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Obra causa insegurança no bairro Poço Grande, em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Obra causa insegurança no bairro Poço Grande, em Gaspar

12/04/2018
Obra causa insegurança no bairro Poço Grande, em Gaspar

Não há mais diferença entre a pista e o acostamento. As margens da via se transformam em nuvens de poeira em dias de sol e em montes de lama em dias de chuva. Os buracos do acostamento prejudicam o tráfego de pessoas e veículos. Montes de mato tomam conta das laterais da via. E a falta de sinalização torna tudo ainda mais perigoso.

As características acima descrevem a atual situação da Rodovia Jorge Lacerda, no bairro Poço Grande, em Gaspar, mais precisamente entre a Ponte do Vale e a empresa Bunge Alimentos. A via está em obras desde o ano passado e a presença dos maquinários, somado à falta de sinalização, estão causando transtornos para a comunidade. O trecho está sendo palco de diversos acidentes e, somente esta semana, já foram registrados dois atropelamentos e um acidente com vítima fatal envolvendo quatro carros.

Diante dessa situação, a comunidade cobra maiores esclarecimentos sobre o andamento da obra e também uma solução imediata para a falta de sinalização. As reclamações circulam nas redes sociais e muitos moradores da localidade afirmam não saber o que está sendo feito em frente às casas e comércios.

Desde o início das obras, quem sempre questionou a forma com que as melhorias estavam sendo colocadas em prática foi o empresário Rodrigo Soares Spengler. “Moro nesse trecho e tenho três empresas aqui. Por vivenciar toda essa reforma de perto, sei que há algo de errado. Acredito que 99% da comunidade não está ciente do que se trata o projeto, pois não foi feita nenhuma reunião para apresentá-lo e, consequentemente, nenhum morador foi consultado antes”, garante. Para o morador, melhorias são bem-vindas, mas as obras em andamento não vão beneficiar aqueles que residem ou trabalham no trecho.

Faltam informações

Outro ponto citado pelo empresário gasparense é a falta de retorno das autoridades a respeito das melhorias planejadas. “A nossa preocupação maior é pelo fato de não nos ouvirem. Quem dirá acatar alguma sugestão, mesmo que seja relacionada à segurança”.

Rodrigo relembra que a sua busca por informações começou em setembro de 2017, quando conversou com uma das engenheiras responsáveis pela obra. “Conheci o projeto oficial, mas não permitiram tirar fotos ou cópias para mostrar aos demais moradores”. Em novembro do ano passado, houve uma reunião com policiais, engenheiros, encarregados, políticos e representantes de órgãos públicos. Rodrigo participou do encontro e, em seguida, protocolou um ofício com todas as suas reivindicações para o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). No fim de março deste ano, ele recebeu um retorno negativo: nenhuma das solicitações seriam atendidas. Recentemente, Rodrigo procurou pela promotoria da Cidadania, no Ministério Público, onde novamente foi comunicado sobre a necessidade de uma resposta dos órgãos regionais.

A presidente da Associação de Moradores do bairro Poço Grande, Fabiana da Silva, também aguarda uma resposta dos responsáveis pela obra. Ela afirma que há cerca de 15 dias entrou em contato com o gabinete do vice-prefeito de Gaspar solicitando uma reunião entre o Dnit e a comunidade. Até o momento, porém, ela ainda não teve retorno. “Queremos explicações de como vai ficar a obra depois de pronta. Se agora a rodovia está uma pista de corrida, imagina depois que estiver tudo finalizado? Se não tivermos uma resposta, não está descartada a possibilidade de fecharmos a rodovia em sinal de protesto mais uma vez”.

O que diz o Deinfra

Na quinta-feira, 12 de abril, a reportagem do Cruzeiro do Vale tentou contato com a equipe do Deinfra para cobrar esclarecimentos sobre a situação. Na ligação, pediram para entrar em contato com o engenheiro civil Delbi Joel Canarin. Porém, até o fechamento desta matéria, ele não havia atendido nem retornado às ligações. 

Entenda a obra

A revitalização da Rodovia Jorge Lacerda, no trecho que compreende a BR-101, em Itajaí, até a Ponte do Vale, em Gaspar, foi confirmada no dia 1º de agosto de 2017. A obra está sendo executada pela empreiteira Almeida & Junior, do Rio de Janeiro, e compreende um trecho de 25 km. 

 

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Comentários

Rodrigo Soares Spengler
13/04/2018 15:30
Vimos o vídeo na época que divulgaram e ele não é suficientemente claro com relação às dimensões das vias laterais, calçadas e nem menciona que haverá um canteiro na lateral esquerda (trecho oposto ao da Bunge).

No vídeo só menciona que "a implantação das vias laterais tem como objetivo a separação do trânsito do local com o tráfego da rodovia".

No caso bastaria colocar um canteiro central e transformar as vias laterais em faixas adicionais.

O fator que mais nos deixou indignados é uma obra invasiva desse porte não ter 1 faixa de pedestres, 1 travessa elevada, 1 ciclofaixa ou faixa compartilha e ter um monte de canteiro verde que em um mês terá mato de mais de 1 metro de altura (como é de costume nas margens da rodovia).

Os transtornos ocasionados pela execução da obra (refiro-me a este trecho da Bunge) serão poucos se comparados aos transtornos após sua conclusão.
João Victor
13/04/2018 07:51
Para aqueles que quiserem ver como vai ficar o projeto das pistas, é só assistir o vídeo do mesmo.

https://www.youtube.com/watch?v=Ff9bpabHc7I

Mostra como irá ficar as vias, rotatória.

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