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Sob polêmica, maioria aprova sessão extraordinária na Câmara para hoje à noite. É para autorizar empréstimo de R$60 milhões na Caixa para obras - Jornal Cruzeiro do Vale

Sob polêmica, maioria aprova sessão extraordinária na Câmara para hoje à noite. É para autorizar empréstimo de R$60 milhões na Caixa para obras

26/09/2018

A costura está feita. O PDT de Roberto Procópio de Souza e o PSD da relatora, a suplente Marisa Isabel Tonet Bereta e do titular Wilson Luiz Lemfers deverão facilitar e ajudar a aprovar o Projeto de Lei 92/2018. Nele, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, pede autorização da Câmara para tomar até R$60 milhões emprestados na Caixa Econômica Federal, dentro do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento, chamado de FINISA.

E por que da quase certa esta aprovação dessa autorização? Devido aos ajustes de bastidores no ambiente político; a oportunidade surgida com a troca de vereadores titulares na majoritária oposição; o período de campanha eleitoral onde parte da oposição não quer se degastar e de estar supostamente ligada a imagem de ter atrapalhado o desenvolvimento da cidade.

Votaram contra a sessão de hoje os vereadores Silvio Cleffi, PSC – presidente e ex-aliado de Kleber -, bem como os três vereadores do PT: Dionísio Luiz Bertoldi, Rui Carlos Deschamps e o suplente Hamilton Graff – que está no lugar de Mariluci Deschamps Rosa. Alegaram atropelamento dos ritos processuais, pouca transparência, custo alto dos juros e constrangimento aos vereadores no trato dessa matéria na Câmara.

Por que da urgência e da sessão extraordinária?

É que esta linha de crédito tem que ser tomada na Caixa até dia 28 de setembro, esta sexta-feira. Se aprovada hoje, amanhã chega ao Executivo para ser sancionada, é publicada na sexta-feira no Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet e não tem hora para ser publicado. Na mesma sexta-feira, a prefeitura dá entrada da papelada na Caixa com a lei publicada no DOM e se habilita ao financiamento que não sairá tão cedo.

A PREFEITURA ATROPELOU TUDO

Entretanto, a prefeitura só levou o tal PL à Câmara no dia seis de setembro e pediu urgência para ele. Seriam 45 dias, mas nem isso era possível cumprir. Oficialmente, esse Projeto só entrou nas comissões no dia 11.

Então, claramente, entende uma parte dos vereadores da oposição, que a prefeitura – por esperteza ou desorganização que a caracteriza - colocou a faca no pescoço da Câmara para culpa-la dos entraves. Ao mesmo tempo, a prefeitura promoveu neste período, três reuniões emergenciais com os vereadores para explicar tudo isso, incluindo o gerente da Caixa. Ele disse aos vereadores que essa linha de crédito surgiu há pouco tempo e em janela bem curta para se habilitar.

Se não bastasse isso, o relator sorteado, Cícero Giovani Amaro, PSD, está licenciado. Foi ele quem sentou em cima de um outro pedido de financiamento de R$20 milhões e complicou o que pode até ceder e liberá-lo para votação e aprovação dele.

No seu lugar, quem está trabalhando nesse assunto é a suplente Marisa Isabel Tonet Beretta, PSD, a evangélica. Apesar do assunto ser técnico, ela ontem à noite, independente desses viéses técnicos, disse que fará um relatório favorável, mesmo sem conhecer os pareceres das comissões de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação; a de Economia, Finanças e Fiscalização; de Gestão Pública.

A votação de hoje será nominal, mas entre os vereadores da situação e da oposição se dá como certo a aprovação. Será 9 a 3. “Espero não precisar votar”, advertiu Silvio Cleffi. Porque se ele votar para desempatar, o governo de Kleber não terá autorização para obter o tal financiamento.

Para a majoritária oposição na Câmara e agora claramente dividida neste assunto, a aprovação da autorização para acessar financiamentos pela prefeitura não é exatamente um problema se o grau de endividamento permitir.

Um deles me disse: “É que a atual administração não sabe o que fazer com o dinheiro que já tem em caixa. Em dois anos, ela ainda não fez nenhuma obra que pegou pela metade. Até o conserto da ponte do Vale que prometeu para 20 dias, levou seis meses. O que prometeu começar no Natal do ano passado, ainda está no papel e agora descobriu, que nem dinheiro tinha. O pessoal do Kleber é muito ruim para projetos e principalmente de execução”.

E é esta a aposta da oposição: mesmo com dinheiro disponível pouco será feito. Para o saneamento básico, por exemplo, a mesma Caixa já liberou R$36 milhões - que na propaganda oficial virou R$40 milhões. Dois anos de governo, o Samae não sabe como e quando a obra do Santa Terezinha, Sete, Centro e Colinha vai começar.

Esse financiamento que será discutido e aprovado hoje terá um prazo de carência de dois anos. Ou seja, quem vai pagar é outro prefeito se Kleber não for reeleito. Depois disso, ele será pago em oito anos, ou seja, por dois mandatos. Os juros serão compostos de CDI mais 4,90% ao ano. São caros para os padrões do mercado.

E A OUTRA AUTORIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO?

E o projeto de Lei 93 que pede outros R$40 milhões no BRDE? O governo não quis misturar até porque não existe a premência para dar entrada no Banco.

Seguirá o curso normal do debate. Se não houver a quebra do regime de urgência, no mês que vem estará na pauta para votação na Câmara. E o relator é também da oposição, Wilson Luiz Lemfers, PSD, mas o governo Kleber o tem como mais compreensível para a matéria. Já votou favorável ao governo em outras matérias polêmicas, como a Reforma Administrativa e como relator foi contra o inchamento da Câmara pretendido pelo próprio presidente Silvio Cleffi.

 

TRAPICHE

Este financiamento tem dois anos de carência. Ou seja, o atual prefeito não vai pagar nada do que pegar emprestado.

Este financiamento terá que ser pago 96 meses, ou seja, vai ser pago por dois governos seguidos: Kleber se for eleito e mais um outro.

Outra questão é os juros: CDI e até 4,90% ao ano. Isso hoje, em inflação baixa dá mais ou menos 1% ano mês. É alto para os padrões atuais. Se houver aumento da inflação que refletirá no CDI, tudo aumentará. Outra, durante a carência, não se paga, mas se acumula os juros.

“O governo terá fôlego para tocar todas essas obras em dois anos?”, questionou o líder da bancada do PT, Dionísio Luiz Bertoldi. “É melhor fazer pouco bem feito do que muito mal feito, para os outros corrigirem gastando ainda mais”, observou ele.

“Já aprovamos R$44 milhões de financiamentos nestes dois anos e não vimos nada do que aprovamos ser feito”, reclamou Bertoldi.

Hamilton Graff acha que o governo está colocando o pé no pescoço da oposição para aprovar a autorização da Câmara para tal financiamento. Acha que há falta de transparência. Entretanto, no governo do PT, nada foi diferente. Quando quis, sempre colocou os pés no pescoço, mesmo em minoria na Câmara para a aprovação de financiamentos e obras.

Rui Carlos Deschamps, PT, ao lamentar a falta de tempo para analisar detalhadamente o projeto, disse que o governo estava constrangendo os vereadores. Entretanto, é discurso. A análise do pedido de financiamento deve ter como fundamentação técnica a capacidade de endividamento.

E a capacidade de endividamento do município de Gaspar é atualmente de R$208 milhões. Este é o limite. Outra: é preciso ver se as obras e investimentos estão listados no PPA – Plano Plurianual. Se não tiver, é um problema técnico, legislativo e crítico.

Aquela relação de obras a que se destinarão os recursos e que foi juntada ao PL 92/2018 é importante, mas não é relevante. Todas elas, estão em outros quatro PLs e PLCs. É só amarrá-los e neles, a Câmara está debruçada, analisando e pasmem, negociando à sua aprovação. Então...

Outra preocupação da bancada do PT é que a economia está andando de lado. Está correta à observação. Mas, a pergunta que não quer calar é: quem mesmo colocou a economia do Brasil na bancarrota, sem não o próprio PT de Dilma Vana Rousseff?

Mais. Se o Brasil não estivesse metido na crise econômica criada pelo PT, a prefeitura de Gaspar e outras, não precisariam ir aos bancos, pagar juros caros, para obter financiamentos para suas obras essenciais. O próprio governo teria linhas mais baratas, com maiores prazos e até recursos a “fundo perdido”.

Para justificar a apresentação das obras somente agora, depois de dois anos de governo, o líder da bancada do MDB, Francisco Solano Anhaia, disse que o governo Kleber precisava de tempo para planejar.

Trata-se de uma confissão de que Kleber não tinha planos como candidato e o foi por duas vezes seguida; que a equipe é lerda para planejar, negociar e executar. Depois de dois anos o governo e a equipe descobriram que Brasília e Florianópolis não tinham dinheiro, fato que estava claro para todos de qualquer gestão pública minimamente conectada, mesmo antes de assumir o governo em janeiro de 2017.

As defesas dos vereadores do governo de Kleber para a autorização do financiamento são meros discursos políticos. Não são técnicas e frágeis. Algumas beiram ao ridículo. Evandro Carlos Andrietti, MDB, por exemplo, disse que este financiamento não terá, ou trará, impacto financeiro. Coisa de doido.

Silvio Cleffi reclamou que, os assuntos relevantes dos quais o Executivo precisa do Legislativo, “são todos escondidos” e aparecem de uma hora para a outra na Câmara. “Não se conversa”.

E aí há dois pontos de verdade: o governo Kleber não possui transparência, diálogo, comunicação e Silvio – um político recém-chegado ao ambiente - tem sede para ser sempre o centro dos eventos. Ele ainda não entendeu que é oposição, mesmo quando ela é majoritária.

A oposição está dando corda para Kleber se enforcar. Caberá ao prefeito descartar essa corda. Se dinheiro não for problema, mas mesmo assim as obras não forem executadas como propaga, a conta virá no caixa da prefeitura, como e principalmente na falta de votos nas urnas em 2020.

Outro fato provocativo que deixou os vereadores da dita oposição e agora rachada, neste caso dos PLs e PLCs que estão tramitando na Câmara, foi o açodado vídeo que o governo de Kleber fez circular nos aplicativos, nas redes sociais, que público abaixo, bem como o comício de segunda-feira na Sociedade Alvorada. Colocaram os bois antes da carroça, numa situação que é politicamente delicada. Todos entenderam como um claro constrangimento.

O vídeo é mera propaganda política eleitoral e ufanista. Ele mostra obras já contratadas pelo governo de Pedro Celso Zuchi, PT, mas não executadas, como se fossem de Kleber. Faz propaganda daquilo que não se aprovou na Câmara, seja em financiamentos, ou nas mudanças da legislação, emendas ao Plano Diretor, autorização de execuções e que estão em seis PLs e PLCs.

Por enquanto são boas ideias, e eu mesmo já expressei respeito em outros artigos e concordância com o espírito delas. Todavia, o atropelo juvenil é algo que não colabora num ambiente feito de detalhes e egos, a essência do ambiente político.

Ou seja, o vídeo é na verdade uma fantasia e pode virar mico se a majoritária oposição na Câmara ficar enfezada. Qual a razão do governo Kleber ser provocativo quando está em minoria? É para ver se alguém chuta o pau da barraca, arruma um culpado e o livra da obrigação de fazer o que está vendendo como uma boa ideia para a cidade e os cidadãos? Afinal, quem mesmo orienta o governo Kleber? Acorda, Gaspar!

Comentários

Eleitor
27/09/2018 19:24
Gostaria de saber se pode uma comissionada da secretaria de Saúde pegar informações de pacientes e ir de casa em casa pedindo votos... Ainda dizendo que o mutirão das cirurgias de catarata só foram possíveis por causa de candidato A e B .... Diz ela que está de férias.. mas nem direito a isso ela tem pois entrou no cargo este ano...
Herculano
27/09/2018 19:00
BOLSONARO TEM ALTA DO HOSPITAL ADIADA DEVIDO A INFECÇÃO LEVE

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. A alta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi adiada após a equipe médica identificar uma leve infecção bacteriana após a retirada do catéter. O candidato sairia do hospital nesta sexta-feira (28) e já tinha passagem comprada para o Rio de Janeiro, onde ficaria em repouso em sua residência.

Bolsonaro está hospitalizado desde 6 de setembro, quando recebeu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Não há ainda nova previsão de alta do candidato, que prolongará por mais alguns dias o tratamento com antibióticos.
Herculano
27/09/2018 14:57
DESPISTANDO

Conteúdo de O Antagonista. Magno Malta disse a jornalistas que Jair Bolsonaro não deve ter condições de sair do Albert Einstein amanhã, como previsto inicialmente.

Major Olímpio, registra o Estadão, afirmou que "a palavra final é da equipe médica e ninguém pretende atropelar as coisas e arriscar uma recaída".

A nova previsão é que "até sábado" o candidato do PSL receba alta.

O próprio Bolsonaro já avisou que não vai ao debate final que a Globo fará na quinta-feira, dia quatro de outubro. Alega "recomendações médicas".

Volto.

A equipe de Bolsonaro já tinha comprado a passagem de avião de carreia para amanhã a tarde e divulgado isso. É uma temeridade divulgar isso, sabendo que ele está saindo do Hospital depois de se recuperar de um atentado.

Outra. A eleição de Bolsonaro no primeiro turno está garantida, então para que se expor num debate, ainda mais supostamente fragilizado pela recuperação das cirurgias? Nem Haddad deveria ir, pois vai levar pau de todos os nanicos como Ciro, Alckmin, Marina e Álvaro Dias.
Herculano
27/09/2018 14:47
ESSE GENERAL MOURÃO QUANDO ABRE A BOCA, OU FALA A VERDADE DE COMO SERÁ O GOVERNO DE BOLSONARO OU É UM INIMIGO INFILTRADO NA CANDIDATURA DO CAPITÃO. ESTÃO BATENDO CABEÇAS, FAZ TEMPO

Jair Bolsonaro, PSL já desmentiu e mandou o seu Posto Ipiranga calar a boca - e ele obedeceu.

Já corrigiu o seu vice, General reformado por falar demais, Hamilton Martins Mourão. Hoje no Rio Grande do Sul ele disse que o 13º salário e o abono de férias são 'Jabuticabas brasileiras'

Do hospital, Bolsonaro teve que mandar o seguinte recado pelo twitter para acalmar seus eleitores.

"O 13° salário do trabalhador está previsto no artigo 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição."

E agora?

Herculano
27/09/2018 11:37
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL BARRA CANDIDATURA DE ANTHONY GAROTINHO

Conteúdo do portal G1. Texto de Renan Ramalho, de Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira (27), por unanimidade, o registro da candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Rio de Janeiro.

Todos os 7 membros da Corte votaram por negar recurso da defesa contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que já havia barrado a candidatura.

Em tese, Garotinho ainda poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a decisão do TSE terá efeito imediato, impedindo o ex-governador de fazer campanha, inclusive em propaganda no rádio e na TV.

Na sessão do TSE, a ministra Rosa Weber foi a única a votar a favor de Garotinho poder continuar fazendo campanha, mas foi vencida pela maioria, que decidiu exclui-lo de imediato da disputa.

Votaram contra a candidatura de Garotinho no TSE o relator do caso, Og Fernandes, e os ministros Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Jorge Mussi e Rosa Weber.

No último dia 6 de setembro, por unanimidade, o TRE-RJ indeferiu o registro com base na Lei da Ficha Limpa, que barra políticos condenados por improbidade administrativa com ocorrência de enriquecimento ilícito.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia contestado a candidatura, com base numa condenação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em julho, por causa de desvios de R$ 234,4 milhões do Estado do Rio de Janeiro, em 2005 e 2006, quando ele era secretário de governo de Rosinha Garotinho.

Nesse caso, teria ocorrido o enriquecimento ilícito de empresários e ONGs contratadas pelo governo para programa de saúde sem prestação dos serviços.
Herculano
27/09/2018 11:29
"BOLSONARO JOGA DE ACORDO COM AS REGRAS DA DEMOCRACIA"

Conteúdo de O Antagonista. Aloysio Nunes disse à BBC Brasil que Jair Bolsonaro "joga de acordo com as regras da democracia" e não traria "nenhum retrocesso" nas relações internacionais do Brasil.

O ministro tucano disse também:

"Nós temos opiniões conservadoras, fortemente conservadoras na sociedade brasileira, que se refletem na política. Elas não tinham encontrado até agora um canal de manifestação política. Agora encontraram no Bolsonaro".
Herculano
27/09/2018 09:45
da série: o brasileiro está mais desatento do que imagina. Enquanto foca na corrida presidencial, descuida de quem realmente agride, chantageia, decide o futuro dos cidadãos, mantém os presidentes reféns e que é o Congresso.

PT DEVE TER MAIOR BANCADA NA CÂMARA, MAS DEPENDERÁ DOM MDB, por Helena Chagas, de Os Divergentes

Enquanto o país assiste eletrizado a polarização entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad na eleição presidencial, poucos estão olhando para o que realmente interessa, que é o Congresso - ou seja, a eleição daqueles que poderão ejetar de sua cadeira o cara que subir a rampa do Planalto. Levantamentos preliminares do Diap (Departamento Internacional de Assessoria Parlamentar) apontam que a onda vermelha que está levando Haddad ao segundo turno poderá dar ao PT a maior bancada na Câmara dos Deputados, elegendo entre 55 e 65 representantes.

O que não quer dizer garantia de governabilidade se Haddad for eleito (no caso de Bolsonaro, em se fala, pois o PSL não deve eleger mais do que 20 deputados). Na verdade, o quadro geral das previsões na Câmara apontam para um cenário muito parecido com o de hoje, o que parece ser desolador.

As previsões são de que haverá baixa renovação, com muitas reeleições, e grande pulverização. A segunda maior bancada deve ser a do MDB, com previsão do Diap de fazer algo em torno se 45 e 50 deputados, número semelhante aos do PSDB e do PP. Outros partidos de Centrão, como PR e DEM, devem eleger no máximo 40 deputados cada um.

O que isso quer dizer? Antes de tudo, que haverá uma briga de foice pela presidência da Câmara, que não irá automaticamente para ninguém, embora, em tese, costume ficar com a maior bancada. Mas, mesmo elegendo o presidente da República, o PT terá que fazer um acordo com o MDB se quiser o posto, apoiando o aliado no Senado e dando a ele, quem sabe, o segundo bienioda legislatura no comando da Casa.

Outro dado relevante é o de que o Centrão continuará existindo, embora os planos de Rodrigo Maia de permanecer na presidência da Câmara dificilmente sobreviverão se o vencedor da eleição presidencial não for Jair Bolsonaro. Em ora as previsões do Diap apontem crescimento dos extremos, nas bancadas à direita e à esquerda, o centro, se unido, ainda será uma força com quem o novo presidente terá que negociar.
Herculano
27/09/2018 09:39
PRESIDENTE DO PARTIDO DE BOLSONARO INTERVÉM NO DIRETóRIO PAULISTA

Secretária-geral do PSL no estado é expulsa após divergências com núcleos da campanha federal

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Igor Gielow.O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, decidiu expulsar a secretária-geral do partido de Jair Bolsonaro em São Paulo, Letícia Catel, iniciando uma intervenção contra a ala crítica à sua atuação no órgão.

A crise interna atinge o principal diretório do PSL no país a pouco mais de uma semana da eleição e com o presidenciável ainda internado para recuperar-se da facada que tomou em Juiz de Fora no dia 6 passado. Mas não é algo imprevisto, dado o grau de fragmentação da campanha.

Letícia fazia parte de um grupo de voluntários que apoiam a campanha de Bolsonaro antes ainda que ela fosse materializada. Ela é amiga pessoal de Eduardo, filho do presidenciável que é candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo.

Empresária de família abastada, ela dispensou salário no partido e assumiu diversos compromissos em nome de Bolsonaro. Se apresentava como assessora do candidato em reuniões sobre regras de debates eleitorais, por exemplo.

Isso e o estilo independente, ressaltado por uma presença em mídias sociais na qual adota um discurso assertivo de direita e promove o porte de armas para defesa pessoal, levaram a críticas internas.

O presidente do PSL em São Paulo, o candidato a senador Major Olímpio, estava entre os que desautorizavam constantemente as movimentações de Letícia.

Um aliado próximo de Bolsonaro, o ruralista Nabhan Garcia, ficou irritado com o relato de que ela o teria criticado por supostamente procurar auxílio de empresários para custear o transporte de Bolsonaro por UTI aérea para São Paulo. A versão foi comentada por aliados de Bolsonaro, mas Catel não foi localizada para confirmar ou não a crítica.

Garcia disse que nem ele, nem a União Democrática Ruralista que preside, pagaram contas de Bolsonaro. "É uma afirmação caluniosa de quem tomou um pé no traseiro e não se conforma. Ela quis ocupar um espaço na campanha que não era dela", afirmou.

Sua tentativa de centralizar as discussões de comunicação em grupos de WhatsApp foi vista por Bebianno como uma sublevação. O presidente do partido já enfrentou diversos atritos na campanha, antagonizando-se ora com os filhos de Bolsonaro, ora com apoiadores que reclamam de sua blindagem do acesso ao candidato.

Bebianno mudou-se temporariamente do Rio para São Paulo só para acompanhar, fisicamente, o controle de entrada de visitantes que procuram Bolsonaro no Hospital Albert Einstein, de onde deverá ter alta na sexta-feira (28). Neste caso, contudo, ele está alinhado com outros núcleos da campanha do presidenciável, que criticavam Letícia.

Outros voluntários que trabalham no PSL-SP poderão deixar o partido também, embora haja ainda conversas para tentar recompor as pontes e reintegrar Letícia ao partido.

Nenhum deles, inclusive a ex-secretária-geral, indicou que deixará de apoiar Bolsonaro. Consideram, em conversas reservadas, que Bebianno age de forma ditatorial em busca de poder interno, mas por ora evitam críticas públicas por entender que isso fragilizaria a campanha.

Todos os envolvidos na crise foram procurados pela reportagem, mas não atenderam ligações e mensagens.
vlad
27/09/2018 09:17
Polícia recolhe materiais irregulares no comitê do PT de Gaspar.

A Procurador-Geral da República quer que o PT devolva a grana preta que torrou com a campanha fake de Lula.
vlad
27/09/2018 09:13
Faltam insumos em hospitais públicos, falta equipamentos em escolas, herança petista já custa 159 bilhões por ano ao governo que continua gastando mais do que arrecada, mesmo assim o PT usa R$ 1,5 milhão, do fundo partidário para pagar advogados que defendem o condenado e inelegível Lula.
Herculano
27/09/2018 06:50
TRUMP, O FAZ-ME-RIR DO PLANETA, por Clovis Rossi, no jornal Folha de S. Paulo

Mas, cuidado, está virando o mundo de ponta-cabeça

Trump faz sinal com os dedos polegar e indicador da mão direita. Ele, que usa terno preto, gravata azul e camisa branca, fala em um púlpito. Atrás, aparecem duas bandeiras americanas.

Desde que me conheço por gente - e lá se vão mais anos do que eu gostaria?", acostumei-me a ver o presidente dos Estados Unidos ser objeto de amor e de ódio em proporções mais ou menos equivalentes. Ser motivo de galhofa, de risadas irônicas, é a primeira vez na história deste planeta.

O que aconteceu com Donald Trump e seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas nunca se viu nem na ONU nem em qualquer instância internacional que eu tenha acompanhado - e, olhe, acompanhei um mundão delas.

Recordemos o que disse Trump de tão engraçado: "Em menos de dois anos, minha administração realizou mais do que qualquer outra administração na história de nosso país".

Se você se lembrou de Lula e seu bordão mil vezes repetido (o "nunca antes na história deste país"), fez bem: ambos se acham predestinados.

Imagino que ambos sabem que suas bravatas não devem ser levadas a sério. Trump, pelo menos, sabe, como demonstrou na reação às risadas do público: "Não esperava essa reação, mas OK".

É um bufão assumido.

Bravatas à parte, o que aconteceu na ONU mostra que "o mundo está de ponta-cabeça", como observou Andrew Rettman no EU Observer desta quarta (26).

De ponta-cabeça também pelo fato, acrescento eu, de um presidente americano ser motivo de chacota, em vez de aplausos ou xingamentos, como acontecia até Trump.

Mas Rettman puxou sua análise para algo bem mais sério do que as palhaçadas de Trump: mostrou que a União Europeia montou um show de solidariedade com China e Rússia, contra os EUA.

Trump bem que poderia dizer que nunca antes na história do mundo os europeus se afastaram dos Estados Unidos e se aproximaram de chineses e russos.

A insólita coligação se dá por puro interesse econômico: a União Europeia, a China e a Rússia querem salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, para que as empresas possam fazer negócios com o Irã, por meio de uma gambiarra financeira.

O mundo está de ponta-cabeça também porque Donald Trump resolveu, sem mais aquela, denunciar o tal de globalismo, para fincar a bandeira do "patriotismo", alçado à nova religião da América, ou, pelo menos, da parte trumpista da América.

Cabe recordar mais uma vez a velha frase do escritor inglês Samuel Johnson (1709-1784), para quem "o patriotismo é o último refúgio dos canalhas".

Se já não fosse o suficiente, ainda há o fato de que o globalismo não é algo de que alguém possa pular fora, no momento em que deseja. No caso dos Estados Unidos, menos ainda, porque foram essenciais para construir as instâncias internacionais primordiais.

A ONU, o Fundo Monetário Internacional, a Organização Mundial do Comércio, a Otan, acordos multilaterais como o Nafta - todos esses pilares tiveram abundante argamassa fornecida pelos Estados Unidos e beneficiaram bastante o país de Trump.

Já houve um movimento, nas antípodas do trumpismo e hoje em relativo refluxo, que também criticava a globalização. Dizia que "um outro mundo é possível". Queria, portanto, transformar o mundo, não cair fora dele e trancar-se nas próprias fronteiras.

O mundo de hoje já é um bocado complexo. Colocá-lo de ponta-cabeça só complica mais as coisas. Mais uma obra da qual Trump pode gabar-se.
Herculano
27/09/2018 06:45
TESTE INSTITUCIONAL, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Nada indica que as instituições democráticas do País não estejam prontas para resistir à ação dos que pretendam exercer o poder pela força ou pela corrupção

Há no ar uma grande inquietação sobre o futuro da democracia no Brasil em razão das perspectivas nada alvissareiras da eleição presidencial, especialmente a hipótese de vitória de um dos populistas que hoje aparecem nas primeiras colocações da disputa. A cada declaração insensata desses candidatos, a cada manifestação estridente de seus respectivos movimentos políticos, soam alarmes a respeito de graves riscos institucionais.

O grupo do candidato Jair Bolsonaro (PSL) diz que, se os petistas voltarem ao poder com o preposto do presidiário Lula da Silva, Fernando Haddad, o Brasil vai se tornar "uma Venezuela" - onde, como se sabe, não há democracia; já os petistas afirmam que, se Bolsonaro vencer, o ex-capitão vai liderar um golpe de Estado como o de 1964, para governar pela força.

Esses imaginados desfechos, malgrado sua plausibilidade, pressupõem uma grande fragilidade das instituições democráticas do País. Parte-se do princípio de que os Poderes nacionais não estão prontos para enfrentar um eventual repto com vista à instalação de um regime de exceção, à esquerda ou à direita.

A conturbada história recente do País, contudo, mostra que as instituições democráticas, se não são capazes de prover estabilidade e de evitar crises, vêm se saindo razoavelmente bem dos vários testes de estresse a que foram submetidas, e nada indica que não estejam prontas para continuar a resistir à ação final dos que pretendam exercer o poder pela força ou pela corrupção.

A memória recente registra, por exemplo, a tentativa do lulopetismo de submeter permanentemente a administração pública federal a "conselhos populares" ?" uma forma desavergonhada de aparelhamento do Executivo, próprio de ditaduras. A iniciativa se deu no final do primeiro mandato do governo de Dilma Rousseff e tinha como objetivo oficial "fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil". O palavrório de diretório acadêmico mal escondia a tramoia para dar a grupos controlados pelo PT ?" chamados eufemisticamente de "sociedade civil" no decreto de Dilma - o poder de ditar as políticas de órgãos federais.

A manobra, no entanto, foi rechaçada pelo Congresso, que derrubou o decreto. Restou aos petistas, na voz do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, queixarem-se de que os parlamentares votaram "contra uma vontade irreversível do povo brasileiro".

Essa iniciativa de Dilma, contudo, nem faz sombra à investida lulopetista contra o Congresso, por meio dos esquemas de corrupção conhecidos como mensalão e petrolão. Ao comprar ou alugar parlamentares com dinheiro desviado de contratos com estatais e órgãos públicos, o lulopetismo e seus associados no governo pretendiam degradar a atividade política com o objetivo de governar sem oposição e eternizar-se no poder. Mais uma vez, contudo, a estrutura institucional do País resistiu a esse assalto ?" e o Judiciário, apesar dos pesares, cumpre sua função de punir os responsáveis pela roubalheira, inclusive o demiurgo Lula da Silva.

Por fim, mas não menos significativo, a tentativa do governo de Dilma Rousseff de enganar os brasileiros por meio da manipulação da contabilidade nacional e das chamadas "pedaladas fiscais", escondendo o verdadeiro caos da administração lulopetista, foi devidamente castigada pelo Congresso, com apoio total do Judiciário, por meio do impeachment da presidente.

Assim, ainda que se possa e se deva fazer ressalvas ao comportamento do Congresso e do Judiciário - especialmente no caso de parlamentares cujas práticas fisiológicas e paroquiais se sobrepõem ao interesse nacional, ou no caso dos magistrados que se julgam no dever de "purificar" a política, nem que para isso seja necessário destruí-la -, o fato é que essas instituições, se não evitam crises, têm impedido que se consuma a ruptura da democracia no País. É de esperar que o sistema, por mais trôpego que seja, continue a garantir a democracia mesmo na hipótese de vitória de um desses candidatos que hoje mal escondem seu espírito liberticida.
Herculano
27/09/2018 06:39
IMPRENSA GOLPISTA OU COMUNISTA?, por Mariliz Pereira Jorge, no Jornal Folha de S. Paulo

Caça a jornalistas tem tido capítulos cada vez mais grotescos

Nem precisa regular a imprensa ou ter golpe militar, a caça aos jornalistas e a pessoas que se manifestam de forma contrária a certos candidatos tem tido capítulos cada vez mais grotescos.

Nesta semana, as informações pessoais de uma jornalista mineira foram divulgadas na internet. Confundida com um dos autores da reportagem sobre as ameaças de Jair Bolsonaro a sua ex-mulher, ela e a mãe vêm sofrendo represálias e estão apavoradas. A mesma coisa tem acontecido com mulheres que participam da campanha #elenão.

Os eleitores do candidato não se cansam de transformar a caixa de comentários de reportagens e artigos de opinião numa pocilga. Tudo o que os desagrada é considerado fake news, ainda que não passem da manchete ou não tenham capacidade de interpretar o que leem. Isso quando não tentam fazer da vida dos profissionais um pequeno inferno com suas ofensas e intimidações em posts das redes sociais.

Não apenas a direita sectária tem esse tipo de comportamento de instigar ódio em relação aos jornalistas e aos veículos de imprensa. Os blogs sujos bancados com dinheiro público durante os anos de governo petista, se não inauguraram, intensificaram a patrulha, perseguindo profissionais com textos mentirosos e sensacionalistas. Eu mesma já fui pauta desses jornalecos e, mais recentemente, passei a ser alvo também dos bolsominions.

O Partido dos Trabalhadores, de um lado, Jair Bolsonaro e os Bolsofilhos, do outro, têm culpa nesse clima de desconfiança que se instaurou. Só precisam decidir se a imprensa é golpista ou comunista.

Questionar o trabalho jornalístico é um direito de todos. Há, inclusive, meios legais para isso. Jogar a opinião pública contra a imprensa, além de não ser uma atitude nada democrática, é um caminho que pode facilmente descambar para a violência. Alguém duvida que essa onda de ódio não vai acabar bem?
Herculano
27/09/2018 06:35
MDB DE SANTA CATARINA COM JAIR BOLSONARO?, por Alexandre Gonçalves, do Informe Blumenau

As especulações das últimas horas apontam que o candidato Gelson Merisio (PSD) possa declarar apoio à candidatura de Jair Bolsonaro para presidente, mas é o MDB que faz o gesto mais forte de aproximação.

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça, candidato à reeleição, anuncia para esta quinta-feira, em Ibirama, um ato de apoio ao capitão-candidato, com a presença de prefeitos, vice-prefeitos e presidentes municipais da sigla.

Segundo Peninha, estão confirmados 34 prefeitos e vice-prefeitos emedebistas, 25 presidentes municipais e seis coordenadores regionais do MDB. São políticos do Alto e Médio Vale do Itajaí, e do Vale do Rio Tijucas.

O material de divulgação diz que o candidato ao Governo, Mauro Mariani, e os dois candidatos ao Senado, Paulo Bauer (PSDB) e Jorginho Mello (PR), confirmaram presença, sem necessariamente declarar apoio,

O deputado Peninha, conhecido por defender a revisão do estatuto do desarmamento, faz campanha aberta para Boslonaro e "convenceu prefeitos e vereadores a votarem 17, e agora articula para aproximar de Bolsonaro, os candidatos da majoritária liderada pelo MDB em Santa Catarina", diz o texto enviado pela assessoria dele.

Interessante.

Lembrando que o MDB tem candidato a presidente, assim como o PSDB, do candidato a vice Napoleão Bernardes.
Herculano
27/09/2018 06:31
O VOO DE BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro já marcou passagem para o Rio de Janeiro.

Segundo O Globo, ele "deve ter alta amanhã e, em seguida, embarcará no voo de carreira, da ponte aérea, das 15h da Gol, embora tenha recebido várias ofertas de empresários de cessão de jatinho para fazer esse trajeto. Já foram emitidas as passagens, incluindo as de 12 agentes da Polícia Federal."
Herculano
27/09/2018 06:28
TEMER BUSCA CARONA COM PRóXIMO PRESIDENTE PARA LUSTRAR BIOGRAFIA, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Emedebista tenta usar transição para preencher embalagem vazia do ajuste fiscal

Sem gasolina há meses, Michel Temer quer pegar uma carona com o próximo presidente. O passageiro já ousa dar orientações para o sucessor e chega a sentenciar que "dificilmente" o novo governo conseguirá seguir uma rota diferente da atual. "Quem poderá fazê-lo?", perguntou, na semana passada.

Temer fala como se a escolha do próximo presidente e sua participação na transição pudessem ajudá-lo a recuperar algum poder. Foi sua impopularidade, no entanto, que contaminou as pautas elaboradas durante seu mandato - e não o contrário.

Em viagem a Nova York, Temer decidiu "anunciar" (e não "sugerir") que faria uma reforma da Previdência logo depois da eleição. "Procurarei o presidente eleito, seja ele quem for, e tenho certeza de que ele atentará para o fato de que a medida é indispensável", afirmou.

A intenção pode ser nobre, dada a situação precária das contas do país, mas Temer deixa de levar em consideração que o grupo eleito em outubro terá muito mais força do que ele para apresentar uma agenda ao Congresso, mesmo antes de subir a rampa do Planalto.

O governo atual deixa um legado de projetos não aprovados que podem ou não ser aproveitados pelo próximo presidente. Basta lembrar que o PT rechaça a ideia de Temer de mudança nas aposentadorias. O time de Jair Bolsonaro até concorda com o projeto, mas certamente tentará impor sua marca ao texto.

Temer até conseguiu reverter a recessão aberta pela gestão Dilma Rousseff e começou a reequilibrar os cofres públicos. O país, no entanto, está longe de retomar o crescimento e o emprego.

Na prática, o presidente quer diluir as fronteiras de seu mandato para insinuar que criou uma "doutrina" capaz de dar resultados nos próximos anos e lustrar sua biografia.

Depois de sofrer uma pane seca que paralisou a votação de assuntos importantes, Temer tenta deixar como legado a embalagem do ajuste fiscal, esperando que seu sucessor preencha o espaço vazio.
Herculano
27/09/2018 06:26
ALCKMIN SOFRE DEBANDADA, E PERDERIA NO 2º TURNO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Pesquisas não confirmam o suposto "favoritismo" de Geraldo Alckmin (PSDB) em eventual segundo turno, como divulga sua propaganda, e pior: após o "centrão", até os próprios tucanos participam da debandada. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País com 15,7 milhões de eleitores, o candidato a vice do favorito Antonio Anastasia (PSDB) já pede "voto útil" em favor do candidato do PSL. Marcos Montes fala abertamente em "mãos dadas" com Jair Bolsonaro.

BYE, BYE, GERALDO
Reinaldo Azambuja, candidato do PSDB à reeleição no governo do Mato Grosso do Sul, também admite publicamente apoio a Bolsonaro.

TERREIRO TUCANO
Em São Paulo, terreiro de Alckmin, o candidato ao governo João Dória (PSDB) tem sido pressionado pelos eleitores a apoiar Bolsonaro.

QUALQUER CENÁRIO
Levantamento do Paraná Pesquisa divulgado nesta quarta (26) mostra que Alckmin perderia em qualquer 2º turno (registro BR-03512/2018).

CONTRA OS GRANDES
Alckmin perderia para Bolsonaro de 42,1% a 38,2% e para Fernando Haddad (PT) de 36,3% a 35,8%, segundo o Paraná Pesquisa.

VÍDEOS 'ELE NÃO' RECEBEM ENXURRADA DE 'DISLIKES'
Vídeos de celebridades contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), divulgados no YouTube, têm recebido enxurrada de manifestações de desagrado (ou "dislikes"), que superam em muito o número de "likes", curtidas de apoio à mensagem. O vídeo da cantora pop Anitta, por exemplo, até o fechamento da coluna, tinha a aprovação de 17 mil pessoas, contra 783 mil "descurtidas" do vídeo.

DIFERENÇA GRANDE
O vídeo onde Daniella Mercury também se posicionou pelo "#Elenão" teve 19 mil likes (favoráveis) contra 1 milhão de dislikes.

LETÍCIA'S DESLIKE
As atrizes Letícia Sabatella (11 mil likes e 790 mil "dislikes") e Letícia Colin (10 mil contra 650 mil dislikes) também aderiram ao "#Elenão".

MENÇõES
A hashtag "Elenão" recebeu pouco mais de 14,5 mil menções nas redes sociais nas últimas 24 horas, segundo o site Hashtracking.

EMPREGO ABANDONADO
Após o recesso de julho, deputados e senadores decidiram abandonar o trabalho e fazer campanha. Qualquer trabalhador normal que tente fazer o mesmo seria demitido por abandono de emprego.

Só TRÊS CRESCERAM
Apenas Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e João Amoêdo (Novo) subiram entre os levantamentos de 11 e 25 de setembro do Paraná Pesquisas, registrados no TSE sob número BR-03512/18.

DINHEIRO EXTRA
O Senado aprovou projeto que destina 30% das multas de trânsito para o SUS, que cuida dos acidentados. A relatora Marta Suplicy (MDB-SP) diz que o valor extra não entra na conta dos gastos mínimos em saúde.

APOIO QUE PEGA MAL
O apoio de Renan Calheiros a Haddad está custando caro ao candidato do PT a presidente. No debate do SBT, nesta quarta (26), Marina (Rede) criticou o beija mão do petista ao senador do MDB-AL.

COMO GOVERNAR
A editora Topbooks promove nesta quinta, em Salvador, o lançamento do livro "Como governar um Estado ?" o caso da Bahia", de Joaci Góes, jornalista e ex-político que nunca teve medo das malvadezas de ACM.

SAPECADA
No debate do site Midiamax, o governador Reinaldo Azambuja, que disputa a reeleição no MS, deu uma sapecada no ex-juiz Odilon (PDT): "Não cuidou do cofre da sua sala, vai dar conta de cuidar do que no Estado?" Referia-se a dinheiro que teria sumido de sua sala na Justiça.

ALIADO NOS OLHOS DOS OUTROS
Em 2014, Rogério Rosso (PSD) fez a indicação, que se revelaria desastrosa, do vice do então candidato Rodrigo Rollemberg (PSB). Agora candidato, Rosso não escolheu o mesmo vice para sua chapa.

Só DEPOIS DA ELEIÇÃO
A votação do projeto da privatização de seis distribuidoras de energia deficitárias está pronto para votação no plenário do Senado há mais de 20 dias, mas a "folga" para as campanhas a adiaram para 9 de outubro.

PENSANDO BEM...
...o debate no SBT mostrou que nem mesmo os candidatos acreditam em pesquisas eleitorais.
Herculano
27/09/2018 06:19
TEMPO ESCASSO, editorial do jornal folha de S. Paulo

Ideia de parar intervenção para votar a reforma da Previdência teria de enfrentar obstáculos

Desde que foi abatido pela gravação de um diálogo indefensável com o empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer (MDB) oscila entre esforços para preservar seu mandato - e o foro especial - e empreitadas de parco sucesso na tentativa de mostrar que não perdeu de todo a relevância.

É na segunda categoria que se enquadra a ideia, agora reapresentada, de suspender a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro para que os parlamentares possam, após as eleições, aprovar a reforma da Previdência.

A suspensão se faria necessária, a princípio, porque a Constituição proíbe que emendas a seu texto sejam promulgadas na vigência de uma intervenção. Acredite-se ou não nas chances da manobra, as duas propostas têm méritos.

Em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto que altera as regras da aposentadoria é passo indispensável para equacionar o gravíssimo problema orçamentário.

Sem que se contenha o avanço contínuo das despesas previdenciárias, o próximo presidente verá encolher de modo dramático os recursos disponíveis para educação, saúde e infraestrutura.

Guardadas as proporções, o fim da atuação federal na segurança fluminense também é medida desejável.

A investida nunca teve a forma de uma estratégia consistente, sendo mais bem descrita como um expediente destinado a manter Temer no jogo político.

De início parecia que a entrada das Forças Armadas no Rio poderia atenuar a acachapante rejeição ao mandatário ?"pesquisas revelavam que uma ação dessa natureza teria boa acolhida na população.

Ela não seria bem recebida, contudo, pela cúpula militar, já farta de missões impossíveis que só trazem desgaste, para nem mencionar o risco de ver seus efetivos se envolvendo com o crime organizado.

Apesar de correto em tese, o propósito de interromper a intervenção para retomar a agenda reformista enfrenta obstáculos nada desprezíveis. O plano depende da adesão de um Congresso desgastado e em final de mandato e, não menos importante, do presidente eleito em outubro.

Se o vitorioso sair de uma disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), como hoje indicam as pesquisas de intenção de voto, um acordo de votação em prazo tão curto soa improvável.

O primeiro, antes opositor declarado da mudança na Previdência, entregou seu programa econômico ao ultraliberal Paulo Guedes, cuja proposta de reforma difere inteiramente da que hoje tramita.

O petista, embora pareça em busca de uma agenda mais moderada, precisaria antes convencer o próprio partido, que se empenhou nos últimos em rejeitar tudo o que partisse do governo Temer.

A melhor oportunidade para avançar no ajuste orçamentário foi perdida em 2017. Ficou mais provável que o próximo governo assuma sob intensa pressão econômica.
Herculano
26/09/2018 22:38
DEBATE POTENCIALIZA A SENSAÇÃO DE JOGO JOGADO, por Josias de Souza

O debate presidencial promovido por UOL, Folha e SBT não produziu nenhum lance capaz de despolarizar a sucessão de 2018. Ao contrário. O programa potencializou a sensação de que o jogo do primeiro turno está jogado.

Sem muita presença de espírito, Bolsonaro beneficiou-se da ausência de corpo propiciada pela hospitalização. Presente, Haddad saboreou os ataques que o vincularam a Lula. A lulodependência tornou-se para ele uma espécie de kriptonita às avessas, pois é da cadeia de Curitiba que vêm os superpoderes que o fez voar nas pesquisas, saindo de um dígito para mais de 20% das intenções de voto.

Os rivais de Bolsonaro e Haddad serviram aos espectadores mais do mesmo. Em sua versão "doce de coco", Ciro não perdeu a calma nem quando Cabo Daciolo lhe perguntou por que preferiu o Sírio Libanês a um hospital público quando precisou tratar da próstata, na noite anterior. Soou insincero ao dizer que tomaria distância do PT se fosse eleito. Alckmin recorreu ao velho blá-blá-blá quando lhe esfregaram na face a corrupção do PSDB. "Todos os partidos estão fagilizados", disse. "Não passamos a mão na cabeça de ninguém".

Marina gastou baldes de saliva dirigindo apelos ao eleitorado feminino, que não a escuta. Escaldada pelo apoio dado a Aécio em 2014, absteve-se de assumir novos compromissos. Meirelles, Dias e Boulos esforçaram-se para aparecer. Mas tiveram um desempenho de sub-Daciolo.

Embora frequente a cena eleitoral sem nenhuma chance de virar presidente da República, Cabo Daciolo revelou-se um candidato imbatível ao posto de piada. Nas suas considerações finais, Daciolo vestiu-se de profeta: "Estou profetizando à nação brasileira que vou ser o próximo presidente da República, para honra e glória do Senhor Jesus, em primeiro turno, com 51% dos votos. (...) Deus está controle."

O Todo-Poderoso, como se sabe, existe. Por isso, é improvável que o Apocalipse ocorra em 7 de outubro. Mas o Cabo fala em Deus com tal convicção que muita gente fica tentada a acreditar que Ele talvez não mereça existir.

Deve doer em Ciro, Alckmin, Marina e nos outros presidenciáveis a ideia de que fazem o papel de figurantes numa peça confusa em que os personagens principais são um admirador da ditadura militar e um poste fabricado na cadeia. Mas é improvável que a plateia tenha enxergado no debate qualquer coisa que se pareça com um fato novo capaz de modificar o enredo da polarização. Os candidatos e seus argumentos rodam como parafusos espanados.
Herculano
26/09/2018 22:32
VEREADORES GASPAR CONTRAIR EMPRÉSTIMO DE 60 MILHõES NA CAIXA PARA O PROGRAMA "AVANÇA GASPAR"

A sessão extraordinária foi realizada esta noite. Como a coluna antecipou, a aprovação era dada como certa.

O PT até sinalizou que votaria contra, mas recuou.

Não quis passar o recibo em plena campanha eleitoral,de que estava disposto a complicar contra a cidade e os cidadãos, num assunto que dependia unicamente de análise técnica da capacidade de endividamento de Gaspar.

Provada essa capacidade, a autorização seria quase inevitável. E foi. E o PT recuou da sua posição.

Como também antecipei nesta coluna e anteriores, a majoritária oposição pensa que o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, mesmo com dinheiro, não possui equipe e capacidade de execução.

Quase dois anos de governo, e pouca coisa foi feita até agora, inclusive as inconclusas do governo anterior.

Então, mesmo com dinheiro disponível, a oposição aposta que o que Kleber promete na propaganda, ficará só no papel.

Aposta mais: que a falta de resultados práticos vai trabalhar contra ele próprio em 2020 quando será cobrado na tentativa de se reeleger.

Ao mesmo tempo, Kleber não poderá culpar a oposição de lhe ter negado o dinheiro que pediu para emprestar e tocar as suas obras que planejou para a cidade. Acorda, Gaspar!
Herculano
26/09/2018 16:35
A POLÍCIA CIVIL, POR ORDEM DA JUSTIÇA ELEITORAL ESTÁ NO DIRET?"RIO DO PT E NA CÂMARA VEREADORES DE GASPAR RECOLHENDO MATERIAL DE CAMPANHA.

NELE OS CANDIDATOS A GOVERNADOR, SENADOR, INCLUINDO UM DESEMBARGADOR,DEPUTADOS FEDERAL E ESTADUAL, ENGANAM OS ELEITORES ANALFABETOS, IGNORANTES E DESINFORMADOS DE QUE O CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA É O PRESIDIÁRIO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Herculano
26/09/2018 14:02
da série: ué, não era contra tudo o que estava sendo praticado?

BOLSONARO QUER MANTER ILAN GOLDFAJN NA PRESIDÊNCIA DO BANCO CENTRAL

Paulo Guedes defende nome para acalmar mercado no início de um eventual governo

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Mariana Carneiro e Julio Wiziack, da sucursal de Brasília. O economista Paulo Guedes quer que o atual presidente do BC (Banco Central), Ilan Goldfajn, permaneça no comando da instituição em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Há cerca de seis meses, quando Guedes se tornou o guru econômico de Bolsonaro, o economista convenceu o presidenciável da ideia de independência do BC, segundo pessoas que atuam na campanha do capitão reformado do Exército.

Três meses depois, em uma nova rodada de debates sobre seus planos para a economia, Bolsonaro teria demonstrado simpatia à permanência de Ilan no cargo até a metade de seu mandato (até 2022).

Um convite formal não chegou a ser feito, mas Guedes já teria o sinal positivo do presidenciável para o nome de Ilan no comando do BC.

Na avaliação da equipe do candidato, Ilan poderia ajudar a neutralizar a insegurança de investidores quanto à capacidade de Bolsonaro enfrentar as dificuldades que já se apresentam para o primeiro ano de mandato.

O novo presidente assume o cargo já precisando de autorização do Congresso para cobrir R$ 285 bilhões em gastos obrigatórios, como aposentadorias e programas sociais.

Desde o fim de julho, Guedes e Ilan se encontraram duas vezes. Falaram sobre o nervosismo do mercado com a eleição e sobre a alta do dólar.

A primeira reunião ocorreu no Ministério da Fazenda, em julho, quando Ilan e o ministro Eduardo Guardia apresentaram a Guedes um panorama das contas públicas, ressaltando a dificuldade fiscal.

Quem acompanhou a conversa afirma que, preocupado com a volatilidade cambial, Ilan destacou a necessidade de as campanhas dos presidenciáveis acenarem para uma política de continuidade das reformas econômicas.

Uma segunda conversa de Ilan com Guedes ocorreu após a internação de Jair Bolsonaro.

Um observador diz que Guedes defendeu, nesta conversa, um BC independente. Procurados, os dois não quiseram comentar sobre os encontros.

Não é de hoje que o economista, cotado para ser o ministro da Economia de Bolsonaro, defende mandatos fixos de quatro anos para os dirigentes da autoridade monetária, não coincidentes com o do presidente da República.

Essa desvinculação de mandatos fez parte do projeto de autonomia do BC, que Ilan negociou neste ano com parlamentares. A discussão no Congresso acabou congelada na campanha. Apesar disso, Ilan disse a Guedes que, neste momento, não poderia se comprometer com candidato A ou B, pois isso poderia abalar a confiabilidade do BC.

A autoridade monetária é a responsável pelo cumprimento das metas de inflação e pelo regime de câmbio flutuante - pilares da política econômica em vigor no país há quase duas décadas.


Ao indicar que o BC ficará distante de interferências políticas, os candidatos à Presidência sinalizam a investidores do mercado financeiro e a empresários o comprometimento com a manutenção desse sistema. Por isso, todos os presidenciáveis tratam do assunto durante a eleição.

No caso específico de Ilan, sua gestão é bem avaliada por ter baixado a inflação de quase 11%, no início de 2016, para os atuais 4,19% (nos 12 meses encerrados em agosto).

Na semana passada, o petista Fernando Haddad fez acenos públicos à permanência de Ilan no BC. Os dois se encontraram duas vezes para falar de economia e do sistema bancário. Haddad busca um discurso mais pró mercado em um eventual segundo turno contra Bolsonaro.

Os assessores do petista acreditam que, ao demonstrar proximidade com nomes mais liberais, seria possível tomar votos do centro que flertam com Bolsonaro porque não querem a volta do "PT de esquerda".

Assessores do capitão reformado acham que ele pode ser prejudicado com um projeto "Haddad paz e amor". Defendem que Bolsonaro é o único que teria condições de bancar um BC independente com Ilan no comando ?"ponto pacífico entre ele e Paulo Guedes.

Para esses auxiliares, Ciro Gomes (PDT) não defende essa causa, e Marina Silva (Rede) recuou em relação à autonomia prometida na eleição de 2014.

Nem mesmo Geraldo Alckmin decidiu pisar tão fundo na ideia de deixar o BC mais independente ?"o tucano não considerou o assunto prioritário.
Herculano
26/09/2018 13:55
5.880 ANOS

O humor apurado do Daniel. Só o PT não percebe o seu próprio atraso. E a população mais pobre de quanto ele atrasou os mais pobres. Se eles pudessem ler e compreender o que Alexandre Schwartsman escreveu e eu republiquei, talvez teriam outra percepção de quanto e como são enganados por gente sabida a seu serviço como Pochmann
Miguel José Teixeira
26/09/2018 12:58
Senhores,

Sobre a pergunta "onde estavam essas personalidades artísticas enquanto o PT roubava?", atribuída ao Willian Waak (abaixo), vale arriscar:

1) alguns estavam pleiteando a "bolsa-ditadura".
2) outros estavam recebendo os incentivos da Lei Rouanet ou
3) pleiteando as duas situações.
Daniel
26/09/2018 12:55
sobre os dois esqueletos humanos de 5.880 anos encontrados em maio deste ano às margens da BR 470..estariam eles na "inauguração" do edital de duplicação feito pelo PT? já faz quase esse tempo né? ué..agora me confundi...
Herculano
26/09/2018 11:49
MANCHETE DE ONTEM PORTAL DO CRUZEIRO DO VALE: Polícia Civil apreende roupas falsificadas fabricadas em Gaspar e mais duas cidades da região

A reportagem não traz detalhes. É uma pena. A empresa foi aberta no ano passado. Já está metida em negócios pegos pela polícia. Ela tem laços religiosos e políticos bem conhecidos em Gaspar. Uma vergonha.

A conclusão óbvia aos políticos metidos nisso deveria ser: diga-me com quem andas e te direi quem és. Ou seja, também é bíblico. Outra conclusão: a religião está sendo usada para falsamente limpar os impuros de sempre. Acorda, Gaspar!
Herculano
26/09/2018 11:43
IDEÁRIO DE BOLSONARO ERA LÍQUIDO E FICOU GASOSO, por Josias de Souza

Em época de campanha, pouca gente lê programas de governo. Quem lê não acredita. Se acredita, corre o risco de passar por idiota. Ainda assim, a cenografia das disputas presidenciais inclui a exposição de ideias que permitam ao eleitor fazer um juízo mínimo de valor sobre as intenções dos candidatos. Mas Jair Bolsonaro frequenta o topo das pesquisas sem que se saiba com clareza o que ele fará, por exemplo, com a economia do país.

Paulo Guedes, o ministro da Fazenda de um eventual governo Bolsonaro, tomou chá de sumiço. Desde que suas declarações sobre tributos viraram combustível para polêmicas, ele já fugiu de um debate televisivo com economistas de outras candidaturas, cancelou encontro com investidores e desmarcou sabatina num jornal. Numa hora em que o eleitor precisa de transparência, o guru econômico do capitão brinca de esconde-esconde.

Quando um candidato se torna competitivo, é até compreensível que, em meio ao tudo-ou-nada de uma disputa eleitoral, seu programa fique mais aguado. O que incomoda no caso de Bolsonaro é que, no calor da polarização, a sopa servida pelo candidato evolui do estado líquido para o gasoso. O eleitor é convidado a votar num sentimento anti-PT. Ironicamente, a petista Dilma se elegeu em 2014 dizendo coisas definitivas sem definir muito bem as coisas. Deu no que está dando.
Herculano
26/09/2018 11:41
A ARGENTINA E A ELEIÇÃO NO BRASIL, por vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Candidatos viajam com planos ruins e ameaçam levar país com eles

Antes de o Brasil descer no ponto final dos infernos, na estação Venezuela, ainda vai uma distância incalculável. Mas a gente pode pegar um trem para a Argentina. Na retórica eleitoral, muita gente compra passagem para uma viagem ruim.

A economia argentina já entrou em estado avançado de degradação, decerto. Os problemas deles são de espécie diferente, uma crise de financiamento externo. Diferentes até certo ponto.

No fundo, o governo argentino tem um problema urgente de arrumar dinheiro emprestado a fim de fechar as contas, pagando um custo cada vez mais suicida. Podemos chegar lá.

Sim, nosso trem tem mais freios. Em termos institucionais, a economia brasileira é mais arrumada do que a argentina, que mal tem moeda.

O peso é meio uma farsa. Os argentinos, quando podem, poupam em dólar e fazem contas também em dólar, ao menos para despesas grandes.

Cerca de dois terços ou mais da dívida pública é em dólar. Trocando em miúdos, o governo não toma dinheiro emprestado no mercado doméstico, como no Brasil. Ninguém confia no peso ou na dívida do governo em pesos, depois de tantos calotes e confiscos. Não confia nem na dívida em dólar - neste século, o país ficou década e meia fora do mercado mundial.

Quando começa a faltar dólar, o governo argentino quebra de maneira operística, wagneriana. O risco de tal desgraça voltou a crescer muito, desde o início do ano, em parte porque a biruta do dinheiro grosso mundial virou -a fonte para os "emergentes" começou a secar.

O peso se desvalorizou um monte em relação ao dólar, o que eleva ainda mais o tamanho e o custo da dívida. A fim de evitar a espiral da morte, a bola de neve, o governo de Mauricio Macri pediu um cheque especial de US$ 50 bilhões (R$ 206,4 bilhões) ao FMI.

O país tem déficit primário (gasta mais do que arrecada, mesmo sem contar a despesa com juros, como o Brasil).

O liberal Macri prometeu antecipar a zeragem dessa conta para 2019. Pretende cortar gastos em obras, reduzir ainda mais subsídios para energia, aumentar imposto sobre exportações, cancelar a isenção fiscal sobre folha de salários etc.

Mas a promessa de arrocho pode não passar no Parlamento. Nesta terça-feira (25), houve greve geral. As receitas podem cair mais, pois a economia entrou em parafuso.

O PIB crescia 3,6% ao ano até o primeiro trimestre. Baixou a 1,6% ao ano no segundo trimestre. Deve fechar o ano em recessão de mais de 2%.

E daí?

O governo do Brasil pode tomar empréstimos no mercado doméstico por um bom tempo ainda, mas dinheiro cada vez mais caro, o que sufocará a economia.

Caso o governo não apresente plano crível de acerto de contas, com medidas de curto e longo prazos, o custo dos empréstimos subirá. O governo e, por tabela, todo mundo pagaremos juros mais altos. Caso a dívida continue a crescer sem limite, as taxas de juros irão a reboque.

A certa altura da dívida, não fará mais sentido pegar dinheiro emprestado (se alguém emprestar, além do prazo de um dia). É quando começa a inflação desembestada. Isto é, se não ocorrer coisa mais grave antes, na política ou na sociedade revoltada com uma estagnação econômica sem fim.

Caso candidatos continuem viajando na maionese com propostas cheias de salmonela, tais como baixar a receita de impostos ou gastar mais, sem plano de reforma, vão nos embarcar nesses trens dos infernos. Próxima estação, Argentina.
Herculano
26/09/2018 11:39
EMPRESAS DE PESQUISA TÊM MÉDIA ELEVADA DE ERROS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Nas eleições de 2014 e 2016, os principais institutos de pesquisa erraram, em média, 54% dos prognósticos. Em 2016, o Ibope de 28 de setembro, quatro dias antes da eleição em São Paulo, "com 95% de grau de confiança", apontou João Dória com 28% e Russomano em 2º com 22%. Contados os votos, Doria teve 53,7% e venceu no 1º turno. Em 2014, os resultados ficaram fora da margem de erro do Datafolha em 17 das 27 das pesquisas, 63%. No Ibope, 45% das 84 pesquisas.

ERROS CONSTRANGEDORES
Na pesquisa a quatro dias da eleição de 2016, Haddad (PT) aparecia em 4º lugar. Apurados os votos o petista chegou em 2º com 16,7%.

O POVO É QUE MUDOU
Em nota, o Ibope explicou que pesquisa é "retrato do momento" etc, e da pesquisa à votação vários fatores "impactam diretamente o eleitor".

'MILAGRE' PERNAMBUCANO
A menos de 10 dias da eleição de 2014, em Pernambuco, o Datafolha cravou empate de Paulo Câmara (PSB) com Armando Monteiro (PTB).

...CERTEZA, FOI 'MILAGRE'
Paulo Câmara foi eleito governador no primeiro turno, com espetaculares 68% dos votos. Armando Monteiro teve 31%.

LULA É CITADO COMO CANDIDATO PARA ENGANAR ELEITOR
Aliados de Lula no PT e demais partidos afrontam a Justiça Eleitoral, que proibiu o uso do nome e imagem do ex-presidente e presidiário Lula na campanha. Santinhos, cartazes e propaganda no rádio e na TV reproduzem a mentira de que Lua é o candidato, com objetivo de associar seu nome a aliados onde grande parte do eleitorado lulista, desinformado, não sabe que a sua candidatura foi impugnada em razão de sua condenação à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

MENTIRA NA PAREDE
Cartazes em Pernambuco mostram Lula "candidato a presidente" ao lado de Paulo Câmara, que tenta a reeleição para o governo.

SANTINHOS ENGANADORES
Em Alagoas, 300 mil "santinhos" associam a inexistente "candidatura" de Lula a candidatos oportunistas, que tentam pegar carona no lulismo.

ILEGALIDADE
Em estados como Mato Grosso do Sul há um derrame de milhares de "santinhos" ilegais de Lula nas ruas e em caixas de correio.

NÃO É BEM ASSIM
A Câmara fez gráfico afirmando que 87,5% das campanhas eleitorais são pagas pelos partidos. Lorota. Quem banca é o pagador de impostos: R$2,3 bilhões destinados aos fundos partidário e eleitoral.

INDÚSTRIA DA DESCONFIANÇA
Enquanto o mundo todo se livra da "indústria da desconfiança" representada pelos cartórios, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal tenta aprovar no Senado o aumento de 700% nas taxas cartoriais.

BOM PROJETO
Projeto do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) determina que os sindicatos devolvam em dobro valores descontados de trabalhadores sem autorização, prática recorrente após o fim do imposto obrigatório.

QUEM MANDA EMPREENDER?
Comerciante de Brasília que adquire produtos de fornecedores de São Paulo, por exemplo, para vender mais barato, é punido com taxação de 70%. Já os atacadistas locais, "assim com os homens", pagam só 15%.

ELES SE REARTICULAM
O baiano James Corrêa, que foi secretário de Jaques Wagner, é hoje tido no PT como "embaixador" junto a grandes empresários, sobretudo do setor farmacêutico, que conheceu recentemente em Londres.

AINDA NÃO FOI
O livro "A República que ainda não foi", organizado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e a jurista Patrícia Perrone Campos Mello, será lançado nesta quarta (26) no Espaço Israel Pinheiro, em Brasília.

PODE ME CHAMAR DE...
O TSE permitiu que candidatos usem "nome social", segundo o gênero com o qual se identificam: são dez candidatos registrados assim para deputado (deputada) federal e um(a) a senador(a), diz a Câmara.

CUMPREM, PERO NO MUCHO
PPS, DC e PV cumprem o mínimo de candidatas e até repassam 30% do fundo eleitoral para mulheres, mas os recursos não foram divididos proporcionalmente entre homens e mulheres, como determina a lei.

PENSANDO BEM...
...os institutos de pesquisa deveriam avaliar o grau de confiança do eleitor nos institutos de pesquisa.
Herculano
26/09/2018 11:23
PINOCHMANN, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, para o jornal Folha de S. Paulo

Não posso ainda afirmar que Marcio Pochmann seja o pior economista do Brasil, mais por excesso de competição do que por falta de esforço, mas garanto que ganha fácil o título de mais desonesto.

Não me entendam mal. Não se trata aqui de usar a velha falácia "ad hominem", qual seja, tentar desmerecer o argumento pelas falhas de seu autor, mas sim apontar as falhas do autor pelas carências, no caso gritante, de seus argumentos.

A questão no fundo é simples. Pochmann afirmou que um imposto de 1% sobre grandes fortunas eliminaria o déficit previsto para 2019, R$ 139 bilhões, conforme o Orçamento para o ano que vem.

Isto requereria que grandes fortunas montassem a R$ 13,9 trilhões; todavia, segundo os dados da Receita Federal, o conjunto total de bens e direitos declarados pelos pouco mais de 27 milhões de contribuintes que preencheram o formulário do Imposto de Renda atingia R$ 8 trilhões.

Posto de outra forma, nem tributando todos os declarantes de IR a proposta de Pochmann chegaria perto de resolver o enorme desequilíbrio fiscal do país.

Confrontado à simples aritmética, Pochmann pôs em prática um enorme arsenal de desonestidade, sem jamais enfrentar a questão.

Começa atribuindo a desordem fiscal ao atual governo. Em que pesem decisões equivocadas, como levar adiante a proposta de reajuste do funcionalismo gestada no governo Rousseff, não é preciso mais do que saber contar para perceber a falsidade do argumento.

Quando Dilma assumiu o superávit do governo federal era (a preços de hoje) de R$ 126 bilhões; quando saiu o déficit superava R$ 170 bilhões, deterioração da ordem de R$ 300 bilhões. Primeira mentira.

A segunda é mais sutil, mas não menos desonesta. Pochmann faz malabarismos para mostrar que a dívida do governo não subiu no período Dilma, utilizando-se para tanto do conceito de dívida líquida, que deduz da dívida total as reservas internacionais de posse do BC.

Ocorre que, quando o dólar se encarece as reservas se apreciam, fenômeno que reduz a dívida líquida. Todavia, isto não reflete de forma alguma o desempenho fiscal do país, apenas a valorização do dólar.

A medida correta de endividamento fiscal é a dívida bruta, que saltou de 52% para 67% do PIB no período Dilma (e, em julho deste ano, atingiu 77% do PIB).

Em outras palavras, o avanço do endividamento do governo foi muito maior com Dilma, fato escamoteado por Pochmann. Segunda mentira.

De passagem, Pochmann menciona que o desemprego subiu de 8,4% para 11,7%, sem se dignar a esclarecer a qual período se refere.

Já eu noto que o desemprego (ajustado à sazonalidade) era pouco inferior a 8% quando Dilma assumiu, 11% quando foi impedida e hoje se encontra na casa de 12% (depois de bater em 13% no início de 2017), ou seja, o grande salto ocorreu precisamente no governo Rousseff. Terceira mentira.

Pochmann conclui seu artigo agora afirmando que, além da taxação de grandes fortunas, seriam necessárias também a reformulação do imposto sobre heranças e taxação de dividendos para fechar as contas.

Não admite que errou e também não mostra de onde tirou a estimativa do "potencial arrecadatório" equivalente a 1,5% do PIB. Quarta mentira (e um tanto a mais de mistificação).

Quando afirmarem que o pragmatismo há de prevalecer caso Fernando Haddad se eleja presidente, lembrem-se que Pinochmann, o economista mais desonesto do país, é também o coordenador de seu programa econômico.
Herculano
26/09/2018 11:17
TODOS COM HADDAD

Conteúdo de O Antagonista.

Quase todos os candidatos aderiram à campanha petista contra Jair Bolsonaro.

Diz o Estadão:

"A campanha de Geraldo Alckmin usou a hashtag EleNão no programa eleitoral veiculado na noite de ontem, para 'alertar' as mulheres sobre em quem votar. Marina Silva, Fernando Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos avaliam participar de atos agendados para o fim de semana no País.

No sábado, estarão presentes no ato programado no Largo da Batata, na capital paulista, Boulos e a candidata a vice na chapa do PT, Manuela d'Ávila. Os demais estudam participar ou enviar representantes."
Herculano
26/09/2018 11:10
O SÍTIO E O ESTADO DE SÍTIO, por Carlos Brickmann

O caminho (que pena!) parece traçado. Vamos ter de escolher entre um candidato de porta de cadeia e um de porta de quartel. Um candidato que se opõe aos esquerdistas mas apoiou as candidaturas presidenciais de Lula e de Dilma, ou o que diz que o candidato a presidir de fato o país é outro, mas a chapa está em nome dele. Um que cita com saudades um campeão da tortura, outro que cita com saudades os campeões da roubalheira.

Que é que acham das mulheres, no campo político, esses candidatos? Um acha normal mulher ganhar menos que homem, outro usa com orgulho, mesclado a seu próprio, o nome do dono da chapa, aquele que convocou as mulheres de grelo duro a brigar por ele. Um disse que teve quatro filhos e, na quinta vez, fraquejou e teve uma filha. O outro, o que é mas não põe o nome, disse que uma antiga companheira de partido, surpreendida por uma operação de busca e apreensão, ficou feliz, achando que os cinco federais que entraram em sua casa, de manhã cedinho, "tinham caído do céu".

Um candidato não tem programa de governo. Seria difícil. Em toda a sua vida, foi estatizante, nacionalista, antiliberal, mas entregou seu projeto econômico a um pregador do liberalismo. O outro candidato tem programa de governo - o que é pior. Como prefeito de São Paulo, ficou longe de cumprir seu plano de metas. Em suma, um candidato de estado de sítio e um candidato de sítio de Atibaia, que é do outro mas está em seu nome.

ó, ELA AÍ TRA VEIZ
Dilma é candidata ao Senado por Minas. Conhece tudo de lá, uai:

"Dois Haddads. Não, dois Pimentéis. Não, um Fernando".
Ela queria dizer Dois Fernandos: Pimentel e Haddad, ambos do PT.

AS PERGUNTAS DA SEMANA
Depois das pesquisas BTG, Ibope, Datafolha e DataWorld/Sensus, vêm agora as da Paraná Pesquisas/Empíricus, nesta quarta. Virtua/Genial Investimento, na quinta, e XP/Ipespe, na sexta.

MEU NOME É GERALDO...
Há quem diga que o Centrão só espera, para abandonar Alckmin, a confirmação por novas pesquisas de sua inviabilidade. Bobagem: o Centrão já jogou Alckmin ao mar. Os candidatos do Centrão no Nordeste estão com Ciro ou Lula, e o que restou da aliança foi o tempo de TV - que, até agora, para nada serviu. O sinal que o Centrão recebeu foi simples: Alckmin perde em seu Estado, São Paulo, do qual foi quatro vezes governador, e que é o maior reduto do PSDB, para Bolsonaro e Haddad. Só um milagre o salva.

...MAS PODE ME CHAMAR O CRISTIANO
Alckmin está sendo cristianizado - alusão a Cristiano Machado, mineiro que disputou a Presidência em 1950 pelo maior partido do país, o PSD. Seu partido o largou para apoiar o adversário Getúlio Vargas, do PTB. Alckmin já tem a desvantagem de ser tucano, partido tradicionalmente desunido nas eleições nacionais. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, não tem feito muito esforço em seu favor; e João Doria, candidato a governador, afilhado político de Alckmin, foi mais longe, com a Bolsodoria ?" voto em Doria para governador e Bolsonaro para presidente. Segundo a Paraná Pesquisas, já no primeiro turno 38,6% dos eleitores de Doria devem votar Bolsonaro.

MI MI MI
O ótimo blog jurídico gaúcho Espaço Vital (www.espacovital.com.br) pesquisou os principais tribunais do país, depois de cansar de ouvir que "os juízes têm sido parciais" contra o PT, seus líderes e afiliados. A pesquisa mostrou que, nos cinco tribunais superiores e no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região - que condenou Lula em segunda instância), em treze anos de Lula e Dilma foram nomeados 99 ministros e magistrados - a maioria dos 141 ministros em atuação. No STF, foram 7 dos 11 ministros; no STJ, 28 dos 33 ministros; no TRF-4, 22 dos 27 desembargadores.

Chega de reclamar: Lula e Dilma não teriam, deliberadamente, escolhido magistrados que tivessem posições definidas contra eles.

ENTÃO, TÁ
A Câmara Federal divulgou a pauta da próxima semana, e garantiu que haverá debates todos os dias. Os deputados estão ocupados com a eleição e não têm qualquer outra preocupação. Considerando-se que não há desconto no salário de quem faltar, dá para imaginar como as Excelências debaterão.

É CARO. E DAÍ?
Coisas do Brasil. O substituto legal do presidente Michel Temer é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Na falta de Rodrigo Maia, o vice é o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como ambos são candidatos, não podem assumir o cargo, sob pena de inelegibilidade. Quando Temer viaja, como agora, para a abertura da Assembleia Geral da ONU, Eunício e Maia também viajam, com passagens, hospedagem, diárias, tudo paga por nós.
Se eles não podem assumir, por que são escolhidos para ocupar os cargos?
Herculano
26/09/2018 10:54
UMA PERGUNTA INCOMODA

"onde estavam essas personalidades artísticas enquanto o PT roubava?", por Willian Waak
Herculano
26/09/2018 10:50
O CENTRO, COMO SE CHEGA AO CENTRO? por Elio Gaspari, nos jornais O globo e Folha de S. Paulo

Haddad e Bolsonaro devem se afastar dos extremos para convencer eleitores

Tudo indica que Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputarão o segundo turno. Na última pesquisa do Ibope, um tem 28% das preferências e o outro ficou com 22%. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Alvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoêdo têm juntos 31%. Esse percentual, somado ao total dos que não responderam e aos que preferem o voto nulo ou em branco, vai a 49%. Portanto, perto da metade do eleitorado ainda estaria potencialmente disponível num segundo turno.

Os candidatos dos partidos de Lula e de Levy Fidelix (o do Aerotrem) deverão buscar a diferença no mar dos disponíveis, ambos procurando afastar a imagem de radicais. O centro não foi à campanha, mas Bolsonaro, com 46% de rejeição e Haddad, com 30%, tentarão buscá-lo. Será um exercício de acrobacia política, e a responsabilidade final ficará para os eleitores que vierem a acreditar na versão light do PT ou na de Bolsonaro.

O capitão reformado dizendo que nada tem contra as mulheres poderá até ser verdade, mas nesse caso, não se deve acreditar nele, pelo que disse através dos tempos. O mesmo pode ser dito de Haddad quando ele repete que acredita nos mecanismos de combate contra a corrupção, apesar de nunca ter concordado com a prisão de um só petista condenado por corrupção.

Uma coisa é certa: por mais que se deteste o PT, ele tem um comprovante factual de respeito à democracia: governou o país durante 14 anos respeitando a Constituição. Ocorreram alguns incidentes de violência, mas eles não afetam essa constatação. Petistas quebraram o nariz de um manifestante nos primeiros meses do mandato de Lula e em abril passado um cidadão que protestava em frente ao Instituto Lula foi espancado por companheiros do ex-presidente.

Bem outra é a trajetória de Bolsonaro e de seu candidato a vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Um negou que o Brasil tenha vivido uma ditadura entre 1964 e 1985. O outro expôs críptica e didaticamente uma hipotética situação de desordem, usando a palavra "autogolpe", coisa que "já houve em outros países", mas "aqui nunca houve". Engano, na ditadura que ditadura não teria sido, deram-se três autogolpes. O primeiro, em 1965, com o AI-2, que extinguiu as eleições diretas. O segundo, em 1968, com o AI-5, que fechou o Congresso e suspendeu o habeas-corpus. O terceiro, em 1969, quando foi deposto o vice-presidente Pedro Aleixo, empossando-se a "Junta dos Três Patetas", nas palavras de Ernesto Geisel (em privado) e de Ulysses Guimarães (em público).

Bolsonaro tem um longo caminho a percorrer para chegar a um centro no qual se coloque como defensor das instituições democráticas. Seus eventuais eleitores terão a tarefa de acreditar nele. Nesse aspecto, vale uma ressalva: é considerável o número de defensores da sua candidatura com bom nível de escolaridade e sobretudo de renda que flertam com o colapso das instituições democráticas. Essa camada de viúvas da ditadura foi magistralmente tipificada pelo marechal Castello Branco quando se referiu às "vivandeiras alvoroçadas, (que) vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar." Ele as sentiu na pele em 1965 e morreu dois anos depois, supondo que poderia impedir o encantamento dos granadeiros em 1968.

As vivandeiras de hoje sonham com um governo de Bolsonaro com o economista Paulo Guedes no Ministério da Fazenda. Quando podem, escondem-se atrás do que se chama de "mercado". Se pusessem a cara na vitrine, estariam batalhando pelo tão apreciado Henrique Meirelles (2%) ou por João Amoêdo (3%). Preferiram o atalho Bolsonaro.
Herculano
26/09/2018 10:38
BARROSO É UM IRRESPONSÁVEL COMO JAMAIS HOUVE NO STF; TENTA LEVAR TRIBUNAL A CRISE QUANDO OS NINHAIS DE SERPENTES AMEAÇAM A DEMOCRACIA, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Nunca houve um membro do Supremo tão institucionalmente irresponsável como Roberto Barroso. O que ele pensa, as ideias marotas sobre democracia, estado de direito e devido processo legal que povoam aquela mente criativa estão na raiz de boa parte dos sortilégios hoje vividos pelo Brasil. O país só chegou à situação que ora vivemos em razão do triunfo de ideias como as suas.

Barroso resolveu ser a toga armada de imposturas no Supremo. E, ora vejam!, numa entrevista concedida à jornalista Mônica Bergamo, que registrou na Folha o que ele falou e tem o mérito de revelar suas barbaridades, decidiu se apresentar como o garantidor da legalidade.

Justo quem... Mas, nesse caso, foi apenas patético e megalômano. O homem foi além: num momento em que ovos da serpente do autoritarismo estão sendo chocados em vários ninhais, torna-se autor do mais grave ataque à corte suprema desferido por um de seus membros. Sim! Barroso, por razões que precisam ser aclaradas e com propósito ainda não definido, resolveu que é chegada a hora de deflagrar uma crise no órgão máximo do Judiciário.

Autointitulado paladino da moralidade, obcecado, ao menos para consumo público, pelo combate à corrupção, teórico de uma certa refundação da República - uma conversa que fica bem na boca de fascistas -, ele afirmou o seguinte sobre o próprio Supremo:
"Você tem gabinete distribuindo senha para soltar corrupto. Sem qualquer forma de direito e numa espécie de ação entre amigos."

A entrevistadora quis saber: "Que gabinetes, ministro?"

Ele sorriu e ficou em silêncio. A jornalista insistiu: "O senhor não acha um risco o senhor falar de forma genérica?"

Ele respondeu: "Tem gabinetes. [seguindo] Quando a Justiça desvia dos amigos do poder, ela legitima o discurso de que as punições são uma perseguição."

Barroso colocou sob suspeição os outros 10 ministros da Casa. Como pode ele se apresentar como procurador da ordem legal se faz acusações sem provas; se põe sob suspeição seus colegas; se diz para a sociedade que o Supremo atua em favor da impunidade?

Sim, dá ate para presumir que a acusação é voltada para alguns de seus adversários da corte, sobre cujos nomes podemos especular. Mas por que deveríamos auxiliá-lo na sua covardia asquerosa?

Venham cá: o país está a precisar disso? O que ele pretende?

O ministro, e já demonstrei isso aqui mais de uma vez, é que tem o sestro de tomar decisões ao arrepio da Constituição. O que ele pretende? Ora, nesta segunda, seus pares deveriam interpelá-lo, então, para que dê clareza e materialidade a suas acusações. Talvez ele conte com isso. Por alguma razão que, insisto, tem de ser esclarecida, ele decidiu atacar seus colegas. E num momento em que a Justiça tem de ser a expressão da temperança.

Conferindo-se ares de grande pensador, afirmou:
"Eu gostaria de também falar uma coisa: neste momento em que comemoramos três décadas da Constituição, é muito importante renovarmos nossos compromissos democráticos, eu diria, em duas regras básicas. A primeira: quem ganhar a eleição leva. E deve se respeitar o direito de a maioria governar. (...) A segunda regra: só é aceitável a maioria governar democraticamente. E, portanto, ela tem que respeitar as regras do jogo democrático e os direitos fundamentais de todos. E é para isso [garantir direitos] que existe o Supremo. Um projeto de poder não democrático ou que envolva a exclusão do outro não pode ter lugar no Brasil. Então, são duas regras: quem ganha leva. Quem leva respeita as regras do jogo e os direitos dos outros."

Parece bacana, mas essa garantia não é ele quem dá: a garantia vem da Constituição que ele, com frequência, ignora. Até porque a democracia pressupõe a interiorização das regras do jogo como imperativos categóricos. Ou o canhão vence o livro, e não será Barroso a impedi-lo. Não parece especialmente afeito também a esse tipo de coragem.

De resto, não pode falar em nome da institucionalidade aquele que a joga no lixo com irresponsabilidade, ligeireza e leviandade.
Herculano
26/09/2018 10:33
MOVIMENTO DO CENTRÃO MOSTRA QUE PARTIDOS JÁ GANHARAM A ELEIÇÃO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Aspecto gelatinoso do bloco permitirá adesão tanto a Haddad quanto a Bolsonaro

Os movimentos da quinzena final de campanha dão uma certeza a esta eleição imprevisível: o centrão já ganhou. No dia 1º de janeiro, parlamentares do bloco estarão no plenário da Câmara para aplaudir o presidente empossado. Por ora, tudo indica que esse cidadão não será Geraldo Alckmin, candidato apoiado pelo grupo. Os sorrisos dos deputados estarão largos mesmo assim.

O desempenho fraco do tucano ao longo de toda a disputa precipitou as deserções e os flertes públicos de muitos políticos de sua chapa com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Alckmin foi confrontado com articulações constrangedoras, feitas à luz do dia, por alguns de seus aliados com os adversários.

Dirigentes do centrão passaram a discutir internamente o caminho que deverão seguir no segundo turno entre o PT e o PSL. O formato gelatinoso do bloco, sem orientação ideológica clara, permite que as siglas se alinhem a qualquer um dos lados.

Os petistas, embora traídos no impeachment de Dilma Rousseff, sabem que precisarão de musculatura no Congresso. O partido mostrou, em seus 13 anos no poder, que topa seguir a tabela de preços do presidencialismo de coalizão.

Boa parte do centrão, no entanto, quer mesmo apoiar Bolsonaro, o político que promete não formar um governo político. Ressalvada a proposta absurda de sua equipe para impor obediência obrigatória às bancadas, o candidato do PSL também sabe que precisará construir uma maioria no Congresso. Os deputados já começam a treinar o sorriso.



Alguns eleitores de Bolsonaro acreditam que há uma maquinação internacional contra o candidato. Alegam nas redes sociais que o Itamaraty mentiu no telegrama, revelado pelos repórteres Marina Dias e Rubens Valente, que reproduz um relato de ameaça de morte feito por uma ex-mulher do deputado. O papel está lá, mas esses apoiadores insistem em usar teias de conspiração fajutas como rede de segurança.
Juca Bala
26/09/2018 10:09
A exemplo do que foi segunda feira a apresentação do programa lançado pelo governo onde somente haviam comissionados, filiados e simpatizantes do governo, hoje a noite na camara Kleber ja avisou quer todos novamente para fazer pressão. Mandou convocar todos os comissionados e já deixou avisado( dessa vez através de porta voz) que quem não for vai ter consequências.
Miguel José Teixeira
26/09/2018 09:32
Senhores,

Eis o que motiva a frenética corrida à Câmara dos Deputados:

1) Saiba o que faz um deputado federal

- Os 513 integrantes da Câmara dos Deputados são eleitos a cada quatro anos. As vagas são divididas por estados e pelo Distrito Federal e definidas por lei complementar: vão de 8 a 70, conforme o tamanho da população local.

- Mas o que faz um deputado federal?

Como representante do povo, esse parlamentar tem duas atribuições principais, estabelecidas na Constituição: legislar e fiscalizar.

Leia + em:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/563463-SAIBA-O-QUE-FAZ-UM-DEPUTADO-FEDERAL.html

2) Conheça o valor do salário de um deputado e demais verbas parlamentares

- O salário mensal dos parlamentares é de R$ 33.763. Para o exercício do mandato, os deputados federais utilizam mensalmente:

. . .

Atenção:

- Verba destinada à contratação de pessoal: o valor, que hoje é de R$ 106.866,59 por mês, destina-se à contratação de até 25 secretários parlamentares (cuja lotação pode ser no gabinete ou no estado do deputado), que ocupam cargos comissionados de livre provimento. A remuneração do secretariado deve ficar entre R$ 980,98 e R$ 15.022,32.

(Alguém aí sabe quantos valorosos empresários dispõem de R$ 106 mil para pagar empregados???)

. . .

Leia + em:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/563464-CONHECA-O-VALOR-DO-SALARIO-DE-UM-DEPUTADO-E-DEMAIS-VERBAS-PARLAMENTARES.html

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