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Com véu de noiva, jovem vende doces na praia de Canasvieiras para fazer festa de casamento - Jornal Cruzeiro do Vale

Com véu de noiva, jovem vende doces na praia de Canasvieiras para fazer festa de casamento

10/01/2018
Com véu de noiva, jovem vende doces na praia de Canasvieiras para fazer festa de casamento

O véu de noiva chama a atenção dos banhistas de Canasvieiras quando Leticia Cardoso vende cones trufados na areia da praia de Florianópolis. Com o comércio de doces, ela e Braian Trindade já passaram por oito cidades de quatro estados para realizar um grande sonho. “Queremos nos casar na igreja e dar uma festa de casamento. Além disso, estamos terminando de construir nossa casa, para termos uma família”, contou a jovem.

Ao lado de Letícia, de 23 anos, com quem se casou no civil em novembro de 2017, Braian, de 24 anos, carrega um cartaz em que se lê: “Ajude-nos a casar”, enquanto oferece os doces aos veranistas. Antes de o verão chegar, Braian usava uma gravata para sinalizar o papel de noivo. Em Florianópolis, o clima o obrigou a aderir a um traje mais leve.

A ideia de vender os cones trufados surgiu depois que uma amiga sugeriu que eles vendessem doce no sinal em Curitiba. A proposta evoluiu para o comércio em romarias desde setembro do ano passado. A passagem deles por diversas cidades é divulgada diariamente nas redes sociais do casal. “A primeira cidade por onde passamos foi Siqueira Campos (PR), depois, fomos a Romaria (MG). Ainda em Minas, fomos a Congonhas e Mercês. Depois, a Catalão (GO) e Paranaguá (PR), Leandro Ferreira (MG) e Angra dos Reis (RJ). Fizemos amizade com os feirantes que nos indicaram as romarias”.

Letícia e Brain estão juntos há 10 anos. “Eu tinha 13 anos quando comecei a namorar com ele, na época, com 14. Nos conhecemos em um parque na cidade de Fazenda Rio Grande, que fica na região metropolitana de Curitiba, desde então não nos separamos mais”.

O casal estima que para a festa de casamento precise de, pelo menos, R$ 20 mil e outros R$ 50 mil para finalizar a construção da casa. Eles esperam obter este valor até maio, quando farão a cerimônia religiosa. Caso não atinjam a meta, cogitam estender o comércio até outubro ou novembro.

Antes de venderem doces, Letícia e Braian trabalhavam em uma banca de camelô em Curitiba, onde vendiam acessórios como bonés, óculos de sol e bijuterias. “Agora, a banca está parada. Lá, o comércio estava fraco, estávamos prestes a perder até nosso terreno. Com os doces, conseguimos o valor necessário para cobrir a despesa do mês, com as viagens e conseguimos guardar uma parte para a festa e casa”, contou a jovem.

Conforme Leticia, os cones trufados são preparados por um amigo e enviados de Curitiba. “Antes vendíamos também alfajor, mas com o calor, decidimos suspender. Os cones precisam apenas ficar em um local fresco”, relatou.

Na praia, segundo a noiva, a maioria dos banhistas se solidariza com o casal e compra os cones. “Outros fazem piadinhas, dizem que devemos juntar dinheiro para o divórcio também. A gente finge que não ouve. Apesar de falarmos em casamento desde o início do namoro, por um tempo achamos que a festa era algo impossível, mas depois que nos tornamos evangélicos, decidimos fazer tudo do jeito certo. Queremos um casamento na igreja”.

Conforme Letícia, durante as romarias, eles foram abordados algumas vezes pela fiscalização das prefeituras, que regulamenta o comércio de alimentos em eventos. “Quando vêem qual é nosso objetivo, eles suavizam a situação para a gente, as pessoas entendem o nosso lado. Sempre que podemos, tentamos deixar tudo regularizado”.

Regulamentação

Anualmente, a prefeitura de Florianópolis lança quatro editais para diferentes tipos de comércio na praia. Um deles é específico para quem quer trabalhar com carrinho de alimentos. Para comércio que envolve manipulação de alimentos, é exigido um certificado de Microempreendedor Individual (MEI), por determinação da vigilância sanitária e curso de manipulação de alimentos.

Os alvarás de licença emitidos aos comerciantes credenciados vão de 15 de dezembro de 2017 a 15 de março de 2018. Vendedores flagrados pela fiscalização sem essa documentação podem ter a mercadoria apreendida.

  

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