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Justiça - Jornal Cruzeiro do Vale

Justiça

25/11/2016 13:58

Na quinta-feira, a comunidade parou para acompanhar o veredito final do caso do assassinato de Marli de Lima, a diarista gasparense que teve sua cabeça cortada e jogada no rio. Após seis horas ouvindo testemunha, advogado de defesa, promotor e juíza, os sete jurados sorteados para o caso, finalmente, deram sua sentença final: Joaquim de Souza vai passar os próximos 22 anos e quatro meses na prisão.

Mas, o que são 22 anos e quatro meses perto da dor de um filho e de uma filha ao ver (e ter que reconhecer) uma cabeça encontrada no rio, em navegantes, como sendo de sua mãe? O que são 22 anos e quatro meses perto do sofrimento de irmãos e demais familiares, que tem que confortar uma jovem que, agora, tem que cuidar do irmão mais novo? O que são 22 anos e quatro meses perto do sofrimento de um irmão que acredita na inocência do seu ente querido e chora a pena lida pela juíza?

Foram seis horas de julgamento difíceis para duas famílias: a da vítima e do assassino. Agora, para a família de Marli, começa a nascer a sensação de justiça e de punição. Para os parentes de Joaquim, o que fica é o sentimento de angustia. Para a comunidade que acompanhou o caso, o que fica é a sensação de que a justiça tarde mas não falha.

 

Edição 1778

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