
Aqueles que passam diariamente pela Ponte Hercílio Deeke, no Centro de Gaspar, podem perceber que as obras de restauração do local seguem em ritmo lento. As obras de reforma da única ponte da cidade iniciaram em outubro de 2011 e a previsão inicial de conclusão era de 12 meses, ou seja, em outubro deste ano a reforma deveria estar concluída. Porém, o mês de agosto está chegando e a empresa responsável ainda não conseguiu terminar os trabalhos na primeira metade do acesso. A pergunta que permanece na cabeça de toda a comunidade é: por que tanta demora?
Muitos arriscam dizer que a equipe de trabalhadores deveria ser maior, outros pensam que o trabalho é complicado e isso influencia diretamente no atraso. De uma maneira ou de outra, o fato é que desde fevereiro, com a interdição de um dos lados da ponte, os atrasos, estresse e as longas filas fazem parte da rotina de centenas de motoristas que precisam transitar na área central de Gaspar. A única maneira de a situação melhorar é o término das obras que, com tanta demora, já não tem mais data prevista para a conclusão.
Patrícia Scheidt, secretária de Planejamento e Desenvolvimento, confirma a prorrogação do prazo de entrega das obras, porém, não sabe informar ao certo em quanto tempo o prazo aumentará. ?Acabamos perdendo muito tempo, mais do que o esperado, no primeiro trecho da obra, devido a alguns testes que precisaram ser realizados?, destaca, afirmando também que agora toda a equipe está tentando recuperar este tempo para dar início aos trabalhos na outra pista da ponte no início do mês de setembro. Para a conclusão desta primeira metade, conforme Patrícia, faltam apenas duas etapas do total de cinco.
Quanto ao número de trabalhadores no passeio, que às vezes chega a ser de apenas quatro pessoas, conforme a comunidade local, a secretária diz que já notificou a empresa vencedora da licitação. Porém, o poder público não pode obrigar os empregados a trabalharem à noite ou aos finais de semana para que a conclusão aconteça o mais breve possível. ?Claro que se pudéssemos escolher uma empresa com o triplo de trabalhadores escolheríamos, mas a comunidade precisa entender que esta escolha é feita através de licitações e ganha a empresa que oferecer o melhor valor e não o maior número de funcionários?, registra. O que realmente está sendo levado em consideração, de acordo com Patrícia, é que o trabalho está acontecendo com qualidade.
Fiscalização semanal
Para que as obras estejam em acordo com o esperado e também para acompanhar a atuação da empresa responsável pelas obras de restauração da única ponte do município, a Prefeitura conta com fiscalizadores. ?No mínimo duas vezes por semana um fiscal vai até o local conferir se tudo está nos conformes?, diz a secretária de Planejamento e Desenvolvimento. Patrícia lembra também que muitos imprevistos tendem a surgir em uma obra de restauração ?Por este motivo, é necessário realizar um trabalho minucioso?.
Comerciantes estão de olho
Aqueles que possuem seus estabelecimentos comerciais próximos à Ponte Hercílio Deeke acompanham diariamente o andamento das obras e a equipe que está executando a reforma. Para Ivanir Vanzella, 44 anos, os trabalhadores estão no local todos os dias, porém em número muito inferior ao necessário. ?Acredito que o ritmo de execução da obra está péssimo. Já vi por diversos dias apenas três homens trabalhando do local, com certeza desta maneira a ponte nunca ficará pronta?, dispara o comerciante.
Assim como Ivanir, Ocinéia Medeiros, 62 anos, também afirma que o número de trabalhadores não é suficiente para uma obra tão importante quanto esta. ?Nós comerciantes nos sentimos um pouco prejudicados com essa demora, pois muitas pessoas preferem já nem passar pelo Centro devido ao trânsito caótico, e com isso perdemos fregueses?, diz.
Embora, os funcionários da empresa responsável pela obra estejam todos os dias no local, mesmo que em menor número, o comerciante Délcio Roedr, 46 anos, fala que em dias de chuva fraca os trabalhos são interrompidos. ?Ainda acho que vai demorar bastante, mas vale à pena, pois é uma obra que beneficiará toda a comunidade?, completa.
Edição 1408
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