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Como funciona um piano? - Jornal Cruzeiro do Vale

Como funciona um piano?

05/04/2018

Com peças de madeira chamadas “martelos” que, acionadas pelas teclas, batem em cordas estendidas, fazendo-as vibrar. Muita gente considera o piano um instrumento de teclas, mas segundo a classificação Hornbostel-Sachs (a mais usada pelos estudiosos da música) ele pertence à família das cordas, como guitarras e violinos. Para alguns, esse mecanismo de bater nas cordas para produzir o som poderia, também, classificar o piano como um instrumento de percussão. O instrumento foi criado em 1709 por Bartolomeo Cristofori, fabricante de cravos – um instrumento antepassado do piano, muito similar em aparência, em que as cordas eram beliscadas em vez de tangidas. Outras diferenças do piano para o cravo: ele consegue reproduzir contrastes de intensidade (mais suave ou forte) nas notas e permite a execução de melodias (sons sequenciados) e harmonias (sons simultâneos) ao mesmo tempo.

1. Um piano tem entre 85 e 88 teclas, feitas de madeira, sendo as pretas revestidas geralmente de ébano e as brancas de marfim ou material plástico. As notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si) são as brancas e os acidentes (sons intermediários entre uma nota e outra, chamados de sustenidos e bemóis) são as pretas. Um piano tem entre sete e oito oitavas – cada uma compreende 12 notas

 

2. Cada tecla funciona como uma alavanca. Quando é pressionada, aciona um mecanismo de mais de 100 peças que faz o martelo encostar nas cordas, fazendo-as vibrar. A força que o pianista coloca na tecla faz com que a batida e, consequentemente, a vibração das cordas produza um som mais forte ou mais suave. Ao soltar a tecla, o martelo volta à posição inicial. Uma camada de feltro, localizada na cabeça do martelo, ajuda o som a ser mais homogêneo

3. Todas as cordas possuem um abafador, peça que fica na parte de cima. Cada tecla eleva seu abafador correspondente quando é tocada. Ele fica levantado, deixando o som fluir, até que o pianista solte a tecla e o faça voltar à posição inicial, abafando o som e criando silêncio. Os abafadores também são acionados (todos ao mesmo tempo) pelo pedal de sustain

4. As cordas do piano são diferentes entre si. As notas mais graves possuem uma corda única e grossa de aço, envolta por arame de cobre. As médias são formadas por duplas de cordas mais finas. E as agudas são mais curtas e acionam três cordas ao mesmo tempo. Essas “cordas extras” são necessárias para que o som tenha a mesma intensidade em todas as áreas

5. Dependendo do modelo do piano, ele pode ter dois ou três pedais, que têm diferentes funções. O de surdina (esquerda) aproxima o martelo das cordas, diminuindo a distância e a força da pancada, o que resulta em um som mais curto e de menos volume. O de sustain (direita) faz o contrário: afasta o martelo das cordas e produz um som mais alto e que ressoa por mais tempo. O do meio varia, dependendo do piano: pode servir para abafar o som ou sustentar uma nota grave

6. A corda vibra e produz o som, que é amplificado pela caixa de ressonância, o corpo do piano. Pianos de cauda, geralmente, têm um som mais potente do que os de parede por causa do tamanho da caixa em que as notas podem ressoar. A qualidade da madeira com que o piano foi fabricado também influencia em sua acústica

7. Na extremidade próxima à tecla, as cordas são presas por um pino chamado cravelha. Na outra, por um parafuso. Para afinar um piano, usa-se uma chave que é encaixada na cravelha e, girando, aperta ou afrouxa as cordas. O instrumento desafina por dois motivos: o desgaste do uso e as condições de temperatura e umidade a que está exposto. Recomenda-se afinar o piano a cada seis meses (se o uso for muito frequente) ou um ano

 

Fonte: Revista Mundo Estranho

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