz de uma expectativa de vida ao nascer de 72 anos, mas essa comparação é equivocada. O dado relevante, que pode ser obtido nas tábuas de mortalidade do IBGE, é a expectativa de vida de quem atinge 55 anos, valor que se encontra hoje próximo a 81 anos. Não é por outro motivo que se propõe não apenas a fixação de uma idade mínima (no caso, 65 anos) mas a previsão de ajustes periódicos com base no aumento da expectativa de sobrevida.

Da mesma forma estima-se que pensões por morte pagas pelo INSS representem algo como 3,6% do PIB, ante uma média mundial equivalente a 1,4% do PIB, evidência de outra distorção que tem pesado no aumento persistente do gasto previdenciário.

Por fim, sem querer esgotar o (longo) capítulo das distorções, nota-se que o valor médio das aposentadorias e pensões do funcionalismo supera, em muito, o equivalente do INSS. Estudo recente de Paulo Tafner revela que a média desses pagamentos no caso do governo federal (pouco menos de 1 milhão de aposentados e pensionistas) atingiu R$ 10,6 mil/mês no ano passado, ante R$ 1.000/mês no caso do INSS (incluindo amparos assistenciais).

Isso sem falar nos regimes previdenciários estaduais, origem de boa parte de seus problemas fiscais hoje observados.

Nenhuma dessas distorções será resolvida cobrando a dívida ativa do INSS (em grande parte dívida de empresas falidas e que não cobriria um ano do gasto ) nem com o fim das renúncias fiscais, duas supostas panaceias frequentemente apregoadas como alternativas à reforma. Nada contra, mas não evitariam que o gasto continuasse a crescer de maneira insustentável.

A reforma previdenciária proposta pela atual administração representa mais uma oportunidade para o país começar a corrigir os rumos que nos levaram à crise atual. Não é perfeita, mas sem ela não haverá como reconquistar a estabilidade perdida nos últimos anos.
Herculano
14/12/2016 07:21
da série: os políticos não tem jeito. Eles vivem num mundo muito próprio e dizem representar o povo. Exemplos abundam. E os piores demagogos são os mais esclarecidos.

CÂMARA APROVA MAIS DE R$ 10 MIL EM SALÁRIO PARA VICE-PREFEITO DE BLUMENAU,

Conteúdo Informe Blumenau. Texto de Alexandre Gonçalves. Ao começar este texto, é preciso reafirmar duas questões já ditas algumas vezes neste espaço.

1 ?" O Informe Blumenau sempre se posicionou contra o projeto, depois lei, que acabou com o salário do vice-prefeito para o mandato de 2017 e 2020. Qualquer servidor, qualquer trabalhador, precisa ser remunerado. Pode (e deve-se) discutir uma readequações das funções, mas acabar com os vencimentos eu considero demagogia, que me desculpe o autor Ivan Naatz (PDT).

2 ?" Em tese, o maior interessado é o vice-prefeito eleito Mário Hildebrandt (PSB). Ele sempre, inclusive na campanha eleitoral, disse que não se preocupava com este debate, pois seria secretário municipal do futuro governo. Falou isso também nesta terça-feira, penúltimo dia de sessão desta Legislatura, ao sair estrategicamente antes da votação da emenda.

E ainda uma terceira. O salário de R$ 10,7 mil é o mesmo pago hoje.

Dito isso, entendo que novamente o Parlamento de Blumenau dá um tiro no pé, um mau exemplo para a cidade.

Menos de sete meses depois de votarem pela extinção do salário do vice, cinco vereadores simplesmente mudaram de posição. Na verdade seis, pois o reeleito Adriano Pereira (PT) se absteve na sessão desta terça, 13, ele que tinha aprovado antes.

O líder do Governo, Robinho Soares (PR), o ex-líder Cezar Cim (PP), Zeca Bombeiro (SD), Célio Dias (PR) e, pasmem, Jefferson Forest (PT), simplesmente votaram sim para a emenda que definiu o salário do vice-prefeito em R$ 10, 7 mil.

Era para ser uma etapa burocrática. Cabe aos vereadores a análise do salário do vice, prefeito e secretários municipais para o mandato seguinte, rotina de final de Legislatura. Havia um consenso de manter os salários pagos hoje, somente reajustados pela inflação em maio, como qualquer servidor.

Com relação ao salário do vice, o mesmo que a própria Câmara extinguiu, foi preciso apresentar uma emenda, de "autoria coletiva".

Conversei com Robinho e Jefferson Forest, dois vereadores não reeleitos. Conseguiram apresentar um ou dois argumentos para a mudança de opinião, mas nenhum que justificasse a votação lá do dia 18 de maio.

Mostra que se moveram pelo fígado da política, em um período pré-eleitoral, para atingir o vice-prefeito Jovino Cardoso Neto (PSD). Jovino foi eleito e volta ao Parlamento.

Não só eles, mas também Zeca Bombeiro, Cezar Cim e até o Adriano Pereira, isso sem falar no Fábio Fiedler (PSD), que também não reelegeu-se e nem voltou para a Câmara.
Herculano
14/12/2016 07:03
ELE VOTA COM O POVO

A imprensa catarinense - que inclusive possui estrutura em Brasília e se não possuísse, a sessão foi transmitida ao vivo, e os portais em questão de minutos, anunciaram os votos de cada senador, demorou quatro horas para descobrir que o senador Dário Berger, PMDB, votou contra a PEC dos Gastos. Votou com o PT e o PCdoB e outros notórios pemedebistas que sempre se identificaram com o PT como Katia Abreu e Roberto Requião, por exemplo.

E o que ele disse ao Diário Catarinense, de Florianópolis?

"Seu voto contraria a orientação do PMDB. Como fica a relação com o partido?

Francamente, entre os meus colegas, meus pares, nenhuma repercussão. Repercutiu na imprensa porque foi um voto que destoou do primeiro para o segundo turno, mas estou ciente da minha responsabilidade. Votei de acordo com os anseios da maioria da sociedade. Eu não votaria contra nenhum controle dos gastos públicos, mas eu não posso entender que outras despesas sejam tratadas da mesma forma que saúde e educação".

Vamos por partes.

Votar com o povo? Desde quando Dário Berger foi disso? Então por que ele votou no primeiro turno contra o povo? Conta outra.

O povo merece estar desinformado e por isso elege seus políticos. O senador não.

Dário Berger sabe que a PEC estanca a gastança sem fim e dá uma vida mínima de governabilidade econômica que repercutirá politicamente para o seu partido.

A oposição, o PT, PCdoB, PDT e outros, sabe disso. Por isso, quer o caos e não adere a PEC. O povo quer o emprego de volta, só isso. E o povo quer políticos envolvidos em má gestão e corrupção na cadeia. E ai...

O que Dário quis foi ser ouvido, mandar um recado ao governo e ao seu PMDB, coisa própria de político, mesmo em crise, paga pelos pesados impostos dos brasileiros que estão desempregados, que estão sofrendo e morrendo na fila do SUS, que estão sem segurança pública, sem obras essenciais...

Mas, parece que, pelo que ele próprio confessa, não foi ouvido mais uma vez."Francamente, entre os meus colegas, meus pares, nenhuma repercussão." Ou seja confessou que não possui trânsito na República do próprio PMDB, nem mesmo chantageando. Esse PMDB, esses nossos representantes...

Falta ele nos explicar qual o recado que ele quis dar. Falta ao presidente do PMDB de Santa Catarina, Mauro Mariani, dar explicações aos catarinenses.
Herculano
14/12/2016 06:43
TEMER DESPENCOU E LULA CRESCEU EM DATAFOLHA; A JARARACA ESTÁ VIVA, por Élio GAspari para os jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Os números da pesquisa Datafolha foram claros. Em julho, 31% dos entrevistados achavam que o governo de Michel Temer era ruim ou péssimo. No início de dezembro, antes que se conhecesse o conteúdo da primeira colaboração da Odebrecht, eram 51%. Tudo bem, ele recebeu uma herança maldita, mas enquanto o PT paga sua conta com a Lava Jato há mais de um ano, o PMDB de Renan Calheiros, Romero Jucá, Moreira Franco e Eliseu Padilha só agora começou a receber a visita dos cobradores. Quem sabe um dia a economia começa a respirar, a Lava Jato sai da ribalta e são Jorge ajuda. Prometendo uma "Ponte para o Futuro", Temer oferecia esperança, pedindo confiança. A ponte virou pinguela e, como diz Fernando Henrique Cardoso, é a que temos.

A mesma pesquisa informou que entre março e dezembro Lula pulou de 17% para 25%, nas preferências para um primeiro turno na próxima eleição presidencial, com variações desprezíveis dependendo do cenário. Atrás dele vem Marina Silva em cerca de 15%, em queda em todos os cenários. Numa previsão de segundo turno, Marina derrota Lula e todos os outros. Nessas simulações, "Nosso Guia" (expressão cunhada pelo então chanceler Celso Amorim) derrota todos os outros, salvo Marina. A cruz de Lula é sua rejeição (44%), empatado com Temer (45%).

Pesquisa de opinião em 2016 para uma eleição que está marcada para 2018 vale pouco mais que um horóscopo, mas o sinal que vem do Datafolha é claro: o caminho de "todos os outros" será pedregoso. Marina Silva prevalece num segundo turno, contra Lula, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra. Lula só perde para ela. Como ele mesmo disse, "a jararaca está viva".

Não só viva, como tonificada por um governo que anuncia uma reforma da Previdência que mais se parece a um rebanho de bodes. Se isso fosse pouco, falta-lhe a humildade de reconhecer que a prometida (e indefinida) reforma trabalhista foi um balão de ensaio para enternecer o andar de cima, que acabou enfurecendo o de baixo.

A jararaca poderá morrer com uma sentença judicial, mas o acordão do Supremo Tribunal que manteve Renan Calheiros na presidência do Senado foi um presente para o comissariado. Só o tempo e os autos dirão se as culpas de Lula são suficientes para torná-lo inelegível. Para quem se esgoelou na avenida Paulista gritando "Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro" as notícias são ruins.

Os brasileiros olham com desdém para a política argentina e desprezam os vizinhos encantados pelo fenômeno do peronismo. Afinal Juan Perón foi um general larápio deposto em 1955 que voltou ao poder, caquético, em 1973 e morreu em 1974 deixando o governo para sua mulher Isabelita, uma senhora que conheceu num cabaré panamenho.

O peronismo sobreviveu a dois golpes e na sua última encarnação chamou-se kirchnerisno. Quando Perón foi deposto em 1955, os militares fizeram uma exposição das joias e vestidos de sua mulher Evita, morta pouco antes. Coisa para classificar o luxo do casal Sérgio Cabral como "periferia chic". Vestidos? Christian Dior e Balenciaga. Joias? Uma tiara de brilhantes.

São muitas as teorias para explicar a resistência do peronismo. Seu oxigênio é a demofobia do andar de cima argentino. É uma gente finíssima, deu a duquesa de York à Inglaterra e a rainha Máxima à Holanda, só não entende um povo que vê em Evita uma princesa.
Herculano
14/12/2016 06:41
TEMER GOLEOU NO SENADO E TEM 82% DA CÂMARA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Apesar da crise política, o Palácio do Planalto aplicou a goleada de 53 x 16 na aprovação no Senado da PEC 55, que limita gastos públicos, numa demonstração de força no Congresso que não tem paralelo desde o auge do governo Lula, quando a oposição era ainda mais inexpressiva. A situação do governo Michel Temer segue confortável também na Câmara, onde conta com o apoio de 82% dos deputados.

MAIORIA PLENA
Em 146 votações até agora, desde a posse de Michel Temer, 436 deputados federais apoiaram o governo na maioria dos casos.

A VIDA COMO ELA É
O governo tem maioria tão sólida no Congresso que a oposição jamais conseguiria somar 342 votos para o impeachment de Michel Temer.

PRESIDENTE BLINDADO
Presidente só responde por crimes no próprio mandato: Dilma escapou temporariamente do petrolão, mas foi denunciada por obstruir a Justiça.

ANIMAL POLÍTICO
Diferente de Dilma, arredia e grosseira com parlamentares, Temer os trata com cordialidade. "Cisca para dentro", como dizem em política.

RIO SUSPENDERÁ CONTRATOS COM TERCEIRIZADOS
O governo Luiz Fernando Pezão vai anunciar a suspensão de dezenas de contratos com terceirizados, para se habilitar a socorro federal. Uma das áreas mais atingidas é a de Infraestrutura, das antigas secretarias de Agricultura, Desenvolvimento Econômico, Obras e Transportes. "Essa suspensão arbitrária vai gerar uma enxurrada de ações judiciais", adverte Marcelo Aith, especialista em Direito Público. Circulando em Brasília de pires na mão, ontem, Pezão não quis papo com jornalistas.

PELA CULATRA
O especialista da Aith Advocacia avisa: "O tiro pode sair pela culatra porque, para cortar gastos, pode-se gerar um imenso passivo futuro".

ARRESTO PROIBIDO
Liminar do ministro Dias Toffoli, do STF, proibiu o arresto de bens do governo do Estado em ações de servidores ou empresas privadas.

ACORDO TOFFOLI
Dias Toffoli intermediou no STF um acordo entre o governo fluminense e a Justiça do Estado, que objetiva somar esforços para sair da crise.

REPETECO
Bandidos que tocaram o terror em Brasília há duas semanas voltaram a em número bem menor, mas ainda assim surpreenderam a Polícia Militar do DF. Que se revelou novamente despreparada para o conflito.

TOCANDO O TERROR
Há duas semanas, depredaram sete ministérios, queimaram carros e emporcalharam a cidade. Ontem, eles queimaram ônibus e atacaram policiais, que de novo estavam pouco protegidos para o enfrentamento.

BANDOLEIROS COVARDES
Covardes, os adoradores de gastos públicos sem limite depredaram carros, com pessoas dentro, presas no engarrafamento. A PM não estava por perto para proteger essas vítimas dos bandoleiros.

PETISTA ELOGIA GILMAR
Em corajosa entrevista a Veja, o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), aluno de Direito do IDP, fundado por Gilmar Mendes, elogiou a "concepção privilegiada" do ministro do STF, destacou o destemor do magistrado odiado pelo PT e testemunhou: "é um ótimo professor".

SOARES ESTÁ MAL
Está mal, inconsciente em um hospital de Lisboa, o ex-presidente Mário Soares, 92, o "Bochechas", como o chamam por lá. Foi um dos líderes da Revolução dos Cravos, que libertou Portugal da ditadura.

SAIU DE FININHO
Na sessão do Senado em homenagem a Miguel Arraes, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE), conterrâneo e filiado ao partido do ex-governador, saiu de fininho tão logo a sessão foi aberta.

SIMPLES 10 ANOS
O presidente do Sebrae, Guilherme Afif, comemora esta semana o aniversário de 10 anos do Simples Nacional. "É um laboratório para a reforma tributária", diz. Desde 2006, foram arrecadados R$555 bilhões.

A ESCOLA DA TURBA
Pregos, gasolina e armas, usados no protesto favorável aos gastos públicos, em Brasília, são os mesmos materiais usados no atentado terrorista da maratona de Boston, em 2013, que matou três e feriu 264.

PENSANDO BEM...
...de tão primários, os bandidos nem percebem que tocando o terror em Brasília só ajudam o governo que dizem contestar.
Herculano
14/12/2016 06:35
MUTIRÃO DA CORRUPÇÃO, por Hélio Schwartsman, para o jornal Folha de S. Paulo

Conforme prometido, comento hoje o problema logístico que a Justiça enfrenta com a Lava Jato. A crise política, que está agravando nossos problemas econômicos, só começará a resolver-se quando ficar claro quais agentes estarão fora do jogo e quais permanecerão. E, a julgar pela performance passada, nem a Procuradoria-Geral da República (PGR) nem o STF estão preparados para lidar com a enxurrada de acusações contra políticos com foro privilegiado que surgirá da mãe de todas as delações.

Para dar um exemplo da morosidade dessas instituições, a PGR levou seis anos para transformar o mais antigo dos inquéritos contra Renan Calheiros numa denúncia, e o STF precisou de mais três para aceitá-la. Isso num contexto, vá lá, de normalidade. Agora, com dezenas, talvez até centenas de novos casos penais pipocando na área do Supremo, não seria absurdo apostar num cenário de congestionamento e prescrições. É tudo o que não pode acontecer.

É bom constatar que a PGR começou a correr e foi bem mais rápida para apresentar a segunda denúncia contra Calheiros, mas é preciso proceder com método. É pouco provável que a atual estrutura do STF dê conta da nova demanda. Parece o caso de convocar magistrados de outras esferas para auxiliá-lo nessa tarefa, numa espécie de mutirão judicial. O Supremo já recorreu a esse tipo de ajuda no mensalão. Sergio Moro assessorou a ministra Rosa Weber.

Mais importante, é preciso que tanto a PGR como o STF sejam absolutamente transparentes nos critérios que utilizarão para decidir quem responderá a processo e quem sairá livre. É até possível que seja necessário estabelecer uma nota de corte, mas sempre de acordo com a lei e jamais com a vontade dos políticos e suas anistias. O risco de situações em que todos devem algo é que se apague a distinção entre os crimes mais graves e os delitos de menor monta, beneficiando os que roubaram mais.
Herculano
14/12/2016 06:32
DO OUTRO LADO DO ESPELHO, por Carlos Brickmann

A área política do Governo Temer está bem complicada: como bananas que passaram do ponto, meia dúzia de ministros já foi descartada, outros aguardam o iminente descarte. Até o presidente já foi citado em delação premiada. Um aliado importante, o senador goiano Ronaldo Caiado, DEM, propôs a renúncia imediata de Temer, para que uma eleição direta indique um sucessor com apoio popular para dar um jeito na crise e na economia.

Mas exatamente a economia tem mostrado bons resultados, submersos pelos erros políticos, pela Operação Lava Jato e pelo cansaço da opinião pública, que provavelmente esperava ação mais decisiva do novo Governo. Há uma nova safra de empresas, em especial as individuais: 1,55 milhão, informa a Serasa. Boa parte dos empreendedores reage ao desemprego que os atingiu, mas o número dá um sinal da força do mercado interno. E há a rápida queda da inflação, que no fim do Governo Dilma buscava dois algarismos e hoje parece estar no centro da meta oficial: 4,5% ao ano. Se o cálculo estiver correto, abre-se campo para redução rápida da taxa de juros. E a emenda que limita os gastos estatais logo logo entra em vigor.

A equipe econômica é boa e trabalha em silêncio. Montou um pacote de oito iniciativas que podem funcionar: por exemplo, um programa de emprego, com R$ 1,3 bilhões em quatro anos, algumas mexidas no crédito, redução na burocracia.

A cartada é essa: sai a Política, entra a Economia.

TODOS OS TRUNFOS...

Ao pedir ao procurador-geral Rodrigo Janot que bloqueie vazamentos de delações premiadas, e as divulgue logo, na íntegra, depois de homologadas pelo STF, Temer, respeitado constitucionalista, sabe o que está fazendo. Se as citações a seu respeito forem verdadeiras, ele não poderá ser julgado por elas, já que se referem todas a período anterior a seu mandato.

...DO PRESIDENTE

E se as citações da delação premiada (faltam 77 delações, só na Odebrecht) continuarem vazando, talvez possam ser contestadas como ilegítimas. Até agora, portanto, não há como atingi-lo do ponto de vista penal. O prejuízo se limita à sua imagem como político e ao debate público.

COISA ESTRANHA

O senador Ronaldo Caiado, expoente do DEM, sabe das coisas. Por isso, sua ideia de que Temer renuncie a tempo de convocar eleições diretas para presidente parece esquisita. Caiado sabe que Michel Temer é do PMDB, e jamais se ouviu dizer que alguém do PMDB tenha largado algum cargo.

COISA NORMAL

O presidente do DEM, Agripino Maia, é claro: antecipar eleições é ideia de Caiado, não do partido. O DEM continua firme apoiando o Governo.

EFEITO EXTERNO

Michel Temer conversou ontem, pela primeira vez, com o presidente americano eleito, Donald Trump. Temer disse que o Brasil tem interesse em atrair capitais americanos, Trump cumprimentou-o pelo programa de reformas econômicas e apresentou pêsames pelo desastre do Chapecoense.

LULA SOB PRESSÃO 1

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Lula por corrupção passiva. Com ele, foram indiciados sua esposa, Marisa Letícia, seu advogado e compadre, Roberto Teixeira, o ex-ministro Antônio Palocci e mais três pessoas. Motivo: a Federal considera que a compra de um terreno para a construção de um novo Instituto Lula e de um apartamento ao lado daquele em que mora, que estaria em nome de terceiros, mas alugado pela esposa de Lula, foram feitas com propina da Odebrecht.

Lula diz que nenhuma das duas compras ocorreu, que não há planos de mudar o local do Instituto Lula, e que ele vem sendo perseguido pelo delegado Márcio Anselmo.

LULA SOB PRESSÃO 2

Outra operação da Polícia Federal, iniciada na terça-feira, apura fraudes e desvio de pouco mais de R$ 10 milhões no Museu do Trabalhador, que está sendo construído em São Bernardo do Campo, ao lado do Paço Municipal, e é conhecido na cidade como Museu do Lula. É a Operação Hefestos, que atingiu 16 pessoas, oito em prisão temporária, oito em condução coercitiva. Hefestos, ou Hefaístos, é o nome grego de um deus conhecido pelos romanos como Vulcano, que se dedicava à metalurgia. A operação foi autorizada pela 3ª Vara Federal de São Bernardo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraude às licitações, peculato e uma série de outras ilegalidades.

OS ESPECIALISTAS

Nossos parlamentares, faça-se justiça, são observadores sagazes das mais diversas situações. Com a emenda de limitação de gastos, e a reforma da Previdência, os parlamentares aumentaram suas férias em sete dias. Pela Constituição, deveriam trabalhar até dia 22, mas só ficam até o dia 15.
Sidnei Luis Reinert
13/12/2016 22:04
Herculano, DÁRIO BERGER agora faz parte da "bancada da chupeta"... ambos com altas probabilidades de passar por CURITIBA!
Herculano
13/12/2016 17:33
NENHUM NOME DA POLÍTICA TRADICIONAL É VIÁVEL PARA 2018, por Kim Kataguiri, coordenador do Movimento Brasil Livre, no jornal Folha de S. Paulo

As esperadas revelações da Odebrecht começaram a aparecer. Com elas, os principais possíveis presidenciáveis foram jogados na lama. PMDB, PSDB, PT, ninguém saiu ileso. A eleição de 2018, que já seria turbulenta, tornou-se ainda mais imprevisível.

Geraldo Alckmin, tucano que, até então, estava mais confortável que seus adversários de partido José Serra e Aécio Neves ?"que já haviam sido citados em vazamentos anteriores?" foi atingido em cheio. Apesar do expressivo ganho de força do governador de São Paulo com a vitória de João Doria, sua competitividade ficou bem abalada pelo grave depoimento dado em acordo por executivos da Odebrecht, segundo o qual teria recebido R$ 2 milhões em dinheiro vivo para cobrir gastos das campanhas de 2010 e 2014.

O presidente Michel Temer, cujos aliados, no início de seu mandato, acreditavam ser um bom nome para 2018 caso colocasse a economia nos trilhos ?"apesar de o próprio negar publicamente sua intenção de concorrer?", também foi queimado pela pré-delação. Temer teria pedido repasse de R$ 10 milhões, sendo R$ 6 milhões para Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e os R$ 4 milhões restantes divididos entre Eduardo Cunha (R$ 1 milhão), Eliseu Padilha, hoje chefe da Casa Civil, e José Yunes, amigo do presidente, para atender a interesses do partido.

Até a ex-presidente Dilma, que alguns ?"até da antiga oposição?" ainda acreditavam ser uma idealista absolutamente honesta, pediu, segundo depoimento de Marcelo Odebrecht, R$ 4 milhões da empreiteira para pagar dívidas da campanha da senadora Gleisi Hoffmann, que já é ré no STF por corrupção e lavagem de dinheiro. O mito da guerrilheira incorruptível caiu.

Segundo o Datafolha, que, vale lembrar, errou mais da metade das previsões para cargos executivos no primeiro turno das eleições de 2014, a ex-petista Marina Silva (Rede) venceria em todas as hipóteses de segundo turno em 2018.

Faz certo sentido que, de alguma maneira, Marina, com seu discurso "metapolítico", messiânico e demagógico, tenha conseguido se vender como uma figura que está acima "de toda essa sujeira que está aí". Porém, campanhas eleitorais mudam completamente o jogo ?"como vimos nessas eleições municipais, principalmente em São Paulo?", e aqueles que têm boa memória ainda lembram que a maga da selva, segundo Léo Pinheiro, da OAS, teria enviado um intermediário para pedir dinheiro à empreiteira, mas haveria de ser pelo caixa dois porque não queria seu nome associado à empresa. Janot pôs fim à delação de Pinheiro, e ninguém sabe até hoje por quê.

Tudo indica que a tão esperada delação da Odebrecht deixará espaço aberto nas eleições de 2018. Resta saber se esse espaço será ocupado por um candidato honesto ?"não só legal, mas também intelectualmente?", pragmático e com propostas sérias ou por um populista aventureiro e aspirante a salvador da pátria.

Em tempos de histeria, temos de trazer a racionalidade ao debate. Não foi apenas a corrupção que levou o Brasil à ruína. Há também o autoritarismo da ditadura da propina ?"que vai além da corrupção como mero fim e foi implantada pelo PT; a demagogia de prometer tudo sem se preocupar com o orçamento; o inchaço do Estado e o corporativismo. Não basta eleger uma pessoa honesta se ela não possuir um discurso coerente, se ela não defender novas práticas e um novo método de governo.

Temer, Lula, Serra, Aécio, Alckmin, Marina, criticamos todos eles. Alguns perguntam, então, se o MBL já tem um candidato à Presidência da República. Não temos. No atual cenário ?"em que precisamos garantir a continuidade da Operação Lava Jato e apoiar reformas estruturantes no Congresso?", é muito cedo e pouco produtivo pensar nisso.

O que sabemos, com certeza, é que quem quer que venha em 2018 não pode ser adepto das velhas práticas, de corrupção institucionalizada, do populismo e da demagogia.
Herculano
13/12/2016 16:41
JORNALISMO ALIENAÇÃO, PREGUIÇA OU IDEOLOGICO

Duas horas depois da segunda votação aprovando a PEC 55, a imprensa de Santa Catarina não conseguiu ver que o senador Dário Berger votou contra ela, o seu partido o PMDB e o presidente Michel Temer.

Os poderosos Diário Catarinense e Jornal de Santa Catarina, com estruturas caras, incluindo gente em Brasília, mas jornais que ninguém sabe quem são os donos e onde eles moram, não conseguiram repercutir o voto do senador. É uma vergonha.
Sidnei Luis Reinert
13/12/2016 16:35
ESGOTOSFERA PTRALHA:

Odebrecht financiou "Carta Capital" com dinheiro de Caixa 2 e a pedido do PT

http://www.ilisp.org/noticias/odebrecht-financiou-carta-capital-com-dinheiro-de-caixa-2-pedido-do-pt/
Herculano
13/12/2016 16:33
OLHA SO COM QUEM DÁRIO BERGER VOTOU! COM A ESQUERDA DO ATRASO, COM O PT, PCdoB E OS PEEMEDEBISTAS AMIGOS DE LULA E DILMA


Angela Portela - PT-RR
Dário Berger - PMDB-SC
Fátima Bezerra - PT-RN
Gleisi Hoffmann - PT-PR
Humberto Costa - PT-PE
João Capiberibe - PSB-AP
Jorge Viana - PT-AC
José Pimentel - PT-CE
Kátia Abreu - PMDB-TO
Lídice da Mata - PSB-BA
Lindbergh Farias - PT-RJ
Paulo Paim - PT-RS
Paulo Rocha - PT-PA
Regina Sousa - PT-PI
Roberto Requião - PMDB-PR
Vanessa Grazziotin - PCdoB-AM
Herculano
13/12/2016 16:28
O SENADOR DÁRIO BERGER,PMDB,VOTOU CONTRA A PEC DO TETO E A FAVOR DO DESCONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS

A surpresa na segunda e última votação de hoje da PEC 55 no Senado, foi o voto contra do senador catarinense, Dário Berger.

Berger foi contra a proposta do seu partido e do presidente Michel Temer para os ajustes das contas públicas. Berger na primeira votação votou a favor, assim como os demais senadores catarinenses Paulo Bauer e Dalírio Beber, ambos do PSDB.

É assim que movem os políticos, fazendo média com a ignorância, as corporações e interesses mal explicados.
Herculano
13/12/2016 16:15
PEC DO TETO É COMO GALHO QUE EVITA AFOGAMENTO, por Josias de Souza

Vendida inicialmente como uma ponte entre o abismo fiscal e a pujança econômica, a Proposta de Emenda Constitucional do teto dos gastos, aprovada em votação final no Senado, ganhou a aparência de um galho no qual o governo se agarra para tentar evitar o afogamento. Engolfado pelas crises política e econômica, Michel Temer será arrastado de 2016 para 2017 com a água na altura do nariz.

Há poucos dias, o governo e seus operadores políticos falavam em suspender as férias do Legislativo para apressar a análise da reforma da Previdência. Hoje, os congressistas são aconselhados a fazer as malas e sair de cena de fininho. O governo quer evitar marolas. Melhor desligar o Legislativo da tomada do que correr o risco de converter as tribunas da Câmara e do Senado em caixas de ressonância das delações da Odebrecht.

Impopular, Temer começa a se converter numa companhia tóxica. Para atenuar os efeitos do contágio, os aliados, sobretudo os tucanos, cobram do presidente o anúncio de medidas capazes de apressar a reativação da economia. Encostado contra a parede, o governo prepara um pacote de bondades a ser desembrulhado nos próximos dias.

Depois, restará a Temer rezar para que as festas de final de ano congelem a Lava Jato. Algo difícil de obter, já que Marcelo Odebrecht depõem desde segunda-feira na carceragem de Curitiba e deve confirmar o jantar em que foi mordido por Temer em R$ 10 milhões, no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.

Quando voltarem das férias, em fevereiro, os congressistas terão pela frente a reforma da Previdência, um projeto duro de roer. Trata-se de um complemento indispensável à emenda do teto dos gastos. Sem ela, admitem os membros da equipe econômica do governo, os efeito benfazejos do congelamento dos gastos públicos serão anulados. E não haverá galho capaz de disfarçar o afogamento.
Sidnei Luis Reinert
13/12/2016 13:35
Aqui no brasil o governo vai confiscar a aposentadoria de quem trabalha e devolvê-la às vésperas de sua morte.
Na ìndia o confisco está mais adiantado:

Governo da Índia confisca ouro, até jóias, em Raids sobre Hidden dinheiro

Postado por mishgea | 07 de dezembro de 2016 08:30:00 |

repressão financeira global se acelere, liderado pela Índia. Depois de declarar grande denominação observa ilegal, Índia agora alvo de ouro.

Não é apenas barras ou lingotes de ouro. O governo invadiram casas, sem perguntas, confiscando jóias.

https://mishtalk.com/2016/12/07/india-confiscates-gold-even-jewelry-in-raids-on-hidden-money/
Herculano
13/12/2016 12:43
PRESO O CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO DE TUCURUÍ PA, ACUSADO DE FRAUDAR A PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Conteúdo do Ministério Público Federal do Pará. Dois mandados de prisão foram cumpridos no Pará e um em Santa Catarina. E teve gente em Ilhota que ficou preocupada.

Preso o chefe de gabinete do prefeito de Tucuruí (PA), acusado de fraudar a previdência dos servidores municipais.

Nesta quinta-feira, 3 de novembro, após investigação do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal prendeu três acusados que desviaram recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Tucuruí (Ipaset), no Pará. O desvio pode chegar a mais de R$ 4 milhões.

Em Tucuruí, foram presos Ronaldo Lessa Voloski e Ademildo Alves de Medeiros, superintendente e diretor financeiro do Ipaset, respectivamente. Em Blumenau (SC), foi preso o advogado Elsimar Roberto Packer.

Os crimes vinham ocorrendo desde abril de 2015. De forma ilegal e criminosa, os dois integrantes do Ipaset autorizavam transações bancárias, bem como transferências eletrônicas de recursos ou emissões e saques de cheques fraudulentos.

De acordo com as investigações, não há nenhum contrato entre o Ipaset e as empresas beneficiárias do esquema. Os recursos deveriam ter sido investidos em aplicações financeiras com o objetivo de gerar renda para os servidores do município.

As prisões desta quinta-feira foram prisões preventivas em cumprimento a mandados da 4ª Vara da Justiça Federal em Belém, especializada em crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.

Os acusados já foram denunciados à Justiça pelo MPF. As penas para os crimes, somadas, podem chegar a 21 anos de reclusão, além de multa.
Herculano
13/12/2016 12:24
PARA EVITAR DOUTRINAÇÃO, FILOSOFIA SO DEVE SER ESTUDADA AOS 30 ANOS, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, no jornal Folha de S. Paulo

1. Tempos atrás, um amigo brasileiro contava-me que a filosofia poderia desaparecer do ensino médio. Verdade? Mentira? Espero que seja verdade. A minha posição sobre essa matéria é simples e antiga: a filosofia é inútil (já explico) e só deve ser estudada a partir dos 30 anos. Exatamente como Platão aconselhava.

Aliás, por falar em Platão, confesso que a melhor parte da sua "República" lida com questões educacionais (e os vitorianos, nesse quesito, sabiam do que falavam). Adaptando livremente o espírito do filósofo, seria importante começar pelo básico (ler, escrever, contar). Depois, cultivar a ginástica e a música (tradução: desenvolver o corpo e refinar o espírito).

As artes militares viriam a seguir (algo que poderia ser substituído, para os pacifistas, por serviço cívico obrigatório ?"limpar ruas, ajudar os mais pobres etc.).

Por último, e antes da filosofia, as ciências "duras" (matemática, geometria etc.). As vantagens desse currículo são óbvias: o indivíduo chegaria à idade da razão ?"que, como se sabe, começa perto dos 30 ?" com o mínimo de doutrinação ideológica possível.

Além disso, o meu estudante ideal iniciaria os seus estudos filosóficos depois de ter sofrido algumas cicatrizes fundamentais que só a idade permite. Grandes paixões. Grandes perdas. A necessidade básica de ganhar a vida e pagar as contas. O confronto pessoal com a coragem e a covardia, a bondade e o ressentimento. A doença ?"sua ou dos outros. A consciência plena da mortalidade.

Só então poderia iniciar a leitura e a conversa ?"sim, por essa ordem: leitura, conversa?" com os textos filosóficos fundamentais que sobreviveram às modas do tempo.

E quando lhe perguntassem para que serve a filosofia, ele responderia com novas perguntas: "E para que serve a grande pintura? Ou a grande escultura?".

Citando o título, e apenas o título, do filósofo espanhol Daniel Innerarity, a filosofia seria vista como uma das belas artes. E, como acontece com a grande arte, a sua "utilidade" nunca poderia ser confundida com a utilidade da ciência ou da técnica. A filosofia vale por si própria ?"pelo prazer do conhecimento e do pensamento sobre a condição humana.

O contrário desse percurso, como hoje se vê, é chegar aos 30 anos com a cabeça em avançado estado de decomposição pela quantidade de propaganda política que é vendida como "filosofia" a crianças indefesas. Ainda estamos a tempo de evitar este crime.

2. As mídias sociais estão inundadas por notícias falsas. E notícias falsas levam os leitores a atos tresloucados ?"um deles, informa esta Folha, entrou numa pizzaria de Washington e começou a disparar. Parece que a pizzaria servia de fachada para uma rede de pedofilia liderada por Hillary Clinton, diziam as "notícias". Felizmente, não houve mortes.

Leio sobre este admirável mundo novo e penso em Nelson Rodrigues. Eu sei: ando obcecado por ele. Paciência. Sou obrigado a repetir aqui o que não me canso de escrever em todo lado.

Nelson Rodrigues é admirável por muitas razões: a beleza da prosa, as obsessões do autor, os aforismos fulminantes e aquela deliciosa "escrita corretiva", que avança e recua ao sabor do pensamento ?"e das teclas da máquina.

Mas se tivesse que escolher um tema que ocupava e preocupava Nelson com a força de "uma tempestade de quinto ato de Rigoletto", seria a emergência e a onipresença do idiota.

Escrevia Nelson que, antigamente, o idiota conhecia a sua própria idiotia. Sentia certa vergonha. Caminhando pela rua, encostava na parede e, com deferência, deixava passar quem não era idiota.

Mas certo dia houve um membro da espécie que ganhou coragem, subiu no caixote e resolveu testar a humanidade com as suas proclamações idiotas.

Surpresa: os restantes idiotas saíram dos seus buracos e constataram que o mundo era deles. Numericamente falando, as existências clandestinas não tinham razão de ser.

Os idiotas tomaram conta de tudo ?"governo, empresas, hospitais, universidades. E os outros, que não eram idiotas, passaram a fingir-se idiotas por medo dos verdadeiros idiotas.

Nelson Rodrigues escreve essa epopeia com a força e a beleza de um Wagner. E eu só lamento que nunca tenha existido um compositor e um libretista para levar ao palco esta ópera fortemente visual, visceral, universal. E mais contemporânea do que nunca.

Pode ser que as notícias falsas sejam o estímulo que faltava.
Sidnei Luis Reinert
13/12/2016 12:19
Desgoverno bandido pode dar calote; você, não!


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Os recessos de final e começo de ano do Judiciário e do Legislativo podem não ser suficientes para debelar a crise estrutural ?" com as gravíssimas crises política e econômica "disputando" para ver qual consegue ficar pior a cada instante. O mar só está bom para advogado que é "tubarão". Eles ganharão muito dinheiro defendendo políticos corruptos e empresários (grandes, médios e pequenos) que entram em ritmo de quebradeira, porque não conseguem pagar impostos, depois de atirados na "dívida ativa", com prazo urgente para pagar o que devem, sob risco de penhora imediata de bens pessoais.

Imediatamente, os empresários tomam pau dos governos especializados em extorquir quem tenta trabalhar e produzir, sem devolver a desejável contrapartida à sociedade. A turma da politicagem ganha um tempinho de sobrevida. Mais de trezentos figurões políticos torcem para que fevereiro ou março demorem a chegar com a homologação das arrasadoras delações da Odebrecht. Já com filme queimado na pedalada que beneficiou Réunan Calheiros na recente "desobediência premiada", o Supremo Tribunal Federal fica sob pressão total para não promover rigores seletivos ?" ferrando uns, e poupando outros ?" na hora de oficializar as delações.

A pressão só aumenta... Foi patético ver Michel Temer reclamar da ilegitimidade do vazamento da delação da Odebrecht. Mais ridícula será a tentativa governamental de anunciar um conjunto de medidas na economia, em pleno final de mais um ano sob recessão, apenas para tentar desviar o foco da turbulência política gerada pelo "Efeito Lava Jato". Acena-se com uma espécie de "novo refis" ?" permitindo aos contribuintes quebrados e sem grana adiar o pagamento dos débitos tributários com prazos mais longos e juros menores. O probleminha é que a Super Receita Federal não quer saber de alongar o perdão para ninguém. É aí que os tributaristas fazem a festa. Quem não tem para acertar com o fisco é forçado a se endividar com os advogados...

Uma grande picaretagem que está sendo armada é autorizar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para quitar débitos bancários impagáveis pelas taxas e juros extorsivos. Outra safadeza explícita é a "fabricação" desnecessária do estoque de dívida ativa. Os governos da União, Estados e Municípios ?" certamente assessorados pelo Cramulhão ?" estão antecipando o envio dos nomes de contribuintes para a lista negra. O objetivo é negociar a cobrança da dívida ativa com os bancos. O governo faz caixa imediatamente, e os escritórios de cobrança e call centers ligados aos bancos faturam horrores para tomar o dinheiro de "caloteiros" ou de quem realmente perdeu as condições de pagamento, por dificuldades de sobrevivência.

Eis uma bomba prestes a explodir no Brasil dos milhões de endividados. Tudo ficará ainda mais explosivo com a aprovação de uma reforma da previdência feita a toque de caixa, sem os devidos debates, ferrando a maioria dos trabalhadores e poupando aquelas categorias estatais que têm privilégios e vantagens na hora da aposentadoria. Além da mudança previdenciária, o governo em altíssimo desgaste tem como prioridade aprovar a contenção dos gastos públicos por 20 anos ?" para garantir o pagamento dos juros e de uma pequena da dívida pública "impagável".

O zé povinho já percebe a sacanagem. Os governos são ultra velozes e furiosos na hora da cobrança dos impostos devidos. No entanto, o mesmo poder público é lentíssimo ou totalmente parado na hora de pagar o que é devido aos contribuintes. Jogar você na dívida ativa pode. Pagar o precatório "abala as contas públicas". Enfim, os governos podem ser caloteiros. O cidadão e empresário não têm tal "direito".

É assim que o Brasil caminha para a desestruturação política, econômica e social. Só uma profunda e inédita Intervenção Cívica Constitucional tem condição real de promover mudanças estruturais urgentes. As pré-condições para as transformações ainda não estão maduras, porque o reacionarismo às mudanças ainda é enorme. A pressão das pessoas afetadas pelas crises fará a diferença na hora da onça beber água ?" quer ela queira ou não.

Tudo só vai mudar na hora em que o brasileiro, realmente, cansar de tanta maluquice sob desgovernança do crime institucionalizado.
Herculano
13/12/2016 11:41
É PRECISO REVERTER URGENTEMENTE ESSA MÁ IMAGEM DO JUDICIÁRIO. ELA FOI CRISTALIZADA PELA DEMORA DECISÕES, PELAS DESQUALIFICAÇÕES MÚTUAS DE SEUS INTEGRANTES E DECISÕES FORA DA CONSTITUIÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SOMA-SE OS ALTOS SALÁRIOS E PENDIURICALHOS ETERNOS FEITOS DE MANOBRAS INTRACORPO

84,5% APOIAM LAVA JATO, MAS 69,8% QUEREM PUNIR TAMBÉM JUÍZES E PROCURADORES

Conteúdo Poder 360. Entre os brasileiros que conhecem a Operação Lava Jato, mesmo que superficialmente, 84,5% apoiam a investigação que já levou para a cadeira vários políticos de expressão nacional.

Essa simpatia pelo combate à corrupção e a crimes em geral também se estende aos operadores do direito. Quando indagados se são a favor ou contra "uma lei mais ri?gida para punir jui?zes e membros do Ministe?rio Pu?blico que cometam abuso de autoridade e outras ilegalidades", 69,8% dos brasileiros respondem de maneira favorável.

Ou seja, parece não existir na população brasileira a dicotomia expressa no debate recente no Congresso. De 1 lado, deputados e senadores tentaram (sem sucesso) endurecer as regras contra juízes e integrantes do Ministério Público. Do outro, esses operadores do direito conseguiram frear essa iniciativa ?"mesmo as propostas que não iriam necessariamente tolher os poderes de investigação em casos como a Lava Jato.

Esses dados estão em um levantamento do instituto Paraná Pesquisas. O estudo foi realizado nos dias 6 a 8 de dezembro, com 2.016 entrevistas em 152 municípios em 25 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos
Miguel José Teixeira
13/12/2016 10:04
Senhores,

. . .Dom Hélder hoje nos diria: sejam brasileiros antes de serem políticos; tenham compromisso com a verdade antes de terem compromisso com suas interpretações e preconceitos. . ."

LUCIDEZ E DIÁLOGO

Engenheiro Cristovam Buarque
Senador pelo PPS-DF e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)

O que diria Dom Hélder Câmara se estivesse conosco nesses momentos de alta e perigosa turbulência política, com falência fiscal do Estado e profunda crise econômica? Propus essa reflexão durante a solenidade de entrega da Comenda Dom Hélder Câmara, que aconteceu no Senado, na última terça-feira.

Um dia que mostrou a gravidade do momento e os riscos de um conflito institucional ameaçando a democracia; dia em que um dos ministros do Supremo determinou o afastamento do presidente do Congresso, que, por decisão da Mesa Diretora do Senado, recusou cumprir a ordem judicial.
Isto, em meio a uma profunda crise econômica, que exige decisões rápidas, sem as quais a economia se deteriorará a ponto de provocar ruptura no tecido social. O que se viu nesse dia foi a manifestação de um imbróglio jurídico de proporção destruidora do equilíbrio institucional, em que um lado parece acender o fósforo e o outro jogar a gasolina.

Isso acontecendo no mesmo dia em que tomamos, mais uma vez, conhecimento de nossa maior tragédia, o atraso vergonhoso na educação de nossas crianças. Em 2015, o Brasil regrediu na qualidade da educação, conforme divulgado em respeitado relatório internacional. Dom Hélder significava compromisso com os pobres e com a democracia.

Ele se assustaria com tantos retrocessos nas nossas conquistas sociais passadas, ameaçando o futuro, e com os riscos institucionais que hoje atravessamos. Mas, como democrata, ele se assustaria ainda mais do que como humanista nas suas preocupações sociais, com a falta de sonhos utópicos, com a divisão do Brasil em corporações sem espírito nacional; partidos sem propostas, sem identidades, nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista ideológico; e corrupção generalizada.

E se assustaria com o descrédito que os políticos, eleitos democraticamente, recebem do povo, transformando a crise num impasse institucional. Ele nos alertaria para o risco de a crise se transformar em uma desagregação do tecido social, político e econômico brasileiro. Para enfrentar o momento, ele proporia diálogo.
Diria que é hora de derrubar paredes e construir pontes, o contrário do que estamos fazendo.

Sugeriria sairmos dos sectarismos, de um lado e do outro, das certezas plenas, que decorrem da falta de tolerância, sem análises dos problemas. Ele pediria lucidez e responsabilidade. Lucidez para entender os problemas sem os preconceitos que carregamos, e responsabilidade para colocar o interesse do país na frente do interesse de cada um de nós, colocarmos a preocupação com a próxima geração à frente da preocupação com a próxima eleição.

Dom Hélder hoje nos diria: sejam brasileiros antes de serem políticos; tenham compromisso com a verdade antes de terem compromisso com suas interpretações e preconceitos. Sobretudo, que é pelo diálogo com paz que se constrói o futuro; a paz, com lucidez e com responsabilidade.


TrETA
13/12/2016 09:54
Caro Herculano,

Esse Thiago de Souza não vê a hora de mamar na teta da Prefeitura de Ilhota.
Herculano
13/12/2016 07:41
HOJE É DIA DE VANDALISMO EM BRASÍLIA?

É a forma da esquerda do atraso protestar contra a PEC 55. Só falta, mais uma vez, as autoridades de segurança da Capital Federal dizer que foram surpreendidos.
Herculano
13/12/2016 07:38
da série: como o poder de plantão compra com os nossos pesados impostos a pena de jornalistas sem escrupulos. Nos dias de hoje, com a mídia social, isso além de roubo é inócuo.

"ACHO QUE ESSA É A PEDRA", de O Antagonista

Lula, o "Amigo" do departamento de propinas da Odebrecht, pautava o dono da Carta Capital, que recebeu dois repasses do departamento de propinas da Odebrecht.

Vale a pena reler a conversa gravada pela Lava Jato entre Lula e Jaques Wagner, o "Polo" do departamento de propinas da Odebrecht:

Lula: Como foi a manifestação na Bahia?

Wagner: Ah, teve 10, 15 mil. O Aleluia foi falar, tomou uma vaia da porra, e ninguém mais quis falar. Na verdade generalizou porque é uma manifestação contra a política.

Lula: Acho que essa é a pedra. Acabei de falar com o Mino Carta aqui, para ele escrever um artigo mostrando que teve duas coisas: primeiro a vontade das pessoas que o combate a corrupção continue, e o Moro representa isso fortemente. Segundo, que a negação política é total. E o resultado disso, você sabe o que é?

Wagner: Lógico, o caminho pro autoritarismo.

Lula não precisa mais pautar Mino Carta, porque a Veja já comprou sua tese.
Herculano
13/12/2016 06:50
PROCURADORES DA LAVA JATO CONSIDERAM TEMER PRINCIPAL INIMIGO DO MPF, por Mônica Bérgamo, para o jornal Folha de S. Paulo

O presidente Michel Temer é hoje um dos principais adversários do Ministério Público Federal, na opinião de procuradores da Operação Lava Jato.

GÁS
Eles consideram que todas as iniciativas do Congresso Nacional que visariam cercear o trabalho do MP ?"como a lei de abuso de autoridade ?" têm o dedo do governo Temer por trás. Sem esse apoio, acreditam, os parlamentares nada fariam.

GÁS 2
Na opinião de interlocutor dos procuradores, o que eles puderem fazer para "derreter" o governo, será feito.

GÁS 3
E os depoimentos de delatores da Odebrecht devem ser agregados à ação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que investiga irregularidades na arrecadação de recursos da chapa de Dilma Rousseff e Temer na campanha de 2014. Uma condenação pode resultar até na cassação do mandato do atual presidente.

À ESPERA
A expectativa no próprio tribunal é de que o Ministério Público Federal apresente o conteúdo das delações depois que elas forem homologadas pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal).

À ESPERA 2
As delações poderão ser apensadas no TSE graças à decisão do ministro Herman Benjamin, relator da ação, de somente apresentar seu voto em 2017, e não até o fim deste ano, como estava previsto. Com isso, haverá tempo para que o STF homologue as delações e para que elas sejam eventualmente usadas na ação. O adiamento ocorreu porque as perícias sobre eventuais gastos irregulares da chapa não serão concluídas até dezembro.

O AZAR
O calendário, assim, jogou contra Dilma e Temer. Até agora, o único empresário que dizia que o dinheiro dado à campanha tinha sido propina, Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, voltou atrás. Mas agora a Odebrecht deve reavivar o assunto.
Herculano
13/12/2016 06:48
A REVISTA DA ESQUERDA DO ATRASO QUE DEFENDE O ESTADO DEPENDE DO CAPITALISMO CORRUPTO PARA EXISTIR. ODEBRECHT EMPRESTOU VERBA À "CARTA CAPITAL" A PEDIDO DE MANTEGA

Conteúdo do jornal O Globo. Texto de Guilherme Amado e Marco Grillo, da sucursal de Brasília. A Construtora Norberto Odebrecht fez dois empréstimos para a Editora Confiança, responsável pela revista "Carta Capital", no valor total de R$ 3,5 milhões, entre 2007 e 2009, a pedido do então ministro da Fazenda, Guido Mantega. A operação foi feita pelo Setor de Operações Estruturadas, o departamento da empreiteira que geria as propinas pagas. As informações constam de um dos anexos da delação premiada do executivo Paulo Cesena, que presidia até o mês passado a Odebrecht Transport, mas foi, antes disso, diretor financeiro da construtora.

Palácio do Jaburu, local onde teria ocorrido um jantar com Temer em 2014Em delação, ex-diretor da Odebrecht descreve em detalhes locais de encontros com políticos
Batizada de 'Erga Omnes', a PF prendeu nesta fase os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, em junho de 2015.Marcelo Odebrecht presta primeiro depoimento de sua delação premiada

Cesena disse que recebeu a ordem de fazer um aporte de recursos para a Editora Confiança, em 2007, diretamente de Marcelo Odebrecht, então presidente da holding e atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e também delator da Lava-Jato

"Marcelo Odebrecht me chamou para uma reunião em sua sala, no escritório em São Paulo, e me informou que a companhia faria um aporte de recursos para apoiar financeiramente a revista 'Carta Capital', a qual passava por dificuldades financeiras. Marcelo me narrou que esse apoio era um pedido de Guido Mantega, então ministro da Fazenda", afirmou Cesena à Lava-Jato.

Em seguida, o delator disse ter entendido que se tratava de algo de interesse do PT.

"Entendi que esse aporte financeiro tinha por finalidade atender a uma solicitação do governo federal/Partido dos Trabalhadores, pois essa revista era editada por pessoas ligadas ao partido", afirmou.

Marcelo Odebrecht também pediu a Cesena que contribuísse com a revista para que eles organizassem suas finanças e concebessem um plano de negócios sustentável. Marcelo temia que pudessem vir novos pedidos de dinheiro.

O presidente da holding teria orientado Cesena a procurar o jornalista Mino Carta, diretor de redação da publicação, e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, consultor editorial da "Carta", para que fosse negociado o apoio financeiro.

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A primeira reunião, no segundo semestre de 2007, ocorreu na sede da editora, na capital paulista. Cesena disse terem participado do encontro Mino Carta, Belluzzo e a diretora administrativa da editora, Manuela Carta. Nessa conversa, Cesena afirmou terem sido mencionados apenas pontos relacionados ao plano de negócios da revista e iniciativas para aumentar as vendas.

Nos encontros posteriores, apenas com Manuela, Cesena comunicou-lhe que o empréstimo seria de R$ 3 milhões, por meio de um mútuo (empréstimo feito entre duas pessoas jurídicas), a ser pago em três anos, e que seriam cobrados juros à taxa de Certificado de Depósito Interbancário (CDI), acrescidos de 2% ao ano.

Cesena afirmou que a operação foi feita por meio do Setor de Operações Estruturadas, comandado por Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, também delator na Lava-Jato. Embora tenha afirmado que não saberia detalhar, Cesena disse ter a informação de que "a operação e o pagamento à 'Carta Capital' se deu na forma de mútuo oriundo do caixa dois da Construtora Norberto Odebrecht".

O segundo empréstimo teria ocorrido em 2009, solicitado por Belluzzo, desta vez no valor de R$ 500 mil. Novamente, após receber autorização de Marcelo Odebrecht, o apoio financeiro foi feito por meio do departamento da propina.

A Editora Confiança já teria honrado R$ 3 milhões da dívida, por meio de patrocínios que a Odebrecht deu a eventos da "Carta Capital" de 2010 a 2012.

"Em uma das reuniões que tive com Manuela Carta, a mesma apresentou-me o planejamento de eventos que a editora iria promover e questionou-me acerca do interesse em patrociná-los e que usaria esses recursos para amortizar o mútuo".

Entre as provas, Cesena entregou e-mails, planilhas demonstrando a alocação de recursos e notas fiscais mostrando o patrocínio aos eventos da "Carta".

Manuela Carta diz que o delator se expressou mal e que não houve empréstimo, mas um acordo de publicidade que previa um adiantamento de verbas. Segundo ela, tudo já foi quitado, com páginas de publicidade e o patrocínio da Odebrecht a eventos. Ela citou o apoio da empreiteira aos encontros chamados "Diálogos Capitais" e "Fórum Brasil", e a um encontro com a presença do economista Paul Krugman.

?" Temos tudo contabilizado ?" disse Manuela.

Belluzzo diz que procurou Marcelo Odebrecht e que foi firmado um acordo financeiro:

- Estávamos numa situação difícil e fizemos um mútuo que carregamos no nosso balanço por muito tempo, porque a revista estava precisando de financiamento. Está tudo no balanço da empresa, não tem nada escondido ?" disse ele.

Depois, segundo ele, foi negociado que o pagamento seria feito por meio de páginas de publicidade na revista. Manuela e Beluzzo negam a participação de Mantega na operação e dizem que não sabiam que o dinheiro havia saído do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.
Herculano
13/12/2016 06:32
GAECO SERÁ INSTALADO NESTA TERÇA-FEIRA EM BLUMENAU,

Conteúdo do Informe Blumenau. Texto de Alexandre Gonçalves. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado será instalado nesta terça-feira na cidade e terá o comando do promotor púbico Odair Tramontin. O GAECO em Blumenau será composto pelo promotor, servidores públicos do Ministério Público Estadual, quatro policiais civis ( um delegado) e sete militares ( um oficial).

O grupo é uma força-tarefa que atuará na repressão dos crimes de maior complexidade ou relevância social no Estado. Ja existia em outras regiões de Santa Catarina e era uma antiga reivindicação do Ministério Público e lideranças do Vale do Itajaí.

Blumenau lembra bem de um episódio recente, quando a atuação do GAECO de Itajaí foi requisitada. Foi em 2008 na Operação Tapete Negro, que investigava políticos, servidores púbicos e empresários, todos ligados à Prefeitura. O ex-prefeito João Paulo Kleinübing (PSD) chegou a ser denunciado, mas foi absolvido recentemente em uma das ações penais contra ele.

O responsável por comandar o grupo tem 28 anos de Ministério Público. Odair Tramontin destaca o desafio e a responsabilidade. Coube a ele escolher o delegado Paulo Koerich para estar na equipe e ainda o nome do oficial da PM. "Vamos ser um braço das promotorias públicas das 14 comarcas que atenderemos ( de Gaspar a Taió) e o nosso foco serão os crimes contra a administração pública", afirma Tramontin, que permanecerá na 15ª promotoria. Ao contrário dele, os policiais trabalharão com exclusividade no órgão.

Odair Tramontin diz que não caberá ao grupo ajuizar as ações e sim filtrar e fazer as investigações solicitadas por promotores públicos das comarcas, que dependendo do resultado, serão os responsáveis em tocar o processo adiante.

A unidade do Gaeco de Blumenau será inaugurada nesta terça-feira, 18 horas, com a presença do Procurador Geral Sandro José Neis e outras autoridades. O endereço é rua Jaragua, 180, no bairro Velha.

Que bom, é uma antiga reivindicação de Blumenau. As principais cidades catarinenses já contavam com sua unidade, que finalmente chega aqui.
Herculano
13/12/2016 06:26
TEMER É HOJE O OBSTÁCULO MAIOR À MORALIDADE DEMOCRÁTICA, por Mário Sérgio Conti, no jornal Folha de S. Paulo

O bunker brasiliense recebeu o seu último bloco de concreto no Dia do Fico de Renan Calheiros na presidência do Senado. Judiciário, Legislativo e Executivo mandaram às favas escrúpulos legais e firulas democráticas. Entrincheiraram-se na defesa da cleptocracia.

A traição da Odebrecht pôs os cleptocratas em polvorosa. Baratas voam em todas as direções. Ratos gritam "pega ladrão!" e fogem com a rapina. Avestruzes enfiam a cabeça na areia e fingem que não é com eles. Urubus dão rasantes pela Praça dos Três Poderes Podres.

Moralmente, os cleptocratas não valem a tintura acaju que lhes colore o topete e o Viagra que lhes corre nas veias. Politicamente, formam uma casta parasitária e perdulária. Socialmente, são teleguiados por uma classe inútil, que não obstante vem sugando o sangue de um povo exangue.

Ao contrário dos hinos infatigáveis à reforma da Previdência, esse povo está exausto. Ele é o tio que trabalhou a vida toda e não tem onde cair morto. A colega demitida há anos que não arrumou mais emprego e afundou numa depressão suicida. O balconista com câncer que desmaia na fila de um plano de saúde abjeto.

Esse povo não tem quem o defenda. Planalto, Supremo e Congresso se uniram para salvar o sistema e incrementar a espoliação. Dentro das instituições, são raras e cavas as vozes discordantes. São Cassandras: suas palavras não atenuam o desastre em andamento.

Os poderes constituídos não se saciarão com o arrocho nos salários e a pauperização de hospitais e escolas. Querem que os mais fracos, os velhos, paguem para se apinhar em ônibus. Querem morder o 13º e as férias.

Querem reduzir o valor do trabalho e valorizar os papéis de quem vive de renda. Querem joias, apê, relógio, dinheiro vivo na mão do cunhado.

Não é por acaso que o projeto do Planalto preserva as aposentadorias de policiais e militares. O governo tem medo que as Forças Armadas passem para o lado dos que terão os seus direitos dizimados. Pretende que policiais e militares desçam o cacete em quem ouse protestar. Na ausência de legitimidade, a força é o seu recurso à mão.

Michel Temer assumiu o poder prometendo governo limpo, e logo virou chefe da cleptocracia. Afiançou que zelaria pelos modos republicanos, e não passa semana sem que articule a defesa do que há de mais venal na política ?"da proteção de batedores de carteira à anistia dos que se banharam em caixa dois.

Temer disse que também ele, e não só Dilma, encarnava a soberania conferida por eleições. Mas nem um voto lhe foi dado para transformar austeridade em sinônimo de crueldade. Falou que seria lembrado como o sujeito que colocou o Brasil nos trilhos, e agravou o descarrilamento iniciado no governo no qual foi vice-presidente.

Querer que Temer caia fora não é coisa de petistas. Dilma, é verdade, não figura na delação da Odebrecht da maneira vexatória com que Temer e sua turma nela fulguram. Mas não há sentido em tê-la de volta ao
Planalto. A não ser que seja eleita.

Temer é hoje o obstáculo maior à normalidade democrática e à racionalidade econômica. A sua manutenção no cargo é gasolina no incêndio. Ela fará com que crise se alongue e faça mais vítimas. Atiçará os arautos da força.

Só um presidente com voto pode dar alento à vida nacional. Eleito com base em ideias para tirar o Brasil do buraco, ele poderá governar de verdade, abreviando o suplício nacional. Fora, Temer.
Herculano
13/12/2016 06:19
ODEBRECHT TENTOU ALICIAR ROMÁRIO, MAS NÃO DEU, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho implica políticos em esquemas de corrupção da empreiteira, mas também surpreende isentando o senador Romário (PSB-RJ). A Odebrecht bem que tentou comprar o baixinho: Melo se aproximou do senador, mas os entendimentos deram em nada porque em sua campanha Romário gravou críticas à Odebrecht tendo como pano de fundo a reforma do Maracanã: "ele falou mal dos estádios construídos por nós".

ESTRATÉGIA REVELADA
A delação revela a estratégia da empreiteira: ao contrário do que é dito por advogados, a iniciativa de procurar o político foi da Odebrecht.

DE CIMA
O diretor de Relações Institucionais da empresa, Eduardo Martins, sugeriu que Melo se aproximasse do senador Romário em Brasília.

VETO
O diretor de RI da Odebrecht queria contribuir financeiramente para a campanha de Romário, mas houve "veto" da empreiteira no Rio.

BIRRA
Leandro Azevedo, da Odebrecht no Rio, lembrou que Romário "falou mal" da empresa em frente a uma placa com a logo da empreiteira.

MPF VAI INVESTIGAR LICITAÇÃO FRAUDULENTA NA INFRAERO
O Ministério Público Federal foi acionado para investigar malandragem em uma licitação no setor de comunicação da Infraero. Em abril de 2015 a Infraero fez licitação para a exploração da publicidade de revistas em dez aeroportos. O problema é que em vez de editar e imprimir a revista, como previa o edital, a vencedora foi vendida três meses após a licitação e agora se concentra em pontos digitais com grande telas para propaganda. Tudo sem alterar o objeto da licitação.

MANOBRA MAROTA
A vencedora para fazer a revista, "Agência de Texto Final de Notícias" foi vendida à empresa mineira de mídia aeroportuária J Chebly.

NADA IMPRESSO
A licitação pretendia "explorar publicidade com revista". Chama-se "Voa Comigo", mas o principal produto vendido é a publicidade em telas.

VENDA CASADA
A empresa vende por R$250 mil anúncio de página dupla na revista cuja tiragem é de 150 mil, combinado a 480 mil anúncios nas TVs.

IDENTIFICADOS
O ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União, já identificou os crimes e os responsáveis pelo prejuízo da venda dos ativos da Petrobras na Argentina à Pampa Energía. Falta definir a data de julgamento da ação. Múcio é relator do processo no TCU.

SEU DINHEIRO
Segundo a ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro, a operação de venda da Petrobras Argentina, liderada por Aldemir Bendine na Petrobras, teria provocado prejuízo imediato de US$1 bilhão à estatal.

O MAIS CORRUPTO
O líder do governo na Câmara, André Moura, reagiu ao pedido do PT pela renúncia do presidente Michel Temer. "Que legitimidade tem o PT? É o partido mais corrupto. Só falta a prisão do Lula".

PRIORIDADE
O governo encaminhará ao Congresso até a próxima quinta (15) um pacote de medidas que visam principalmente a retomada do emprego e da renda. Atualmente são mais de 12 milhões de desempregados.

BATEU, LEVOU
Os líderes aliados do governo acertaram os ponteiros. Prevendo ataques do PT ao presidente Michel Temer, a ordem é rebater todos os ataques em comissões e plenários da Câmara e do Senado.

GATOS PINGADOS
Um levantamento do Instituto Paraná mostra que 59,2% dos brasileiros rechaçam a ideia de intervenção militar no País. Essa possibilidade, além de criminosa e inconstitucional, agrada a poucos: 30%.

COLOU
Em meio à confusão da PECs do Teto, Previdência etc, parlamentares conseguiram antecipar o recesso em uma semana. A Constituição (Art. 42) os obriga a trabalhar até o dia 22, mas eles vão embora quinta (15).

TRABALHO ZERO
A consultoria Arko Advice fez pesquisa com 104 deputados federais sobre a convocação extraordinária do Congresso em janeiro: 100% deles responderam que não haverá trabalho extra durante o recesso.

PENSANDO BEM...
...o único acordo de cooperação a não tirar o sono de políticos foi o celebrado entre as associações da cachaça e do whisky.
Herculano
13/12/2016 06:13
da série: mesmo na lama criada e demandada por ela própria, o único governo possível, é do esquerda do atraso.

SUPERAÇÃO DA CRISE SO ACONTECERÁ COM A SAÍDA DE TEMER, por Vanessa Grazziotin, senadora, PCdoB-AM, no jornal Folha de S. Paulo

Os acontecimentos atuais mostram a gravidade da crise que o país atravessa. E tendem a se agravar, tanto pelo fracasso da economia quanto pelas novas delações, sempre com a ressalva de não se misturar doações legais com eventuais práticas de corrupção.

As primeiras delações priorizaram o PT e agora, como era previsível, chegam às figuras centrais dos principais partidos de sustentação do "governo" (PMDB, PSDB, DEM, PP, PSD), trazendo para o centro do escândalo o próprio presidente Michel Temer.

Se a situação política é crítica, a econômica é ainda pior. Os números são extremamente negativos, tudo desanda. São mais de 12 milhões de desempregados e a produção industrial é a pior dos últimos três anos. A inflação cede levemente, mas não tem sido suficiente para convencer Ilan Goldfajn ?" o sócio de bancos privados convertido em presidente do Banco Central ?" a baixar mais significativamente os juros, o que retarda ainda mais a retomada da atividade econômica.

O governo tem um único projeto: aprovar medidas contra o povo que, aliás, foram a real motivação do golpe contra a presidenta Dilma.

A reforma da Previdência impõe o absurdo de 49 anos de contribuição e 65 de idade para que homens e mulheres possam se aposentar. A desvinculação dos benefícios sociais do salário-mínimo já tem início com a desindexação dos benefícios previdenciários e a PEC do congelamento avança de forma absurda no Senado Federal.

Para recuperar o tempo perdido com a crise que lhe ameaçou o cargo e tentar votar a PEC do congelamento nesta terça-feira (13), o presidente do Senado realizou três sessões de discussão da PEC, numa única sessão de sete horas do dia 8, em absoluta desconformidade com o regimento da Casa.

Os efeitos deletérios dessa política assombram o Brasil e o mundo, como revela Philip Alson (ONU), que repudiou a proposta por considerar que "o efeito principal e inevitável será o prejuízo aos mais pobres nas próximas décadas".

Segundo o representante da ONU, "os planos do governo de congelar os gastos sociais por 20 anos são inteiramente incompatíveis com as obrigações de direitos humanos do Brasil", e é "completamente inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos de todos os próximos governos por outras duas décadas. Se essa emenda for adotada, colocará o Brasil em uma categoria única em matéria de retrocesso social".

Não podemos aceitar que o Brasil abandone o projeto de reafirmação de nossa soberania, de desenvolvimento e inclusão social que vinha sendo desenvolvido e abrace essa política neoliberal de regressão, por essa pinguela que eles chamam de governo.

A superação da crise, portanto, passa pela saída de Temer e por diretas já!
Herculano
12/12/2016 22:12
PARA GANHAR TEMPO, REQUISITA AO PROCURADOR ALGO QUE SABE QUE NÃO TERÁ, por Josias de Souza

Em petição que assinou junto com a advogada-geral da União Grace Mendonça, Michel Temer pediu ao procurador-geral da República Rodrigo Janot um tipo de mercadoria indisponível na gôndola da Lava Jato: pressa. O presidente alega que divulgações "ilegítimas" de delações ainda não homologadas pela Justiça, como a do ex-diretor da Odebrecht Claudio Melo Flores, exercem "interferência" sobre "políticas públicas" ?"o combate às crises econômica e política, por exemplo.

"?A União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso", anotou Temer. "Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao juízo competente para análise e eventual homologação e divulgação por completo. Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida."

Ao solicitar uma pressa que sabe indisponível, Temer ganha tempo. Caberá ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, homologar os acordos de colaboração dos 77 executivos da Odebrecht. Os procedimentos não devem ser efetivados antes de meados de fevereiro de 2017. Só então os dados poderão ser usados como matéria-prima de inquéritos. Até lá, Temer poderá alegar que denúncias como as de Claudio Melo Flores, já divulgadas, e todas as que estão por vir não passam de alegações pendentes de aval jurídico e de comprovação factual.

Não chega a resolver o problema do presidente, dos seus auxiliares e dos correligionários do PMDB. Mas permite a Temer dizer que, embora o governo não tenha receio de investigações, não é possível afastar ministros com base em delações precárias. Vai abaixo a íntegra da petição de Temer e Grace Mendonça a Rodrigo Janot:



AspasPequenas1. A União, pessoa jurídica de direito público interno, representada por sua Advogada-Geral, vem respeitosamente, expor e requerer o que segue.

2. Como é público e notório, o país atravessa sérias crises econômica e política. E já há algum tempo, a população brasileira vem sofrendo seus efeitos, principalmente com o aumento do desemprego e do subemprego. Para tentar reverter esse quadro, a União, por meio de seus agentes, vem adotando numerosas medidas ?" seja de caráter administrativo seja de natureza legislativa -, todas elas em cumprimento ao extenso rol de competências que a Constituição Federal lhe reservou.

3. Nesse sentido de buscar a retomada do crescimento econômico é que, recentemente, anunciou se a liberação de crédito de R$ 30 bilhões para micro e pequenas empresas. Também não foi outro objetivo da Lei complementar n.155, de 27 de outubro de 2016, que alterou os limites do faturamento para a incidência do regime especial de tributação do Simples Nacional, entre outras medidas de incentivo aos micro e pequenos empresários. Destaca-se igualmente o Programa de Parceria e Investimento, voltado a viabilizar projetos de infraestrutura e tornar mais eficiente o modelo de concessões públicas.

4. O cenário econômico profundamente adverso, porém, está a demandar medidas igualmente profundas de ajuste fiscal do Estado brasileiro. Por isso o encaminhamento ao Congresso Nacional de propostas de Emenda à Constituição para: a) instituir o Novo Regime Fiscal; b) reformar a seguridade social. Temas sensíveis para sociedade brasileira E cuja discussão, portanto, requer o pleno funcionamento das nossas instituições.

5. Pois bem, após essa breve contextualização, objeto deste requerimento administrativo dirigindo a Vossa Excelência é o seguinte: a condução dessas e de outras políticas públicas a cargo da União vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas em investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal, quando ainda não completado e homologado o procedimento de delação (a mais recente entre vários outros agentes públicos). Num clima de desconfiança, geradora de incerteza, o mister constitucional da União se vê seriamente obstruído. Daí a importância de se observarem todos os preceitos insertos na Lei n. 12.850, de 2013. Não por outra razão em situação análoga, Vossa Excelência suspendeu tratativas de colaboração premiada prol da higidez do procedimento legal.

6. Do ponto de vista do Ente Federal, portanto, o fracionado ou porventura lento desenrolar de referidos procedimentos pré-processuais, a supostamente envolver múltiplos agentes políticos, funciona como elemento perturbador de uma série de áreas de interesse da União. Isto, sobretudo, em uma momento do processo Legislativo marcado por propostas de reformas estabilizadoras, as quais possuem como objeto temas sensíveis à luz do cenário social e macroeconômico de médio e longo prazos.

7. Ante o exposto, a União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de se imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso. Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao juízo competente para análise e eventual homologação e divulgação por completo. Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida.

8. As medidas são indispensáveis a superação da situação fática vivenciada pelo país e que muitos prejuízos tem trazido à União e, consequentemente, a toda a população brasileira.''
Herculano
12/12/2016 21:35
Vou reproduzir o que escrevi no domingo e está na coluna. Não é nenhuma premonição. É apenas uma constatação antecipada de como funcionam as coisas em Gaspar e de um modo geral na política, bem como com os políticos, nos quais não se deve confiar na palavra dada por eles para o cidadão, os próprios pares políticos e até mesmo para a imprensa. Confira:

FAXINA NA CÂMARA III
Resumo da reunião: onze projetos foram para o "arquivo" por diversos motivos e apenas seis serão apreciados ainda este ano. Escrevo a coluna antes da apresentação da pauta da sessão de hoje, apesar do combinado, ainda poderá haver surpresas. Ela tem saído em cima do laço ou por falta de assunto ou para não gerar polêmica antecipada aqui nesta coluna. Os Projetos de Lei ou os Projetos de Lei complementares que foram arquivados, se não tiverem vícios constitucionais, a maioria poderá voltar à pauta na próxima legislatura.

Volto. E o que aconteceu? Mudaram o que foi tratado. Esconderam o jogo desde a reunião até esta segunda-feira até o final do dia. É por essa e outras, que esta coluna é a mais acessada, ao mesmo tempo que é a mais amaldiçoada pelos políticos e detentores do poder local. Acorda, Gaspar!
Governo
12/12/2016 21:35
Sr. Articulista

Deixe de falar mal do MDB sei jornal vai precisar de nós. Pega leve, ta?
Sidnei Luis Reinert
12/12/2016 21:20
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
UMA RESPOSTA DO CLUBE MILITAR AO COMANDANTE DO EXÉRCITO

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:
"SEM SAÍDA"
Gen Gilberto Pimentel
Presidente do Clube Militar

Quem não viveu mais de meio século neste País não viu, nem de longe, crises que possam ser comparadas com as que hoje castigam nossa gente.
Elas começaram a tomar forma a partir da ascensão do petismo ao poder e parecem não ter fim. São políticas, sociais e econômicas e atingem todas as instâncias dos poderes constituídos.
São também, e sobretudo, crises morais e de valores. Uma herança trágica que, certamente, vai perdurar por muitos anos até que tenhamos condições de voltar a ser uma Nação séria e considerada pela comunidade internacional. Uma tragédia sem precedentes.
Há nessas crises um ingrediente a mais, explosivo, capaz de romper o já frágil equilíbrio entre os Poderes e de criar um cenário social que termine por propiciar o florescimento da anarquia.
Refiro-me aos episódios, quase em série, de claro desrespeito à Carta Magna. Leis e princípios constitucionais têm sido ignorados, interpretados ao sabor de interesses imediatos, pessoais, quase sempre escusos, exatamente pelas autoridades investidas de poderes para aplicá-los em nome de uma Justiça equânime, igual para todos. Até argumento de preservação da governabilidade tem sido invocado como razão para ignorar as leis. Isso não é nada razoável. É, sim, uma grave distorção.
Para não nos estendermos, já que os exemplos são muitos e bastante conhecidos, quero me referir, tão somente, a dois inacreditáveis que se seguem.
Primeiro ao do julgamento do processo de impeachment da presidente da República, quando, incentivado pelo ministro do STF que o conduzia e pelo presidente do Senado, o plenário da Casa, simplesmente, fechou os olhos para o que determinava a CF e deixou de punir a transgressora na forma da lei. Ou seja, cassou seu mandato pelas irregularidades e crimes de que era acusada, mas deu-lhe um passaporte para exercer seus direitos políticos a partir do dia seguinte ou de quando lhe aprouvesse.
Mais recente, outra vez o presidente do Senado, num ato de enfrentamento à Justiça, recusou-se a receber ou reconhecer uma medida liminar expedida por um outro ministro do STF e, pior ainda, o plenário do Supremo, posteriormente, lavou as mãos diante do grave crime cometido. Caso único de abuso de autoridade e gravíssimo de desrespeito às leis.
A delação premiada de um funcionário da Odebrecht, que veio a público no final de semana, envolvendo quase uma centena de dirigentes, políticos e autoridades de todas as instâncias do poder, somados aos já investigados, reforça a nossa convicção de que a situação é crítica. É preciso encontrar uma saída. A realidade é que os interesses do Brasil, para essa gente, são irrelevantes. No que pensam mesmo é em livrar seu pescoço.
O que mais ansiamos hoje é que esses irresponsáveis, do alto de sua ambição desmedida, num rasgo de consciência, lembrem-se que a um povo não pode ser negada a chance de uma saída para suas dificuldades. Acuá-lo pode ser muito perigoso. Ao menos permitam que resolva seus problemas por si só. Deixem espaço para que haja escoamento. Do contrário o caminho será aberto à força.
Com todas as consequências.

https://ataqueaberto.blogspot.com.br/2016/12/uma-resposta-do-clube-militar-ao.html?showComment=1481581772677#c7051709178016433658O
Herculano
12/12/2016 20:28
DESMONTE DOS ABRIGOS DE CRIANÇAS E JOVENS EM GASPAR

Diferente do que se combinou na reunião da pauta da semana passada - e reportei na coluna sob o título faxina na Câmara- e como queria o PT, Projeto de Lei 66/2016, foi à pauta da sessão de amanhã da Câmara de Vereadores. Ele é de autoria do prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, e está em regime de urgência.

Esse projeto Institui o Serviço de Acolhimento de Crianças e Adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por determinação judicial em família acolhedora em Gaspar. O projeto 66 não teve discussão alguma sobre ele: nem na Câmara, nem na comunidade, nem com os técnicos que lidam com os problemas na cidade.

O fato da pauta da sessão de amanhã só ter sido liberada no final da tarde de hoje (normalmente ela sai na sexta-feira) já dava indicativos de que o que tinha sido tratado, poderia ter sido modificado.E foi.

O relator desta matéria é o vereador Jaime Kirchner, PMDB. E quem participou ativamente construindo a pauta de amanhã naquela reunião foi o vereador Luiz Carlos Spengler, PP, que será o vice prefeito na coligação com o PMDB de Kleber Edson Wan Dall.

Se esta matéria voltou à pauta, depois de ter sido rejeitada pelos fatos que já relatei, é porque o PMDB e PP a querem, não apenas o PT. Técnicos consultados, dizem que ela embute uma retaliação e um desmonte ao modelo premiado dos abrigos da juíza Ana Paulo Amaro da Silveira.

Durante a campanha, o futuro prefeito se comprometeu a tocar neste assunto só após discussão com a comunidade. E já voltou atrás. Primeiro não vai discutir no seu governo. Segundo, está permitindo que o projeto petista vá à pauta para ser aprovados com os votos do PMDB e PP, livrando-se de uma decisão futura. Acorda, Gaspar!
Herculano
12/12/2016 18:45
BRASIL MOSTRA A TUA CARA. O PMDB LAMBUZADO NÃO TEM ARREGO DO SEU SOCIO PT. MICHEL TEMER TAMBÉM, POIS É TIDO PELOS PETISTAS COMO TRAIDOR. AGORA, LAVANDO AS MÃOS, O ALIADO RODRIGO MAIA, DEM-RJ, QUER QUE O STF DECIDA SOBRE O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE E QUE DORME NA MESA DA CÂMARA

Conteúdo do Uol (folha de S. Paulo).O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello submeta ao plenário do tribunal a decisão sobre a abertura de processo de impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Maia quer que a decisão sobre o prosseguimento do processo contra Temer seja de todos os 11 ministros do Supremo, e não somente de Marco Aurélio. Em abril, Marco Aurélio concedeu decisão liminar (provisória) determinando que a Câmara instaure processo de impeachment contra o então vice-presidente. Àquela época, Dilma Rouseff ainda não havia sido afastada do cargo.

A decisão do ministro foi adotada após o advogado Mariel Márley Marra, que tem escritório em Belo Horizonte, recorrer ao STF contra o arquivamento de seu pedido de impeachment pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Marra acusa Temer de ter cometido crimes de responsabilidade semelhantes aos pelos quais a presidente Dilma foi acusada, ao editar decretos de abertura de crédito no Orçamento.

Dilma defendeu, durante o processo no Senado, que a prática é regular e não houve crime. O Senado considerou a edição dos decretos um crime de responsabilidade e cassou o mandato da presidente.

Temer também editou decretos semelhantes quando era vice-presidente, em momentos nos quais substituiu temporariamente Dilma na presidência. Ele também nega haver irregularidade nos decretos.

Ao determinar o prosseguimento do processo contra Temer, Marco Aurélio afirmou que não cabia ao presidente da Câmara analisar se os atos pelos quais Temer foi acusado configuram ou não crime de responsabilidade. Segundo o ministro do STF, esse julgamento cabe à comissão especial que deve ser formada na Câmara para decidir sobre a continuidade do processo.

Apesar da ordem do Supremo, a Câmara nunca instalou a comissão especial para tratar do impeachment de Temer.

Rodrigo Maia afirma que o descumprimento da decisão partiu dos líderes dos partidos, a quem caberia indicar os membros da comissão. Essa indicação nunca foi feita por algumas legendas e a comissão não pôde ser instalada.

Na petição enviada ao STF na última sexta-feira (9), Maia afirma que o próprio STF definiu que essa indicação cabe apenas aos partidos, e que o presidente da Câmara não poderia indicar os membros da comissão.

No pedido a Marco Aurélio, Maia diz que a instauração do processo contra Temer traria "elevado ônus institucional" e pede o julgamento do caso pelo plenário do STF o mais breve possível

"Por fim, levando em conta o elevado ônus institucional acarretado pela instauração de procedimento destinado a autorizar a abertura de processo de impeachment em desfavor do presidente da República, e considerando que a medida liminar deferida já completa oito meses de vigência, esta Presidência solicita o apoio de V. Ex.ª para, em havendo possibilidade, levar a matéria a julgamento do Pleno desse tribunal até o encerramento deste ano judiciário ou, alternativamente, o mais brevemente possível", diz Maia, no documento entregue ao STF.
Herculano
12/12/2016 18:30
TEMER AFIRMA QUE VAZAMENTO DE DELAÇÕES CAUSA "INTERFERÊNCIA" NO GOVERNO

Conteúdo do Uol (Folha de S. Paulo) O presidente Michel Temer afirmou, em documento enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta segunda-feira (12), que o vazamento de delações premiadas tem causado "interferência" na condução de ações do governo e pediu rapidez na conclusão das investigações, assim como na homologação e divulgação do inteiro conteúdo das colaborações premiadas.

Temer e alguns de seus principais aliados, como o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), foram citados no acordo de delação do ex-executivo da Odebrecht Claudio Melo Filho como destinatários de repasses de dinheiro feitos pela empreiteira.

O envolvimento do presidente na delação gerou temores de instabilidade política no Congresso, no momento em que serão votadas algumas das principais medidas do governo, como a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Teto de Gastos e a reforma da Previdência.

Na carta a Janot, Temer diz ser "público e notório" que o país "atravessa sérias crises econômica e política".

"A condução dessas e de outras políticas públicas a cargo da União vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas em investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal, quando ainda não completado e homologado o procedimento de delação (a mais recente entre vários outros agentes públicos)", diz o documento enviado à Procuradoria.

O texto é assinado por Temer e pela advogada-geral da União, Grace Mendonça.

O presidente também pediu rapidez na homologação das delações pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e na conclusão das investigações. A homologação equivale à validação judicial dos termos de colaboração e autoriza o uso dos depoimentos em processos judiciais.

"Ante o exposto, a União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de se imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso", diz o documento. "Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao Juízo competente para análise e eventual homologação (na forma da Lei nº 12.850, de 2013) e divulgação por completo. Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida", diz a carta à Procuradoria.

O acordo de colaboração da Odebrecht prevê os depoimentos de 77 executivos da empresa, assim como de seus donos, Emílio e Marcelo Odebrecht.

Temer, Jucá e Padilha, assim como outros políticos citados, têm negado ter mantido relações ilegais com a empreiteira e dizem ter recebido apenas doações oficiais, declaradas à Justiça Eleitoral.

No sábado (10), Janot informou que a Procuradoria-Geral da República iria investigar o vazamento do conteúdo do acordo de colaboração de Melo Filho.
Herculano
12/12/2016 18:26
PLANALTO TRAVA EMENDA SOBRE ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE EM 2017

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bernardo Mello Franco. Dois deputados que votaram a favor do impeachment acusam o Planalto de travar uma emenda constitucional que permite a realização de eleições diretas para presidente em 2017.

O texto, apresentado pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) está parado há seis meses na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

O autor e o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), afirmam que o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), relatou pressões da Casa Civil para não levar a proposta a votação.

A alegação do governo, segundo o relato, é de que o presidente Michel Temer seria fragilizado caso o texto seja aprovado e ele possa ser substituído pela via direta.

"O presidente da CCJ disse que recebeu instruções da Casa Civil para não pautar a votação da emenda. Antigamente, isso seria uma denúncia", ironiza Miro.

"Quantas vezes nós denunciamos a interferência do governo na tramitação de projetos no Congresso? Parece que voltamos a viver num presidencialismo de cooptação, em que o Parlamento está subordinado aos interesses do governo", critica.

Miro apresentou a emenda em 1º de junho. Seis dias depois, Amin entregou o relatório a favor da admissibilidade do texto, que ainda precisaria ser votado em plenário.

O relator conta que pediu imediatamente que a proposta fosse levada a votação. De acordo com ele, Serraglio concordou, mas depois voltou atrás.

"Essa demora é inexplicável. O presidente da comissão me disse que iria pautar a votação, mas estamos esperando até hoje. Ele está demorando por interferência do governo", acusa Amin.

"O Brasil não suportará uma eleição indireta. Se o ex-vice-presidente já é contestado, imagine um novo presidente eleito pelo Congresso de forma indireta", diz o deputado.

A Constituição prevê a realização de eleições indiretas caso o presidente e o vice sejam afastados após a metade do mandato de quatro anos.

Isso significa que caberia ao Congresso escolhe o novo presidente caso Temer renuncie ou seja afastado do cargo a partir de 2017 ?"ou seja, após o dia 31 deste mês.

A emenda de Miro altera a regra e institui eleições diretas até seis meses para o fim do mandato presidencial, que se encerra em 2018.

O autor e o relator da proposta afirmam que o país não suportaria a realização de eleições indiretas num clima de descrédito do Congresso, duramente atingido pelas delações da Lava Jato.

"É incompreensível que alguém imagine a possibilidade de uma eleição indireta com este Congresso que está aí. Acho muito estranha essa resistência a melhorar o país, diz Miro."

Procurado pela Folha desde a noite de domingo (11), Osmar Serraglio não quis falar sobre o assunto. O peemedebista integrava a tropa de choque do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato. A Casa Civil ainda não se manifestou.

DATAFOLHA

De acordo com o Datafolha, 63% dos brasileiros defendem a renúncia de Temer ainda este ano para possibilitar a realização de eleições diretas.

A reprovação do presidente subiu para 51%. O índice de bom e ótimo do presidente recuou para 10%, patamar inferior ao de Dilma Rousseff às vésperas do impeachment.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8, antes de o presidente ser atingido pela delação do lobista Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, que o acusou de pedir R$ 10 milhões para campanhas do PMDB em 2018.
Herculano
12/12/2016 18:00
da série: faça você mesmo o teste. Olhe para a foto de posse de Dilma Vana Rousseff e veja quantos jovens, pretos e pobres estão nela.Isso é um mantra para sensibilizar os analfabetos, ignorantes e desinformados que é a maioria dos eleitores no Brasil, do PT e da esquerda do atraso

MESMO SENDO IDOSA, BRANCA E RICA, DIZ SO HAVER "VELHOS, BRANCOS E RICOS" NO GOVERNO TEMER, por O Implicante

Até quando a esquerda, em benefícios próprio, vai usar e abusar impunemente do sofrimento de minorias?
O Financial Times elencou Dilma Rousseff como uma das "Mulheres do Ano" agora em 2016. E a esquerda, claro, festejou, ignorando que na véspera desmerecera premiação semelhante que fez de Donald Trump a pessoa do ano. Afinal, prêmios do tipo não são necessariamente uma honraria, mas uma constatação de que a pessoa chamou atenção da imprensa naquele período.

Mas o problema maior esteve na crítica feita ao governo Temer. Reclamou a presidente cassada que a atual gestão é formada por "velhos brancos ricos". Para isso, claro, ignorou que ela própria é idosa, branca e rica.

Contudo, ela não deixou de falar uma verdade. Como se observa na foto acima, o governo federal de fato é formado por idosos, brancos e ricos. Com um diferencial bem perceptível: a foto acima não é do governo Temer, é do governo Dilma.

Até quando a esquerda vai explorar em benefício próprio e impunemente as dificuldades vividas por minorias? É uma vergonha!
Herculano
12/12/2016 17:50
O PROGRAMA "SEM CENSURA", DA TV BRASIL, ERA UM DOS POUCOS QUE TINHA AUDIÊNCIA ACIMA DO TRAÇO. NO COMANDO HÁ DUAS DÉCADAS, A JORNALISTA E EX-GLOBAL, LEDA NAGLE. ELA RODOU A BAIANA NA SEMANA PASSADA QUANDO FOI DEMITIDA. HOUVE COMEÇÃO, MAS NÃO FOI BEM ASSIM.

O PRESIDENTE DA EBC - A CARÍSSIMA EMPRESA EMPRESA DE COMUNICAÇÃO CRIADA PARA LULA E PAGA PELOS BRASILEIROS - PARA DAR EMPREGO AOS JORNALISTAS, RADIALISTAS E COMUNICADORES DA ESQUERDA , LAERTE RIMOLI, FOI AO FACEBOOK E ESCLARECEU

O SHOW DA LEDA NAGLE:
Na quarta-feira, 07/12, as 11:30, na sala da presidência da EBC, no Rio de Janeiro, comunicamos à jornalista Leda Nagle que a empresa não poderia manter, em 2017,o contrato dela, da forma como estava. R$ 1,3 milhão ao ano, com o uso de estúdios e 4 produtores da empresa, na rubrica investimento, por tratar-se de co-produção. Nos meses de janeiro e fevereiro, os programas eram gravados e a profissional desfrutava de 60 dias de folga. Simples relato, já que o contrato vigente permitia essa lassidão. Os dados estão disponíveis pela lei de acesso à informação. Neste ano de 2017, uma novidade: Leda recebeu um generoso convite de um amigo (relato dela) e ficaria mais 2 semanas fora, em março, para conhecer Dubai. Presentes à reunião, o Superintendente da Tv Brasil, jornalista Caíque Novis, a Diretora de Produção, jornalista Cida Fontes e o assessor jurídico da EBC, Marcelo Nascimento. Ela entrou na sala, perguntou quem era o Caíque e disparou: o programa está ótimo, não precisa de mudanças. Quando eu disse o contrário, o mundo desabou. Você está me demitindo, gritou, furiosa. Cida tentou argumentar: seria uma prorrogação de 2 meses, até 5 de janeiro e um novo contrato, semelhante ao que temos com a jornalista Roseann Kennedy, seria discutido pelas partes. Aí Leda foi a Leda que todos conhecemos: "Não sou Roseann Kennedy, tenho 40 anos de profissão. Você sempre quis me demitir, Cida Fontes, não entende nada de televisão. Não vou brigar com você, Laerte, que é meu amigo (imagina se não fosse). Os concursados da EBC são incompetentes, desinformados, não gostam de trabalhar". Levantou-se, parou em pose dramática na porta da sala e pespegou: "vou tornar isso público". O título "Sem Censura" não pertence à Leda. Há 21 anos, a entrada dela na bancada, em substituição à jornalista Lúcia Leme, foi tempestuosa. Assim são as relações com Leda. É comovente ver a reação dos amigos, jornalistas, artistas que a apoiam. Cegamente, sem ter informações do outro lado (regra básica do bom jornalismo). Torço, do fundo d'alma, para que Leda Nagle encontre seu rumo. Amigos,com certeza, não lhe faltarão. De minha parte, tenho a obrigação de mudar a lógica perversa de que o dinheiro público existe para ajudar amigos e apaniguados. Respeito orçamento e acato os alertas que as áreas técnicas fazem sobre o futuro da empresa. Preocupante, como preocupantes estão as contas do país.
PS: todos, "todos", os contratos da EBC, com jornalistas, prestadores de serviços, colaboradores, estão sendo revistos. Pegamos a empresa com previsão de R$ 94 milhões de rombo. Cortamos tanto que chegamos a um rombo de R$ 19 milhões. Isto sim uma herança maldita. Como é emblemático, e caro, determinei o fim do famoso "carro preto" do Presidente, que consumia R$ 190 mil/ano.
Herculano
12/12/2016 17:35
SUCESSO DE UMA MULHER BONITA SEMPRE É ATRIBUÍDA À FACILIDADE COM QUE SEDUZ, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, para o jornal Folha de S.Paulo

Como combater a beleza? Perguntei-me isso outro dia, num desses momentos em que você fica entre o amor e o desprezo pelo mundo.

Talvez seja a proximidade do fim do ano, época em que, pelo menos um pouco, fazemos aquilo a que o grande Chesterton (1874-1936) se referia como as grandes virtudes de "ficar na cama" -ele escreveu um ensaio brilhante com este título. O período entre Natal e Ano-Novo ainda resguarda um pouco da preguiça restauradora da alma.

Quando ficamos na cama mais do que a boa conduta permite, como diz Chesterton em seu ensaio, e sem nenhuma desculpa científica idiota (desculpa esta que fará de nós hipocondríacos com sólida fundamentação científica, segundo o ensaísta inglês), nossa mente revela uma das suas qualidades essenciais: a de ser vadia como uma moça linda sem princípios morais muito rígidos. Estou convencido de que a mente é mesmo uma entidade feminina, do contrário não conseguiria ser tão amoral carregando em si tamanha leveza.

Então, me perguntei: "Como combater a beleza?". Afinal, por qual razão alguém decidiria combater a beleza? Porque ela complica o dia a dia, estuário do comum e do banal? Porque, a uma certa altura da vida, já desistimos dela? Ou, pelo contrário, se nos tornamos obcecados por ela, pareceremos ridículos aos olhos dos mais jovens?

Ou, quando jovens, ainda não a combatemos porque ainda não sabemos que vamos desistir dela quando, finalmente, a maturidade nos convencer que a beleza é um delírio dos românticos? Uma futilidade típica de pessoas superficiais? A segurança é melhor companheira do que a beleza nos momentos de fraqueza da alma. A beleza cobra de nós coragem, e a coragem é uma gota em meio ao mar de covardia que sustenta a evolução do Homo sapiens.

E se a beleza for uma forma de desigualdade social que deve ser combatida em nome da justiça? Sem dúvida ela é, uma vez que poucas nascem belas. Claro, com dinheiro, compra-se uma razoável dose de beleza, e, por isso mesmo, muitos poderão considerar, quem sabe um dia, que ser feia é a única forma de garantia de igualdade social plena. Um mundo de feias seria seguramente um mundo sem guerras? Apesar do que pensavam Górgias (484 a.C.-376 a.C.) e Protágoras (490 a.C.-415 a.C.), Helena foi uma grande causa para a destruição de Troia.

Se ficarmos ainda na Grécia antiga, entenderemos que Ulisses, em seu retorno a Ítaca após a guerra de Troia, se fez amarrar no mastro do seu navio enquanto seus homens taparam os ouvidos com cera porque queria ouvir e ver a beleza mortal das musas e sereias. Isso quer dizer que homens normais preferiam passar a vida indiferentes a fim de jamais encontrar a beleza em carne e osso?

Dostoiévski (1821-1881) dizia que a "beleza salvará o mundo". Não vou discutir a vasta fortuna crítica que aloca essa afirmação entre seus personagens mais místicos, Zózima, o monge de "Irmãos Karamázov", e o príncipe Míchkin, o idiota de Deus do romance "O Idiota". Neste âmbito, a beleza de Cristo é que salva.

Mas, ainda no romance "O Idiota", o autor russo descreve aquela que foi sua maior personagem feminina, Nastácia Filíppovna, a infeliz mulher mais bela do mundo. Todos os homens (menos aquele que ela ama, o príncipe Míchkin, mas que ama outra, sua prima Aglaia) a querem como mero objeto sexual, e todas as mulheres a odeiam por simples inveja.

Seria verdade aquilo que se fala por aí? Que mulheres bonitas são caçadas a pauladas no mundo corporativo? Sendo este um fragmento perfeito do mundo, a distopia perfeita da realidade, provavelmente sim. No mundo real, desconfia-se da mulher bonita. Seu sucesso sempre será atribuído à facilidade com que seduz homens de poder. Da universidade ao tribunal, a beleza será sempre objeto de desconfiança.

A beleza deixa o coração em brasa na mesma medida em que congela o olhar. O simples modo como submete aquele que a enxerga já deveria ser o suficiente para combatê-la em nome da paz.

Segundo Camus (1913-1960), um fio de cabelo de uma mulher vale mais do que a metafísica. Pelo menos nisso Platão estava, sim, errado.
Herculano
12/12/2016 17:30
EM NOVA DISCUSSÃO, MORO GRITA COM ADVOGADO DE LULA: "O SENHOR RESPEITE O JUÍZO". O BATE-BOCA ACONTECEU EM DEPOIMENTO DE ENGENHEIRA CIVIL DA OAS

Conteúdo do jornal O Globo. Texto de Dimitrius Dantas. O juiz Sérgio Moro e os advogados do ex-presidente Lula voltaram a bater boca em audiência de testemunhas nesta segunda-feira no processo em que o petista é acusado na Operação Lava-Jato. No ápice da discussão, o juiz gritou com o advogado Juarez Cirino dos Santos, um dos defensores de Lula no caso.

O debate ocorreu devido a uma pergunta feita pelo procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho para a testemunha Mariuza Aparecida da Silva Marques, engenheira civil da OAS que trabalhou no tríplex cuja propriedade o Ministério Público Federal atribui a Lula como forma de pagamento de vantagens indevidas da empreiteira ao ex-presidente.

Galvão de Carvalho questionou Mariuza se, durante uma visita que a ex-primeira-dama realizou ao imóvel, Marisa Letícia foi tratada como possível compradora ou alguém a quem a propriedade já havia sido destinada. Uma das advogadas de Fábio Hori Yonamine, então, questionou Moro afirmando que a pergunta já havia sido feita e Mariuza havia respondido que Marisa e Lulinha eram potenciais clientes. Moro rejeitou o protesto da defesa e pediu que não fossem feitas novas intervenções.

Após o procurador repetir a pergunta, Juarez Cirino do Santos voltou a protestar contra a pergunta e Moro afirmou que o advogado estava sendo inconveniente.

- Você não pode cassar a palavra da defesa - respondeu Cirino.

- Posso, porque o senhor está sendo inconveniente - disse Moro.

Segundo Cirino, o procurador estava pedindo a opinião da testemunha, não os fatos. Moro, então, levantou a voz:

- Doutor, está sendo inconveniente. Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo! - gritou.

- Eu? Mas, escuta, eu não respeito Vossa Excelência enquanto Vossa Excelência não me respeita enquanto defensor do acusado. Vossa Excelência tem que me respeitar como defensor do acusado, aí então Vossa Excelência terá o respeito que é devido a Vossa Excelência. Mas se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal, Vossa Excelência perde todo respeito.

- Sua questão já foi indeferida, o senhor não tem a palavra ?" disse Moro, que novamente pediu para que a pergunta fosse feita.

Na resposta, Mariuza afirmou que Marisa e Lulinha foram tratados, na visita, como pessoas a quem o imóvel já estava destinado. Além de Mariuza, outras três testemunhas que participaram das reformas realizadas pela OAS no tríplex foram ouvidas nesta segunda.

Não é a primeira vez que o juiz Sérgio Moro e os advogados do ex-presidente discutem durante as audiências. Desde os primeiros depoimentos, a defesa tem feito uma série de protestos às perguntas feitas pelos procuradores, acusando-os de induzir as testemunhas. Além disso, a defesa pediu que aqueles que tivessem assinado um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal não fossem aceitos como testemunhas. Os pedidos foram negados por Moro.
Herculano
12/12/2016 17:24
"NÃO SOU CANDIDATO E ESPECULAÇÕES SO ATRAPALHAM O PAÍS, DIZ FERNANDO HENRIQUE CARDOSO EM ENTREVISTA AO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO

Tucano afirma que, 'num momento de ânimos acirrados, as pessoas não pensam. O texto e a entrevista são de Sonia Racy, Alberto Bombig e Gabriel Manzano,

'Estreito'. Para ex-presidente, governo Temer é uma 'pinguela' que deve resistir até 2018

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ao Estado na última quinta-feira, 9, que não pretende se colocar como uma alternativa para ocupar a Presidência da República caso a grave crise política se aprofunde ainda mais neste ou no ano que vem e provoque a interrupção do mandato de Michel Temer. "Não sou candidato permanente", afirmou FHC.

FHC recebeu o Estado antes da divulgação pela imprensa, na sexta-feira, de parte das delações premiadas feitas por ex-executivos da empreiteira Odebrecht, que atingem diretamente Temer e o PMDB. O tucano reconhece que, nos bastidores da política, o nome dele começa a ser cada vez mais apontado como uma alternativa para ocupar o Planalto se o afastamento de Temer vier a ocorrer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação que corre na corte contra a chapa na qual a ex-presidente Dilma Rousseff e Temer disputaram as eleições de 2014 ou até pelo mesmo pelo Congresso, em um processo de impeachment. "Acho que essa hipótese (de ele próprio voltar à Presidência) foi levantada e que ela não é boa para o Brasil".

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, 85 anos, foi presidente por dois mandatos consecutivos, de 1995 a 2002. Ele foi sucedido diretamente por Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo FHC, a gestão Temer é uma "pinguela" (frágil e estreita ponte improvisada com troncos) que deve resistir até as eleições de 2018. "Se a pinguela quebrar, será pior".

O ex-presidente também falou sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve Renan Calheiros (PMDB-AL) no comando do Senado, a despeito dos movimentos de rua que pedem a saída do senador do cargo. "A rua é importante, mas também tem a lei, tem a institucionalidade, o longo prazo. Num momento de ânimos acirrados como nós estamos, as pessoas não pensam."

Quem sairá em pé ao final da Lava Jato?

Eu só sei os que já caíram... Não sabemos o que vai aparecer nas próximas delações. Mas a questão não é só aparecer na Lava Jato ou em algum outro processo. Depende de como aparecer, se é citado brevemente, se tem crime real ou não. O decisivo é como a opinião pública vai receber. De que maneira absorverá. Ela sabe separar? Sabe o que é caixa 1, caixa 2, caixa 3, o que é diretamente corrupção? É um trabalho longo, uma interação entre decisões da Justiça e a opinião pública. No começo são só denúncias, depois, tem de ver o que é veracidade, cada um comprometido com o quê. Vai levar algum tempo isso.

Já há apurações dando conta de nomes de líderes do seu partido, o PSDB, que estão na delação da empreiteira Odebrecht.

Pelo que vi até agora, são alegações de dinheiro para campanha. Quem recebeu? Quanto? Foi o candidato? O comitê? Um intermediário? Tem que separar, examinar. Por enquanto, não dá pra dizer que as pessoas praticaram um crime. É um processo longo. Isso é que leva o Brasil a viver essa angústia em relação aos políticos. Não é o PSDB, que é dos menos atingidos. Uma coisa tem que ser dita com clareza. O financiamento da vida política do Brasil, da democracia, custa dinheiro. Nunca encaramos essa questão de frente. Quem paga isso tudo? O que acontece? Pouco a pouco, o Fundo Partidário foi aumentando. Mais partidos foram sendo criados para ter acesso a esse fundo. Segundo, o horário eleitoral gratuito não é gratuito. É o governo quem paga. Terceiro, os partidos, de acordo com o número de deputados que têm, possuem acesso à televisão. Negociam na campanha. Isso tem que ser visto. Outra parte de recursos, pela lei, vem de pessoas e das empresas. Por que o candidato que tenha direito de receber recursos, se basta registrar pra não ter problemas ,por que não registra? Aí você tem hipóteses. Uma hipótese é que a empresa tenha caixa 2. Segundo, o partido não quer dizer de onde veio.

Algo para corrigir isso poderia ser feito antes de 2018?

Poderia, mas não estamos ainda nem discutindo essa questão... Você pode dizer, dinheiro de empresas, no caso brasileiro, onde empresas podem dar pra qualquer partido ao mesmo tempo, elas compram o futuro. Segundo, tem desvio de dinheiro. Seria fácil não ter desvio, é só autorizar, a empresa dá um milhão, mas pra um lado só. E ele poderia ser dado ao tribunal eleitoral, que abre uma conta em nome do partido, este faz o gasto e vai ao tribunal, e recebe, e acaba a corrupção. Vale a pena? Isso é que tem de discutir. Levaremos tempo pra pôr isso em ordem, mas temos de fazer.

No episódio STF/Renan, o sr. aprova a solução encontrada? Até onde o interesse do bem comum justifica ceder aos maus costumes?

Não sei se houve arranjo. Vi hoje (quinta-feira) numa manchete que eu tinha participado das negociações... Não fiz nada! É natural que o Planalto tenha ponderado as suas razões. Mas pessoas que são parte do Supremo não vão fazer um arranjo. Pode haver uma outra consideração. Dada a fragilidade econômica e constitucional, o risco vale a pena?

Mas há um limite a partir do qual se possa estabelecer que não vale a pena ceder? Seria o caso? Ou, no caso, quem errou, o STF ou Marco Aurélio?

Acho que vários erraram. Ou que, diante das circunstâncias, tiveram posições que não são razoáveis. Por quê? Qual o problema maior que estava em jogo? Pode um ministro do Supremo derrubar um presidente de outro poder? E também: pode o outro poder manter alguém que é réu? Não é tão simples assim.

Pode até haver problemas com a liminar. Há ministros alegando que tecnicamente a liminar não se sustentava...

Sim, porque não podia ser monocrática. Mas tem essa questão de fundo. Em tese, o Tribunal pode decidir como achar. Mas as consequências do que ele decidiu têm de passar pelo Senado. Veja, quando a Câmara, o próprio Senado, tem um comando que é réu, cabe a ele mesmo tomar providências. Mesmo já tendo saído da linha sucessória presidencial, dizer: "Você não tem condições pra continuar dirigindo os trabalhos." Quanto à questão de quem errou ou não errou: o ministro Marco Aurélio tem o direito de opinar, como quiser. E até de entender que pode, monocraticamente, tirar (Renan da presidência do Senado). Se pode ou não pode, o pleno tem de resolver depois. Foi o que aconteceu. Ele resolveu que réu não entra na linha sucessória. Mas o Senado devia se perguntar, e o próprio presidente: "nestas condições eu posso exercer?" Enfim, numa condição normal seria isso. Até agora, o que aconteceu? Marco Aurélio tomou uma decisão, os companheiros dele não foram até o ponto que ele foi, não por motivos de conchavos. Foi por entender a institucionalidade da situação. Que você não pode interferir no outro poder, além de certo limite. Pode-se dizer, "o (presidente da Câmara Eduardo) Cunha caiu". Mas a razão por que o tribunal pediu pra ele sair é que havia obstrução de justiça. Não foi essa a alegação no caso de Renan.

E as ruas, presidente?

Para as ruas, o entendimento é que teria sido ótimo ter derrubado o Renan.

Mas como esse episódio impacta as ruas?

Impacta mal. Mas quem é juiz não pode ouvir só a rua. A rua é importante, mas também tem a lei, tem a institucionalidade, o longo prazo. Num momento de ânimos acirrados, como nós estamos, as pessoas não pensam. Dou-lhes um exemplo: eu estava fazendo uma palestra, no dia da decisão. Pela internet o pessoal ficou sabendo imediatamente e começou a aplaudir. Gostaram. Eu digo: está bem. Agora, as consequências, vocês sabem? O vice do Renan é do PT. Ninguém sabia. Diga-se de passagem, o vice-presidente se comportou não para obstruir. Mas ninguém sabia. Então, não basta dizer "a rua gostou", ou "a rua não gostou". Sei que a situação é de tal natureza hoje no Brasil que as pessoas... Vou usar uma palavra forte... Querem se vingar daqueles que abusaram.

Da classe política como um todo, o sr. quer dizer.

Eu entendo isso. Veja na rede social. A audiência é muito grande. Mas você não mantém um regime democrático sem conversa, negociação. O fato é que estamos transformando a conversa, ou a suspeita de conversa, em crime. Assim você não leva adiante o sistema democrático. Tem que diminuir um pouco a pressão. A impressão que deu é que subiu um pouco a tensão nesse episódio Renan-STF-governo-Senado.

O sr. teme em algum momento pela democracia? Acha que ela está ameaçada?

Esse processo todo, na verdade, tem demonstrado que os poderes estão funcionando. Primeiro, uma coisa que eu já disse, e vou repetir. Há 30 anos, estaríamos nessa altura discutindo "qual era o general". E nós estamos discutindo "qual o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal".

Até porque as Forças Armadas estão quebradas...

Mesmo que não estivessem, elas não querem, é importante essa mudança de cultura, de cabeça. Acho que, a despeito de tudo, não vivemos um momento em que a democracia esteja se esfarinhando. Tem visões diferentes, aqui ou ali, mas ela está se consolidando. Veja o que aconteceu no impeachment da presidente Dilma. Sobretudo no exterior, diziam: "Isso é golpe!", mas você vai ver a lei, não é assim. Quando é que se produz o impeachment? Eu, infelizmente, assisti a dois, o do Collor e o da Dilma. Você tem um processo de impeachment quando? Quando quem está exercendo o governo perde as condições de governar. O governo vai se paralisando. E por quê? Porque perdeu a maioria no Congresso, porque perdeu a rua, e porque algum fato objetivo, na ordem jurídica, permite que se diga que você incorreu em alguma coisa contra a Constituição. É um conjunto, infringiu a lei e perdeu a condição de governar. Todo impeachment é traumático. Tira alguém que teve voto, pra por outro que também teve voto, mas as pessoas não percebem, porque o vice também foi votado... E foi seguida a regra, sim, com excesso de zelo, no processo do impeachment. Portanto, não houve o enfraquecimento da democracia, mas perda de capacidade política de um governo. Vem junto com isso algo mais sério, ou tão sério quanto, que é que o sistema político brasileiro está fragmentado, sem suporte, apoio na rua. Agora, a questão é "Olha, pelo menos o Supremo tinha (o apoio das ruas)" Será que vai perder? Depende. Acho que, se o Supremo explicitar com clareza suas posições, não precisa perder. Eu não acho que tenha havido uma conspiração. Assisti como qualquer cidadão o que aconteceu. E vi que se atribui... Não houve, talvez tenha havido alguma conversa, é natural. Temos de ter o pé na realidade. As pessoas interagem. E interagir não está errado. O que está errado é fazer alguma coisa contra a lei.

Nas Diretas Já, havia um objetivo. No impeachment de Collor e no de Dilma, também. Agora, nessa movimentação das ruas, não fica claro. Você pergunta ao manifestante, ele diz "ah, não pode ter corrupção". É uma grande raiva...

Sim, é um sentimento, as pessoas não estão vendo como parar isso.

Mas houve uma tentativa de ameaça à Lava Jato. Não se pode desprezar o fato de que o timing da lei de abuso de autoridade talvez não seja bom...

Isso é verdadeiro. E o que aconteceu? Não deu certo. E por que não deu certo? Porque a cultura mudou. E por que mudou? Agora as informações fluem rápido. Há mais organizações atuando. As instituições estão funcionando. E não houve a desmoralização do que está sendo feito. A Lava Jato vai continuar. Porque ela tem sustentação. E não há razão para paralisar, nem legal nem política. Esse esforço de passar a limpo o Brasil tem apoio. Nas instituições, na opinião pública e na massa.

O apoio seu à Lava Jato vai até onde?

Vai até onde for possível ir. Acho que está lá, não tem jeito, tem de continuar. Não acho que seja possível qualquer manobra pra obstaculizar. Quer dizer que eles não podem ter cometido abuso? Podem. E aí, os tribunais têm que atuar. Tem que prestigiar a legalidade da Justiça até o fim. O nosso sistema, para ser democrático, tem de ter peso e contrapeso. Os famosos checks and balances. A gente tem que olhar isso como um processo de checks and balances, mesmo em momentos dramáticos como nestes últimos dias.

Sergio Moro tem dito que só a Lava Jato não basta. Que se não mudarem outras coisas, isso pode ser esfacelar, meio como ocorreu na Itália, com a Mãos Limpas. De que modo isso pode ser levado à frente?

Temos de ser institucionais e objetivos. Não só a instituição, o sentimento das pessoas tem de ser tomado em consideração. O sentimento das pessoas é que chegamos a um ponto em que tem que muita coisa mudar. Mas você não muda uma sociedade do dia pra noite. É um processo, de liderança. E perseverança no processo. Você vê que no caso da Lava Jato tem liderança. Tem estratégia, tem persistência. No caso das instituições politicas, vai ser preciso também mantê-las ativas. Do jeito que estão hoje estão muito fragmentadas, vai ter que mexer nisso. Mas sobre tudo isso temos uma situação que não deriva de, mas é conectada com, o processo de corrupção, que é uma tremenda crise econômica como nunca tivemos. São três anos de estagnação. São 10 pontos do PIB que vão embora. Significa mais desemprego, menos dinheiro, mais dificuldades. Então, ao tomar suas decisões, você tem que pensar nisso. A questão central para as pessoas não é a legalidade disto ou aquilo, é a sobrevivência. Então, se você esquece esse lado, pode ter, e eu espero que não aconteçam, convulsões. Assistimos no Rio algo disso. Porque pega uma camada só, os funcionários públicos. E de segurança, o que é grave.

Sim, policial atirando bomba em policial...

É grave. Mas é um sinal. Veja que o governo de Minas pediu agora o estado de calamidade econômica. Depois, vem outro Estado atrás... Tem que olhar isso, e os juízes também! Se nós desorganizamos demais o sistema decisório do País, como faremos depois? Porque eu, mesmo sabendo das dificuldades, não sou pessimista? Porque acho que esses problemas estão aí e as pessoas vão ter que encaminhar. Mesmo o Supremo, provavelmente, na decisão última, ele tomou isso em consideração. Se der um peteleco, a casa pode cair. Isso é responsabilidade, não é cambalacho. Agora, é claro também que o Senado, se tiver responsabilidade, vai ter que eleger outro presidente e tem que olhar: a pessoa é capaz de atravessar esse temporal. Ou vai cair também na ficha suja? O país cansou da ficha suja.

Corrupção é causa ou consequência?

Os dois. Estão ligados. A desorganização política vem antes, mas acelerada pela corrupção. Ela foi uma fragmentação partidária, e a decisão do Supremo (sobre a cláusula de barreira, em 2010) foi perigosa. Qual foi a decisão? Ela foi ao pé da Constituição, não foi contra não. Ela disse, olha, não tenho como barrar partidos. Claro que o Supremo poderia ter tomado outra posição, dizer olha, não dá pra barrar partido mas não dá pra transformá-los em algo institucional dentro do Congresso, com direito a vantagens...

Um balcão de negócios...

Isso aí.

O sr. tem dito que falta um "road map" para a economia. Não falta um também para a política? E eles deveriam andar juntos, pra se atravessar 2017?

É o que eu tenho dito e que foi mal compreendido. Nós estamos atravessando uma pinguela.

É, o presidente Temer não gostou muito dessa comparação...

Ele gostar ou não gostar, não me importa. Mas não vou mudar de opinião só por isso. Por quê? Porque estou dizendo que a nossa situação é estreita. Qualquer que seja o presidente, a situação é a mesma. É uma pinguela. Então, vamos criar condições para atravessar essa pinguela. Segunda afirmação que eu tenho feito: se a pinguela quebrar é pior. Porque você cai na água. Outro dia ouvi na rede social alguém dizer: mas eu prefiro sair nadando. É uma posição. Mas, e os que não sabem nadar? Afogam. Então, tem de saber como sai. Precisa de um road map. Eu diria que na área econômica o governo até já tem um road map. Mas a população não sente a saída. O que temos de fazer? Veja, o governo foi levar ao Congresso a PEC do Teto. O que ele diz? Eu não posso gastar mais do que eu ganho. Eu ouvi o Tancredo dizer isso, lá atrás. E o Lula falou isso umas 20 vezes. Isso quer dizer que vão prejudicar educação e saúde? Depende. Tem de ver a prioridade. O que está por trás dessa proposta? A ideia de que o governo tem um poder ilimitado de fazer dinheiro. E não tem.

O sr. compara isso à Lei de Responsabilidade Fiscal?

Sim, vai na mesma linha. Se fosse cumprida a LRF... já está a lei aí. Mas ela não se aplica ao Federal. Se a PEC agora durar uns 10 anos, a história vai dizer. Mas tem aí um sinal positivo. Em seguida, o governo mandou a lei da Previdência social. Mexeu em um programa social? Não. Bolsa Família? Não. O que tem de fazer? Ter emprego. Criar condições de crescimento econômico. E porque essas medidas são significativas? Elas serão significativas se forem sentidas como restabelecimento da confiança. Como então sai da pinguela? Aumentando a confiança, ela amplia e transforma a pinguela numa ponte.

Não param de surgir informações de que o sr. poderia voltar à Presidência, no meio desta grave crise, por meio até de eleição indireta no ano que vem. Qual a sua posição diante dessa possibilidade de voltar à Presidência?

Minha posição é a seguinte: transformar a pinguela em ponte, aumentando a confiança e apoiando as medidas que o governo tomar e que sejam acertadas. E por quê? Porque qualquer pessoa que seja indicada pelo Congresso, que força terá para fazer as coisas que tem de ser feitas?

O sr. não volta então?

Não.

Mas um mudança pode levar ao Planalto alguém que tenha mais respaldo...

Seria um sintoma de que as coisas se desorganizaram tanto que será só mais dificuldade. Eu não torço por mais dificuldade, eu torço e atuo no sentido de fortalecer a passagem, reitero o que estava dizendo. O que temos de positivo para achar que tem caminho? Temos uma boa base agrícola e mineral, somos competitivos nisso, temos algumas dificuldades na área industrial, porque não estamos nos fluxos internacionais de produção, uma carência enorme de infraestrutura. E temos um peso enorme de "custo Brasil", que é a burocracia, os impostos etc. Mas o governo tomou medidas na área de infraestrutura. O que falta? Aponte pra ter investimentos? É a confiança. Agora, eu não vou colaborar pra dividir a confiança. Qualquer especulação sobre o desastre, e que, eventualmente, eu possa ser presidente, só vai atrapalhar. Vai diminuir a confiança. E eu não sou dessa posição. Ouvi outro dia que o presidente Lula disse que eu estou trabalhando para ser presidente... É porque ele não me conhece.

Sarney também teria dito...

O Sarney me conhece bem, deve saber mais do que o Lula. Ele é um ano mais velho do que eu, ele sabe o que a idade acarreta. Portanto, não creio que o Sarney diga a sério. E o Lula esta fazendo apenas um jogo de palavras. Imaginar que eu seja candidato permanente. Ele é que é candidato permanente, eu não sou. Eu sou preocupado com o Brasil. Acho que essa hipótese foi levantada e que ela não é boa para o Brasil. Muita gente, no meio empresarial, acha que se só a PEC dos Gastos for aprovada, é inútil. Porque então a PEC da Previdência vai virar a PEC dos Gastos. Pois daqui a dez anos você vai ter 80% da arrecadação dirigida para a Previdência. E, enfim, qual reforma da Previdência? O que está proposto aí, qual o objetivo? Não sei, não sou técnico. Mas nem o mercado sabe. Vou repetir o que já disse quando estava no governo. O chamado mercado, a iniciativa privada, sempre põe o sarrafo mais alto. E o entendimento recíproco entre mercado e Congresso é nulo, um não entende o outro. Na verdade, tudo se comunica, um depende do outro. O teto, sem a Previdência, não anda. Mas está lá a Previdência. Então, ajudem a aprovar a Previdência. Não adianta ficar solapando o futuro. Segundo: é claro que você vai ter outros ingredientes. A iniciativa privada vai já já reclamar da taxa de juros. Reclama sempre. Ou da taxa de juros, da taxa de câmbio, e cabe ao governo ter sua posição de equilíbrio e olhar a longo prazo. Veja, todo mudo vai reclamar da taxa de juros. Agora, quando o Gustavo (Franco, no Ministério da Fazenda) estava lá, ele sabe bem o inferno que é a reclamação sobre taxa de juros. E vocês lembram, nós mudamos e a consequência não foi tão boa assim. Custou pra retomar. Então, sou cuidadoso nessa matéria, acho que o BC (Banco Central) tem de estar atento quanto a qualquer ortodoxia. Política econômica é uma navegação. Tem que olhar o mar, se está encapelado, e vai mudando... Com taxa de juros é a mesma coisa, não tem uma regra fixa. Só quem tem uma visão ingênua de que a economia é uma ciência exata é que pensa essas coisas. Quem sabe que não é exata, sabe que tem que ir navegando. Não adianta reclamar do que aconteceu na última reunião do Copom. Poderia fazer isso, aquilo, mas não fez! Então vamos olhar para a frente. Nada sozinho resolve. É um conjunto, e esse conjunto pra funcionar tem que ter confiança, e portanto liderança.

Há uma frase muito repetida, no debate nacional, a de que o Brasil não vai mais voltar a ser a mesma coisa. Porque há mais participação, a corrupção é mais vigiada... O sr. partilha dessa ideia de que não será mais o mesmo?

Eu partilho. As pessoas não aceitam mais. Não posso dizer que nunca mais vai voltar pra trás, mas agora, no horizonte, não vejo como seja possível recompor o sistema podre do qual estamos saindo. E não adianta também culpar a, b ou c, esta empresa, aquele político, é o conjunto. A imensa leniência com as práticas de governo e eleitorais no Brasil. Enquanto a economia funcionou bem, todo mundo só aplaudia o que estava acontecendo. E agora, ah, meu Deus, o Tesouro está endividado! O BNDES tomou não sei quanto do Tesouro... quando se dava dinheiro às empresas e elas estavam crescendo todo mundo aplaudia. Então, temos de ver que somos todos responsáveis. Eu não aplaudi, mas mesmo assim me ponho no meio. O que tem acontecido? É que caiu a ficha. Ah, esse Congresso isto, aquilo... mas quem votou foi o povo. Vamos esperar que melhore, que as pessoas tenham mais informação na hora de votar. Que essa informação se transforme em comportamento. A experiência dramática que estamos passando... não é a primeira vez, já vi isso antes.

Não seria natural que o País saísse, de alguma forma, fraturado, machucado, do processo de impeachment?

É natural que saia fraturado. No Collor foi assim. O que fez o Itamar? Eu fui ministro do Itamar. Ele botou a Erundina ministra. O PT não queria. Ele percebeu que ali tinha que somar. Nós precisamos juntar de novo. Esse clima negativo de conflitos é negativo para o Brasil avançar. Vamos precisar de novo de ter um... não é conchavo. Nem pode. Em tempo de internet você tem de dizer o que pensa. Se esconder, vai aparecer. Nós temos é de restabelecer no Brasil o diálogo. Isso é fundamental. E quando digo diálogo não é entre os que se entendem. É com os que não o querem.

Por exemplo, o PT?

Qual a dificuldade que nós temos? Quem tem a liderança? Com quem você vai se entender? Outro dia um jornalista italiano disse: "na Europa acham que se o sr. falar com o Lula.." eu disse, olha aqui, isso me foi dito muitas vezes. Há dois anos vieram aqui em casa pessoas importantes me dizer olha, você tem que conversar com o Lula. Eu disse, nunca me negarei a conversar com o Lula. Naquele momento. Agora, vai conversar com ele e vê se ele vai topar. Não topava. Porque o PT tem uma visão hegemônica. E queria impor, não queria diálogo. Agora não adianta conversar com o Lula. Ele tem de resolver os problemas dele primeiro.
Herculano
12/12/2016 17:20
ACERTEI, NÉ? CAOS INTERESSA ÀS ESQUERDAS; SO BESTAS NÃO VEEM! por Reinaldo Azevedo, de Veja

No sábado, antes de virem a público as duas pesquisas Datafolha - uma apontando o aumento na avaliação negativa do governo Temer, e outra, a recuperação do prestígio eleitoral de Lula -, escrevi que a barafunda em curso no país acabaria por beneficiar as esquerdas. Título do post: "O diabo no comando. E o que ameaça a democracia brasileira".

Lê-se lá o seguinte: "Poucos se dão conta ?" e os dias futuros, nos primeiros meses de 2017, deixarão claro ser assim ?" que as esquerdas, e o PT em particular, estão prestes a assumir um lugar privilegiado na narrativa. A esta altura, resta bastante arranhada a tese, QUE É A CORRETA, de que a corrupção e a propina eram instrumentos a que recorria o PT para fazer algo mais do que roubar: era um assalto ao estado, inclusive ao estado de direito.

"Essa constatação foi perdendo força, sendo substituída pela evidência factual de que, afinal, todos os partidos fazem a mesma coisa. Ocorre que essa obviedade toma os meios como se fosse um fim. Roubar e trapacear como meio será ruim em qualquer tempo, e seus protagonistas devem ser punidos. Mas perder de vista a natureza da tramoia petista é falsear a história e abrir uma vereda para o PT se igualar a outras legendas entre os escombros. Se é assim, o partido é apenas um entre seus pares."

Palavras, como a gente pode ver, premonitórias, mas de premonição que já tem certo tempo.

Dado o ambiente de terra arrasada que assumiu a Lava Jato, com todo mundo enfiado no mesmo saco de gatos pardos; dado esse clima verdadeiramente policialesco contra o Congresso e contra o processo político, sem matizes, esperavam o quê? Eu temia justamente isso que está aí.

"Ah, mas e a eleição de outubro, com o PT sendo moído?" Pois é? Acreditem: na velocidade em que vão as coisas, outubro também já ficou longe.

Ou os atores políticos começam a se dar conta de seu papel institucional, ou viveremos dias muito difíceis.

É claro que a pesquisa desta segunda reforçará o discurso do PT de que, no fim das contas, os processos contra Lula buscam apenas tirá-lo do jogo eleitoral. Isso é tão verdadeiro como nota de R$ 3. Ocorre que, até havia pouco, era, além de falso, inverossímil. Continua uma mentira, mas, desta feita, verossímil.

Impressiona a marcha da irresponsabilidade que está em curso.

Hoje, os que se querem os inimigos mais ferozes de Lula e do PT estão pavimentando o caminho da sua recuperação?

"Ah, mas contamos com Sergio Moro para prender o homem?"

Pode até ser?

Mas acreditem: quando a polícia resolve um problema da política, então o problema não está resolvido.

Venho alertando para essa possibilidade há muito tempo, não é? E tomando porrada de todo lado.

Como eu queria demonstrar, a coisa está aí.

Ou somos corajosos o bastante para ser prudentes, ou se beneficiam as forças que sabem andar no caos. E não somos nós, os decentes, a ter essa habilidade, certo?

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