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Prefeitura de Gaspar patrocina um comício político nesta segunda-feira à noite. É para lançar um audacioso programa de investimentos ?Avança Gaspar? - Jornal Cruzeiro do Vale

Prefeitura de Gaspar patrocina um comício político nesta segunda-feira à noite. É para lançar um audacioso programa de investimentos 'Avança Gaspar'

24/09/2018

Da esquerda para a direita: o prefeito Kleber, o vice Luiz Carlos, o secretário da Saúde, Carlos Roberto Pereira que articula o governo Kleber e o secretário de Planejamento Territorial, o engenheiro Alexandre Gevaerd vão anunciar hoje à noite aos gasparenses o programa “Avança Gaspar”

Antes, todavia, precisa aprová-lo na Câmara, onde é minoria. Garimpa pelo menos um voto da oposição e o tem como certo.

Por isso, estuda antecipar essa votação numa sessão extraordinária.

Depois de lotear os votos dos 46.254 votos dos gasparenses para candidatos bem distantes daqui, MDB e PP (Sul, Norte e Grande Florianópolis), fazem na noite desta segunda-feira, na Sociedade Alvorada, um comício para os eleitores de Gaspar. Vão lançar, com atraso de quase dois anos, um programa de investimentos para a cidade e os cidadãos. Ele está sendo chamado de “Avança Gaspar”.

O programa é reconhecidamente audacioso. Nunca antes foi tentado algo dessa magnitude, com endividamento provocado pela falta de recursos públicos de Brasília e Florianópolis. Ele é muito interessante se realmente tudo der certo e for executado no tempo que se quer e se anuncia. Antes de ser um programa que busca soluções para a cidade e os cidadãos, é uma ação de marketing visando reverter a má imagem da atual gestão já detectada nas pesquisas.

É que o “Avança Gaspar” tenta criar e colar uma marca de fazedor de coisas no prefeito e na atual administração. Até aqui, eles mesmos vêm desmanchando o seu próprio slogan de campanha e gestão, ou seja, a de serem “eficientes”. Tudo normal, o que acontece hoje a noite. É do jogo jogado e arriscado, se não fosse por detalhes que relato a seguir.

O programa executivo – não o financeiro - depende ainda do debate e aprovação de dois Projetos de Lei e de outros dois Projetos de Lei Complementar na Câmara. Eles vão permitir mexer na mobilidade urbana, na infraestrutura, na legislação do Plano Diretor vencido há cinco anos e não revisado como manda a lei específica federal e a municipal que o criou, além de outros dois Projetos de Lei onde a Câmara, obrigatoriamente, tem que dar aval ao município para ele tomar R$100 milhões de empréstimos na Caixa Econômica Federal e no Banco Regional de Desenvolvimento Econômico.

A propaganda dos que estão no poder de plantão na mídia amiga e nas redes sociais, fala e exagera em R$150 milhões. Entretanto, não indica as fontes para se chegar a esse montante. Provavelmente – para quem consegue já fazer contas de adição – aos R$100 milhões emprestados serão somados recursos próprios e de outros R$20 milhões de financiamentos já aprovados recentemente pela Câmara para a prefeitura.

COSTURA DE BASTIDORES

Especificamente para os dois PL que autorizam o município contrair o financiamento de R$100 milhões – um de R$40 milhões e outro de R$60 milhões -, há uma costura de bastidores em curso há duas semanas do governo Kleber. Ela envolve vereadores da majoritária oposição PSD, PDT e PT, bem como o neo oposicionista Silvio Cleffi, PSC. Ela se dá de forma quase natural, como relatei na coluna de quarta-feira, exclusiva, aqui no portal Cruzeiro do Vale.

Se resistirem muito, os oposicionistas sabem que passarão a imagem para a cidade de intransigentes e de culpados pela não realização e entrega a tempo das obras para os cidadãos.

Se cederem logo, os vereadores oposicionistas furam o balão que prefeitura inflou para comodamente transferir a culpa da falta de dinheiro e obras para a oposição. Jogo.

Os políticos oposicionistas sabem que o problema não está exatamente em obter os financiamentos, mas o de usar o dinheiro aprovado na execução das obras. É nesse item que a prefeitura vem falhando sistematicamente – mesmo tendo verbas federais já liberadas e disponíveis desde o governo passado - e se atrasando além da conta para até com obras já em andamento.

Duvida? Veja o que relata em detalhes um leitor, no artigo que replico abaixo com o título “a voz do leitor da coluna”.

E para não perder a oportunidade de diálogo que se criou sobre esse tema com a oposição, o governo de Kleber, Luiz Carlos e Pereira pretende até, antecipar a votação dessa matéria numa sessão extraordinária a qual pode até ocorrer esta semana. Uau! E a oposição por sua vez, em bloco – o PT por motivos óbvios resiste à esta idéia - ou com alguns que já sinalizaram essa possibilidade, à aprovação dos dois PLs sobre o aval das tomadas de empréstimos parece estar facilitado para a votação favorável na Câmara.

POR QUE É COMÍCIO? I

Porque estamos em reta final de campanha eleitoral e o poder de plantão – liderado por Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP - está sendo cobrado por exatamente não ter ainda uma marca de governo, ações e resultados, as quais prometeram aos gasparenses na campanha vencedora de 2016.

Estes fatos estão interferindo negativamente. Eles dificultam a vida dos cabos eleitorais do poder de plantão à coleta de votos e apoios na própria base governo nesta eleição. A cobrança é grande nas andanças pelo município.

Porque o ato é realizado à noite, num recinto particular e fechado.

Porque oficialmente, até o fechamento desta coluna, este ato não constava do site oficial da prefeitura, mas apenas e exaustivamente – desde a semana passada - das redes sociais dos políticos do poder de plantão – incluindo o próprio prefeito - e na imprensa amiga.

Para não gerar questionamentos jurídicos? Ou porque não é oficial e sim propaganda eleitoral subliminar mesmo?

Porque o que se vai anunciar é apenas uma ideia. Ela não é totalmente conhecida. Eu venho desvendando-a aos poucos, e antes de todos. Este era o título da coluna de quarta-feira, por exemplo: “Não há dinheiro em Brasília e Florianópolis. Sem alternativas, Kleber pede à Câmara autorização para contratar R$100 milhões de empréstimos para obras da cidade”.

E para não perder a oportunidade de diálogo que se criou sobre esse tema com a oposição, o governo de Kleber, Luiz Carlos e Pereira pretende até, antecipar a votação dessa matéria numa sessão extraordinária a qual pode até ocorrer esta semana. Uau! E a oposição por sua vez, em bloco – o PT por motivos óbvios resiste à esta idéia - ou com alguns que já sinalizaram essa possibilidade, à aprovação dos dois PLs sobre o aval das tomadas de empréstimos parece estar facilitado para a votação favorável na Câmara.

POR QUE É COMÍCIO? I

Porque estamos em reta final de campanha eleitoral e o poder de plantão – liderado por Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP - está sendo cobrado por exatamente não ter ainda uma marca de governo, ações e resultados, as quais prometeram aos gasparenses na campanha vencedora de 2016.

Estes fatos estão interferindo negativamente. Eles dificultam a vida dos cabos eleitorais do poder de plantão à coleta de votos e apoios na própria base governo nesta eleição. A cobrança é grande nas andanças pelo município.

Porque o ato é realizado à noite, num recinto particular e fechado.

Porque oficialmente, até o fechamento desta coluna, este ato não constava do site oficial da prefeitura, mas apenas e exaustivamente – desde a semana passada - das redes sociais dos políticos do poder de plantão – incluindo o próprio prefeito - e na imprensa amiga.

Para não gerar questionamentos jurídicos? Ou porque não é oficial e sim propaganda eleitoral subliminar mesmo?

Porque o que se vai anunciar é apenas uma ideia. Ela não é totalmente conhecida. Eu venho desvendando-a aos poucos, e antes de todos. Este era o título da coluna de quarta-feira, por exemplo: “Não há dinheiro em Brasília e Florianópolis. Sem alternativas, Kleber pede à Câmara autorização para contratar R$100 milhões de empréstimos para obras da cidade”.

A VOZ DO LEITOR DA COLUNA

Interessante. Para a reflexão. Na quinta-feira, na área de comentários do meu artigo de quarta-feira no portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo de Gaspar e Ilhota, mais atualizado, acessado e de credibilidade, inclusive no retorno comercial para seus investidores, “Não há dinheiro em Brasília e Florianópolis. Sem alternativas, Kleber pede à Câmara autorização para contratar R$100 milhões de empréstimos para obras da cidade” suscitou vários questionamentos.

Entre eles, a do leitor que se identificou como Pedro S. Rodrigues. Ele mostra, no óbvio, que o problema da atual gestão não se trata exatamente da falta de recursos, mas da capacidade de execução do atual governo para o óbvio, o simples e o que já estava encaminhado. Escreveu ele.

“As ideias da administração [de Gaspar] são, sem dúvida, audaciosas para o nosso município com a pretensão de financiar mais de 100 milhões de reais.

Mas me pergunto será que a equipe de governo do prefeito Kleber tem competência para tal?

Atualmente o que observo, após praticamente dois anos de mandato, são várias obras e projetos pendentes conforme pontuo:

- Rua Madre Paulina – Parada. Desde janeiro/2017 já vinha sendo executada em ritmo lento; somente após 20 meses é que uma atitude de romper o contrato foi tomada.

- Posto de Saúde Margem Esquerda (Loteamento nas margens BR-470) - Obra já encontrava-se parcialmente executada em janeiro/2017, porém até o momento não foi concluída.

- Posto de Saúde Gasparinho - Obra também já encontrava-se parcialmente executada em janeiro/2017, porém até o momento não foi concluída.

- Escola Olímpio Moretto - Obra já encontrava-se parcialmente executada em janeiro/2017, porém até o momento não foi concluída.

- Rua Itajaí - Obra não foi iniciada, porém o recurso para sua execução já encontrava-se disponível em janeiro/2017.

- Rua Bonifácio Haendchen - Obra não foi iniciada, sendo que o recurso para sua execução também ja encontrava-se disponível em janeiro/2017.

- Alteração do Trânsito Central - Assisti um vídeo do prefeito nas redes sociais este mês que as obras iniciaram no conhecido trevo da Parolli, porém com o atual ritmo da execução que observa-se no local certamente vai longe.

- Sistema de Esgotamento Sanitário (bairro Centro, Santa Terezinha e Sete de Setembro) - Projeto de 2014 e recursos de 36 milhões liberados em maio/2017 conforme noticiado na imprensa regional, pelo o que pesquisei nem a licitação para contratação da obra ocorreu.
(http://www.informeblumenau.com/governo-federal-vai-bancar-implantacao-de-esgoto-em-gaspar/).

Talvez alguns irão comentar que o atraso nessas obras deu-se em virtude de revisões necessárias em projetos, problemas burocráticos, culpa da antiga administração e outros. Contudo após 20 meses de governo, mesmo com recursos já disponíveis e algumas obras de pequeno porte já executadas parcialmente, visualiza-se que a equipe de governo do prefeito Kleber certamente não é da ‘Gaspar Eficiente’ como se intitulam.

Será que, caso haja êxito nesses financiamentos, o governo Kleber conseguirá iniciar a execução das obras do Anel de Contorno e do Parque de Lazer? Eu particularmente não acredito, as eleições municipais são daqui a dois anos, o tempo voa e o governo municipal não acordou!

TRAPICHE

Vem mais uma exposição na Câmara de Gaspar. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, vetou o projeto 22/2018, ilegal e inconstitucional, de autoria do vereador funcionário público (Samae) Cícero Giovane Amaro, PSD. Ele reintroduz o pagamento em dinheiro do Vale Alimentação, como se fosse parte do vencimento do funcionário público municipal.

A exposição é da Câmara como um todo. Se a maioria oposicionista com os seus sete dos 13 votos anular o veto do prefeito ao PL, o outro funcionário público municipal, médico, vereador e presidente da Câmara, Silvio Cleffi, PSC, ex-aliado de Kleber, poderá promulga-la.

Se assim fizer vai “se dar bem” com o funcionalismo e o Sintraspug, mas corre riscos reais como o de legitimar uma lei ilegal e inconstitucional segundo os relatórios do próprio corpo técnico da Câmara e da relatoria geral do projeto de lei. Ou seja, há provas abundantes contra o PL e quem a assiná-la, com todos os reflexos de responsabilização.

Se não a promulgar, por motivos óbvios e técnicos, Silvio será, certamente, mal interpretado e mal-entendido para a plateia que ele dá show quando passou para a oposição. Se não for promulgada estará patente que foi um blefe dos políticos para o funcionalismo. Desmoraliza-se

Silvio está numa sinuca de bico. Ou seja, vai se conhecer agora a verdadeira habilidade do jogador e a qualidade dos riscos que tomou nesse jogo. Ao menos não pode reclamar de falta de assessoramento qualificado, tanto que foi buscar para ele um de bem de longe daqui.

Só para lembrar. Este PL ilegal e inconstitucional, para não se sangrar mais em época amarga de campanha eleitoral perante os funcionários públicos, os seis vereadores da base de Kleber votaram a favor do PL na Câmara. São, em síntese, todos cumplices de uma mesma farsa. Acorda, Gaspar!

E para encaminhar ao encerramento. Esta coluna parece que virou a Ouvidoria dos cidadãos ou inexistente Observatório Social de Gaspar e Ilhota. Não é! A tentativa de substituir esses instrumentos de controle das instituições públicas, mostra claramente que parte das cidades está acordada, que ao mesmo tempo, há uma doença institucional e poucos sabem a quem se socorrer para trata-la, pois não acreditam nos mecanismos disponíveis para tal.

Choveram na área de comentários da coluna de sexta-feira, no meu telefone e whatsapp, para os que o possuem, no e.mail, pontuações, indignações, reclamações e denúncias sobre uma movimentação de terras ao lado do ribeirão, em pleno Centro da cidade de Gaspar, na Avenida das Comunidades.

As indignações iam contra desde a prefeitura, empresários, órgãos ambientais e até a promotoria da Comarca que cuida dos assuntos do meio-ambiente. Eu já escrevi que essa área ambiental na atual administração de Gaspar está uma zorra. Mas, quando autorizaram uma terraplanagem e permitiram o “engordamento” da margem esquerda do Ribeirão Gaspar Grande no ano passado, também em pleno Centro e luz do dia, com denúncias na Câmara e no MP, estava dada a senha de que tudo podia.

Se em Gaspar nada vai adiante, resta Florianópolis. E é para lá, e não para a coluna que os indignados devem se dirigir como o IMA, a corregedoria do MP...

Raimundo Colombo, PSD, deixou Gaspar sete anos à míngua. Veio aqui pela primeira vez quando o seu helicóptero teve que pousar por causa do mau tempo. Colombo sempre foi governador de Lages e não dos catarinenses.

Agora, descobre-se, por um vídeo de circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens, que Colombo fez muito mais para Lages. Asfaltou a estrada de Coxilha Rica, um distrito distante de Lages, de poucos moradores e movimento nulo, onde vejam só, o ex-governador possui a sua fazenda.

Enquanto isso, a nossa Rodovia Jorge Lacerda onde passam milhares de veículos por dia para gerar impostos para o estado, está uma lástima e se arrasta na sua revitalização por meses afio e numa incoerência sem fim. Esses políticos no poder com os pesados impostos de todos cuidam das suas coisas e na propaganda, dizem que tudo o que fazem é pelo povo.

Se a moda pega... vai faltar candidato nesta eleição. O PSDB expulsou no sábado o prefeito de Rio do Sul, José Thomé. Foi pego fazendo e declarando votos em candidatos de outra coligação.

Uma moradora do Bela Vista foi ao Facebook e denunciou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Celso Oliveira, MDB, morador do bairro, que é classificado de área urbana. Ele cria porcos por lá. A fedentina é grande e segundo ela, ali é um criadouro de moscas. Ou seja, entende-se agora a razão da porcaria. Acorda, Gaspar!

Comentários

LEO
26/09/2018 08:15
O SINTRASPUG ESTA ENVIANDO CONVITE PARA OS SERVIDORES,COMPARECER HOJE NA SEÇÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA DE VEREADORES.POR CAUSA DO PROJETO QUE AUTORIZA O GOVERNO MUNICIPAL.A PEGAR UM EMPRÉSTIMO DE 60 MILHÕES.E ALERTANDO OS SERVIDORES QUE TEM OUTRO PEDIDO NA CASA DE LEIS DE 40 MILHÕES.FORA UM OUTRO GRANDE PROJETO QUE ESTA SE FALANDO NOS CORREDORES DA POLICLÍNICA.QUE TAMBÉM VAI PRECISAR DE EMPRÉSTIMO.O SINTRASPUG ESTA ALERTANDO OS SERVIDORES SOBRE OS PROBLEMAS QUE SE PODE TER .COM O COMPROMETIMENTO DAS RECEITAS DO MUNICÍPIO A LONGO PRAZO.RESUMO VAI SOBRAR PARA OS SERVIDORES. DEPOIS DO MINHA CASA MINHA VIDA,VEM GASPAR MINHA CIDADE MINHA DÍVIDA.
Fulano
26/09/2018 06:35
Esse governo está uma vergonha. Onde só quer ferrar com os servidores públicos tirando seus direitos. Só projetos e mais projetos; verbas e mais verbas principalmente na área da saúde mas só dizem que melhorou pois continua a mesma mer...... de sempre. Dois anos de governo e até agora nenhuma obra grande foi iniciada e finalizada só terminaram obras do partido anterior. Do jeito que está indo as coisas Gaspar só irá ter milhões de reais em dívida porque o dinheiro vem mais cada as obras. Acorda gasparense ou vai ser tarde
Herculano
25/09/2018 20:20
VAI HAVER SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA NESTA QUARTA-FEIRA À NOITE PARA DISCUTIR O PROJETO DE LEI QUE AUTORIZA O MUNICÍPIO DE GASPAR TOMAR R$60 MILHõES JUNTO A CAIXA

A REALIZAÇÃO DA SESSÃO FOI APROVADA COM OS VOTOS CONTRÁRIOS DA BANCADA DO PT - DIONÍSIO LUIZ BERTOLDI, RUI CARLOS DESCHAMPS E O SUPLENTE HAMILTON GRAFF - ALÉM DO PRESIDENTE DA CASA, SILVIO CLEFFI, PSC.

NOS DISCURSOS DESTA NOITE, A RELATORIA GERAL DO PL 92/2018, A SUPLENTE MARISA ISABEL TONET BERETTA, PSD, MESMO SEM A MATÉRIA TRAMITAR EM TODAS AS COMISSõES JÁ ENCAMINHOU O SEU VOTO FAVORÁVEL PARA A SESSÃO DE AMANHÃ. O MESMO SINALIZOU OUTRO OPOSICIONISTA, ROBERTO PROC?"PIO DE SOUZA, PDT.
Herculano
25/09/2018 18:45
"SENHORA DE SEU DESTINO",editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Uma marca da campanha eleitoral de 2018 é a placidez com que se atacam os princípios basilares da democracia sem que isto enrubesça a face dos liberticidas ou cause arrepios nos segmentos da sociedade que os apoiam. O menoscabo pelas instituições republicanas, os ataques à liberdade de imprensa e o desapreço pela atividade política dita tradicional são vocalizados, às vezes em português cristalino, por candidatos bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.

A popularidade dessas candidaturas parece crescer ?" ou ao menos não chega a ser abalada - à medida que recrudescem os ataques verbais e, mais grave, as ameaças, diretas ou veladas, a tudo e a todos que estejam de alguma forma associados ao establishment político, aqui tomado em sua mais nobre acepção, qual seja: o ambiente propício à construção de compromissos em prol do bem comum. Isto implica tratar adversários como interlocutores legítimos, não inimigos a serem eliminados das lides próprias da política. Não é isso que se tem visto.

O anseio de vingança e o pendor ao autoritarismo, não raro conjugados, têm dado a tônica dos discursos dos candidatos que lideram as pesquisas e de seus porta-vozes. O despreparo absoluto para definir e conduzir os rumos da Nação é tomado como virtude em meio à derrocada de profissionais da política, fruto de uma perniciosa metonímia - não casual - que condenou o todo pelo desencaminho de partes. A História há de cobrar de alguns membros do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário a salgada fatura pela criminalização da política, indistintamente.

Soa bem o discurso da destruição aos ouvidos exaustos e indignados de muitos brasileiros fartos de sucessivos, e cada vez mais escabrosos, casos de corrupção. Tantos que a fazem parecer, erroneamente, um mal atávico de nossa identidade nacional.

Cala fundo nos corações de cidadãos que temem por suas próprias vidas e as dos seus nas grandes cidades do País o discurso da força, não só a que provém do Estado, detentor legítimo do monopólio da violência, mas sobretudo a de lideranças que buscam personificar um resgate da "ordem", ainda que em nome disso sobrepujem as garantias do Estado de Direito que nossa Lei Maior consagra já em seu preâmbulo.

O que haverá de surgir dos escombros da chamada antipolítica - no fundo, uma falácia ?" não se sabe o que é; e isso não parece ter muita importância no debate eleitoral.

A Nação não poderá alegar desconhecimento ou "traição" caso triunfe nas urnas um dos projetos autocráticos e populistas que ora estão sob escrutínio público. Não haverá inocentes caso se abatam sobre o País os infortúnios que certamente hão de advir do perigoso flerte com o atraso. Na era da informação massificada, não há álibi para consciências arrependidas.

Na mesma medida, estão muito claros os enormes desafios que se apresentam diante da Nação para que o País volte a trilhar o benfazejo caminho do desenvolvimento econômico e da justiça social. Tal como as ameaças à democracia, as saídas deste labirinto no qual os brasileiros foram colocados como camundongos da nefasta experiência lulopetista, são claras também as propostas apresentadas por outros candidatos para sanear as contas públicas, retomar os investimentos e reduzir o dramático nível de desemprego.

A impopularidade desse conjunto de medidas saneadoras, no entanto, é alta. É diretamente proporcional à dimensão dos danos infligidos ao País pelos desatinos de Dilma Rousseff, que em boa hora foi apeada do poder antes que tivesse tempo de superar os limites de sua própria incompetência.

Em pouco mais de duas semanas, a sociedade brasileira será chamada a escolher entre dois caminhos possíveis: o mais difícil, o do compromisso nacional com as reformas e a responsabilidade; e o caminho fácil do populismo e do sonho irrealizável. Qualquer que seja a escolha livremente feita nas urnas, a Nação será senhora de seu destino. A ver se iremos em direção ao fortalecimento da democracia e à saúde fiscal do País ou se daremos uma guinada rumo a um passado de tristes lembranças.
mario pera
25/09/2018 17:23
Caro Odir, você expôs com clareza o que se ouve na ruas, nas conversas em grupo. Estou no PSDB há 30 anos. O partido se firmou na linha politica da social-democracia e por este caminho trilhou tendo quadros e experiencias administrativas que eram aprovadas com índices elevados pela população. Casos como Covas, Serra e Alckimn em SP; Jereissatti no Ceará, Aécio em Minas, Prillo em Goiás e por ai afora. Mas destes citados alguns estáo metidos no mesmo jeito de fazer politica que sempre combatemos. Ainda assim me mantenho não por teimosia mas por convicção com Alckmin, mas está claro que seu mote e estilo de buscar o alcance do voto nacional não tem impacto. Está preparado para o eleitor de SP até pelo nivel do voto. Tanto é que o PT em SP não se cria.
Mas até em minha familia não consigo dissuadir as opções já declaradas para o deputado Bolsonaro. E são votos a partir dos jovens. Estes é que estão fazendo a grande revolução quieta porém certeira.
Não entendo a má vontade da imprensa com Bolsonaro. Atacá-lo é defender o mais do mesmo. É querer que o que está ai prossiga. Alegar que foi deputado fraco...Meu caro Odir, como alegar isso se a grande maioria dos deputados fortes estão metidos até o pescoço com denúncias de corrupção e toda especie de delito. E não escapam de nenhum partido. Como dizer que Bolsonaro é radical e intransigente se não é possivel dialogar com gente do PT, do PSOL, do PCdB e parte do PDT. Como alegar que Bolsonaro é ameaça à ordem nacional se já não vivemos uma ordem, onde a bagunça reina, a violéncia impera. Como podem alegar que Bolsonaro é ameça às instituiçoes se nunca antes na história deste país (plagiando um que está preso ditando ordens pra aqui fora), vimos um STF táo dividido e com viés politico e ideológico nos envergonhando a cada decisão que uma daquelas turma tom. Instituiçoes como Congresso Nacional e Executivo mergulhados na caca da corrupção e ai seguem governos e assembleias legislativas, prefeituras e câmaras municipais..Como alegar que Bolsonaro é ameaça à democracia e a liberdade de expressão se está claro o atrelamento do PT e seus seguidores ao Foro de São Paulo e declarações explícitas de exercer o controle das comunicaçoes sociais. Como atribuir ao Bolsonaro que ainda nem se elegeu presidente incapacidade para gerir a economia se todos sabemos que isso não premissa ou curriculo fundamental a qq presidente (senão teria que ser médico, professor, atleta,engenheiro, agricultor..escritor, cantor para atender as necessidades em todas áreas de governo), e que por exemplo FHC que fez o Cruzado e deu sequencia às suas bases é Sociólogo, se Lula com fraco conhecimento geral adotou Meirelles para ser o timoneiro em seus 8 anos de governo. Como atribuir a Bolsonaro desprezo às mulheres se foi o mais combativo deputado a defender a redução da maioridade penal especialmente para os que cometem estupro e pena maior e sem progressao de pena aos que cometem feminicídio...e como querer que se tenha salários iguais entre homens e mulheres quando se sabe que isso não se faz por lei e nem por decreto...fosse assim teríamos que estar cobrando (e as mulheres especialmente), por que FHC, LULA e Dilma não fizeram? Como Haddad e Alckmin fiadores das administraçoes do PSDB e PT podem prometer isso?
Odir fazes bem. Vivemos a nossa juventude atuando no MDB pelo fim do regime militar.. queriamos e alcançamos no início dos anos 80 a abertura. Não havia PT naquela época, estamos quietos e acomodados alguns até na ARENA que era o partido aliado dos militares. Tinhamos escolas públicas de qualidade em que estudavamos todos juntos: pobres e ricos..e saiamos às ruas a qualquer hora do dia e da noite sem sermos importunados quanto menos ameaçados para nos tirarem um sapato ou um relógio....
É isso que meus filhos me dizem. Queremos poder viver livres num país que se livre. Queremos todos poder sair às ruas, ficar numa praça, fazer luau, acampar...Queremos viver como todos vivem noutros países que têm ordem, disciplina e desenvolvimento. Eles me lembram que no momento atual quem sempre paga a conta é o pobre. Isto há quase duas decadas é assim. Então Odir você está expressando o que se ouve todos os dias. Cresce uma massa quase que desesperada querendo encontrar uma saida. Saida que PSDB, PMDB, DEM, PP, PTB, PT, PPS, PSB....nao ofereceram. Tivemos isso em 1989 quando apareceu um forasteiro e levou a eleição, na época Collor foi bancado pela Globo e o povo só via a TV e caiu na cilada. Hoje a Globo não tem mais domínio tanto que teve que transmitir para os "100 milhões de uns " a declamação do edital de O GLOBO de 1984 em Roberto Marinho firmava seu apoio e crença no regime militar. Bolsonaro fez mais pediu pra exibir em rede nacional o livro que Boner achou impróprio para o horário mas que está nas bibliotecas - a mesma Globo que exibe cenas provativas em todos horários. A mesma Globo que combate o armamento e os gestos de Bolsonaro empunhando arma porém exibe filmes violentos - com tiros e balas - aos olhos das crianças....e por ai vai. Valeu Odir é isso.
Leitor
25/09/2018 17:11
https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2018/09/25/dois-esqueletos-de-58-mil-anos-sao-achados-ao-lado-de-obras-de-duplicacao-da-br-470-em-ilhota.ghtml

Renato Luiz Nicoletti
25/09/2018 16:49

Eu iria ficar quieto neste processo eleitoral, mas não dá. O melhor dos mundos, na minha modesta opinião, vejam só, minha opinião, seria um segundo turno com um candidato mais de centro e um diferente, que nada tivesse relação com tudo que está aí. Entretanto, o que teremos é um candidato com uma posição bastante clara de mudança nos padrões do relacionamento público-privado e outro (escolhido agora pela grande mídia) representando um modelo de como se faz a pilhagem da coisa pública. Um candidato que não é preferencia do ex presidente preso, é seu representante. Falo obviamente do Bolsonaro e do Haddad. Ou apostamos em algo diferente, ainda que duvidoso sob alguns aspectos, ou reconduzimos a quadrilha para locupletar-se novamente.
Gilmour Walters
25/09/2018 16:17
Sr. Herculano

O Executivo recupera maioria na Câmara com apoio de um Brizolista.
Promessas e negociatas fora firmadas, basta ver os encontros do prefeito o dito oposicionista em seu gabinete.Isto teve um preço e certamente muito alto. A política é uma caixinha de surpresa e dá muitas voltas.
Acorda Gaspar.
LEO
25/09/2018 14:43
NA QUARTA FEIRA OS VEREADORES VÃO VOTAR NA SEÇÃO EXTRAORDINÁRIA,A APROVAÇÃO OU NÃO DO EMPRÉSTIMO DE 60 MILHÕES.QUE VAI AJUDAR O MUNICÍPIO A FICAR ENDIVIDADO.É BOM OS SERVIDORES FICARAM ESPERTOS.VAI SER MAIS UMA DESCULPA PARA O GOVERNO,FAZER OS SERVIDORES AJUDAREM A PAGAR A CONTA.
Pedro ortazs
25/09/2018 13:10
Agora além de alugar o Alvorada o prefeito manda funcionários da prefeitura ir limpar o prédio isso sim é chamado de desvio de função tirando servidores de dentro do seu local de trabalho e no horário que deviam estar trabalhando para o povo ir limpar uma sociedade particular aonde está o Ministério Público Herculano??
Herculano
25/09/2018 12:40
GASPAR NO NOTICIÁRIO POLICIAL DESTA TERÇA-FEIRA

É produtora e fornecedora de produtos falsificados.
Herculano
25/09/2018 12:23
AO ODIR

1. As pesquisas (Datafolha e Ibope) estão no caminho certo

2. Realmente, desta vez a grande imprensa tradicional foi literalmente comida pelas redes sociais.

3. Quem ganhar, vou repetir o que já escrevi várias vezes aqui, derrotará o Brasil e os brasileiros: um é um poste de uma reconhecida organização criminosa e comandada de dentro da prisão, o outro, um intervencionista, radical e sem apoio institucional, a não ser, segundo ele, dos militares, algo necessário para implantar novamente a ditadura.

4. Concluo que: os brasileiros estão votando com o fígado, com a revanche, não estão pensando no futuro e naquilo que já conquistaram. Vamos voltar a 1989 quando votamos num salvador da pátria, e que antes de ser mandado embora, tirou a poupança dos pobres. Rico protegia o dinheiro no overnight.
Odir Barni
25/09/2018 11:58
A HORA ESTÁ CHEGANDO; QUERO VER QUEM VAI ACERTAR AS PESQUISAS.

Caro, Herculano;

Como leitor assíduo de sua coluna gostaria de saber qual sua opinião sobre as pesquisas publicadas pela grande imprensa comprometida com os governos corruptos. Como leigo, sempre gosto de saber o que pensa você como marqueteiro renomado. Pra mim, vai ser a primeira vez que veremos a disputa da grande imprensa e programas eleitorais com as " redes sociais ". Vejo os socialistas/comunistas ofendendo quem voto em Bolsonaro, dizendo que ele não merece nosso respeito. Me deixa indignado ver pessoas que sempre defenderam as classes sociais mais humilde dando apoio aos corruptos que levaram todo o dinheiro do trabalhador para o exterior ajudando os governos comunistas onde a ditadura prospera, pra eles Bolsonaro é um ditador e mal educado, Ciro é gente fina, Lula é o rei e Alkmim o homem que resolve tudo. Por não acreditar em candidatos que conhecemos, vou votar em Bolsonaro 17.não por ser o mais qualificado, mas sim, por não ao seu lado as quadrilhas que roubaram o povo brasileiro. Acredito que a eleição se decida no primeiro turno; jamis vimos neste pais um candidato com tanto apoio popular. Meu questionamento dá-se em função de muitos analistas políticos afirmarem que o candidato que aparecesse no início de setembro em primeiro lugar venceria as eleições.Quero saber sua opinião... quem ganha as eleições? Eu não acredito nestas pesquisas divulgadas recentemente.

Herculano
25/09/2018 11:58
"PRINCIPAL ADVERSÁRIO DE BOLSONARO É ELE MESMO"

Conteúdo de O Antagonista. Para William Waack, o principal adversário de Jair Bolsonaro, neste momento, é ele mesmo.

"O problema de quem está na liderança é resistir a um ataque coordenado que vem de vários os lados."

O jornalista diz que há uma bagunça na campanha do candidato do PSL "quando um monte de gente fala sobre um monte de assunto e deixa as pessoas em dúvida".

"Para alguém como ele, que vem de uma postura de segurança, deixar essa bagunça correr traduz exatamente insegurança."
Herculano
25/09/2018 11:54
OS BOLSONARISTAS DA VOLHA DE S. PAULO

Conteúdo de O Antagonista. Os repórteres da Folha de S. Paulo apoiam Fernando Haddad. Seus leitores, porém, votam em Jair Bolsonaro.

Uma pesquisa do Datafolha mostra que, entre os leitores do jornal, Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin empatam com 21% dos votos. Fernando Haddad tem apenas 12%, como João Amoêdo, um ponto atrás de Ciro Gomes.

No segundo turno, Jair Bolsonaro derrota folgadamente o poste de Lula: 44% a 33%.

Retomo

Não é novidade nenhuma que as redações são tomadas pela esquerda do atraso. Sempre foi assim. Antes, até tinha razão de ser, com a ditadura e a censura. Os atépatrões gostavam. Hoje, há um descontrole e patrulha contra os próprios donos das empresas. Incrível.

As faculdades de jornalismo são madrassas. E ai de quem pense diferente. Em Santa Catarina, os jornalistas da esquerda do atraso tem até candidato a governador, o paulistano Leonel Camasão, PSOL. Então...Agora é verificar quantos votos essa gente tem e influencia. Dia sete de outubro será a prova...
Luiz ferreira
25/09/2018 10:58
Prefeito Kleber quer mais dinheiro para gastar e deixar Gaspar com uma dívida milionária, porque ele não fez as obras com o dinheiro que tem até o final do seu mandato, pois não será nunca mais eleito nem ele nem seu partido de pessoas gananciosas e arrogantes que para eles são os donos das mentiras nunca a câmara pode deixar eles colocarem a mão nesse empréstimo que a metade do dinheiro com certesa vai para o bolso de alguém ele que faça as obras com o dinheiro que tem o já levaram tudo esses mesmo tempos atras veio aqui nesse jornal dizer que Gaspar tinha 50 milhões em caixa já gastou mostra aonde então vergonha de Gaspar
Herculano
25/09/2018 09:48
DESPERDÍCIO

Uma hora de debate numa rede de rádio da Acaert nesta manhã com cinco candidatos ao governo do estado de Santa Catarina, incluindo os três melhores colocados nas pesquisas Ibope (Mauro Mariani, MDB; Gelson Merísio, PSD e Décio Lima), está claro que o eleitor e a eleitora está sem opção.

O apresentador até parabenizou os contendores pelo "alto nível", conforme observações, segundo ele, das redes sociais. Perguntas das mesmices, respostas burocráticas e distantes das soluções.
Herculano
25/09/2018 08:53
HADDAD BATE BOLSONARO POR 46% A 29% ENTRE AS MULHERES; POR 60% A 23% NA REGIÃO NORDESTE E 57% A 22% ENTRE OS MAIS POBRES, por Reinaldo Azevedo

Alguns embates passados e declarações infelizes parecem cobrar seu preço. Entre as mulheres, Haddad bate Bolsonaro por 46% a 29%; entre os homens, o candidato do PSL venceria por 46% a 40%; na faixa até um salário mínimo, o petista ganharia do adversário por 57% a 22%. O militar reformado supera o ex-prefeito de São Paulo na Região Sul por 43% a 34%, mas, no Nordeste, a vantagem se inverte, mas com distância gigantesca: o petista vence por 60% a 23%. Na região com o maior número de eleitores, a Sudeste, o peesselista está à frente: 42% a 37%.

Esses números deveriam servir a Bolsonaro como mapa do caminho para tentar recuperar prestigio. Nessas horas, os aliados podem provocar estragos iguais ou até piores do que os adversários. Bolsonaristas a cantar, como ocorreu no domingo, em Recife, que feministas devem comer "ração na tigela" e que mulheres de esquerda "têm mais pelos que as cadelas" não parece ajudar a atrair o voto feminino. Da mesma sorte, não colabora o general Mourão, o vice, quando diz que lares liderados por mulheres são fábricas de desajustados. Elas comandam mais de 28 milhões de famílias no país.

Sim, pesquisa é foto em movimento. O movimento, neste momento, se dá contra Bolsonaro. Ele tem uma de duas escolhas: insistir nos erros ou corrigi-los. O eleitor responderá nas urnas.
Samae Inundado
25/09/2018 07:11
Sr. Herculano

O Executivo está deixando a desejar e muito, constrói reservatórios e deixa faltar água na residência do consumidor. É o que está acontecendo na região do Belchior. Será que o executivo macaco veio, não enxerga a urgência de adquirir um transformador trifásico de energia? Se tem dinheiro de sobra no Samae, falta competência ao Sr. Melado.
Basta ameaçar um trocado e o povo fica sem água.
Desde quando ter dinheiro em caixa é sinal de competência?
AVANÇA GASPAR ou ACORDA GASPAR?
Herculano
25/09/2018 07:07
PREFEITURA PEDE SESSÃO EXTRAORDINÁRIA PARA AMANHÃ. QUER VOTAR UM DOS PEDIDOS DE AUTORIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS DOS DOIS QUE ESTÃO NA CASA. A DECISÃO É HOJE A NOITE

Como o antecipado por esta coluna, o gabinete do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, enviou o ofício nº 651/2018/GAB, à Câmara pedindo à convocação de Sessão Extraordinária para votação do Projeto de Lei 92/2018.

Alega que há urgência e sugere que a sessão ocorra no dia 26 de setembro de 2018, amanhã, às 19h.

Pelo projeto de lei nº 92/2018, a Câmara autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito de R$60 milhões junto à Caixa Econômica Federal no âmbito do FINISA - Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento".

A votação será nominal

O projeto 93/2018, de R$40 milhões junto ao BRDE, estranhamente, não entrou nesta pauta. Ele completa os R$100 milhões que a prefeitura pretende contratar de empréstimos para fazer as suas obras
Herculano
25/09/2018 06:45
COMO FUNCIONA A NORMA QUE PROCURA BARRAR CANDIDATOS INEXPRESSIVOS, por Eliana Passarelli,ex-assessora de Comunicação do TRE-SP, para o jornal Folha de S. Paulo

Reforma eleitoral de 2015 estabeleceu uma votação mínima para eleitos

Em 2002, o candidato a deputado federal Enéas Carneiro, do extinto Prona, foi eleito com mais de 1,5 milhão de votos. A expressiva votação do médico que ganhou notoriedade com o bordão "Meu nome é Enéas" garantiu a sua vaga para a Câmara dos Deputados e elegeu outros cinco candidatos. A soma de quatro deles não atingiu 2.000 votos. Sendo que um teve 275 eleitores.

Para evitar esse tipo de anomalia, a reforma eleitoral de 2015 estabeleceu uma votação mínima para que candidatos inexpressivos nas urnas sejam "puxados". Segundo a norma, estarão eleitos os candidatos "que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido".

Em 2002, o quociente para deputado federal em São Paulo foi de 280.165 votos. Se essa regra vigorasse naquela época, o médico Éneas, falecido em 2007, não teria ajudado a eleger para o Congresso os cinco que foram beneficiados com seus votos. Nenhum deles atingiu os 10% (28 mil votos).O novo dispositivo dificulta a eleição de candidatos insignificantes, representantes de si mesmos, que pegavam carona na força de lideranças individuais. O que era uma minoria. Em São Paulo, por exemplo, nenhum dos 70 deputados federais foi eleito com menos de 10 % do quociente eleitoral em 2014.

Os cálculos para a distribuição das vagas começam com a definição do quociente eleitoral, que é a divisão do número de votos válidos (excluem-se brancos e nulos) pelo número de lugares a preencher em cada Estado. No primeiro momento, para participar do rateio, o partido ou coligação deve alcançar o quociente eleitoral. Em seguida, pega-se a soma da votação que o partido/coligação recebeu nominalmente e na legenda e divide-se pelo quociente eleitoral, o que resultará no número de cadeiras obtidas, o quociente partidário. A distribuição das cadeiras obedece à lista construída pelos eleitores por meio dos seus votos.

Mas há uma novidade, aprovada em 2017, que merece destaque. As vagas não preenchidas, no primeiro cálculo, com a aplicação do quociente partidário e a exigência da votação mínima, serão distribuídas entre todos os partidos e coligações que participam do pleito, não importando se alcançaram ou não o quociente eleitoral. O rateamento dessas chamadas sobras, na segunda etapa, será feito por médias. Divide-se a votação recebida pelo partido/coligação pelo respectivo quociente partidário acrescido de um. Aquele que apresentar a maior média recebe a vaga, desde que tenha a votação mínima dos 10% do quociente eleitoral. Caso sobrem vagas e nenhum partido atenda à exigência da votação mínima, elas serão distribuídas para as maiores médias.

Raramente o eleitor entende a dinâmica da eleição proporcional e personaliza o voto, sem identificá-lo com partido ou coligação. É totalmente compreensível num cenário em que gravitam 35 partidos e inúmeras candidaturas, sendo que a maior parte das siglas não possui bases sólidas na sociedade civil. Há um outro aspecto da reforma de 2017 que busca o fortalecimento dos partidos políticos, vedando a formação de coligações nas eleições proporcionais. Isso valerá a partir das eleições de 2020. A iniciativa alia-se à cláusula de barreira, também aprovada em 2017, e que deve ser implantada, de forma gradual, a partir das eleições de 2018. O acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão dos partidos políticos dependerá do desempenho das agremiações nas urnas.
Herculano
25/09/2018 06:42
VOTO IRREFLETIDO É UM ERRO RENOVADO A CADA 4 ANOS, por Josias de Souza

Feridos pela Lava Jato, oligarcas da política nacional pedem voto aos brasileiros como se nada tivesse sido descoberto sobre eles. Apostam na desatenção e no cansaço do eleitor, que começa a enxergar o esforço anticorrupção apenas como mais um assunto chato. As pesquisas de intenção de voto para o Senado indicam que a estratégia deve funcionar. Réus, denunciados e investigados lideram a disputa pelas duas vagas de senador em vários Estados.

Estão na bica de se reeleger, por exemplo, encrencados notórios como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Edison Lobão, Eunicio Oliveira e Ciro Nogueira. São favoritos à eleição para o Senado investigados do porte de Jaques Wagner e Dilma Rousseff. Há também casos como o do multiprocessado Aécio Neves. Ele foge da disputa pela cadeira de senador, mais difícil, mas concorre com boas chances a um assento na Câmara dos Deputados.

O tempo da Justiça é diferente do tempo da política. O eleitor não precisa de uma sentença judicial para excluir de suas opções candidatos sujos ou mal lavados. Mas a democracia é um regime em que as pessoas têm ampla liberdade para exercitar a sua capacidade de fazer besteiras por conta própria. Quando é desvalorizado, o voto vira apenas um equívoco renovado de quatro em quatro anos.
Herculano
25/09/2018 06:40
NA RETA FINAL, TEMOS UMA ELEIÇÃO DE SÍMBOLOS, por Marco Aurélio Ruedguer, É chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP), para o jornal Folha de S. Paulo.

A estratégia da direita aponta para a desconstrução de um status quo

Estamos entrando na reta final de uma eleição singular. A gênese dessa singularidade foi a falha da elite política em compreender as jornadas de junho de 2013. Uma oportunidade perdida, pois, se o momento galvanizava uma série de insatisfações acumuladas, também possibilitava um aprimoramento cívico substantivo. Para o establishment político, quase todo perplexo, era um inconveniente a ser superado, e não a se adequar. Pagou-se um preço.

Na ocasião, a esquerda, sob o PT, não soube aproveitar para avançar sua pauta buscando um aggiornamento programático e do campo progressista ao seu redor. Sentia-se confortável com o segmento conservador de sua coalizão. A centro-direita, sob o PSDB, também não o soube. Não entendeu isso à época e abriu a caixa de pandora do impeachment, soltando um predador. Achou que o prenderia novamente. Enganou-se.

O que não se percebeu foi que havia no ar então uma crença democrática na mudança, disputando com o sentimento de desilusão o protagonismo da vida política a se seguir. As redes na ocasião já refletiam e aceleravam a dinâmica das ruas, operando um universo mais complexo do que o captado nas pesquisas. O que ocorre hoje é equiparável a "town meetings" em tempo real, de milhões de microcontribuições, culturais e políticas. O indivíduo no Brasil ressurge pós-2013 como sujeito político ativo se mobilizando nas ruas, mas organizado e impulsionado pelas redes sociais.

Consolidou-se a percepção em parcela significativa da sociedade de que a representação de então seria obstáculo à mudança. Piora quando a politica submerge ainda mais no descrédito dos escândalos, das prisões e da crise econômica. Culmina-se o pós-eleição de 2014 em impeachment. Síntese desse processo, cristaliza-se uma narrativa de desconfiança nas instituições, na mídia e em atores políticos.

Da frustração profunda, emerge um niilismo corrosivo que se uniu a um discurso histórico revisionista e antistatus quo da direita. Esse discurso não vê a política e as instituições como mediadoras razoáveis para a vida cotidiana da forma como estão assentadas. Temáticas e questões programáticas complexas são traduzidas em signos linguísticos que envelopam escolhas extremamente conservadoras de forma eficaz para as redes. Daí a dificuldade do centro em estabelecer uma terceira via crível. A mensagem pragmática e objetiva de Alckmin tem baixa repercussão nas redes, pois a transmite em um modelo de ineficaz aderência, um "devenir vieux" (tornar-se velho) de política. Ciro, o terceiro colocado, tem seu melhor momento no ambiente virtual ao citar Beyoncé, quando criticou a carta ressentida de Temer para Dilma. Falha ao não ampliar essa envelopagem nas redes.

Haddad tem tido dificuldades em gerar confiança. Em números, as interações de Bolsonaro atingem a casa de duas dezenas de milhões no Facebook, enquanto as de Haddad ainda estão na metade disso. A ambiguidade de Haddad frente a temas da economia e sua busca por uma necessária, porém complexa, grande coalizão no segundo turno geram também fragilidades. No conjunto, tal estratégia reforça por reflexo a narrativa viral da direita do "nós contra todos os donos do poder" e de dúvida quanto às suas fórmulas de crescimento, em tempos já não tão alvissareiros.

Em suma, a estratégia da direita é eficaz nas redes e continuará a mesma, carregada de símbolos de desconstrução de um status quo supostamente obsoleto. Quanto à esquerda, como diria Churchill: "tão pouco tempo e tanto para fazer". Ainda não há jogo jogado. Veremos.
Herculano
25/09/2018 06:36
USINAS ACUSADAS DE EMBOLSAR CRÉDITO BILIONÁRIO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Usinas de São Paulo ligadas a Copersucar começam a receber mais de R$10 bilhões de indenização determinada pela Justiça Federal, que reconheceu os danos causados pela política de controle de preços da União, através do extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), à indústria e fornecedores de cana. Usinas estão sendo acusadas agora de se apropriar da parte dessa indenização que cabe aos canavieiros.

A LEI 4870 É CLARA
O artigo 11 da lei 4870 prevê a participação do fornecedor de cana no rendimento industrial, daí a suspeita de apropriação dos valores.

ASSUNTO DELICADO
O assuntou causa nervosismo na Copersucar, a julgar pela reação agressiva de um funcionário da sua área de comunicação.

CONTROLE DE PREÇO
O funcionário da Copersucar alegou que o tema é antigo e que "o controle de preço na época era de açúcar, etanol, e não de cana".

SEGUINDO A REGRA
Parecendo falar sobre ginecologia, o assessor diz que a Copersucar "não comenta o fluxo" e que "as informações estão no âmbito judicial".

RAQUEL DODGE É FAVORITA PARA FUTURA VAGA NO STF
Com o Supremo Tribunal Federal (STF) na expectativa de eventual antecipação de aposentadoria de ministros como Celso de Mello ou Cármen Lúcia, que já segredaram essa intenção em algum momento, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, surge como favorita entre os próprios ministros da Corte. Vários deles avaliam que ela é séria, aplicada, brilhante e sua nomeação qualificaria o Supremo.

CAMINHO DIFÍCIL
O problema para Dodge é que chefiar o Ministério Público Federal não tem sido o melhor caminho para conquistar vaga de ministro do STF.

A EXCEÇÃO
Dos oito chefes do MP nas últimas três décadas, só José P. Sepúlveda Pertence virou ministro do STF, nomeado por José Sarney em 1989.

IDADE LIMITE
Se ninguém antecipar a saída, em dois anos surgirão duas vagas com as aposentadorias obrigatórias de Celso de Mello e Marco Aurélio.

FAZ SENTIDO
Levantamento do Paraná Pesquisa explica o acordo entre candidatos do PSDB e PSL já no primeiro turno: 38,6% dos eleitores de João Dória votam em Bolsonaro e não em Alckmin. Registro nº SP-04485/18.

DISPUTA ACIRRADA
Com 31%, Suplicy (PT) parece garantido no Senado, segundo o Paraná Pesquisa. Há empate quádruplo para a segunda vaga: Mara Gabrilli (PSDB) pulou de 4,1% para 15,5%, Covas Neto (Pode) tem 13,8%, Olímpio (PSL) 12,5% e Maurren Maggi (PSB), 10,9%.

TUCANOS RADIANTES
A pesquisa do Ibope desta segunda-feira (24) parece sob medida para animar o PSDB: de repente, em simulações de segundo turno, Bolsonaro voltou a perder para todos. Os tucanos ficaram radiantes.

ROLLEMBERG MUDA O TOM
Durante entrevista ao telejornal BandCidade, nesta segunda (25), o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), abandonou a fidalguia e partiu para criticar os adversários Ibaneis Rocha (MDB), Alberto Fraga (DEM) e Rosso (PSD). Mas poupou Eliana Pedrosa (Pros).

CORRENDO PARA O ABRAÇO
O ex-braço direito do prefeito ACM Neto, em Salvador, João Roma faz campanha para ser campeão de votos. Mas teve o cuidado de deixar assessores cuidando, digamos, do relacionamento com o setor privado.

MULHERES BOICOTADAS NOS PARTIDOS
O grupo AppartidariAs apurou que todos os partidos cumprem a cota de 30% de candidaturas femininas, mas 22 dos 35 partidos (63% do total) repassam menos de 30% do dinheiro do fundo, como obriga a lei.

HERóI DA PÁTRIA
Na função de presidente, Dias Toffoli sanciona nesta terça (25) a lei que registra Miguel Arraes no livro Heróis da Pátria. O livro, feito de aço, reúne os brasileiros que se destacaram na defesa da liberdade.

MAL EM CASA
Pesquisa Paraná em São Paulo (SP-04485/18) confirmou declínio de Geraldo Alckmin (PSDB) no Estado que governou por 8 anos. Já estava atrás de Bolsonaro e foi ultrapassado por Haddad (PT).

PENSANDO BEM...
...a candidatura de Geraldo Alckmin em São Paulo parece o Brasil contra a Alemanha, em 2014: o objetivo é fazer o "gol de honra".
Herculano
25/09/2018 06:30
NOSSA ELEIÇÃO NÃO TEM DISCUSSÃO E COMPARAÇÃO DE PROPOSTAS, por Joel Pinheiro da Fonseca, economista, no jornal Folha de S. Paulo

A política real é uma coisa difícil e sem graça: comparar prós e contras de pessoas

Não elegemos ideias nem propostas; elegemos pessoas. O candidato eleito pode, a partir do dia da posse, implementar uma agenda oposta àquela que propôs durante a campanha. Foi o que Dilma fez em 2015. Na maioria dos casos, nada tão radical acontece, mas há sempre um hiato entre o que foi prometido na campanha e o que o representante faz ou busca fazer no mandato. As propostas mudam. O que parecia bom num momento pode se revelar um erro em outro. Se um adversário aparece com uma boa ideia, nada mais fácil do que copiá-la.

É equivocado, portanto, pensar na eleição como discussão e comparação de propostas. Essa discussão, mais do que tudo, permite conhecer um pouco melhor como funciona a cabeça dos candidatos e suas prioridades, e não fazer um juízo detalhado entre diferentes planos. Eleitoralmente, de nada adianta o candidato ter as melhores propostas se a pessoa dele não consegue cativar e conquistar a confiança do eleitor. Dito isso, não tem nada melhor para o candidato do que deixar de ser visto como uma mera pessoa e passar a ser um símbolo, uma ideia, algo maior que o indivíduo de carne e osso que ele é. Lula já fez essa metamorfose. Bolsonaro também. Quando os discutimos, não raro falamos daquilo que eles representam, e não das pessoas (um tanto decepcionantes) que residem sob o símbolo.

Bolsonaro, por exemplo, parlamentar por quase 30 anos, foi uma figura basicamente inútil no Congresso. Suas declarações revelam o mais completo vazio de conteúdo. No entanto, por simbolizar algo mais ?"uma luta contra o espectro da esquerda?" tem tido a adesão de uma parte relevante do eleitorado. Da mesma forma, Fernando Haddad, que talvez algum dia prometesse algo de próprio, algum tipo de renovação do PT, tornou-se uma figura nula, um capacho de Lula, que representa um vago sentimento de justiça social e acolhimento.

A política real é uma coisa difícil e sem graça: comparar prós e contras de pessoas. Quando se traveste de luta entre ideias puras e valores abstratos, a comparação é impossível e caímos numa guerra de ilusões. Bolsonaro é o único candidato de direita e Haddad o único legítimo representante da esquerda. O resto são inimigos declarados ou, ainda pior, traidores. Acreditamos lutar por ideias, mas estamos a serviço de pessoas.

Nenhuma pessoa merece adesão cega. Guiar-se pelo símbolo é válido apenas na medida em que não nos deixamos hipnotizar por ele, esquecendo as realidades concretas por baixo. Quando o símbolo fala mais alto, perdemos nosso juízo. A mídia, quando não adula seu candidato, é fake news. Se a Justiça o condena, é vendida. Se as pesquisas não indicam sua vitória, são mentirosas. Se as urnas não mostrarem o resultado desejado, estão fraudadas. A mente que pensa assim é impermeável: neutraliza de partida qualquer via possível de fatos ou argumentos contrários.

Nesse estágio, qualquer tentativa de convencimento apenas reforça sua adesão à causa. Argumentos contrários são ataques à sua identidade. Para o candidato, isso é excelente. Não há nenhuma baixeza que ele possa cometer que tire a adesão cega de seu eleitor. Ele é visto como uma ideia, um valor, que está acima das fraquezas humanas.

Tirada a camada de fantasia ideológica que move paixões, contudo, resta o representante e sua equipe tendo que gerir o Estado, negociar agendas concretas (e jamais os valores genéricos a que apelaram na campanha) e fazer escolhas. Será que ele era o melhor para esse trabalho?
Herculano
25/09/2018 06:25
SUCESSÃO TEM DUAS CONTRAMÃOS, SEM TERCEIRA VIA, por Josias de Souza

A julgar pelo andar das carruagens de Bolsonaro e Haddad, a sucessão de 2018 tornou-se uma avenida com duas contramãos. Numa contramão trafega o passado pré-1964, comandado por uma gente que fica com raiva quando é contrariada. Noutra contramão desliza o presente pós-2003, dirigido por pessoas que não ficam com raiva, ficam com tudo - da prataria do palácio aos contratos da Petrobras. Tomando-se como verdadeiros os números da nova pesquisa do Ibope, dinamitaram-se os caminhos que poderiam levar a uma terceira via. Ciro, Alckmin e Marina foram, por assim dizer, atropelados pelas circunstâncias.

Deve-se ao sociólogo inglês Anthony Giddens a popularização da expressão terceira via. Nas palavras dele, seria "o esforço de modernização da social-democracia perante a nova influência dominante em nossas vidas: a globalização e a revolução da informação". Na prática, foi uma tentativa do governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, de quem Giddens era conselheiro, de construir uma opção política situada entre a obediência cega aos caprichos do mercado e o alinhamento caolho ao estado do bem-estar social. Blair renunciou em 2007, depois de enfiar a Grã-Bretanha no beco sem saída da guerra no Iraque.

Em tempos remotos, a coisa era mais simples. O que caracterizava a terceira via era o esforço para encontrar um meio-termo entre o capitalismo e o comunismo. Com o apodrecimento do comunismo, prevaleceu o mundo de mão única do capital. Pois o Brasil resolveu se redescobrir, agora como um país pós-idelógico, cujo futuro é desenhado numa enfermaria e numa prisão. No momento, há uma montanha dividindo o país. Os eleitores de Bolsonaro cavam de um lado da montanha. Os partidários de Haddad cavam do outro lado. Se os dois grupos se encontrarem no meio do caminho, fazem um túnel. E batem de frente, matando-se uns aos outros. Se não se encontrarem, fazem dois túneis. E o país continua trafegando em duas vias. Uma na contramão da outra.
Herculano
25/09/2018 06:14
PRIMEIRO SOLUÇO DE BOLSONARO É SINAL DE RESISTÊNCIA NA RETA FINAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Ainda é cedo para dizer se onda a favor do candidato vai refluir até a eleição

A penúltima semana da corrida presidencial começou com um soluço inédito da candidatura de Jair Bolsonaro. O novo levantamento do Ibope mostrou o deputado ainda na liderança, mas estacionado pela primeira vez desde o início oficial da campanha e com rejeição em alta.

Embora o retrato seja insuficiente para apontar os rumos da reta final da eleição, os números destacam vestígios de uma resistência ao deputado depois de sua disparada.

Bolsonaro sustentou 28% dos votos, mas viu subir para 46% o percentual de eleitores que dizem não votar nele. Os indícios mais perigosos para o candidato, porém, são projeções de segundo turno que sugerem um fluxo contrário a seu nome.

O candidato do PSL estava tecnicamente empatado com seus principais opositores nessas simulações. Agora, perde para Ciro Gomes (PDT) por 11 pontos, para Fernando Haddad (PT) por 6 e para Geraldo Alckmin (PSDB) por 5. Empata apenas com Marina Silva (Rede).

É cedo para dizer se a onda de Bolsonaro foi prematura demais, a ponto de provocar uma reação contrária igualmente vigorosa. É preciso saber se os ventos voltarão a soprar com força - e em qual direção.

De todo modo, Bolsonaro parece ter cristalizado uma fatia significativa de eleitores em torno de sua campanha. Ainda não há sinais de que eles pretendem abandoná-lo.

A provável explicação para o retrato exibido pelo Ibope é a formação de mobilizações contrárias ao candidato do PSL e a sucessão de ataques a ele na propaganda eleitoral.

A dura campanha de Alckmin contra o deputado não fez o tucano crescer, mas pode ter travado o crescimento do adversário. Quem se beneficia, por enquanto, é Haddad -que continua crescendo e chegou a 22%.

Nos últimos dias, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) flertou com Bolsonaro e afirmou que os ataques ao candidato do PSL eram um erro. Semanas antes, Alckmin havia dito que faria "o possível" para evitar a vitória do rival. Parece que o paulista assumiu o papel de kamikaze.
Mauro Rosa
24/09/2018 21:00
Sr. Herculano Boa noite,

Nunca se viu um prefeito tão enrolado na exposição do tal projeto do "avança Gaspar, o homem dez na mistureba danada.
Plateia composta de meia dúzia de cidadãos sem partido e 90% da plateia de comissionados.

Falou no Jorginho responsável pela captação, mas não mostrou o quanto conseguiu captar até agora, embora o presidente Temer tenha prometido na campanha em ajudar Kleber.

Esperamos que os vereadores, quebrem o regime de urgência e cobre da administração detalhes deste endividamento. "Nunca na história de Gaspar se fez um empréstimo tão grande para os futuros administradores.
Herculano
24/09/2018 19:12
O BRASIL RUMO AO ABISMO. O PRIMEIRO TURNO JÁ ESTÁ DEFINIDO: BOLSONARO E HADDAD VÃO PARA O SEGUNDO TURNO

Texto de O Antagonista. O Estadão acaba de divulgar a mais nova pesquisa presidencial do Ibope.

Nela, Jair Bolsonaro parou de crescer, mas se manteve na liderança, com os mesmos 28% de intenção de voto da pesquisa anterior. Fernando Haddad subiu de 19% para 22%, acima da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Ciro Gomes manteve os 11% da pesquisa anterior, Geraldo Alckmin oscilou para cima (de 7% para 8%) e Marina Silva oscilou para baixo (de 6% para 5%).

REJEIÇÃO: BOLSONARO VAI A 46%

De acordo com a pesquisa do Ibope, a rejeição a Jair Bolsonaro também cresceu na última semana. Ela passou de 42% a 46% dos entrevistados, acima da margem de erro.

Em seguida no ranking da rejeição ?"aquela parcela do eleitorado que diz não votar no candidato "de jeito nenhum"?" vêm Fernando Haddad (oscilou positivamente, de 29% para 30%), Marina Silva (de 26% para 25%), Geraldo Alckmin (manteve os 20%) e Ciro Gomes (de 19% para 18%).
LEO
24/09/2018 14:56
O PROJETO QUE ESTA NA CÂMARA DE VEREADORES, PARA AUTORIZAR O GOVERNO A PEGAR UM EMPRÉSTIMO DE 60 MILHÕES,JÁ ESTA CAUSANDO POLÊMICAS.TEVE VEREADOR QUE PEDIU LICENÇA DE 30 DIAS PARA FUGIR DO POSSÍVEL DESGASTE COM A OPINIÃO PÚBLICA.QUE O GOVERNO PODERIA FAZER NA IMPRENSA.A VELHA HISTORIA EU NÃO VOTO MAIS OS SUPLENTES QUEM SABE É S?" NEGOCIAR.O COMÍCIO POLÍTICO DE HOJE ,PROMOVIDO PELO PREFEITO DE FATO.TEM QUE SER A NOITE,PORQUE VAMPI NÃO PODE SAIR DE DIA.
Herculano
24/09/2018 12:29
SEM CERTEZAS - A DUAS SEMANAS DO PRIMEIRO TURNO, Só QUEM IGNORA A HISTóRIA PODE DIZER QUE SABE O QUE VAI ACONTECER; AINDA É Só CHUTE, por Reinaldo Azevedo

Faltam duas semanas para o primeiro turno das eleições de 2018. É claro que há uma tendência esboçada de segundo turno entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad, do PT. Pode mudar? Bem, é claro que pode. Basta voltar os olhos para 2014 para saber que há a possibilidade de o eleitor preparar surpresas na boca da urna. Sempre é possível malhar os institutos de pesquisa, acusando-os de manipulação. É parte da gritaria própria de períodos eleitorais, ainda mais em tempos de redes sociais.

Dia desses, descartando a existência de um complô para adulterar as urnas e fabricar um resultado diferente da vontade do eleitor, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, afirmou que há quem acredite em Saci Pererê. Bem, eu diria que o travesso nativo é só o ente mais ingênuo que assombra certas mentalidades. Há verdadeiros malandros disfarçados de pensadores a alimentar a paranoia de desinformados cheios de certeza. Bem, o fato é o seguinte: quem quer que vença a disputa de 2018, o que se terá é a vontade da maioria dos votantes. E pronto! Será o presidente legítimo do Brasil. Se cumprir a Constituição e as leis, conclui o mandato. Se não, muito provavelmente, não.

Candidatos não concorrem segundo as regras da democracia para depois governar como ditadores, não é mesmo? Não que aqui e ali não se percebam certas vocações... Sigamos.

Ainda que alguns patriotas já se preparem para abandonar navios, o fato é que, por incrível que pareça, ainda não dá para dizer que a sorte está lançada. Em 2014, o eleitor reservou surpresas.

Pesquisa Datafolha divulgada no dia 24 de setembro, a 11 dias do primeiro turno, que, há quatro anos, se deu no dia 5 de outubro, registrava Dilma Rousseff (PT), com 45% dos votos válidos; Marina Silva (Rede), com 31%, e o tucano Aécio Neves, com 21%. Computadas as urnas, a petista ficou com 41,59% dos válidos; o tucano, com 33,55%, e Marina, então concorrendo pelo PSB, com 21,32%.

"Ah, o Datafolha errou feio, né?" Bem, o Ibope do dia 23 de setembro dava praticamente o mesmo resultado do Datafolha: Dilma com 43,1% dos válidos; Marina, com 33%, e Aécio, com 21%. A verdade é que parte considerável do eleitorado decidiu na hora h.

Nesta segunda, o Ibope divulga uma nova pesquisa. Vamos ver se é possível notar algum movimento. Em 2014, Marina teve uma ascensão meteórica depois que assumiu a titularidade da candidatura, com a morte de Eduardo Campos num acidente aéreo. Chegou a encostar em Dilma - 33% a 37% no Ibope de 3 de setembro e 34% a 35% no Datafolha da mesma data -, mas os institutos apontaram registraram a tendência de queda depois que o PT deu início a um forte trabalho de desconstrução do seu nome.

Quatro das estratégias em voga têm potencial para interferir no curso dos fatos. O tucano Geraldo Alckmin optou pela desconstrução da figura de Jair Bolsonaro (PSL). Na sociedade civil, surgem correntes fortes e organizadas contra o seu nome, algumas de caráter suprapartidário O tucano também alerta para o risco que representaria, na sua visão, a eventual vitória do petista Fernando Haddad. Mas, por óbvio, sabe que precisa ganhar votos do centro e da direita se anseia um lugar no segundo turno.

Bolsonaro tem uma militância aguerrida na Internet, mas não vence a eleição só com ela. Parte do seu eleitorado certamente não gostou de saber que seu guru econômico flerta com a volta da CPMF - o que o candidato descartou.

O bolsonarismo contra-ataca não exatamente com uma resposta a Alckmin, mas com a pregação de que é preciso liquidar logo a fatura e insiste na possibilidade de vencer no primeiro turno. Nem mesmo os números mais favoráveis ao candidato apontam para essa possibilidade. Mas seus entusiastas apostam na existência de um voto encoberto, que seria pró-Bolsonaro, mas teria receio de revelar. Duvido que isso exista. Tenho visto bolsonaristas a se pronunciar sem vergonha nenhuma.

Haddad continua colado a Lula porque o partido avalia que o potencial de transferência de votos ainda não se realizou plenamente. Segundo o Datafolha, entre os indecisos, 45% dizem que votariam com certeza num candidato indicado por ele, e 15%, que poderiam fazê-lo. Nesse grupo, no entanto, 68% ainda não sabem quem o ex-presidente apoia, Entre os eleitores com ensino fundamental, 47% votariam com certeza de acordo com a orientação de Lula, mas 49% não sabem que o ex-prefeito de São Paulo é esse candidato. No grupo com renda mensal menor a dois salários mínimos, os índices são de 45% e 40%, respectivamente.

O candidato do PT tem uma outra vantagem: 44% dos eleitores ainda não sabem quem é ele. É o menos conhecido dos cinco postulantes mais bem-colocados nas pesquisas. Notem: sempre que os adversários do PT insistem em ligar o nome do candidato ao de Lula, podem estar prestando um serviço involuntário ao partido ?" ainda que, como é natural, tal associação venha escoltada por fatos negativos, como a prisão do ex-presidente e as acusações ligadas ao petrolão.

Ciro Gomes (PDT) vive uma situação que não foi antevista por analistas, aliados ou adversários. Como o seu discurso é inequivocamente de esquerda, parecia razoável supor que parte considerável de seus votos migrasse bem depressa para Haddad. Ciro tem resistido. E isso tem servido para balizar a estratégia do candidato: ele decidiu bater em Haddad, apontando a sua inexperiência e também tem-se apresentado como o antibolsonarista mais eloquente, associando o pleito do candidato do PSL ao nazismo, não evitando nem mesmo evocar a figura de Hitler.

Assim, se Bolsonaro pretende ser o antipetista por excelência, Ciro se oferece para ser o antibolsonarista mais qualificado. Nas simulações de segundo turno do Datafolha e do Ibope, ele venceria o deputado, que fica em empate técnico com Haddad.

Assim se dará a reta final: Bolsonaro insistirá no antipetismo e falará em vitória no primeiro turno; Alckmin alertará contra o caos de uma disputa entre o capitão reformado e o PT, com ênfase no autoritarismo do adversário à direita; Haddad continuará colado a Lula, enquanto o PT se encarrega de mobilizar desde já a sociedade civil contra o candidato do PSL, e Ciro dirá ter mais experiência do que Haddad e ser ele o mais competente para enfrentar aquele a quem associa ao nazismo e ao fascismo.

Em 2014, Sua Excelência o eleitor tomou decisões na última hora. Vamos ver agora.
Herculano
24/09/2018 12:23
O VALE TUDO SOB OS OLHOS DA JUSTIÇA

De Guilherme Fiuza, no twitter:

A eleição seria até anulada por fake news, gritou o ministro Luiz Fakes, mas o Brasil está inundado por panfletos com a cara de um ladrão inelegível e o TSE não viu, ocupado com malcriação na internet. É urgente aplicar nesses panfletos as palavras do ladrão: justiça acovardada.
Herculano
24/09/2018 11:38
A CEIA

De Marcos Almeida, compositor gospel, no twitter

Amigos padres e pastores, um apelo: preguem o Evangelho e cuidem da comunhão. A mesa de Cristo é para todos (de centro, de esquerda ou de direita). Preparem-se para cuidar dos destroços dessas eleições. Guardem os corações! A capela vence a casa-grande no final.
Herculano
24/09/2018 11:34
24.09.2018 | 10h54

A RODA GIGANTE DA POLÍTICA, por Marcelo Moraes, do BR18.

Dois anos atrás, depois da vitória acachapante de João Doria contra Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, seria chamado de lunático quem dissesse que, em 2018, o petista teria chances reais de se eleger presidente e o tucano estaria sofrendo para bater Paulo Skaf na disputa pelo governo de São Paulo.
Herculano
24/09/2018 11:32
DORIA ESTIMULA EM PRIVADO A DOBRADINHA BOLSODORIA, por Josias de Souza

O número mais dramático de uma campanha eleitoral é aquele que o candidato pretendia executar no instante em que começa a ser eliminado do espetáculo pelo eleitorado. O plano original do PSDB previa que Geraldo Alckmin estaria agora cavalgando o sucesso de sua propaganda eleitoral, a caminho do segundo turno. Em vez disso, o candidato emite sinais de desespero no horário eleitoral. E observa a formação de uma fila de tucanos na saída de emergência. Em privado, crescem as queixas de correligionários de Alckmin com o que chamam de "jogo duplo" de João Doria.

Candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Doria massageia Alckmin em público. Fez isso numa aparição ao lado do padrinho político neste domingo (23): "A campanha será de reta final, nos últimos sete dias", declarou, como se procurasse atenuantes para o desempenho pífio de Alckmin. Em privado, libera seus correligionários para estimular o voto "Bolsodoria": Bolsonaro para presidente, Doria para governador.

O movimento é guiado pelo pragmatismo eleitoral. Alckmin derrete em São Paulo. Segundo o Datafolha, perde para Bolsonaro: 16% a 27%. E Doria não quer correr o risco de ver os eleitores de Bolsonaro migrando maciçamente num eventual segundo turno para a candidatura rival de Paulo Skaf, que disputa com ele o Palácio dos Bandeirantes. Daí o estímulo cada vez menos velado à dobradinha "Bolsodoria".
Herculano
24/09/2018 11:30
TODO MUNDO É LIVRE PARA FALAR ASNEIRA, por Vinicius Mota, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaristas e petistas pregam truculências, mas se chegarem ao governo serão impedidos de praticá-las

Engana-se quem diz que o PT não fez autocrítica pelos erros cometidos durante os 13 anos em que comandou o governo federal. Foi publicada tão logo o Senado decretou o afastamento provisório de Dilma Rousseff, em maio de 2016.

No documento a cúpula do partido expressa arrependimento por não ter logrado, da chefia do Executivo, "impedir a sabotagem conservadora das estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal".

Nas Forças Armadas, de acordo com o exame de consciência do PT, o governo falhou ao não alterar "os currículos das academias militares" e ao não promover "oficiais com compromisso democrático e nacionalista".

Uma forcinha semelhante, para "fortalecer a ala mais avançada", ficou faltando também no Itamaraty. Além disso, segue a autocrítica, os governos petistas distribuíram verba publicitária demais para "os monopólios da informação".

Tradução do companheirês para o português: que pena não termos instrumentalizado a cabeça de algumas carreiras típicas do Estado, incluindo o alto generalato; que pena não termos cevado mais a mídia chapa branca.

Muita gente preocupada com manifestações autoritárias do bolsonarismo se esquece de que o petismo também acena para o lado de lá da fronteira. Vamos estabelecer uma pontuação para ver quem se sai pior no concurso de bobagens?

A democracia permite aos partidos pregar as asneiras mais coruscantes. Permite que falem, mas impede que no poder pratiquem o que possa corroer os pilares do regime.

É inútil fiar-se no leque de bravatas dos presidenciáveis para especular se a democracia estará mais ameaçada com um ou outro. O mais íntegro dos homens se tornará um tirano na ausência de controles fortes e autônomos do poder.

É esse sistema de pesos e contrapesos que importa. Ele tem se mostrado hígido no Brasil e está preparado para lidar com o veredicto das urnas, seja qual for.
Herculano
24/09/2018 11:26
LEI ELEITORAL NÃO PUNE POLÍTICO QUE MENTE NA TV, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem combatido as informações mentirosas ("fake news") nas redes sociais, destinadas a influenciar negativamente o processo eleitoral. Mobilizou até a Polícia Federal para intimidar e punir os infratores. Mas a Lei Eleitoral não proíbe e nem pune políticos que mentem na propaganda eleitoral, enganando o eleitor. Certamente porque eles é que aprovaram a Lei Eleitoral.

MENTIRA TOLERADA
Especialista em Direito Eleitoral, o jurista Daniel Falcão confirma que toda mentira será tolerada na propaganda de políticos em campanha.

MENTIR NÃO É CRIME
"[A mentira] não é criminalizada e não existe nenhum tipo de punição para candidatos que mintam durante a campanha", diz Daniel Falcão.

DADO FALSO PODE
Para o jurista, professor do IDP, um dos mais admirados cursos de Direito do País, "está liberado qualquer dado mentiroso em ato político".

PESSOAS PROTEGIDAS
A legislação prevê punição apenas para o candidato que mentir sobre outra pessoa, que, ofendida, habilita-se ao direito de resposta.

GASTOS SECRETOS NO GOVERNO ATINGEM R$97 MILHõES
O governo federal já torrou R$ 97,3 milhões em viagens secretas e gastos ocultos de cartões corporativos este ano, segundo dados do Portal da Transparência. O valor corresponde a diárias, passagens e faturas pagas com dinheiro público, mas que passaram a ter todos os detalhes escondidos do contribuinte, que sempre paga a conta, sob a lorota de promover "garantia da segurança da sociedade e do Estado"

DIÁRIAS COMANDAM
A maior parte do valor, R$82,2 milhões, foi para pagamento de diárias e passagens, R$ 63,2 milhões e R$ 19 milhões, respectivamente.

CASO DE POLÍCIA
O maior responsável pelos gastos é o Ministério da Justiça, devido às despesas de agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

FATURAS MILIONÁRIAS
Os gastos sigilosos dos cartões corporativos somam R$ 15,1 milhões e a Presidência da República é culpada por mais da metade da conta.

DELAÇÃO PREMIADA
Em toda a operação Lava Jato, que teve início em março de 2014, foram fechados 176 acordos de delação premiada com pessoas físicas e outros 11 acordos de leniência com pessoas jurídicas.

COURO QUENTE
No debate desta segunda (24) do site Midiamax, os adversários não vão alisar o couro do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Sua turma, só de "peixes grandes", foi presa na semana passada em operação que investiga isenções fiscais fraudulentas no Estado.

SUCESSO ENTRE AS MULHERES
Apesar de campanhas como "#EleNão" e "Mulheres contra Bolsonaro", o candidato do PSL cresce no público feminino há quatro pesquisas Datafolha: foi de 14% a 17%, depois 18% e agora tem 21%. É o líder.

ENGANA QUE EU GOSTO
A Câmara dos Deputados divulgou a pauta para a semana que vem afirmando que haverá debates todos os dias. Como faltar não implica em desconto no salário, difícil será encontrar deputados para debater.

UNB VIROU 'PARTICULAR'
A flexibilização generalizada de jornada dos servidores é um dos fatores que mais consomem os recursos da Universidade de Brasília, segundo auditores da Controladoria Geral da União (CGU).

AS ESCOLHAS DE CRISTOVAM
O forte do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) não tem sido escolher bem seus candidatos a governador. Os dois últimos tiveram a mesma história: romperam com ele e bateram recordes de rejeição. Este ano, ele apoia Rogério Rosso (PSD), agora em 5º nas pesquisas.

CAROS SENADORES
Segundo a ONG OPS, o senador João Capiberibe (PSB-AP) é quem mais gasta verba indenizatória no Senado: R$1,8 milhão no atual mandato. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), R$1,75 milhão.

A MENOR REGIÃO
O Centro-Oeste é a região com a menor concentração de eleitores: 8% da população com mais de 16 anos vivem na região, pouco menos de 11,8 milhões. A região Norte tem 400 mil eleitores a mais.

PENSANDO BEM...
...tem candidato que pode ter menos voto para presidente do que teve para governador.
Herculano
24/09/2018 11:20
BOLSONARO IGNORA FATOS PARA OBTER VOTOS E DEIXA NO AR PERGUNTA SOBRE GOVERNO, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Campanha de presidenciável tenta criar teoria sobre atentado, mas PF começa a desmistificar versão

Além da prática do nocivo fenômeno da fake news, a disputa eleitoral de 2018 tem sido palco da tentativa de imposição de teorias especulatórias que ignoram propositalmente os fatos como arma política para influenciar no resultado.

A mais recente é a que gira em torno de Adélio Bispo Oliveira, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro (PSL). Após o atentado em Juiz de Fora, a Polícia Federal apreendeu um computador, quatro telefones celulares e um cartão de crédito internacional em nome do agressor.

?Como um homem pobre, desempregado, poderia ter essa quantidade de equipamentos? Como pagou adiantado os R$ 400 da hospedagem em uma pensão na cidade mineira?

Aliados, filhos e fiéis seguidores de Bolsonaro sentenciaram então que a agressão foi premeditada, a mando de setores da esquerda dispostos a aniquilar o líder das pesquisas.

Passaram a desacreditar qualquer evidência contrária a essa tese martelada diariamente e que tem um peso considerável no contexto eleitoral.

Na noite de sábado (22) o repórter Rubens Valente mostrou dados da investigação da PF que, por ora, desmistificam a versão que a campanha de Bolsonaro quer impor nas redes.

A PF concluiu que o computador de Adélio era velho e quebrado. Dos celulares, apenas dois estão funcionando e nenhum fora adquirido poucos antes do crime. O cartão de crédito nunca foi utilizado ?"tendo sido emitido automaticamente por um banco usado para conta salário de uma empresa onde ele trabalhou. O dinheiro depositado era fruto de rescisão trabalhista. São fatos da investigação policial até o momento.

Outra teoria mira as urnas eletrônicas. Bolsonaro e entorno espalham que a derrota dele será fraude. Dizem não confiar em um modelo que nunca deu sinais reais de falhas.

A campanha do deputado hoje ignora os fatos para obter votos, mas deixa no ar uma pergunta cuja resposta preocupa: como um governo dele vai lidar com instituições do porte do TSE e da PF se não seguirem a sua cartilha conspiratória?
Herculano
24/09/2018 11:13
OS DEPENDENTES DO PADRÃO LULA

Os candidatos a deputado, senador do PT do Vale do Itajaí, hoje dia 24 de setembro, estão distribuindo pessoalmente e por correio e Gaspar e Ilhota, material onde veiculam, mentem, enganam, ludibriam, como se o candidato a presidente da República, fosse, Luiz Inácio Lula da Silva.

Tudo casadinho.

E ai alguém me passa o material com a prova de que ele está sendo distribuído, e conclui se tratar de gente maluca.

Não é gente maluca, é gente sabida e bandida, respondi. Ela sabe que a representação ao Ministério Público Eleitoral, se prosperar, quando chegar ao juiz, se ele entender que há dolo, vai aplicar uma multinha, e olhe lá.

Os políticos zombam da nossa cara antes de serem eleitos. Todos que estão pedindo votos, estão recebendo dinheiro público, que deveria e estão faltando à saúde, segurança,obras como a duplicação da BR 470, educação... creche. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/09/2018 11:05
A MORTE DO AMADURECIMENTO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

O mundo marcha para o retardamento mental como opção pedagógica

Um amigo de meu filho, de 35 anos, me contou que numa reunião com professores e pais, na escola de seu filho de sete anos (escola esta frequentada por ele, assim como pelos meus filhos até o vestibular), um pai cobrou que na nota fosse levado em conta o conteúdo "dentro das possibilidades do seu filho". Há uma recusa ao amadurecimento no ar.

Na mesma escola, anos atrás, numa reunião dessas, ouvi uma mãe cobrar da escola que "heroínas femininas fossem usadas em sala de aula para que as meninas fossem empoderadas", e, da mesma mãe, "que a escola deveria dar mais atenção à África do que à história romana, grega, hebraica e mesopotâmica".

Pensei como deveria ser um saco, para uma professora, depois de um dia inteiro de aulas, ter que aturar pais metendo o bedelho no que não entendem e, literalmente, enchendo o saco.

Sim, o mundo está bem chato. O sapiens está saturado de ruídos. Espécie pré-histórica, evoluída num cenário do alto do Paleolítico, em meio à preponderância do silêncio, agora, com iPhones na mão, assola o mundo com opiniões. Falam muito da destruição do ambiente; temo que o sapiens se destrua falando demais.

Exemplos dessa pedagogia contra o amadurecimento já estão na universidade. E logo estarão nas empresas. Pais e psicólogos atacarão o RH das empresas com ameaças de processos jurídicos, como já ensaiam nas escolas e universidades, porque essas empresas não estarão levando em conta a "economia da autoestima" de seus filhos estagiários.

Exagero? Não exagero. O mundo marcha a passos largos para o retardamento mental como uma opção pedagógica. Frase insensível à vulnerabilidade das pessoas?

Há um culto da vulnerabilidade por aí. Pais e profissionais cada vez mais fazem pressão para que as instituições de ensino relativizem normas de avaliação em nome de ficar "dentro das possibilidades" de seus filhos.

Entre as várias hipóteses possíveis, julgo que a raiva reprimida de ter que perder tempo, dinheiro e saúde cuidando dos filhos faz com que muitos pais exagerem nas provas de "amor e cuidado" com eles, exigindo que o resto do mundo os ame, como eles mesmos não são capazes.

Exagero? Talvez um pouco, mas não muito. Lanço mão de uma tática argumentativa chamada hipérbole (quando você exagera num argumento para defender uma hipótese que está aquém da afirmação exagerada), por causa do desespero que dá ver os pais destruírem a vida dos filhos fazendo deles zumbis adictos de formas institucionais de distribuição de autoestima.

Fala-se muito de educação, mas ela já foi para o saco há muito tempo. A fúria de fazer o mundo melhor nos destruirá a todos. O esvaziamento dos vínculos familiares pressiona o Estado e as escolas para cumprir o papel de pais narcisistas e de saco cheio. Aliás, todo mundo está de saco cheio, o Sapiens não se aguenta mais. Uma espécie pré-histórica perdida na redes.

Entre 1990 e 2010, o termo "estudantes vulneráveis" passou de 55 referências para 1.136. De 2015 a 2016 houve 1.407 referências ao mesmo termo. A fonte é LexisNexis Database. Quem a cita é o sociólogo Frank Furedi, no seu mais novo livro, "What's Happened To The University? A Sociological Exploration of its Infantilisation" (o que aconteceu com a universidade? Uma exploração sociológica de sua infantilização, ed. Routledge, 214 págs.), sem tradução no Brasil. Proponho a leitura para pais, professores e pesquisadores do assunto.

A conclusão do autor, que se dedica a esse campo, no mínimo, desde 2004, quando publicou seu "Therapy Culture" (cultura da terapia), também sem tradução no Brasil, é que ao optarmos por uma narrativa da vulnerabilidade, optamos por estudantes infantis.

Numa linguagem exagerada, estamos criando uma sociedade de inseguros afetivos e cognitivos. Os idiotas da tecnologia acham que porque existem crianças de três anos que mexem em iPads, elas são mais inteligentes. Numa espécie de lamarckismo para idiotas, pensam que, como os pais usam muito iPads, os filhos nascem sabendo mexer neles.

Furedi devia ser leitura obrigatória para quem pede para a escola levar em conta, na avaliação, as possibilidades do filho. E o pior é que esse pai se acha o máximo. Um dos efeitos colaterais da maior escolaridade é que a pessoa fica menos cuidadosa em assuntos que não domina. Fiéis às bobagens fragmentadas que leem, enviesadas por modinhas do Face, esses pais jogam o amadurecimento dos filhos no lixo.
Herculano
24/09/2018 10:59
da série: pelo menos Dilma Vana Rousseff, PT, o poste de Lula, tinha administrado uma loja de R$1,99 e falido ela. Era um sinal, que foi desprezado pelos eleitores. Deu no que deu.

"BOLSONARO NUNCA ADMINISTROU UM CARRINHO DE PIPOCA", por Diego Amorim, de O Antagonista.

Ao mesmo tempo em que reconhece a força de Jair Bolsonaro, o secretário-geral do PSDB, Marcus Pestana, ataca o candidato do PSL.

O deputado disse a O Antagonista:

"A onda pró-Bolsonaro é uma onda irracional mesmo, é um fenômeno sociológico que vai ter que ser estudado. Não adianta argumentar, mas os fatos são: ele não tem equipe, não experiência, não tem programa de governo, não sabe o que fazer com a economia, não está falando coisa com coisa. Bolsonaro nunca administrou um carrinho de pipoca. E a resposta é só: 'Temos que derrotar o PT'."

Como crê que a onda pró-Bolsonaro é "irracional", Pestana aposta que ela não se sustentará.

"Como vai, volta."
Herculano
24/09/2018 10:43
da série: o grande problema dos brasileiros são os cartórios de negócios e sacanagens do Senado, Câmara Federal, Federal, Assembleias e Câmara municipais. E o eleitor preocupado com a eleição de presidentes e governadores que estarão reféns dessa turma cada vez mais bandida.

ASSEMBLEIA APAGADA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Legislativos estaduais costumam se dedicar a temas de escassa relevância para o eleitorado

Dentre as opções pelas quais os brasileiros terão que se decidir no pleito de 7 de outubro, as candidaturas para as Assembleias estaduais talvez sejam as que gozem de menor relevância aos olhos do eleitor. É difícil, de fato, perceber o real papel da atuação parlamentar na gestão das unidades federativas.

Essas Casas consomem recursos vultosos - cerca de R$ 11 bilhões no ano passado?" e transmitem a impressão, em boa parte verdadeira, de que se dedicam a temas menores ou à homologação fisiológica de iniciativas do Executivo.

Trabalho realizado pelo pesquisador Leonardo Sales, da Universidade de Brasília, aponta que, do total de leis aprovadas pelas Assembleias estaduais, só 35% têm consequências para o cotidiano dos cidadãos, ao tratar de temas como tributos e atividades comerciais.

O restante do exercício legislativo se volta para a criação de datas comemorativas, mudança de nomes de logradouros e projetos para transformar organizações em entidades de utilidade pública , concedendo-lhes acesso a recursos e benefícios do erário.

Estudos acadêmicos acerca do funcionamento dos legislativos estaduais indicam que essas instâncias têm características que as diferem do Congresso Nacional.

A Constituição atribui prerrogativas próprias aos estados, e as leis locais tendem a reservar aos governadores papel preponderante nas decisões, chancelando o que Fernando Luiz Abrucio, da Fundação Getulio Vargas, classificou de "ultrapresidencialismo estadual".

Nessa linha, o sistema político das unidades federativas seria caracterizado por uma espécie de hipertrofia do Executivo, a borrar a independência e as fronteiras dos Poderes, com sua forte influência sobre o Legislativo e o Judiciário.

Embora nem sempre a generalização desse perfil se sustente, não há dúvida de que em muitos casos as Assembleias se submetem com relativa facilidade aos desígnios dos governantes ?"em troca de indicações para a máquina pública e favorecimentos variados.

Não são raros, ademais, os casos em que esses órgãos abrigam quadrilhas envolvidas em atividades ilícitas para obter vantagens. Ainda que os escândalos envolvendo deputados da Alerj (a Assembleia do Rio) tenham se tornado conhecidos nacionalmente, exemplos de corrupção se multiplicam pelas unidades federativas.

Não há, certamente, solução mágica para o problema. Trata-se de um aspecto da equação maior que é o sistema político brasileiro, cujo aperfeiçoamento tem sido objeto de amplo e longo debate. O principal, agora, é que o eleitor se informe para votar de maneira criteriosa, contribuindo para evitar a reprodução de práticas condenáveis.
Herculano
24/09/2018 10:38
"A GENTE VOTA NUMA CACHORRA E ATÉ NUM JUMENTO. NÃO É LULA QUE ESTÁ MANDANDO?"

Fernando Haddad, no sertão pernambucano, é Adraike, Adauto, Andrade, Alade ou Radarde.

A Folha de S. Paulo entrevistou eleitores em Solidão, Quixaba e Calumbi, cidades nas quais Lula teve 90% dos votos em 2006.

Eles disseram sobre o poste:

"Não sei o nome não, mas estou grudado em quem Lula mandar. Ele é o filho de Lula, né? Escutei dizer que era".

E:

"Não precisa conhecer esse aí do nome em inglês. Quando a gente apertar o número de Lula na urna, aparece na foto. Aí eu falo: 'prazer, Adraike'."

E:

"É como todo mundo diz aqui. A gente vota nesse pé de planta, numa cachorra e até num jumento. Não é Lula que está mandando? Pronto. Se deixarem, eu vou ficar no lugar dele lá na prisão".

E:

"Como é mesmo o nome? Acho que vi uma vez passar no repórter. Mas, olhe, Deus é um só. Primeiramente Deus e depois Lula. Não, não. Troque aí. Os dois empatados. Lula e Deus".

Só uma menina de oito anos saiu do curral, dizendo:

"Lula nada. É Bolsonaro".
Herculano
24/09/2018 10:32
ALÉM DA RECRIAÇÃO DA CPMF, O BOLSONARISTA DA ECONOMIA QUER FECHAR O CONGRESSO; É ISSO QUE OS BRAVOS ENTENDEM POR DEMOCRACIA. PATÉTICO! por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Na tal reunião com investidores, em que flertou com a recriação da CPMF - embora tenha havido depois um esforço para negar o inegável -, Paulo Guedes também tratou de outro tema. Que Posto Ipiranga que nada! O doutor é uma verdadeira loja de conveniências de sandices. A outra ideia fabulosa é cassar dos deputados e senadores o direito ao voto. Ou por outra: Guedes quer fechar o Congresso e não pretende nem usar tanques para fazê-lo.

Como a coisa se daria? Assim.

Matérias votadas no Congresso não mais seguiriam as regras conhecidas. Os projetos de lei são aprovados por maioria desde que presentes metade mais um dos parlamentares (Art. 47 da Constituição). Já os projetos de lei complementar requerem aprovação de metade mais um dos membros de cada casa (Art. 69) - 257 deputados e 41 senadores. O mesmo se dá com a derrubada de vetos presidenciais (Parágrafo 4º do Artigo 66). As emendas constitucionais precisam do assentimento de três quintos, com duas votações em cada Casa (Parágrafo 2º do Artigo 60) - na Câmara, 308 votos; no Senado, 49.

Se depender de Guedes, agora convertido em reformador unipessoal da Constituição, isso tudo acaba.

Ele vendeu aos investidores um novo modelo de funcionamento do Congresso que não existe em lugar nenhum. É de deixar o chavismo no chinelo. E, creiam, pode seduzir os tontos.

A coisa constituiria no seguinte: ao se apreciar uma matéria na Câmara ou no Senado, haveria o voto de bancada, partidário.

Como funcionaria? Se metade mais um dos membros da bancada de um partido aprovassem uma matéria, considerar-se-ia que todo o partido votou a favor. Entenderam?

Listei acima quatro Artigos da Constituição que tratam de quórum para votação e do número necessário para aprovar determinadas matérias. São apenas alguns. Há outros para situações distintas.

Então vamos ver:

1: Bolsonaro lançou a ideia de elevar de 11 para 21 os membros do Supremo;

2: Hamílton Mourão, seu vice, quer uma nova Constituição, elaborada por notáveis, sem a participação do Congresso;

3: Paulo Guedes pretende cassar o direito de voto de parlamentares e senadores. Assim, bastaria cooptar as burocracias partidárias, e o resto estaria no papo.

"Ah, Reinaldo, mas esses artigos não poderiam ser mudados para se adaptar à ideia bolivariana do doutor Guedes?" Bem, como estamos falando de dispositivos constitucionais, seriam necessários três quintos dos deputados (308) e senadores (49). Ainda assim, se o Congresso resolvesse cortar os próprios braços, a cassação do direito de voto de parlamentares seria certamente barrada no Supremo porque se trataria de uma agressão frontal ao princípio da representação.

Guedes deu a entender que já debateu o assunto com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Este teria dado uma piscadela para a coisa, o que o deputado nega. Em tempo: convém não confundir a sandice do doutor com fechamento de questão. Partidos podem decidir "votar em bloco" um determinado tema, mas o parlamentar obedece se quiser. Pode sofrer sanções partidárias. Mas o voto, como lhe assegura a Constituição, é livre.

Indagado a respeito, o valente guru tentou explicar: esse "modelo" que ele inventou valeria apenas para a votação de matérias econômicas e administrativas?

Ah, agora entendi. Guedes sabe como salvar o Brasil. Ele só não pode ter um Congresso que o atrapalhe. Se a democracia estiver no meio do caminho, aí a coisa começa a se complicar. A sua "ideia" consegue ser mais autoritária do que a do general Mourão.

É tragicômico. Bolsonaro ainda não foi eleito, mas ele e a turma que o cercam deixam claro que, com democracia, não dá pé. Ora, por que os presidentes desde a redemocratização a esta data não pensaram nisso antes, não é mesmo?

É essa gente que os tais "mercados" gostariam de ver chegar ao poder? Bolsonaro também lidera entre as pessoas com curso universitário e os mais endinheirados. É onde o ódio à política e aos políticos se entrincheirou de modo mais agressivo, virulento mesmo. Boa parte dessas pessoas não teria receio de defender o fechamento do Congresso.

E há candidatos a pensadores dessa suposta "nova ordem" a afirmar que estaríamos diante do despertar do povo...

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