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Prefeitura cumpre determinação judicial e derruba casa em terreno invadido em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Prefeitura cumpre determinação judicial e derruba casa em terreno invadido em Gaspar

26/06/2018

Uma máquina, dois caminhões, dois carros da Prefeitura de Gaspar, uma viatura da Defesa Civil e duas da Polícia Militar. Esta frota, somada a uma oficial de justiça e a servidores da secretaria de Obras e de demais setores da prefeitura, estiveram no Loteamento Novo Horizonte, no bairro Gaspar Mirim, no início da tarde desta terça-feira, dia 26 de junho. O motivo foi notificar Letícia Rodrigues e demolir a casa que ela construiu após invadir um terreno da Prefeitura de Gaspar.

Letícia não estava em casa no momento em que a oficial de justiça chegou ao local. Ela foi procurada na casa da ex-sogra, porém também não foi localizada. Sem assinar a notificação da justiça, a equipe da secretaria de Obras iniciou a limpeza no terreno da prefeitura recolhendo toda a madeira e demolindo uma nova casa que a mulher havia começado a construir. Por volta das 16h, Letícia chegou em casa e começou a tirar seus pertences para que local fosse demolido o pequeno lar em que morava com os quatro filhos menores.

Segundo informações da oficial de justiça responsável pela notificação, Letícia é obrigada a cumprir a determinação judicial e desocupar a área. Todos os pertences pessoais da família, bem como a madeira utilizada na construção da casa, será deixada na residência de uma amiga.

De acordo com a procuradora Simone Tatiana Hüthe, a prefeitura se responsabiliza por pagar dois meses de aluguel para a família de Letícia. Após este período, a mulher continua procurando uma casa com valor acessível para alugar ou, então, um terreno para comprar e pagar parcelado.

Entenda o caso

No início de junho, Letícia Rodrigues, os quatro filhos e a mãe acamada invadira um terreno pertencente à Prefeitura de Gaspar localizado no Loteamento Novo Horizonte, no bairro Gaspar Mirim. Nele, a mulher construiu, com a ajuda dos vizinhos, um casebre de 20 metros quadrados. Ele era em chão batido, tinha frestas nas paredes e não possuía banheiro, nem água e energia elétrica.

A falta de dinheiro para pagar o aluguel levou a família a optar pela invasão. Os seis sobrevivem da pensão de dona Maria, mãe de Letícia, que recebe um salário mínimo; e do valor que Letícia recebe como pensão do ex-marido. Eles estão n a fila para receber uma casa da Prefeitura de Gaspar, porém existem pessoas em sua frente e o poder público não pode permitir que permaneçam no local, principalmente por tratar-se de uma Área Verde (não se pode construir naquele terreno).

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Edição 1857
 

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