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Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

24/03/2009

Escapou

A notícia nova é que a Eletro Aço Altona vai embora de Blumenau. Vai para Barra Velha, ao lado da BR-101. Até já comprou o terreno. A notícia velha é que a Altona, como outras, já farejaram Gaspar e Gaspar a perdeu. Há dois anos, executivos da empresa liderada pelo seu ex-presidente executivo Alcântaro Correa, hoje presidente da Fiesc, chegaram a sondar esta possibilidade via o presidente da Acig, Samir Buhatem e a equipe liderada pelo ex- prefeito Adilson Luís Schmitt, PSB.

 

As razões

Quatro fatores concorrem para a desistência da Altona de Gaspar: a forma como o assunto foi tratado; o terreno do Pocinho exigia muitas obras para adaptação da empresa; a falta de apoio da Câmara ao prefeito Adilson e o jeito como os vereadores analisaram o caso Procwork (aliás, tem gente orgulhosa disso até hoje); bem como a quebra do silêncio - a Altona pedia sigilo sobre as negociações. Entretanto, tudo foi parar na imprensa de Blumenau. Houve imediatos questionamentos, pressões e reviravolta no caso. Natural. Barra Velha aprendeu a lição. Ficou em silêncio e ganhou. Outras complicações reveladas mais tarde foram o precário sistema viário do Vale; a indisponibilidade de mão-de-obra, a falta de locais para novas habitações e aluguéis comparativamente altos em Gaspar. Acorda Gaspar.

 

Vem mais

Este negócio do precário sistema viário no Vale do Itajaí e especialmente aqui em Gaspar, bem como o descaso que se está dando à míngua do aeroporto de Navegantes, vão provocar outros estragos e dos grandes. Quando uma empresa anuncia a saída é aquela correria, acham-se os culpados. Mas ai já é tarde. E quando isto acontece tudo já está decidido há muito e não tem volta. Político só se lembra da empresa e do empresário em época de campanha para pedir apoio e dinheiro. Quando a empresa diz que vai embora, o político, cara de pau e para fazer média com os eleitores, ainda critica a decisão. Perde o município que não fez nada para reverter à falta de infraestrutura que dá suporte e sustenta os empregos e principalmente a geração riqueza e de tributos. Perdem todos. Pior do que não atrair, é não preservar o que já se tem. Acorda Gaspar.

 

Aniversariante

Repiso neste tema porque ele é importante para a reflexão da comunidade. Gaspar fez 75 anos de emancipação política na quarta-feira passada. A aniversariante e gasparense honorária, a senadora Ideli Salvati, PT, não veio para comemorar e se abrigar naquele palanque bonito e dizem, caro. Havia apostas desde que ela em campanha pelo companheiro Pedro Celso Zuchi, agradecida pelo título e enamorada pelo Vale, jurou estar aqui neste ano. Ideli preferiu Brasília, o Poder, o Congresso e o "amigo" Luís Inácio Lula da Silva.

 

Nuvens?

No meu blog no dia 10.03.09 sob o título "Ideli e o futuro" me arrisquei à uma análise e não uma previsão. Mas, parecia. A pesquisa Datafolha deste final de semana não deixou dúvidas e ascendeu a luz amarela. Ideli aparece uma vez em segundo lugar (Pinho Moreira, PMDB, em terceiro) em outra empatada em segundo com Leonel Pavan (PSDB) e em outra, fica em terceiro, quando Dário Berger, PMDB, é o possível candidato. Em todas as simulações, Ângela Amim, PP, vence a pesquisa, e com folga. Ideli não podia ter presente pior. Entretanto, ela e a sua equipe vêm embrulhando-o, faz tempo. E depois o bruxo sou eu. A pergunta que não quer calar: no ano que vem Ideli estará em campanha para ser governadora. Será que estará ausente do aniversário de Gaspar? No mínimo vai dividi-lo com Ângela.

 

Por que?

Por que a gasparense Ideli faltou com os gasparenses? Porque Gaspar, neste dia, de presente esperava o anúncio de mais verbas (ou pelo menos as prometidas) para o Hospital; atitudes para se restabelecer da catástrofe de Novembro e que está desgastando por demais o companheiro Pedro Celso Zuchi; dinheiro para a reconstrução das casas e que agora virou pó etc e tal. Esperava-se também o anúncio da ponte do Vale e do Anel Contorno via recursos do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - da ministra-companheira- candidata Dilma Roussef, PT, para nos desentalar deste gargalo em que o Vale do Itajaí está metido. Não foi desta vez. Quem sabe no ano que vem. Para uns, um ano de promessas, para alguns de cobranças e para poucos, ano de realizações. Acorda Gaspar.

 

Hospital I

Esta já estava no meu blog desde sábado. O advogado Francisco Hostins Júnior, secretário de Saúde de Gaspar, afirmou ao Jornal de Santa Catarina, na quinta-feira passada "penso que o fechamento não seria necessário. Mas como havia muitas dívidas, optou-se por isso", quando abordado na reportagem feita sobre os dois anos de fechamento do Hospital de Gaspar. Como? Baseado no que ele pode pensar tão superficialmente assim? O que ele fez então para não deixar o Hospital fechar?

 

Hospital II

Se Hostins se expressou por conta da sua orientadora Julita Schramm e outros que o influenciam na secretaria, ele está coberto de razão. Coisa antiga e preocupante. Se não foi, está na hora dele se informar melhor sobre este assunto do qual o município, incluindo a primeira administração de Pedro Celso Zuchi, PT, seu atual chefe, tem culpa e das grandes, no fechamento. Afora as dívidas que ele relacionou, o que é verdade, o Hospital estava velho fisicamente, ultrapassado, sucateado. Tudo isso tema de vários comentários meus sobre este assunto. A reconstrução do moderno Hospital já consumiu quase R$10 milhões. Esses recursos não vieram, praticamente, dos cofres municipais. Assim é fácil falar quando não se coloca a mão na massa e no bolso. A verdade é que a prefeitura, políticos, médicos e uma gestão amadora contribuíram para este sucateamento. Acorda Gaspar.

 

Hospital III

Esclarecendo. É verdade que o atual prefeito está colocando por mês R$130mil por mês lá. Mas, por força de Lei, inserida no Orçamento, aprovada pela Câmara no ano passado e num projeto de Adilson Luís Schmitt, PSB. Quem corroeu o hospital foi a politicagem, a falta de gerência profissional, a miséria paga pelo SUS e que o governo Federal - leia-se Lula e PT - não deu solução até agora. Todavia, o buraco veio no uso indevido e continuado pelo município do Pronto Atendimento. Por este serviço, chegou-se a pagar R$10 mil por mês, quando se pagava e não tratava o assunto como doação, uma esmola política. Hoje, o secretário Hostins, a orientadora Julita e o prefeito Zuchi sabem quanto custa um Pronto Atendimento aberto à população: muito mais dos que os R$130 mil que repassam e pretendem repassar quando o Hospital estiver aberto. Quer a prova dos nove? Olhem a conta e a planilha do Cars - Centro de Atendimento de Risco - e que agora está aberto 24 horas. Acorda Gaspar.

 

Terça gorda

Na noite de terça-feira passada acontecimentos densos, diferentes e marcantes. No Braço Baú a demonstração de uma comunidade organizada. Uma mobilização consciente no valor e a persistência de Tatiana Richard Reichert e a sua Adarb. Seis deputados, o prefeito de Ilhota Ademar Feliski, PMDB, o secretário regional, Paulo França, PMDB, muitas autoridades de grosso calibre ouvindo e se explicando. Seiscentos ilhotenses testemunhando.Tudo para encontrar solução aos problemas de lá. Em Gaspar, o radialista repórter da rádio Sentinela do Vale, J. Aguiar ( o João Luiz de Aguiar) lançou no restaurante Papitos, o livro "Relatos de uma Tragédia". Prestígio que trouxe o prefeito Pedro Celso Zuchi, PT e seu staff para o lançamento. Enquanto isso, na Associação dos Servidores Municipais, a pretexto de se comemorar o aniversário da sua já declarada ex, mas hoje atual esposa, a Jacqueline Sofia Schneider Schmitt, a Jacque, o ex-prefeito Adilson Schmitt, PSB, reuniu-se com os que o cercavam na prefeitura quando era prefeito. A saudade e o chororô foram grandes.

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