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Moradores do bairro Poço Grande, em Gaspar, pedem mais segurança - Jornal Cruzeiro do Vale

Moradores do bairro Poço Grande, em Gaspar, pedem mais segurança

14/02/2018
Moradores do bairro Poço Grande, em Gaspar, pedem mais segurança

A pauta é antiga, mas nunca perde a validade. O tema da reportagem do Cruzeiro do Vale é, mais uma vez, a insegurança. Com o desenvolvimento de Gaspar, a criminalidade também aumentou e hoje assusta milhares de famílias. Há algum tempo, os moradores da rua Ambrósio Spengler, no bairro Poço Grande, vivem com medo de serem surpreendidos por ações de bandidos.

Quem fala sobre o caso é Darley Celso da Silva, que reside na localidade e já foi vítima de furtos por três vezes. “Percebemos que a quantidade de furtos vêm aumentando. Antes era um por mês, agora acontece semanalmente. Sempre tem um vizinho reclamando que entraram ou tentaram entrar em suas residências”, comenta.

Em geral, os furtos realizados naquela região são direcionados a aparelhos eletrônicos. “Normalmente, levam coisas fáceis de carregar, como TVs, vídeo games, dinheiro e joias”. Segundo Darley, na maioria dos casos a polícia é acionada. “A conduta segue um padrão: registrar o Boletim de Ocorrência, somente. Pois não tem efetivo para efetuar buscas pelos bens furtados”.

Apesar do problema estar presente quase que constantemente na localidade, Darley afirma que os moradores não desconfiam de quem possa estar realizando os furtos. “A maior parte dos furtos acontecem durante o dia, entre às 14h e às 16h. Por ser uma rua de fácil acesso às principais rodovias, podem ser ladrões de Gaspar ou até mesmo de outras cidades”, revela.

Além dos bens materiais perdidos, o morador faz questão de mencionar outras consequências enfrentadas por sua família e vizinhos. “A violência que mais pesa é a psicológica. Você sai de casa e não sabe se, quando voltar, vai encontrar ela do jeito que deixou. Pra quem tem filhos pequenos é ainda mais complicada esta situação”, diz Darley.

Em nome da comunidade, o morador pede mais ação por parte do poder público. “Percebemos que não há uma ação coordenada, que vise garantir integridade à população. Há descaso total com nossa polícia, faltam leis que tragam tranquilidade aos bons cidadãos”, lamenta.

O que diz a Polícia Militar

Conforme explica o comandante da Polícia Militar de Gaspar, tenente Joaquim Soares de Lima Neto, o furto está entre os crimes mais comuns em todo o Estado e também entre os de maior incidência na cidade. Ele pontua três motivos para este tipo de delito. “A pena aplicada para o crime de furto é baixa. Geralmente, os autores não ficam presos ou ficam pouco tempo e voltam a reincidir. Também existe uma grande dificuldade para conseguirmos prender em flagrante os autores, pois os furtos ocorrem, na maioria das vezes, quando os moradores não estão em casa, restando apenas a lavratura do Boletim de Ocorrência que é encaminhado para a Polícia Civil para investigação. Além disso, o baixo efetivo para patrulhamento em toda cidade, atendimento de ocorrência e a toda população”.

Para tentar amenizar a criminalidade em Gaspar, o comandante afirma que há um projeto sendo estudado. “Buscamos o apoio da comunidade com a Rede de Vizinhos, um projeto que tem por objetivo a aproximação dos moradores de uma determinada rua, de modo que possam se apropriarem do local onde moram, passando a monitorar com segurança a movimentação de pessoas e veículos suspeitos em suas ruas. Muitas vezes, com ações seguras, os próprios moradores previnem o cometimento de crimes”.

Ele reitera que, neste projeto, a Polícia Militar repassa para a comunidade orientações referentes à segurança e ferramentas que devem ser utilizadas para prevenir as ações criminosas. “Crimes como furto são extremamente complexos de serem combatidos apenas com ações repressivas da PM, razão pela qual é fundamental a participação da população nos projetos e a utilização correta dos programas, bem como uma investigação por parte da autoridade competente”, conclui. 

 

Edição 1837

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