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SC é 5º estado com maior nº de vítimas de abuso sexual, aponta estudo - Jornal Cruzeiro do Vale

SC é 5º estado com maior nº de vítimas de abuso sexual, aponta estudo

06/11/2017

Santa Catarina é o quinto estado do país em número de vítimas de abuso sexual, segundo o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estado também teve a maior taxa de tentativas de estupro do país, com 10,2 casos para 100 mil habitantes. Porém, as mulheres cada vez mais estão cientes dos seus direitos e, além desses crimes, cantadas e comentários desnecessários no trabalho não são mais tolerados como antes, como mostrou o Jornal do Almoço deste sábado (4).

Especialistas dizem que o quinto lugar se deve ao fato de que em Santa Catarina se notifica mais do que em outros estados. Mesmo assim, o número de casos é alarmante. Em Florianópolis, a cada dois dias e meio, uma mulher registrou queixa de estupro em 2016, segundo o anuário.

Assédio

Além desses crimes, atitudes e comportamentos envolvendo sexualidade e gênero ainda colocam as mulheres em situação desfavorável. Elas deixam de usar certas roupas por medo e são abordadas na rua quando não querem, por exemplo.

O assédio sexual passou a ser considerado crime no Brasil em 2001. A lei, numero 10.224, define o ato como "Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função". A pena prevista é de um a dois anos de detenção.

Mas são poucas as ações penais envolvendo esse tipo de crime. Em Santa Catarina, são menos de 300. "A mulher precisa daquele emprego, precisa daquela função. Então ela acredita que, ao fazer a denúncia, vai acabar perdendo o emprego. Em épocas de crise, isso faz a diferença. É importante que as mulheres não tenham esse receio e denunciem o empregador porque hoje faz com uma, amanhã faz com outra", afirmou a delegada Patrícia Zimmermann.

Enquanto a lei não foi capaz de estimular novas denúncias, desde o início de outubro o assunto tem sido bastante falado por conta de dezenas de atrizes de Hollywood terem afirmado que sofreram assédio do poderoso produtor Harvey Weinsten. Isso também estimulou o uso da hashtag #metoo, que significa "eu também" em inglês, por parte de mulheres do mundo. Através disso, elas contaram nas redes sociais os casos de assédio que sofreram.

"É um coletivo que encoraja, que permite refletir sobre essas questões. Porque a gente tem que pensar que essas transformações sociais. Aí a gente está falando aqui de uma busca por uma igualdade, uma justiça social entre homens e mulheres. Ela vem pela luta, pela reivindicação desses grupos que são desfavorecidos", afirmou a pesquisadora e professora Juliane Queiroz Odinino.

Romper o silêncio fez o poderoso produtor ser banido da academia do Oscar e ser demitido do próprio estúdio.

 

Fonte G1

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