Gasparense com câncer de mama agressivo precisa de R$250 mil para tratamento: "precisei deixar a vergonha de lado e pedir ajuda para continuar vivendo" - Jornal Cruzeiro do Vale

Gasparense com câncer de mama agressivo precisa de R$250 mil para tratamento: "precisei deixar a vergonha de lado e pedir ajuda para continuar vivendo"

09/07/2026

A vida de Cilene da Silva, moradora do bairro Barracão, em Gaspar, mudou completamente em poucos meses. Conhecida pela dedicação ao trabalho, independência financeira e cuidado com a própria aparência, ela precisou interromper a carreira profissional e mudar toda a sua vida após descobrir um câncer de mama agressivo. Agora, além da batalha pela própria saúde, enfrenta outro desafio: arrecadar cerca de R$ 250 mil para pagar parte do tratamento que não é coberta pelo seu plano de saúde (Unimed) nem pelo SUS.

Para conseguir o valor, Cilene iniciou uma rifa solidária e também disponibilizou uma chave Pix para doações. Até o momento, ela já conseguiu arrecadar cerca de R$ 13 mil e acredita que, com a ajuda da comunidade, conseguirá alcançar o objetivo.

A rifa tem como prêmios uma TV de 43 polegadas, uma TV de 32 polegadas, um micro-ondas de 20 litros, um liquidificador e um edredom de casal. Cada número custa R$5 e a folha completa custa R$100.

Quem quiser comprar ou contribuir de alguma forma pode fazer um pix para as chaves abaixo. Após a contribuição, o comprovante pode ser enviado pelo WhatsApp: (47) 99185-8585.

E-mail: cilenesilvaviana@gmail.com

CPF: 966.576.429-20

As chaves estão em nome de Cilene.

Descoberta inesperada

A doença foi descoberta de forma rápida e surpreendente. No início do ano, Cilene realizou exames de rotina, hábito que mantinha desde que venceu um câncer de linfoma há menos de três anos. Na ocasião, nenhum problema havia sido identificado.

Menos de 15 dias depois, porém, ela percebeu o surgimento de um grande caroço na mama esquerda. A partir daí, começou uma corrida contra o tempo. Novos exames e consultas com especialistas confirmaram o diagnóstico de um câncer de mama considerado bastante agressivo. “Minha vida virou de cabeça para baixo”, resume.

Após a confirmação da doença, Cilene passou por uma mastectomia radical, com a retirada completa da mama. Pouco tempo depois, precisou retornar ao centro cirúrgico devido a complicações.

Embora o tumor tenha sido removido, a luta está longe do fim. Ela ainda precisa passar por radioterapia e hormonioterapia, tratamentos considerados fundamentais para reduzir os riscos de a doença voltar.

Carreira construída com dedicação

Antes da doença, Cilene vivia uma fase de crescimento profissional. Após trabalhar por 22 anos no Dietrich Materiais de Construção, seis anos na rede O Boticário e outros quatro anos na Construtora WDF, ela havia decidido deixar os empregos com carteira assinada para atuar como representante comercial autônoma no segmento da construção civil, atendendo quatro empresas. O novo projeto representava uma nova etapa da sua trajetória, mas precisou ser interrompido quando começaram os exames e o tratamento.

Sem poder trabalhar, ela perdeu sua fonte de renda justamente no momento em que os gastos com a saúde aumentaram.

Sonho de acompanhar as conquistas da filha

Cilene é mãe de Maria Eduarda (foto abaixo), de 20 anos, estudante universitária que está a cerca de um ano e meio da formatura. Para ela, uma das maiores motivações para continuar lutando é poder acompanhar os próximos capítulos da vida da filha. “Quero vê-la se formar, casar, comprar a casa dela e, quem sabe um dia, me dar netos”.

Segundo Cilene, toda a família sofre com essa situação. O pai chegou a cogitar vender um terreno para ajudar a custear o tratamento. Ela própria também pensou em vender a casa após receber o diagnóstico. Porém, diante da urgência do tratamento e da burocracia envolvida, percebeu que essa não seria uma solução rápida. “Eu nunca dependi de ninguém. Sempre trabalhei muito para conquistar minhas coisas. Já usei cerca de R$ 60 mil que tinha e precisei deixar a vergonha de lado e pedir ajuda para continuar vivendo”.

 

 

Edição 2232 

 

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