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Irmã Cecília Venturi: a história da mulher que marcou a comunidade Belchior - Jornal Cruzeiro do Vale

Irmã Cecília Venturi: a história da mulher que marcou a comunidade Belchior

10/01/2019
Irmã Cecília Venturi: a história da mulher que marcou a comunidade Belchior

Aos 85 anos de idade, a mulher que leva o nome do primeiro Centro de Educação Infantil (CDI) do distrito Belchior, Irmã Cecília Venturi, está nas lembranças dos moradores. Principalmente dos mais antigos. Os cabelos já estão bem branquinhos, mas o sorriso e a lucidez não escondem que ela é uma mulher forte. Ao seu lado, uma nova companheira: a bengala marrom, que serve de apoio para manter firmes seus passos.

Cecília Venturi nasceu na cidade de Rio dos Cedros e, por lá, ingressou no colégio para formação de irmãs, concluindo sua preparação em Rodeio. Em 1951, mais especificamente no dia 25 de dezembro, ela finalmente tornou-se ‘Irmã’. No Belchior, ela chegou em 1965 e permaneceu por 17 anos. Foi professora e a primeira diretora da escola Frei Policarpo.
Além de alfabetizar os alunos, ela dava catequese, realizava cultos, visitava famílias carentes e os acamados. Era preciso conciliar as atividades da escola e da igreja. “Ela fazia um verdadeiro trabalho espiritual com a comunidade”, comenta Silvette Schmitz, ex-aluna de Irmã Cecília.

Em 1982, aos 48 anos, ela se aposentou como professora e diretora, mas continuou as atividades na igreja. Hoje, morando no estado de Rondônia, Irmã Cecília ainda trabalha. Seu tempo é dedicado aos trabalhos na contabilidade da Província das Irmãs, localizada na cidade de Porto Velho. “Trabalhei em muitos lugares e aprendi a observar. Tenho facilidade de me entrosar com o povo, acho que por isso sempre me dei tão bem com as pessoas. Vivi muitas culturas e não tive medo. Nunca fui uma pessoa medrosa. Sempre rezei muito”, diz a Irmã.

Lembranças


Depois de alguns anos sem visitar o distrito Belchior, Irmã Cecília voltou para reencontrar os amigos e ex-alunos. “Quando cheguei no Belchior já vi que muitas coisas haviam mudado. Tem muitos galpões. Tudo transformado. Parece uma cidade”. Pelas redes sociais e em conversas com a comunidade é possível ver o carinho que os moradores tem com ela. “Depois de tanto tempo trabalhando no Belchior, chegou um momento em que tive que partir e ajudar outros lugares. Mas senti muitas saudades daqui”, recorda.

CDI Irmã Cecília Venturi

O vereador Ursinus Schmitz (in memorian) prestou à Irmã Cecília uma homenagem. Por meio do projeto de lei número 716/1982, foi nomeado, então, o CDI Irmã Cecília Venturi, que na época era chamado de ‘Jardim de Infância Irmã Cecília Venturi’. “O Ursinus me perguntou se eu aceitava que o jardim de infância levasse o meu nome. Mas, antes de aceitar, eu pedi permissão para as irmãs superiores. Nós ficamos muito contentes de ver o nosso trabalho sendo reconhecido e eu fiquei feliz de ser homenageada por esta comunidade”.

 

 

Edição 1883
 

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