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Por herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por herculano Domício

13/12/2017

ENROLAÇÃO QUE ESCONDE O ÓBVIO

Os relatórios dos projetos de lei lidos pelos vereadores de Gaspar, pedindo a aprovação, ou raramente, à sua rejeição, é algo, na maioria dos casos, pró-forma, ritual, pouco esclarecedora, ou sem transparência no que tange aos recursos remanejados ou ofertados às entidades. Eles, na verdade, são feitos pelos bem pagos funcionários da cada vez mais inchada Câmara, por autonomia técnica ou orientação dos próprios vereadores.

A prerrogativa, a princípio, na orientação do voto no relatório é dos vereadores. Eles dão a diretriz do voto que querem à matéria sob a sua relatoria, e os técnicos a fundamentam com as exigências peculiares, principalmente as de ordem legal. Os vereadores apenas os leem na tribuna. Alguns, em determinados casos, nem sabem bem o que leem. Fato antigo e já comentado aqui.

Supondo que todos os vereadores entendem o que tecnicamente está explicitado no relatório e que estejam devidamente orientados para a votação, objetivo do relatório, em qualquer situação e caso, além da fundamentação constitucional, legal e das razões dos projetos, o normal seria, esclarecer o distinto público, o eleitor, o leigo, o cidadão do que se trata a matéria.

Quando se trata de assuntos como repasses de verbas ou remanejamento de recursos do Orçamento do exercício ou plurianual, exatamente os números dessa transação são escondidos, omitidos, "esquecidos". Qual a razão disso? É uma prática padrão e parece que nem é do próprio vereador, pois até os da oposição demonstram não ter o cuidado com aclaramento e à transparência na mesma matéria, se realmente são os vereadores os “donos” dos relatórios.

Os mais comuns estão nos projetos de lei autorizam o município a anular e suplementar saldos de dotações orçamentárias no Orçamento vigente. É um jogo de números para atender às exigências da contabilidade pública. Nestes ultimos dois meses pendurou-se quase uma dúzia deles na Câmara. Passa-se de um local previamente aprovado no Orçamento pelos próprios vereadores, com excesso de arrecadação, ou com corte, para atender um outro supostamente descoberto, mal orçado ou provisionado em função de uma emergência, de uma nova necessidade entre tantas justificativas possíveis de fato ou de fachada para tal ato.

Por que motivo não se inicia o relatório dizendo que está se tirando tantos reais de verbas inicialmente previstas para determinadas atividades e remanejando-as, total ou parcialmente para outras? E aí se justifica, fundamenta-se tecnicamente esse deslocamento e até mesmos as consequências disso. O mesmo acontece com as verbas que vão por exemplo, para entidades como Polícia Militar, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Apae, Clubes culturais, sociais e outras, etc.

Desses, o único que se esclareceu lateralmente, numa das últimas sessões, foi o do repasse da prefeitura à Apae. Isso foi feito por iniciativa do líder do governo, Francisco Hostins Júnior, PMDB, onde os recursos que hoje são de R$235 mil ano passarão para R$300 mil no ano que vem, além das “compras” de serviços especializados da Apae pela prefeitura e que geram mais repasses à Apae. Ponto para a transparência mínima e à simplicidade da informação. Isso é observatório e controle social. Isso o cidadão entende e pode até julgar.

Outra matéria recorrente e que pouco se explica, é a tal doação de terras de particulares para o município. Quase todas, visam regularizar fatos antigos (e também novos) de aberturas, alargamentos e retificação de ruas públicas ou de loteamentos que inclui áreas verdes, para uso social etc. Alguns relatórios não mencionam a rua, a situação, a necessidade ou a ocorrência do fato que gera ou oubriga a referida doação objeto do Perojeto de Lei, etc.

A simplicidade e a transparência são questões de orientação do vereador relator ao técnico bem pago para isso e que prepara o relatório que ele vai ler. Às vezes, o relatório é tão sofisticado com citações legais e palavras do juridiquês, que nem o vereador consegue pronunciá-las. Por outro lado, falta no relatório, o essencial, o mínimo, o mais simples, para que próprio vereador e o cidadão possa entender o que está se passando, bem como à comunidade a quem o vereador é o olho nesse processo de representação e fiscalização. Acorda, Gaspar!

OS INTELIGENTES SERVIDORES PÚBLICOS, EM DESESPERO, USAM NÚMEROS REAIS PARA FALSEAR A VERDADE AOS ANALFABETOS, IGNORANTES E DESINFORMADOS PARA ASSIM MANTER SEUS PRIVILÉGIOS NAS SUAS MILIONÁRIAS APOSENTADORIAS PRECOCES, TODAS NEGADAS AOS TRABALHADORES QUE SUSTENTAM O SISTEMA QUEBRADO E INJUSTO PAGOS PELOS MAIS POBRES

A imprensa brasileira, ainda tentando encontrar nos caminhos de sustentação e autonomia econômica pois não se preparou para as mudanças que o tempo da modernidade impôs aos negócios, é majoritariamente infestada pela esquerda do atraso, a que acha que o dinheiro cai do céu, que todos possuem direitos mas não as obrigações, o ônus da repartição social. Isso é de berço. Vem das faculdades de jornalismo onde a utopia supera a técnicas e à realidade dos fatos e de mercado.

A imprensa, como instituição, sabe, porque está evidente nos números e ela não é tão burra assim, que o sistema de Previdência no Brasil protege uma casta de servidores, e que na maioria dos casos não serve e nem devolve na mesma proporção a contraprestação de serviços à sociedade.

Entretanto, por ideologia, para ter uma causa, e contra o suposto golpe parlamentar que tirou o PT e a esquerda do atraso, seus preferidos, do poder e ao mesmo tempo colocou Michel Temer, PMDB, na presidência (estranhamente eleito pelo próprio PT), as redações, nesse viés ideológico, não dão tréguas ao atual governo, mesmo que isso implique em passar recibos de burrice aos leitores, ouvintes e telespectadores. Incrível!

O que começou a circular esta semana nas redes sociais de jornalistas “notáveis” para dar ar de credibilidade? Este meme que está abaixo. Ele retrata uma verdade. E o que ele quer com essa verdade mal e convenientemente apurada e usada? Retardar a reforma da Previdência para antes discutir a cobrança dos supostos devedores da Previdência. E por que? É que essa discussão judicial levaria décadas, e exatamente por isso, os devedores se valem dessa morosidade e continuam devendo. E os que defendem tal tese no jornalismo, sindicatos, organizações de servidores privilegiados, querem ganhar tempo nas suas orgias de privilégios com o dinheiro escasso e que falta à saúde, educação, segurança, obras de infraestrutura...

Mas, supondo que tudo o que as pessoas e as empresas devem fosse cobrado de uma só vez, como sugere os sindicalistas e servidores, o rombo da Previdência, ainda assim continuaria. E isso, a imprensa, que não é burra, muitos menos os que a manipulam e vivem da esbórnia de uma Previdência injusta socialmente, quer esconder com o meme e a discussão que ele propõe? Faça uma conta com este meme.

As dívidas nesta listinha soma R$4,6 bilhões. É muito. E se colocar todos os outros devedores, é muito mais. Mas, mesmo assim, é apenas 3%, repito 3% do rombo anual da Previdência que está estimada em R$140 bilhões por ano, dinheiro que está sendo tomado da saúde, educação, segurança e obras de infraestrutura. E no ano que vem, não será mais R$ 140 bilhões: serão R$160 bilhões.

Incrível, como o jornalismo e jornalistas, por birra contra o atual governo e a favor de gente abastada que os próprios jornalistas sustentam com seus impostos, passem recibo de burros, aliados, ideológicos e descomprometidos com os seus próprios clientes (leitores, ouvintes e telespectadores) nestas questões.

São incapazes de fazer contas simples aritméticas. Não se exige conhecimentos matemáticos e principalmente de cálculos atuarias, necessários para quem quiser discutir esse assunto de forma profissional e se estabelecer na idoneidade. Wake up, Brazil!

FALTAM CRECHES, MAS TEREMOS A FACULDADE DA MATURIDADE

Este assunto já abordei numa pequena nota, diante da restrição de espaço físico, na coluna da edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale. Não é repetição, pois trata-se de expandir as razões pelas quais combato o timming e não a ideia. Insurjo-me contra a má escolha dos autores.

Há dias na sua volta à Câmara, o líder do governo, Francisco Hostins Júnior, PMDB, veio com uma ideia um tanto inusitada: criar a “Faculdade da Maturidade”. Faria por sugestão ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, o único que tem poder constitucional de constituir despesas no Executivo, para que enviasse à Câmara um projeto de lei nesse sentido.

A ideia, como já escrevi anteriormente, não ruim. No entanto, ela está totalmente fora de propósito e prioridade. É demagógica e eleitoreira à beira de um ano de eleições difíceis, incertas, de suposta renovação, onde se precisa aparecer de forma diferenciada para não ser tragado pelas mazelas da vala comum dos políticos.

Ah! Mas, não será ano de eleição de vereador e prefeito. Certo! Entretanto, serão exatamente os prefeitos e vereadores os principais cabos eleitorais dessa gente marcada para morrer não porque foram reformistas coisa que só atinge aos atrasados e a minoria de abastados do funcionalismo público, mas porque se deixaram se levar por trocas indecorosas para fazer o Brasil voltar a crescer e outros porque estão enlameados de verdade no lamaçal de dúvidas e lançaram o país e os brasíleiros num longo período de desgraças.

Então prefeitos e vereadores, seus suplentes que também entram nesse samba de poder, vão esconder os políticos e ao mesmo tempo os avalizar como se eles, prefeito, vereadores e suplentes, fossem eles os candidatos a deputados e senadores, na busca de reeleição ameaçada. Vão usar um para eleger outro. Entenderam? Sempre funcionou assim, não será diferente neste ano.

Voltando ao tema. Por que é fora de propósito e prioridade a tal “Faculdade da Maturidade” para Gaspar? Porque as filas nas creches em Gaspar aumentam e o governo Kleber, de quem Hostins é líder, teve uma ideia de jerico para diminuir essa fila: dar meio período às crianças, como se os pais trabalhassem em meio período e os desempregados só pudessem ir atrás de empregos e bicos em meio período. E o governo só voltou atrás dessa má ideia depois da repercussão negativa dela e o bafo do Ministério Público.

“Faculdade da Maturidade” não é obrigação municipal. Creches, por lei, são. Esta é a questão. E isto vai estar em jogo nos palanques, nos esclarecimentos e na busca da qualificação do voto. Ora se o prefeito, os vereadores e suplentes não conseguiram creches, como podem eles pedir votos para seus candidatos escondendo tal fato? E ai não se consegue a tão sonhada transferência de votos, mesmo que o deputado não tenha nenhuma mancha das que mencionei em parágrafo anterior, que não tenha nada a ver com a falta de filas nas creches.

Kleber está obrigado, antes, garantir ao menos, caminhos de soluções que tanto propagou na campanha do ano passado. Lá, ele contabilizava a fila em 800 crianças, hoje admite e por isso, o número deve ser maior, que 1.060 crianças na fila por uma vaga. Neste um ano, Kleber não abriu vagas, não abriu creche, não construiu creche e não conveniou nova creche. Então a “Faculdade da Maturidade”, pode até ser uma necessidade, uma boa ideia, mas não é prioridade diante da obrigação legal do município para com as crianças, pais e diante um ano eleitoral, onde no palanque, a censura é algo distante dos línguas-soltas, e a voz do povo é a voz dos sensatos. Isto sem contar as redes sociais, que de uma forma ou de outra funcionarão.

O Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, se autônomos e cumprirem sua função deles, bem como o Ministério Público, devem ficar de plantão e de olho nesse assunto. Não se pode inverter a prioridade, mesmo que embalada em uma suposta boa ideia.

Ora se os políticos não fizeram o que lhes compete que é a solução, ou a perspectiva de solução, desse gargalo para os que precisam de creches em Gaspar; se os políticos e comissionados do poder de plantão ocupam as vagas das creches que é do povo mais pobre, não em meio período, mas período integral, se os políticos até manipulam as eleições de creches como se desmascarou na semana passada, se não as oferecem aos trabalhadores e desempregados, não é legitimo que criem antes a tal“Faculdade da Maturidade”.

Ah, mas essa faculdade não vai criar despesas! Aproveita-se o que já está sendo feito. Como assim? Vão enrolar os velhinhos também com nomes pomposos em projetos políticos para algo que já está sendo oferecido? Marketing? Ai, ai, ai. Uma coisa pior do que a outra. Não acredito! Acorda, Gaspar!

O COMBATENTE DE PÂNTANOS

O vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, convidado, foi até a festa de confraternização do PSDB de Gaspar, realizada dias atrás. Lá ele se encontrou com o senador tucano Dalírio Beber. E como era de se esperar, no discurso que fez, Dalírio fundamentou a razão pela qual é preciso reformar a Previdência, cortando especialmente, os privilégios, todos eles, usufruídos por políticos e uma elite do funcionalismo público. Ficou calado. Até aplaudiu, talvez por educação e não por aprovação, o discurso de Dalírio, asseguram as testemunhas que consultei.

O que aconteceu na terça-feira seguinte na Câmara de Gaspar? Cícero relatou o tal encontro e rebateu o discurso de Dalírio. Fez cena, para agradar a classe de funcionalismo, principalmente a casta, a elite, a que possui privilégios, bem como os partidos da esquerda do atraso, que estão ainda insatisfeitos com a interrupção da crise econômica ética que afundou o país, a quem, por conveniência e oportunidade, Cícero está aliado.

Cícero esteve na frente do senador Dalírio e perdeu a chance democrática de colocar as suas opiniões divergentes, as quais deve e pode tê-las sobre o assunto. Para fazer circo aos seus pares de oposição pela oposição, o PT e o PDT, dois partidos que quebraram o Brasil, desempregaram milhões e criaram privilégios para uma casta de funcionários públicos na Previdência e são contra mudá-las, enfiando a conta pesada dos privilégios nos bolsos dos trabalhadores da iniciativa privada, Cícero fez apenas um discurso de média na Câmara. Hum!

Cícero precisa de duas coisas.

Primeiro estudar o seu PSD que nasceu do DEM, que veio do PFL, que veio da Arena. Quando fundou o PSD, o seu presidente, o ex-prefeito de São Paulo, e hoje profissão ministro, Gilberto Kassab, disse que o partido não seria de oposição, nem de situação, nem de esquerda, nem de centro, nem de direita. Seria um partido que estaria sempre no poder por conveniência e sobrevivência. Foi assim no governo do PT de Dilma Vana Rousseff, a terrível. É assim no governo do PMDB e já está se ensaiando para não perder a boquinha no próximo governo, seja ele quem for.

Em Gaspar, o PSD ensaiou ser oposição ao PMDB, PP e PSC.

Foi uma jogada arriscada que tinnha data para terminar. Tudo para criar um valor ao ex-vereador e candidato a prefeito derrotado na procura de um local de trabalho para si e os seus. Deu errado. Marcelo de Souza Brick, teve então que se agarrar numa teta do governo do estado, depois de passar pelo gabinete do deputado Jean Jackson Kuhlmann, PSD.

O vereador Wilson Luiz Lemfers já fez a lição de casa e botou dois pé fora dessa barca sem rumo. Então na hora do vereador Cícero fazer a escolha: o PSD – que não é oposição, situação, direita, esquerda ou centro - ou algo que reflita à coerência dos seus posicionamentos como servidor e como oposicionista ao atual governo ou desmandos.

Segundo. Se o vereador Cícero não mudar de partido, ele precisa, urgentemente, de um coaching para se estabelecer na coerência e no pragmatismo de oposição. Se não fizer isso, vai perder a credibilidade que ganhou com a sua atuação, a qual reputo acima da média para o papel que escolheu. Frequentar dois ambientes divergentes não é proibido, não se estabelece em pecado, ainda mais quando há autoridade naquilo que se crê, propaga e se prega. Agora se estabelecer na conveniência como essa que fez ao ouvir Dalário Beber e pelas costas, só pelas costas rebate-lo, sem argumentos, é um terreno pantanoso e perigoso para ser ultrapassado sem qualquer dano aos que estão lhe observando nesta luta para se sair ileso. Acorda, Gaspar!

 

 

Edição 1831

Comentários

Anônimo disse:
14/12/2017 14:48
Herculano, o que mais li de comentário foi sobre o zé Dirceu incitando a súcia, ir à Porto Alegre.

O Rui Deschamps, vai?
A Mariluci, vai?
O Zuchi, vai?
O Décio, vai?
É que o serviço sujo fica com a raia miúda, os grandes dão o tapa e esconde a mão.
Pirilampo
14/12/2017 14:25
LULA DEVE SER MONITORADO PARA EVITAR SUA FUGA.
Não precisa tanto aparato, é só dar um remedinho chamado Revotril (para acalmar os nervos) e depois deixa o pé-de-cana encher as guampas que pode gerar um efeito bomba em qualquer organismo.

Se bater as botas, não fará falta a ninguém.
Belchior do Meio
14/12/2017 13:20
Sr. Herculano:

Posso responder para o meu conterrâneo Belchor?

É que a vereadora adolescente Fran já nasceu uma política profissional.
Daqui pra frente ela continuará a desenvolver seu profissionalismo político até ser um Lula, Sarney, Collor, Requião, Cabral, Kassab ... e porque não um Zucki?

Sr. Herculano, me corrige se não ficou bem desenhado.

Não reeleja a Franciele Daiane Back.
Possamai
14/12/2017 13:08
Olá, Herculano

PENSANDO BEM - Na coluna de Cláudio Humberto
...sem a reforma da Previdência e com a lei orçamentária aprovada, o recesso do Legislativo começa hoje. Trabalho, só em fevereiro.

É assim que os políticos pensam no Brasil e nos brasileiros, mas em Gaspar não é diferente.
Ninguém pensa na cidade, só neles e nos conchavos.
#NãoReeleja, nenhum deles.
Caio
14/12/2017 08:59
Herculano qual a razão de pedirem ANTT para locação de caminhão para serviços de terraplenagem, conforme o edital 239/2017? Estranho né...será que querem trazer alguma empresa de fora...
Herculano
14/12/2017 05:33
NAS REDES, NINGUÉM TEM A MENOR CHANCE DE CONVENCER NINGUÉM, por Contardo Galllagaris, italiano, psicanalista, para o jornal Folha de S. Paulo

É bem possível que você tenha lido "O Código da Vinci", de Dan Brown. Em 2015, o livro (que é de 2003) tinha vendido mais de 80 milhões de exemplares mundo afora e estava entre as obras literárias mais vendidas de todos os tempos.

Também é possível que você tenha visto o filme homônimo, de Ron Howard, com Tom Hanks no papel de R. Langdon, professor de "simbologia" (disciplina que não existe) na Universidade Harvard.

Ainda hoje, em Milão, é impossível visitar a "Última Ceia" sem que haja um turista tentando confirmar a interpretação do afresco proposta no livro e, no fundo, convencido que há, sim, um complô da Igreja para esconder que Jesus tinha se casado e tido filhos com Maria Madalena, sua discípula preferida.

Dan Brown acredita firme no poder da razão e das palavras ?"talvez essa seja uma das razões de seu sucesso. Ele acredita que o saber de Langdon pode resolver qualquer enigma. E, mais importante, ele acredita que a revelação de um segredo poderia mudar o mundo.

No "Código", há religiosos dispostos a matar para que não seja revelado o segredo do amor de Cristo por Madalena. Ora, essa revelação, no máximo, forçaria a Igreja a ordenar mulheres e a acabar com o celibato dos padres. Mas será que ela abalaria mesmo a fé de alguém?

No novo livro de Dan Brown, "Origem", ed. Arqueiro (menciono a premissa da história, sem spoilers), um cientista fará uma revelação incontestável que, se não for impedida, acabará com qualquer fé religiosa.

Adoraria acreditar, como Dan Brown, que uma argumentação correta e sustentada por provas válidas seria suficiente para dissipar erros e crenças. Mas não é o que ocorre. Abandonar uma crença, por mais que ela se revele errada, é dificílimo. Talvez os argumentos apresentados sejam sempre insuficientes. Mas o mais provável é que a gente seja fundamentalmente impermeável a argumentos racionais, sobretudo na hora de criticar nossas próprias crenças.

Esse fenômeno tem nome: viés de crença. Sobretudo desde os anos 1990, inúmeras pesquisas verificaram que nossa relação intuitiva e imediata com uma crença é, em geral, muito mais forte do que os argumentos que podem contestá-la.

A experiência clássica consiste em mostrar, aos indivíduos testados, silogismos em que os argumentos iniciais são inválidos, mas a conclusão é uma ideia na qual é fácil acreditar ou, então, silogismos em que argumentos obviamente válidos levam a conclusões nas quais os indivíduos não acreditam etc.

Em geral, descobre-se que os argumentos, mesmo válidos, contam menos do que as crenças. De onde será que nasceu nossa confiança milenária na razão? E o que é que parece nos tornar sempre crédulos?

Deixo as perguntas de lado (momentaneamente), para acrescentar que o viés de crença cresce enormemente com as redes sociais. Por quê?

Numa pesquisa de 2009, Jonathan Evans e outros mostraram que, na nossa preferência pelas crenças mesmo contra argumentos válidos, um dos fatores cruciais é o tempo. Quando falta o tempo de pesar e meditar os argumentos, os indivíduos preferem recorrer a suas crenças, que estão sempre disponíveis imediatamente.

Uma diferença de minutos, se não de segundos, pode ter consequências significativas. E estou pensando numa diferença de tempo específica: a diferença entre o tempo de postar um comentário imediato e o tempo de procurar caneta e papel, para escrever uma carta.

O tempo da carta talvez dê uma chance aos argumentos. No comentário postado, em regra, só se mobilizam as crenças. Conclusão engraçada e triste, nas redes, fala-se muito, mas ninguém tem a menor chance de convencer ninguém.

Da mesma forma, nas conversas, orais ou por WhatsApp, poderíamos reavaliar a função crucial do silêncio antes de responder.

Agora, começando a abordar as razões de nosso viés de crença, uma delas é a coesão de grupo. Amamos as crenças porque elas nos ligam aos que acreditam na mesma coisa que nós. Ou seja, amamos as crenças porque elas nos permitem pertencer a um partido, uma torcida, uma bancada (da bíblia ou da bala), uma roda de boteco. Render-se a argumentos válidos e abandonar nossas crenças pede quase sempre que paremos de frequentar os grupos que compartilham essas crenças.

Em suma, a regra de ouro para pensar é: tempo e solidão.
Herculano
14/12/2017 05:29
LULA DEVE SER MONITORADO PARA EVITAR SUA FUGA, por Cláudio Humberto na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A eventual confirmação da condenação Lula, com sua prisão imediata, vai acionar o esquema de monitoramento das forças de segurança, com o objetivo de frustrar qualquer tentativa de fuga do País. As providências são adotadas sempre que há um réu nessas condições, respondendo em liberdade a recurso de sentença que determina sua prisão. Mas a possibilidade de tumulto reforça os procedimentos.

ROTAS MAPEADAS
?"rgãos de inteligência mapearam rotas de fuga para países latino-americanos cujos governantes ofereceram refúgio a Lula.

O DIA D É 24
O recurso de Lula será julgado por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, dia 24 de janeiro.

AMEAÇAS À JUSTIÇA
Lideranças petistas mobilizando filiados e sindicalistas para "invadir" e tocar o terror em Porto Alegre, para pressionar os magistrados.

ESTRATÉGIA BURRA
Tanto Lula quanto seus advogados e adoradores insistem na estratégia pouco inteligente de desqualificar quem vai julgar o ex-presidente.

NEGOCIAÇÃO DA POUPANÇA TEVE PACTO DE SILÊNCIO
Foram doze sessões, que duraram meses, que marcaram a fase final de negociação para devolver aos poupadores as perdas provocadas por vários planos econômicos. Era o maior litígio entre particulares da História do País. Mediadas pela ministra Grace Mendonça (Advocacia Geral da União), as negociações estabeleceram um pacto de silêncio que foi respeitado com rigor. Os bancos começaram propondo um multiplicador de 0,7 e os poupadores pediam 6,7. Fecharam em 4,5.

FREQUÊNCIA 100%
Grace, Murilo Portugal (presidente da Febraban) e o jurista Luiz Fernando Pereira, herói dos poupadores, participaram de todas as sessões da negociação.


NÃO É BEM ASSIM
A acordo só é benéfico para ações coletivas, ao contrário do que a AGU divulga. Nas ações individuais, o desconto é excessivo.

NÚMEROS TERRORISTAS
Os bancos a apresentara um número terrorista de R$150 bilhões, para impressionar os ministros do STF. O valor mal ultrapassa R$10 bilhões.

MANOBRA FRUSTRADA
Depois que o acordo com os poupadores estava fechado, os bancos fizeram uma exigência nova: queriam a constitucionalidade dos planos declarada pelo STF, para blindá-los de outras questões. Não colou.

ABUTRES NO COMANDO
O plano de recuperação da Oi, proposto à Vara de Falências do Rio, entrega o controle a maior operadora de telefonia fixa do País a fundos abutres, entre eles Aurelius, que foi acusado de quebrar a Argentina. E ignora direitos básicos dos acionistas e dos 130 mil empregados.

DESAFIO NAS REDES
Fissurado em internet, o senador Álvaro Dias passou um tempão procurando vídeo do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) denunciando corrupção nos governos do PT. Não encontrou.

RECESSO ANTECIPADO
Deputados como Silvio Torres (PSDB-SP) alegam que o recesso, "a partir do dia 17", impede a votação da reforma da Previdência. O artigo 57 da Constituição é claro: deputados devem trabalhar até o dia 22.

O XERIFE VEM AÍ
O Wall Street Journal, de Nova York, noticiou ontem que o FBI agora investiga o escândalo de compra de votos que definiu o Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A investigação inclui, diz o jornal, "lucrativos meios de comunicação" e "direitos de comercialização".

TRISTE MEMóRIA
Mais uma vez, passou praticamente despercebida a data de 13 de dezembro, marcada pela edição do Ato Institucional nº 5, algo como a certidão de nascimento da ditadura militar no Brasil, em 1968.

AMARO É O CARA
Ex-BC e hoje no Iasb, órgão com sede em Londres que define normas contábeis mundiais, Amaro Gomes, brasileiro do Piauí, recebeu ontem o Outstanding Alumni Award da Lancaster University: é a homenagem a ex-aluno que se destaca na profissão, inclusive internacionalmente.

GATOS E RATOS
Após esta coluna noticiar a invasão de ratos na Câmara dos Deputados, leitor sugeriu que a "polícia" legislativa, os seguranças da Casa, criem unidade felina nos moldes da polícia canina.

PENSANDO BEM?
...sem a reforma da Previdência e com a lei orçamentária aprovada, o recesso do Legislativo começa hoje. Trabalho, só em fevereiro.
Herculano
14/12/2017 05:27
A APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA DEVERÁ FICAR PARA O PRóXIMO GOVERNO, por Christofer Garman, para o jornal Folha de S. Paulol

O governo Temer jogou todas as suas fichas para tentar aprovar sua nova e mais enxuta reforma da Previdência antes do recesso parlamentar do dia 20, mas, nesta quarta (13) ao menos parte de suas lideranças no Congresso parece ter jogado a toalha.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou que a decisão de adiar a votação para fevereiro não e uma derrota e que ela foi tomada por causa do baixo quorum em Brasília que deve haver na semana que vem. Ele tenta argumentar que politicamente faz pouca diferença entre votar a Previdência em dezembro ou fevereiro. E o que importa é que o apoio à reforma está subindo. Cita a decisão do PSDB de fechar a favor da reforma como um sinal dessa "construção" e que esse trabalho continuará.

As portas para aprovar a reforma de fato não estão inteiramente fechadas. Mas, se for confirmado o anúncio do adiamento, as chances de o governo conseguir aprovar sua proposta acabaram de cair ainda mais. E nós, na Eurasia, já estávamos avaliando sua aprovação como improvável.

A primeira e mais evidente razão para pessimismo provém da proximidade da eleição de 2018. Brasília já está tomada com especulações de quem sera candidato a presidente no ano que vem, e parlamentares já estão cada vez mais focados nas suas respectivas chances eleitorais. Esse ambiente só vai se intensificar em fevereiro.

Mas a maior razão para pessimismo provém do fato que o governo jogou todas as suas fichas para aprovar sua proposta em dezembro e fracassou. Lideranças do governo não só argumentaram com sua base aliada que o custo politico econômico de não aprovar a sua reforma pode ser grande como utilizaram todas as promessas de cargos e verbas para angariar apoio. O fato de que esse esforço não gerou resultados pode ser visto como um sinal forte de que o tamanho da resistência entre a base aliada permanece grande. Em outras palavras, talvez o problema não seja tempo, mas o fato que o número de parlamentares na base que estão fixos na coluna do "não" seja grande demais para chegar a 308 votos. Nas contas da Eurasia, achamos difícil o governo conseguir mais que 287 votos.

Da para reverter esse quadro? Sim, mas agora está mais difícil. Tudo depende no jogo de comunicação política. Para reverter o votos firmes contrários à reforma, o governo terá que ter mais êxito na sua estratégia de empacotá-la como uma maneira de combater privilégios (finalmente uma mensagem vencedora), e o parlamentar terá que ver o respaldo desse esforço nas pesquisas de opinião.

Pesquisas têm mostrado que a resistência à reforma tem caído, mas não de forma dramática. Logo, a única maneira que o governo terá para reverter o quadro é convencer o parlamentar de que a opinião pública não mais rejeita a proposta. E possível, mas muito difícil. Reverter esse quadro no fim do ano, com o Congresso em recesso e festas, não será fácil. O tempo é curto. Parece mesmo que a reforma ficará para o próximo governo
Herculano
14/12/2017 05:23
Só PARA LEMBRAR, AMANHÃ É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ, INÉDITA, E ESPECIAL PARA A EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUZEIRO DO VALE, O MAIS ANTIGO E DE MAIOR CIRCULAÇÃO EM GASPAR E ILHOTA
Herculano
14/12/2017 05:22
AGÊNCIAS DE RISCO DEVEM PROMOVER O REBAIXAMENTO DO BRASIL, TEME GOVERNO, por Josias de Souza

O fracasso iminente do plano de votar a reforma da Previdência na Câmara antes do Natal despertou no governo o temor de que as principais agências de classificação de risco ?"Moody's, S&P e Fitch?" rebaixem novamente a nota atribuída ao Brasil, que já se encontra em nível tachado de "especulativo". Além de afugentar investidores, a novidade elevará o custo do acesso ao crédito para empresas brasileiras no exterior.

O risco de rebaixamento é potencializado pela frustração de outras votações. Às voltas com uma base congressual minguante, Michel Temer não conseguiu arrancar do Legislativo a aprovação de medidas que sua equipe econômica classifica como essenciais para conseguir manter o buraco fiscal de 2018 em R$ 159 bilhões, como foi prometido.

As medidas que não saíram do papel deveriam produzir um aumento de receitas de R$ 14,5 bilhões e uma redução de despesas de R$ 8 bilhões. Encontram-se pendentes de apreciação, por exemplo, o adiamento de reajustes salariais e a elevação a contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 14%. Não avançou também a proposta de tributação dos fundos de investimento exclusivos. Tampouco foi votada a reoneração da folha de pagamento de empresas.

O fiasco legislativo na Previdência e nas medidas antidéficit tem relação direta com o sucesso do Planalto no congelamento das denúncias criminais contra Michel Temer e os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha.

O presidente governou durante mais de cinco meses com prioridade única: não cair. Para não desviar a atenção dos deputados que se dispuseram a fazer o papel de coveiros de investigações, Temer negligenciou a mexida na Previdêcia e reteve o envio ao Congresso do pacote de medas fiscais.

Simultaneamente, Temer desperdiçou o que o Tesouro não tinha para satisfazer os apetites dos seus aliados no Congresso. Resta ao governo contabilizar os efeitos ruinosos no desempenho da economia e retornar às pranchetas. Precisa decidir o que fazer para evitar que a cratera de R$ 159 bilhões prevista para 2018 não se torne um abismo ainda maior.

Nessa matéria, não há segredos: ou o governo corta gastos ou eleva contribuições e impostos. Ou faz uma combinação das duas coisas. Do contrário, o descalabro fiscal inibirá um pouco mais o crescimento da economia.
herculano d martins
14/12/2017 05:12
TEMER DEU R$1 TRILHÃO ÀS PETROLEIRAS? por Vicínius torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Corre pelas redes insociáveis da internet a história de que Michel Temer baixou medida provisória que vai dar R$ 1 trilhão em redução de impostos para petroleiras. A MP foi aprovada na Câmara nesta quarta-feira (13) e agora segue para sanção presidencial.

Essa conta é um disparate aritmético, tributário e econômico. Uma certa esquerda faz chacrinha, porém, chamando os adeptos da MP de entreguistas etc.

É fácil bater no governo Temer, por tantos motivos. Nesse caso, não. Além do mais, a conversa de botequim exponencial das redes sociais se baseia em estudo com erros tristes, escrito por um consultor legislativo.

A medida provisória trata da tributação das petroleiras. Redefine e esclarece isenções fiscais, modos de calcular impostos e, grosso modo, equipara empresas estrangeiras à Petrobras, além de favorecer a importação de equipamentos, este de fato um caso a ser pensado.

Em outro estudo, dois consultores legislativos expuseram os equívocos da primeira análise de um colega ("Avaliação do Estudo 'Análise Técnica da Medida Provisória 795'", de Francisco José Rocha de Sousa e Cesar Costa Alves de Mattos). O Ministério da Fazenda também soltou nota técnica de refutação.

A conta do "trilhão" comete equívoco aritmético e conceitual rudimentar sobre quanto petróleo ficaria com as petroleiras e seria em tese tributável. Equipara o volume de petróleo que caberá a cada petroleira à base de tributação. Desconsidera outros eventos, além do lucro de um ano, que podem alterar o cálculo do imposto devido. Por fim, extrapola o valor desse cálculo errado da isenção fiscal por barril com base em estimativa obscura de produção futura (talvez o volume de reservas exploráveis em um tempo indeterminado).

Como se não bastasse, a "conta do trilhão" nem se ocupa dos aspectos mais elementares de uma análise econômica do problema.

Primeiro, não se pergunta quanto investimento em exploração haveria com tal e qual nível de imposto, se algum. Se não houver empreendimento, não há imposto a recolher.

Segundo, um tributo cobrado com regras claras, equalizadas e menos sujeitas a judicialização tende a aumentar a concorrência entre as petroleiras. Quanto mais concorrência na disputa pelas áreas de exploração, mais as empresas vão pagar ao governo por tal direito. Pelo sistema de partilha, vence a disputa a petroleira que mais entregar petróleo ao governo. É o que já está acontecendo.

Na exposição de motivos da MP, a Fazenda estimou que a soma da isenção fiscal nos anos de 2018, 2019 e 2020 chegaria a uns R$ 20 bilhões. Se essa projeção é precisa, são outros quinhentos que, no entanto, jamais chegarão a R$ 1 trilhão. Parece muito, dada a ruína das contas públicas. Mas é difícil dizê-lo antes de estimar a receita indireta extra do governo e de pensar possíveis distorções econômicas, para ficar apenas no basicão da análise.

Dada a chacrinha com o "entreguismo do trilhão", é divertido notar que a Petrobras produz uns 80% do petróleo no Brasil. Assim deve ser pelo menos até 2022. Se a distribuição da isenção fiscal dependesse apenas da aritmética da produção, a "nossa" Petrobras ficaria com o grosso do tutu
Mardição
13/12/2017 22:59
"Gilberto Kassab, disse que o partido PSD não seria de oposição, nem de situação, nem de esquerda, nem de centro, nem de direita".
Me parece que ele quis dizer que seria um partido fantasma, mais um que assombra a vida dos brasileiros.

"Seria um partido que estaria sempre no poder por conveniência e sobrevivência".
Nesse caso ele afirma o que o povo tá cansado de saber, que eles só fazem o que lhes trás lucro e roubam pra sobreviver.
Belchor
13/12/2017 20:55
Herculano, a vereadora adolecente quer livrar o #BelchiorJeepClube #MototrilhaBelchior de pagar impostos.

Com umas 20 marcenarias de fundo de quintal sem regitro com 2 ou 3 piás trampando em cada aos redores de sua casa, ela dá preferência aos ricos empresários com suas motos de 20, 50 mil cada e jeeps de até 200 conto. Fora a possibilidade de lavagem de dinheiro? Pode isso ?
Mariazinha Beata
13/12/2017 20:45
Seu Herculano

Ainda beijo Rodrigo Constantino.

"BOLSONARO JÁ DEFENDEU HUGO CHÁVEZ NO PASSADO: TODOS PODEM MUDAR, MAS NINGUÉM ESTÁ ACIMA DE CRÍTICAS", por Rodrigo Constantino, no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Paraná

É isso mesmo, daqui a pouco querem saber o que fez e o que pensou Bolsonaro quando frequentou o Jardim de Infância.
Bye, bye!
Anônimo disse:
13/12/2017 20:20
Herculano, o Zé Ruela Dirceu faz discurso só para trouxas ou comparsas. Quer usar as pessoas como bucha de canhão. Quero ver se ele mesmo bota a cara a tapa na frente de todos sem estar protegido por dezenas de segurança...
Petistas só agem em bando pois são covardes como indivíduos.

AH! esqueci que ele não vai, está em prisão domiciliar. KKKK...
Periquito Australiano
13/12/2017 20:13
Comé que é? Os mortadelas vão se rebelar?

Esse filme já é velho! Herculano.

Falaram a mesma coisa quando a horrorosa prima da Mariluci, a DILManta, foi defenestrada.
Ninguém apareceu.

Falaram a mesma coisa quando o pinguço ladrão foi depor em Curitiba. Apareceram pouco mais que meia dúzia de mortadelas.

Os Militares devem estar pensando:
Que venham!
Serão recebidos com gás lacrimogênio, bala de borracha, cassetete e jatos d'água, são para isso mesmo.
Belchior do Meio
13/12/2017 20:05
Sr. Herculano:

"Dirceu convoca petistas para irem a Porto Alegre no dia 24".

E eLLe, o covarde, também vai?
Manda os outros se exporem enquanto usufrui do dinheiro que roubou dos brasileiros.
Esse é o tipo de vagabundo que vive do dinheiro público ao invés de estar na cadeia cumprindo a pena que lhe foi imposta.

Lugar de bandido é na cadeia.
Herculano
13/12/2017 18:45
MAIS UMA VEZ OS DEPUTADOS E SENADORES QUE SÃO ELEITOS PELOS VOTOS DOS TRABALHADORES, DESEMPREGADOS E QUE SE APOSENTAM A MAIORIA COM UM SALÁRIO MÍNIMO E AOS 66 ANOS, PREFERIRAM DEFENDER OS PRIVILÉGIOS DE UMA MINORIA DE POLÍTICOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, ROUBANDO OS PESADOS IMPOSTOS DE TODOS PARA TAPAR O BURACO DE UMA MINORIA

VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA FICA PARA FEVEREIRO DO ANO QUE VEM. SEM OS 308 VOTOS,E O FINGIMENTO DO PSDB, GOVERNO ADIA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA 2018

ENROLAÇÃO. ACORDO ENTRE GOVERNO E OS PRESIDENTES DA CÂMARA E DO SENADO DEIXOU VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA 2018

Conteúdo do Diário do Poder. A votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados vai ficara para fevereiro de 2018. É o que informou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), por meio de sua assessoria. A decisão foi tomada em acordo entre o governo e os presidentes Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado) depois que não foram alcançados os 308 votos necessários para aprovar a reforma.

O Rodrigo Maia (DEM-RJ) já havia afirmado que só levaria o tema a plenário caso houvesse a certeza da aprovação, mas como o governo contava apenas cerca de 270 votos a única saída para não ser derrotado foi adiar a votação.

Com isso, apesar de o artigo 57 da Constituição obrigar o trabalho no Legislativo até o dia 22 de dezembro, deputados e senadores decidiram aumentar o recesso em uma semana. Eunício Oliveira (PMDB-CE) suspendeu a sessão do Congresso e anunciou a retomada às 20h30 para votação da Lei Orçamentári a Anual, aprovada na Comissão Mista de Orçamento de maneira acelerada na tarde desta quarta (13).


ACORDO ENTRE GOVERNO E OS PRESIDENTES DA CÂMARA E DO SENADO DEIXOU VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA 2018
A votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados vai ficara para fevereiro de 2018. É o que informou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), por meio de sua assessoria. A decisão foi tomada em acordo entre o governo e os presidentes Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado) depois que não foram alcançados os 308 votos necessários para aprovar a reforma.

O Rodrigo Maia (DEM-RJ) já havia afirmado que só levaria o tema a plenário caso houvesse a certeza da aprovação, mas como o governo contava apenas cerca de 270 votos a única saída para não ser derrotado foi adiar a votação.

Com isso, apesar de o artigo 57 da Constituição obrigar o trabalho no Legislativo até o dia 22 de dezembro, deputados e senadores decidiram aumentar o recesso em uma semana. Eunício Oliveira (PMDB-CE) suspendeu a sessão do Congresso e anunciou a retomada às 20h30 para votação da Lei Orçamentária Anual, aprovada na Comissão Mista de Orçamento de maneira acelerada na tarde desta quarta (13).
Herculano
13/12/2017 18:02
FECHAR QUESTÃO SEM PUNIÇÃO É Só ENGANAÇÃO, por Josias de Souza

Sob a presidência de Geraldo Alckmin, a Executiva Nacional do PSDB aprovou o "fechamento de questão" a favor da reforma da Previdência. Trata-se de um mecanismo que serve para obrigar os parlamentares a votar conforme a orientação partidária. Entretanto, a exemplo que fizera o PMDB, o tucanato não fixou nenhuma penalidade para quem descumprir a decisão. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

Aos pouquinhos, o esforço do governo para aprovar a emenda constitucional que promove uma mexida acanhada nas regras previdenciárias vai ganhando propósitos meramente cenográficos, quase caricatos. O governo não dispõe dos 308 votos de que necessita para prevalecer na Câmara. Mas demora em dar o braço a torcer. Temer receia a reação negativa do mercado.

O caso do PSDB é emblemático. A legenda tem 46 deputados. O grupo que se dispõe a dizer "sim" à reforma de Temer não soma 20 votos. Para entender o que se passa, é preciso recorrer às palavras com a desinência "ão". Até como rima, a coisa soa paupérrima. Mas vá lá: a reforma da Previdência tornou-se um problemão sem solução. Fechamento de questão isento de punição não passa de enganação.
Herculano
13/12/2017 17:59
LULA NAS MÃOS DE GILMAR MENDES

Conteúdo de O Antagonista. Gilmar Mendes vai salvar Lula da cadeia, mudando sua decisão sobre a prisão dos condenados em segundo grau.

Como diz a Folha de S. Paulo, porém, o TRF-4 vai julgar o comandante máximo da ORCRIM antes da reviravolta no STF.

"Se condenado, Lula pode ter a prisão determinada pelo próprio tribunal. Caso a corte seja omissa, a ordem de detenção pode ser dada pelo juiz Sergio Moro".
Herculano
13/12/2017 17:57
BOLSONARO JÁ DEFENDEU HUGO CHÁVEZ NO PASSADO: TODOS PODEM MUDAR, MAS NINGUÉM ESTÁ ACIMA DE CRÍTICAS, por Rodrigo Constantino, no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Paraná

Está circulando pelas redes sociais uma entrevista de Jair Bolsonaro ao Estadão em 1999, em que o capitão elogia ninguém menos do que Hugo Chávez, o troglodita socialista que destruiu a Venezuela. Leitores me cobram algum comentário, e é justo. Claro que tenho meus dois cents para oferecer sobre o assunto.

Em primeiro lugar, o óbvio: todos têm o direito de mudar de opinião. Resgatar algo de quase duas décadas atrás não prova o que o pré-candidato pensa hoje, ou que ele é hipócrita e mentiroso. Pode muito bem ser um caso de mudança legítima de posicionamento, como já vimos tantas vezes com diferentes pessoas.

Mas a postura de alguns militantes fãs do "mito" incomoda. Eles não aceitam quaisquer críticas, cobranças ou escrutínio. Ora, a postura do cidadão, do eleitor, e ainda por cima do liberal deve ser sempre a de cobrar políticos, exigir coerência ou reconhecimento de erros passados, investigar sua vida. É o mínimo!

Aceitar o escrutínio do público, portanto, faz parte da vida de qualquer um que resolve ser político e, principalmente, tornar-se presidente. O admirador tem todo direito de apontar para eventuais ataques exagerados, para um duplo padrão da imprensa, para forçação de barra, mas não pode esperar que o seu candidato não vá ser vitrine. Todos são, e todos devem ser, especialmente aqueles que lideram as pesquisas.

No mais, a própria militância de Bolsonaro deu o tom: tem usado táticas condenáveis nas redes sociais para detonar qualquer concorrência. Fizeram isso com Dória, com Alckmin e até mesmo com João Amoedo, do Partido Novo, que não representa uma grande ameaça por ser desconhecido do público e não despontar em pesquisas.

Quando Amoedo respondeu um comentário sobre a mãe que levou sua filha a uma "exposição artística" para tocar num homem nu, afirmando que acreditava ser um direito dos pais tal escolha, essa resposta circulou bastante pela militância de Bolsonaro.

Ficar revoltado agora que o seu candidato vira alvo é uma postura lamentável, portanto. Faz parte do jogo, e seria ótimo se todos mantivessem um nível mais elevado nessa disputa. Mas antes de apontar para a sujeira na soleira do vizinho, que tal limpar a própria?

Se Bolsonaro quer se vender como anticomunista e liberal em economia, ele tem todo direito, e pode muito bem ser sincera sua conversão. Mas se o passado o condena, então o eleitor tem todo direito de cobrar explicações.

Bolsonaro já votou em Lula, no Ciro Gomes, já quis "fuzilar" FHC por ter privatizado a Vale, e já elogiou até mesmo Chávez? Então que venha a público justificar esses erros, bater no peito e assumi-los, e admitir que mudou. Simples.

Mas voltar as energias contra aqueles que apontam tais erros passados não é uma postura aceitável. E, infelizmente, é exatamente a de muitos militantes de Bolsonaro. Eles pensam como time de futebol, e se alguém fizer perguntas incômodas, só pode ser do time contra.

Cansei de ver gente dessa turma afirmando que eu não sou muito "confiável". Por que será? Porque não tenho caráter, porque sou vendido? Não! Mas porque? sou independente, faço elogios, defendo quando ele merece defesa, mas também critico. Não sou "confiável", portanto, por não ser mais fiel, por ser um possível traidor. Isso é tribalismo na veia, algo incompatível com o liberalismo calcado em princípios, não em ídolos, já que todos têm os pés de barro.

O mesmo vale para a imprensa. Que há uma perseguição a Bolsonaro na mídia mainstream é um fato, e um que eu mesmo vivo a apontar. Os que não deixam passar nada do candidato de "extrema-direita" são os mesmos que poupam Lula, o PSOL e que chamam até um comunista invasor como Boulos apenas de "esquerda". É patético!

Mas um veículo como a Gazeta do Povo, que tem uma pegada claramente liberal-conservadora, que busca ser realmente isenta e sem esse típico viés de esquerda predominante na imprensa, tem a obrigação de investigar e denunciar todos os políticos, não de bajular alguns. Não entender o papel do jornalismo é triste, e novamente: muitos na militância do capitão agem demonstrando não compreender a função essencial de um jornal, que jamais pode ser torcida de político.

Voltando ao começo: Chávez estava no início de sua gestão, então é claro que Bolsonaro pode alegar ignorância, desconhecimento de causa. É verdade que a frase sobre o comunismo é mais complicada, abrangente. E também é verdade que, na época, os liberais já detonavam Chávez. Lembro-me de debates no Orkut ainda, em que eu afirmava que Chávez iria destruir a Venezuela, enquanto "intelectuais" achavam ele o máximo.

Mas o melhor argumento de defesa para Bolsonaro está na resposta ao lado da sua, do comunista Aldo Rebelo. Foi ele quem elogiou ainda mais Chávez, comparou-o a Salvador Allende, e disse que Bolsonaro só estava empolgado com o homem por não conhecê-lo direito, por não saber quem ele era de fato. O comunista continuou louvando Chávez, depois Maduro e o "socialismo do século XXI", que, de fato, destruiu a Venezuela.

"Quando o conhecer, pensará diferente", disse Aldo Rebelo. E não foi exatamente o que aconteceu? Bolsonaro se tornou um dos maiores críticos do Foro de São Paulo, do PT, de Maduro e do comunismo. E o que está em jogo é o presente e o futuro, não o passado de quase 20 anos atrás, não?

PS: Os defensores de Bolsonaro que alegam que Chávez enganou "todo mundo" e se vendia como liberal-conservador democrata na época não percebem que em nada ajudam o seu "mito". Primeiro, porque não foi "todo mundo" que embarcou nessa canoa furada, e os liberais já detonavam Chávez desde o começo. Da mesma forma que não foi "todo mundo" que acreditou e votou em Lula: os liberais já o detonavam desde sempre também, e o meu Estrela Cadente é de 2005 (mas bem antes disso eu já atacava com fervor o PT). Segundo, porque a imagem de um militar que se passa por liberal-conservador democrata para enganar os outros e depois vira um socialista estatizante totalitário não é exatamente muito positiva para o próprio Bolsonaro. Podem associar ao capitão e questionarem: o que garante que não é exatamente o caso dele agora? Talvez seja melhor simplesmente assumir que ele foi cego e errou feio, em vez de tentar justificar sempre seus erros passados?
Herculano
13/12/2017 16:45
da série: a intimidação ao Judiciário, é a forma que o PT e a esquerda do atraso encontra para livrar os seus e condenar os adversários. Estranha interpretação da Justiça igual e para todos, bem como do conceito de democracia.

DIRCEU CONVOCA PETISTAS PARA IREM A PORTO ALEGRE NO DIA 24: "O DIA DA REVOLTA"

Conteúdo de O Antagonista. José Dirceu divulgou uma nota sobre a marcação do julgamento de Lula no TRF-4 para 24 de janeiro:

"A hora é de ação, não de palavras. De transformar a fúria, a revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate.

Todos a Porto Alegre no dia 24, o dia da revolta.

É hora de criar e mobilizar um, dois, três? milhares de comitês em defesa de Lula.

É hora de denunciar, desmascarar e combater a fraude jurídica e o golpe político.

Às ruas para ir às urnas e derrotar os inimigos da democracia, da soberania, do povo trabalhador e do Brasil.

José Dirceu"
Maria de Fátima Albino
13/12/2017 14:54
Caro Herculano

ENROLAÇÃO QUE ESCONDE O óBVIO

"Os vereadores apenas os leem na tribuna. Alguns, em determinados casos, nem sabem bem o que leem."

Tá explicado o porque de não precisarmos de boas escolas. Hoje pessoas, especialmente políticos não precisam estudar para "escrever" livros ou relatórios. Existem os "ghost writers" para isso (que devem ser os técnicos), e ainda correm o risco de entrar para a Academia de Letras.

Escola Militar em todo o Brasil, com Bolsonaro isso é possível.
Paty Farias
13/12/2017 13:57
Oi, Herculano

"Lulopetismo ameaça com guerra civil se TRF-4 condenar Lula em Porto Alegre"

Do Blog do Políbio (segundo ele) colado do blog do cafézinho (com letra minúscula porque é um bloguinho mequetrefe petralha).

24 de janeiro é a data marcada para a decisão do TRF- de antecipar o julgamento de Lula em Porto Alegre.

A data pode ser o início da guerra civil no país, dizem os jornalistas do blog."


Como se sabe, o lulopetismo não acumulou força militar e popular alguma para iniciar qualquer tipo de movimento armado, que seria esmagado em menos de 2 minutos.

A única coisa que o lulopetismo conseguiu acumular foi dinheiro roubado dos cofres públicos, sobretudo dos cofres da Petrobrás.

Ratos vermelhos, imundos e fétidos, usurpadores da esperança brasileira.

Sujiru Fuji
13/12/2017 13:43
É que este viaduto vai virar uma latrina.
Mariazinha Beata
13/12/2017 13:39
Seu Herculano;

Réus podem ganhar este tipo de homenagem? O que ela fez de relevante ao Brasil? Tem um gari ali na esquina que em 15 minutos faz um trabalho extremamente relevante, mas é ignorado pelo PT, exceto para ser usado como massa de manobra.

PT é uma raça maldita que o Bolsonaro vai dar um jeito.
Bye, bye!
Digite 13, delete
13/12/2017 13:36
Oi, Herculano

Ricardo Noblat às 11:44Hs.

É um deboche mesmo! A única fala da muda, que nunca fez nada, foi mandar os que protestavam, contra o desgoverno, enfiarem as panelas naquele lugar! E ainda vão prestar homenagem a esta outra anta? Que vergonha!!!

Brasil, um país de tolos.
Herculano
13/12/2017 12:05
AUXÍLIO-MORADIA NO JUDICIÁRIO CRESCEU 6.312% DESDE 2009

Conteúdo de O Antagonista.Levantamento pedido pelo deputado Rubens Bueno mostra que, de 2009 a 2016, os gastos do Judiciário com auxílio-moradia saltaram de R$ 3 milhões para R$ 307,6 milhões, informa Lauro Jardim.

Os dados são do Tesouro Nacional. Descontado o IPCA no período, o aumento é de 6.312%.

A conta inclui servidores do STF e do STJ, os vinculados à Justiça Federal, à do Trabalho, à Eleitoral, à Militar da União, além da Justiça do DF e dos Territórios e do CNJ. Ela exclui os representantes da Justiça nos estados.

No caso do Ministério Público, o salto foi de 2.278%, já descontados os 59% de inflação no período.
Herculano
13/12/2017 11:44
MARIA LETÍCIA VAI VIRAR NOME DE VIADUTO EM SÃO PAULO

Ricardo Noblat, de O Globo, pontua: "Com todo respeito: por que dar a um viaduto em São Paulo o nome de Marisa Letícia? Só por que ela foi mulher de Lula? Por que foi pobre? Por que costurou para o PT? A primeira mulher de Lula também foi pobre. Morreu ao dar à luz em hospital público. Não mereceu homenagem".
Herculano
13/12/2017 11:37
AUDITORES FISCAIS PEDEM INVESTIGAÇÃO CONTRA MBL POR DEFENDER REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por rodrigo Constantino, no jornal Gazeta do Povo, Curitiba, Paraná.

Leiam esta notícia, volto já:

A ANFIP, a Fenafisco (Fisco Estadual e Distrital) e a APCF (Peritos Criminais Federais) formalizaram nesta segunda-feira (11/12) uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) para que sejam apuradas possíveis conexões entre a propaganda oficial do governo pela aprovação da reforma da Previdência e vídeos viralizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) utilizando, como argumento central, informações com conotação pejorativa aos servidores públicos.

A linguagem utilizada pelas divulgações explicita a relação de apoio, o que leva à necessidade de se investigar se o governo, direta ou indiretamente, financiou com recursos públicos o MBL. As entidades consideram que é importante recomendar às autoridades federais que se abstenham de buscar apoio fora dos limites institucionais.

"O que se pretende investigar é o uso de recursos públicos para financiar por via obliqua propaganda do governo e a relação existente entre o Movimento e autoridades governamentais sobre todas as formas", define a representação. O fundamento jurídico para a investigação é o art. 37 da Constituição Federal.

Neste contexto, em que as estratégias de comunicação do governo ultrapassam os meios convencionais e passam a utilizar ações veladas, ofensivas não só a servidores públicos, mas a pessoas específicas, a ANFIP reitera a importância de as instituições promotoras da Justiça, em defesa do bem da sociedade e do Estado Democrático de Direito, atuarem de maneira ampla e profunda em consideração ao conjunto da sociedade.

Lauro Jardim também divulgou a notícia:

As entidades apontaram dois indícios de que o governo poderia estar financiando o movimento em troca de apoio pela Reforma da Previdência.

O primeiro é que o MBL divulgou um vídeo com o conteúdo semelhante ao da campanha do governo, apontando a elite do funcionalismo público como a maior fonte de gastos do sistema previdenciário atual.

O segundo é uma notícia veiculada em um jornal dando conta de que auxiliares de Michel Temer teriam acompanhado com entusiamo os vídeos distribuídos pelo MBL.

Com base nesses argumentos, ainda frágeis, as duas associações pedem que seja investigado se o movimento está recebendo dinheiro público. Caso não esteja, pedem para investigar se não está agindo com conivência de Michel Temer, o que poderia configurar abuso de poder econômico.

Argumentos frágeis é bondade do colunista. Os auditores públicos citam o "tom pejorativo" dos vídeos do MBL, pois apontam um FATO: os servidores públicos representam uma camada privilegiada que custa muito caro ao sistema previdenciário? Não se pode mais mostrar fatos agora?

O outro "indício" é uma notícia de um jornal que diz que auxiliares de Temer "teriam acompanhado com entusiasmo os vídeos" do MBL? Isso é sério? Isso não pode ser sério!!! Mas lembramos que estamos no Brasil, um país que, definitivamente, não é sério. Isso é simplesmente bizarro!

Então um jornal diz que auxiliares do presidente curtiram o trabalho do MBL, e isso é motivo para se pedir uma investigação da PGR para averiguar ligações ilegais entre ambos? Que país é esse? Não seria razoável apresentar um mínimo de evidências para se pedir a abertura de uma investigação?

O governo Temer já usou numa campanha a capa do meu livro Privatize Já. Será que há um elo entre o governo e eu do qual desconheço? Será que se o governo ficar empolgado com algum texto meu defendendo, por acaso, um ponto de vista similar ao que ele prega isso demonstra ligação criminosa?

Os servidores públicos deveriam parar com o abuso de poder se não desejam ser retratados "de forma pejorativa" pelos liberais. Seria bem mais eficaz?

PS: No fundo ficamos com a sensação de que esse pedido de investigação é apenas uma peça de uma campanha difamatória para colar a imagem de "vendido" no MBL, acusação que vem da esquerda e da direita, pois não é possível que os responsáveis pensem que há algum embasamento para tal demanda.
Herculano
13/12/2017 11:31
PRINCIPAIS PARTIDOS SÃO PRESIDIDOS POR INVESTIGADOS, DENUNCIADOS E UM PRESO, por Josias de Souza 1

É como se no sétimo dia, quando Deus descansou, tivessem surgido sobre a terra os partidos políticos brasileiros. Em consequência, uma característica fundamental da dificuldade do eleitor é ter que ouvir os presidentes dos partidos durante vários anos para chegar à conclusão de que eles não têm nada a ensinar sobre ética, exceto que se trata de uma virtude facilmente contornável.

No momento, os principais partidos do país são comandados por investigados, denunciados e até um preso. Em maior ou menos extensão, enfrentam enroscos criminais, entre outros, os presidentes do PMDB, PSDB, PT, DEM, PP, PR, PRB, PSD e SD. Todos negam participação em desvios.

Nesta terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal converteu em réu o senador Agripino Maia (RN), presidente DEM. Ele responderá pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É acusado de receber propina da OAS. Coisa de R$ 654,2 mil entre 2012 e 2014. Declara-se inocente.

Presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) responde a 14 inquéritos no Supremo. Já foi denunciado num deles, que apura fraudes no Carf, o órgão que julga recursos contra autuações da Receita Federal. Costuma dizer que ser processado não é um problema. O que não se admite é a condenação.

O PSDB mudou de patamar. Deixou o comando da legenda o senador Aécio Neves (MG), que coleciona nove inquéritos criminais na Suprema Corte. Entrou no lugar dele o governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin, que aguarda na fila pelo julgamento de um pedido de abertura de inquérito na Lava Jato em tramitação no Superior Tribunal de Justiça.

Delatores da Odebrecht disseram em depoimentos que Alckmin utilizou um cunhado, Adhemar César Ribeiro, para apanhar R$ 10,7 milhões em verbas oriundas das arcas do departamento de propinas da Odebrechet.

A senadora Gleisi Hoffman (RS), presidente que Lula consentiu para o PT, guerreia no Supremo contra uma ação penal na qual a Procuradoria a acusa de receber R$ 1 milhão em verbas desviadas da Petrobras para sua campanha ao Senado, em 2010.

Em petição submetida ao julgamento da Prmeira Turma do Supremo, a Procuradoria pede, além da condenação criminal de Gleisi e seus cúmplices, o pagamento de uma indenização de $ 4 milhões ao Estado, a título de indenização por danos morais e materiais.

O senador Ciro Nogueira (PI) preside o partido com o maior número de encrencados na Java Jato, o PP. Ele próprio responde a dois processos. Num, foi acusado por delatores da Odebrecht de receber R$ 1,3 milhão por baixo da mesa, para financiar suas campanhas em 2010 e 2014. Noutro, já convertido pela Procuradoria em denúncia, o senador responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no montante de R$ 1,5 milhão. Verba que a empreiteira UTC diz ser produto de roubo.

Ex-ministro dos Transportes de Dilma Rousseff, Antônio Carlos Rodrigues preside o PR desde a cadeia. Ele foi detido preventivamente. Acusam-no de corrupção passiva, extorsão, participação em organização criminosa e falsidade ideológica no mesmo processo que levou para trás das grades os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha, sua mulher.

Ministro da Indústria e Comércio de Michel Temer, o pastor licenciado Marcos Pereira, da Igreja Universal, preside o PRB. Responde a dois inquéritos. No mais antigo, emergiu da delação da Odebrecht como beneficiário de R$ 7 milhões no caixa dois. No mais recente, foi acusado por Joesley Batista, o delator da JBS, de morder propinas de R$ 6 milhões.

Outro ministro de Temer, Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), presidente licenciado do PSD, também responde a um par de inquéritos. No primeiro, é acusado de financiar sua campanha ao Senado, em 2014, com verbas de má origem. No segundo, é apresentado como beneficiário de propinas extraídas de obras viárias feitas em São Paulo no tempo em que foi prefeito da cidade.

O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, preside o SD, sigla de Solidariedade. Entre outros processos, ele é protagonista de uma denúncia na qual a Procuradoria o acusa de ter se beneficiado de esquema que desviou verbas do BNDES. Responde por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Deus, como se sabe, existe. Mas quem repara no cenário de terra arrasada que domina o sistema político brasileiro fica tentado a acreditar que Ele não merece existir. Fica evidente que o Todo-Poderoso criou a política sem a menor atenção e, ao retornar do descanso, percebendo o tamanho da encrenca, terceirizou a administração dos partidos políticos ao diabo.
Miguel José Teixeira
13/12/2017 10:08
Senhores,

Na mídia:

"Senado aprova projeto que permite socorro à Caixa com recursos do FGTS"
(Medida tenta driblar o TCU, que abriu investigação sobre a operação)

Alguém aí conhece algum empreendimento que tenha em sua estrutura administrativa 12 (DOZE) VICE-PRESIDÊNCIAS???

A CEF há muito deixa a desejar. Também. . . transformada em cabidódromo pela corja vermelha e mantido pelo que aí está. . .

Fontes:
1) http://diariodopoder.com.br/noticia.php?i=93289789480
2) http://www.caixa.gov.br/sobre-a-caixa/governanca-corporativa/arquitetura-organizacional/Paginas/default.aspx#quem

Em 2018, Não reeleja!!!

Lembrem-se: "vassoura nova sempre varre bem"!!!
Herculano
13/12/2017 07:32
EM TERRA DE CEGO, FALTA DE VISÃO RENDE MINISTÉRIO, por Josias de Souza

Às vésperas de assumir o posto de ministro, Carlos Marun, o novo coordenador político do governo de Michel Temer, concluiu o relatório final da CPI da JBS. O texto revela que a CPI teve dois objetivos: inocentar o presidente da República e avacalhar o já achincalhado instituto da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Marum sustenta que Temer, seu novo chefe, é uma imaculada criatura que sofreu acusações infundadas de Rodrigo Janot, um ex-procurador-geral que se juntou a criminosos para derrubar o presidente. Marum enaltece o investigado e sugere o indiciamento de investigadores e delatores. Seu relatório é inútil e ofensivo.

O texto é inútil porque as esquisitices que aponta já são conhecidas. Há inquéritos e processos em andamento. A imunidade concedida à turma da JBS já foi revogada. Os delatores estão em cana. O relatório é ofensivo porque desmerece a inteligência da plateia ao ignorar três fatos: 1) A voz de Temer soou no grampo do Jaburu. 2) O presidente indicou um preposto a Joesley Batista. 3) Seu indicado recebeu uma mala da JBS com propinas de R$ 500 mil.

Moral da história: em terra de cego, quem não tem olhos para dizer numa CPI que o rei está nu vira ministro de Estado
Herculano
13/12/2017 07:28
SE GASTO PÚBLICO GERASSE CRESCIMENTO, O BRASIL SERIA UMA NAÇÃO PRóSPERA, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, para o jornal Folha de S. Paulo

O ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa lamenta, em coluna publicada aqui na Folha, a baixa velocidade de recuperação do país na saída da crise, aquela mesma recuperação que afirmava não ser possível sob a política econômica adotada depois de sua saída do ministério, e aquela mesma crise que resultou das escolhas de política econômica que subscreveu durante sua longa estadia como secretário também na Fazenda.

Considerando que em janeiro de 2015 ele previa uma saída rápida da recessão, projeção que voltou a repetir em setembro daquele ano, ecoando, aliás, promessa de 2013, deve estar mais do que claro que não levo a sério nenhum pronunciamento seu. De qualquer forma, sua conhecida honestidade intelectual serve de mote para entender o que vem acontecendo com o país.

Por exemplo, entre os lamentos de Barbosa, destaca-se sua "surpresa" com a lentidão, dado que "o cenário internacional se tornou bem mais favorável ao Brasil desde 2016".

De fato, o FMI estima crescimento global no biênio 2016-2017 de 3,2% e 3,6%, respectivamente, que se compara a crescimento de 3,4% em 2015 e o supracitado 3,2% em 2016.

Já preços de commodities, em que pese melhora recente, são ainda 5% inferiores àqueles que Barbosa encontrou quando se tornou ministro do Planejamento, em 2015, enquanto as taxas de juros mundiais são hoje um pouco mais elevadas do que eram naquele momento.

A verdade é que o cenário global, de maneira geral positivo, não é tão distinto daquele vigente durante a recessão.

Por outro lado, atribui a recuperação proibida à reversão do contingenciamento, adotada em agosto deste ano, muito embora a inflexão da economia tenha ocorrido já no último trimestre do ano passado.

Como sempre, para Barbosa, é o gasto público que impulsiona a economia, mesmo quando os dados da execução fiscal do governo apontem exatamente o contrário.

Por fim, muito embora tenha se mostrado cético quanto à capacidade de as menores taxas de juros estimularem a retomada, afirma que "o BC demorou em reduzir a Selic diante da queda abrupta da inflação, e isso elevou excessivamente nossa taxa real de juro no início de 2017".

Já os dados mostram a taxa real de juros caindo de pouco menos de 7% anuais no último trimestre de 2016 para 5,5% no primeiro trimestre deste ano, 4,5% no segundo, pouco menos de 3,5% no terceiro e cerca de 3% no quarto, feito que ajuda a explicar o crescimento do consumo, apesar do ceticismo de Barbosa.

Isto dito, é óbvio que a retomada da economia tem sido lenta, ponto que tenho feito repetidas vezes aqui neste espaço, bem como em outros. Em boa parte isso de seve à própria profundidade da crise, que criou imensa capacidade ociosa, fenômeno que deve manter o investimento baixo ainda por alguns anos.

A outra questão é a incerteza fiscal. Ao contrário, porém, do que Barbosa argumenta (o medo da austeridade renovada seguraria o investimento), é o receio do abandono prematuro do ajuste fiscal à luz do quadro eleitoral para 2018 que leva investidores a evitar se comprometer em prazos mais longos.

Se gasto público gerasse crescimento, o Brasil seria uma nação próspera, e Barbosa, o ministro da Fazenda. Tolerar Barbosa como ministro seria preço baixo a pagar pela prosperidade, mas a realidade costuma prevenir esse tipo de absurdo
Herculano
13/12/2017 07:21
PSB ESTÁ ENTRE TRAIR ALCKMIN OU INDICAR SEU VICE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), que já foi de Eduardo Campos e de Marina Silva, prepara uma das mais ruidosas traições da política nacional: deixar pendurado na brocha o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que fez de Márcio França (PSB) seu vice esperando ser retribuído com o apoio do partido à sua campanha presidencial. O PSB procura outro candidato para enfrentar Alckmin. A menos que este escolha Aldo Rebelo, novo filiado do PSB, como seu vice em 2018.

MOÇA CASADOIRA
O PSB conversa com o senador Álvaro Dias, do Podemos, e também com Joaquim Barbosa, ministro aposentado precocemente do STF.

FUTURO GOVERNADOR
O vice Márcio França (PSB) assumirá o governo de São Paulo em abril quando Alckmin renunciar para fazer sua campanha presidencial.

VIRA ESSE CANHÃO PRA LÁ
O temor dos tucanos é que, candidato a governador, Márcio França coloque o poder do governo paulista a serviço de um rival de Alckmin.

BRIGA DE FACÇÕES
Há briga no PSB, entre a "esquerda" sem-votos liderada por Roberto Amaral contra a facção pragmática que foi ligada a Eduardo Campos.

APóS OS ESCORPIõES, RATOS INVADEM A CÂMARA
Funcionários da Câmara dos Deputados flagraram esta semana, inclusive em vídeo, ratos passeando pelo jardim de inverno próximo ao túnel que leva ao Salão Verde, onde deputados, servidores e jornalistas se reúnem na saída do plenário. Não é surpresa. Nas últimas semanas a Câmara foi dedetizada após infestação de mais de uma centena de escorpiões que apareceram dentro e fora do prédio principal e anexos.

SÃO Só FILHOTES
Além do risco de transmissão de doenças, os servidores temem a proliferação dos ratos, que se reproduzem rapidamente.

VÍDEO ONLINE
O vídeo dos ratos perambulando pelos jardins da Câmara dos Deputados está disponível no portal www.diariodopoder.com.br.

Só NA ESPERANÇA
Após a reclamação dos servidores, a Câmara informou haver colocado "iscas com veneno", e diz aguardar para "vermos se morrem".

FRACO EM CASA
Levantamento do Paraná Pesquisa indica que Geraldo Alckmin (PSDB) lidera para presidente, em São Paulo, com apenas 23,7%, contra 19,9% de Jair Bolsonaro (PSC) e 19,4% do condenado Lula (PT).

ESFRIOU, MAS NÃO MORREU
A reforma da Previdência perdeu força após Michel Temer dizer que "não sabia" se a aprovaria ainda este ano. Mas o governo não desistiu: estima ter conquistado ao menos 20 votos esta semana.

MAIOR TUCANAGEM
O apoio tucano à reforma da Previdência será um pouco maior, mas não muito, que na votação da denúncia da PGR, quando 23 dos 46 deputados do PSDB apoiaram Temer. Desta vez chegará aos trinta.

ÁLVARO PRESIDENTE
O senador Álvaro Dias (PR), do Podemos, está otimista com a candidatura a presidente: "O povo precisa de mais opções", disse ele, encantado com a reação positiva dos eleitores, nas ruas.

PODEMOS MAIS TEMPO?
De olho na candidatura de Álvaro Dias (PR) a presidente da República, o Podemos conversa com alguns partidos para driblar o tempo curto de televisão que o partido, novato, pouco tem. Estima-se que terá 12s.

REDE DESCONECTADA
Nascido pretensamente sintonizado aos novos tempos, o partido Rede, de Marina Silva, tem baixa adesão de seguidores nas redes sociais: 819 mil. Isso representa metade dos arcaicos PCdoB e do PSD (1,9 milhão cada) e do PTB (969 mil), segundo a consultoria digital Bites.

APLICATIVO POVÃO
Pacientes do SUS poderão consultar seus prontuários e a marcação de consultas por meio de aplicativo. Atualmente, cerca de 30% dos pacientes do SUS não comparecem às consultas agendadas.

MELHORAMOS MUITO
Estudo do Ministério da Previdência mostra que no Brasil a expectativa de vida aumentou em 66% entre 1940 e 2015. Quando a CLT foi criada, o brasileiro vivia em média 45,5 anos. Agora vive quase 76.

PENSANDO BEM...
...feitos um para o outro, PT e PSDB estão entre apoiar a reforma da Previdência, como seus governos queriam, ou votar contra para prejudicar Temer.
Herculano
13/12/2017 07:16
LULA, REFORMAS E O BESTIôMETRO DE 2018, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Os donos do dinheiro grosso ficaram animados com a possibilidade de Lula da Silva ser julgado e, pressupõem, condenado logo em janeiro do ano que vem.

Não chegaram nem de longe a fazer uma festa, mas foi o bastante para uma "happy hour", notável em alguns preços do mercado financeiro da tarde desta terça-feira (12). Então passava a circular a notícia de que se tornou mais provável a hipótese de que o ex-presidente seja impedido de concorrer em 2018.

Foi um gole de animação, um "shot", em um ambiente que, aos poucos, tem ficado nebuloso, sob risco de ficar sombrio, exceto para aqueles que souberem ganhar dinheiro com as reviravoltas políticas. Não se trata apenas de um novo lulômetro, a medida da piora financeira causada pela possibilidade de Lula ganhar a eleição, como em 2002.

Não apenas do ponto de vista do povo do mercado, são vários os riscos de a política dar em besteira, da eleição de um boçal à escolha de um programa de governo que não demonstre de modo razoável que vá evitar o colapso das contas públicas a partir de 2019. O besteirômetro de 2018 está ligado faz uns três meses, pelo menos nas medidas do mercado financeiro.

Desde setembro, outubro, o tempo vai fechando. As taxas de juros para negócios de prazo mais longo vão subindo, sem grandes saltos ou alarde, mas sistematicamente. Grosso modo, no fim das contas o custo de investir em novos empreendimentos ou em expansões de empresas fica mais alto.

Para mencionar um indicador "pop", considere-se o preço do dólar, que chegou a ficar em baratinhos R$ 3,09 em setembro e que, desde outubro, flutua entre R$ 3,20 e R$ 3,30, tendo chegado a R$ 3,33 ontem. Desde então, os jogos da Bovespa também ficaram mais desanimados. Mais importante, porém, é o estrago lento, gradual e contínuo no preço do dinheiro, nas taxas de juros.

Pouco importa se as pessoas não gostam do "mercado" ou que não acreditam nele, mas que ele existe, existe, e cobra seu preço ou foge com o dinheiro diante da perspectiva de tumulto (confusão nas ruas, governo quebrado, ameaça de calotes públicos ou privados). Sim, essas nuvens por vezes se dissipam em semanas. Mas a frente de más notícias estacionou sobre o país e não há sinal de que se vá embora tão cedo.

Como se escrevia nestas colunas faz um mês, o tempo está ruim por causa da quase morte da reforma da Previdência, da dianteira de Lula, da indefinição e da fraqueza das candidaturas do programa reformista liberal.

Caso ocorresse o milagre da aprovação de uma reforma da Previdência, algumas nuvens desapareceriam, por mais que a mudança em discussão seja provisória. Caso Lula fosse condenado em janeiro, com escassas chances de recorrer a tempo, haveria sol na cara dos donos do dinheiro grosso.

Combinados, os dois eventos tenderiam a evitar mais dificuldades nessa retomada econômica minúscula e, de quebra, em tese facilitariam a arrancada de uma candidatura "de centro" (novo nome da direita que não se identifica, por ora, com o ferrabrás das cavernas). Nada disso é necessariamente verdade, mas assim seria percebido pelos donos e operadores do grande dinheiro
Herculano
13/12/2017 07:12
RIR, RIR, RIR COM PAPAI NOEL, por Carlos Brickmann

Para extrair o melhor humor desta história real, é bom relembrar a figura de seus personagens. O primeiro, Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo! ?" o presidente da República que contratou a chef de cuisine Roberta Sudbrack para incrementar as refeições em palácio. O segundo, mau humor permanente, é o senador José Aníbal. Floriano Pesaro, secretário de Doria; e o poeta e cientista político Fernando Fefo Guimarães. Todos tucanos; e Guimarães, além disso, criador da ala tucana Esquerda pra valer. Pois é.

Um encontro tucano, claro. E, claro, num bom restaurante de carnes importadas, harmonizadas com os vinhos caros da moda. Assunto maior, fora o cardápio: a necessidade de uma guinada do PSDB à esquerda. Nada mais justo, recordando-se a origem política muroesquerdizante dos tucanos.

A folhas tantas, após sabe-se lá quantas harmonizações bem sucedidas no cardápio, liberaram-se os espíritos, e o grupo começou a cantar o hino clássico do comunismo, A Internacional. Pense, caro leitor: Fernando Henrique e José Aníbal soltando a voz, "De pé, famélicos da Terra/ De pé, oh vítimas da fome/(?) Messias, Deus, Chefes Supremos/ Nada esperemos de nenhum/ Sejamos nós que conquistemos/ A Terra-Mãe livre e comum".

A radical tentativa de buscar a esquerda pra valer ocorreu na última sexta, em Brasília. Ainda bem que o tempo voa: pense em ACM, sempre ao lado de Fernando Henrique, cantando com ele no Orfeão Vermelho.

HUMOR DE NATAL

Fernando Henrique se esforça, faz coisas esquisitas, mas Natal é uma festa onde Lula se sente melhor e se destaca sem precisar de bebidas harmonizadas com comida metida a besta. No sábado, 10, em comício, disse que o Rio de Janeiro "não merece que governadores eleitos democraticamente estejam presos porque roubaram dinheiro público".

Essa coisa horrorosa de prender governantes democraticamente eleitos só porque roubaram dinheiro público irrita Lula. Política não é cadeia.

PROPOSTA DO HORROR

Há quem diga que quem fala demais dá bom dia a cavalo. Mas é pior: quem fala demais acaba revelando o que realmente pensa ?" e muitas vezes sua reputação sofre com isso. O juiz Sérgio Moro, avesso a badalações, sempre profissional, falando nos autos, acabou abrindo parte daquilo que pensa ?" e que horror! Moro propôs que a Petrobras institucionalize a virtude da delação. Disse que os bons funcionários, preocupados em garantir o sucesso da Petrobras, deveriam delatar colegas a seu ver corruptos. E que a empresa deveria estudar como gratificar o dedo-duro.

É bobagem por vários motivos ?" a começar porque não funciona. Não há grande empresa no mundo com sistema semelhante porque todas sabem que o clima de desconfiança as destruiria. Que Moro fique onde é mestre.

QUEM COM QUEM?

Quem acha que a posição tucana para 2018 está definida, após a escolha de Geraldo Alckmin para presidir o partido, engana-se. O PSDB enfrenta, em primeiro lugar, o risco do isolamento. Aliados tradicionais (PSB, DEM, partidos pequenos) se afastaram dos tucanos e têm alternativas - a começar pelo PMDB, que, no Governo, e se mantiver o sucesso da política econômica, pode lançar um candidato à sucessão de Temer. Pode ser, por exemplo, Henrique Meirelles, do PSD, mas flexível quanto a legendas; pode ser o próprio Temer ?" para ele seria ótimo, pelo foro privilegiado. Sem o tempo de TV dos aliados, as chances do PSDB são pequenas.

BICADAS NO MURO

E há outro problema que poucos tucanos levam a sério, mas que é sério: o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, tem a promessa de Alckmin de que o candidato será escolhido em prévia nacional, com debates entre os postulantes. Virgílio está disposto a brigar pela prévia; e, considerando-se a tradição tucana, terá muita gente a seu lado, querendo liquidar Alckmin de uma vez. Já houve brigas na convenção, quando a segurança hesitou em permitir que Virgílio subisse ao palco. O clima é tenso e pode piorar.

OLHO NAS EXPORTAÇõES!

O Brasil parece, enfim, despertar para o comércio exterior: no dia 19, terça, o Instituto Aliança Procomex promove um seminário internacional Programa OEA no Cone Sul. O seminário ocorre no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Segundo o coordenador executivo do Instituto Procomex, John Mein, "o foco principal do Programa OEA é aumentar o nível de confiança das empresas intervenientes, objetivando facilitar os procedimentos aduaneiros, tanto no país, quanto no exterior, além de dar celeridade ao processo".

Até o dia 18, inscrições em www.procomex.org.br; no dia 19, só inscrições presenciais. Mais informações com Linoel Dias, assessor de Imprensa do Procomex, (11) 3812-4566, (11) 9 9619-6108
Herculano
13/12/2017 07:08
A ESTÁCIO MASSACROU 1.200 MESTRES, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

No mês das festas, o grupo educacional Estácio de Sá demitiu 1.200 professores. Com 207 mil alunos, a Estácio tem 7.700 mestres em 20 Estados e em Brasília. Os "çábios" que tiveram essa ideia devem ser descendentes diretos do índio que em 1567 flechou o olho do patrono da escola, matando-o.

A medida foi suspensa pela Justiça e a escola garante que ela nada teve a ver com a reforma trabalhista de Michel Temer. O massacre dos professores da Estácio foi condenado por Chaim Zaher, ex-presidente do grupo, numa entrevista à repórter Joana Cunha: "Um estrago. Essa ação isolada pode atrapalhar as reformas que são benéficas para o país."

Até bem pouco tempo, Zaher era o maior acionista privado da Estácio e brigou com os fundos que controlam o grupo. Suas queixas refletem um sócio contrariado, mas iluminam o mercado de ensino privado do país.

A primeira luz vai para a essência do setor. As universidades têm o nome de desbravadores como Anhanguera e Estácio de Sá, mas são empresas de capital aberto, com ações na Bolsa.

A Estácio, por exemplo, é gerida pela GP Investimentos e no ano passado cinco fundos controlavam 50% do seu capital. Por isso, Zaher explica que "não se pode confundir uma ação isolada de alguém que quer buscar resultado com uma tendência na educação. (...) Na minha opinião, essa demissão é uma busca por resultado. (...) Esses acionistas que querem resultado saem daqui a pouco, pegam outra coisa e vão embora." (Nada de novo, em 2008 a Estácio demitiu 600.)

Buscando resultados, os "çábios" da Estácio oferecem bolsas de estudo com até 50% de desconto, desde que os interessados paguem a primeira prestação antes de submeter o pedido à escola. Só depois é que saberão qual desconto que lhes será dado. Se um comerciante fizer coisa parecida numa Black Friday terá sua loja depredada.

Zaher lançou luz também sobre o programa de financiamento público federal, o Fies. Para quem não lembra, o Fies petista foi aquela festa que emprestava até mesmo a quem tirava zero na redação.

No ocaso do governo de Dilma Rousseff, o MEC passou a exigir uma nota mínima no Enem para os candidatos. Na ocasião, o doutor Gabriel Mario Rodrigues, presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior, classificou a providência como "uma cagada".

Zaher mostra o metabolismo dessa indigestão que poderá custar R$ 500 bilhões ao Tesouro e neste ano está com 53% de contratos inadimplentes: "Quem acabou com o Fies foram os próprios donos das instituições. Eles foram com muita sede ao pote. Em vez de fazerem com que o Fies cumprisse a função dele, que era social, de atender aquele aluno que não podia pagar, eles ofereceram para quem podia pagar. Para a escola era vantajoso passar no Fies. O governo fez muito bem em pôr ordem na casa." (Temer criou uma nova sistemática para os financiamentos.)

Em 2014 a Estácio recebeu R$ 683 milhões da Viúva. Duas faculdades do grupo tinham 6.900 alunos no programa original. Com a festa esse número subiu para 39,9 mil.

Houve uma época em que se reclamava do "capitalismo selvagem" de Pindorama. Os doutores da Estácio criaram o capitalismo antropófago. Afinal, a tribo do índio que flechou o patrono comia gente.

Um dia vai-se saber quanto cada "çábio" ganhou de bônus no ano do massacre.
Herculano
12/12/2017 20:05
da série: o ninho tucano não está pacificado, mas a discussão ao menos desvia a atenção da polaridade Lula e Bolsonaro.

VIRGÍLIO MANDA CARTA PARA ALCKMIN: ENFRENTE-ME", por Josias de Souza. Tratado como um estorvo que atrapalha a vocação do tucanato para o conchavo de cúpula, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, enviou uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, novo presidente do PSDB federal. No texto, Virgílio reiterou sua disposição de medir forças com Alckmin numa disputa prévia pela vaga de presidenciável do partido em 2018. "Enfrente-me em campo aberto", desafiou Virgílio. "Ou perderemos mais uma eleição e nos tornaremos cada vez mais irrelevantes na cena política brasileira."

Num encontro intermediado pelo senador tucano Tasso Jereissati, Virgílio conversou com Alckmin na última sexta-feira, véspera da reunião da convenção partidária que alçou o governador paulista ao comando do PSDB. O diálogo foi tenso. Beirou a rispidez. Na carta, o prefeito recorda ao governador que chegaram a um entendimento sobre três pontos: 1) O PSDB realizará as prévias presidenciais. Coisa ampla, com a participação de todos os filiados; 2) A campanha será financiada com recursos do Fundo Partidário; e 3) Os contendores se enfrentarão em dez debates.

A despeito do acerto, Virgílio decidiu escrever para Alckmin porque estranhou declarações atribuídas a Alberto Goldman. Presidente interino do PSDB até a ascensão de Alckmin, Goldman disse que a realização de prévias amplas é impossível porque o partido não teria o cadastro de todos os seus filiados. Virgílio anotou: é uma "linha de argumentação que não me convence e, sem dúvida, convence menos ainda o povo brasileiro."

O rival de Alckmin instou-o a cumprir o compromisso firmado no encontro de sexta-feira: "Confio em que sua palavra é, foi e será definitiva. Espero que o ilustre companheiro declare, alto e bom som, que as prévias acontecerão e que oportunidades iguais serão dadas aos dois postulantes à indicação para a disputa presidencial". Nesta quarta-feira, já sob a presidência de Alckmin, o PSDB reúne sua Executiva Nacional. As prévias estarão na pauta.

Na carta, Virgílio relata para Alckmin mesquinharias da convenção realizada pelo PSDB no sábado. Coisa como essa: "Durante penosos minutos, fiquei sem saber se teria lugar à mesa ou não". Ou essa: "Reduziram a potência do som, quando discursei; Ou pior: "Quando se começou a entoar o hino nacional, um certo cidadão, que dizem ligado a você, genro não sei bem de quem, intrometeu-se, bruscamente, entre o presidente Fernando Henrique e eu, espero que mandado por ninguém?"

Como se vê, sob o falso discurso de unidade, o PSDB continua sendo um partido de amigos 100% feito de inimigos. Vai abaixo a íntegra da carta que Virgílio endereçou a Alckmin:

Manaus, em 11 de dezembro de 2017

Caro Geraldo,

Na reunião da última sexta feira, dia 08 deste mês, patrocinada pelo Tasso, decidimos, você e eu, sobre os seguintes pontos:

1) O PSDB realizará prévias para escolha do seu candidato à Presidência da República nas eleições de outubro de 2018. "Prévias amplas, gerais e irrestritas", abertas portanto a todos os filiados ao partido que nele militem há, pelo menos, um ano. Hoje leio declaração do ex-presidente interino Alberto Goldman, dizendo ser impossível tal realização democrática, numa linha de argumentação que não me convence e, sem dúvida, convence, menos ainda, o povo brasileiro. Confio em que sua palavra é, foi e será definitiva. Espero que o ilustre companheiro declare, alto e bom som, que as prévias acontecerão e que oportunidades iguais serão dadas aos dois postulantes à indicação para a disputa presidencial;

2) Falando em igualdade, repiso que, há meses, requisitei formalmente, à direção nacional, a lista com nome, e-mail, telefones e endereço de cada filiado ao PSDB. Como não obtive êxito, repito a você a justa reinvindicação. Tão justa, que poderia, até mesmo, seguir em tom de cabível exigência. Gente com vocação para a vitória, afinal, não usa de escapismos para fugir a um enfrentamento saudável e necessário;

3) Do mesmo modo, acertamos, eu e você, que a pré-campanha, certamente, haveria de contar com recursos do fundo partidário, divididos em partes milimetricamente iguais entre as suas atividades e as minhas;

4) Finalmente, realizaríamos pelo menos dez debates, nas mais estratégicas cidades brasileiras. Debates respeitosos, porém duros, que exporão o PSDB, com seus feitos e suas mazelas, com suas ações e omissões, ao escrutínio da militância e, sobretudo, ao olho no olho com a nação brasileira.

Sobre a convenção, nela registrei alguns fatos insólitos: 1) durante penosos minutos, fiquei sem saber se teria lugar à mesa ou não; 2) visivelmente reduziram a potência do som, quando discursei; 3) para o instagram da Rede 45, eu simplesmente "não fui" à convenção. Que feio! 4) quando se começou a entoar o hino nacional, um certo cidadão, que dizem ligado a você, genro não sei bem de quem, intrometeu-se, bruscamente, entre o presidente Fernando Henrique e eu, espero que mandado por ninguém, certamente com intuito de evitar alguma 1a página retratando aquele momento entre o notável sociólogo e seu antigo ministro e duas vezes líder do seu governo. Miudezas, Geraldo, que ?" tenho certeza! ?" não fazem parte da perspectiva generosa que, obrigatoriamente, deve fazer parte do caráter de um candidato a dirigir o Brasil.

Fiquei feliz com as "vaias" de uma das charangas, porque elas logo silenciaram ?" e viraram aplausos ?" diante das razões de quem não é dúbio e não teme jogar na casa do adversário. Não confundamos, aliás, o conceito do PSDB, junto aos brasileiros, com a convenção tão recentemente realizada. O Brasil estava bem distante das centenas de pessoas que foram ao nosso evento, levadas, em sua maioria, por lideranças partidárias. Eu mesmo levei minha "claque": minha esposa, um deputado estadual, um vereador, um dirigente, e mais duas ou três pessoas. Uma multidão!

Não permita, por fim, que se agigante um sentimento de rancor contra o seu Estado, meu prezado Geraldo. O deputado Caio Nárcio tentou subir ao palanque, para abraçar alguém, e foi barrado por uma senhora de postura marcial: "o senhor não pode subir". Ao que o deputado respondeu: "Sei que não posso. Não sou paulista".

Você sabe como discordei, apesar de toda a estima pessoal, de termos um presidente do PSDB que, ao mesmo tempo, fosse postulante à presidência da República. O gesto truculento contra o Tasso, soa então como pessoal. E o desmentido dessa jurisprudência, pois, soa como casuística também. Somente me resta, agora, opinar que a única postura que lhe cabe, neste momento, é acabar com esse disse-me-disse sobre as prévias. Declare, com a firmeza que o caracteriza, que elas acontecerão?e serão amplas, irrestritas, livres e lisas.

Declare que o PSDB terá de fechar questão a favor da reforma da previdência, em nome do Brasil e não das próximas eleições. Declare que conduzirá nosso partido pelo caminho aberto do reencontro com os brasileiros e não pelos atalhos que levam a decisões de cúpula, ao menoscabo aos nossos militantes.

Enfim, companheiro, enfrente-me em campo aberto. Ou perderemos mais uma eleição e nos tornaremos cada vez mais irrelevantes na cena política brasileira.

Saudações tucanas.

Arthur Virgílio Neto

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