Consumidores reclamam de aumento abusivo nas faturas de energia elétrica - Jornal Cruzeiro do Vale

Consumidores reclamam de aumento abusivo nas faturas de energia elétrica

21/01/2019
Consumidores reclamam de aumento abusivo nas faturas de energia elétrica

Os moradores de Gaspar e região começaram o ano com uma surpresa nada agradável. Ao receberem a fatura da energia elétrica referente ao mês de janeiro, grande parte se deparou com um valor dito ‘abusivo’, que, em alguns casos, chegou a ser duas vezes mais que a média paga nos meses anteriores.

Um empresário gasparense que prefere não se identificar conta que a fatura de energia elétrica da sua empresa teve um aumento de R$ 470, passando de uma média mensal de R$280, para R$ 750. “Esse aumento é muito grande. Tudo bem que usamos mais o ar-condicionado devido ao calor. Mas temos que considerar que trabalhamos 12 dias a menos em dezembro por causa das férias. Comparando com o mesmo período do outro ano, o valor é muito diferente”.

O mesmo aconteceu com a moradora do bairro Santa Terezinha, Cecília Rodrigues Floriano. Ela diz que em dezembro esteve menos menos dias em casa em relação ao mês de novembro, mas a conta de energia veio mais alta. "Eu achei que aumentou muito a conta e eu não sei o porquê, porque nós não estávamos em casa na maior parte do tempo. A minha conta do mês passado ficou em torno de R$ 500 e esse mês veio quase R$ 900". 

As reclamações

As reclamações que estão sendo vistas com frequência nas redes sociais também estão sendo acompanhadas de perto pelo Procon. Em Gaspar, desde o dia 14 de janeiro, data em que o órgão voltou a atender após o recesso de fim de ano, são registradas, em média, cinco reclamações deste tipo por dia. São 25 consumidores por semana se queixando pelo aumento na conta de energia elétrica. “Não houve, segundo a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], aumento na energia elétrica. Mas consumidores que sempre tiveram regularidade na conta de luz também apresentaram aumentos extremamente abusivos”, diz.

O problema foi percebido em todo o Estado e, diante do caso, o Fórum dos Procons de Santa Catarina, que tem Gaspar como integrante, está fazendo um pedido de esclarecimento por parte da Celesc. "É sabido que nesse verão houve um aumento considerável no consumo de energia elétrica em razão do calor. Porém, com relação àqueles cidadãos que continuaram com seu consumo normal, houve um aumento considerável de quilowatts nas suas faturas de energia sem nada que o justificasse", garante Simone.

A reunião acontece nesta terça-feira, dia 22 de janeiro, em Florianópolis e, conforme Simone, o que o Procon solicita à Celesc é um esclarecimento a respeito dos critérios utilizados para o aumento na conta de energia elétrica dos catarinenses. “Além disso, vamos pedir documentos e laudos técnicos que comprovem a justificativa do referido aumento”.

Caso seja constatado que o aumento foi abusivo, o Procon pode notificar, multar e ingressar com um procedimento administrativo contra a Celesc.

O que diz a Celesc

Diante das inúmeras reclamações, na segunda-feira, dia 21, a Celesc emitiu uma nota de esclarecimento em que diz: “Em relação às manifestações de consumidores sobre a fatura de energia emitida neste mês de janeiro/2019, a Celesc informa que não houve cobrança adicional ou erro no processamento de dados no faturamento da Empresa. O aumento na conta de luz para muitos clientes se deve, em grande parte, ao maior consumo de energia” registrado nos últimos meses, especialmente pelo uso de equipamentos elétricos, como ar-condicionado e motores de piscina, em períodos de temperatura elevada".

A nota ainda afirma que a tarifa de energia elétrica da companhia não é reajustada desde agosto/2018.

Orientações do Procon

A Superintende do Procon de Gaspar explica que, caso o cidadão tenha percebido aumento na fatura deve, primeiramente, entrar em contato com a Celesc através do número disponível atrás da conta e anotar o número do protocolo de atendimento. "Também verificar o que a Celesc vai passar de justificativa e se vai apresentar uma resolução e uma resposta ao problema". Caso não seja resolvido, o consumidor deve fazer o registro junto ao Procon. 

 

Edição: 1885

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