O inverno começou oficialmente no domingo, dia 21 de junho, e, em Santa Catarina, o frio ganha intensidade entre segunda e terça-feira, dias 22 e 23, com a entrada de uma intensa massa de ar polar sobre o estado.
Meteorologistas da Defesa Civil estadual projetam a atuação de uma onda de frio nesta primeira semana de inverno, com temperaturas negativas do Oeste até os Planaltos catarinenses. “A onda de frio ocorre quando há persistência de temperaturas mínimas abaixo do padrão climatológico esperado para uma região, geralmente por um período mínimo de cinco dias consecutivos”, disse o meteorologista Caio Guerra
A última semana do outono já antecipou as características típicas do inverno. Bom Jardim da Serra registrou na quinta-feira, dia 18, a menor temperatura do estado até o momento, com os termômetros marcando -7,3°C. Em Urupema, a mínima chegou a -2,82°C e Urubici a -3,83°C.
O inverno segue até o dia 22 de setembro, quando começa a primavera de 2026.
Chuva congelante acontece quando a gota de chuva permanece líquida mesmo em temperaturas abaixo de zero e, ao atingir superfícies frias como chão, árvores, fios e janelas, congela instantaneamente, formando uma camada de gelo transparente.
Neve se forma quando a gotícula de nuvem encontra um núcleo de condensação específico e se transforma em floco antes de chegar ao solo.
Sincelo ocorre quando a água da chuva ou o orvalho da noite congela sobre plantas e superfícies com a queda da temperatura. Diferente da geada, pode se formar mesmo com vento.
Geada acontece quando o orvalho da noite condensa e congela sobre a superfície em condições de frio intenso e ausência de vento.
Geada negra é quando, mesmo sem chuva e com muito vento, o frio extremo congela a seiva das plantas.
O inverno costuma ser a estação mais fria e seca em Santa Catarina. Neste ano, com o desenvolvimento do El Niño, as chuvas tendem a ser mais frequentes e os períodos de frio mais passageiros. “Embora as massas de ar frio continuem atuando sobre a região, a tendência é que os episódios de frio intenso sejam menos frequentes e menos persistentes ao longo da estação”, explica Caio Guerra.
Com a chuva mais frequente, o técnico explica que as temperaturas tendem a não cair tanto nas noites nubladas. Por outro lado, as tardes podem ficar um pouco mais frias, sem a presença do sol.
A maior frequência de dias chuvosos, de acordo com os modelos climáticos da Defesa Civil, deve ser a partir de meados de julho. Apesar disso, os técnicos destacam que, por se tratar de uma estação naturalmente mais seca, a previsão de chuva acima da média não representa necessariamente um aumento significativo no risco de impactos ou desastres. Os efeitos mais expressivos do El Niño tendem a ocorrer durante a primavera, especialmente entre os meses de outubro e novembro.
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