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Gasparense que matou indígena em Penha é conduzido ao Presídio de Blumenau - Jornal Cruzeiro do Vale

Gasparense que matou indígena em Penha é conduzido ao Presídio de Blumenau

12/01/2018
Gasparense que matou indígena em Penha é conduzido ao Presídio de Blumenau
Postagem: 12/01/18 - 12h


Gilmar César de Lima, de 22 anos, foi conduzido ao Presídio Regional de Blumenau ao meio dia desta sexta-feira, dia 12 de janeiro. Ele é o assassino do indígena Marcondes Namblá, que morreu na noite do Ano Novo na cidade de Penha, no litoral de Santa Catarina, após ser espancado.

O criminoso foi pego em Gaspar na manhã desta sexta, quando estava escondido na casa de familiares. Ele é natural de Gaspar, morava em Penha e estava na Cidade Coração do Vale desde o crime.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Penha, em parceria com a delegacia e a Polícia Militar de Gaspar, após 11 dias de buscas. Gilmar prestou depoimento em Gaspar e, após os procedimentos legais, foi levado ao presídio.

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Postagem: 12/01/18 - 9h30

Assassino de indígena em Penha é preso em Gaspar

Gilmar César de Lima, de 22 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 12 de janeiro, em Gaspar. Ele é acusado de espancar até a morte o indígena Marcondes Namblá na madrugada de 1º de janeiro, na cidade de Penha. O assassino foi localizado em Gaspar, na casa da família, e confessou o crime.

O criminoso é natural de Gaspar mas, atualmente, morava em Penha. Após o crime, ele fugiu da cidade em que estava morando e se escondeu na casa da família. No momento da prisão, ele afirmou que matou o indígena após uma discussão envolvendo seu cachorro.

Entenda o caso

O indígena Marcondes Namblá, de 38 anos, foi morto de forma brutal na madrugada do dia 1º de janeiro. Ele foi espancado em Penha, no litoral de Santa Catarina. Após poucos dias de investigação, a polícia chegou ao nome de um suspeito pelo crime: Gilmar César de Lima, de 22 ano, natural de Gaspar.

O mandado de prisão foi expedido contra o suspeito na quinta-feira, dia 4 de janeiro. O criminoso já possuía mandado de prisão preventiva por outro homicídio.

Imagens de uma câmera de segurança próxima ao local onde o crime aconteceu mostram Namblá sendo espancado por um homem que utilizava um pedaço de madeira. A agressão teve início após vítima e agressor trocarem poucas palavras. O indígena foi atingido na cabeça, caiu e o agressor foi embora. Quando estava afastado, porém, Gilmar percebeu que Namblá continuava se mexendo. Então ele voltou e continuou a espancar a vítima.

Namblá foi encontrado desacordado ainda na madrugada do Ano Novo. Ele estava caído na Avenida Eugênio Krause, no bairro Armação, em Penha. Ele foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco, a polícia chegou ao nome de Gilmar através de depoimentos de testemunhas e das imagens da câmera de segurança. Informações preliminares dão conta de que Namblá teria mexido com o cachorro de Gilmar e que, por isso, o criminoso teria espancado a vítima.

A vítima

Marcondes Namblá, de 38 anos, morava em uma aldeia na cidade de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Ele estava em Penha há poucos dias e veio para o litoral para vender picolés e complementar a renda da família.

Era professor formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ensinava crianças de tribos indígenas na mesma escola onde aprendeu a ler. No ano passado, tornou-se juiz das terras indígenas. Seu próximo objetivo era fazer mestrado. Ele era do povo Laklãno-Xolleng, da Terra Indígena Laklãno. Deixa a esposa e cinco filhos.

 

 

 

 

 

Comentários

Paulo
15/01/2018 16:50
A Polícia como sempre fazendo um ótimo serviço, pena que logo esse marginal vai estar solto, as leis brasileiras são brandas e o presídios estão cheios.
Becker
13/01/2018 11:41
Lamentável...Crimes como este não podem ficar impunes...
Estamos vendo de camarote a degradação do ser humano... Assassinatos, brigas, agressões estão se tornando algo comum e isso preocupa demais..Não devemos achar que isso é normal...Nosso judiciário é o maior problema..um país que tem como os chefes mor da justiça pessoas indicadas e não por mérito já mostra tamanha pobreza de sabedoria...
Pra piorar ainda mais eles mesmos vão a presídios depois de massacres ver o que esta errado ao invés de irem a casa de policiais mortos por estes mesmos bandidos que se matam dentro do sistema...Infelizmente é difícil de acreditar que isso um dia vai mudar...
Para este jovem aí...só lamento...
Juarez rezende araujo
12/01/2018 18:07
Cadeira elétrica pra este assassino e que tenha uma morte bem lenta!
Antonio Medeiros
12/01/2018 14:55
Só Bolsonaro presidente pra dar jeito nesse país
Lourival Dorow
12/01/2018 12:40
Nosso mundo está perdido!
E o pior de tudo, é o que disse o Sr. Mario Pera: não fica 05 anos preso. Logo está solto e vai continuar a matar as pessoas!
Pra esses casos, sou a favor da pena de morte!!!
mario pera
12/01/2018 10:46
Independente de ser um indígena, é fato que a crueldade e a frieza, com que age não é próprio de alguém que possa viver numa sociedade. Crimes desta ordem estão banalizados e acontecem todos os dias, por conta acima de tudo da certeza da impunidade. Evidente que tem que haver a socialização - fase de crescimento do ser humano - e no caso de transgressão, a ressocialização, mas parece que alguém que age desta maneira precisa estar distante do convívio social. E pra sempre. Porém, mesmo com mandado de prisão que possui (não efetivamente cumprido), com mais este nas costas, não ficará mais de 5 anos presos. Terá benesses dos regimes de progressão de penas, indultos, concessões ,prováveis fugas...e acaba na lista dos campões de passagens pela politica. Não faltará um magistrado bem intencionado a acolher um parecer médico - junto ao um pedido de relaxamento de pena - que afirme que o mesmo está pronto para voltar a matar.....Tá cheio de casos assim. E não adianta o velho truque de "legado social" fosse assim seríamos quase todos delinquentes, a partir do nível de pobreza que passamos na infância; como os tantos milhoes de brasileiros abaixo do nível da pobreza que não frequentam, por caráter estatísticas do crime. Assim como não se pode carimbar nível social com comportamento correto, já que bandido não tem nivel, tem que pagar pelo que faz.

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