Da Redação
Por Fernanda Pereira
A campanha eleitoral ainda está tímida nas ruas da cidade. Não há adesivos, placas e nem anúncios divulgando o número e nome dos quatro candidatos que concorrem à vaga de prefeito em Gaspar. A falta de publicidade tem apenas um motivo: a dificuldade em conseguir abrir as contas bancárias dos candidatos e comitês financeiros. Conforme a Resolução 23.376/2012, do Tribunal Superior Eleitoral, os candidatos só podem iniciar suas campanhas depois de registrar a candidatura, receber o CNPJ, abrir uma conta bancária e apresentar os recibos eleitorais. Antes disso, o pedido pelo voto acontece apenas no boca a boca.
Em Gaspar, a campanha política vai injetar milhões na economia. Somente os candidatos a prefeito pretendem gastar, juntos, cerca de R$3 milhões. O candidato que apresentou ao Tribunal Eleitoral o maior limite de gastos foi Kleber Wan-Dall, da coligação Um novo caminho para o futuro, que espera ter em mãos R$1 milhão para investir na campanha. O atual prefeito e candidato a re-eleição pela coligação Pra Gaspar seguir em frente, Pedro Celso Zuchi, é o segundo na lista de gastos e espera arrecadar de seus apoiadores até R$800 mil. Os candidatos Adilson Schmitt, da coligação Mais por Gaspar, e Teresa da Trindade, da coligação As pessoas em primeiro lugar, esperam gastar R$700 mil e R$500 mil, respectivamente.
Os valores estimados por cada campanha estão sendo arrecadados por meio de recursos próprios dos candidatos; recursos e fundos próprios dos partidos políticos; doações de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas; doações de outros candidatos, comitês financeiros ou partidos políticos; repasse de recursos provenientes do Fundo de Assistência Financeira aos Partidos Políticos; e receita decorrente da comercialização de bens, serviços e promoção de eventos, bem como da aplicação financeira dos recursos de campanha.
Os gastos com uma campanha para o cargo de prefeito não são limitados por lei e cada candidato pode investir quanto conseguir arrecadar. Conforme o chefe de cartório da 64º zona eleitoral de Gaspar, João Paulo Panini, depois de declarado, o limite de gastos com campanha só poderá ser alterado se for aprovado pelo juiz eleitoral, que julgará o caso requerido pelo candidato.
Como a lei determina que as contas bancárias devem ser abertas até dez dias após a concessão do CNPJ do candidato e como todos os candidatos de Gaspar já possuem seus números em mãos, em breve as campanhas publicitárias deverão invadir as casas, carros e espaços públicos de todos os bairros da cidade.
Quanto cada candidato espera investir na campanha?
| Adilson Schmitt (PPS+DEM R$ 700.000,00 |
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Celso Zuchi (PT + PRB + PDT + PCdoB) R$ 800.000,00 |
| Kleber Wan-Dall (PTB + PMDB+ PSC + PV + PSDB) R$ 1.000.000,00 |
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Teresa da Trindade (PP + PHS + PSB + PSD) R$ 500.000,00 |
Grande diferença em Ilhota
Enquanto em Gaspar os valores estimados para a campanha ao Executivo Municipal estão bastante equilibrados, na cidade de Ilhota os dois únicos candidatos que concorrem à vaga de prefeito apresentaram limite de gastos completamente diferentes.
O candidato do PMDB, Lucas Gonçalves, que espera dar continuidade aos oito anos de trabalho do atual prefeito Ademar Felisky, espera gastar na campanha a quantia de R$100 mil. Já o candidato da oposição, Daniel Bosi, da coligação Juntos vamos mudar, pretende arrecadar de seus apoiadores a quantia de R$2 milhões para investir em publicidade e propaganda durante os três meses de campanha.
Estes valores serão investidos em confecção de material impresso; propaganda e publicidade; despesas com comitês financeiros; montagem e operação de carros de som, de propaganda e de assemelhados; realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; realização de pesquisas; entre outras opções estabelecidas pela Resolução 23.376/2012, do TSE.
Os valores a serem investidos foram apresentados pelos coordenadores de campanha dos dois candidatos ao Tribunal Regional Eleitoral, TRE, e estão divulgados na internet, por meio do espaço DivulgaCan, que visa dar transparência às eleições municipais de outubro.
Edição 1406
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