Confira a cobertura completa da tradicional festa de São Cristovão - Jornal Cruzeiro do Vale

Confira a cobertura completa da tradicional festa de São Cristovão

01/08/2012


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Dia de festejar São Cristóvão

Milhares de pessoas prestigiaram mais uma edição da tradicional Festa de São Cristóvão, realizada nos dias 26, 27, 28 e 29 de junho, na Comunidade São Cristóvão, no Gaspar Grande. Novamente, as expectativas dos organizadores foram superadas, e o evento foi considerado um verdadeiro sucesso. Segundo o presidente do Conselho Pastoral Comunitário da comunidade, Pedro Afonso de Almeida, a estimativa era de que cerca de 10 mil pessoas participassem da festa e isto realmente aconteceu. ?Todos estamos muito felizes pela realização de mais uma edição da festa. Ela foi realmente ótima e temos certeza que os participantes também gostaram e aproveitaram bastante?, garante.

Bailes, celebrações e a procissão marcaram a 29ª edição do evento. O presidente do Conselho Pastoral lembra que os bailes promovidos na sexta-feira, sábado e domingo, foram muito divertidos e com um grande número de pessoas. ?Todos estavam muito animados, e recebemos muitos elogios por parte dos participantes?, diz.

Já a procissão foi um dos momentos mais esperados por centenas de motoristas e caminhoneiros. Pedro afirma que os participantes estavam alegres por poderem receber a bênção do padre. ?O número de veículos nos surpreendeu. Foi uma manhã muito bonita e que ficará na memória de todos, com certeza?, destaca o presidente do CPC.

As celebrações do primeiro, segundo e terceiro dia do tríduo, realizadas na quinta, sexta-feira e sábado também foram prestigiadas por centenas de fieis, com orações voltadas a São Cristóvão. A missa em honra ao padroeiro, celebrada na manhã de domingo, também reuniu muitas pessoas na comunidade do bairro Gaspar Grande. ?Agradecemos a todos que fizeram parte deste grande e importante evento do município. Esperamos que a próxima edição seja ainda melhor?, conclui Pedro de Almeida.

Ação entre amigos

Uma das atrações mais esperadas da programação da festa foi o sorteio da ação entre amigos, que aconteceu na noite de domingo, 29, e marcou também o fim do evento. Segundo Pedro, todos os cinco mil blocos foram vendidos. Os cinco prêmios sorteados, um veículo Montana, uma Moto Honda CG 125, uma televisão de 30 polegadas e dois notebooks, foram entregues aos ganhadores no início da noite desta segunda-feira, 30, na própria Comunidade São Cristóvão.

Ganhadores
1º lugar: José Henrique Isensee ? Veículo Montana
2º lugar: Maicon Isoel ? Moto Honda CG 125
3º lugar: Adolfo, bairro Belchior Baixo ? Televisão de 30 polegadas
4º lugar: Cristiano Schmitt ? Notebook
5º lugar: Francisco Ademir dos Santos - Notebook

 

Procissão reuniu motoristas

Centenas de motoristas e caminhoneiros acordaram cedo na manhã do último domingo, 29, ansiosos para participar da tradicional procissão de São Cristóvão. O objetivo foi receber a benção do padre com o intuito de proteger os motoristas dos riscos das estradas. Como todos os anos, a procissão foi movimentada, e nem mesmo a chuva e o frio foram motivos suficientes para diminuir o número de fieis. O comboio de homenagem ao padroeiro saiu às 7h30min do Ginásio João dos Santos em direção à Comunidade São Cristóvão, no Gaspar Grande.

O empresário Antônio Assini, da Britagem Barracão, foi o responsável por conduzir a imagem do santo padroeiro dos motoristas. A procissão foi seguida por centenas de caminhoneiros e motoristas que vieram de várias regiões de Santa Catarina.  Todos receberam a benção individualmente e seguiram para a celebração da missa festiva na igreja do Gaspar Grande.

A missa em homenagem ao padroeiro teve início às 9h30, porém muitos veículos que participaram da procissão não conseguiram chegar a tempo, devido a grande quantidade de veículos para receber a benção. ?Não temos o número exato, mas acreditamos que foram mais de 500 veículos, no total?, diz o presidente do CPC da Comunidade São Cristóvão. De acordo com ele, o número de motoristas e caminhoneiros que participaram da procissão desta vez foi ainda maior que do ano passado.

O padre franciscano Frei Germano Gesser foi o responsável por celebrar a missa festiva com a presença dos festeiros, motoristas e comunidade.

 

Britagem Barracão levou o santo

Assim como em todos os anos, a imagem de São Cristóvão foi levada pelo primeiro caminhão da procissão, que desta vez foi o da Britagem Barracão, conduzido pelo diretor da empresa, Antônio Assini.  Fixada em frente à cabine do caminhão, a escultura do santo protetor abriu alas para a manifestação de fé dos motoristas, no início da manhã de domingo, 29, e reforçou o convite da festa para a comunidade.

Para o empresário, foi uma verdadeira honra poder levar a imagem de São Cristóvão no comboio de homenagem ao padroeiro e ele espera que esta oportunidade possa surgir novamente em outros anos. ?Foi muito gratificante, pois é uma maneira de homenagearmos os motoristas, que representam a maior parte dos nossos funcionários.?, diz.

Esta foi a primeira vez que a empresa transportou a imagem do padroeiro pela celebração, e a terceira vez que participou do evento. A primeira vez que participou, em 2010, foi motivada pelos próprios organizadores da festa, após a Britagem Barracão contribuir para projetos da Comunidade São Cristóvão.

Em 2012, a relação entre a companhia e a festa ganhou um novo capítulo com o desafio de enfeitar e carregar a imagem do santo na procissão. ?Além do caminhão enfeitado, mais 29 veículos da nossa frota também estiveram presentes no comboio que percorreu as ruas da cidade?, lembra. Juntamente com Assini, sua esposa e filhas também estiveram presentes no primeiro caminhão. ?Durante a procissão, me senti muito emocionado e feliz por poder conduzir a imagem do santo?, afirma.

 

Grande festa para preparar o caminhão

Centenas de pessoas compareceram ao Salão Paroquial Nossa Senhora do Rosário, no bairro Barracão, durante o sábado, 28, para prestigiar a festa promovida pela empresa Britagem Barracão, que neste ano foi a responsável por conduzir a imagem de São Cristóvão na procissão da tradicional festa em homenagem ao padroeiro dos motoristas. 

Todos os anos, a empresa que conduz o santo protetor realiza uma confraternização aberta ao público, onde também mostra o caminhão já enfeitado para a procissão, e neste ano não foi diferente. O caminhão preparado com flores e com a imagem do santo chegou ao local no fim da manhã e atraiu os olhares de todos os participantes que já estavam ansiosos para a sua chegada.

A maioria dos convidados quis registrar o momento junto a São Cristóvão, principalmente os caminhoneiros e funcionários da empresa que estavam presentes. Além deles, amigos, clientes e colaboradores também fizeram parte deste divertido evento, que seguiu até as 15h com muita música, comida e confraternização.


Caminhão

Segundo o diretor da Britagem Barracão, Antônio Assini, o caminhão Axor, modelo 2544, da Mercedes Benz, começou a ser preparado para a procissão por volta das 10h da manhã de sábado, e assim que ficou pronto seguiu ao salão paroquial para ser mostrado ao público. ?Estamos felizes por tantas pessoas virem a nossa confraternização para prestigiar o santo e se divertir?, afirma o empresário que diz ainda estar muito contente por levar a imagem do santo padroeiro neste ano.

Missa foi o auge das festividades

A animação foi garantida a todos aqueles que compareceram à Comunidade São Cristóvão, no bairro Gaspar Grande, durante todo este fim de semana. A 29ª edição da Festa de São Cristóvão reuniu milhares de pessoas para as celebrações e também para os divertidos bailes que aconteceram na sexta-feira, sábado e domingo, dias 27,28 e 29.

As missas voltadas ao padroeiro tiveram início já na quinta-feira, 26, e seguiram até o último dia de festa, mas a animação começou na sexta-feira. Após a segunda cerimônia religiosa da programação, a dupla sertaneja Everton e Murilo subiu ao palco da festa e animou todos os participantes.

Já no sábado, a dupla se apresentou novamente, e em seguida, às 22h, o grupo Legião Gaúcha não deixou ninguém parado. Na tarde de domingo, após a procissão e a cerimônia religiosa, a dupla Everton e Murilo e o grupo Legião Gaúcha também comandam a tarde dançante.

Além de toda essa animação, a festa trouxe ampla variedade gastronômica, com destaque para o churrasco. Opções de diversão como roda da fortuna e sacola surpresa também fizeram parte da programação.

Todos os anos, a festa de São Cristóvão reúne milhares de pessoas. O objetivo principal dos organizadores é animar os visitantes, reforçar a fé dos devotos do santo padroeiro e marcar a passagem da data de homenagem ao santo padroeiro dos motoristas, celebrada no dia 25 de junho. Neste ano, a festa, mais uma vez, superou as expectativas de todos, garantindo alegria, animação, agradecimentos e fé em apenas um só lugar.

Edição 1410

 

Centenas de motoristas participaram da procissão de São Cristóvão

Centenas de motoristas participaram da procissão de São Cristóvão na manhã deste domingo, 29. A procissão saiu às 7h30min do Ginásio João dos Santos em direção à Comunidade de São Cristóvão no Gaspar Grande.

O empresário Antônio Assini, da Britagem Barracão, conduziu a imagem do santo padroeiro dos motoristas na frente da procissão. A procissão foi seguida por centenas de caminhoneiros que vieram de várias regiões de Santa Catarina.  Os motoristas receberam a benção individualmente e seguiram para a celebração da missa festiva na igreja do Gaspar Grande. O padre franciscano Frei Germano Guesser celebrou a missa festiva com a presença dos festeiros, motoristas e comunidade. A festa encerrou na noite deste domingo com o sorteio da rifa. Confira os ganhadores:

1º lugar: José Henrique Isensee ? Veículo Montana

2º lugar: Maicon Isoel ? Moto Honda CG 125

3º lugar: Adolfo, bairro Belchior Baixo ? Televisão de 30 polegadas

4º lugar: Cristiano Schmitt ? Notebook

5º lugar: Francisco Ademir dos Santos - Notebook


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Festa prepara imagem de São Cristóvão para procissão 

Centenas de pessoas compareceram ao Salão Paroquial Nossa Senhora do Rosário, no bairro Barracão, durante este sábado, 28, para prestigiar a festa promovida pela empresa Britagem Barracão, responsável por conduzir a imagem de São Cristóvão na procissão da manhã deste domingo, 29. Todos os anos a empresa que conduz o santo protetor realiza uma confraternização aberta ao público, onde também mostram o caminhão já enfeitado para a procissão. Amigos, clientes, funcionários e caminhoneiros fizeram parte deste divertido evento, que seguiu até às 15h.

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O diretor da Britagem Barracão, Antônio Assini, irá carregar o santo ao lado da família, a bordo do caminhão Axor, modelo 2544, da Mercedes Benz. ?Começamos a arrumar o caminhão às 10h deste sábado. Amanhã, às 6h, ele sairá deste local e seguirá para a procissão?, explica.

Esta é a primeira vez que a empresa transporta a imagem do padroeiro, e a terceira vez que participa do evento. ?Mais 29 veículos da nossa frota também estarão presentes no comboio que irá percorrer as ruas da cidade?, lembra. Para Antônio, é uma honra poder levar a imagem de São Cristóvão no comboio de homenagem ao padroeiro.

A procissão inicia às 7:30 deste domingo, 29, nas proximidades do Ginásio João dos Santos, com destino à Comunidade São Cristóvã. Centenas de caminhoeiros participam do evento. Ás 9h30, será celebrada a missa do padroeiro com a presença dos festeiros. Todos os caminhões e veículos de pequeno porte receberão a benção do veículo. A festa se estende o anoitecer, finalizando com o sorteio da rifa.

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Lições de direção profissional

Nova geração precisa participar de aulas práticas e cumprir requisitos de idade até conseguir habilitação para trabalhar com veículos de grande porte

pg022MD.jpgQuem está na estrada há pelo menos duas décadas costuma se orgulhar da facilidade com que conseguiu a carteira de habilitação. A lista de exigências e custos era menor e o documento saía dias após a solicitação. Desde a mudança no Código de Trânsito Brasileiro, porém, o processo para conseguir o documento ficou mais rigoroso ? principalmente quando o alvo são as categorias ligadas a atividades remuneradas ou à condução de veículos pesados.

A categoria A da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) se restringe a veículos de duas ou três rodas, enquanto a B corresponde a automóveis e veículos de carga com peso de até 3,5 mil quilos. As modalidades seguintes são voltadas ao grande porte. A categoria C permite conduzir caminhões com mais de três toneladas e meia. Já a D concede o direito de dirigir ônibus ou veículos com mais de oito passageiros. Por fim, a E autoriza guiar ônibus articulados e carretas com peso superior a seis toneladas.
Ao fazer 18 anos, só é possível se habilitar nas categorias A e B.

Para dirigir caminhões na faixa de 3,5 mil quilos, é preciso esperar o primeiro ano de habilitação provisória. Após os 19 anos, passe livre para a categoria C. Para avançar às categorias D e E, no entanto, é preciso ter no mínimo 21 anos e um ano de prática na C. O diretor geral da Auto Escola Gasparense, Márcio Aguiar, garante que os veículos grandes atraem os condutores. ?A procura por mudança na categoria da habilitação é recorrente?, revela.

O diretor da Auto Escola Coração do Vale, Eduardo Reinert, explica que o processo todo leva de 40 a 50 dias, entre a solicitação, as aulas e a expedição da nova carteira. O custo médio para a troca de categoria na habilitação gira em torno de R$ 1 mil. Além de exames médicos e psicológicos, são obrigatórias 15 aulas práticas ? três delas à noite. Só após isso ocorre o teste de direção. ?As aulas abordam temas como direção defensiva, transporte de carga, sinalização e manobras?, explica.

Preparação
pg021MD.jpgOportunidades profissionais são responsáveis por grande parte da procura por mudanças na categoria da CNH. Osnei Chaves de Macedo, 30 anos, trabalha numa chácara em Ilhota e, em julho, fez as aulas práticas de direção para a categoria D. A ideia de ampliar a habilitação veio após cinco anos de carteira na categoria B. Na hora da renovação, Osnei resolveu seguir uma dica do patrão. ?Caso surja alguma oportunidade melhor de trabalho, até mesmo no local onde estou hoje, já estarei preparado?, argumenta.
O instrutor Reginaldo da Costa diz que as aulas seguem a mesma linha das aplicadas a quem faz a primeira habilitação, mas dá ênfase também a orientações sobre carga, conforto dos passageiros e manobras necessárias para guiar veículos de maior porte. ?Após receber a habilitação com a nova categoria, os condutores ainda podem fazer cursos específicos para se especializar em temas como transporte de carga ou de passageiros?, conta.


O caminho para a habilitação

Categorias A e B
Requisito: 18 anos de idade

Categoria C
Requisito: um ano de habilitação na categoria B

Categoria D
Requisitos: 21 anos de idade, um ano de habilitação na categoria C ou dois anos na B

Categoria E
Requisitos: 21 anos de idade e um ano de habilitação na categoria C ou D

 

Memórias de um VIAJANTE

Aos 66 anos, José Carlos Francisco, o Calinho, acumula mais de 300 viagens, dramas e encanto na relação com a vida atrás do volante

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Os quase 40 anos de estrada que integram o currículo de José Carlos Francisco, o Calinho Ezequiel, 66 anos, são lembrados com nitidez e orgulho. Desde os primeiros anos da década de 1960 ele passou a viajar pelo Brasil a bordo de caminhões de transportadoras da região. A rotina só ficou mais leve a partir do início dos anos 1990, quando decidiu apostar no ramo de distribuição de coco verde. Perto de casa e às margens da SC-470, no Poço Grande, o profissional recebeu a equipe do Cruzeiro do Vale num dia de frio e chuva de julho para resgatar algumas experiências.

Congestionamento era uma palavra desconhecida quando Calinho começou a guiar os primeiros caminhões. Contava-se nos dedos o número de carrosque circulavam pelas ruas, o que facilitava a rotina  para quem ganhava a vida na estrada. Com 14 anos, Calinho acompanhava o pai, o caminhoneiro Osmario Ezequiel Francisco. Interessava-se também por eletrônica. Até consertou alguns aparelhos de rádio, mas a vocação para as rodovias parecia mesmo pedir passagem. Aos 16, já puxava lenha e cana-de-açúcar para indústrias cerâmicas e usinas de Gaspar. ?Devo ser um dos motoristas mais antigos da região?, enaltece.

Anos depois já viajava para o Nordeste, roteiro que teria demorado a se firmar com outros motoristas locais. No total, estima ter feito mais de 300 viagens. Ao lembrar do mapa nacional, cita apenas o Amazonas como Estado que não conheceu. O senhor hoje de cabelos brancos, que nasceu e cursou as séries iniciais em Ilhota, ao lado de Gaspar, destaca justamente a união de diferentes povos como a maior herança das viagens. ?É muito gratificante saber que acompanhamos essa bela convivência entre nossos irmãos brasileiros?, discursa, antes de confessar o apego aos símbolos nacionais.

Do início na empresa de transportes Brusquense, Calinho trabalhou por transportadoras como Vale do Itajaí, Rio Grandense e Blumenauense, destaque no mercado nacional da época. Pela estrada afora, ele revela ter sentido muita saudade da família. Por outro lado, sente-se privilegiado por ter acompanhado o potencial produtivo de regiões brasileiras com produtos como café, petróleo, cana-de-açúcar, feijão, soja e algodão. ?Fico comovido só de lembrar do solo brasileiro, de viajar e apreciar as belezas da nossa costa e de nossos povos. O Brasil só é bom inteirinho como ele é?, romantiza.

Dramas
A estrada que dá orgulho é a mesma que tirou a companhia de dois dos três filhos. Em 1994, o filho Édson Francisco, com apenas 18 anos e apaixonado por carretas, teve a vida interrompida justamente por um acidente com caminhão. Em 2007, Carlos José, o Cacá, então com 23 anos e prestes a se formar em Administração, foi vítima de outra colisão e também ?partiu com Deus?, como prefere definir o pai. ?Vamos todos nos encontrar no céu?, crê Calinho. O filho Ivan continua ao lado do motorista no bairro Poço Grande e também leva no sangue a paixão pela vida nas estradas.

O drama pessoal faz marejar até hoje os olhos que testemunharam as paisagens das rodovias. Calinho não esconde a dor de pai, mas consegue reunir frieza suficiente para separar as situações. Ele revela que ainda sente prazer e orgulho pelo currículo que conquistou nas estradas e não cai na armadilha do remorso. Para ele, cada história é escrita de uma forma. ?Se eu precisasse tomar novamente as minhas decisões, faria tudo de novo, com prazer?, assegura.

Experiência auxilia no trabalho de distribuição de água de coco

Atualmente, Calinho se dedica à distribuição de coco verde a estabelecimentos do Vale do Itajaí e do Litoral de Santa Catarina. Assim como o encanto pela vida a bordo do caminhão, ele credita parte do envolvimento com a água de coco ao pai, que contava histórias em que o produto era usado como forma de hidratar os soldados na Segunda Guerra Mundial. ?Acho que ficou gravado comigo?, avalia.

Ele se mostra motivado e faz questão de lembrar dos benefícios naturais da água de coco, recomendada como forma de hidratar o organismo pela maioria dos médicos. Quando começou a trazer o produto para a região,  no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, era difícil encontrar adeptos. ?Muita gente me dizia ?Nossa, nunca vi um abacate assim?, ou ?Vou levar porque achei bonito, mas me explica para que serve?. Com o tempo, caiu no gosto das pessoas?, recorda.

Quando o assunto é estrada, o entregador continua empolgado. Quando o filho comprou o caminhão que dirige hoje, com câmbio automático, ele foi o primeiro a dar uma volta. Ficou impressionado com o avanço da tecnologia e o conforto. ?Estão menosprezando os motoristas antigos?, brinca. A última viagem de Calinho foi em 2004 ? e ele fez questão de dirigir. ?Quando passei nas montanhas da (rodovia) Rio-Bahia, fiz questão de agradecer por estar passando mais uma vez naquele trecho?.

Motoristas manifestam fé em procissão

Devotos recebem bênção e conduzem a imagem de São Cristóvão até a festa. No ano passado, mais de 500 caminhões estiveram no comboio

pg051MD.jpgTodos os anos, caminhoneiros e devotos de São Cristóvão se reúnem desde as primeiras horas do domingo da festa do padroeiro para os movimentos iniciais da procissão. Quando o sol já irradia, eles partem em fila pelas principais ruas da cidade para convidar a comunidade a ir à festa e para levar até a capela a imagem de São Cristóvão, afixada sempre ao veículo que lidera o comboio. A demonstração de fé chama a atenção da comunidade e mexe com os motoristas que percorrem o trajeto.

Neste ano, a saída está marcada para as 7h15min, em frente ao Ginásio João dos Santos, com destino à capela. Na chegada dos motoristas, por volta das 9h30min, uma missa reúne os fiéis e celebra o padroeiro. No ano passado, pouco mais de 500 caminhões participaram da procissão, segundo os organizadores. A expectativa é de que o número se aproxime desta marca também na procissão deste ano. Na parte final do trajeto, padres abençoam um a um veículos e motoristas do comboio, com intuito de protegê-los dos riscos das estradas.


Devoção a toda prova

pg052MD.jpgA exemplo da festa, a procissão em homenagem a São Cristóvão também já se tornou tradicional junto à população gasparense. Desde o início, quando o pioneiro Henrique Isensee comandou a primeira procissão, a adesão ao movimento aumentou imensamente e transformou a iniciativa num dos principais pontos da festa.

Além dos caminhões, automóveis e veículos de passeio também integram a carreata rumo aos festejos na comunidade São Cristóvão. Todos os anos, caminhoneiros e empresas são escolhidos e se tornam responsáveis por transportar a imagem do padroeiro durante a procissão. Neste ano, a incumbência será de motoristas ligados à empresa Britagem Barracão, que já prepararam todos os detalhes para receber e transportar o santo.

 

Festa de São Cristóvão movimenta comunidade

Programação em homenagem ao padroeiro dos motoristas se estende até domingo, 29, com cerimônias religiosas, atrações musicais e espaço para a gastronomia

pg053MD.jpgA Comunidade São Cristóvão, no Gaspar Grande, sedia neste final de semana a 29ª edição da festa do padroeiro. Até domingo, 29, celebrações religiosas, atrações musicais, ações de integração entre o público e a tradicional procissão vão integrar a programação do encontro. A intenção é animar os visitantes, reforçar a fé dos devotos e marcar a passagem da data de homenagem ao santo, celebrada na última quarta-feira, 25, junto com o Dia do Motorista.

No total, a comunidade vai disponibilizar área superior a 4 mil metros quadrados para reunir as atrações de celebração a São Cristóvão. Além do salão comunitário principal, uma tenda será erguida para abrigar todos os espaços da festa, a exemplo do que é feito nos outros anos. O presidente do Conselho Pastoral Comunitário, Pedro Afonso de Almeida, revela que a expectativa é de que mais de 10 mil pessoas visitem a comunidade nos três dias de programação festiva.

Ele revela que a participação da comunidade aumenta a cada ano e se mostra otimista para a edição deste ano. Na avaliação do organizador, o encontro já é tradição na cidade, o que permite boas perspectivas. Além da capela nova e da reforma nos itens de segurança do salão principal, inaugurados na festa do ano passado mas ainda novidade para alguns, esta edição terá melhorias no acesso, já que a rua principal  da comunidade recebe os últimos metros de calçamento. ?Isso vai ajudar bastante?, aposta.

Atrações

As atividades da Festa de São Cristóvão deste ano começaram na quinta-feira, 26, às 19h30min, com a celebração do primeiro dos três dias de orações voltadas ao padroeiro. Mas a animação começa mesmo nesta sexta-feira, 27. Após a segunda cerimônia religiosa, a dupla sertaneja Everton e Murilo, de Gaspar, anima a festa a partir das 23h. No sábado, os cantores abrem o baile do grupo Legião Gaúcha, às 22h. Antes disso, ocorre o encerramento do tríduo com a terceira celebração religiosa.

No domingo, a tradicional procissão dos caminhoneiros promete movimentar a cidade e a festa já a partir do início da manhã. À tarde, a dupla Everton e Murilo e o grupo Legião Gaúcha comandam a tarde dançante. Além disso, a festa promete ampla variedade gastronômica, com destaque para o churrasco. Opções de diversão como roda da fortuna e sacola surpresa também integram a programação.

Outro ponto alto da programação é o sorteio da ação entre amigos, à venda em pontos comerciais da cidade. Os ganhadores serão conhecidos no encerramento da Festa de São Cristóvão.

Programação

Sexta-feira, dia 27
19h30min - Celebração religiosa do segundo dia do tríduo
23h - Show com a dupla sertaneja Everton e Murilo

Sábado, dia 28
19h30min - Celebração religiosa do terceiro e último dia do tríduo
22h - Baile com a dupla sertaneja Everton e Murilo e com o grupo Legião Gaúcha

Domingo, dia 29
7h15min - Saída da procissão, no Ginásio João dos Santos
9h30min - Missa em honra ao padroeiro São Cristóvão
16h - Tarde dançante com a dupla sertaneja Everton e Murilo e com o grupo Legião Gaúcha

 

O santo portador de Cristo

Proteção de São Cristóvão tem origem na trajetória do santo, que transportava pessoas de um lado a outro de um rio na região da Palestina

pg07MD.jpgA devoção dos fiéis ao padroeiro dos motoristas, viajantes e agricultores tem origem na história de vida de São Cristóvão. Ele teria vivido por volta do ano 200 d. C., na região da Palestina, onde também nasceu Jesus. A característica mais marcante do santo era a altura e a força física.

Cristóvão, porém, tinha obstinação por colocar o próprio potencial a serviço de seres ainda mais fortes. De origem pagã, ele demorou a ser apresentado ao caminho divino. Um eremita foi o responsável pelo incentivo. Ao saber, porém, que precisaria de muita dedicação para meditar, rezar e jejuar, quis outro caminho para servir ao Senhor. Foi orientado então a se dedicar a obras de caridade e ganhou logo uma missão: usar a força e a altura para ajudar gratuitamente a população a atravessar um perigoso rio.

Padroeiro

A responsabilidade pelo transporte de pessoas de uma margem à outra do rio o transformou em padroeiro dos motoristas. Pela lenda, numa das vezes em que se propôs a ajudar, Cristóvão ? que inicialmente se chamava Reprobus ? carregou uma criança. A cada passo, porém, o peso sobre os ombros aumentava. Ao final da travessia, espantado, Cristóvão disse que parecia estar carregando o mundo inteiro nas costas. A criança, então, teria respondido: ?Não tens em tuas costas o mundo todo, mas sim o senhor do mundo?. Desde então, o santo foi rebatizado de Cristóvão ? que significa ?portador de Cristo?.

O pároco da Igreja Matriz de Gaspar, Frei Germano Gesser, lembra que a maioria dos devotos de São Cristóvão é formada por pessoas que pegam frequentemente a estrada. Na avaliação dele, a devoção pelo santo cumpre papel importante ao atrair milhares de caminhoneiros, com rotina sempre tão atribulada, no mesmo dia a uma mesma igreja em busca de bênçãos e proteção para o veículo e para a família.


Poesias da estrada

Comuns até os anos 1980, as frase de para-choque de caminhão são cada vez mais raras. Mensagens permanecem vivas na memória dos motoristas

Atire o primeiro pneu aquele que nunca ao menos simpatizou com alguma frase gravada no para-choque de um caminhão. Em meio às dificuldades da vida na estrada, as pílulas de sabedoria popular costumavam chamar a atenção para a irreverência típica dos motoristas. O hábito de afixar mensagens às traseiras dos veículos teria surgido nos anos 1950, como forma de os motoristas se despedirem dos lugares onde passavam.

A inspiração teria sido em técnicas argentinas, mas foi nas rodovias tupiniquins que a prática ganhou força. Principalmente nos anos 1980, quando se transformaram numa das principais marcas dos caminhoneiros brasileiros. A realidade, porém, é que frases de para-choque em circulação hoje são raridade. A faixa etária dos caminhoneiros, o custo, o aumento de normas de segurança e o simples argumento de ter saído de moda são apontados como causas dessa mudança de hábito.

O gasparense Flávio Poffo administrou durante sete anos uma loja de acessórios para caminhões no Poço Grande. No início, segundo ele, quase todo dia algum motorista buscava o serviço de gravação de frases. Nos últimos anos, porém, a procura caiu para duas vezes ao mês. Na avaliação dele, a exigência de faixas refletivas no para-choque e o fato de muitas carretas estarem em posse de transportadoras faz com que não seja mais interessante que o motorista se dedique a personalizar o veículo.

Assim, o espaço do badanão, proteção atrás dos pneus onde as frases passaram a ser usadas, ficou vazio. No máximo, foi destinado a mensagens religiosas ou de propaganda do próprio trabalho do motorista. Além disso, na versão de Poffo, o apelo por vezes irresponsável das frases fazia com que o caminhoneiro não fosse tão bem visto, o que serve como desestímulo. ?Hoje aquele tipo de frase de para-choque foi parar nas camisetas da Oktoberfest?, aponta.

Motivos

De passagem por Gaspar, o caminhoneiro gaúcho Loreno Dall Agno, 53 anos, lembra que os motoristas tinham uma espécie de competição para chegar à frase que mais chamasse atenção. Ele confirma que hoje é raro encontrar as mensagens e credita a mudança à idade dos motoristas na estrada. ?Quando eu era garoto, também gostava das frases. Mas a minha geração passou e hoje os jovens não querem mais seguir a profissão. Isso muda um pouco aquele jeito brincalhão do caminhoneiro?, avalia.

Hoje empresário do setor de transportes, Edevaldo da Rocha, 62 anos, trabalhou durante quatro anos na estrada e lembra que gostava de gravar frases no para-choque. Ele também cita a disputa entre os caminhoneiros pela frase mais divertida, mas garante que há pelo menos 15 anos o hábito está em declínio. ?Não acho que tem a ver com a idade porque a maioria dos meus motoristas tem cerca de 30 anos e não gosta mais disso. Acho que foi uma moda que simplesmente passou?, define.

As mais famosas
> A mata é virgem porque o vento é fresco
> Antes eu sonhava, agora já nem durmo
> Casamento não é bom.O diabo não se casou e Jesus morreu solteiro
> Corro porque minha sogra vem aí
> Devagar, mas tô na frente
> Feliz foi Adão. Não teve sogra e nem caminhão
> Mulher feia e macaco gordo só quebram galho
> Se eu parar o banco toma
> 80ção, 20ver


Da simpatia por frases ao empreendedorismo

pg08MD.jpgO empresário de transportes Edevaldo da Rocha foi um dos principais clientes da loja de acessórios do gasparense Flávio Poffo quando o assunto era gravar frases no para-choque. Rocha lembra especialmente de um recado pouco elogioso dado ao veículo que dirigiu por um tempo. ?Mercedes é que nem baile de alemão: só pede marcha?. Hoje, na frota de mais de 30 caminhões que administra, ele garante que são raros os que ainda conservam os versinhos. Num deles, porém, uma mensagem de fé permanece intacta sob a porta do baú.

A relação de Rocha com o universo dos caminhoneiros demorou a se revelar. Durante 13 anos, ele trabalhou como tecelão na empresa têxtil Garcia, atual Coteminas, em Blumenau. Após boas economias, conseguiu comprar o primeiro caminhão e contratou um motorista para fazer transportes. Teve a ajuda também da esposa. Daí em diante, o empenho e a eficiência na administração levou-o à condição de empresário do setor com a gasparense TER Logística.

Em todo esse período, o fato mais marcante citado por ele é a morte do cunhado, num acidente de caminhão no Oeste de Santa Catarina, em 2002. ?Não tem como esquecer?, assegura.

Em família

Apesar disso, Edevaldo se mostra um homem realizado à frente da empresa, que ganhou mercado nos últimos anos. Não gosta de dar palpite em assuntos que não conhece, mas quando fala de caminhão, pede passagem e esbanja conhecimento. Entre as conquistas e lembranças boas de todo esse período entre cargas e caminhões, ele logo destaca uma. ?Tenho orgulho de dizer que duas filhas minhas hoje administram a empresa junto comigo?, conta.



Na companhia do SANTO

Antônio Assini, diretor da Britagem Barracão, será o responsável por transportar a imagem de São Cristóvão no comboio de homenagem ao padroeiro

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São Cristóvão estará bem acompanhado. Como nas outras edições da festa do padroeiro, a imagem do santo será conduzida pelo primeiro caminhão da tradicional procissão, na manhã de domingo, 29. Fixada em frente à cabine do veículo que lidera a carreata, a escultura do santo protetor abre alas para a manifestação de fé dos motoristas e reforça o convite da festa para a comunidade. Neste ano, a responsabilidade de conduzir a imagem do padroeiro durante o percurso será do empresário Antônio Assini, 52 anos, diretor da Britagem Barracão.

Será o terceiro ano consecutivo que os caminhões da empresa participam da procissão. A primeira vez, em 2010, foi motivada pelos próprios organizadores da festa após contribuição da Britagem Barracão a projetos da Comunidade São Cristóvão. De lá para cá, o interesse e a empolgação só aumentaram. Em 2012, a relação entre a companhia e a festa ganhou um novo capítulo com um desafio prontamente aceito pelos diretores: enfeitar e carregar a imagem do santo na procissão.

Homenagem

O empresário irá carregar o santo ao lado da família, a bordo do caminhão Axor, modelo 2544, da Mercedes Benz. Os outros 29 veículos da frota da empresa também estarão presentes no comboio que irá percorrer as ruas da cidade para celebrar o padroeiro. Assini promete dedicação para honrar a missão de transportar o santo e se mostra contente com a responsabilidade. ?Isto é muito gratificante porque é uma maneira de homenagearmos os motoristas, que representam a maior parte dos nossos funcionários?, enaltece.

Família serve como inspiração

famliaimg1290MD.jpgA preparação para cumprir com louvor a missão de conduzir a imagem de São Cristóvão começa já nesta sexta-feira, 27. As atividades da Britagem Barracão vão ser suspensas para preparar a frota para a procissão de domingo. No sábado, os funcionários da empresa se reúnem para receber a imagem do santo, enfeitá-la e colocá-la na frente do caminhão escolhido.

Os detalhes são guardados pelo empresário Antônio Assini, diretor da Britagem Barracão. Mas ele entrega algumas pistas de como tudo irá funcionar. ?Meu pai deve ir na frente do caminhão com o carro dele. Eu acompanho logo atrás, com a família e o frei Germano (Gesser) na cabine. A ideia é de que eu e meu pai entremos na igreja carregando o santo?, revela.

União

Antônio divide a direção da Britagem Barracão com os dois irmãos, José Henrique e Lodovico, mas o pai, Osmar, acompanha com interesse os trabalhos da empresa. Prova disso é o conselho dado por ele ao engenheiro responsável pela empresa, André Camargo, quando os dois foram apresentados. ?Ele me disse apenas uma coisa: eu só quero que tu faças obras com qualidade?, recorda.

A família trabalha junto na administração de empresas desde 1978. Casados há 59 anos, os pais Osmar, 81 anos, e Margarida, 84, servem de inspiração a todo instante para os três irmãos e sócios da família Assini. ?Ter a mãe e o pai junto conosco, como um esteio de tudo, é um privilégio que Deus nos deu. Costumo dizer que toda grande empresa tem origem numa grande família?, conta.

 

Britagem Barracão fortalece atividades

Empresa aposta em novidades para se manter em evidência no mercado de comércio de pedras, britas e areia

britagemimg1299MD.jpgA movimentação é sempre intensa na entrada da empresa gasparense Britagem Barracão. Sem perder tempo, caminhões entram e saem para abastecer clientes que esperam pelos materiais fornecidos pela empresa. Com 13 anos de atuação, a Britagem se especializou em produzir e distribuir britas para o mercado do Vale do Itajaí e Litoral. Os produtos se dividem em cinco linhas, que vão desde pedras brutas, passando por macadames, britas e areia até chegar ao asfalto, novidade mais recente.

Com frota de 30 caminhões, a Britagem Barracão atualmente responde por cerca de 100 mil toneladas de pedras por mês. O número coloca a mineradora como maior produtora catarinense de britas. No total, entre 60 e 70 funcionários estão envolvidos com as atividades da empresa. Os clientes se dividem numa área de 80 quilômetros, que se estende ao Litoral desde a altura de Piçarras até a região de Itapema. O maior foco é o ramo de concretagem e de materiais para obras de infraestrutura.

Diferenciais

A Britagem Barracão é responsável por todas as fases de produção. A empresa faz as detonações de rocha, em pedreira própria, com as licenças ambientais necessárias. Após esta etapa, as pedras são moídas no britador, que dá forma aos produtos. O envolvimento em todos os processos é considerado um diferencial por agregar valor e qualidade aos materiais. ?Nossa pedra é considerada a de maior qualidade da região por ter um formato cúbico, ideal para aplicar ao concreto?, destaca André Camargo, responsável pela engenharia da empresa.

A maior estrutura de britagem da região também é a única com espaços cobertos para a produção. Isso permite à empresa trabalhar no mesmo ritmo em dias de frio ou chuva e agrega qualidade ao produto final, já que não há influência de umidade nos materiais. Recentemente, a empresa investiu em novos equipamentos para dar suporte à expansão. ?Nossa intenção é melhorar cada vez mais a qualidade da brita e da areia?, garante o diretor da Britagem Barracão, Antônio Assini.

O caminho das pedras

A trajetória de empreendedorismo na família Assini começou em 1978, com a Olaria Macuco, fundada pelo patriarca Osmar Assini. A empresa produziu tijolos para a região durante dez anos, até que Antônio Assini deixou a empresa com o pai e os dois irmãos, José Henrique e Lodovico, para entrar no ramo de extração de areia. Por mais uma década, ele comandou um estabelecimento no Poço Grande.

Com o declínio do setor, no final dos anos 1990, os três irmãos voltaram a se unir profissionalmente. Decidiram seguir o caminho das pedras e se tornaram sócios fundadores da Britagem Barracão. A empresa começou a operar em 4 de janeiro de 1999. De lá para cá, ampliou a capacidade, a linha de produtos e ganhou novos clientes, além de ter contribuído para manter unida toda a família Assini.

Usina de asfalto promete expandir foco de atuação

usinamg4735MD.jpgPara dar sequência ao crescimento, a Britagem Barracão aposta numa nova estrutura capaz de ampliar as atividades: a usina de asfalto. A novidade é totalmente informatizada e deve ajudar a empresa a reforçar a atuação no ramo de infraestrutura.

A intenção é conseguir até mesmo assumir obras públicas, com serviços que agregariam valor aos produtos hoje apenas comercializados. A usina já começou a operar e deve ganhar força a partir do segundo semestre.

A capacidade de produção da usina é de 80 toneladas por hora. Um dos diferenciais é a capacidade para produzir tanto o asfalto comum quanto o asfalto ecológico, que aproveita borracha na composição. A variedade traz ganhos em durabilidade e em aderência. Para atender à demanda de pedras para formar o asfalto, o britador da empresa está sendo ampliado.

A estrutura é movida a gás e une pedras da britagem ao betume, mistura derivada do petróleo que forma o asfalto. Outro destaque é o silo de armazenamento. O espaço permite que o asfalto fique guardado por até um dia antes de ser aplicado. Em condições normais, o material precisa ser usado logo após ser feito.

Além da usina de asfalto, a empresa montou uma usina de solos. A estrutura irá fabricar a mistura usada como base para o asfalto. Com esse reforço, a empresa fica preparada para assumir todas as etapas de obras de infraestrutura e pavimentação. ?São passos fundamentais para a nossa evolução?, avalia o diretor da empresa, Antônio Assini.


Histórias para Se Orgulhar

Mesmo com percalços no caminho, rotina na estrada proporciona passagens curiosas aos motoristas. Três deles contam as experiências mais marcantes

Dificuldades não faltam no dia a dia de quem ganha a vida atrás do volante. Os custos para se manter na estrada, o risco de assaltos e a saudade de família são alguns dos obstáculos que profissionais como os caminhoneiros precisam enfrentar diariamente. Por outro lado, há uma série de situações que somente a vida nas rodovias pode oferecer o privilégio de testemunhar. A sensação de liberdade, as amizades feitas no caminho e os cartões-postais que marcam cada nova viagem dão um encanto especial ao dia a dia desses profissionais.

A reportagem do Cruzeiro do Vale conversou com alguns caminhoneiros, na ativa ou em novos desafios, e separou algumas histórias de emoção que marcaram as experiências nas estradas.


Prazer em conhecê-lo

pg15valdemarMD.jpgValdemar Scopel, 53 anos, atua como caminhoneiro desde 1969. Natural de São Marcos, no Rio Grande do Sul, ele passa constantemente por Gaspar para escoar a produção industrial e garantir o sustento da família de três filhos. O Auto Posto Testoni, no Poço Grande, costuma lhe servir de casa quando está em território gasparense. Nesses 43 anos de estrada, uma história específica é guardada com carinho na memória.
No início dos anos 1970, ele percorreu o Nordeste brasileiro numa das viagens que fazia para vender vinhos gaúchos. Ainda não havia atravessadores e ele mesmo entregava as garrafas a cada estabelecimento. Na Praia de Iracema, em Fortaleza (CE), com pouco mais de 20 anos, ele teve o primeiro contato com o mar. ?Lembro que a praia tinha muitos coqueiros, o clima era bastante fresco. Percorri toda a orla entregando vinho para os comerciantes achando aquela vista muito bonita?, recorda.

No túnel do trem

pg13jooMD.jpgJoão Batista Gobbi, hoje com 45 anos, tinha pouco mais de 20 quando levou a família para viajar de caminhão pela primeira vez. O destino era a cidade de Coati (RJ), onde deixaria uma carga de sapatas ? suporte para os trilhos de uma estrada ferroviária em construção. Quando chegou ao município, pediu informações. ?Eu não sabia para o que seria usada a carga?, conta.

À medida que seguia o caminho indicado, percebia o estreitamento da estrada. Na pista em que antes passavam dois caminhões agora só cabia um. Dos lados, duas montanhas. A preocupação só aumentou quando, ao final de uma descida, João avistou um penhasco e uma mínima ponte ligando ao outro lado. ?Não dava pra acreditar que o caminhão passaria, mas voltar de ré também não dava?, explica. A família ficou assustada, mas o jeito foi passar, bem devagar, num local que para ele lembrava os cânions norte-americanos.

Passada a ponte e também o susto, a família logo se deparou com um túnel deserto. Se antes voltar era impossível, agora mais ainda. A altura do caminhão era quase a do túnel, mas foram em frente. Passaram por outros trechos e túneis até avistarem um galpão ? o canteiro de obras da estrada ferroviária, destino da carga. ?Foi a primeira vez que viajei com a família e eles já passaram por um susto?, recorda, aos risos.

Salvo pelo companheirismo

pg14valmirMD.jpgValmir Nicoletti, 44 anos, trabalha há quase três décadas como motorista. Cortou as estradas do país com caminhões e, desde 2003, escolheu percorrer rotas mais curtas com entregas de água e gás por toda a cidade. Casado, Valmir divide as poucas horas vagas com a esposa, a filha e os 14 cães adotados. Conheceu todas as capitais de estados brasileiros, com exceção de Manaus (AM). Mesmo assim, foi assaltado apenas uma vez, em Campinas (SP), quando roubaram dinheiro e pertences da cabine.

Em outra vez, porém, ficou no quase. Valmir deixou São Paulo com mil quilos de porcelana chinesa. O destino era a extinta empresa Moelmann, de Blumenau. Foi orientado a levar apenas aquela carga e não parar, pelo valor das peças e risco de assalto. Na altura de São Lourenço, no interior paulista, veio o susto. Um carro alcançou o caminhão e o motorista pedia para encostar. O pedido não foi atendido e o suspeito apontou uma arma.

O gasparense pisou fundo até alcançar dois ônibus de turismo. Na base da mímica, conseguiu explicar a ameaça e os motoris u até o próximo posto de combustível. Ali pediu proteção e permaneceu até a manhã do dia seguinte. ?Aquele dia os motoristas me salvaram?, reconhece.


Regulamentação altera rotina da categoria

Novas normas exigem intervalos esporádicos a cada quatro horas ao volante e 11 horas de descanso diário a condutores profissionais

pg151MD.jpgApós 30 anos de discussões em busca de um acordo, motoristas profissionais finalmente convivem com uma lei nacional de regulamentação da profissão. As normas deveriam entrar em vigor em junho, mas entidades e órgãos públicos conseguiram prazo de 60 dias para que as empresas e os profissionais possam se adaptar. As alterações são válidas para categorias como caminhoneiros, condutores de ônibus e taxistas. A proposta agradou boa parte dos profissionais por garantir mais saúde aos trabalhadores e reduzir o risco de acidentes, mas ainda causa desconfiança a alguns profissionais.

Pela nova norma, a jornada máxima de trabalho diário deve ser de 10 horas. Após esse período, os motoristas precisam descansar pelo menos 11 horas ininterruptas. Além disso, condutores profissionais devem descansar por pelo menos 30 minutos a cada quatro horas dirigidas. A medida pretende diminuir o risco de acidentes de trabalho na rotina dos motoristas e garantir mais saúde aos profissionais, muitas vezes castigados por jornadas excessivas.

O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Blumenau e Região (Sintroblu), José Vilmar Zimmermann, mostra-se satisfeito com a regulamentação e diz que as normas vão trazer ganhos à categoria. Como exemplo, ele cita o fato de que os motoristas passarão a ser pagos pelo tempo que esperam para carga, descarga e fiscalização. ?Antes, o caminhoneiro precisava estar sempre na estrada para faturar. Agora, poderá cumprir as novas normas sem prejuízo financeiro?, avalia.

Punições

A fiscalização das novas normas ficará sob responsabilidade das polícias rodoviárias. As empresas também terão que ajudar a monitorar os horários de trabalho dos motoristas, que também terão a missão de cumprir as jornadas determinadas em lei. Condutores que não respeitarem os tempos de pausa no trabalho serão multados no valor de R$ 127 e somarão cinco pontos na carteira de habilitação. As empresas também estão sujeitas a punições.

De acordo com dados atualizados até junho pelo Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC), a frota de Gaspar conta com 1.267 caminhões, 294 caminhões trator, 20.025 automóveis e 8838 motocicletas ou motonetas. No total, o município registra 35.367 veículos em circulação.

Na avaliação do sindicato, categoria será beneficiada

O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Blumenau e Região (Sintroblu), José Vilmar Zimmermann, lembra que os profissionais autônomos também precisarão acompanhar as novas normas. Na avaliação dele, isso irá beneficiar a categoria, que atualmente é submetida a jornadas e condições injustas por alguns contratantes.
A saúde dos trabalhadores e a segurança no trânsito são as principais vantagens apontadas pelo sindicalista. Ele reconhece que o preço do frete deve subir um pouco em função do aumento dos custos, mas descarta que os percentuais cheguem a 30% ou 40%, como defendem algumas lideranças empresariais. ?Se por um lado a remuneração aos motoristas precisará ser maior, por outro teremos reduções em gastos como seguros, por ter menos acidentes, e auxílio-médico para a categoria?, analisa.

O presidente revela que está participando de seminários para esclarecer dúvidas sobre a regulamentação, comum a grande parte da categoria. Na análise dele, após o prazo de adaptação, empresas e motoristas vão naturalmente adotar as novas normas ? principalmente depois do início da fiscalização das polícias rodoviárias. Apesar de itens como o aumento de pontos de parada nas rodovias terem sido vetados, Zimmermann acredita que a lei deve trazer mais benefícios do que desvantagens aos profissionais. ?Não tenho dúvidas de que a situação dos profissionais vai melhorar muito?, aposta.

 

Dicas de segurança para motoristas

Por transportar cargas de alto valor e guiar veículos também cobiçados, profissionais da estrada ficam mais expostos. Orientações ajudam a evitar situações de risco

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Na hora de falar sobre a profissão, os caminhoneiros raramente escondem o amor pelo que fazem e gostam de destacar vantagens da vida na estrada como a oportunidade de vivenciar experiências diferentes a cada dia. Uma preocupação, porém, costuma estar sempre de carona com os motoristas nas viagens pelo país afora: a insegurança nas estradas.

O policial rodoviário e especialista em gestão e segurança no trânsito, Emerson Andrade, alerta que os motoristas precisam estar sempre atentos aos veículos que percorrem o mesmo trecho durante muito tempo, sem se distanciar. Em muitos casos, é dessa forma que começa a abordagem do assalto. ?Caso note movimentações suspeitas, os profissionais devem comunicar companheiros e a polícia por rádio ou celular. Atenção aos retrovisores é um cuidado preventivo importante?, orienta.

Nas pausas para dormir ou almoçar, o ideal é não dar detalhes aos colegas de estrada sobre a carga transportada ou a rota escolhida para chegar ao destino. Segundo o especialista, criminosos costumam se infiltrar em grupos de caminhoneiros para conversar e garimpar vítimas. Ele ressalta ainda que falsos acidentes ou colisões propositais contra o veículo da vítima, para forçá-la a parar, são outras abordagens comuns. ?É preciso ter sempre a mão os telefones de emergência?, reforça.

Nossa rota

pg152MD.jpgCaso haja problemas mecânicos ou nos pneus, a recomendação é seguir até um posto policial ou de combustível para providenciar reparos longe dos riscos do acostamento. Apesar das orientações, o especialista também traz dados tranquilizantes. Embora os motoristas gasparenses que cortam as rodovias do país estejam expostos ao risco de assaltos em qualquer região, não há registros de ocorrências desse tipo que tenham começado na região de Gaspar.

Andrade revela também que a cidade não costuma ser rota de motoristas que fazem uso de substâncias estimulantes para reduzir o tempo de viagem, hábito que pode aumentar o risco de acidentes. Ainda assim, segundo ele, nas fiscalizações de rotina feitas pela Polícia Rodoviária Federal, ainda há registros de condutores que seguem viagem sob efeito de álcool, por exemplo. ?As denúncias da comunidade podem auxiliar a identificar possíveis abusos dos profissionais da estrada?, ressalta.

Para especialista, formação de condutores está abaixo do ideal

Quando o assunto é direção, o policial rodoviário e especialista em gestão e segurança no trânsito, Emerson Andrade, lembra que caminhoneiros e motoristas de ônibus precisam ter noção de que conduzem veículos maiores e, portanto, com maior risco em caso de acidentes. Ele acredita que o processo de formação de condutores, em todas as categorias, ainda está aquém do ideal. ?Não é culpa das autoescolas. A lei é que impõe poucas exigências para mudança de categoria. Não são 15 horas-aula que vão habilitar uma pessoa a guiar um veículo com 4 mil quilos?, argumenta.

Na condição de policial rodoviário, ele revela que boletins recentes apontam que em 80% dos acidentes com morte na região há envolvimento de veículo de grande porte. ?Isso acende um sinal de alerta porque antes os registros de colisões com caminhões eram esporádicos?, recorda. Ele cita a rivalidade entre condutores e o estresse do trânsito como possíveis causas desses registros e lembra que o preparo emocional é fundamental para lidar com o dia a dia da estrada.

Orientações valiosas

- Ficar atento aos veículos que permanecem percorrendo o mesmo trecho durante muito tempo;

- Ter sempre a mão os telefones de emergência, como o 191 (Polícia Rodoviária Federal), 198 (Polícia Rodoviária Estadual) e 190 (Polícia Militar);

- Evitar informar a companheiros de estrada o tipo de produto que está transportando e a rota que irá fazer;

- Evitar parar para prestar auxílio em supostos acidentes em locais de pouca movimentação;

- Ficar atento a tentativas de provocar acidentes perto ou contra o caminhão;

- Em caso de problemas mecânicos ou danos no pneu, procurar um posto de combustível ou policial para providenciar reparos em segurança.

Fonte: Emerson Andrade, policial rodoviário e especialista em gestão e segurança no trânsito.


O que pensam os Motoristas

Profissionais que conduzem diferentes veículos falam sobre as vantagens e as dificuldades de trabalhar nas ruas de Gaspar

pg171astrogildopbMD.jpgA localização privilegiada, as carências estruturais e o número de veículos que passam por dia nas estradas gasparenses são alguns dos fatores que complicam o trânsito da cidade e despertam críticas dos condutores. Para quem precisa percorrer esses trajetos para ganhar a vida, a situação é até mais delicada.
Há seis anos como motorista na Auto Viação do Vale, responsável pelo transporte público dentro de Gaspar, o motorista Astrogildo da Silveira, 37 anos, acredita que a situação está melhorando. Os projetos de ampliação de pontos críticos são as principais esperanças.

Na avaliação dele, a possibilidade de trabalhar com o público é uma das principais vantagens da profissão. Apesar disso, ele apresenta uma reclamação que é quase consenso entre os motoristas. ?Quando precisamos retornar à pista após alguma parada, ninguém dá a vez. Isso nos prejudica bastante?, destaca.

pg172maurciopbMD.jpgMaurício Francisco, 39 anos, trabalha há 12 anos para a Viação Verde Vale, empresa que faz o transporte de passageiros entre as cidades de Ilhota, Gaspar e Blumenau. Morador de Ilhota, ele já diz que nem sempre é fácil lidar com o público, mas destaca a sensação de liberdade como diferencial da profissã

Comentários

CJR
31/07/2012 22:03
Infelizmente tem pessoas que confundem demostração de fé com baderna! Morro próximo ao Ginásio João dos Santos e no ano passado o buzinaço começou por volta das 4:30 da manhã. Um verdadeiro inferno para quem tem filhos pequenos. Os caminhões tem buzinas que parecem de navios, que quando acionadas chegam a tremer as janelas. Este ano por precaução fui para casa de parentes no litoral para evitar o stress, mas pelo visto, nada mudou. Enfim não adianta só ter fé, é preciso também ter educação e respeitar o próximo e a lei, em especial o art. 227 do Código de Trânsito, e certamente ainda o 165. E por fim, cadê a Policia Rodoviária nesta hora?
claudenir
30/07/2012 10:56
Eu trabalho a noite e por isso vou dormir tarde e nesse domingo fui acordado às 5 da manha por pessoas que desrrespeitam os que estão descansando pois moro na rua Itajai onde o transito foi desviado fazendo com que todos os caminhões transitassem por este caminho e ai eu pergunto.
PRECISAVA IR PARA A FILA DA PROCISSÃO BUZINANDO ÀS 5 DA MANHA ONDE SÓ COMEÇAVA ÀS 7:30?

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