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Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

21/12/2017

POLÍTICA NÃO É PARA NOVATOS I
É difícil escrever sem ser repetitivo. Fiz pelos menos seis artigos nestas duas semanas sobre a embrulhada em que se meteram o Executivo e os vereadores. Eles esconderam e provocaram a surpresa da semana: a eleição do médico cardiologista, funcionário público municipal, evangélico e vereador do nanico PSC, Silvio Cleffi, a presidente da Câmara de Gaspar. Ele derrotou a marcada pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, para ganhar desde o ano passado. Franciele Daiane Back, PSDB, a “fiel” da balança da frágil base do governo. A mais jovem vereadora já eleita por essas plagas estava tão certa da vitória que levou uma caravana para aplaudi-la e comemorar, mas teve que vê-la ser engolida por seus próprios erros e arrumar culpados para aquilo que só ela construiu.

POLÍTICA NÃO É PARA NOVATOS II
Surpresa? Nem tanto. Silvio seria o plano B. Escrevi isso, de forma clara, já na sexta-feira no portal. Repeti em pelo menos duas outras ocasiões. E as fontes não foram da oposição e sim do PMDB. Com os meus botões não acreditei. Achei, todavia, arriscado. Tanto que em outro artigo, ainda na segunda-feira, sugeri que diante dos fatos daquela mal sucedida sessão extraordinária, onde a arapuca estava armada, o PMDB se tivesse juízo, daria um passo atrás no caso da Franciele e a protegeria. Pensei alto: um acordo de salvação da base, com Francisco Hostins Júnior, líder do governo. Ele já transitou no PT, é respeitado, é um conciliador. Mas, preferiram ir adiante. A dita oposição, matreira, apenas percebeu à fragilidade e armou a vingança. É impossível ao Silvio trair sozinho, como traiu um acordo explícito, companheiros e um governo onde diz apoiar, pediu tudo e ganhou, só pela presidência da Câmara. Se fez a traição clássica, como acusaram os demais vereadores nos seus discursos, urdida com a oposição, só confirma o que sempre escrevi sobre ele: um perigo; permanentemente com a faca no pescoço do governo para avançar em interesses corporativos. Agora alega, que não foi completamente atendido! Afinal, quem foi?

POLÍTICA NÃO É PARA NOVATOS III
Franciele, jornalista, a que censura, a que não ouve, a que comemora antes do gol, a que se vinga, a que não engole, a que não sabe perder, nasceu no PMDB como assessora do ex-vereador Jaime Kirchner. Logo se empolgou e fez carreira política solo no próprio reduto de Kirchner. Ele ficou; ela se elegeu. Então... O PSDB foi uma legenda. Mesmo aos 23 anos, tentou ser presidente do PSDB, não conseguiu. Fez acordos com Kleber sem a participação dos partidos. Aceitou uma promessa de ser presidente da Câmara para dar maioria ao governo, sem qualquer apoio institucional. Seu reduto, o Distrito do Belchior, foi tomado pelo PMDB com Raul Schiller, que nem de lá é. Ampliou a arrogância, centralizou, não olhou as advertências de que estava sendo usada. Não estudou a história política de Gaspar. Desconhece o PMDB que agora virou o velho MDB de guerra. Saiu por aí com os novos “amiguinhos” do PMDB em detrimento do fortalecimento do PSDB. Deveria ter percebido que o PMDB de Gaspar de verdade é Oswaldo Schneider, Ivete Mafra Hammes, Walter Morello, Celso Oliveira, Carlos Roberto Pereira e até Valmor Beduschi, filho, que reapareceu depois de se alimentar no PT por anos.

A POLÍTICA NÃO É PARA NOVATOS IV
Definitivamente, a política não é para os novatos, os intransigentes, os surdos, os cegos, os arrogantes, os centralizadores, os egoístas, os com sede de poder como Franciele. Mas, política é também a oportunidade do cavalo encilhado e este passou para Silvio Cleffi. Como ele montou nele, é o que vamos saber de agora em diante. E conforme o trote, tudo ficará mais claro. Bisonha foi a articulação em favor de Franciele, toda feita longe do PSDB. Patos, os que participaram da cena. Os posicionamentos e votações de Franciele nunca mereceram consulta ao partido. Sempre foi autônoma. A derrota é só dela. E quando o PSDB se posicionou contra o aumento de 40% da Cosip, mas só depois dela ter votado para Kleber na Câmara e a sociedade cobrar o partido nas redes sociais, Franciele lançou baterias contra a presidente. a ex-vereadora, e ex-candidata a prefeita derrotada, Andreia Symone Zimmermann Nagel, como se a posição fosse dela e não do partido. A Franciele, massacrada nas redes sociais por sua postura e independência em votos que deram mais despesas para a sociedade, tirou o site do PSDB do ar, ameaçou denunciar Andreia nas executivas estadual e nacional. No fundo, Franciele apenas provou que não é uma estadista, estava despreparada para o desafio de ser presidente da Câmara. Se isto é um aprendizado, terá valido a pena. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Ainda sobre a eleição da presidência da Câmara de Gaspar. Tereza da Trindade, PP, a primeira mulher a tentar a presidência da Câmara, perdeu. Estava tudo certo, como Franciele. Foi voto contra o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, PMDB. Foi coisa armada pelo próprio PMDB que está mandando em Kleber nas sombras.

A Andreia, PSDB, perdeu. Havia um acordo. Foi coisa armada pelo próprio PMDB que está mandando em Kleber nas sombras. Naqueles dias o PMDB fez conluio com o PT, a quem Andreia combatia fervorosamente.

Naquela eleição, Andreia sabia que iria perder, tanto que já tinha o discurso escrito pronto. Quem articulou a derrota foi José Hilário Melato, PP. Ele queria tirar tudo de Andreia e ser o presidente de fato. Então Andreia preferiu que Melato fosse o presidente de direito. E ele foi eleito. PT, PMDB e PP comemoraram juntos.

Franciele, surpreendida na derrota, sem discurso, plagiou o de Andreia. Até pediu para Silvio, olhar nos olhos dela. Andreia tinha pedido isso a José Amarildo Rampelotti, PT e Melato. A gravação é famosa. Sem querer, o PMDB, achando-se o rei e dono da cidade, levou o troco e o tombo na terça-feira passada.

E por fim a diferença. A derrota de Andreia naquela eleição foi uma vitória. Fortaleceu-se como política. Foi isso que a deu condição de ser candidata a prefeito. Já a derrota de Franciele, tem sabor de fracasso, mas a oportunidade para reavaliar os seus comportamentos, atitudes e posicionamentos.

Procurador Jurídico da Câmara de Gaspar, Marcos Alexandre Klitzke, concluiu que Rui Carlos Deschamps, PT, pode votar Comissão de Legislação no projeto 80/2017 em que é autor, o qual pede a redução de vencimentos do prefeito, vice e secretários. O relator geral, Francisco Hostins Júnior, PMDB, deu parecer contrário e pediu esse esclarecimento.

Bom Natal. Um 2018 melhor do que 2017 a todos. A coluna não terá férias. Será atualizada no portal do Cruzeiro do Vale, o mais acessado. Obrigado.

 

Edição 1831

Comentários

Herculano
26/12/2017 12:20
"NÃO ESTAMOS COM ESSA PREOCUPAÇÃO [DE CARÁTER MORAL]"

Conteúdo de O Antagonista. Já registramos que Ajufe e AMB estão se organizando para "lutar" pela manutenção do auxílio-moradia pago aos magistrados.

Mais cedo, informamos que juízes e desembargadores contrários a esse movimento estão sendo escrachados pelos veteranos, mas não se expõem com medo de represálias.

O Estadão entrevistou Roberto Carvalho Veloso, presidente da Associação dos Juízes Federais. Por favor, vejam este trecho e assistam ao vídeo abaixo:

Há alguma preocupação com o fato de que magistrados recebem o auxílio-moradia mesmo morando em suas comarcas?

Atualmente a lei orgânica da magistratura assegura o pagamento de auxilio moradia da forma como ele está sendo garantido na liminar. A lei orgânica da magistratura prevê da mesma maneira que está sendo paga. Não há uma ilegalidade no pagamento.

Eu me referia a uma preocupação de caráter moral?

Não estamos com essa preocupação. Não é uma pauta nossa. Não estamos com essa pauta. Estamos pensando um pouco mais a frente. Precisamos resolver essa questão remuneratória.

Só para constar: a Ajufe é contrária à reforma da Previdência.
Mariazinha Beata
26/12/2017 12:12
Seu Herculano

"Anitta incomoda as feministas..." Ricardo Balthazar.

Basta comparar as feministas com Anitta.
Bye, bye!
Herculano
26/12/2017 08:32
Em entrevista ao Estadão desta terça (26/12), Ana Paula Vescovi preconiza que é preciso ficar claro para a sociedade que dar reajustes a servidores significa reduzir verbas de políticas que atingiriam a população como um todo em áreas como saúde e educação, por Rodrigo Monnerat, no Twitter
Herculano
26/12/2017 08:31
O JOGO PARA TIRAR MALUF DA CADEIA E RESGATAR A IMPUNIDADE ETERNA, por Andrei Meireles, em Os Divergentes

Na esteira do liberou geral puxado por Gilmar Mendes, políticos acusados de corrupção, seus advogados e até os assessores de crise sentiram-se à vontade para também nadarem de braçada.

Tentam emergir depois de submersos pela Operação Lava Jato, que parecia ter lhes tirado a varinha mágica da impunidade.

Com uma canetada, Michel Temer ampliou o tradicional decreto de indulto natalino para beneficiar a turma condenada por corrupção. Foi caso pensado. Fez isso em função do "momento político adequado", como sublinhou Torquato Jardim, ministro da Justiça.

Nesse embalo, rola uma empreitada para tirar Paulo Maluf da cadeia. Seus advogados, com o onipresente Kakay à frente, apostam na imagem de um velhinho alquebrado como o melhor argumento para a Justiça manda-lo para casa.

Dizem que, nessas condições, punir Paulo Maluf ?" mais duradouro símbolo de que aqui a corrupção compensa ?" seria desumano.

Nessa mesma toada, Mário Rosa ?"uma versão de Kakay no tal mercado de assessores de crise ?", em artigo publicado no site Poder 360, filosofa sobre a prisão de Maluf. "A imagem de um senhor de 86 anos, com bengala e câncer de próstata sendo levado à prisão é um retrato do fim da impunidade? Ou significa quase um martírio imposto a um inválido, por mais culpa que ele tenha acumulado durante a vida? ".

Mais adiante, outra pérola de Rosa: "Se tivéssemos prendido o Maluf jovem, se tivéssemos atropelado prazos, garantias, recursos, nenhum de nós teria de testemunhar esse padecimento? Ou seja, a culpa do martírio de Maluf na velhice não foi não o termos martirizado quando jovem?".

Ele responde às próprias perguntas: "Não. A Justiça não é um instrumento de martírio. A comoção de penalizar um senhor de 86 anos, com câncer, não deve servir de justificativa para praticarmos uma justiça meteórica, justiceira, como solução para evitarmos situações como essa. É triste a impunidade. Mas a cena de Maluf preso não é menos melancólica. E seu antídoto não é o jacobinismo".

Por essa ótica, se a Justiça for ágil ?" como a Lava Jato em Curitiba e a corte em Nova York que começa a julgar a quadrilha que sempre mandou e desmandou no futebol brasileiro ?" vira atropelo.

Se o julgamento se arrastar, por causa da profusão de recursos dos advogados de defesa, se não prescrever, os acusados envelhecem e puni-los passa a ser desumano.

A questão é que uma justiça é ágil, como a americana que começa a pôr na cadeia a quadrilha que sempre mandou e desmandou no futebol brasileiro, vira atropelo.

Noves fora, sempre haverá motivos para censurar a punição, a qualquer tempo, aos corruptos.

Essa é a regra quebrada pela Lava Jato e por outras investigações sobre desvio de dinheiro público.

É isso que eles desejam reverter
Herculano
26/12/2017 08:24
ÊXITOS DE ANITTA E DA EMBRAER OFERECEM UMA LIÇÃO PARA O PAÍS, por Ricardo Balthazar, no jornal Folha de S. Paulo

Os brasileiros que andam céticos sobre o futuro ganharam de presente nos últimos dias do ano duas histórias que fazem pensar no que ainda dá certo no país.

Mesmo quem nunca tinha prestado atenção na cantora Anitta pôde perceber como ela foi longe. Aos 24 anos, rebolando numa favela carioca com um biquíni de fita isolante, sem vergonha de expor as imperfeições do próprio corpo, ela atraiu a atenção de milhões de pessoas para o clipe de sua nova música na internet.

Na véspera do Natal, "Vai Malandra" estava entre as 20 canções mais ouvidas no mundo pelos usuários de um dos principais serviços de música por assinatura da rede. Foi a primeira vez que uma artista brasileira apareceu tão bem no ranking.

Dias depois da estreia do clipe de Anitta, noticiou-se que a americana Boeing quer comprar a Embraer, a indústria brasileira que lidera o mercado mundial de jatos para aviação regional. Além do êxito comercial dos aviões, que podem ajudar a Boeing na competição com sua rival Airbus, os americanos estão de olho no intelecto dos engenheiros brasileiros.

As ações da Embraer dispararam com a expectativa criada pela notícia. Privatizada há mais de duas décadas, a companhia hoje tem investidores do mundo inteiro como sócios e viu seu valor de mercado aumentar 26% de um dia para o outro.

Há um traço comum nas trajetórias de Anitta e da Embraer. A cantora conquistou o mundo ao se associar a produtores e artistas internacionais que ampliaram sua visibilidade. A fabricante de aviões cresceu aliando-se a fornecedores estrangeiros que a ajudaram a absorver tecnologia e desenvolver novos produtos.

Anitta incomoda as feministas, os puristas da língua e a polícia dos costumes. O avanço da Boeing sobre a joia da coroa da indústria nacional assustou os nacionalistas, que ameaçam barrar a transação. Talvez tenha chegado a hora de os críticos deixarem de lado os preconceitos para tentar entender a lição da malandra
Herculano
26/12/2017 08:20
E O "CAIXA 3" DE LULA?

Conteúdo de O Antagonista. Acusada de praticar 'caixa 3' com a Odebrecht, a Cervejaria Petrópolis precisa ser investigada pelos patrocínios à PlayTV, de Lulinha, e à Touchdown, de Luleco.

O Antagonista revelou em 2016 que Walter Faria era então o único anunciante do canal controlado pela Gamecorp e foi um dos poucos a bancar o torneio de futebol americano inventado pelo caçula de Lula.

O Grupo Petrópolis também contratou palestras de Lula e foi um dos principais doadores da campanha de Dilma em 2014.
Herculano
26/12/2017 08:17
PERILLO É PRESSIONADO A DISPUTAR O GOVERNO DO DF, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Governador de Goiás quatro vezes (eleito e reeleito em duas ocasiões), o tucano Marconi Perillo é curiosamente bem avaliado pelos eleitores de Brasília, e por essa razão seus amigos na capital o pressionam a disputar o mandato de governador do Distrito Federal. Para tanto, bastaria Perillo se desincompatibilizar do cargo, no governo goiano, e trocar seu domicílio eleitoral até seis meses antes das eleições.

PROXIMIDADE
A boa aceitação de Perillo decorre da forte ligação dos brasilienses ao Goiás, onde observam as transformações promovidas pelo governador.

TUCANOS NÃO SE BICAM
O PSDB está rachado no DF: um grupo apóia a reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB), e Perillo poderia promover a unidade do partido.

ELE AINDA RESISTE
A má notícia dos defensores da candidatura de Perillo é ele próprio. O político goiano alega ser amigo de Rollemberg e jamais o enfrentaria.

ABRINDO CAMINHO
A boa notícia para quem defende a opção Marconi Perillo em Brasília são os rumores de que Rollemberg pode disputar vaga no Senado.

OUTRO EX-COMUNISTA ADMIRA AS FORÇAS ARMADAS
Raul Jungmann construiu a carreira política na resistência ao regime militar, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) para depois ajudar a fundar seu sucedâneo, o Partido Popular Socialista (PPS), onde permanece. Hoje ministro da Defesa, Jungmann virou admirador confesso das Forças Armadas. "A formação dos nossos militares não deve nada a quaisquer outros mundo afora", disse ele a esta coluna.

SALÁRIOS NA CABEÇA
Jungmann é capaz de citar de cabeça os baixos níveis salariais de cada patente, situação que ele considera bastante injusta.

POLOS SE ATRAEM
O antecessor de Jungmann, Aldo Rebelo (ex-PCdoB, hoje no PSB) é outro comunista que virou admirador das Forças Armadas.

RECIPROCA É VERDADEIRA
Comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas também elogia Jungmann e Rebelo, cujo conhecimento em história militar o encanta.

ELA NÃO GOSTARIA
O presidente Michel Temer se sente lisonjeado quando falam em sua eventual candidatura à reeleição, no próximo ano. Mas ele para, pensa e rapidamente desiste, imaginando a reação da primeira-dama Marcela Temer: "Se eu perguntar, ela não vai querer".

CRESCE, PERO NO MUCHO
A estimativa do banco suíço Credit Suisse é de que, considerando as estimativas para 2018, é "muito provável" que, mesmo crescendo, o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) fique abaixo do seu potencial.

INVERSÃO DE VALORES
O jornalista, professor e analista político Gaudêncio Torquatro, apesar de toda a experiência, tem dificuldade de entender as razões da classe artística continuar apoiando os políticos ladrões ligados ao PT.

OLHA A RETOMADA
No décimo mês do ano, o Polo Industrial de Manaus faturou R$7,75 bilhões (US$2,3 bilhões), o melhor resultado em 2017. No acumulado do ano até outubro, o Polo faturou R$ 66,4 bilhões.

RAPIDINHO
Enquanto a Europa levou 50 anos para que 20% da população tenha 60 anos ou mais, no Brasil isso vai demorar 20 anos, segundo estudo do Ministério da Previdência sobre envelhecimento populacional.

AUMENTO IRRISóRIO
O orçamento de 2018, aprovado no Congresso, prevê aumento irrisório de 3% no salário mínimo, que passa de R$937 para R$ 965. Ainda assim, estima-se rombo de R$157 bilhões nas contas públicas.

AQUI SERÁ DIFERENTE
O impacto da recessão impede que os países recuperem os empregos no prazo de quatro trimestres, em média. A OCDE aposta em sete trimestres no Brasil, mas ignora os efeitos da reforma trabalhista.

SEM UNANIMIDADE
No Senado a matéria que mais reuniu parlamentares foi a votação da reforma trabalhista: 77 dos 81 senadores votaram a matéria; 50 a favor. O teto dos gastos, no entanto, foi a matéria que teve o maior número de votos favoráveis: 61 senadores foram a favor de limitar gastos.

PENSANDO BEM...
...finalmente 2015 está chegando ao fim
Herculano
26/12/2017 08:11
UM NATAL VIOLENTO EM SANTA CATARINA: 12 MORTOS NAS ESTRADAS, POR ENQUANTO.
Herculano
26/12/2017 08:09
NOSSA SOBREVIVÊNCIA DEPENDE DAS FICõES QUE CRIAMOS SOBRE QUEM SOMOS, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, no jornal Folha de S. Paulo

O ano termina e a imprensa faz os seus balanços: filmes, livros, discos. Peças de teatro. Peças de lingerie. É um simpático ritual.

Não fujo à responsabilidade: o meu filme de 2017 foi filmado em 2014. Mas isso interessa? Não interessa. Quem perde tempo com pormenores cronológicos arrisca-se a ignorar "Força Maior", o inteligente e subversivo filme de Ruben Östlund que só agora assisti.

Imagine a leitora que era casada com um homem rico, bonitão, atlético. Imagine a leitora que a família resolvia passar férias em resort de ski onde só os abastados podem entrar. Depois de tudo isso, imagine também ?"atenção: vem aí o "spoiler"?" que presenciava uma avalanche de neve no elegante terraço do hotel.

Primeiro, a beleza do fenômeno, captada pelo onipresente celular. Depois, a avalanche chegando cada vez mais perto, estranhamente perto, perigosamente perto.

Até o momento em que há pânico entre os hóspedes, gritos, fugas apressadas ?"e o maridão rico, lindo, atlético decide instintivamente fugir, deixando para trás a leitora e os dois filhos.

Felizmente, foi apenas um medo infundado ?"a neve ficou ainda longe do terraço. Mas podemos dizer, para usar a linguagem moderna, que a relação está com problemas?

Poder, podemos. Mas a vida continua e, no fim das contas, ninguém é perfeito ?"certo?

Errado, responde Ruben Östlund. Sobretudo quando o maridão regressa para a família, fazendo de conta que nada se passou. Mas nós sabemos, a mulher sabe, que tudo se passou naqueles segundos. Uma quebra de masculinidade, digamos; o maridão rico, lindo, atlético revelou a sua covardia.

"Força Maior", como o título indica, é um tratado sobre as forças maiores que definem as nossas vidas. Superficialmente, temos a força maior da natureza, que, de vez em quando, esmaga as vaidades humanas com esplendorosa brutalidade.

Mas o que interessa para Östlund não são as forças "exteriores"; são, antes, as forças "interiores", primitivas, instintivas que a civilização reprimiu (obrigado, dr. Sigmund) mas que nunca nos abandonam completamente.

No início, a família representa essa civilização com todos os símbolos do conforto "burguês": cartão de crédito generoso, roupa sofisticada para brincar na neve, até escovas de dente elétricas para eliminar as cáries com maior eficácia. Mas basta um soluço da natureza para que a fêmea proteja as crias ?"e o macho desapareça para salvar a pele.

Visualmente, esse contraste entre "civilização" e "estado de natureza" é reforçado pelos espaços centrais da narrativa: de um lado, o hotel de luxo; do outro, a paisagem gélida, desértica, quase lunar.

Mas o melhor do filme não está apenas nesse momento fugaz em que o animal humano, medroso, visceral, suplanta o ser civilizado. Está na pequena fenda que ele abre entre o casal. Sim, eles tentam ignorar, depois dialogar, depois fazer piada, depois enterrar o assunto com uma trégua racional.

Só que a fenda nunca desaparece; a mulher nunca se esquece ?"e o maridão começa a minguar aos nossos olhos, aos olhos da família, aos seus próprios olhos, até ser um farrapo de homem em busca de redenção.

Essa redenção surge por obra e graça da mulher, que oferece ao marido uma nova máscara de bravura. Só então percebemos como a nossa sobrevivência depende das ficções que criamos sobre as pessoas que somos. Sem essas mentiras piedosas, poucos suportariam a imagem crua da mais básica bestialidade.

E se o leitor pensa que jamais, em tempo algum, imitaria o amedrontado homem que abandonou mulher e filhos, cuidado: ignorar o animal que habita em nós é a forma mais imediata de nos comportarmos como ele.

*

P.S. Na coluna da semana passada, falei de Gore Vidal como um dos maiores ensaístas do século 20. Alguns leitores pediram bibliografia sobre o assunto. Aconselho três livros para saborear o talento do homem.

O primeiro é "United States", volume colossal com 40 anos de meditações sobre política, artes e assuntos pessoais. Os outros dois são os volumes de memórias "Palimpsest" e "Point to Point Navigation".

Sobre William Buckley, a sua nêmesis ideológica, recomendo "Miles Gone By" ?"a autobiografia de um conservador americano que ficaria horrorizado com o estado a que os republicanos chegaram.
Herculano
26/12/2017 08:06
NO FIM DESTES ÚLTIMOS ANOS, por José Nêumane Pinto, no jornal O Estado de S. Paulo

Com Odebrecht e Adriana em casa e Maluf se entregando à polícia, finda uma era

Definitivamente, é uma lástima irreparável que Eugène Ionesco e Franz Kafka tenham morrido. Eles deveriam ter sobrevivido para terem a oportunosa ensancha de testemunhar que o que era absurdo no seu banal século 20 virou literatura infantil no Brasil do século 21. No fim destes últimos anos aconteceram coisas que os autores de A Cantora Careca e O Processo não foram capazes de imaginar em seus delírios de ficção mais improváveis. Antes de o peru morrer de véspera, como de hábito, a 12 dias do término deste inesperado, mas nunca insuperável ano da desgraça de 2017, o Brasil testemunhou a última instância da Justiça mandar a Polícia Federal (PF) prender o ex-governador paulista Paulo Maluf e isso não ser feito porque ele se entregou antes à mesma repartição. E também mandar soltar a ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo no dia em que a primeira instância a condenou a mais nove anos de reclusão. Com mil e seiscentos diabos! ?" diria meu avô materno, Francisco Ferreira da Silva, que pode ter sido parente de Lampião, já que tinha os mesmos sobrenomes do capitão Virgolino.

Não se apresse em achar que, ao contrário do que está escrito no parágrafo anterior, estes últimos anos não findaram em 19 de dezembro de 2017 por terem sido poucos os absurdos que foram descritos. Antes espere um pouco. Enquanto o dr. Paulo se entregava à PF, esse órgão do Estado entregou o condenado Marcelo Odebrecht, da fina-flor da altíssima burguesia nacional, aos confortos de uma mansão no Morumbi para cumprir o resto de sua pena de delator premiado, agora aos cuidados amorosos da mulher e das filhas, as quais não perdoaria serem dedos duros, embora tenha apontado os dez à mão a sócios e beneficiários do maior escândalo de corrupção da História. E essa também foi a data em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, não deixou pedra sobre pedra dos processos que resultaram em prisões de réus confessos em celas que antes só eram ocupadas por pretos, pobres e prostitutas pelo crime inafiançável de não produzirem inquéritos policiais e investigações judiciais à altura de seus rigorosos códigos de conduta.

E teve ele, por isso, de ouvir dura, embora calma reprimenda de um colega de Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que contou ter visto na televisão o ex-assessor do presidente da República Rodrigo da Rocha Loures, usado por um delinquente como código secreto para ter acesso aos aposentos presidenciais no Jaburu, correndo com uma mala de dinheiro à saída da Pizzaria Camelo, mais uma no reino das piadas prontas. E lido as copiosas confissões premiadas dos bandidos juramentados Alberto Yousseff e Lúcio Funaro, membros da nova confraria da religião do momento: a dos transformadores de propinas em doações legais e "expectativas de direito" em bancos no exterior. Sabe-se lá por que mistérios, não revelados nem a Freud no divã, este ministro omitiu os R$ 51 milhões em dinheiro vivo guardados no closet da mãe (não a menininha do Gantois de Amado e Caymmi) de Geddel, outro ex-assessor de Temer (mas que coincidência!), e Lúcio Vieira Lima, da bancada fiel ao governo do dito cujo presidente (mas que coincidência!).

O mundo gira, a Lusitana roda e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) presidida pelo senador Ataídes Oliveira, militante de um partido chamado da Social-Democracia Brasileira e soit-disant de oposição, produziu uma pérola em que os meliantes flagrados seriam perdoados e os agentes que os flagraram responderiam por sua supina impropriedade. Ora, direis, o relatório, da lavra do "gigante" (no dizer de Temer, mas que coincidência!) Carlos Marun, previa tudo isso, sim, mas ainda não era tempo de inovações tão radicais e, aí, foi atenuado. Tudo indica que, mesmo reescrito, o documento será destinado ao lixo e ao oblívio. E daí? Chegou a ser noticiado na véspera da posse de seu autor ser empossado na Secretaria de Governo de Temer (mas que coincidência!), com bênçãos e louvações do chefe testemunhadas pelos bajuladores de sempre e comemoradas na cela de Curitiba pelo ex-presidente da Câmara e ex-deputado Eduardo Cunha, que emprestou seu valet de chambre (criado de quarto) favorito ao poderoso chefão de todos eles, Michel Temer (mas que coincidência!). Marun, não se esqueçam, terá muito tempo ao longo de 2018 para embrulhar de novo o mimo para troiano que preparou às vésperas das festas do fim deste ano, que não mais fazem parte destes últimos anos que terminaram 12 dias antes do réveillon. Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá. E o Irajá, como sabemos, nem fica tão longe assim.

Há quem espere 2018 como o ano da redenção do cidadão, agora aliviado daquelas tais conduções coercitivas que juízes, procuradores e federais reservavam para os amigos do dr. Mendes, que as proibiu liminarmente a fim de lhes garantir o direito constitucional de ir e vir. Que importa se os cidadãos comuns, que pagam impostos e cumprem as leis do País, não podem circular por onde quiserem ?" seja porque há lugares perigosos e outros controlados pelo crime organizado propriamente dito?

Os esperançosos confiam que a eleição direta do presidente devolverá o poder à sociedade, usurpada por aqueles que se consideram seus representantes oficiais no tal do Estado de Direito. Ledo e Ivo engano! As opções na disputa presidencial se limitam aos ungidos pelos chefões dos mesmos partidos que decidiram que os caciques de sempre terão dinheiro e legenda, aos quais o acesso dos novatos e noviços será negado por çábia decisão preventiva, tomada no apagar das luzes deste ano de Maruns e Darcísios, com efeitos irremediáveis para outubro e novembro que evêm.

Nunca será demasiado agregar a este alerta outro ainda mais inquietante: o presidente a ser ungido pelo voto popular não se verá livre da ação do Legislativo apenas pelo fato de ter sido eleito pelo voto popular. Foi a tentativa de escapar dele que levou Jânio Quadros a renunciar em 1961. Foi a negativa de Collor, o primeiro presidente eleito depois de finda a treva do regime tecnocrático-militar de 1964/68, que o levou a pegar o boné e puxar o conversível, por decisão congressual. Essa prerrogativa foi que impôs a desastrada Dilma voltar à condição de aspirante a merendeira de escola pública. E o substituto dela, Temer (mas que coincidência!), dançar o xote miudinho seis meses antes do São João para impedir que as contas públicas nunca mais fechem, esmagadas pelo déficit previdenciário.

Duas novidades relevantes assomaram ao cenário na longa noite que foi o derradeiro dia destes anos recentes. A esperança do centro pagão, Geraldo Alckmin, do PSDB (ele mesmo!), vai passar o ano inteiro explicando como é que caiu naquela história de tudo está como dantes no "cartel" de Abrantes, repetindo a ladainha de que ele (leia-se o Estado de São Paulo) foi vítima dos "encartelados". Será sempre um estorvo a superar e não faltará quem, como Chico Buarque, lembre que a falta de documentos comprobatórios em nada o absolve, já que não foram improváveis recibos de aluguel não pago suficientes para inocentar Lula. E aqui está o próprio para voltar a ser o vilão favorito que o mercado teme, mas bajula, quando não tem mais jeito, para assombrar. O Estado publicou na primeira página de sua edição de quarta-feira 20 de dezembro: Imagem de Lula melhora, diz pesquisa. E cito a chamada: "A aprovação do ex-presidente Lula chega a 45%, mas ele ainda é desaprovado por 54% dos entrevistados, segundo o Barômetro Político Estadão/Ipsos". Hã, hã! Ei, espere aí: sabia que a desaprovação dos queridinhos do chamado centro-direita é muito maior? Pois é. Jair Bolsonaro, com 62% e o dito picolé de chuchu, com 72%. E agora, José? Agora não é nada nesta situação de farinha pouca, meu pirão primeiro. Serão 12 longos meses de Lula chorando pitangas na campanha antecipada que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de fevereiro, "sobre" (apud Fernando "por qué no te callas" Segóvia) a égide de Luiz Fux, não vai reprimir mesmo. Quem aceita apostar? E mais: já pensou na banda de música da esquerda tocando a fanfarra do cartel das empreiteiras cada vez aumenta mais?

Agora em dezembro, quando o peru condenado será executado sem conhecer o seu destino, a Pátria amada, idolatrada, salve, salve, talvez não tenha muito a festejar no ano em que já estarão encerrados estes últimos anos, que, felizmente, não serão os anos finais da vida de muitos de nó
Herculano
26/12/2017 07:54
E SE TEMER NÃO FOSSE PRESIDENTE, MAS JORNALISTA? por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Millôr Fernandes dizia que, em qualquer roda, é fácil reconhecer o jornalista: é o que está falando mal do jornalismo. Hoje todos falam mal. Até o Temer.

O presidente falou de improviso, o que, no caso dele, é um convite ao desastre. Não deu outra: criticou o jornalismo pelos motivos errados. Contou que quis ser jornalista, mas esperava uma profissão "mais romântica" e desistiu. Trabalhar em jornal só é uma atividade romântica nas telas do cinema. Aliás, nem nelas, se você viu os filmes certos: "A Montanha dos Sete Abutres", com Kirk Douglas, e "A Primeira Página", com Jack Lemmon e Walter Matthau, ambos dirigidos por Billy Wilder.

Temer lembrou que, no fim da década de 1950, atuou como redator (ou "copidesque", como diz) na falecida "Última Hora", de Samuel Wainer. Na época, ele era um adolescente. Se já fosse chegado em mesóclises, citações em latim e linguagem tediosamente rebuscada, como hoje, estava no lugar errado. Nunca cortaria um "outrossim" no texto do repórter.

Antes de entrar na redação, Temer julgava que lugar de jornalista era na rua, "colhendo notícias". A vida do repórter é ?"ou era, antes da internet?" gastar sola de sapato. Mas, de novo, o presidente incorre num erro de função. Além de disposição para correr atrás, é preciso que o repórter tenha sensibilidade para entender o que se passa na rua. Temer está a anos-luz disso.

Para começar, não descarta a possibilidade de candidatar-se a presidente. Em tom de piada, comemorou a pesquisa em que sua aprovação subiu de 3% para 6%. E, antes que o ano terminasse, soltou a frase mais sem noção da temporada: "As pessoas têm vergonha de dizer, embora aprovem o governo". Pensando bem, se ele tivesse sido jornalista, estaríamos bem melhor. Mesmo usando "outrossim" nas reportagens e cometendo mesóclises nos títulos.
Herculano
26/12/2017 07:49
A leitora assídua, Erva Daninha

Sim, o vereador Silvio Cleffi, e não o doutor Silvio, traiu a um pacto entre políticos.

Mas, ele alega, que antes, cheirou traição, ou armação, dos velhos políticos.

Uma coisa não justifica a outra, mas uma coisa leva a outra. Então os novatos, são tão velhos nas suas práticas, quanto os velhos donos da política de Gaspar.

As próximas coluna, já prontas, abordarei esse assunto com detalhes neste espaço. A primeira delas, com dois artigos vou libera-las ainda hoje. Acorda, Gaspar!
Erva Daninha
25/12/2017 20:25
Oi, Herculano

Afinal o "dotô" Silvio é, ou não é traíra?
Boca de peixe ele tem...

E o boi de botas, quando vai à praia toma banho de mar com bombachinha?
Anônimo disse:
25/12/2017 20:20
"A ingratidão é um sentimento muito ruim."
Anilson Guerreiro Neto

Herculano, me chamou atenção na foto do PP (no jornal) quatro integrante do partido felicitando as festas. Mas o Pizzolatti não constava naquela mesa.
Herculano
25/12/2017 20:14
FOGAÇA PREVÊ QUE PMDB VAI SE ALINHAR COM GERALDO ALCKMIN, José Antônio Severo, em Os Divergentes

O PMDB deverá se alinhar à candidatura do tucano Geraldo Alckmin e marchar junto com o PSDB na próxima eleição presidencial. Esta é a opinião do deputado federal José Fogaça (PMDB/RS), comentando com Os Divergentes e evolução do quadro politico nos próximos meses.

Fogaça é um dos últimos quadros históricos do partido e que mantém na ativa, ainda com grande influência dentro do PMDB. Em sua opinião o principal adversário de seu partido em 2018 será o PT: "aos poucos o PT vai minando. Esse partido tem estruturas de apoio engajadas, que ao longo de 13 anos de poder construíram uma máquina formidável".

Parlamentar desde 1978, como deputado e senador, prefeito reeleito de Porto Alegre, o parlamentar gaúcho observa a cena política com cautela. Na sua avaliação, nesta convenção o PMDB já dará rumo a sua atuação. As tentativas de sedução de lideranças nordestinas (Sarney, Calheiros, Barbalho etc.) são complicadores. Entretanto acredita que no final o PMDB vai marchar com Alckmin. Se for outro nome, então o quadro poderia mudar.

A hipótese de candidatura própria, com uma chapa encabeçada pelo ministro Henrique Meirelles ou outro nome não parece muito provável ao experiente parlamentar. O cacife do partido será, na verdade, o êxito da gestão do presidente Michel Temer: "o governo sinalizou para os ajustes da economia, configurando uma total reversão das expectativas".

Na sua avaliação, o presidente Michel Temer surpreendeu positivamente, exercendo um comando firme, articulado, "com temperança e compostura, um cavalheiro afável, uma figura estritamente parlamentar". Ou seja, o presidente da República tem comando firme sobre seu governo, na opinião de Fogaça, o que foi uma surpresa, "pois todos sabiam da fragilidade com que assumiu o poder", disse.

Sobre o Rio Grande do Sul, confirmou que o atual governador José Ivo Sartori será candidato à reeleição. Em sua opinião, a transparência com que enfrentou a desarrumação "de 60 anos de déficits" sucessivos pode romper com a maldição dos governos gaúchos, que nunca conseguiram se reeleger.
Herculano
25/12/2017 20:07
SITE DO PMDB CONVOCA ATO PRó-LULA EM PORTO ALEGRE

Conteúdo de O Antagonista. O site do PMDB, partido do presidente Michel Temer, publicou uma mensagem do senador Roberto Requião convocando "bolivarianos" para "fazer festa" em Porto Alegre no dia do julgamento de Lula no TRF-4, 24 de janeiro.

Vejam a mensagem do senador:

"Bernie Sanders, Corbyn, Cristina Kirchner, Mujica, Rafael Correa, López Obrador, Jimmy Carter, Melechon, Beppe Grillo, Evo Morales, Podemos, a esquerda Grega, Boaventura e nossos irmãos portugueses, Lugo, Beatriz Sánchez, Bachelet, Guillier, Salvador Nasralla, Zelaya, bolivarianos e todos nossos irmãos latinoamericanos estão todos convidados para assistirem ao vivo em Porto Alegre o julgamento de nosso ex-presidente Lula e assim poderem dizer ao mundo se está sendo um julgamento justo, imparcial e equilibrado!

Façamos festas, shows, encontros para receber com hospitalidade nossos irmãos democratas de tudo mundo em Porto Alegre!"
Herculano
25/12/2017 09:21
BOEING & EMBRAER, por Celso Ming, no jornal O Estado de S. Paulo

Há muita coisa boa a desfrutar com anúncio de que Embraer e Boeing negociam arranjo

O anúncio de que Embraer e Boeing negociam um arranjo não pode ser analisado pela ótica da desnacionalização em marcha, como os aflitos de sempre se apressam em protestar. Tem que ser visto pelo lado do que é melhor para o Brasil. E há aí muita coisa boa a desfrutar.

Há o reconhecimento de que a Embraer conquistou lugar especial no setor. Se não tivesse sido privatizada, como foi em 1994, não passaria de um monte de sucata ou de cabide de empregos, como aconteceu com a Engesa, que fazia veículos bélicos para uso em terra.

A Boeing está vindo atrás porque sentiu que precisa se posicionar no segmento de jatos de médio porte, principalmente depois que a europeia Airbus e a canadense Bombardier anunciaram, em outubro, planos de fusão.

Também é preciso ter em conta que a Embraer, terceira maior produtora de jatos no mundo, se tornou um dos campeões nacionais porque livrou-se de vícios que tomam outros setores da indústria, como subsídios e, principalmente, políticas supostamente nacionalistas, como exigências de conteúdo local. De 17% a 20% dos componentes das aeronaves da Embraer vêm de fora. Ela não foi obrigada a pagar mais caro para desenvolver o que outros países e empresas fazem mais barato. No caso das aeronaves da família E-Jet E2, as asas têm parte da estrutura feita em Portugal; a cabine e seus assentos são do Reino Unido; o motor das turbinas, do Canadá; o sistema estabilizador, dos Estados Unidos; o sistema de controle de flaps vem da Alemanha... E assim vai. A Embraer se especializou em produzir projetos e conceitos.

A Embraer não é uma empresa que tenha um dono. Cerca de 65% de seu capital está pulverizado no mercado. Tem como principais acionistas a norte-americana Brandes (15% do total), a Mondrian (10%), o BNDES (5%) e o fundo Blackrock (5%). O Tesouro brasileiro possui uma golden share, ou prerrogativa de vetar qualquer negócio que contrarie o interesse nacional.

A proposta em negociação não está clara. Mas não dá para dizer que seja de compra pela Boeing. Por disposição estatutária, nenhum acionista pode ter mais do que 35% das ações da empresa.

Mas já dá para antever algumas das vantagens de que desfrutaria a Embraer a partir de uma associação com a Boeing. A primeira delas seria o fortalecimento do seu próprio segmento do mercado que está sendo deslealmente atacado pela Bombardier e pode enfrentar forte concorrência de novos players, especialmente da China, do Japão e da Coreia do Sul. Segunda vantagem, a Embraer poderia partilhar com a Boeing a faixa de aviões de grande porte. E, terceira, ganharia importante reforço em seu capital.

Não faz sentido o discurso de que a Embraer também fabrica aviões militares e, por isso, não se podem misturar interesses das empresas por motivos de segurança nacional. É difícil imaginar que os produtos da Embraer para fins militares sejam segredos importantes para os norte-americanos ?" até porque qualquer um dos produtos pode ser adquirido no mercado. Em segundo lugar, a Boeing tem mais abrangência e produtos de defesa do que a Embraer.

De todo modo, antes de conhecer melhor o que está em jogo, não se terão os principais elementos para uma melhor avaliação desse pretendido acordo.
Herculano
25/12/2017 09:19
MACRI AVANÇA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Fortalecida pela vitória nas eleições legislativas de outubro, a coalizão Cambiemos que sustenta o governo do presidente argentino Mauricio Macri tem conseguido avançar nas reformas econômicas.

A agenda é ampla e tem como pilar a contenção do gasto público. O buraco nas contas, incluindo as províncias e o pagamento de juros, está projetado em 7% do Produto Interno Bruto neste ano (um pouco menor que o brasileiro, que chega a 9% do PIB).

Macri trabalha em duas frentes. De um lado, aprovou no Senado uma reforma tributária, que reduzirá taxas para as empresas. Ao longo de cinco anos o imposto sobre os lucros cairá de 35% para 25%. Pretende-se favorecer a competitividade e alinhar a cobrança no país a padrões internacionais.

Para bancar a redução, que ainda precisa passar pelos deputados, e ao mesmo tempo reduzir o déficit, o governo precisa conter gastos. Nessa frente, tal como no Brasil, o sistema previdenciário é grande parte do problema.

Em meio à violência nas ruas, que resultou em dezenas de feridos e pelo menos 70 pessoas detidas, o governo conseguiu aprovar mudanças nas aposentadorias na semana passada, em sessão de mais de 12 horas na Câmara.

A alteração principal se dá nas regras de cálculo dos benefícios, que seguirão uma fórmula de reajuste trimestral que leva em conta a inflação e a evolução dos salários.

A economia estimada chega a 67 bilhões de pesos (0,6% do PIB) em 2018. Se a regra estivesse em vigor neste ano, a correção das aposentadorias seria de 23,6%, contra 28% concedidos com base dos parâmetros existentes antes da reforma.

Como atenuante, o governo promete pagar um abono para os cidadãos que ganham até 10 mil pesos (equivalentes a US$ 570) ao mês, cerca de 10 milhões de pessoas.

Por fim, a lei garantirá uma renda mínima para quem contribuir por 30 anos e facultará o adiamento da aposentadoria até os 70 anos.

Registre-se que na Argentina a idade mínima atual é de 65 anos para homens e 60 para mulheres, muito próximo ao que se quer aprovar no Brasil com longo atraso.

Com o êxito no redesenho previdenciário, o governo abre caminho para finalizar as mudanças na área tributária, o que tende a favorecer o crescimento da economia e a criação de empregos.

O país deve fechar o ano com alta do PIB próxima dos 3%. Acredita-se que a expansão possa ser maior no ano que vem, ajudando Macri na disputa pela reeleição em 2019.
Herculano
25/12/2017 09:17
JURISPRUDÊNCIA E INSEGURANÇA JURÍDICA, por Fábio Medina Osório, jurista e ex-ministro da Advocacia Geral da União, para o jornal O Globo

O mínimo que se espera do Judiciário, portanto, é que atue a favor da segurança jurídica, irradiando seus efeitos no Direito, na economia e em outras áreas

Em qualquer lugar do planeta, a segurança é um valor escasso atualmente. Não digo apenas no Direito, mas segurança de um modo geral - nas relações interpessoais e afetivas, nos ambientes de trabalho, nos espaços físicos, na internet, na política, na economia. Já existem muitos tratados sobre segurança jurídica e sobre conceitos de segurança em diversas áreas, mas o fato é que predomina a insegurança em face do aumento das liberdades e do pluralismo de pensamentos e valores na sociedade contemporânea.

Zygmunt Bauman, célebre sociólogo polonês, chamou nossa era de "modernidade líquida", porque, dentre outras características, rompeu esse paradigma da segurança que marcava a modernidade clássica. As novas tecnologias, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, impactaram intensamente as culturas globais.

Houve um aumento das liberdades e do pluralismo nessa globalização tecnológica, econômica, mas também outras formas específicas de exclusão e discriminação emergiram. As sociedades de consumo tornaram muitos direitos efêmeros e até descartáveis. No entanto, o que emerge como perturbador é a perda de referências: na arte, nas religiões, na educação, nas culturas, e até mesmo nos limites do que é ou não violento, permitido ou proibido.

Assim, aumentam as discussões sobre limites às liberdades individuais versus direitos fundamentais, sem que se consiga chegar a patamares de consensos razoáveis. Deve-se proibir ou permitir determinadas condutas? A quem cabe este papel? Ao Judiciário ou ao Legislativo? A deterioração da imagem de um Poder autoriza que outro Poder ocupe os espaços que não lhe pertencem? Quais são os direitos de determinados acusados ou das pessoas em geral, diante da ambiguidade das leis ou da Constituição?

Se Bauman fala nessa modernidade líquida, assim como Zagrebelsky (jurista italiano) falava no direito dúctil (flexível), não há dúvida de que a segurança é um valor indispensável. Se não fosse, não teríamos necessidade das instituições. Os alicerces do capitalismo encontram guarida na segurança e na previsibilidade das relações. O mínimo que se espera do Judiciário, portanto, é que atue a favor da segurança jurídica, irradiando seus efeitos no Direito, na economia e em outras áreas da vida.

Implantar teoria dos precedentes no âmbito da jurisprudência é uma necessidade e um compromisso com o princípio da segurança jurídica, seja nas jurisdições cíveis, criminais ou administrativas.

E o que se constata hoje? Observamos uma atuação extremamente individualista dos operadores do Direito, exacerbando suas visões subjetivas a respeito do mundo e da realidade, à luz de uma suposta independência funcional.

Os Ministérios Públicos têm milhares de representantes espalhados pelo Brasil, e cada promotor ou procurador apresenta suas próprias convicções e interpretações. Portanto, falta dar densidade ao princípio da unidade institucional que caracterize um Ministério Público brasileiro. O mesmo se diga de muitos magistrados que não seguem a jurisprudência dos Tribunais superiores.

Na esfera administrativa, o problema se agrava, pois as autoridades, em inúmeras instâncias ou órgãos públicos, nem mesmo dão transparência a seus critérios decisórios. Fica difícil conhecer ou racionalizar a jurisprudência administrativa no Brasil.

E quanto aos tribunais superiores? Realmente decidem em colegiado ou constituem somatórios de decisões individuais? Observam seus próprios precedentes? Valem-se de técnicas corretas para fixar jurisprudência e exigir seu cumprimento por outras autoridades?

O Brasil é um país seguro para investir? Se é certo que os ambientes globais são dominados pelas incertezas, devemos repensar o papel dos operadores jurídicos e fortalecer a busca por segurança jurídica em nosso país. Penso que devemos avançar muito.
Herculano
25/12/2017 09:14
A FARRA DOS PENDURICALHOS, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Banalização de benefícios tornou impossível saber o custo do Judiciário com folha de pagamento

A banalização dos benefícios pecuniários pagos à magistratura tornou impossível saber ao certo qual é o custo efetivo do Poder Judiciário com a folha de pagamento de seus juízes, desembargadores e ministros. Ao todo, são 91 tribunais e em quase todos seus integrantes ganham verba de representação, bonificações e gratificações sob a forma de auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-saúde, auxílio-livro, auxílio-paletó e vários outros penduricalhos pagos com dinheiro dos contribuintes. Como cada tribunal tem sua lista de penduricalhos, a área técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estima que existam em todo o País 40 tipos distintos de gratificações, representações e adicionais aos salários dos juízes.

Com base em informações atualizadas enviadas ao CNJ sobre os vencimentos de cada um de seus magistrados, o Estadão Dados constatou que, no período entre janeiro e novembro de 2017, esses penduricalhos custaram R$ 890 milhões aos cofres públicos. Descobriu, igualmente, que os penduricalhos pagos aos 14 mil magistrados dos Tribunais de Justiça representam, em média, 30% de seu salário básico. Descobriu, ainda, que três em cada quatro juízes estaduais recebem auxílio-moradia, independentemente da cidade onde trabalham e do fato de possuírem ou não residência própria.

Além disso, como os penduricalhos são pagos a título de verba indenizatória, e não como vencimentos, os valores não são levados em conta no cálculo do teto salarial estabelecido pela Constituição para a administração pública, que hoje é de R$ 33,7 mil. Pela pesquisa do Estadão Dados, um terço dos juízes estaduais tem vencimentos líquidos superiores ao teto. A remuneração nacional média desse grupo é de R$ 42,5 mil. Em Rondônia, a média é de R$ 68,8 mil. No topo da lista, um magistrado desse Estado recebeu recentemente R$ 227 mil no contracheque. E, em julho, um juiz de primeira instância do Estado de Mato Grosso recebeu quase duas vezes e meia esse valor.

Ao defender os penduricalhos da magistratura, que sempre esteve entre as categorias mais bem pagas do funcionalismo público, os presidentes dos tribunais alegam que, se não receberem salários equivalentes aos diretores jurídicos das grandes empresas, os juízes não seriam eficientes na defesa da cidadania e na decisão das questões de alto relevo público. Independentemente da falta de uma relação lógica entre uma coisa e outra, pois a eficiência de um magistrado depende de sua competência, de seu esforço e de sua responsabilidade, os dirigentes da Justiça também não negam que a multiplicação dos penduricalhos foi a resposta que o Judiciário deu ao Executivo, quando os responsáveis pelas finanças públicas alegaram não dispor de recursos para aumentar ainda mais os já polpudos salários dos magistrados. Há três anos, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) chegou ao disparate de invocar a necessidade de um padrão mínimo de elegância dos juízes para justificar a concessão dos penduricalhos.

O principal argumento da magistratura é que esses benefícios são previstos por lei, motivo pelo qual seu pagamento não seria irregular. O problema, porém, não está na legalidade dos benefícios, mas na sua falta de legitimidade, afirma o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto, profundo conhecedor das artimanhas dos magistrados para burlar as limitações impostas pela Constituição que juraram cumprir. "À medida que há claraboias nesse teto, perde-se a noção dos custos do Judiciário", afirma o ex-ministro.

A farra dos penduricalhos no Judiciário chegou a tal ponto que até juízes aposentados entraram com ações reivindicando, em nome do princípio da isonomia, os mesmos "direitos" dos magistrados da ativa. Isso mostra o grau de descolamento da realidade por parte de uma corporação incapaz de perceber a crise econômica em que o País se encontra e de compreender que, embora os Poderes sejam independentes, o cofre é um só e a responsabilidade sobre o que nele sai e entra é do Executivo
Herculano
25/12/2017 09:07
QUE NESTE NATAL SEJAMOS NóS MESMOS A MUDANÇA POSITIVA QUE QUEREMOS, por Adolfo Sachsida, economista, no Instituto Liberal

Em sua magistral obra, "História da Guerra do Peloponeso", o historiador e general ateniense, logo após uma dura derrota militar escreve: "(?) isso só terminaria com o incêndio do Pireu". Pireu era o porto de Atenas, e sua frase retrata que depois daquela derrota militar o destino de Atenas estava selado.

As vezes olho para a situação atual de nosso país e me pergunto se nosso destino também já está definido. Será que avançamos demais na desordem? Será que agora é tarde demais para reverter o curso do desastre?

Honestamente espero que ainda tenhamos tempo para corrigir os rumos de nosso país, antes que um desastre mais trágico se abata sobre nossa sociedade. Por isso clamo a todos: prudência. Sejamos prudentes, tenhamos sabedoria para nortear nossos próximos passos. Nossa sociedade está a beira de uma séria ruptura. Ano que vem, ano eleitoral, definiremos se poremos nós mesmos fogo em nossa própria sociedade, se iremos incendiar nós mesmos nosso Pireu, ou se iremos usar a oportunidade para reconstruir nossa sociedade.

Peço a Deus, que nesse Natal, ilumine nossos corações. Nos encha de bondade, amor ao próximo, respeito, inteligência, e prudência. Que nesse Natal possamos celebrar com respeito o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo ao lado de nossos irmãos, que tenhamos em mente a oração de São Francisco, e tenhamos força para mudar o que pode ser mudado, que tenhamos paciência para com o que não podemos mudar, e sabedoria para reconhecer cada uma delas. Que saibamos respeitar as divergências, e que neste Natal sejamos nós mesmos a mudança positiva que queremos para o mundo e para nossa sociedade.

Feliz Natal, que a paz de Cristo esteja com todos vocês. E que, ano que vem, lutemos juntos para defender nosso porto seguro, não iremos permitir que ateiem fogo em nosso Pireu.
Herculano
25/12/2017 08:14
BELO PRESENTE DEPOIS DOS 40% DA COSIP EM GASPAR APROVADA PELOS VEREADORES DA BASE DO GOVERNO. MANCHETE DE CAPA DO JORNAL FOLHA DE S. PAULO NESTE NATAL: CONTA DE LUZ PODE SUBIR MAIS 9% EM 2018

Texto de Flávia Lima. O consumidor residencial brasileiro terá de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da inflação. As causas são um regime de chuvas insuficiente para compensar períodos de seca e o aumento dos encargos sociais.

Na média, as tarifas devem fechar o ano com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa é que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% em 2017 e em 4% no ano que vem.

Em algumas regiões, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Soluções.

Na média, a maior alta deve ser registrada na região Sul (+10,7%), seguida pelo Sudeste (+9,3%). Em São Paulo, por exemplo, a conta de luz deve fechar este ano 7% mais cara e subir outros 9,1% em 2018.

A energia elétrica deve também ter um efeito não desprezível de 0,4 ponto percentual sobre a inflação medida pelo IPCA do ano que vem.

A previsão da TR inclui algumas premissas: as diferentes bandeiras esperadas ao longo do ano, os reajustes previstos para as principais distribuidoras e o regime de chuvas para o período.

As projeções são feitas para 13 regiões metropolitanas usadas como referência e que espelham o que ocorre no país.

De janeiro a abril -o período considerado chuvoso-, as principais hidrelétricas brasileiras devem gerar em média o equivalente a 85% da energia que vendem, de acordo com a TR.

Isso significa dizer que, se as chuvas não ajudarem e as geradoras produzirem algo abaixo disso, as tarifas poderão subir ainda mais.

Além do regime de chuvas, os encargos incluídos na tarifa também explicam as previsões pouco animadoras.

A conta que inclui todas as políticas públicas ligadas ao setor, como o programa Luz para Todos e a tarifa social de energia -chamada de CDE-, deve passar de R$ 9,3 bilhões neste ano para R$ 12,6 bilhões em 2018.

Quem paga a fatura -o tema está em audiência pública na Aneel, a agência reguladora- é o consumidor.

Embora concordem que o quadro é dramático, analistas descartam ameaça de racionamento.

Eles dizem que a usina de Belo Monte já opera em ritmo razoável e que o país dispõe de outras fontes de energia.

Uma delas, a energia térmica, mais cara, está entre as justificativas para o encarecimento da conta.

OUTROS RISCOS

O crescimento econômico é outro ponto de atenção para os especialistas.

O consumo total de energia do país está em nível próximo ao registrado em 2014, e o setor se questiona como a demanda deve se comportar em um ambiente de retomada da economia -e seu impacto na tarifa, já que a procura maior por energia a encarece.

A consultoria GV Energy, por exemplo, prevê que a tarifa média de energia suba ao redor de 12% no ano que vem, diante de um volume de chuvas que deve se situar entre 90% e 100% da média histórica até o fim de abril.

Pedro Machado, diretor da GV Energy, diz que o viés é de alta se o crescimento econômico superar 2,6%.

A mediana dos economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, já espera alta de 2,7% para o PIB do ano que vem.

Edvaldo Santana, presidente da Abrace, associação dos grandes consumidores de energia, também se preocupa com o efeito de um possível aumento do consumo de energia sobre preços, em especial para a indústria.

Os principais reservatórios no Nordeste e no Sudeste, ressalta Santana, estão nos níveis mais baixos da história.

Segundo ele, se chover próximo à média de longo prazo, o reajuste pode ficar mais perto de 20%. Para afastar esse cenário, seria preciso chover de 30% a 40% acima da média.

Júlio Mereb, pesquisador do Ibre/FGV, diz que tarifas mais altas podem se refletir em queda da produção da indústria, além de impactar de alguma forma o consumo das famílias no PIB, embora isso seja difícil de mensurar.

Ele diz que é possível um reajuste da tarifa residencial de até 15% no ano que vem.
Herculano
25/12/2017 08:07
A COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA JÁ ESTÁ PRONTA, MAS HOJE NÃO É DIA DE POLÊMICA. AINDA VOU REPERCUTIR AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS SOBRE A ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA
Herculano
25/12/2017 08:05
O PT E OS PELEGOSs

Conteúdo de O Antagonista. O Correio Braziliense perguntou ao governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, qual o tamanho do PT hoje.

A resposta do socialista:

"O tamanho do PT são as urnas que demonstrarão. Mas o partido tem uma inserção razoável no DF, especialmente nos sindicatos."

O partido ainda não decidiu quem será seu candidato ao governo local em 2018. Entre os cotados estão o ex-ministro Eugênio Aragão e a deputada federal Érika Kokay.
Herculano
25/12/2017 07:59
DEDICO AS MINHAS PRECES DE NATAL AOS MENTIROSOS E SUAS VÍTIMAS, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

Dedico minhas preces de Natal aos mentirosos e suas vítimas. A natureza humana tem uma vocação irresistível para a mentira e para a hipocrisia. Principalmente os que se dizem ao lado do "bem" e os que gostam de mentir para que fiquemos mais felizes. E, acima de tudo, cuidado com os que querem fazer um mundo melhor.

Estranho o parágrafo acima, não? Mas, tenha calma, hoje é Natal.

Façamos um recuo histórico e logo voltaremos ao tema do estranho parágrafo acima.

Sempre me perguntam, afinal, quais são as fontes em minha formação. São muitas. A filosofia é um diálogo contínuo com os mortos.

Entre elas, hoje, apontaria o filósofo, teólogo e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662), e o jansenismo, movimento do qual ele fez parte.

Jansenismo é um movimento dentro do catolicismo francês que teve no século 17 seu ápice em termos de controvérsias.

O termo vem do nome do padre holandês Cornelius Jansenius (1585-1638), que escreveu uma obra sobre a teologia da graça de santo Agostinho (354-430), cujo título mais conhecido é "Augustinus" (1640).

Resumidamente, sua "síntese" da teologia agostiniana da graça é que, sem a graça de Deus, não saímos do pecado. Logo, a natureza humana "caída" não é capaz de sair do atoleiro sem "a vigilante piedade de Deus", termo de um jansenista contemporâneo, Georges Bernanos (1888-1948).

Para um jansenista, uma das piores lutas é contra o orgulho e a vaidade que alimentam nosso cotidiano. Ambos, além de contaminarem a vida moral, contaminam a vida cognitiva, isto é, vemos o mundo e a nós mesmo através da lente do orgulho e da vaidade: logo, nos achamos bons, corajosos e honestos.

O "efeito jansenista" é estar constantemente em combate contra essa contaminação moral e cognitiva causada pelo amor ao orgulho e à vaidade.

Não é à toa que os "senhores de Port-Royal", como ficaram conhecido os jansenistas no século 17 francês (Port-Royal é o nome de um convento de freiras diretamente associado ao movimento em questão), eram vistos como pessoas um tanto melancólicas e dadas à busca atormentada da verdade sobre a natureza humana.

O jansenismo alimentou muito, ao longo do século 17 francês, o subterrâneo intelectual de autores que refletiram sobre a natureza humana. Esses autores ficaram conhecidos como "les moralistes", sendo Pascal o maior entre eles.

Voltemos ao tema do parágrafo inicial. Uma das apresentações desse "efeito jansenista" é reconhecer o quão insuportável é a verdade.

A marca jansenista é a análise fina da natureza humana e de suas agonias com a verdade.

Temos entre nós um exemplo de filósofo muito próximo da tradição jansenista, o jovem Andrei Venturini Martins. Vou te dar um presente de Natal: a indicação de um livro, "A Verdade É Insuportável", da editora Garimpo (R$ 30, 144 págs.).

O livro de Andrei é exemplo elegante e didático do olhar jansenista, em sua profundida e dureza. Mas a obra não se limita à tradição jansenista enquanto tal. As referências vão de Mário Quintana a Marilena Chaui. De Michel Onfray a Arthur Schopenhauer. De Platão a Freud.

O fio condutor é o tema da dificuldade de olhar o mundo naquilo que ele tem de mais sofrido.

O método é a generosidade com o leitor. Por isso trata-se de uma obra muito útil para quem quer se aventurar de forma introdutória e sólida na tradição filosófica que descortina a hipocrisia do mundo.

Outro traço é o "contemporâneo" relendo a tradição.

Qual seria o efeito do "pessimismo antropológico" jansenista hoje?

Vejamos alguns exemplos do próprio autor.

Se, por um lado, dizem que o homem é o único animal que busca alguém a quem amar e por isso sofrerá das armadilhas "do outro" em sua vida, por outro lado, para aqueles que defendem o "ficarei só", a solidão o espera, antes que ele imagine.

Nunca se fez tanta propagando do sexo, quando, na verdade, nunca fomos tão brochas, porque a "máquina biológica é precária".

"Boa parte dos homens trabalharão toda a vida como bois num curral" e, ao final, morrerão de tédio.

Jesus disse que a verdade nos libertará.

Quem paga esse preço?
Herculano
25/12/2017 07:54
BRASIL GASTA R$10 BILHõES POR ANO COM VEREADORES, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O Brasil é dos poucos países que paga salários a vereadores e cargos similares. E paga muito bem. São cerca de R$10 bilhões por ano com salários, auxílios, verba indenizatória e outras regalias pagas aos 57.736 vereadores eleitos no ano passado, segundo dados do Tesouro Nacional. E esse valor pode ser muito maior, já que só cerca de 80% dos municípios sequer disponibilizam informações contábeis e fiscais.

SUMIU DO MAPA
Proposta de 2012 extinguia salários de vereadores dos municípios de até 50 mil habitantes (88% dos 5.570 existentes). Foi "assassinada".

NÃO É EMPREGO
Na maioria dos países, os vereadores não têm Câmara. Se reúnem em locais gratuitos e debatem melhorias para a comunidade. De graça.

VIROU PROFISSÃO
No Brasil, vereador ganha dois terços dos salários de deputado estadual, que recebem dois terços dos ganhos de deputado federal.

SURRA NA URNA
Protagonista no maior escândalo de corrupção da História, o PT viu o número de vereadores cair quase pela metade, de 5.067 para 2.795.

TV AINDA É PRINCIPAL FONTE DE INFORMAÇÃO POLÍTICA
Apesar da avalanche que redes sociais representam na disseminação de informações políticas, estudo do banco suíço Credit Suisse sobre as perspectivas para o Brasil em 2018 mostra que a televisão é, de longe, a principal fonte de informação sobre política para 69% da população. Sites de notícias ficam em segundo lugar, com influência sobre 24% da população, e 22% preferem obter notícias políticas nas redes sociais.

JORNAL E RÁDIO
Em 5º lugar, o rádio é o veículo usado por 17% dos eleitores para se informar, ficando atrás dos jornais (19%).

FACEBOOK
Entre as redes sociais a mais utilizada para acesso a notícias políticas é o Facebook, disparado em 1º lugar: 77% dos usuários.

WHASAPP
O WhatsApp, considerado a menos regulada das redes sociais, é também a segunda mais influente em notícias políticas: 48% usam.

LULA E BOLSONARO, TUDO A VER
Em Goiás, segundo o Paraná Pesquisa, se Lula se tornar inelegível, seus votos seriam distribuídos entre vários rivais, partidos à parte. Sobrariam até para Jair Bolsonaro: cerca de 10% dos votos do petista.

FOLHA RECORDE
Despesas do governo federal bateram recorde em novembro: R$34,1 bilhões. É o maior valor gasto em um mês, no ano de 2017. Só com salários de servidores civis foram R$13,1 bilhões. Militares, R$2,88 bi.

PRODUÇÃO ELEVADA
Michel Temer chefia um dos governos menos populares, mas, curiosamente, mais produtivos. Conseguiu aprovar projetos polêmicos, como teto de gastos públicos, reforma trabalhista, reforma política etc.

MOTIVAÇÃO PARA O TRABALHO
A sessão da Câmara dos Deputados que mais reuniu parlamentares em 2017 foi a votação da primeira denúncia do ex-PGR Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer: 492 participaram da sessão.

O BRASIL NOS TEMPOS DE CóLERA
Quem aprecia astrologia afirma que o ano eleitoral de 2018 será um ano tutelado por Júpiter. Desse modo, a diplomacia, a sociabilidade e a comunicação serão necessárias para resfriar a cólera.

FÉRIAS DA CADEIA
Em São Paulo, foram assustadores 30 mil, e em Brasília 1.057 detentos ganharam saidão de Natal. Como sempre, muitos não voltarão na data marcada, segunda (26), e a criminalidade aumentará.

SEM STRESS
O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pré-candidato ao governo paulista em 2018, tem revelado a interlocutores que teme a vitória de Lula na disputa presidencial.

PARECE QUE FOI ONTEM
A Assembleia do Amapá deu um presente de grego, neste Natal, ao governador Waldez Góes. Reduziu seu salário de R$22 mil para R$13,6 mil. Bom cabrito, Góes não chiou. Pelo menos não publicamente. (Publicado aqui em 25 de dezembro de 2007).

PERGUNTA NATALINA
A um mês do julgamento que pode deixá-lo inelegível, e possivelmente preso, foi animado o Natal dos Lula da Silva?
Herculano
25/12/2017 07:49
A TARDE E INÍCIO DA NOITE DA VÉSPERA DE NATAL, NÃO FOI FÁCIL PARA ALGUNS CATARINENSES. A CHUVA E PRINCIPALMENTE O VENDAVAL, MOSTRARAM FORÇA E CAUSARAM ESTRAGOS NO LITORAL NORTE E SUL
Herculano
25/12/2017 07:44
"IRMÃOS SIAMESES" NA DITADURA, MALUF E MARIN PASSAM O NATAL NA CADEIA, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

"Marin promete que será fiel a Maluf", informa o título da página 4 da Folha de 12 de maio de 1982, uma quarta-feira. Na véspera, José Maria Marin, então vice-governador de São Paulo, rasgara elogios a Paulo Maluf, o governador.

Dias depois, Maluf deixaria o cargo para disputar e conquistar vaga na Câmara dos Deputados. Marin o substituiria no governo até 1983.

Naquele maio de 82, a dupla do PDS trocou afagos públicos. Marin declarou sua "lealdade total e fidelidade a este grande estadista que é Paulo Maluf". Maluf soube retribuir à altura. Falou em "amizade e lealdade, integridade e competência".

"Não encontro um exemplo onde o governador e o vice tenham se dado como irmãos gêmeos, como irmãos siameses, como eu sempre me dei com José Maria Marin", disse.

Segundo as palavras de Maluf, a relação entre os dois deveria, na época, "se constituir, na verdade, como um exemplo para a classe política, que faz política com ética e com honestidade aqui no Estado de São Paulo". A reportagem conta que Maluf e Marin então "abraçaram-se demoradamente e choraram".

Quase 36 anos depois, os "irmãos siameses" da ditadura estão condenados e presos. Maluf passou a noite de Natal no presídio da Papuda, em Brasília, e Marin dormiu em uma cela de um presídio federal dos EUA.

Hoje deputado, Maluf começou a cumprir pena por lavagem de dinheiro em esquema de desvio de verbas durante sua gestão como prefeito de São Paulo, entre 93 e 96.

Ex-presidente da CBF, Marin acaba de ser considerado culpado por um tribunal de Nova York pelos crimes de organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro em contratos de direitos do futebol.

A prisão deles é um irônico e coincidente registro da história, carregado de um alerta: o caso de Maluf escancara a lentidão da Justiça e o de Marin, punido nos EUA, expõe a incapacidade das autoridades brasileiras em investigar nossos cartolas
Herculano
25/12/2017 07:41
HOJE É 25 DE DEZEMBRO. É DIA DE NATAL

AOS LEITORES E LEITORAS QUE FELICITARAM A COLUNA E O ESCRIBA, RETRIBUO OS VOTOS. PRINCIPALMENTE ÀS FONTES
Herculano
24/12/2017 16:50
OPORTUNIDADE PARA CRESCER JUNTO COM O BRASIL, por Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda,no jornal O Estado de S. Paulo

Estamos convictos de que teremos boas surpresas com a economia nos próximos anos

Em maio de 2016, ao assumimos a Fazenda, a situação da economia brasileira era gravíssima. Atravessávamos a pior recessão que o Brasil já viveu, maior que a grande crise de 1929. Estávamos no 6.º trimestre consecutivo de queda no PIB e tudo indicava que os trimestres seguintes seriam muito ruins. A produção industrial havia caído 7,3% em 12 meses e o comércio, 10,2%. O índice de confiança do setor de serviços caíra 6,7% em 12 meses, e a do setor de construção, 8%. Já a confiança do consumidor havia caído 6,9%. A inflação acumulada em 12 meses era de 9,6%, em trajetória ascendente. Os juros Selic estavam em 14,25%. O risco Brasil, medido pelo CDS, estava em torno de 360 pontos-base.

Sob ceticismo se as reformas seriam aprovadas e se o Brasil conseguiria sair da recessão, implantamos uma política forte de ajuste da economia.

Um ano e sete meses depois, todas essas dúvidas foram superadas. O Brasil já cresceu no primeiro trimestre de 2017, mas o crescimento esteve concentrado na agricultura. A partir do segundo e terceiro trimestres, houve crescimento em praticamente todos os setores. De acordo com os últimos dados disponíveis, a produção industrial cresceu 5,2% nos últimos 12 meses, o comércio cresceu 7,5%, o PIB subiu 1,4% e a inflação caiu aos menores patamares históricos. O IPCA acumulado em 12 meses está em 2,8% e os juros Selic em 7%, enquanto o risco Brasil está em torno de 170 pontos.

Há cerca de um ano, o desemprego subia em ritmo acelerado, mas o mercado de trabalho reagiu antes do que muitos analistas esperavam. Em termos dessazonalizados, o desemprego começou a cair em abril e vem caindo desde então. O número de pessoas ocupadas cresce fortemente. Nos últimos 12 meses, foram geradas um milhão e seiscentas mil vagas de trabalho.

Com a recuperação já instalada em diversos ramos de atividade, a questão agora é outra: quanto podemos esperar de crescimento da economia nos próximos anos? A média dos analistas projeta crescimento de 2,6% para 2018, convergindo depois para 2,5% nos anos à frente, até 2021. Acreditamos, porém, que será sensivelmente maior que isso, sendo que a nossa previsão para 2018 é de 3%.

O número de 2,5% de crescimento é aproximadamente quanto o Brasil cresceu nos últimos 20 anos, levando em conta dados demográficos. É natural esperar que o crescimento no futuro seja próximo à média do passado. Mas esse raciocínio não leva em conta as profundas transformações que estão ocorrendo em nossa economia, devido às reformas em curso.

Nesse curto espaço de tempo, o governo está aprovando quatro tipos de reformas estruturais, que transformam completamente a produtividade da nossa economia.

Primeiro, o ajuste fiscal e a mudança de paradigma sobre o crescimento do Estado. Desde a Constituição de 1988, o Estado brasileiro cresceu muito mais que a economia como um todo. Os gastos federais, que eram 10,8% do PIB em 1991, chegaram a 19,9% no ano passado. A conta reversa é que o setor privado teve de encolher 10 pontos porcentuais do PIB.

O teto dos gastos, já aprovado, reverterá esse processo. Ao manter as despesas primárias do governo federal constantes em termos reais, como o PIB continua crescendo, o tamanho do governo será reduzido como proporção do PIB. Estimativa conservadora é que em dez anos as despesas da União cairão gradativamente de 20% para 15% do PIB. Isso fará com que o setor privado se expanda, trazendo mais eficiência e produtividade para a economia, com mais recursos disponíveis para investimentos. Para que isso ocorra, é imprescindível que se reforme o sistema de Previdência, que além de corrigir desigualdades e unificar os sistemas de aposentadoria, diminui enormemente o déficit nas contas públicas.

Além disso, a reforma trabalhista também foi importantíssima. A legislação trabalhista do Brasil foi criada por Getúlio Vargas nos anos 40, e as inovações tecnológicas causaram mudanças radicais nas formas de organizar a produção. A lei trará benefícios relevantes para o funcionamento do mercado de trabalho. Os benefícios são óbvios. Aumento da segurança jurídica para empregados e empregadores, e redução do número de conflitos trabalhistas. A consequência é tanto maior emprego quanto menores custos relacionados ao insumo trabalho.

Em terceiro, as várias reformas relacionadas ao crédito, algumas já aprovadas e outras em tramitação. Como a da TLP, que cria um alinhamento no custo do crédito público, aumenta o poder da política monetária, e permite que os juros da economia fiquem mais baixos, de forma sustentável. Outras são a Letra Imobiliária Garantida, que reduz o risco da operação e consequentemente o spread, a duplicata eletrônica, que cria um ambiente centralizado para registro de duplicatas mercantis e recebíveis de cartão de crédito, a permissão de diferenciação de preço entre os meios de pagamento, o cadastro positivo, que é um poderoso instrumento para reduzir os juros aos bons pagadores e, finalmente, a nova lei da recuperação judicial, que visa a reduzir o prazo e os custos do processo de recuperação e liquidação, incentivar o aporte de novos financiamentos, melhorar as garantias do adquirente de ativos e reduzir a insegurança jurídica.

Quarto, as demais reformas microeconômicas. É um projeto em conjunto com o Banco Mundial, simplificando os processos burocráticos que dificultam a vida dos brasileiros.

Alguns exemplos são medidas de desburocratização. O eSocial, que simplifica o pagamento de obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, reduzindo o tempo gasto pelas empresas para preenchimento de declarações e formulários. O Sped, um sistema público de escrituração, que unifica a prestação de informações contábeis e tributárias. Implantação nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica e do Redesim ?" Rede para Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios. A expansão do Portal Único do Comércio Exterior e do Operador Econômico Autorizado, que trazem benefícios relacionados à facilitação dos procedimentos aduaneiros, reduzindo o tempo de desembaraço das mercadorias.

Os resultados que estamos obtendo em alguns itens já são impressionantes. Para exemplificar, estamos trabalhando para atingir os seguintes objetivos: o tempo para abertura ou fechamento de empresas irá dos cerca de 100 dias atuais para 7, e depois para 3. O tempo de pagamento de impostos será reduzido em 70%. O tempo de licenciamentos, formulários, burocracia para exportar ou importar mercadorias cairá em 60%.

Tomados em conjunto, esses quatro tipos de reformas estruturais elevarão nosso crescimento potencial para valores bem superiores aos observados nas últimas décadas. É possível que em vez de 2,5%, cresçamos 3,5% ou 4% durante a próxima década.

É fundamental observar que houve transformações importantes em vários aspectos do processo produtivo. Temos de continuar trabalhando, avançando na agenda de reformas, para que não haja desvio desse cenário positivo. Mas estamos convictos de que teremos boas surpresas com nossa economia nos próximos anos. E que há uma grande oportunidade para crescer junto com o Brasil.
Herculano
24/12/2017 16:48
VOLUNTARISMO NO SUPREMO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

O ministro Barroso, do STF, tem pressa. Parece considerar desnecessário respeitar os ritos processuais, os regimentos e estatutos e, no limite, a Constituição

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, tem pressa. Considera que o Brasil está apodrecendo em razão da corrupção e se julga no dever de salvar o País, a qualquer custo, tanto naquilo que está a seu alcance, em seu trabalho no STF, como naquilo que não é de sua alçada, como mostra sua já conhecida disposição de legislar. Para esse fim, parece considerar desnecessário respeitar os ritos processuais, os regimentos e estatutos e, no limite, a própria Constituição. Infelizmente, Barroso não está sozinho ?" ele é apenas o porta-voz informal de alguns ministros do Supremo empenhados em reinventar a Constituição em nome da luta contra a corrupção e da purificação da política.

Na mais recente manifestação desse vezo, o ministro Barroso decidiu enviar para a primeira instância da Justiça Federal do Rio Grande do Norte um inquérito instaurado contra um deputado federal, o tucano Rogério Marinho (RN). Como parlamentar, Marinho teria direito a foro privilegiado ?" ou seja, seu processo deveria ter continuado no Supremo. Mas o ministro Barroso entendeu que não é mais o caso, porque o STF já formou, em suas palavras, "maioria expressiva" em favor do entendimento de que os parlamentares só têm direito ao foro privilegiado se o crime do qual são acusados tiver sido cometido durante o exercício do mandato e esteja relacionado ao cargo que ocupam. Como o deputado Marinho é acusado de crimes contra a administração pública ocorridos entre 2005 e 2006, período em que presidia a Câmara dos Vereadores de Natal, então, conforme a interpretação do ministro Barroso, não cabe invocar o foro privilegiado.

O problema é que essa interpretação não encontra respaldo em nenhuma decisão do Supremo. O limite ao foro privilegiado ao qual ele se referiu ainda está sendo julgado naquela Corte. A questão foi trazida ao Supremo pelo próprio Barroso, que considera o foro privilegiado uma das principais fontes dos males na política. De fato, como mencionou o ministro, já há uma "maioria expressiva" a favor da restrição ao foro privilegiado, com os votos de oito ministros. O problema é que o julgamento ainda não acabou ?" três ministros ainda não votaram.

Pode-se argumentar, como estão a fazer os açodados, que a decisão em favor do limite ao foro privilegiado são favas contadas. Contudo, ainda que faltasse apenas um voto e o placar estivesse em 10 a 0, não é possível considerar que haja entendimento formal do Supremo sobre o tema, uma vez que o resultado ainda não foi proclamado pela presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia ?" e, em tese, ministros ainda podem mudar seus votos.

Ao basear sua decisão em um entendimento do Supremo que ainda não existe, presumindo, em suas palavras, a "improbabilidade de reversão de tal orientação", o ministro Barroso usurpou a competência da ministra Cármen Lúcia, pois, na prática, proclamou o resultado de um julgamento que ainda está em curso. Além de atropelar as regras internas do Supremo, o ministro Barroso contrariou a atual interpretação da norma, que é a única que vale por ora. De uma só tacada, o ministro, amparado apenas em sua vontade, criou um novo regimento para o Supremo e uma nova hermenêutica para a questão constitucional do foro privilegiado.

Tudo isso, é claro, com as melhores intenções. Em seu despacho, o ministro Barroso diz que o caso examinado "bem retrata a disfuncionalidade do sistema", pois o processo contra o parlamentar em questão "já tramitou em quatro jurisdições" e "não há adjetivos suficientes para qualificar o absurdo desse modelo, que causa indignação na sociedade e traz desprestígio para o Supremo". Para o ministro, a existência do foro privilegiado provoca "a politização indevida da Corte, a criação de tensões com o Congresso e o desprestígio junto à sociedade, por se tratar de uma competência que ele (o Supremo) exerce mal".

Assim, certamente sem perceber, o ministro Barroso esclareceu que o verdadeiro problema não é o foro privilegiado ?" necessário para evitar a litigância de má-fé contra certas autoridades ?", mas sim a inexplicável lentidão do Supremo para julgar essas autoridades. É isso, antes de tudo, que dá a sensação de impunidade.
Herculano
24/12/2017 16:47
MUITO AVANÇOS. MAS ESTÁ FALTANDO UM, por José Marcio Camargo, economista, no jornal O Estado de S. Paulo

É fundamental a aprovação de uma reforma no sistema de Previdência Social

A liberação de recursos do FGTS e a forte queda da inflação fizeram do consumo o motor da retomada da atividae econômica em 2017 Foto: Wilton Junior/Estadão

Após dois anos de profunda crise (2015 e 2016), a partir do primeiro trimestre de 2017 a economia brasileira começou a dar sinais de recuperação. Inicialmente concentrada na agropecuária, a partir do segundo trimestre do ano a recuperação se espalhou para outros setores da economia.

A liberação dos recursos inativos do FGTS e a forte queda da inflação geraram crescimento da renda real das famílias e fizeram do consumo o motor da retomada da atividade. A partir do terceiro trimestre os investimentos começaram a dar sinais de vida, com crescimento positivo, após 13 trimestres de queda.

Diante desse cenário, duas questões se colocam: qual a intensidade da retomada e quanto do crescimento e da queda da inflação se devem a fatores cíclicos, que se esgotarão no curto prazo, e quanto decorre de fatores estruturais que podem ter aumentado a taxa de crescimento do produto potencial e reduzido a inflação estruturalmente.

Desde agosto de 2016, o País passa por um importante conjunto de reformas que deverá mudar o comportamento da economia brasileira no curto, médio e longo prazos.

No curto prazo, o fim da obrigatoriedade de a Petrobrás participar da exploração de todos os poços do pré-sal e a redução da exigência de conteúdo nacional nas plataformas liberaram os leilões e reduziram o custo para a exploração do petróleo no País. A liberalização dos preços dos combustíveis, sua vinculação aos preços internacionais do petróleo, a abertura do capital da BR Distribuidora e o anúncio da privatização da Eletrobrás são todas decisões que melhoram a alocação dos recursos, atraem investimentos em setores estratégicos e aumentam o potencial de crescimento da economia.

No médio prazo, quatro reformas terão efeitos importantes já a partir de 2018: o teto para o crescimento do gasto público, a substituição da TJLP pela TLP como a taxa de juros dos empréstimos do BNDES, a liberalização da terceirização e a reforma trabalhista.

O teto para o crescimento do gasto público vai mudar a forma como o orçamento público é definido. Com o teto, qualquer proposta de aumento de gasto terá de ser compensada por redução em outro gasto. Ou seja, a restrição orçamentária terá de ser respeitada. Com isso, o gasto público como proporção do PIB terá uma redução de 5 pontos de porcentagem em 20 anos. A reação dos investidores foi imediata. Os títulos públicos que, em média, pagavam taxas de juros acima de 20% ao ano no início de 2016, estão hoje pagando juros abaixo de 10% ao ano.

A substituição da TJLP pela TLP, além de eliminar os subsídios implícitos por ser a TJLP menor que as taxas pagas pelo Tesouro para se financiar (em média R$ 50 bilhões por ano nos últimos 10 anos), fará com que o BNDES se torne um "amigo" do Banco Central no combate à inflação. Ao contrário da TJLP real, a TLP real (deflacionada pela taxa de inflação) aumenta quando a taxa de inflação aumenta. Consequentemente, o custo real dos empréstimos do BNDES (que corresponde a 46% do crédito corporativo do País) também aumenta, reduzindo os incentivos para o investimento e, portanto, a demanda agregada. Como consequência, as taxas de juros reais de mercado compatíveis com a estabilidade da taxa de inflação serão menores.

A liberalização da terceirização deverá gerar ganhos importantes de produtividade. Como era proibido terceirizar atividades-fim e a definição de atividade-fim dependia do juiz do Trabalho, as empresas somente terceirizavam atividades claramente consideradas atividades-meio, como limpeza, manutenção, etc. Com a liberalização, as empresas poderão se concentrar nas atividades nas quais são mais eficientes e terceirizar tudo aquilo que será feito de forma mais eficiente por outra empresa. O resultado será aumento de produtividade e queda dos custos unitários de produção.

Os efeitos positivos da reforma trabalhista serão muito relevantes. A nova legislação flexibiliza os salários nominais, valoriza as negociações individuais entre patrões e empregados, reduz a incerteza jurídica, diminui o custo de horas extras, incentiva a formalização, diminui o incentivo à rotatividade, enfim, cria as condições para que os ajustes necessários no mercado de trabalho sejam feitos mais através de variações dos salários nominais e menos em variações na taxa de desemprego, da rotatividade e da taxa de inflação. Com isso, diminui as taxas de desemprego (e de juros) necessárias para gerar estabilidade de preços.

Finalmente, no longo prazo, a reforma do ensino médio, ao diminuir o número de matérias obrigatórias e introduzir eletivas profissionalizantes, aumenta a atratividade do curso médio para os jovens de famílias cujos pais têm pouco capital humano acumulado, reduz a evasão escolar e cria um curso menos voltado para a universidade e mais direcionado para o mercado de trabalho, com significativos ganhos de produtividade.

Em conjunto, essas reformas deverão levar a um aumento do crescimento potencial da economia e uma substancial redução estrutural das taxas de juros reais e da taxa de desemprego compatíveis com a estabilidade de preços. Nossa expectativa é de crescimento de 3,9%, desemprego de 9%, taxa de inflação de 3,5% com taxas de juros de 6,5% em 2018.

Ainda falta muito a ser feito antes de o País entrar em uma trajetória de crescimento compatível com as necessidades de um país emergente como o Brasil (simplificação tributária, abertura da economia, etc). Porém, para que o cenário acima se consolide, é fundamental a aprovação de uma reforma no sistema de Previdência Social. Caso contrário, em 20 anos, 100% dos gastos do governo terão de ser dedicados ao pagamento de aposentadorias e pensões. O teto dos gastos se torna insustentável e a questão fiscal volta a ser dominante. E, como em 2016, os investidores vão antecipar esse resultado, forçando aumento dos juros, desvalorização cambial e a volta das pressões inflacionárias.
Sidnei Luis Reinert
24/12/2017 14:40
A Insuportável Destreza de Gilmar Mendes


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
É um consenso no meio jurídico brasileiro que o Supremo Tribunal Federal ?" e, obviamente, seus ministros ?" não podem atuar como fomentadores de tensões sociais, em função da ideologia e interpretações pessoais de seus integrantes. Também é praticamente consensual que um supremo magistrado em especial, o ministro Gilmar Mendes, tem extrapolado em suas decisões polêmicas (beneficiando corruptos) e posicionamentos políticos (indevidos para a posição que ocupa, sob a desculpa de que é um "cidadão" e um "professor pensador" que é controlador de um Instituto).
Gilmar ultrapassou todos os limites institucionais quando formulou e apresentou ao Congresso Nacional uma estranhíssima proposta de semi-presidencialismo que, além de atropelar a função dos outros poderes ?" teria tudo para ampliar a Crise Institucional. Nada anormal... Afinal, o vaidoso Gilmar se acha um semideus. No entanto, no fundo sincero do seu inconsciente, deve saber que não passa de uma mera pecinha da engrenagem de um gigantesco sistema de opressão que promove o atraso do Brasil. Gilmar funciona como um agente consciente que agrava a guerra de todos contra todos os poderes, exatamente para deixar o País como sempre esteve (subdesenvolvido e dependente) de uma oligarquia globalitária.
Na véspera de Natal, em pleno recesso do "judasciário", Gilmar vem com outra polêmica. Invocando seus supremos poderes (inclusive o de Glayscow, aquele do lendário He-Man), ainda como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar mandou abrir uma investigação sobre um áudio que viralizou neste sábado. Trata-se da fala atribuída ao juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes. O Magistrado foi o responsável pelo processo que levou o poderoso ex-governador Antony Garotinho à cadeia. Aquele mesmo Garotinho que Gilmar mandou soltar na véspera natalina, junto com a ordem para tirar a tornozeleira da esposa dele, a Rosinha.
Gilmar Mendes acionou o Corregedor Nacional de Justiça, João Otávio Noronha, e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Fernando Cegovia, além do presidente e o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O membro do STF e TSE ficou muito pt da vida com a dimensão viral que o áudio obteve nas redes sociais (aquelas mesmas que o Presidente Michel Temer, recentemente, amaldiçoou). Gilmar "soltou" (ops) um comuniscado para condenar "as graves acusações caluniosas a sua pessoa e às recentes decisões (por ele) tomadas. Gilmar insiste que suas decisões "são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal"...
No áudio, o suposto Glaucenir pega pesado... Soltou frases do tipo: "Gilmar não tem vergonha na cara"; "Gilmar chefia a crise do Judiciário"; "Ele é alvo de chacota em todos os lugares do Brasil"; "Houve uma quantia alta para libertação dos presos" (Garotinho e mais sete); "A mala foi grande"; "O juiz que o substituiu no caso pensa em argüir a própria suspeição e sair fora do caso"... O mais curioso foi que Garotinho (alvo de processo pela compra de votos com o programa social "Cheque Cidadão") rapidamente se solidarizou com seu libertador Gilmar Mendes e já saiu pedindo uma perícia no tal áudio.
Gilmar Mendes está além da berlinda. Já existem vários pedidos de impeachment dele no Senado. Acontece que todos sabem que o supremo magistrado não é o He-Man, porém tem poderes "além da Força". Dart Vader é um "garotinho" (ops) perto do Gilmar que é hoje o maior alvo de chacotas incontroláveis nas redes sociais. Verdadeiro ou falso, o teor do áudio eletrizou o definitivamente Judiciário. Nos grupos fechados de magistrados ficou exposta a fratura da primeira instância com os supremos poderes "de cima". Já se ensaia uma "rebelião" ?" daquelas capazes de deflagrar uma Intervenção Institucional...
Enfim, viva a revolução gerada pelos zap-zaps da vida. Atualmente, a mídia amestrada e abestada não consegue mais fazer o brasileiro de idiota. Os "donos do poder" são questionados abertamente por qualquer reles-mortal pagador de impostos e que não aceita mais ser obrigado a votar nos representantes do Crime Institucionalizado. Graças a Deus, o Brasil Capimunista, sonhado pelo semi-presidencialismo do Gilmar Mendes, está com seus dias contados, agonizando a cada porradaria da guerra escancarada de todos contra todos.
É nesse clima de guerra que sonhamos com a Intervenção que prontamente restabeleça a paz e implante a verdadeira Democracia no Brasil. Desejamos um Feliz Natal a nossa meia-dúzia de leitores (embora o Google mostra que temos mais de 1 milhão de vistas de páginas mês)...
Travestido de Mamãe-Noel, o lendário Negão da Chatuba avisa que faltou grana para mandar seu merecido presentão para os donos do poder... Nada de anormal... As instituições seguem funcionando normalmente ?" do jeitinho que o Crime gosta... Sorte nossa que o juízo final e a hora da onça beber água parecem cada vez mais próximos... Feliz Natal...
Herculano
24/12/2017 07:07
FELIZ NATAL!

Repito aos meus leitores e leitoras: Feliz Natal! O Natal do espírito cristão, até porque, o Natal é uma comemoração cristã, antes de ser pagã no desenlace comercial que surgiu como o de dar festas e presentes para celebrar e confraternizar entre pessoas, o nascimento de Jesus Cristo, mesmo elas não sendo cristãs.

Agradeço muito também, às minhas fiéis fontes, quase todas anônimas, por motivos óbvios e ainda mais numa cidade feita de perseguições, pois quase todos se encontram nos mesmos caminhos e locais.

Foram elas (as fontes), a base do sucesso de leitura, audiência e credibilidade da coluna neste 2017 (e outros anos também). Eu, um mero escriba.

A nova coluna já está pronta. Vamos antes passar o Natal? É melhor! Vamos dar uma trégua de algumas horas para voltar a escrever sobre traições, jogadas, mentiras... do ambiente político de Gaspar, Ilhota... e dos políticos que em 2018 estarão a caça de votos, e afiados em discursos falsos, interesseiros... Acorda, Gaspar!
Herculano
24/12/2017 06:55
O QUE PASSA PELA CABEÇA DE LULA EM 2018, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Lula está com ideias. Começam a aparecer na conversa do ex-presidente uns fragmentos de programa de governo, rascunhos de planos de economistas, parece. Os cacos dos projetos ficaram mais evidentes na entrevista coletiva da semana passada.

O que merece atenção?

Lula promete reforma tributária progressista, a que seu governo não fez. Isto é, cobrar mais impostos de ricos, tributar grandes heranças e aplicações financeiras.

Lula acha que a crescente dívida do governo não é empecilho a endividamento extra (governos de países ricos têm dívidas maiores do que o nosso, argumenta): "Se eu elaborar uma política econômica e estou sem dinheiro para fazer investimento, tenho capacidade de me endividar...".

Porém básico: as taxas de juros cobradas de governos ricos são zero ou menos do que isso desde 2008. No Brasil, ainda estão em nível que nos levará à falência. Com mais dívida, subiriam ainda mais.

Lula acha que pode recorrer a outros meios de financiar o investimento público: "...posso utilizar o compulsório, usar parte do dinheiro das reservas ["poupança em dólar", guardada no BC para evitar ou resolver crise de financiamento externo]".

"Compulsório" é o dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central. Mas o governo não é dono desses fundos, não pode mexer nisso. Se Lula pensa na verdade em desobrigar os bancos de deixar tanto dinheiro no BC, não tem muito como direcioná-lo para empréstimos, menos ainda para investimento público.

Tentar usar reservas em escala maciça teria efeitos colaterais graves o bastante para contrabalançar algum efeito positivo, para dizer o menos.

Lula quer voltar a recorrer a bancos estatais a fim de investir e induzir investimentos privados.

Tal política ganhou força no governo Lula 2. Tornou-se desastre ruinoso sob Dilma Rousseff. Serviu para criar oligopólios e conglomerados, financiados e apadrinhados pelo Estado. A esse respeito, escrevia-se o seguinte nestas colunas, em janeiro de 2009:

"A atuação das estatais na reorganização do controle da grande empresa [privada] é um dos aspectos mais relevantes do governo Lula. Os negócios merecem instância ou comissão especial do Congresso para acompanhá-los... Sabemos muito pouco da transferência de renda, direta e indireta, propiciada pelo patronato estatal de fusões & aquisições. Não sabemos se o Estado impulsiona investimentos ou apenas os subsidia".

Lula também parece acreditar que a conta do deficit da Previdência está errada: a Constituição previa recursos bastantes, alega, mas o dinheiro previdenciário teria sido como "desviado", passando a fazer parte de modo indevido do bolo total do Orçamento. É o mesmo argumento de certa esquerda.

Se não há deficit previdenciário, o ex-presidente teria de arrochar ou dar cabo do restante do gasto público (pois o resto do governo teria de "devolver" o dinheiro para a Previdência). O deficit previdenciário equivale a quase tudo que se gasta em saúde, educação, Bolsa Família e PAC, por exemplo.

Se Lula não vai fechar o resto do governo, precisa elevar impostos em quase 3% do PIB (uns R$ 184 bilhões) para cobrir a conta da Previdência (hoje. Em 2019, será pior)
Herculano
24/12/2017 06:48
O INDULTO DE NATAL É UM VERDADEIRO INSULTO, por Ludmila Lins Grilo, no Instituto Liberal de São Paulo

O indulto natalino de 2017 (Decreto 9.246 de 21 de dezembro de 2017) é um tapa na cara do cidadão brasileiro.

É um insulto - com o perdão do trocadilho óbvio e inevitável - a todos os brasileiros cansados e desgastados com a criminalidade. Está previsto na Constituição Federal, artigo 84, XII. Não é atribuição do Poder Legislativo, mas do Presidente da República.

O decreto do indulto funciona como uma lei que, anualmente, na época do Natal, dispensa milhares e milhares de condenados do cumprimento integral de suas penas, mandando-os de volta para casa. É o Papai Noel do criminoso, o saldão de ofertas penal. "Quer pagar quanto?".

A cada ano, novas regras (mais frouxas) são criadas. Se o condenado preencher os requisitos leva o presentão. Ele vai pra casa e a gente também. Afinal de contas, fica mais perigoso ficar na rua com essa galera à solta e é melhor não arriscar.

Se as leis e o malfadado decreto são os instrumentos de que a Justiça dispõe para trabalhar, é claro que as decisões com base neles não serão grandes coisas. Lamento.

O que mais chamou a atenção foi o descontão promocional para os não-reincidentes em crimes praticados sem violência ou grave ameaça: basta cumprir um 1/5 (um quinto) da pena, e tá tudo certo. Um quinto.

O crime de corrupção, embora seja uma espécie de crime-mãe ?" raiz de diversos outros delitos ?" é tecnicamente um crime "sem violência ou grave ameaça". Entretanto, dele se originam milhares de crimes com violência, além da pobreza e todo tipo de misérias, mas continua sendo não-hediondo, possibilitando a liberação do corrupto com o cumprimento de mísero um quinto de pena. É a impunidade escancarada e jogada na cara do cidadão.

Brasil: todo dia um 7 a 1 diferente, até no Natal.
Herculano
24/12/2017 06:45
É ASSUSTADOR VER TUDO O QUE O GOOGLE SABE SOBRE MIM, por Raphael Hernandes, no jornal Folha de S. Paulo

Enquanto trabalhava nas reportagens sobre termos e condições de serviços de internet publicadas Folha neste domingo (24), resolvi pedir ao Google que me enviasse os dados que tem armazenado sobre mim. Qualquer um pode fazer o mesmo em uma ferramenta que a empresa disponibiliza.

No passado, eu já havia feito algo semelhante em outras plataformas, como Facebook e Twitter. O resultado foi impressionante. A diferença para esta vez é que sou usuário do Google há muito mais tempo do que de qualquer uma dessas redes sociais.

Ao fazer a requisição, me perguntaram se eu preferiria dividir os dados em partes de 1, 2, 4, 10 ou 50 gigabytes. Aí já comecei a suspeitar da avalanche que viria.

E ela veio.

CONTRATOS DE INTERNET
Ler contratos termos de serviços de internet é tarefa longa, mas é preciso ter cuidado

Recebi um mundaréu de arquivos que, juntos, somavam 27,4 GB - equivalente a cerca de 50 mil e-books de "Dom Casmurro".

Aproximadamente 15 GB eram o que eu tinha salvo no Google Drive e meu histórico no Gmail. De resto, informações sobre 28 outros serviços da empresa que usei em algum momento: meu histórico de buscas desde 2009, vídeos que procurei e que assisti no YouTube desde 2010, meus contatos, agenda, fotos...

Analisar toda essa massa de dados foi como dar uma profunda olhada no espelho, e também me levou ao passado. Ao ver que em 2011 procurei um vídeo sobre a peça "Cyrano de Bergerac", por exemplo, me lembrei de estar no meu antigo quarto, preparando uma aula ?"na época era professor?" na qual eu citaria a obra.

Vi também gostos e preocupações que mudaram com o passar do tempo. Encontrei curiosidades esdrúxulas, como quando perguntei ao oráculo "quem é Kim Kardashian" - às 13h37min30s361 do dia 17 de dezembro de 2010. Tudo em um histórico (gigante) de buscas.

O mais divertido foi analisar meu histórico de localização. Tive o trabalho de colocar todos os seus mais de 65 mil pontos em um mapa. Onde eu estava às 13h do dia 19 de setembro do ano passado? A informação consta lá (eu estava na Folha).

Meu histórico de localização tem alguns buracos, no entanto. Passei a usar Android no fim do ano passado, que é quando a informação começa a ficar mais frequente. Mesmo assim, há dados desde 2013, o que me leva me perguntar de onde é que tiraram essa informação. Provavelmente vem de acessos ao site do Google e do uso de alguns serviços, como o Google Maps, nos meus telefones antigos.

Eu já sabia que tudo isso estava lá porque, em algum momento, eu concordei em ceder todos esses dados à empresa. Em troca, ela me entrega serviços que considero essenciais e diz respeitar minha privacidade.

De qualquer forma, é assustador pensar no que podem estar fazendo com essa informação. Algo que mostra muito bem quem eu sou, quem eu fui e até quem eu vou ser. E estamos falando só sobre o Google.
Herculano
24/12/2017 06:38
BOLSONARO E O PSL/LIVRES: CONSIDERAÇÕES DE UM DEFENSOR DA LIBERDADE, por Adolfo Sachsida, economista, no Instituto Liberal.

Escrevo este artigo apenas para registrar minha opinião. Não conversei com ninguém do Patriota, também não conversei com ninguém do PSL/LIVRES. Tenho vários amigos em ambos os partidos, mas preferi escrever esse texto me restringindo ao conjunto de informações que está disponível a todo o público.

Tal como a maioria de vocês, fui pego de surpresa pela notícia de que o Deputado Federal Jair Bolsonaro estaria terminando sua relação com o Patriota e quase indo para o PSL/LIVRES. Segue minha opinião sobre isso.

1) Em primeiro lugar quem perde é o Brasil. O Patriota mudou seu estatuto para se tornar claramente um partido liberal/conservador (conservador nos valores e liberal na economia), o que muito me agrada. A ida de Bolsonaro para o Patriota consolidaria um partido de direita forte no Brasil, creio isso ser importante para solidificar nossa democracia e balizar melhor a discussão pública.

2) Em segundo lugar, o Brasil perde novamente. O PSL/LIVRES tentava fazer o mesmo que o Patriota fez, mas em direção diferente. Isto é, tentava mudar seu estatuto para se tornar um partido libertário (liberal nos valores e liberal na economia). Da mesma maneira que o Brasil carece de um partido forte representando o centro conservador-liberal também carece de um partido representando ideias libertárias. Da mesma maneira que o Patriota fortaleceria nossa democracia, levando representatividade dos conservadores-liberais para a arena política, o mesmo aconteceria com o PSL/LIVRES que daria representatividade política ao grupo libertário (por quem nutro grande respeito e no qual tenho vários amigos).

3) Em terceiro lugar perde o próprio deputado. Ao ir para o PSL/LIVRES teria que recomeçar o trabalho que foi feito na mudança do antigo PEN para o novo Patriota. Além disso, a confusão gerada sempre irá levantar críticas que irão atrapalhar desnecessariamente sua campanha.

O Brasil precisa de um partido liberal-conservador da mesma maneira que precisa de um partido libertário. Se dependesse de mim, o deputado Jair Bolsonaro seguiria em frente no Patriota e consolidaria a força desse partido que representa a direita brasileira. Caso Bolsonaro perca as eleições, se estiver no Patriota, ainda assim terá contribuído de maneira decisiva para fortalecer a democracia e a direita brasileira. Afinal, terá certamente eleito uma forte base parlamentar para representar a grande população liberal e conservadora de nosso país.
Herculano
24/12/2017 06:33
A HORA DO ESPANTO, por Percival Puggina.

Se você tem lido jornais impressos perceberá que os cenários da economia brasileira para os próximos meses são positivos, "embora permaneça no ar certa insegurança em relação ao que vai acontecer depois". Essa insegurança tem nome e sobrenome e prazo de vigência ainda indefinido. Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva.

Mês passado escrevi pequeno texto lembrando o que tem acontecido com a economia em tempo de eleições presidenciais. A ascensão dos candidatos petistas desvaloriza o real, derruba a bolsa de valores, assusta investidores, os preços se elevam e aumenta o risco cardíaco nacional. Boa imagem é para quem tem. Tudo isso acontece porque o petismo não se peja de anunciar que "fará o diabo para vencer" e que "eles não sabem de que seremos capazes". É a hora do espanto.

Se há algo que sabemos sobre as potências das trevas é que não mudam de caráter nem de objetivo. O discurso de Lula, afinado com o de José Dirceu solto como uma andorinha, aponta para a volta de ambos ao pior estilo, com ódio exacerbado, afinação bolivariana e cheiro de enxofre.

Cenários como os que se desenham para 2018 fazem parte da nossa tradição presidencialista. As "virtudes" tomadas em maior conta no recrutamento dos presidenciáveis jamais influiriam na escolha de executivo para uma pequena empresa que almeje sucesso. Mas, se é para presidir a república, tendo voto, qualquer um serve. Até o rei dos ladrões. Causa angústia saber que, periodicamente, apostamos o presente e o futuro do país num cassino eleitoral matreiro, desonesto, onde, em acréscimo a tudo mais, sequer as urnas são confiáveis.
Herculano
24/12/2017 06:31
QUE VENHA 2018!, por Ricardo Amorim, economista, na revista Isto É

Apesar do caos político, em 2017 o Brasil deixou para trás a mais profunda e longa depressão econômica da sua História. O PIB cresceu nos 3 primeiros trimestres. Os indicadores sugerem que o crescimento se acelerou no quarto trimestre. A confiança dos consumidores e dos empresários melhora desde 2016. A partir de abril, 2,3 milhões de pessoas voltaram a ter emprego.

Com a inflação mais baixa em 20 anos, a taxa Selic é hoje a menor da série histórica, impulsionando o crédito e os setores de bens duráveis. Em outubro, as vendas de veículos cresceram mais de 40% e as vendas de imóveis mais de 20% no ano.

As vendas de papelão ondulado - embalagens indicam expectativas da indústria - cresceram 8% no último mês. O comércio espera o melhor Natal em pelo menos 3 anos.

O futuro é sempre incerto. As reformas da Previdência e Tributária serão aprovadas? E as eleições? Quem serão os candidatos? O que farão se eleitos? Não sabemos, mas o risco de uma guinada substancial na política econômica que aborte a recuperação parece limitado.

E se Lula ganhar as eleições? Antes, ele tem de poder se candidatar. Em janeiro, o TRF-4 deve manter sua condenação, o que o enquadraria como fixa suja. A decisão é passível de embargo, mas os embargos normalmente são rejeitados. Ainda que seja candidato, sua chance de ser eleito é menor do que parece. Lula tem taxas de rejeição elevadas.

Mas, e se eleito, Lula mudaria radicalmente a política econômica? Improvável. Quando assumiu em 2002, inteligentemente trouxe para o Banco Central o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, banqueiro internacional recém-eleito deputado pelo PSDB. Dessa vez, Lula teria atitudes diferentes? Talvez, mas a liberdade de imprensa e a independência da Justiça parecem muito mais em risco do que a política econômica.

Os demais candidatos ou têm chances remotas ?" como Ciro Gomes ?" ou não alterariam a política econômica a ponto de colocar a recuperação em risco ?" como Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória, João Amôedo e Alvaro Dias. O risco de grandes guinadas com Marina da Silva ou Jair Bolsonaro também parece estar caindo.

Em resumo, há riscos eleitorais e externos - uma eventual crise financeira global - mas eles parecem limitados. Se nenhum se materializar, o crescimento em 2018 e nos próximos anos deve superar - talvez por muito - a expectativa da maioria dos economistas, hoje na casa de 2% a.a.
Herculano
24/12/2017 06:26
A ORDEM DOS FATORES ESTAVA CERTA, por Samuel Pessoal, economista, para o jornal Folha de S. Paulo

Nelson Barbosa, em sua coluna de sexta-feira (22) neste espaço, argumentou que a equipe econômica de Temer errou ao priorizar primeiro a PEC do Teto dos Gastos e em segundo lugar a reforma da Previdência.

Se a reforma da Previdência era tão importante, por que motivo a equipe econômica priorizou a PEC que estabelece um teto ao crescimento do gasto público?

Segundo Nelson, houve oportunismo do governo de Michel Temer -deixou a tarefa mais difícil para outros governos- ou, talvez, tenha sido somente um erro de cálculo dos "fiscalistas de planilha do Ministério da Fazenda".

Nelson está errado e parece não ter entendido a lógica de nossa economia política, isto é, como as políticas públicas são criadas e implantadas no contexto da disputa entre grupos com diferentes interesses numa sociedade democrática. Para ele, se a maior pressão sobre o Orçamento é a Previdência, vamos primeiro reformar a Previdência. Essa é, a meu ver, a resposta "de planilha". Infelizmente não é a resposta correta
dada nossa economia política.

A reforma da Previdência ficou perto de ser aprovada em meados do ano, segundo experientes analistas políticos. Não houve falta de capital político para aprová-la. O que ocorreu foi que, quando a aprovação da reforma se materializou, a Procuradoria-Geral da República produziu de forma acelerada denúncia contra Temer.

É evidente que a intenção de Rodrigo Janot foi abortar a tramitação da reforma previdenciária. E o motivo é claro. A reforma, diferentemente do que se alardeia, não é somente do INSS. Ela mexe muito com o serviço público federal. E, após seis meses da aprovação, com o serviço público dos Estados e dos municípios.

Ou seja, a reforma foi abatida pelas corporações do serviço público. Aliás, de longe, o grupo que mais pressionou contra a reforma agora em dezembro.

Nada garante que, se a ordem cronológica entre teto e reforma da Previdência tivesse sido trocada, alguma ação análoga não teria ocorrido.

O gasto público tem crescido além do PIB desde 1992. O diagnóstico da PEC do Teto é que esse crescimento insustentável é consequência de nossa economia política -particularmente, consequência da ação dos grupos de pressão, que, por algum motivo ainda não esclarecido pela ciência política, são particularmente fortes no Brasil.

Adicionalmente, há o diagnóstico de que a manutenção desse estado de coisas nos devolverá ao ambiente econômico da década de 1980, de triste memória.

Ou seja, a PEC do Teto é uma muleta para auxiliar nossa sociedade a disciplinar nosso conflito distributivo. Se o teto for rompido, consequências ocorrerão. E essas consequências -vedam-se alta de salários e contratação de novos servidores, aumento real de salário mínimo, renovação de desonerações etc.- facilitarão a aprovação de outras medidas, inclusive a reforma da Previdência.

O limite constitucional ao crescimento do gasto público visa mudar os incentivos da política e, portanto, o comportamento. Se funcionará ou não, são outros quinhentos. O abismo inflacionário está conosco. Mas certamente o teto do gasto não é fruto de planilha. A planilha indicaria o caminho de Nelson.

Se Nelson deseja ajudar o país, deveria tentar convencer os deputados petistas -partido com o qual tem laços- a apoiar o atual projeto. É bom não esquecer que, se os petistas tivessem apoiado a reforma de FHC -que, como sempre lembra Nelson, perdeu por apenas um voto-, nós não estaríamos nesta situação
Herculano
24/12/2017 06:21
JACOB Só PERDEU SALÁRIOS PORQUE MALUF FOI PRESO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

A visibilidade da prisão do deputado Paulo Maluf (PP-SP) fez se mexer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e aplicar uma primeira medida contra o deputado presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ), preso há mais de seis meses e até hoje sem qualquer ameaça de processo no Conselho de Ética ou de cassação de mandato. Durante todo esse tempo, Maia mantinha em dia os salários do conterrâneo.

FIM DA PICADA
Rodrigo Maia pagou os salários do conterrâneo Celso Jacob, que, mesmo "morando" na Papuda, recebeu R$29.771 de auxílio moradia.

ISONOMIA FORÇADA
Como anunciou o corte de salários de Paulo Maluf, o deputado Rodrigo Maia temia ser criticado pela proteção ao presidiário Celso Jacob.

TRATAMENTO DIFERENCIADO
Rodrigo Maia levou mais de seis meses para cortar salários de Celso Jacob, mas não precisou de 48 horas para punir o presidiário Maluf.

OLHO NOS VOTOS
Maia nunca explicou tanta consideração a Celso Jacob, mas políticos do Rio acham que o presidente da Câmara é candidato a governador...

RENOVABIO ANIMA PRODUTORES DE ETANOL NO BRASIL
Os produtores brasileiros começarão 2018 otimistas com o programa RenovaBio, antiga luta do setor sucroenergético, que atribui valor econômico a combustíveis de menor intensidade carbônica como o etanol. O programa foi criado para ajudar o Brasil a alcançar a meta de redução de 43% as emissões de gases do efeito estufa, compromisso assumido na Conferência do Clima de 2015. Com o RenovaBio, a matriz energética brasileira será mais renovável. O clima agradece.

DESCARBONIZAÇÃO
O programa cria metas de "descarbonização" para distribuidoras, que terão de comprar cota de biocombustíveis de produtores certificados.

BOM PARA TODOS
A ideia é tornar mais atrativos os preços do etanol e do biodiesel. Com isso, a expectativa é deixar de emitir 847 milhões de toneladas de CO2.

AQUI SE PLANTA
O RenovaBio equivale aos benefícios do plantio 6 bilhões de árvores. Não é novo imposto, política de subsídio e nem renúncia fiscal.

O BRASIL NO PREJUÍZO
O Airbus ACJ319, pelo qual o então presidente Lula fez o Brasil pagar o equivalente a R$188,2 milhões, perdeu 44% do valor já em 2014, ao ser lançado novo modelo. Vale hoje R$106,2 milhões (US$32 milhões).

RADICAL CHIQUE
O diplomata Sóstenes Macedo, que recorreu a Justiça para viver em Paris, parece ser daqueles esquerdistas que amam o cocaleiro que preside a Bolívia, onde ele trabalha atualmente, mas, ninguém é de ferro: prefere viver na França do neoliberal Emmanuel Macron.

ENTRE IMPORTANTES
O projeto aprovado com maior número de votos de deputados federais, em 2017, foi "reforma política", que criou o abominável fundão eleitoral de R$1,7 bilhão para obrigar a todos nós pagarmos a campanha deles.

SNAP E TWITTER LANTERNAS
Estudo do banco Credit Suisse sobre perspectivas para o Brasil em 2018 mostra que o Snapchat é a rede social menos influente sobre o eleitor: 1% consome política ali. O vice-lanterna é o Twitter com 7%.

PT ENCOLHEU
Apesar de pesquisas favorecendo Lula, o PT virou um partido quase nanico, após a eleição de 2016: diminuiu de 630 para 255 o número de prefeituras, passando a ser o 10º no ranking. Em 2012 foi o terceiro.

MDB CRESCEU
O PSDB foi o partido que mais cresceu em número de prefeituras, na eleição de 2016, com 105 vitórias, mas o MDB continua sendo o partido que mais comanda prefeituras em todo o País: 1.037.

CONTRIBUINTE NÃO AGUENTA
Ricardo Lewandowski presidia o Supremo Tribunal Federal quando apresentou projeto que previa 78,5% de aumento para servidores do Judiciário. A proposta era tão absurda que acabou substituída.

VIDA DOS IDOSOS
No Brasil, a população idosa (65 anos ou mais) cresce ano a ano, mas nunca ultrapassou a marca de 10% do total. O IBGE estima que a marca só será atingida em 2022. Idosos são hoje 8,46% da população.
Herculano
24/12/2017 06:16
CADA UM POR SI, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Nas últimas horas antes do recesso de fim de ano, a atividade frenética dos ministros do Supremo Tribunal Federal expôs as divisões que marcam a composição atual da corte e mostrou como o comportamento de seus 11 integrantes se tornou imprevisível.

Na segunda-feira (18), o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu os efeitos de uma medida provisória que cancelara aumentos salariais concedidos a diversas categorias de servidores -uma decisão que poderá custar aos cofres públicos R$ 6,6 bilhões no próximo ano, se não for revertida.

No dia seguinte, Gilmar Mendes restringiu a realização de conduções coercitivas, expediente que tem sido adotado por policiais e procuradores para surpreender pessoas investigadas, submetendo-as a interrogatório antes que tenham tempo de saber o motivo.

Horas depois, Luís Roberto Barroso devolveu à primeira instância um inquérito em que o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) é investigado por irregularidades ocorridas na época em que era vereador em Natal.

As três decisões têm em comum um traço preocupante. Todas foram tomadas pelos ministros solitariamente, sem consulta à opinião dos demais integrantes do colegiado. Poderão ser revistas ou ratificadas pelo plenário do tribunal, mas não existem datas marcadas para tais julgamentos.

Embora sejam liminares e, portanto, tenham caráter provisório, as decisões de Lewandowski e Mendes implicam efeitos imediatos, que devem prevalecer até o exame das ações originais.

Ambos justificaram suas sentenças apontando a necessidade de proteger direitos ameaçados. Na prática, porém, foi como se tivessem usado seus poderes para impor convicções como fatos consumados, indiferentes a eventuais visões divergentes de seus colegas.

O caso de Barroso é ainda mais inquietante. Como deputado, Marinho só pode ser processado pelo Supremo. O tribunal começou a rever esse entendimento neste ano, mas a análise da questão só deve ser concluída em 2018.

Ao mandar o inquérito para longe, Barroso argumentou que já há maioria na corte para restringir o foro privilegiado, não sendo necessário esperar o fim do julgamento para saber o resultado -embora os colegas que já votaram possam mudar de opinião até lá, é improvável que o façam, disse.

Além de transmitir insegurança à sociedade, episódios como esses minam a possibilidade de um diálogo mais construtivo no Supremo, em que suas decisões resultassem do cotejo de teses e do convencimento, e não da mera sobreposição de opiniões individuais
Herculano
24/12/2017 06:15
NOSSO NATAL, NATAL TROPICAL, Por Carlos Brickmann

Ho! Ho! Ho! E José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão, mas solto enquanto prega uma rebelião caso Lula tenha a condenação confirmada, ganha pensão mensal de quase R$ 10 mil da Câmara.

Ho! Ho! Ho! Lula foi condenado a 9 anos e meio de prisão por alguma daquelas coisas que ele usa mas não são dele. Apelou na forma da lei e o apelo deve ser julgado no dia 24 de janeiro. Seus seguidores divulgam abaixo-assinados. Normalmente, os signatários dizem que não são petistas. É verdade: são lulistas ainda mais radicais, o "eu não sou petista, mas?"

Ho! Ho! Ho! Está no Diário Oficial da União, do dia 11 último: a advogada Samantha Ribeiro Meyer foi nomeada conselheira da Itaipu Binacional, com pagamento de R$ 40 mil mensais e obrigação de comparecer a quatro reuniões por ano. Samantha Ribeiro Meyer vem a ser a ex-esposa de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Ho! Ho! Ho! Condenação vai, liminar vem, e todas essas jabuticabas estranhas acabam caindo nas mãos da Justiça. E daí? Teto salarial de juízes é definido pela Constituição. Nenhum funcionário público pode receber do Estado mais de R$ 33 mil, algo por aí. Mas a média salarial dos juízes é em geral superior a cem salários mínimos, uns R$ 100 mil mensais. Há juiz que ganha bem mais (veja, na nota abaixo, como achar o salário de alguém do ramo). Se com ele é assim, por que o juiz iria dar um jeito nos outros?

O LAR DO BOM VELHINHO

Há dúvidas sobre o volume dos recebimentos de algum juiz? Vá a https://public.tableau.com/profile/fabios#!/vizhome/SalariosnoPoderJudiciario/Judiciario-TotaldeRendimentos.
Tem juiz com quase R$ 250 mil.

O JUIZ E OS JUÍZES

Que é que o presidente da Ajufe, Associação dos Juízes Federais, acha da questão do teto salarial definido pela Constituição? O presidente Roberto Veloso distribuiu mensagem autocongratulatória dizendo que, apesar da campanha para atingir financeiramente os magistrados, eles não foram prejudicados, "pois o projeto do extrateto, que estava em vias de aprovação, não foi votado neste ano". O projeto extrateto define o que pode ser pago fora do limite constitucional ?" como salário, nada.

A RENDA DOS PUNHOS

Ho! Ho! Ho! Pensa que a política externa é definida pelo Governo Federal e executada pelo Itamaraty, por profissionais escolhidos entre os disponíveis no Ministério das Relações Exteriores? Não é bem assim: já há interferência do Judiciário na escolha dos profissionais. O diplomata Sóstenes Arruda de Macedo pediu à Justiça Federal de Brasília que determinasse ao Itamaraty sua transferência para o Consulado em Paris ?" um dos postos mais cobiçados da carreira. A Justiça o atendeu ?" embora, até hoje, a transferência de diplomatas seja privativa do Itamaraty. A União deve recorrer, e por isso a decisão não terá efeito imediato.

QUEM PERDE...

O Espaço Vital (www.espacovital.com.br), ótimo portal jurídico do Rio Grande do Sul, dá um balanço do que aconteceu com a Odebrecht durante o tempo, dois anos e meio, em que Marcelo Odebrecht ficou preso em Curitiba. Um resumo: quem comprou um título da Odebrecht em 2010 por US$ 100 mil tem agora, após sete anos, US$ 31 mil. A empresa está fora de concorrências no México e no Peru. E superar as desconfianças que passaram a cercá-la depois da Lava Jato é problema ainda sério.

...QUANTO PERDE

Quando Marcelo Odebrecht foi preso, em 2015, a empresa tocava US$ 28 bilhões em obras. Em julho de 2017, o volume de contratos tinha caído para US$ 15 bilhões. A dívida líquida, inferior à geração operacional de caixa, agora se multiplicou para 5,6 vezes este número

O x DO PROBLEMA

O problema dessa análise é algum número desconhecido: é válida enquanto se acreditar que, nas delações premiadas, o conglomerado de empresas confessou todas as eventuais transgressões da lei. Caso isso não tenha ocorrido, a situação do grupo pode estar bem melhor do que parece.

Só PRA CONTRARIAR

O comando petista começou a orientar os chefes de equipe que procuram lotar Porto Alegre no dia 24, data do julgamento do recurso de Lula, para que busquem inundar de e-mails as caixas dos desembargadores do TRF-4. O tribunal analisará a sentença do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, que condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Poderá optar pelo cancelamento ou manutenção da sentença, ou pela modificação do período de pena. Até agora, o TRF-4 tem adotado penas mais duras que as fixadas pelos juízes de primeira instância. A ordem é mandar o maior número possível de mensagens, mas em termos educados, sem ofensas.
Herculano
24/12/2017 06:06
NO NATAL, BOAS NOTÍCIAS NA ECONOMIA, por Elio Gaspari nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Em outubro de 2014 sabia-se que a economia estava parada desde o primeiro trimestre. Mesmo assim a charanga da coligação PT-PMDB reelegeu Dilma Rousseff e Michel Temer. Cumpriu-se uma velha escrita segundo a qual a percepção da crise demora para prevalecer. O mesmo ocorre no sentido contrário, a recessão reflui, mas não é percebida. Discretamente o Planalto está panfletando uma página com 16 itens ilustrativos do progresso ocorrido durante o governo Temer.

Alguns, como os indicadores de emprego, são tênues. (A população ocupada passou de 89,8 milhões de pessoas para 91,3 milhões.) Outras são bolas divididas, tamanha era a desgraça na base da comparação (A produção industrial passou de uma contração de 9,8% para uma expansão de 1,6%). Depois de um ano com um PIB negativo de 5,4% no primeiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, houve uma expansão de 0,3% no segundo trimestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Mixaria.

Cinco itens são indiscutivelmente positivos. A inflação de 9,28% caiu para 2,54%, e a taxa Selic de 14,25% está em 7%. A safra de grãos passou de 185,8 milhões de toneladas para 242 milhões. O Risco Brasil, número astrológico que orienta o mercado, era de 544 pontos e caiu para 239 pontos. O quinto item é a joia da coroa: as empresas estatais passaram de um prejuízo de R$ 32 bilhões em 2015 para um lucro de R$ 4,6 bilhões em 2016, saltando para R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre de 2017.

Olhando-se para trás, deve-se reconhecer que no governo de Dilma Rousseff as coisas estavam piorando e continuariam a piorar. Pararam de piorar, não estão melhorando no ritmo propagado pela charanga publicitária do governo, mas no conjunto indicam que é possível se desejar um 2018 melhorzinho.

DESASTRE

A maneira abrupta e primitiva com que o governo reagiu à notícia de que a Boeing está negociando uma associação com a Embraer teve o efeito de descosturar meses de trabalho do ministro Henrique Meirelles junto à banca internacional e às agências de classificação de riscos.

Um governo bem informado reagiria com argumentos. Um governo mal informado, porém capaz, esperaria 24 horas antes de responder com tiques xenofóbicos.

As oito palavras atribuídas ao presidente Temer ("no meu governo a Embraer jamais será vendida") não querem dizer nada, pois seria preciso definir o que significa "vendida".

PLACAR LULA

Pessoas bem informadas garantem que no dia 24 de janeiro o TRF-4 condenará Lula por 3x0.

Portanto, ele não disputará a eleição.

Outras pessoas, igualmente bem informadas, garantem que o TRF condenará Lula por 2x1 e, nesse caso, ele terá a possibilidade de disputar a eleição.

Donde, ninguém sabe o que vai acontecer.

SÃO MELO

Em janeiro, quando 56 presos foram massacrados numa penitenciária de Manaus, o então governador José Melo disse que ali "não tinha nenhum santo".

Na quinta feira o doutor Melo foi em cana, acusado de desvios de pelo menos R$ 50 milhões de verbas para a saúde.

Melo é um santo, o único em todas as cadeias do Amazonas.

MALUF

O mês de dezembro traz surpresas para Paulo Maluf. Em 1983, no dia 29, ele estava certo de que seria eleito presidente da República.

Em dezembro de 1984 a candidatura de Maluf estava no brejo. Tancredo Neves arrastara as fichas.

RECORDAR É VIVER

A congregação da Universidade Federal do Rio de Janeiro cassou o título de doutor honoris causa que concedeu em 1972 ao presidente Emílio Garrastazu Médici. Covardia, pois o general não gostava dessas bajulações nem se gabava dos títulos que lhe davam. Não trocava um bom jogo de futebol por cerimônias desse tipo.

Os caciques da UFRJ poderiam lembrar que o mimo não foi pedido por Médici e lhe foi dado pela congregação da universidade, dirigida às época pelo professor Djacir Menezes.

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando o filósofo francês Jean-Paul Sartre visitou o Brasil, Djacir deu-lhe um exemplar autografado de seu livro "Hegel e a Filosofia Soviética". Ficou no hotel.

AVISO AMIGO

Há mais de um ano, um conhecedor dos labirintos do Judiciário avisava que não se devia confundir o preparo e o zelo dos procuradores de Curitiba com os métodos da máquina de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral. Veio o acordo com os irmãos Batista da JBS e deu no que deu.

O mesmo sábio pede que não se confunda a qualidade do trabalho de Curitiba com o que vem sendo feito no Rio de Janeiro. (Noves fora os processos que envolvem a pessoa de Cabral, o Magnífico.)

DESEJO

Os estrategistas do Planalto acreditam que em 2018 poderá vagar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

AL?", DR.GILMAR

Um septuagenário foi preso por ter furtado um saco com 11 abacaxis de um caminhão tombado na estrada Rio-Petrópolis.

Casos como esse não chegam ao ministro Gilmar Mendes, o Libertador.

TEMER DEVE EVITAR FALAR MAL DO BRASIL

Quer pelo apreço pelas mesóclises, quer pelo fascínio por palavras difíceis, Michel Temer gosta de cuidar da forma de suas falas. Deve zelar pelo conteúdo, pois dizendo o que lhe vem à cabeça comete atrocidades.

Outro dia, falando aos oficiais-generais que acabara de promover, disse o seguinte:

"Convenhamos, nós no Brasil não temos muito apreço pela hierarquia, pela organização, não temos muito apreço pelas instituições."

Nós quem, cara pálida? Falar mal de Pindorama é um mau hábito do andar de cima que às vezes se infiltra no debaixo. Os italianos adoram falar mal da Itália. Mussolini dizia que governá-la não era difícil, era inútil. O mesmo se dá com os franceses. O general Charles de Gaulle dizia que era difícil governar um país que tinha 246 variedades de queijos. Não há exemplo de homem público americano que tenha feito carreira falando mal dos Estados Unidos ou de seu povo.

Em Pindorama fala-se mal do Brasil para desprezar sua gente. Há pouco o governador Luiz Fernando Pezão disse que "este país destrói empreendedores". Referia-se ao empresário Eike Batista. Seu empreendedor político, o magnífico Cabral, está na cadeia, condenado a 87 anos de prisão.

A fala demofóbica de Temer tinha outra carga tóxica. Dizer que "não temos muito apreço pela hierarquia" numa cerimônia militar é falar de corda em casa de enforcado. Para ficar só nos último 50 anos, a geração dos comandantes militares de 1968 e de 1969 destroçou a hierarquia e as instituições baixando o AI-5 e mandando para casa o vice-presidente Pedro Aleixo.

Quando Temer fala em "nós, no Brasil" deve lembrar que o AI-5 foi urdido e redigido pelo professor Luís Antonio da Gama e Silva, diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, quando ele lá estudava. Nós, não, você
Herculano
23/12/2017 11:36
NÃO SERIA MELHOR CHAMAR A ELEIÇÃO DA CÂMARA DE GASPAR PARA A QUINTA-FEIRA SANTA DO QUE ANTES DO NATAL?

Natal é o simbolo do renascimento, do perdão, da pureza, do amor àquele inspirado pela pregação e os gestos de Jesus Cristo. Certo?

A Semana Santa, é a da dor, a da condenação sem fatos, a do sacrifício e principalmente, tudo inspirado por um amigo, fiel, traidor, Judas Escariotes. Certo!

Todos na Câmara de Gaspar, dizem ser Cristãos, alguns até beatos, outros citadores e pregadores de textos bíblicos. Há até uma forte bancada evangélica pentecostal, e Silvio Cleffi, PSC, é um deles.

Mas, quem traiu? E quem supostamente foi traído? O prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, outro evangélico pentecostal e que quase faz do mandato, uma igrejinha para os seus.

Interessante. Se a traição é a marca na Câmara de Gaspar aos "acordos" que fazem, assinam e divulgam, melhor seria mudar a data disso para combinar com o campo religioso onde essa gente diz estar protegida, que cobra ética e moral dos outros e que não consegue praticá-la.

Leia esta crônica milenar, mas que parece repetir a cada dia entre nós. Por favor, todos os fatos não são meras coincidências. É da natureza do homem, é principalmente da essência dos políticos, sejam eles crentes ou ateus. É algo relacionado apenas à ética. Aos crentes, à ética e principalmente à moral cristã, que nesse caso, se mostra falsa, pecadora, repugnante, coisa do diabo...

Os evangelhos e a pregação devem ser uma mera hipocrisia para essa gente que se acha o exemplo, pede o exemplo dos outros e condena o pecado de todos, inclusive, o da imprensa que revela a devassidão moral e ética.

Os evangelhos e à pregação só validam para se arrecadar fundos e se estabelecer no poder com analfabetos, ignorantes e desinformados, onde Deus é usado como ameaça aos impuros e infiéis. Credo! Os pecadores cobrando penitência dos outros. Incrível.

"O Traidor Parte no Meio da Noite

Ao dizer aos Doze [apóstolos], cujos pés havia lavado: "Vós estais limpos", o Senhor especificara uma exceção com Seu pronunciamento final, "mas não todos". João, o cronista, faz questão de explicar que Jesus tinha em mente o traidor, e "por isso que disse: Nem todos estais limpos." O criminoso Iscariotes havia recebido, sem protesto, o serviço do Senhor em lavar-lhe os miseráveis pés, embora, após a ablução, estivesse espiritualmente mais imundo do que antes. Havendo Jesus novamente Se assentado, a carga de Seu conhecimento concernente ao traiçoeiro coração de Judas, mais uma vez encontrou expressão: "Não falo de todos vós", disse Ele, "eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar." O Senhor empenhava-se em deixar claro o fato de Seu prévio conhecimento a respeito do que estava para vir, de maneira que depois que os terríveis acontecimentos fossem fato consumado, os apóstolos pudessem perceber que, por eles, as escrituras se haviam cumprido. Perturbado em espírito, Ele reiterou a pavorosa afirmação de que um dos presentes O trairia. Pedro fez sinais a João, que se assentava junto a Jesus e que no momento reclinava a cabeça sobre o peito do Senhor, para que perguntasse qual seria o traidor. À pergunta, apenas sussurrada por João, o Senhor respondeu: "E aquele a quem eu der o bocado molhado."

Ele [Judas Iscariotes] se havia comprometido ao mais negro ato de traição de que um homem é capaz, e desde aquela hora, buscava a oportunidade de suplantar sua promessa ignóbil pelo seu cumprimento ainda mais infame. Seremos ainda atormentados por outros vislumbres do malfadado Iscariotes no decurso desta pavorosa crônica de tragédia e perdição; para o momento, seja-nos permitido dizer que, antes de Judas haver vendido Cristo aos judeus, ele se havia vendido a si mesmo ao diabo, tendo-se tornado servo de Satanás, e realizado a ordem de seu mestre".
Herculano
23/12/2017 10:52
LULA RECOMENDA A JORNALISTA: "NÃO FAÇAM COMO ANDRÉ SINGER, UM BOURBON DO PT, MEU EX-PORTA-VOZ, QUE NÃO ENTENDEU NADA", por Reinaldo Azevedo, na Rede TV.

Como? Luiz Inácio Lula da Silva, duas vezes presidente da República e pré-candidato a um terceiro mandato, está pedindo que a imprensa não faça como André Singer, um verdadeiro "Bourbon" do petismo?

Pois é? Ainda está a transitar por aí o eco da voz de Lula: "Façam como Reinaldo Azevedo; leiam os processos". Ele disparou tal afirmação em café da manhã com jornalistas, ocorrido na quarta passada (20 de dezembro). E não estava brincando, ainda que uma jumenta disfarçada de profissional da imprensa tenha rido à larga, de modo zombeteiro, como se o ex-presidente estivesse, ele também, zombando. Não! Ele não estava. Havia uma ironia no ar, mas era outra. Para entende-la, é preciso ter apenas os membros posteriores plantados no chão. Lula quis dizer:

"Se até Reinaldo Azevedo, que detesta o PT e é um liberal, de direita; que me chama de 'Apedeuta' e de 'Babalorixá de Banânia', diz que fui condenado sem provas, convém que vocês, que puxam o meu saco faz tempo, façam o mesmo: leiam os processos antes de opinar. Não se atirem a uma defesa burra, meramente ideológica, partidária, porque isso, em vez de concorrer para fazer justiça, provoca efeito contrário, é contraproducente."

Lula, claro!, também sofre com aqueles que, estando DO SEU LADO ?" e, às vezes, A SEU LADO ?" ainda não entenderam nada porque não aprendem nada nem esquecem nada, para lembrar a frase com que Talleyrand brindou os Bourbons. Escrevo que "Lula também sofre" porque, do lado antiesquerdista, as asnices não são menores. Ou melhor: SÃO MAIORES. Tanto é assim que, se a eleição fosse hoje, o chefão petista seria eleito presidente da República. E o pior para quem não é de esquerda não está no futuro do pretérito do indicativo decorrente de um passado no subjuntivo, mas no futuro do subjuntivo, com arremate no futuro do indicativo: se Lula não for condenado a tempo (sem mais recurso) pelo TRF4, será eleito. Daí se conclui que na disputa de coices e orelhadas, a não-esquerda ganhou a peleja ?" e, pois, perdeu o jogo. Agora resta torcer para que o tapetão faça o que ela não soube fazer.

Volto a Singer.

Não! Ele não é burro. Não! Ele não é pouco lido. Não! Ele não é inexperiente.

Mas ele é de esquerda. Coisa de alma mesmo! E, para um esquerdista autêntico, não existe valor maior do que destruir o adversário, ainda que isso custe a própria vida, como na fábula do escorpião que ferroa o sapo quando este lhe dava uma carona ao cruzar o rio. Singer, a exemplo de boa parte dos petistas e do escorpião, não tem exatamente uma ideologia, mas uma natureza.

Na Folha deste sábado, ele escreve um artigo texto espantoso [ está na íntegra abaixo]. Se vocês lerem, notarão que o pensador não seguiu o conselho de Lula - e, pois, "NÃO FEZ COMO REINALDO AZEVEDO". Singer não foi ler os processos. Nem os que dizem respeito a Lula nem os movidos contra membros do PSDB e de outros partidos.

Ele ocupa o espaço no jornal para fazer mero proselitismo partidário e acusar a Lava Jato de ser parcial e de prejudicar apenas um dos lados: o PT, claro! Faz uma leitura rasa do quadro político - e legal! -, que não resiste a um confronto mínimo com a realidade. Chega a escrever:

"Não é possível que o rigor da lei recaia de um lado só. O desequilíbrio do que aconteceu nos últimos quatro anos é mais do que evidente".

De um lado só??? Vejam o que aconteceu com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, por muito pouco, não se elegeu presidente da República em 2014. Foi moído, triturado!, pela Lava Jato. Num rasgo verdadeiramente asqueroso, Singer chega a dizer, tentando alguma ironia (suponho), que o senador passou por uma "cassação temporária, já revogada", citando ainda "a prisão de sua irmã (Andréa Neves), também revogada".

Adiantaria?
Adiantaria explicar a Singer que Aécio e Andrea nem ainda são réus nesse caso? Adiantaria explicar a Singer que o Senado reviu a decisão da "cassação temporária" do senador justamente porque a Constituição não prevê "cassações temporárias"? Adiantaria explicar a Singer que não faz sentido cobrar tratamento idêntico, igualando PT e PSDB, dado que, afinal, o centro da investigação é o desvio de recursos públicos operado por agentes que integravam a máquina do governo e que, afinal, tal governo era comandado pelo? PT? Andrea Neves, note-se, é um caso eloquente: ficou na cadeia sem nem ser ré em razão de uma acusação feita por Joesley Batista. Lula deve ter condenação conformada pela segunda instância, em janeiro, mas seguirá fora da cadeia. Todos sabem o que penso, note-se, de tal processo.

A natureza
Não adianta! André Singer insiste em ser o escorpião que ferroa o sapo. Metam-se alguns tucanos no xilindró, igualem-se (na sua cabeça os menos) as punições, e, então, segundo seus critérios, será forçoso concluir que se fez justiça. Ignorem-se as centenas de delações dando conta da centralidade do PT no esquema de corrupção. Deixem-se de lado as evidências de que o partido, na prática, privatizou a máquina do estado em seu próprio benefício? Observem: Singer aponta, o que é escandalosamente falso, um empate nos crimes entre PT e PSDB para que possa, em tão, reivindicar um empate nas punições.

Mas como poderia ser o PSDB tão criminoso como o PT se era esta a legenda do poder; se era esta a legenda que mandava na Petrobras; se era esta a legenda que dominava a máquina pública; se era esta a legenda que tinha as empreiteiras nas mãos? Ora, por definição, não há como fazer tal equiparação. Essa suposta igualdade, note-se, é uma tese do espantoso Rodrigo Janot, sobre a qual ele fez digressões na denúncia que apresentou contra Aécio Neves. Que esperança tenho de que Singer tenha lido a denúncia do ex-prorurador contra o senador? Respondo: nenhuma! Duvido, aliás, que tenha lido as peças que dizem respeito a Lula. O proselitismo não precisa de fatos a endossar seus argumentos; acredita, antes de tudo, que os argumentos podem tomar o lugar dos fatos.

Os burros
Também, vênia máxima!, a esquerda xucra dá tiros no próprio pé, a exemplo da direita. Singer, por óbvio, não pode fazer no seu campo ideológico (lembram-se do escorpião) o que um Reinaldo Azevedo faz no dele: o articulista detesta o PT e pensa que Lula está na raiz mais profunda da atual crise política. Mas Azevedo não condescende com agressões aos direitos de Lula (e aos de quem quer que seja). Singer, ao contrario, e isto fica patente, acha que haveria mais igualdade no jogo - e, portanto, mais justiça - se Aécio já tivesse sido cassado e se Andrea estivesse presa. Será que assim é porque ele leu as peças fundamentais do processo? NÃO! ASSIM É JUSTAMENTE PORQUE ELE NÃO AS LEU.

Vamos ser claros? Singer não é do tipo que precisa ler denúncias, argumentos da defesa e sentenças para concluir que tucanos são culpados e merecem ser punidos e que petistas são inocentes e merecem ser desagravados, .

Singer, como vocês notarão se lerem seu texto, nem mesmo percebe que, caso triunfasse sua tese, o caminho de Lula para a inelegibilidade e a cadeia seria encurtado. Aliás, com um pouco mais de simancol, iria perceber que os setores extremistas da Lava Jato estão doidos para encarcerar um tucano graúdo. Isso facilitaria enormemente a prisão do chefão petista, segundo a lógica de uma no cravo, outra na ferradura - se me permitem uma imagem oriunda do mundo que relincha e, às vezes, zurra.

Singer não entendeu nada. Não aprendeu nada. Não esqueceu nada.
Herculano
23/12/2017 08:15
E BOLSONARO ACEITAR O DESAFIO DE AMOEDO, TODOS GANHAM, por Lucas Berlanza, no Instituto Liberal

Em entrevista para o Movimento Brasil Livre, o empresário João Amoêdo, um dos fundadores do Partido Novo e provável presidenciável pela legenda, comentou a também provável candidatura do deputado Jair Bolsonaro. Amoêdo disse: "Acho importante, como existe essa grande dúvida se ele é liberal ou não, e ele ainda tem um ano de mandato? Por que que ele não aproveita esses doze meses de mandato e coloca uma ou duas coisas da pauta liberal?".

A ideia de Amoêdo, evocando o fato de que a trajetória pretérita de Bolsonaro não foi efetivamente simpática ao liberalismo - basta lembrar que os ícones do parlamentar eram o nacionalista estatizante Enéas e os presidentes do regime militar, muitos dos quais, em especial Ernesto Geisel, de gestão estatizante - é de que o parlamentar demonstre que sua guinada para o liberalismo é sincera com atitudes positivas. O histórico pessoal do militar ainda provoca, com o incessante resgate de suas declarações e atitudes antigas, grande repulsa em muitos brasileiros simpáticos a diferentes correntes do pensamento liberal.

Para além de se cercar de conselheiros econômicos como Adolfo Sachsida, um inquestionável liberal conservador, e sugerir a nomeação de Paulo Guedes como ministro da Fazenda, Amoêdo provocou Bolsonaro a protocolar projetos que ataquem os entraves estatizantes à economia, desafiem regulações ou impostos e venham ao encontro das agruras nas nossas finanças públicas.

É preciso, de antemão, fazer justiça: o esforço de Bolsonaro por defender a bandeira da oposição ao Estatuto do Desarmamento é um esforço pela liberdade individual - e em uma das esferas mais urgentes: a da legítima defesa da própria vida. Também é um esforço pela liberdade individual o de trabalhar pelo direito de ir-e-vir, batalhando pelo endurecimento de penas contra criminosos. Cabe mencionar ainda sua luta pelo voto impresso, que se não diz respeito diretamente à liberdade individual, diz respeito à discussão da própria qualidade do nosso sistema político-eleitoral. Amoêdo não pode dizer, não com razão, que Bolsonaro jamais fez nada a favor da liberdade dos brasileiros durante sua atuação no parlamento. A economia não é tudo.

Porém, contudo, todavia, entretanto, desse ponto de vista econômico, o passado de Bolsonaro é mesmo lamentável. O parlamentar se opôs à privatização das telecomunicações, votou em conjunto com o PT em uma série de projetos durante o segundo governo de FHC e o governo Lula(inclusive projetos intervencionistas, envolvendo concessão de subsídios e subvenções), defendeu a proibição do uso de palavras estrangeiras em estabelecimentos comerciais (?), se opôs ao Plano Real, se opôs à quebra do monopólio estatal de exploração do petróleo e fez a maior parte da sua carreira como uma espécie de líder sindical dos militares, núcleo de seu eleitorado. Não é realmente, nessa área, um passado nada convidativo.

Parece-nos que, no interesse de reforçar a solidez de sua transformação, robustecendo seu movimento em direção à pauta liberal e associando isso à sua capacidade já comprovada de aglutinar seguidores, sobretudo jovens, em seu entorno, faria bem a Bolsonaro considerar o desafio de Amoêdo. Dirão alguns: "Amoêdo só fez o desafio para se projetar, porque é concorrente de Bolsonaro ao cargo". É possível e até nada improvável ?" e não há nada de criminoso ou imoral nisso. Faz parte da disputa política. O melhor caminho é se aproveitar disso para que, do enfrentamento, surjam boas ideias, que podem ser do interesse de todos. É assim que a sociedade pode avançar em rumos mais prósperos, dentro de percursos democráticos e construtivos.

Acreditamos que Bolsonaro poderia, já que tem mandato em curso, apesar de reconhecermos as dificuldades particulares de 2018 ?" porque será um ano eleitoral -, mobilizar duas ou pelo menos uma pauta econômica de caráter liberal que seja atrativa. Bolsonaro ganhará com isso, porque acenará mais ostensivamente e explicitamente ao público liberal, com atos ?" e atos "frescos" na memória. A sociedade ganhará com isso, pois terá pelo menos mais uma agenda positiva em curso no Poder Legislativo. Quanto a Amoêdo, terá sua provocação respondida. Que tal?
Herculano
23/12/2017 08:07
UM SÍMBOLO QUE CAI, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Há muito de patético, sem dúvida, na imagem de um Paulo Maluf curvado, de bengala, sendo conduzido pela Polícia Federal para cumprir uma pena de prisão.

Aos 86 anos, o deputado federal pelo PP de São Paulo não mais aparenta aquela indestrutível autoconfiança que, desde seu primeiro cargo na política, em 1969, surgia como afronta aos olhos de seus adversários e como sinal de determinação e empenho construtivo aos adeptos que nunca deixou de ter.

A avançada idade em que a sentença de sete anos, nove meses e dez dias de prisão atingiu o ex-prefeito, ex-governador e ex-candidato à presidência da República termina por configurar um símbolo das muitas ambiguidades em que se debate o atual estado do combate à corrupção no país.

Escancara-se o conhecido problema da lentidão judicial. O desvio de verbas de que Maluf é acusado remonta a sua segunda gestão como prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996.

Contra o engenho de sofisticados defensores a argumentação proverbialmente tosca do próprio réu (que desafiava as câmeras e o bom senso ao negar a existência de contas em seu nome da Suíça), o Supremo Tribunal Federal só conseguiu condenar Paulo Maluf graças ao extremo rigor da lei contra a lavagem de dinheiro.

Era de todo modo irônico, e o próprio Maluf cuidava de explorar a circunstância, que em meio à onda de escândalos e prisões que atingia tantos adversários ?"do PT, do PSDB, do PMDB?", um ícone dos desmandos desde o regime militar permanecesse impune.

Em 2005, após um período de detenção de 40 dias, interrompido por um habeas corpus, o político paulista disse ser vítima de pura perseguição ?"ostentando bom humor, tomando cerveja e comendo no estabelecimento que recebeu o nome de Pastelão do Maluf, em Campos do Jordão (SP).

Em março deste ano, gabou-se de não constar do rol de investigados na Lava Jato e no mensalão.

As muitas suspeitas contra ele levantadas ao longo de décadas tendem, de fato, a se diluir na memória coletiva nacional. Que não se minimize, entretanto, a corrupção dos tempos da ditadura, facilitada pela prosperidade econômica, pela censura à imprensa e pelo controle da Justiça.

Se a democracia restaurada herdou os vícios do patrimonialismo, da megalomania estatal e da irresponsabilidade orçamentária, ao menos proporciona as vias para denunciá-los e corrigi-los.
Herculano
23/12/2017 08:02
TEMER SE EMOCIONA LEMBRANDO SOFRIMENTO DA FAMÍLIA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou no jornal Folha de S. Paulo

O presidente Michel Temer se emocionou ao revelar o sofrimento da sua família com as denúncias de que foi alvo a partir de maio, após a divulgação das gravações de Joesley Batista. Em entrevista exclusiva a este colunista para a rádio Bandeirantes, ele disse que, no sofrimento, a família lhe deu apoio e insistiu para que não renunciasse. Hoje "os detratores estão presos ou desmoralizados e foram desmascarados por vários depoimentos, até deles próprios", diz, sentindo-se compensado.

'NÃO FOI FÁCIL'
"Todos da minha família se angustiaram muito com tudo isso, mas estavam amparados pela verdade", lembra Temer, "mas não foi fácil".

FORÇA FAMILIAR
O presidente cita quem lhe deu "muito amparo, muita força" na família: "minha mulher, meu filho, minhas filhas, meu irmão".

RESISTÊNCIA
"Eles diziam 'você tem de resistir, conhecemos você'", lembra Temer com emoção, "mas na intimidade sofreram muito com as injustiças".

CONVÍVIO COM FILHOS
Temer se orgulha do convívio com o filho de 8 anos, mas lamenta que não pôde ser tão assim com os outros, de cuja amizade se orgulha.

ITAMARATY VAI RECORRER DE JUIZ QUE PRESENTEOU DIPLOMATA COM... PARIS
O chanceler Aloysio Nunes achou "esquisita" a interferência da Justiça, que pretende obrigar o Itamaraty a transferir o diplomata Sóstenes Macedo de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) para o consulado em Paris. Nunes orientou a área jurídica a recorrer dessa decisão. O primeiro-secretário Macedo chegou a ser criticado por sair da Costa do Marfim, alegando doença, e deixar lá a embaixadora Maria Auxiliadora Figueiredo "debaixo de balas", na guerra civil. Ficou meses no Brasil.

DIPLOMACIA SOB VARA
No Brasil, até remoção de diplomatas para o exterior está judicializada. O precedente preocupa os profissionais da carreira.

DECISÃO IRRECORRÍVEL
Sóstenes Macedo, que também é padre, tentou ser vereador no Recife pelo PSOL. E não foi à Justiça para ganhar mandato negado pelo povo.

PISTOLÃO COM CANETA
Tem gente que tenta usar amigos de fora do Itamaraty para obter bons postos no exterior, mas usar a Justiça como pistolão foi a primeira vez.

SOCIEDADE DE CASTAS
Impressiona o alheamento de pessoas esclarecidas em relação ao fim dos privilégios no serviço público. Somente os beneficiados não rejeitam a opção brasileira por uma sociedade de castas.

DESTINO CERTO
O caso do "quadrilhão do PMDB" ficará a cargo da 12ª Vara Federal, em Brasília, que cuidará dos processos de crimes de organização criminosa por designação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

LANDAU LIVRE
Elena Laudau, economista brilhante, muito jovem, encantou-se com a pregação do então governador cearense Tasso Jereissati, e acabou no PSDB. Agora, 25 anos depois, ajuda a rapaziada do Livres a voar.

LEI DA SELVA
Apesar da reforma, a Justiça do Trabalho ainda faz das suas. No Piauí, condenou o moribundo Correios, este ano, que sequer se recuperou do prejuízo bilionário de 2012, a pagar "participação no lucro de 2013".

ATO FALHO
A frustração de ver Michel Temer no cargo deixou marcas profundas em coleguinhas, especialmente em grandes redes de TV. Nesta sexta, repórter se referiu a Temer, por duas vezes, como "ex-presidente".

PRÉVIA 2018
Enquete do site do Diário do Poder mostra Bolsonaro à frente com 23%. Alckmin é o segundo (16%), seguido Álvaro Dias, com 14%. Lula e Henrique Meirelles somam 9% cada. Ciro tem 7% e Marina 6%.

ELE É O CARA
O deputado Marcus Pestana (MG) atribuiu a si mesmo, no Twitter, as decisões da nova Executiva do PSDB. Virou gozação de tucanos num restaurante: "Se não convidara o Pestana a comida é servida gelada!".

PARECE QUE FOI ONTEM
O INSS comprou 27 mil computadores e 9 mil impressoras por R$22,7 milhões. A gestão anterior, de Carlos Bezerra, queria arrendar os mesmos equipamentos por R$ 130 milhões, mas o TCU anulou a compra. (Publicado originalmente em 19 de dezembro de 2005).

PENSANDO BEM...
...após anular leis, criar outras e até designar diplomatas para o exterior, só falta alguém obter liminar suspendendo a Lei da Gravidade.
Herculano
23/12/2017 07:52
AVANÇOS TECNOLóGICOS SERVIRÃO PARA NOS FAZER TRABALHAR MAIS, por Drauzio Varella, médico cancerologista, para o jornal Folha de S. Paulo

De boas intenções o inferno e os fins de ano estão cheios.

De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.

Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.

Nos anos 1960, assisti a uma mesa redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: "O trabalho no ano 2000".

Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.

Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.

No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos vi um aparelho de fax.

Fiquei maravilhado.

Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava em Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.

Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.

Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?

Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.

Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao bipe e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.

O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.

Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular.

Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, YouTube, Instagram e o diabo que o carregue.

Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: "Você não viu meu e-mail?". Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.

Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários Seicho-No-Ie, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.

Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho.

Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.

Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes.

É verdade.

Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi.

Teria deixado de fazer trabalhos e vivido momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
Herculano
23/12/2017 07:44
APESAR DE VOCÊ, GILMAR MENDES, "AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA".por Percival Puggina.

Do notável humorista e ator Grouxo Marx: "Estes são meus princípios; se não gostar, tenho outros".

Pois eu uso os mesmos princípios há tanto tempo que não saberia servir-me de outros. Um deles me impede de invadir a consciência alheia para emitir juízos de caráter. Considero violência fazê-lo. No entanto, quando uma figura pública mostra, de modo reiterado e persistente, total desmazelo em relação à própria imagem, eu me sinto desobrigado de manter a prudente condescendência que ela não outorga a si mesma. O ministro Gilmar Mendes se enquadra nesse caso. Nos últimos meses, tornou-se o personagem mais mencionado da cena brasileira, comparecendo a todas as rodas, mesas e colunas de jornal.

O dever de formar opinião sobre figuras de tal porte não é facultativo, mas impositivo à condição de cidadão. Se, como ministro do STF, Gilmar já é, por natureza, uma pessoa pública, suas ações desde o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE o trouxeram para o centro da ribalta, onde vaias e aplausos não costumam ser poupados. E nesse particular, o ministro foi, aos poucos, personificando os inimigos da Lava Jato. Quem quiser dar-lhes rosto e representar a proteção aos corruptos forçosamente desenhará uma face redonda, bochechuda, e lábios arqueados para baixo sob o peso de uma personalidade insolente.

Afinal, alguém precisa proteger os endinheirados do Brasil; alguém, neste país tão injusto, precisa mostrar que corruptos ricos também têm direitos e que a cantina do presídio não é lugar para grã-finas. Cartéis não devem ser misturados, todo mundo sabe. Bastou Lula dizer que o Rio não merece ter governadores presos por haverem roubado o dinheiro do povo para Gilmar devolver Garotinho aos braços desse mesmo povo. E só não soltou a esposa Rosinha porque esta já estava em casa, claro, de tornozeleira, esperando pelo marido, como convém às vésperas do Natal. Ora essa! Bando de gente desumana!

Quaisquer pressupostos favoráveis à conduta de Gilmar Mendes, que exalta suas próprias responsabilidades na "jurisprudência libertária da 2ª Turma", caem ante a opinião que dele fazem os próprios colegas de corte. Já a expressava Joaquim Barbosa quando literalmente o acusou, em plena sessão do tribunal, de estar "destruindo a justiça deste país". Revelou-a, recentemente, Roberto Barroso, quando jogou-lhe em rosto essa "leniência que Vossa Excelência tem para com a criminalidade de colarinho branco". O ministro Marco Aurélio Mello, em entrevista concedida em Porto Alegre há dois meses, referindo-se ao colega Gilmar, que o tratara por "velhaco", disse: "Em relação a mim ele passou de todos os limites inimagináveis. Caso estivéssemos no século 18, o embate acabaria em duelo e eu escolheria uma arma de fogo, não uma arma branca".

A opinião pública, essa multidão formada por mim e você, leitor destas linhas, sabe que o amor ao próximo, à justiça, ao direito, é incompatível com o desprezo ao papel pedagógico das instituições, com o mau humor permanente e com a arrogância que marca a fisionomia e a conduta do ministro Gilmar. Mas esse mesmo amor, sabemos, é compatível com a Lava Jato, com o juiz Sérgio Moro e tantos outros que comprovam haver juízes para um novo amanhã em nosso país.
Herculano
23/12/2017 07:33
da série: para o PT e seus intelectuais de todos os tipos, os crimes que ele e os seus comentem, só são estão na lei para serem aplicados, escandalizados e purgados para os outros, para os adversários e inimigos. Contra ele, tudo é mal apurado, é distorcido e objetivamente deturpado. Wake up, Brazil!

INVESTIGAÇõES MOSTRAM GRITANTE DESEQUILÍBRIO, por André Singer, ex-assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Na segunda-feira, 17 de março de 2014, uma então desconhecida Operação Lava Jato prendia o doleiro Alberto Youssef. O assunto implicava muito dinheiro. Ao concluir o dia, a equipe de Curitiba tinha 80 mil páginas de documentos para analisar. Nos desdobramentos do caso surgiu o petrolão, envolvendo o PT.

Na quarta-feira, 19 de março de 2014, os leitores da Folha encontravam na Primeira Página o seguinte título: "Alstom pagou suborno de R$ 32 milhões, diz ex-executivo". A notícia dava conta da colaboração de um dirigente do grupo francês com o Ministério Público de São Paulo. "O suborno, destinado a servidores e políticos do PSDB, equivale a 12,1% do valor do contrato de R$ 263 milhões", escreviam os repórteres Mario Cesar Carvalho e Flávio Ferreira. Como se vê, bastante dinheiro também.

De lá para cá, uma das investigações se tornou a mais importante do mundo, segundo indicou a Transparência Internacional. Ao completar três anos, a Lava Jato contabilizava 38 fases, 198 prisões e 89 condenações. Ex-ministros importantes, como José Dirceu e Antonio Palocci, haviam sido presos. O tesoureiro do PT, acusado em inúmeros processos, continuava na cadeia. Dilma havia caído. Depois, Lula foi condenado.

Na outra investigação, que envolvia o PSDB, nada ocorreu. Passados quase quatro anos do início da Lava Jato, a Folha voltou a estampar, terça passada (19): "Odebrecht confessa cartel durante gestão tucana em SP". "O esquema, de acordo com o material da empreiteira, operou de 2004 a 2015 em obras que custaram cerca de R$ 10 bilhões", escreveu o repórter Julio Wiziack. As mesmas empreiteiras envolvidas no Petrolão, operando na mesma época, não suscitaram o mesmo interesse do Partido da Justiça.

Ao contrário do ocorrido com a nação petista, no tucanistão não houve sequer uma fase espetacular, dessas que têm nomes curiosos e geram centenas de minutos na TV. Não se conhece ninguém preso. Não há uma figura importante do peessedebismo que tenha sequer sido convidada a depor sobre o tema. Houve apenas a ação solitária de Joesley Batista, que ocasionou a temporária cassação de Aécio Neves, já revogada, e a prisão de sua irmã, também revogada.

Não há como defender meios ilegais de financiamento político e muito menos justificar desvios de recursos públicos. Desde 2014 tenho escrito aqui que os partidos estão em débito com a opinião pública e a sociedade brasileira por não explicarem o que aconteceu e tomarem as medidas cabíveis. Mas não é possível, igualmente, aceitar que o rigor da lei recaia de um lado político só. O desequilíbrio do que aconteceu nos últimos quatro anos é mais do que evidente
Herculano
23/12/2017 07:26
SE PAPAI NOEL EXISTISSE E VIESSE AO BRASIL SERIA CAÇADO E PRESO, por Marcelo Faria, por Marcelo Faria, no Instituto Liberal de São Paulo

Se o Papai Noel realmente existisse não seria bem-vindo quando chegasse ao Brasil.

A Receita Federal alegaria crime de descaminho pela importação de produtos sem o pagamento de impostos e cobraria 100% de multa sobre cada item.

Os políticos nacionalistas questionariam a entrada de produtos importados que "concorrem em condição desleal com a indústria nacional" e "aumentam nossa dependência do capital estrangeiro chinês", afinal, a roupa dele é vermelha, só pode ser comunista.

O CADE abriria um processo contra o bom velhinho por dumping praticado ao distribuir presentes gratuitamente para acabar com os competidores locais.

O Ministério Público do Trabalho questionaria a jornada de trabalho dos duendes e sua mão-de-obra barata, enquadrando o barbudo como explorador de trabalho escravo.

Os militantes pelo direito dos animais fariam campanhas pelas redes sociais contra os maus-tratos feitos às renas obrigadas a carregar pesados presentes por todo o país. Como resultado, o Ibama iria autuar o Papai Noel por crime ambiental.

Os Correios entrariam com uma liminar no STF suspendendo a entrega dos presentes alegando que possuem o monopólio postal e a entrega de presentes que cabem em cartas deveria ser exclusividade dos Correios.

Os xenófobos alegariam que a presença de um estrangeiro sem documentação sobrevoando o Brasil constituiria uma grave ameaça à "segurança nacional". Discursos inflamados seriam feitos no Congresso Nacional pedindo à FAB para derrubar o trenó do bom velhinho e acabar com sua livre viagem pelo Brasil.

Os militantes LGBT alegariam que ele não emprega duendes gays, lésbicas ou transsexuais, nem entrega bonecas com o órgão sexual masculino, e o acusariam de homofóbico.

A mídia faria matérias sobre o aumento da desigualdade social gerado pela distribuição de presentes somente aos "bons meninos" e criaria o termo "maufóbico" para se referir ao Papai Noel. Haveria mais um motivo para chamar Pabllo Vittar para todos os programas de televisão possíveis: comentar a transfobia do bom velhinho que não usa o termo "bxns meninxs".

No fim, totalmente impossibilitado de fazer o seu trabalho e preso pela acusação de assédio ao tentar colocar um presente debaixo da cama de uma feminista, Papai Noel enviaria um último presente, especial, que o tiraria de toda esta enrascada.

Entregue por Fedex (por Sedex só chegaria depois do Ano Novo) a um tal Gilmar, o bom velhinho de todos os presos.
Herculano
23/12/2017 07:21
TEMER TEM UMA QUEDA PELAS IDEIAS EXDRÚXULAS, por Uirá Machado, para o jornal Folha de S. Paulo

Michel Temer tem uma queda pelas ideias esdrúxulas. Em 2009, escreveu nesta Folha um artigo sobre reforma política. Entre outras teses, defendeu o voto majoritário para a eleição de deputado.

Informalmente conhecido como distritão, o sistema tem a vantagem de promover resultados claríssimos: os nomes mais votados serão eleitos.

A lista de desvantagens, em contrapartida, é mais extensa. Inclui encarecimento das campanhas, enfraquecimento dos partidos, fortalecimento do clientelismo e aumento da corrupção. Não surpreende que o modelo seja escolhido por pouquíssimos países, entre os quais estão o Afeganistão e Vanuatu, uma ilha no pacífico com 270 mil habitantes.

Daí não decorre, naturalmente, que todas as ideias de Temer sejam esdrúxulas; ainda assim, convém desconfiar quando o presidente ataca de garoto-propaganda de um novo sistema de governo para o Brasil.

Num café da manhã com jornalistas, ele disse: "Exerci nesse período uma espécie de semipresidencialismo, sem perder a autoridade".

Dias antes, num alegado engano, havia chegado ao Senado uma proposta de emenda à Constituição para instituir o semipresidencialismo no país ?"PEC que logo foi retirada.

Em tese, o modelo pode ser muito bom. Misturando qualidades do presidencialismo e do parlamentarismo, garantiria a governabilidade e revigoraria a cultura democrática.

A PEC que circula por aí, entretanto, parece fadada a produzir resultados opostos. Ela cria uma série de situações de atrito entre os Poderes; seriam necessários anos de experiência para decantar as novidades e atingir o equilíbrio institucional. Para piorar, o regime poderia ser adotado por Estados e municípios.

Defensores do semipresidencialismo citam Portugal e França como exemplos, mas silenciam sobre a Rússia, que adota o mesmo sistema. Para quem inveja o modelo de Vanuatu e do Afeganistão, cobiçar a semidemocracia de Putin não é tão esdrúxulo.
Herculano
23/12/2017 07:19
O PMDB DE GASPAR ESTÁ AINDA TONTO COM OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS QUE ARMOU OU MAL ARTICULOU CONTRA SI MESMO E O GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DALL.

O PMDB, QUE AGORA É MAIS VELHO APESAR DOS AVANÇOS DO MUNDO, INCLUSIVE NA POLÍTICA, E É MDB, ESTÁ DEPRESSIVO

CHORAMINGA PELOS CANTOS CONTRA ESTA COLUNA QUE O DESNUDOU TODAS AS ARTIMANHAS, DÚVIDAS E ERROS ESTRATÉGICOS. ESTRANHO! MAS, PARA ELE E SEUS ARTICULADORES, ESTA COLUNA ERA ATÉ ENTÃO, ALGO SEM IMPORTÂNCIA ALGUMA.

ENTÃO ESTÃO DANDO VALOR AO QUE NUNCA TINHA, APESAR DA VINGANÇA ARMADA DENTRO DO PARTIDO E QUE PASSA PELA PROCURADORIA DA PREFEITURA

E PARA NÃO IR MAIS ADIANTE. APESAR DO TOMBO E SURRA, O VELHO NOVO MDB DE GASPAR AINDA NÃO COMPREENDEU QUE NOS DIAS DE HOJE EXISTE ALGO MAIS IMPORTANTE DO QUE A IMPRENSA: AS REDES SOCIAIS.

SÃO ELAS QUE SUBSTITUEM A OMISSÃO DA IMPRENSA, QUANDO A IMPRENSA POR MEDO, PREGUIÇA, NEGóCIOS OU INTERESSES FINGE QUE AQUI É O PARAÍSO COMANDADO POR POR GENTE UNGIDA DE SABEDORIA.

MAS, AINDA HÁ TEMPO PARA REFLEXÕES, E O NATAL QUE SE APROXIMA É UMA DESSA RARAS OPORTUNIDADES, PRINCIPALMENTE PARA GENTE FINGIDA NOS TEMPLOS E IGREJAS, QUE SE TRANSPORTA PARA A PAGÃ POLÍTICA PARA SE REVELAR COMO UM VASSALO DO SENHOR. ACORDA, GASPAR!
LEO
23/12/2017 00:00
O FINAL DE ANO CHEGOU ,MAIS A HISTORIA É A MESMA. FALTA REMÉDIOS NA FARMÁCIA BÁSICA.A GENTE VAI PEGAR REMÉDIOS DE USO CONTÍNUO E NÃO TEM. NOS 8 ANOS DO PT,FALTOU MEDICAMENTOS O TEMPO TODO.AGORA NO NOVO GOVERNO TÁ A MESMA COISA.FALTA REMÉDIOS E NEM SEMPRE A GENTE NÃO TEM DINHEIRO PARA COMPRAR.MUITAS PESSOAS NÃO TEM DINHEIRO.DAÍ EU PEGUNTO COMO FAZ.??CHEGA DE DESCULPAS TEM QUE RESOLVER.SE FOR FALTA DE DINHEIRO SE COLOCA MAIS,SE FOR PROBLEMAS DO GERENTE DE COMPRAS DE REMÉDIOS QUE SUBSTITUA.SE FOR PROBLEMA DE DISTRIBUIÇÃO,QUE SE SUBSTITUA O RESPONSÁVEL.SE FOR FALTA DE VEÍCULOS QUE SE COMPRE.FAZ NOVE ANOS QUE TEM ESTES PROBLEMAS DE FALTA DE REMÉDIOS NA FARMÁCIA.O QUE TEM QUE FAZER PARA RESOLVER EU NÃO SEI.MAIS A POPULAÇÃO JÁ ESTA DE SACO CHEIO,QUE SE RESOLVA REMÉDIOS JÁ
Sidnei Luis Reinert
22/12/2017 12:18
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Máfia Do Brasil quer seguir no poder


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Michel Temer é a alternativa dele mesmo para a disputa ao Palácio do Planalto em 2018. Se depender da própria vontade, Temer vai disputar a reeleição. Já tem até o vice-preferido. O nome dele é Henrique Meirelles ?" aquele que só pensa naquilo (aumentar impostos para cobrir o défeicit fiscal, com ou sem reforma da previdência aprovada). O maior incentivador da candidatura temerária é o General Sergio Etchegoyen ?" o quatro estrelas que comanda o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
O partido da Nova República tenta se reinventar, mesmo que não convença ninguém disso, e que continua parecendo o mais do mesmo. Tirar o "P" não resolve. O Movimento Democrático Brasileiro não tem salvação. Seu objetivo é não sair do poder que ocupa desde o "golpe militar de 1985", quando o General Leônidas Pires Gonçalves entronizou José Sarney no Palácio do Planalto, mesmo que o vice do falecido Tancredo Neves não tivesse sido eleitora para o cargo. O PMDB, agora sem o P de Propina, participou de todos os desgovernos até o presente, incluindo a lucrativa "comparceria" na Era Petista.
Apesar da minúscula impopularidade recorde, Michel Temer aposta que tem condições de se reeleger. Por isso, o esforço máximo do MDB, nos bastidores, é no sentido de eliminar seus principais concorrentes. O primeiro é Luiz Inácio Lula da Silva ?" que tende à confirmação da condenação por corrupção pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região, no próximo dia 24 de janeiro, em julgamento que deve tumultuar Porto Alegre. O objetivo do MDB é fazer o diabo para tirar Lula da jogada. O companheiro $talinácio terá condição de resistir? Eis a persistente dúvida.
Temer também não quer ouvir falar de Jair Bolsonaro ?" o candidato que mais cresceu e segue evoluindo nas enquetes eleitoreiras. O MDB usará todo seu poder econômico e a influência de bastidores para impedir que partidos nanicos cedam a legenda para o "mito" disputar o Palácio do Planalto. Bolsonaro não tem espaço em seu partido, o governista PSC. Trava uma briga feroz com a cúpula do Patriotas (ex-PTN), que tem tudo para traí-lo depois de atraí-lo para a disputa. O bem cotado Bolsonaro ainda corre risco de não ter partido para 2018.
Por isso o fla-flu eleitoral de 2018 segue no mais do mesmo. Não adianta apostar em eleição com urna eletrônica e sistema de totalização inconfiáveis, já que o Tribunal Superior Eleitoral se recusa a implantar o voto impresso, para posterior recontagem e conferência da votação. Com chance de fraude no ar, qualquer um pode acabar eleito ?" ou reeleito, no caso do Michel Temer. Além disso, a corrupção sistêmica brasileira parece mais persistente que o câncer do (finalmente preso) Paulo Maluf. A única novidade é o pau que os tucanalhas vão tomar pelas inéditas investigações de corrupção.
Ninguém se iluda. O Estado-Ladrão segue vivíssimo. O sistema de corrupção continua intacto. O Crime Institucionalizado passa por fase de reinvenção. Troca uma letrinha aqui, batiza com um nome bonito ali, mas os partidos continuam essencialmente corruptos. Pior e mais grave que isto é o comportamento da cúpula do judiciário. Excetuando um discurso ou outro, na maioria dos casos, persiste a ação ou inação dos magistrados superiores para manter o status quo de impunidade em relação à maioria esmagadora dos políticos bandidos.

Mantido o sistema intacto, Michel Temer e a Máfia Do Brasil têm grandes chances de continuar no comando do Palácio do Planalto. O Brasil só tem jeito com uma inédita Intervenção Institucional, em andamento, mas ainda sem previsão de desfecho. Enquanto isso, a galinha ameaça voar em 2018, com direito a cacarejo do Henrique Meirelles, que sonha com a Presidência desde criancinha, mas que deve aceitar ser vice do Temer para um mandato que nunca acaba, desde quando era vice da Dilma "golpeada" pela própria incompetência dela...
Herculano
22/12/2017 11:45
WILLIAM WAAK É DEMITIDO DA REDE GLOBO

Conteúdo da Revista Isto É. Afastado desde novembro da bancada do Jornal da Globo, após vazamento de um vídeo que mostra o jornalista fazendo comentários racistas no estúdio, pouco antes de participação ao vivo, William Waack foi oficialmente demitido pela emissora. Em comunicado oficial, a empresa pede desculpas e afirma que não compactua com atitudes preconceituosas, embora defenda que Waack não tenha tido o objetivo de ser racista.

Leia abaixo o comunicado da Rede Globo na íntegra:

"Em relação ao vídeo que circulou na internet a partir do dia 8 de novembro de 2017, William Waack reitera que nem ali nem em nenhum outro momento de sua vida teve o objetivo de protagonizar ofensas raciais. Repudia de forma absoluta o racismo, nunca compactuou com esse sentimento abjeto e sempre lutou por uma sociedade inclusiva e que respeite as diferenças. Pede desculpas a quem se sentiu ofendido, pois todos merecem o seu respeito.

A TV GLOBO e o jornalista decidiram que o melhor caminho a seguir é o encerramento consensual do contrato de prestação de serviços que mantinham. ?A TV GLOBO reafirma seu repúdio ao racismo em todas as suas formas e manifestações. E reitera a excelência profissional de Waack e a imensa contribuição dele ao jornalismo da TV GLOBO e ao brasileiro. E a ele agradece os anos de colaboração".
Herculano
22/12/2017 11:41
BOLSONARO NO COMANDO DO PATRIOTAS

Conteúdo de O Antagonista. O presidente do Patriota, Adilson Barroso, reclamou de Jair Bolsonaro, acusando-o de querer tomar conta do partido.

Agora ele recuou.

Segundo a Folha de S. Paulo, Adilson Barroso "cogita se licenciar do comando da sigla para que o filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, a assuma".
Herculano
22/12/2017 11:37
QUANDO A FÚRIA DO POLITICAMENTE CORRETO DEVORA SEUS PRóPRIOS IRMÃOS: O CASO DE MATT DAMON, por Rodrigo Constantino, no jornal Gazeta do Povo, Curitiba, Paraná.

O astro da violenta trilogia Bourne é um pacifista politicamente correto, motivo pelo qual entrou no rol dos famosos dissecados em meu Esquerda Caviar. Matt Damon é um ator engajado em "causas nobres". Mas para tudo há limite, e ele parece ter encontrado o seu na histeria feminista que enxerga "abuso sexual" em todo lugar agora.

Talvez seja o fato de ele ser camarada de predadores de verdade, já que há vários entre os democratas poderosos, a começar por Bill Clinton e o produtor de Hollywood Harvey Weinstein. Mas se o que motiva as recentes falas de Damon é a amizade com quem realmente abusou de mulheres, o que ele disse não é motivo para tanto alarde. Não obstante, Damon não foi capaz de evitar a fúria dos "justiceiros sociais".

A ponto de ter merecido uma defesa na The Spectator, em artigo publicado por Brandan O'Neill. O autor leu as várias entrevistas de Damon em que não chega a criticar o movimento #MeToo, mas simplesmente chamar a atenção para alguns pontos importantes. Entre eles, o fato de que nem tudo aquilo considerado "avanço sexual" é igualmente ruim (uma cantada, por exemplo, deveria ser colocada no mesmo saco de um estupro?); e a lembrança de que nem todos os homens do planeta são bestas terríveis e incuráveis.

Por dizer o óbvio ululante, mesmo depois de elogiar o movimento e o fato de que mulheres estão podendo sair da toca e, "empoderadas", contar suas histórias, o astro de Hollywood foi duramente criticado, e uma manchete de jornal ao menos questionou se ele estaria bem de cabeça. Não dá mais para apontar para o grau de paranoia e histeria do mundo sem ser imediatamente alvo da paranoia e da histeria desses "guerreiros da justiça social".

Num mundo em que tudo virou "abuso sexual", desde o assobio na rua até um convite para jantar, não há mais espaço para o razoável, para frisar que até mesmo um condenável e abjeto tapinha no bumbum com algum comentário jocoso não deve ser colocado no mesmo patamar de um estupro a uma criança. E é por conta dessas confusões conceituais, que usam e abusam das mesmas palavras para definir coisas bem diferentes, que se diz por aí que uma em cada cinco mulheres já foi "estuprada" nas universidades. Sério?

Chamar, como fazem anarcocapitalistas, a Suíça de um modelo de escravidão, pois há estado e qualquer estado é sinônimo de escravidão ("onde está a minha assinatura?", perguntaria Spooner de forma um tanto infantil), é pura insensibilidade para com quem realmente foi escravo ou ainda é, nos regimes comunistas remanescentes. Se a mesma palavra serve para definir a vida dos suíços e dos norte-coreanos, então essa palavra não quer dizer mais nada de relevante!

Da mesma forma que se tudo for arte, nada será arte, se tudo for escravidão ou estupro, nada mais os são. Matt Damon apenas lançou luz sobre tais questões, tentando criar ao menos uma gradação de "abusos", para que não coloquem no mesmo patamar situações completamente distintas. Mas não adiantou: bastou levantar perguntas incômodas para que ele mesmo fosse tratado praticamente como um estuprador terrível.

"Tudo machuca", disse uma das "ofendidas" justificando a crítica ao ator. Mas tudo machuca da mesma forma? Sim, um peteleco na orelha machuca, assim como um tiro de escopeta no pé. Mas machucam na mesma proporção? Podemos colocá-los como o mesmo fenômeno, chamando ambos de "machucado"? Isso não seria gerar confusão deliberada ou supervalorizar quem levou o peteleco e menosprezar aquele que teve seu pé dilacerado pela escopeta? O'Neill comenta:

Parece que a moda da vitimização é agora tão forte que a "ferida" de incidentes menores deve ser combinada com a dor de estupro, talvez para fazer esses incidentes menores parecerem pior do que são e assim aumentar a moral de quem apoia o #MeToo em relação a quem está reclamando dele. Eu acho que isso faz um grave desserviço para as pessoas que sofreram estupro. Fica parecendo quase como uma tentativa de se apropriar de seu sofrimento para ganhos pessoais; eu acho que isso é terrível.

Matt Damon, dessa vez, não disse nada demais, nada polêmico, controvertido. Ao contrário: ele disse uma verdade evidente, uma obviedade. Levar um tapinha no bumbum não é o mesmo que sofrer um estupro. Mas dizer a verdade se tornou um negócio arriscado no mundo moderno. A cultura do ódio não liga para essas coisas ultrapassadas como verdade ou liberdade de expressão. Se não está exatamente de acordo com a cartilha do politicamente correto, então já para a fogueira!
Anilson Guerreiro Neto
22/12/2017 11:02
Herculano;

Vimos recentemente manchetes nacionais do ex-Deputado João Pizolatto Júnior, amigo do "Deretor Samae", José Melato.
Pizolatto, envolvido em falcatruas até o pescoço, este homem, junto com seus comparsas, ameaçava, intimidava os pequenos e médios malheiros de Gaspar e região, que deviam para receita estadual.
Pizolatto e Gilmar Knasel, também envolvido e sacanagens, sempre foram bem votados por serem fiscais do Estado, junto a tira colo, seus companheiros do pp, iam de de comercio em comercio, pedindo e ameaçando a quem devesse para arrumar votos ou iam pagar muito caro.
Tudo que se planta se colhe, agora é a safra, Knaesel, já teve na cadeia, Pizolatto, vai chegar a sua vez.

Será que o "Deretor Samae" o Executivo, será solidário com aquele que o ajudou em diversas campanhas para ser eleito vereador? Será que fará uma visitinha?
A ingratidão é um sentimento muito ruim.
Herculano
22/12/2017 07:42
A BASE E OS DESAFIOS, por Claudia Constin professora da FGV e professora-visitante de Harvard. Foi diretora de Educação do Bird, secretária de Educação do Rio e ministra da Administração, no jornal Folha de S. Paulo

O Brasil, assim como os países mais avançados em educação, tem agora uma Base Nacional Curricular que define direitos de aprendizagem das crianças e adolescentes até o final do ensino fundamental. Essa condição é necessária para poder melhorar a qualidade do ensino e garantir equidade. Mas certamente não é suficiente.

Apesar de ter sido um avanço importante, o desafio maior começa agora. Primeiro porque a Base ainda não está completa. Falta a parte referente ao ensino médio, a ser completada no primeiro trimestre de 2018, e a tradução da Base em currículos subnacionais, ou seja, de Estados e municípios, que deverão ser mais precisos e detalhados. Também precisarão, se quiserem ter chances de nortear as atividades em sala de aula, ser elaborados em parceria com os professores.

Além disso, o maior desafio começa agora, segundo especialistas experimentados em processos semelhantes, como a professora Rebecca Kockler, gestora do departamento de educação de Louisiana, nos Estados Unidos, que obteve recentemente resultados educacionais impressionantes.

Segundo Kockler, a elaboração de materiais curriculares, a formação dos professores para a utilização dos currículos e a preparação de avaliações de aprendizagem precisam ser implementadas de forma adequada.

Nesse sentido, é alvissareiro o que, sob a liderança de Alexandre Schneider, a cidade de São Paulo pôde realizar, ao elaborar seu currículo municipal para o ensino fundamental, levando em conta a versão mais atualizada da Base. Um elemento de destaque foi o processo de elaboração: os professores foram ouvidos, por disciplinas e escolas; além disso, houve uma escuta organizada de cerca de 46 mil alunos sobre como gostariam que as aulas fossem conduzidas.

O currículo, que inclui materiais instrucionais para professores e alunos e ferramentas testadas de avaliação de aprendizagem, é bastante contemporâneo, contemplando competências para o século 21.

Trabalha tópicos como empatia, resiliência e persistência, sem deixar de ter altas expectativas de aprendizagem para todos. Contém também uma parte referente a modernas tecnologias, e ambientes de aprendizagem especialmente projetados estão sendo criados para isso, num processo que influenciou o governo federal a igualmente contemplar o tema na Base.

Agora, outras cidades começam a preparar seus currículos. Muitas irão fazê-lo em colaboração com seus Estados, mas todas podem contar com a iniciativa de pioneiros como Schneider para se inspirar ?"afinal, na implementação, em São Paulo, erros e acertos ocorrerão, mas os resultados positivos serão certamente escaláveis.
Herculano
22/12/2017 07:30
POR QUE A MILITÂNCIA SOCIALISTA ODEIA O NATAL, por João César de Melo, no Instituto Liberal de São Paulo.

Nesta época é comum surgir manifestações da esquerda depreciando a celebração do Natal. O argumento mais comum diz que o Natal se tornou uma celebração capitalista.

Devemos nos lembrar que o socialismo é um projeto de criação de uma nova sociedade no qual o estado promove a justiça social controlando os meios de produção, o que necessariamente depende do controle de todas as relações privadas.

Primeiro tentaram implantar isso de forma direta: derrubando governos, confiscando propriedades privadas, acabando com a liberdade individual e proibindo a religião (segundo Karl Marx, "a religião é o ópio do povo"). Não deu certo. Mesmo com o uso sistemático da violência não conseguiram fazer o homem deixar de querer ser dono de sua própria vida e acreditar em Deus.

Na incapacidade de fazer uma autocrítica verdadeira, os socialistas concluíram que o erro não estava no objetivo, mas no método. Do intelectual ao maconheiro eleitor do PSOL, toda a esquerda continua acreditando que é possível mudar a natureza humana.

Substituíram, então, as revoluções por processos de infiltração. Em vez de guerrilheiros tomando palácios dos governos, passaram a ocupar espaços na cultura, na imprensa e nas instituições públicas para fazer com que as ideias socialistas fossem difundidas sem que a grande maioria das pessoas percebesse, criando um verdadeiro exército de socialistas inconscientes. Conseguiram. Hoje vemos cristãos votando em anticristãos e capitalistas financiando anticapitalistas. O fato é que o socialismo nunca esteve tão vivo, forte e bem estruturado ?" esta é razão de Lula ainda estar solto.

Faça você mesmo o teste: pergunte para as pessoas na rua se elas acham que o governo deve, em certos casos, confiscar propriedades privadas para atender aos interesses coletivos. A maioria responderá que sim.

Tente enumerar a quantidade de partidos, organizações, movimentos e militantes de esquerda que sustentamos com os impostos que pagamos. Repare que as ideias da esquerda são defendidas direta e indiretamente nas novelas e reportagens da Globo. Repare que até os parlamentares vistos como "direita" defendem pautas da esquerda como regulação de mercado, serviços públicos "gratuitos" e distribuição de "direitos" para grupos disso e daquilo. Gramsci venceu, mas não completamente.

Para criar a "nova sociedade", a esquerda precisa destruir a atual que se sustenta em cinco princípios: estrutura familiar, propriedade privada, liberdade econômica, responsabilidade individual e caridade voluntária.

Foram esses cinco princípios que fizeram a humanidade sair da extrema pobreza generalizada para o atual nível de prosperidade em que menos de 10% da população se encontra na miséria e uma pessoa considerada pobre desfruta de um padrão de vida muito melhor do que reis e rainhas desfrutavam há menos de dois séculos.

Entre em um ônibus lotado de trabalhadores e veja que todos ali têm telefones celulares. Vá a qualquer favela durante um final de semana e verá dezenas de famílias fazendo churrasco. Ou seja: os "malditos" capitalistas ?" frutos do mundo cristão ?' levam comida e tecnologia aos mais pobres com preços acessíveis. Os serviços que não chegam a eles são justamente aqueles prometidos pelo estado: saneamento, segurança, educação e saúde.

Para os socialistas, porém, isto não importa. Eles continuam acreditando que o estado é que deve promover o desenvolvimento de uma sociedade controlando o mercado e escolhendo o que é bom para cada indivíduo desse planeta.

Todas as experiências socialistas foram desastrosas, mas seus militantes continuam acreditando que a próxima será um sucesso. Como disse Lenin: "os comunistas não acreditam em Deus. Nós rejeitamos qualquer moral baseada em conceitos não-humanos e não-classistas. (?) Nossa moral é inteiramente subordinada aos interesses da luta de classes proletária". Logo, tratam de combater toda moral que não se baseia na luta de classes, especialmente a cristã.

A desqualificação do Natal faz parte deste esforço. Porém, devemos interpretar como um grande elogio a acusação de que a data se tornou uma celebração capitalista. Pelo menos nisso os socialistas estão certos.

No Natal, indivíduos livres ?' pobres e ricos, pretos e brancos, gays e heteros ?' lotam shoppings a procura de presentes para as pessoas que gostam. Compram com o dinheiro que ganharam trabalhando. Baseando-se em critérios particulares, cada pessoa decide quem irá presentear e como. Pais reúnem seus filhos em torno de uma mesma mesa para compartilhar uma ceia. Muitas pessoas aproveitam a data para ajudar pessoas carentes.

"Quanta liberdade! Que horror!", ecoa no coração do militante socialista.

Para o desgosto da esquerda, o governo não controla nada disso. Não há uma única lei dizendo como as pessoas devem se comportar no Natal.

A celebração do Natal simboliza muito mais do que os dogmas cristãos.

As confraternizações sociais e familiares motivadas pelo Natal expõem uma sociedade em que as pessoas prezam a liberdade de fazer suas próprias escolhas, o que contraria toda a lógica socialista.

Socialistas tentam desqualificar o cristianismo porque sabem que, se conseguirem, criarão na mente das pessoas o vácuo filosófico ideal para ser preenchido pelo socialismo, aquele que depende essencialmente da fé das pessoas de que um dia dará certo. Ou seja: a religião socialista tenta ocupar na mente das pessoas o espaço que o cristianismo ocupa.

A União Soviética deu um exemplo disso: depois de perceber que as pessoas continuavam fazendo árvores de Natal ?' mesmo isto sendo proibido ?' a ditadura comunista decidiu converter o símbolo cristão em um símbolo? comunista.

A máquina de propaganda soviética passou a promover arvores de natal lindamente ornadas com símbolos comunistas como tentativa de apresentar Lenin como Deus e o estado como igreja.

Portanto, quando alguém lhe disser que o Natal simboliza o capitalismo, concorde. O Natal simboliza, também, a liberdade.

Desejo Feliz Natal a todos e registro que, apesar de ser ateu, quero continuar vivendo numa sociedade moldada por valores cristãos.
Herculano
22/12/2017 07:27
SIMBIOSE COM A FORÇA AÉREA FAZ PERDA DE CONTROLE NACIONAL INVIÁVEL, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

A negociação entre a Boeing e a Embraer é um passo lógico de mercado após a entrada da europeia Airbus no nicho de aviões regionais.

Mas será uma negociação complexa devido ao poder de veto do governo brasileiro sobre uma empresa considerada estratégica para a indústria de defesa ?"área que responde por 17% da receita líquida da Embraer até setembro.

Sem a Força Aérea, de cuja costela foi criada em 1969, a Embraer não teria sucesso com programas militares.

No caso do cargueiro KC-390, sua maior aposta no setor e que acaba de receber certificação inicial para operar, o governo colocou R$ 5 bilhões no desenvolvimento do modelo e assegurou a compra de 28 unidades.

O caça sueco Gripen E/F, escolhido para reequipar a frota brasileira, terá sua versão "made in Brazil" feita na Embraer, que poderá se beneficiar do conhecimento de tecnologias aplicadas a aparelhos supersônicos ?"úteis no futuro da aviação executiva, por exemplo.

Esses são exemplos da simbiose entre FAB e Embraer que excluem hoje a possibilidade de a empresa perder seu controle nacional.

Ainda no campo militar, aprofundar laços com a Boeing pode ser um diferencial importante para as ambições da Embraer no mercado americano, o maior do mundo.

A empresa já vendeu 26 aviões de ataque leve Super Tucano para aos EUA, que os empregam na Força Aérea do Afeganistão contra insurgentes. Os olhos estão voltados para uma futura concorrência, para a qual o Super Tucano já está sendo avaliado, para até 120 aparelhos nos EUA.

A Boeing já é responsável pelo marketing internacional do KC-390 e tem grande influência em negócios militares americanos.
Herculano
22/12/2017 07:23
DIPLOMATA PEDE NA JUSTIÇA (E GANHA!) POSTO EM PARIS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A Justiça Federal da Brasília concedeu ao diplomata Sóstenes Arruda de Macedo remoção a um dos melhores (talvez o melhor) postos da carreira diplomática: Paris. Ele argumentou que existiam vagas no Consulado do Brasil e, portanto, a chefia do Ministério das Relações Exteriores precisaria enviá-lo à França. O processo de promoção e remoção de diplomatas é interno ao Itamaraty, definido por regras de desempenho e interesse da política externa brasileira.

INÉDITO
É inédita a sentença que interfere no processo interno de remoção de diplomatas, assinada pelo juiz Charles Renaud Frazão de Moraes.

HABITUÊ
Macedo também acionou a Justiça para exigir senhas e arquivos do Consulado do Brasil em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). Ganhou.

LIMINAR
Cabem recursos das decisões da Justiça favoráveis ao diplomata. A ida dele para o Consulado do Brasil em Paris ainda não é certa.

RECURSOS
A Advocacia-Geral da União confirmou a esta coluna que vai recorrer das decisões favoráveis ao funcionário da carreira diplomática.

REFORMA TRABALHISTA TRIPLICOU EMPREGOS NO NATAL
A reforma trabalhista, que entrou em vigor no mês passado, fez aumentar as ofertas de emprego no comércio do Distrito Federal, segundo o presidente do Sindivarejista-DF, Edson Castro. Em relação a 2016, praticamente triplicou a oferta de empregos. Ele lamentou que a reforma não tenha entrado em vigor no máximo em setembro deste ano: "A oferta de postos de trabalho teria sido muito maior", avalia.

RÁPIDA RECUPERAÇÃO
Só no comércio de Brasília a crise econômica eliminou quase 5 mil postos de trabalho. Só neste fim de ano, 2 mil foram recuperados.

FALTOU TEMPO
Com a reforma trabalhista aprovada há mais tempo, os comerciantes poderiam conhecer melhor as novas regras e apostar em contratações.

NATAL GORDO
A retomada do crescimento fará do Natal de 2017 o melhor dos últimos anos, segundo especialistas como o professor Luiz Paulo Rosenberg.

INACREDITÁVEL
Oscilaram da gozação à repulsa as reações no governo à carta do presidente da Ajufe (entidade de juízes federais), Roberto Veloso, celebrando a preservação dos super-salários e outros privilégios da magistratura, em 2017. No Planalto, foi classificada de "indecência".

SEM PARALELO
Ao defender o projeto que criminaliza o desrespeito ao teto salarial para servidor, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), destacou que o Judiciário em 2016 custou R$175 bilhões ao País, 270% a mais que em 2015.

ALTERAÇÃO
Citada no escândalo que levou o ex-governador do Mato Grosso Sinval Barbosa à prisão, a empresa FDL Serviços mudou de nome para EIG Mercados, e garante que mudou e até afastou os antigos gestores.

VIDÊNCIAS
O vidente Carlinhos afirmou ao programa "Minha Brasília", com segurança, que o ex-presidente Lula vai para a cadeia, "mas será solto logo", e que Álvaro Dias, do Podemos, se elegerá presidente em 2018.

VISITANTE ESPAÇOSO
O presidente da Guiana só conseguiu visitar Brasília, esta semana, porque a FAB foi buscá-lo em Georgetown. Quatro horas de voo. Em voo de carreira seriam 14 horas. Apesar de fazer fronteira com o Brasil, a Guiana está mais longe de Brasília que Europa ou Estados Unidos.

QUE PAÍS É ESTE?
O ex-governador de Minas Francelino Pereira, falecido ontem aos 96 anos, fez a pergunta que acabaria celebrizada, de gozação, no hit "Que País é este?", de Renato Russo. A expressão original era indignação com quem não acreditava no ditador da ocasião, Ernesto Geisel.

TENSÃO PARA O MOLUSCO
Se for mesmo em cana, Lula não estará só. Outros ex-presidentes estão na mesma situação, como Park Geun-hye (Coreia do Sul), Donald Tsang (Hong Kong), e Luis Ángel González-Macchi (Paraguai).

PARECE QUE FOI ONTEM
Geraldo Brindeiro terá dificuldades de engavetar a denúncia: o relatório técnico de peritos da Caixa que constata graves irregularidades no contrato (oito vezes aditado) das obras da nova sede da Procuradoria-Geral da República. (Publicado aqui em 13 de dezembro de 2001).

PENSANDO BEM...
...pela primeira vez em três anos o ano acaba com a certeza de que no ano que vem o presidente será o mesmo.
Herculano
22/12/2017 07:18
Só FALTA O GOVERNO LIBERAR A VENDA DA EMBRAER PARA A BOEING, DIZ "WSJ", por Nelson Sá, em "Toda a Mídia", no jornal Folha de S. Paulo

Em "scoop", furo global, como tuitou a repórter Dana Mattioli, que assina o texto com outros cinco jornalistas, o "Wall Street Journal" levou à sua manchete, ao longo da quinta, o acerto para vender a Embraer à americana Boeing. O negócio visa "fortalecer a Boeing no mercado de jatos regionais".

As direções de Embraer e Boeing agora "estão esperando a posição do governo brasileiro, se irá apoiar" o negócio, segundo "pessoas familiarizadas com o assunto".

Uma das fontes anônimas afirmou que, "para ajudar a atrair o governo brasileiro, a Boeing está disposta a proteger a marca, a direção e os empregos da Embraer".

Também anonimamente, uma autoridade brasileira falou à agência Reuters que o governo "não teve papel", não teria participado das negociações.

Já o "Financial Times" ouviu analistas de consultorias aeroespaciais internacionais que questionaram a viabilidade do negócio e se uma empresa como a Embraer "faz sentido em outras mãos".
Herculano
22/12/2017 07:14
ALCKMIN E VIRGÍLIO SE ENFRENTARÃO EM 5 DEBATES, por Josias de Souza

A comissão escalada pelo PSDB para elaborar as regras da prévia presidencial do partido chegou a um primeiro esboço. Prevê a realização de cinco debates entre os dois pré-candidatos: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e Arthur Virgílio Neto, prefeito de Manaus.

Virgílio, que havia sugerido dez debates, concordou. Pediu apenas que as regras não engessem os encontros. Sugere que, além de réplicas e tréplicas, sejam permitidos os partes. Cogita-se a contratação de um mediador.

A ideia inicial é realizar três debates em fevereiro e dois em março. As prévias viriam na sequência, em tempo para permitir que o escolhido deixe o cargo público que ocupa até o início de abril, dentro do prazo previsto em lei.

Terão direito a votar nas prévias os tucanos com pelo menos um ano de filiação à legenda. Pleneja-se utilizar urnas eletrônicas do Tribunal Superior Eleitoral. Ouvido, o TSE se dispôs a ceder os equipamentos.

Entre os integrantes da comissão organizadora das prévias tucanas estão o senador Tasso Jereissati (CE), o governador goiano Marconi Perillo, o deputado Bruno Araújo (PE) e o ex-senador José Aníbal (SP
Herculano
22/12/2017 07:12
"A EMBRAER É NOSSA", TEMER E NEGóCIOS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

A conversa da venda da Embraer para a Boeing criou um problema para Michel Temer, embora o negócio possa ser interessante para a empresa brasileira. Por falar nisso, o que significa "brasileira"?

Os militares detestaram a ideia. O entorno político de Temer acha que a história pode se tornar uma dor de cabeça extra, ainda mais para um governo tido como "entreguista". A primeira reação de Temer ao negócio foi ruim.

Economistas do Ministério da Fazenda gostaram.

O governo pode impedir a venda da empresa, por direito legal.

Para começar: quem é "dono" da Embraer? Uma penca de acionistas. Pelos dados públicos, o maior acionista é uma empresa americana de investimentos, a Brandes, com 15% das ações. É um tipo de firma que administra aplicações de investidores institucionais (como fundos de pensão) e de muito ricos. A gente não sabe quais clientes (ou cliente) da Brandes têm parte na Embraer.

A Brandes tem ainda participação no grupo GPA (Pão de Açúcar, Ponto Frio, Casas Bahia) e na Estácio, por exemplo. A britânica Mondrian, outra firma do tipo do Brandes, vem a seguir, com 10,12% das ações. Depois, com cerca de 5% cada, vêm o BNDES, o fundo BlackRock e a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil). Daí, vêm duas centenas de investidores institucionais.

A CHINA VEM AÍ

Por que a Embraer seria um negócio para a Boeing, além de já serem parceiras? Porque a brasileira vai bem no negócio de jatos médios, "estreitos", que cresce. A empresa americana participa desse mercado apenas no topo dessa gama "média", na qual concorre com a Airbus e, em breve, com os chineses.

Uma estatal chinesa, a Comac, lançou um jato médio menor, em tese concorrente da Embraer, mas tropeçou. Em 2020, vai colocar na praça um avião maior que os da Embraer, concorrente dos médios ("de cabine estrita") da Boeing e da Airbus.

Ou seja, a Comac vai entrar nesse mercado que está na parte de baixo das linhas de aviões maiores das gigantes Boeing e Airbus e na parte de cima do mercado em que a Embraer atua e cresce. Ou seja, pode amolar todo mundo.

Em tese, a compra da Embraer pela Boeing pode ser uma tentativa de ensanduichar os chineses e vencer a Airbus.

Enfim, o que a sueca Saab, parceira da Embraer na montagem e na tecnologia do caça Gripen, vai achar do negócio?

POLÍTICA

Em julho, a Fazenda consultou o TCU sobre como seria possível o governo se livrar das participações especiais ("golden shares") em empresas como Embraer e Vale.

Em tese, o poder de veto do governo reduz o valor de mercado das empresas. Até por isso mesmo, essas ações de classe especial ou esse direito de intervenção valem dinheiro. Quem pagaria pelo fim do poder de veto? Os acionistas. Vão querer?

O TCU ainda analisa o assunto.

O que o governo ora pode vetar? 1) Mudança de nome, logomarca e objetivo da empresa; 2) Criação ou alteração de programas militares; 3) Capacitação de terceiros em tecnologia militar; 4) Interrupção de fornecimento de peças de para aviões militares; 5) Transferência do controle acionário da empresa
Herculano
22/12/2017 07:07
FONTES

Para continuar a polêmica sobre a não eleição de Franciele Daiane Back, PSDB à presidência da Câmara de Gaspar.

Eu continuo intrigado. Por que foram duas fontes diferentes do PMDB, e não da dita oposição, que me garantiram que o Plano B seria Silvio Cleffi, PSC? Foram elas, que possibilitaram eu escrever aqui, com boa antecedência essa informação e "desprezada" pelo próprio PMDB.

O que me intriga agora, é o PMDB de Gaspar que "perdeu" o jogo tramado para da a Franciele a Câmara para ela, tentar provar que ele não tem nada a ver com a derrota.

E faz isso, exatamente para outras fontes que nunca trataram desse assunto, as mesmas que nunca fazem perguntas e nem publicam noticiais contra o poder de plantão, sejam ele quem for.Acorda, Gaspar!
Mario Pedro Maya
22/12/2017 00:27
Senhor articulista,

O que a Franciele não sabe é que a cúpula do Governo e do ME é que já haviam desistido há se lgum de tempo de tê -lá na presidência da Câmara.
Foram vários encontros com vereadores da base, exceto ela é cúpula do governo, procurando construir um plano, tudo muito sigiloso e articulado, assim não perde-la da base.
Foram vários ensaios, coisa de novela, onde inclusive elencaram vereadores do MDB para publicamente solidarizar-se com a novata vereadora.
Portanto Franciele deveria pedir a todos do governo e PDF a olharem em seus olhos.
Franciele é autoritária e culpa o partido errado pelo fracasso em sua ambição política.
Herculano
21/12/2017 20:13
da série: as faculdades de jornalismo no Brasil, são, na maioria, escolas ideológicas antes de serem plurais

POUCAS COISAS SE JUSTIFICAM MENOS NO BRASIL DO QUE O ESPAÇO QUE A IMPRENSA ABRE AO PSOL, por Marlos Apyus, no O Implicante.

No momento da redação deste texto, a bancada do PSOL na Câmara Federal tem exatos seis deputados. É um número minguado mesmo para uma casa com 27 partidos. Apenas duas jovens siglas (REDE e PEN) possuem representatividade menor. Com Randolfe Rodrigues na Rede Sustentabilidade desde 2015, nem cadeiras no Senado os psolistas têm mais.

Na melhor leitura possível, o Partido Socialismo e Liberdade (sic) configura apenas a 19ª força do parlamento brasileiro. No entanto, a imprensa brasileira não se cansa de consultá-la sobre basicamente qualquer assunto, dando-lhe voz rotineiramente. Por quê?

O Google Trends flagra o fenômeno conforme se observa no gráfico mais abaixo. Ao se confrontar as citações ao PSOL com três siglas que somam 25 vezes mais assentos na Câmara, nota-se a meia dúzia de psolistas duelando diretamente com os 32 deputados do PSB, e por vezes superando os 50 do PSDB, além dos 66 do PMDB. E olha que estes três últimos somam ainda 37 senadores, um presidente da República e um número muito mais significante de projetos estaduais e municipais.

Em 2015, quatro deputados do PSOL ficaram entre os dez mais votados no Prêmio Congresso em Foco, uma escolha nascida do julgamentos de 186 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional. Ao todo, os cinco psolistas que foram lembrados acumularam 35% dos votos. Para efeito de comparação, o PT, que teve 18 parlamentares representados, não passou de um terço disso.

É destaque demais para um projeto tão inexpressivo. A meia dúzia de gabinetes dos deputados liderados por Ivan Valente é menor, por exemplo, do que as sete vagas que o palhaço Tiririca conseguiu sozinho das duas últimas campanhas.

O PSOL nasceu três meses após Roberto Jefferson revelar para as câmeras de todo o país que o governo Lula comprava votos do baixo clero. E abrigaria os petistas que sentiram um mínimo de vergonha do Mensalão. Desde então, se dizem uma oposição à esquerda do PT, algo que só faz sentido nos primeiros turnos das eleições. Porque, quando a coisa esquenta, a linha auxiliar entra em campo e faz todo o jogo que o petismo precisa.

E a imprensa brasileira adora reverberar tal jogo.
Herculano
21/12/2017 19:06
PIZZOLATTI, O DIFERENTE

Finalmente o ex-presidente do PP de Santa Catarina, ex-funcionário da Fazenda estadual e várias vezes deputado João Alberto Pizolatti Júnior, foi notícia nacional. E não foi pelo seu envolvimento na Lava Jato que o tornou Ficha Suja e impediu de ser mais uma vez candidato. Ele está protegido pelo foro privilegiado e a salvo do juiz Sérgio Moro, num cargo de "secretário" que o PP de Roraima arrumou para ele lá.

Pizzolatti bateu e feriu gravemente um. A polícia fez que não viu o estado dele. No Hospital, ele "fugiu" para não dar provas contra si. Mas, um vídeo que viralizou na rede, mostrou ele admitindo que estava embriagado. Lamentável o estado dele naquele vídeo.

Como foi pego no pulo do gato, os advogados admitiram que ele é viciado em bebidas alcoólicas e que vai procurar tratamento especifico. Mas, tarde e depois de quase tirar a vida de um inocente.

E se não fosse esse vídeo, pouco se saberia. A Polícia Rodoviária Estadual que atendeu a ocorrência, só depois das evidências admitiu também que falhou neste caso. Será?

Pior é o desfecho de tudo isso. O entorno do ex-deputado diz agora, que o alcoolismo dele é decorrente da pressão que sofre por estar envolvido em inquéritos e denúncias da Lava Jato. Uai? Mas ambos, foram escolhas feitas só pelo deputado, e pelas consequências deve ser responsabilizado. Ou não?
Herculano
21/12/2017 19:05
A PROVA DE QUE O PSDB ERA PASSADO PARA TRÁS E QUE INOCENTA ANDREIA DAS ACUSAÇÕES DE FRANCIELE

O PMDB e o prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, de Gaspar, fizeram chegar hoje, diante da polêmica e da repercussão desta coluna na comunidade, à algumas lideranças e aos meios de comunicação (eu não fui incluído, porque já a possuía), uma "ata" da reunião do colegiado de governo no dia sete de dezembro.

Nela participaram todos os sete vereadores da dita base do governo: o prefeito (o vice, que é do PP estava ausente, mas estava lá o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP como presidente do Samae) e os secretários do núcleo duro do Executivo, entre eles, o prefeito de fato, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, presidente do PMDB, Carlos Roberto Pereira.

A ata confirma três coisas:

a) Franciele Daiane Back tinha voz ativa na reunião e falava em nome do PSDB;

b) Todos os sete vereadores, incluindo Silvio Cleffi, PSC, assinaram a ata e juraram que elegeriam Franciele presidente. Mais uma vez, Silvio e outros provaram que o papel aceita tudo e não deram bola para o clima, os bastidores e as consequências.

c) Fica claro, então, diante da leitura daquela ata e do que aconteceu na terça-feira na Câmara, que o discurso de Franciele, atitudes, bem como as postagens nas redes sociais, na qual culpa a tal "Nota Oficial do PSDB" condenando o aumento de 40% Cosip, como o responsável por sua não eleição.
Uma coisa não teve nada a ver com a outra. O voto que ela deu para o governo para passar o aumento da Cosip foi um acordo. E este acordo, diziam que os seis vereadores deveria votar nela. Um falhou. É choro de quem não cuidou da sua própria eleição.

Seis da oposição não elegeriam ninguém se um deles não traísse. E traiu. Então é falso, ridículo e sem propósito imputar culpa da derrota à aquela "Nota Oficial do PSDB".

E por que? Porque a traição de Silvio não tem nada a ver com a nota. Ele também votou pela majoração da Cosip. Votou com o governo nesse caso, mas contra de forma clara e frontal a Franciele. O problema, está claro, é Franciele segundo se viu no comportamento de Sílvio e da oposição.

Então, é para ele que ela deve se queixar, culpar e rogar pragas e principalmente para o PMDB que deixou isso correr frouxo. E correu frouxo desde que Kleber se aproximou de Franciele, isolando o PSDB.

Agora, o PT, PDT e PSD não têm muito o que comemorar, também. Ter na presidência alguém que assina documentos e faz juras entre os seus, mas não a cumpre, não honra o fio do bigode, e olha que um tempo atrás ele disse na Câmara que era desse tempo, não é vantagem para ninguém.

Para ganhar, o PT, PDT e o PSD tiveram que aceitar alguém que votou contra o discurso dos três partidos, que votou para aumentar a Cosip em 40% para os gasparenses pagarem e pior, pode trair todos a qualquer momento: basta dar mais poder. Que festa é esta? Acorda, Gaspar!
Herculano
21/12/2017 15:08
AS PENAS SOLTAS NO NINHO TUCANO DE GASPAR I

A vereadora Franciele Daiane Back, PSDB de Gaspar, seu namorado, Luciano Coradini e Claudionor Cruz e Souza não sabem ainda onde estão metidos. A vereadora não se deu conta que ela perdeu a prometida presidência da Câmara pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, devidos a sucessivos erros e arrogância dela própria. De mais ninguém!

Ela culpa a nota do PSDB, feita na terça-feira, horas antes da eleição em que perdeu surpreendentemente com claque convidada para aplaudir e festejar. Bobagem. É escape. Não resiste aos fatos, às evidências e as bordoadas que ela recebeu quase unanimemente nas redes sociais.

A nota do PSDB que dizia ter o partido uma posição diferente da vereadora na questão do absurdo aumento de 40% da Cosip, não influenciou em nada na votação. E ela foi resultado da cobrança da sociedade ao posicionamento da vereadora, que teria sido confundido com o do PSDB, que não está no governo de Kleber.

O que influenciou o resultado da eleição para a presidência da Câmara foi a arrogância da vereadora ao debater temas controversos e se achar imune às articulações de bastidores para lhe dar uma lição. O discurso provocativo que ela fez na segunda-feira, quando devia ter se adstrita apenas ao voto, foi decisivo.

Escrevi isso antes da eleição. Então... Quem tiver curiosidade, acesse-o e olhe como Silvio Cleffi, PSC, a fita. Franciele não falava pelo partido, mas por ela. Seria eleita por outros partidos a quem preferiu confiar e esnobar o seu.

Franciele não compunha. A criança mimada que tudo quer a seu jeito, ainda continua dentro dela. É a mais jovem vereadora já eleita em Gaspar. E seria a mais jovem presidente e a primeira mulher no cargo. A derrota deve ser vista como uma lição. E para todos.

Sinceramente, vou repetir: sem analisar a questão da traição que é fato grave, gravíssimo, se é que ele aconteceu do modo descrito nos discursos da própria base contra o Silvio após o resultado, a não eleição de Franciele para a presidência da Câmara de Gaspar, por todas as circunstâncias que antecederam, mas principalmente, as que sucederam o resultado, foi a melhor coisa que aconteceu para Kleber e o PMDB.

O resultado é também importante para reflexões e arrumar o ninho tucano, que perdeu importância em Gaspar exatamente quando se tornou um apêndice do PMDB, sem votos em eleições passadas (leia-se Ivete Mafra Hammes).

Haverá tempo para conserto de todos os erros de todas as partes e principalmente para Franciele amadurecer e aprender para uma nova tentativa. Mas, dependerá só dela. E isto exigirá mudanças no seu comportamento pessoal, político e partidário. Acorda, Gaspar!
Herculano
21/12/2017 14:40
AS PENAS SOLTAS NO NINHO TUCANO DE GASPAR II

EX-PRESIDENTE DO PSDB DE GASPAR, O ADVOGADO RENATO NICOLETTI, RESPONDE PUBLICAMENTE NO FACEBOOK AO EX-INTEGRANTE DO DIRETóRIO, LUCIANO CORADINI, QUE SEMPRE COLOCOU DEFEITO NO PARTIDO E NOS BASTIDORES DEFENDE A DIVISÃO DELE A FAVOR DA VEREADORA. O TEXTO É AUTO-EXPLICATIVO.

Luciano Odair Coradini . Ok. Vc só precisa então me dizer qual o papel da presidência do partido. Figuração?

Consultar alguns e não consultar sequer a presidência sobre questões e projetos polêmicos não precisa? Pq vc acha que não fui à releição da presidência?

Peguei o partido em 2015, com apenas 4 anos de filiação. Vc e tantos outros antigos não quiseram. Fui sempre muito claro. PSDB Gaspar, VAI ASSUMIR UMA POSIÇÃO DE INDEPENDÊNCIA.

Com sua ajuda viabilizamos uma candidatura a prefeito. Perdemos. Faz parte. Mas o 45 apareceu na urna de votação novamente na majoritária. Veja se não seria muito mais comodo eu ficar mais um mandato a frente, num período sem eleiçõs municipais, sem o estresse de uma pesada campanha municipal?

Te respondo. Não sou pessoa de fazer figuração. Não me apetece ser chamado para encontros e reuniões, apenas para chancelar o que já está decidido. Foi assim no período pós eleição municipal.

Me retirei por não compactuar com isso e pra deixar, a vereadora a vontade em seu projeto. Vc e ela deveriam usar mais a visão periférica. Esqueçam por uns instantes o partido, eu, a presidência e tantos outros decanos que também não concordam com certas posições da vereadora.

Cobrem daqueles que prometeram a Franciele e não a entregaram, da mesma forma que agem contra o próprio partido. Quem deve explicações à Franciele não é o partido, pq tem posição diferente da dela. Nem sequer teve interesse em convocar uma reunião para debater, a nível de partido a questão?

Repito. A metralhadora está apontada para o alvo errado. Quem deve explicações a ela é quem lhe prometeu o céu e a largou no inferno. E isso não foi o partido que fez.
Herculano
21/12/2017 14:29
AS PENAS SOLTAS NO NINHO TUCANO DE GASPAR III

NOTA OFICIAL DO PSDB NA TERÇA-FEIRA, DIA 19

"O PSDB de Gaspar esclarece que é CONTRA todo e qualquer projeto de lei que aporte na Câmara de Vereadores e que não respeite ao menos o prazo estabelecido pela lei de 45 dias para estudo e análise, como ocorreu com os projetos que foram apreciados na Câmara Municipal no dia de ontem (19/12). Em relação ao projeto que aumenta a taxa de iluminação pública - COSIP - em 40% o PSDB de Gaspar é CONTRA o aumento, entende que se faz necessário primeiramente, buscar projetos que possam dar eficiência ao setor e esclarecer a população, através, por exemplo, de audiências públicas, buscando a transparência, que DEVE ser uma prerrogativa de toda administração pública. O PSDB de Gaspar também esclarece que o voto da vereadora Franciele Back é EXCLUSIVAMENTE de sua responsabilidade".
Herculano
21/12/2017 14:25
AS PENAS SOLTAS NO NINHO TUCANO DE GASPAR IV

A RESPOSTA DA PRESIDENTE DO PSDB DE GASPAR, ANDREIA SYMONE ZIMMERMANN NAGEL NA CONTA DO FACEBOOK DELA, AOS "ASSESSORES", NAMORADO DA VEREADORA QUASE PRESIDENTE DA CÂMARA E À PRóPRIA FRANCIELE DAINE BACH, A JORNALISTA, A DEMOCRÁTICA QUE TIROU A PÁGINA DO PARTIDO DO AR PARA NÃO SER CONFRONTADA COM OPINIõES DIVERGENTES

Bom dia amigos do face! Informo a todos que estão interagindo neste post que o objetivo da publicação não é e nunca foi criticar ou atacar qualquer pessoa ,filiada ou não, ao partido, muito menos a vereadora Franciele.

O partido não é contra a vereadora, e sim contra a falta de respeito e consideração do atual governo com a população. É importante ressaltar que o PSDB não faz parte do atual governo e apoia todos os projetos de boa iniciativa que venham favorecer a população.

O projeto que aumenta a taxa da COSIP, entre outros que foram apreciados na sessão extraordinária do dia 18, são projetos que demandam de maiores discussões e esclarecimentos, e o PSDB, sendo um partido que tem como lema a social democracia, não poderia compactuar com o pouco ou até mesmo a ausência de diálogo do executivo com a população.

O projeto que aumentou a taxa da COSIP entrou na câmara em regime de urgência e nem mesmo esse prazo foi respeitado, será que esse tempo foi suficiente para a análise, parecer, busca de informações sobre a matéria e argumentos que justifiquem tal aumento?

A população de Gaspar, a mesma que é tão importante, ouvida e lembrada na hora de votar, participou deste debate? Como presidente do PSDB de Gaspar e membro da Executiva Estadual do PSDB tenho o dever de defender o partido e manifestar a sua posição, com base nos membros do diretório e com base no clamor da população que merece respeito e transparência dos seus governantes. Defendo também o diálogo, principalmente quando este acontece pessoalmente, e o PSDB de Gaspar tem dado essa oportunidade aos seus filiados e simpatizantes, tivemos dois grandes eventos este ano, reuniões mensais da executiva e bimestrais do diretório, infelizmente nem todos participam presencialmente e manifestam suas opiniões para que possamos estabelecer um debate saudável e de crescimento para o partido.

Prezo pelo diálogo sempre, prova disso é que não excluí nenhum comentário deste post e não bloqueei ninguém, permitindo assim a livre expressão, lembrando que este é o meu perfil particular, pois não tenho mais acesso à página oficial do PSDB.
Herculano
21/12/2017 11:56
A VERDADEIRA HISTóRIA DE GILMARZINHO, por Felipe Moura Brasil, de O Antagonista.

Hoje eu vou tomar a liberdade de contar pra vocês a verdadeira história de Gilmarzinho, o homem que entrou para o livro dos recordes como o maior soltador da República das Bruzundangas, também conhecida como Bananão.

Gilmarzinho não ficou preso na barriga da mãe por muito tempo.

A primeira pessoa que Gilmarzinho soltou foi ele próprio, nascido prematuramente com apenas 22 semanas de gravidez.

Embora muitos estranhassem seus lábios carnudos, Gilmarzinho milagrosamente escapou de qualquer sequela visível de sua soltura precoce do útero materno.

Aos cinco anos de idade, Gilmarzinho já soltava pipa.

Ninguém soltava pipa melhor do que Gilmarzinho.

Mas já naquela época, por causa dos fios da rede elétrica, era comum Gilmarzinho ficar com a rabiola presa. A rabiola era a única coisa que Gilmarzinho não conseguia soltar.

O resto, Gilmarzinho tirava de letra. Nó de oito, nó quadrado, nó de correr, nó ordinário, nó de pescador, Gilmarzinho, como bom escoteiro e marinheiro, soltava todos.

Na adolescência, começou a causar problemas na vizinhança porque não podia ver um cachorro preso que ia lá e soltava. Cachorro, cavalo, ovelha, carneiro, boi, vaca, touro, mas principalmente cobra, Gilmarzinho causava o maior tumulto soltando.

Mas quanto mais tumulto causava, mais Gilmarzinho se divertia.

Por isso é que, na hora do vestibular, não teve dúvida: escolheu fazer Direito, sonhando um dia ocupar uma vaga no STB, o Supremo Tribunal do Bananão.

Para subir na carreira, Gilmarzinho fez muitas amizades com gente poderosa, até que conseguiu ser indicado por um presidente amigo para o cargo com que sonhou.

É verdade que, quando os adversários de seus amigos subiram ao poder e se tornaram alvos da maior investigação da história do Bananão, Gilmarzinho, de birra, tornou-se menos soltador, mas quando as investigações atingiram seus amigos, Gilmarzinho virou um indulto natalino de ano inteiro.

Soltou amigos e supostos adversários dos amigos.

Soltou até uma ex-primeira dama, alegando que ela precisava cuidar do seu garotinho, o que levou casais investigados de todo o país a providenciarem e parirem mais e mais garotinhos para garantirem seu salvo-conduto também.

De tanto Gilmarzinho soltar, um laboratório farmacêutico lançou a marca Gilmarzinho de laxante para prisão de ventre.

Mas logo o Ministério da Saúde do Bananão advertiu para o eleito colateral do medicamento Gilmarzinho, que podia acabar soltando o cérebro também.

Nem preciso dizer que o povo do Bananão se revoltou com Gilmarzinho nas redes sociais. Mas ninguém conseguiu emplacar uma hashtag porque, até do símbolo da grade, o vírus Gilmarzinho soltava as palavras.

Uma coisa, no entanto, ficou clara para todo mundo que conhecia a biografia não autorizada do ministro do STB:

Gilmarzinho sempre teve a rabiola presa.

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