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Farinheira Família Zucchi: tradição e qualidade na produção de alimentos artesanais - Jornal Cruzeiro do Vale

Farinheira Família Zucchi: tradição e qualidade na produção de alimentos artesanais

16/04/2018

Uma pequena estrada de chão às margens da Rodovia Ivo Silveira revela a simplicidade e o aconchego do engenho ‘Farinheira da Família Zucchi’, que há aproximadamente 60 anos produz biju, cuscuz, massa para tapioca e farinha artesanais. O engenho fica de frente para uma das rodovias mais movimentadas de Gaspar, nas proximidades da divisa dos bairros Santa Terezinha e Macuco. Lá, o barulho do tacho e o cheiro da mandioca se unem ao ar puro da natureza. E é nesse rancho que grande parte da história de Inês Roncáglio Zucchi foi escrita. Hoje, aos 82 anos, ela conta sobre o seu amor pelo trabalho e família.

Entre risadas, ela fez questão de destacar: “O branco no meu cabelo é da farinha, não da idade”. Ao mesmo tempo em que suas pequenas e fortes mãos empilhavam as folhas crocantes do biju, dona Inês relembrava como foi batalhar para construir o seu engenho. “A gente é humilde, mas faz as coisas com carinho. Sempre foi assim. Meu marido, que já faleceu, também era trabalhador, gostava das coisas certas. Pra pagar nossas coisinhas, ele decidiu construir o rancho e produzir polvilho verde e seco. Naquela época, era isso”, contou a senhora enquanto empacotava o alimento.

"Ensinamos nossos filhos a importância de trabalhar"

Segurando a foto do falecido marido,  Olímpio Zucchi, homem conhecido pela grande determinação, dona Inês se emociona ao falar das virtudes que ambos passaram aos seus descendentes. “Sabe, apesar de não sermos ricos e esbanjar por aí, nós ensinamos nossos filhos a importância de trabalhar, de ser honesto, respeitar as pessoas e enxergar o valor da família. Deu certo, pois sou muito orgulhosa”, disse dona Inês olhando para os filhos Celso, Braz e Luiz, que ainda hoje a ajudam a tocar o engenho.

O filho mais novo, Celso Zucchi, explica como funciona o processo de produção no engenho. “Compramos o aipim, descascamos e lavamos em água corrente. Tudo a mão. Depois, a raiz é colocada em uma máquina para ser triturada. Vira uma massa úmida. A gente então leva para uma prensa com o objetivo de tirar o excesso de água e o alimento fica parecendo um queijo. Por último, esfarelamos e jogamos o material no tacho de cobre, que é esquentado a lenha, para transformar em farinha”.

De acordo com Celso, o serviço do engenho só é mantido atualmente para preservar a história por trás dele. “Nossa família se orgulha e sabe o quão gratificante é ver isso tudo funcionando ainda. Hoje em dia, não temos tanto lucro, pois os produtos artesanais são vendidos apenas para vizinhos, pessoas próximas que os adquirem desde antigamente e familiares nossos”, esclarece.

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