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A poucos meses do carnaval, prefeituras em SC alegam não ter dinheiro para a festa - Jornal Cruzeiro do Vale

A poucos meses do carnaval, prefeituras em SC alegam não ter dinheiro para a festa

06/11/2017

A poucos meses do carnaval, a maioria das escolas de samba de Santa Catarina ainda não começou a fazer os preparativos para os desfiles. As prefeituras alegam estar sem dinheiro.

O Ministério Público de Contas do estado recomendou aos prefeitos que se abstenham de gastar com a festa carnaval se tiverem dificuldades para pagar em dia os salários dos servidores e setores como Educação e Saúde.

A prefeitura de Joaçaba, no Oeste Catarinense, é a única que já prometeu dinheiro para as escolas – R$ 600 mil. Elas ainda podem captar até R$ 2 milhões pela Lei Rouanet, mas esse valor não será suficiente para a escola mais antiga da cidade.
“A questão financeira originou essa não ida nossa ao desfile de 2018”, disse Arli da Silva, presidente da Vale Samba.
Sem a Vale Samba, o desfile vai sair com três escolas e uma noite a menos. “Nós iremos fazer o desfile no sábado, com três escolas, e retornaremos na segunda com as três escolas de novo”, disse Dhiego Muller, presidente da Liga de Joaçaba. Em três semanas, a Liga das Escolas pretende abrir a venda de camarotes.

Em Laguna, no Sul do estado, não passa um carro alegórico no sambódromo há quatro anos. A prefeitura ofereceu R$ 200 mil para dividir entre as cinco escolas e montar a estrutura para o próximo carnaval.

A Liga tenta captar até R$ 1,7 milhão via Lei Rouanet e só depois vai decidir o que dá para fazer com esse valor. Mas os blocos particulares poderão ser a única alegria dos foliões de novo em Laguna.

A prefeitura de Florianópolis tenta enxugar as contas desde o início do ano, mas estuda um modelo para garantir a festa. A alternativa é licitar o espaço no Centro onde acontecem shows, muitos deles nacionais. Geralmente as cervejarias pagam pela área. O valor, estimado em R$ 2 milhões, iria direto para as escolas.

“Todo o nosso esforço é que esses recursos privados sejam repassados ainda no mês de novembro para as escolas”, disse Vinicius de Lucca Filho, superintendente de Turismo.

As escolas também buscam apoio das empresas pela Lei Rouanet e esperam conseguir até R$ 3 milhões. “É o suficiente pra ter carnaval. Não dá para fazer algo de qualquer jeito. De qualquer jeito não vamos fazer. A ideia é fazer algo bem mais bonito e pra isso nós precisamos de tempo”, disse Fábio Botelho, presidente da Liga de Floriaópolis.

Na última edição, Botelho teve 27 dias pra organizar os desfiles do zero, também por causa da falta de dinheiro.

Algumas cidades ainda apostam no apoio do governo do Estado para bancar o carnaval de 2018. Em São Francisco do Sul, no Norte catarinense, esse será o único jeito de sair desfile. O município não teve este ano e, para o próximo, a prefeitura só ofereceu a estrutura.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo não soube dizer quando vai liberar dinheiro, disse que os municípios precisam apresentar projetos, e que ainda é muito cedo para falar sobre a verba para o Carnaval.

 

Fonte G1

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