O Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Hospital de Gaspar) abriu uma sede administrativa no Centro de Gaspar. Ela fica na rua Coronel Aristiliano Ramos, número 521 – sala 2, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h. Neste local, devem ser tratadas pendências como retirada de exames, solicitação de prontuários e questões administrativas referentes a atendimentos realizados até 30 de junho de 2026, data em que a associação privada encerrou suas atividades de atendimento hospitalar.
O Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, é uma associação privada sem fins lucrativos que permanece ativa administrativamente e mantém o CNPJ vigente até a conclusão dos procedimentos legais necessários, conduzindo, por sua própria responsabilidade, os trâmites decorrentes do encerramento de sua operação hospitalar. Excepcionalmente esta semana (de 13 a 17 de julho), não haverá atendimento em razão da realização dos acertos rescisórios dos ex-colaboradores.
Em casos de urgência para retirada de documentos, basta entrar em contato pelo WhatsApp (47) 3144-8200.
O Hospital Santo Antônio assumiu oficialmente a administração do Hospital de Gaspar no dia 1º de julho. A mudança marca o fim de um longo ciclo de incertezas e o início de um momento de muita esperança na mudança.
Sob intervenção desde 2014, o Hospital de Gaspar enfrentava problemas financeiros, com acúmulo de dívidas milionárias. Em setembro de 2025, o governador Jorginho Mello confirmou um repasse para que a Prefeitura de Gaspar viabilizasse a desapropriação do hospital. Com isso, o hospital foi incorporado ao patrimônio público e o município teve autonomia para passar a administração da unidade ao Hospital Santo Antônio.
A desapropriação do hospital envolveu o valor de R$26.396.972,14, pagos com recursos estaduais e municipais como forma de indenização à Associação Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Deste total, cerca de R$23,5 milhões correspondem aos terrenos e construções e os outros quase R$3 milhões são referentes aos equipamentos e mobiliário.
As dívidas acumuladas ao longo dos anos não serão assumidas pelo município nem pelo Santo Antônio. Elas permanecem sob responsabilidade da Associação, que será responsável por administrar com os recursos recebidos na indenização.
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