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Osmar Assini: 88 anos de amor e dedicação à família - Jornal Cruzeiro do Vale

Osmar Assini: 88 anos de amor e dedicação à família

07/12/2018

Por Indianara Schmitt


A vida é feita de etapas. Nascemos, crescemos, planejamos o futuro, conquistamos amigos, construímos uma família e aproveitamos ao máximo aquilo que acreditamos nos levar pelo caminho da felicidade. Prestes a completar 88 anos, Osmar Assini, ou apenas seu Marzinho, tem muito a ensinar sobre amor, compreensão, dedicação e carinho. Mas, sua principal dica para pessoas de todas as idades é: “Tem que se dedicar à família. A gente colhe o que planta. Não adianta plantar cana e querer colher arroz...”.

 

“Para ter amor, tem que dar amor”


É na varanda de uma casa de cor bege, com janelas marrons e um organizado jardim, que seu Marzinho fala sobre toda a sua vida. Filho de Henrique e Maria Sedrez Assini, é o segundo de uma lista de seis irmãos. Nascido no Óleo Grande, ele conta que, na infância e adolescência, morou em diversos locais. Porém, foi no bairro Macuco que ele construiu sua verdadeira felicidade.

Tudo começou há mais de 60 anos, quando trocou os primerios olhares com Margarida Theiss Assini durante uma festa de São Pedro Apóstolo. O namoro à moda antiga logo teve início e seu Marzinho lembra dos domingos que ia até o bairro Gasparinho para encontrar a amada. “Primeiro, eu ia de cavalo. Depois, comprei uma bicicleta, que eu mais carregava do que andava em cima. Mas, valia a pena. Lembro que a gente ficava na sala da casa dos pais dela e ela bordava. Existia muito respeito. Eu nunca pude dormir lá ou ela na minha casa. Mesmo que estivesse chovendo eu tinha que voltar”, recorda.

Depois de dois anos de namoro, na mesma igreja em que se conhecerem, os dois subiram ao altar para dizer ‘sim’ ao sentimento mais puro que poderia existir. Ele tinha 22 anos e ela 25. O casamento foi um dos cinco que aconteceram naquele dia. A missa foi celebrada pelo frei Antonino Schmitt e o momento foi comemorado com uma grande festa na casa dos sogros. “A coisa mais linda é duas pessoas inocentes receberem a bênção do padre de consciência limpa. Ela foi minha primeira namorada firme. Minha grande companheira”.

Depois do casamento, o casal se mudou para a casa que ele havia comprado de seu pai, no bairro Macuco. Quando mais novo, seu Marzinho sempre trabalhou na produção de farinha e no plantio de cana de açúcar. Depois de casado, passou a plantar arroz, que foi de onde tirou a maior parte do sustento da família. “Quando casei, eu não tinha nada. Adquirimos tudo juntos. No começo, tudo era mais difícil. Lembro que comprava fiado nas vendas. Mas lutamos e deu tudo certo. Trabalhar não mata ninguém”.

Uma das grandes conquistas de seu Marzinho e de dona Margarida foi a construção de uma nova casa, que é onde ele mora até hoje. “Ficamos três anos comprando material, cortando madeira, juntando tudo. E foi um ano pra erguer. Era uma luta. Era difícil, mas melhor. Naquele tempo, existia mais educação, respeito e diálogo entre a família”.

Além de tirar o sustento da agricultura, seu Marzinho chegou a trabalhar por 10 anos junto dos filhos na olaria da família. Depois, eles se uniram e compraram um porto de areia. E, mais tarde, os três filhos homens compraram uma pedreira, que hoje é a Britagem Barracão. “Sempre lutamos muito. Criamos nossos filhos com dificuldades, mas nunca nos faltou nada”.

Dona Margarida partiu há seis anos e deixou saudades dos bons momentos vividos em família.

A troca de olhares entre seu Marzinho e dona Margarida resultou em um casamento de quase 60 anos, 8 filhos, 20 netos, 4 bisnetos e uma família muito unida. Maria, Lodovico, Marlene, José Henrique, Antônio, Maurina, Mirian e Nilma são a prova de que, com amor e união, uma família chega aonde quiser. “Eu perdi minha companheira, mas minha família está sempre ao meu lado. Sou um homem muito feliz e tenho muito orgulho de todos os meus filhos”.

Colhento os frutos de uma família honesta

Seu Marzinho trabalhou bastante durante toda a vida. Lutou, criou os filhos, teve um bom casamento e, agora, aproveita os frutos da construção de uma família honesta. Hoje, seu divertimento está em reunir a família, passear, ler e participar de um grupo de idosos, onde encontra com os amigos. “Pra ter amor, tem que dar amor. Eu dei e estou recebendo”, afirma.

Prova do grande amor que sempre dedicou à família é a festa de 88 anos que os filhos estão preparando para seu Marzinho. A comemoração será neste sábado, dia 8 de dezembro, e promete ser inesquecível.

 

Edição 1880

Comentários

Pedro Carlos Schmitt
08/12/2018 10:45
Eu sou amigo do seu Marzinho e de sua família desde minha infância, trabalhamos muito juntos na construção da nossa comunidade isso na construçao da capela e tudo que exista e que pertence a comunidade,sempre podíamos contar com sua ajuda, aliás ainda hoje com seus 88 anos está sempre pronto e disponível para ajudar a comunidade. Ele foi, é e sempre será lembrado pela comunidade pelo bem que sempre praticou em favor de todos. o exemplo do Seu Marzinho deveria ser copiado por todos nós, ai sim nosso mundo seria muito diferente. Parabéns, você é um grade homem

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