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Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

22/05/2017

CONTO DO BILHETE PREMIADO I
A delação premiada dos controladores (arrojados ex-jovens açougueiros e aventureiros do Centro Oeste) e seus executivos do grupo JBS feita na semana passada aos promotores federais e aceitas pelo Supremo Tribunal Federal, vai muito mais do que ameaçar à deposição do presidente Michel Termer, PMDB, justamente quando o país tomava um rumo mínimo de estabilidade econômica, ou a de desnudar para sempre, finalmente, o senador mineiro Aécio Neves, sobrinho do estadista Tancredo Neves, e até então presidente negociante do PSDB. Os delatores agiram como donos de matadouros clandestinos, acostumados a negociarem gado e carne, de duvidosa procedência sanitária, sem nota fiscal, desque que ficassem ricos.

CONTO DO BILHETE PREMIADO II
A delação ou armação, a qual vai se revelando com surpresas no tempo (e que agora apresenta a gravação como uma fraude técnica), revela também um crime continuado de uma quadrilha no poder. Ela se abriga na maioria dos partidos políticos, os quais dividem o naco do poder de plantão. Pior: outras “gigantes” empresas nacionais (ou transnacionais) terão histórias semelhantes para serem reveladas em alguns dias e semanas quando se abrirem as portas e cofres do BNDES. A JBS é hoje um dos maiores – status que conseguiu estranhamente num espaço curtíssimo e falo por conhecer profundamente esse setor - processadores de proteína animal do mundo – e que no Brasil é dono de muitas marcas como Friboi, Seara, Swift ... A JBS se tornou a gigante que é, sem ética – apesar de divulgar os seus valores nas portarias das suas unidades - beneficiada pela proximidade oportunista que teve na gestão do PT e PMDB (Lula, Dilma e Temer). Tudo com o dinheiro fácil, vindo dos pesados impostos dos brasileiros e que tomou junto ao BNDES, o de Luciano Coutinho, para repartir com políticos, agentes públicos, os seus, fingindo que essa grana era para impulsionar os seus negócios lícitos, competitivos, inovadores.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO III
A delação da JBS – como outras que já apareceram – é uma aula de sacanagens. Ela mostra claramente como se rouba no mundo político, no poder de plantão em Brasília, nos estados, nos municípios, nas repartições de todos os níveis, via a extorsão, participação e conivência de empresas, empresários e intermediários ou facilitadores nas instituições que deveria regular ou estar acima de qualquer suspeita. Enquanto "sobra" dinheiro público da rapinagem para o privado e poucos, no outro lado, faltam migalhas rodovias, portos e ferrovias para tornar os produtos do agronegócio competitivos internacional e nacionalmente. Mostra como esse dinheiro desviado faz falta na alfabetização, educação, na formação profissional, na geração de empregos qualificados, na competitividade, na inovação; como com a falta desse dinheiro desviado se compromete a segurança das pessoas, do patrimônio e produtos, fator que aumenta excessivamente os custos dos produtos, logística e negócios, todos bancados pelos consumidores.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO IV
Como faz falta esse dinheiro roubado dos nossos impostos para a assistência social, moradias, creches e principalmente na saúde pública básica, onde até morre gente pobre (a maioria dos brasileiros, que fazem parte dos milhões de desempregados), que dependem e estão na fila do SUS por falta de acesso a qualquer outro tipo de ajuda ou plano de saúde. É a essa gente humilde que é negada atendimento adequado ou dos remédios nas farmácias básicas, pois o dinheiro é desviado para atender essas maracutaias armadas entre poucos e para os do poder de plantão. Qual a razão que gente desqualificada sob todos os aspectos, travestida de empresários, mimada pela imprensa comprada por seus investimentos publicitários e de marketing, como os irmãos donos da JBS, são escolhidos para ganharem, do nada, o bilhete premiado para “terem” uma empresa referência mundial? Porque essa gente – também ávida ao poder e riqueza fácil - serve de testa-de-ferro para a sacanagem dos políticos e gestores públicos que urdem essa ladroeira toda, com ares de legalidade, diante da pobreza da maioria e à negação a empresários sérios? Com testas-de-ferro como os donos da JBS, os políticos se acham imunes às leis e fora do alcance das eventuais acusações públicas; nadam no crime e que serão sempre imputados aos outros. Simples assim. Entenderam, ou é preciso desenhar

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE I
A delação da JBS da semana passada, colocou, em detalhes e provas Santa Catarina, mais uma vez, no centro do furacão de dúvidas e das sacanagens dos seus políticos e dirigentes nas sacanagens com o dinheiro público ou privado. Tudo para se beneficiá-los na competição e perpetuação pelo e no poder. Vergonha. O governo de Santa Catarina, por intermédio do então senador, candidato e depois governador (que continua um simples prefeito de Lages), Raimundo Colombo, PSD, e o seu então (agora ex) secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, PSD, mais uma vez, usaram a Casan para extorquir dinheiro de particular para obter dinheiro legal e ilegal para a campanha eleitoral de 2014. Eles negam, mas não comprovam. Coisa de doido, para não dar outros qualificativos que estão tipificados no Código Penal Brasileiro e acima de tudo, no manual de ética de qualquer cidadão decente. Ladrão roubando de ladrão, segundo os delatores. Está gravado. Está parcialmente comprovado.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE II
Gavazzoni pediu o boné nesta segunda-feira, aconselhado por outro pedessista, o deputado Gélson Merísio, que quer ser candidato a governador. Na verdade, está se blindando. Quer evitar associações, perguntas. Começou, então, a “limpeza” da área. Pode ser tarde, apesar da amnésia muito comum aos eleitores e eleitoras sobre esses fatos sérios, bem como o processo de manipulação muito comum aos analfabetos, ignorantes e desinformados pela máquina política. O advogado Gavazzoni para quem não se lembra, é autor das pedaladas que retiraram ICMS dos municípios numa operação estruturada da Celesc; é autor daquela tese que levou ao Supremo para embarrigar a dívida catarinense de que o devido por contrato com a união era para ser adimplido com juros simples, mas já a dívida dos contribuintes catarinenses com o tesouro do estado, deviam ser cobrados em juros compostos. Colombo, está pagando pela escolha que fez: mandou embora o seu melhor amigo e competente profissional, economista, administrador e gestor Ubiratan Rezende. Trocou-o por mágicos, espertos, gente do meio político partidário que entende bilhetes premiados e moscas que estiveram a espreita de carniças. Agora está irritado com delatores, com a imprensa ainda frágil e desacostumada ao exercício da profissão devido a escola RBS de negócios, A imprensa, assanhou-se e ameaça fazer perguntas e apontar incoerências. Colombo ficou sem chão. Usou até palavras chulas. Gavazzoni só conversou em off, sem gravação. Colombo falou que os delatores, sob pressão, estão vendendo até a mãe para se salvarem. Quem prometeu colocar a Casan à privatização e não fez, foi Colombo.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE III
Quando a Odebrechet fez a sua delação, disse e está registrado, que o candidato e prepostos ao governo do estado de Santa Catarina acenaram com a possível privatização da Casan – Companhia Estadual de Águas e Saneamento. E para isso, pactuaram uma ajuda financeira expressiva “eleitoral” para quando no poder, “facilitar” os interesses da Odebrechet neste assunto e pretensão. Eleitos, esqueceram da promessa. Inventaram uma série de problemas. E na eleição seguinte, a de 2014, com a cara de pau incomum, voltaram à Odebrechet com a mesma ladainha e contrapartida. E ai a empreiteira, a esperta, caiu no conto do bilhete premiado, mais uma vez, como ela própria confessou na sua delação. Parece piada, mas não é. Agora, a JBS, revela que não só a Odebrechet foi enganada no mesmo assunto: Colombo candidato e seus prepostos de campanha e governo fizeram a mesma promessa a JBS. Eleitos, todavia, não se lançaram à privatização da Casan. O governo preservou a sua “galinha dos ovos de ouro “para tomar dinheiro lícito e ilícito dos gananciosos mais uma vez? Era o bilhete premiado, que o malandro, o estelionatário, em grupo, toma de pobres e gente até sabida, mas gananciosa em ter lucro rápido e fácil.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE IV
Esta história contada, registrada e repetida, revela que os políticos em Santa Catarina perderam até a ética na prática dos ilícitos. Este tipo de “ética”, mesmo enviesada, é o que sustenta o submundo do crime. Se fazem isso entre eles próprios, o que são capazes de fazer com a sociedade que votou e acreditou nas suas palavras, discursos, relatórios que abunda, propaganda enganosa, e promessas? Fale com um bandido (de verdade, pé de chinelo, inclusive), e pergunte a ele o que acontece a quem desonra uma promessa, um acordo ou uma informação privilegiada, ou uma trucada. Morte! Simples assim. As delegacias e a Justiça estão cheias desses casos. No mundo político catarinenses, todos estão vivos, e ainda se acham limpos para pedir votos e continuarem no poder e comando do povo pagador de pesados impostos e que não recebe a contrapartida mínima no policiamento, na saúde pública, nas escolas, nas obras de manutenção... Vergonha não só para os catarinenses, mas para a imprensa que continua pisando em ovos (se a RBS gaúcha ainda mandasse aqui, nada disso teria saído e na coletiva de ontem Colombo se sentiu desconfortável e chegou a se irritar com as razões das perguntas), com medo de processos, de ofender ou perder amigos de botecos, ou devido ao tamanho do rabo, isto sem falar nas instituições como a OAB, TCE, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Judiciário etc. Como este bilhete “premiado” catarinense já está manjado e carimbado, o que os políticos que já estão em campanha sob as bênçãos de Colombo, vão apresentar agora para obter vantagens nas próximas eleições na corrida para o palácio da Agronômica , ou até mesmo para o palácio Barriga-Verde?

ILHOTA EM CHAMAS I.
Veja esta. O atendimento pediátrico do posto de saúde de Ilhota começou a funcionar há menos de dois meses. Vai entupir a fila do clínico geral. Um aviso na porta do posto diz que a pediatra vai parar a partir de hoje. Mas, tem um esquema especial. Dependendo do caso e da sorte (ou do azar), o paciente é olhado pelo enfermeiro e dependendo do caso, ele pode passar uma receita assinada por uma médica.

O GOLPE I
O PT, o PSOL, o PDT, o PSB, o PCdoB, o MST, o PSTU, a CUT, a UNE, o Solidariedade, a Rede, o PCO, o MTST e muitas outras marcas da esquerda marcaram uma marcha no domingo pelo “Fora Temer” e pelas “Diretas Já”, não previstas ainda constitucionalmente. Fizeram isso, depois que o Movimento Brasil Livre e o Vem Prá Rua condenaram veementemente a atitude de Temer e Aécio Neves, descritas nas delações da JBS. Esses movimentos previamente agendavam protestos de rua para o mesmo domingo. E por que fizeram isso? Por esperteza. Queriam volume para impressionar a mídia, os políticos, os governantes. Bastou o MBL e o Vem Prá Rua desarmarem o circo, que a manifestação da esquerda do atraso se tornou o maior fiasco, até porque seus caixas estão em baixa, não é mais possível pagar black blocs, segurador de bandeira, gritador de megafone e sanduíches de mortadela.

O GOLPE II
Qual é o balanço e a esquerda do atraso (e à mídia que ainda dá trela e manchete para minorias como se fossem majoritárias) ainda não percebeu. O brasileiro não está cansado de Michel Temer, PMDB, ou de Aécio Neves e o PSDB. Está também. Muito. E tem que estar. O brasileiro não suporta mais é ser roubado nos seus pesados impostos por todos os políticos, gestores públicos em conluio com empresários. Os políticos querem ou estão no poder, não se sabe a razão disso, e lá manipulam mentes e corações, gente que não está nem ai para a falta de leitos, de ambulatórios, de utis, atendimentos em postinhos, remédios básicos, que vê a criminalidade aumentar, que não tem acesso à casa própria, assistência social, educação, creche, amparo a velhice, aposentadoria certa (e não as precoces, milionárias e privilegiadas para os servidores estáveis), a burocracia excessiva disfarçadas de controle, e principalmente porque não vê obras prontas, sem dúvidas, para o país avançar e competir, criando um círculo de esperança. O brasileiro quer emprego, quer ser livre, quer oportunidade inclusive de ser feliz pela sua capacidade de ser e agir. A esquerda, todavia, quer ser a tutora das vidas alheias.

NÃO PEGOU BEM I
Eu escrevo aqui, de vez em quando que a Igreja Católica por meio da CNBB e das eclesiais de base criou e espalhou o PT, como o novo, o redentor, o protetor dos pobres e o Santo nos grotões brasileiros, apesar de que para a esquerda e seus intelectuais, religião é algo abominável, pois aliena. Mas, como lhe convém na causa... A Igreja Católica Apostólica Romana é aceita. A Igreja usa apenas a fé sobre os querem em sua palavra para deixá-los mais analfabetos, ignorantes e desinformados politicamente. E por isso, recebo pau. Querem um exemplo e de Gaspar, mas que refletiu em Porto Alegre, e lá está o maior bafafá?

NÃO PEGOU BEM II
Dom Jaime Spengler é filho de Gaspar, ali do Poço Grande e como recém arcebispo, até rezou uma missa, na Igreja da Comunidade Santa Clara, a que o Gilberto Schmitt, ex-seminarista, organizou por uma boa parte da sua vida à sua construção com os dali. Hoje ele está no pastorado de Porto Alegre. Alí no dia 26 de abril, soltou esta nota: “diante das propostas que estão sendo apresentadas pelo governo federal, é fundamental que se ouça a população em suas manifestações. O povo tem o direito de ser ouvido. Reformas que incidem mais diretamente sobre a vida da maioria do povo precisam ser levadas adiante com muito discernimento. Importante que as reformas tenham sempre em consideração a inclusão social. Convém recordar o que foi dito na nota publicada pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no dia 23 de março de 2017: ‘convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados'”.

NÃO PEGOU BEM III
Dom Jaime que o povo precisa ser ouvido. E ele está certo. Mas, a representação legislativa não é os ouvidos e a expressão do povo? A CNBB organizada e a Igreja Católica por suas eclesiais não são os olhos, ouvidos e a expressão de seu rebanho? Ora se convoca os cristãos (deveria dizer, os católicos, para não mentir) e pessoas de boa vontade para se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, o que realmente quer dizer, se 63% dos brasileiros precisam chegar aos 66 anos de idade para obter uma aposentadoria de apenas um salário mínimo e nisso, nada será mudado? Se o que vai ser mudado, são exatamente as aposentadorias precoces de políticos e servidores estáveis, que podem ganhar em média de R$25 mil por mês e que este direito desigual, injusto vai impedir que a maioria de velhos com um salário mínimo tenham direito no futuro, como já acontece no sistema estadual do Rio Grande do Sul, onde está o gasparense dom Jaime? Quem é esse mais fragilizado a que se refere Dom Jaime e que não está abrigado pela reforma da previdência? Por que fazer discurso genérico e não apontar exatamente o erro, a injustiça e ai tentar encontrar um remédio? Quando o evangelho interpretado por gente esclarecida se perde nas causas ideológicas, a cruz pesa mais é sobre os ombros dos pobres que não lhes restam rezar e pedir milagres.

A PIADA DOS VEREADORES? I
Onde parte deles - a maioria da base do governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB -, passou parte da semana passada e no maior silêncio? Em Florianópolis. Fazendo o que? Participando do 113º "Seminário Brasileiro de Prefeitos e Vereadores", aquele tipo de encontro caça níquel, com diploma, e ficha de presença fajutas, que já virou até motivo de reportagem no Fantástico e que se realiza em pontos e capitais turísticas. Sugestivo, não é? Qual o objetivo dos nossos edis no evento? Segundo eles próprios, "aprender ainda mais sobre lei orgânica, regime interno, orçamento público, papel do vereador na fiscalização dos atos do executivo..."

A PIADA DOS VEREADORES? II
Ah, então, até agora, esses vereadores não sabiam qual o papel do vereador na fiscalização dos atos do executivo? Entendi! Está explicado a razão pela qual eles vêm rateando para não se ter sessão à noite para o povo acessá-la, para devolver dinheiro da Câmara e que originalmente não é dinheiro do Orçamento da prefeitura, ou impedir audiências para discutir sobre assunto que são só de interesses dos vereadores e da Câmara de Gaspar. Aprendizes! Mas, não o que prometeram e propagaram aos eleitores quando pediram votos, ou seja, de serem fiscais do povo e dos atos do prefeito? Tiveram que ir a Florianópolis à custa do povo para ter certeza disso? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE


O deputado Ismael dos Santos, PSD, evangélico, não é um homem de partido, mas de Igreja. É assim que se elege desde que se tornou vereador em Blumenau. Em Gaspar, foi Kleber Edson Wan Dall, PMDB e deixou Marcelo de Souza Brick, PSD, chupando o dedo.

O que apareceu agora: dos milhões de reais que a JBS botou oficialmente na campanha de Raimundo Colombo, via o diretório nacional do PSD, R$500 mil foram parar na conta oficial do deputado Ismael.

Jair Bolsonaro, PSC, mas deve trocar de partido se vier ser mesmo candidato a presidente da República, veio a Santa Catarina. Fez vários comícios ou reuniões, feitas sem muita divulgação e repercussão na imprensa. E quem foi o cicerone dele por aqui? Rogério Peninha Mendonça. PMDB.

Ele empolgou muitos, principalmente os mais jovens. Assustou outros, no entanto. O que mais preocupa mesmo em Bolsonaro é a falta de qualquer intimidade e proposta econômica para o Brasil. Isso não vai dar certo.

O PT para chegar ao poder em 2002, depois de nadar muito, além de fazer a aliança com o PMDB, precisou jurar que não faria besteira na economia.

Lula até segurou o plano de estabilidade de Fernando Henrique Cardoso por quase quatro anos para garantir a sua reeleição. Depois o que se viu, foi a esquerda colocar o país no buraco onde estamos metidos. Voltarei ao tema.

Há quem defenda diretas já para presidente da República. Se elas estiverem na Constituição Federal, eu também as defenderei. Agora, sem eleições gerais (para deputados Federais e Senadores e que dão sustentação ao novo presidente ou governo), é um novo tiro no escuro.

É no Congresso onde estão os verdadeiros bandidos, que de negociata em negociata, levaram o Brasil e os brasileiros ao buraco, a inflação alta, a recessão e ao desemprego. Mas, todos eles, com os bolsos cheios, salários e mordomias garantidos pelos nossos votos e pesados impostos.

Perguntar não ofende. Alguém tem dúvidas de que o que acontece no cenário nacional, não acontece em Gaspar e Ilhota? Nós já tivemos prefeito e vice que foram açougueiros e depois se embrenharam em outros negócios, além do coronelismo político.

A porta-voz do prefeito, Kleber Edson Wan Dall, PMDB, a vereadora Franciele Daiane Bach, PSDB, diz que está indignada com as revelações sobre o seu líder Aécio Neves. Não é para menos. Mas, quem está limpo nessa história? E vamos começar pelo prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, seu segundo amigo, e com quem se reuniu na semana passada?

Ilhota em chamas II - Quem vai julgar as condutas dos servidores de Ilhota? Foram nomeados para a Comissão Permanente de Sindicância e Processo Administrativo, os servidores Lavino Miguel Nunes (presidente), Luciana Mansoto (secretária) e Elisson Pierre Hort, membro.

Ilhota em chamas III - O prefeito Érico de Oliveira, PMDB, tomou as propriedades da Casan em Ilhota e as entregou para um terceiro administrar. Prepara para criar mais um cabide de empregos.

Ilhota em chamas IV. Vai acontecer duas coisas. Esta briga vai ser longa, vai faltar dinheiro para investimentos, vai faltar água e a conta será salgada e para outros governantes.

Ilhota em chamas V. Ora, se a prefeitura não conseguiu cuidar de uma simples balsa, quando ainda não existia a ponte dos sonhos, deixando-a a afundar várias vezes, terá condições, e principalmente recursos financeiros para investimentos, além da competência para assumir, cuidar e expandir o serviço de coleta, tratamento e distribuição de água?

Feriado só no Belchior. Quando nos dias seis de abril a prefeitura ser transferir para a intendência do distrito do Belchior, isso só ocorrerá em dia útil. Se não houver essa coincidência, essa transferência será antecipada ao primeiro dia útil do dia seis de abril.

Mas, no Belchior, será dia de festa, com desfile e tudo como orienta o projeto de lei número 12. Outra, a Câmara não está obrigada a fazer sessão nesse dia. Hum!

Absenteísmo elevado? É anormal a instauração de processos administrativos para apurar faltas sucessivas de funcionários de baixo escalão na prefeitura de Gaspar.

Talvez ajude. É atribuída ao espírita e mediúnico, Chico Xavier: "O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma”

 

Edição 1802

Comentários

Mariazinha Beata
25/05/2017 20:36
Seu Herculano;

Quando o padre Márcio deu chilique com os fieis da paróquia do Belchior Baixo, o pessoal do bairro Margem Esquerda tirava sarro porque o vigário da paróquia a qual pertence, este sim, era o bom.
Agora foi o vigário que deu com os dois pés no pessoal da Margem Esquerda.
Acabou a zombaria. Os dois bairros estão quites.

Cada bairro tem o padre que merece!
Bye, bye!
Digite 13, delete.
25/05/2017 20:28
Oi, Herculano;

"O BRASIL NÃO TEM JEITO. ACREDITE SE QUISER. DILMA VAI A JUSTIÇA PARA ANULAR O IMPEACHMENT E VOLTAR A SER PRESIDENTE".

"Tadinha" da velha coroca, eLLa literalmente não se enxerga.
O lugar deLLa é na cadeia com o seu criador LuLLarápio.
Ana Amélia que não é Lemos
25/05/2017 20:24
Sr. Herculano;

Colei o último parágrafo que escreveu Augusto Nunes porque achei apropriado para o nosso momento atual.

"Neste 24 de maio, o remédio produziu efeitos imediatos. Previsivelmente, os vigaristas disfarçados de guerreiros do povo brasileiro bateram em retirada, ou saíram em desabalada carreira, tão logo toparam com soldados de verdade. Países civilizados confiam às Forças Armadas a preservação da normalidade democrática. Assim deve ser num Brasil resolvido a enterrar a era da canalhice".

Jair Bolsonaro, Presidente!
Herculano
25/05/2017 13:05
ESTUDANTE CATARINENSE DE 21 ANOS ACENDE ROJÃO NA MANIFESTAÇÃO DE BRASÍLIA E TEM A SUA PRóPRIA MÃO MUTILADA. CUT CATARINENSE QUE PATROCINOU A SUA IDA PARA LÁ, DIZ QUE ELE FOI VÍTIMA E NÃO AUTOR, APESAR DOS TESTEMUNHOS, DO NOTICIÁRIO LOCAL E DAS REDES SOCIAIS RELATAREM E PRODUZIREM TESTEMUNHOS

Ele é estudante do Instituto Federal de Araranguá. Os Institutos Federais em Santa Catarina, incluindo o de Gaspar, tem sido redutos de resistência de esquerda. Tem até assessoria de imprensa plantada para defender os atos de estudantes e professores. Arrogante, a assessoria sempre exige desmentidos como se a imprensa tivesse que estar à reboque de suas ações ideológicas.

Os que fazem a cabeça desses jovens, deviam pelo menos ensinar seus militantes a lidar melhor como o de artefatos explosivos para não deixarem provas contra si próprios.

Aliás, contra quem seria usado esse rojão que explodiu na mão do estudante? E a imprensa bem quietinha sobre este assunto grave.
Herculano
25/05/2017 12:53
A ESQUERDA APLAUDE A VIOLÊNCIA E A BADERNA EM NOME DA "REVOLUÇÃO". por Rodrigo Constantino, na Gazeta do Paraná, Curitiba PR

O que se viu nesta quarta em Brasília é simplesmente inaceitável. Um grupo insignificante, em termos proporcionais à população, que não representa ninguém além dos partidos de extrema-esquerda, tocou o terror e desafiou a lei e a ordem, lançando chamas sobre nossas instituições. Mas nem mesmo isso foi capaz de constranger os ícones "intelectuais" da esquerda.

Gregorio Duvivier, o filhinho de papai que gosta de bancar o rebelde, postou imagens em quadrinhos enaltecendo o uso de violência como uma "necessidade revolucionária".

O rapaz mimado escreveu com ironia tosca: "Grandes Momentos na História dos Protestos Pacíficos!". Mais de cinco mil idiotas já curtiram a evidente e irresponsável incitação à violência, em nome da "revolução". Qual mesmo? Abolir a escravidão? Permitir o voto das mulheres? Não, nada disso. Impedir o fim do imposto sindical! Ou liberar a maconha, causa prioritária para o moço em questão.

Para Greg, assim como para toda a extrema-esquerda, não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. E isso quer dizer basicamente o seguinte: não se chega ao "lindo" socialismo (como o venezuelano) sem destruir tudo. A Revolução Francesa, mencionada numa das imagens, levou ao Terror das guilhotinas arbitrárias, e não à liberdade, como os jacobinos sonhavam, mas à ditadura de Napoleão.

Mas Greg, que nunca estudou História, acha linda a ideia por trás de tanto sangue e opressão, e ainda compara o Antigo Regime dos Bourbon ao governo Temer, vice na chapa do PT em 2014, ou seja, eleito? pelos petistas!

Até Martin Luther King, que acreditava na "resistência pacífica", é mencionado pelo ignorante para justificar a barbárie vista em Brasília ontem. Se os sindicalistas, Boulos, o MST e a CUT lutam por "justiça", então podem tudo, inclusive jogar bombas, depredar, agredir. Greg acha lindo, do conforto de seu apartamento em bairro nobre e com seus milhões na conta, aumentados após a venda do Porta dos Fundos para uma multinacional capitalista.

"Por que perder tampo com um imbecil desses, Rodrigo?" Eu recebo muito essa pergunta. Mas eis a resposta óbvia: porque eles desfrutam de amplo espaço na imprensa, porque eles são "formadores de opinião", porque até a HBO dá um programa para eles, porque essa narrativa seduz outros imbecis, e porque muitos "jornalistas" por aí "pensam" exatamente como essa turma. Leandro Ruschel comentou sobre o caso:

A imprensa brasileira é formada em sua esmagadora maioria por ex-guerrilheiros comunistas ou por jovens comunistas.

Não é de se estranhar que eles chamem terroristas da esquerda, que colocaram fogo em Brasília ontem, de manifestantes.

Também não é estranho que eles condenem a convocação das Forças Armadas para garantir a ordem, em clara obediência aos preceitos constitucionais.

Há pouco mais de um ano, seis milhões de brasileiros do bem protestaram contra a esquerda que destruiu o país sem o registro de qualquer caso de violência.

35 mil vagabundos do MST, CUT e outros aparelhos do PT, como PCdoB e PSOL, produziram um nível de violência jamais visto em Brasília, sob as ordens de deputados e senadores desses partidos, que deveriam ser cassados por isso.

Os Gregs da vida podem vibrar enquanto brincam de revolução como uma abstração, mas na prática temos apenas marginais aterrorizando uma nação em defesa de seus privilégios. Em qualquer país sério, um criminoso como Guilherme Boulos estaria preso. E um idiota como Gregorio Duviver não gozaria de tanto espaço na mídia.

Mas o Brasil claramente não é um país sério. E por isso gente como Boulos toca o terror e fica impune, enquanto focas adestradas como Greg aplaudem na imprensa. Seria até cômico, não fosse tão trágico?

PS: Os mesmos que aplaudem o terrorismo dos "mortadelas" do PT falam depois em "tolerância" e "amor" contra o "ódio" da direita, na maior cara de pau, como se ninguém pudesse notar a gritante incoerência, a alarmante hipocrisia. É impressionante!
Herculano
25/05/2017 12:45
INVERSÃO DE PRIORIDADES

Segundo a NSC,a antiga RBS, o Ministério Público e principalmente a Arquidiocese da Igreja Católica de Florianópolis, a prioridade é o atendimento a estrangeiros que por vontade própria vieram parar na capital em busca de melhor sorte, depois se serem rejeitados por seus governos e políticas excludentes em seus países, como por exemplo, a falta de democracia apoiada pela própria Igreja Católica em países como a Venezuela.

Os brasileiros, a maioria nativos da região, que vivem em pior situação e desesperança são casos secundários.

A Igreja Católica que os acolheu, que não paga impostos, que se diz salvadora e caritativa, que assumiu e ampliou este problema, deveria bancar a ação pastoral com os dízimos, coletas, doações de seus de fé. Não é isso, que nos ensina o evangelho?
Herculano
25/05/2017 12:35
JUGMANN DIZ QUE HAVERÁ PERÍCIA NA EXPLANADA PARA PUNIR MANIFESTANTES

Conteúdo do Congresso em Foco. Texto de Joelma Pereira.
Logo após sair de uma reunião com o presidente Michel Temer, na qual decidiram revogar o decreto que autorizava o uso das Forças Armadas em Brasília, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que será realizado perícia em todos os prédios públicos depredados pelos manifestantes na tarde de ontem (quarta-feira, 24), durante o ato intitulado #OcupaBrasília.

De acordo com ele, o caso será levado à Justiça para que apure e cobre o prejuízo dos manifestantes que causaram os danos ao patrimônio público. O ministro caracterizou os estragos como "inaceitáveis e incompatíveis" com o objetivo do ato.

Quanto às críticas sofridas pelo governo por autorizar o uso das Forças Armadas por meio de decreto, Jungmann saiu na defensiva de Temer e afirmou que de 2010 a 2017 foram realizadas 29 ações com emprego das tropas para garantir a lei e a ordem. Além disso, lembrou que a ex-presidente Dilma Rousseff também já se utilizou do ato em seu governo, durante o leilão do pré-sal, e as "vozes" não foram contra.

O ministro justificou ainda que as tropas foram orientadas para agir apenas na defensiva. "A orientação dada foi a de que as forças se posicionassem defensivamente, que protegessem o patrimônio e a vida das pessoas", ressaltou. Ele disse ainda que caso seja necessário, para garantir a ordem, as Forças Armadas poderão ser utilizadas novamente.

Ao final de sua fala, durante uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, Jungmann afirmou que o objetivo de garantia da lei e da ordem foram atingidos e citou a continuidade dos trabalhos na Câmara, que aprovou oito medidas provisórias na noite de ontem. "Em função disso tivemos a garantia dos trabalhos no Congresso Nacional. A governabilidade foi recuperada e nos recuperamos a garantia da lei e da ordem. [...] Não há democracia sem ordem. A ordem é basilar e essencial para democracia", disse o ministro que, em seguida, completou: "Dentro da Constituição tudo, fora da Constituição nada".

Efetivo insuficiente

O general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que o efetivo da Polícia Militar era insuficiente para proteger os ministérios, que foram depredados e alguns incendiados.

"Tendo em vista o pequeno efetivo ?" não pequeno, mas o efetivo insuficiente para toda Esplanada que passou a ser alvo de vandalismo ?" foi que o presidente da república aceitou, vendo que não havia mais solução. Esse foi o gatilho disparador da decisão do emprego do exército das Forças Armadas naquele momento", afirmou.

Após uma série de críticas por conta do decreto presidencial que autorizou o uso das Forças Armadas durante a manifestação de ontem, em Brasília, e que previa atuação das tropas até o dia 31 de maio, o presidente Michel Temer revogou o decreto na manhã desta quinta-feira (25), por meio de uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União". A decisão foi tomada em menos de 24h da autorização

Brasília viveu um dia de caos e tensão nessa quarta-feira. Os ministérios da Agricultura, Planejamento e da Cultura foram incendiados, vários outros foram depredados, cerca de 50 manifestantes ficaram feridos e, na Câmara, parlamentares quase se estapearam. O ato, batizado de #OcupaBrasília, foi convocado pelas centrais sindicais e outros movimentos sociais e estudantis para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência e cobrar a saída do presidente Michel Temer
Herculano
25/05/2017 12:21
PESQUISAS DO PLANALTO MOSTRAM TEMER COM 5% DE APROVAÇÃO, por Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo

Pesquisas e sondagens feitas pelo governo federal na internet mostram que a situação do presidente Michel Temer nas redes piora a cada dia. Os antigos defensores do governo entre os chamados formadores de opinião sumiram, salvo raras exceções.

SEM FUNDO
Pesquisas que chegaram ao governo mostram que Temer tem hoje cerca de 5% de avaliação positiva. Em algumas regiões metropolitanas do Nordeste do país, segundo outras sondagens, ele despencou para 1%.

ATÉ QUANDO
Sondagens feitas com formadores de opinião, como empresários e executivos, também revelam descrença cada vez maior na continuidade do governo.
Sidnei Luis Reinert
25/05/2017 12:08
A falta de opção beneficia Michel Temer


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O desgoverno terminal de Michel Temer ganhou uma sobrevida graças aos radicalóides da petelândia, seu braço sindical e agitadores profissionais que promoveram ontem atos de barbárie em Brasília. Além da depredação incendiária no Ministério da Agricultura, a baderna rendeu 50 feridos e oito presos. Espertamente, Temer sacou da caneta do Diário Oficial da União e baixou um Decreto temporário de Garantia da Lei e da Ordem, convocando as Forças Armadas para garantirem a segurança. O ato apavorou os inimigos e ganhou adesão popular, sobretudo nas redes sociais.

O movimento errático da canhota revolucionária tornou impopular o golpe das "diretas, já". O "Fora, Temer" persiste, com o risco de impugnação da chapa presidencial de 2014, em julgamento que será retomado dia 6 de junho, no Tribunal Superior Eleitoral. Temer também segue mais desgastadíssimo que nunca com a crise gerada pela divulgação espetaculosa da gravação clandestina de uma conversa (nada republicana), em pleno Palácio do Jaburu, com o empresário Joesley Batista ?" delator premiado que vai seguir faturando alto nos EUA e que escalou o Bradesco para fatiar e vender a JBS no Brasil.

Prevista no artigo 142 da Constituição Federal em vigor, a tese da garantia da lei e da ordem, mais conhecida no meio militar como GLO, tem tudo para ganhar mais força com o domínio cada vez mais violento e antidemocrático do Crime Institucionalizado, em meio a um vácuo de lideranças políticas honestas ?" que consigam cumprir o quase milagre de não ser pega pelas Lavas Jato da vida.

Os canalhas e histeriquinhos devem ficar espertos. Não serão os militares que tomarão o poder no Brasil, brevemente. Quem fará isso é cidadão consciente que não aguanta mais ser roubado, violentado e desrespeitado pela associação delitiva entre servidores estatais e criminosos de toda espécie. Foi por isso que o decretinho ?" uma espécie de "intervenção Militar à moda Temerária" ?" fez tanto sucesso ontem perante a maioria da opinião pública.

A situação de Temer continua ruim ou péssima. Ele segue insustentável, comprovando que devia ter saído junto com a Dilma, um ano atrás. A diferença é que, agora, os radicalóides conseguiram ficar com o filme tão ou mais queimado que os corruptos institucionais. Esta é a boa novidade no Brasil em que a maioria as pessoas de bens exigem mudanças estruturais e, efetivamente, democracia de verdade.

Resumindo: os segmentos emputecidos da sociedade farão a diferença, na hora certa, sem ou com o apoio do legítimo sustentáculo armado da Nação. O golpe das "diretas, já" não vai prosperar. Até porque não dá para levar fé em um País a ser governado na emergência por Tasso Jereissati, Rodrigo Maia ou Nelson Jobim, caso Temer caia fora (o que ele jura que não fará) ou seja cassado pela chapa com Dilma ou pela via do impedimento.
Herculano
25/05/2017 12:00
NO TWITTER

Para os pitacos nacionais e até internacionais, a Olhando a Maré está no twitter. Acesse @olhandoamare
Herculano
25/05/2017 11:58
O MERCADO E OS CONSUMIDORES SÃO IMPLACÁVEIS COM MARCAS, PRODUTOS E ÉTICA. CONHEÇO ISSO HÁ DÉCADAS.É UM PROCESSO COLETIVO INCONSCIENTE, MAS EXPLICÁVEL E ACIMA DE TUDO LóGICO. É INCONTROLÁVEL. SÃO BEM DIFERENTES DAS JOGADAS MAL ARMADAS DOS POLÍTICOS E DOS QUE ESTÃO NO PODER DE PLANTÃO. NÃO HÁ CHANCE: UMA EMPRESA É SEMPRE REFÉM DOS CONSUMIDORES NO QUE TOCA AS SUAS ATITUDES, QUALIDADE, DISPONIBILIDADE, INOVAÇÃO E PREÇOS. SEUS ESTRATEGISTAS E VAREJISTAS SABEM DISSO COMO NINGUÉM

TEMENDO BOICOTE, VAREJO BUSCA PRODUTOS ALTERNATIVOS À JBS

Conteúdo do jornal O Globo. Texto de Bruno Rosa. As principais redes de varejo do país já iniciaram uma espécie de alerta na indústria de alimentos em razão da crise da JBS e buscam, entre os concorrentes da empresa, produtos alternativos para repor as gôndolas. A avaliação é que a crise do grupo ?" deflagrada depois que a delação de Joesley Batista envolveu o presidente Michel Temer ?" pode ter impacto na percepção dos consumidores. De acordo com executivos dos principais supermercados, os concorrentes da companhia já foram avisados para aumentar a produção. O medo é que o boicote às marcas do frigorífico ?" como Friboi, Seara e Vigor, entre outras ?" aumente e se reflita nas vendas dos varejistas.

Nas conversas, as redes já contactaram, na área de carne in natura, os frigoríficos Minerva e Marfrig, ambos com atuação nacional. Para a Região Norte, o alerta foi dado ao Frigon. Na Região Centro-Oeste, a conversa envolveu o Frigol. No segmento de carnes processadas, BRF, dona de Sadia e Perdigão; Aurora e cooperativas do Paraná e Santa Catarina já foram avisadas para aumentar a produção.

- Uma cliente virou para mim e disse que não iria comprar carne da Friboi. Se o cliente diz que não quer, o supermercado tem de atender. Por isso, já estamos alertando a indústria para aumentar o volume de produção, porque eles precisam se preparar. A BRF não vai conseguir aumentar a produção de carne de hambúrguer do dia para a noite. Estamos chamando os principais concorrentes e alertando, porque a JBS deve ter queda nas vendas em vários segmentos ?" disse o diretor de Vendas de uma das maiores redes de supermercados do Brasil com presença no exterior.

Esse alerta vai além do setor de carnes e envolve ainda o segmento de laticínios, no qual a JBS é dona das marcas Vigor, Itambé, Danubio e Leco. Quem também foi acionada pelo varejo foi a francesa Lactalis, dona das marcas Parmalat, Elegê e Batavo.

- A Lactalis é uma das que têm atuação nacional. Estão sendo ainda acionadas outras empresas regionais. O que estamos fazendo é comunicar aos gerentes das lojas para ficarem atentos ao comportamento dos clientes, pois as marcas do grupo JBS estão sob risco de boicote. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp há várias listas com todas as marcas do grupo ?" destacou esse executivo.

Segundo fontes, todas as grandes redes do país como Carrefour, Casino (dono do Pão de Açúcar e Extra) e Walmart estão tomando ações para se precaver em relação ao possível agravamento da crise da JBS. O Pão de Açúcar já solicitou esclarecimentos à companhia. A empresa disse que pediu informações "acerca das recentes notícias divulgadas, no que diz respeito à relação das empresas fornecedoras e aos fatos mencionados, bem como as salvaguardas adotadas pela companhia e a implementação de mecanismos de compliance e integridade".

EMPRESAS ATUALIZAM CONTRATOS

Procurado, o Walmart disse que está acompanhando o caso da JBS atentamente. O Carrefour informou que "não tolera nenhuma prática ilícita e tem como princípio fundamental o combate à corrupção em todas as suas formas" e lembrou que aguarda o desfecho do caso.

- Está todo mundo falando com os concorrentes da JBS, fazendo levantamentos de quem pode atender mais rápido caso o boicote aumente. Ninguém quer perder consumidor ou ter sua imagem arranhada com um escândalo desses ?" disse o diretor de outra rede de varejo. ?" É possível iniciar desconto com as marcas da JBS como forma de estimular as vendas.

Além dos supermercados, a reação já começou entre as redes de fast-food. O Bob's, que é controlado pela holding BFFC, já está avaliando cancelar o contrato com a JBS, segundo fontes ligadas à empresa. Em nota oficial, a companhia evita confirmar ou negar diretamente a informação. Diz apenas que "estuda as medidas cabíveis a serem tomadas no caso" e informa que "levará o assunto para ser discutido junto às entidades representativas do setor".

O comunicado afirma ainda que "a BFFC esclarece que, por meio de suas marcas, trabalha com os principais fornecedores de proteína animal do país e exige, contratualmente, que todos mantenham o mais estrito respeito ao Código de Conduta adotado pela empresa".

Já o McDonald's, informou um executivo do setor, tem contratos, além da JBS, com as rivais BRF e C.Vale. A rede disse que acompanha o caso.

Para o consultor Ulysses Reis, as redes de varejo não querem associar seu nome a casos de corrupção. Segundo ele, há ainda uma preocupação com a legislação, já que muitas dessas empresas, por terem algum tipo de envolvimento com o mercado acionário dos EUA, têm de se submeter à rígida legislação anticorrupção dos EUA:

- A preocupação é com a imagem entre os consumidores. Hoje, 40% das compras começam motivadas nas redes sociais. Então, se há um movimento de boicote ou notícia negativa, 95% desse grupo, dizem as pesquisas, tendem a não comprar.

A atual crise da JBS já tem feito empresas atualizarem seus contratos com seus fornecedores. Isso porque grande parte das companhias ainda não incluiu cláusulas referentes à Lei Anticorrupção, que começou a vigorar em 2014, dizem advogados ouvidos pelo GLOBO.

- A lei traz uma lista de atos lesivos que passaram a exigir cuidado adicional com a contratação de fornecedores. As empresas estão correndo para atualizar esses contratos. É, de fato, uma preocupação das empresas ?" disse Fabíola Cammarota, sócia do Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados.

Segundo Patrícia Agra, sócia do L.O. Baptista Advogados, o programa de compliance entre as empresas brasileiras ainda está em desenvolvimento no Brasil. O escândalo da JBS, disse, vai forçar as empresas a investirem mais nesses programas:

- Hoje, as empresas quando contratam os fornecedores não perguntam qual é o programa de compliance interno, por exemplo. O assunto ainda não está difundido.

Salim Jorge Saud Neto, coordenador do MBA de Compliance da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito Rio, as empresas podem suspender os contratos com fornecedores envolvidos em ilícitos se entenderem que isso trouxe risco à sua operação, como prejuízo financeiro ou até mesmo de imagem:

- Em muitos casos não é preciso uma decisão judicial para suspender o contrato. O dano público já é suficiente.

Analistas de mercado temem o impacto de um boicote sobre o balanço da empresa:

- Estamos vendo nas redes sociais e até nos supermercados um movimento de boicote aos produtos da empresa. Esse é um risco altíssimo e intangível. Para uma companhia que está com nível tão alto de alavancagem, que conseguia quitar suas dívida de curto prazo por causa do fluxo de caixa, essa é a principal preocupação ?" disse Alexandre Wolwacz, do Grupo L&S.

Para o diretor de uma rede varejista, o boicote dos consumidores vai afetar toda a cadeia produtiva, incluindo produtores de gado e leite:

- Os produtores vendem sua produção futura aos frigoríficos. E isso pode ser feito até um ano antes. Ou seja, a crise na JBS vai ter reflexos por um bom tempo.

A reação já começou. Fornecedores de gado do Mato Grosso, estado com maior rebanho comercial do Brasil, buscam alternativas à JBS. Eles temem que a empresa passe a ter dificuldades financeiras para honrar as compras de gado. Metade do gado criado no Mato Grosso é vendido para frigoríficos da JBS, segundo a Acrimat, associação que reúne os pecuaristas mato-grossenses. A empresa tem 11 das 24 unidades de abate no estado.

Há cerca de três semanas a JBS passou a exigir que suas compras fossem pagas a prazo, o que gerou preocupação entre fazendeiros. Segundo a empresa, em 90% das praças onde atua, o pagamento à vista já não era aceito e isso foi estendido ao Mato Grosso. Para driblar essa decisão, a Acrimat pediu ao governo estadual que isentasse os pecuaristas da alíquota de 7% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), recolhida quando o gado é abatido em outro estado. Além disso, solicitou que o governo estadual faça adesão ao Sisbi, sistema de inspeção de produtos de origem animal do Ministério da Agricultura, com o objetivo de padronizar os critérios de fiscalização da atividade em esferas municipal, estadual e federal.

- Hoje, se o estabelecimento é fiscalizado por instituição municipal, ele só pode vender para o município onde está. Se a instituição é estadual, só pode vender para o estado. Com a padronização, os pecuaristas poderão vender para todo o território brasileiro e até para o exterior, criando alternativa para o produtor ?" diz o diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari.

Procurada, a JBS informou "que as operações em suas 300 fábricas em cinco continentes continuam no seu ritmo normal".
Miguel José Teixeira
25/05/2017 09:33
Senhores,

Após o suicídio cometido em 28 de abril, os sindicalistas ressurgem.
Agora, como terroristas!!!
Acordem, Trabalhadores!!!
Herculano
25/05/2017 08:58
NÃO É POLÍTICA, É CASO DE POLÍCIA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

É hora de um firme respeito pelo princípio democrático, com a plena consciência do papel que o Congresso pode e deve ter na superação da crise. Menos vandalismo e mais democracia

Mais uma vez, a oposição dita de esquerda evidencia o seu parco respeito pela democracia e pela ordem pública. Nos últimos dias, transformaram Brasília num campo de batalha, dentro e fora do Congresso. Ontem, hordas de manifestantes impuseram o caos na capital do País, fazendo necessário que o presidente Michel Temer, a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, convocasse as Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem.

Contrários às reformas e ao governo federal, os manifestantes depredaram prédios públicos, atearam fogo ao Ministério da Agricultura e ainda tentaram invadir o Palácio do Planalto. Não vinham debater propostas ou difundir argumentos, lá estavam para vandalizar. Como lembrou o ministro da Defesa, "é inaceitável a baderna". E os manifestantes fizeram muito mais do que simples baderna. Impuseram o caos em Brasília.

O surpreendente é que esse tipo de vandalismo ?" basta ver as imagens para se dar conta de que não havia qualquer intenção de manifestação pacífica ?" é visto, por alguns grupos, como demonstração de força política. Ora, trata-se justamente do oposto. Além de ferir os princípios democráticos ?" o que por si só já assegura o caráter da ilegitimidade desse tipo de atuação ?", atos de vandalismo não têm apoio na população. São pura e simples manifestação de um autoritarismo que tenta impor pela violência suas posições. É por isso que devem receber uma resposta policial condizente. Isso não é política, e sim caso de polícia.

Os atos nas ruas de Brasília remetem a outros dois acontecimentos recentes no Congresso Nacional, trazendo à tona a gravidade do mau exemplo de alguns políticos.

Na terça-feira passada, estava prevista a leitura do parecer da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado Federal. Trata-se de uma entre as várias etapas que compõem o processo legislativo e asseguram, individualmente e no conjunto, que as propostas sejam devidamente analisadas pelos parlamentares. Pois bem, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), simplesmente por não concordar com a reforma trabalhista, achou que podia impedir na marra a leitura do relatório na CAE. Ao ver que faniquitos e fricotes não bastavam para interromper os trabalhos da comissão, partiu literalmente para a briga com o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). Só não houve pugilato por ter surgido, em tempo hábil, quem contivesse os arroubos do bravo senador Randolfe.

O lamentável episódio contou ainda com a participação dos senadores petistas Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, que evidenciaram compartilhar com o senador da Rede do mesmo violento conceito a respeito do que seja uma democracia. Mas isso não é novidade.

Como se não bastasse o mau exemplo dos traquinas senadores da oposição, ontem deputados trocaram socos, empurrões e pontapés no plenário da Câmara. A confusão foi generalizada e o deputado André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão no momento, teve de recorrer ao auxílio de seguranças da Câmara dos Deputados. Entre os deputados que acham que vale tudo, também a violência, estava Alessandro Molon (Rede-RJ), que se apresenta como bom moço e muito democrático.

Os dois episódios do Senado e da Câmara evidenciam como a base parlamentar lulopetista entende o que é democracia. Além da canhestra tentativa de barrar o avanço das reformas por meio da violência, querem aproveitar a crise política para incendiar o País. É mais uma irresponsabilidade a comprovar o seu completo desinteresse pela realidade econômica e social do País. Os seus atos mostram que estão interessados tão somente em promover o caos. No desespero em que se encontra ?" desnorteada em seus princípios, desmoralizada em sua suposta ética e com o seu líder, sr. Lula da Silva, cada vez mais próximo de prestar contas à Justiça penal ?", a oposição tenta lucrar com o vandalismo e a violência.

O País atravessa um momento especialmente delicado, que deveria suscitar responsabilidade em todos, também nos deputados e senadores que, em tempos normais, talvez tenham se habituado a certa irreflexão. É hora de um firme respeito pelo princípio democrático, com a plena consciência do papel que o Congresso pode e deve ter na superação da crise. Menos vandalismo e mais democracia.
Herculano
25/05/2017 08:55
FORÇAS ARMADAS DÃO GÁS PARA GUERRA FEROZ, MAS DECRETO É CONSTITUCIONAL, por Eliane Cantanhede, para o jornal O Estado de S. Paulo

O emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem, a chamada GLO, é previsto no artigo 142 da Constituição Federal exatamente para casos como os que aconteceram ontem no coração da capital do País: quando as forças de segurança não são capazes, sozinhas, de controlar situações graves de perturbação da ordem.

O que o presidente da República, fosse ele João, Maria ou Michel Temer, poderia fazer diante de vândalos que se infiltraram na manifestação de centrais sindicais para quebrar, saquear e incendiar ministérios, com funcionários dentro? Poderia e deveria recorrer à Constituição.

Como me disse o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, "é uma situação e uma decisão dramática, porque ou tu não empregas e corres o risco da integridade das pessoas, ou tu empregas e pagas o custo, infelizmente. Nós decidimos pagar o custo".

Ele ressalvou que a Força Nacional já havia sido acionada, mas não era suficiente: "o problema não era a multidão nem a manifestação, que são um direito legal, mas sim garantir as instalações públicas e a integridade das pessoas contra ataques de black blocs enfurecidos. Ou iríamos deixar as pessoas morrendo dentro de prédios pegando fogo?"

A decisão de empregar o Exército deu combustível à feroz guerra política no Congresso Nacional, com PT, PSOL e Rede, por exemplo, recriminando duramente a medida do governo.

O fato, porém, é que a GLO só passou a ser assimilada pela população e pelo mundo político justamente no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi com Lula e seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tropas foram enviadas ao Haiti para liderar as forças de paz e, simultaneamente, ser treinadas para agir em conflitos urbanos na volta ao Brasil. Levas de oficiais e soldados foram preparadas assim e já vêm sendo usadas dezenas de vezes, em especial no Rio de Janeiro.

Independentemente do calor político, da fragilidade do governo Michel Temer e da recuperação das energias da oposição, a decisão de ontem do Planalto, com anuência do Ministério da Defesa e das Forças Armadas, foi com base na Constituição, na situação de emergência e em uma prática que já vem sendo usada desde outros governos. Jamais jogar as Forças Armadas contra trabalhadores, mas garantir a lei e a ordem não é uma opção, é uma obrigação dos governantes.
Herculano
25/05/2017 08:46
JBS FOI CABO ELEITORAL DE FACHIN, por Jorge Moreno, no jornal O Globo

Edson Fachin, vacinando-se, talvez, contra as maldades de senadores governistas que estão espalhando que, como candidato a uma vaga do STF, em 2015, ele circulou pelo Senado na companhia do delator Ricardo Saud, não tem negado a quem lhe pergunta que, de fato, obteve "ajuda do pessoal da JBS" para pedir votos a parlamentares. E acrescenta que, na época, não imaginava que as relações do grupo com o Congresso fossem promíscuas. Se soubesse, não teria aceitado a ajuda.
Herculano
25/05/2017 08:44
A COLUNA DE AMANHÃ OLHANDO A MARÉ INÉDITA PARA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CRUZEIRO DO VALE JÁ ESTAVA PRONTA DESTE ONTEM. HAVIA SOBRAS PARA MAIS UMA DEZENA DELAS, COM OS FATOS QUE ME CHEGARAM ONTEM, PARA QUASE UM ANO DE COLUNA. MUDARAM AS MOSCAS, MAS O BOLO FECAL, NÃO
Herculano
25/05/2017 08:42
TEMER, DINHEIRO E O GATO QUE CAÇA RATOS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

NEM AS TAXAS de juros parecem apoiar Michel Temer.

Os preços do mercado financeiro tomaram um tombo no dia seguinte ao escândalo de todas as fitas do presidente, mas deram uma levantadinha e até se equilibram. O povo das finanças acredita que há chance razoável de que tudo pode mudar para continuar na mesma.

Vão tarde os dedos agitados das mãos de Temer, ficam os anéis das "reformas", essa é a esperança. Não há risco de luto pelo presidente. Nem mesmo as associações empresariais mais políticas, em todos os sentidos da palavra, defenderam Temer em manifestos públicos.

Importa preservar o plano econômico, não importa o gato, desde que cace ratos e não provoque novos escândalos tumultuários.

Isto é, na hipótese ainda verde-dólar e rósea da média do "mercado", Temer pode cair nos dias em torno do 6 de junho em que o TSE pode cassar a chama Dilma-Temer 2014. Em seguida, assumiria quase a mesma coalizão política, parlamentar e econômica que tocava o plano de estabilização e de reformas.

Esses são os traços estilizados do broto de otimismo de gente que negocia dinheiro. Mais importante que palavras, é o que indica a recuperação modesta do preço dos ativos financeiros. É, claro, uma aposta, mas também o desejo de qualquer empresário que se entreviste por aí.

Há revolta grande e muda contra os efeitos dos rolos de Temer, a possibilidade de recaída na recessão, o que não significa apreço pelo presidente, ao menos na prática, no que diz respeito aos aspectos materiais da situação. Mesmo que se lamente a bananização institucional do país.

Quase ninguém ficaria incomodado caso o presidente ficasse na cadeira e tudo continuasse como dantes, "reformas" sendo tocadas, o que se reconhece improvável.

Há sempre receio de que a confusão possa descer às ruas, tomar rumos imprevistos, por exemplo. O quebra-quebra em Brasília não bastou para afetar os preços na praça do mercado, porém. Não há ninguém risonho e franco na praça, convém ressaltar. Mas as várias desordens do país, institucionais ou badernas de rua, não bastaram para o pessoal se desfazer da sua tese de investimento da hora, digamos.

A Bolsa está no nível mais alto desde o rolo dos grampos de Temer, apesar de ainda em baixa de mais de 6%. Uma taxa de juros de relevante no mercado futuro deu um salto de 1,3 ponto percentual, para 10,09% (taxa para um ano), na quinta (18), uma enormidade algo surtada. Recuou para um tico abaixo de 9,5% nesta quarta (24).

Ainda ruim, decerto. É um repique de juros que desfaz quase dois meses de trabalho baixista do Banco Central. Mas sinal de que não se vê degringolada adiante, apesar da percepção agora maior de risco de que as coisas vão para o vinagre.

Se o cenário rosa vai se confirmar, são outros quinhentos dólares. É preciso negociar com cuidado a transição (ou não) de Temer e anistias para seu grupo, mas também a reorganização improvável do bloco reformista.

Depois das conversas em Brasília, de domingo até ontem, políticos começam a "visitar as bases". Vão conversar mais com o restante da cúpula do país, Justiça, donos de empresa, organizações da sociedade civil ou equivalentes.

O acordão pacificador mal começou.
Herculano
25/05/2017 08:35
O EXÉRCITO DE BADERNEIROS BATEU EM RETIRADA, por Augusto Nunes, de Veja

O que houve nesta quarta-feira em Brasília nada tem a ver com manifestação política, coisa rotineira em países democráticos. Foi uma explosão de violência concebida para transformar a capital numa versão brasileira da Caracas embrutecida e desfigurada por Hugo Chávez e seus filhotes liberticidas. Foi uma celebração da insolência arquitetada pelo ajuntamento de bolivarianos que se expressam em português de cortiço.

No Congresso e na Esplanada dos Ministérios, viu-se em ação pelegos apavorados com o fim da vida mansa garantida involuntariamente por trabalhadores sindicalizados, parlamentares corruptos em pânico com a Lava Jato, vândalos sem cérebro movidos a mortadela e tubaína, vadios profissionais atraídos pelos pixulecos oferecidos a incendiários amadores e outras abjeções a serviço da seita que quase destruiu o país.

As afrontas ao Estado de Direito alcançaram dimensões tão desafiadoras que, tratada inicialmente como caso de polícia, a ofensiva selvagem virou um caso para as Forças Armadas, cujas funções constitucionais incluem a garantia da ordem pública. Tropas formadas por baderneiros aparentemente incuráveis têm cura: os ataques criminosos são interrompidos pela aparição de tropas militares.

Neste 24 de maio, o remédio produziu efeitos imediatos. Previsivelmente, os vigaristas disfarçados de guerreiros do povo brasileiro bateram em retirada, ou saíram em desabalada carreira, tão logo toparam com soldados de verdade. Países civilizados confiam às Forças Armadas a preservação da normalidade democrática. Assim deve ser num Brasil resolvido a enterrar a era da canalhice
Herculano
25/05/2017 08:30
#LULA NA CADEIA

Conteúdo de O Antagonista. Nelson Jobim tenta costurar um acordo para tirar Lula da cadeia.

As redes sociais respondem: #LulaNaCadeia.

O Brasil vai resistir aos torpedos do homem-submarino encarregado de afundar a Lava Jato.

Nelson Jobim está tentando costurar um acordo para tirar Lula da cadeia.

Esse é o seu papel.

Durante o evento do BTG Pactual, ontem à tarde, ele perguntou à plateia, segundo a Piauí:
"Valeria a pena ter o apoio do PT, e de Lula, em troca de algum benefício ao ex-presidente?"

A resposta de Nelson Jobim, o homem-submarino, é sim, sim, sim.

Nelson Jobim, em evento do BTG Pactual, banco do qual é sócio, foi indagado se assumiria o Palácio do Planalto.
Ele respondeu, segundo a Piauí:

"Não contem comigo"

André Esteves, dono do BTG Pactual, vetou a candidatura de Nelson Jobim ao Palácio do Planalto.

Segundo a Piauí, Esteves sabe que, se Jobim tomasse o lugar de Michel Temer, seu nome seria arrastado novamente para o centro da Lava Jato.

E mais:
"Com Jobim no páreo, alguns planos de Esteves poderiam dar n'água. Há rumores de que o banqueiro estaria concluindo sua delação premiada, o que ele nega"

O BRASIL CADUDOU

O destino do Brasil está sendo decidido por septuagenários e octogenários.

Em particular, Fernando Henrique Cardoso, Lula e José Sarney.

Leia a reportagem da Folha de S. Paulo:
"As articulações para a substituição do presidente Michel Temer evoluíram nas três principais forças políticas do país ?"PMDB, PSDB e PT?" e agora envolvem diretamente três ex-presidentes da República: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney".

O país só vai voltar a andar depois que os velhos forem jogados no mar.
Platão
25/05/2017 08:26
Bom dia, Colunista!!

Rádio 89 FM de Gaspar sempre junto da comunidade!
Porque eu falo isso?
A imprensa deve realizar o trabalho de trazer a verdade para a sociedade, esclarecer dos acontecimentos que estão acontecendo,que influenciam diretamente no cotidiano das pessoas.
Quando da Administração do Governo Petista, Joel Rainert, assumiu a Secretaria de Obras, como um aparelhamento da referida rádio.
Agora, para não fugir do costume, amordaçaram Paulo Flores, trazendo para a mesma Secretaria sua esposa.
Mudam-se os patrões e se mantém os mesmos hábitos!
Rádio 89 FM sempre aparelhada com a cidade.
Herculano
25/05/2017 08:23
VINGANCINHA CONTRA REINALDO AZEVEDO REVELA PESSOAS POR DETRÁS DO ESTADO, por Leandro Narloch, para o jornal Folha de S. Paulo

Em "O Mágico de Oz", Dorothy e seus três amigos acreditam que o grande mágico será capaz de resolver todos os seus problemas: dar um coração ao homem de lata, coragem ao leão covarde, um cérebro ao espantalho e mostrar à garota o caminho de casa. Ao encontrar o mágico, o grupo se decepciona. Ele não passa de um velhinho picareta, um ex-artista de circo sem grandes poderes.

Como Dorothy, os brasileiros acreditam que o Estado é capaz de curar todos os males da população. Damos ao Estado nomes pomposos como Procuradoria-Geral da República, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e Supremo Tribunal Federal. Mas se olharmos direito vamos descobrir que por trás da fachada do palácio há velhinhos vaidosos e vingativos.

Lembrei dessa metáfora ao ler que o STF tirou o sigilo de uma conversa entre Reinaldo Azevedo e a irmã de Aécio Neves. Mesmo se Reinaldo não fosse jornalista haveria no ato um atentado à privacidade, pois não há na conversa nada que contribua com a investigação.

Mas o Estado são pessoas, e pessoas se ressentem. Gostam de desfrutar a vingança. No caso, foi uma vingancinha bem safada, daquelas de senhoras barraqueiras do núcleo cômico da novela das sete.

Quase diariamente Reinaldo Azevedo reclama da atuação de Rodrigo Janot como procurador-geral. Tem sido crítico aos atropelos da Lava Jato. Dificultou a nomeação de Edson Fachin ao STF mostrando que ele apoiava líderes do MST. Desde a semana passada vem repetindo que os grampos de Joesley são uma mutreta para derrubar Michel Temer.

Diga que você não ficaria tentado a fazer igual. Há anos um jornalista reclama de você e do seu trabalho, a ponto de ridicularizá-lo. As posições políticas e partidárias dele são opostas às suas. De repente cai na sua mesa uma conversa desse jornalista com uma investigada que acabou de ser presa. A conversa tem o poder de constranger o jornalista com a revista em que trabalha e com o público, ao provar o que todo mundo suspeitava ?"que ele tem relações bem próximas com os tucanos.

Ai, tendo em vista que a liberação da conversa renderia mais um ótimo capítulo do "House of Cards" brasileiro, eu, que sou de carne e osso, não tenho vocação para mágico de Oz, confesso que dificilmente me seguraria.
Herculano
25/05/2017 08:14
TSE E ROCHA LOURES SÃO OS TEMORES DE TEMER, por Josias de Souza

Com uma capacidade cada vez mais limitada de fazer e acontecer, Michel Temer tornou-se presidente de prioridade única. Ele se dará por satisfeito se conseguir cumprir seu novo objetivo estratégico: não cair. Compartilhou com pessoas de sua confiança duas inquietações. Receia que o Tribunal Superior Eleitoral lhe casse o mandato. E teme que uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures ?"o homem da mala?" elimine sua margem de manobra antes mesmo do início do julgamento do TSE, marcado para 6 de junho.

Antes do pacote de delações da JBS, Temer havia apagado o TSE da sua lista de problemas. Estimava que teria uma vitória na Justiça Eleitoral pelo placar de pelo menos 4 a 3. As posições dos sete julgadores eram antecipadas no Planalto como se o jogo estivesse jogado. Salvariam Temer os ministros Gilmar Mendes, Tarcísio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes Maia. Votariam pela cassação o relator Herman Benjamin, Rosa Weber e, talvez, Luiz Fux.

Depois que vieram à luz os resultados da colaboração judicial da JBS, o que o Planalto considerava um grande trunfo voltou-se contra Temer. Dizia-se que a maioria dos ministros faria uma leitura atenuatória dos fatos relacionados ao presidente para não conturbar uma administração que começava a exibir resultados na economia.

Agora, o feitiço do julgamento político começa a se voltar contra o feiticeiro, cuja permanência no cargo passou a ser vista como ameaça à tímida recuperação dos indicadores econômicos. O Planalto ainda contabiliza um placar de 4 a 3, só que contra a permanência de Temer.

Ironicamente, uma adesão do TSE ao 'fora, Temer', levaria a um resultado mais técnico. O veredicto não precisaria comprar a fábula segundo a qual Temer assumiu a cadeira de presidente por ser beneficiário dos 54 milhões de votos que os brasileiros deram a Dilma, mas não tem nada a ver com a dinheirama suja que financiou a campanha que produziu esse resultado.

A esperança de Temer de se salvar no TSE diminui na proporção direta do agravamento da crise. À procura de uma porta de incêndio, caciques do Congresso assediam a Justiça Eleitoral com pouca cerimônia. Para complicar, os operadores do presidente estão inseguros em relação aos humores de Rocha Loures, o personagem filmado recebendo a mala com propina de R$ 500 mil da JBS, dias depois de ter sido credenciado por Temer como sua ponte de ligação com o delator Joesley Batista.

Num primeiro momento, o ex-assessor de Temer, hoje deputado federal afastado do exercício do mandato pelo STF, mandara recados tranquilizadores para o Planalto. Sinalizara a intenção de matar a encrenca no peito, como se diz. Distanciaria a mala de dinheiro da figura de Temer, assumindo todas as culpas. Nos últimos dias, porém, Rocha Loures passou a sofrer pressão de sua família para tornar-se um colaborador da Justiça, negociando uma redução de castigo. De repente, fecharam-se os dutos de comunicação com emissários do governo.

Em viagem à Itália, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comentou com um amigo, pelo telefone: "O Rocha Loures foi meu chefe de gabinete no governo do Paraná. É moço de família rica, um rapaz de ouro. Não vai suportar essa pressão. Vai entregar."

Um auxiliar de Temer sustenta que não há o que "entregar". A declaração não combina com o medo que se espraia pelo Planalto. Contrasta também com o relato do delator Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS. Ele contou aos procuradores que o interrogaram que Rocha Loures era um mero intermediário. A negociação da propina era feita, segundo Saud, diretamente com o presidente Temer.

"Eu tenho certeza absoluta que nós tratamos propina com o Temer, nós nunca tratamos propina com o Rodrigo [Rocha Loures]", declarou o delator. "O Rodrigo foi um mensageiro que Michel Temer mandou para conversar com a gente, para resolver os nossos problemas e para receber o dinheiro dele."

O interrogador indagou: "Essa é a visão também que o Joesley [Batista] passou pra você. Quem teve pessoalmente contato com o Temer para esse assunto foi o Joesley, né?" E Saud: "Foi o Joesley. Eu tô afirmando para o senhor porque não tratamos de propina com Rodrigo Rocha Loures."
Herculano
25/05/2017 08:11
da série: o PT e a esquerda do atraso têm seus profissionais ladrões para emplacar em estatais e repartições. Pelas indicações, não importa o salário que vão ganhar, pagam até altos passes, pois o roubo bilionário para sustentar a quadrilha vale a penas, enquanto isso, o brasileiro pobre, doente, analfabeto, ignorante, desinformado morre na fila do SUS

TRAMA TENTOU INCLUIR VALE NO ESQUEMA DE PROPINA, por Cláudio Humberto na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A trama de Aécio Neves e Joesley Batista, revelada em grampo da delação da JBS, era fazer da Vale uma versão privada do esquema de arrecadação de propinas da Petrobras, segundo acreditam os investigadores. Nesse roteiro, emplacando o ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine como presidente da Vale, ele teria o suposto compromisso de contribuir com US$8 milhões (R$25 milhões) por ano para "retribuir a indicação". Essa articulação fracassou.

CHEIRO DE QUEIMADO
Os acionistas não conheciam essa armação, mas sentiram cheiro de queimado nas iniciativas de Aécio em fazer reuniões sobre o assunto.

ACIONISTAS REAGIRAM
Os acionistas privados, Bradesco e Mitsui, se uniram a Previ e BNDES, representantes estatais, para resistir à pressão.

GOVERNANÇA BLINDADA
A solução da Vale foi contratar uma empresa especializada em recrutar executivos, a Spencer Stuart, para blindar a governança da empresa.

LOROTA GRAMPEADA
No grampo com Joesley, Aécio se gaba de ter conseguido infiltrar o nome do escolhido para a Vale. Estava vendendo o que nunca teve.

PARA BADERNAÇO, TANTO FAZ POLÍCIA OU EXÉRCITO
O Exército na rua excitou a imaginação da esquerda, temendo "ameaça autoritária", e da direita, que sonha com militares no poder. O Exército foi acionado porque não havia número suficiente de soldados da Força Nacional em Brasília. Indagado sobre a diferença entre garantir a ordem com o Exército ou a Força Nacional, o ministro Raul Jungmann (Defesa) de longo histórico de esquerda foi curto e grosso: "Nenhuma".

COVARDES E BURROS
Além de covardes, os mascarados são burros. Com suas bombas, pedras, e coquetéis molotov, ajudaram o governo que querem derrubar.

VANGUARDA DO ATRASO
Continuam com a cabeça nos anos 1960 os políticos que protestaram contra o Exército nas ruas para restabelecer a ordem. Maior atraso.

LICENÇA PARA O TERROR
Há fartura de fotos e imagens dos delinquentes que tentaram incendiar ministérios, veículos etc. Mas, outra vez, ficarão impunes.

FÃ-CLUBE NO SENADO
Há grande expectativa por um comentário do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa sobre defesa que o fã confesso Renan Calheiros fez do seu nome para substituir a Michel Temer, em caso de vacância.

TEMER 'MUITO SERENO'
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) encontrou ontem Michel Temer "muito sereno e muito educado, como sempre". Temer recebeu 17 dos 22 senadores do PMDB. E um 18º, que estava fora, telefonou solidário.

ESTERTORES DO IMPOSTO
Com ônibus lotados de "mortadelas", sindicalistas fizeram barulho em Brasília contra a reforma trabalhista, que extingue o bilionário imposto sindical, e da previdência, que afeta privilégios do setor público.

ADVOGADOS REAGEM
Há uma grande inquietação de advogados diante da alegada falta de firmeza da direção nacional da OAB em relação ao que chamam de "criminalização da advocacia", nas investigações em andamento.

ANÚNCIO MACABRO
Gozadores não respeitam nada: foi colocado no site OLX, com foto, o anúncio de um dedo encontrado em Brasília após uma bomba explodir a mão de um rapaz. Dizia o anúncio: "Vendo dedo de manifestante, acabou de cair... unha bem-feita. Pode ser seu, aproveite".

CRÍTICAS À PM
A Polícia Militar foi muito criticada pela incapacidade de conter o violento vandalismo em Brasília. Até parece que não viram o exemplo da PM do Paraná, quando Lula foi interrogado pelo juiz Sergio Moro.

INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
Joesley Batista e o irmão serão "convidados" a explicar na Câmara a compra de US$1 bilhão pela JBS na véspera da liberação do polêmico áudio de Michel Temer. Investiu na baixa e lucrou uma fortuna.

OPOSIÇÃO NO GRITO
Glauber Braga (PSOL-RJ), durante tumulto na Câmara, ameaçou André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão. "Se não me garantir a palavra, vou aí e tomo a presidência". Foi vaiado.

PENSANDO BEM...
...de uma coisa Dilma não pode ser acusada: formação de quadrilha. Sem ajuda do seu partido, nunca conseguiu juntar quatro a seu favor.
Herculano
25/05/2017 08:02
VAMOS FALAR DE COLEHO?Vamos falar de Coelho?, por Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, no jornal Folha de S. Paulo

Marcelo Coelho [é membro do conselho editorial do jornal Folha de S. Paulo e a publicação do seu artigo está abaixo] comete equívocos, é ofensivo com a Globo e seus jornalistas e omisso em relação ao jornal em que escreve. Não posso me calar diante de ofensas tão graves ao jornalismo que dirijo e aos colegas com quem trabalho.

Coelho começa mentindo: "Veio da Rede Globo o noticiário que torna praticamente inviáveis as reformas liberais do seu governo [de Temer]". O noticiário não veio da Globo, mas de uma investigação da Procuradoria Geral da República. Não foi a Globo quem a noticiou em primeira mão, mas "O Globo", que apenas antecipou em 12 horas o que os brasileiros saberiam de qualquer forma na manhã seguinte.

A isso chamamos de "furo". Os princípios editoriais do Grupo Globo atestam: "As redações do Grupo Globo são absolutamente independentes uma das outras e competem entre si pelo furo". Foi o que aconteceu. A Globo foi informada pelo "O Globo" sobre o furo depois das 18h30 e só recebeu o texto às 19h20. E o divulgou porque os colegas garantiram estar seguros, sem chance de erro. E os dias provaram que isso era verdade.

Em seguida, Coelho atribui as críticas que a Globo recebeu por noticiar o fato a "uma má vontade com a Globo", "um hábito mental", cuja origem seria uma "recusa da Globo em perceber a realidade". E cita os sempre mencionados erros atribuídos à Globo, o último deles ocorrido 28 anos atrás.

Erros que a Globo reconhece parcialmente (o das Diretas) erros que refuta (Proconsult e "invenção" de Collor) e erros que admite (edição do debate de 1989). Coelho não faz menção ao que a Globo diz deles. Prefere realçar os ataques à Globo, mas omite aqueles que a própria Folha sofre, quando, justa ou injustamente, é chamada de Falha de S. Paulo por seus supostos erros. Em momentos de radicalização política, sofrem aqueles que noticiam os fatos com independência.

De todo modo, não considero ético apontar para as feridas alheias sem mencionar as próprias.

Coelho prossegue, dizendo que "os ataques a Temer e a Aécio foram piores do que qualquer coisa já feita pela Globo". Um leigo em jornalismo pode escrever isso sem que se possa falar em má-fé; um jornalista, nunca. A Globo não atacou ninguém: a Globo, noticiou, com fidelidade, as acusações que a Procuradoria faz.

Pior, Coelho deixa de mencionar que a Folha, apenas 33 minutos depois que "O Globo" deu o seu furo, repetiu as mesmas acusações, acrescentando que confirmara a notícia. Eis:

"O presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário do frigorífico JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB ""RJ). A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal 'O Globo', e confirmada pela Folha. Temer ouviu do empresário Joesley Batista, da JBS, que ele estava dando a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, um dos operadores da Lava Jato, uma mesada para que ficassem em silêncio. O presidente disse: 'Tem de manter isso, viu?'".

Coelho omite tudo isso para poder dizer, apenas contra a Globo: "Ninguém tinha ouvido a gravação. Foi a meu ver uma irresponsabilidade".

Da Folha também? De ninguém. Nessa parte da gravação, os peritos independentes dizem que não há edições: Temer só afirma que "tem de manter isso" depois que Joesley, ao ouvir o presidente se queixar de que fora fustigado por Cunha, diz que zerou todas as pendências com o ex-deputado e o tirou da frente. Para a Procuradoria, pendências são propinas, o que é uma conclusão realista: que pendências pode ter um corruptor confesso com um acusado de corrupção?

O que mais choca, contudo, é a acusação vil contra um dos melhores times de jornalistas do Brasil, os da Globo News. Coelho os ataca, dizendo que não há visão divergente, "passam a bola uns aos outros, mas o jogo se assemelha a uma cobrança de pênaltis sem goleiro".

É ultrajante. Eles levam ao público todas as visões: as do governo, as da oposição, as do Judiciário, as da sociedade civil. São intransigentes apenas em duas coisas: na defesa da democracia e na condenação à corrupção.

O mesmo acontece com o noticiário da Globo. Em rede nacional, a Globo, embora sem obrigação legal, transmitiu na íntegra e ao vivo os pronunciamentos do presidente. E repetiu-os, quase na integralidade, em seus telejornais. Nas reportagens, o contraditório está sempre presente. Na Globo News, também. Coelho também mente quando diz que a Globo News, em seus programas, só entrevista tucanos. Ele provavelmente não é um espectador assíduo do canal.

Nos últimos anos, os alvos das investigações eram os presidentes Lula e Dilma. A TV Globo noticiou todas as acusações contra eles, com a mesma intensidade, com a mesma postura de abrir espaço para o contraditório.

Agora que o alvo é o presidente Temer e o tucano Aécio Neves, o que, segundo o colunista, inviabiliza as reformas liberais, Coelho se volta contra a Globo. A postura da Globo, está comprovado, é a de quem não tem lados. Deixo aos leitores que julguem a postura de Coelho.
Herculano
25/05/2017 07:48
UM RETRATO DO CAOS PREMEDITADO E ORGANIZADO

Diante do que aconteceu ontem em Brasília, mais uma vez, repetindo o que acontece em outros locais, a esquerda do atraso, o PT, o PSOL, o PCdoB, PDT, PSB, PSTU, PCO, MST, MTST, CUT,outras Centrais sindicais incluindo a do Paulinho da Força que finge ser governo se atender as suas sacanagens, UNE e outros são especialistas em destruir.

Construir ou reconstruir, não foi, não é e nunca será com eles. Estar fora do poder, igualmente. Quebrar é mais fácil, mas rápido do que erguer, dá mais trabalhado, leva mais tempo, e desagrada os que sobrevivem do e no caos

No final de semana tentaram atrair gente decente para engrossar a fila de protestos pelo Brasil. Fracassaram, porque mentem, dissimulam, enganam, até mesmo o seus cativos analfabetos, ignorantes e desinformados que levaram à miséria, prometendo um mundo igualitário semelhante ao um paraíso, sem trabalho e superação e totalmente protegido pelo estado.

Quando no poder, a esquerda do atraso, com o sócio PMDB que agora agoniza no próprio veneno que inoculou nessa aliança da destruição, já quebraram o Brasil, produziram alta inflação, a maior recessão desde 1929, 14 milhões de desempregados, quebraram estatais como a Petrobrás, promoveram maior roubalheira dos pesados impostos dos brasileiros e deixaram as pessoas sem saúde pública, sem educação, principalmente segurança, e obras essenciais ao desenvolvimento e competitividade interna e intenrnacional.

Insatisfeitos, em nome de uma democracia que continua a pleno mas que acreditam que ela só tem valor quando a praticam, quando o país dá sinais de se recuperar minimamente do desastre causado pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff, ambos do PT e seus sócios do atraso e da roubalheira, eles querem voltar, mas, antes, quebrando ainda mais o que restou e principalmente intimidando as pessoas e as instituições, as quais dizem defender ou que devem estar à sua disposição.

E para a volta, a esquerda do atraso já tem candidatos para continuar a comanda a bagunça e aumentar o desastre administrativo, a roubalheira: Luiz Inácio Lula da Silva, com extensa folha corrida de problemas, dúvidas e processos que para ficar limpo, desqualifica a Polícia Federal, a Promotoria, a Justiça, as mesmas que aplaude e quer agindo contra os adversários.

Brasília estava em chamas. Continuará ardendo. É assim que a esquerda do atraso quer: incendiar vivos, o Brasil, os brasileiros, suas instituições democráticas com sinais vivos de corrupção, enfraquecimento, medo e instrumentalizadas ideologicamente, para assim sobreviver sobre as cinzas de todos nós. Wake up, Brasil!
Herculano
25/05/2017 07:14
POLÍTICA SURTOU E BRASÍLIA VIROU CENTRO TERAPÊUTICO, por Josias de Souza

Depois de virar caso de polícia, a política brasileira entrou em sua fase psiquiátrica. Brasília tornou-se uma espécie de centro terapêutico para o tratamento das neuroses do sistema político.

Sindicatos e simpatizantes do PT marcharam pela queda de Temer e pela rejeição das reformas. Como o presidente está no chão e as reformas viraram pó, os manifestantes enlouquecem e quebram o próprio patrimônio.

A Câmara pediu ao Planalto reforço da Força Nacional. Temer acionou as Forças Armadas. Está previsto na Constituição. Aconteceu 29 vezes nos últimos sete anos. Mas no caso específico, foi como colocar o Anderson Silva para brigar com um recém-nascido.

O plenário da Câmara entrou em parafuso. Maníacos se desentenderam com depressivos. Todos de pé, na frente da mesa, num ambiente de boteco, que só pode acabar em palavrões e cutucões na barriga, nunca em legislação séria.

O sistema político pirou. Há dois caminhos. Uma parte pede internação no sistema prisional. E você pode dar alta para os demais em 2018.
Herculano
25/05/2017 07:12
ACORDO AÇODADO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

A mais fulminante sequência de denúncias de que se tem notícia, no extenso rol de revelações da Lava Jato, trouxe consigo um efeito colateral preocupante e, em boa medida, imprevisto pelos tantos que se entusiasmaram com o andamento das investigações.

Os termos em que se deu o acordo de delação premiada com os donos da JBS, conhecidos nos últimos dias, direcionaram ao Ministério Público parte das indignações que suscitam as atitudes dos suspeitos de corrupção.

Com efeito, é de estranhar que tenha resultado tão vantajosa, para os irmãos Joesley e Wesley Batista, sua disposição de colaborar com as autoridades.

Parece alto, sem dúvida, o valor do que ofertaram em troca ?"e este é o argumento básico da Procuradoria-Geral da República em defesa do acerto. São acusações envolvendo mais de 1.800 candidatos a cargos eletivos e, sobretudo, o registro de uma conversa, entre embaraçosa e comprometedora, com o presidente da República.

Houve, ainda, cobrança de multa ?"que, embora de dimensões bilionárias, não chega a representar prejuízo severo para os envolvidos.

Tudo considerado, sobressai a sensação de que os delatores desfrutaram, afinal, de uma injustificável benevolência graças às informações que transmitiram, ainda por serem confirmadas.

Foi-lhes autorizado permanecer no comando da empresa ?"o que, pelo raciocínio vigente em outras decisões da Lava Jato, poderia significar vista grossa à eventual continuidade de seus atos delitivos.

A Joesley assegurou-se o direito de permanecer nos EUA, sem sofrer embaraços por tudo o que confessadamente urdiu contra a sociedade brasileira.

O mecanismo da delação premiada deve, naturalmente, corresponder ao nome ?"admitindo sensível redução das penas previstas. O prêmio, todavia, não pode chegar à quase impunidade.

Importa investigar, ademais, os indícios de que o grupo JBS teria alcançado lucros especulativos graças ao impacto das delações. Seria somar a provocação à sem-cerimônia, o cinismo ao insulto.

Colhe-se, de todo o episódio, uma impressão de açodamento, em contraste com os meses consumidos na tomada dos depoimentos de dirigentes da Odebrecht.

Em seguida, por iniciativa do Supremo Tribunal Federal, vem a público o conteúdo de milhares de conversas particulares, sem real pertinência para as investigações.

Foi o que se fez, em flagrante violação ao princípio constitucional do sigilo da fonte, com os telefonemas entre o jornalista Reinaldo Azevedo e uma das acusadas.

Conseguiu-se assim ampliar o sentimento ?"já presente em outras ocasiões?" de que as autoridades cedem às tentações do arbítrio, da onipotência e da precipitação.
Mardição
24/05/2017 21:28
Essa baderna toda é porque os VAGABUNDOS chegaram a conclusão que terão que TRABALHAR.
Roberto Sombrio
24/05/2017 21:21
Oi, Herculano.

Querem resolver o Brasil? Primeiro, rasguem essa Constituição farofinha que na realidade não respeita ninguém pois promove a bandalheira.

Segundo, é chegada a hora das FFAA tomar providências ou morrerão inocentes. É preciso que defendam a bandeira que está sendo rasgada.

O maior erro da tal ditadura militar, foi não ter dado um fim em Lula e seus comparsas. O Brasil seria outro em todos os pontos. Muitas vezes, mesmo que você não seja mordido é necessário matar a cobra.
Casinha de Plástico
24/05/2017 20:08
Oi, Herculano;

Às 15:36hs. O povo brasileiro decente não foi para as ruas. Só os petralhas mortadelas de sempre.
O Senador Alagoânus, abriu a cloaca dele ou pegou emprestada a do Lulla?
Não dá para não chamar ladrão de ladrão.
Herculano
24/05/2017 20:02
LULA E CIA DEVERIAM SEGURAR OS SEUS RADICAIS, por Josias de Souza

Lula e as forças políticas, sindicais e sociais que gravitam ao seu redor dançam algo muito parecido com a coreografia da insensatez. Nesta quarta-feira um elenco de arruaceiros marchou sobre a Esplanada à procura de encrenca. Exigiam a queda de um presidente que já está no chão. E guerreavam contra reformas que flertam com o arquivo. Perderam o nexo. Para não perder também a viagem, brigaram com a polícia e destruíram o patrimônio público.

Foi como se os devotos de Lula enxergassem a Esplanada dos Ministérios como uma loja de louças hipertrofiada. Marcharam em direção ao Congresso Nacional como uma manada de elefantes. A isto foram reduzidos os apologistas de Lula: elefantes itinerantes. Ora estão em Curitiba, ora na Avenida Paulista, ora em Brasília. Falta-lhes, porém, um rajá, isto é, um líder que os monte, apontando-lhes a direção e contendo-lhes os modos. Lula ainda não se deu conta, mas a hora é de moderação.

A Lava Jato transformou a briga entre o petismo e seus rivais numa gincana de sujos contra mal lavados. Lula roça as grades de Curitiba. Aécio Neves assiste ao funeral de sua carreira política em rede nacional. Temer virou caso para estudo: o primeiro político da história a se tornar ex-presidente ainda na Presidência. Num ambiente assim, quebra-quebra disfarçado de protesto, além de ser um crime, é um erro.

Lula faria um favor a si mesmo e ao país se segurasse seus radicais. Permitir que militantes dancem desgovernados é o mesmo que cutucar a sociedade com o pé para ver se ele morde. O brasileiro já parou de abanar o rabo para os políticos faz tempo. Não demora e começa a morder.
Herculano
24/05/2017 19:52
COISAS OUVIDAS EM BRASÍLIA, ALÉM DAS AÇÕES PREDATóRIAS

1. Os vândalos gritavam que eram contra o impeachment, mas de Dilma Vana Rousseff, PT.

2. Estranhamente, os mesmos vândalos, estavam defendendo o impeachment, imediato, de Michel Temer, PMDB (o de Dilma levou nove meses e seguiu todo o rito processual depois de aceito na Câmara).

3. Os vândalos defendem eleições "diretas já", mas isto não está previsto na Constituição Federal. Mas dizem que são os primeiros defensores da Constituição.

4. A defesa que fazem das eleições já, é para presidente da República, preservando o bando de bandidos que está no Congresso e que vai encurralar o novo mandatário eleito diretamente para ser boneco dessa gente.

5. Os vândalos dizem que são progressistas e democráticos. Mas, não querem nenhuma reforma, querem os privilégios para políticos e principalmente servidores estáveis de altos vencimentos e aposentadorias precoces.

6. Já a" democracia" deles é aquela em que se invade, quebra e queima o patrimônio público e particular. insistem ser esta uma forma de diálogo, de legitimação das instituições, desde que elas estejam caladas, submissas e ajoelhas aos seus interesses, poder e roubalheira do dinheiro do povo.

7. Segundo observou o Antagonista, ele não viu bandeiras do Brasil na "marcha" de hoje. Havia, sim, bandeiras do PT, do PSTU, da Contag, do CTB, do MST, da CUT... e de Cuba.

8. É por isso que essa gente precisa de imposto sindical onde tira um dia do trabalhador para viver como dirigente nababo, e de analfabetos, ignorantes, analfabetos para lhes dar voto para se legitimar no poder. Wake up, Brazil!
Herculano
24/05/2017 19:22
J&F TERIA OBTIDO R$45 BILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

Conteúdo de O Antagonista.A resistência do MPF em fechar com a JBS uma cifra inferior aos 11 bilhões de reais, no acordo de leniência, se justifica com um cálculo dos procuradores.

O Antagonista apurou que o grupo de Joesley e Wesley Batista, segundo o MPF, obteve um total de 45 bilhões em recursos públicos, o que inclui aportes do BNDES e dos fundos de pensão, além de linhas de crédito da Caixa, do BB e outros bancos.

Esses valores ajudaram a transformar a J&F no maior grupo privado do país. A empresa, porém, alega que o cálculo dos procuradores está errado.

O impasse permanece.
Herculano
24/05/2017 19:20
LULA CAIU NA FOGUEIRA, por Felipe Moura Brasil, de O Antagonista

Gravação é a única prova admitida pelo PT ?" de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler - muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

"Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler", disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio - e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no 'Guiness Book' do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir - e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que "foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise" pelo marido, "já sabendo que sua utilização seria de Lula".

De quebra, "reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula" e "que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia".

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que "morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas"; e também que a "pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela".

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos ?" além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras ?" que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os "gambá".
Herculano
24/05/2017 19:14
O BRASIL NÃO TEM JEITO. ACREDITE SE QUISER. DILMA VAI A JUSTIÇA PARA ANULAR O IMPEACHMENT E VOLTAR A SER PRESIDENTE

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Isadora Peron, Fausto Macedo e Luiz Vassallo. A defesa da ex-presidente Dilma informou nesta quarta-feira, 24, que pediu ao Supremo Tribunal Federal que julgue a ação sobre a legalidade do impeachment da petista, ocorrido em 2016.

Segundo a assessoria de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), advogado da ex-presidente, entrou com petição no Supremo em que pede ao ministro Alexandre de Morais, relator da ação sobre o afastamento, que julgue logo o caso.

O caso está nas mãos de Alexandre de Moraes, desde que o ministro Teori Zavascki morreu, em janeiro deste ano.

A ação que defende a nulidade do processo de impeachment foi apresentada por Cardozo em setembro do ano passado.

No Tribunal Superior Eleitoral está em curso a Ação de Investigação Judicial Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, eleita em 2014. A ação foi movida pelo PSDB.
Herculano
24/05/2017 19:09
OS SERVIDORES PÚBLICOS PRESSIONANDO OS POLÍTICOS CRIARAM ALTOS VENCIMENTOS PARA AS CORPORAÇÕES, VANTAGENS EM CIMA DE VANTAGENS, APOSENTADORIAS PRECOCES QUE ESTÃO LHES AFOGANDO NA GULA E ESPERTEZAS.

NÃO HÁ DINHEIRO PARA PAGÁ-LOS A NÃO SER QUE O ESTADO DEIXE DE DAR SAÚDE, COMUNICAÇÃO, SEGURANÇA, ASSISTÊNCIA E OBRAS AO POVO QUE É QUE REALMENTE SUSTENTA ESSA IRREALIDADE.

SOB PROTESTO, DEPUTADOS NO RIO APROVAM AUMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO SERVIDOR. ISSO VAI ACONTECER NOS DEMAIS ESTADOS E MUNICÍPIOS QUE CAMINHAM PARA A QUEBRADEIRA

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Márcio Dolzan, da sucursal do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira, 24, o aumento da contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 14%, mesmo em meio a protestos da categoria. A Polícia Militar usou bombas de gás para dispersar manifestantes que protestavam do lado de fora. Houve depredação e correria, o comércio fechou as portas e o VLT teve a circulação interrompida. Não há registro de feridos até o momento.

Servidores protestam contra aumento de contribuição previdenciária no Rio de Janeiro; veja imagens
O Rio entrou em estágio de atenção, às 16h50, por causa dos confrontos, segundo o Centro de Operações Rio. O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa que há reflexos na mobilidade. A recomendação é que a população utilize trens e metrôs e evite o Centro da Cidade. Por causa dos tumultos, empresas e repartições públicas estão liberando funcionários para saírem mais cedo do trabalho.

Carros de cinco deputados estaduais foram danificados durante o protesto em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj. O carro da deputada Lucinha (PSDB) teve um vidro quebrado. Os carros dos deputados Fatinha (SDD), Zaqueu Teixeira (PDT), Geraldo Pudim (PMDB) e Enfermeira Rejane (PC do B) sofreram avarias leves, como retrovisores quebrados. A Segurança da Casa acionou a Polícia Civil para registrar a ocorrência e fazer a perícia dos veículos, informou a assessoria de imprensa da Alerj.

As primeiras bombas foram lançadas pouco depois das 15h30 somente em ruas laterais da assembleia, para onde um grupo de manifestantes havia se deslocado na tentativa de entrar na Alerj. Lá, alguns mascarados depredaram um veículo oficial usado por deputados.

Cerca de 15 minutos mais tarde, PMs começaram a se deslocar em direção à Avenida Rio Branco, distante três quadras do legislativo estadual, fecharam os acessos e dispararam bombas em direção ao grupo que se concentrava também na frente da Alerj. Pessoas que circulavam pelo Centro, mesmo distantes do protesto, correram para se abrigar em estabelecimentos comerciais, que pouco a pouco fecharam as portas.

A confusão foi interrompida temporariamente após a PM atirar bombas contra manifestantes, mas recomeçou por volta das 16h40. O confronto opunha jovens mascarados a policiais militares e agentes da Força Nacional de Segurança. Enquanto os mascarados incendiavam lixo, faziam barricadas e atiravam pedras, os agentes de segurança revidavam com bombas de gás e tiros de balas de borracha.

Rio consegue ampliar calamidade nas contas até o fim de 2018

Ajuste fiscal. O aumento da contribuição previdenciária de servidores é uma das condições para que o Estado do Rio se adeque ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), sancionado na semana passada pelo presidente Michel Temer. Elaborado pelo governo no fim do ano passado, a medida integra uma série de projetos de corte de custos e aumento de receitas do Estado, conjunto que foi chamado de "pacote de maldades".

Ontem, o governo de Luiz Fernando Pezão conseguiu aprovar na Alerj um projeto que amplia até o fim de 2018 o prazo do decreto de calamidade pública nas finanças estaduais. A medida permite que o governo descumpra o limite de endividamento e de gastos com pessoal.

Para a oposição, a extensão do prazo de vigência do decreto de calamidade seria uma estratégia para tentar evitar pedidos de impeachment de Pezão por descumprimento da LRF, em processo análogos ao do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff.
Herculano
24/05/2017 18:56
TEMER ACIONA AS FORÇAS ARMADAS PARA RESTABELECER A ORDEM NA CAPITAL FEDERAL, por Josias de Souza

Michel Temer acionou as Forças Armadas para conter protesto anti-governo e contra as reformas trabalhista e previdenciária. Convocado por centrais sindicais e movimentos sociais, o ato descambou para o quebra-quebra e a violência. A ação dos soldados se estenderá até 31 de maio. Segundo o ministro Raul Jungmann, da Defesa, a operação de 'Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal' foi requisitada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-DF).

Houve reação instantânea no plenário da Câmara. Deputados do PT e de partidos que apoiam a manifestação, que também pede a renúncia de Temer e a convocação de eleições presidenciais diretas, revoltaram-se ao saber que o pedido para acionar as Forças Armadas partira de Rodrigo Maia. Houve tumulto. A sessão foi suspensa. O presidente da Câmara convocou os líderes ao seu gabinete. Antes, informou que requisitara o auxílio da Força Nacional, não das Forças Armadas.
Herculano
24/05/2017 18:53
O ASSASSINO DA VERDADE ESQUECEU DE COMBINAR COM A FOTO, por Augusto Nunes, de Veja.

No depoimento a Sérgio Moro, Lula primeiro declarou que ignorava a existência de laços de amizade ligando os companheiros delinquentes João Vaccari e Renato Duque, transformados em vizinhos de cela pela Lava Jato. Minutos depois, devolvido ao assunto por uma pergunta do juiz, derrapou na contradição.

Ou por ter sido mal ensaiado pela tropa de bacharéis, ou porque é muita mentira para uma memória só, explicou por que pedira ao gatuno que promoveu a tesoureiro do PT que agendasse um encontro com o larápio que instalou numa diretoria da Petrobras: "O Vaccari tinha mais relação de amizade com ele do que eu, que não tinha nenhuma".

Nesta terça-feira, a divulgação pelo site de VEJA da foto em que aparece ao lado de Duque, num desmoralizante olho no olho, confirmou que o chefão do maior esquema corrupto da história é também um assassino patológico da verdade. Candidato a presidente da República, merece ser eleito presidente do sistema penitenciário ?"? pelo voto direto dos companheiros de gaiola.
Herculano
24/05/2017 15:36
ADVINHE QUEM IRÁ À MANIFESTAÇÃO..., por Ricardo Noblat, de O Globo

Centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos estudantis e sindicatos esperam reunir em Brasília a partir das 11h de hoje cerca de 70 mil pessoas em torno de duas palavras de ordem: "Fora, Temer" e "Diretas, já".

Na ausência de Lula, espera-se que o orador mais inflamado seja o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que aceitou o convite dos organizadores da manifestação. Brigado com Temer, favorável à sua renúncia, ameaçado de não se reeleger, Renan mendiga os votos da esquerda.
Herculano
24/05/2017 15:31
PSD JÁ ADMITE DESEMBARQUE DO GOVERNO TEMER, por Josias de Souza

Michel Temer tornou-se um presidente minoritário na bancada de senadores do PSD, partido do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia). Dos cinco senadores da legenda, três avaliam que Temer não tem mais condições de presidir o país: Omar Aziz (AM), Lasier Martins (RS) e Otto Alencar (BA). Um está em dúvida: Sérgio Petecão (AC). Apenas José Medeiros (MT) manifesta-se a favor da permanência do partido no bloco que dá suporte legislativo ao governo.

O senador Lasier Martins relatou como se formou o placar: "Fizemos consultas recíprocas no plenário. E chegamos a esse resultado. O Otto Alencar, o Omar Aziz e eu entendemos que não há mais clima para o Temer continuar. O José Medeiros acha que, por enquanto, Temer merece defesa. E o Sérgio Petecão está em dúvida. Ele quer que façamos uma reunião para debatermos a questão. Mas já temos uma maioria formada.''

Lasier disse que pretende conversar com Kassab, que comanda a legenda. "Vou propor ao Kassab que realize uma reunião com todo mundo, senadores e também deputados. Precisamos tomar uma posição conjunta das duas bancadas. É preciso saber inclusive qual é a posição do ministro. Vai ficar até quando?" O PSD tem 37 deputados federais. O repórter apurou que o debate sobre a conveniência de tomar distância de Temer fervilha também na bancada da Câmara.
Herculano
24/05/2017 15:19
BRASILIA OCUPADA

O PT, o PCdoB, PDT, a CUT, a UNE e outros da esquerda do atraso estão em Brasília e segundo o noticiário, fazendo que sabem e sempre fizeram de melhor: destruir (as pessoas, o patrimônio público e privado, as instituições, os brasileiros, o Brasil), sob a desculpa que estão protestando, se expressando, dialogando. Wake up, Brazil!
Herculano
24/05/2017 13:13
NA SEXTA-FEIRA É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA. ELA JÁ ESTÁ PRONTA. HOJE É QUARTA-FEIRA. SOBRARAM ASSUNTOS PARA PELO MENOS MAIS DEZ. É POR ISSO, QUE NÃO ENTENDO COMO TEM GENTE QUE NÃO CONSEGUE FAZER UMA
Herculano
24/05/2017 13:10
A ORCRIM CONTRA JOESLEY

Conteúdo de O Antagonista. Deputados, senadores e presidentes da República que, até dois meses atrás, esbaldavam-se com as malas de dinheiro da JBS, agora acusam Joesley Batista de se esbaldar em Nova York com a cumplicidade da PGR.

Delfim Netto, um exemplo de lisura, disse à Folha de S. Paulo:

"Joesley Batista produziu um terremoto e um prejuízo gigantesco à economia. Ele precisa ser extraditado para responder por seus crimes".

A JBS saqueou o Brasil por dez anos.

É natural que as pessoas queiram mandar Joesley Batista para a guilhotina.

Mas esse ódio popular está sendo manipulado pela ORCRIM, que só pensa em engavetar as provas apresentadas por seus acusadores.

Os jacobinos de O Antagonista também querem mandar Joesley Batista para a guilhotina.

Antes disso, porém, é preciso decapitar Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Aécio Neves.

Assim que começou sua delação premiada, Joesley Batista tratou de despachar para Nova York seu iate de 98 pés, avaliado em US$ 10 milhões.

'Why Not', que ficava ancorado em Ilha Bela, chegou ao porto de Itajaí em 15 de março e foi embarcado no dia 8 de maio, dois antes antes do término da delação.

O Antagonista apurou que a JBS refez sua oferta na negociação da leniência, colocando sobre a mesa a cifra de R$ 4 bilhões - é quase o triplo do oferecido na sexta-feira.

A informação é do Diário Catarinense

Para tentar quebrar a resistência do MPF, a JBS alega que a Odebrech, acusada pelo mesmo Ministério Público de desviar dos cofres públicos R$ 40 bilhões, pagou R$ 10,5 bilhões em propinas e acertou na leniência a restituição de R$ 6,8 bilhões. A JBS, por sua vez,obteve R$ 8 bilhões do BNDES e pagou R$ 1 bilhão em propina.

A bola agora está com os procuradores.

Deltan Dallagnol defendeu o acordo da PGR com a JBS.
Ontem à noite, ao apresentar seu livro em São Paulo, ele disse:

"No mundo ideal todo mundo seria punido. O grande problema é que não vivemos no mundo real. Os fatos que vieram à tona são crimes gravíssimos".

E acrescentou:
"Janot conseguiria aquelas gravações com outras pessoas? Não que eu saiba"
Sidnei Luis Reinert
24/05/2017 12:23
Platão oferece sua ideologia Ptralha como presente de grego... quem defende bandido, estuprador, muçulmano ISIS... adota e leva pra casa... mas cuidado para não perder a cabeça!
Sidnei Luis Reinert
24/05/2017 12:13
Os Dias são assim: Corruptos, Injustos e Temerários


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Brasileiros de todas as classes, variadas ideologias e diferentes graus de instrução constatam, facilmente, que o Brasil sobrevive sob regime de uma ilegítima Ditadura do Crime Institucionalizado. A Oclocracia (governo dos bandidos) é causa e conseqüência de um defeito estrutural. A máquina estatal, na União, Estados e Municípios e nos três poderes republicanos, sustenta um mecanismo que promove ações delitivas entre criminosos de toda espécie e servidores públicos.

A corrupção, violência e violação de direitos básicos são viabilizados pela insegurança jurídica (facilitada pelo regramento excessivo) e pela impunidade gerada por um sistema judiciário que cumpre péssima e lentamente seu papel moderador. O fundamental é compreender que todos esses defeitos e vícios institucionais são causados pelo modelo Capimunista Rentista, improdutivo, no qual a máquina estatal e seus parceiros (ou comparsas) se servem da sociedade, explorando-a ao limite do inaceitável e do insuportável.

Os escândalos do Mensalão e da Lava Jato expuseram as entranhas corruptas do mecanismo estatal brasileiro. Deixaram claro que o Brasil precisa sofrer mudanças estruturais profundas. O aprofundamento do combate à corrupção (que às vezes parece um enxugamento de gelo) chamou a atenção para um problema que só tem solução com uma cirúrgica Intervenção Institucional a ser promovida pela legitimidade constitucional do cidadão ?" e não por golpistas oportunistas. As pessoas e empresas são sistematicamente violentadas ações, omissões e abusos de autoridade promovidos pela associação criminosa entre os poderes estatais e econômicos. Tudo feito com suposto "amparo legal" ?" interpretado cínica e pragmaticamente por idiotas ou bandidos profissionais (geralmente vaidosos políticos, empresários e servidores públicos).

Nesse cenário de desrespeito ou interpretação cínica do regramento em excesso ocorre um fenômeno assustador. Uma lei invalida a outra e ainda permite infindáveis recursos. Isto serve para garantir a impunidade ou para facilitar o rigor seletivo contra os "inimigos de ocasião" (cidadãos ou empresas). Desenhando claramente o caos institucional, até o desejável combate à corrupção acaba passando ao largo dos princípios básicos de Justiça. O Ministério Público e o Judiciário falham no cumprimento de seu papel institucional. Mais grave é que, em vez de assegurar o equilíbrio e a moderação dos conflitos na sociedade, ambos acabam legitimando as práticas delitivas e os diferentes abusos cometidos pelos aparelhos repressivos da máquina estatal. Isto é assustador e imperdoável.

Eis um fato gravíssimo que merece todo repúdio. O Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República obraram na Constituição ao divulgar gravações telefônicas fora do contexto das investigações da Lava Jato. O jornalista Reinaldo Azevedo, que tem sigilo de fonte garantido pela Carta Magna, foi vítima de tal ilegalidade. De que adianta a presidente do STF, Cármen Lúcia, soltar uma nota oficial reiterando que o Supremo tem jurisprudência sobre tal direito, se a mais alta esfera judiciária brasileira foi a responsável máxima por descumprir a regra? Outra pergunta idiota: quem vai punir o STF ou a PGR por tal "deslize"? O Chapolim Colorado?

Temos de acabar com a hegemonia da Superestrutura Criminosa. A Intervenção Institucional é imprescindível para o Brasil implantar o Capitalismo Produtivo, rompendo com o Capimunismo Rentista e sua máquina de violentar brasileiros. O País precisa do debate e formulação de um Projeto Estratégico de Nação, a partir dos princípios Federalistas. Tudo será viabilizado a partir de um enxugamento legal, na transparência e fiscalização direta da coisa pública pelo cidadão-eleitor que escolherá seus representantes pelo voto distrital ?" que pode até ser eletrônico, porém com possibilidade de impressão para conferência e recontagem.

Outro ponto fundamental é o Imposto Justo (e não os 92 impostos, taxas, contribuições e multas em vigor). Temos de viabilizar recursos públicos para o investimento fortíssimo em Educação (a base de tudo), Saúde e Segurança, junto com investimentos em infraestrutura a serem tocados pela iniciativa privada (livre da jagunçagem fiscal que é fonte geradora de favores e muita corrupção nas relações incestuosas forçadas entre o setor produtivo e o setor público.

Os dias do brasileiro não podem mais ser corruptos e temerários. Intervenção Democrática, já! O Crime Institucionalizado não pode dar mais golpes no cidadão Honesto. É preciso encerrar as atividades das "fábricas de bandidos" ?" desde os "pés-de-chinelo" até os do "colarinho branco". A guerra de todos contra todos facilitará a operação de autolimpeza institucional. É fundamental ter fé e fazer pressão contra os corruptos, sem trégua. A responsabilidade é de cada um de nós.

O momento exige uma intervenção imediata. O Brasil não pode ficar refém de sucessivos ocupantes da Presidência da República que perderam a legitimidade e desmoralizam o País em função de denúncias de participação ou conivência com o Crime Institucionalizado. Nossos dias não podem continuar assim... Ou, então, mergulharemos na barbárie institucional.
Herculano
24/05/2017 12:06
A HORA É DE PRIVATIZAR O PAÍS, por Ricardo Hingel, na Zero Hora, de Porto Alegre

O Brasil tem sido um laboratório de experimentos econômicos, passando por casos de sucesso como o Plano Real, que acabou com a hiperinflação, até chegar ao desastre atual, onde o desrespeito para com o equilíbrio das contas públicas e uma condução ideológica acabaram por inviabilizar o Brasil no curto prazo. Sob o pano de fundo de bandeiras de avanços sociais, menos visível, um outro país se erguia e que juntou toda a sorte de incompetências e irresponsabilidades com um crescente processo de corrupção.

Em economia, a cena política pode se sobrepor a quaisquer planejamentos econômicos e comprometer prognósticos e previsibilidades. A saída de Dilma do poder representou, no aspecto econômico, o fim de um modelo que fracassou e resultou na maior recessão de nossa história. A chegada de Temer foi lida pelo mercado e por parte da sociedade como uma possibilidade de correção do desastroso conjunto de equívocos cometidos e a possibilidade de encaminhar mudanças estruturais, algumas ainda que duras, para viabilizar novamente nossa economia. Nesse sentido, já se verificava uma sensível melhoria nas expectativas, e a consistente queda da inflação permitiu o início da redução da taxa de juros, fundamental para a retomada econômica. Porém, para o equilíbrio de longo prazo, uma reforma da Previdência, mesmo que recortada como vinha sendo negociada, seria fundamental para o equilíbrio fiscal.

O recente envolvimento do presidente Temer nas denúncias da JBS mais uma vez faz a cena política se sobrepor à condução econômica, ao praticamente abortar projetos em andamento, que sustentavam a moderada melhoria das expectativas quanto a nossos rumos futuros.

A Operação Lava-Jato vem mostrando, em seus desdobramentos, que a pirataria instaurada no país era muito maior do que se imaginava. As denúncias de empresas como Odebrecht e OAS, e mais recentemente da JBS, demonstram que parte do Brasil foi privatizada, quando foram comprados políticos, contratos e mercados. Essa última é um case mundial; o grupo, no início dos governos Lula e Dilma, faturava aproximadamente R$ 4 bilhões e, em 2016, chegou a R$ 170 bilhões, viabilizado pelo fornecimento quase ilimitado de recursos públicos favorecidos e bem se viu como, através dos depoimentos de seu proprietário, pródigo pagador de "pedágios".

Após tudo que se tem visto, a tolerância brasileira permite que esses empresários sigam livres, empresas paguem multas irrisórias em relação ao que amealharam indevidamente e políticos denunciados tentem voltar com seus discursos messiânicos e negando até a cor do céu. É o paraíso da impunidade!
Herculano
24/05/2017 12:04
A DELAÇÃO E IMPUNIDADE, editorial da Gazeta do Povo, de Curitiba, PR

Avaliando o que já se tornou público a respeito do acordo de delação premiada, parece-nos que os irmãos Batista saíram em vantagem

O velho clichê do criminoso internacional que vem ao Brasil desfrutar da impunidade é coisa do passado. Agora, o Brasil inteiro se revolta com o fato de Joesley Batista, peça importante em um enorme esquema de corrupção, ver o país pegar fogo instalado confortavelmente em seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York. O detalhe é que o dono da JBS nem precisou de uma fuga espetacular: foram as próprias autoridades brasileiras que permitiram sua viagem, como parte do acordo de delação premiada assinado pelo empresário. O crime compensou?

Não faltam acusações de que a Operação Lava Jato estaria "banalizando" a delação premiada, que permitiria a muitos, inclusive em posições de comando, cumprir penas menores ou passar para a prisão domiciliar, com tornozeleiras eletrônicas. Não nos parece que essa observação proceda. As delações de executivos da Odebrecht, por exemplo, mostram que elucidar totalmente o esquema da empreiteira seria difícil sem informações vindas diretamente da cúpula da empresa. A análise precisa ser feita caso a caso, movida por uma pergunta fundamental: o que o delator pode entregar compensa o benefício pretendido?

O que o delator pode entregar compensa o benefício pretendido por ele??
No caso da JBS, não há a menor dúvida de que Joesley tinha em mãos material explosivo, capaz de abalar a posição do presidente da República e derrubar um senador que presidia um dos principais partidos políticos do país. Centenas de outros políticos são mencionados, inclusive os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Dada a proximidade de Joesley Batista com o poder ?" foi graças aos generosos empréstimos do BNDES e à política petista de "campeões nacionais" que a JBS se tornou gigante ?", era óbvio que ele sabia demais.

A oferta feita pela Procuradoria-Geral da República foi generosa: o não oferecimento de denúncia, imunidade em investigações já existentes e o perdão judicial no caso de denúncias já oferecidas. Em vez de tornozeleira, autorização para viajar e viver no exterior. O "castigo" ficou resumido a uma multa de R$ 110 milhões, valor que já teria sido obtido com o lucro de negociações cambiais feitas pouco antes da divulgação jornalística do conteúdo da delação e que estão sob investigação.

Terá a PGR agido bem? Por um lado, os irmãos Batista nadaram em dinheiro do BNDES, compraram políticos em benefício próprio e de seus padrinhos ?" como no caso dos deputados que votariam contra o impeachment de Dilma ?", tinham na mão procuradores e juízes. Joesley só foi capaz de entregar muito porque a extensão de seus crimes era enorme. Por outro lado, o delator trouxe informações bombásticas ?" e ainda não se conhece a totalidade do material que ele reuniu ?", além de ter sido sua a iniciativa de procurar as autoridades e correr alguns riscos nas chamadas "ações controladas".

Avaliando o que já se tornou público a respeito do acordo, parece-nos que os irmãos Batista saíram em vantagem. A impunidade total é uma concessão excessiva que tem sérias consequências do ponto de vista moral, e que só se justificaria por circunstâncias absolutamente extraordinárias que, se existirem, ainda não são do conhecimento da opinião pública. Merecem atenção, ainda, aspectos como a velocidade com que o acordo foi fechado (Joesley se dizia ameaçado de morte e tinha pressa; até por isso a PGR tinha condições de impor termos menos lenientes); a divulgação de uma prova fundamental, como a conversa com o presidente Temer, sem que tivesse sido feita uma perícia na gravação; e o fato de um procurador que trabalhava com Rodrigo Janot ter deixado o serviço público e ido, sem quarentena, para o escritório de advocacia que negocia o acordo de leniência da JBS. Esse conjunto faz crer que talvez a PGR não tenha conseguido o melhor acordo possível.

A duras penas a Lava Jato mostrou aos brasileiros que não havia ninguém acima da lei, e essa é uma das causas do enorme apoio popular da operação ?" um apoio que sai abalado com o que é percebido como impunidade dos irmãos Batista. Apenas novas revelações sobre a negociação do acordo que justifiquem as enormes concessões feitas impedirão a decisão da PGR de ser vista como algo que destoa da condução que tem sido dada à Lava Jato.
Herculano
24/05/2017 12:02
AGULHA NO PALHEIRO, por Merval Pereira, no jornal O Globo

A confusão ocorrida ontem no Congresso só demonstra que é necessário que as forças políticas que apoiam as reformas cheguem a um acordo sobre o futuro, sem o presidente Michel Temer, o mais rápido possível. O país não pode esperar uma definição espontânea do próprio presidente, pois ele já não tem condições políticas para liderar o governo, e a essa altura, necessariamente, está pensando mais em safar-se e aos seus mais próximos do que em governar.

O que aconteceu ontem foi o resultado de uma ação descoordenada de partidos que formam a maioria momentânea no Congresso para tocar em frente um plano de governo que corresponde ao anseio majoritário, mas que perdeu o timoneiro que, bem ou mal, conduzia o barco. O rumo está sendo mantido, mas não o será por muito tempo se não for encontrada uma solução de consenso que permita seguir em frente sem os obstáculos que agora se apresentam.

Assim que as forças preponderantes no Congresso estiverem de acordo sobre quem estará na Presidência durante o período de transição até 2018, a realidade política se imporá e o presidente Michel Temer ficará sem condições de se manter agarrado na cadeira presidencial.

Se nas próximas duas semanas esse acordo não for atingido, ganhará espaço uma campanha, ainda incipiente, pelas eleições diretas antecipadas, que terá a vantagem de parecer uma solução mágica para todos os nossos problemas, quando na verdade é mais um complicador do quadro político nacional.

Cumprir a Constituição sempre é a melhor solução, mesmo quando leva a uma situação de impasse como agora. Michel Temer foi vice-presidente de Dilma Rousseff eleito para dois mandatos, escolhido pelos petistas para ser o principal aliado do governo. Sua chegada à Presidência, em substituição a Dilma, não pode nem de longe ser entendida como um golpe, por menos qualificado que seus antigos companheiros o considerem agora.

Um presidente para um mandato tampão de pouco mais de um ano, como prevê a Constituição, é a saída menos traumática para o momento político, mas para isso é preciso que as forças políticas que detém a maioria hoje se entendam, da mesma maneira que estão de acordo em dar continuidade à pauta reformista que os une.

O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá ser uma saída também constitucional, caso Temer teime em permanecer à frente do governo sem as condições mínimas de atuação. Ela tem a vantagem para Temer de transformar sua saída do governo em consequência de abuso de poder econômico do PT, e não por acusação direta de corrupção contra ele, embora existam a esta altura relatos de que também ele participou da divisão de propinas durante as campanhas de 2010 e 2014.

Mas a perda do foro privilegiado é um risco do mesmo jeito. A dificuldade para se chegar a um acordo é que, para manter a unidade entre PSDB, PMDB e DEM, é preciso encontrar um nome de consenso que, além da experiência política e o bom-senso, não tenha ligação, direta ou indireta, com as investigações da Operação Lava-Jato. E não está fácil achar essa agulha no palheiro.
Jean
24/05/2017 11:16
Pela Estrutura Organizacional da Prefeitura de Gaspar, agora o orçamento participativo virou superintendência.
Será que agora será mais democrático ? Será que atenderão as solicitações de todos, independentemente de partido ?
No passado só faziam asfalto na frente das casas dos amigos do rei.
Na frente das casas das pessoas que não eram amigos do rei o asfalto era interrompido, temos exemplo disso no Bairro Gasparinho.
Temos também um exemplo da rua Nagib Barbieri em que os moradores clamavam por asfalto e que o Secretario bigodudo do planejamento dava várias desculpas: dizia que os moradores teriam que abrir suas cercas para aumentar a largura da rua e que teriam pagar os meios fios e assim por diante.
Mas só foi o Ex Rei se interessar por um terreno nessa rua que o asfalto saiu em um passe de mágica, interessante.
Herculano
24/05/2017 08:12
STF DIVULGA CONVERSA DE JORNALISTA COM IRMÃ DE AÉCIO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou ontem a divulgação, pela própria Corte, de uma conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, no âmbito da investigação relativa à delação da JBS.

"A lei que regulamenta as interceptações telefônicas é clara ao vedar o uso de gravação que não esteja relacionada com o objeto da investigação. É uma irresponsabilidade não se cumprir a legislação em vigor. O episódio envolvendo o jornalista Reinaldo Azevedo enche-nos de vergonha, é um ataque à liberdade de imprensa e ao direito constitucional de sigilo da fonte", afirmou o ministro.

O diálogo foi publicado pelo site BuzzFeed. Segundo a reportagem, a conversa entre Azevedo e a irmã de Aécio ocorreu no dia 13 de abril, logo após a abertura dos conteúdos da delação da Odebrecht. Eles também conversaram sobre Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Azevedo anunciou ontem sua demissão da revista e afirmou que dar publicidade a "esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas".

Os áudios fazem parte de um lote de gravações liberado pelo ministro Edson Fachin na semana passada após o fim do sigilo das delações. Em notas, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal negaram ter divulgado a conversa. A PRG disse que "não anexou, não divulgou, não transcreveu, não utilizou como fundamento de nenhum pedido, nem juntou o referido diálogo".
Herculano
24/05/2017 08:09
SEM RUMO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

São um insulto aos brasileiros de bem e um escárnio da Justiça os termos da colaboração premiada assinada entre o sr. Joesley Mendonça Batista e a Procuradoria-Geral da República (PGR), já que acintosa e escandalosamente benéficos ao delator. Depois de ter praticado graves e inúmeros crimes, o sr. Joesley recebeu tão somente uma multa de R$ 110 milhões, que, diante do seu patrimônio, é irrisória.

Atônito ficou o País ao saber que o Ministério Público (MP) se comprometeu a não oferecer denúncia contra o sr. Joesley em relação a qualquer dos crimes delatados, em frontal desobediência à lei, que veda esse tipo de benefício aos que são líderes de uma organização criminosa (Lei 12.850/2013, art. 4.º, § 4.º, I). Não era necessária especial sagacidade à Procuradoria para atinar que o sr. Joesley era, de fato e de direito, o líder da organização criminosa. Nos vídeos gravados pela PGR, a fala do sr. Joesley é explícita a respeito de quem tinha a voz de comando na operação, definindo o que fazer e o que não fazer.

Ainda mais grave que a colaboração premiada foi a reação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diante dos questionamentos a respeito da lisura e da conveniência de uma delação tão benéfica a um criminoso da laia do sr. Joesley. Evidencia que o País tem hoje um procurador-geral da República desnorteado, que parece desconhecer o seu papel e a sua responsabilidade.

Em artigo publicado no portal UOL, Janot reclama que "o foco do debate foi surpreendentemente deturpado. Da questão central ?" o estado de putrefação de nosso sistema de representação política ?" foi a sociedade conduzida para ponto secundário do problema ?" os benefícios concedidos aos colaboradores". Ora, o debate não foi deturpado. É plenamente legítimo que a sociedade questione a razão para se conceder um ilegal benefício ao sr. Joesley. O procurador-geral, no entanto, não está disposto a debater essa questão, e prefere simplesmente reafirmar sua querida tese: "O estado de putrefação de nosso sistema de representação política".

Eis aí uma deficiência séria que se observa na atuação do Ministério Público. Alguns de seus membros estão deixando de lado o trabalho que lhes cabe ?" a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, como diz a Constituição ?" para se ocuparem primordialmente de uma causa política, a demonstração de que todas as instituições, exceto o Ministério Público, estão podres.

Tal visão das coisas não encontra respaldo nos fatos. O sr. Joesley garantiu que não comprava apenas políticos, mas também procurador. Ou seja, o MP não é incorruptível e exige, como qualquer instância pública, controle e acompanhamento.

Com toda essa história, ficou claro que o sr. Joesley conseguiu engambelar perfeitamente o procurador-geral. "Em abril deste ano, fui procurado pelos irmãos Batista", narra Rodrigo Janot no artigo que publicou em sua defesa. "Trouxeram eles indícios consistentes de crimes em andamento ?" vou repetir: crimes graves em execução ?", praticados em tese por um senador da República e por um deputado federal." Como se saberia depois, ele não resistiu aos encantos dos dois irmãos e deu-lhes remissão da pena em troca das preciosas informações que eles tinham para contar. Das quais, por sinal, não verificou a veracidade antes de dar-lhes publicidade.

Melhor seria que o MP não estivesse tão desejoso de receber com facilidade delações e denúncias, e se dedicasse à investigação propriamente dita. Trabalhasse da forma como deveria, sem entrar em choques tão frequentes com a Polícia Federal, o procurador-geral da República não teria tanta certeza, mencionada no artigo, "de que o sistema de justiça criminal jamais chegaria a todos esses fatos (narrados pelos irmãos Batista) pelos caminhos convencionais de investigação". É perigoso para um País quando o procurador-geral da República confere mais crédito aos caminhos não convencionais que aos caminhos convencionais de investigação. Como se vê, há mais que indícios de que o sr. Janot já não sabe onde se situa o norte firme da lei e da Constituição. Se excessos ou omissões há de sua parte, a Constituição prevê caminhos para sua substituição. Afinal, numa República, sempre deve prevalecer a lei e a ela também se sujeita aquele que deve guardá-la.
Herculano
24/05/2017 08:05
PROPOSTA DE REFORMA TRABALHISTA NÃO RETIRA NENHUMA DIREITO, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, no jornal Folha de S. Paulo

Seguindo o mesmo padrão de desinformação e superficialidade presente nas críticas à reforma da Previdência, a reforma trabalhista aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, e em exame no Senado, tem sido alvo de ataques sem maiores preocupações com as reais implicações da proposta.

O interesse é apenas o de gerar ruídos políticos para fins eleitorais, em mais uma demonstração clara de desonestidade intelectual.

De fato, a principal questão que vem sendo levantada é que a reforma está "retirando direitos dos trabalhadores". Isso é simplesmente falso. A proposta não retira direitos; apenas permite que alguns sejam negociados por convenção coletiva, ou acordo individual entre as partes, em casos bem pontuais.

Em particular, não são negociáveis direitos tais como férias, 13º, a jornada além do máximo permitido em lei, FGTS, normas de segurança ou medicina do trabalho.

Por outro lado, a proposta permite que normas coletivas regulem arranjos como a jornada de 12 horas num dia, seguida de 36 horas interruptas de descanso, que já existe hoje, diga-se, mas em quadro de insegurança jurídica. Ou ainda que se reduza o intervalo para refeição, como também já ocorre para algumas categorias, mas sob risco de contestação judicial à frente.

Nota-se, aliás, que a possibilidade de negociação coletiva não contraria nossa ordem jurídica; ao contrário, o inciso XXVI do artigo 7º da Constituição Federal deixa claro que o "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho" faz parte dos direitos dos trabalhadores. Isso dito, se nenhum direito é eliminado, que diferença faz a reforma?

Como notado nos exemplos acima, a principal virtude do projeto consiste em dar embasamento legal às negociações coletivas, regulando práticas em larga medida já existentes, mas que, por não serem previstas na CLT, e não terem o mesmo amparo legal que virá com as alterações propostas, davam margem a um passivo trabalhista de difícil mensuração por parte das empresas.

A falta de clareza das regras do jogo induz um comportamento defensivo. Concretamente, para escapar de potenciais conflitos, empresas preferem adiar o máximo possível a decisão de contratação, ou mesmo buscar alternativas que minimizem esse passivo.

Sob normas mais bem estabelecidas, uma vez que a economia comece a se recuperar de maneira mais sólida, inclusive no que se refere ao emprego, a tendência é de resposta mais rápida dessa variável do que seria segundo o regramento anterior, e muito possivelmente privilegiando mais a formalização do trabalho do que ocorreria sem a reforma.

Não se trata de dizer, queremos deixar claro, que a reforma trabalhista por si só tenha o poder de iniciar um forte processo de geração de empregos, mas sim que a recuperação cíclica que se avizinha deve se traduzir mais rapidamente em aumento do emprego, em particular do emprego formal, do que seria o caso se nossa legislação trabalhista permanecesse inalterada.

Estabilidade fiscal é condição necessária para o crescimento sustentado, mas precisa ser complementada por reformas que privilegiem o aumento da produtividade, para que tal crescimento se materialize. A reforma trabalhista é apenas um dos primeiros passos nessa longa jornada.
Herculano
24/05/2017 07:59
RODRIGO MAIA AGE COMO PRETENDENTE AO TRONO, por Josias de Souza

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tornou-se a principal evidência do derretimento de Michel Temer. Sob holofotes, age como se apostasse na estabilização do governo. Nos subterrâneos, já não consegue disfarçar sua condição de pretendente ao trono.

Nas reuniões do Alvorada, Maia discursa como se Temer estivesse cheio de vida. Na intimidade da residência oficial da presidência da Câmara, move-se como um Roger Moore nos sapatos de James Bond, pronto para lançar mão de sua licença de 007 para matar.

A sorte sorriu para Rodrigo Maia no dia em que o plantou sobre a linha de sucessão da Presidência da República. O deputado abusa da sorte ao imaginar que pode assumir o Planalto para cumprir a atribuição constitucional de convocar eleições indiretas para dali a 30 dias e, simultaneamente, conspirar a favor de sua permanência na cadeira até 2018.

Genro do ministro palaciano Moreira Franco, o Angorá das planilhas da Odebrecht, Rodrigo Maia, o "Botafogo" da lista da empreiteira, acredita no amanhã como se nada pudesse ser descoberto sobre ele à noite. Gente como Renan Calheiros, PhD em crepúsculo, revela-se surpreso com tamanha desenvoltura. Conta, em privado, que Maia já dispõe até de uma alternativa de vice: Aldo Rebelo, do PCdoB.
Herculano
24/05/2017 07:56
SEM VOZES DIVERGENTES, GLOBO EMBARCA EM PRECIPITAÇÕES NO CASO TEMER, por Marcelo Coelho, no jornal Folha de S. Paulo

Por essa os adversários de Michel Temer não contavam. Veio da Rede Globo o noticiário que torna praticamente inviáveis as reformas liberais de seu governo.

Surgem algumas tentativas de explicação. No mesmo dia da denúncia, alguém no Facebook postava que o propósito da Globo era tirar Temer para... fortalecer Aécio Neves!

Como o senador tucano resistiu menos ainda às notícias, há quem elabore uma nova teoria. Sabendo que Michel Temer não tem popularidade para fazer mudanças na Previdência, a poderosa emissora resolveu sacá-lo do Planalto para eleger a ministra Cármen Lúcia, do STF.

Faz-se qualquer raciocínio, como se vê, para evitar uma admissão bastante simples: a Globo trouxe alegrias à esquerda, e promoveu para Lula e Dilma uma vingança com que eles jamais poderiam ter sonhado.

Não acho que seja por fanatismo toda essa má vontade com a Globo. Seria, sobretudo, um hábito mental.

Desde a campanha pelas Diretas-Já, em 1984, a Globo deu sinais de se recusar a perceber a realidade. Houve o caso Proconsult, em que a divulgação de resultados eleitorais incompletos ocultava a iminente vitória de Leonel Brizola no governo do Rio, em 1984.

Veio a invenção de Fernando Collor e a escolha seletiva dos trechos de seu último debate com Lula.

Falar mal da Globo se tornou, desse modo, uma reação automática diante de qualquer notícia que prejudicasse a esquerda e o PT; havia razões para isso, naquele tempo.

Desde o mensalão, os simpatizantes de Lula ajustaram um pouco sua tática. São raras as afirmações de que o escândalo foi totalmente inventado. Prefere-se dizer, por exemplo, que "nunca houve mensalão" porque as doações a deputados não eram mensais...

Ou, mais frequentemente, diz-se que todos os partidos cometem irregularidades, e que a "mídia" escolhe apenas as do PT para denunciar.

E agora? Em intensidade e concentração no tempo, os ataques a Temer e Aécio foram piores do que qualquer coisa já feita pela Globo.

Não me convencem as teorias conspiratórias. Talvez o fenômeno a identificar seja menos diabólico, mas ainda assim preocupa.

O noticiário sobre corrupção se alimenta diretamente do Ministério Público e da Polícia Federal. É difícil para os repórteres investigativos entrar em competição com um grande contingente de investigadores. Ademais, não contam com a ajuda da delação premiada.

Sobrevém então a lógica do "furo jornalístico". Se um órgão de imprensa ou emissora de TV consegue acesso exclusivo a uma informação, terá muita pressa em divulgá-la antes da concorrência.

Não digo que jornalistas de grandes veículos aceitem qualquer informação sem checagem. A excitação diante da notícia sensacional pode entretanto diminuir sua cautela.

No caso da carne contaminada, vimos isso acontecer. A Polícia Federal fez tamanho escarcéu com sua operação a respeito de propinas de frigoríficos que, por um dia ao menos, o noticiário nacional deu a entender que estaríamos intoxicados na primeira fatia de churrasco.

Por 24 horas, igualmente, a Rede Globo noticiou a conversa entre Temer e Joesley Batista, ressaltando que o "tem que continuar" era uma autorização para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

Ninguém tinha ouvido a gravação. Foi, a meu ver, uma irresponsabilidade. Seguiu-se, sem avaliação própria, a interpretação dada pelas autoridades, como se não houvesse qualquer dúvida possível.

Tudo seria melhor se a Globo tivesse outro estilo, e outros padrões, na apresentação de seu noticiário ?"e nisso as tradicionais críticas da esquerda à emissora fazem sentido.

Assisti à GloboNews naquele dia. Como todos sabem, a emissora conta com um excelente grupo de jornalistas e comentaristas, muitos deles antigos colegas aqui da Folha.

O problema é que não havia uma visão divergente. Seis profissionais muito competentes "passam a bola", como eles dizem, uns aos outros, mas o jogo se assemelha a uma cobrança de pênaltis sem goleiro.

A regra se repete em muitos programas de debates, em que os convidados para falar sobre a crise política se dividem (não exagero demais) em tucanos de esquerda, tucanos de centro e tucanos de direita. Raro o programa (penso em Mario Sergio Conti) em que simpatizantes do "outro lado" são chamados a se manifestar.

O resultado, por mais que a Globo não seja nem de longe parecida com o que era há 30 anos, é indesejável. Talvez se ache que muita divergência confunde o espectador; quer comunicar-se com clareza, sem relativizar as coisas. Mas também quem comunica se trumbica
Herculano
24/05/2017 07:52
JBS TENTA SE LIVRAR DA LEI ANTICORRUPÇÃO NOS EUA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A mudança de Joesley Batista & caterva para os Estados Unidos não garante a imunidade que conseguiram no Brasil. Lá, a Justiça é severa na punição de empresas que, operando no país, pagam propina ou suborno no exterior. A JBS USA, em Greeley, sede de 56 unidades de produção de Joesley nos EUA, está sujeita ao rigor da Lei de Práticas Corruptas no Exterior (FCPA, sigla em inglês). A JBS USA responde por mais de 50% do faturamento de R$170 bilhões do grupo JBS.

TENTANDO ESCAPAR
Como não terá vida fácil com a Lei de Práticas Corruptas, os donos da JBS tentam acordo de leniência no Departamento de Justiça dos EUA.

TENTATIVA DE BLINDAGEM
A estratégia é atribuir a corrupção no Brasil à "J&F", blindando a JBS USA do escândalo, na tentativa de escapar da punição da FCPA.

ENQUADRAMENTO
A FCPA foi criada especificamente para evitar o suborno de governos estrangeiros em troca de benefícios para empresas americanas.

RECORDE HISTóRICO
Especialistas em legislação criminal americana acham que a JBS USA pode estabelecer o recorde histórico de multas com base na FCPA.

OBRA SUPERFATURADA DE ESTÁDIO PODE TER 1º DELATOR
Ao menos um dos investigados na Operação Panatenaico, deflagrada nesta terça-feira (23) pela Polícia federal, pessoa muito ligada ao ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT), manifestou interesse imediato de negociar um acordo de delação premiada. A informação é de fontes de outros órgãos envolvidos na apuração do superfaturamento de R$900 milhões da obra do Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

ABATIDO EM PLENO VOO
Preso ontem, o ex-vice-governador Tadeu Fillippeli já trabalhava na construção da sua candidatura ao governo do DF. Acabou.

DE NOVO NOS TRIBUNAIS
Nilson Martorelli e Maruska de Holanda, ex-dirigentes da Terracap, absolvidos em 2015 de irregularidades no estádio, foram presos ontem.

PERGUNTA NA ARQUIBANCADA
O que faziam órgãos de controle, como Tribunal de Contas do DF, enquanto superfaturavam R$900 milhões na obra do Mané Garrincha?

A MALDIÇÃO DO 3º ANDAR
O lugar mais perigoso do Brasil é o 3º andar do Planalto. Um ano depois, Michel Temer balança e já caíram quatro dos seus assessores mais especiais: José Yunes, Rodrigo Rocha Loures, Tadeu Fillippeli e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Todos trabalhavam no 3º andar.

CARNE LIPOASPIRADA
A JBS perdeu R$7,45 bilhões em valor de mercado em apenas um dia. O valor da companhia chegou a R$16,32 bilhões ao fim do pregão de segunda-feira, contra R$ 23,77 bilhões no fim do dia na sexta-feira (19).

DR. DIRCEU
O ex-ministro José Dirceu, condenado nos escândalos do mensalão e da Lava Jato, continua com a carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O registro nº 90792 está "ativo", segundo a OAB-SP.

TÁTICA NAZISTA
O Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, chama de "blitzkrieg" a divulgação da delação de Joesley Batista, que gravou Michel Temer. É a tática militar alemã, da Segunda Guerra, de ataques rápidos e de surpresa.

SUAVES PRESTAÇÕES
Podem parecer expressivos os R$11,1 bilhões pretendidos pela Justiça da turma de Joesley Batista. Mas o detalhe é que isso será pago em 10 anos (!). Uma moleza para quem hoje fatura a R$170 bilhões por ano.

LORDE PETISTA
Nas redes sociais, petistas se dizem "chocados" com a profusão de palavrões do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Estão certos. Afinal, o líder petista Lula sempre se comportou como um lorde inglês...

EXEMPLO NA SAÚDE
A gestão privada do Hospital da Criança de Brasília (HCB), da Abrace, foi elogiada pelo promotor Jairo Bisol após visita. "Fiquei impressionado com o Hospital que está montado, funcionando e é bem completo".

ESTADO POLICIAL
"Divulgar diálogo entre jornalista e fonte é parte de estado policial. Fere liberdades sérias", disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS) contra o vazamento da conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG).

PERGUNTA NO TRIBUNAL
A condenação de Paulo Maluf 21 anos após o crime indica que a Justiça só vai bater o martelo final sobre Lula em 2038?
Herculano
24/05/2017 07:49
TENTATIVAS DO ACORDÃO DA RENÚNCIA, por Vinicius Rorres Freire, da Folha de S. Paulo

NINGUÉM RELEVANTE no PSDB trabalha com a hipótese de permanência de Michel Temer.

Isso não significa que os tucanos trabalhem para derrubar o presidente, mas a fim de fazer o acordão da renúncia.

Quer dizer que o PSDB se tornou um pivô em torno do qual se articulam negociações com o governo, com outros partidos, com o Judiciário e com donos do dinheiro mais opinionados politicamente.

No conjunto, o plano não parece ser diferente daquele que transparecia na sexta-feira (19). Isto é, tentar arrumar algum salvo-conduto para Temer e ministros à beira da perda de foro privilegiado, tocar o Congresso, as reformas e reduzir danos à economia.

Consideram o caso de Temer difícil não só pelo que se sabe do inquérito detonado por Joesley Batista mas porque dizem ter indícios de que investigações vão atingir mais gente ligada ao presidente, ontem e hoje.

A estratégia cantada pelos tucanos parece tanto óbvia como de sucesso difícil. Como fazer o acordo para eleger o presidente-tampão e, ao mesmo tempo, ter maioria para reformas e dar salvos-condutos aos ameaçados de cadeia?

Cada facção tem seu candidato a presidente indireto, claro, como legiões lançavam seus generais ao posto de imperador em dias de tumulto selvagem no Império Romano.

No Império Banana em que mais e mais nos degradamos, se passa algo assim.

A conversa organizada do acordo ainda é pouca, há muita desconfiança. Lançam-se nomes que jamais foram seriamente cogitados antes como presidenciáveis e que não tenham muita chance em 2018.

O PSDB tenta o senador Tasso Jereissati, nome que agrada aos donos do dinheiro, ainda mais depois do boato de que a "chapa" tucana teria Armínio Fraga no Ministério da Fazenda.

No fim da manhã desta terça-feira (23), tal rumor corria animadamente entre o "PFL", o "Partido da Faria Lima", um apelido sarcástico da finança paulistana, baseado no nome da avenida que é um dos centros financeiros da cidade.

Vários partidos, tucanos inclusive, ainda falam de Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo, ex-ministro de FHC e Lula, ex-deputado.

Há pouca ênfase em FHC, estranho.

Parte do DEM e falanges do baixo clero tentam o nome de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, vetado por muito tucano.

Temer não tem recebido apoio de ninguém no mundo exterior à cripta do Planalto, mas pouca gente na elite se aventura a dá-lo como decapitado ou a pedir o cadafalso.

Associações empresariais que se manifestam em público pedem o óbvio básico: tanto faz o governo, o programa de "reformas" tem de ser mantido. No fundo, porém, continua a revolta quase muda contra a irrupção deste tumulto que vai fazer algum ou muito estrago em uma economia já arruinada.

Há uns tiros nesse concerto, variantes dessa tentativa de acordão político com salvo-conduto para lavados a jato e outros caídos, tal como a pregada por Renan Calheiros, que desde o início do ano fazia campanha contra Temer.

O senador sugere renúncia, indiretas, Constituinte e adiamento de reformas. Calheiros pode ser minoritário, mas não fala sozinho.

Em suma, o PSDB toureia o PMDB e vice-versa. O governismo escandaloso e Maia tentam preservar Temer.

Todos sabem que não podem demorar, sob risco de "a rua" despertar. Mas a coisa está enrolada
Herculano
24/05/2017 07:46
VAZAMENTO DE CONVERSA ENTRE REINALDO AZEVEDO E IRMÃ DE AÉCIO NEVES REFORÇA O PONTO DO PR?"PRIO JORNALISTA, por Rodrigo Constantino, do Instituto Liberal
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Reinaldo Azevedo está fora da Veja. Pediu demissão após quase 12 anos de blog, e a administração aceitou. O motivo? Uma conversa particular com Andrea Neves, irmã do senador Aécio, que foi vazada de forma criminosa, na qual o jornalista criticava a própria revista.

Sou daqueles que admirava muito Reinaldo, e que se decepcionou bastante com ele, com suas mudanças recentes. Ele "tucanou" demais da conta, passou a detonar não só quem merece duras críticas, como Rodrigo Janot, mas também a própria Lava Jato e até o juiz Sergio Moro. Achei estranha sua postura diversas vezes, e o critiquei quando julguei necessário.

Mas não é por isso que vou festejar sua demissão, ou pior: o motivo dela. Alguns podem preferir espetar o jornalista, que alegava ter vários empregos para cuspir na "direita xucra". Não eu. Coloco os princípios acima dessas coisas. Não suportava mais, para ser sincero, a afetação de Reinaldo, sua arrogância, histeria, e mesmo suas contradições suspeitas. Mas isso não me faz rasgar os valores básicos da liberdade de expressão e do jornalismo.

Carlos Andreazza, editor e amigo de Reinaldo, foi direto ao ponto:
Pessoal, o pessoal que tem compromisso com a liberdade, muito cuidado ao festejar a conversa entre Reinaldo Azevedo e Andrea Neves.

Nada de comprometedor há ali. Nenhum crime. É diálogo de jornalista e fonte ?" algo absolutamente comum.

Reinaldo não integra o processo em questão. Não é investigado. Não era o grampeado. O que há de grave no caso, portanto, é a quebra do sigilo de fonte ?" sagrado para o livre jornalismo.

Falei acima em cuidado - e isto é o importante agora - porque é o que devem tomar doravante todos os que criticam a atuação do Ministério Público.

Isso é tentativa de intimidação.

Hoje contra Reinaldo. E amanhã?

Guilherme Macalossi também se mostrou preocupado:
Não há nenhum crime na conversa de Reinaldo Azevedo com Andrea Neves, mas há crime em divulgá-la, visto que é a conversa de um jornalista com sua fonte. Ou vocês acham que jornalistas não falam com políticos? No que consta transcrito, só existem as mesmas críticas que Reinaldo faz publicamente a Lava Jato e a Janot. Esse episódio é gravíssimo, e fere os mais basilares fundamentos da liberdade de expressão. A Lava Jato, querendo fazer justiça, está praticando justiçamentos.

Nós, jornalistas e formadores de opinião, não podemos nos calar diante de um claro abuso de poder só porque o alvo é nosso adversário ou desafeto. Essa postura é típica da esquerda. Reinaldo denunciava esse clima de "justiçamento" e, em minha opinião, havia muito de paranoia, de defesa velada dos caciques tucanos. Mas o vazamento criminoso dessa conversa deu força ao próprio jornalista, mostrou que ele tem um ponto sim, que há coisas muito estranhas acontecendo em nosso país.

Não gostar de Reinaldo, ou de suas ideias, não é motivo bom o suficiente para fechar os olhos para crimes cometidos pelas próprias autoridades. Uma das coisas que mais incomodaram Carlos Andreazza no caso da censura ao livro do pseudônimo Eduardo Cunha foi justamente o silêncio das demais editoras, dos jornalistas, pois se tratava de um editor "de direita". Isso não é um critério razoável ou aceitável. Ao menos não para os liberais.

Reinaldo pode não ter meu apoio nas suas teses recentes, no seu estilo mais histriônico ou nas derrapadas "legalistas" que não víamos antes, mas ele tem minha solidariedade nesse caso específico. Foi vítima de uma safadeza. Pior: de um crime. Que os culpados sejam responsabilizados, pois não podemos aceitar o arbítrio de quem deve se ater ao cumprimento das leis.

Fecho com trecho do poema "No caminho com Maiakovski", de Eduardo Alves da Costa:
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada
Herculano
24/05/2017 07:36
INJETARAM EM TEMER O VENENO QUE HÁ UM ANO ELE AJUDOU A INJETAR EM DILMA, por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo

Quando Dilma Rousseff estava afastada da presidência, a caminho da guilhotina, a senadora Rose de Freitas, líder do governo de Michel Temer disse o seguinte: "Na minha tese não teve esse negócio de pedalada, nada disso." Ela deveria ir embora pelo conjunto da obra e pela inércia do governo.

Temer associou sua impopularidade a um conciliábulo e contra ele pesa o conjunto do áudio da conversa com Joesley Batista. O presidente procura se defender com argumentos parecidos aos de Dilma, contestando aspectos das denúncias. Injetaram nele o veneno que ajudou a injetar em Dilma. Ela deveria ser deposta. Ele pode ser dispensado, desde que "os homens de terno cinza", para usar uma expressão da princesa Diana, tenham juízo ao escolher seu sucessor. Pelo cheiro da brilhantina, simpatia pela Lava Jato não é virtude e conexões diretas e públicas com seus réus não é defeito.

Há uma semana, quando a crise começou, podia-se acreditar que, numa "operação controlada" da Polícia Federal, conversas haviam sido gravadas e malas rastreadas por meio de chips. (Havia um toque tabajara nesse mundo high tech. Os grampos não faziam parte da "operação controlada", o gravador usado por Batista era xumbreca, não havia chip na mala que carregou R$ 500 mil e ela sumiu por uns dias.)

Numa conversa com Joesley Batista, depois que o empresário contou-lhe que subsidiava Eduardo Cunha, Temer teria dito que "tem que manter isso, viu?" Divulgada uma transcrição do áudio,

viu-se que não havia sequencia entre a narrativa do subsídio e as cinco palavras fatídicas. Antes delas, Batista dissera que "estou de bem com o Eduardo". Contudo, a transcrição informava que logo depois de Temer ter dito que "tem que manter isso, viu?", Batista disse algo inaudível, seguido de "todo mês". A ideia da mesada ainda fazia sentido. Na terça-feira o perito Ricardo Molina, contratado por Temer, contestou a transcrição.
Onde o Ministério Público ouviu "todo mês", ele ouviu "tô no meio".

"Todo mês", ou "tô no meio"? Essa e outras duvidas derivaram do voluntarismo da Procuradoria-Geral da República, inebriada pela espetacularização de suas iniciativas. A pressa para divulgar o teor das colaborações da Odebrecht fez com que os vídeos oficiais fossem liberados antes das transcrições. Com o grampo de Batista foi-se além. Aceleraram-se as negociações, adocicou-se o acordo, apressou-se a homologação e divulgou-se a transcrição de um áudio sem que houvesse a competente perícia. A migração da Lava Jato para o mundo dos vídeos acabará transformando as salas dos tribunais em estúdios de televisão.

Há uma falta de sintonia entre Brasília, onde se negociam acordos, anistias e solturas, e a essência moralizadora da Lava Jato. A oligarquia brasileira está ferida, mas luta bravamente. A operação tabajara do áudio de Batista poderá derrubar Temer, mas terá ferido a Procuradoria-Geral.

Vale transcrever o que disse o advogado José Roberto Batochio, defensor de Lula, diante da decisão da Segunda Turma do STF que soltou José Dirceu: "O Supremo fez chegar ao Brasil o 9 de Termidor
da Revolução Francesa".

No dia 27 de julho de 1794 (o 9 de Termidor, pelo calendário da Revolução), foi preso Maximilien Robespierre, conhecido como o "Incorruptível". Tomou (ou deu-se) um tiro na boca e na manhã seguinte foi guilhotinado. Batochio exagerou, mas os "homens de terno cinza" sonham com um Termidor.
Herculano
24/05/2017 07:33
LULA QUER ESPERAR UM PALANQUE O EMBARQUE PARA CURITIBA, por Augusto Nunes, de Veja

Num Brasil convulsionado pela crise agravada pelas denúncias dos irmãos Batista, torna-se ainda mais pedagógico recordar as turbulências que esquentaram o fim do inverno de 1961, desencadeadas pela renúncia de Jânio Quadros na tarde de 25 de agosto. Se o Brasil fosse menos primitivo, teria substituído o presidente que acabara de renunciar pelo vice João Goulart, como determinava a Constituição. O respeito às regras democráticas bastaria para reduzir a fuga de Jânio a mais uma prova de que o eleitorado brasileiro frequentemente se apaixona por estadistas de galinheiro. A manobra política concebida por um populista doidão só ganhou contornos dramáticos porque o veto dos três ministros militares à posse de Jango estimulou a imaginação cretina de deputados e senadores.

Em sete dias, Deus fez o mundo. Também em sete dias, o Congresso brasileiro contentou-se em fazer o Brasil parlamentarista, inaugurado em 2 de setembro de 1961. Deu no que deu. Meses depois, um plebiscito ressuscitou o presidencialismo e, em 1964, Jango foi deposto por golpistas convencidos de que no Brasil, como havia reiterado a aventura parlamentarista, a Constituição existe para ser violada. Passados mais de 50 anos daquele agosto, a agonia política de Michel Temer atesta que não cessaram os surtos de inventividade imbecil. A Constituição determina que, caso se consuma o afastamento de Temer, seu sucessor será escolhido pelo Congresso no prazo de 30 dias. Os netos dos golpistas de 61 preferem exigir aos berros a eleição direta do novo presidente.

Felizmente, a bancada dos insensatos hoje sofre de raquitismo. No século passado, os parteiros do parlamentarismo de araque produziram um monstrengo condenado a morrer já no berçário porque tinham medo dos militares. Os defensores das diretas-já declararam guerra às normas constitucionais em obediência ao chefe que morre de medo da cadeia. Se o réu da Lava Jato ouvisse nesta semana aquelas batidas na porta às seis da manhã, pousaria em Curitiba um delinquente sem profissão definida. Se a vigarice inconstitucional for vitoriosa, será anexado à população carcerária um candidato em campanha. Nesse caso, Lula ficaria mais à vontade para usar a fantasia de perseguido político ?" até chegar a hora de trocá-la pelo uniforme de preso comum.
Herculano
24/05/2017 07:17
TODOS OS HOMENS..., editorial do jornal Folha de S. Paulo

Mais caro dos estádios erguidos para a Copa de 2014, o faraônico Mané Garrincha revelava-se, desde o início, evidente desperdício de dinheiro público. Seu custo, de R$ 1,6 bilhão, era ainda mais absurdo quando cotejado com o pífio público do futebol de Brasília.

Três anos depois, a gravidade do caso ganha novo patamar ?"uma investigação de superfaturamento e propinas na obra levou à prisão, nesta terça-feira (23), dos ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM, hoje no PR) e Agnelo Queiroz (PT).

Outro preso, o peemedebista Tadeu Filippelli, ex-vice de Agnelo, teria merecido pouco mais que uma discreta menção no noticiário não fosse a circunstância de figurar, até então, em uma seleta lista de auxiliares diretos do presidente Michel Temer (PMDB).

Para um governo que se enfraqueceu de modo tão vertiginoso, qualquer episódio do gênero se torna evidência de vulnerabilidade.

O Planalto resistiu, apesar de considerável abalo político, à queda do primeiro dos assessores especiais de Temer (eram cinco, de início). Tratava-se de José Yunes, que em dezembro pediu demissão após ter sido citado em depoimento de ex-dirigente da Odebrecht.

Conforme o delator, Yunes havia recebido dinheiro da construtora em 2014, a ser entregue à campanha do PMDB. Em fevereiro, o ex-funcionário da Presidência declarou tê-lo feito a pedido do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Nada se compara, é óbvio, ao impacto provocado por Rodrigo Rocha Loures, que em março deixou a assessoria de Temer para assumir a vaga de deputado aberta pela ida de Osmar Serraglio (PMDB-PR) ao Ministério da Justiça.

Flagrado na posse de uma mala de dinheiro entregue pela JBS, o obscuro parlamentar converteu-se na peça-chave do inquérito aberto contra o presidente ?"dado que a célebre gravação do diálogo deste com o empresário Joesley Batista permanece sob questionamentos quanto à forma e ao conteúdo.

Em trecho truncado, Temer recomenda o nome do deputado a Joesley ?"apenas, segundo disse depois, para que fossem ouvidas as "lamúrias" do empresário.

Persiste, até aqui, um embate de versões em torno desse trunfo central, documentado, da peça acusatória formulada pela Procuradoria-Geral da República ?"a qual busca sustentar que o deputado agiu por orientação do presidente.

Já Temer minimiza sua proximidade com o ex-assessor, homem "de boa índole" que teria sucumbido a uma fraqueza.

Enxovalhado em público, Loures mantém-se em silêncio perturbador. O que vier a dizer será decisivo para o desfecho da crise
Mardição
23/05/2017 22:24
Os únicos que tinham temor na época da ditadura eram os vagabundos.
E tá de volta e época de acabar com os vagabundos.
Roberto Sombrio
23/05/2017 22:17
Oi, Herculano.

BATE-BOCA ENTRE SENADORES INTERROMPE TRAMITAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA.
parlamentares se chamaram de "bandido" e de "vagabundo".

Finalmente estão falando a verdade.

O melhor de tudo é que não vai sobrar ninguém.

Herculano. Estão criticando que não falas de Gaspar. Tem alguma coisa para falar? Aconteceu alguma coisa? Fizeram algo novo?
A esta altura as flores já murcharam. Onde foram plantadas mesmo? Naquele barranco de capim nos fundos do Samae? Nas duas rotatórias não vi. Ao redor da figueira na prefeitura? Ali cabem uma dúzia de vasos. O prefeito usou luvas para não ficar com calos?
Sei não!
Erva Daninha
23/05/2017 20:33
Oi, Herculano;

No blog Opinião Sem Medo, um anônimo pede ao jornal que mande embora o editor da coluna, sem ele, o jornal fecha.

O editor da coluna responde:

"Não tem jeito de mandar-me embora, seu burro, porque não sou empregado do Portal. O jornal não irá fechar, seu asno. Pare de ler e pronto! Ficará mais feliz e ainda mais ignorante do que já é."

Seria uma respostinha irada para o João.
Herculano
23/05/2017 19:11
UFA!STF CONDENA MALUF POR LAVAGEM DINHEIRO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo.Texto de Isadora Peron e Breno Pires, da sucursal de Brasília. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta terça-feira, 23, pela condenação do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e à perda do mandato na Câmara. Ele é acusado de lavagem de dinheiro devido a movimentações bancárias de US$ 15 milhões entre 1998 e 2006 em contas na ilha de Jersey, paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.

A maioria dos ministros seguiu a indicação Edson Fachin, que considerou a lavagem de dinheiro um crime de "natureza permanente", o que deve ter reflexo em futuras condenações da Operação Lava Jato, já que muitos dos políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás são também acusados desse crime. Antes desse entendimento, o crime de lavagem prescrevia em dez anos.

Além de Fachin, votaram a favor desse entendimento os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. O ministro Marco Aurélio Mello considerou inicialmente que o crime imputado a Maluf já havia prescrito, mas, diante da maioria formada na turma, resolveu votar pela condenação, o que fez o resultado, segundo a Corte, ser unânime. O esclarecimento foi feito por assessores do STF, após a conclusão do julgamento.

Durante o julgamento, ministros se manifestaram contra o desvio de dinheiro público. "Dinheiro público que foi desviado é dinheiro que não vai para a educação, não vai para a saúde, é dinheiro que não salva vidas. Punir esse tipo de delinquência é um marco da reestruturação do País. Ninguém deve ser punido para ser exemplo, somente se houver provas, e nesse caso há", disse Barroso.

A decisão do STF, porém, não autoriza a Polícia Federal a prender Maluf imediatamente. O acórdão do julgamento ainda tem de ser publicado no Diário de Justiça Eletrônico em um prazo de até 60 dias. Depois disso, a defesa do ex-prefeito de São Paulo poderá recorrer ao STF. Os advogados poderão argumentar, por exemplo, que o deputado não pode cumprir a pena em regime fechado, já que tem 85 anos. A perda de mandato também vai depender da publicação do acórdão. Somente então a Mesa da Câmara será notificada para que declare a perda da função.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Maluf de ter desviado de recursos de obras tocadas pelo Consórcio Águas Espraiadas, formado pelas construtoras OAS e Mendes Júnior e responsável por obras viárias em São Paulo. O desvio de recursos públicos de Maluf à frente da Prefeitura de São Paulo teria gerado prejuízo ao erário de cerca de US$ 1 bilhão.

Em conluio com seus parentes, Maluf teria ocultado e dissimulado a origem e natureza de recursos ilícitos por meio de transferência de valores envolvendo contas bancárias de fundos de investimentos.

A ação penal foi aberta em setembro de 2011 contra 11 acusados, entre eles Maluf e familiares. Somente o processo contra Maluf continua no Supremo, enquanto parentes passaram a responder na Justiça comum. Todos negam envolvimento no esquema.

Defesa. O advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que vai recorrer ao plenário. No entendimento dele, o ministro Marco Aurélio votou contra a condenação, ou seja, o resultado do julgamento não foi unânime, o que possibilita a defesa usar os chamados embargos infringentes. "É impossível alguém votar pela prescrição e depois condenar. Ele (Marco Aurélio) condenou ao votar pela dosimetria, mas, tecnicamente, é que houve voto de prescrição, então nós temos direito aos embargos e levar isso ao pleno", argumentou.
Herculano
23/05/2017 18:42
REINALDO AZEVEDO PEDIU DEMISSÃO DA VEJA. ELA ACEITOU. REINALDO FOI GRAVADO PELA LAVA JATO NUMA CONVERSA COM UMA FONTE SUA, ANDREA, QUE ESTAVA GRAMPEADA, IRMÃ DO SENADOR AÉCIO NEVES. O BUZZFEED REPRODUZIU A CONVERSA
Herculano
23/05/2017 18:31
DUQUE APRESENTA FOTO QUE DESMENTE LULA

Conteúdo de O Antagonista.A defesa de Renato Duque apresentou à Lava Jato uma fotografia sua com Lula.

A fotografia foi tirada no Instituto Lula, em 2012, e desmente a versão de Lula de que só conheceu Renato Duque em 2014.

Leia o que diz a Veja:
Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do petrolão, recebia propinas do esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente.

Sentado diante de Sergio Moro, Lula negou as acusações e disse que nem sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram num hangar do Aeroporto de Congonhas, em julho de 2014.

Em sua versão para a conversa, Duque disse a Moro que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no exterior.

Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal.

Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Ela prova que Lula conhecia muito bem Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada.
Herculano
23/05/2017 16:50
BATE-BOCA ENTRE SENADORES INTERROMPE TRAMITAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Talita Fernandes e Marina Dias, da sucursal de Brasília. A leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado foi interrompida nesta terça-feira (23) por bate-boca entre parlamentares que se chamaram de "bandido" e de "vagabundo".

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse para Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele "apoiava um governo corrupto". O tucano respondeu chamando Randolfe de "bandido", que retrucou: "me respeite, bandido é o senhor". Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de "moleque" e "vagabundo".

Outros senadores agiram para separar a briga. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) chegou a se sentar à mesa para impedir a leitura do relatório, que seria feita pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O tucano deixou a sessão no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

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REFORMA

O governo defende a leitura do relatório nesta terça na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para dar impressão de normalidade em meio à crise política. Esse seria o primeiro andamento do projeto na Casa.

A sessão começou às 8:30 com uma audiência pública e foi marcada por protestos de oposicionistas que chegaram a pedir a saída do presidente Michel Temer e a prisão de Jucá, ambos investigados na Lava Jato.

"Eles não vão ganhar no grito. O próximo passo é queimar pneu aqui dentro", disse Jucá.
Herculano
23/05/2017 16:44
SUMIRAM R$35 MIL DA MALA DA PROPINA DA JBS, por Josias de Souza

Dentro de malas e atrás de malandragens escondem-se os mistérios da humanidade. Tome-se o caso do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMD-PR), ex-assessor de Michel Temer no Planalto. Recebeu propina de R$ 500 mil acondicionada numa mala. Filmado no instante da consumação da malandragem, viu-se compelido a devolver o dinheiro na noite desta segunda-feira. A Polícia Federal contou 9.300 cédulas de R$ 50 reias. Total: R$ 465 mil. Sumiram R$ 35 mil.

Pessoas bem adestradas sabem que, para contar dinheiro com segurança, convém umedecer a ponta dos dedos, para evitar que duas notas passem por uma. Aparentemente, esse tipo de cuidado é desnecessário nas operações de devolução.
Platão
23/05/2017 16:12
Boa tarde, colunista!

Infelizmente o Brasil está tão carente de líderes para o pleito eleitoral do ano que vem que qualquer maluco pode ser presidente. Até o Lulamolusco poderá ter êxito ano que vem.
Agora, temos a possibilidade de voltar com a ditadura militar. Eu era estudante na época, sei do temor que vivíamos em Florianópolis neste terrível período.
Bolsonaro disse em alto e bom tom que: "Soldado que vai para a Guerra não sentará no banco dos réus". Isso é a prova de que a ditadura está ai, basta votar neste sujeito.
Miguel José Teixeira
23/05/2017 16:11
Senhores,

Tiozão ataca: "Falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada."...

Sei não. . .pela ótica de vários tesoureiros PeTralhas, o Aécio está aPTo para oPTar. . .
Sidnei Luis Reinert
23/05/2017 13:44
À quem interessar, um pouco do candidato de direita( quem é de direita é contra o aborto, tráfico de drogas, bandidos, o politicamente correto...e a favor à família, educação, cultura cristã,inovação e tecnologia...) Jair Messias Bolsonaro, com moral e ética idêntica aos militares de 64, totalmente diferente dos comunistas corruptos e assassinos. Aos mais ou menos desinformados e ou ignorantes no assunto, sugiro mais cautela para não alavancar os partidos comunistas e comunistas reinantes que desde o fim do regime militar mutilam o país.


EM 2012, SEM TER BOLA DE CRISTAL E SEM SER ECONOMISTA, BOLSONARO JÁ PREVIA O CAOS ECON?"MICO DE HOJE.
https://www.youtube.com/watch?v=XmKhDACB-Qk&app=desktop

BOLSONARO X FERRO - EM DEBATE NA RÁDIO JORNAL DE PERNAMBUCO; COMÉRCIO EXTERIOR; MÉDICOS CUBANOS; ECONOMIA NACIONAL; PORTO DE SUAPE; CORRUPÇÃO NO PT; COMISSÃO DA MENTIRA; FORÇAS ARMADAS, e OUTROS.
http://familiabolsonaro.blogspot.com.br/2015/11/bolsonaro-economia-e-das-relacoes.html


NI?"BIO, PT, PMDB e BOLSONARO: NOSSAS RIQUEZAS A PREÇO DE BANANA.
https://www.youtube.com/watch?v=ptYqIbY4WHo&app=desktop

BOLSONARO: BRASIL PRECISA DE MENOS ESTADO E MAIS MERCADO.
https://m.youtube.com/watch?v=3fZKt4kC8bo
Sidnei Luis Reinert
23/05/2017 12:33
Risco de retorno de Lula à Presidência em 2018 é uma ameaça temerária de quem tenta se fingir de vivo


Edição Atualizada do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Onde foi parar a mala com R$ 500 mil reais que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures recebeu do propinoduto da JBS? Eis a pergunta que nem a Polícia Federal conseguia responder até segunda-feira à noite, quando Loures devolveu a maleta recheada, com medo de que a numeração dos bolos com notas de R$ 50 reais estivesse registrada pelos investigadores. Será que estava? De repente, não... Sequer foi monitorada por chip de localização (sabe-se lá por qual motivo). Fofoqueiros de Bruzundanga advertem que a grana sumida seria um dos motivos pelos quais Michel Temer estaria chamando "urubu de meu Loures"...

Os viciados apostadores do mercado ?" que até a delação de Joesley Batista davam apoio total a Michel Temer - ainda não têm certeza de que Michel Temer conseguirá resistir no cargo. Apesar de brincarem com a bola de cristal das consultorias transnacionais (que conseguem a mágica de estabelecer percentuais para a capacidade de sobrevivência presidencial), os rentistas atordoados não sabem por quanto tempo vai se prolongar a crise política ?" que reduz ainda mais a velocidade de bicho-preguiça da recuperação econômica.

Via Facebook, o falso aliado de Michel Temer chamado Renan Calheiros receitou uma solução inconstitucional para tentar salvar a própria pele e de centenas de políticos enrolados nos escândalos de corrupção. O Senador Renan aposta no futuro, com uma tese que alegra Lula, sua petelândia e o restinho da esquerda que finge ser "oposição". Idéia de Renan: "Precisamos construir uma saída na Constituição que garanta eleições gerais em 2018 e Assembleia Nacional Constituinte. Fora disso é o imponderável. Tenho convicção que o presidente compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída".

Na balada de Renan ?" e agindo em nome de Lula -, o governador da Bahia, Rui Costa, articula uma reunião de governadores, para juntar pontos comuns de interesse em meio da guerra de todos contra todos. O temor dos petistas e de seus falsos inimigos é que a "judicialização" piore ainda mais o cenário político ?" levando muitos deles para a cadeia. Por isso, Rio Costa faz a seguinte pregação: "A saída será ela política. O Judiciário, por mais legítimo que seja, não apresentará uma saída para o Brasil. O Ministério Público também não. Quem acaba com uma guerra é a diplomacia e não os militares".

A resistência de Temer ?" que já repetiu 13 vezes que não pretende renunciar ?" ganha contornos de chantagem política-emocional. Os deuses do mercado já se apavoram com a "tese" de que a queda temerária pode acelerar o retorno de Lula (alvo de seis processos na Lava Jato curitibana, já que não tem foro privilegiado, embora continue esbanjando um poderio que só tem no autoengano e na ilusão). Aproveitando o medinho do "retorno de Lula" e do risco concreto de ser obrigado a sair do poder se a chapa presidencial de 2014 for cassada, Temer acelera a aprovação de suas "reformas" no Congresso. Por ironia, até ontem, havia 13 pedidos de impeachment contra Temer... Sempre 13...

O "presidenciável" Rodrigo Maia (substituto eventual e imediato de Temer, em caso de renúncia ou impedimento) marcou para 5 de junho a votação da reforma da Previdência. Por "coincidência" (que não existe) será na véspera do dia 6 (quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento da chapa-quente Dilma-Temer. Rodrigo Maia já se comprometeu a não acatar nenhum dos 13 pedidos de impedimento contra Temer. O filho de César Maia justifica: "A presidência da Câmara dos Deputados não será instrumento para desestabilizar o governo. O Brasil já vive uma crise muito profunda para que essa Casa cumpra um papel de desestabilização maior. Nossas energias ficarão concentradas no cumprimento da agenda econômica"

Michel Temer desistiu de pedir ao Supremo Tribunal Federal que suspenda as investigações em andamento pedidas pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e autorizadas pelo supremo-magistrado Luiz Edson Fachin. Os advogados de Michel Temer vão ter de rebolar muito para provar que o Presidente não cometeu crimes de prevaricação (Código Penal, art. 319), obstrução de justiça (Código Penal arts. 344, 347, 348 e 349), corrupção passiva (Código Penal, art. 317) e organização criminosa (Lei nº 12.850/2013, art. 2º) no desdobramento da gravação clandestina e ilegal feita por Joesley Batista.

Temer percebeu que seria fácil convencer os 11 ministros do STF a trancarem a instauração de inquérito. O Presidente sabe que seu grande pecado foi ter ficado calado diante de crimes relatados pelo premiadísimo delator Joesley. Como grande advogado constitucionalista, Temer também sabe muito tem que está enquadrável em crimes de improbidade administrativa e de desrespeitos às leis brasileiras (CF, art. 85, V e VII) ?" o que pode render um impeachment (processo que vai demorar séculos para ser resolvido). Por isso, só resta a Temer se fingir de vivo...

Enquanto a Petelândia grita "Fora, Temer" e "Diretas, já", sofre com a sexta ação judicial contra Lula e mais 12 pessoas (total irônico: 13). Desta vez, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, usando a reforma do famoso sítio de Atibaia como desculpa esfarrapada para desviar grana de contratos com a Petrobras. O Ministério Público Federal pede que Lula pegue multa de R$ 155 milhões à "estatal", por prejuízos gerados pelas negociatas. Embora sustente que não é proprietário do local, o pedágio da região registra que os carros oficiais que atendem a Lula estiveram por lá 270 vezes.

Ainda vai longe a guerra dos fim dos imundos, de todos contra todos, nos poderes tupiniquins... Os políticos profissionais querem que tudo fique do jeitinho como está... A cúpula da petelândia já admite até apoiar Nelson Jobim como alternativa à saída de Temer. Mas muitos petistas preferem que Temer continue, pois o desgaste dele beneficiaria Lula em 2018. Só falta combinar este roteiro com brasileiros honestos - que querem alternativas.
Herculano
23/05/2017 11:44
O NOVO POSTE DE LULAO novo poste de Lula

Conteúdo de O Antagonista. Lula desembarca hoje em Brasília.

Segundo Ricardo Noblat, ele vai cacifar o nome de Nelson Jobim para o lugar de Michel Temer.

FHC concorda com a escolha.

Nelson Jobim é o melhor candidato para implodir a Lava Jato.

Michel Temer topou renunciar, diz O Globo.

Ele só exige a garantia de que não será preso.

Os cenários, segundo a reportagem, "incluem indulto e asilo".

FHC quer todo mundo fora da cadeia.

Segundo o Valor, ele tem defendido "a ideia de que a saída para a crise passaria pela garantia de que Michel Temer, na eventualidade de vir a deixar o cargo, possa vir a responder à justiça em liberdade".

O mesmo princípio vale para Lula, evidentemente.
Herculano
23/05/2017 08:25
O VERDADEIRO MOTIVO DE CÁRMEN PARA CANCELAR A SESSÃO DO CNJ, por Laryssa Borges, para a Veja

Em meio à crise política, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, cancelou a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevista para a manhã desta terça-feira.

Oficialmente, o CNJ alegou que a sessão de julgamentos foi adiada por que "a intensa agenda de trabalho no Supremo Tribunal Federal (STF), também presidido pela ministra Cármen Lúcia, recomendou o adiamento".

Nos bastidores, porém, Cármen telefonou para integrantes do colegiado e alegou que, diante da gravidade da crise política que se abateu sobre o presidente Michel Temer, não ficaria bem para o CNJ atuar como se nada estivesse acontecendo e julgar normalmente processos administrativos disciplinares e sindicâncias de menor relevância.
Herculano
23/05/2017 08:22
ESTATISMO E CORRUPÇÃO, por Ney Carvalho, historiador, para o jornal O Globo

Quanto mais ascendência o Estado tiver sobre a economia, mais corrupção existirá na sociedade respectiva. E o Brasil é vítima evidente do estatismo

Nunca as palavras de Lord Acton foram tão verdadeiras como na atualidade do Brasil: "O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente".

Não se trata, apenas, do exercício do mesmo por uma pessoa, mas do poder do Estado e suas múltiplas facetas sobre a economia e a vida dos cidadãos, que se transfere, automaticamente, aos indivíduos, políticos ou burocratas, que controlam o Estado. E constitui a gênese da corrupção.

A história brasileira não conhece episódios de corrupção endêmica como aos que hoje assistimos, nem no Império nem na República Velha. Ambos foram regimes em que o Estado se mantinha alheio aos negócios e à vida privada. A origem da corrupção que nos assola é claramente identificável.

O crescimento da influência estatal sobre a economia nasceu há mais de oito décadas na ditadura de Getulio Vargas nos anos 1930. Vargas foi o principal responsável pelo aumento do poder do Estado mantido, inexplicavelmente, pelos regimes liberais em economia das Constituições que se sucederam desde 1946, após sua destituição.

Naqueles tempos foi uma constante a criação de repartições públicas como autarquias, conselhos, departamentos, inspetorias, institutos e, sobretudo, empresas estatais. Surgiram a Companhia Vale do Rio Doce e a Siderúrgica Nacional. De um dos presidentes da primeira dizia-se que havia bebido o rio, comido o doce e deixado um vale no caixa. A segunda chegou aos anos 1990 aos trancos e barrancos. O executivo Roberto Lima Neto, encarregado de prepará-la para privatização, narra que a empresa estava inadimplente com 44 bancos e fornecedores diversos, além de todos os impostos e contribuições. Tinha linhas de produção paralisadas por falta de insumos, e foi possível reduzir o quadro funcional em nada menos que sete mil empregados, um terço do efetivo. Essas duas empresas foram salvas da onda de corrupção atual pelas privatizações de fins do século XX.

O mesmo não aconteceu com as companhias lançadas no mandato democrático de Vargas, entre 1951 e 1954: Petrobras, BNDES, e Eletrobras. Não foram privatizadas e estão, hoje, em todos os cardápios de corrupção, prejuízos, delações premiadas e demais mazelas a que temos assistido.

O poder quase absoluto do Estado sobre a economia está na raiz da corrupção. Ela não chega a ser um fenômeno exclusivamente estatal. Se ocorrer em empresas privadas, será episódio circunscrito a cada companhia e seus acionistas. Mas quando acontece no âmbito do Estado, atinge todos os contribuintes e, portanto, a coletividade, pois é ela que pagará a conta.

Quanto mais ascendência o Estado tiver sobre a economia, mais corrupção existirá na sociedade respectiva. E o Brasil é vítima evidente do estatismo criado nos anos Vargas, mantido nas etapas posteriores, inclusive no regime militar, e exacerbado no período lulopetista.
Herculano
23/05/2017 08:19
ALIADOS COZINHAM TEMER À PROCURAR DO "PLANO B", por Josias de Souza

O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.

"Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo", disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente." Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: "Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise."

No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.

A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.

Aliados em geral ?"PSDB e DEM em particular?" puseram-se a matutar: "O Plano B era, era, era?'' Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.

Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.

As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o 'Botafogo' das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc? Cármen Lúcia? Vade retro!

A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: "Não vou renunciar." Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: "Se quiserem, me derrubem." Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.

Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff?"Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o ''falastrão''.
Herculano
23/05/2017 08:17
DELAÇÃO DE JOESLEY RECEBE DESCABIDA PREMIAÇÃO, editorial do jornal O Globo

A anistia dos irmãos do grupo JBS pelo Ministério Público recebe críticas, diante da gravidade dos crimes confessados de corrupção

Não está em questão a importância do instrumento da delação premiada para que pessoas físicas e jurídicas ajudem na investigação de crimes, em troca da atenuação de penas. Dispositivo em vigor há muito tempo em vários países, e consagrado pelos resultados positivos que obtém, o mecanismo da "colaboração premiada" foi instituído no Brasil, em 2013, na lei 12.850, sobre organizações criminosas, ironicamente sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, cada vez mais enredada em malfeitos apurados pela Lava-Jato devido ao tipo de testemunho instituído por esta lei.

O balanço que a Lava-Jato periodicamente atualiza comprova o êxito da investigação, robustecida pelas delações. Apenas em 2016, a operação, instituída na cidade de Curitiba em março de 2014, levou a que R$ 204 milhões ?" a mais elevada cifra já recuperada pela Justiça no Brasil ?", rapinados na Petrobras, fossem restituídos à estatal. Os números sobre condenações, prisões preventivas, penas lavradas etc. também são retumbantes.

O que se encontra em debate é o espírito magnânimo com que o Ministério Público tem negociado a atenuação de penas com criminosos confessos, em troca da ajuda no desbaratamento de quadrilhas e na revelação de corruptos dentro de governos e na política.

Este debate cresceu bastante com o acerto feito entre a Procuradoria-Geral da República e os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS. A delação de Joesley, a gravação que fez do presidente Temer ?" contestada por este ?", a do tucano Aécio Neves, e os entendimentos com o deputado Rocha Loures, por indicação de Temer, cujo desfecho foi a entrega de uma mala com R$ 500 mil, são explosivos em si.

Como também é explosivo o que a PGR oferece aos irmãos: imunidade em outras investigações relacionadas ao caso e perdão judicial, a depender da palavra final do juiz. Ou seja, anistia integral. Concessões que vêm sendo feitas na Lava-Jato já haviam sido alvo de críticas, mas a anistia dos irmãos tem sido vista como uma overdose de benevolência, um desrespeito a quem paga pesados impostos, bilhões deles destinados ao JBS nos governos Lula e Dilma.

Diante deste acordo, Marcelo Odebrecht parece vítima de rigores medievais: completará em dezembro dois anos e meio trancafiado em Curitiba, para ficar mais cinco em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

Sequer a multa de R$ 110 milhões para cada irmão, a serem pagos a perder de vista, chega a ser penalidade compatível com a gravidade dos crimes cometidos. A multa equivale a irrisórios 7% do patrimônio declarado por Joesley.

A PGR alega que os riscos pessoais corridos pelos delatores para registrar delinquências ainda em curso justificam o acordo. Porém, o perigo é que a delação premiada vire uma via rápida para a impunidade. Assim, a lei deixa de ter caráter pedagógico, de prevenção.
Herculano
23/05/2017 08:16
JBS PODE TER TRAÇADO METICULOSAMENTE SAÍDA DO PAÍS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente da J&F e da JBS, Joesley Batista, está sob suspeita de haver preparado meticulosamente sua saída do País, por isso se articula na Câmara a criação de uma CPI para investigar o esquema. Ao vazar a delação, o grupo já havia reduzido o Brasil a apenas 20% de operação, concentrando 70% de tudo nos Estados Unidos, a nova pátria dos delatores. O País que financiou o grupo virou "passado".

COFRES ABERTOS
Financiado pelo BNDES nos governos Lula e Dilma, o grupo J&F/JBS saltou seu faturamento dos R$4 bilhões em 2007 para R$170 bilhões.

A JOGADA
Antes da delação, o "americanófilo" Joesley já vivia a maior parte do tempo nos EUA. Mas precisava se livrar das investigações no Brasil.

100% DE PERDÃO
Com o esperto acordo de delação, os controladores da J&F/JBS se livraram de pelo menos 5 operações/ações penais muito cabeludas.

BYE, BYE, BRASIL
Os delatores também deixam para trás dívida de R$1,8 bilhão junto ao INSS e a devolução dos quase R$13 bilhões que tomaram do BNDES.

AÇÃO DE JANOT NO STF GARANTE ELEIÇÃO INDIRETA
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, impetrou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando o artigo do novo Código Eleitoral, que prevê eleição direta no caso de vacância do cargo de presidente ou vice-presidente da República em até três anos e meio após o início do mandato. Ele alega que uma lei não pode alterar a Constituição, daí sua iniciativa.

LEI ATUAL
A Constituição diz que se deve realizar eleição indireta, no Congresso, em caso de queda do presidente após os 2 primeiros anos de mandato.

LEI NOS ESTADOS
A ação apresentada por Janot também faz com que eleições majoritárias, como para governador, sejam regidas pela lei estadual.

MUDA MUITO
Caso o STF acate a ADI de Janot, a lei que fundamentou a substituição do governador do Amazonas pode ser alterada. A eleição pode mudar.

'HOMEM DA MALA' PROCESSADO
O lobista da JBS/J&F, Ricardo Saud, é réu agora de uma queixa-crime em razão de suas mentira contra este colunista. Mentiu em depoimento para se vingar da denúncia de sua atividade criminosa, aqui publicada em 2014, como "homem da mala" do grupo acusado de saquear o País. Ele próprio confessou que foi mesmo o "homem da mala" da JBS.

PRESIDENCIÁVEIS
No PPS, dois nomes circulam entre líderes como alternativas a Michel Temer em caso de saída do presidente. Raul Jungmann e Nelson Jobim, ambos com bom trânsito nas Forças Armadas.

SEM INTOLERÂNCIA
Garibaldi Filho (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência de Dilma, fez mensagem em solidariedade a Temer nas redes sociais. Horas depois, excluiu a publicação. Quis "evitar o clima de intolerância", explicou.

RUIM COM ELE...
Assustados com as incertezas sobre o que viria por aí, e com a ameaça às reformas inadiáveis no Congresso, analistas do mercado já discutem nas redes sociais se a melhor saída para o Brasil seria manter o presidente Michel Temer no cargo.

DEM COM TEMER
A bancada do DEM na Câmara dos Deputados decidiu permanecer na base aliada do governo Michel Temer. É o que jura de pé junto o líder da legenda, deputado Efraim Filho (PB).

AGRADOU O NINHO
O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) agradou no PSDB após dizer que as reformas em trâmite, apesar do atraso, devem seguir com ou sem Temer. Isso deixou os tucanos bem animados com o futuro.

ÁUDIO EDITADO
O perito Ricardo Molina confirma haver encontrado "mais de 50 edições" no áudio entregue por Joesley Batista ao Ministério Público Federal. A perícia foi encomendada pela defesa de Michel Temer.

ESTÍMULO À GRAVIDEZ PRECOCE
Supostos costumes indígenas desafiam a lei. Engravidar meninas rende processo penal, exceto entre índios. No Sul, a Justiça mandou pagar salário maternidade a índias grávidas de menos de 16 anos.

PENSANDO BEM...
...agora só falta o gravador do grampo de Joesley Batista ser extraviado na viagem dos Estados Unidos para o Brasil.
Herculano
23/05/2017 08:13
STF PODE REVER PERDÃO, por Merval Pereira, no nornal O Globo

A anistia prometida aos irmãos Batista pelo Ministério Público Federal (MPF) não deve ser mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe a última palavra sobre o assunto. "O Ministério Público não é dono do perdão", sintetizou um ministro do Supremo ao comentar a péssima repercussão que a anistia a Joesley e Wesley Batista teve na sociedade.

Quando, ao fim do processo, o procurador-geral da República encaminhar ao STF sua conclusão, com os pedidos de penas para os envolvidos e o perdão para os donos da JBS, caberá à Segunda Turma decidir. Neste momento, deverá ser revista a proposta do Ministério Público para adequar a punição ao que diz a legislação. O artigo 13, parágrafo único, diz que "a concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiário e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso".

Como o Ministério Público é um representante da sociedade, e o perdão judicial tem sido rejeitado de maneira enfática pelos cidadãos, que têm se manifestado através das mídias sociais e abaixo-assinados, caberá ao juiz, no caso aos ministros da Segunda Turma, adequar a penalidade à legislação sem dar a impressão de que houve uma exceção favorável aos irmãos Batista nesse caso.

Como não houve até agora nenhuma condenação final no STF, os parâmetros das penas e dos benefícios das delações premiadas ainda não foram definidos. Somente na primeira instância houve sentenças. A tendência entre os ministros do STF é tratar com rigor esse caso, dando apoio às decisões do ministro Luiz Edson Fachin, que homologou a delação dos irmãos Batista apenas no aspecto formal, e não entrou ainda no mérito da questão.

O presidente Michel Temer desistiu de pedir a paralisação do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) porque, tendo colocado contra si um prazo fatal, seria derrotado no plenário nesta quarta-feira e perderia, em consequência, o apoio político para continuar governando.

A maioria no STF tende a considerar que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato, agiu corretamente ao homologar a denúncia da Procuradoria Geral da República e abrir o inquérito contra o presidente da República pelos indícios veementes que se encontram nos autos que, além do áudio da conversa, têm o relato detalhado do empresário Joesley Batista sobre o encontro com o presidente Temer.

A perícia do áudio seria feita no curso do inquérito, que não depende apenas dele para existir. Mesmo que ele venha a ser considerado prova inútil na sua totalidade, ainda resistirão os depoimentos de Joesley e seus executivos. Mesmo o áudio pode ser considerado válido em partes ou no todo, sendo aparentemente minoritária a tese de que, anulado o áudio, também seriam anuladas automaticamente as partes da delação premiada nele contidas.

A defesa do presidente Temer, ao contratar o perito Molina para a análise da fita, ganhou tempo e retirou da frente o prazo que havia sido colocado pelo próprio presidente da República. Mas também acrescentou novas incongruências à sua defesa, pois se houvesse certeza de que o áudio estava mesmo manipulado criminosamente, aí é que haveria razão para pedir o arquivamento do inquérito. Além do fato de que o perito fez sua análise sem ter o aparelho com que foi captado o áudio, o que ele dizia na véspera aos jornais que seria imprescindível. Esse pendrive está sendo enviado dos Estados Unidos e será analisado pela perícia técnica da Polícia Federal.

Existe, por exemplo, a possibilidade de que esse tipo de tecnologia interrompa a gravação sempre que há um silêncio no diálogo, e recomece a gravar em seguida, o que justificaria uma eventual interrupção, sem que signifique que houve uma edição ou supressão de falas.

Os depoimentos de Joesley e Wesley Batista e seus executivos, gravados pelos procuradores do Ministério Público, têm a mesma importância que todas as demais delações, havendo apenas a necessidade de obter provas do que foi delatado. O áudio seria uma prova incontestável e aceleraria o inquérito, porém mesmo na sua ausência há outros elementos de prova, como as malas de dinheiro monitoradas pela Polícia Federal e os demais documentos entregues pelos delatores ao Ministério Público.
Herculano
23/05/2017 08:11
A DELAÇÃO QUE É UM ESCÂNDALO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País

O vazamento da delação de Joesley Batista na semana passada deixou uma vez mais o País profundamente consternado, ao envolver em ações criminosas graduados personagens da vida nacional, a começar pelo presidente da República, Michel Temer. Surpreende que denúncias tão graves tenham sido divulgadas ?" assumindo, assim, ares de veracidade ?" sem que nada do que delas consta, e tampouco as circunstâncias que envolvem os fatos, tenha sido averiguado previamente. Tal açodamento foi, no mínimo, irresponsável. Haja vista as consequências da divulgação nos campos político, econômico e financeiro.

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País.

Em primeiro lugar, causa escândalo o fato de que a principal notícia vazada na noite de quarta-feira passada não foi confirmada e, mesmo assim, o Ministério Público Federal (MPF) não fez qualquer retificação. Foi afirmado que um áudio gravado por Joesley Batista provava que o presidente Michel Temer havia dado anuência à compra do silêncio de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro. Ainda que a conversa apresentada seja bastante constrangedora para o presidente Michel Temer pelo simples fato de ter sido travada com alguém da laia do senhor Joesley Batista, das palavras ouvidas não se comprova a alegada anuência presidencial. Ou seja, aquilo que tanto rebuliço vem causando na vida política e econômica do País desde a semana passada não foi comprovado e, pelo jeito, não o será, pelo simples fato de não existir.

Como o Broadcast ?" serviço de notícias em tempo real da Agência Estado ?" revelou no sábado passado, a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer no Palácio do Jaburu não foi periciada antes de ser usada no pedido de abertura de inquérito contra o presidente. Ou seja, nem mesmo essa medida de elementar prudência foi adotada pelo Ministério Público Federal. Em razão de a denúncia envolver altas personalidades, seria curial dar os passos processuais com extrema segurança, até mesmo para evitar eventual nulidade da ação e consequente impunidade dos eventuais culpados. Tudo indica, no entanto, que o principal objetivo do MPF era obter notoriedade, e não fazer cumprir a lei.

A fragilidade da delação de Joesley Batista não se esgota nesses pontos. De forma um tanto surpreendente, o MPF não apresentou denúncia contra o colaborador, como se a revelação dos supostos crimes cometidos pelo presidente da República e por outros nomes importantes da vida nacional fosse suficiente para remir a pena do criminoso confesso. Trata-se de evidente abuso, a merecer pronta investigação da Justiça. Se, como o MPF denuncia, os crimes foram tão graves e abrangem toda a política nacional, é um grave e escandaloso erro ?" para dizer o mínimo ?" conferir perdão a quem os perpetrou e lucrou abundantemente. Note-se que a lei proíbe que se dê imunidade aos líderes de organização criminosa. Não seria essa a função dos senhores Joesley e Wesley Batista nos acontecimentos em questão?

Além disso, até o momento não foi apresentada uma possível razão que justificasse o procedimento seguido pelo MPF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à delação de Joesley Batista. Como não estava ligado à Operação Lava Jato, o caso deveria ter sido distribuído por sorteio, e não encaminhado diretamente ao ministro Edson Fachin.

A delação de Joesley Batista ainda expõe o Ministério Público em dois pontos muito sensíveis. O delator contou que o procurador Ângelo Goulart Villela, mediante pagamento de R$ 50 mil mensais, era seu informante dentro do MP. Ora, tal fato leva a checar com lupa todos os passos do empresário nesse processo de colaboração. Além disso, um procurador da República, que atuava muito próximo a Rodrigo Janot, deixou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para trabalhar no escritório que negocia com a própria PGR os termos da leniência do Grupo JBS. Tudo isso sem cumprir qualquer quarentena.

Ansiosamente, o País espera que avance o combate à corrupção. Tal avanço deve ser feito, porém, de forma menos descuidada.
Herculano
23/05/2017 08:10
AO QUE SE ESCONDE COMO JOÃO

1. A legitimidade da sua queixa está na proporção em que esteja plenamente identificado como um leitor

2. Mas, agradeço, mesmo assim. A alta audiência não é a toa, apesar das restrições técnicas do espaço e da ferramenta disponibilizada.

3. Agora, uma pergunta derradeira, onde, em outro espaço na mídia local, você leitor, encontra, tantas informações, denúncias, comparativos e análises sobre as jogadas e disfarces dos políticos e instituições de Gaspar e Ilhota?

4. O que acontece no cenário nacional, acontece no cenário local, basa ver o que aconteceu nas eleições do ano passado, que se aplicada a lei como ela deve ser, impediria vários candidatos. Alguns deles, deverão ainda ter consequências.

5. Por fim, a leitura não é obrigatória. É opcional, exatamente pelo valor do conteúdo.
Herculano
23/05/2017 08:01
TEMER POSTERGA SEU DIA D, MAS CRISE ESTÁ LONGE DE ENCERRADA, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Com a postergação dia D para Michel Temer no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente e a corte ganham tempo para tentar achar uma solução para a enroscada institucional em que estão devido ao episódio da delação dos irmãos Batista, da JBS.

Para o presidente, o tempo é exíguo e a tarefa, hercúlea. O Planalto vai tentar manter seu rebanho no mesmo pasto e apresentar avanço no seu programa econômico. Se fracassar, contudo, na leitura do relatório da reforma trabalhista nesta terça (23), a senha da perda de controle do Parlamento estará dada.

E a fatura vai ficar mais cara, tanto na negociação de alívio de dívidas de ruralistas quanto o programa de refinanciamento de dívidas.

O problema maior é que isso não garante o apoio das grandes siglas que sustentam o governo, PSDB e PSD à frente e com DEM representado pela cadeira do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).

O desembarque está longe de ser um assunto tabu entre líderes dessas agremiações.

Do ponto de vista do Supremo, a decisão de adiar a análise do pedido enfim retirado de suspensão do inquérito contra Temer evidencia operações mais complexas.

Como se sabe, a corte tenta formar consensos, e Temer deixou os ministros pressionados com o clima de decisão imposto ao que deveria ser uma análise banal de uma fase preliminar da apuração.

Isso porque, menos do que o áudio ser ou não uma "prova imprestável", algo importante processualmente mas que pouco altera a percepção política da conversa, o que está em questão são os próprios métodos da Procuradoria-Geral da República.

Não só eles, mas também o papel do ministro Edson Fachin na elaboração da delação dos Batista e ao tomar decisões monocráticas duras. Uma confusão dos diabos.

Se adiou o dia D desta quarta, Temer sabe contudo que tem um encontro marcado com o termo na terça, 6 de junho, quando o Tribunal Superior Eleitoral votará a cassação da chapa na qual elegeu-se vice em 2014.

Para quem gosta de simbolismos, foi também numa terça, no 6 de junho há 73 anos, que o mais famoso dia D da história aconteceu, com a invasão aliada da Normandia. Quem fará qual papel agora ainda é uma incógnita.
Herculano
23/05/2017 07:55
A NOTÍCIA SE REPETE SOBRE A ROUBALHEIRA DE MILHÕES DOS PESADOS IMPOSTOS DO POVO E OS LADRÕES POLÍTICOS, TODOS OS DIAS. VERGONHA. AINDA TEM A CARA DE PAU DE CULPAR A IMPRENSA LIVRE, INVESTIGATIVA, INVESTIGADORES, PROMOTORES E JUDICIÁRIOS. BANDIDOS.

HOJE, POLÍCIA FEDERAL E ESTÁ NAS RUAS A CAÇA DOS EX-GOVERNADORES DISTRITAIS ARRUDA E AGNELLO POR FRAUDES DE QUASE R$1 BILHÃO NO ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo e Texto de Fabio Serapião, Julia Affonso e Fausto Macedo, da sucursal de Brasília. A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Panatenaico. Em nota, a Federal informou que as ações realizadas pelas equipes de policiais desde as 6h da manhã tem por objetivo investigar uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) são alvo da Operação Panatenaico.

Orçadas em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 bilhão. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões

Alvos das ações de hoje estão agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de 3 gestões do Governo do Distrito Federal. A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação. A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.

Em razão da obra do Mané Garrincha ?" a mais cara arena de toda Copa de 2014 ?" ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência.

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas. As medidas judiciais foram determinadas pela 10a. Vara da Justiça Federal no DF, todas as ações ocorrem em Brasília e arredores.

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896
João
23/05/2017 07:54
É sr. articulador, o que está acontecendo no Brasil todas as emissoras e a imprensa em geral estão noticiando. Mas e o que está acontecendo em Gaspar agora até o sr. vai parar de noticiar? Gaspar virou um marasmo e não é mais assunto para esta coluna que devia ser local?
Pois então Herculano, parece a escola da RBS contaminou até o senhor, uma pena, pois pode ter certeza que os leitores desta coluna somente a acessam para saber o que acontece na cidade, já que a esbórnia nacional está noticiada em todo canto.
Espero que o senhor retome as origens e nos traga os assuntos locais.
Herculano
23/05/2017 07:45
SOBRE GOLPES E ELEIÇÕES, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Nota-se, na militância que ainda chama de golpe o impeachment de Dilma Rousseff (PT), um júbilo revanchista com as agruras agora vividas por Michel Temer (PMDB).

Por natural que seja, tal sentimento não deve deixar de conflitar-se com arraigadas percepções da realidade. Afinal, os setores supostamente culpados pelo naufrágio do poder petista ?"a Lava Jato, a imprensa, o mercado?" desempenham os mesmos papéis de antes.

O aparato policial investiga (não sem alguma dose de abusos), os veículos de comunicação reverberam (além de apresentarem suas próprias apurações e pontos de vista), os agentes econômicos protegem seus interesses. O processo por vezes é cruel, mas mantém-se nos limites do jogo democrático.

Golpe não houve, tampouco está em curso. O impeachment respeitou, ao longo de meses, os ritos jurídicos e legislativos. Nada mais legítimo que Temer, igualmente, valha-se de todos os recursos e garantias legais à sua disposição.

Instituições, no entanto, nunca serão engrenagens impermeáveis às forças políticas. Dilma não foi à lona apenas por ter fraudado de modo explícito o Orçamento ?"o que, para esta Folha, não justificava punição tão traumática.

Seu destino poderia ser outro se a recessão que produziu e o estelionato eleitoral que cometeu não tivessem esvaziado sua sustentação popular e legislativa.

Numa nota de ironia, cumpre recordar que algumas das derradeiras tentativas de salvar seu mandato partiram do empresariado, que se empenhava em evitar o agravamento da derrocada econômica.

Não diferem, na essência, os cálculos que ora se fazem em torno dos desfechos possíveis para a crise do governo Temer.

Este originou-se dos votos de mais de dois terços do Congresso, agregando uma expressiva maioria ancorada na centro-direita. Mesmo sob o impacto da Lava Jato e de dissidências recentes, essa coalizão ainda reúne condições de ditar o rumo dos acontecimentos.

Só com seu aval poderão ser abertos processos, por crime comum ou de responsabilidade, contra o presidente; caso este venha a ter sua chapa cassada pela Justiça Eleitoral, seu mandato será concluído, segundo a Constituição, por um nome escolhido pelos deputados e senadores.

Em defesa dessa previsibilidade já começam a mobilizar-se grupos que temem uma recaída recessiva do país. Preocupam-se com a hipótese de avanço de uma emenda constitucional ou de uma tese jurídica que possibilite a realização, já, de eleições diretas.

Argumentam, com certa razão, que não é o melhor costume mudar as regras durante o jogo; nem será surpresa se a velha acusação de golpe voltar à tona.

Mais uma vez, não é disso que se trata. A emenda só avançará com respaldo das ruas, o que a diferencia de conchavos parlamentares; seu objetivo não é beneficiar este ou aquele de forma casuística. Ao invés de restringir um direito ?"no caso, ao voto?", o texto o universaliza. Em momento tão delicado, é opção que não convém descartar.
Periquito Irritante
22/05/2017 22:32
O navio tá afundando, mas sobrou o capitão JAIR BOLSONARO.
Herculano
22/05/2017 20:14
"GRAVADOR VAGABUNDO"

Conteúdo de O Antagonista. Ricardo Molina:

"Essa gravação (entre Michel Temer e Joesley Batista) tem problemas e isso está claro até para os leigos."

O perito diz que o gravador usado pelo delator é "vagabundo".
Herculano
22/05/2017 20:10
MONICA DE RENAN VAI FALAR, por Dora Kramer, na Veja

O senador Renan Calheiros anda quietinho em meio à balbúrdia, mas voltará a ser notícia na próxima segunda-feira (22), quando a jornalista Monica Veloso prestará depoimento ao juiz da 14ª Vara de Justiça Federal de Brasília no processo movido contra o senador por improbidade administrativa. A ação corre paralela a outra, criminal, em curso no Supremo Tribunal Federal. A acusação é a de que Calheiros pagava a pensão da filha que teve com Monica, com dinheiro recebido da empreiteira Mendes Júnior, por intermédio do lobista Cláudio Gontijo. Segundo o advogado da jornalista, Pedro Calmon, ela vai confirmar o recebimento do dinheiro pelos meios que constam na acusação. No depoimento, a ser feito por vídeo conferência (Monica mora atualmente em Belo Horizonte) a partir das 16h, podem surgir novos nomes como intermediários do senador. Por exemplo, o do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Pensão em atraso

De acordo com Pedro Calmon, Renan Calheiros está devendo R$ 450 mil de pensão da filha, valor relativo à diferença entre o que o Senado paga com base no rendimento-base de Calheiros e a cobrança de que o desconto de 25% dos rendimentos seja aplicado sobre o total levando em conta os adicionais a que tem direito o senador. Como a fonte pagadora é o Senado a cobrança judicial é feita à Casa e não a Renan Calheiros. Essa dívida não gera risco de prisão porque o básico da pensão está sendo pago, sendo devida a diferença.

Livro

Monica Veloso contou a seu advogado que já começou a escrever um livro para contar bastidores dos acontecimentos de 2007 em diante, quando a história veio a público. A ideia não é falar sobre o romance com o senador, mas revelar detalhes sobre as investigações e personagens investigados.
Herculano
22/05/2017 20:02
PROBABILIDADE DE TEMER CAIR DE 20% PARA 70%, DIZ CONSULTORIA DOS ESTADOS UNIDOS

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Altamiro Silva Junior. A consultoria norte-americana de risco político Eurasia atribui hoje probabilidade de 70% de o presidente Michel Temer cair, acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado. O cenário mais provável é que a saída do peemedebista do governo ocorra "rapidamente", de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira, 22.

A Eurasia ressalta que existem crescentes dúvidas sobre as evidências e acusações que implicam Michel Temer, mas a possibilidade de o presidente permanecer no Planalto se reduziu nos últimos dias. "Caso o peemedebista sobreviva, as chances são de 30%, apenas uma versão muito esvaziada da reforma da Previdência poderia ser aprovada", escrevem os analistas da consultoria especializados em Brasil, João Augusto de Castro Neves, Christopher Garman, Filipe Gruppelli Carvalho e Djania Savoldi.

Temer adotou a estratégia nos últimos dias de desqualificar as acusações do empresário da JBS, Joesley Batista, e declarou em seus dois discursos oficiais desde a última quinta-feira que não pretende renunciar, ressalta o relatório. Por isso, a Eurasia avalia que a forma mais provável de o presidente perder o cargo será no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para o dia 6 de junho e que vai avaliar irregularidades na chapa que o elegeu junto com Dilma Rousseff em 2014.

A Eurasia ressalta que já existem denúncias suficientes sobre irregularidades no financiamento da campanha que elegeu a chapa Dilma/Temer em 2014, mas os juízes do TSE vão também levar em conta fatores políticos mais amplos. Por isso, mesmo que as denúncias recentes não façam parte do julgamento, elas certamente vão pesar na decisão dos ministro da Corte eleitoral.

"Apesar das tentativas recentes de Temer de contra-atacar, os últimos eventos sugerem que o momento político vai continuar sendo desfavorável ao presidente no Congresso, na Justiça, nas ruas, deixando-o incapaz de governar", afirma a consultoria norte-americana. A decisão sem precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) de investigar um presidente pode também ser um indício de que a JBS passou informações adicionais ao judiciário que ainda não vieram a público, ressalta a Eurasia, destacando que muitas das acusações feitas contra Temer ainda são inconclusivas.

Do ponto de vista da agenda de reformas, os analistas da Eurasia avaliam que quanto mais demorada for a queda de Temer, pior será o cenário para o avanço das medidas no Congresso. Temer sempre teve forte habilidade política para negociar com o Congresso, mas a avaliação da consultoria é que essa capacidade se reduziu nos últimos dias e hoje dificilmente uma reforma relevante da Previdência seria aprovada. Ontem, o Planalto queria oferecer um jantar aos aliados, mas com medo de baixo quórum, resolveu fazer apenas uma reunião informal.

A Eurasia calcula que Temer perdeu nos últimos dias ao menos 20 votos para aprovar a reforma da Previdência, com a saída da base de alguns partidos, como o PSB e o PPS. Mesmo entre os partidos que não abandonaram o governo, a resistência contra a reforma deve crescer, ressalta o relatório. Por isso, os indecisos devem pender mais para serem contra as medidas. Com a permanência de Temer no cargo e a agenda de reformas mais distante, o risco é da crise se prolongar e a Eurasia avalia que pode crescer a percepção de que o custo para o País de manter o peemedebista enfraquecido no Planalto é maior do que o da sua queda, o que deve aumentar a pressão para a saída de Temer.
Herculano
22/05/2017 19:54
VENDERAM A MÃE

O governador Raimundo Colombo, PSD, não resistiu a algumas leves perguntas de alguns repórteres sobre as delações da Odebrechet e JBS

Chamou os seus ex-amigos e comensais, que lhe passaram milhões e lhe garantiram com essa dinheirama lícita e ilícita pela legislação eleitoral e na da lavagem de dinheiro, como "vagabundos", que para se livrarem dos crimes deles, venderam até a mãe, incriminando-o.

O tempo será senhor da razão. Sempre foi.
Herculano
22/05/2017 19:49
PRECISAMOS DE UM BOBO DA CORTE, por Mário Sabino, de O Antagonista

Se um dia viermos a fazer uma reforma política digna do nome, sugiro que seja criado oficialmente o cargo de bobo da corte presidencial.

Ele não precisa ter um gorro de guizos ou levar alegremente pontapés no traseiro. O seu ponto em comum com os bobos da corte medievais seria apenas o de dizer a verdade ao presidente da República.

Era para isso que serviam também esses abnegados servidores públicos na Idade Média e no começo da Era Moderna: dizer ao rei as verdades que os áulicos não tinham coragem (ou o interesse) de pronunciar. Se Michel Temer contasse com um bobo da corte, talvez percebesse o ridículo das suas declarações a respeito do encontro com Joesley Batista.

"Presidente, o senhor vai mesmo afirmar que recebe clandestinamente até intelectuais na garagem do Palácio do Jaburu, na calada da noite? Lorota, lorota, lorota!", diria o bobo da corte, dando uma cambalhota (habilidades circenses permaneceriam essenciais para a função).

"O senhor vai mesmo afirmar que não imaginava que um empresário como Joesley Batista estava metido em esquemas de corrupção? Lorota, lorota, lorota!", continuaria o bobo da corte, dando um salto mortal (talvez não seja uma má ideia o uso de um gorro de guizos nas piores crises).

Os bobos da corte teriam a obrigação de dizer a verdade ao presidente da República e de gravar tudo abertamente - com gravador profissional, ao contrário do usado por Joesley Batista, para não dar margem a laudos de peritos da Folha de S. Paulo. Uma vez por semana, os registros do bobo da corte iriam ao ar em cadeia nacional.

Como escolher o bobo da corte? Por eleição, ora. Ele integraria a chapa dos candidatos ao Planalto e, durante a campanha, deveria ter absoluta liberdade para debochar de todas as mentiras que os seus companheiros contassem. O candidato a bobo da corte seria o grande diferencial para o eleitor fazer a sua escolha.

Em "Pantagruel", François Rabelais escreveu: "Vocês sabem quantos príncipes, reis e repúblicas foram salvos, quantas batalhas vencidas, quantas situações de apuro foram solucionadas pelo conselho, opinião e profecia de bobos? Não preciso refrescar a vossa memória com exemplos. Aceitem o fato como incontestável".

Aceitem o fato como incontestável, brasileiros. Precisamos de um bobo da corte presidencial.
Herculano
22/05/2017 19:44
"OS EMPRESÁRIOS FORAM PUNIDOS OU RECEBERAM UM PRÊMIO?" PROTESTA OAB SOBRE BENEFÍCIOS A DELATORES

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo, texto de Ligia Formenti, da sucursal de Brasília. O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, classificou de 'verdadeiro escárnio' os benefícios dados aos empresários Joesley e Wesley Batista, acionistas da JBS que firmaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Depois do acordo eles foram autorizados a sair do País. Joesley está morando com a família em Nova York. Ele é o pivô da maior crise política já enfrentada pelo governo Michel Temer, alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, obstrução da investigação e participação em organização criminosa.

Joesley gravou conversa com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

O áudio, entregue pelo empresário à Procuradoria, mostra o empresário admitindo a Temer uma sequência de ilícitos penais, como o mensalinho de R$ 50 mil para um procurador da República e a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, preso na Lava Jato desde outubro de 2016.

Durante a entrevista coletiva nesta segunda-feira, 22, na qual anunciou que a OAB vai protocolar nos próximos dias pedido de impeachment de Temer, o presidente da OAB criticou os termos do acordo com os irmãos da JBS, 'um deboche', em sua avaliação.

"É um verdadeiro escárnio. Os dois empresários foram punidos ou receberam um prêmio? Eles continuam com uma vida invejável e o povo brasileiro não tem saúde, educação. Vivemos uma crise política e moral", disse Lamachia.

O presidente da OAB afirmou estar 'incomodado' com essa situação e que existe possibilidade de a entidade máxima da Advocacia questionar os benefícios concedidos a Joesley e a Wesley.

"Como há advogados de todos os lados, temos de fazer isso com cuidado. Mas o fato é que a situação é gravíssima. Um deboche para sociedade."
Herculano
22/05/2017 19:38
MÃE É CONDENADA A PENA MAIOR QUE DE RÉUS DA LAVA JATO POR ROUBAR OVOS DE PÁSCOA, por Mônica Bérgamos, no jornal Folha de S. Paulo

A Defensoria Pública de SP pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação da sentença de uma mulher que roubou ovos de Páscoa em um supermercado em 2015 e foi condenada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de SP) a mais tempo de prisão que diversos envolvidos na Operação Lava Jato.

AMARGO 2
O executivo João Procópio Junqueira, por exemplo, recebeu sentença de 2 anos e 6 meses de reclusão por lavagem de dinheiro. A mulher foi condenada a três anos e dois meses de prisão em regime fechado -a sentença saiu quando ela estava grávida.

PRAZO
A ação da Defensoria faz parte de um mutirão criado pela entidade para atender as cerca de 1.800 presas no Estado que poderiam se beneficiar do indulto concedido a mulheres que praticaram crimes não violentos. Na última quinta (18), a força tarefa da Defensoria atendeu 60 mulheres na penitenciária de Pirajuí, no interior de SP. Quinze delas estavam presas há mais de dois anos sem condenação em primeiro grau.
Herculano
22/05/2017 19:36
LEGAMOS A NOSSOS FILHOS MAIS SINTOMAS DO QUE VALORES, por Luiz Felipe Pondé, no jornal Folha de S. Paulo.

Você quer saber se você é inteligentinho? Se começar a ficar incomodado e, para resolver isso, convencer-se de que a "educação que está dando para seu filho" fará dele uma pessoa mais tolerante, mais evoluída e mais ética, você é um inteligentinho.

Se acreditar que "a educação que está dando para seu filho" fará ele escolher sua religião e seu "gênero" de forma "autônoma e consciente", você é um inteligentinho.

Dizer frases do tipo "a educação que estou dando para meu filho" já é coisa de gente boba. Mas, quando você de fato acredita nisso, você é mesmo inteligentinho.

Legamos a nossos filhos mais sintomas do que valores. A psicanálise sabia disso, mas hoje, como tudo mais, aderiu ao marketing existencial e político. Em termos de ferramenta para pensar a realidade histórica, a psicanálise hoje é parte do sintoma e não da solução. Mais atrapalha do que ajuda.

De certa forma, a literatura de autoajuda é mais honesta do que psicanalistas pensando o mundo para salvá-lo. Pelo menos a autoajuda se sabe barata e vulgar. Os psicanalistas se acham chiques e sólidos em sua histeria cega (uso histeria aqui no sentido freudiano do termo ?"quem não souber o que é que olhe no Google).

O parricídio é um tema clássico na literatura especializada. Freud e Dostoiévski são dois dos maiores exemplos de quem pensou nisso.

Freud achava que "Os Irmãos Karamázov", de Dostoiévski, era o maior romance da literatura ocidental porque havia compreendido plenamente o complexo de Édipo. Dostoiévski pensava o parricídio tramado por seu filósofo Ivan Karamázov como profecia acerca da modernidade.

O projeto da modernidade era matar o pai como uma repetição festiva do macabro assassinato do pai da horda primitiva do mito freudiano "Totem e Tabu". Matamos o pai para sermos livres.

Para Dostoiévski, Ivan preconizava o projeto moderno de matar o pai: a tradição, a herança ancestral humana, Deus, o significado da vida herdado dessa herança, enfim, todo o arcabouço organizado da vida humana que alguns lacanianos chamaram um dia de "nome-do-pai".

Freud, por sua vez, sabia da entropia moderna: sabia que a modernidade na sua fúria carregava em si o projeto escondido da pulsão de morte, que é "a destruição do eu".

Hoje, "somos todos o pai". Toda a demonização do patriarcalismo como culpado até da poluição da Lua é apenas a parte ridícula disso.

A simples aniquilação de toda referência que não a do dinheiro e a da autonomia individual produziu uma devastação do mundo. A promessa era que a cultura e a política tomariam o lugar dos deuses e do pai. Hoje sabemos que a cultura é "fast food" e a política é histérica.

Sou um descendente direto de Ivan Karamázov, portanto, que os inteligentinhos não me venham com o eterno blá-blá-blá de que este seria um discurso nostálgico. Não.

Falo do lugar mais niilista possível: aquele de quem participa do ritual do assassinato do pai da horda primitiva a cada dia. Não há retorno para lugar nenhum. O estrago está feito. E, como sabia muito bem Freud, o pai era terrível.

O passado nunca foi feliz, como idealizaram os românticos. Faltam aos psicanalistas de hoje profundidade e coragem de não fazer parte do marketing existencial e político. Se vivessem na época de Freud, iriam condená-lo por falar obscenidades sexuais a serviço da depravação. A psicanálise se tornou histérica.

Veremos agora o matricídio. Se matamos o pai em nome da liberdade, agora afogaremos a mãe na eliminação pura e simples da maternidade a serviço da emancipação feminina e do mercado de carreiras.

Enquanto a verborragia sobre crianças e sobre valores femininos do "cuidar" cresce, as maternidades quebram por falta de mercado.

A maternidade prática desaparece sob o salto da maternidade teórica. Ninguém quer ter filhos, exceto quem não tem opção melhor. Ou gays, para se sentirem "normais". Os meninos se derretem de medo e as meninas se tornam fálicas sob as palmas da psicanálise rendida à histeria

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