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Moradores do Coloninha não querem que figueira centenária seja derrubada - Jornal Cruzeiro do Vale

Moradores do Coloninha não querem que figueira centenária seja derrubada

11/06/2018

Há alguns anos, uma enorme figueira é tida como ponto de referência para empresas e residências localizadas na rua Paulo Alois Eberhardt, no bairro Coloninha, em Gaspar. A árvore é centenária e já faz parte da história dos moradores. Principalmente dos mais antigos.

Na manhã de domingo, dia 10 de junho, uma notícia pegou a todos de surpresa. Durante uma poda na figueira, funcionários da Celesc informaram que a árvore seria derrubada em poucos dias pela Secretaria de Obras de Gaspar. Inconformados com a situação, os moradores se uniram para lutar pela permanência da figueira.

União

Abraçados na figueira centenária, os moradores demonstram a tristeza pela situação e também a união que será utilizada para que a árvore permaneça onde está. Erta Reichert Muller, de 70 anos, mora em frente à figueira há 20 anos e afirma que ela é centenária e muito bonita. “Essa figueira é história e é uma pena passar na cabeça das autoridades derrubar esse patrimônio”, diz.

Assim como Erta, Paulo Bernardo, de 60 anos, não apoia a iniciativa de derrubar a figueira. Ele possui uma empresa em frente à árvore e garante que não há necessidade de derrubá-la.

Morador de uma rua ao lado, Domingos Sávio Eberhardt, de 60 anos, se uniu aos vizinhos na busca por explicações sobre o motivo da derrubada da figueira. “Dizem que ela está condenada, mas isso não é verdade. A rua foi totalmente projetada para comportar a permanência da figueira e não há razão para tirar ela”, afirma Domingos.

Entenda o caso

O empresário Leucir Gross está construindo um galpão em frente à figueira e pediu para que a Defesa Civil de Gaspar emitisse um parecer técnico sobre a situação da árvore. Ele afirma que quer que melhorem a rua e que seu objetivo é calçar a via em regime de mutirão com os demais moradores.

Após a solicitação de Leucir, o agente da Defesa Civil de Gaspar, Luiz Mário da Silva, foi até o local para analisar de perto a situação da figueira. “A figueira apresenta risco de cair em cima das residências. Ela possui uma abelheira nos galhos e parte do tronco está apodrecido. Nossa preocupação é que ela quebre com um vendaval. Por isso, no parecer da Defesa Civil, sugerimos a poda ou o corte da figueira”, explica Luiz.

Após o parecer da Defesa Civil, uma equipe da Celesc esteve no local para cortar alguns galhos da figueira que batiam na fiação elétrica. Foi neste momento que os moradores ficaram sabendo da possibilidade do corte da árvore.

Por estar em uma via pública, o responsável pelo corte da figueira é a Secretaria de Obras. Porém, para que o ato seja concluído, é necessário uma autorização da Superintendência de Meio Ambiente. “O parecer do Meio Ambiente é que a árvore está comprometida e a recomendação é o corte. Porém, esta é apenas uma recomendação. Não demos autorização”, garante Raphael.

Reunião

Com o desencontro de informações, os moradores se uniram ao vereador Ciro André Quintino e na manhã de segunda-feira, dia 11 de junho, foram até à Prefeitura de Gaspar atrás de informações concretas. Na oportunidade, houve uma reunião com representantes da Defesa Civil e Meio Ambiente, que entraram em contato com a Secretaria de Obras para avaliar os prazos de corte da figueira.

Amauri Bornhausen, diretor de Obras, foi contatado por telefone e afirmou que o corte da árvore está suspenso temporariamente. Agora, moradores e técnicos vão avaliar melhor a situação para, então, decidir se a história da figueira centenária chega ao fim ou se ela continua sendo o ponto de referência da rua.

 

Edição 1855

Comentários

Aurelio MArcos de Souza
13/06/2018 19:42
Algum iluminado da prefeitura de Gaspar, a fim de justificar o corte desta Figueira, que está espécie era exótica, assim poderia ser cortada. O morador Róbson Miller já encaminhou uma amostra a um laboratório especializado para comprovar sua verdadeira origem.
José Fernando Eberhardt
12/06/2018 10:25
Tenho 71 anos e desde meus primeiros anos tenho boas lembranças dessa figueira sobressaindo em meio ao pasto de propriedade de meu pai, Paulo Alois Eberhardt. Muitos anos mais tarde, quando ele loteou o terreno, fez questão de fazê-lo de tal modo que a figueira fosse preservado e mantivesse um lugar de destaque na rua que veria a ter o seu nome. Parabéns aos moradores que estão se unindo pela preservação dessa frondosa e linda árvore e meus votos de que as autoridades priorizem a manutenção da mesma.
Guilherme
11/06/2018 20:00
Conheço muito bem essa árvore! Tenho 37 anos e essa figueira fez parte da minha infância.Muitas de nossas brincadeiras eram nessa figueira,o pasto do Sr Paulo atrás do campo do Tupi.A figueira está muito saldavel e dando frutos e por sinal está muito bonita,Muitos passarinhos fazem ninhos nessa figueira.Essa é uma figueira centenária e conforme relatado o projeto dessa rua foi realizado a mais de vinte anos pensando em preservar essa árvore. A secretaria do meio ambiente teria que ter a preocupação na preservação da figueira.Quem não conhece é a rua da pedra D Água onde a estrada contorna os dois lados da figueira.Esse assunto deveria ser tratado com o instituto FATMA e também com o ministério público caso a secretaria do meio ambiente continuar a insistir nessa decisão equivocada.Tem que apurar de quem é o interesse da derrubada dessa árvore.

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