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Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

22/12/2016

O SENHOR ENXURRADAS I
Giovânio Borges, PSB, elegeu-se vereador no bairro Bela Vista prometendo resolver os problemas para as pessoas de lá. Entre eles os mais graves e antigos: enchentes e enxurradas. Todos eles foram criados pela ausência do poder público e por ações permissivas dos políticos de um modo em geral. É que todos sabiam que ali era uma baixada; que antes de ser ocupada por moradores, ela precisaria de canais de drenagem ou até se impedir os improvisados loteamentos em determinadas cotas. O que Giovânio conseguiu, depois da eleição de vereador? Primeiro foi fazer a comunidade comprar uma motobomba e que não resolve o problema; depois e principalmente, foi o de ser presidente da Câmara numa composição com o PT do prefeito Pedro Celso Zuchi, exatamente a quem ele devia pressionar na busca das soluções que prometeu ao seu eleitorado.

O SENHOR ENXURRADAS II
E a solução dos problemas que foi tema da sua busca de votos da sua eleição de vereador em 2012? Ainda não aconteceu. Uma por que a administração de Zuchi deu às costas para o Bela Vista. A outra, porque Giovânio devido as composições para ser presidente, não pode exigir do PT as soluções. Mas, como Giovânio não será mais vereador e como o problema deverá perdurar, ele já se apresentou, outra vez, como defensor dos afogados de sempre do seu bairro. Ou seja, Giovânio já está em campanha e com os pés nas águas, na busca de espaço e propaganda com a desgraça que se abate sobre os outros. Nestes dias foi a vez do pessoal que mora no Loteamento São Francisco se apavorar. E lá estava o Giovânio. Na sua rede social, além das fotos, Giovânio fez um texto dizendo que agora é com ele, exatamente quando saiu do poder e ameaça ficar na oposição. Montou o palanque.

O SENHOR ENXURRADAS III
“Entramos em contato com a prefeitura pedindo manutenção urgente, senão a Unidade de Saúde, Ginásio de Esportes, IFSC, Associação de Moradores e as residências pode estar sendo inundadas com a próxima chuva”, registrou Giovânio. Duas observações: a primeira é de que nem manutenção a prefeitura do PT é capaz de dar ao óbvio; a segunda, é que o problema pode ser maior e Giovânio tem consciência disso. Acorda, Gaspar!

ILHOTA EM CHAMAS I
O prefeito que se despede do mandato em Ilhota, Daniel Christian Bosi, PSD, acaba de receber um presente de Natal. Era esperado. Coroa bem o que foi o seu confuso, sem transparência e conturbado mandato. Tanto que ele desistiu de concorrer à reeleição. O Ministério Público e que cuida da Moralidade Pública, com que travou desdém por quatro anos, acaba de ingressar contra ele com uma Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa. Ele dificultou a ação de fiscalização dos vereadores, não atendeu os requerimentos e quando obrigado pela Justiça, o fez de forma superficial numa clara ação de desprezo tanto pela Justiça quanto pelo papel do Legislativo.

ILHOTA EM CHAMAS II
E talvez o prefeito Bosi tenha fundadas razão para agir desse modo e não apenas por desleixo como sempre faz crer. Mesmo se fosse por desleixo e desrespeito já seriam fatos graves. É só atentar para o que aconteceu na semana passada onde um bem leiloado, sem as formalidades que exigem a lei, foi entregue a outro, que agora consideram ser um estelionatário. Coincidência ou não, um dos requerimentos que Bosi se recusou a responder aos vereadores, tentava esclarecer esse fato que circulava nos bastidores da prefeitura de Ilhota. A promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon na Ação que impetrou na segunda Vara foi diretamente na ferida. A ação busca algo essencial da transparência entre os poderes e da prerrogativa de fiscalização da Câmara sobre o prefeito. E que se a Câmara não fizer esse papel constitucional, estará sendo partícipe do mesmo crime. A promotora Chimelly listou seis requerimentos (dois de 2015 e 2016) dos vereadores que não foram atendidos nos prazos, enrolados, por isso, foram objetos de Mandado de Segurança. E mesmo assim, por força da lei, Bosi deu de ombros e os atendeu superficialmente. Um gesto de desprezo e deboche com as instituições e a coisa pública.

ILHOTA EM CHAMAS III
Todos os assuntos, coincidentemente, devido à relevância todos os assuntos abordados pela promotora Chimelly na Ação, fizeram manchetes aqui na coluna nos últimos tempos e quase todos não despertaram interesse da imprensa em geral. Entranho. As notas aqui, foram fortemente combatidas pela atual administração de Ilhota. Ela não queria vê-las debatidas na cidade e esclarecidas publicamente. Ao mesmo tempo, as notas aqui sobre esses assuntos da Ação “divertiam” os adversários de Bosi. Eles viam nelas vantagens políticas e eleitorais nas atitudes erráticas de nula transparência da equipe de Bosi. Estranhamente, esses mesmos erros foram dos ditos opositores foram os que levaram Bosi ser eleito. Ou seja, o roto falando mal do esfrangalhado. É uma prática reiterada. E por que? Porque a anunciada censura para a obrigatória transparência dos atos públicos é que estão colocando sob desconfiança os adversários eleitos de Bosi. E pasmem: antes mesmo da posse e que lhes vou detalhar em outras colunas.

ILHOTA EM CHAMAS IV
Voltando. Os requerimentos dos vereadores de Ilhota pediam ao prefeito Bosi “as portarias e decretos que concederam gratificação a servidores públicos municipais, assinados no ano de 2015, além de fotocópia da legislação que embasou a referida concessão”; “fornecimento de fotocópia das notas de empenho e demais comprovantes de liquidação de todas as despesas realizadas pela Administração Municipal Direta ou Indireta, em relação a serviços de coleta e destinação final de resíduos, no decorrer do ano de 2015”; “cópia dos Procedimentos Licitatórios na modalidade Leilão n. 01/2014 e 01/2015, destinados à alienação de bens inservíveis, bem ainda a identificação do local em que os bens foram efetivamente retirados pelos respectivos arrematantes”.

ILHOTA EM CHAMAS V
Aqui vale parênteses: este requerimento data de 15 de fevereiro deste ano. Na semana passada descobriu-se e foi à imprensa, que além de irregular, pois tal leilão não tinha autorização legislativa para promover à alienação de bens inservíveis. Pior. Um deles, foi entregue a quem não o arrematou e está chupando o dedo até agora. E o inusitado: o prefeito está fingindo que não é com ele. E a sua secretária de Administração, sem nenhuma habilitação técnica para tal, colocada no cargo por acerto político, Tatiana Reichert, PP, mas ligada ao PT, jura que esse assunto nunca passou por ela. Uma afirmação que confronta as provas, inclusive na polícia, onde denunciou o caso. Mas, voltemos à Ação do Ministério Público que tenta esclarecer e pede punição para tudo isso, como para a falta de resposta para o requerimento que pedia ao prefeito Bosi “Informações sobre os serviços de transporte público escolar”; cópia do Processo Licitatório e outros documentos (laudos de medições, notas fiscais, empenhos, etc) referentes à reforma do Centro de Educação Infantil Professora Gianna” e “cópia integral do Processo Licitatório Concorrência n. 02/2014, destinado à concessão de serviços públicos de remoção por guincho, depósito e guarda de veículos, decorrentes de infrações de trânsito, além de outros documentos a ele relacionados”.

ILHOTA EM CHAMAS VI
Para a promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, “a intenção deliberada [da administração e do prefeito Daniel Christian Bosi – e que é advogado] em mal ferir os princípios administrativos ainda restou demonstrada no mandado de segurança impetrado pelos Vereadores, quando, mesmo ordenada a remessa dos documentos e tendo a chance de justificar-se pela omissão até então revelada, manteve a mesma postura antirrepublicana de não prestar contas, de modo claro e completo, dos atos de sua Administração”. Entretanto, antes de encerrar esse assunto Ilhota. A Câmara de lá não é nenhum exemplo de transparência. A Câmara não pode reclamar que as ferramentas digitais de acesso as informações da prefeitura não oferecem dados para pesquisas. Tente acessar o portal da Câmara, que já foi objeto de questionamento do Ministério Público e de um ajustamento para melhoria ao mínimo. Tente se comunicar pelas ferramentas de acesso ou dele, extrair coisas simples como por exemplo, as presenças dos vereadores nas sessões e o quanto gastaram em diárias. E não foi coisa pouca. Resumindo. Quem pede exemplo, deveria primeiro dar o seu. Não é o que acontece com a Câmara de Ilhota neste quesito.


A PONTE FECHADA I
A Ponte do Vale já foi aberta para a propaganda. Mas, só para a propaganda enganosa e os curiosos que passaram sobre ela desde ontem. Hoje a ponte que teve reserva e até disputa no nome dela, será inaugurada como um marco da administração petista de Pedro Celso Zuchi, uma filial do há muito decadente PT de Blumenau que perdeu lá, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Luiz Alves, Brusque... Depois da “inauguração” ela será “fechada”. Sinceramente? É a melhor atitude da administração que se vai. Afinal é o atestado de que ela realmente não está pronta, oferece perigos aos usuários, é só uma propaganda de algo sem transparência e que rendeu dezenas de viagens e diárias de Zuchi a Brasília para algo essencialmente necessário no nosso caótico sistema viário local e regional, tanto que é por isso que ela se chama “ponte do Vale”. A “inauguração” é apenas a pose para fotos de Zuchi, Décio Neri de Lima e Ana Paula Lima, para ser usada nas futuras campanhas se as coisas mudarem para o PT ou se os políticos que estão ainda no PT se mudarem dele – o que é mais provável. É também uma oportunidade de marketing para ocupar os espaços na mídia, que nesta época do ano, não possui notícias e precisa preencher os espaços dos noticiosos com entrevistas sem perguntas ou com chamadas otimistas em jornais e portais. Nada Mais.

A PONTE FECHADA II
Sobre a ponte fico com a reportagem e exemplo de jornalismo de Osvaldo Sagaz, da RBS TV de Blumenau. Há um mês ele veio aqui dizendo que a ponte estava pronta. Não estava. Não está nem agora. E ao entrevistar o prefeito Zuchi, o aguçado repórter soube dele, de viva voz, que a ponte, atrasada em mais de dois anos no seu cronograma inicial, vai custar R$37,5 milhões. E que Gaspar vai mandar dinheiro dela de volta para Brasília. Sério! E o sagaz jornalista, filho da pauta, não foi capaz de se desviar um milímetro dela e perguntar ao prefeito como se deu esse milagre. Os tontos telespectadores ou foram enganados pela demagogia barata ou estão até hoje esperando o esclarecimento do político, do administrador e do repórter sagaz, que pelo jeito, só o é no nome. Esta ponte foi licitada por R$42, milhões há quase cinco anos. Pouco mais de R$19 milhões eram compromissos do governo Federal. E eles vieram integralmente. O que pegou então? Foi a contrapartida da prefeitura prometida por Zuchi em mais de R$20 milhões. Jogou com a sorte, a manobra esperta e os “amigos” – como a sumida senadora e ministra, a gasparense honorária Ideli Salvatti -, que falharam em Brasília. Zuchi tentou colocar esta outra parte da conta que era só sua, no colo do governo Federal e aí o bicho pegou. Ora, se a ponte estava orçada em mais de R$42 milhões, depois de quase cinco anos, aditivos, inflação, multas da parada das obras, ela custou apenas R$37,5 milhões? Esta conta não fecha. E todos se escondem para explicá-la. Afinal, quanto, como e por que Gaspar vai devolver dinheiro da ponte para Brasília se sempre se disse que faltava – e muito - para concluí-la?

A PONTE FECHADA III
Sobre o ato de hoje, prefiro a preguiça e tomo emprestado o texto que o ex-procurador do município e o ex-mais petista de todos, Mário Wilson da Cruz Mesquita escreveu ontem na área de comentários da coluna mais acessada no portal do Cruzeiro do Vale. É a expressão de quem viu tudo e conhece bem como funcionaram o PT e a prefeitura daqui. Tanto que o comentário dele tem como título “Quando o ego fala mais alto que a razão ...”. Sugestivo. Escreve o doutor Mesquita: “Não tenho dúvida que Gaspar e sua população será motivo de piada. Se a obra da nova Ponte não está concluída, pois ainda falta à execução dos ajustes finais, como iluminação, ajardinamento e sinalização horizontal, não poderá oficialmente ser inaugurada. O ato meramente político é abusivo e completamente ilegal. Infelizmente o ego do Prefeito é maior que sua razão e serenidade. Novamente o Ministério Público será acionado para resguardar a segurança jurídica! No apagar das luzes e na falta de uma fiscalização eficiente os politiqueiros de plantão fazem a Festa. Ao povo: somente oferecem pão e circo!” O que me restou escrever depois da observação do doutor Mesquita? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE


Definições diferentes de um mesmo ato. Para o PT, é corrupção (para os adversários, é claro); para o PMDB, é caixa 2; para o PSDB, é doação; e para o pastor Silas Malafaia, é oferta.

Sem combustível. Quando entrou na presidência da Câmara, o primeiro ato de Giovânio Borges foi a compra de combustível. Deu um bafafá com os parâmetros de preços. Agora, antes de sair da presidência, determinou “a abertura de procedimento de dispensa de licitação, sob numeração 08/2016, para a aquisição de combustível, tipo gasolina comum”.

Andréia Symone Zimmermann Nagel, PSDB, ex-DEM, foi a primeira vereadora de Gaspar a perder o mandato por infidelidade partidária. E isso só aconteceu depois dela cumprir todas as sessões da legislatura.

E o suplente Laércio Pelé Krauss, o primeiro vereador de Gaspar a assumir o mandato sem participar de nenhuma sessão ordinária e dez dias antes de deixar de ser oficialmente vereador. Só receberá salário.

Outra. Andreia não foi cassada como insiste até gente que entende do assunto e parte da imprensa. Um faz de caso pensado. O outro, por ignorância, por mando ou paga. Quando se perde o mandato, como foi o caso de Andreia, não há perda dos direitos políticos. Quando cassado, sim.

Apesar de todos negarem, está claro que a vereadora Andreia Symone Zimmermann Nagel, PSDB, sabia que perderia o mandato naquele julgamento em Brasília. Se não sabia, então qual foi a razão para ela e a assessora Ida Scottini, na semana do julgamento, pedirem para voltarem para as suas respectivas carreiras públicas?

A nova propaganda do governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB, já tem número e data: 06/2017 e será no dia dois de março. Quem lançou o edital foi o PT.

Gilberto Rodrigo Goedert, é servidor efetivo do Samae. Ele acaba de ser colocado à disposição para trabalhar na Polícia Civil de Gaspar.

Reabilitação? A administração de Pedro Celso Zuchi, PT, fez um escarcéu e declarou a Torre Forte Construtora e Incorporadora, que vinha ganhando algumas licitações na administração petista, como inidônea por apresentar documentação falsa. O alvo, com cheiro de perseguição política, era o engenheiro responsável da Torre. Ele é irmão do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall.

Em decorrência disso e devido a briga que se travou na Justiça, as obras essenciais para atender a população mais carente se atrasaram. Perderam Gaspar e os gasparense.

Pegadinha? O que está agora no Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet? “Retomada dos trabalhos referente ao Contrato nº FMS-32/2015 - construção da Unidade de Saúde Margem Esquerda II, a partir desta data, ou justificar a impossibilidade até o dia 21/12/2016”

Manchete do portal Cruzeiro do Vale: “Preços de itens da Ceia variam até 560% em Blumenau, diz Procon”. Em Blumenau? E Gaspar? Por que o Procon daqui não foi às ruas para ajudar os gasparenses? Não precisa mais, o titular tinha uma meta política no cargo e conseguiu: elegeu-se vereador.

Rearranjo dos assessores na Câmara de Vereadores de Gaspar. Jorge Luiz de Mattos de Oliveira deverá ser o assessor da presidência no lugar de Fernando Neves, PSD e que serviu ao Giovânio Borges, PSB.

É que o atual assessor de Ciro André Quintino, PMDB, futuro presidente, Roni Jean Muller, não possui curso superior. Vai ser acomodado na prefeitura do novo governo do PMDB.

A Elaine Cristina Wandalen que assessora Marcelo de Souza Brick, PSD, vai assistir a Wilson Lenfers. E o engenheiro José Carlos Spengler, protegido de José Hilário Melato, gostaria de ficar novamente como assessor do programa os vereadores mirins. E o até então assessor de imprensa Dimas Freitas de Carvalho, que era da cota do PSD, negocia para ficar.

Sabe quanto vai custar a reforma da cozinha do recém construído com recursos federais e sempre problemático CDI Dorvalina Fachini, ali no bairro Sete? Exatos R$ 37.491,98, se não houver aditivos. Quem vai fazer? A All Certa Construtora e Incorporadora.

Ajuda. A prefeitura vai ceder por 60 dias um funcionário efetivo para os serviços de limpeza da Delegacia de Polícia. O convênio foi assinado agora. A execução no próximo governo do PMDB.

O aluguel da secretaria Municipal de Assistência Social e o Conselho Tutelar de Gaspar vai custar em 2017, R$ 81.640,00. Ele acaba de ser renovado com a Paca Empreendimentos.

E por falar em secretaria de Assistência Social, ela acaba de deixar ao próximo governo uma camisa de força que ela não teve e enrolou durante oito anos de governo petista, o qual se demostrou político e frágil nesta área, a tal ponto de não conseguir sequer lidar com os andarilhos que se albergavam na porta principal do prédio da prefeitura da Praça Getúlio Vargas.

É que foi publicado na terça-feira, dia 20, no Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet e não tem hora para ser publicado - o Regimento Interno do Conselho Municipal de Assistência Social.

A coluna não terá folga. Outra coluna inédita Olhando a Maré estará disponível para os internautas na terça-feira, dia 27 de dezembro. É respeito ao que fazem dela líder de leitura e audiência, bem como credibilidade. Assuntos abundam. Polêmicas também. E como! Aos que me seguiram na aprovação e divergência, um Feliz Natal.

 
Edição 1782

Comentários

Herculano
26/12/2016 19:05
A COLUNA INÉDITA OLHANDO A MARÉ DESTA TERÇA-FEIRA JÁ ESTÁ PRONTA E ESTÁ SENDO EDITADA PARA SER LIBERADA AOS LEITORES E LEITORAS DO PORTAL CRUZEIRO DO VALE. Aguardem!
Sidnei Luis Reinert
26/12/2016 15:24
ALERT - Clintons destruiu escândalo de US $ 145 milhões com a Rússia

Peter Schweizer, autor de "Clinton Dinheiro," fez uma aparição no de Lou Dobb Fox News Mostrar recentemente.



Schweizer lembrou a todos nós que a Fundação Clinton recebeu US $ 145 milhões, 75 por cento do orçamento anual da Fundação, de Uranium One acionistas. Parece que o único candidato presidencial que conspirou com os russos foi Clinton. (via Breitbart )

Como resultado deste acordo, a Schweizer aprendeu, porções de solo americano, no Mid West, são agora propriedade do governo russo!

Schweizer observa que a América é um dos únicos lugares no mundo em que a mineração de urânio é bem sucedida. A fim de proteger sua oferta, faria sentido que os acionistas do Uranium One quisessem Putin para possuir os locais da mina.



Mas, obviamente isso não é do melhor interesse de Nós, o Povo! Qualquer coisa que Clinton concorda com o bem para nós?

Sobre o tema do acordo Uranium One, Schweizer disse: "Isso só fede a céu alto e eu acho que isso requer uma investigação importante do governo federal".

Schweizer acrescentou que outras fontes de corrupção estrangeira por Clinton são claras: "E pensar que você tem um empresário nigeriano prometendo US $ 1 bilhão, com um B, para a Clinton Global Initiative que ele não quer nada do Clinton em troca é apenas risível. "

É claro que Clinton está disposta a vender a nossa nação para o maior lance. Apenas acontece no negócio do urânio um que Rússia era esse o licitante o mais elevado.

Se ela tivesse sido eleita para o mais alto cargo de nossa terra, não se sabe quais interesses estrangeiros teriam pagado mais por sua obediência.

Como está agora, a desculpa democrata de que Donald Trump está na cama com a Rússia é mais ridícula a cada dia. O Presidente Eleito é um verdadeiro americano patriótico que está disposto a colocar as necessidades do povo em primeiro lugar. Apenas acontece que nossos melhores interesses residem em ter uma forte relação de trabalho com a Rússia, que, desde agora, realmente não nos colocam nenhuma ameaça imediata!

Schweizer pensou: "Acho que o povo americano reconhece que há um sistema de pagamento para jogar em Washington e é por isso que você está vendo essa rebelião contra o dinheiro na política".

Você pregou aquele, Schweizer. Agora só precisamos de Donald Trump para drenar este pântano repugnante.

http://www.angrypatriotmovement.com/clinton-scandal-with-russia/
Herculano
26/12/2016 13:20
SAKAMOTO É HUMILHADO APOS TENTAR COMPARAR MARX COM JESUS. GUERRA POLÍTICA TOTAL.

Conteúdo do blog Ceticismo político.Em sua página de Facebook, o blogueiro marxista Leonardo Sakamoto ?" cínico como sempre ?" tentou apelar aos truques tradicionais da Teologia da Libertação ?" que melhor seria definida como Teologia da Escravidão ?" para constranger seus leitores cristãos.

Veja:

Em homenagem ao Natal, resgato este teste que fiz com os leitores há um tempo.

Você consegue identificar qual dos dois personagens históricos disse isso? Assinale a alternativa correta:

1) Não pensem que vim trazer paz. Vim trazer a espada. Vim causar a divisão entre filho e pai, filha e mãe, nora e sogra. Criar inimigos dentro da própria casa
( ) Jesus de Nazaré
( ) Karl Marx

2) No final das contas, será muito difícil salvar um rico.
( ) Jesus de Nazaré
( ) Karl Marx

3) Venda tudo o que tem e dê aos pobres.
( ) Jesus de Nazaré
( ) Karl Marx

4) Não importa o quanto você tem. Importa quem você é.
( ) Jesus de Nazaré
( ) Karl Marx

Respostas: 1) Jesus (Mateus 10: 34-39); 2) Jesus (Lucas 18:18-30); 3) Jesus (Mateus 19:21); 4) Jesus (Mateus 6: 19-21)

Resultados: Se você acertou todas, meus pêsames. Estes últimos tempos de intolerância e falta de diálogo devem estar bem pesados pra você, né?

Ele age age como o típico psicopata, tentando manipular os outros ?" pela imputação indevida de culpa ?" a partir de mentiras. Por exemplo, Jesus não disse "no fim das contas será muito difícil salvar um rico", mas sim que "era difícil que um rico entrasse no reino do céu". Ou seja, ninguém falava em termos de salvação física. Os religiosos (e eu não sou um) saberão identificar os embustes em todas as tentativas de comparação. Detalhe: Jesus fala sobre alocação voluntária de recursos, ou seja, é o exato oposto do que falva Marx.

Seja lá como for, Karina Yusiko desintegrou Sakamoto com este post:

Sakamoto, por favor, eu te pediria um pouco de atenção. Encarecidamente. Somente dessa vez, te pediria um pouco de honestidade intelectual. Gostaria que você me respondesse por favor quem disse cada uma das citações abaixo, Marx/Engels ou Adolf Hitler?

"Assim, encontramos todos os tiranos apoiados por um judeu [?] Na verdade, as ânsias dos opressores seria impossível, bem como a viabilidade de guerra fora de questão, se não houvesse um exército de jesuítas para abafar o pensamento e um punhado de judeus para saquear os bolsos."

"Aqui e ali e em todos os lugares que um pouco de capital corteja investimento, há sempre um destes pequeninos judeus pronto para fazer uma pequena sugestão ou ser credor de um pequeno empréstimo. [?] Esta organização judaica de traficantes de empréstimos é tão perigoso para as pessoas como a organização aristocrática dos proprietários [?] As fortunas acumuladas por estes traficantes de empréstimos são imensas, mas os erros e sofrimentos impostos sobre as pessoas ainda carece de ser contado. [?] Mas é só porque os judeus são tão fortes que é oportuno e conveniente expor e estigmatizar a sua organização."

"Esta jovem senhora, que imediatamente tomou conta de mim com a sua bondade, é a criatura mais feia que já vi em toda a minha vida, com as características faciais repulsivas dos judeus."

"[?] o judeu negro, Lassalle [?] ele, como é provado por sua formação craniana e seu cabelo, descende de negros do Egito, assumindo que sua mãe ou avó não se tenham cruzado com um negro. Esta união do judaísmo e germanismo com uma substância básica de negro deve produzir um produto peculiar. A impertinência desse fulano também é própria de um negro."

"[?] os simplórios nacionais alemães e acumuladores de dinheiro do pântano parlamentar de Frankfurt sempre contaram como alemães os judeus polacos, embora esta seja a mais suja de todas as raças, não pelo seu jargão ou pela sua categoria inferior, mas pela sua ânsia de lucro [?]"

"Na sua qualidade de negro, está um grau mais próximo ao resto do reino animal do que o resto de nós [?]"

"Na história, nada é conseguido sem violência e crueldade implacáveis. [?] Em suma, verifica-se que estes "crimes" dos alemães e magiares contra os ditos eslavos estão entre as melhores e mais louváveis ações de os magiares e o nosso povo se podem gabar na sua história."

"Não temos compaixão e não pedimos compaixão de si. Quando a nossa vez chegar, não pediremos desculpa pelo terror."

"Que o diabo leve os movimentos populares, especialmente quando são pacíficos."

"O próprio canibalismo da contra-revolução vai convencer as nações que há apenas uma maneira em que as agonias de morte da velha sociedade e os espasmos de nascimento sangrentos da nova sociedade podem ser encurtados, simplificados e concentrados, e essa maneira é o terrorismo revolucionário."

"[?] toda uma turma de estudantes imaturos e doutores excessivamente sábios que querem dar um toque superior, ideal para o socialismo, ou seja, para substituir a sua fundação materialista através da mitologia moderna, com as suas deusas da Justiça, Liberdade, Igualdade e Fraternidade [?]"

"[?] um objetivo e também conhece a atuação construtora (somente, porém, quando se trata de estabelecer o despotismo do capitalismo internacional judeu)."

"Se a fúria dos aproveitadores internacionais em Versalhes se dirigia contra o antigo exército alemão é que este era o último reduto das nossas liberdades na luta contra o capitalismo internacional."

"Anteriormente eu não tinha conseguido ainda distinguir, com a clareza que seria de desejar, a diferença entre o capital considerado como resultado final do trabalho produtivo, e o capital cuja existência repousa exclusivamente na especulação."

"[?] era um instrumento da burguesia para exploração das massas trabalhadoras; a autoridade da lei era simples meio de opressão do proletariado; a escola era instituto de cultura do material escravo e mantenedor da escravidão."

"Como alguém, sendo socialista, poderá não ser antissemita?"

"E aos judeus [?] ?" o que os lhes está destinado? Que não se espere pela vitória de os atirar de volta para o gueto."

"Uma vez que a sociedade consiga acabar com a essência empírica do judaísmo ?" usura e suas pré-condições ?" o judeu se tornará impossível, [?] e sua existência como espécie foi abolida"

"Só então poderia o judaísmo alcançar o domínio universal e fazer do homem alienado e da natureza alienada alienáveis, objetos vendáveis submetidos à escravidão da necessidade egoísta e à negociação."

"O dinheiro é o deus ciumento de Israel, em face do qual nenhum outro deus pode existir. [?] O deus dos judeus tornou-se secularizado e se tornou o deus do mundo. A letra de câmbio é o deus verdadeiro do judeu. Seu deus é apenas uma letra de câmbio ilusória"

"Seu único objetivo é quebrar as forças de resistência da nação, preparando-a para a escravidão do capitalismo internacional e dos seus senhores, os judeus."

"Qual é a religião mundana do judeu? Trambicagem exploradora. Qual é o seu Deus terreno? Dinheiro"

"O que, em si, foi a base da religião judaica? A necessidade prática, o egoísmo"

"Nós somos socialistas e inimigos do sistema económico capitalista atual, feito para a exploração dos economicamente frágeis ?" com seus salários injustos, com a sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade, em vez da responsabilidade e desempenho. Estamos determinados a destruir este sistema a todo custo"

Agora resta saber quais truques psicopáticos o marxista tentará lançar para se livrar dessa. Ou se vai fingir que não leu. A ver.

Ela ainda questionou:

Por favor, Saka. Te peço encarecidamente, não fuja da raia, por favor, aguardo suas respostas. Estou com o gabarito aqui.

Marx ou Hitler?

Obrigado pela atenção

O contra-ataque de Karina é digno do que há de melhor na guerra política.

Em tempo: se a comparação entre Jesus e Marx era absurda, esta entre Marx e Hitler era cabível. Ambos eram embusteiros, totalitários, sádicos e psicopatas até o limite. E queriam poder? em Terra. Não falavam de salvação espiritual.
Herculano
26/12/2016 13:04
ATACANTE DA SELEÇÃO BRASILEIRA É DETIDO POR DIRIGIR ALCOOLIZADO

Conteúdo da revista Veja. O atacante brasileira do Liverpool e da seleção Roberto Firmino foi detido por conduzir seu automóvel sob uso de álcool, na madrugada de 24 de dezembro, e terá de responder pelo delito à justiça inglesa. Segundo publicação no jornal inglês Liverpool Echo, ele foi flagrado em Merseyside, região metropolitana de Liverpool e conduzido à delegacia.

Um porta-voz da polícia disse que "flagrou um homem de 25 anos dirigindo embriagado após seu carro ser parado no centro de Liverpool na madrugada de 24 de dezembro".

Segundo o jornal, o porta-voz da policia disse que "Firmino vai à Corte de Liverpool no dia 31 de janeiro", para prestar esclarecimentos.
Sidnei Luis Reinert
26/12/2016 12:56
Enquanto erguem-se faixas de agradecimento aos bandidos, X 9 dedos e sapa com cara de satanás...

Levantamento do jornal O Globo mostra que em setembro e outubro deste ano o ex-presidente Lula gastou R$ 6.916,74 com combustível, 11 vezes mais que a ex-presidente Dilma Rousseff e oito vezes mais que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Lula custou à Presidência R$ 6.916,74 com abastecimento de combustível. No mesmo período, Fernando Henrique gastou R$ 864,11, e Dilma despendeu R$ 594,50. Em 2016, Lula já custou aos cofres públicos R$ 32.439,51 com as idas aos postos. FH, R$ 6.422,21".
Herculano
26/12/2016 12:46
da série: a cara de pau dos políticas que pensam que os brasileiros são todos idiotas, analfabetos, ignorantes e desinformados.

"FUMEI, MAS NÃO TRAGUEI" NA LAVA JATO, por Vera Magalhães, no jornal O Estado de S. Paulo

Versão institucional desse tipo de desculpa deverá ser transformada em tese jurídica

Guardei e nunca usei, porque eu uso outro tipo de relógio. Mas, se o cara me deu de presente, vou fazer o quê?" A fala, um monumento à desfaçatez, é do ex-ministro-chefe da Casa Civil da presidente cassada Dilma Rousseff Jaques Wagner (PT).

Diante da revelação de que recebeu de presente de um lobista da Odebrecht um relógio que custa a bagatela de US$ 20 mil, o petista achou que adaptando o "fumei, mas não traguei" de Bill Clinton estaria se eximindo de culpa.

Para qualquer um soa grotesco, além de ofensivo. Mas o estarrecedor é que uma versão institucional desse tipo de desculpa está sendo costurada por representantes dos três Poderes e deverá ser transformada em tese jurídica em 2017 para tentar separar quem vai ser ceifado e quem sobreviverá à Operação Lava Jato.

Como a delação conjunta de 77 pessoas ligadas à Odebrecht, a maior empreiteira do País, ameaçava tragar indistintamente políticos de todos os matizes políticos e ideológicos, de diversos partidos e diferentes graus de participação nos esquemas da Petrobrás, tratou-se de criar uma distinção entre o caixa 2 "romântico", "moleque", e aquele nefasto, fruto de corrupção e destinado, veja só o leitor que indignidade, ao enriquecimento pessoal do beneficiário.

A tese encontra ressonância entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ecoa nos corredores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e encontra abrigo acolhedor na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto.

Há que se distinguir, dizem ministros do Supremo, parlamentares e auxiliares de Michel Temer, o que "sempre se praticou" para financiar campanhas eleitorais no Brasil, e era "culturalmente aceito", de casos aberrantes como o do ex-ministro Antonio Palocci (PT) e do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), que experimentaram extraordinário enriquecimento à custa de propina, corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e outras delinquências.

Os teóricos da tese do "caixa 2 limpinho" tentaram anistiar em lei o que foi feito até a delação da Odebrecht, mas a grita da sociedade impediu. Então, a ideia é que a tese prevaleça no STF quando ?" e se um dia ?" forem julgados os políticos envolvidos no petrolão.

O discurso de que é preciso distinguir o "joio" (caixa 2 ingênuo) do "trigo" (enriquecimento pessoal) é o de que todo mundo que tenha feito campanhas políticas no Brasil desde a redemocratização sabe como elas eram financiadas.

"Nem os políticos nem as empresas eram bandidos. Sei o quanto de dinheiro era necessário para se fazer uma campanha. Não sou um criminoso. Nenhuma empresa tirava dinheiro do bolso. Elas doavam tendo a expectativa de obter contratos. O que vai-se condenar é esse modelo, que não é mais admitido. Mas quem o praticou anteriormente não pode ser punido da mesma forma que quem fez fortuna", diz, de forma reservada, um ministro citado nas delações da Odebrecht.

E a quem caberá separar os grãos? Ao Supremo. "Já há um grupo de ministros convencido de que a Corte tem de ser a instância última para tirar o País da convulsão institucional", confia o ministro delatado.
O roteiro condiz com as palavras do ministro Gilmar Mendes, que disse com todas as letras que nem sempre caixa 2 é fruto de corrupção, assim como a Lava Jato também mostra que a doação legal a campanhas não é sinônimo de legalidade, uma vez que muitas propinas eram pagas dessa maneira.

A Segunda Turma do STF, que julga os casos de políticos encrencados na Lava Jato, é composta por cinco ministros: o relator, Teori Zavascki, o decano Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Pode vir dali o novo alinhamento que permitirá tirar do foco muitos dos citados em delações ?" da Odebrecht e anteriores.

Afinal, assim como Jaques Wagner, muita gente recebeu presentes de empreiteiras, mas não usou para desfilar por aí, não é mesmo?
Herculano
26/12/2016 12:38
EX-SOCIO DO BTG PACTUAL REPATRIOU R$ 2,8 BILHÇÕES EM PROGRAMA DO GOVERNO

Conteúdo do Infomoney com a Bloomberg. Texto de Rodrigo Tolotti Umpieres. O programa de repatriação de recursos não declarados no exterior tem gerado bastante discussão, tanto que teve seu prazo estendido após uma expectativa inicial marcada para outubro. Mas chamou atenção a legalização de R$ 2,8 bilhões feito por apenas uma pessoa.

Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, um ex-sócio do BTG Pactual repatriou este valor, sendo que apenas em impostos e multas o valor total chegou a R$ 1 bilhão. De acordo com a publicação, o montante repatriado equivale a 500 vezes mais do que a média do que pagaram os 25.144 brasileiros que entraram no programa do governo.

Dados recentes do Palácio do Planalto, usando dados da Receita Federal, mostraram que, até 20 de dezembro, foram regularizados aproximadamente R$ 170 bilhões que estavam no exterior e não eram declarados. Com a entrada desse valor no país, o governo arrecadou R$ 46,8 bilhões, dos quais R$ 23,4 bilhões foram em Imposto de Renda e R$ 23,4 bilhões em multas.
Herculano
26/12/2016 10:09
SUMIDOURO DOS PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS NA UNIÃO DE ARTISTAS FAMOSOS, RICOS E EMPRESAS PODEROSAS E LUCRATIVAS.

ROBERTO CARLOS, ANA CAROLINA, LULU SANTOS: A ESTRELADA LISTA DE SHOWS BANCADOS POR DESVIOS DA LEI ROUANET

Conteúdo da revista Veja. texto de João Pedroso de Campos A segunda fase da Operação Boca Livre, deflagrada nesta quinta-feira, mira patrocinadoras de eventos que, aliadas à notoriamente encrencada Bellini Cultural, saquearam dinheiro da Lei Rouanet. Entre os 29 alvos da operação de hoje, a Boca Livre S/A, estão o banco Bradesco, as montadoras Volkswagen e Volvo, além da Arno e da Perdigão. Segundo a Polícia Federal, estas empresas destinaram recursos incentivados pela lei para bancar convescotes, sempre restritos a seus convidados. Os desvios, segundo a investigação, podem chegar a 25 milhões de reais.

Entre os animadores da boca livre nestas "festas da firma" listados pela PF estão nada mais nada menos que nomes ilustres e consagrados da música brasileira, como Roberto Carlos, Toquinho, Ana Carolina, Zizi Possi, Lulu Santos, João Bosco, Ed Motta, Adriana Calcanhoto e o maestro João Carlos Martins, entre outros. Não há, contudo, indícios de que os cantores soubessem da origem ilícita do dinheiro que receberam.

Por meio de nota, o cantor Roberto Carlos afirmou que o show citado na investigação foi contratado segundo os trâmites normais da rotina de seu escritório. "Em nenhum momento se cogitou ser um projeto patrocinado por lei, inclusive não cabe à produção do artista questionar a origem da verba utilizada para a contratação de shows", diz o texto
Herculano
26/12/2016 07:51
da série: se não tivesse condições de cumprir as condições draconianas da concessão petista, por que participou, ganhou e aceitou?

UMA MEDIDA PROVISORIA PARA ALIVIAR OS CONCESSIONÁRIOS DO GALEÃO, por Lauro Jardim, de Veja.

O governo deve editar até sexta-feira uma Medida Provisória que altera o contrato de concessão do Galeão.

O texto vai aliviar os concessionários do aeroporto (Odebrecht, o grupo Changi, de Cingapura, e Infraero) que, pelas regras atuai, deveria pagar R$ 1 bilhão até o dia 31 a título de outorga. Pela MP, pagarão um valor substancialmente menor.

A concessionária já disse que não tem esse dinheiro. Se não pagar, o abacaxi para o governo será maior: o aeroporto volta às mãos da Infraero.

Na semana passada, a Anac fez o mesmo com Viracopos e Guarulhos.
Herculano
26/12/2016 07:45
UMA SAÍDA POS-ODEBRECHT, por Josias de Souza

Pegou muito mal. Não foi um sujeito qualquer. Foi o nosso presidente, o próprio Emílio Odebrecht, quem disse. Em autodelação à Lava Jato, ele contou que vinha governando o Brasil há décadas. Mantinha todos os pró-homens da República na folha do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht. A revelação expôs a incompetência da imprensa. E a coluna que sempre imaginou que as ordens partissem do Palácio do Planalto, decidiu fazer uma reciclagem.

Em férias a partir desta segunda-feira (26/12), o repórter se dedicará nas próximas duas semanas a sondar o abismo, que é o outro nome do Brasil pós-Odebrecht. Para evitar novos erros, convém responder rapidamente a grande indagação: o que será do país sem o Departamento de Propinas da Odebrecht? Em meio a tanta esculhambação, é preciso reconhecer que a única coisa que funcionava bem no Brasil era o Departamento de Operações Estruturadas. O grande erro foi a tentativa de dissimulação.

Se a Odebrecht tivesse se apropriado abertamente do governo, não estaria agora sendo acusada pela força-tarefa da Lava Jato de comprar o governo dos outros. Um governo escancaradamente da Odebrecht substituiria o regime constitucional brasileiro com muitas vantagens. Os políticos teriam que justificar o dinheiro recebido batendo o ponto. Os congressistas precisariam molhar a camisa de segunda a sábado, em horário comercial. Exatamente como a peãozada nos canteiros de obras, em meio à lama e ao movimento de máquinas pesadas.

As obras seriam todas da Odebrecht. A exclusividade eliminaria o inconveniente da formação de carteis. E haveria um surto de moralidade no país. A democracia estaria preservada. A cada quatro anos uma subsidiária diferente da Odebrecht assumiria o poder. A Construtora Odebrecht seria substituída pela Odebrecht Energia, que seria sucedida pela Brasken, que daria lugar à Odebrecht ?"leo e Gás? A auto-alternância no poder causaria inveja no resto do mundo. E a Odebrecht não precisaria mais comprar políticos da oposição, já que se oporia a si mesma.

Durante as férias, o repórter pretende reunir elementos capazes de demonstrar que a alternativa ao abismo talvez seja converter a nação brasileira, oficialmente, numa imensa Odebrecht. Se o Departamento de Operações Estruturadas fez e desfez por tanto tempo, alguma coisa há de ter feito ?"ou desfeito?" de bom para os políticos. E poderia fazer o mesmo pelo povo brasileiro.

Bem verdade que haveria o inconveniente de ter que revogar a República. Mas quem conseguiu implantar uma cleptocracia com tanta facilidade não teria dificuldade para comprar um projeto de lei restaurando a monarquia no Brasil. Marcelo Odebrecht, o príncipe herdeiro, está na cadeia. Entretanto, se o ministro Teori Zavascki homologar o acordo de delação premiada, a cana será revogada no final de 2017. Aguardem.
Herculano
26/12/2016 07:41
TEMPO DE GRATIDÃO

O Datafolha mostra que nove entre dez brasileiros agradecem, em primeiro lugar, a Deus pelo sucesso financeiro. Claro que a prosperidade depende sempre de cada um e da economia como um todo, mas o sentimento de gratidão revelado pela pesquisa me leva a refletir sobre o tema neste Natal.

Sem entrar no mérito das respostas da pesquisa, o ato de agradecer, seja lá quem for, é algo que deveria ser cultivado por todos. Gratidão gera gratidão. Daí que agradecer até a quem não é totalmente responsável por nosso sucesso já é um bom caminho. Mal, com certeza, não faz.

Por isso agradeço a todos, Deus inclusive, que fizeram de 2016, período tão desafiador, um tempo de conquistas forjadas por mim. E que finda de forma especial por causa de seres especiais que estiveram e chegaram ao longo deste ano maluco, que parecia não querer acabar.

Saindo do campo pessoal e indo para o da política, a arte da gratidão nesta seara não é algo muito comum. Em nome de projetos pessoais, o que mais acontece são gestos de ingratidão. Abandona-se amanhã o aliado de hoje com uma naturalidade muito assustadora.

Não por outro motivo costuma-se aconselhar aos governantes que não levem para o poder seus amigos. Exatamente porque, em tempos de crise, não devem ser poupados. O projeto de poder sempre em primeiro lugar. Nada mais cruel.

Por sinal, o tipo de gratidão mais praticado na política não é nada recomendável e, até que enfim, tem gerado prisões. É o dando que se recebe, o toma-lá-dá-cá, a doação em troca de contratos superfaturados em estatais e órgãos federais.

Resultado: nesta reta final de ano os gabinetes de Brasília foram tomados por um temor de prisão, nunca antes tão real e possível, diante da delação da empreiteira Odebrecht.

Aí está algo que o brasileiro deve agradecer neste ano: a Operação Lava Jato. Vida longa a ela, para desespero do mundo da política.
Herculano
26/12/2016 07:37
AMANHÃ É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA
Herculano
26/12/2016 07:37
da série: a esquerda do atraso viúva faz chorar os intelectuais. Eles ficaram silenciosos e coniventes na corrupção e roubos durante o desastre administrativo de Lula e Dilma, agora só lamentam que o atual governo é ilegítimo apesar da previsão constitucional

OTIMISMO DEPENDE DO SUCESSO ECONOMICO E RECONSTRUÇÃO DA ESQUERDA, por Celso Rocha de Barros, sociólogo, no jornal


Em meio à ressaca de uma sequência de miragens ?"a Nova Matriz Econômica, o impeachment de Dilma Rousseff?", gostaria de escrever uma coluna de fim de ano otimista, que não fosse chapa branca ou delirante, tentando aproveitar o rápido intervalo de lucidez desiludida antes que embarquemos em algum outro delírio.

Teria sido mais fácil ser otimista ao final de algum outro ano que não 2016. A economia deve melhorar um pouco em 2017, mas isso só quer dizer que conseguiremos crescer uma fração um pouco maior do que esperávamos crescer quando a guerra do impeachment começou, o que já era uma fração do que esperávamos crescer antes da Nova Matriz Econômica.

A principal preocupação da classe política, no momento, é fugir da polícia. O atual governo de direita é uma mediocridade melancólica e corrupta, mas a alternativa mais provável a tolerá-lo parece ser uma eleição pelo Congresso: nesse cenário, o novo presidente deve ser tão indistinguível do atual que talvez valha a pena continuar chamando-o de Temer.

A Constituição de 88 está sendo renegociada sem qualquer sanção pelo voto. E, por incrível que pareça, o cenário internacional é ainda pior que o brasileiro.

Partindo desse quadro, não consigo construir um cenário otimista e dizer que ele é provável. Mas consigo construir um cenário otimista possível e deixar que o leitor avalie se vale a pena brigar por ele.

É possível imaginar que a combinação das reformas de Temer com a resistência popular que deve acontecer nos próximos anos nos leve a um equilíbrio novo, em que direitos que não serão mais garantidos pela lei serão ganhos pela luta sindical.

Sindicatos fortes são a base ideal para a construção de uma esquerda moderna. Se a esquerda voltar a crescer sob uma base social forte, tudo o que for excesso na agenda de Temer pode ser revertido, e muitos novos avanços podem ser conseguidos. Quanto maior for o ajuste, maior deve ser a receptividade da população a um programa de justiça tributária.

O desânimo atual pode se converter em saudável ceticismo diante do imenso tsunami "Samarco" de estupidez que foi a discussão brasileira dos últimos anos. Não, a culpa não era dos petralhas, Sergio Moro não é agente da CIA, e quem disse essas coisas só queria que você olhasse para o outro lado para não ver a turma fugindo da Lava Jato.

Se o ceticismo funcionar como antídoto para o envenenamento de nossa esfera pública, a reconstrução de nosso sistema político passará a ter chances muito maiores de sucesso. Como reconstruir os partidos com as ideias imbecis que circularam no Brasil nos últimos anos? Teríamos um partido do pato? Um partido pró-Moro e outro anti-Moro? Arno Augustin seria candidato a presidente? Concorreria contra uma frente Olavista?

Enfim, é possível imaginar cenários otimistas se supusermos uma combinação de sucesso moderado da atual política econômica e reconstrução da esquerda; tudo isso tendo como pano de fundo a elevação da qualidade do discurso político brasileiro, causada pelo esgotamento de nosso pré-sal de estupidez.

Eu sei, como cenário otimista não parece muito, nem sequer parece provável. Mas 2016 não me deixou com muita coisa com que trabalhar. Foi o máximo de otimismo que eu consegui manifestar sem rir de mim mesmo enquanto escrevia. Feliz 2017, leitor.
Herculano
26/12/2016 07:18
SENADO AMEAÇA MANDATO PARA MINISTRO DO STF, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Após as últimas liminares concedidas pelos ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, ganhou força no Senado a PEC 35/2015, estabelecendo mandato de dez anos para os membros do Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC, de autoria do senador Lasier Martins (ex-PDT-RS), está pronta para ser votada desde fevereiro deste ano, quando foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

LONGA QUARENTENA
A PEC 35 modifica o processo de escolha para ministro do STF e o torna inelegível pelo prazo de cinco anos, após o término do mandato.

RISCOS À ESTABILIDADE
Ao defender sua proposta, Lasier Martins disse que a vitaliciedade no cargo pode trazer "vários riscos à estabilidade institucional".

LARGA EXPERIÊNCIA
Pela PEC, além de idades mínima e máxima, para ser ministro do STF serão exigidos notável saber jurídico e 15 anos de atividade jurídica.

LISTA TRÍPLICE
O presidente continuará escolhendo ministros do STF, mas a partir de lista tríplice, elaborada por um colegiado de ministros de tribunais.

'BONDES' DE BANDIDOS VOLTAM A ATERRORIZAR O RIO
Voltaram a circular nas ruas do Rio, principalmente nos bairros de Botafogo e Tijuca, os famosos "bondes" ?" carros com quatro ou seis bandidos armados, exibindo o arsenal ostensivamente. Estudiosos de segurança pública e criminalidade atribuem o ressurgimento dos "bondes" à crise financeira do Estado, em razão da situação falimentar das polícias, impactando fortemente na motivação dos policiais.

HÁ FALHAS
O ressurgimento desses grupos é considerado prova do colapso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em diversas regiões da cidade.

OUSADIA
Um desses grupos, armado com fuzis e até granadas, foi responsável por "resgatar" o traficante Fat Family de um hospital carioca.

INVASÃO DO ALEMÃO
Em 2011, um ano depois da ocupação do complexo de favelas pelo Exército, um "bonde" com dez carros e 50 traficantes invadiu o Alemão.

CRISE ZERO
Além do salário R$33,7 mil, os 81 senadores e suplentes torraram em 2016 mais de R$ 27,3 milhões na "cota parlamentar", que eles usam e abusam para ressarcir quaisquer despesas. Em um ano custaram mais de R$63 milhões; mais de R$700 mil por senador.

HAJA DESGASTE
O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), lamenta que tudo se transforme em desgaste para o governo. "Se fala na nomeação do Imbassahy, vira desgaste. Se não fala, vira confusão", afirma.

DINEPI SE DEMITIU
Após 14 anos, Maurício Dinepi decidiu deixar a direção da rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e seguir novos caminhos. Ele é um dos executivos mais admirados e experientes, na área de comunicação social.

PDT TEM COVEIRO
O proprietário do PDT, Carlos Lupi, faz o partido definhar. Brizolistas históricos o acusam de tornar o PDT meramente cartorial, com perda progressiva de parlamentares e principalmente de eleitores.

NOVA DIREÇÃO
É intensa a disputa para líder do DEM na Câmara: Alberto Fraga (DF), Carlos Meles (MG), Efraim Filho (PB), Jorge Mudalen (SP) e José Carlos Aleluia (BA) disputam. Aleluia e Efraim têm ligeira vantagem.

OBRAS INTERMINÁVEIS
Com o País em crise, o Ministério Público do Piauí inaugurou sua nova sede de sete andares, em Teresina. Tem mais de 15 mil metros quadrados, moderno sistema de refrigeração, auditório, oito salas de reunião e estacionamento coberto para quase duzentos veículos.

CARTEIRO
O senador escrevinhador Humberto Costa (PT-PE) gastou, até quinta (22), exatos R$119,59 mil com "Correios". Tudo ressarcido pela Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado "cotão".

TUDO PARADO
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) afirma que os políticos precisam superar a catatonia. "A crise e a Lava Jato não podem paralisar o País", diz ele, preocupado com a pasmaceira geral.

PENSANDO BEM...
...finalmente multado pela Receita, após anos de impunidade, o Instituto Lula poderia virar empresa de eventos.
Herculano
26/12/2016 07:11
A MENTE CORRUPTA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Não há brasileiro que não sinta justificada indignação diante dos escândalos que envolvem políticos, empresários e verbas públicas.

Ainda que em alguns casos seja indisfarçável uma vocação decidida para a malfeitoria, surgem com frequência exemplos de condutas deploráveis praticadas por homens públicos e privados que sempre foram considerados "normais".

Obviamente cônscios de terem agido ao arrepio da lei, parecem ao mesmo tempo espantar-se com as ações judiciais de que são objeto.

Imaginam-se as perguntas que vêm às suas mentes. Não seguiam as regras do jogo? Não são sempre assim as concorrências no Brasil? Não é com dinheiro de propina que todos financiam suas campanhas? O que querem os juízes e promotores? Que o país deixe de funcionar?

Essa sensação de "normalidade" ?"dentro da qual não se enquadram os casos mais flagrantes de esbórnia com dinheiro público?" sem dúvida impregnou e impregna largas fatias do estamento político e empresarial.

Se de certo ponto de vista o sistema em vigor no país torna corriqueiro o crime, usual a propina e protocolar o caixa dois, como lidar com a responsabilidade ética de cada indivíduo nessa interpretação?

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, colunista desta Folha, escreveu na última terça-feira (17) sobre os mecanismos íntimos, azeitados pelo hábito e pelo autoengano, que contribuem para o surgimento dos grandes corruptos.

Ao que indicam recentes pesquisas científicas, não apenas a impunidade os estimula. O próprio cérebro tende a diminuir, com o tempo, as tensões e reproches que o desvio ético normalmente suscita.

O centro responsável pelas emoções da angústia e do medo parece habituar-se a cada passo dado, sem punição, no caminho da delinquência. O indivíduo repete o comportamento e até se arrisca mais.

Para quem possui padrões razoáveis de decência, soa incrível a naturalidade com que somas astronômicas têm sido embolsadas no escândalo da Petrobras.

Ao lado de políticos ativamente envolvidos nas maquinações, não é impossível que se encontrem aqueles que simplesmente se deixaram persuadir pelos profissionais desse ramo.

Não se trata de desculpar tais comportamentos, bem entendido. Ao contrário, sua compreensão é razão ainda maior para combater a impunidade ?"não por moralismo, mas em favor do bem comum.
Herculano
25/12/2016 22:24
NO FUTURO DE TEMER CABE TUDO, MENOS REALIDADE, por Josias de Souza

Esboçado num discurso de final de ano, levado ao ar na noite de Natal, o futuro do Brasil de Michel Temer está ali, na esquina, radioso, pronto para ser desfrutado. Nele, "2017 será o ano em que derrotaremos a crise." Os empresários, prenhes de confiança, "voltarão a investir e vamos recuperar os empregos perdidos." (Leia no rodapé a íntegra do pronunciamento de Temer)

Como qualquer outro futuro, o futuro do país de Temer é um espaço impreciso e impalpável. O presidente pode vender para si mesmo e para os brasileiros crédulos qualquer coisa, pois o futuro não pode ser cobrado nem conferido. Mas Temer poderia pelo menos ajustar o seu futuro à realidade do Banco Central, que reduziu de 1,3% para 0,8% sua expectativa de crescimento (pode me chamar de estagnação) do PIB para 2017.

De resto, Temer esqueceu de mencionar ?"ou lembrou de omitir?" duas palavras em seu discurso: Lava Jato. Em maio, quando assumiu provisoriamente a presidência da República, o mesmo orador dissera o seguinte: "A Lava Jato tornou-se referência. E como tal deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la."

Pois bem, decorridos sete meses e várias tentativas frustradas de ''estancar a sangria'', os aliados de Temer estão presos ou sitiados por inquéritos. A cúpula do "novo" governo caiu ou está pendurada nos lábios dos delatores da Lava Jato. O nome do próprio presidente soou nas delações da Odebrecht. Seu pescoço encontra-se na guilhotina do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá no primeiro semestre de 2017 se baixa a lâmina.

Num cenário assim, tão conturbado, o máximo que Temer poderia dizer seria algo como "o futuro a Deus Pertence." E ainda correria o risco de ouvir uma pergunta incômoda: "E quanto ao passado, quem responderá por ele?" Mas o ambiente é de festa. E o brasileiro, que costuma ser otimista entre o Natal e o Carnaval, deve estar ávido por viver neste país maravilhoso que Temer esboçou na tevê, seja ele onde for.

Abaixo, a íntegra do pronunciamento de Temer:

Boa noite,

Nesta noite de Natal, dirijo-me a você e a todo povo brasileiro para transmitir mensagem de renovada esperança.

O ano que está terminando trouxe imensos desafios.

Assumi definitivamente a presidência da república há pouco mais de cem dias.

Tenho trabalhado, dia e noite, para fazer as reformas necessárias para que o país saia dessa crise e volte a crescer.

O Brasil tem pressa. E eu também. Nesses poucos meses do nosso governo, muito já foi feito.

Com os esforços que fizemos, a inflação caiu e voltou a ficar dentro da meta, o que vai colocar um freio na carestia que você sente no supermercado.

Aprovamos a lei que bota ordem nos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

E a lei que moraliza e dá transparência à administração das estatais.

Estamos começando a Reforma da Previdência, para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro.

Aprovamos na Câmara a Reforma do Ensino Médio, que estava parada havia anos.

Ampliamos em mais de R$ 8 bilhões o orçamento da Saúde, área para a qual não pouparei recursos.

Mudamos a constituição para mudar o Brasil.

Tudo isso, volto a lembrar, em poucos meses.

Tenho a perfeita consciência dos problemas do país e da missão que me foi dada.

Os brasileiros pagam muitos impostos e poucos recebem em troca.

Meu desafio é desburocratizar o estado e melhorar a qualidade da administração pública.

É o que chamo de democracia da eficiência.

2017 será o ano em que derrotaremos a crise.

Os juros estão caindo. E cairão ainda mais.

Os empresários voltarão a investir e vamos recuperar os empregos perdidos.

Precisamos crescer. Trabalhamos para voltar a crescer.

Vamos crescer.

Desta vez, um crescimento sustentável e responsável.

Estamos mudando as estruturas do nosso país.

É um desafio complexo e árduo, mas indispensável, a ser vencido por todos nós.

Que nos deixemos, portanto, guiar pelas virtudes da temperança e da solidariedade.

E pelo entendimento de que, na humildade do diálogo e na correria da ação, construiremos juntos o caminho para fazer o futuro.

A verdade virá.

O Brasil, repito, está no caminho certo.

O próximo Natal será muito melhor que este.

Quero encerrar esta minha mensagem prestando homenagem a um grande brasileiro que nos deixou recentemente: o cardeal dom Paulo Evaristo Arns.

A esperança foi seu lema, a coragem, a sua marca.

Coragem e sentimento de esperança não me faltarão.

Chegaremos em 2018 preparados e fortes para avançar ainda mais.

Peço a você que acredite no Brasil.

Desejo um feliz Natal.

Que o seu gesto de amizade e fraternidade nesta noite se estenda por todo o ano novo.

Vamos juntos reconstruir o nos país.

Muito obrigada a todos.

Boa noite, Brasil!''
Herculano
25/12/2016 19:31
GRUPO DE BRASILEIROS DESAPARECE AO DEIXAR BAHAMAS RUMO AOS ESTADOS UNIDOS

Conteúdo da Agência Brasil. O Ministério das Relações Exteriores tenta localizar um grupo de 19 brasileiros que desapareceu depois de deixar as Bahamas, no Caribe, rumo a Miami, nos Estados Unidos, onde buscavam entrar ilegalmente. Tanto a embaixada brasileira em Nassau quanto o consulado brasileiro em Miami estão em contato permanente com os familiares dos desaparecidos, segundo informações do Itamaraty. O grupo teria embarcado para a travessia aos EUA no dia 6 de novembro.

Por se tratar de um caso que ainda está em apuração, o Itamaraty não divulgou nem confirmou a identidade dos desaparecidos. A reportagem tentou entrar em contato com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, mas foi informada de que só poderia obter resposta na próxima terça-feira. O Itamaraty disse ainda não ter informações de que os brasileiros estejam presos, mas que essa possibilidade não pode ser descartada.
Herculano
25/12/2016 19:28
ALGUMA COISA ESTÁ MUDANDO NO PAÍS. É A CONSCIÊNCIA DOS ELEITORES QUE SÃO USADOS E ROUBADOS PELOS POLÍTICOS QUE NO PODER DÃO AS COSTAS PARA O POVO E A DINHEIRAMA QUE GASTAM COM ELES.

JUSTIÇA MANDA SUSPENDER AUMENTO DE SALÁRIOS DOS VEREADORES DE SÃO PAULO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. A Justiça paulista suspendeu o aumento dos salários dos vereadores da capital. A decisão do juiz Alberto Alonso Muñoz, do Tribunal de Justiça de São Paulo, deferiu liminar (decisão provisória) pedida em uma ação popular ajuizada contra a Câmara Municipal de São Paulo. Cabe recurso.

Na terça-feira, dia 20, os vereadores haviam reajustado seus salários em 26,3%, para R$ 18.991,68, a partir de 2017, quando começa a nova legislatura. Até este mês, os parlamentares recebiam R$ 15.031,76. O juiz determinou a manutenção deste valor.

Com a decisão, o magistrado suspende os efeitos da Resolução 03-000012/2016 da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Muñoz acata o argumento de que o reajuste dos salários dos vereadores fere o artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo o qual "também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder".

O magistrado argumenta que "o risco na demora é evidente, na medida em que, se o aumento for pago, haverá lesão ao erário, dado o caráter irrepetível da verba".
Herculano
25/12/2016 11:28
"POR FAVOR, ME ESQUEÇA!", por Bernardo Mello Franco, para o jornal Folha de S. Paulo

Se pudessem, muitos políticos apagariam 2016 das nossas memórias. O ano produziu um impeachment e levou poderosos para a cadeia. A seguir, uma seleção de frases que eles gostariam de esquecer.

"Tem que mudar o governo para estancar essa sangria" ?" Romero Jucá, senador, sugerindo um pacto para frear a Operação Lava Jato.

"Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel" ?" Sérgio Machado, ex-senador, na conversa com Jucá.

"Eu tô mandando o Bessias" ?" Dilma Rousseff, ex-presidente, tentando transformar Lula em ministro.

"Tchau, querida" ?" Lula, ex-presidente, ao se despedir de Dilma.

"Eduardo Cunha, você é um gângster. O que dá sustentação à sua cadeira cheira a enxofre" - Glauber Braga, deputado, encarando o correntista suíço na votação do impeachment.

"O caráter. A sinceridade" ?" Cláudia Cruz, mulher de Cunha, explicando o que a atraiu no ex-deputado.

"Não fale em crise, trabalhe" ?" Michel Temer, presidente, citando a propaganda de um posto falido como lema para seu governo.

"Isso é um salafrário dos grandes" ?" Ciro Gomes, ex-ministro, descrevendo o novo presidente.

"É o que tem" ?" Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, sobre o governo Temer. Ele já havia definido a gestão como uma "pinguela".

"Se ela não tem efetividade, mas as pessoas acreditam que tem, a fé move montanhas" ?" Ricardo Barros, ministro da Saúde, chocando médicos ao defender a "pílula do câncer".

"Deixar cargo por isso? Pelo amor de Deus" ?" Geddel Vieira Lima, ex-ministro, cinco dias antes de cair.

"Se eu fosse escolher um codinome para esse delator, ficaria em dúvida entre Todo Horroroso ou Mentiroso" ?" Inaldo Leitão, ex-deputado, o "Todo Feio" da lista da Odebrecht.

"Vossa Excelência, por favor, me esqueça!" ?" Ricardo Lewandowski, ministro do STF, para Gilmar Mendes. Mas também serviria para 2016.
Herculano
25/12/2016 11:25
da série: um mundo próprio de fantasias, inimigos e infiéis da esquerda do atraso. Ela está inconformada de que o povo se esclarece. Tentou criar a sua própria mídia. Não teve audiência e nem credibilidade.Depois de destruir a economia por 13 anos seguidos, quer que tudo se resolva em dias para poder voltar. Agora, zombam dos que estão com fome, dos que pelo desemprego e falência dos negócios, nem perú puderam comprar para o Natal digno com a família. Este texto veiculado nos canais do PCdoB, é esclarecedor.

"COXINHAS" FICAM SEM O PERU DE NATAL, por Altamiro Borges

Manipulados pela imprensa falsamente moralista, muitos "midiotas" bateram panelas e foram as ruas para exigir o "Fora Dilma". Os tapados acreditaram piamente na conversa fiada de que bastaria tirar a presidenta para a economia voltar a crescer e o Brasil virar um paraíso.

Nos primeiros dias do "golpe dos corruptos", a imprensa mercenária, alimentada com mais verbas de publicidade, até estimulou essa miragem. Ex-urubólogos se fantasiaram de otimistas para difundir a mentira da "volta da confiança" do deus-mercado. Agora, porém, nem eles mais divulgam esta baita falácia, temendo pela queda ainda mais abrupta da sua já pouca credibilidade.
Já os "midiotas" começam a questionar, ainda timidamente, se não serviram de massa de manobra para as elites golpistas e seus planos de retirada de direitos sociais. Desde 31 de agosto passado, data fatídica do golpe do impeachment, eles só ouvem falar em aumento da idade para a aposentadoria, em parcelamento das férias, em aumento da jornada de trabalho para 12 horas semanais ?" entre outras maldades orquestradas pelo covil golpista e defendidas pela mídia chapa-branca. O Natal, que dizem ser um tempo de reflexão, talvez sirva para os "coxinhas" confirmarem a besteira que fizeram? mas sem o tradicional peru na ceia.

Matéria publicada na Folha nesta quinta-feira (22) informa que "a crise fez o cardápio natalino tradicional perder espaço na mesa dos brasileiros, segundo estudo da consultoria especializada em varejo dunnhumby. A parcela dos consumidores que pretendem preparar uma ceia tradicional caiu de 75% em 2013 para 61% neste ano. Além disso, 10% terão à mesa pratos do dia a dia, conforme mostra levantamento com mil consumidores em São Paulo. Em 2013, só 4% optaram por um jantar comum. 'O consumidor está atento a produtos alternativos que podem ser mais baratos. Por isso, os itens típicos de Natal vão sofrer mais', disse o diretor da dunnhumby Sérgio Messias, lembrando que o frango aparece como forte substituto do peru na pesquisa deste ano.

Ainda segundo a reportagem, "entre os que farão ceia, 55% preferirão o frango para economizar no Natal de 2016, um crescimento de cinco pontos percentuais. A demanda por frutas secas também será impactada, segundo a pesquisa. Cerca de 56% dos entrevistados falam em tirá-las do cardápio, alta de três pontos percentuais em relação ao ano passado. Luiz Muniz, sócio da consultoria Telos Resultados, observa que apesar da crise, o panetone será beneficiado. 'Neste Natal, o panetone deixou de ser um pão com frutas e virou um presente', afirmou".

Que o Natal sem peru e sem presentes sirva para despertar os tacanhos "midiotas", são os meus mais sinceros desejos!
Herculano
25/12/2016 11:13
O PT E A ESQUERDA DO ATRASO SÃO CASOS CRONICOS DE DOENÇA MENTAL. TRATAM TODOS COMO IMBECIS, ANALFABETOS, IGNORANTES E DESINFORMADOS. ARAUTOS DA PUREZA E DA VERDADE INSISTEM NA INOCÊNCIA. PIOR. TEM GENTE QUE PAGA CARO COM DESEMPREGO, MISÉRIA, SOFRIMENTO, FALÊNCIA E AINDA ACREDITA

LULA APOIOU EMPREITEIRAS DE FORMA LEGÍTIMA, DIZ RUI NA MANCHETE DO 247, BLOG IDEOLOGICO QUE FOI SUSTENTADO PELO PT E ESTÁ ENVOLVIDO NA LAVA JATO.

Presidente nacional do PT afirma que a relação que o ex-presidente "teve com as empreiteiras é pública. Ele ajudou de forma legítima para que estas pudessem ter contratos no exterior gerando empregos e divisas para o Brasil. Fez palestras para essas empresas, todas declaradas e comprovadas"; Rui Falcão acredita que "a melhor maneira de tentar barrar" a eventual interdição de Lula se candidatar, uma vez que ele é réu, é "colocar publicamente para a população a pré-candidatura com um programa de reconstrução da economia nacional"; pela primeira vez, o dirigente petista defende uma investigação interna no partido para apurar as acusações contra José Dirceu e Antonio Palocci, presos pela Lava Jato

247 ?" O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defende que a candidatura do ex-presidente Lula seja lançada imediatamente, a fim de "tentar barrar" a eventual interdição da disputa, uma vez que Lula é réu em cinco processos. Em entrevista ao jornalista Ricardo Galhardo, do Estado de S.Paulo, ele também sai em defesa dos atos de Lula em favor de empreiteiras: "ajudou de forma legítima".

"A relação que ele teve com as empreiteiras é pública. Ele ajudou de forma legítima para que estas pudessem ter contratos no exterior gerando empregos e divisas para o Brasil. Fez palestras para essas empresas, todas declaradas e comprovadas", diz Rui, para quem essa relação entre Lula e as empresas não incomoda o partido.

Sobre a candidatura de Lula, declara: "A melhor maneira de tentar barrar essa interdição é colocar publicamente para a população a pré-candidatura do Lula com um programa de reconstrução da economia nacional. Porque assim ficará muito claro para a população qual o objetivo dessa perseguição. Aí não será mais um eventual pretendente. Será a interdição de alguém que se coloca publicamente como candidato".

Em relação à necessidade de uma autocrítica no partido, ele diz: "Precisa ver o que necessariamente é autocrítica e para quem você faz. O reconhecimento de que há várias práticas equivocadas no interior do PT a gente tem que corrigir internamente. O congresso é o momento para dosar e medir que tipo de balanço você faz".

Pela primeira vez, Rui Falcão defende que haja investigação interna no partido para apurar atos de José Dirceu e Antonio Palocci, acusados de corrupção e presos pela Lava Jato. "Primeiro, em relação a quem está preso, nós não queremos agravar a situação de ninguém instituindo um tribunal para julgá-los agora. Segundo, temos mecanismos internos, comissão de ética, uma corregedoria, para avaliar comportamentos de filiados dentro das nossas regras com direito de defesa, contraditório, no devido processo legal do PT", afirma.

"Vamos dar o direito de defesa a todos companheiros que são acusados sem provas, através de delações, de terem comportamento incorreto. Não só a Zé Dirceu e Palocci", acrescentou. "Eles terão oportunidade de se manifestar e nós vamos ouvi-los como em todas as averiguações internas que se faz", disse
Herculano
25/12/2016 11:02
da série: a vergonha que é também de Santa Catarina que permitiu o governador Raimundo Colombo, PSD, pedalar contra os municípios e a saúde no caso do desvio do ICMS da Celesc

MESMO EM CRISE, RIO, MINAS GERAIS, GOIÁS E RIO GRANDE DO SUL TÊM SUAS CONTAS APROVADAS POR TCEs

Conteúdo do Gongresso em Foco.Mesmo em situação de calamidade financeira, estados tiveram contas aprovadas por tribunais de contas estaduais. Cortes são responsáveis por zelar pelo bom uso do dinheiro público, mas estão recheadas de indicações políticas. As informações são do jornal O Globo

Na máquina pública estadual, os tribunais de contas são responsáveis por zelarem pelo bom uso do dinheiro público e darem aval para a gestão financeira dos governantes. Em 2015, porém, estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás estiveram em situação de calamidade financeira, com dificuldade até mesmo para pagar salário dos funcionários. Ainda assim, tiveram as contas aprovadas pelos tribunais de contas estaduais.

Segundo o jornal O Globo, a falta de uma atuação mais rigorosa na fiscalização da administração orçamentária coloca em xeque o papel dos tribunais. Especialistas consultados pela publicação creditam as nomeações políticas dos conselheiros como um dos principais fatores para que pareceres das áreas técnicas sejam minimizadas no julgamento das contas. Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, por exemplo, a aprovação das contas contrariou os relatórios do Ministério Público de Contas (MPC).

Para o procurador Geraldo Costa da Cammino, do MPC gaúcho, "uma razoável parcela de responsabilidade pela situação financeira dos estados é dos tribunais de contas". O cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas, também critica a atuação dos conselheiros. "A impressão é que os tribunais e contas não deram conta do problema quando ele poderia ser controlado", pondera.

Cada Tribunal de Contas Estadual tem sete conselheiros, normalmente indicados por governadores e aprovados pelas assembleias legislativas. Levantamento realizado em 2014 pela ONG Transparência Brasil mostrou que 80% dos conselheiros de tribunais de contas pelo país ocuparam anteriormente cargos políticos.

No Rio de Janeiro, onde a situação financeira é gravíssima, as contas foram aprovadas por unanimidade, apenas com ressalvas. Procurado pelo O Globo, o TCE-RJ não comentou a contradição entre a aprovação das contas de 2015 diante da situação fiscal do estado, que decretou calamidade financeira.

Em Minas Gerais, as contas foram aprovadas por 4 votos a 2 ?" o presidente se absteve. Em Goiás, as contas de 2015 foram aprovadas por unanimidade. Ao jornal, o TCE-GO informou que a análise da contas foi técnica.

Déficit de R$ 30 bilhões

Os quatro estados em crise financeira começam 2017 com déficit que chega a R$ 30,8 bilhões. Para tentarem equilibrar as contas, os governantes apresentaram medidas que vão desde a demissão de funcionários terceirizados e comissionados até o corte de salário e aumento de contribuições previdenciárias.

A situação mais grave é do Rio, com déficit de R$ 19 bilhões para o orçamento do ano que vem. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 8,06 bilhões, Rio Grande do Sul, com R$ 2,9 bilhões e Goiás, que prevê um déficit de R$ 931 milhões
Herculano
25/12/2016 10:18
LAVA JATO SALVOU 2016, por Clóvis Rossi, no jornal Folha de S. Paulo

É eloquente sobre 2016: o ano está terminando com a notícia de que Vladimir Putin e Donald Trump querem reforçar os respectivos arsenais nucleares.

Reaparece pois, ao menos retoricamente, um fantasma que parecia sepultado com o fim da Guerra Fria e o consequente desaparecimento da União Soviética.

Mas não é justo permitir que em pleno dia de Natal paire uma nuvenzinha negra sobre a coluna. Por isso, ouso escrever que, por incrível que pareça, 2016 deixa, sim, algo de positivo: chama-se Lava Jato que, embora não tenha começado este ano, consolidou-se nele.

O sucesso da operação é confirmado pelo acordo que a Odebrecht fechou com autoridades norte-americanas (no valor de US$ 3,5 bilhões). "É o maior até agora alcançado no FCPA [sigla em inglês para Ato sobre Práticas Corruptas no Exterior]", contabiliza a revista "The Economist".

É mais do que o dobro do valor pago pela Siemens alemã, o recorde anterior (US$ 1,6 bilhão, em 2008).

Se tamanho, nesse caso, já seria documento suficiente para valorizar o trabalho dos investigadores brasileiros (e norte-americanos), ainda há o fato de que a Lava Jato "é a melhor investigação sobre corrupção política e o modo de fazer negócios públicos já realizadas no país", como escreveu para a Folha esse extraordinário repórter que é Mario Cesar Carvalho.

O que surpreende é que essa "maior" e "melhor" operação sofra ataques constantes de diferentes atores. Criticar é um esporte extremamente saudável, mas fazê-lo continuamente, sem ressalvar o aspecto profilático da operação, torna-se suspeito.

Que a Lava Jato seja criticada pelos acusados e por seus advogados, dá para entender. É uma tentativa de impetrar uma espécie de habeas corpus preventivo.

Que seja atacada pelos hidrófobos do lulo-petismo, também dá para entender. É difícil encarar a realidade de que o partido que julgava ter o monopólio da virtude lambuzou-se com a corrupção, para usar verbo já empregado por um de seus expoentes, o ex-ministro Jaques Wagner.

Que políticos que estão na linha de mira da operação também a ataquem, é compreensível, embora não justificável, como é óbvio.

O que é incompreensível, pelo menos para mim, é que se juntem aos ataques enviesados jornalistas e acadêmicos que pareciam independentes e haviam sido críticos impenitentes da corrupção das empreiteiras.

É lógico que se deve criticar eventuais abusos de poder, mas, quando uma empresa inteira (a Odebrecht) confessa de público ter adotado "práticas impróprias" (roubalheira, em português comum e corrente), não dá para falar de abuso de poder, mas de uma investigação bem feita.

Só uma investigação bem feita obriga executivos a devolver dinheiro aos cofres públicos. Ou alguém aí conhece um cidadão que devolva dinheiro adquirido honestamente?

Nunca antes neste país foram presos tantos habitantes do andar de cima, parte deles réus confessos.

Não sei, ninguém sabe, se o Brasil será outro depois da Lava Jato. Mas pelo menos neste Natal, é um país algo menos indecente. Feliz Natal a todos, pois.
Herculano
25/12/2016 10:15
COLUNA INÉDITA

Só para lembrar. Na terça-feira é dia de coluna inédita Olhando a Maré, exclusiva para os leitores e leitoras do portal Cruzeiro do Vale.

Sei, é Natal. E dai? Nada pára. Nem os políticos tramando nas ceias de Natal. Incrível.

Alguns deles até fizeram a ceia de Natal com dinheiro público, sobras de campanha, enquanto 12 milhões de desempregados pagam essa farra toda com pesados impostos, incertezas, sacrifícios, falta de saúde pública, insegurança rondando suas vidas e bens...

Então a coluna não parou, porque o mundo não parou, os políticos não pararam de fazer e tramarem sacanagens. Acorda, Gaspar! E afinal, Ilhota continua em chamas.
Herculano
25/12/2016 10:08
DETALHES TÃO PEQUENOS DE LULA E EMÍLIO SÃO GRANDES PARA ESQUECER, por Felipe Moura Brasil

- Com Justiça dos EUA pondo cereja final no bolo da Lava Jato, há mais um motivo para diretores americanos lançarem filme sobre o maior caso de suborno da história. Difícil é arranjar um diretor não esquerdista em Hollywood. Alô, Clint Eastwood, Michael Bay?

- Nosso maior produto de exportação ?" a corrupção ?" se espalha pelo mundo.

Bigger and oilier: Brazil's gargantuan corruption scandal goes global | The Economist
American authorities reach a record bribery-related settlement with two huge companies
economist.com

- Ministério Público da Suíça sequestrou cerca de 100 milhões de dólares que a Odebrecht tinha em contas secretas, usadas para pagar propina no Brasil e em mais 11 países. Finalmente, a Suíça não está dando moleza para peixe grande.

- Neste Natal, Lula pode cantar para Emílio Odebrecht e vice-versa: "Detalhes tão pequenos de nós dois / são coisas muito grandes pra esquecer / e a toda hora vão estar presentes / você vai ver".

- Meu vizinho ouve barulho no hall e grita: "É o Felipe?" Abre a porta descalço, sem camisa, e pergunta: "Agora o Lula vai ser preso, né?"

- Lula vai se candidatar à Presidência só para PT usar narrativa do complô contra sua volta ao governo quando ele for preso. PT insulta inteligência alheia.

- Maior vanglória de Lula é ter tirado dinheiro de quem trabalha para dar parte menor a quem não trabalha. A maior foi para empresários ricos.

- Odebrecht pagou campanhas de aliados de Lula no Foro de São Paulo, como a de Maurício Funes em El Salvador, em troca de influência no governo do PT.

- Lula autorizou pagamento de R$ 5,3 milhões, descontado do caixa dele segundo delatores, ao marqueteiro João Santana pela campanha de 2009 de Funes, então casado com a militante petista Vanda Pignato.

- Em 2013, o secretário executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, falou ao site do Foro sobre o desejo do PT de emplacar o vice e sucessor esquerdista de Funes, Salvador Sanchez Ceren, da FMLN, que acabou eleito:

"É bom lembrar, também, que o governo de Maurício Funes é muito identificado com a experiência do governo Lula: vencer lá terá um significado especial para nós."

É uma identificação especial com a Odebrecht.

- Fraudar democracias no país e no exterior deveria render prisão perpétua.

- Este é o ex-presidente Maurício Funes, fazendo propaganda do encontro do Foro de São Paulo de 2016, em El Salvador.

- Foi lá em El Salvador, também, no encontro do Foro de São Paulo de 1996, que o falecido ditador da Venezuela Hugo Chávez conheceu Lula e Raúl Reyes, então terrorista número 2 das Farc, como contou o próprio Chávez em vídeo (no qual confunde apenas o ano, citando 1995).

- No vídeo "A vitória da Lava Jato contra a mentira de criminosos", de março de 2016, mostrei o que dizia cinicamente Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, antes de decidir delatar. Relembro:

Veja também
A comédia do cinismo mundial
- TSE: Defesa de Dilma usou fotos de 2010 para comprovar serviços da campanha de 2014. Alô, ministro relator Herman Benjamin: aqui na minha terra, o nome disso é fraude processual. Uma fraude para justificar outra. O petismo em sua essência.

- PR tenta trazer Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para ser candidato a presidente em 2018. Já imaginou Bolsonaro com Magno Malta de vice? Haja pipoca.

- Da série "frases do ano? que se voltam contra você":

Que tipo de gênio perde um bilhão de dólares, perguntava Hillary Clinton, cuja campanha derrotada custou mais de 1 bilhão de dólares

- Donald Trump: "Vladimir Putin disse sobre Hillary e democratas: 'Na minha opinião, é humilhante [o mimimi após a derrota eleitoral]; é preciso ser capaz de perder com dignidade". Tão verdadeiro!"

- Condenado na Tunísia por furto e roubo, na Itália por incendiar prédio, terrorista matou 12 em Berlim. E esquerda acha bacana receber todos.

- Cidadão normal ao ver 12 cadáveres: "Que horror! Como evitar novos massacres?" E o esquerdista: "Putz, isto vai fortalecer extrema-direita".

- G1: "Merkel quer aumentar o número de deportações de tunisianos com visto negado". Não teria esperado 12 cadáveres se ouvisse verdades da direita.

- G1 chama Alternativa para a Alemanha (AFD) de "partido populista de direita", traduzindo France Presse. Adjetiva-se a direita sem o menor pudor.

- Todos os partidos de direita da Europa são chamados de "radical", "extremista" e "populista" na imprensa, como se fosse informação qualquer. Os de esquerda se passam por neutros.

- Se é "extremismo" proteger o próprio povo, por que não seria "assédio" uma cantada, não é mesmo? Bem-vindo ao país da militância histérica.

- Por mais que o Brasil se livre politicamente do PT, ainda vai dar muito trabalho livrar culturalmente o país da histeria esquerdista.
Herculano
25/12/2016 08:22
A CABEÇA DO CRIMINOSO DE COLARINHO BRANCO, por Elio Gaspari, para o jornal Folha de S. Paulo

Saiu nos Estados Unidos o livro "Why They Do It" ("Por que eles fazem isso ?" A cabeça do criminoso de colarinho branco"). Assim como o "Too Big to Jail" ("Muito grande para ser mandado para a cadeia") é um daqueles livros que, lidos por empresários podem ajudá-los a economizar fortunas e até mesmo a preservar a própria liberdade.

O autor de "Why They Do It" é o professor Eugene Soltes, da Harvard Business School. Durante sete anos, ele entrevistou e correspondeu-se com cerca de 50 empresários condenados por fraudes, alguns deles presos. Ouviu o inesquecível Bernard Madoff, que explodiu em 2008 e hoje rala uma pena de 150 anos pela sua pirâmide que custou pelo menos US$ 20 bilhões a investidores.

Soltes foi fundo. Ele conta a história do combate a esse tipo de crime desde 1939, quando o professor Edwin Sutherland cunhou a expressão "crime de colarinho branco". Sua conclusão é de que que todas as teorias vigentes (cobiça, arrogância ou custo-benefício) não ficam de pé. O criminoso de colarinho branco faz o que faz porque acha que dá.

Às vezes o sujeito acha que dá e não percebe que com um simples telefonema pode arruinar sua vida. Um professor tinha uma empresa de biotecnologia e criou uma droga que curava um tipo de câncer, mas a agência reguladora não terminara as pesquisas para liberá-la com essa especificação. Quando ele farejou que a licença não viria, telefonou para a filha e disse-lhe que deveria vender as ações da empresa que lhe dera. Os papéis valeram US$ 2,5 milhões. Dias depois a licença foi negada, e as ações perderam dois terços do valor. O professor ficou sem a empresa e viu-se condenado a sete anos de prisão. Estava na cadeia quando a agência reconheceu o valor da sua droga. A firma que pertencera ao professor foi comprada por US 6,5 bilhões.

Segundo Madoff, há dois tipos de delinquentes, o que pretende cometer o crime desde a primeira hora e aquele que dá o primeiro passo pensando que conseguirá sair, mas vai em frente. Ele se coloca no segundo, mas essa pode ser mais uma de suas mentiras

PARA 2017, QUE O GOVERNO DESMOBILIZE OS VENDEDORES DE ILUSÃO DO PLANALTO

Para 2017, pode-se pedir ao governo que desmobilize os vendedores de ilusões instalados no Planalto. Em maio, durante a carga de cavalaria contra Dilma Rousseff, a turma da "Ponte Para o Futuro" prometia coisas assim:

Taxa de juros em 11,25% ou perto disso. Estava em 14,25% e está em 13,75%.

Contenção do desemprego, com criação de 100 mil postos de trabalho ao final de 2016. Em novembro passado ele chegou a 11,8%. Entre junho e setembro, 400 mil pessoas perderam seus empregos.

Em agosto o governo previa um crescimento de 1,6% do PIB no primeiro trimestre de 2017. Em novembro baixou a previsão para 1%. Na semana passada, anunciou que não está contando com crescimento até o final de março.

CARÊNCIA

O presidente da República sabe que os movimentos de rua que defenderam a deposição de Dilma Rousseff concederam-lhe um período de carência de mais alguns meses até que levantem o slogan "Fora Temer".

LIGHT X SUPERVIA

Os diretores da concessionária SuperVia, que opera os trens da Central do Brasil, devem dar graças ao céus porque a Light tem protocolos mais civilizados que os seus. Com quatro meses de atraso no pagamento de suas contas de energia (R$ 38 milhões), a Light pediu à Justiça que decrete sua falência. Em 2009 os jagunços dos controladores da SuperVia à época botavam passageiros para dentro dos vagões dando-lhes chicotadas.

ESTILO CUNHA

Michel Temer é uma pessoa obsessivamente bem educada. Não lhe fica bem conversar durante cerimônias públicas tapando a boca com a mão.

Quem fazia isso era o doutor Eduardo Cunha.

EMPRESÁRIOS NÃO OUVIRAM LUIZ WERNECK, MAS "TEMENTES DE TOGA" PODEM

Numa curta entrevista ao repórter Wilson Tosta, o professor Luiz Werneck Vianna lamentou a "balbúrdia manipulada com perícia" pelos "tenentes de toga" do Ministério Público e do Judiciário, "corporações que tomaram conta do país".

Werneck sabe do que fala. Conhece a história da República e traçou o melhor retrato do Judiciário nacional no seu livro "Corpo e Alma da Magistratura Brasileira". Durante dez anos, ajudou a aperfeiçoar os conhecimento de toda uma geração de juízes e promotores como professor da Escola da Magistratura. Sua perplexidade diante do rumo tomado pelo conjunto de iniciativas derivadas da Operação Lava Jato reflete a ansiedade de um mestre diante do tenentismo togado.

Nos anos 20, o Brasil teve os tenentes fardados. Era uma geração de jovens oficiais salvacionistas e honrados que combatiam uma República oligárquica. Sabiam o que não queriam, mas não sabiam direito onde chegar. Foram engabelados por Getúlio Vargas e a Revolução de 30 desembocou na ditadura de 1937. Para Werneck, os "tenentes de toga" cumprem sua missão profissional mas "não têm o mapa" que mostre a saída.

Tomando um episódio extremo, ele acha que combater a corrupção dentro das normas da lei é uma coisa, mas "esculacho é outra, as fotografias de Sérgio Cabral e de sua mulher com uniformes de presos foram um esculacho".

Convivendo com jovens procuradores e juízes, em 1999 ele disse numa entrevista que estava acontecendo algo de novo no Brasil:

"É uma revolução resultante da entrada dos filhos da transição no aparelho judiciário. Esse jovens estão mudando a cara da Justiça brasileira. Há empresários brasileiros que falam como americanos, mas nunca fecharam o 'caixa dois' de suas empresas. Há jovens banqueiros que parecem saídos de um clube de Nova York e, quando você vai ver, fazem o que fazem. Esses jovens procuradores e juízes são verdadeiros na semelhança com os seus similares americanos. Parecem-se até na gravata folgada abaixo do colarinho. São aquilo que o moralismo político dos anos 50 e 60 gostaria de ter sido. Eles vêm da classe média, frequentemente de famílias de servidores públicos. São pessoas com valores muito fortes e uma sólida crença nas leis. Formam a elite intelectual do Estado de Direito. São pessoas que não foram atingidas pela satanização do Estado. Pelo contrário, por acreditarem na lei, acreditam nele. Acima de tudo, sabem a vida de cachorro que levaram para chegar onde chegaram. Por causa deles, o Judiciário brasileiro está mudando, para melhor, com uma velocidade maior que a do Executivo e a do Legislativo."

Se os empresários que acabaram em Curitiba tivessem prestado atenção no que disse Werneck, teriam defendido suas reputações e fortunas, mas quem haveria de dar bola para um professor? Afinal, em 1999 Sergio Moro era um jovem advogado. O Brasil mudou para melhor, mas os "tenentes de toga" poderiam prestar atenção ao que diz o mestre.
Herculano
25/12/2016 08:12
LULA ATACA MPF E JUSTIÇA, MAS POUPA ODEBRECHT, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O Instituto Lula está autorizado a responder a acusações contra o ex-presidente, dentro da estratégia de tentar desqualificar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até a Justiça, mas foi proibido de desqualificar a delação de ex-executivos da Odebrecht, sobretudo Marcelo Odebrecht. Na avaliação de Lula e seus "estrategistas", um desmentido poderia irritar os delatores, que se sentiriam "desafiados".

RELAÇÕES ÍNTIMAS
O temor de Lula de não "provocar" a Odebrecht é inútil: ex-executivos já detalharam ao MPF suas relações íntimas com a empreiteira.

QUEM PAGAVA A CONTA
Além de negócios escusos nos governos do PT, a Odebrecht bancava projeto para manter a influência de Lula, por meio do seu Instituto.

MÍDIA CAMARADA
Réu cinco vezes, Lula não dá entrevistas sobre denúncias. A imprensa, camarada, não o pressiona e se satisfaz com as notas do Instituto Lula.

'PERSEGUIÇÃO'
Investigações e delações dão lastro às operações Lava Jato, Janus e Zelotes, mas Lula as atribui a "perseguição" da Justiça e do MPF.

TEORI PASSARÁ PELO STF SEM ASSUMIR PRESIDÊNCIA
Da atual composição do Supremo Tribunal Federal, somente o ministro Teori Zavascki, justamente um dos mais admirados, não irá exercer a presidência da Corte. Antes da vez dele, Teori atingirá os 75 anos, em 15 de agosto de 2023, alcançando o limite constitucional para atuar no serviço público ativo. Ele presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região antes do Superior Tribunal de Justiça, de onde saiu para o STF.

TOFFOLI EM 2018
O ministro Dias Toffoli sucederá a Cármen Lúcia na presidência do STF em setembro de 2018, e ficará no cargo por dois anos.

FUX E DEPOIS WEBER
Após Toffoli, será a vez de o ministro Luiz Fux presidir o STF. A ministra Rosa Weber o substituirá em setembro de 2022.

FACHIN SO EM 2025
Na escala de revezamento, presidirão o STF os ministros Luís Roberto Barroso (assume em 2023) e Luiz Fachin a partir de outubro de 2025.

O PREJUÍZO É NOSSO
O prejuízo provocado pelo superfaturamento de contratos para acomodar os valores da corrupção, nos negócios da Odebrecht, pode chegar a R$ 7 bilhões, estima uma perícia contábil da Polícia Federal.

SAIBA O VALOR
Entre 2004 e 2014 a empreiteira Odebrecht movimentou mais de R$ 35 bilhões em contratos e em parcerias com a estatal brasileira Petrobras. No mesmo período estimam-se R$ 3,5 bilhões pagos em propinas.

MINISTRO NA FILA
Em visita natalina a Diamantina (MT), o ministro Gilmar Mendes (STF) foi fotografado (de terno e grava, claro) na fila de um supermercado. Comprava sua cota de carne para churrasco com a família e amigos.

EXPERTISE BRASILEIRA
O principal candidato da oposição a presidente na República de Camarões, Serge Espoir Matomba, contratou para sua campanha André Gustavo, um dos mais admirados marqueteiros brasileiros. Ele foi responsável por importantes vitórias eleitorais no Brasil e Portugal.

PARANOIA GENERALIZADA
Em tempos de delação premiada, líderes partidários convidam os assessores a se retirarem das reuniões reservadas na Câmara. Todos temem vazamento de informações que possam comprometê-los.

CENTRAIS APOIAM
Ao contrário da CUT em razão dos seus interesses partidários, as demais grandes centrais consideram positiva a reforma trabalhista. Por fortalecer os sindicatos e acabar com a insegurança jurídica.

VISÃO ESTREITA
É tão estreita a visão do militante petista Vagner Freitas, presidente da CUT, que ele não consegue enxergar uma obviedade: proposta de reforma trabalhista fortalece os sindicatos, que ele diz representar.

PRÊMIO AOS PERDULÁRIOS
O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) afirma que a medida provisória da renegociação das dívidas dos estados atende os governadores perdulários. "A proposta premia os gastadores", assegura.

PENSANDO BEM...
...Papai Noel é um bom velhinho, mas não é besta: faz tempo que ele não se arrisca a estacionar o trenó no Congresso Nacional.
Herculano
25/12/2016 08:05
AMAR OS OUTROS COMO A SI MESMO, por Carlos Heitor Cony, para o jornal Folha de S. Paulo

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em seu "Diário Secreto", Humberto de Campos, o maior cronista da época, comenta um telegrama da agência de noticias Reuters, narrando a noite de Natal vivida por franceses e alemães. Como se sabe, aquela guerra foi basicamente uma guerra de trincheiras: os alemães de um lado e os franceses de outro. A terra de ninguém, entre os dois combatentes, era mais ou menos de 100 metros.

Numa noite de Natal daqueles anos, por volta da meia-noite, os dois lados combatentes pararam o tiroteio e cantaram simultaneamente, uns em alemão, outros em francês, o hino oficial daquela data: "Noite Feliz". Terminado o hino praticamente universal, o tiroteio recomeçou com uma espantosa ferocidade.

Alguns historiadores garantem que, apesar das trincheiras, foi uma das batalhas mais ferozes daquela guerra. Os soldados de um lado eram da Baviera, a região mais católica da Alemanha. Os franceses também eram católicos, nascidos na "filha primogênita da Igreja" que era a França.

Em princípio, qualquer guerra é absurda e mancha para sempre a história dos países que desejam eliminar o inimigo. Muitas vezes inutilmente, com o tempo se tornam amigos, embora com divergências que não provocam lutas fratricidas.

Entende-se uma guerra entre crentes antagônicos: é o caso das lutas entre devotos de Cristo e de Maomé. Estes últimos chegaram a formar um Estado Islâmico, que agora optou pelo terrorismo. Por sua vez, os cristãos promoveram cruzadas para eliminar o adversário maometano.

Mesmo assim, pelo menos naquela noite sagrada, embora pelo espaço de uma canção, os dois adversários encontraram um momento comum e breve para saudar aquele que ensinou: devemos amar o próximo como a nós mesmos
Herculano
25/12/2016 07:49
SINTOMÁTICO. ERRÁTICA. POLÍTICA, APOIADORA DO PT E SILENCIOSA NOS MAL FEITOS E ROUBOS DE BILHÕES DOS PAGADORES DE PESADOS IMPOSTOS. PESQUISA MOSTRA QUE NOVE MILHÕES DEIXAM DE SER CATOLICOS NO BRASIL

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo.O Brasil ficou ainda menos católico. De outubro de 2014 a dezembro deste ano, a primeira religião cristã do mundo perdeu ao menos 9 milhões de fiéis, ou 6% dos brasileiros maiores de 16 anos, segundo pesquisa Datafolha.

Há dois anos, eram 60% os que se declaravam católicos; neste ano, são 50%. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, a queda foi de no mínimo 6 e no máximo 14 pontos percentuais ?"nesse cenário, seriam mais de 20 milhões de fiéis (algo como a população da Grande São Paulo).

No mesmo período, a fatia dos que dizem não ter uma religião mais que dobrou, de 6% para 14%. Mas isso não quer dizer que essas pessoas tenham perdido a crença, diz o professor de sociologia da USP Reginaldo Prandi.

Segundo ele, no mundo todo é cada vez mais comum que as pessoas não se prendam a uma instituição religiosa apenas, ou que exerçam a espiritualidade sem pertencer a uma igreja.

"Pode não ter religião hoje e ter amanhã. Ficou muito ao sabor da época da vida, dos compromissos que se quer assumir. A religião deixou de ser condição obrigatória para ser bom cidadão."

"Socialmente, a religião não tem mais papel nenhum", diz o sociólogo.

O Datafolha ouviu 2.828 brasileiros maiores de 16 anos selecionados por sorteio aleatório, em amostragem representativa da população.

Feita em 174 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (nível de confiança de 95%).

'IGREJA ATRAPALHA'

O antropólogo da Unicamp e do Cebrap Ronaldo de Almeida e o professor de filosofia da religião da PUC Luiz Felipe Pondé também veem um processo de desinstitucionalização das religiões.

"A igreja atrapalha, tira a liberdade, é excessivamente racionalista, interesseira ou contrária à pureza interior da busca da fé", diz Pondé.

O filósofo lembra que a recusa à institucionalização está na origem do protestantismo e marca a história das religiões, "que sempre andam à frente achando que vão reencontrar o passado puro".

Almeida avalia que os sem-religião podem incluir também católicos não praticantes ou evangélicos que preferem não declarar sua filiação.

Estimativas globais sustentam essas análises. Dados do Centro Global de Estudos da Cristandade mostram que mesmo os católicos crescem a taxas maiores que a população com um todo, ou sejam, aumentam sua presença no mundo, enquanto encolhe a fatia dos não religiosos.

O ritmo de crescimento da população total é 1,21% ao ano, o de católicos, 1,28%, o de evangélicos, 2,12% e o de pentencostais, 2,20%. As religiões independentes se expandem a taxas de 2,21% (chegando a 2,94% na Ásia).

Já os sem-religião crescem 0,31% por ano, os agnósticos, 0,36%, e os ateus, 0,05%.

No Brasil, ainda que a redução recente na porcentagem de católicos não tenha sido acompanhada por expansão de evangélicos, metade dos protestantes saíram da Igreja Católica, onde foram criados, segundo pesquisa do Instituto Pew.

A mudança de religião se dá antes dos 25 anos, e os convertidos citam como principais motivos para a mudança a maior conexão com Deus (77%) e o estilo de culto da nova igreja (68%).

Mais da metade diz que procurava mais ênfase em moralidade ou encontrou mais ajuda. Procurada, a CNBB (conferência dos bispos) não quis comentar.
Herculano
24/12/2016 13:05
EM 2016, CELEBRAREMOS O NATAL SOB O SIGNO DA XENOFOBIA E DO JIHADISMO, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Cerca de 4.000 anos atrás, quando Abraão subiu um morro no Oriente Médio com a intenção de sacrificar seu único filho legítimo ao Deus que adorava como superior aos outros deuses, nasceu a tradição da fé.

Naquele evento encontra-se a fonte lendária das três religiões abraâmicas ?"judaísmo, cristianismo, islã?" e, com elas, da primeira versão do conceito de igualdade entre os seres humanos.

Cruzadas, jihad, "Grande Israel". Associam-se, geralmente, as religiões monoteístas ao impulso da guerra de conquista. Porém, antes de tudo, elas assinalaram um extraordinário salto civilizacional.

A tradição da fé soldou extensas comunidades políticas pois rompeu barreiras sociais até então intransponíveis. Se o mais humilde dos súditos e seu soberano compartilham o Deus único, leem o mesmo Livro e curvam-se juntos aos mesmos mandamentos, então eles são essencialmente iguais.

Dessa limitação implícita do poder tirânico surgiu o embrião da ideia de direitos civis.

A versão moderna da igualdade foi estabelecida pelo Estado-Nação, por meio do contrato de cidadania. A soberania deslocou-se para o povo, eliminando-se a aura de distinção que cercava o governante.

Os cidadãos não se distinguem por suas opções de fé: na base do contrato político está a separação entre Estado e Igreja e sua contrapartida, que é a liberdade de religião. Os direitos civis aparecem explícitos, elencados na legislação e assegurados por tribunais independentes.

As duas versões da igualdade, a ancestral e a moderna, têm seus lados sombrios. A irmandade religiosa exclui o "infiel"; a irmandade nacional, o "estrangeiro".

A Cruzada ou a jihad, assim como o nacionalismo exacerbado, espreitam na trama lógica das comunidades tecidas pela fé e pela nação. Auschwitz reuniu todos os demônios, sintetizando a pulsão exterminista do nazismo, que identificou o judeu ao "estrangeiro". Diante das imagens da barbárie, em 1948, costurou-se uma terceira versão do conceito de igualdade.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos impugnou as perseguições religiosas, raciais, étnicas e nacionais pela proposição de uma "cidadania universal".

Seus autores inspiraram-se nas declarações de direitos ocidentais (inglesa, americana e francesa) e, ainda, em tradições da fé de diversos povos. "Nunca mais": a afirmação de uma humanidade comum funcionaria, esperavam eles, como uma barricada de última instância contra os massacres e o genocídio.

Celebraremos o Natal sob os signos da xenofobia, do jihadismo, da islamofobia e de Aleppo.

Na Síria, 80 anos depois de Guernica, uma cidade em ruínas alerta-nos para a persistência da barbárie ?"e para as implicações do predomínio da "realpolitik".

Amparado pela Rússia, no vácuo aberto pela inércia do Ocidente, Bashar Assad provou que os tiranos ainda mantêm a prerrogativa de massacrar seu próprio povo.

"Morte ao cristão", "deportemos os imigrantes", "proíba-se a burca": no Oriente Médio, na Europa e nos EUA, as vozes dos extremistas identificam o inimigo no "infiel" ou no "estrangeiro", instaurando uma cartografia do ódio. A simplificação identitária do discurso político apela às faces sombrias do nacionalismo e da religião. Tempos de jihad e terror: no lugar da tradição abraâmica, os fanáticos invocam a exclusividade do seu próprio profeta.

Tempos de Trump, Putin, Erdogan, Le Pen: no lugar do contrato civil, os nativistas invocam o "direito do sangue" e a primazia da "cultura". Há pouco, quase nada, a celebrar nesse Natal de 2016.

Mesmo assim, os descrentes, como eu, não precisam juntar-se aos resmungos dos novos ateístas ou à fúria dos liberais "libertários". Podemos, em vez disso, erguer um brinde à versão inicial, religiosa, do conceito de igualdade ?"com a condição de brindar também às duas versões modernas, que a corrigem e completam.

Feliz Natal, apesar de tudo
Despetralhado
24/12/2016 09:00
Oi, Herculano

Excelente resposta.
O cara se prestar ao papel de um turbinado por recursos partidários, digno de gangues que vem aqui tumultuar o ambiente.

2016 fim da era petista.
Adeus desgraça.
Adeus Foro de São Paulo.
Adeus bolivarianos.
Adeus molusco.
Só isso já valerá apena.
Casinha de Plástico
24/12/2016 08:54
Sr. Herculano;

Contei 15 pessoas na foto.
Com um ou dois cocuruto dos envergonhados aparecendo, soma 17.
Não tem mais cocurutos porque a ponte pode cair, sabe como são as obras do petê.
Digite 13, delete
24/12/2016 08:44
Oi, Herculano

O SENHOR ENXURRADA, teve a resposta do bairro Bela Vista na eleição.
O povo do bairro mostrou que é mais esperto que os enganadores.
Herculano
24/12/2016 08:43
E OS DEFENSORES DA VENEZUELA?, por Rodrigo Constantino, na revista Isto É.

Hugo Chávez despertou a esperança de muitos, levou às lágrimas de felicidade inúmeros esquerdistas mundo afora, inclusive no Brasil. Foram diversos artigos em defesa do "socialismo do século XXI", intelectuais explicando como finalmente um país latino-americano focava na "justiça social" e declarava guerra à ganância capitalista. Não faltou gente na imprensa em defesa do modelo bolivariano. Mas agora todos sumiram. O que aconteceu? Como presidente da Associação dos Socialistas Notáveis e Obstinados (ASNO), não lamento o desaparecimento dos defensores do modelo venezuelano, que contou com apoio do PT e do PSOL. Os poucos que restaram tecem comentários tímidos, sem coragem de defender o legado de Chávez e de Maduro, endossado por Lula e Dilma. Por quê?

Só porque a inflação disparou no país vizinho, levando a população ao desespero, com muitos dispostos até a atravessar para Roraima. Não percebem que tudo não passa de conspiração capitalista contra o sucesso socialista? É verdade que os liberais alertaram que isso aconteceria, mas essa previsão não muda nada. Os empresários venezuelanos se mostraram egoístas demais, ao contrário dos americanos e canadenses, que enchem as prateleiras com fartura a preços acessíveis. Os liberais dizem que isso se deve ao interesse no lucro, mas estão enganados, claro. Os empresários dos países capitalistas, onde há abundância de produtos, são abnegados, enquanto os empresários venezuelanos só podem ser sovinas safados. É a explicação!

Como presidente da Associação dos Socialistas Notáveis e Obstinados (ASNO), lamento repentino desaparecimento dos defensores do modelo venezuelano

A violência também explodiu na Venezuela, apesar do desarmamento civil defendido até por ONGs brasileiras. Mas a culpa é do capitalismo, por vender as armas. Sim, há muitas armas nos EUA, na Suíça e em Israel, países com índices menores de criminalidade. Mas é que na Venezuela os que são roubados ostentam em meio à desigualdade. Por isso as "vítimas da sociedade" precisam reagir. O culpado é sempre o capitalismo, como meu professor marxista explicou.

Maduro está tendo que aumentar a repressão no país, mas é porque muitos egoístas se recusam a aceitar as maravilhas do socialismo, como ocorreu em Cuba. Por isso é preciso reagir com força, impedir a saída do povo ingrato. Até o dia em que o novo homem será criado, e todos ficarão cantando "Imagine" sob a chuva. Será lindo!

Até lá, temos de insistir. Esses relativos fracassos que os liberais apontam não são do socialismo em si, mas do "socialismo real". Deturparam Marx. Nós, da ASNO, temos a convicção de que na centésima-oitava tentativa o socialismo dará certo?
Herculano
24/12/2016 08:33
NÃO É QUE O EXERCÍCIO FAÇA BEM, A VIDA SEDENTÁRIA É QUE FAZ MAL AO CORPO, por Dráuzio Varella, médico cancereologista, no jornal Folha de S. Paulo

2016 foi um ano difícil. Não digo apenas pelo caos político e a pior crise econômica de todos os tempos, mas por mim.

Corro maratonas há 23 anos. Acordar mal-humorado às 5h, vestir o calção e calçar o tênis, resignado, é parte de minha rotina como examinar doentes ou tomar banho.

Não o faço por apego à ideia de que assim viverei mais tempo; nem mesmo sei se percorrer distâncias tão longas é saudável. Nas provas, lá pelos 35 km, a expressão facial de meus companheiros de infortúnio é miserável, chego a duvidar que tamanho esforço seja bom para o corpo humano.

Nesses momentos, procuro me excluir dessa massa de mulheres e homens destruídos pelo cansaço da prova, acho que não estou mal como eles e que resistirei à vontade de chorar de dor nas pernas.

Fico em dúvida, no entanto, quando percebo neles uma expressão de pesar ao olhar para mim. Pior ainda quando, ao ultrapassar, me perguntam: "O senhor está bem?" Senhor é a senhora sua mãe, tenho ímpetos de responder.

Quando completei 70 anos, enfrentei uma crise nada existencial: quantas maratonas ainda serei capaz de completar?

Decidi então, correr de três a quatro por ano, resolução que me obrigou a manter a rotina de treinamentos intensivos que tortura todo corredor forçado a sair da cama antes de o dia clarear.

Quando você, leitor, ouvir alguém que se gaba de acordar louco para fazer exercícios, não fique complexado: é mentira. Como eu sei? Se existisse tal disposição eu a teria sentido pelo menos uma vez nos últimos 23 anos. Para mim, levantar da cama e começar a correr sempre foi sacrifício; todas as vezes, sem uma exceção sequer.

A disciplina com os treinamentos deu resultado. Em 2013, fui o primeiro colocado na faixa acima de 65 anos na maratona do Rio e na de Buenos Aires, com tempos que me classificaram para a maratona de Boston de 2014.

São seis as maratonas mais importantes do mundo: Nova York, Chicago, Londres, Berlim, Tóquio e Boston. Dessas seis "major marathons", Boston é a mais elitista, a única que exige o pré-requisito de haver corrido uma maratona internacional, nos 12 meses anteriores, num tempo mínimo que varia com a faixa etária.

Nas rodas de maratonistas ?"mulheres e homens que falam de corridas o tempo inteiro?", contar que já participou de Boston provoca interjeições de admiração. É o sonho de todos.

Corri a de 2014 sob a vigilância de um policial armado a cada cem metros e dos helicópteros em voos rasantes, mobilizados por causa do ataque terrorista do ano anterior. Em 2015, no auge do preparo físico, fui selecionado outra vez.

Na metade da prova, senti um choque na planta do pé esquerdo, sintoma que aparecia de vez em quando nos treinos mais longos. Cem metros à frente, novo choque, seguido de outros, cada vez mais frequentes e intensos, que anestesiaram o terceiro e o quarto dedo. A partir do 30º quilômetro foi um martírio, era como se milhares de formigas alvoraçadas me ferroassem a planta e os dedos do pé.

O bom senso aconselharia a abandonar a prova, mas sensatez não é o forte das pessoas que correm 42 km. Quando cruzei a linha de chegada, meu pé esquerdo parecia pertencer a outra pessoa.

Paguei caro a teimosia; estava com um tipo de fibrose num dos nervos do pé, que me deixou dez meses quase sem correr. Depois de várias palmilhas e outras tentativas infrutíferas, acabei operado em julho deste ano.

Três meses mais tarde, fui voltando devagar. A inatividade trouxe dois quilos a mais, roubou parte do meu fôlego, da resistência, da disposição para o trabalho e do bom humor, estragos reparados assim que comecei a correr.

Estou longe da melhor forma física, mas a diferença em relação ao período inativo é abissal. Não me refiro somente à sensação de bem-estar que os músculos cansados proporcionam, mas ao impacto psicológico. Além de rebaixar os níveis de felicidade, a inatividade veio acompanhada de um certo pessimismo diante dos problemas pessoais e dos desafios que a vida no país impõe neste momento.

O objetivo da última coluna deste ano, caríssimo leitor, é convencê-lo de que passar os dias sentado é muito ruim. Não é que o exercício faça bem, a vida sedentária é que faz mal ao corpo e ao espírito.
Herculano
24/12/2016 08:24
O DIREITO DE AMPLA DEFESA NÃO INCLUI A LICENÇA PARA MENTIR, por Augusto Nunes, de Veja

O jogo sujo dos bacharéis do Instituto Lula consolidou a certeza de que falta alguém em Curitiba

Os advogados de Lula destacados para combater a Lava Jato na frente curitibana são capazes de ver com nitidez assombros inacessíveis ao olhar dos seres normais. Eles conseguem enxergar, por exemplo, a luz da compaixão na face oculta de um degolador do Estado Islâmico. Ou traços de doçura e tolerância na alma de um black-bloc. Ou, ainda, a marca da clemência no coração de um estuprador compulsivo. Em contrapartida, não conseguem enxergar os limites da desfaçatez, nem a linha divisória onde acaba a veemência e começa a boçalidade. É natural que gente assim imagine que o direito de ampla defesa inclui a licença para mentir.

Heráclito Fontoura Sobral Pinto ensinou que o advogado é o primeiro juiz da causa. Se o cliente matou alguém, o doutor que o defende não pode negar a existência do homicídio ?" tampouco alegar que o autor do crime, ao atirar no peito da vítima, no fundo pretendia explodir a própria testa. O papel reservado a advogados éticos, explicou o grande jurista, é a apresentação de atenuantes que abrandem a pena e, caso tornem justificável o assassinato, livrem o cliente da prisão. Os que exterminam a verdade não são mais que rábulas dispostos a tudo para impedir que se faça justiça. A essa linhagem pertencem os doutores a serviço do ex-presidente metido (por enquanto) em cinco casos de polícia.

Ainda bem que Sobral Pinto não viveu para ver o Brasil degradado e envilecido por 13 anos de hegemonia do clube dos cafajestes. Certamente seria tratado como otário pela turma que se orienta nos tribunais pelo primeiro mandamento de todas as ramificações da imensa tribo dos canalhas: os fins justificam os meios. Manter Lula fora da gaiola é o fim que justifica mentiras, mistificações, chicanas, vigarices e todos os golpes abaixo da cintura do juiz Sérgio Moro. O vale-tudo repulsivo, tramado há poucas semanas num jantar que reuniu sacerdotes da seita que tem como único deus o celebrante de missas negras, tem sido escancarado nas audiências presididas pelo magistrado que personifica a Lava Jato.

Os bucaneiros escalados para o fuzilamento da lei, da ética, da moral e dos bons costumes interrompem falas dos representantes do Ministério Público, dirigem-se aos gritos a Moro e, a cada dois minutos, exigem a submissão do juiz às quatro palavras mágicas: direito de ampla defesa. Conversa fiada. O pelotão dos data vênia sonha com a voz de prisão por desacato à autoridade que até agora não ouviu. Nem ouvirá, avisa quem conhece o alvo das provocações. Desprovido de argumentos, desculpas, pretextos ou explicações minimamente aceitáveis, que amparassem ao menos a montagem de um simulacro de defesa, Lula merece a presidência de honra do Movimento dos Sem-Álibi.

Uma a uma, as invencionices foram demolidas por provas e evidências contundentes. Lula se fantasiou de perseguido político. Sítios e apartamentos o devolveram à condição de criminoso comum. Fez-se de vítima de rancores de Moro. Virou réu em vários processos por decisão de outros magistrados. Denunciou uma trama arquitetada para liquidar o PT. A maluquice ruiu com as baixas feitas pela Lava Jato no PMDB e com a entrada de políticos do PSDB no pântano do Petrolão. A adoção da estratégia do jogo sujo só serviu para consolidar a certeza de que falta alguém em Curitiba.

Quem age assim não merece o benefício da dúvida. Nem precisa de julgamento: no Brasil democrático, nenhum inocente jamais fugiu do juiz.
Herculano
24/12/2016 08:19
JOVENS PRESOS EM PROTESTOS ANTI-TEMER SÃO DENUNCIADOS À JUSTIÇA POR CRIMES, por Mônica Bergamo, para o jornal Folha de S. Paulo.

O Ministério Público de SP denunciou os 18 jovens detidos durante protesto em setembro contra o governo Michel Temer. A Promotoria pede a condenação sob acusação de formação de quadrilha e corrupção de menores. Os manifestantes foram soltos na época após um juiz considerar a prisão ilegal.

INFILTRADO
O grupo foi preso no Centro Cultural São Paulo antes da manifestação. Na ação foi registrada a infiltração do capitão do Exército Willian Pina Botelho. A instituição diz que o "monitoramento" presencial foi por causa da passagem da tocha paraolímpica, ocorrida no dia na avenida Paulista.

BOLSO
A denúncia do promotor Fernando Soares de Souza diz que o grupo, composto ainda por três adolescentes, se associou para danificar patrimônio e agredir PMs. O documento cita materiais que teriam sido apreendidos, como barras de ferro e máscaras. O grupo diz que eles foram plantados. Pelo pedido, jovens que estavam com itens de primeiros socorros ou só com câmera também poderão ter que responder na Justiça.

FATO OCULTO
Advogados dos manifestantes sempre disseram que as prisões foram baseadas em presunção. A Justiça afirmou que não havia "mínima prova de que todos se conheciam". Segundo a PM, eles foram detidos porque confessaram que praticariam depredação.
Herculano
24/12/2016 08:13
DECANO DEVE SOFRER CIRURGIA E PODE SE APOSENTAR, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Durante o recesso do Judiciário, iniciado nesta terça (20), o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), irá se submeter a uma cirurgia de quadril, possivelmente nos Estados Unidos. Com mais de 27 anos de atuação brilhante no STF, Celso de Mello poderá não retornar às atividades na Corte, antecipando a sua aposentadoria. Voltará a residir em Tatuí (SP), sua cidade natal.

SUBSTITUIÇÃO
Confirmada a aposentadoria do decano Celso de Mello, caberá ao presidente Michel Temer nomear o substituto.

PAULISTA NO STF
Constitucionalista, nascido em São Paulo, Michel Temer deve escolher um conterrâneo para a vaga de Celso de Mello.

ANTIPAULISTAS
Dilma Rousseff não nomeou um único ministro do STF nascido em São Paulo. Atualmente, o STF tem dois paulistas em sua composição.

SEM NORDESTINOS
No STF, 4 ministros são cariocas, dois são gaúchos, um mineiro, outro catarinense e nenhum nordestino: o último foi Carlos Ayres Britto.

MESMA CORTE VAI JULGAR PETROBRAS E ODEBRECHT
A ação penal contra o grupo Odebrecht S.A. nos Estados Unidos será julgada pela mesma corte onde tramita a "class action lawsuit" (ação coletiva) dos acionistas da Petrobras no exterior. A Petrobras é acusada de maquiar efeitos da corrupção nos resultados financeiros da empresa, que negocia ações na Bolsa de Nova York. Nos EUA, enganar acionistas é crime grave. A indenização que os autores da ação exigem é US$ 98 bilhões, trinta vezes a multa da Odebrecht.

JUSTIÇA LOCAL
O United States District Court - Eastern District em Nova York, cuida de casos penais e civis de uma população de 8 milhões.

ÂMBITO FEDERAL
Assinam a ação contra a Odebrecht um procurador federal e o chefe da seção de fraudes da divisão criminal do Departamento de Justiça.

R$ 350 BILHÕES
A ação coletiva nos EUA pede indenização de US$ 98 bilhões. Nunca uma ação desse tipo chegou a ser julgada. Sempre acaba em acordo.

BARBAS DE MOLHO
Em fim de mandato na presidência do Senado, Renan Calheiros queria ser líder do PMDB ou chefiar a Comissão de Constituição e Justiça, mas aos poucos se convence de que pode não sobrar nada para ele.

VAI ENCARAR?
Renan tem sido aconselhado a sair de cena, inclusive tirando licença de 121 dias. Afinal, além de perder a presidência do Senado, ele terá de encarar passageiros ?" em geral intolerantes ?" nos voos de carreira.

PROPINA S?" NO EXTERIOR
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empreiteira Odebrecht pagou entre 2001 e 2016, só no exterior, US$439 milhões em propinas, principalmente Angola, Argentina, Colômbia e República Dominicana.

LIRA COM EUNÍCIO
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que teve atuação impecável na presidência da comissão do impeachment, fechou com a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado.

ASSÉDIO RECUSADO
Simone Tebet (PMDB-MS) recusou o assédio de Renan Calheiros e não vai disputar a eleição para presidente do Senado contra Eunício Oliveira. "O importante é unir forças para ajudar o Brasil", disse ela.

PAPEL DE BOBO
A aprovação do projeto de renegociação da dívida dos estados reacendeu a disputa entre Câmara e Senado. "O Senado não consulta a Câmara. Nós fazemos papel de bobo" diz Marcos Rogério (DEM-RO).

NATAL RUSSO
Este Natal marca os 25 anos da renúncia do presidente Mikhail Gorbachev, que liderou a abertura do regime ao mundo. Abriu, caiu, e ainda bem: menos de um mês depois, a União Soviética foi extinta.

RESTA UM
A lista de pré-candidatos tucanos à eleição presidencial, em 2018, está restrita ao governador Geraldo Alckmin e ao senador Aécio Neves. "Está limitada aos dois", diz o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).

PENSANDO BEM...
...neste Natal, Papai Noel é apenas mais um velhinho de saco cheio.
Herculano
24/12/2016 08:06
HÁ CHOQUE ENTRE VELHA POLÍTICA E NOVO COMPORTAMENTO DE APLICAÇÃO DA LEI, por Oscar Vilhena vieira, pós doutor em direito pela universidade de Oxford, no jornal Folha de S. Paulo

Há muita gente honesta e inteligente dizendo que em 2016 entramos numa forte crise institucional. Difícil discordar que vivemos uma crise, a questão é se é institucional.

O que sabemos é que não há sangue nas ruas, parlamentos e tribunais fechados ou militares nos palácios. Nesse sentido, não vivemos uma situação clássica de colapso institucional.

Evidente que a truculência do processo de impeachment, assim como a desfaçatez da revisão do pacto distributivista de 1988 pelos governantes de plantão apontam para uma profunda inflexão institucional, mas o cumprimento dos ritos e a inexistência de forte resistência social enfraquecem o argumento da ruptura.

Mais do que isso, as instituições não entraram em paralisia e as liberdades democráticas não foram suspensas. Parece pouco, mas basta olhar para Turquia ou Venezuela para entender o que é uma verdadeira crise institucional.

Entendo que nossa crise seja de outra ordem. Ela é resultado de um choque inusitado entre a velha forma de fazer política e negócios no Brasil e um novo comportamento das agências de controle e aplicação da lei.

A corrupção e a captura do Estado por interesses privados são práticas muito antigas e arraigadas no país, mas que sempre contaram com a lei e seus agentes como fiéis colaboradores.

O que é novo, o que surpreende, é o confronto entre as instituições de representação política e as instituições de controle e aplicação da lei. Isso é que está provocando uma forte desestabilização no modo de se fazer política.

Setores da polícia, Ministério Público e Justiça, tradicionalmente dóceis, coniventes e mesmo beneficiários desses esquemas, passaram a desafiar um sofisticado equilíbrio que tem permitido a espoliação do Estado brasileiro por séculos.

Múltiplas podem ser as razões dessa mudança de comportamento das agências de aplicação da lei, das mais virtuosas às mais mesquinhas.

O fato é que essas razões, associadas a potentes ferramentas institucionais, como delação premiada e autonomia funcional, puseram em xeque as tradicionais estratégias de conciliação, que só se faziam possíveis graças à inexistência, no Brasil, de efetivos mecanismos de controle horizontal do poder, como reclamava meu querido professor Guillermo O'Donnell.

Deve-se reconhecer que o indiciamento, processamento, condenação e prisão de ex-governadores, parlamentares e poderosos empresários, figuras até ontem tidas como intocáveis pela lei, constituem
uma profunda ruptura com o padrão de impunidade das elites, que se tornou a regra no Brasil.

Nesse contexto, é natural que as narrativas e, sobretudo, as iniciativas para provocar uma verdadeira crise institucional ganhem força e coloquem em risco um importante movimento no sentido de estabelecer um novo padrão de relacionamento entre os poderes do Estado, marcado menos pela harmonia e mais pela competição institucional.

A retórica da fragilidade ou do colapso das instituições beneficia apenas aqueles que, pela primeira vez, veem suas expectativas de perpetuação no poder e de eterna impunidade frustradas. Nada une mais nossos corruptos e corruptores, neste momento, do que a ideia de que nossas instituições entraram em crise.

Sucumbir a essa retórica, além de ingênuo, pode ser perigoso. Na noite institucional, todos os gatos são pardos.
Herculano
24/12/2016 07:54
NOTAS DO INSTITUTO LULA TRITURAM IMAGEM DE LULA, por Josias de Souza

Lula é ao mesmo tempo um ex-heroi e uma vítima da ética de mostruário que cultivou antes de chegar ao poder. O seu sucesso político é um trunfo do ideal da perseverança do brasileiro humilde que veio ao mundo para servir de exemplo. Sua desgraça é o surgimento de uma interrogação: exemplo de quê? Imaginando-se dono um destino de glórias, Lula tornou-se uma melancólica fatalidade. E as notas oficiais do Instituto Lula, a pretexto de rebater ataques à imagem do líder imaculado, contribui para a dessacralização do personagem, expondo-lhe os pés de barro.

A penúltima evidência de que o todo-poderoso do PT também está sujeito à condição humana foi a autuação da Receita Federal ao Instituto Lula por "desvio de finalidade". Isenta de impostos, a entidade efetuou despesas fora dos padrões. Por exemplo: repassou R$ 1,3 milhão para uma empresa chamada G4 Entretenimento.

Pertence a Fábio Luís, filho de Lula. E tem como sócio Fernando Bittar, dono do sítio que Lula utiliza como se fosse dele. Para o fisco, não houve prestação de serviço, mas transferência de recursos para Lula ou parentes. Cobraram-se os tributos devidos.

Em nota, o Instituto Lula disse que entregou ao fisco o papelório que comprovaria que a G4 prestou serviços "em diferentes projetos". O texto dá de barato que todos os contribuintes brasileiros devem considerar natural que o Estado dê isenção tributária para que o instituto de Lula contrate a empresa que seu primogênito mantém em sociedade com o dono do sítio que a OAS e a Odebrecht reformaram para o usufruto da divindade. Ai, ai, ai.

O que mais assusta nas notas do Instituto Lula é sua banalidade. A desfaçatez, o malabarismo retórico para esconder o fiasco do ex-mocinho, nada disso surpreende a plateia, já habituada ao cinismo associado aos motivos dos poderosos. O que espanta é o desprezo à castidade presumida da "alma mais honesta" que o Brasil já conheceu.

Como se sabe, o mensalão não justificou o impeachment. Naquele escândalo, Lula escapou pela tangente do "eu não sabia". Mas o acúmulo de reincidências ?"do petrolão aos confortos bancados por terceiros?" é um atentado contra a paciência alheia. O problema não é a idiotice das notas do Instituto Lula. O que incomoda é a tentativa permanente de fazer a plateia de idiota.
Herculano
24/12/2016 07:49
da série: qual a diferença dos bandos que se apossaram do poder? Um não queimou o Brasil, mas o quebrou. O outro que foi sócio da quebradeira, é acusado de colocar fogo na falta de acusação mais fundamentada para iludir analfabetos, ignorantes e desinformados defendendo a continuada irresponsabilidade dos políticos contra os nossos pesados impostos, como a rejeição da contrapartida das renegociações das dívidas dos estados acontecida na Câmara. Está claro que que os 11 milhões de empregos estáveis dos servidores bem remunerados, valem muito mais dos que os mais de 12 milhões de desempregados e 144 milhões de eleitores.

PEEMEDEBISTAS AMEAÇAM POR FOGO EM TUDO, por André Singer, ex-assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT.

Apesar de algum possível alívio a ser trazido pela liberação das contas inativas do FGTS, no conjunto da obra o bando peemedebista que se apossou do poder demonstra surpreendente audácia. Quanto maiores os sinais de perigo, mais atiçam o fogo que crepita sob a cadeira presidencial.

Nesta quinta-feira (22) Michel Temer declarou que aproveitava a "baixa popularidade para tomar medidas impopulares". Talvez tenha achado astuta a tirada suicida do publicitário Nizan Guanaes e decidiu acolhê-la mesmo depois que a Folha mostrou a efetiva disparada da reprovação a seu nome (11/12).

À frente de um ilegítimo mandato semiparlamentarista, seria de se esperar que o chefe de Governo tivesse ouvido com mais atenção o recado emitido pela Câmara dos Deputados na terça-feira (20). Ao aprovar, por 296 a 12, proposta que aliviava a situação dos Estados, a Casa mostrou o risco de quebrar as unidades da federação em nome de uma austeridade extrema. Os nobres deputados podem até se distanciar da opinião pública, como ficou claro no gorado projeto de anistia ao Caixa 2, mas dificilmente contrariam o humor popular.

Ao recusar o cancelamento de reajustes já acordados com servidores e o aumento da contribuição previdenciária de funcionários, os parlamentares buscaram amenizar a indignação dos bem organizados sindicatos do setor público. Caso contrário, os grêmios poderão funcionar como catalisadores da crescente rejeição popular ao ajuste fiscal.

A frustração com a falta de recursos nos hospitais e escolas estatais poderá engrossar os confrontos violentos, que ocorrem quase que dia a dia no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

Contudo, em vez de acenar com algum alívio aos cofres regionais, ao menos enquanto o PIB patina, Temer duplicou a aposta, reafirmando que as contrapartidas vetadas pela Câmara serão repostas na negociação individual de cada governador com o Ministério da Fazenda. Não satisfeito, o presidente ainda mandou apresentar, embora sob a forma de projeto de lei, a reforma trabalhista que tende a tornar letra morta a CLT.

Talvez a clique planaltina tenha se impressionado com a facilidade para passar o teto dos gastos. Ocorre que a população ainda não entendeu o significado do congelamento orçamentário. Já a reação provocada pela reforma da Previdência, cuja natureza parece ter sido rapidamente apreendida, deve ter apimentado bastante o caldo de raiva que se forma contra a atual gestão.

Quem sabe, por outro lado, os peemedebistas queiram provar aos colegas tucanos que sacrificam, desde logo, qualquer possibilidade de disputar a Presidência da República em 2018. Para isso, como dizia Drummond, arriscam "pôr fogo em tudo", inclusive em si mesmos.
Herculano
23/12/2016 18:45
PONTE DO VALE

Caro Odir. Respeito, mas discordo. ;chega de hipocrisia. A falta de pessoas - e figurões como você gostaria e principalmente o PT - na solenidade de inauguração reflete à falta de credibilidade e desgaste da atual administração, a perseguição que promoveu, bem como ao dia e horário inapropriados, bem como a tentativa de golpe contra o seu PMDB, que poderia levar uma casquinha se a inauguração fosse feita em outro dia do ano que vem, devido a incompetência do próprio PT. Nem mais. Nem menos.

Em síntese: foi um circo sem plateia, tinha até faixa de agradecimento para a presidente Dilma Vana Rousseff, PT. Aliás até falsamente se circulou notícia nas redes sociais de que ela viria. Tudo para chamar a atenção da mídia e das pessoas, pois o ato não despertava interesse nenhum aos pagadores de pesados impostos e cansadas de serem enroladas pelos políticos.

A ponte não estava pronta para ser inaugurada. Foi feita, à margem da transparência e sob propaganda enganosa o tempo todo. Aquela foto do Cruzeiro do Vale, é emblemática. Mostra a que se reduziu o poderoso PT do Vale do Itajaí.
Odir Barni
23/12/2016 17:55
A MAIOR OBRA DOS ÚLTIMOS ANOS EM GASPAR NÃO TE APLAUSOS.
Caro, Herculano;
Com todo o respeito as diversas opiniões, não poderia de deixar meu comentário sobre a ponte inaugurada e não totalmente acabada, Dorval Pamplona. Vejo com muita tristeza a presença de poucas pessoas neste evento. Tinha mais gente quando foi inaugurada a piscina do Canarinhos, quando o deputado Aldo Pereira de Andrade trouxe 43 mil; n inaugurada a Avenida Francisco Mastella, bem próximo deste local, até o palanque caiu com tantos puxa saco;não foi diferente quando inauguramos a Avenida das Comunidades, trouxemos até a Escola de Samba Copa Lord. Por incrível que pareça as divergências políticas ainda persistem, naquela época o PDS não comparecia e nem contribuía, o PMDB do Paca era excluído das inaugurações do governo da ARENA, (ponte Fernando Duchene). Assim com ódio e rancor Gaspar ganha mais uma grande obra, querem ou não todos terão que passar nela, será um alívio para os moradores da Margem Esquerda e certamente vai contribuir com o descongestionamento da BR 470. Que ponte em Gaspar não dá votos, todos sabem: o então prefeito Dorval Pamplona fez a Ponte Hercílio Deecke e não reelegeu seu sucessor e agora acontece o mesmo com Pedro Celso Zuchi. O povo gosta de batera. Quem deve pensar um pouco são os religiosos que enchem as igrejas pedindo Graças e querem ver a desgraça do partido adversário.
Que Deus salve muitas vidas com a nova passagem!


Herculano
23/12/2016 13:12
UMA PONTE DEMORADA DEMAIS. INAUGURADA CEDO DEMAIS

A constatação não é minha, mas Valther Ostermann, hoje no jornal do Meio Dia da RBS TV, de Blumenau, sobre a ponte do Vale.
Herculano
23/12/2016 12:09
PADILHA AVISOU TEMER SOBRE NOTÍCIA ENVOLVENDO YUNES E FUNARO

Conteúdo da Coluna do Estadão, por Andreza Matais e Marcelo de Morais.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, avisou ao presidente Michel Temer que a Coluna traria ontem a informação de que o lobista Lúcio Funaro entregou a seu pedido R$ 1 milhão para o advogado José Yunes.
Padilha nega que seja o destinatário final do dinheiro entregue a Yunes por Funaro. "Esse fato é estranho ao meu conhecimento e a minha pessoa. Nada sei sobre o caso."
Herculano
23/12/2016 11:58
PESQUISA INTERNA?

o ex-deputado e ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, casado e preso por denunciar o esquema do mensalão, continua afiado, ferino e irônico.

Na conta dele no twitter está: "O Vox Populi, sob encomenda da CUT, fez pesquisa que coloca Lula como o "mais amado" por 41%. Pesquisa foi feita entre filiados da CUT?"
Herculano
23/12/2016 11:52
ACORDO HISTORICO E SAUDÁVEL PARA O AMBIENTE DE NEGOCIOS NO PAÍS, editorial do jornal O Globo

Severidade com Odebrecht e Braskem induz mudanças profundas e salutares nas relações das empresas privadas com governos e agentes públicos.
Ministério Público e Judiciário brasileiros encontraram a rota para uma relevante mudança de padrão de qualidade e eficiência

Tem importância histórica o inédito acordo de leniência fechado simultaneamente por Ministério Público do Brasil, Estados Unidos e Suíça com Odebrecht e Braskem, líderes em construção e petroquímica na América Latina.

As empresas se renderam diante das evidências colhidas em ano e meio de investigações nos três países. Aceitaram a imposição de punições duríssimas ?" o recorde mundial de multa (R$ 6,9 bilhões) é mera expressão monetária da dimensão das sanções.

Reconheceram em juízo, e com detalhes, a rotina de corrupção que sustentou boa parte de seus negócios e lucros por mais de uma década por Brasil, Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela. E admitiram o uso do sistema financeiro no Brasil, nos EUA e na Suíça para lavar o dinheiro usado no pagamento de propinas.

Serão amplas, profundas e diversificadas as consequências desse acordo.

Na política doméstica brasileira, efeitos já eram esperados com inevitáveis turbulências no Congresso, no Executivo federal e noestadual e nas organizações partidárias, a partir da divulgação dos detalhes das investigações e dos depoimentos dos executivos protagonistas.

Além-fronteira, é possível antever sequelas como a abertura de processos criminais nos EUA e na União Europeia contra indivíduos ?" empresários, funcionários públicos e agentes políticos ?", nacionais do Brasil, dios EUA, da Suíça e de outros 11 países, com participação comprovada nessa rede internacional de corrupção.

O acordo de leniência especifica que, existindo acusação, não será admitida "qualquer proteção a qualquer indivíduo", vinculado ou não à Odebrecht e à Braskem. Até porque, pelos termos divulgados, os principais gestores não se mostraram capazes de "disciplinar os próprios empregados". Eles protagonizavam a má conduta, e a mudança de curso nas empresas somente se tornou possível "após a renúncia da alta administração".

Indica, nos fundamentos, que o Ministério Público e o Judiciário brasileiros encontraram a rota para uma relevante mudança nos seus padrões de qualidade e eficiência, coerente com a exigência característica da democracia moderna de transparência na eficaz defesa do interesse público.

Desde o início da Operação Lava-Jato, em março de 2014, debatem-se aspectos ?" inclusive formais ?" dos procedimentos do Ministério Público e do Judiciário. Não são poucas as queixas dos políticos investigados, por exemplo.

Na essência, porém, houve avanço: em apenas 33 meses foi desvendado e levado à Justiça um caso de corrupção de agentes públicos extremamente complexo, com farta produção de provas sobre os fatos da última década, e com um padrão operacional de qualidade suficiente para provocar o interesse, a adesão e a iniciativa do aparelho policial e judiciário dos EUA e da Suíça ?" inclusive com transferência de jurisdição penal, no caso suíço, para o Brasil.

É notável, também, a cooperação fluida entre órgãos de controle e fiscalização dos três países, que incluiu a montagem de força-tarefa específica (Brasil-Suíça).

Houve agilidade coordenada nas ações desenvolvidas nos três países, somando cuidados na interação. Os termos desse acordo multinacional são definitivamente severos, como prescrevem as leis americanas e europeias contra crimes de corrupção, suborno e lavagem de dinheiro no comércio internacional, em harmonia com a legislação brasileira ?" mais recente.

O capítulo sobre a forma de execução e punições foi costurado a não deixar alternativa aos infratores: submetem-se de forma integral às penalidades das leis dos três países ?" o que inclui confissão e colaboração enquanto durar a investigação ?" sob pena de rescisão do compromisso de leniência nos três países. No limite, fica em jogo a sobrevivência das próprias empresas.

Há mais. Entre as consequências para o Brasil está a drástica mudança comportamental que será disseminada no ambiente corporativo, com reflexos diretos a médio prazo no cotidiano das relações com o Estado, nos formatos de compras governamentais, nas auditorias contábeis e nos controles financeiros, na prestação de informações das empresas ao público, na pedagogia da ética negocial para acionistas, empregados, colaboradores e fornecedores.

Corrupção e lavagem de dinheiro em comércio internacional são delitos que precisam de prevenção cotidiana no universo empresarial em qualquer país. No Brasil, a partir deste marco, as empresas enfrentam riscos de punições duras, como no caso Odebrecht e Braskem, que estarão submetidas a uma espécie de intervenção judicial, multinacional, nos seus negócios.

O acordo estabelece, entre outras coisas, que diretores e gerentes seniores devem deixar "explícita e visível" sua política corporativa contra violações de leis anticorrupção e escrever um código de conformidade.

Tais normas internas serão aplicáveis e, se necessário, adequadas a terceiros que agem em nome das empresas em jurisdição estrangeira, incluindo (mas não limitado a) agentes e corretores, consultores, representantes, revendedores, parceiros de trabalho em equipe, empreiteiros e fornecedores, consórcios e parceiros de "joint venture". Essas políticas e procedimentos abrangem oferta de brindes, convites e recepções, entretenimento, contribuições políticas, doações e patrocínios de caridade, e, claro, extorsão e subornos.

Há um aspecto que até então vinha sendo aplicado de forma bilateral pela Justiça americana em casos similares, e agora virou regra aceita também no Brasil e na Suíça. Pelos próximos três anos, Odebrecht e Braskem serão monitoradas na implementação e acompanhamento de suas políticas anticorrupção. Haverá um ou mais responsáveis nomeados pelas próprias empresas e ao menos um terceiro, escolhido pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Na inovação dessa supervisão interna e externa, as empresas aceitaram fornecer acesso a todas as informações, documentos, registros, instalações e empregados, solicitados pelo monitor no âmbito do acordo de leniência.

Os casos Odebrecht e Braskem estão apenas começando, do ponto de vista judicial, mas já é possível antever que o impacto será profundo na vida das companhias privadas brasileiras e nas suas relações com agentes públicos. Isso é necessário e bom. No mínimo, porque contribui para deixar mais saudável o ambiente de negócios no país.
Herculano
23/12/2016 11:51
O GOVERNO PETISTA E SEUS SOCIOS FORAM UMA MÁQUINA DE ROUBAR CONTINUADAMENTE E CADA VEZ MAIS OS PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS.

USARAM A MASSA MAJORITÁRIA DE ANALFABETOS, IGNORANTES E DESINFORMADOS PARA ALCANÇAR O PODER PELO VOTO LIVRE E DEMOCRÁTICO. DESTRUÍRAM A ECONOMIA, AUMENTARAM A INFLAÇÃO, DESEMPREGARAM MILHÕES DE TRABALHADORES QUE DIZIAM DEFENDÊ-LOS E OS DEIXARAM SEM SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, OBRAS ESSENCIAIS.

SE ISSO NÃO BASTASSE, COM OS S?"CIOS E INFLUÊNCIA NO PODER LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO, PERSEGUEM COM DESMORALIZAÇÕES E INTIMIDAÇÕES A POLÍCIA FEDERAL, O MINISTÉRIO PÚBLICO E A JUSTIÇA, INSTITUIÇÕES QUE OUSAM INVESTIGAR E JULGAR TUDO ISSO.

AGORA OS ESTADOS UNIDOS ACABAM COM A FARSA DE PERSEGUIÇÃO DE SUPOSTOS ADVERSÁRIOS - TÃO CULPADOS QUANTO OS PETISTAS PELO LONGO SILÊNCIO CONTRA A SOCIEDADE- E DA TAL MÍDIA GOLPISTA, A QUE O PT NÃO COMPROU, APESAR DO APARELHAMENTO IDEOLOGICO NATURAL DAS REDAÇÕES E DA EXPRESSIVA MAIORIA DOS ARTICULISTAS.

COM DOCUMENTOS E PROVAS, TUDO O QUE SE APUROU AQUI NA LAVA JATO SE REPETE LÁ COM PROVAS CONTUNDENTES. MANTEGA PEDIU R$ 50 MILHÕES PARA CAMPANHA DE DILMA POR BENEFÍCIO À BRASKEM

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo.Texto de
Fausto Macedo e Beatriz Bulla, sa sucursal de Brasília. Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem.

Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estado apurou, o ministro que solicitou os R$ 50 milhões foi Guido Mantega, então titular da Fazenda.

O DoJ não menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, Palocci atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. Esse apelo era para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para que o ministro da Fazenda tratasse sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula.

Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu "R$ 50 milhões" em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou.

A Polícia Federal já tinha apontado, na 35.ª fase da Lava Jato, a Omertá, mensagens e e-mails de executivos da Odebrecht sobre atuação de Palocci para dar alternativas ao governo, no âmbito dos créditos de IPI. A PF aponta que Marcelo Odebrecht conseguiu benefícios fiscais para a Braskem em 2009 por meio de Palocci e de Mantega. Em uma planilha de repasses ilícitos da Odebrecht, a PF encontrou um pagamento de R$ 50 milhões ligado ao codinome "Pós Itália", que os investigadores brasileiros relacionam a Mantega.

Depois da obtenção da medida que beneficiou a Braskem, o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como departamento da propina, foi usado pela Braskem para fazer o pagamento de R$ 50 milhões à campanha de Dilma. Além disso, os americanos identificaram um pagamento de R$ 14 milhões a Palocci, pelos "esforços envolvidos". Segundo o DoJ, "apesar de o pagamento ter sido solicitado como uma contribuição de campanha, o executivo da Braskem sabia que o dinheiro não seria utilizado durante a campanha eleitoral".

"No lugar disso, o executivo entendeu que eles iriam distribuir o dinheiro, depois da próxima eleição, para benefício pessoal de vários políticos", continua o relatório americano.

Em proposta de delação premiada entregue à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, cita a Medida Provisória 470, de 2009, relacionada ao parcelamento de débitos das empresas beneficiadas pelo crédito prêmio de IPI, como uma das medidas legislativas de interesse da empresa. Segundo ele explica no contexto dessa MP, quem tratava de temas junto ao Executivo era "prioritariamente" o herdeiro e ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrechet.

"Igualmente, como os próprios e-mails deixam claro, o ponto de contato da empresa com Antônio Palocci era Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar", escreveu o executivo. Alexandrino, ex-executivo do grupo, é apontado pela PF como o responsável por tratativas com Palocci sobre os benefícios relacionados ao crédito de IPI.

Procurada, a assessoria da ex-presidente Dilma não foi localizada. O advogado José Roberto Batochio, responsável pela defesa de Mantega e de Palocci, afirmou que os clientes "negam peremptoriamente todos os fatos". "Desconhecem ambos qualquer eficácia ou validade de atos de autoridades de Estado estrangeiro em face da soberania do Estado Brasileiro. Qual seria a eficácia da elucubração da polícia brasileira em relação a uma autoridade americana?", afirmou o advogado.
Herculano
23/12/2016 11:34
A MODERNIZAÇÃO POSSÍVEL, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A proposta de reforma das relações trabalhistas apresentada pelo governo é a que, nas atuais circunstâncias, menos resistências enfrentará no meio sindical e, por isso, a que tem maiores possibilidades de ser aprovada com presteza pelo Congresso Nacional

A proposta de reforma das relações trabalhistas apresentada pelo governo é a que, nas atuais circunstâncias, menos resistências enfrentará no meio sindical e, por isso, a que tem maiores possibilidades de ser aprovada com presteza pelo Congresso Nacional. O governo do presidente Michel Temer discutiu previamente com representantes das seis principais centrais sindicais e das três principais entidades empresariais quais medidas que, sem gerar novos pontos de atrito, contribuiriam para melhorar as relações de trabalho, dar maior segurança jurídica para empregados e empregadores e, assim, estimular as contratações. Essa atitude do governo tende a facilitar o avanço das discussões, num momento em que a existência, no País, de 12 milhões de desempregados não deixa dúvidas quanto à urgência do tema.

Em sua versão original, o conjunto de mudanças que o governo chama de "modernização" da legislação trabalhista estava resumido numa proposta de medida provisória, cujo texto foi discutido com dirigentes sindicais e empresariais. Em razão do risco de o uso desse instrumento legal para mudar a legislação trabalhista ser questionado judicialmente, o governo optou por fazer a reforma por meio de projeto de lei que deverá ser enviado ao Congresso, para tramitar em regime de urgência.

Longe de significar recuo, a decisão do governo de substituir a medida provisória por outro instrumento para promover a mudança na legislação trabalhista mostra sua preocupação em afastar os riscos previsíveis de questionamento jurídico de um projeto tão sensível politicamente como esse, em razão dos muitos interesses que envolve. Essa iniciativa do governo Temer se soma a outras que, aos poucos, vão confirmando sua disposição de melhorar o ambiente econômico e, desse modo, criar as condições necessárias para que, mais confiante, o empresariado volte a investir. Estão nesse caso o empenho do governo na aprovação da emenda constitucional que fixou um teto para os gastos públicos e a proposta de reforma da Previdência, que, como a trabalhista, afeta interesses variados.

O ponto fundamental da proposta de reforma apresentada pelo governo é o que estabelece, para 11 casos, a prevalência do que foi negociado pelos trabalhadores, por meio de entendimentos entre seus sindicatos e os empregadores, sobre o que está na legislação. Isso dá força legal aos acordos e às convenções coletivas e afasta a possibilidade de questionamento na Justiça das normas acertadas entre patrões e empregados. Trata-se de reivindicação antiga de entidades empresariais e de sindicatos e centrais sindicais.

Sem o risco de questionamento jurídico daquilo que decidirem, empregados e empregadores têm um grande campo para discutir as relações no ambiente de trabalho e estabelecer as regras mais adequadas. As duas partes poderão, desse modo, definir regimes diferenciados de trabalho. Na proposta do governo, poderá haver acréscimo de até 4 horas no regime semanal, que chegaria a 48 horas, com jornada máxima de 12 horas.
Entre outros pontos que empregados e empregadores poderão acertar estão o parcelamento das férias em até três vezes e o aumento do limite de trabalho em tempo parcial de 25 para 36 horas semanais. A proposta do governo inclui também o aumento do prazo de contratação de trabalho temporário, de 90 para 120 dias, prorrogáveis por igual período.

O governo optou pelo uso de medida provisória para a criação do Programa Seguro-Emprego (PSE), que permite a redução de até 30% da jornada e do salário, em troca da manutenção do emprego. O governo arca com 50% do valor da redução do salário. Outra medida anunciada pelo presidente Temer para estimular a economia é a permissão para os trabalhadores sacarem o FGTS de contas inativas. Estima-se que o saldo dessas contas alcance R$ 30 bilhões.

São mudanças que, por si sós, não criam empregos. Mas, por melhorarem as relações entre empresas e empregados e permitirem novas formas de contratação, podem reduzir o temor que muitos empresários têm de contratar.
Herculano
23/12/2016 11:14
A GRANDE CORRUPÇÃO, por Merval Pereira, para o jornal O Globo

Tanto os petistas e seus acólitos falaram no diabo, que ele apareceu com todo vigor. Pelo simples fato de o juiz Sérgio Moro e vários dos procuradores de Curitiba, como o coordenador do grupo, Deltan Dallagnol, terem estudado em universidades dos Estados Unidos, seus adversários espalharam que a Operação Lava-Jato era guiada pela CIA, num plano diabólico para desestabilizar o Brasil, supostamente uma potência emergente que incomodaria o Grande Satã.

Até a prisão do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, um dos nossos heróis na pesquisa nuclear, por receber propinas de uma empreiteira, foi transformada em ação do interesse dos nossos competidores internacionais, dispostos a impedir que o Brasil atingisse o pleno desenvolvimento nas pesquisas.

Os fatos fartamente demonstram o envolvimento dos acusados, nos desdobramentos da Lava-Jato, no que é considerado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos o maior caso de corrupção da História.

O acordo fechado pela Odebrecht e Braskem com as autoridades judiciárias de Brasil, Estados Unidos e Suíça revelou com detalhes quão profundas foram as atividades corruptas dessas empresas, que são a parte principal do grupo de empreiteiras investigado.

O relatório do Departamento de Justiça revela detalhes de atos de corrupção, um deles digno de um filme B de gangster. O documento oficial não cita nomes, identifica os personagens nesse episódio como "Brazilian Official" 1 até 4, mas ressalta sempre que o nome verdadeiro é conhecido pelas autoridades americanas.

O site "O Antagonista" está antecipando as informações sobre o caso desde seu início e sente-se seguro em identificar os personagens, que seriam o ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma, o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-ministro Guido Mantega. Nesse episódio de 2009, Lula, o "Brazilian Official 1", reuniu-se com um executivo da Odebrecht, que seria o próprio Emilio Odebrecht, que lhe pediu que conversasse com Mantega, então ministro da Fazenda, o "Brazilian Official 4" para conceder vantagens à Braskem.

Guido reuniu-se então com Alexandrino Alencar, identificado como "Braskem employee 1" e, num pedaço de papel que fez escorregar pela mesa até o interlocutor, escreveu a cifra de R$ 50 milhões, que era a propina que queria para a campanha da "Brazilian Official 2", a então candidata Dilma Rousseff.

São coisas como essas que demonstram que as investigações em curso, devido a um amplo acordo do Ministério Público brasileiro com autoridades dos diversos países envolvidos pelo escândalo, são muito mais profundas e estão mais adiantadas do que sabemos.

Quando uma denúncia é feita, é porque existem muitos passos à frente sendo dados pelos investigadores, e a base documental é bastante sólida para ser demolida pela retórica politizada. As denúncias formam um quadro documentado do que foi feito, e logo que o ministro Teori Zavascki liberar as delações dos executivos da Odebrecht, assim que forem homologadas, teremos um retrato completo da situação.

Como a delação premiada da Odebrecht tem, naturalmente, os mesmos detalhes que o documento em que se baseou o acordo feito com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os eventuais buracos deixados na versão americana serão preenchidos pela brasileira. O Departamento de Justiça não nomeia os envolvidos, deixando que o sistema judiciário de cada país faça a sua parte.

O acordo atinge as ações corruptas da Odebrecht e da Braskem no Brasil e em mais uma dúzia de países, pois a empreiteira tem ações na Bolsa de Valores de Nova York e, por isso, está sob a legislação americana.

O acordo não livra, porém, a responsabilidade individual de cada envolvido nas negociações, e eles poderão ser processados diretamente pelo governo americano se receberam a propina através do sistema bancário americano, ou se tinham funções de comando nas empresas envolvidas nos atos corruptos.

A ex-presidente Dilma e o ex-ministro Mantega, por exemplo, poderão vir a ser processados por terem sido presidentes do Conselho da Petrobras, que também tem ações em Nova York. Mas dificilmente os "Brazillian Officials" de 1 a 4 ?" Lula, Dilma, Palocci e Mantega ?" serão processados pelas denúncias de corrupção nos Estados Unidos, a não ser que tenham utilizado o sistema bancário americano para receber o dinheiro no exterior.
Pode isso Herculano?
23/12/2016 11:12
Décio Lima em Gaspar.
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Não perca a inauguração da Ponte Dorval Rodolfo Pamplona nesta sexta-feira (23).
A ponte, construída com recursos destinados pelo nosso mandato em parceria com a Prefeitura de Gaspar, iniciou sua construção em 28 de junho de 2012. Com uma extensão de 360 metros e atravessa o rio Itajaí-Açu fazendo a ligação entre a SC-412, nas proximidades do Centro de Eventos Prefeito João dos Santos, e a BR-470, na entrada do bairro Arraial D'Ouro.
A obra teve o investimento total de cerca de R$ 41,6 milhões. Desse valor, cerca de R$ 36,5 milhões são recursos do Governo Federal por meio do nosso mandato parlamentar e, em contrapartida, o município investiu aproximadamente R$ 5,1 milhões.
Parabéns a toda população de Gaspar pela obra e ao nosso Prefeito Celso Zuchi e sua equipe de trabalho pelo empenho e dedicação com a nossa cidade de Gaspar.
Sidnei Luis Reinert
23/12/2016 10:56
Lula e Dilma podem entrar na lista negra da Interpol


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Ninguém se surpreenda se os santos nomes de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff (lembram dela?) entrarem, de repente, para a listinha negra da Interpol. Lula e Dilma são contados como alvos do processo aberto pelo Departamento de Justiça dos EUA para investigar e punir falcatruas nas negociatas entre Petrobras, Odebrecht e coligadas. Brevemente, a dupla petista de ex-Presidentes corre o risco de ficar impedida de deixar o Brasil.

O relatório norte-americano não cita nomes, o que escancara margem para especulações e futricas. Quem seriam os tais de "Braziliam Official 1" e "Braziliam Official 2"?. No documento assinado pelos investigadores dos EUA, está escrito um recado aos integrantes da Organização Criminosa Tupiniquim: "Não é apenas porque estão fora da nossa vista que isso significa que estão fora do nosso alcance. O FBI usará todos os recursos disponíveis para por um fim nesse tipo de comportamento corrupto."

O noticiário, antes amigo, se torna cada vez mais inimigo do companheiro $talinácio. Lula é apontado como o beneficiário da conta "Amigo" ?" que recebia cuidados prioritários do "Setor de Operações Estruturadas" da transnacional baiana que cuidava do "pagamento de propinas" e "gestão de caixa dois". "Amigo" é uma alusão à relação próxima que Lula tem (ou tinha) com Emílio Odebrecht, pai do Marcelo que segue preso pela "República de Curitiba".

Noves fora nada, o Instituto Lula só não deixa de ter razão em uma bronca sobre um fenômeno que deveria merecer repúdio veemente de quem defende princípios básicos de Justiça ?" coisa que não se respeita no Brasil da plena Insegurança do Direito. O ente do Ipiranga dá o seu grito de desespero: "Repudiamos atribuições de intenções ou interpretações referentes ao ex-presidente Lula feitas de forma leviana pelo vazamento ilegal de versões de supostas delações que são sigilosas".

Haja álcool e cigarro para segurar tanta tensão pré-condenação na Lava Jato. Pior que o pobre $talinácio, que pode nem ter o direito a uma prisão domiciliar porque nunca admite que é dono de alguma casa, é a situação de Michel Temer. A desaprovação do Presidente chega a 77% - conforme revela a pesquisa Pulso do Instituto Ipsos, realizada entre 30 de novembro e 12 de dezembro, com 1,2 mil pessoas em 72 cidades. O responsável pelo levantamento, Danilo Cersosimo, listou uma combinação de três fatores que ferram a vida do temerário titular do Palácio do Planalto.

Os motivos do filme queimado de Temer: 1) A insatisfação da população com as respostas do governo para a crise econômica; 2) A agenda de reformas do pemedebista, vista como impopular pela maioria dos entrevistados. 3) As delações da Lava-Jato que comprometem Temer e seus aliados. O terceiro fator é apontado como o decisivo para destruir a imagem presidencial. Apesar disso, como o Alerta Total já antecipou, Temer não corre risco de queda, porque tem a sustentação mágica do sistema financeiro.

Consolo para o maridão da bela Marcela? A reprovação de Renan Calkheiros chega a 79%... No mais, Temer, Lula & Cia são obrigados a aturar, certamente com muito ciúme e inveja, a alta popularidade do juiz Sergio Fernando Moro, titular da 13ª Vara de Curitiba. Dois em cada três pesquisados apoiam o magistrado responsável pela Lava Jato. Seu índice de aprovação teve alta de 12 pontos percentuais em relação a novembro ao alcançar 66%. A desaprovação a Moro recuou de 27% para 22%.

O recesso (parlamentar e judiciário) com muita recessão promete acabar, definitivamente, com muita (falsa) amizade entre os corruptos... A Odebrecht já se arrependeu... Falta os beneficiados por ela fazerem o mesmo, se a cara de pau permitir...

Enquanto isso, fica uma dúvida que vale bilhões: Será que Temer tomará a temerária decisão de assinar a nova lei das telecomunicações que faz uma doação de patrimônios públicos de até R$ 100 bilhões para empresas do setor?
Herculano
23/12/2016 08:05
TEMER DESLIZA PARA 2017 POLITICAMENTE INSTÁVEL, por Josias de Souza.

Michel Temer chega às portas de 2017 mais frágil e impopular do que há sete meses, quando substituiu Dilma. Ele interrompeu o ciclo de insanidade fiscal da antecessora. Mas sua gestão ainda não foi capaz de retirar a economia da UTI. Para complicar, seu mandato, que já era tampão, está sitiado pela dúvida. Palavras como renúncia e cassação voltaram ao noticiário.

O maior trunfo de Temer continua sendo a maioria parlamentar que seu governo ostenta no Congresso. Mas a fragilidade do presidente, enrolado na Lava Jato e cercado de auxiliares suspeitos, conspira contra a retomada dos investimentos. E a ausência de prosperidade econômica tende a afastar os aliados. Não será fácil aprovar uma boa reforma da Previdência em 2017.

Em café da manhã oferecido aos jornalistas, Temer fez declarações que denunciam a instabilidade de sua presidência. Ele disse que não pensa em renunciar. E afirmou que se o Tribunal Superior Eleitoral cassar o seu mandato, entrará com recursos e mais recursos na Justiça. Não são, convenhamos, palavras de um presidente que se sente seguro no cargo. A boa notícia é que o Brasil continua sendo o país onde há a maior possibilidade de se criar um mundo inteiramente novo. Caos não falta.
Herculano
23/12/2016 08:02
SO A DIMINUIÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO PODE CONTER A CORRUPÇÃO, por Reinaldo Azevedo, para o jornal Folha de S. Paulo

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA apontam que a Odebrecht pagou a fábula de mais de US$ 1 bilhão em propina: US$ 599 milhões foram distribuídos a patriotas brasileiros, e US$ 439 milhões, a estrangeiros.

Estrangeiros? Sim, autoridades de Angola, Moçambique, Venezuela, Equador, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Guatemala, México, Panamá e Peru se deixaram corromper. No grupo, há ditaduras de esquerda, quase ditaduras, quase democracias, regimes propriamente democráticos, fazendolas comandadas por milícias etc. Sem preconceitos!

Só se compra quem está à venda. Só se vende quando há compradores. "Ah, já sei, isso é que se chama lei do mercado, né?" Errado, gafanhoto! Essa é a lei universal e atemporal da canalhice. Afinal, Angola, Moçambique, Venezuela e Equador, por exemplo, até em razão de seus respectivos regimes políticos, são exemplos não exatamente do funcionamento das leis da oferta e da procura, mas de seu colapso.

A Odebrecht e as demais empreiteiras envolvidas no petrolão, como resta claro a esta altura, pagaram caro, obtendo lucros fabulosos, para que as regras de mercado não funcionassem.

O que todos esses países têm em comum com o Brasil, ainda que em graus variados, mas sempre acima da média dos países de institucionalidade avançada? A resposta é simples: Estado na economia. Em todos eles, é a arbitragem do governo ?"ou seu arbítrio?" que define as regras do jogo. E a corrupção é diretamente proporcional à capacidade que tem esse Estado de definir vencedores e perdedores.

Não tenho aqui as contas, mas asseguro, por princípio e lógica, que, considerado o tamanho de sua economia, Angola lideraria o ranking da corrupção entre esses 12. Afinal, é o que fornece as melhores condições estruturais para o exercício da cleptocracia porque o mais autoritário.

O Brasil tem-se deixado enredar num debate nem sempre esclarecido sobre o que fazer para combater a corrupção. Com alguma frequência, o moralismo rombudo e oportunista tem ocupado a cena, com suas respostas estridentes e sua vocação para disciplinar os costumes com cordas e guilhotinas. Movimentos assim costumam resultar em cabeças cortadas, pescoços quebrados e emergência de novos viciados em velhos vícios. Sabemos que, na revolução de bichos, os porcos aprendem depressa a andar sobre duas patas...

Não há endurecimento possível da legislação penal ou reforma do Judiciário capazes de responder a contento ao quadro de descalabro que há no Brasil ?"e, certamente, nos demais países da Lista da Vergonha. Ainda que se proceda a julgamentos sumários, em praça pública, para que os faltosos sintam a força do exemplo, continuaremos a produzir corruptos e corruptores, só que com um pouco mais de barbárie.

Precisamos, em suma, é de mais democracia se queremos menos corrupção. E a tanto só chegaremos com a diminuição da presença do Estado na economia. No dia em que não houver estatais para vender dificuldades, haverá menos gente para pagar por facilidades.

Infelizmente, apesar dos descalabros que vieram à luz, o Estado, o verdadeiro algoz da sociedade, tem saído incólume. Alguns imbecis têm preferido oferecer como remédio o ataque às garantias democráticas. Ou por outra: querem é ainda mais arbítrio do aparelho estatal, o pai de todas as corrupções, a tempo privatizado por empreiteiras e afins.
Herculano
23/12/2016 07:57
SOFISTICAÇÃO DA CORRUPÇÃO ESPANTA ATÉ OS EUA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A sofisticação do esquema de corrupção implantado pela Odebrecht espantou o FBI e as mais altas autoridades dos Estados Unidos, segundo relatório do Departamento de Justiça, incluindo a implantação do sistema Drousys, da Draft Systems, que garantia troca de e-mails e mensagens secretas da empreiteira em todo o mundo. Para o FBI, nem mesmo o tráfico de drogas desenvolveu esse nível de sofisticação.

SERVIDORES NA SUÍÇA
Os servidores do Drousys eram localizados na Suíça por "motivos de segurança". A Odebrecht era seu maior cliente.

GIGANTE DO RAMO
A Odebrecht atuava em 70 países até a Lava Jato. E tinha ainda mais de R$ 17 bilhões em contratos diretos com o governo brasileiro.

O MAIOR DO MUNDO
O esquema de distribuição de propinas em doze países, o maior de todos os tempos, movimentou US$ 800 milhões (R$ 2,8 bilhões).

GLOBALIZAÇÃO
O Departamento de Justiça dos EUA acusa a Odebrecht de corromper servidores, políticos e partidos em todo o mundo, nos últimos 15 anos.

LULA TENTA SE LIVRAR DA ZELOTES USANDO CASO SAFRA
O ex-presidente Lula pretende usar a extinção da ação contra o controlador do Banco Safra, Joseph Safra, para se livrar das graves acusações na Operação Zelotes. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público no esquema de favorecimento a sonegadores e na venda de medidas provisórias. Foi determinante na extinção da ação o fato de Safra não viver no Brasil há 15 anos. Não é o caso de Lula.

ACUSAÇÕES GRAVES
Lula foi acusado com o filho Luiz Cláudio (que "vazou" para o Uruguai) no esquema de venda de medidas provisórias beneficiando empresas.

'PROVAS ROBUSTAS'
Fontes da Polícia Federal acreditam que a Operação Zelotes tem elementos suficientes para prender Lula. Mais até que a Lava Jato.

NEG?"CIO BILIONÁRIO
O ex-presidente Lula também é suspeito de receber vantagens na compra bilionária, pelo Brasil, de aviões de combate suecos Gripen.

NINGUÉM ESTÁ BEM
Pesquisa do Instituto Paraná em Curitiba revela desaprovação de 70% de Michel Temer, mas a oposição não pode se animar: a rejeição do presidente é uma das menores na "capital da Lava Jato".

NÃO EXISTE UM TERCEIRO
Há outro Teori, e louco para conhecer o homônimo famoso. É motorista de rádiotáxi e faz ponto no aeroporto de Congonhas, São Paulo. "Ainda vou dirigir para o Teori", diz. Se o ministro Teori quiser usar os serviços do Teori taxista, basta ligar para (11) 3146-4000 e pedir o prefixo 540.

PELA UNIDADE
O deputado Beto Mansur (PRB-SP) desistiu da candidatura a presidente da Câmara. "Resolvi ajudar o Rodrigo (Maia) para unir a base", diz. Isso enfraquece a candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF).

SEM CHANCES
Fontes ligadas ao Supremo Tribunal Federal recomendam que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, retire o cavalinho da chuva: provocado, o STF não aprovará sua reeleição. O ministro Celso de Mello é prevento e o processo, protocolado no tribunal, vai direto para o seu gabinete.

DERROTA DILMISTA
O deputado Alexandre Baldy (GO) será o novo líder do ex-PTN (que vai mudar para "Podemos") na Câmara. Em disputa acirrada, Baldy derrotou Aloysio Mendes (MA), aliado da ex-presidente Dilma.

FALTOU CLIMA
O deputado João Henrique Caldas (PSB-AL), o JHC, voltou a coletar assinaturas para a criação de CPI do BTG-Pactual. Ele anda reticente sobre o avanço da criação da comissão. "Não há clima", afirma.

REDE NADA SUSTENTÁVEL
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) não usa dinheiro público com a consciência devida. Emite até seis passagens para o mesmo dia, para usar somente uma. Multas, além das passagens, nós pagamos.

PELA CULATRA
Lula "denunciou" através do Twitter o antecessor FHC pelos R$ 10 milhões que o tucano arrecadou nos 18 meses após sair da presidência e abrir o Instituto FHC. Só empresas que roubaram a Petrobras transferiram R$ 35 milhões para o Instituto Lula, entre 2011 e 2014.

PERGUNTA NA CELA DE AULA
Se os presídios são considerados "escolas do crime", Eduardo Cunha vai assumir lugar de aluno, professor ou diretor pedagógico?
Herculano
23/12/2016 07:52
PASSOS À FRENTE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Era consensual, embora vaga, a ideia de que o escândalo da Petrobras superava qualquer outro caso de corrupção ocorrido no Brasil.

Agora, com o anúncio dos termos do acordo de leniência entre a Odebrecht e o Departamento de Justiça dos EUA, constata-se a dimensão inédita, mesmo no plano internacional, das irregularidades já conhecidas ?"e de muitas outras.

Em 2008, acordo semelhante levou a Siemens a pagar US$ 800 milhões a autoridades americanas e europeias. Um recorde que deve ser batido em breve, pois as compensações devidas pela Odebrecht podem atingir o triplo dessa quantia.

Revela-se que a rede de propinas tecida pela empreiteira e por sua subsidiária pertroquímica, a Braskem, espraiava-se por 12 países. No Brasil, foram US$ 599 milhões (R$ 1,9 bilhão no câmbio atual) destinados a servidores públicos, políticos e partidos.

Argentina (US$ 35 milhões), México (US$ 10,5 milhões), Peru (US$ 29 milhões) e Venezuela (US$ 98 milhões) são alguns dos países que conheceram operações do gênero.

Sistematiza-se assim, graças ao concurso de autoridades americanas, um cálculo que vinha sendo feito de forma fragmentada no Brasil, ao sabor de vazamentos e testemunhos ainda por confirmar.

É que, ao lado de alguns exemplos de precipitação acusatória, o conjunto das delações premiadas se faz sob segredo de Justiça. Foi também longo, ao inverso do que ocorre nos EUA, o processo de negociação dos ex-funcionários da Odebrecht com a Lava Jato.

Reconheça-se que a apuração criminal do envolvimento de políticos e executivos brasileiros não está no foco das preocupações americanas, o que impõe aos trâmites em Curitiba e em Brasília outro gênero de cuidados e salvaguardas.

Não resta dúvida, em todo caso, que ainda falta muito para que o Brasil disponha de técnica investigativa, de jurisprudência e de cultura institucional capazes de rivalizar com as dos Estados Unidos.

Seja como for, torna-se cada vez mais difícil que procedimentos escusos por parte de empresas venham a prosperar, tanto no ambiente externo como no interno.

Com suas ações negociadas em Nova York, a Braskem se vê submetida a regras de transparência e de lisura que os padrões brasileiros a haviam habituado a desconsiderar. Equaliza-se aos poucos, felizmente, a legislação internacional sobre acordos e delações.

O intercâmbio entre autoridades de diversos países conheceu avanços significativos. Diminui a tolerância com o que, algum tempo atrás, considerava-se prática usual. Num ano carente de boas notícias, não é exagero manifestar algum otimismo nesse campo.
Herculano
23/12/2016 07:48
AO QUE SE DIZ SE CHAMAR PEDRINHO

Você acusa os outros de andarem fora da lei. Mas, a sua honestidade é bandida, tanto quanto, pois começa por se esconder na identidade para acusar os outros e possível d ser rastreado pelo IP 177.202.227.236.O Mário Wilson da Cruz Mesquita não precisou se esconder para dar a opinião dele, que você pode discordar, mas deve respeitá-la e contestá-la de cara limpa.

A sua honestidade é bandida e tem razão de sê-la: é petista. Sou sabedor de tudo o que relata - pois conhece como tudo funciona na organização - e daquilo o que doutor Mesquita pensava e fez contra o jornal e este escriba. Tudo foi feito a serviço e a pedido do PT e sua turma. Converso com ele. Na Justiça - o caminho da disputa e acertos -, o jornal e eu, contestamos o PT, a prefeitura e o doutor Mesquita. Ele teve a grandeza de reconhecer o seu erro - para o desespero do PT e prefeitura - e ganhamos.

É isso que a sua honestidade bandida tenta gerar: intrigas, intimidação e distanciamentos. E por que? Porque teme o doutor Mesquita que conhece bem as entranhas do PT daqui, pois foi um deles, tanto que pelo conhecimento das manhas, conseguiu cassar o prefeito petista de Brusque, o ex-assessor daqui, e do mesmo núcleo de poder de Blumenau, Paulo Roberto Eccel,além de ter insurgido contra a caixinha compulsória petista e ganho este direito na Justiça.

A sua honestidade bandida teme o fim do poder do PT aqui e no Brasil, que os deixará vulneráveis na imagem, na influência que arrota sempre ter na polícia (investigações), no Ministério Público e principalmente no Judiciário. Nada mais.

A sua honestidade bandida teme à liberdade de imprensa e não suporta, por má orientação e erro estratégico, a guerra que perdeu ao enfrentar, desqualificar - por orientação de gente que pensa com o fígado - contra o jornal Cruzeiro do Vale. Viu ao final uma andorinha, mais uma vez fazer verão.

Resumindo. O doutor Mesquita se conscientizou e mudou, como muito brasileiros mudaram em relação ao PT e à esquerda do atraso, que prega uma coisa - entre elas a honestidade ética - e faz outra, contra os pagadores de pesados impostos desviados, como provam o mensalão e a Lava Jato. Usam analfabetos, ignorantes e desinformados para os votos do poder e quando lá, levam-os ao sofrimento.

Já por outro lado, o PT não mudou, não fez o seu mea culpa, como você bem demonstra. Ao contrário, continua perseguindo e intimidando a imprensa que não conseguiu comprar, para reinar no erro e impondo sofrimento à sociedade. O seu recado é bandido. Acorda, Gaspar!
Pedrinho
23/12/2016 02:07
Senhor Herculano
o Mesquita o t que se diz dentro da Lei, sempre andou fora dela.

o cara sempre orientou a te malhar, visitou fora da lei,ARMADO 38 visitando o jardim primavera. Matou Nadinho, por 1m2 de terra.
Hoje nenhum gasparense confia nele.
Orientou com veemencia contra vc durante sua influência.
Herculano
22/12/2016 23:35
CONHEÇA A JUÍZA QUE SUBSTITUIRÁ MORO NAS FÉRIAS, por Josias de Souza

Ela se chama Gabriela Hardt. Pratica natação. Compete em provas de maratona aquática. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, cobrirá as férias de Sergio Moro. Zelará pelo andamento da Operação Lava Jato até 20 de janeiro.

Os encrencados não devem ter vida fácil. Gabriela é admiradora de Moro. Enxerga nele potencial para ocupar uma poltrona no Supremo Tribunal Federal. Ao compartilhar no seu Facebook, em 13 de outubro de 2014, uma nota de associações de juízes em defesa da Lava Jato, a doutora anotou no preâmbulo:

"Compartilho abaixo a nota [?] para ciência dos amigos e em homenagem ao juiz federal Sergio Moro, cuja retidão e dedicação me inspiram diariamente na atividade judicante. Nosso país terá muito a ganhar se ele um dia vier a integrar nossa Corte Suprema."

O primeiro réu da Lava Jato a experimentar os rigores de Gabriela Hardt foi Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT. Num depoimento a Moro, em 14 de dezembro, o ex-coletor admitiu o ingresso de verbas de má origem nas arcas do PT. "Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio", disse ele, fulminando a retórica petista oficial, segundo a qual apenas dinheiro limpinho passou pela caixa registradora do PT.

Moro pediu ao depoente que explicasse a contradição entre seu depoimento e a versão do seu partido. Paulo Ferreira reiterou: "É um problema da cultura política nacional, doutor Moro. Eu não estou aqui para mentir para ninguém. Estou aqui para ajustar alguma dívida que eu tenha, minha disposição aqui é essa."

Sensibilizado, Moro autorizou o ex-tesoureiro petista a deixar a cadeia. Entretanto, condicionou a libertação ao pagamento de uma fiança salgada: R$ 1 milhão. Por meio de seus advogados, Paulo Ferreira disse que não dispõe desse dinheiro. Pediu reconsideração. Moro indeferiu. A defesa reiterou o pedido. Dessa vez, a petição foi às mãos de Gabriela Hardt, que manteve a resposta negativa.

A substituta de Moro ofereceu como alternativa a hipótese de Paulo Ferreira oferecer um imóvel como caução, para assegurar o pagamento da fiança. "Caso o imóvel não pertença a Paulo Adalberto Alves Ferreira, deverá o proprietário apresentar termo oferecendo o bem em garantia", ela escreveu em seu despacho.
Casa da Mãe Joana
22/12/2016 23:12
Ilhota em Chamas,
A Câmara de Vereadores de Ilhota cobrando transparência da Prefeitura é o sujo falando do mal lavado Kkkkkkk é piada, amadorismo, vergonhoso
Herculano
22/12/2016 18:55
QUEM É QUEM NA PLANILHA DA CAVALARIA

Conteúdo de O Antagonista.O Antagonista Rin Tin Tin decodificou todos os números associados a autoridades brasileiras que receberam propina da Odebrecht e da Braskem para defender seus interesses.

Brazilian Officer 1: Lula

Brazilian Officer 2: Dilma

Brazilian Officer 3: Palocci

Brazilian Officer 4: Mantega

Brazilian Officer 5: Paulo Roberto Costa

Brazilian Officer 6: José Janene

Brazilian Officer 7: Romero Jucá

Brazilian Officer 8: Renan Calheiros

Brazilian Officer 9: Yeda Crusius

Tem gente faltando, claro. Essa turma aí foi citada pelo Departamento de Justiça no acordo da Braskem (e não no da Odebrecht) apenas para ilustrar alguns episódios do maior escândalo de corrupção da história. Como sabemos, a delação da Odebrecht atinge mais de 200 políticos.
Herculano
22/12/2016 18:53
CINCO VEZES RÉU, LULA CONTINUA MUDO, MAS FAZ SEU INSTITUTO ATACAR LAVA JATO.EX-PRESIDENTE USA O SEU INSTITUTO LULA COMO VENTRÍLOQUO

Conteúdo do Diário do Poder. Dois dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virar réu em processo no qual é acusado de receber um terreno da Odebrecht, o Instituto Lula divulgou nota nesta quarta-feira, 21, na qual diz que a Operação Lava Jato atingiu um "grau de loucura" ao atribuir ao petista um terreno que é propriedade de uma empresa privada. Lula continua mudo, evitando perguntas incômodas de jornalistas.
"A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que, segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente", diz a nota.

O título do comunicado é Lava Jato supera Kafka e Minority Report em referência ao escritor checo Franz Kafka (1883-1924), autor de livros como A Metamorfose, e ao filme de ficção científica de Steven Spielberg estrelado por Tom Cruise, em 2002.

Na nota, o Instituto Lula critica a atuação da Lava Jato. "Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de PowerPoint de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente", diz o texto, que também faz críticas ao juiz Sérgio Moro.
Herculano
22/12/2016 18:43
ATITUDE DOS ESTADOS UNIDOS DE REVELAR DADOS CONTRASTA COM O SIGILO BRASILEIRO, por Mário César Carvalho, para o jornal Folha de S. Paulo


Sabe aquele matuto do comercial dos postos Ipiranga que sabe de tudo?

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o equivalente ao Ministério da Justiça brasileiro, fez esse papel ao divulgar os acordos da Odebrecht e da Braskem, revelando nesta quarta (21) informações que a Procuradoria Geral da República em Brasília mantinha sob sigilo havia meses por razões formais que talvez já não façam o menor sentido.

O DoJ, como é chamado nos EUA, deu um show de transparência, objetividade e rapidez, três pilares da Justiça eficiente. Informações consolidadas e claras sobre duas companhias brasileiras, a Odebrecht e a Braskem, foram organizadas de maneira que era desconhecida no Brasil.

Quer saber quanto a Odebrecht pagou em propina no Brasil para políticos e funcionários públicos? Pergunte ao DoJ. Foi o equivalente a R$ 1,9 bilhão, pela cotação atual do dólar, ou US$ 599 milhões, de acordo com um documento que faz parte do acordo da Odebrecht.

Quer saber os valores que a Odebrecht e a Braskem usaram para subornar autoridades? Pergunte ao DoJ.

Foi US$ 1 bilhão, distribuído em 12 países.

Não é o caso de sentir vergonha ou falar de complexo de vira-lata, o sentimento mais comum dos brasileiros quando o que parece ser o máximo de eficiência brasileira torna-se patética ao ser comparada com alguma experiência internacional.

O caso clássico mais recente foi a goleada de 7 a 1 que a Alemanha aplicou na seleção brasileira na Copa de 2014. No futebol, o vexame gerou uma depressão passageira e pouca mudança.

Com a Operação Lava Jato, a situação é distinta. Os procuradores de Curitiba e o juiz federal Sergio Moro enaltecem publicamente as qualidades da Justiça americana, tentam aplicar certos princípios no Brasil, mas a sensação que fica é de que o país está na pré-escola quando se compara com o modo americano de tratar crimes complexos, praticados por corporações do porte da Odebrecht.

E mesmo com a Lava Jato sendo resultado de um acúmulo de experiências que tem pouco mais de uma década e resultou na melhor investigação sobre corrupção política e o modo de fazer negócios públicos já realizada no país.

Moro tem a velocidade e a logística de trabalho similares a um juiz americano.

Os procuradores de Curitiba já fizeram apresentações anedóticas, como a do Power Point sobre o ex-presidente Lula, no que foi um ponto fora da curva.

A resultante geral, porém, é a revelação de uma escala de corrupção que assusta até os maiores especialistas acadêmicos no assunto.

O problema maior talvez seja de qualidade das investigações, de organização das informações e do tom na divulgação das descobertas.

Os americanos são crus e diretos quando obtêm provas ou confissões. Crime é crime, com provas e sem vazamento até o fim da apuração.

Na Lava Jato, muitas suspeitas são superfaturadas, como parece ser o caso do tríplex feito pela OAS cuja propriedade é atribuída a Lula. Já informações bombásticas são tratadas sem contundência, como é o caso do banco que a Odebrecht comprou em Antígua, no Caribe, para pagar propina quando outras instituições já não aceitavam operar com o volume de dinheiro sujo da empresa.

Procuradores podem alegar que as informações sobre a Odebrecht não foram divulgadas porque as delações são sigilosas por não terem sido chanceladas pela Justiça.

É tudo verdade, mas vai parecer bacharelismo mesozóico depois dos documentos divulgados pelos EUA. Até porque os suspeitos citados nas delações sabem que seus nomes estão lá. E nem precisam perguntar no posto Ipiranga.
Herculano
22/12/2016 18:39
AFINAL QUEM ERA O DONO DO BRASIL E DOS PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS DESVIADOS DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA E OBRAS? ONDE O PT E A ESQUERDA DO ATRASO NOS METERAM! GRUPO ODEBRECHT PAGOU UM BILHÃO DE DOLARES EM EM PROPINA EM 12 PAÍSES, DIZEM OS PROMOTORES DOS ESTADOS UNIDOS OS MESMOS QUE DESCOBRIRAM OS CORRUPTOS DA FIFA. SERÁ QUE TAMBÉM É PERSEGUIÇÃO COMO CADA VEZ MAIS ENROLADOS POR AQUI ACUSAM PT, DILMA E LULA CONTRA A POLÍCIA FEDERAL, O MINISTÉRIO PÚBLICO DO BRASIL E OS JULGADORES?

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Terxto de Bela Megale, Camila Mattoso, Julio Wiziack, Rubens Valente da sucursal de Brasília.Em documento tornado público nesta quarta-feira (21), o DOJ (Departamento de Justiça) dos Estados Unidos revelou que o grupo Odebrecht pagou US$ 599 milhões em propinas para servidores públicos e políticos brasileiros (ou R$ 1,9 bilhão ao câmbio atual) e mais US$ 439 milhões (R$ 1,4 bilhão) em outros 11 países, segundo documentos divulgados pelos EUA.

Do total repassado a brasileiros, segundo os americanos, US$ 349 milhões saíram da construtora Odebrecht e US$ 250 milhões da Braskem, o braço petroquímico da empreiteira.

Segundo o DOJ, os valores relativos à empreiteira são ligados a "mais de 100 projetos em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela".

Em troca dessas propinas, segundo o DOJ, a Odebrecht obteve pelo menos R$ 12 bilhões, ao câmbio de hoje, em benefícios com contratos nesses países. O esquema de repasses, de acordo com as autoridades americanas, funcionou entre 2001 e 2016.

Os nomes dos países e os valores envolvidos eram desconhecidos no Brasil até a publicação do DOJ. Alegando sigilo, a PGR (Procuradoria Geral da República), que conduz as delações dos funcionários da Odebrecht, nunca havia divulgado tais números e informações.

A informação sobre os valores e países consta de um documento chamado "informações Odebrecht", que acompanha o acordo assinado entre Brasil e EUA nesta quarta-feira (21). O documento é assinado por dois investigadores do governo norte-americano, Robert L. Capers, procurador de Justiça, e Andrew Weissmann, chefe da Seção de Fraude da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.

O documento descreve o pagamento de propinas em cada país. Um dos valores mais altos foi ligado à Venezuela. Só naquele país a Odebrecht pagou, segundo o DOJ, "aproximadamente US$ 98 milhões em pagamentos corruptos para funcionários do governo e trabalhadores intermediários em benefício deles na Venezuela no sentido de obter e manter contratos de obras públicas".

Em Angola, outro exemplo, entre 2006 e 2013 a Odebrecht teria pago "mais de US$ 50 milhões em corrupção para funcionários do governo de Angola no sentido de assegurar contratos em obras públicas". Em contrapartida, diz o DOJ, a Odebrecht "conseguiu benefícios de aproximadamente US$ 261,7 milhões como resultado desses pagamentos corruptos" somente naquele país.

Segundo os EUA, são os seguintes os países e valores: em Angola a Odebrecht teria pago em propinas US$ 50 milhões entre 2006 e 2013 por contratos no valor de R$ 261,7 milhões; no Brasil, US$ 599 milhões entre 2003 e 2016 (incluindo a Braskem); na Argentina, US$ 35 milhões por contratos de US$ 278 milhões no período 2007-2014; na Colômbia, US$ 11 milhões entre 2009 e 2014 por contratos no valor de US$ 50 milhões; na República Dominicana, US$ 92 milhões por contratos de US$ 163 milhões de 2001 a 2014; no Equador, US$ 33,5 milhões foram pagos de 2007 a 2016 por contratos de US$ 116 milhões; na Guatemala, US$ 18 milhões de 2013 a 2015 por contratos de US$ 34 milhões; no Moçambique, foram pagos US$ 900 mil de 2011 a 2014; no Panamá, US$ 59 milhões de 2010 a 2014 por contratos de US$ 175 milhões; no Peru, propinas de US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 em relação a contratos de US$ 143 milhões; na Venezuela, propinas de US$ 98 milhões de 2006 a 2015; no México, propinas de US$ 10,5 milhões entre 2010 e 2014 por US$ 39 milhões em contratos.

As autoridades norte-americanas afirmaram que a Odebrecht criou uma empresa chamada Smith & Nash Engineering Company, baseada nas Ilhas Virgens Britânicas, para operar atividades da Divisão das Operações Estruturadas, retratada pela Operação Lava Jato como um braço criado pela Odebrecht para pagar propinas em diversos contratos. "S&N foi usada pela Odebrecht para levar adiante o esquema de propinas, esconder e disfarçar pagamentos impróprios feito em benefício de servidores públicos estrangeiros e partido político estrangeiros em vários países", afirma o documento do DOJ.
Herculano
22/12/2016 18:14
POR MÊS,23 PROFESSORES DA REDE PÚBLICA PAULISTA SÃO AGREDIDOS NA ESCOLA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto por Luiz Fernando Toledo.Ao menos 23 professores da rede pública estadual de São Paulo sofrem agressões no ambiente escolar por mês. A taxa é a maior registrada nos últimos dois anos ?" em 2015 o índice era de 15 docentes por mês e em 2014, 20.

De janeiro a 31 de julho deste ano, as cerca de 5,2 mil escolas da rede pública paulista registraram 164 episódios de agressão. Em todo o ano passado foram 188 e em 2014, 237. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, os dados começaram a ser compilados de forma sistemática no fim de outubro de 2013 e, portanto, não há possibilidade de comparar uma série histórica mais longa.

A capital concentra um em cada quatro casos ?" foram 42 episódios de violência contra os docentes apenas neste ano, a maior parte (15) na zona leste da cidade. Se consideradas as estatísticas desde o fim de 2013, as cidades com mais casos são Mauá (31), Campinas (27), Guarulhos (20), São Bernardo do Campo (18), Santo André (18), Itapevi (18) e Suzano (16).

O nome das escolas onde os episódios aconteceram não é divulgado nem o histórico dos fatos. O Estado também solicitou os dados à Secretaria Municipal de Educação da capital, mas a Prefeitura informou que não realiza tal levantamento.

Além de causar traumas, as agressões podem afastar os professores da sala de aula ?" e até do magistério. Quando retornam, alguns passam a exercer funções de secretaria ou outros órgãos: são os professores readaptados. Reportagem do Estado publicada em março mostrou que São Paulo deu licenças a 372 professores por dia em 2015, uma em cada quatro delas por transtornos mentais.

Agredida por uma estudante em 2011, a professora de Geografia Maria Clara (nome fictício), de 44 anos, que trabalha em uma escola estadual em um município a 250 km da capital, não se recuperou até hoje. Na época, uma estudante de 17 anos a agrediu com uma cadeira e tentou enforcá-la. Maria Clara solicitou que seu nome e o do colégio não fossem citados.

Segundo a professora, a aluna, que já tinha histórico de ofender e desrespeitar professores, se recusou a fazer um exercício e foi mandada para fora da classe. "Ela se revoltou, pegou a carteira e me 'prensou' contra a parede com uma mão. Com a outra, me segurou pelo pescoço. Tive de empurrar para me livrar", diz Maria Clara, que registrou boletim de ocorrência.

A estudante foi suspensa, mas terminou o ensino médio na mesma escola. Maria Clara pediu afastamento e só retornou à unidade no ano seguinte. "Fui por algum tempo. Eu só chorava e tive de sair novamente."
Após se consultar com psicólogo e psiquiatra, ela conseguiu se enquadrar como "readaptada" e hoje trabalha na secretaria da mesma escola. "O trauma ficou. Não posso ter nada enrolado no meu pescoço e, se algum aluno encosta em mim, fico nervosa." A docente diz que, se voltasse para a sala, nunca mais chamaria a atenção dos alunos. "Devia ter deixado ela sentada e cuidado da minha vida."
Herculano
22/12/2016 17:56
da série: o desespero dos pelegos sindicalistas

PRESIDENTE DO TST DIZ QUE MP TRABALHISTA DESAFOGARÁ OS TRIBUNAIS

Conteúdo da Revista Época. Texto de Nonato Viegas. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Yves Gandra, disse que a minirreforma trabalhista deve desafogar os Tribunais. "Quando a lei não é clara, todo mundo recorre ao Judiciário, com razão, para ter seus direitos. A lei, agora, é clara. E, mais do que isso, valoriza a negociação. Acredito que a MP vai desafogar os Tribunais e fazer com que a Justiça seja justa, na medida em que será célere." Ele participou do lançamento das medidas trabalhistas no Palácio do Planalto, na manhã desta quinta-feira (22). Yves Gandra vinha havia alguns meses participando de encontros com os presidentes Rodrigo Maia, Câmara, e Renan Calheiros, do Senado, justamente para tratar da reforma trabalhista. "Acho que o Congresso não vai criar problemas nem alterar o sentido da MP, porque foi algo conversado entre os envolvidos ?" empregador, empregado."
Herculano
22/12/2016 17:52
SENADORES PEDEM A SUSPENSÃO DA LEI DAS TELECOMUNICAÇÕES

Conteúdo do site Jota. Texto de Livia Scocuglia. Um grupo de 12 senadores protocolou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do ato do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), que encaminhou para sanção do presidente da República o Projeto de Lei da Câmara 79/2016, que altera a Lei Geral das Telecomunicações.

Os senadores argumentam no MS 34562 que o ato do presidente da Casa feriu a norma constitucional que estabelece que sejam deliberados pelo plenário os projetos que, votados em comissões, tenham sido objeto de recurso por pelos 9 senadores. A regra está no artigo 58, parágrafo 2º, inciso I, da Constituição Federal.

"Os impetrantes tiveram o seu direito ao devido processo legislativo violado por decisão de Presidente do Senado Federal, determinou que o Projeto de Lei nº 79, de 2016, seja encaminhado à sanção presidencial sem que o Plenário o tenha apreciado, em clara afronta ao art. 58, parágrafo 2º, da Carta Constitucional", e continuam:

"De fato, é da autoridade coatora o poder dever de remeter à sanção presidencial projetos de lei regularmente (se e quando regularmente) aprovados pela Casa da Federação", sustentam.

O projeto em questão foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional (CEDN) no dia 6 de dezembro. Os recursos apresentados pelos senadores, para que o projeto lei fosse apreciado pelo plenário da Casa, foram rejeitados pelo presidente do Senado sob argumento de que não continham o número necessário de assinaturas.

Tal argumento foi questionado pelos senadores no mandado de segurança que afirmam que: "se tomados individualmente cada um dos três recursos, o único que não continha o número mínimo de assinaturas era o encabeçado pelo senador José Pimentel", os outros dois, segundo eles, apresentaram números de recorrentes superior ao mínimo de nove, como exigido pela Constituição.

"O termo 'recurso', assim no singular, é a expressão genérica que o Constituinte adotou para traduzir o essencial, que é a vontade manifestada por cada senador de que uma matéria decidida em caráter terminativo em uma Comissão do Senado seja levada à apreciação do Plenário. No caso de aqui se trata foram 16 senadores", argumentaram.

Por fim, os senadores pediram que seja concedida medida liminar para que o projeto de lei não seja encaminhado ao presidente da República e que seja reconhecido o direito dos senadores de que o projeto de lei seja apreciado pelo plenário do Senado Federal.

Nesta quinta (22/12), senadores se reuniram com a presidente do STF, Cármen Lúcia, para pedir celeridade na análise do caso.
Herculano
22/12/2016 17:47
CHEFE É CHEFE

Conteúdo de O Antagonista. Emilio Odebrecht relatou à Lava Jato que se reuniu com Lula em 2009 e pediu para que ele encaminhasse a Guido Mantega medidas em favor da Braskem.

Em seguida, Guido Mantega se encontrou com Alexandrino Alencar e passou-lhe o papelzinho com o pedido de 50 milhões de reais em propinas para a campanha de Dilma Rousseff.

O Antagonista disse inicialmente que Lula havia mandado Emilio Odebrecht negociar com Guido Mantega.

Mas foi o contrário.

Chefe é chefe.

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