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Policiais civis são condenados por agredir e ameaçar família em Biguaçu - Jornal Cruzeiro do Vale

Policiais civis são condenados por agredir e ameaçar família em Biguaçu

13/06/2017
Policiais civis são condenados por agredir e ameaçar família em Biguaçu

Dois policiais civis da Grande Florianópolis foram condenados na segunda-feira, 12 de junho, pelos crimes de abuso de autoridade, disparo de arma de fogo e lesões corporais graves. Isaías Oliveira da Silva e Fábio Carminatti agrediram uma família de Biguaçu e atiraram contra uma pessoa no dia 5 de novembro de 2016. Até a noite de segunda-feira, o advogado Handerson Laerte Martins, que defende os dois policiais, disse não ter tomado ciência da sentença, apenas lido o resumo. "Assim que eu me inteirar da sentença, vou decidir como proceder, mas posso adiantar, que vamos recorrer", disse Martins.

Conforme a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), cada um dos policiais foi condenado a penas de cinco anos e quatro meses em regime semiaberto, além da perda da função pública. O juiz concedeu aos réus o direito de apelar em liberdade. Segundo a AMC, as vítimas fechavam o serviço de guincho da família, por volta das 22h, quando viram que um dos policiais urinava na frente da empresa. Houve uma discussão entre os donos do estabelecimento e os policiais.

Família achou que fosse assalto

Durante o processo, a família relatou durante que os dois policiais tinham voltado para um carro, mas saíram do veículo e atiraram contra o portão e a fachada do estabelecimento. As vítimas correram para dentro da casa, que fica nos fundos do guincho, e os dois policiais teriam invadido a residência. A família chegou a pensar que se tratava de um assalto e ofereceu dinheiro e um carro para os dois irem embora. Entretanto, os dois se identificaram como policiais. Uma das vítimas também disse que teve uma pistola apontada para a cabeça sob ameaça de morte. “A arma ‘engasgou’ e soltou uma bala. Aí quando ele foi juntar a bala, eu saí correndo”.

As câmeras de segurança também registraram o momento em que o filho de uma das vítimas tenta impedir que seu pai apanhe de um policial, mas mas acaba baleado no pé. Na época, segundo a defesa dos policiais, a confusão ocorreu após um integrante da família disparar contra os oficiais. O policial Fábio disparou três vezes e Isaías uma vez, atingindo o pé de uma vítima, confirmou a defesa.
Fábio Carminatti estava lotado na 1ª Delegacia de São José e Isaías Oliveira na Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São José.

Embora tenham o direito de apelar à decisão em liberdade, os policiais estão proibidos de se aproximar das vítimas, entrar em contato com elas, por qualquer meio, portar armas e exercer atividades externas, no desempenho do cargo.

 

 

Edição 1805
 

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