
Dois anos após iniciar, a obra de recuperação da Ponte Hercílio Deeke finalmente caminha para as últimas etapas. Os cerca de 20 funcionários da empresa Arcos Engenharia, responsável pelos trabalhos, atualmente executam o acabamento das duas vigas longarinas que ligam os pilares no lado esquerdo do sentido Centro-Margem Esquerda e que irão sustentar o pavimento da ponte. O cronograma está com quase 90% das ações concluídas.
Ao mesmo tempo, está sendo realizada a concretagem da laje onde ficará a pista de rolamento e o passeio de pedestres. Segundo a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, dos 160 metros de extensão da Ponte Hercílio Deeke, apenas 33 metros ainda aguardam pelo trabalho de pavimentação. ?Devemos terminar a concretagem até o final de outubro, mas depois disso precisamos esperar a cura do concreto para fazer um relatório e saber se o trecho obteve a resistência necessária?, explica.
Só a partir daí é que a pista poderá ser asfaltada e liberada para veículos, o que pode ocorrer ainda em novembro. Os trabalhos finais no passeio de pedestres e da instalação do guarda-corpo continuarão sendo feitos após a liberação da segunda pista e devem ser concluídos até dezembro, segundo expectativa da Prefeitura.
Andamento
Ao olhar para trás, a secretária de Planejamento reconhece que a obra trouxe muitos transtornos para moradores e comerciantes, mas alega que desde que as pendências de liberação de recursos e transferências de redes de gás e telefonia foram superadas, a obra caminhou com mais velocidade. ?A empresa está mais compromissada, tem dado mais incentivos aos funcionários, o dinheiro está na conta da Prefeitura e está sendo repassado à empresa logo após as medições, temos reuniões semanais com representantes da comunidade, o que causa uma pressão maior. Tudo isso ajudou para que o trabalho rendesse um pouco mais?, argumenta.
O contrato inicial assinado com a empresa previa um prazo de 12 meses para a conclusão dos trabalhos, mas segundo a secretária este termo acabou sendo renovado. O que ainda está em discussão é um pedido de reajuste da empresa para os valores referentes aos materiais usados na obra. Segundo orientação do Tribunal de Contas, o pedido é válido quando a obra dura mais de um ano. ?Ainda estamos avaliando esse pedido internamente, porque a obra atrasou também por responsabilidade da empresa?, destaca Patrícia. A diferença costuma ser paga com recursos próprios dos municípios.
A reforma da Ponte Hercílio Deeke começou no início de outubro de 2011 e está orçada em R$ 2,9 milhões.
Edição 1530
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